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Ferramentas para construção de sistemas especialistas As ferramentas para construção também podem ser chamadas de linguagens de programação que são utilizadas para a implementação. A seguir você verá as principais linguagens: � LISP: utilizada pelos norte-americanos nos programas de inteligência artificial, é bastante experimentada e bem confiável. � PROLOG: utilizada pelos europeus, tem seus princípios na lógica e na matemática, hoje já esta sendo substituída pelo JAVA. � JAVA: criada na década de 1990, é orientada a objetos (comportamento dos objetos determinados por classes) e compilada em bytecode, que posteriormente são processadas. Arquitetura dos sistemas especialistas Os sistemas especialistas tem uma arquitetura própria que você verá na Figura 1. O esquema mostra como são as correlações dos componentes desses sistemas, mostrando o caminho que as informações percorrem desde o especialista até o usuário final. Figura 1. Estrutura da arquitetura de um sistema especialista. Fonte: Pamphylio (2014). Sistemas especialistas, sistemas de apoio à decisão e sistemas executivos112 O Quadro 1 mostra em detalhe os módulos da arquitetura de um sistema especialista. Base de conhecimentos É o modulo básico do sistema, contém o seu conhecimento sob a forma de regras de produção, quadros e redes semânticas. Máquina de inferência Contém o interpretador de regras e o escalonador de regras. Quadro negro É a área de trabalho, contendo informações e fatos e estruturas de suporte ao funcionamento do sistema, quando ele efetua os raciocínios. Sistema de justificação Contém os questionamentos dos usuários, por exemplo, pode responder a perguntas do tipo “Como chegou a esta conclusão?” Mecanismos de aprendizagem Apresenta recursos que permitem fazer acréscimos e alterações na base de conhecimentos. Sistema de aquisição de conhecimento Dá condições do sistema ampliar e alterar seu conhecimento, é a parte crítica de qualquer sistema especialista. Sistema de consulta Interface do sistema com o usuário. Processador de linguagem natural Torna ao usuário o sistema transparente em toda a sua complexidade, trazendo a linguagem ao nível do usuário para que o processo fique mais fácil. Quadro 1. Módulos da arquitetura de um sistema especialista. Fases para o desenvolvimento dos sistemas especialistas Pode ser desenvolvido em seis fases, conforme apresentado no Quadro 2, sendo que a aplicação depois de confeccionado está presente nas mais diversas áreas do conhecimento e nomes diferentes serão encontrados, por exemplo, na área jurídica pelo nome de JUDITH, na agricultura pelo POMME, engenharia pelo REACTOR, na física pelo GAMMA, entre muitos outros. 113Sistemas especialistas, sistemas de apoio à decisão e sistemas executivos