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AUDITORIA DA QUALIDADE Unidade 4 CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS DIRETORA EDITORIAL ALESSANDRA FERREIRA GERENTE EDITORIAL LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS PROJETO GRÁFICO TIAGO DA ROCHA AUTORIA PERI DA SILVA SANTANA 4 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 A U TO RI A Peri da Silva Santana Sou Mestre em Engenharia da Produção, Pós-Graduado e Especialista em Estratégia e Gestão Estratégica, Graduado em Administração e com Licenciatura em Sociologia. Especialista em Administração e Gestão Estratégica, com Aperfeiçoamento em Estudos Sociais e Licenciado em Sociologia pela FIC. Fui aluno especial nas disciplinas da Universidade de São Paulo-USP, no Programa de Mestrado em Administração/FEA-USP na disciplina: Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho (GQVT), no Programa de Mestrado em Comunicação/ECA-USP na disciplina “As aventuras estéticas da Publicidade” e, na USP-Leste EACH, no programa de Gestão Têxtil, na disciplina “Gestão e modelagem matemática”. Sou Especialista e Pós-Graduado lato sensu em Administração Estratégica Empresarial, com extensões pela Fundação Getúlio Vargas FGV-EAESP em Gestão Estratégica, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em CRM (Customer Relationship Management) e em Relacionamento com o Cliente, pela Fundação Vanzolini em FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) e em Análise do Tipo e Efeito de Falha, pela Fundação Faculdade Trevisan em Planejamento Estratégico e em Didática do Ensino Superior pelo Instituto e Fundação IPEC. Tenho experiência e vivência na área de Administração e Gestão, processos gerais de gestão, auditoria e glosa, logística, departamento financeiro, automação bancária, indústria e gráfica. Atuo principalmente nos temas de administração, estratégia, comunicação, planejamento, logística e gestão. Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! 5AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 ÍC O N ES 6 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 SU M Á RI O Preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria ..................................................................................... 9 Planejamento do relatório de auditoria ........................................................ 12 Características do relatório de auditoria.............................. 21 Conteúdo do relatório de auditoria ...............................................................24 Tipos de relatórios................................................................... 32 Tipos de relatórios .............................................................................................32 Relatórios de auditoria .....................................................................................35 Auditoria na gestão pública (tipos de relatórios) ..................................... 36 Relatório preliminar...........................................................................................36 Relatório final .....................................................................................................37 Relatório simplificado ........................................................................................39 Relatório informativo ........................................................................................39 Relatório Anual de Atividades da Auditoria Interna (RAINT): .................... 40 Relatório sobre as responsabilidades da administração para controle interno .................................................................................................................41 Aprovando e distribuindo o relatório de auditoria.............. 45 Concluindo a auditoria .....................................................................................45 Como implementar a qualidade total ............................................................ 46 Implantar a gestão da qualidade ....................................................................50 Melhoria contínua e a trilogia de Juran .........................................................52 Aprovando o relatório de auditoria ...............................................................54 Distribuindo o relatório de auditoria ........................................................... 56 7AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 A PR ES EN TA ÇÃ O A auditoria da qualidade tem um papel importante nas organizações que as adotam e que sabem trabalhar com ela. Consiste em avaliar e adaptar processos de acordo com as disposições impostas pelo planejamento estratégico. Nesta unidade 4, vamos ver as conformidades e não conformidades, resumo, conclusão e a reunião de encerramento que ocorre por meio da coleta sistemática e documentada de informações, a fim de identificar, registrar e obter evidências objetivas acerca das áreas de não conformidade com os parâmetros determinados e apontar quais são as causas. Pode-se dizer, portanto, que a auditoria de qualidade é um processo organizado para a coleta de informações, tornando possível o reconhecimento das ações coercitivas a serem tomadas para que o progresso seja alcançado. Atualmente, grandes organizações e empresas com grandes investimentos e controles internos e externos priorizam e investem em auditoria. São realizadas e feitas as evidências da auditoria, que devem ser avaliadas de acordo com o critério do auditado para gerar as constatações. Antes da reunião de encerramento, a equipe da auditoria deve reunir-se para analisar as constatações e para acordar quanto às conclusões. A equipe da auditora também deve fazer uma reunião de encerramento com o responsável pelas funções ou processos auditados. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! 8 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 O BJ ET IV O S Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: A competência nada mais é que a capacidade, de estar apto e de ter conhecimento em um assunto ou área, o que se dará dentro do nosso objetivo, que é de auxilio e apoio ao discente no desenvolvimento das competências profissionais no término da disciplina e módulo: 1. Interpretar as funções da auditoria da qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. 2. Identificar e conhecer o entendimento dos processos e funções de aprovação e relatórios. 3. Demonstrar as funções específicas do Relatório. 4. Executar os processos da conclusão auditoria da qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. Vamos lá, preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! 9AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender as funções da auditoria da qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram tomar decisões profissionais sem a devida instrução tiveram problemas ao preparar esse relatório. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! De forma genérica, o relatório consiste em um instrumento que permite comunicar os achados do processo de auditoria. Figura 1 – Megafone Fonte: Freepik. O relatório da auditoria é um documento que ratifica os resultados da auditoria. É por meio dele que o auditor divulgará o 10 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 que foi examinado, destacando os pontos negativose positivos, bem como as suas conclusões, visando a assegurar que a direção da entidade saiba o que está dentro dos padrões de conformidade e o que deve ser aprimorado. Ademais, o texto deve ser objetivo, claro, imparcial, com o intuito de garantir que os resultados da auditoria sejam úteis, possibilitando que a organização utilize-os como guia para direcionar suas ações. Figura 2 – Opostos Fonte: Pixabay. Os relatórios de auditoria são compostos pelas conclusões e recomendações escritas dos auditores emitidos para a administração de uma empresa, elucidando os erros, fraudes ou deficiências durante a revisão de procedimentos. A linguagem dos relatórios deve ser concisa e cooperativa, apontando possíveis soluções. Além disso, deve abranger possíveis detalhamentos que facilitem à administração a tomada de medidas necessárias à correção das inconformidades encontradas. 11AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Figura 3 – Corrigir Fonte: Freepik. O relatório do auditor constitui a etapa mais importante da auditoria implementada, representando a fase central do trabalho do auditor, a qual consiste na comunicação dos resultados. Um relatório que enseje a contestação do auditado ou que permita à direção da entidade avaliar o trabalho efetuado de forma negativa significa a desmoralização do valor da auditoria e, por fim, a desmoralização do próprio profissional. Figura 4 – Megafone Fonte: Freepik. 12 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Há situações em que, durante a etapa da averiguação dos fatos, o auditor conhece as técnicas e procedimentos da área na qual atua, contudo, ao apresentar o relatório, acaba não utilizando seus atributos técnicos, desmerecendo o trabalho de campo. É por meio do relatório que o auditor mostrará o que foi averiguado. É nesse período que a direção da entidade e os envolvidos na implementação das tarefas serão informados a respeito do que pode ser aprimorado. Por isso é essencial que todo o trabalho do auditor seja planejado e estruturado, contendo conclusões lógicas. Assim, o auditor deve ser prudente e expressar-se de forma correta e no momento correto. Porém, muitas vezes, o auditor desperdiça relatórios, expondo fatos de maneira desorganizada e apresentando sugestões não condizentes com as soluções almejadas. Caso o auditor consiga realizar um relatório que seja inteligível por qualquer pessoa que leia, poderá assegurar-se de que o resultado do seu serviço será aceito e que a alta direção da entidade valorizará e apreciará seu trabalho. Planejamento do relatório de auditoria Visando assegurar que os relatórios emitidos atendam aos requisitos de qualidade e atinjam seus objetivos, é preciso que as equipes, em conjunto com o auditor líder, planejem a divulgação dos registros. O relatório é produto da auditoria e apenas um trabalho bem planejado pode constituir um produto de qualidade. Assim, é essencial que os auditores tracem o objetivo do processo de auditoria. Após essa fase, as equipes precisam determinar as questões de auditoria. Devem-se formular as questões da auditoria, de maneira a permitir que 13AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 o auditor trace um esboço do relatório contendo as hipóteses dos principais achados e das conclusões, o que subsidia uma avaliação da qualidade das questões. Figura 5 – Planejar Fonte: Freepik. É relevante que o planejamento de auditoria considere os potenciais resultados dos testes, os quais serão implementados durante os trabalhos de auditoria, bem como as expectativas do auditado no tocante aos resultados que serão comunicados por meio do relatório. O processo de escrita é interativo e, nessas circunstâncias, repete-se várias vezes, de forma que cada resultado parcial seja utilizado na fase posterior, até que se construa um relatório final satisfatório. Além disso, a matriz de planejamento e a matriz de achados são dois instrumentos úteis que podem orientar o processo. O primeiro contribui para o planejamento dos trabalhos e para a supervisão contínua, enquanto o segundo é empregado para a formulação do planejamento do relatório, 14 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 sua elaboração, supervisão e sua revisão final. Observa-se que ambos os instrumentos fundamentam o processo de melhoria contínua da qualidade dos serviços de auditoria prestados e cada um compõe uma base para o desenvolvimento de uma etapa da elaboração de relatórios. SAIBA MAIS A importância de um planejamento interno da auditoria. Acesse. Matriz de planejamento A matriz de planejamento é uma ferramenta cuja finalidade é esquematizar as informações importantes de um trabalho de auditoria, as quais fundamentarão sua execução e o detalhamento do escopo. Já a matriz de achados é um quadro- resumo que permite aos auditores sistematizar informações relevantes angariadas na fase de implementação da auditoria, a fim de elaborar um relatório posteriormente, conforme imagem. Quadro 1 - Matriz de planejamento Atributo Descrição Questões de auditoria Apresentar, em forma de perguntas, os aspectos que compõem o escopo da fiscalização e que precisam ser investigados com vistas à satisfação do objeto. Informações requeridas Identificar as informações necessárias para responder às questões. Fontes de informação Identificar as fontes de cada item de informação. https://portaldeauditoria.com.br/planejamento-da-auditoria-interna/ 15AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Detalhamento do procedimento Descrever as tarefas que serão realizadas. Objetos Indicar o documento, o projeto e o programa. Membro responsável Pessoas encarregadas pela execução de cada procedimento. Período Dias em que o procedimento será realizado. Possíveis achados Esclarecer resultados e conclusões que podem ser obtidos. Fonte: Elaborado pelo autor (2021). Essa matriz é composta por questões, informações, fontes, detalhes do procedimento, objetos, membros e possíveis achados. Após uma revisão e levantamento do supervisor, ela pode ser submetida a um painel de referência (como se fosse um brainstorming), tempestade de ideias com o objetivo de colher e levantar críticas, sugestões para seu detalhamento e aprimoramento, depois dos ajustes necessários em função do resultado das discussões do painel de referência. Figura 6 – Brainstorming Fonte: Freepik. 16 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Matriz de achados A matriz de achados é uma documentação que auxilia e norteia a organização de dados e informações e que corresponde ao que foi encontrado na auditoria em sua fase de execução e que deve ser guardado juntamente com a matriz de planejamento. Quadro 2 - Matriz de achados Atributo Descrição Achado Corresponde ao achado. Situação encontrada Situação existente, identificada e documentada durante a execução. Critério Legislação, norma, jurisprudência, entendimento doutrinário ou padrão adotado. Evidência Informações obtidas durante a auditoria no intuito de documentar os achados e de respaldar os julgamentos. Causa O que motivou a ocorrência do achado. Efeito Consequências do achado. Encaminhamento Identificação do responsável. Fonte: Elaborado pelo autor (2021). Organizações públicas e não públicas discordam quanto à eficácia da divulgação pública do controle interno sobre relatórios financeiros e fragilidades materiais. Os relatórios podem ser exigidos por credores, capitalistas de risco ou outros parceiros da organização. Mas as organizações podem relatar de forma voluntária a respeito do controle interno (GRAHAM, 2015). 17AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 No que diz respeito aos relatórios de entidade não pública, entende-se que: • Não existe necessidade de relatar a respeito dos controles internos, a menos que seja uma exigência de um regulador ou de uma associação de diferentes entidades. Entre os aspectos que motivam as organizações quanto à divulgação voluntária dos controles internos,pode-se destacar: • Disputa por fundos entre organizações sem fins lucrativos. Figura 7 – Interrogação Fonte: Pixabay. • É uma forma de agregar valor e alcançar confiança junto ao público. Importante destacar que, ainda que as organizações discordem quanto à necessidade do relatório, existem relatórios 18 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 para diferentes tipos de organizações e para alcançar diferentes objetivos. Alguns deles serão explorados no terceiro capítulo desta unidade, certo? Mas, no próximo capítulo, vamos falar sobre as características dos relatórios. Espero que você esteja preparado! Para finalizar, observe alguns problemas que podem interferir nos relatórios de auditoria, baseado em ASQ, a saber: • Controle de distribuição: relatórios em formato eletrô- nico e disponibilizado na rede, podem ser compartilha- dos com qualquer pessoa. Figura 8 – Pessoas de negócios usando internet Fonte: Freepik. 19AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Falta de correção: quando os relatórios não são revisados, podem conter desvios de gramática, erros de ortografia etc. • Relatórios não concisos: podem ser longos quando informações clichê são coladas neles. • Adulteração do conteúdo do relatório: caso o arquivo não seja protegido, o conteúdo do relatório pode ser alterado, e a integridade da informação pode ser removida. Figura 9 – Documento eletrônico Fonte: Freepik. • Recuperando: os relatórios se tornam inacessíveis em função da obsolescência ou de falhas dos meios de armazenamento. • Removendo (destruindo): quando os relatórios são colocados em formato eletrônico, pode ser impossível destruí-los. 20 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido as funções da auditoria da qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. O relatório da auditoria é um documento que ratifica os resultados da auditoria. Os relatórios de auditoria são compostos pelas conclusões e recomendações escritas dos auditores emitidos para a administração de uma empresa, elucidando os erros, fraudes ou deficiências durante a revisão de procedimentos. Para assegurar que os relatórios emitidos atendam aos requisitos de qualidade e atinjam seus objetivos, é preciso que as equipes, em conjunto com o auditor-líder, planejem a divulgação dos registros. A matriz de planejamento e a matriz de achados são dois instrumentos úteis que podem orientar o processo. A matriz de planejamento contribui para o planejamento dos trabalhos e para a supervisão contínua. E a matriz dos achados é empregada para a formulação do planejamento do relatório, sua elaboração, supervisão e sua revisão final. 21AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Características do relatório de auditoria OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de identificar e conhecer o entendimento dos processos e funções de aprovação e relatórios. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que desconsideraram essas instruções tiveram problemas ao elaborar o relatório de forma intuitiva. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! No geral, podemos entender que o relatório de auditoria tem as seguintes características: • Finalidade de informar os resultados do trabalho da auditoria. • Deve ser minuciosamente planejado e bem escrito. Figura 10 – Planejamento Fonte: Freepik. 22 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Deve conter fatos constatados como relevantes. • Deve apresentar sugestões e recomendações de melhoria efetivas. • Apontar os procedimentos não observados. • Trazer comentários do auditado Figura 11 – Conceito de opinião Fonte: Freepik. Os relatórios da auditoria têm as seguintes características: precisam ser precisos, concisos, claros, oportunos e ter tom. • Conciso: as palavras supérfluas não podem bloquear a recepção da mensagem. • Claro: fixar as mensagens na mente do leitor de forma objetiva. • Oportunos: explorar tópicos de seu interesse. 23AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Tom: o relatório precisa ser cortês e profissional. • Preciso: as declarações e referências têm de ser precisas. Figura 12 – Mira Fonte: Pixabay. ACESSE Dicas de persuasão para relatórios da auditoria. Acesse aqui. Reconhecidas essas características, a partir de agora, vamos explorar o conteúdo essencial de um relatório de auditoria. https://iiabrasil.org.br/noticia/redigindo-um-relatorio-de-auditoria-de-impacto-6-dicas-para-ser-mais-persuasivo?utm_campaign=boletim_informativo_semanal_79&utm_medium=email&utm_source=RD+Station https://iiabrasil.org.br/noticia/redigindo-um-relatorio-de-auditoria-de-impacto-6-dicas-para-ser-mais-persuasivo?utm_campaign=boletim_informativo_semanal_79&utm_medium=email&utm_source=RD+Station 24 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Conteúdo do relatório de auditoria Capa A fim de causar uma boa impressão, é importante iniciar com uma capa de qualidade. Ela será o ponto primário de contato da alta direção com os resultados da auditoria. Por essa razão, é relevante que esse item contenha informações como: • Título do relatório de auditoria. • Nome do auditor incumbido. • Data de término da auditoria. • Nome da entidade ou unidade de negócio auditada. Introdução Na introdução, o auditor deve oferecer uma visão ampla, com informações genéricas sobre a área e processos auditados, indicando quais normas estão dando suporte para a realização do trabalho (ex.: ISO 9001 e ISO 14001). Outrossim, o leitor deve ser informado a respeito de qualquer histórico que possa precisar saber antes de ler o relatório completo. Dessa maneira, qualquer pessoa que leia o relatório poderá compreender as razões que levaram a auditoria a ser organizada. 25AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Figura 13 – Homem procurando algo Fonte: Freepik. O relatório pode tratar, por exemplo, do surgimento de uma nova legislação que exerce influência sobre operações da organização. A introdução pode descrever quais leis eram aplicadas até o momento, quais são suas falhas e como a nova lei tratará essas questões. Figura 14 – Legislação Fonte: Freepik. 26 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 O parágrafo de ênfase consiste no parágrafo incluído no relatório do auditor e que trata de um assunto divulgado que, segundo o julgamento do auditor, é de grande importância para o entendimento dos leitores do relatório de auditoria da qualidade. Figura 15 – Pensando Fonte: Pixabay. Nessas circunstâncias, caso o auditor considere necessário explanar as informações da nota explicativa ou caso esteja satisfeito com seu trabalho e não identifique qualquer limitação nele, poderá utilizar o parágrafo de ênfase a fim de respaldar informações e orientar o leitor sobre os conhecimentos prévios requeridos para o entendimento do relatório. 27AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Resumo executivo O resumo executivo deve conter as conclusões relativas aos trabalhos implementados de maneira compactada. Ele deve ser estruturado da maneira a seguir: • Realizar uma breve descrição do objeto de auditoria, objetivos, escopo e data de início e conclusão. • Expor as conclusões do auditor. Figura 16 – Foco Fonte: Freepik. Pode-se, portanto, informar que o objetivo central da auditoria seria avaliar os processos da organização, com a finalidade de identificar o nível de conformidade em relação à nova legislação. Por fim, pode-se informar que uma das principais conclusões é que a entidade necessita executar manutenções no tocante às instalações. 28 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Terminologia utilizada É conveniente apresentar os termos empregados na elaboração do relatório,para que todos os leitores possam compreender as informações apresentadas. Citando um caso análogo: caso haja referências à ISO, é conveniente elucidar que se trata da Organização Internacional para Padronização. Figura 17 – ISO Fonte: Freepik. Apresentar um plano de auditoria O plano de auditoria deve descrever o auditor principal e suas qualificações, bem como outros auditores que compõem a equipe. Essa seção também deve descrever quais documentos foram avaliados e quem foi entrevistado. 29AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Figura 18 – Planejamento Fonte: Freepik. O auditor deve explicar quais etapas foram seguidas durante o processo de revisão (a ferramenta de mapeamento de processos pode ajudar) e quais critérios foram selecionados para eleger os documentos e os respondentes a serem entrevistados. Descrever os fatos constatados Quando certas coisas são inconsistentes com os padrões estabelecidos, o auditor deve prestar atenção aos fatos e evidências encontrados. Finalmente, o auditor deve resumir as sugestões de melhorias organizacionais na seção “Recomendações” do relatório. • Ser positivo: ele deve concentrar-se no que está acontecendo no momento e em como os aspectos 30 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 positivos da empresa podem ser aplicados nas áreas ou processos ineficazes. Figura 19 – Positivo Fonte: Pixabay. • Ser específico: o auditor deve indicar claramente quais aspectos não atendem aos critérios estabelecidos e que medidas devem ser tomadas para garantir a conformidade. Ele deve indicar claramente quem precisa agir. • Ser sucinto: o examinador deve ser breve nas recomen- dações e incluir apenas as informações e detalhes real- mente necessários. 31AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido a identificar e conhecer o entendimento dos processos e funções de aprovação e relatórios. Os relatórios de auditoria precisam ser: concisos (as palavras supérfluas não podem bloquear a recepção da mensagem), claros (fixar as mensagens na mente do leitor de forma objetiva), oportunos (explorar tópicos de seu interesse), adequados em relação ao tom (o relatório precisa ser cortês e profissional) e precisos (as declarações e referências têm de ser precisas). Reconhecidos esses aspectos, descrevemos o conteúdo básico do relatório de auditoria: capa (ponto primário de contato da alta direção com os resultados da auditoria), introdução (visão ampla), resumo executivo (conclusões relativas aos trabalhos implementados de maneira compactada), etc. Os termos empregados na elaboração do relatório têm de ser claros e objetivos. O auditor deve explicar quais etapas foram seguidas durante o processo de revisão. O auditor precisa mostrar os fatos e as evidências encontrados. Ele também precisa resumir as sugestões de melhorias organizacionais. 32 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Tipos de relatórios OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de demonstrar as funções específicas do relatório. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que desconsideraram essas instruções tiveram problemas ao operacionalizar o relatório apropriado para o tipo de auditoria realizado. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! Tipos de relatórios Existem várias formas para estabelecer as categorias de relatórios. Contudo é preciso levar em conta que o relatório é bastante complexo e de nada vale a designação da categoria correta de relatório se o conteúdo não estiver à altura das necessidades da organização. O auditor deve ter organizado um sistema de emissão de relatórios, que seja adequado ao momento ou situação em que os fatos estejam ocorrendo ou sendo apurados. Dessa maneira, pode-se dividir os relatórios em cinco tipos: Relatórios finais sintéticos São os relatórios que resumem a transmissão dos fatos e requerem uma maior capacidade do auditor. Relatórios sintéticos são aqueles usados para informar rápida e facilmente à gerência a respeito do que não está indo bem na organização. Portanto os relatórios sintéticos são os mais difíceis de escrever, porque devem relatar fatos em um texto curto, da maneira mais abrangente possível, sem negligenciar os pequenos detalhes que afetam o objetivo central. 33AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Relatórios finais analíticos Esses são relatórios projetados para fornecer aos auditores todas as informações e detalhes necessários para resolver adequadamente os problemas, sem números longos e intermináveis que não levam a nada. O relatório de análise é o meio de comunicação que o auditor tem em relação a todos os departamentos envolvidos no trabalho. Essa é a maneira de se comunicar com os funcionários no nível operacional. Portanto, deve ser claro e simples de apresentá-los. Relatórios especiais Esses são relatórios distantes da vida cotidiana. Eles também podem ser considerados relatórios confidenciais, devem ser entendidos como um requisito exclusivo dos diretores de uma empresa e têm interesse de propriedade em determinado assunto. EXEMPLO: um diretor da empresa chama o gerente de auditoria e solicita um projeto ou tópico que seja de seu interesse. Relatórios especiais também são relatórios de denúncia privada de fraudes indesejadas. Figura 20 – Fraude Fonte: Pixabay. 34 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Relatórios parciais Durante o processo de auditoria, os auditores costumam encontrar fatos ou eventos que devem atrair imediatamente a atenção da diretoria ou da gerência da empresa. O problema é comum durante o exame e precisa ser corrigido imediatamente para evitar falhas de continuidade e proporcionar tempo suficiente para a preparação para o relatório final. Alguns relatórios são recursos que podem ser usados para essa finalidade. Por exemplo, quando os recursos humanos fazem uma auditoria, o auditor descobre que certas partes da diretriz do fundo de seguridade social do GRPS foram calculadas incorretamente. Um subrelatório deve ser criado imediatamente, refletindo a situação atual que precisa ser corrigida. Com efeito, esse relatório não fornecerá uma introdução completa e sóbria sobre o que aconteceu, mas aborda a necessidade de resolver esse problema. Alguns relatórios podem aparecer em papel comum, devidamente identificado. Alguns relatórios também podem transmitir quaisquer dificuldades ou eventos que afetem diretamente o trabalho que está sendo executado, ou transmitir algumas outras dificuldades ou eventos relacionados às atividades do auditor. Relatórios verbais O relatório oral aplica o mesmo conceito que o relatório escrito, mas há uma diferença fundamental: não há minuta a ser corrigida antes da redação final. Em um relatório escrito, o auditor pode reescrever o parágrafo, alterar a frase e o período e melhorar o texto, antes que chegue ao receptor. Em um relatório 35AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 oral, se não estiver bem preparado, o auditor ficará mais vulnerável e sujeito a condições adversas. É importante considerar a diferença entre o que se diz e o que se escreve. Os relatórios orais podem ser diferentes de outros tipos de relatórios por serem mais rápidos. O aspecto mais importante a considerar ao entregar um relatório oral é o desempenho da tarefa pelo examinador. O auditor deve ser muito objetivo e claro e tornar seu discurso facilmente compreensível, uma vez que, ao final de um relatório oral, não há fontes que mostrem o que não está claro. Portanto, o relatório oral também deve ser planejado com antecedência e estruturado, pois o examinador deve estar preparado para atrair a atenção de seus ouvintes, fornecendo fatos, recomendações ou sugestões devidamentefundamentadas, com interesse compartilhado na solução de problemas. Relatórios de auditoria O relatório de auditoria indica a implementação da experiência real da auditoria. Nesse caso, uma explicação incorreta pode causar a perda de todo o conteúdo. Portanto, textos bem projetados precisam relatar não conformidades, observações e precauções encontradas, além de informações necessárias para qualquer tipo de relatório, como datas, locais e informações sobre os responsáveis. Algumas etapas simples, mas muito relevantes, podem subsidiar a criação do relatório de auditoria: • Entender o processo a ser testado cuidadosamente para evitar inconsistências que não são percebidas e, portanto, não são relatadas. 36 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Evitar expressões muito complicadas. Caso seja preciso usar termos ou acrônimos técnicos, convém inserir definições no texto. • Incluir os fatos positivos confirmados na auditoria. • Revisar para recomendar aspectos que podem ser aprimorados no processo. • Escrever relatórios dessa maneira e tornar o texto mais objetivo dará aos leitores mais interesse e credibilidade na leitura, o que ajudará os gerentes a entenderem e tomarem decisões. Auditoria na gestão pública (tipos de relatórios) Segundo Santos (2017), auditoria interna consiste em um órgão que executa auditorias nas atividades de gestão pública em determinados períodos, a fim de auxiliar a organização quanto ao cumprimento de seus objetivos. Reconhecida a finalidade desse procedimento, os próximos tópicos exploram alguns tipos de relatórios utilizados. Relatório preliminar De acordo com Santos (2017), o relatório preliminar consiste em um documento enviado pela equipe de auditoria detalhando todo o trabalho de auditoria interna. Esse relatório tem a seguinte estrutura: • Dados iniciais: consiste na apresentação do relatório, devendo conter: o tipo de auditoria, o exercício, o departamento auditado, o processo, o período de execução, entre outros. 37AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Equipe responsável pela auditoria e informações gerais. • Escopo de trabalho. • Amostra. • Objetivos. • Técnicas de auditoria aplicada. • Riscos de auditoria. • Resultado dos testes. • Relato gerencial. • Análise da auditoria interna. • Fatos. • Causas/critérios/consequências. • Sugestões. • Respostas breves para o caso de questões de auditoria interna. Como pode ser observado, a análise da auditoria interna está baseada em achados de auditoria, em que as evidências são documentadas nos documentos de trabalho (SANTOS, 2017). Relatório final Para Santos (2017), o relatório final diz respeito a um documento emitido pelos auditores internos, por meio de análise e acordo do auditor-chefe, com base no relatório preliminar da equipe de auditoria, sendo necessário fazê-lo passar por três revisões, a saber: • Revisão técnica: tem o objetivo de verificar se os registros são consistentes do ponto de vista técnico, 38 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 explorando o conteúdo e a objetividade quanto à relevância do conteúdo. Ela é realizada pelo auditor chefe ou por quem ele indicar. • Revisão gramatical: tem como objetivo analisar se os registros estão em concordância com as normas gramaticais, bem como se são claros e coerentes. Ela é realizada especialmente por um servidor da área de assistência administrativa ou por quem o auditor-chefe indicar. Figura 21 – Leitura e escrita Fonte: Freepik. • Revisão de formatação: seu principal objetivo é facilitar a leitura e seguir padrões de formatação expressos nessa instrução interna. Ela deve ser realizada, preferencialmente, por servidor do departamento de assistência técnica ou por uma pessoa indicada pelo auditor chefe. 39AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Esse relatório tem a seguinte estrutura: • Dados iniciais. • Escopo de trabalho. • Amostra. • Objetivos. • Técnicas de auditoria. • Risco de auditoria. • Resultado dos exames. • Relato gerencial. • Análise da auditoria interna. • Conclusão. Esse relatório deverá ser emitido para o reitor, bem como para outras instituições (Controladoria Geral da União/Regional, Pró-Reitoria auditada, órgão de apoio ao Comitê Gestor de Riscos e Controle Interno etc). Relatório simplificado O relatório simplificado é emitido pela auditoria interna quando são realizados trabalhos de auditoria simplificados, com escopo de trabalho reduzido e pontual, visando observar fatos específicos. Esse tipo de relatório é emitido em casos esporádicos e poderá conter recomendações específicas. Relatório informativo O relatório informativo é um documento emitido pela auditoria interna em caso de auditorias específicas, cujo escopo de trabalho é reduzido e pontual. Também busca informações 40 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 para trabalhos de futuras auditorias ou para elaboração do Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna. No geral, ele não tem nenhum tipo de recomendação. Relatório Anual de Atividades da Auditoria Interna (RAINT): O RAINT mostra os resultados da auditoria de um determinado período e deverá conter o relato sobre os processos de auditoria interna em função das ações planejadas. Santos (2017) destaca que existem diferenças conceituais entre auditoria interna e controle interno. Observe: • Auditoria interna: compreende os exames, as análises, as avaliações, os levantamentos e comprovações estruturados para explorar a integridade, a adequação, a eficácia e a eficiência de processos, sistemas de informações e controles internos integrados ao ambiente e de gestão de riscos, com a finalidade de auxiliar a organização na busca de seus objetivos. Figura 22 – Levantamento Fonte: Freepik. 41AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Controle interno: é o conjunto de atividades, planos, rotinas, métodos e procedimentos aplicados para assegurar o alcance dos objetivos das unidades da administração pública de modo confiável e concreto, mostrando possíveis desvios ao longo da gestão. Para proporcionar melhor compreensão, o próximo tópico explora um tipo de relatório que pode ser utilizado para controle interno. Preparado para conhecer um pouco sobre esse assunto? Relatório sobre as responsabi- lidades da administração para controle interno Muitas organizações costumam incluir outras declarações de gestão associadas ao controle interno nos relatórios direcionados aos acionistas. IMPORTANTE É necessário prestar atenção às divulgações adicionais para que não sejam confundidas com os relatórios solicitados a respeito do controle interno (GRAHAM, 2015). Declarações enganosas ou incompletas também precisam de atenção. Os auditores são orientados a negar associação com essas declarações. Nesse sentido, os comentários adicionais sobre a eficácia dos controles internos ou outras afirmações associadas à gestão precisam ser cuidadosamente revisados pelo auditor (GRAHAM, 2015). 42 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Graham (2015) afirma que o auditor precisa ajustar o relatório sempre que existirem as seguintes condições: • Os componentes do relatório da administração quanto ao controle interno estão incompletos ou são mostrados de modo inadequado. • Há uma restrição em relação ao escopo do trabalho. • O auditor utiliza como base os relatórios de outros auditores. • Existem outras informações no relatório anual da administração a respeito do controle interno de relatórios financeiros. Figura 23 – Financeiro Fonte: Pixabay. • Quando há distorções quanto à certificação anual da administração, quanto à Lei Sarbanes-Oxley. Graham (2015) observa que, para acessar informações complementares a respeito das possíveis mudanças que podem interferir no controle interno da organização quanto aos 43AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 relatórios financeirose, assim, quanto ao relatório do auditor, é necessário que o auditor considere os seguintes aspectos: • Relatórios transmitidos no período subsequente. • Relatórios de auditor independentemente de limitações existentes no controle interno. • Relatórios da agência reguladora a respeito do controle interno da organização quanto aos relatórios financeiros. • Informações a respeito da eficácia do controle interno da organização sobre relatórios financeiros obtidos por meio de outros compromissos. Nas auditorias de controle interno, a respeito dos relatórios financeiros, Graham (2015) destaca que o auditor precisa considerar os seguintes aspectos: • Mapear a responsabilidade da gestão por definir e manter um controle interno eficaz a respeito de relatórios financeiros. • Comunicar a avaliação efetuada pela administração quanto à eficácia do controle interno. • Declarar que a administração não usou os procedimentos do auditor realizados durante as auditorias de controle interno sobre relatórios financeiros ou declarações como parte da base para a avaliação da administração e da eficácia do controle interno sobre relatórios financeiros. • Mencionar a conclusão da administração em relação à eficácia do controle interno da organização, com base nos critérios de controle e na data especificada. 44 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Informar que a gestão compartilhou todas as deficiências nos processos de controle interno associados a relatórios financeiros. • Caracterizar fraudes que interferem nas demonstrações financeiras e que envolvem a alta administração ou gerência ou outros funcionários que têm um papel significativo no controle interno da empresa sobre os relatórios financeiros. • Anunciar as limitações identificadas durante trabalhos an- teriores, bem como atentar-se para as possíveis alterações realizadas depois da data em que está sendo relatado. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido as funções específicas do relatório. O relatório de auditoria indica a implementação da experiência real da auditoria. Os textos bem projetados precisam relatar não conformidades, observações e precauções encontradas, além de informações necessárias para qualquer tipo de relatório, como datas, locais e informações sobre os responsáveis. Existem várias formas de estabelecer as categorias de relatórios. Cabe ao auditor ter um sistema organizado de emissão de relatórios, o qual seja adequado ao momento ou situação. Exploramos os seguintes tipos de relatórios: relatórios finais sintéticos, relatórios finais analíticos, relatórios especiais, relatórios parciais, relatórios verbais. Também exploramos alguns relatórios utilizados em auditorias na gestão pública: relatório preliminar, relatório final, relatório simplificado, relatório informativo etc. 45AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Aprovando e distribuindo o relatório de auditoria OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de executar os processos de conclusão da auditoria da qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que não consideraram as devidas instruções tiveram problemas ao desenvolver um relatório. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! É conveniente que o relatório da auditoria seja emitido dentro do prazo convencionado. Caso isso não seja possível, é importante que as razões para o atraso sejam comunicadas ao cliente da auditoria, sendo necessário acordar uma nova data. Outrossim, o relatório de auditoria deve ser datado, analisado criteriosamente e aprovado, segundo os parâmetros determinados pelo programa de auditoria. Posteriormente, o documento aprovado deve ser distribuído aos receptores determinados pelo cliente de auditoria, até porque o relatório da auditoria é propriedade dele. Ademais, é importante que os membros da equipe de auditoria e todos os receptores do relatório respeitem e mantenham a confiabilidade do relatório. Concluindo a auditoria A partir das informações coletadas na auditoria, bem como evidências coletadas, o auditor precisa verificar os processos, procedimentos e padrões da organização, identificando: • Não conformidades. • A diferença entre fato (eventos reais) e inferência (conclusões). 46 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 • Oportunidades de melhoria. Após relacionar não conformidades, oportunidades de melhoria e boas práticas, o auditor precisa verificar sua coerência com os auditados. Como implementar a qualidade total Não existe uma solução única para cada situação ao planejar e implementar um sistema geral de gestão da qualidade ou estratégia de gestão da qualidade. Cada organização é única em sua cultura, práticas de gerenciamento e processos usados para criar e entregar seus produtos e serviços. Portanto, a estratégia de gerenciamento da qualidade será diferente de acordo com o contexto específico de cada organização. A alta gerência determina os principais valores e princípios a serem usados e os comunica ao restante da empresa. Com base nessas etapas, é desenvolvido um plano norteador de qualidade geral. A organização identifica e prioriza as necessidades do cliente e alinha produtos e serviços para atender à demanda. A gerência desenhou um processo fundamental para a organização atender às necessidades do cliente. A gerência supervisiona a formação de equipes para melhorar os processos, avaliando o progresso e revisando os planos, conforme necessário. Busca-se a conscientização contínua dos funcionários e o fornecimento de feedback sobre o status. Um sistema de recompensa também foi introduzido nessa fase. Quando uma organização deseja obter qualquer certificação ISO, deve passar por uma revisão de certificação. Um método alternativo usado por muitas empresas é organizar auditorias antes da chegada 47AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 do certificador. No entanto ainda existem muitas empresas que continuam a falhar. Visando garantir consistência e integridade das auditorias, metas e escopo devem ser definidos para cada auditoria. Isso também ajudará a selecionar auditores para garantir objetividade e imparcialidade. As etapas atuais são sempre rígidas em detalhes e os resultados são positivos apenas quando todos os intervalos estão de acordo com o processo em execução. Além disso, se eles precisam obter os melhores resultados da auditoria, o auditor deve ter alguma compreensão do conteúdo da auditoria. Ainda, a gerência também é importante para executar ações nos resultados da auditoria. Isso geralmente se limita às ações corretivas relacionadas às falhas encontradas, mas também deve considerar as causas principais e medidas mais amplas para diminuir ou eliminar os riscos. Deve-se fazer um acompanhamento para garantir que as medidas adotadas pela auditoria sejam eficazes. É necessário sempre ter conhecimentos acerca dos requisitos e como usá-los na auditoria, fazendo um bom plano com base nas informações contidas no programa de auditoria e na documentação fornecida pelo auditado, seguindo esse plano sem desvios. Até porque, durante uma auditoria, podem ocorrer problemas inesperados que afetem a visão do trabalho. Por isso é importante manter uma boa lista de verificação para evitar problemas. Uma revisão feita por uma equipe de duas pessoas é ideal para adicionar mais conhecimento técnico, focar em áreas específicas e trabalhar harmoniosamente no brainstorming, não sendo recomendada a auditoria de apenas um auditor. 48 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Quadro 3 - Matriz para lista de verificação de auditoria Matriz para lista de verificação de auditoria Segu- rança Clien-te Produ- to Meio am- biente Custos Conhe- cimento Pessoas Eficiência Objetivos Planejar Fazer Checar Agir Fonte: Elaborado pelo autor (2021). É importante redigir o relatório o mais rapidamente possível, de acordo com os procedimentos estabelecidos pela coordenação de auditoria para fornecer uma descrição mais realista. Quadro 4 - Exemplos das formas recomendáveis e não recomendáveis de relatar as observações Forma não recomendável Forma recomendável Falta suporte para vassouras Vassouras largadas em cantos de parede e encostadas nas máquinas Fazer reuniões com a equipe para discutir sobre os problemas de limpeza Sujeira generalizada na área Sala com pouco espaço Disposição das mesas e armários dificulta a circulação Descartar documentos obsoletos Vários documentos obsoletos mantidos no arquivo da engenharia Realizar campanhas para a melhor utilização dos banheiros Banheiros com papéis no piso e com odor desagradável Trocar lâmpadas queimadas Cinco lâmpadas queimadas no almoxarifado Fone: Elaborado pelo autor (2021). 49AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Criar uma descrição que seja inteligível por parte do auditado visando evitar dúvidas e questionamentos futuros. Empregar a norma culta da língua portuguesa. Caso haja dúvidas no tocante à gramática, é de grande relevância consultar um dicionário ou um colega. Pode-se, ainda, utilizar os recursos de correção gramatical do aplicativo do computador para corrigir erros de digitação. Entregar o relatório conforme o formato e o prazo definido. Sugerir melhorias para a coordenação de auditoria (revisões dos indicadores de avaliação, do mapeamento das áreas, do tempo de auditoria, do formato e prazo para entrega do relatório etc.). É importante que os auditores apliquem melhor os procedimentos de auditoria interna – o programa pode precisar ser reconsiderado. Faz sentido integrar processos de auditoria, por exemplo, auditoria ambiental, segurança e qualidade para otimizar o uso de recursos. No entanto, para ser competente nessas áreas, é necessário um programa abrangente de treinamento e educação. Convencer a gerência sênior da necessidade de auditoria pode ser uma tarefa assustadora, mas a crença dos funcionários de que são auditores voluntários pode ser ainda mais difícil. Entretanto, argumentos convincentes podem ser feitos se a tarefa for explicada com base no desenvolvimento organizacional e individual, divulgando para uma grande quantidade de pessoas os aspectos do negócio. A maioria dos auditores realiza suas tarefas de auditoria durante meio período, coordenando-as com seu trabalho “real”. É importante que aqueles que realizam auditorias recebam algum reconhecimento por seus esforços. Se há um processo de avaliação, por exemplo, convém que o gerente do programa de 50 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 auditoria dê uma contribuição para a avaliação do auditor, bem como o gerente de linha ou o principal “dono” do processo. Mais atenção deve ser dada à frequência das revisões. É comum escolher uma frequência aleatória, independentemente do impacto da atividade na empresa ou dos resultados de análises anteriores. Ao avaliar o processo de auditoria, a natureza geral da não conformidade deve ser considerada para determinar se o resultado esperado é considerado se uma não conformidade for encontrada. Quando a gerência analisa rigorosamente questões gerais, como procedimentos desatualizados ou mudanças organizacionais, devem ser feitos esforços para solucionar as deficiências sistêmicas, em vez de analisar vários casos. Por exemplo, uma maneira fácil é por intermédio do banco de dados. Existem erros sistemáticos, como nos seguintes exemplos: mudanças organizacionais; falta de treinamento; procedimentos desatualizados; má comunicação; questões disciplinares; acessibilidade à informação; falta de recursos e capacidade do equipamento. Implantar a gestão da qualidade A partir de trabalhos de racionalização, organização, limpeza, conservação e disciplina, a entidade transforma-se em um ambiente saudável para todos os stakeholders. No Brasil, o método housekeeping é conhecido por “5 S” (iniciais das cinco palavras japonesas que norteiam o programa). 51AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Figura 24 – 5 S O significado de cada uma das palavras: • Seiri (senso de seleção) - isso significa usar os recursos disponíveis, conforme necessário e apropriado, para evitar excesso, desperdício e abuso. • Seiton (senso de ordenação) - organiza sistematica- mente a maneira de trabalhar (objetos, dados e dispo- sitivos) para que possam ser usados com rapidez e se- gurança a qualquer momento. • Seiso (senso de limpeza) - compromisso dos membros da organização de limpar todos os aspectos do ambiente de trabalho e garantir que ele continue a melhorar. • Seiketsu (senso de bem-estar) - eliminar os fatores que podem ter um impacto negativo nas pessoas no local de trabalho. • Shitsuke (senso de autodisciplina) - inclui realizar tarefas espontaneamente e melhorar o desempenho sem ser forçado pela hierarquia ou pela pressão dos 52 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 colegas. Os “5 S” devem ser executados para melhorar as condições de trabalho e implementar uma cultura de melhoria contínua. Dessa forma, visando obter sucesso, todo programa de gestão da qualidade e de melhoria deve ser fundamentado em critérios, sendo alguns fatores relevantes para a implantação dos “5 S”: • Treinamento e educação. • Envolvimento de todos os membros da organização. • Aplicação da metodologia adequada. • Alta direção acompanhando o processo. Além dos “5 S”, dos princípios da qualidade e das ferramentas da gestão da qualidade, o uso das metodologias de gestão também pode amparar a melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade e, por conseguinte, dos resultados da empresa. Melhoria contínua e a trilogia de Juran De acordo com Juran, a gestão da qualidade é implementada pelo uso de três processos: planejamento da qualidade, controle da qualidade e melhoramento da qualidade. a. Planejamento da qualidade: criar produtos e desenvolver processos conforme as necessidades dos clientes, requerendo pesquisar, determinar quem são esses clientes, quais são suas necessidades, desenvolver características de produtos e processos que os atendam, e transferir sempre o planejamento estratégico às forças operacionais da organização. 53AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 O planejamento deve ser formal, envolvendo vários conhecedores e responsáveis por etapas, a fim de que o resultado seja alcançado. É relevante que sejam observados, então, os pontos de entrada e saída de cada fase do processo. b. Controle da qualidade: o objetivo do controle de qualidade é minimizar falhas e não conformidades, mantendo a capacidade de alcançar as metas operacionais determinadas. Todos os membros da entidade são ativos no controle da qualidade, pois o autocontrole é pré-requisito universal, e todo tipo de evento pode influenciar o alcance das metas. Então, podemos ver, por meio deste conteúdo e das aulas, que falhas podem ocorrer quando uma auditoria da qualidade é realizada e, com isto, algumas das falhas podem ser: • Relacionadas com o objetivo da auditoria. • Relacionadas aos recursos para auditoria. • Relacionadas ao processo da auditoria. • Relacionadas com o resultado da auditoria. • Problemas como a falta de tempo ao realizar auditoria interna. • Problemas por estar envolvido no processo de realiza- ção de auditoria um ser humano caracterizando uma atividade humanos-hardware-software. Com isso, podemos analisar e ver que a competitividade está cada vez mais acirrada, somada com as exigências dos mercados globalizados e das demandas e necessidades da sociedade, que requerem uma adoção de novos métodos de gerenciamento mais transparentes da gestão e da tecnologia nas54 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 empresas, pois elas dependem da capacidade de implementar novos procedimentos, especialmente na atividade produtiva e ou de serviços. Verifica-se que, para saber se uma empresa está dentro dos padrões estabelecidos pelas normas, deve ser feita uma auditoria, que garante a qualidade, auxiliando no desenvolvimento e aprimoramento de controles internos, permitindo a detecção de falhas ou fraudes, cada vez mais comuns no ambiente corporativo e competitivo. Aprimora-se, assim, o desenvolvimento das pessoas e dos stakeholders e, enfim, contribui-se muito para o desenvolvimento das empresas. c. Melhoramento da qualidade: procurar formas de expandir o desempenho de modo inovador, com foco na melhoria contínua, tanto nas características de um produto quanto na frequência de falhas Para manter-se competitiva, a organização deve reduzir drasticamente as deficiências em seus produtos, serviço ou processos, investindo em diagnósticos para descobrir a má qualidade e identificar as melhores soluções. Aprovando o relatório de auditoria Os auditores precisam relatar continuamente grande quantidade de descobertas. E também precisam: • Analisar e determinar os problemas de controle comuns. • Explorar e agrupar mais informações. • Analisar as situações complementares, para definir as falhas do sistema que provocam discrepâncias. 55AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Na sequência, precisam elaborar um resumo geral de tudo o que foi explorado. É necessário responder às seguintes perguntas quanto aos sistemas de controle: eles estão em conformidade? Funcionam? Essa é a parte mais relevante de todo o relatório. IMPORTANTE Tendo em vista que a maioria dos leitores são gerentes e supervisores, os termos precisam ser formulados de forma técnica, baseados em termos gerenciais. Russell (2012) destaca que a reunião de saída é uma oportunidade para você mostrar seu relatório aos gerentes do grupo. Essa é uma tarefa do líder da equipe. É necessário que o líder da equipe comece declarando que a auditoria está sendo concluída. Na sequência, você precisa fazer uma apreciação da hospitalidade proporcionada a você e a sua equipe. Enfatizar que a tarefa foi concluída e chamar atenção para os seguintes pontos: • Mostrar o resumo. • Resumir as descobertas e as práticas positivas. • Solicitar quaisquer correções ou explicações a respeito das áreas imprecisas. • Discutir o processo de acompanhamento da ação corretiva. Por sua vez, você precisa fazer uma recapitulação do escopo e propósito da auditoria e acertar no resumo. Ao falar com os demais envolvidos neste processo, sugere-se: • Fazer com que todos sintam que o conteúdo. • Destaque descobertas ou práticas positivas. • Distribua cópias dos resultados ou das fichas de prática positiva. 56 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 Em síntese, o relatório escrito precisa conter informações básicas como: • Introdução. • Resumo. • Conclusões adversas. • Práticas positivas. Distribuindo o relatório de auditoria A respeito da distribuição do relatório de auditoria, Russell (2012) traz as seguintes considerações: • A lista de distribuição de um relatório de auditoria tem de ser registrada no relatório. • A distribuição fica a critério do cliente. • Um relatório de auditoria interna é distribuído ao supervisor da área auditada e a alguém da alta administração. • Um relatório de auditoria externa normalmente vai para um gerente de divisão ou CEO. • O relatório de auditoria externa pode ser enviado a um gerente de produção ou de qualidade. • A organização responsável pela auditoria mantém uma cópia do relatório em seus arquivos oficiais, e cada membro da equipe de auditoria pode reter uma cópia. • O auditor-líder não deve enviar um relatório diretamente para o auditado de forma imediata, a menos que seja validado pelo cliente. Isto é, o cliente tem a opção de receber o relatório de auditoria e anexá-lo em uma carta 57AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 de apresentação antes de o relatório ser compartilhado com o auditado. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido como executar os processos de conclusão da auditoria da qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. O relatório de auditoria deve ser datado, analisado criteriosamente e aprovado segundo os parâmetros determinados pelo programa de auditoria. A fase de conclusão envolve a verificação dos processos, procedimentos e padrões da organização com base nas informações coletadas. Mostramos que não existe uma solução única para cada situação ao planejar e implementar um sistema geral de gestão da qualidade ou estratégia de gestão da qualidade. Para implantar a gestão da qualidade, as organizações podem utilizar a metodologia dos “5 S” (iniciais das cinco palavras japonesas que norteiam o programa: seiri (senso de seleção), seiton (senso de ordenação), seiso (senso de limpeza), seiketsu (senso de bem-estar), shitsuke (senso de autodisciplina). Exploramos as etapas que permitem a melhoria contínua e a trilogia de Juran, em que a gestão da qualidade é implementada pelo uso de três processos: planejamento da qualidade, controle da qualidade e melhoramento da qualidade. E fizemos algumas considerações a respeito da aprovação e da distribuição do relatório de auditoria. 58 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 4 ALVES, P. M. de A.; FREITAS, A. de O. Ferramentas informatizadas utili- zadas na auditoria. Revista Brasileira de Contabilidade. [s.l.]:[s.n.], n. 225, jun. 2017. Disponível em: https://www.semanticscholar. org/paper/Ferramentas-informatizadas-utilizadas-na-auditoria- -Alves-Freitas/990a69131f99d85d472c044143a4674d69893286. 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Preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria Planejamento do relatório de auditoria Características do relatório de auditoria Conteúdo do relatório de auditoria Tipos de relatórios Tipos de relatórios Relatórios de auditoria Auditoria na gestão pública (tipos de relatórios) Relatório preliminar Relatório final Relatório simplificado Relatório informativo Relatório Anual de Atividades da Auditoria Interna (RAINT): Relatório sobre as responsabilidades da administração para controle interno Aprovando e distribuindo o relatório de auditoria Concluindo a auditoria Como implementar a qualidade total Implantar a gestão da qualidade Melhoria contínua e a trilogia de Juran Aprovando o relatório de auditoria Distribuindo o relatório de auditoria