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AUDITORIA DA 
QUALIDADE
Unidade 4
CEO 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
DIRETORA EDITORIAL 
ALESSANDRA FERREIRA
GERENTE EDITORIAL 
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
PROJETO GRÁFICO 
TIAGO DA ROCHA
AUTORIA 
PERI DA SILVA SANTANA
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Peri da Silva Santana
Sou Mestre em Engenharia da Produção, Pós-Graduado 
e Especialista em Estratégia e Gestão Estratégica, Graduado em 
Administração e com Licenciatura em Sociologia. Especialista em 
Administração e Gestão Estratégica, com Aperfeiçoamento em 
Estudos Sociais e Licenciado em Sociologia pela FIC. Fui aluno 
especial nas disciplinas da Universidade de São Paulo-USP, no 
Programa de Mestrado em Administração/FEA-USP na disciplina: 
Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho (GQVT), no Programa de 
Mestrado em Comunicação/ECA-USP na disciplina “As aventuras 
estéticas da Publicidade” e, na USP-Leste EACH, no programa de 
Gestão Têxtil, na disciplina “Gestão e modelagem matemática”. 
Sou Especialista e Pós-Graduado lato sensu em Administração 
Estratégica Empresarial, com extensões pela Fundação Getúlio 
Vargas FGV-EAESP em Gestão Estratégica, pela Escola Superior de 
Propaganda e Marketing (ESPM) em CRM (Customer Relationship 
Management) e em Relacionamento com o Cliente, pela Fundação 
Vanzolini em FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) e em Análise 
do Tipo e Efeito de Falha, pela Fundação Faculdade Trevisan 
em Planejamento Estratégico e em Didática do Ensino Superior 
pelo Instituto e Fundação IPEC. Tenho experiência e vivência na 
área de Administração e Gestão, processos gerais de gestão, 
auditoria e glosa, logística, departamento financeiro, automação 
bancária, indústria e gráfica. Atuo principalmente nos temas de 
administração, estratégia, comunicação, planejamento, logística 
e gestão. Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir 
minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas 
profissões. Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz 
em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. 
Conte comigo!
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Preparando, aprovando e distribuindo o relatório da 
auditoria ..................................................................................... 9
Planejamento do relatório de auditoria ........................................................ 12
Características do relatório de auditoria.............................. 21
Conteúdo do relatório de auditoria ...............................................................24
Tipos de relatórios................................................................... 32
Tipos de relatórios .............................................................................................32
Relatórios de auditoria .....................................................................................35
Auditoria na gestão pública (tipos de relatórios) ..................................... 36
Relatório preliminar...........................................................................................36
Relatório final .....................................................................................................37
Relatório simplificado ........................................................................................39
Relatório informativo ........................................................................................39
Relatório Anual de Atividades da Auditoria Interna (RAINT): .................... 40
Relatório sobre as responsabilidades da administração para controle 
interno .................................................................................................................41
Aprovando e distribuindo o relatório de auditoria.............. 45
Concluindo a auditoria .....................................................................................45
Como implementar a qualidade total ............................................................ 46
Implantar a gestão da qualidade ....................................................................50
Melhoria contínua e a trilogia de Juran .........................................................52
Aprovando o relatório de auditoria ...............................................................54
Distribuindo o relatório de auditoria ........................................................... 56
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A auditoria da qualidade tem um papel importante nas 
organizações que as adotam e que sabem trabalhar com ela. 
Consiste em avaliar e adaptar processos de acordo com as 
disposições impostas pelo planejamento estratégico. Nesta 
unidade 4, vamos ver as conformidades e não conformidades, 
resumo, conclusão e a reunião de encerramento que ocorre por 
meio da coleta sistemática e documentada de informações, a fim 
de identificar, registrar e obter evidências objetivas acerca das 
áreas de não conformidade com os parâmetros determinados 
e apontar quais são as causas. Pode-se dizer, portanto, que a 
auditoria de qualidade é um processo organizado para a coleta 
de informações, tornando possível o reconhecimento das 
ações coercitivas a serem tomadas para que o progresso seja 
alcançado. Atualmente, grandes organizações e empresas com 
grandes investimentos e controles internos e externos priorizam 
e investem em auditoria. São realizadas e feitas as evidências 
da auditoria, que devem ser avaliadas de acordo com o critério 
do auditado para gerar as constatações. Antes da reunião de 
encerramento, a equipe da auditoria deve reunir-se para analisar 
as constatações e para acordar quanto às conclusões. A equipe da 
auditora também deve fazer uma reunião de encerramento com 
o responsável pelas funções ou processos auditados. Entendeu? 
Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
A competência nada mais é que a capacidade, de estar 
apto e de ter conhecimento em um assunto ou área, o que 
se dará dentro do nosso objetivo, que é de auxilio e apoio ao 
discente no desenvolvimento das competências profissionais no 
término da disciplina e módulo:
1. Interpretar as funções da auditoria da qualidade, 
preparando, aprovando e distribuindo o relatório da 
auditoria.
2. Identificar e conhecer o entendimento dos processos 
e funções de aprovação e relatórios.
3. Demonstrar as funções específicas do Relatório.
4. Executar os processos da conclusão auditoria da 
qualidade, preparando, aprovando e distribuindo o 
relatório da auditoria.
Vamos lá, preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Preparando, aprovando e 
distribuindo o relatório da 
auditoria
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender as funções da auditoria da qualidade, 
preparando, aprovando e distribuindo o 
relatório da auditoria. Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. As pessoas 
que tentaram tomar decisões profissionais 
sem a devida instrução tiveram problemas ao 
preparar esse relatório. E então? Motivado para 
desenvolver essa competência? Então vamos lá. 
Avante!
De forma genérica, o relatório consiste em um instrumento 
que permite comunicar os achados do processo de auditoria. 
Figura 1 – Megafone 
Fonte: Freepik.
O relatório da auditoria é um documento que ratifica os 
resultados da auditoria. É por meio dele que o auditor divulgará o 
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que foi examinado, destacando os pontos negativose positivos, 
bem como as suas conclusões, visando a assegurar que a direção 
da entidade saiba o que está dentro dos padrões de conformidade 
e o que deve ser aprimorado. Ademais, o texto deve ser objetivo, 
claro, imparcial, com o intuito de garantir que os resultados da 
auditoria sejam úteis, possibilitando que a organização utilize-os 
como guia para direcionar suas ações.
Figura 2 – Opostos 
Fonte: Pixabay.
Os relatórios de auditoria são compostos pelas conclusões 
e recomendações escritas dos auditores emitidos para a 
administração de uma empresa, elucidando os erros, fraudes ou 
deficiências durante a revisão de procedimentos. A linguagem dos 
relatórios deve ser concisa e cooperativa, apontando possíveis 
soluções. Além disso, deve abranger possíveis detalhamentos 
que facilitem à administração a tomada de medidas necessárias 
à correção das inconformidades encontradas.
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Figura 3 – Corrigir
Fonte: Freepik.
O relatório do auditor constitui a etapa mais importante 
da auditoria implementada, representando a fase central 
do trabalho do auditor, a qual consiste na comunicação dos 
resultados. Um relatório que enseje a contestação do auditado ou 
que permita à direção da entidade avaliar o trabalho efetuado de 
forma negativa significa a desmoralização do valor da auditoria 
e, por fim, a desmoralização do próprio profissional.
Figura 4 – Megafone 
Fonte: Freepik.
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Há situações em que, durante a etapa da averiguação 
dos fatos, o auditor conhece as técnicas e procedimentos da 
área na qual atua, contudo, ao apresentar o relatório, acaba não 
utilizando seus atributos técnicos, desmerecendo o trabalho de 
campo.
É por meio do relatório que o auditor mostrará o que 
foi averiguado. É nesse período que a direção da entidade e 
os envolvidos na implementação das tarefas serão informados 
a respeito do que pode ser aprimorado. Por isso é essencial 
que todo o trabalho do auditor seja planejado e estruturado, 
contendo conclusões lógicas. Assim, o auditor deve ser prudente 
e expressar-se de forma correta e no momento correto. Porém, 
muitas vezes, o auditor desperdiça relatórios, expondo fatos 
de maneira desorganizada e apresentando sugestões não 
condizentes com as soluções almejadas.
Caso o auditor consiga realizar um relatório que seja 
inteligível por qualquer pessoa que leia, poderá assegurar-se de 
que o resultado do seu serviço será aceito e que a alta direção da 
entidade valorizará e apreciará seu trabalho.
Planejamento do relatório de 
auditoria
Visando assegurar que os relatórios emitidos atendam 
aos requisitos de qualidade e atinjam seus objetivos, é preciso 
que as equipes, em conjunto com o auditor líder, planejem a 
divulgação dos registros. O relatório é produto da auditoria e 
apenas um trabalho bem planejado pode constituir um produto 
de qualidade. Assim, é essencial que os auditores tracem o 
objetivo do processo de auditoria. Após essa fase, as equipes 
precisam determinar as questões de auditoria. Devem-se 
formular as questões da auditoria, de maneira a permitir que 
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o auditor trace um esboço do relatório contendo as hipóteses 
dos principais achados e das conclusões, o que subsidia uma 
avaliação da qualidade das questões. 
Figura 5 – Planejar 
Fonte: Freepik.
É relevante que o planejamento de auditoria considere os 
potenciais resultados dos testes, os quais serão implementados 
durante os trabalhos de auditoria, bem como as expectativas 
do auditado no tocante aos resultados que serão comunicados 
por meio do relatório. O processo de escrita é interativo e, 
nessas circunstâncias, repete-se várias vezes, de forma que 
cada resultado parcial seja utilizado na fase posterior, até que se 
construa um relatório final satisfatório. 
Além disso, a matriz de planejamento e a matriz de 
achados são dois instrumentos úteis que podem orientar 
o processo. O primeiro contribui para o planejamento dos 
trabalhos e para a supervisão contínua, enquanto o segundo é 
empregado para a formulação do planejamento do relatório, 
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sua elaboração, supervisão e sua revisão final. Observa-se que 
ambos os instrumentos fundamentam o processo de melhoria 
contínua da qualidade dos serviços de auditoria prestados e cada 
um compõe uma base para o desenvolvimento de uma etapa da 
elaboração de relatórios.
SAIBA MAIS
A importância de um planejamento interno da 
auditoria. Acesse.
Matriz de planejamento 
A matriz de planejamento é uma ferramenta cuja 
finalidade é esquematizar as informações importantes de um 
trabalho de auditoria, as quais fundamentarão sua execução e 
o detalhamento do escopo. Já a matriz de achados é um quadro-
resumo que permite aos auditores sistematizar informações 
relevantes angariadas na fase de implementação da auditoria, a 
fim de elaborar um relatório posteriormente, conforme imagem. 
Quadro 1 - Matriz de planejamento
Atributo Descrição 
Questões de auditoria
Apresentar, em forma de perguntas, os aspectos que 
compõem o escopo da fiscalização e que precisam 
ser investigados com vistas à satisfação do objeto.
Informações 
requeridas
Identificar as informações necessárias para 
responder às questões. 
Fontes de informação Identificar as fontes de cada item de informação.
https://portaldeauditoria.com.br/planejamento-da-auditoria-interna/
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Detalhamento do 
procedimento
Descrever as tarefas que serão realizadas. 
Objetos Indicar o documento, o projeto e o programa. 
Membro responsável 
Pessoas encarregadas pela execução de cada 
procedimento. 
Período Dias em que o procedimento será realizado. 
Possíveis achados
Esclarecer resultados e conclusões que podem ser 
obtidos. 
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).
Essa matriz é composta por questões, informações, 
fontes, detalhes do procedimento, objetos, membros e possíveis 
achados. Após uma revisão e levantamento do supervisor, ela 
pode ser submetida a um painel de referência (como se fosse 
um brainstorming), tempestade de ideias com o objetivo de 
colher e levantar críticas, sugestões para seu detalhamento e 
aprimoramento, depois dos ajustes necessários em função do 
resultado das discussões do painel de referência.
Figura 6 – Brainstorming
Fonte: Freepik.
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Matriz de achados
A matriz de achados é uma documentação que auxilia e 
norteia a organização de dados e informações e que corresponde 
ao que foi encontrado na auditoria em sua fase de execução e que 
deve ser guardado juntamente com a matriz de planejamento.
Quadro 2 - Matriz de achados 
Atributo Descrição 
Achado Corresponde ao achado. 
Situação 
encontrada
Situação existente, identificada e documentada 
durante a execução. 
Critério 
Legislação, norma, jurisprudência, entendimento 
doutrinário ou padrão adotado. 
Evidência 
Informações obtidas durante a auditoria no intuito 
de documentar os achados e de respaldar os 
julgamentos. 
Causa O que motivou a ocorrência do achado. 
Efeito Consequências do achado. 
Encaminhamento Identificação do responsável. 
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).
Organizações públicas e não públicas discordam quanto 
à eficácia da divulgação pública do controle interno sobre 
relatórios financeiros e fragilidades materiais. Os relatórios 
podem ser exigidos por credores, capitalistas de risco ou outros 
parceiros da organização. Mas as organizações podem relatar de 
forma voluntária a respeito do controle interno (GRAHAM, 2015). 
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No que diz respeito aos relatórios de entidade não 
pública, entende-se que:
 • Não existe necessidade de relatar a respeito dos 
controles internos, a menos que seja uma exigência 
de um regulador ou de uma associação de diferentes 
entidades. 
Entre os aspectos que motivam as organizações quanto à 
divulgação voluntária dos controles internos,pode-se destacar:
 • Disputa por fundos entre organizações sem fins 
lucrativos.
Figura 7 – Interrogação 
Fonte: Pixabay.
 • É uma forma de agregar valor e alcançar confiança 
junto ao público.
Importante destacar que, ainda que as organizações 
discordem quanto à necessidade do relatório, existem relatórios 
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para diferentes tipos de organizações e para alcançar diferentes 
objetivos. Alguns deles serão explorados no terceiro capítulo 
desta unidade, certo? Mas, no próximo capítulo, vamos falar 
sobre as características dos relatórios. Espero que você esteja 
preparado! 
Para finalizar, observe alguns problemas que podem 
interferir nos relatórios de auditoria, baseado em ASQ, a saber: 
 • Controle de distribuição: relatórios em formato eletrô-
nico e disponibilizado na rede, podem ser compartilha-
dos com qualquer pessoa.
Figura 8 – Pessoas de negócios usando internet 
Fonte: Freepik.
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 • Falta de correção: quando os relatórios não são 
revisados, podem conter desvios de gramática, erros 
de ortografia etc. 
 • Relatórios não concisos: podem ser longos quando 
informações clichê são coladas neles.
 • Adulteração do conteúdo do relatório: caso o arquivo 
não seja protegido, o conteúdo do relatório pode 
ser alterado, e a integridade da informação pode ser 
removida.
Figura 9 – Documento eletrônico 
Fonte: Freepik.
 • Recuperando: os relatórios se tornam inacessíveis em 
função da obsolescência ou de falhas dos meios de 
armazenamento. 
 • Removendo (destruindo): quando os relatórios são 
colocados em formato eletrônico, pode ser impossível 
destruí-los. 
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para 
termos certeza de que você realmente entendeu 
o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos. Você deve ter aprendido as 
funções da auditoria da qualidade, preparando, 
aprovando e distribuindo o relatório da auditoria. 
O relatório da auditoria é um documento que 
ratifica os resultados da auditoria. Os relatórios 
de auditoria são compostos pelas conclusões 
e recomendações escritas dos auditores 
emitidos para a administração de uma empresa, 
elucidando os erros, fraudes ou deficiências 
durante a revisão de procedimentos. Para 
assegurar que os relatórios emitidos atendam 
aos requisitos de qualidade e atinjam seus 
objetivos, é preciso que as equipes, em conjunto 
com o auditor-líder, planejem a divulgação dos 
registros. A matriz de planejamento e a matriz de 
achados são dois instrumentos úteis que podem 
orientar o processo. A matriz de planejamento 
contribui para o planejamento dos trabalhos 
e para a supervisão contínua. E a matriz dos 
achados é empregada para a formulação do 
planejamento do relatório, sua elaboração, 
supervisão e sua revisão final. 
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Características do relatório de 
auditoria
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de identificar e conhecer o entendimento dos 
processos e funções de aprovação e relatórios. 
Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão. As pessoas que desconsideraram 
essas instruções tiveram problemas ao elaborar 
o relatório de forma intuitiva. E então? Motivado 
para desenvolver essa competência? Então 
vamos lá. Avante!
No geral, podemos entender que o relatório de auditoria 
tem as seguintes características:
 • Finalidade de informar os resultados do trabalho da 
auditoria.
 • Deve ser minuciosamente planejado e bem escrito.
Figura 10 – Planejamento 
Fonte: Freepik.
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 • Deve conter fatos constatados como relevantes.
 • Deve apresentar sugestões e recomendações de 
melhoria efetivas.
 • Apontar os procedimentos não observados.
 • Trazer comentários do auditado
Figura 11 – Conceito de opinião 
Fonte: Freepik.
Os relatórios da auditoria têm as seguintes características: 
precisam ser precisos, concisos, claros, oportunos e ter tom.
 • Conciso: as palavras supérfluas não podem bloquear a 
recepção da mensagem. 
 • Claro: fixar as mensagens na mente do leitor de forma 
objetiva. 
 • Oportunos: explorar tópicos de seu interesse. 
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 • Tom: o relatório precisa ser cortês e profissional. 
 • Preciso: as declarações e referências têm de ser 
precisas. 
Figura 12 – Mira 
Fonte: Pixabay.
ACESSE
Dicas de persuasão para relatórios da auditoria. 
Acesse aqui.
Reconhecidas essas características, a partir de agora, 
vamos explorar o conteúdo essencial de um relatório de auditoria. 
https://iiabrasil.org.br/noticia/redigindo-um-relatorio-de-auditoria-de-impacto-6-dicas-para-ser-mais-persuasivo?utm_campaign=boletim_informativo_semanal_79&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
https://iiabrasil.org.br/noticia/redigindo-um-relatorio-de-auditoria-de-impacto-6-dicas-para-ser-mais-persuasivo?utm_campaign=boletim_informativo_semanal_79&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
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Conteúdo do relatório de 
auditoria
Capa
A fim de causar uma boa impressão, é importante iniciar 
com uma capa de qualidade. Ela será o ponto primário de contato 
da alta direção com os resultados da auditoria. Por essa razão, é 
relevante que esse item contenha informações como:
 • Título do relatório de auditoria.
 • Nome do auditor incumbido.
 • Data de término da auditoria.
 • Nome da entidade ou unidade de negócio auditada.
Introdução
Na introdução, o auditor deve oferecer uma visão ampla, 
com informações genéricas sobre a área e processos auditados, 
indicando quais normas estão dando suporte para a realização 
do trabalho (ex.: ISO 9001 e ISO 14001). Outrossim, o leitor deve 
ser informado a respeito de qualquer histórico que possa precisar 
saber antes de ler o relatório completo. Dessa maneira, qualquer 
pessoa que leia o relatório poderá compreender as razões que 
levaram a auditoria a ser organizada.
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Figura 13 – Homem procurando algo 
Fonte: Freepik.
O relatório pode tratar, por exemplo, do surgimento 
de uma nova legislação que exerce influência sobre operações 
da organização. A introdução pode descrever quais leis eram 
aplicadas até o momento, quais são suas falhas e como a nova 
lei tratará essas questões.
Figura 14 – Legislação 
Fonte: Freepik.
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O parágrafo de ênfase consiste no parágrafo incluído no 
relatório do auditor e que trata de um assunto divulgado que, 
segundo o julgamento do auditor, é de grande importância 
para o entendimento dos leitores do relatório de auditoria da 
qualidade. 
Figura 15 – Pensando 
Fonte: Pixabay.
Nessas circunstâncias, caso o auditor considere necessário 
explanar as informações da nota explicativa ou caso esteja 
satisfeito com seu trabalho e não identifique qualquer limitação 
nele, poderá utilizar o parágrafo de ênfase a fim de respaldar 
informações e orientar o leitor sobre os conhecimentos prévios 
requeridos para o entendimento do relatório. 
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Resumo executivo
O resumo executivo deve conter as conclusões relativas 
aos trabalhos implementados de maneira compactada. Ele deve 
ser estruturado da maneira a seguir:
 • Realizar uma breve descrição do objeto de auditoria, 
objetivos, escopo e data de início e conclusão.
 • Expor as conclusões do auditor.
Figura 16 – Foco 
Fonte: Freepik.
Pode-se, portanto, informar que o objetivo central da 
auditoria seria avaliar os processos da organização, com a 
finalidade de identificar o nível de conformidade em relação à 
nova legislação. Por fim, pode-se informar que uma das principais 
conclusões é que a entidade necessita executar manutenções no 
tocante às instalações. 
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Terminologia utilizada
É conveniente apresentar os termos empregados na 
elaboração do relatório,para que todos os leitores possam 
compreender as informações apresentadas. Citando um caso 
análogo: caso haja referências à ISO, é conveniente elucidar que 
se trata da Organização Internacional para Padronização.
Figura 17 – ISO 
Fonte: Freepik.
Apresentar um plano de auditoria 
O plano de auditoria deve descrever o auditor principal 
e suas qualificações, bem como outros auditores que compõem 
a equipe. Essa seção também deve descrever quais documentos 
foram avaliados e quem foi entrevistado.
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Figura 18 – Planejamento 
Fonte: Freepik.
O auditor deve explicar quais etapas foram seguidas 
durante o processo de revisão (a ferramenta de mapeamento de 
processos pode ajudar) e quais critérios foram selecionados para 
eleger os documentos e os respondentes a serem entrevistados.
Descrever os fatos constatados
Quando certas coisas são inconsistentes com os 
padrões estabelecidos, o auditor deve prestar atenção aos 
fatos e evidências encontrados. Finalmente, o auditor deve 
resumir as sugestões de melhorias organizacionais na seção 
“Recomendações” do relatório.
 • Ser positivo: ele deve concentrar-se no que está 
acontecendo no momento e em como os aspectos 
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positivos da empresa podem ser aplicados nas áreas 
ou processos ineficazes.
Figura 19 – Positivo 
Fonte: Pixabay.
 • Ser específico: o auditor deve indicar claramente quais 
aspectos não atendem aos critérios estabelecidos 
e que medidas devem ser tomadas para garantir a 
conformidade. Ele deve indicar claramente quem 
precisa agir.
 • Ser sucinto: o examinador deve ser breve nas recomen-
dações e incluir apenas as informações e detalhes real-
mente necessários.
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos 
certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Você deve ter aprendido a identificar 
e conhecer o entendimento dos processos e 
funções de aprovação e relatórios. Os relatórios 
de auditoria precisam ser: concisos (as palavras 
supérfluas não podem bloquear a recepção 
da mensagem), claros (fixar as mensagens na 
mente do leitor de forma objetiva), oportunos 
(explorar tópicos de seu interesse), adequados 
em relação ao tom (o relatório precisa ser cortês 
e profissional) e precisos (as declarações e 
referências têm de ser precisas). Reconhecidos 
esses aspectos, descrevemos o conteúdo básico 
do relatório de auditoria: capa (ponto primário 
de contato da alta direção com os resultados 
da auditoria), introdução (visão ampla), resumo 
executivo (conclusões relativas aos trabalhos 
implementados de maneira compactada), etc. Os 
termos empregados na elaboração do relatório 
têm de ser claros e objetivos. O auditor deve 
explicar quais etapas foram seguidas durante o 
processo de revisão. O auditor precisa mostrar 
os fatos e as evidências encontrados. Ele também 
precisa resumir as sugestões de melhorias 
organizacionais.
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Tipos de relatórios
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de demonstrar as funções específicas do relatório. 
Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão. As pessoas que desconsideraram essas 
instruções tiveram problemas ao operacionalizar 
o relatório apropriado para o tipo de auditoria 
realizado. E então? Motivado para desenvolver 
essa competência? Então vamos lá. Avante!
Tipos de relatórios
 Existem várias formas para estabelecer as categorias 
de relatórios. Contudo é preciso levar em conta que o relatório 
é bastante complexo e de nada vale a designação da categoria 
correta de relatório se o conteúdo não estiver à altura das 
necessidades da organização. O auditor deve ter organizado 
um sistema de emissão de relatórios, que seja adequado ao 
momento ou situação em que os fatos estejam ocorrendo ou 
sendo apurados. Dessa maneira, pode-se dividir os relatórios em 
cinco tipos:
 Relatórios finais sintéticos
São os relatórios que resumem a transmissão dos 
fatos e requerem uma maior capacidade do auditor. Relatórios 
sintéticos são aqueles usados para informar rápida e facilmente 
à gerência a respeito do que não está indo bem na organização. 
Portanto os relatórios sintéticos são os mais difíceis de escrever, 
porque devem relatar fatos em um texto curto, da maneira mais 
abrangente possível, sem negligenciar os pequenos detalhes que 
afetam o objetivo central. 
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Relatórios finais analíticos
Esses são relatórios projetados para fornecer aos 
auditores todas as informações e detalhes necessários para 
resolver adequadamente os problemas, sem números longos e 
intermináveis que não levam a nada. O relatório de análise é o 
meio de comunicação que o auditor tem em relação a todos os 
departamentos envolvidos no trabalho. Essa é a maneira de se 
comunicar com os funcionários no nível operacional. Portanto, 
deve ser claro e simples de apresentá-los. 
Relatórios especiais
Esses são relatórios distantes da vida cotidiana. Eles 
também podem ser considerados relatórios confidenciais, devem 
ser entendidos como um requisito exclusivo dos diretores de uma 
empresa e têm interesse de propriedade em determinado assunto. 
EXEMPLO: um diretor da empresa chama o gerente de 
auditoria e solicita um projeto ou tópico que seja de seu 
interesse. Relatórios especiais também são relatórios de 
denúncia privada de fraudes indesejadas.
Figura 20 – Fraude 
Fonte: Pixabay.
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Relatórios parciais
Durante o processo de auditoria, os auditores costumam 
encontrar fatos ou eventos que devem atrair imediatamente a 
atenção da diretoria ou da gerência da empresa. O problema é 
comum durante o exame e precisa ser corrigido imediatamente 
para evitar falhas de continuidade e proporcionar tempo suficiente 
para a preparação para o relatório final. Alguns relatórios são 
recursos que podem ser usados para essa finalidade.
Por exemplo, quando os recursos humanos fazem uma 
auditoria, o auditor descobre que certas partes da diretriz 
do fundo de seguridade social do GRPS foram calculadas 
incorretamente. Um subrelatório deve ser criado imediatamente, 
refletindo a situação atual que precisa ser corrigida. Com efeito, 
esse relatório não fornecerá uma introdução completa e sóbria 
sobre o que aconteceu, mas aborda a necessidade de resolver 
esse problema.
Alguns relatórios podem aparecer em papel comum, 
devidamente identificado. Alguns relatórios também podem 
transmitir quaisquer dificuldades ou eventos que afetem 
diretamente o trabalho que está sendo executado, ou transmitir 
algumas outras dificuldades ou eventos relacionados às 
atividades do auditor.
Relatórios verbais
O relatório oral aplica o mesmo conceito que o relatório 
escrito, mas há uma diferença fundamental: não há minuta a 
ser corrigida antes da redação final. Em um relatório escrito, o 
auditor pode reescrever o parágrafo, alterar a frase e o período e 
melhorar o texto, antes que chegue ao receptor. Em um relatório 
35AUDITORIA DA QUALIDADE
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oral, se não estiver bem preparado, o auditor ficará mais 
vulnerável e sujeito a condições adversas.
É importante considerar a diferença entre o que se diz 
e o que se escreve. Os relatórios orais podem ser diferentes de 
outros tipos de relatórios por serem mais rápidos. O aspecto 
mais importante a considerar ao entregar um relatório oral 
é o desempenho da tarefa pelo examinador. O auditor deve 
ser muito objetivo e claro e tornar seu discurso facilmente 
compreensível, uma vez que, ao final de um relatório oral, não há 
fontes que mostrem o que não está claro. Portanto, o relatório 
oral também deve ser planejado com antecedência e estruturado, 
pois o examinador deve estar preparado para atrair a atenção de 
seus ouvintes, fornecendo fatos, recomendações ou sugestões 
devidamentefundamentadas, com interesse compartilhado na 
solução de problemas.
Relatórios de auditoria
O relatório de auditoria indica a implementação da 
experiência real da auditoria. Nesse caso, uma explicação 
incorreta pode causar a perda de todo o conteúdo. Portanto, 
textos bem projetados precisam relatar não conformidades, 
observações e precauções encontradas, além de informações 
necessárias para qualquer tipo de relatório, como datas, locais e 
informações sobre os responsáveis. 
Algumas etapas simples, mas muito relevantes, podem 
subsidiar a criação do relatório de auditoria:
 • Entender o processo a ser testado cuidadosamente 
para evitar inconsistências que não são percebidas e, 
portanto, não são relatadas.
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 • Evitar expressões muito complicadas. Caso seja preciso 
usar termos ou acrônimos técnicos, convém inserir 
definições no texto.
 • Incluir os fatos positivos confirmados na auditoria.
 • Revisar para recomendar aspectos que podem ser 
aprimorados no processo.
 • Escrever relatórios dessa maneira e tornar o texto mais 
objetivo dará aos leitores mais interesse e credibilidade 
na leitura, o que ajudará os gerentes a entenderem e 
tomarem decisões.
Auditoria na gestão pública (tipos 
de relatórios) 
Segundo Santos (2017), auditoria interna consiste em um 
órgão que executa auditorias nas atividades de gestão pública em 
determinados períodos, a fim de auxiliar a organização quanto 
ao cumprimento de seus objetivos. Reconhecida a finalidade 
desse procedimento, os próximos tópicos exploram alguns tipos 
de relatórios utilizados. 
Relatório preliminar
De acordo com Santos (2017), o relatório preliminar 
consiste em um documento enviado pela equipe de auditoria 
detalhando todo o trabalho de auditoria interna. Esse relatório 
tem a seguinte estrutura: 
 • Dados iniciais: consiste na apresentação do 
relatório, devendo conter: o tipo de auditoria, o 
exercício, o departamento auditado, o processo, o 
período de execução, entre outros. 
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 • Equipe responsável pela auditoria e informações 
gerais. 
 • Escopo de trabalho.
 • Amostra.
 • Objetivos.
 • Técnicas de auditoria aplicada.
 • Riscos de auditoria.
 • Resultado dos testes. 
 • Relato gerencial. 
 • Análise da auditoria interna. 
 • Fatos.
 • Causas/critérios/consequências. 
 • Sugestões.
 • Respostas breves para o caso de questões de auditoria 
interna. 
Como pode ser observado, a análise da auditoria interna 
está baseada em achados de auditoria, em que as evidências são 
documentadas nos documentos de trabalho (SANTOS, 2017). 
Relatório final 
Para Santos (2017), o relatório final diz respeito a um 
documento emitido pelos auditores internos, por meio de análise 
e acordo do auditor-chefe, com base no relatório preliminar da 
equipe de auditoria, sendo necessário fazê-lo passar por três 
revisões, a saber: 
 • Revisão técnica: tem o objetivo de verificar se os 
registros são consistentes do ponto de vista técnico, 
38 AUDITORIA DA QUALIDADE
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explorando o conteúdo e a objetividade quanto 
à relevância do conteúdo. Ela é realizada pelo auditor 
chefe ou por quem ele indicar. 
 • Revisão gramatical: tem como objetivo analisar se 
os registros estão em concordância com as normas 
gramaticais, bem como se são claros e coerentes. 
Ela é realizada especialmente por um servidor da 
área de assistência administrativa ou por quem o 
auditor-chefe indicar. 
Figura 21 – Leitura e escrita 
Fonte: Freepik.
 • Revisão de formatação: seu principal objetivo é facilitar 
a leitura e seguir padrões de formatação expressos 
nessa instrução interna. Ela deve ser realizada, 
preferencialmente, por servidor do departamento de 
assistência técnica ou por uma pessoa indicada pelo 
auditor chefe. 
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Esse relatório tem a seguinte estrutura: 
 • Dados iniciais.
 • Escopo de trabalho.
 • Amostra.
 • Objetivos.
 • Técnicas de auditoria.
 • Risco de auditoria.
 • Resultado dos exames. 
 • Relato gerencial. 
 • Análise da auditoria interna.
 • Conclusão. 
Esse relatório deverá ser emitido para o reitor, bem como 
para outras instituições (Controladoria Geral da União/Regional, 
Pró-Reitoria auditada, órgão de apoio ao Comitê Gestor de Riscos 
e Controle Interno etc). 
Relatório simplificado
O relatório simplificado é emitido pela auditoria interna 
quando são realizados trabalhos de auditoria simplificados, com 
escopo de trabalho reduzido e pontual, visando observar fatos 
específicos. Esse tipo de relatório é emitido em casos esporádicos 
e poderá conter recomendações específicas.
Relatório informativo
O relatório informativo é um documento emitido pela 
auditoria interna em caso de auditorias específicas, cujo escopo 
de trabalho é reduzido e pontual. Também busca informações 
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para trabalhos de futuras auditorias ou para elaboração do Plano 
Anual de Atividades de Auditoria Interna. No geral, ele não tem 
nenhum tipo de recomendação.
Relatório Anual de Atividades da 
Auditoria Interna (RAINT): 
O RAINT mostra os resultados da auditoria de um 
determinado período e deverá conter o relato sobre os processos 
de auditoria interna em função das ações planejadas. 
Santos (2017) destaca que existem diferenças conceituais 
entre auditoria interna e controle interno. Observe: 
 • Auditoria interna: compreende os exames, as análises, 
as avaliações, os levantamentos e comprovações 
estruturados para explorar a integridade, a adequação, 
a eficácia e a eficiência de processos, sistemas de 
informações e controles internos integrados ao 
ambiente e de gestão de riscos, com a finalidade de 
auxiliar a organização na busca de seus objetivos. 
Figura 22 – Levantamento 
Fonte: Freepik.
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 • Controle interno: é o conjunto de atividades, planos, 
rotinas, métodos e procedimentos aplicados para 
assegurar o alcance dos objetivos das unidades da 
administração pública de modo confiável e concreto, 
mostrando possíveis desvios ao longo da gestão. 
Para proporcionar melhor compreensão, o próximo 
tópico explora um tipo de relatório que pode ser utilizado para 
controle interno. Preparado para conhecer um pouco sobre esse 
assunto? 
Relatório sobre as responsabi-
lidades da administração para 
controle interno
Muitas organizações costumam incluir outras declarações 
de gestão associadas ao controle interno nos relatórios 
direcionados aos acionistas.
IMPORTANTE
É necessário prestar atenção às divulgações 
adicionais para que não sejam confundidas com 
os relatórios solicitados a respeito do controle 
interno (GRAHAM, 2015). 
Declarações enganosas ou incompletas 
também precisam de atenção. Os auditores 
são orientados a negar associação com essas 
declarações. Nesse sentido, os comentários 
adicionais sobre a eficácia dos controles internos 
ou outras afirmações associadas à gestão 
precisam ser cuidadosamente revisados pelo 
auditor (GRAHAM, 2015). 
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Graham (2015) afirma que o auditor precisa ajustar o 
relatório sempre que existirem as seguintes condições: 
 • Os componentes do relatório da administração 
quanto ao controle interno estão incompletos ou são 
mostrados de modo inadequado.
 • Há uma restrição em relação ao escopo do trabalho. 
 • O auditor utiliza como base os relatórios de outros 
auditores.
 • Existem outras informações no relatório anual da 
administração a respeito do controle interno de 
relatórios financeiros. 
Figura 23 – Financeiro 
Fonte: Pixabay.
 • Quando há distorções quanto à certificação anual da 
administração, quanto à Lei Sarbanes-Oxley.
Graham (2015) observa que, para acessar informações 
complementares a respeito das possíveis mudanças que 
podem interferir no controle interno da organização quanto aos 
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relatórios financeirose, assim, quanto ao relatório do auditor, é 
necessário que o auditor considere os seguintes aspectos: 
 • Relatórios transmitidos no período subsequente. 
 • Relatórios de auditor independentemente de limitações 
existentes no controle interno.
 • Relatórios da agência reguladora a respeito do 
controle interno da organização quanto aos relatórios 
financeiros. 
 • Informações a respeito da eficácia do controle interno 
da organização sobre relatórios financeiros obtidos por 
meio de outros compromissos.
Nas auditorias de controle interno, a respeito dos 
relatórios financeiros, Graham (2015) destaca que o auditor 
precisa considerar os seguintes aspectos: 
 • Mapear a responsabilidade da gestão por definir 
e manter um controle interno eficaz a respeito de 
relatórios financeiros.
 • Comunicar a avaliação efetuada pela administração 
quanto à eficácia do controle interno.
 • Declarar que a administração não usou os 
procedimentos do auditor realizados durante as 
auditorias de controle interno sobre relatórios 
financeiros ou declarações como parte da base 
para a avaliação da administração e da eficácia do 
controle interno sobre relatórios financeiros.
 • Mencionar a conclusão da administração em relação à 
eficácia do controle interno da organização, com base 
nos critérios de controle e na data especificada.
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 • Informar que a gestão compartilhou todas as 
deficiências nos processos de controle interno 
associados a relatórios financeiros. 
 • Caracterizar fraudes que interferem nas demonstrações 
financeiras e que envolvem a alta administração ou 
gerência ou outros funcionários que têm um papel 
significativo no controle interno da empresa sobre os 
relatórios financeiros.
 • Anunciar as limitações identificadas durante trabalhos an-
teriores, bem como atentar-se para as possíveis alterações 
realizadas depois da data em que está sendo relatado. 
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para 
termos certeza de que você realmente entendeu 
o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos. Você deve ter aprendido as 
funções específicas do relatório. O relatório 
de auditoria indica a implementação da 
experiência real da auditoria. Os textos bem 
projetados precisam relatar não conformidades, 
observações e precauções encontradas, além 
de informações necessárias para qualquer tipo 
de relatório, como datas, locais e informações 
sobre os responsáveis. Existem várias formas de 
estabelecer as categorias de relatórios. Cabe ao 
auditor ter um sistema organizado de emissão 
de relatórios, o qual seja adequado ao momento 
ou situação. Exploramos os seguintes tipos de 
relatórios: relatórios finais sintéticos, relatórios 
finais analíticos, relatórios especiais, relatórios 
parciais, relatórios verbais. Também exploramos 
alguns relatórios utilizados em auditorias na 
gestão pública: relatório preliminar, relatório 
final, relatório simplificado, relatório informativo 
etc.
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Aprovando e distribuindo o 
relatório de auditoria
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de executar os processos de conclusão da 
auditoria da qualidade, preparando, aprovando 
e distribuindo o relatório da auditoria. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. 
As pessoas que não consideraram as devidas 
instruções tiveram problemas ao desenvolver um 
relatório. E então? Motivado para desenvolver 
essa competência? Então vamos lá. Avante!
É conveniente que o relatório da auditoria seja emitido 
dentro do prazo convencionado. Caso isso não seja possível, é 
importante que as razões para o atraso sejam comunicadas ao 
cliente da auditoria, sendo necessário acordar uma nova data.
Outrossim, o relatório de auditoria deve ser datado, 
analisado criteriosamente e aprovado, segundo os parâmetros 
determinados pelo programa de auditoria. Posteriormente, 
o documento aprovado deve ser distribuído aos receptores 
determinados pelo cliente de auditoria, até porque o relatório 
da auditoria é propriedade dele. Ademais, é importante que 
os membros da equipe de auditoria e todos os receptores do 
relatório respeitem e mantenham a confiabilidade do relatório.
Concluindo a auditoria
A partir das informações coletadas na auditoria, bem como 
evidências coletadas, o auditor precisa verificar os processos, 
procedimentos e padrões da organização, identificando:
 • Não conformidades.
 • A diferença entre fato (eventos reais) e inferência 
(conclusões).
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 • Oportunidades de melhoria.
Após relacionar não conformidades, oportunidades de 
melhoria e boas práticas, o auditor precisa verificar sua coerência 
com os auditados.
Como implementar a qualidade 
total
Não existe uma solução única para cada situação ao 
planejar e implementar um sistema geral de gestão da qualidade 
ou estratégia de gestão da qualidade. Cada organização é única 
em sua cultura, práticas de gerenciamento e processos usados 
para criar e entregar seus produtos e serviços. Portanto, a 
estratégia de gerenciamento da qualidade será diferente de 
acordo com o contexto específico de cada organização.
A alta gerência determina os principais valores e princípios 
a serem usados e os comunica ao restante da empresa. Com base 
nessas etapas, é desenvolvido um plano norteador de qualidade 
geral. A organização identifica e prioriza as necessidades do 
cliente e alinha produtos e serviços para atender à demanda. A 
gerência desenhou um processo fundamental para a organização 
atender às necessidades do cliente. A gerência supervisiona a 
formação de equipes para melhorar os processos, avaliando o 
progresso e revisando os planos, conforme necessário.
 Busca-se a conscientização contínua dos funcionários 
e o fornecimento de feedback sobre o status. Um sistema de 
recompensa também foi introduzido nessa fase. Quando uma 
organização deseja obter qualquer certificação ISO, deve passar 
por uma revisão de certificação. Um método alternativo usado 
por muitas empresas é organizar auditorias antes da chegada 
47AUDITORIA DA QUALIDADE
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do certificador. No entanto ainda existem muitas empresas que 
continuam a falhar.
Visando garantir consistência e integridade das auditorias, 
metas e escopo devem ser definidos para cada auditoria. Isso 
também ajudará a selecionar auditores para garantir objetividade 
e imparcialidade. As etapas atuais são sempre rígidas em detalhes 
e os resultados são positivos apenas quando todos os intervalos 
estão de acordo com o processo em execução. 
Além disso, se eles precisam obter os melhores resultados 
da auditoria, o auditor deve ter alguma compreensão do 
conteúdo da auditoria. Ainda, a gerência também é importante 
para executar ações nos resultados da auditoria. Isso geralmente 
se limita às ações corretivas relacionadas às falhas encontradas, 
mas também deve considerar as causas principais e medidas 
mais amplas para diminuir ou eliminar os riscos.
Deve-se fazer um acompanhamento para garantir que 
as medidas adotadas pela auditoria sejam eficazes. É necessário 
sempre ter conhecimentos acerca dos requisitos e como usá-los 
na auditoria, fazendo um bom plano com base nas informações 
contidas no programa de auditoria e na documentação fornecida 
pelo auditado, seguindo esse plano sem desvios. Até porque, 
durante uma auditoria, podem ocorrer problemas inesperados 
que afetem a visão do trabalho. Por isso é importante manter 
uma boa lista de verificação para evitar problemas. Uma revisão 
feita por uma equipe de duas pessoas é ideal para adicionar mais 
conhecimento técnico, focar em áreas específicas e trabalhar 
harmoniosamente no brainstorming, não sendo recomendada a 
auditoria de apenas um auditor.
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Quadro 3 - Matriz para lista de verificação de auditoria
Matriz para lista de verificação de auditoria
 
Segu-
rança
Clien-te
Produ-
to
Meio am-
biente
Custos
Conhe-
cimento
Pessoas Eficiência Objetivos
Planejar 
Fazer 
Checar 
Agir 
Fonte: Elaborado pelo autor (2021).
É importante redigir o relatório o mais rapidamente 
possível, de acordo com os procedimentos estabelecidos pela 
coordenação de auditoria para fornecer uma descrição mais 
realista. 
Quadro 4 - Exemplos das formas recomendáveis e não recomendáveis de relatar as 
observações
Forma não recomendável Forma recomendável
Falta suporte para vassouras
Vassouras largadas em cantos de 
parede e encostadas nas máquinas
Fazer reuniões com a equipe para 
discutir sobre os problemas de 
limpeza
Sujeira generalizada na área
Sala com pouco espaço
Disposição das mesas e armários 
dificulta a circulação
Descartar documentos obsoletos
Vários documentos obsoletos 
mantidos no arquivo da engenharia
Realizar campanhas para a melhor 
utilização dos banheiros
Banheiros com papéis no piso e com 
odor desagradável
Trocar lâmpadas queimadas
Cinco lâmpadas queimadas no 
almoxarifado
Fone: Elaborado pelo autor (2021).
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Criar uma descrição que seja inteligível por parte do 
auditado visando evitar dúvidas e questionamentos futuros. 
Empregar a norma culta da língua portuguesa. Caso haja dúvidas 
no tocante à gramática, é de grande relevância consultar um 
dicionário ou um colega. Pode-se, ainda, utilizar os recursos de 
correção gramatical do aplicativo do computador para corrigir 
erros de digitação. Entregar o relatório conforme o formato e o 
prazo definido. Sugerir melhorias para a coordenação de auditoria 
(revisões dos indicadores de avaliação, do mapeamento das 
áreas, do tempo de auditoria, do formato e prazo para entrega 
do relatório etc.).
É importante que os auditores apliquem melhor os 
procedimentos de auditoria interna – o programa pode precisar 
ser reconsiderado. Faz sentido integrar processos de auditoria, 
por exemplo, auditoria ambiental, segurança e qualidade para 
otimizar o uso de recursos. No entanto, para ser competente 
nessas áreas, é necessário um programa abrangente de 
treinamento e educação.
Convencer a gerência sênior da necessidade de auditoria 
pode ser uma tarefa assustadora, mas a crença dos funcionários 
de que são auditores voluntários pode ser ainda mais difícil. 
Entretanto, argumentos convincentes podem ser feitos se a 
tarefa for explicada com base no desenvolvimento organizacional 
e individual, divulgando para uma grande quantidade de pessoas 
os aspectos do negócio.
A maioria dos auditores realiza suas tarefas de auditoria 
durante meio período, coordenando-as com seu trabalho “real”. 
É importante que aqueles que realizam auditorias recebam 
algum reconhecimento por seus esforços. Se há um processo de 
avaliação, por exemplo, convém que o gerente do programa de 
50 AUDITORIA DA QUALIDADE
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auditoria dê uma contribuição para a avaliação do auditor, bem 
como o gerente de linha ou o principal “dono” do processo.
Mais atenção deve ser dada à frequência das revisões. É 
comum escolher uma frequência aleatória, independentemente 
do impacto da atividade na empresa ou dos resultados de análises 
anteriores. Ao avaliar o processo de auditoria, a natureza geral 
da não conformidade deve ser considerada para determinar se o 
resultado esperado é considerado se uma não conformidade for 
encontrada. Quando a gerência analisa rigorosamente questões 
gerais, como procedimentos desatualizados ou mudanças 
organizacionais, devem ser feitos esforços para solucionar as 
deficiências sistêmicas, em vez de analisar vários casos. Por 
exemplo, uma maneira fácil é por intermédio do banco de dados.
Existem erros sistemáticos, como nos seguintes exemplos: 
mudanças organizacionais; falta de treinamento; procedimentos 
desatualizados; má comunicação; questões disciplinares; 
acessibilidade à informação; falta de recursos e capacidade do 
equipamento.
Implantar a gestão da qualidade
A partir de trabalhos de racionalização, organização, 
limpeza, conservação e disciplina, a entidade transforma-se em 
um ambiente saudável para todos os stakeholders.
No Brasil, o método housekeeping é conhecido por “5 S” 
(iniciais das cinco palavras japonesas que norteiam o programa).
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Figura 24 – 5 S
O significado de cada uma das palavras:
 • Seiri (senso de seleção) - isso significa usar os recursos 
disponíveis, conforme necessário e apropriado, para 
evitar excesso, desperdício e abuso.
 • Seiton (senso de ordenação) - organiza sistematica-
mente a maneira de trabalhar (objetos, dados e dispo-
sitivos) para que possam ser usados com rapidez e se-
gurança a qualquer momento.
 • Seiso (senso de limpeza) - compromisso dos membros 
da organização de limpar todos os aspectos do ambiente 
de trabalho e garantir que ele continue a melhorar.
 • Seiketsu (senso de bem-estar) - eliminar os fatores 
que podem ter um impacto negativo nas pessoas no 
local de trabalho.
 • Shitsuke (senso de autodisciplina) - inclui realizar 
tarefas espontaneamente e melhorar o desempenho 
sem ser forçado pela hierarquia ou pela pressão dos 
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colegas. Os “5 S” devem ser executados para melhorar 
as condições de trabalho e implementar uma cultura 
de melhoria contínua. 
Dessa forma, visando obter sucesso, todo programa de 
gestão da qualidade e de melhoria deve ser fundamentado em 
critérios, sendo alguns fatores relevantes para a implantação dos 
“5 S”:
 • Treinamento e educação.
 • Envolvimento de todos os membros da organização.
 • Aplicação da metodologia adequada.
 • Alta direção acompanhando o processo.
Além dos “5 S”, dos princípios da qualidade e das 
ferramentas da gestão da qualidade, o uso das metodologias de 
gestão também pode amparar a melhoria contínua do sistema 
de gestão da qualidade e, por conseguinte, dos resultados da 
empresa.
Melhoria contínua e a trilogia de 
Juran
De acordo com Juran, a gestão da qualidade é 
implementada pelo uso de três processos: planejamento da 
qualidade, controle da qualidade e melhoramento da qualidade.
a. Planejamento da qualidade: criar produtos e 
desenvolver processos conforme as necessidades 
dos clientes, requerendo pesquisar, determinar quem 
são esses clientes, quais são suas necessidades, 
desenvolver características de produtos e processos 
que os atendam, e transferir sempre o planejamento 
estratégico às forças operacionais da organização. 
53AUDITORIA DA QUALIDADE
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O planejamento deve ser formal, envolvendo vários 
conhecedores e responsáveis por etapas, a fim de 
que o resultado seja alcançado. É relevante que sejam 
observados, então, os pontos de entrada e saída de 
cada fase do processo.
b. Controle da qualidade: o objetivo do controle de 
qualidade é minimizar falhas e não conformidades, 
mantendo a capacidade de alcançar as metas 
operacionais determinadas. Todos os membros da 
entidade são ativos no controle da qualidade, pois o 
autocontrole é pré-requisito universal, e todo tipo de 
evento pode influenciar o alcance das metas.
Então, podemos ver, por meio deste conteúdo e das aulas, 
que falhas podem ocorrer quando uma auditoria da qualidade é 
realizada e, com isto, algumas das falhas podem ser:
 • Relacionadas com o objetivo da auditoria.
 • Relacionadas aos recursos para auditoria.
 • Relacionadas ao processo da auditoria.
 • Relacionadas com o resultado da auditoria.
 • Problemas como a falta de tempo ao realizar auditoria 
interna. 
 • Problemas por estar envolvido no processo de realiza-
ção de auditoria um ser humano caracterizando uma 
atividade humanos-hardware-software.
Com isso, podemos analisar e ver que a competitividade 
está cada vez mais acirrada, somada com as exigências dos 
mercados globalizados e das demandas e necessidades da 
sociedade, que requerem uma adoção de novos métodos de 
gerenciamento mais transparentes da gestão e da tecnologia nas54 AUDITORIA DA QUALIDADE
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empresas, pois elas dependem da capacidade de implementar 
novos procedimentos, especialmente na atividade produtiva e 
ou de serviços.
Verifica-se que, para saber se uma empresa está 
dentro dos padrões estabelecidos pelas normas, deve ser 
feita uma auditoria, que garante a qualidade, auxiliando no 
desenvolvimento e aprimoramento de controles internos, 
permitindo a detecção de falhas ou fraudes, cada vez mais 
comuns no ambiente corporativo e competitivo. Aprimora-se, 
assim, o desenvolvimento das pessoas e dos stakeholders e, 
enfim, contribui-se muito para o desenvolvimento das empresas.
c. Melhoramento da qualidade: procurar formas de 
expandir o desempenho de modo inovador, com foco 
na melhoria contínua, tanto nas características de um 
produto quanto na frequência de falhas Para manter-se 
competitiva, a organização deve reduzir drasticamente 
as deficiências em seus produtos, serviço ou processos, 
investindo em diagnósticos para descobrir a má 
qualidade e identificar as melhores soluções. 
Aprovando o relatório de 
auditoria 
Os auditores precisam relatar continuamente grande 
quantidade de descobertas. E também precisam: 
 • Analisar e determinar os problemas de controle 
comuns. 
 • Explorar e agrupar mais informações.
 • Analisar as situações complementares, para definir as 
falhas do sistema que provocam discrepâncias. 
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Na sequência, precisam elaborar um resumo geral de 
tudo o que foi explorado. É necessário responder às seguintes 
perguntas quanto aos sistemas de controle: eles estão em 
conformidade? Funcionam? Essa é a parte mais relevante de 
todo o relatório. 
IMPORTANTE
Tendo em vista que a maioria dos leitores são 
gerentes e supervisores, os termos precisam 
ser formulados de forma técnica, baseados em 
termos gerenciais. 
Russell (2012) destaca que a reunião de saída é uma 
oportunidade para você mostrar seu relatório aos gerentes do 
grupo. Essa é uma tarefa do líder da equipe. É necessário que o 
líder da equipe comece declarando que a auditoria está sendo 
concluída. Na sequência, você precisa fazer uma apreciação da 
hospitalidade proporcionada a você e a sua equipe. Enfatizar que 
a tarefa foi concluída e chamar atenção para os seguintes pontos: 
 • Mostrar o resumo. 
 • Resumir as descobertas e as práticas positivas.
 • Solicitar quaisquer correções ou explicações a respeito 
das áreas imprecisas.
 • Discutir o processo de acompanhamento da ação 
corretiva. 
Por sua vez, você precisa fazer uma recapitulação do 
escopo e propósito da auditoria e acertar no resumo. Ao falar 
com os demais envolvidos neste processo, sugere-se: 
 • Fazer com que todos sintam que o conteúdo. 
 • Destaque descobertas ou práticas positivas.
 • Distribua cópias dos resultados ou das fichas de 
prática positiva. 
56 AUDITORIA DA QUALIDADE
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Em síntese, o relatório escrito precisa conter informações 
básicas como:
 • Introdução.
 • Resumo.
 • Conclusões adversas.
 • Práticas positivas.
Distribuindo o relatório de 
auditoria 
A respeito da distribuição do relatório de auditoria, 
Russell (2012) traz as seguintes considerações: 
 • A lista de distribuição de um relatório de auditoria tem 
de ser registrada no relatório. 
 • A distribuição fica a critério do cliente.
 • Um relatório de auditoria interna é distribuído ao 
supervisor da área auditada e a alguém da alta 
administração. 
 • Um relatório de auditoria externa normalmente vai 
para um gerente de divisão ou CEO. 
 • O relatório de auditoria externa pode ser enviado a um 
gerente de produção ou de qualidade.
 • A organização responsável pela auditoria mantém uma 
cópia do relatório em seus arquivos oficiais, e cada 
membro da equipe de auditoria pode reter uma cópia. 
 • O auditor-líder não deve enviar um relatório diretamente 
para o auditado de forma imediata, a menos que seja 
validado pelo cliente. Isto é, o cliente tem a opção de 
receber o relatório de auditoria e anexá-lo em uma carta 
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de apresentação antes de o relatório ser compartilhado 
com o auditado. 
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que 
vimos. Você deve ter aprendido como executar 
os processos de conclusão da auditoria da 
qualidade, preparando, aprovando e distribuindo 
o relatório da auditoria. O relatório de auditoria 
deve ser datado, analisado criteriosamente e 
aprovado segundo os parâmetros determinados 
pelo programa de auditoria. A fase de 
conclusão envolve a verificação dos processos, 
procedimentos e padrões da organização com 
base nas informações coletadas. Mostramos 
que não existe uma solução única para cada 
situação ao planejar e implementar um sistema 
geral de gestão da qualidade ou estratégia de 
gestão da qualidade. Para implantar a gestão 
da qualidade, as organizações podem utilizar a 
metodologia dos “5 S” (iniciais das cinco palavras 
japonesas que norteiam o programa: seiri 
(senso de seleção), seiton (senso de ordenação), 
seiso (senso de limpeza), seiketsu (senso de 
bem-estar), shitsuke (senso de autodisciplina). 
Exploramos as etapas que permitem a melhoria 
contínua e a trilogia de Juran, em que a gestão 
da qualidade é implementada pelo uso de três 
processos: planejamento da qualidade, controle 
da qualidade e melhoramento da qualidade. 
E fizemos algumas considerações a respeito 
da aprovação e da distribuição do relatório de 
auditoria. 
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ALVES, P. M. de A.; FREITAS, A. de O. Ferramentas informatizadas utili-
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SANTOS, T. V.  Manual De Auditoria Interna Uffs. Cha-
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d=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjR5oLJ6sL0AhVeqZUCHRVJ -
D4cQFnoECAIQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.uffs.edu.
br%2Finstitucional%2Freitoria%2Fauditoria_interna%2Finstru-
coes_internas%2Fmanual-de-auditoria-interna-uffs-versao-1.0_r1%2F%40%40download%2Ffile&usg=AOvVaw0e6VuAkzfLG9w-
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SCHOLTES, P. R. Times da qualidade: como usar equipes para 
melhorar a qualidade. Rio de Janeiro, RJ: Qualitymark, 1992.
	Preparando, aprovando e distribuindo o relatório da auditoria
	Planejamento do relatório de auditoria
	Características do relatório de auditoria
	Conteúdo do relatório de auditoria
	Tipos de relatórios
	Tipos de relatórios
	Relatórios de auditoria
	Auditoria na gestão pública (tipos de relatórios) 
	Relatório preliminar
	Relatório final 
	Relatório simplificado
	Relatório informativo
	Relatório Anual de Atividades da Auditoria Interna (RAINT): 
	Relatório sobre as responsabilidades da administração para controle interno
	Aprovando e distribuindo o relatório de auditoria
	Concluindo a auditoria
	Como implementar a qualidade total
	Implantar a gestão da qualidade
	Melhoria contínua e a trilogia de Juran
	Aprovando o relatório de auditoria 
	Distribuindo o relatório de auditoria

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