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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professora: Cileide Pereira da Silva
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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Os transtornos globais do desenvolvimento (TGD) são carac-
terizados como condições que representam, para os indivíduos que 
os possuem, necessidades especiais a serem atendidos em diferentes 
contextos da sua rotina. Dessa maneira, é importante compreender 
quais são os principais tipos de TGD, de modo a avaliar como esses 
transtornos podem interferir na manutenção da vida em sociedade dos 
sujeitos diagnosticados com eles. Sendo assim, serão investigados 
nessa unidade os principais métodos de classificação dos transtornos 
globais do desenvolvimento, entendendo efetivamente as caracterís-
ticas neuropsicológicas que são afetadas por este. Além disso, será 
evidenciado como acontece a implementação da educação especial 
como uma medida que garante a inclusão desses indivíduos no am-
biente e nas dinâmicas escolares.
Transtornos Globais do Desenvolvimento. Neuropsicologia. Educação
Especial e Inclusiva. Políticas Educacionais.
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 CAPÍTULO 01
A CID-10 E O DSM-5
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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A CID-10 _______________________________________________________
Os Neurônios e suas Características _____________________________
DSM-5 __________________________________________________________
 CAPÍTULO 02
FILOGÊNESE DO SISTEMA NERVOSO
Bases Estruturais do Sistema Nervoso e suas Particularidades ___ 33
27Recapitulando ________________________________________________
A Plasticidade Cerebral _________________________________________ 39
19Transtornos Globais do Desenvolvimento _______________________
37Os Hemisférios do Cérebro _____________________________________
Recapitulando _________________________________________________ 44
 CAPÍTULO 03
A EDUCAÇÃO ESPECIAL E SUA FUNDAMENTAÇÃO
O Conceito de Educação Especial e sua Integração na Escola ___ 49
41A Memória _____________________________________________________
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Os Fundamentos da Educação Especial e o Atendimento Educa-
cional Especializado _____________________________________________ 53
As Competências Pedagógicas da Educação Especial e a Inclusão 
na Escola _______________________________________________________ 57
Recapitulando __________________________________________________ 63
Fechando a Unidade ____________________________________________ 67
Referências _____________________________________________________ 70
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O presente módulo tem por finalidade discorrer acerca de infor-
mações sobre os transtornos globais do desenvolvimento (TGD), compre-
endendo as medidas utilizadas para atingir o seu diagnóstico e as princi-
pais características de cada um desses transtornos. Além disso, também 
serão analisados os aspectos que definem o sistema nervoso, buscando 
compreender a importância desse sistema do organismo humano para a 
manutenção da saúde e bom funcionamento do corpo e, assim, discutir 
os seus mais importantes elementos e as funções desempenhadas por 
cada um destes. Por fim, também serão abordadas as características da 
educação especial como uma medida de garantir a inclusão de alunos 
com TGD nos processos que caracterizam o ambiente escolar.
Dessa maneira, este módulo e os conteúdos presentes nele par-
tem do princípio de que as necessidades especiais são partes inerentes 
da vida cotidiana dos indivíduos que as possueme, ainda, daqueles que 
convivem ao seu redor e, por decorrência disso, precisam se adaptar às 
mudanças advindas do processo de garantia da inclusão e acessibilidade 
dos espaços sociais, escolares e profissionais como forma de efetivar o 
direito de todos a frequenta-los. Para tanto, antes de mais nada, se faz 
necessário promover uma efetiva compreensão acerca dos sistemas e 
categorias utilizados para definir os TGD, seus níveis e particularidades, 
o que inclui, também, os transtornos do espectro autista (TEA) e outras 
necessidades especiais que exigem uma atenção específica.
Além disso, é indispensável, também, reconhecer aspectos 
fisiológicos, anatômicos e da filogenia do sistema nervoso, de modo 
a entender como os seus aspectos particulares podem influenciar di-
retamente no funcionamento do corpo e suas características, como o 
próprio desenvolvimento do organismo e a sua resistência a impactos e 
outros estímulos externos e internos. Sendo assim, iremos desenvolver, 
nesse módulo, acerca de aspectos como os neurônios, a divisão do cé-
rebro em hemisférios, assim como a plasticidade neural e a sua relação 
com a memória humana e sua manutenção, levando em consideração 
o papel de cada um desses elementos para o dia-a-dia dos indivíduos e 
a garantia da sua participação na sociedade.
Por fim, será compreendido, efetivamente, como pode aconte-
cer a plena inserção dos alunos com necessidades especiais, o que inclui 
aqueles com transtornos globais do desenvolvimento e transtornos do 
espectro autista, em contextos cotidianos importantes para o seu efetivo 
desenvolvimento como cidadãos, o que inclui o ambiente escolar. Nesse 
sentido, iremos discorrer acerca da educação especial como uma moda-
lidade de ensino que permite a aplicação de medidas, recursos e ferra-
mentas pedagógicas que contribuem para a inclusão desses sujeitos em 
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processo de formação no ambiente escolar, garantindo ainda a sua parti-
cipação nas atividades e dinâmicas que, nesse espaço, devem promover 
o seu desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional.
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A Classificação Internacional de Doenças (CID), é um recurso sis-
tematizado que auxilia no aspecto anatômico, patológico, como também 
nas manifestações clínicas, sofre atualização periodicamente geralmente 
a cada dez anos. O objetivo principal desse documento é monitorar, clas-
sificar a incidência e prevalência de doenças existente, organizado de ma-
neira hierárquica através de códigos relativos à especificação de cada do-
enças como maneira de uma padronização global no mundo, tornando-se 
uma das principais ferramentas epidemiológica dos profissionais da saúde.
A partir da CID-6, a responsabilidade passou a ser da Organi-
zação Mundial da Saúde (OMS), sendo dividida em capítulos e forma-
dos por conjuntos de categorias. Sua primeira publicação foi aprovada 
no ano de 1893. Em 1989, na décima e última revisão (CID-10), o que 
aliás explica o número 10 seguido das letras, dispõe de 22 capítulos 
com números e letras em ordem crescente. Vejamos na CID 10 como 
A CID-10 E O DSM-5
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estar organizado os transtornos globais do desenvolvimento:
Figura 1 – A organização classificatória dos transtornos globais do desenvol-
vimento.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
Outra finalidade da CID 10, é proporciona precisão na identi-
ficação do quadro do paciente, com o objetivo de controlar o monito-
ramento epidemiológico de doenças como uma importante aliada na 
assistência em saúde, tentando prever, baseando-se em estatísticas re-
gistradas os possíveis impactos de um problema de saúde, como ocor-
reu na pandemia de COVID-19, com ações de orientar a população e o 
governo para adotarem medidas preventivas da incidência e prevalên-
cia da patologia na compreensão do perfil da população.
A CID-10
Como já ressaltamos a CID-10, funciona de maneira hierarquia, 
em ordem de preponderância, ou seja, quanto mais pessoas são afe-
tadas por uma determinada doença, mais detalhada será a subdivisão 
e condições de mapeamentos do prontuário, possibilitando tratamen-
tos assertivos e muito mais eficientes. A organização desse documento 
acontece de maneira catalogada e cifrada, representadas por uma letra 
e dois dígitos, subdivididos em subcategorias partir do alfabeto de A a Z, 
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relacionado aos números de 0 a 9 com as mais variadas características 
de patologias que afetam os mais variados grupos de indivíduos. É atra-
vés do código que também permite a identificação de todas as doenças 
conhecidas, tais como:
- Sintomas;
- Incômodo ou irregularidades descritas;
- Causas externas;
- Reclamações de pacientes;
- Aspectos fisiológicos considerados anormais.
Além do mais, a classificação e padronização na nomenclatura 
tem como objetivo facilitar a comunicação e o trabalho dos profissionais 
da saúde de todos os países, evitando a ambiguidade ou o equívoco ao 
referir-se a determinada patologia devido a problemas de tradução, visto 
que diversas enfermidades apresentam nomes totalmente diferentes de 
uma região do mundo para outra. Diante disso, o registro da CID propicia 
a partir do levantamento de dados estatísticos e na formulação de sof-
twares direcionados para a Medicina os mesmos mundialmente, contribui 
para a troca de informações entre os países, como também, viabiliza a 
informação de maneia precisa a Previdência Social, que dá autorização 
aos benefícios em função de algumas anomalias, como o auxílio-doença.
No entanto, acentuamos que o detalhamento sobre o código 
de uma doença, não deve e nem pode ser incluído em atestado médi-
cos, de acordo com o Conselho Federal de Medicina definiu a regra na 
Resolução nº 1.658/2002, que prevê o direito de privacidade na relação 
médico-paciente, sobre a única ressalva a inclusão da CID nos atesta-
dos através da solicitação do próprio paciente, nesse caso o profissional 
deve adicionar essa informação na elaboração de laudos e/ou docu-
mentos necessários para o tratamento.
É possível buscar informações conforme a subdivisão e 
a classificação da patologia, consultando a CID-10 a partir de di-
versos aplicativos e sites. Por meio destes, portanto, se faz viável 
obter maiores informações acerca desse método classificatório e 
as suas principais características, compreendendo a sua relevân-
cia para o dia a dia das pessoas que buscam conhecer mais acer-
ca dos aspectos que definem o seu bem-estar, saúde e, assim, a 
manutenção da sua rotina diária. Veremos, em seguida, alguns dos 
principais portais que podem ser consultados acerca da CID-10.
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- CID-10: oferece a opção de busca por código. Na busca pelo nome da do-
ença, é possível que o sistema não identifique as respostas;
- Ministério do Trabalho e da Previdência: oferece a tabela da CID 10 e dis-
ponibiliza dados de pessoas que recebem auxílio-doença em cada uma das 
patologias;
- DATASUS: disponibiliza uma tabela com as doenças e as respectivas co-
dificações.
Além disso, existem outras alternativas que permitem a consulta 
dessa classificação, levando em consideração as novas dinâmicas tecno-
lógicas e suas influências no cotidiano das pessoas, que buscam maneiras 
mais práticas e fáceis de buscar conhecimento sobre assuntos diversos. 
Sendo assim, vale utilizar mais de uma fontena hora de realizar a consul-
ta, de modo a levantar mais dados acerca das doenças listadas. Ainda é 
possível buscar por aplicativos como CID 10 LinkCID e CID 10 Doctordroid.
DSM-5
Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou Ma-
nual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), foi cria-
do pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), a primeira versão 
surgiu em 1952, como tratamento de traumas e doenças mentais que 
causavam sofrimento aos veteranos da Segunda Guerra Mundial. Em 
seguida vieram as edições seguinte.
Figura 2 – Os lançamentos das edições do Manual Diagnóstico e Estatístico 
de Transtornos Mentais.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
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Atualmente na sua quinta edição, referente ao número 5, de-
pois de passada por algumas revisões e atualizações foram incluídos 
alguns transtornos mentais para diferenciar as diferentes condições 
existentes, permitindo uma padronização de acordo com os sintomas 
e comportamentos comuns, tendo como base suas indicações psicó-
logos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais de diferentes serviços de 
saúde dando andamento às prescrições de forma coerente ao diagnós-
tico, por isso, torna-se uma ferramenta importante para a classificação 
dos transtornos mentais, pois propicia substrato ao diagnóstico ao auxi-
liar o trabalho dos profissionais de saúde na prescrição.
Além disso, também contribui para a continuidade do tratamento 
adequados para os pacientes permitindo um registro fiel sobre os trans-
tornos mentais e trazendo informações sobre o comportamento espera-
do durante as crises, como também, facilitar a troca de saberes entre os 
profissionais pelo o mundo, além do mais, orienta os familiares, amigos e 
outras pessoas que convivem com o paciente, como também tem a funcio-
nalidade de ser um instrumento de coleta de estatísticas de saúde pública.
Nessa última atualização da edição do Manual Diagnóstico e 
Estatístico de Transtornos Mentais, os segmentos dividem-se da se-
guinte maneira:
Figura 3 – Os segmentos que dividem e organizam o Manual Diagnóstico e 
Estatístico de Transtornos Mentais.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
O DSM 5, considera uma estimativa de mais de 300 transtor-
nos mentais, classificando e definindo os transtornos do desenvolvi-
mento de acordo com três características básicas, tais como:
- Início na infância;
- Um prejuízo ou atraso no desenvolvimento fortemente ligados à maturação 
do sistema nervoso central;
- Que apresentam um curso relativamente estável, sem haver remissões ou 
recorrências, comuns em outros transtornos mentais.
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Ou seja, ao definir os transtornos do desenvolvimento, o DSM 
5 considera que as condições que o caracteriza tem início no período 
do desenvolvimento que começam a se manifestar ainda na primeira 
infância, percebidos antes mesmo que a criança inicie na pré-escola, 
podendo ser observado através de prejuízo tais como deficiências in-
telectuais e limitações globais, enquanto que ao ingressar na escolar a 
criança poderá apresentar transtornos específicos de aprendizagem 
que afetam diretamente na vida social, laboral e acadêmico, resultar em 
danos e sofrimento para o indivíduo e para quem convivem com ele.
Nessa última versão do DSM 5 adotada, foi considerado uma 
análise dimensional para alguns transtornos, como no caso do espectro 
e também a defesa da teoria que valida os transtornos como multifato-
riais, ou seja, tem influência genética, orgânica, da história de vida e da 
personalidade. De acordo como o DSM-5 os critérios para o diagnostico 
são vários a depender do tipo do transtorno metal. São eles:
- Comportamentos: o diagnostico será de acordo com as tendências e algu-
mas atitudes da pessoa;
- Sintomas: presentes de maneira diferente dentro de cada transtorno;
- Funções psíquicas: atenção, afetividade, percepção, memória, etc;
- Traços de personalidade: fatores da personalidade que pode propicia a ma-
nifestar certos transtornos;
- Sinais físicos: ficam mais explícitos os transtornos na parte física causando 
sintomas, tais como taquicardia e tremores.
Vejamos a seguir algumas patologias mentais que sofreram 
novas classificações:
- Transtorno bipolar: Fazia parte do capítulo dos transtornos de humor e pas-
sou ter um capítulo específico, passando a ser organizado entre os transtor-
nos depressivos e os transtornos da esquizofrenia, já que pode apresentar 
parte dos sintomas de ambos;
- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): Era classificado como um trans-
torno de ansiedade, passando agora a ter um capítulo exclusivo, também 
foram acrescentados outros diagnósticos, como o transtorno de acumulação 
e o transtorno de escoriação;
- Esquizofrenia: Não há mais os subtipos, tais como paranoide, catatônica, hebe-
frênica, etc, visto que eles não dispunham mais de diferenças quanto a patologia;
- Transtornos de personalidade: Foi incluído no final do manual um modelo 
de classificação alternativo, como maneira de atender aos critérios patológi-
cos e disfuncionais de mais de um transtorno de personalidade;
- Autismo: Recebeu a nomenclatura de transtorno do espectro autista, com 
isso abrangendo os diversos níveis de gravidade.
Logo a baixo podemos observar os principais transtornos do 
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neurodesenvolvimento do DSM 5:
Figura 4 – As principais classificações de transtornos do neurodesenvolvimento.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúr-
bios que normalmente se manifesta nos primeiros anos de vida e afeta 
as interações sociais, a comunicação e flexibilidade no raciocínio, poden-
do ser caracterizados pelos padrões estereotipados, podendo também 
apresentar comprometimentos motores. Diante disso, destacamos a im-
portância da intervenção precoce, consagrando a plasticidade cerebral, 
e interferindo positivamente no desenvolvimento e melhora da qualidade 
de vida, permitindo ao indivíduo com autismo obter uma integração social 
mais adequada (CAZORLA GONZÁLEZ; CORNELLÁ I CANALS, 2014).
Nos dias atuais, tem-se avançado cada vez mais em pesquisas 
sobre o autismo e, por consequência a obtenção do diagnóstico acon-
tece cada vez mais precoce, normalmente os especialistas conseguem 
identificar o TEA, quando criança tem de 1 ano e meio e 3 anos de 
idade, o que possibilita a intervenção cada vez mais antecipada. Se-
gundo Reis (2020), o diagnóstico precoce, em conjunto com as terapias 
instituídas de maneira adequada e baseadas em evidências, melhora 
significativamente a comunicação e as habilidades sociais das crian-
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ças com autismo. Ou seja, quanto mais cedo o diagnóstico maior será 
a possibilidade de desenvolvimento das habilidades fundamentais que 
ajudará o indivíduo a torna-se mais independente, ocasionando uma 
maior capacidade de interagir socialmente.
O TEA trata de uma condição que afeta o neurodesenvolvimento, 
porém não é uma doença e, portanto, não tem cura, apenas tratamento. O 
termo “espectro” inserido ao nome do transtorno autista no ano 2013, por 
conta da diversidade de sintomas e graus que os indivíduos apresentam, 
diante que cada um tem suas próprias características e especificidade 
próprio, tornando-o único dentro do espectro. Para Schwartzman (1995), 
as causas para o TGD são multifatoriais, que dependem de fatores gené-
ticos e ambientais, podendo vir associada as seguintes síndromes:
Figura 5 – As principais síndromes que se associam aos transtornos globais 
do desenvolvimento.
Fonte:(Elaborado pelo autor, 2023).
De acordo com Kanner (apud Rivière, 2004, p. 235), os três 
principais aspectos que caracteriza as pessoas autistas são: 
- as relações sociais, relacionada a dificuldade na interação social, sociabili-
dade seletiva, aversão ao toque do outro o que leva ao isolamento, padrões 
repetitivos e restritos de comportamentos, pouco contato visual;
- a comunicação e a linguagem apresentam atrasos ou até mesmo ausência 
do desenvolvimento da linguagem, dificuldades acentuadas no comporta-
mento não verba, apresentam também dificuldades em iniciar e manter uma 
conversa, podendo estabelecer uma comunicação por meio de comporta-
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mentos não-verbais;
- a insistência em não variar o ambiente, assumindo umas inflexíveis de roti-
nas, demonstra uma atenção maior com partes de objetos, em vez do todo.
Os comportamentos retratados por padrões estereotipados e 
repetitivos, dão aos TEA uma certa ‘segurança’. Outras condições que 
podem apresentar é a contingentemente na coordenação motora, mu-
danças de humor e em alguns casos, demonstrar uma certa agressivi-
dade sem causa aparente, na infância é comum apresentarem ecolalia, 
ou seja, a repetição as falas dos outros.
Na idade escolar, é importante que os educadores identifiquem 
estratégias junto com a equipe pedagógica para desenvolvê-los, faci-
lidade e respeitando as etapas e tempos diferentes de aprendizagem, 
estabelecendo rotinas incluindo regras de convívio social, de preferen-
cias em salas de aula com alunos das mesmas faixas etárias. É normal 
que os TEA, apresentem algumas condutas típicas, tais como:
- Comportamento desconexo e birras frequentes;
- Desatenção, dificuldade em seguir as normas estabelecidas;
- Gritar para chamar atenção;
- Choros e risos aleatórios, sem motivo especifico;
- Agredir os colegas ou a si mesmo (automutilação);
- Falar o tempo todo, inclusive sozinho;
- Imitação das ações das pessoas ao redor.
Quando se trata de métodos didáticos, é importante que diante 
das condutas típicas dos TEA, que os profissionais educacionais sejam 
envolvidos na perspectiva de uma educação inclusiva, orientados para 
que sabiam como lidar de maneira diferenciada com cada criança no 
cotidiano escolar. Para tanto, algumas ações que pode ajudar e deve 
ser usada pelos os educadores e demais profissionais ao a perceber 
comportamentos diferenciados. Vejamos:
- Seja atencioso e carinhoso;
- Manter-se sempre calmo ao se relacionar com a criança;
- Se estiver com raiva e agressiva, mostrar tranquilidade;
- Nunca criticar o comportamento da criança, mas mostrar firmeza ao falar 
com ela;
- Ofereça apoio e ouvi-la;
- Mostrar que está disposto a entender seu problema;
- Enalteça as qualidades e ajude a criança e se reintegrar ao grupo;
- Manter-se sempre calmo ao se relacionar com a criança.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), ao identificar 
uma conduta típica por parte do aluno, é preciso ter uma ação dife-
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renciada, seguindo as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial 
na Educação Básica, que sugere guias, na perspectiva da educação 
inclusiva, para trabalhar com alunos com condutas típicas, estratégias 
e métodos como orientação para os educadores e gestores, tais como:
- Flexibilização de metodologias com conteúdo adaptados;
- Serviços pedagógicos direcionados, seja na sala comum, sala de recursos;
- Distribuição dos alunos em classes diferentes, para que entendam e notem 
a pluralidade de ideias;
- Criação de uma rede de apoio que inclua profissionais de saúde e assis-
tentes sociais;
- Sustentabilidade no processo inclusivo com o auxílio profissional e, sobre-
tudo, familiar, para que a criança se desenvolva;
- Realização de campanhas e palestras junto à comunidade, para que en-
tendam o que se refere esse termo, com metas informativas, que evitem 
julgamentos e falta de apoio social;
De acordo Silva e Mulick (2009), quando a criança é diagnosti-
cada com autismo, o profissional responsável deve analisar a situação 
e, avaliar se um encaminhamento se faz necessário. Logo, o procedi-
mento que se deve tomar mediante o diagnóstico é buscar uma equipe 
multidisciplinar que irá ajudar no tratamento e acompanhamento para 
se obter uma qualidade de vida através de diversas abordagens de tra-
tamentos terapêutico eficazes que possibilitam o desenvolvimento des-
tas ocupações, estimulem uma maior autonomia. Vejamos agora alguns 
desses profissionais e como ele atua com pessoas autistas.
Terapeuta ocupacional (TO)
A Terapia Ocupacional (TO), tem um papel importante quando 
se fala de autismo, pois são esses profissionais que avalia e intervém 
no desenvolvimento da pessoa com TEA, de acordo a faixa etária e com 
os problemas identificados sejam no cotidiano, no lazer e nas atividades 
produtivas, respeitando a singularidade e as necessidades de cada indi-
víduo, são criadas estratégias de abordagens de avalição para utilizam 
métodos e terapias dependendo do grau do autismo que estimulam o 
aprimoramento de habilidades que precisam ser trabalhada para um tra-
tamento eficazes que permitem o desenvolvimento destas ocupações.
Terapeuta comportamental (ABA)
É a terapia mais indicada pela Organização Mundial da Saúde 
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(OMS), se respalda nos princípios da Análise do Comportamento Aplica-
da (ABA), para todas os indivíduos que possuem algum transtorno ou de-
senvolvimento atípico, principalmente em casos de pessoas com o TEA. 
O termo ABA vem da abreviação da sigla em inglês para Applied Behavior 
Analysis, as estratégias elaboradas nessa terapia se dão através da Aná-
lise do Comportamento, ao propor práticas e condutas que beneficiem 
auxiliando no desenvolvimento e na aprendizagem de novas habilidades 
para cada indivíduo. Com o intuito de entender as seguintes questões:
- Como e por quais motivos esses comportamentos ocorrem;
- Como e por quais motivos esses comportamentos ocorrem;
- Quais as influências ambientais que se relacionam ao comportamento, de 
forma a reforçar ou atenuar cada um.
O ABA, tem sido uma terapia que têm se mostrado cada vez 
mais eficazes quando aplicadas ao TEA, favorecem o desenvolvimento 
de aptidões e reduzem os prejuízos advindos da condição causada pelo 
autismo por serem baseadas em evidências.
Fisioterapia
É importante considerar, durante o estabelecimento de medi-
das que asseguram a saúde e funcionalidade dos indivíduos com TEA, 
que estes também podem ter dificuldades que são demonstradas em di-
ferentes contextos da sua rotina diária. Sendo assim, entende-se que o 
seu próprio corpo físico, bem como as suas capacidades motoras, pode 
exigir uma atenção maior e, por esse motivo, percebe-se a importância 
de garantir o acesso deste a tratamentos fisioterapêuticos, bem como 
atividades físicas propostas por profissionais no ramo da educação fí-
sica. Por meio desse tipo de exercício, o sujeito pode obter considerá-
veis benefícios para o seu sistema sensorial e motor, considerando que, 
caso esses âmbitos não sejam devidamente cuidados, o indivíduo pode 
ter atrasos no desenvolvimento e uma baixa tonificação muscular.
É possível observar, com isso, que esse tipo de tratamento 
deve ser iniciado o mais antes possível, tendo em vista que isso garante 
uma evolução bem efetivada. Se faz função do fisioterapeuta, portanto, 
garantir que o sujeito desempenhe funções motoras básicas, como o 
ato de engatinhar, tocar e segurar objetos e desenvolver os movimentos 
básicos do corpo humano, como andar, correr, pular e arremessar, vi-
sando uma locomoção eficiente e adequada para o seu nível de desen-
volvimento. Na escola, esses profissionais também podem promover 
um atendimentoindividual aos alunos com esse tipo de necessidade 
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especial, incentivando a sua participação em atividades cotidianas que 
se fazem presentes no seu dia-a-dia.
É importante que os profissionais atuantes na escola no âmbito 
da educação física e da fisioterapia trabalhem, também, em conjunto com 
os demais profissionais da instituição, como os demais educadores e os 
professores da educação especial e do apoio pedagógico. Além disso, a 
efetiva participação dos pais nos processos que asseguram o bem-estar, 
saúde e pleno desenvolvimento dos seus filhos é indispensável, tendo 
em vista que este é um esforço que deve acontecer dentro e fora do am-
biente escolar. Além disso, a própria instituição e sua equipe gestora de-
vem promover ferramentas e recursos que permitem a inserção desses 
alunos em atividades que promovam a obtenção de habilidades físicas, 
motoras e sociais, assim como garantir a contratação de profissionais 
aptos para o trabalho com alunos com necessidades especiais.
Acompanhamento Pedagógico
Todos os cidadãos brasileiros têm o direito constitucional ao 
acesso à educação e, por esse motivo, é importante que os alunos com 
autismo também frequentem a escola para desenvolver conhecimentos 
e competências que se fazem indispensáveis para a efetiva manuten-
ção das suas vidas. Adicionalmente a isso, a Lei Berenice Piana (Lei 
nº 12.764/2012) também estabelece que esses indivíduos possuem o 
direito de ter um acompanhante pedagógico devidamente especializa-
do, que deve ser assegurado por parte da própria gestão escolar para 
auxiliar esses alunos a desempenharem as suas habilidades físicas, 
cognitivas e sociais no ambiente escolar.
Em vista disso, compreende-se que esse acompanhamento é 
indispensável para a devida inserção dos alunos com autismo na rotina 
escolar, tendo em vista que esses garantem que as necessidades indivi-
duais de cada um desses educandos sejam devidamente consideradas 
durante o seu processo de aprendizagem, considerando que mesmo 
alunos que possuam características semelhantes também possuem 
particularidades a serem atendidas e respeitadas durante os proces-
sos escolares. Fora isso, é importante que o profissional acompanhante 
também observe o desempenho do sujeito em formação, de modo a 
assegurar que este está conseguindo desempenhar aquilo que é espe-
rado para o seu nível de desenvolvimento e para a etapa da educação 
básica em que se encontra.
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Fonoaudiólogo
Dentre as limitações típicas do autista, destacam-se os pro-
blemas de interação social, diante desse cenário a busca por terapia 
com fonoaudiólogo é de extrema importância, pois tem a finalidade de 
ajudar na comunicação e interação de maneiras mais funcional e útil, 
reduzindo os impactos na fala como também na audição, com o intuito 
de melhorar o desenvolvimento das aptidões para comunicação oral, 
escrita, audição e equilíbrio. Além de propiciar a independência cogniti-
va e funcional do autista, facilitando a interação no meio social.
Outras terapias podem fazer parte das condutas para pessoas 
com TEA:
- Gameterapia: uso de videogames em sessões, como maneira de tornar a 
terapia mais dinâmica;
- Equoterapia: terapia assistida por cavalos;
- Musicoterapia: técnica que estimular a comunicação, e o aprendizado.
No entanto, ressaltamos a importância de qualquer que seja o 
tratamento que seja humanizado e acolhedor, tendo em conta o estado 
emocional do indivíduo e seus familiares, como consta nos documentos 
do Ministério da Saúde que inclui as diretrizes de atenção à reabilitação 
da pessoa com TEA:
O tratamento deve ser estabelecido de modo acolhedor e humanizado, con-
siderando o estado emocional da pessoa com TEA e seus familiares, dire-
cionando suas ações ao desenvolvimento de funcionalidades e à compen-
sação de limitações funcionais, como também à prevenção ou retardo de 
possível deterioração das capacidades funcionais, por meio de processos de 
habilitação e reabilitação focados no acompanhamento médico e no de ou-
tros profissionais de saúde envolvidos com as dimensões comportamentais, 
emocionais, cognitivas e de linguagem (oral, escrita e não verbal), pois estas 
são dimensões básicas à circulação e à pertença social das pessoas com 
TEA na sociedade (BRASIL, 2012, p. 57).
Por fim, é também importante que os familiares e responsáveis 
pelos alunos tenham uma participação ativa nos processos que definem 
a rotina escolar desses sujeitos em processo de formação. É importante, 
com isso, que o seu empenho nas medidas que asseguram o aprendizado 
do educando seja propiciado, na medida em que o desenvolvimento destes 
afeta diretamente a sua rotina e vice e versa. Para isso, se faz necessário 
que os pais também tenham um acompanhamento adequado, tendo em 
vista que o seu nível de estresse e ansiedade pode aumentar ao lidar com 
os sujeitos com necessidades especiais, assim como a propensão ao de-
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senvolvimento de problemas psicológicos mais graves, como a depressão.
Adicionalmente a isso, observa-se que a qualidade de um am-
biente familiar influencia diretamente na qualidade da própria vida indivi-
dual dos sujeitos com TEA e, por decorrência disso, é importante que as 
dinâmicas da família estejam devidamente voltadas para a propiciação de 
oportunidades que garantam o desenvolvimento de capacidades relevan-
tes para a rotina diária desses indivíduos, compensando as limitações fun-
cionais advindas da sua condição. Com isso, se nota importante evitar o 
deterioramento de funcionalidades que já foram adquiridas pelo sujeito por 
intermédio de um constante acompanhamento médico e tratamentos de 
habilitação e reabilitação que permitem o desenvolvimento de capacidades 
comportamentais, cognitivas, emocionais e de linguagem que, por sua vez, 
garantem a participação desses indivíduos na vida em sociedade.
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
(PREFEITURA DE CUIABÁ - MT — FONOAUDIÓLOGO — SELECON 
— 2019)
A categoria “Transtornos Globais do Desenvolvimento” (TGD) faz 
referência aos transtornos:
a) que se caracterizam por prejuízos em diversas áreas do desenvolvi-
mento como habilidades de interação social recíproca, de comunicação 
e presença de comportamento, interesses e atividades estereotipadas.
b) que não caracterizam prejuízos nas habilidades comunicativas como 
interação social recíproca de comunicação e presença de comporta-
mento, interesses e atividades estereotipadas.
c) de aprendizagem que compreendem uma habilidade específica como 
leitura, escrita ou matemática.
d) de leitura e escrita com prejuízos significativos na compreensão lei-
tora sem comprometer as habilidades de interação social recíproca de 
comunicação.
QUESTÃO 02
(SEAD-AP — CUIDADOR — FGV — 2022)
São comportamentos característicos de educandos com Transtor-
nos Globais do Desenvolvimento (TGD), exceto
a) dislexia e disgrafia.
b) acessos de agressividade.
c) aversão ao contato com outros.
d) mudanças de humor sem causa aparente.
e) dificuldade em iniciar e manter conversação.
QUESTÃO 03
(PREFEITURA DE PETROLINA – PROFESSOR DE EDUCAÇÃO IN-
FANTIL — UPENET/IAUPE — 2019)
Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiên-
cia os transtornos globais do desenvolvimento e as altas habilida-
des ou superdotação abaixo citados, EXCETO:
a) Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização es-
pecíficos, para atender às suas necessidades.
b) Terminalidade específica àqueles que não puder em atingir o nível 
exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtudede suas 
deficiências.
c) Aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para 
os superdotados.
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d) Professores com especialização adequada em nível médio ou superior, 
para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular 
capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.
e) Acesso diferenciado aos benefícios dos programas sociais suple-
mentares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
QUESTÃO 04
(SESAP - RN — PSICÓLOGO — COMPERVE — 2018)
Na DSM-V, o processo que consiste em determinar se um problema 
em particular afeta o indivíduo e se preenche todos os critérios 
para um transtorno psicológico é denominado
a) psicoterapia.
b) avaliação clínica.
c) diagnóstico.
d) apoio.
QUESTÃO 05
(PREFEITURA DE CONGONHINHAS - PR — PSICÓLOGO — FUN-
DATEC — 2019)
Na nova classificação do DSM-5 (APA, 2014), qual o transtorno que 
se caracteriza por déficits em capacidades mentais genéricas, como 
raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento abstra-
to, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência?
a) Da linguagem.
b) De déficit de atenção/hiperatividade.
c) Do desenvolvimento intelectual.
d) Específico da aprendizagem.
e) Do espectro autista.
TREINO INÉDITO
Dentre as limitações típicas do autista, destacam-se os problemas de 
interação social, diante desse cenário a busca por terapia com fonoau-
diólogo é de extrema importância, pois tem a finalidade de ajudar na 
comunicação e interação de maneiras mais funcional e útil, reduzindo 
os impactos na fala como também na audição, com o intuito de me-
lhorar o desenvolvimento das aptidões para comunicação oral, escri-
ta, audição e equilíbrio. Sabendo disso, assinale a alternativa correta:
a) Uma boa capacidade comunicativa permite a participação das pes-
soas com autismo na vida em sociedade.
b) Uma péssima capacidade comunicativa permite a participação das 
pessoas com autismo na vida em sociedade.
c) Uma boa capacidade comunicativa não interfere na participação das 
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pessoas com autismo na vida em sociedade.
d) Pessoas com autismo não devem frequentar o fonoaudiólogo, tendo 
em vista que isso prejudica seu desenvolvimento.
e) A inserção das pessoas com autismo na vida em sociedade não deve 
ser prioridade dos seus familiares.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), ao identificar uma 
conduta típica por parte do aluno, é preciso ter uma ação diferenciada, 
seguindo as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educa-
ção Básica, que sugere guias, na perspectiva da educação inclusiva, 
para trabalhar com alunos com condutas típicas, estratégias e métodos 
como orientação para os educadores e gestores. Sabendo disso, ex-
plique quais atitudes podem ser tomadas pela escola para garantir a 
inclusão de alunos especiais na sua rotina.
NA MÍDIA
Leia ao artigo publicado pelo portal Correio do Povo, em 2023, “Unimed 
Porto Alegre inaugura Casa TEA para atender Transtornos Globais do De-
senvolvimento”. Neste, é possível analisar a inauguração de um espaço de 
acolhimento destinado à recepção de crianças e adolescentes com Trans-
torno do Espectro Autista (TEA) e Transtornos Globais do Desenvolvimento 
(TGD). Assim, se faz possível analisar como se dão as principais medidas 
que garantem o diagnóstico desses indivíduos, bem como os devidos trata-
mentos para a asseguração da sua participação na vida em sociedade e do 
seu pleno desenvolvimento por meio de atividades que estimulam as suas 
habilidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais. Com isso, compreen-
de-se que a inclusão desses sujeitos nos contextos sociais onde se fazem 
presentes é um direito constitucional a ser exercido por estes, na medida 
em que permite o cumprimento das suas atividades cotidianas.
Título: Unimed Porto Alegre inaugura Casa TEA para atender Transtor-
nos Globais do Desenvolvimento
Data de publicação: 24 abr. 2023
Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/sa%-
C3%BAde/unimed-porto-alegre-inaugura-casa-tea-para-atender-trans-
tornos-globais-do-desenvolvimento-1.1022021.
NA PRÁTICA
A compreensão acerca dos transtornos globais do desenvolvimento 
(TGD) e as características que definem os seus principais tipos é impor-
tante para a plena promoção da inclusão de sujeitos com necessidades 
especiais em contextos sociais, educativos e profissionais, levando em 
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consideração a efetivação dos seus direitos como cidadãos aptos para a 
participação na vida em sociedade. Considerando tais informações, leia 
ao artigo “Transtornos globais do desenvolvimento e a inclusão escolar: 
adequações curriculares para o ensino de História no ensino médio”, de 
Guilherme Cortez Ervilha (2019), para compreender melhor como pode 
acontecer a inclusão escolar de educandos em processo de formação 
com transtornos globais do desenvolvimento, de modo a entender os 
aspectos que garantem a sua efetivação no ambiente escolar.
Título: Transtornos globais do desenvolvimento e a inclusão escolar: 
adequações curriculares para o ensino de História no ensino médio
Data de publicação: 2019
Fonte: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/182055.
PARA SABER MAIS
- Vídeo sobre o tema:
Título: Transtorno Global do Desenvolvimento
Data de publicação: 23 nov. 2021
Fonte: https://youtu.be/veRz2Mvsz1A.
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A filogenia é um ramo da biologia que estuda a evolução entre 
grupos de espécie, descrevendo as etapas evolutivas das estruturas 
nervosas. É a filogênese que explica o surgimento de todo aparato ner-
voso, considerando dois fatores complementares: o tempo das espé-
cies e o tempo do indivíduo que ao longo dos anos, passam por diver-
sas transformações. Devido a todos esses processos do tempo e das 
mudanças dos indivíduos, que possibilitou o desenvolvimento de novos 
circuitos no sistema nervoso, até o ponto de atingir a complexidade cen-
tral humano. De maneira suscinta podemos demonstrar a sequência do 
desenvolvimento da evolução dos seres vivos da seguinte maneira:
FILOGÊNESE DO SISTEMA NERVOSO
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Figura 6 – O plano sequencial do desenvolvimento de evolução dos seres vivos.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
Os primeiros seres vivos, formados por organismos unicelula-
res, já apresentava uma capacidade de adaptação ao meio, a exemplo 
da ameba, que respondia ao estimulo de acordo onde era tocado, apre-
sentando um sistema nervoso que correspondia às próprias estruturas 
da sua superfície de acordo com fatores ambientais. Como forma de 
sobrevivência e adaptação ao meio para todos os seres vivos, alguns 
estímulos tornam essencial a todos os seres vivos:
- Irritabilidade: sensível a um estímulo, permitindo captar as 
modificações do meio ambiente;
- Condutibilidade: que permite estabelecer uma resposta em 
outra parte da célula, por meio da condução de uma mensagem;
- Contratilidade: é uma maneira que o organismo responde as 
informações que recebeu do meio externo, para fugir de um estímulo 
nocivo, por meio do encurtamento da célula.
Foi através de esses estímulos ocorrido durante séculos, que 
sucederam os diversos processos evolutivos nos seres vivos, aumen-
tando a diversidade e complexidade de novas células especializando em 
cada uma dessas propriedades a todos seres vivos, fazendo que osiste-
ma nervoso se organizasse através de três estágios. O primeiro estágio 
é formado pelos os celenterados que apresentavam um sistema nervoso 
pelo corpo, formavam uma rede nervosa difusa por serem formados por 
neurônios interconectados, como exemplo temos anêmonas do mar.
No segundo estágio de desenvolvimento a organização do 
sistema nervoso encontrado internamente do corpo, propiciando uma 
maior proteção dos neurônios, surgiu com as minhocas, os chamados 
anelídeos. O terceiro estágio, ocorreu com a evolução dos vertebrados 
em particular dos mamíferos, destacando o processo de encefalização 
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e o desenvolvimento do neocórtex, com funções importantes como per-
cepção sensorial, comandos motores, consciência e linguagem.
Essas organizações celulares, consolida a formação do siste-
ma orgânicos e os órgãos de modo que o tecido nervoso, o mais impor-
tante responsável pela função de recepção e transmissão de informação 
entre o meio ambiente e o interior do próprio organismo, em composi-
ção com outros tecidos, passam a conceber as terminações nervosas, 
nervos, encéfalo, medula espinhal que origina o sistema nervoso.
BASES ESTRUTURAIS DO SISTEMA NERVOSO E SUAS PARTICU-
LARIDADES
O sistema nervoso é primordial no funcionamento do corpo e 
na realização das atividades, é o responsável por captar, processar e 
gerar respostas diante dos estímulos para a percepção do mundo. Estar 
dividido em duas estruturas:
- Sistema nervoso central: composto pelo encéfalo, que se encontra na ca-
beça, e a medula espinhal, que está na coluna;
- Sistema nervoso periférico: formado pelos nervos, gânglios e terminações 
nervosas.
Figura 7 – A classificação do sistema nervoso com base na sua divisão estrutural.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
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O sistema nervoso central (SNC), atua como o centro de proces-
samento de informações do corpo, garante a recepção e a interpretação 
dos estímulos. É formado por vários tipos de células e tecidos, chamada 
de neurônios, as células mais importantes no cérebro. Os constituintes 
do sistema nervoso central são o encéfalo que está contido no interior da 
caixa craniana, formado pelo cérebro, pelas estruturas subcorticais, pelo 
tronco encefálico e pelo cerebelo e a medula espinhal contida no interior 
a partir do tronco encefálico e se estende pelo canal vertebral.
É através das várias vias neurais que as partes do encéfalo e 
da medula espinal se comunicam ao analisar as informações e prepa-
ram respostas adequadas do corpo, que será conduzida para o resto 
do corpo através dos nervos do sistema nervoso periférico (SNP), que 
despontam dessas vias neurais, precisamente, o encéfalo.
Figura 8 – Os componentes que formam a estrutura do sistema nervoso central.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
Por sua vez, o Sistema Nervoso Periférico (SNP) desempenha o 
papel de interligar o SNC às demais partes do organismo, cumprindo com 
a função de promover o transporte de informações do corpo para o cére-
bro. Sendo assim, é composto sobretudo de nervos e gânglios nervosos, 
isto é, neurônios aglomerados que permanece localizados fora do SNC e, 
assim, estão dispostos ao longo do corpo. Com isso, é possível analisar 
como cada um desses componentes funcionam no corpo humano.
Tomando como base isso, é possível entender que os nervos for-
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mam feixes de fibras nervosas que, desse modo, são revestidos por tecido 
conjuntivo e atuam na união do sistema nervoso central aos demais órgãos 
periféricos do organismo, ainda agindo na transmissão dos impulsos ner-
vosos. Assim sendo, os nervos se organizam da seguinte maneira:
- Nervos Espinhais: Estabelecem a ligação do sistema nervoso 
com a medula espinhal, sendo formados por 31 pares e atuando na 
inervação do tronco, membros e determinados campos da cabeça;
- Nervos Cranianos: Promovem a conexão do sistema nervoso 
com o encéfalo, sendo compostos por 12 pares e desempenhando o 
papel de inervar as estruturas presentes na cabeça e no pescoço.
Além disso, os nervos também se organizam em diferentes ti-
pos. Vejamos a seguir cada um destes:
- Nervos Aferentes (Sensitivos): São responsáveis pela capta-
ção de estímulos como a luz e o calor, promovendo o envio de sinais 
das estruturas periféricas do corpo para o SNC;
- Nervos Eferentes (Motores): Desempenham o papel de en-
viar sinais advindos do SNC para os músculos e as glândulas do corpo;
- Nervos Mistos: São caracterizados por terem fibras sensoriais 
e motoras em sua composição, desempenhando os dois papéis.
Vejamos um mapa-resumo sobre os componentes do Sistema 
Nervoso Periférico:
Figura 9 – Os componentes que formam a estrutura do sistema nervoso peri-
férico.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
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Em vista disso, é possível analisar que o sistema nervoso perifé-
rico se organiza em sistema nervoso somático, responsável pela atuação 
da musculatura esquelética e sua contração voluntária, além de promo-
ver a regulação das ações que se dão de maneira voluntária pelo orga-
nismo, e o sistema nervoso autônomo, que por sua vez desempenha o 
papel de exercer ações involuntárias, como o pleno funcionamento das 
atividades dos órgãos internos do corpo, estando devidamente integrado 
ao SNC que, por sua vez, é subdivido em dois outros tipos. Pensando nis-
so, iremos observar que o sistema nervoso central se divide em simpático 
e parassimpático, compreendendo as suas principais individualidades.
O sistema nervoso simpático, como citado anteriormente, é um 
elemento do SNC e se compõe, sobretudo, de nervos espinhais locali-
zados na região do tórax, bem como na lombar da medula. Sendo as-
sim, desempenha o papel de promover o estímulo e funcionamento dos 
órgãos, caracterizando-se como neurotransmissores responsáveis por 
liberar a adrenalina e a noradrenalina. Em paralelo a isso, há também o 
sistema nervoso parassimpático, que se caracteriza por ser composto 
de nervos cranianos e espinhais, estando localizados nas extremidades 
da medula. Este, por sua vez, cumpre com a função de inibir a atuação 
dos órgãos do corpo, liberando sobretudo o neurotransmissor da acetil-
colina. Com isso, se faz possível compreender efetivamente, portanto, a 
organização desses dois elementos e o seu pleno funcionamento.
OS NEURÔNIOS E SUAS CARACTERÍSTICAS
Neurônios são as células nervosas que caracterizam o sistema 
nervoso, responsáveis por transmitir impulso nervoso. Os neurônios, 
também chamados de células nervosas, assim como outras células pos-
suem estruturas celulares com núcleo e mitocôndrias, no entanto, sua 
forma está relacionada com a sua função. Existem cerca de 86 bilhões 
de neurônios no cérebro humano e já se sabe que novos neurônios são 
produzidos ao longo da vida, ocorrendo o chamado neurogênese.
Os neurônios são formados por prolongamentos e um corpo 
celular, chamados de dendritos e o axônio. os dendritos são os mais 
curtos, estão relacionados com a função de receber estímulos, com a 
função de receber estímulos provenientes dos neurônios vizinhos, apre-
sentam-se bastante ramificados e numerosos, enquanto, o axônio é um 
prolongamento do corpo celular, longo e normalmente único, envolto 
pela bainha de mielina, responsável pela condução dos sinais elétricos, 
por meio das sinapses que são lançadas substâncias (neurotransmisso-
res), através de transmissões de informações do impulso nervoso aos 
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neurôniosvizinhos. Os neurônios podem ser classificados consideração 
sua forma em quatro tipos básicos:
- Neurônios multipolares - A maioria dos neurônios de nosso corpo é classi-
ficada como esse tipo, apresentam mais de dois prolongamentos celulares;
- Neurônios bipolares - Possuem apenas um dendrito e um axônio.
- Neurônios pseudounipolares - possuem apenas um prolongamento que 
parte do corpo celular, subdividindo subsequentemente, em dois. Um dos 
ramos apresenta o papel de dendrito e o outro de axônio;
- Neurônios unipolares - Possuem apenas um axônio.
Segundo a classificação dos neurônios a sua forma, podem ser 
divididos em:
- Motores ou eferentes: levam o impulso nervoso para glândulas, músculos 
lisos e estriados;
- Sensitivos ou aferentes: obtêm os estímulos produzidos fora do corpo e 
internamente;
- Interneurônios: conectam um neurônio a outro, sendo encontrados no SNC.
OS HEMISFÉRIOS DO CÉREBRO
O cérebro é o órgão mais complexo do nosso estar localiza-
do dentro da caixa craniana, representa apenas 2% da nossa massa 
corporal, porém consome mais de 20% do nosso oxigênio, faz parte do 
sistema nervoso para onde confluem todas as informações que rece-
bemos, é encarregado de comanda as atividades desde a integração 
dos estímulos sensoriais ao controle das ações motoras e as atividades 
neurológicas como a memória e a fala.
É possível perceber no cérebro na região externa, chamada 
de córtex cerebral que apresenta uma série de dobras características 
dessa região, contém os corpos celulares dos neurônios, com a pre-
sença de substância cinzenta, enquanto que na parte interna é rica em 
feixes de axônios mielinizados, com presença da substância branca. O 
cérebro junto com a parte do encéfalo tem a incumbência como o racio-
cínio, inteligência, linguagem, memoria, razão, comportamento, além da 
função da integração de informações sensoriais, controle da contração 
dos músculos esqueléticos.
O cérebro é formado por dois hemisférios, lado direito e lado es-
querdo que estão conectados pelo corpo caloso. Apesar de terem estrutura 
parecida, cada um deles responsável por controlar o lado oposto do corpo, 
embora que algumas funções são controladas pelos dois lados como a 
fala. A mensagem transmitida apesar de ser complexa é instantâneo, ou 
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seja, em milésimos de segundos os estímulos passam pelas fibras nervo-
sas que se cruzam no fundo do sulco que separa os dois hemisférios. Os 
hemisférios ainda se dividem em quatro lobos. Observamos:
Figura 10 – A organização das estruturas presentes nos hemisférios do cére-
bro humano.
Fonte: (Beduka, 2020).
- Lobo frontal: estar relacionado com raciocínio, personalidade, 
trabalho criativo, tomada de decisões, movimentação dos músculos es-
queléticos, entre outras funções;
- Lobo temporal: age na comunicação, compreensão da lin-
guagem relacionando-se com a audição;
- Lobo parietal: relacionado, com a percepção de dor, calor, 
frio, toques, entre outras funções;
- Lobo occipital: possui relação as informações visuais.
Os hemisférios comandam lados opostos do corpo, ou seja, o 
lado direito do cérebro, controla movimentos do lado esquerdo do corpo 
e vice-versa. Vejamos agora as principais funções de cada hemisférico:
Figura 11 – As funções desempenhadas por cada hemisfério do cérebro humano.
 
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Fonte: (Magalhães, s.d.).
A PLASTICIDADE CEREBRAL
Os neurônios são células do sistema nervoso central que exer-
cem conexões entre si, quando recebem estímulos do ambiente externo 
ou do próprio organismo. Esses estímulos, geram impulsos de natureza 
elétrica os neurônios e liberam íons e substâncias químicas que lançadas 
nas sinapses, a cada estímulo novo, a rede de neurônios se recompõe e 
reorganiza, ocasionando diversas respostas diferentes, a essa flexibilidade 
do sistema central na capacidade que os neurônios têm de formar novas 
conexões a cada momento e adequar as tarefas e condições, a essa capa-
cidade e flexibilidade do cérebro de se modificar de acordo com a neces-
sidade e estímulos do ambiente é o chamamos de plasticidade neuronal, 
também conhecida por neuroplasticidade ou plasticidade cerebral.
A Plasticidade cerebral, não acontece de maneira uniforme e 
imutável ao longo da vida, nas crianças e nos jovens, por exemplo, as 
conexões neurais são construídas de forma mais atuante nessa fase, 
essa fase é denominada de “período crítico”. À medida que envelhece-
mos a capacidade da plasticidade vai diminuindo gradativamente, de 
acordo com os períodos críticos de plasticidade cerebral, no entanto, 
mesmo assim é possível através de estímulos desenvolver novas ha-
bilidades cognitivas, esse processo de desenvolvimento ocorre em mo-
mentos diferentes para cada área cerebral.
A plasticidade cerebral também tem funções importantes no 
funcionamento normal do indivíduo, pois não ocorre apenas em pro-
cessos patológicos, diante que, mesmo que não aja alteração do siste-
ma nervoso Central, isso ocorre durante os processos de modificação 
pós-natais da interação com o meio ambiente e as conexões que se 
formam durante o aprendizado motor consciente (memória) e incons-
ciente (automatismo), no entanto para que esses processos ocorram é 
necessário a estimulação periférica por meio de resposta neuromoto.
A plasticidade neural pode ser classificada da seguinte maneira:
- Regenerativa: é um tipo de plasticidade rara no sistema ner-
voso central, no recrescimento de axônios lesados, através de células 
não-neurais muito presente no sistema nervoso periférico; 
- Axônica: nos períodos críticos do desenvolvimento é a máxi-
ma, varia de acordo com estímulos do meio, com capacidade de reor-
ganização da distribuição de terminais axônicos de neurônios, poden-
do resultar no aumento ou na diminuição da eficácia da transmissão 
sináptica. Ocorre de forma limitada na vida adulta, além do que, pode 
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também estabilizar sinapses existentes para formar novas sinapses;
- Dendrítica: nos períodos críticos do desenvolvimento pode 
se manifestar amplamente nos troncos, espinhas dendríticas e ramos, 
com capacidade de regular a proliferação ou a morte de células nervo-
sas, podendo resultar em complementação de neurônios após o perí-
odo de desenvolvimento, embora em muitos casos de pacientes com 
acometimento do sistema nervoso central, onde certas funções não são 
recuperadas. No organismo adulta aparentemente é restrita espinhas 
dendríticas, pode preservar sua capacidade proliferativa em determina-
das áreas do sistema nervoso central.
Pesquisas apontam que é muito importante treinar para melhorar 
a plasticidade neural em qualquer idade, através das atividades cerebrais 
é possível estimular e desenvolver um raciocínio mais rápido, melhoran-
do a saúde mental, proporcionado maior qualidade de vida, promovendo 
o desenvolvimento de novas habilidades e proporcionando mudanças de 
comportamentos e hábitos, aumentando, a reserva cognitiva, manter as 
pessoas ativas por muito mais tempo, além de prevenindo as demências 
e os distúrbios mentais, muito comum na terceira idade.
Vejamos algumas maneiras simples para ativar e potencializar 
a neuroplasticidade:
- Exercícios físicos: A prática de atividades física independen-
temente da modalidade regularmente, pode exercer efeito plástico so-
bre o sistema nervoso central, ajudando provoca um efeito protetor no 
sistema nervoso, atuando na capacidade de aprendizado das pessoas, 
aumenta a plasticidade do cérebro e promove melhorias cognitivas;
- Aprender novas coisas: de acordo com alguns especialistas 
da área afirmam que pior inimigo o cérebro é a rotina. A rotina pode ser 
um dos fatores de maior risco para asaúde do cérebro, em vista disso, 
o ideal é aprender algo que lhe tire da zona de conforto, buscando fazer 
coisas novas como: aprender um novo idioma, tocar um instrumento, 
pintar, dançar, mudar o trajeto ao sair de casa, etc;
- Alimentação saudável: alguns alimentos são considerados 
muito eficaz no estímulo a plasticidade cerebral como salmão, atum, 
sardinha, truta, por serem ricos em ômega-3, ácidos que fortalece as 
células cerebrais e nervosas essenciais para o aprendizado e a memó-
ria. Frutas vermelhas, chá verde, ovos e açafrão, também contribuem 
para a saúde dos neurônios;
- Sono: a aprendizagem acontece por meio de conexões neu-
rais, chamada de sinapses, que fica agindo recebendo tanta informação 
durante o dia, ao dormir o cérebro não está recebendo tanta informa-
ção, fazendo com que as sinapses voltem ao normal, essa pausa é 
fundamental. Por isso, que o sono é restaurador e essencial para a 
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aprendizagem do foi aprendido naquele dia;
- Leitura: praticar leitura diariamente estimula a neurogênese e 
a sinaptogênese, exija raciocínio lógico e concentração, além de capa-
cidade mais rápida de aprendizado.
A MEMÓRIA
É na memória que o cérebro adquire e armazena todas as infor-
mações recebidas e posteriormente recuperar informações por meio do 
lobo temporal. A plasticidade é um fator importante da memória é em razão 
dela que ocorre o processo de neurogênese, ou seja, as mudanças na for-
ça de conexão entre as células da adição ou remoção de conexões, ou da 
adição de novas células que o cérebro obtém e armazena as informações. 
O processo da memória é complexo e acontece da seguinte maneira.
Figura 12 – O processo que define o funcionamento adequado da memória 
humana.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
No processo de codificação, é onde ocorre o armazenamento 
das informações. armazenadas. Na armazenagem, é onde envolve a 
retenção e conservação das representações, e no resgate a informa-
ção, sucede o processo de lembrança que foi anteriormente registrada, 
podendo ser de maneira consciente ou não pelo o indivíduo.
Muitos modelos têm sido propostos para explicar o processo 
da memória, uma abordagem mais recente sobre essa teoria, é de que 
ela se constitui através de componentes independentemente por dife-
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rentes módulos do sistema nervoso, mas de maneira conjunta.
Figura 13 – A classificação da estrutura do sistema de memória do organismo 
humano.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
- Memória de trabalho: atua no momento em que a informação 
está sendo adquirida, retém essa informação por alguns segundos e, en-
tão, a destina para ser guardada por períodos mais longos, ou a descarta;
- Memória de curto prazo trabalha com dados por algumas ho-
ras até que sejam gravados de forma definitiva;
- Memória de longo prazo é a que retém de forma definitiva a 
informação, permitindo sua recuperação ou evocação. Sua capacidade 
é praticamente ilimitada;
- Memória implícita (processual), ela é baseada em informações 
armazenadas por nossa própria vontade, abrange habilidades que segue 
por meio de repetição, ocorrendo inconscientemente, e de longo prazo. 
Embora possa exigir pensamento consciente durante o aprendizado, en-
volve atividades cognitivas, as atividades uma vez armazena na memória 
passam a se tornarem automáticas, permite realizarmos ações motoras 
comuns no cotidiano. Alguns exemplos de memória processual são andar 
de bicicleta, dirigir um automóvel, amarrar os sapatos e falar um idioma;
- Memória explícita (declarativa) é a memória de longo pra-
zo baseada em informações armazenadas por nossa própria vontade, 
como por exemplo: nome do seu pet; telefone de um familiar importante, 
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andar de bicicleta, etc. Existem, ainda, dois tipos de memória explícita: 
a episódica e a semântica.
A memória episódica ocorre principalmente no córtex pré-fron-
tal e no hipocampo é ordenado, baseado na memória de fatos vivencia-
dos pela pessoa, em uma ocasião ou evento específicos que fazem par-
te de sua história pessoal, estar relacionada diretamente com nossas 
próprias vidas pessoais, relacionada com as experiencias e emoções. 
Vejamos alguns exemplos de memória episódica:
- Data de nascimento de um filho;
- O nome do seu animal de estimação;
- Nome de um professor que foi importante no ensino funda-
mental.
A memória episódica se subdivide em anterógrada e retrógra-
da. A memória anterógrada é a capacidade de consolidar novas memó-
rias a partir de um objeto ou dado, enquanto a retrógrada representa 
as lembranças e experiências que aconteceram anteriormente na vida.
Memória Semântica é responsável por nosso conhecimento 
geral do mundo, é ordenado baseado na memória de fatos vivenciados 
pela pessoa, estando relacionada com as informações adquiridas atra-
vés transmissão, ou seja, a capacidade de recordar conceitos ou fatos 
comumente chamados de conhecimentos comuns. Exemplos:
- Ser capaz de associar letras aos seus sons;
- Saber utilizar um computador ou celular; 
- Diferenciar um animal do outro.
Há, ainda, a Memória procedural, que é um tipo de memória 
implícita que nos permite a realização de algumas atividades mesmo 
quando o pensamento estar em outro lugar, como patinar. Acreditam 
que o armazenamento das informações na memória de procedimento, 
fique resguardada em uma parte diferente do cérebro da memória epi-
sódica, isso explicaria o fato de pessoas que sofrem algum tipo de lesão 
ou trauma cerebral, por vezes esquecem de como realizar atividades 
simples como se alimentar ou até mesmo informações autobiográficas.
Por fim, existe a memória priming (Pré-ativação), trata de uma 
memória recentemente descoberta e utilizada na neurociência. É represen-
tada por meio de associação a algum estímulo sensorial como: cheiro, som, 
imagem associado aquele estimulo, ou seja, através do estimulo a memó-
ria priming, acontece a influência de algum evento antecedente, sobre um 
acontecimento posterior que nesse caso seria o alvo a ser alcançado.
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
(MPE-PA — AUXILIAR DE ENFERMAGEM — CONSULPLAN — 2022)
No Sistema Nervoso Central (SNC) há uma separação entre os cor-
pos celulares dos neurônios e seus prolongamentos, sendo forma-
do pelas substâncias branca e cinzenta, respectivamente, E prote-
gido por três membranas meníngeas; assinale-as.
a) Camada frontal; parietal; e, temporal.
b) Telencéfalo; diencéfalo; e, mesencéfalo.
c) Fibras nervosas espinais; fibras eferentes; e, fibras aferentes.
d) Dura-máter (mais externa); aracnoide; e, pia-máter (mais interna).
QUESTÃO 02
(PREFEITURA DE SALVADOR - BA — TÉCNICO DE ENFERMAGEM 
DO TRABALHO — FGV — 2019)
O Sistema Nervoso Periférico é responsável pela transmissão de 
estímulos do corpo ao cérebro e vice-versa.
Assinale a opção que corresponde a uma das estruturas que for-
mam esse sistema.
a) Cerebelo.
b) Tálamo.
c) Hipotálamo.
d) Nervos Cranianos.
e) Ventrículos Cerebrais.
QUESTÃO 03
(PREFEITURA DE CERQUILHO - SP — DENTISTA — VUNESP — 
2019)
O sistema nervoso autônomo, responsável pelas funções vegeta-
tivas, como: frequência cardíaca e respiratória, mobilização da gli-
cose, produção hormonal, entre outras, é controlado pelo
a) córtex pré-frontal.
b) glândula pineal.
c) hipotálamo.
d) cerebelo.
e) medula espinhal.
QUESTÃO 04
(PREFEITURA DE CRATO - CE — FISIOTERAPEUTA — CEV-URCA 
— 2021)
A neuroplasticidade ou plasticidade neural é definida como a ca-
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pacidade do sistema nervoso modificar sua estrutura e função em 
decorrência dos padrões de experiência. Sobre os princípios da 
Neuroplasticidade relacionados com o plano de atendimento e as 
intervenções da Fisioterapia, é correto afirmar que:
a) A habilidade motora trabalhada não deve ser significativa para o pa-
ciente.
b) As intervenções fisioterapêuticas não possuem relação com a neuro-
plasticidade.
c) A intensidade e a repetição em um programa de exercícios dificultam 
a ação da neuroplasticidade.
d) Devem ser implementadas avaliações frequentes, com o intuito de 
reduzir a intensidade dos exercícios em cada sessão, assegurando a 
maximização do desempenho do paciente.
e) A intervenção deve levar em conta as dificuldades apresentadas pelo 
paciente, visando à melhoria da função.
QUESTÃO 05
(UFU-MG — FISIOTERAPEUTA — UFU-MG — 2022)
O termo plasticidade do sistema nervoso ou plasticidade neural 
está relacionado à capacidade de adaptação do SNC e/ou SNP fren-
te a estímulos internos e externos variados. Existem eventos que 
ocorrem célula-a-célula e outros na rede. Assinale a alternativa que 
apresenta eventos positivos de plasticidade ou sinais que podem 
acontecer, por exemplo, durante a aquisição de novas habilidades.
a) Diasquise, estratégias comportamentais alternadas, recuperação da 
eficácia sináptica, atividade em vias separadas.
b) Receptabilidade neuronal aumentada, regeneração dendrítica, dege-
neração Walleriana, brotamento colateral.
c) Ativação de sinapses latentes, brotamento regenerativo, desenvolvi-
mento de sinapses, expansão de mapas representacionais.
d) Regeneração axonal, modulação de fatores neurotrópicos, sincine-
sias, dependência de estimulação relativa a tarefas.
TREINO INÉDITO
Memória explícita (declarativa) é a memória de longo prazo basea-
da em informações armazenadas por nossa própria vontade, como 
por exemplo: nome do seu pet; telefone de um familiar importante, 
andar de bicicleta, etc. Existem, ainda, dois tipos de memória explí-
cita. Visto isso, assinale a alternativa que apresenta os dois tipos 
de memória explícita:
a) Explícita e episódica.
b) Implícita e semântica.
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c) Episódica e semântica.
d) Longo prazo e curto prazo.
e) Implícita e explícita.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
A plasticidade cerebral também tem funções importantes no funciona-
mento normal do indivíduo, pois não ocorre apenas em processos pato-
lógicos, diante que, mesmo que não aja alteração do sistema nervoso 
Central, isso ocorre durante os processos de modificação pós-natais da 
interação com o meio ambiente e as conexões que se formam durante 
o aprendizado motor consciente (memória) e inconsciente (automatis-
mo), no entanto para que esses processos ocorram é necessário a es-
timulação periférica por meio de resposta neuromoto. Com base nisso, 
comente quais são os tipos de plasticidade neural.
NA MÍDIA
Leia ao artigo publicado pelo portal Isto É Dinheiro, em 2022, “Cérebro 
é capaz de se recuperar mesmo após lesão grave”. Neste, é possível 
compreender como a atuação da estrutura cerebral pode ser importante 
para a recuperação de impactos mecânicos e outros estímulos externos 
que interferem negativamente com o bom funcionamento do sistema 
nervoso humano. Sendo assim, é observada a organização do cérebro 
em dois hemisférios que desempenham funções particulares, mas, em 
conjunto, permitem o pleno funcionamento do corpo humano e evita o 
seu prejuízo em situações críticas de alto índice de gravidade. Dessa 
forma, a matéria evidencia que, em caso de lesões graves, um hemis-
fério pode compensar pelo outro, dando ao setor prejudicado a chance 
necessária para promover a sua plena recuperação e funcionamento.
Título: Cérebro é capaz de se recuperar mesmo após lesão grave
Data de publicação: 31 ago. 2022
Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/cerebro-e-capaz-de-se-recupe-
rar-mesmo-apos-lesao-grave/.
NA PRÁTICA
A plasticidade cerebral é um importante elemento que permite o funciona-
mento do sistema nervoso humano e o pleno desenvolvimento dos indi-
víduos. Dessa forma, é possível compreender que esse aspecto desem-
penha uma função relevante ao manter as características que definem o 
sistema nervoso central devidamente adequadas nas diferentes etapas 
da vida das pessoas, atuando inclusive no combate a efeitos patológicos 
que podem afeta-lo de maneira negativa. Para além disso, a plasticida-
de também impede modificações no cérebro do indivíduo decorrentes 
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de estímulos externos que interferem na sua memória e automatismo. 
Sabendo disso, leia ao artigo “As dificuldades de aprendizagem à luz da 
plasticidade cerebral”, de Neves e Silva (2019), para compreender mais 
detalhes sobre esse conteúdo e desenvolver seus conhecimentos.
Título: As dificuldades de aprendizagem à luz da plasticidade cerebral
Data de publicação: 2019
Fonte: https://www.iessa.edu.br/revista/index.php/fsr/article/view/1237.
PARA SABER MAIS
- Vídeo sobre o tema:
Título: HIPOCAMPO E ÁREAS DE MEMÓRIA: Neuroanatomia Funcional
Data de publicação: 3 mar. 2019
Fonte: https://youtu.be/Msc5lZlO180.
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No decorrer desse módulo, foi possível compreender as carac-
terísticas que definem os transtornos globais do desenvolvimento e como 
estes podem ser identificados, na medida em que interferem diretamente 
no cotidiano dos indivíduos que os possuem, definindo a sua forma de 
navegar em sua vida e exigindo uma atenção especial acerca das suas 
necessidades. Tomando como base isso, também pode-se entender que 
os TGD possuem uma forte influência nas capacidades cognitivas desses 
sujeitos, definindo o seu processo de aprendizagem, mantido sobretudo 
pelas atividades e dinâmicas que se dão no ambiente escolar desde o 
início de suas vidas, na primeira infância, até o final de sua adolescência.
Nesse sentido, é possível analisa que a escola é um importante 
elemento da rotina de todas as pessoas em processo de formação que 
vivem em contextos sociais diversos, considerando que é no seu espaço 
que esses indivíduos possuem as interações adequadas para desenvol-
A EDUCAÇÃO ESPECIAL E SUA
FUNDAMENTAÇÃO
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ver, efetivamente, as suas capacidades físicas e motoras, o que contribui 
para o crescimento do seu corpo, bem como as suas habilidades sociais, 
emocionais e cognitivas, também importantes para o seu desempenho 
geral na vida em sociedade. Sendo assim, o acesso de todos esses in-
divíduos à educação e, desse modo, à escola é indispensável para a 
promoção do seu crescimento como pessoa e como cidadão apto para a 
participação nos contextos socioculturais do seu cotidiano.
Por decorrência disso, se faz importante analisar como os su-
jeitos com TGD podem se fazer devidamente inseridos na rotina de uma 
instituição de ensino, que tem por finalidade principal prepara-lo para a 
manutenção da sua vida em sociedade, promovendo o desenvolvimento 
de conhecimentos e competências relevantes para o seu dia-a-dia. É pre-
ciso, com isso, partir do pressuposto de que esses sujeitos apresentam 
necessidades especiais a serem atendidas durante o processo de ensi-
no-aprendizagem, de modo a propiciar a sua devida formação escolar e 
participação nas atividades que se dão no ambiente de ensino e contri-
buem para o seu pleno crescimento e obtenção de habilidades indispen-
sáveis para a sua rotina, como a autonomia e a convivência interpessoal.
Dessa maneira,compreende-se que a inserção desses sujei-
tos nos contextos escolares depende de alguns esforços específicos 
que devem ser desempenhados por todos os membros da comunidade 
escolar, tendo em vista a responsabilidade que os seus componentes 
possuem em garantir um espaço de ensino aberto e acessível para to-
dos os educandos, independentemente das suas características par-
ticulares. É em vista disso, portanto, que surge a educação especial, 
como uma modalidade de ensino que busca promover o atendimento 
dos alunos com necessidades especiais, mesmo nas instituições de 
ensino regulares, isto é, que não são especificamente voltadas para o 
atendimento desses alunos, mas devem propiciar um ambiente escolar 
adequado para a sua plena inclusão. Pensando nisso, veremos com 
mais detalhes, no decorrer desse capítulo, o que caracteriza a educa-
ção especial e como esta se faz presente nas escolas brasileiras.
O CONCEITO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E SUA INTEGRAÇÃO NA 
ESCOLA
Tendo compreendido a importância da escola para a rotina dos 
sujeitos em processo de desenvolvimento, é possível entender que esta 
deve se fazer devidamente organizada com base em documentos e regu-
lamentações que descrevem as suas características particulares e, com 
isso, permitem o direcionamento da atuação da equipe gestora e profis-
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sional responsável por garantir o funcionamento da instituição de ensino. 
No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) é 
a principal medida regulamentadora que determina, assim, as diretrizes 
utilizadas na efetivação de todas as atividades a serem desempenhadas 
no ambiente escolar e, com isso, a atuação da gestão, dos professores e 
dos demais membros da comunidade escolar nessa instituição.
Tomando como base a LDBEN (Lei 9.394/1996), é possível 
compreender as características que devem definir a rotina de uma 
escola brasileira, o que inclui a atuação profissional, bem como 
os métodos, ferramentas e recursos pedagógicos que podem ser 
utilizados por estes na garantia da efetivação do processo de ensi-
no-aprendizagem e, com isso, da formação dos alunos em desen-
volvimento. Sendo assim, todas as atividades desempenhadas no 
ambiente escolar devem se fazer pautadas na LDBEN, obedecendo 
as diretrizes que são estabelecidas por esta lei e, assim, promo-
vendo um contexto de ensino com qualidade e de maneira sau-
dável, propondo o exercício das capacidades físicas, cognitivas e 
sociais dos alunos em fase de crescimento.
Tomando como base isso, é possível observar que a própria 
Lei de Diretrizes e Bases discute o conceito de educação especial, 
tendo em vista que é com base nesta que os parâmetros para o ensi-
no nas instituições escolares brasileiras são estabelecidos e, por isso, 
deve abranger todas as qualidades presentes nas escolas do território 
nacional. Com isso, enxerga-se que o atendimento aos indivíduos com 
necessidades especiais também é uma característica a ser considerada 
por parte da LDBEN, na medida em que evidencia a sua definição, cola-
borando para o entendimento dessa modalidade de ensino, bem como 
destacando quais são os sujeitos que devem ser plenamente atendidos 
por esta. Em vista disso, a Lei estabelece, em seu artigo 58, que 
Art. 58 Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a moda-
lidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de 
ensino, para educandos com deficiências, transtornos globais do desenvolvi-
mento e altas habilidades ou superdotação. (BRASIL, 1996)
Um dos principais detalhes a ser observados por essa caracteri-
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zação é, portanto, o fato de que a educação especial é definida como uma 
modalidade de ensino que deve ser oferecida para sujeitos específicos. 
Para além disso, também se evidencia que a sua aplicação deve aconte-
cer, preferencialmente, na rede regular de ensino, isto é, em instituições es-
colares que oferecem um ensino regular, e não atendem especificamente 
a sujeitos com necessidades especiais. Há, no Brasil, escolas destinadas, 
por exemplo, à formação e educação de alunos surdos de maneira exclu-
siva. No entanto, instituições regulares também devem promover políticas, 
métodos e ferramentas que assegurem a participação desses sujeitos na 
rotina e atividades que acontecem no ambiente de aprendizado escolar.
Um outro aspecto a ser analisado pela definição estabelecida 
pela LDB para a modalidade de educação especial, são os sujeitos que 
se adequam ao atendimento por esse método de ensino. Dessa forma, 
observa-se que o ensino especial se direciona, assim, aos alunos com 
necessidades especiais, mas há uma especificação acerca dos sujeitos 
que se adequam a tal classificação, sendo estes aqueles que possuem 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou alta habilidade de 
aprendizado, também denominada de superdotação. Com isso, é possí-
vel compreender que esses sujeitos, devidamente identificados e diag-
nosticados com tais condições, devem ter o atendimento adequado no 
ambiente escolar, que visa propiciar a sua aprendizagem nesse ambiente.
Figura 14 – A classificação das necessidades especiais a serem atendidas 
pela educação especial.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
Adicionalmente a isso, cada um desses grupos também possui as 
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suas características particulares, que representam necessidades específi-
cas que devem ser devidamente consideradas por parte dos profissionais 
atuantes no âmbito da educação escolar, de modo a supri-las. Pode-se 
organizar as necessidades especiais, levando em consideração as particu-
laridades dos alunos, em três grupos principais que, por sua vez, deman-
dam uma atenção por parte da gestão, dos professores e demais alunos 
da instituição, bem como dos outros membros da comunidade escolar, de 
modo a promover o seu acesso ao espaço educacional e as dinâmicas que 
se dão nesse ambiente. Vejamos com mais detalhes a seguir:
- Déficit de aprendizagem: Existem condições especiais que 
originam, nos alunos, uma maior dificuldade no processo de aprendiza-
gem e, por decorrência disso, faz com que estes demandem uma aten-
ção maior por parte dos profissionais da educação, visando promover 
a sua obtenção de conhecimentos e capacidades adequadas para o 
seu desenvolvimento. Os alunos com transtornos globais do desenvol-
vimento se adequam, comumente, a esse tipo de necessidade especial 
e, por esse motivo, possuem um ritmo de aprendizagem particular aos 
demais educandos. Tal déficit pode, ainda, ser ocasionado por uma es-
pecífica causa orgânica ou, ainda, por limitações, condições, deficiên-
cias ou disfunções do âmbito físico, motor, emocional ou social;
- Comunicação particular: Outro tipo de necessidade especial 
proeminente nos contextos escolares e que devem ser devidamente 
atendida por parte dos métodos de educação especial é a de comuni-
cação. Esta, por sua vez, pode ser ocasionada por alguma deficiência, 
como a surdez que exige o contato do educando com a Linguagem Bra-
sileira de Sinais (Libras) ou, em caso de alunos cegos, com o sistema 
de Braile para que estes possam desempenhar as atividades escola-
res. Por outro lado, alunos com transtornos globais do desenvolvimento 
também podem ter uma forma comunicativa particular, que deve ser 
igualmente considerada por parte dos profissionais da educação duran-
te a aplicação dos conteúdos e a mediação desses alunos com o saber;
- Alto nível de aprendizagem: Finalmente, uma outra característica 
específica que pode ser originada por parte de condições e necessidades 
especiais particulares é a alta habilidade de aprendizagem que, como já 
citado anteriormente, é comumentedenominada de superdotação. Nesta, 
os educandos costumam ter uma facilidade maior em desenvolver conhe-
cimentos e habilidades que os demais alunos e, por isso, desempenham 
as competências escolares em um ritmo mais acelerado. Para que estes 
se façam devidamente atendidos por parte da instituição de ensino, é ne-
cessário que também sejam inclusos no sistema de educação especial, de 
modo a desempenharem tarefas que estimulem o seu contato com o saber 
e a permanência do seu interesse nas atividades escolares.
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Tendo conhecimento disso, se faz necessário compreender 
como esses sujeitos podem ser devidamente incluídos na rotina de uma 
instituição de ensino, levando em consideração as suas características 
particulares e como as suas necessidades especiais podem representar 
dificuldades para a efetivação do seu processo de aprendizagem. É im-
portante destacar, também, que cada aluno tem a sua própria maneira 
de desempenhar o contato com o conhecimento e desenvolver as com-
petências destinadas a cada etapa da educação básica e, sendo assim, 
mesmo aqueles que não possuem necessidades especiais podem ter 
déficits a serem supridos pelos métodos de ensino adequados. Por isso, 
um bom professor é aquele que busca promover a adequada mediação 
entre o conhecimento e seus alunos, sanando as suas dificuldades ge-
rais ou específicas em sala de aula.
OS FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E O ATENDIMENTO 
EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Antes mesmo de compreender que tipos de metodologias, fer-
ramentas e recursos podem ser utilizados pelos profissionais da edu-
cação para promover o adequado aprendizado dos seus alunos com 
necessidades especiais, é necessário analisar algumas das principais 
características da educação especial como uma modalidade de ensino 
que visa a promoção da inclusão desses educandos no cotidiano da 
escola. Sendo assim, será tomado como base, no decorrer desse ca-
pítulo, a Resolução CNE/CEB nº 2, de 2001, que tem por incumbência 
estabelecer as diretrizes para o funcionamento da educação especial 
no território brasileiro e os seus detalhes primordiais, relevantes para o 
entendimento da sua aplicação na prática.
Tal Resolução ainda estabelece uma série de informações rele-
vantes para a compreensão da educação especial como uma modalidade 
de ensino que permite a inclusão dos alunos com necessidades especiais 
nos procedimentos que definem a rotina de uma instituição escolar. Ini-
cialmente, é por meio dessa medida normativa, que tem vigência em todo 
o território brasileiro, que se pode chegar a um conceito mais completo 
sobre o que define essa modalidade de ensino, complementando o que 
já foi visto com base na LDBEN. Com isso, observa-se que
Art. 3º Por educação especial, modalidade da educação escolar, entende-
-se um processo educacional definido por uma proposta pedagógica que 
assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institu-
cionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, 
substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação 
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escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos 
que apresentam necessidades educacionais especiais, em todas as etapas 
e modalidades da educação básica. (BRASIL, 2001).
É possível observar, desse modo, que a educação especial faz 
a utilização de recursos e serviços pedagógicos que podem desem-
penhar diferentes funções, levando em consideração as necessidades 
dos alunos especiais e as suas características particulares. Comumen-
te, as medidas de educação especial acontecem, como previsto pela 
Resolução CNE/CEB nº 2/2001, como uma forma de suplementar ou 
complementar o ensino regular, isto é, se dando em paralelo a este e 
promovendo o pleno aprendizado desses alunos. Apesar disso, existe 
a possibilidade de que os educandos exijam uma total substituição dos 
métodos de ensino comuns por medidas educacionais particulares que 
asseguram o atendimento às suas necessidades especiais.
É nesse contexto, portanto, que surge o Atendimento Educa-
cional Especializado (AEE), como uma medida que busca inserir os alu-
nos com necessidade especiais na rotina escolar. Como o próprio nome 
sugere, esse tipo de atendimento se dá especificamente aos educandos 
que possuem deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou 
superdotação, acontecendo no contraturno das aulas do ensino regular 
e atuando como um apoio para estes. Sendo assim, nesse momento, é 
possível promover o exercício dos educandos para que estes consigam, 
devidamente, desenvolver os conhecimentos adequados para a sua fai-
xa etária, o nível educacional no qual se encontra dentro do ensino bá-
sico e as suas dificuldades específicas.
Levando em consideração o AEE como uma parte fundamental 
da educação especial, é necessário, também, compreender quais são os 
princípios da educação especial e como estes atuam, em conjunto, para 
promover a inclusão dos alunos com necessidades especiais no ambiente 
e na rotina escolar. Pode-se perceber, com isso, que a educação espe-
cial se orienta com base em três princípios fundamentais, sendo estes: a 
normalização, a integração e a individualização (BRASIL, 1994). Cada um 
destes corresponde a etapas do ensino que se dá de maneira especial, 
buscando promover o atendimento especializado desses educandos.
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Figura 2 – Os princípios que fundamental a Educação Especial na educação 
básica.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
A plena compreensão de cada um desses princípios se faz, por-
tanto, indispensável para a aplicação da educação especial no ambiente 
escolar, levando em consideração que é por meio destes que essa ação se 
faz possível. É preciso, assim, promover o trabalho colaborativo entre ges-
tão, professores e demais membros da comunidade escolar para efetivar 
cada um desses elementos na rotina escolar, visando a sua melhor ade-
quação para a inclusão de todos os sujeitos que se fazem presentes nesta, 
sem ocasionar a exclusão daqueles que possuem características particu-
lares, o que inclui as necessidades especiais. Vejamos com mais detalhes, 
então, o que caracteriza cada um dos princípios da educação especial:
- Princípio da normalização: Corresponde ao princípio que 
oferece a oportunidades e condições sociais, educativas e de apren-
dizagem de maneira igualitária, tanto para os indivíduos que possuem 
necessidades especiais, quanto para os demais alunos que se fazem 
presentes na rotina escolar e podem, também, possuir as suas dificul-
dades particulares (AGUIAR, 2001). Dessa maneira, é importante que, 
para que a normalização das diferenças seja devidamente cumprida, 
estas sejam, antes de mais nada, reconhecidas pela comunidade esco-
lar, para que esta possa trabalhar em conjunto para sanar a desigualda-
de advinda dessas características individuais dos alunos;
- Princípio da integração: Tendo compreendido como se dá a 
normalização, se faz possível propiciar o princípio da integração, tam-
bém grandemente importante para a efetivação da educação especial 
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na rotina das instituições de ensino. Por meio deste, é possível promo-
ver a plena inserção dos alunos com necessidades especiais na rotina 
da escola, promovendo a sua participação efetiva na vida em socieda-
de. Para tanto, se faz necessário que esse sujeito detenha as condições 
necessárias para exercer os seus direitos como cidadão, o que inclui 
medidas de acessibilidade, bem como a plena aplicação do atendimen-
to individual, como forma de compreendere sanar as suas dificuldades 
particulares. Com isso, entende-se que a integração acontece por meio 
da aproximação desses sujeitos da escola em um nível funcional, insti-
tucional e social, se dando através da garantia da interação destes com 
os profissionais da escola, os demais alunos e a própria organização 
institucional em si, exercendo os seus direitos democráticos como um 
sujeito participante da comunidade escolar e da própria sociedade;
- Princípio da individualização: Por fim, a ação de individualizar 
também se faz importante para a boa aplicação da educação especial 
nos contextos escolar. No entanto, é importante reafirmar que a individu-
alização não implica, como pode ser comumente interpretada da maneira 
errada, a prática de exclusão dos alunos com necessidades especiais 
da rotina escolar regular. Do contrário, individualizar significa reconhecer 
que esses sujeitos possuem necessidades específicas a serem atendi-
das pela própria instituição de ensino e seus atuantes para que esses su-
jeitos possam, de fato, se fazer inseridos no cotidiano da escola. É nesse 
contexto que adentra, portanto, o Atendimento Educacional Especializa-
do (AEE), como um programa que deve se fazer presente no dia-a-dia 
desses educandos, de modo a sanar as suas principais dificuldades e 
permitir o seu acompanhamento com o ritmo do restante da turma.
Com base nisso, se faz possível observar que essas três ações 
são indispensáveis para a rotina de uma escola que preza pela plena 
integração dos educandos com necessidades especiais no seu espaço 
físico e educacional. É importante considerar, também, que a inclusão 
total desses sujeitos na rotina da escola vai além apenas do seu acom-
panhamento adequado durante o desenvolvimento dos conteúdos, tam-
bém envolvendo o seu contato com os demais alunos, que permite o 
seu crescimento por meio das interações sociais que se dão dentro e 
fora da sala de aula. Por isso, é importante que a própria escola também 
ofereça medidas que se adequem ao cotidiano escolar e permitam a 
aproximação desses sujeitos em processo de formação.
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AS COMPETÊNCIAS PEDAGÓGICAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E 
A INCLUSÃO NA ESCOLA
Compreende-se, assim, que mesmo as atividades que aconte-
cem fora do momento da aula, mas ainda dentro da escola, são impor-
tantes para o efetivo desenvolvimento desses sujeitos em crescimen-
to. Os jogos e brincadeiras que se dão durante o intervalo das aulas, 
bem como as conversas entre alunos, por exemplo, são importantes 
para que estes adquiram não só habilidades sociais relevantes para a 
manutenção da sua vida cotidiana, como também exercitem as suas 
capacidades físicas, motoras e cognitivas de maneira adequada. Por 
decorrência disso, a promoção da convivência entre os alunos, inde-
pendentemente das suas necessidades especiais, é indispensável para 
o mantimento da sua inclusão nos contextos escolares e manutenção 
dos seus direitos democráticos de participação na vida em sociedade.
Para tanto, é preciso que haja um esforço coletivo que con-
tribua para a inclusão social desses sujeitos no ambiente escolar 
regular e em momentos que se dão em independência às aulas. 
Em vista disso, a Política de Educação Especial na Perspectiva da 
Educação Inclusiva (BRASIL, ****) estabelece que existem determi-
nadas medidas que podem ser tomadas para evitar que os alunos 
com necessidades especiais permaneçam marginalizados na es-
cola, mesmo durante a aplicação de medidas de educação especial 
que promovem o seu aprendizado e permite que estes acompa-
nhem o restante na turma no desenvolvimento dos conhecimentos 
e competências curriculares previstas para cada disciplina.
Em caso de alunos com deficiência auditiva, por exemplo, que 
dependem da utilização da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) para 
se comunicar plenamente com os demais indivíduos ao seu redor, in-
cluindo o professor regular, o professor de apoio especial e os demais 
alunos, é importante que sejam garantidas oportunidades específicas 
para a sua inclusão nos processos que definem a rotina escolar e pro-
piciam a sua participação nas atividades que se dão naquele ambiente. 
Desse modo, é importante que haja a promoção de uma educação de 
linguagem híbrida, que permita a utilização da Língua Portuguesa e da 
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Libras de maneira simultânea, e permita que todos os alunos desenvol-
vam competência nos âmbitos das duas línguas.
Com isso, é possível promover não apenas o desenvolvimento 
dos conhecimentos regulares com os alunos especiais, como também 
aumentar o leque de conhecimento dos demais educandos, mesmo que 
estes não possuam, igualmente, necessidades especiais. Em paralelo, 
isso assegura que esses sujeitos em formação adquiram as habilidades 
necessárias para interagir entre si, levando em consideração que um 
importante elemento do funcionamento escolar é a garantia da convi-
vência interpessoal, que permite que esses sujeitos desempenhem ca-
pacidades sociais e culturais adequadas, preparando-os efetivamente 
para a convivência em sociedade, também marcada pela presença da 
diversidade e de características particulares a cada sujeito.
Figura 2 – As principais características que definem um ambiente escolar 
inclusivo.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
Adicionalmente a isso, é relevante também que os demais 
membros da comunidade escolar se façam abertos às políticas de in-
clusão a serem implementadas na instituição de ensino, promovendo e 
participando devidamente de esforços como palestras de conscientiza-
ção, adequação às novas competências curriculares que promovem a 
inclusão no ambiente escolar e os ajustes espaciais no ambiente físico 
da escola que asseguram a sua acessibilidade para todos os sujeitos 
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em processo de formação. É importante destacar, com isso, que a in-
clusão desses educandos no dia-a-dia da instituição de ensino vai além 
da sua integração na sala de aula, proporcionando atitudes, como as já 
anteriormente mencionadas, que facilitem, de fato, a sua participação 
em todos os diferentes contextos que compõem a rotina escolar.
Em acréscimo a isso, também é indispensável compreender que 
apenas o atendimento individual e a integração de conhecimentos especí-
ficos que permitem a inclusão dos alunos com necessidades especiais na 
rotina escolar não é suficiente para a manutenção da educação especial 
em uma perspectiva inclusiva. Avalia-se, com isso, que existem, para cada 
etapa da educação básica, conhecimentos e competências específicos 
que são previamente estabelecidos pela Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC) e devem se fazer presentes no currículo da instituição de ensino, 
também sendo devidamente abordados no decorrer do ano letivo por parte 
do professor que desempenha o papel de mediador desse conhecimento.
A BNCC é um documento regulamentar que estabelece as di-
retrizes a serem seguidas pelas instituições de ensino brasileiras da 
educação básica durante a construção do seu currículo. Sendo assim, 
estão previstos nesse documento os conteúdos a serem abordados 
no decorrer da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino 
médio, bem como as competências a serem desenvolvidas por parte 
dos educandos, tendo por intermediador a figura do professor. Além 
disso, a BNCC também prevê que o currículo escolar deve incluir uma 
parte diversificada, que é estabelecida por cada instituição escolar 
de maneira individual, levando em consideração as demandas espe-
cíficas da sua comunidade e contextos sociais, culturais, políticos e 
econômicos, que não podem ser desconsiderados durante a efetiva-
ção das atividades que acontecem no espaço educacionalda escola.
Dessa forma, o contato do aluno com necessidades especiais 
com o conhecimento deve, também, levar em consideração os conteú-
dos que são previstos no currículo e devem ser, obrigatoriamente, de-
senvolvidos por parte do profissional educador que se faz presente na 
sala de aula e desempenha o papel de mediador do conhecimento. É 
importante que esses educandos, mesmo com as suas dificuldades es-
pecíficas, desempenhem os conhecimentos, competências e habilida-
des que lhes são esperados para cada etapa da educação básica, para 
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que este consiga, de fato, efetivar o seu processo de formação escolar. 
Para isso, é preciso, também, levar em consideração algumas qualida-
des específicas que fundamentam a educação especial no Brasil.
Pode-se analisar como a propiciação da inclusão no ambiente 
escolar, sobretudo através das medidas de educação especial, é uma 
maneira de efetivar os direitos constitucionais de todos os cidadãos bra-
sileiros que, como observado pela própria legislação brasileira, possuem 
direito à educação, segurança, moradia, saúde e lazer. Dessa maneira, 
a escola se constitui como um elemento indispensável para a rotina de 
todas as pessoas que vivem em sociedade e dependem desta para obte-
rem as capacidades físicas, cognitivas e sociais que precisam para par-
ticipar da vida em sociedade, bem como conhecimentos relevantes para 
o seu dia-a-dia dentro e fora da escola, algo já discutido nesse capítulo.
Figura 2 – Os fundamentos da aplicação da educação inclusiva no ambiente 
escolar.
Fonte: (Elaborado pelo autor, 2023).
- Toda pessoa tem direito à educação: Como estabelecido pela 
própria Constituição Federal (BRASIL, 1988), todos os cidadãos brasilei-
ros são detentores do direito à educação e, por esse motivo, é importante 
que as instituições de ensino promovam a aplicação de políticas que fa-
voreçam a participação de todos os indivíduos matriculados nas ativida-
des que acontecem no ambiente escolar. Para tanto, é preciso considerar 
os alunos com necessidades especiais durante o planejamento e escolha 
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de métodos, recursos e instrumentos de propiciação do ensino-aprendi-
zagem na escola, de modo a evitar a sua exclusão desse processo;
- A inclusão é responsabilidade de todos: Tendo compreendido 
a educação como um direito universal, é preciso considerar, também, 
que a aplicação das medidas de inclusão no ambiente escolar deve par-
tir de uma iniciativa geral da comunidade da instituição de ensino. Isso 
implica dizer, portanto, que a integração dos alunos com necessida-
des especiais no dia-a-dia da escola não depende, exclusivamente, das 
ações da equipe gestora, como também do empenho ativo dos demais 
alunos, familiares e demais profissionais atuantes na instituição;
- Toda pessoa pode aprender: Partindo do pressuposto de que 
todos têm direito à educação, é importante considerar, ainda, que o 
aprendizado é uma capacidade que se faz presente em todos os indiví-
duos. Sendo assim, é importante considerar que cada sujeito pode pos-
suir dificuldades particulares, mas isso não demonstra uma incapacida-
de de manter contato com o conteúdo e desenvolver conhecimentos e 
competências relevantes para a manutenção da sua vida cotidiana;
- Cada pessoa aprende de um jeito: Relacionado ao item an-
terior, existe ainda a noção de que cada pessoa possui uma forma par-
ticular de estabelecer o contato com o conhecimento e desenvolver as 
habilidades associadas a este. Desse modo, mesmo os indivíduos que 
não possuem necessidades especiais, como os TGD, podem ter dificul-
dades específicas que devem ser sanadas com o apoio do educador em 
sala de aula, dos colegas e mesmo dos familiares que devem se fazer 
presentes nas atividades que complementam a rotina escolar;
- O convívio social é importante para todos: Por fim, se faz 
possível entender que a sociedade é marcada pela diversidade e as 
diferenças e, sendo assim, para que a escola desempenhe o seu papel 
fundamental de preparação dos educandos para atuar nos contextos 
socioculturais nos quais se inserem, se faz importante que estes te-
nham contato direto com as diferenças desde o período escolar. Dessa 
forma, compreende-se que o convívio interpessoal na escola beneficia 
não apenas o aluno com necessidades especiais, como também os de-
mais educandos que percebem, desde então, a presença das diferen-
ças no seu cotidiano e aprende a respeitá-las.
Com isso, é possível compreender como a educação especial, 
sobretudo sobre a perspectiva da inclusão, pode propiciar a plena integra-
ção dos alunos com necessidades especiais na rotina da escola. Dessa 
maneira, os indivíduos com transtornos globais do desenvolvimento tam-
bém podem se fazer inseridos nas atividades que definem o cotidiano da 
instituição de ensino, promovendo o desenvolvimento adequado dos co-
nhecimentos e habilidades destinados para a sua faixa etária e fase da 
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educação básica no qual se encontra. Apenas assim, portanto, esses su-
jeitos podem adquirir o que se faz necessário para a manutenção da sua 
vida em sociedade e o exercer dos seus direitos como cidadãos brasileiros.
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
(UFSC — PEDAGOGO - EDUCAÇÃO ESPECIAL — COPERVE - 
UFSC — 2018)
A Resolução CNE/CEB n. 4/2009 institui que o Atendimento Educa-
cional Especializado (AEE) tem como função:
a) substituir a formação do aluno em sala de aula comum pela disponibi-
lização, em Salas de Recursos Multifuncionais, de serviços, recursos de 
acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena par-
ticipação na sociedade e para o desenvolvimento de sua aprendizagem.
b) complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da dis-
ponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que 
eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e de-
senvolvimento de sua aprendizagem.
c) reforçar os conteúdos trabalhados na sala de aula comum.
d) promover adaptações curriculares para os alunos com deficiência, trans-
tornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
e) garantir condições de igualdade no acesso ao conhecimento por par-
te dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento 
e altas habilidades/superdotação.
QUESTÃO 02
(PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS - RJ — INSPETOR DE ALU-
NOS — FGV — 2019)
A trajetória histórica da Política Nacional de Educação Especial na 
Perspectiva da Educação Inclusiva é marcada pela tensão entre os 
conceitos de Educação Inclusiva e Educação Especial.
Assinale a opção que identifica corretamente os dois conceitos:
a) Educação Inclusiva e Especial significam a mesma coisa, pois se 
referem à inclusão de pessoas deficientes nas escolas comuns.
b) Educação Inclusiva é o oposto de Especial, já que se refere ao prin-
cípio constitucional da igualdade entre os cidadãos.
c) Educação Inclusiva é mais abrangente que a Especial, pois integra 
todos os alunos no processo de aprendizagem.
d) Educação Inclusiva e Especial designam modos pedagógicos de lidar 
com os vários recursos de acessibilidade na escola.
e) Educação Inclusiva e Especial se referem à separação entre escola 
regular e escola especial.
QUESTÃO 03
(PREFEITURA DE DOUTOR PEDRINHO - SC — PROFESSOR — 
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FURB — 2020)
A educação inclusiva vem adquirindo espaço de debate e desen-
volvimento de políticas e estratégias de inclusão escolar. Sobre a 
PolíticaNacional de Educação Especial, na perspectiva da Educa-
ção Inclusiva, assinale a alternativa correta:
a) Promove o atendimento de estudantes com deficiências e transtor-
nos globais de desenvolvimento em escolas regulares, apenas.
b) Considera e orienta ações e políticas que são restritas ao ambiente 
escolar, desconsiderando as contribuições de redes e instituições que 
não possuem inter-relações com a educação.
c) Possui a intenção de garantir a acessibilidade urbanística, arquitetô-
nica, de mobiliários, equipamentos, transportes, bem como na comuni-
cação e informação, apenas.
d) Orienta os sistemas de ensino para promover suporte às necessida-
des educacionais de estudantes regulares.
e) Indica as formas de acesso, participação e a aprendizagem dos estu-
dantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades/superdotação nas escolas regulares.
QUESTÃO 04
(PREFEITURA DE CAMPO NOVO DO PARECIS - MT — AGENTE 
EDUCACIONAL INFANTIL — UFMT — 2022)
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), 
no Art. 4º do Título III, Do Direito à Educação e do Dever de Educar, 
determina:
“O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado 
mediante a garantia de: (...) III - atendimento educacional especiali-
zado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais 
do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, trans-
versal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente 
na rede regular de ensino”
(Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013.)
A educação inclusiva tem como objetivo garantir o direito de to-
dos à educação. Para desenvolver práticas inclusivas, uma escola 
deve partir do pressuposto de que
a) o processo de aprendizagem de cada pessoa é singular.
b) o convívio no ambiente escolar comum traz malefícios aos alunos 
com deficiência.
c) as pessoas com deficiência devem ser atendidas preferencialmente 
em escolas especiais.
d) a inclusão independe de políticas públicas.
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QUESTÃO 05
(UFG — PEDAGOGO - ÁREA: HOSPITALAR — CS - UFG — 2018)
A política de educação especial do Ministério da Educação (BRA-
SIL, 2008) tem como objetivos o acesso, a participação e a apren-
dizagem dos alunos com necessidades especiais no seguinte es-
paço educacional:
a) escolas especiais.
b) atendimento educacional especializado (AEE).
c) escolas regulares.
d) salas de recursos multifuncionais (SRM).
TREINO INÉDITO
Levando em consideração o AEE como uma parte fundamental 
da educação especial, é necessário, também, compreender quais 
são os princípios da educação especial e como estes atuam, em 
conjunto, para promover a inclusão dos alunos com necessidades 
especiais no ambiente e na rotina escolar. Pode-se perceber, com 
isso, que a educação especial se orienta com base em três princí-
pios fundamentais. Sabendo disso, assinale a alternativa correta:
a) A individualização é o princípio da educação especial que implica a 
exclusão dos alunos com transtornos globais do desenvolvimento.
b) Alunos com transtornos globais do desenvolvimento não podem ser 
atendidos pela educação especial.
c) Os três princípios da educação especial são a individualização, a 
normalização e a integração.
d) O ato de normalizar a presença de alunos com necessidades espe-
ciais na escola não faz parte da educação especial.
e) O AEE é uma parte dispensável e opcional da aplicação da educação 
especial nas escolas.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
A propiciação da inclusão no ambiente escolar, sobretudo através das 
medidas de educação especial, é uma maneira de efetivar os direitos 
constitucionais de todos os cidadãos brasileiros que, como observado 
pela própria legislação brasileira, possuem direito à educação, seguran-
ça, moradia, saúde e lazer. Com base nos seus estudos acerca dessa 
temática, discorra acerca dos fundamentos que permitem a aplicação 
da educação inclusiva no ambiente escolar.
NA MÍDIA
Nas discussões desse capítulo, foi compreendido que o acesso à edu-
cação é um direito universal que se faz devidamente previsto na Cons-
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tituição Federal brasileira. Sendo assim, para que este direito se faça 
devidamente efetivado no dia-a-dia, é necessário compreender como 
pode acontecer a inclusão dos alunos com necessidades especiais na 
rotina das instituições escolares, tendo em vista que estes devem de-
sempenhar os conhecimentos e competências destinados para a edu-
cação básica, de modo a ter um desenvolvimento adequado. Pensando 
nisso, leia a matéria abaixo publicada por Jota (2023), “Educação in-
clusiva é direito fundamental”, que discute com mais detalhes acerca 
da educação inclusiva e a sua relevância para a inserção de todos os 
educandos no cotidiano educacional da escola.
Título: Educação inclusiva é direito fundamental
Data de publicação: 18 abr. 2023
Fonte: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/educacao-inclusi-
va-e-direito-fundamental-18042023.
NA PRÁTICA
A inclusão dos alunos com necessidades especiais nos processos e 
dinâmicas que compõem o cotidiano escolar é uma responsabilidade 
coletiva da comunidade da instituição e das políticas públicas que per-
mitem a organização e o estabelecimento da educação especial no ter-
ritório brasileiro. Sendo assim, é importante que esses alunos sejam 
devidamente atendidos por parte dos profissionais da instituição, de 
modo a ter as suas demandas específicas e dificuldades particulares 
devidamente sanadas. Com base nisso, leia ao artigo “Formação do 
professor de educação especial no Brasil”, de Maria Helena Michels 
(2021) e entenda melhor como os profissionais educadores podem con-
tribuir para a efetivação da educação especial na rotina escolar.
Título: Formação do professor de educação especial no Brasil
Data de publicação: 2021
Fonte: https://anais.anped.org.br/sites/default/files/gt15-trabalho_enco-
mendado_40rn.pdf.
PARA SABER MAIS
- Vídeo sobre o tema:
Título: A Educação Especial na perspectiva da inclusão escolar: A esco-
la comum inclusiva
Data de publicação: 10 dec. 2020
Fonte: https://youtu.be/wgJ2Qwy61N8.
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA - PADRÃO DE RESPOSTA
Existem medidas que asseguram a plena participação dos alunos com 
necessidades especiais, inclusive aqueles com transtornos globais do 
desenvolvimento, nas atividades que compõem a rotina de uma institui-
ção do ensino. Dentre estas, podem ser citadas, portanto, a flexibiliza-
ção de métodos de ensino, aplicação de conteúdos adaptados, serviços 
pedagógicos em salas de aula regulares ou de recursos diversos, distri-
buição dos alunos em salas que evidenciam a pluralidade, manutenção 
de uma rede de apoio com profissionais da educação, saúde e assisten-
tes sociais, promoção de apoio pedagógico e da participação da família 
nos processos pedagógicos e, ainda, a promoção de campanhas de 
conscientização que evidenciem a diversidade no ambiente escolar.
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
Justificativa: A alternativa está correta, pois a memória explícita, tam-
bém denominada de declarativa, é a memória de longo prazo baseada 
em informações armazenadas por nossa própria e se divide em dois 
tipos: a explícita e a semântica.
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA - PADRÃO DE RESPOSTA
A plasticidade neural pode ser classificada em três tipos: a regenerativa, 
que se apresenta em quantidade menor no recrescimento de axônios 
lesados do sistema nervoso central e em células não-neurais do siste-
ma nervoso periférico; a axônica, que se desenvolvem sobretudoem 
períodos críticos e em razão de estímulos externos, se distribuindo nos 
terminais axônicos dos neurônios e atuando na transmissão sináptica; e 
a dentrítica, que se manifesta sobretudo no tronco em períodos críticos 
do desenvolvimentos, assim como em espinhas dentríticas e ramos, 
desmpenhando o papel principal de regular a proliferação e morte de 
células nervosas, ainda atuando na complementação de neurônios.
TREINO INÉDITO
Gabarito: B
Justificativa: A alternativa está correta, pois alunos com necessidades 
especiais possuem, de acordo com a LDB, direito de acesso à institui-
ções de ensino regulares, sendo devidamente atendidos pelas modali-
dades de educação especial e educação inclusiva.
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA - PADRÃO DE RESPOSTA
A efetivação de medidas de inclusão no ambiente escolar é possibilita-
da por meio de fundamentos que determinam a aplicação da educação 
inclusiva neste. Dessa maneira, entende-se que é direito de todas as 
pessoas o acesso à educação, a inclusão no ambiente escolar é de 
responsabilidade de todos, incluindo os membros da comunidade es-
colar, todos os indivíduos possuem a capacidade de aprender, todas as 
pessoas aprendem de forma individual e, por fim, a convivência inter-
pessoal na escola é importante para todos os envolvidos.
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
Justificativa: A alternativa está correta, pois dentre a educação especial 
se fundamenta em ações que permitem a sua efetivação no ambiente 
escolar e, com isso, a inclusão dos alunos com necessidades especiais, 
sendo essas ações organizadas em três princípios: a normalização, a 
integração e a individualização.
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AGUIAR. T. F. V. Procedimentos didáticos metodológicos utilizados pe-
los professores da APAE no processo de alfabetização dos alunos por-
tadores de deficiência mental moderada. Dissertação de mestrado em 
educação. Universidade Federal de Uberlândia, 2001.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução n. 2, de 11 de 
setembro de 2001. Institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Es-
pecial na Educação Básica. Brasília: CNE/CEB, 2001.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Bra-
sília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece 
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BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. 
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação 
Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2007.
Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos. 
Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno 
do Espectro Autista. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Brasí-
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CAZORLA GONZÁLEZ, J. J; CORNELLÁ I CANALS, J. Las posibili-
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