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Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB 10/2052
T917f Tuler, Marcelo.
 Fundamentos de topografia [recurso eletrônico] / Marcelo 
 Tuler, Sérgio Saraiva. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : 
 Bookman, 2014.
 Editado também como livro impresso em 2014.
 ISBN 978-85-8260-120-4
 1. Levantamento topográfico. 2. Topografia. I. Saraiva, 
 Sérgio. II. Título. 
CDU 528.425 
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Exemplo 3.3 Com base no perfil da Figura 3.6, calcule as declividades dos 
trechos (greides ascendente e descendente).
Solução:
a) Declividade do trecho ascendente:
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b) Declividade do trecho descendente:
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Instrumentos para o 
nivelamento
Os instrumentos empregados nos trabalhos de nivelamento são denominados níveis. Os ní-
veis, cujo princípio construtivo é baseado no fenômeno da gravidade, fornecem alinhamentos 
que pertençam a um plano horizontal durante as operações topográficas e podem ser classi-
ficados em duas categorias:
 • Níveis cujo plano de visada é sempre horizontal.
 • Níveis cujo plano de visada tem movimento ascendente ou descendente.
Uma categoria não enquadrada na definição acima são os barômetros e os receptores de sa-
télites GPS.
Plano de visada horizontal
Nesta categoria, os instrumentos, ao serem girados em torno de seu eixo vertical, devidamen-
te ajustado, descrevem sempre um plano horizontal. A horizontalidade do plano de visada 
fornecida pelos instrumentos está apoiada na física, especificamente no princípio gravita-
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cional, sendo obtida com o emprego de níveis de bolha, do equilíbrio dos líquidos nos vasos 
comunicantes ou do princípio dos corpos suspensos (Quadro 3.2).
Quadro 3.2 Instrumentos altimétricos
Princípios construtivos Exemplos de instrumentos Confiabilidade
Níveis de bolha Níveis de luneta De ótima a boa
Equilíbrio dos líquidos nos 
vasos comunicantes
Níveis de água De boa a média
Corpos suspensos Perpendículo De média a baixa
a) Níveis de bolha
Têm como finalidade materializar a vertical que passa por um ponto, sendo que uma normal a 
essa vertical fornece o plano horizontal. O nível de bolha consiste em um recipiente, no qual é 
introduzido um líquido, o mais volátil, que deixa um vazio formando uma bolha. Geralmente, 
utiliza-se álcool ou éter, e, em seguida, o recipiente é hermeticamente fechado. O recipiente, 
segundo a sua forma, distingue-se em dois tipos: nível esférico e nível cilíndrico.
 • Níveis esféricos: são constituídos, basicamente, de uma calota esférica de cristal acondicio-
nada em caixa metálica.
 • Níveis cilíndricos: são constituídos de um tubo cilíndrico de cristal. A superfície da parte in-
terna é polida de maneira a formar um ligeiro arco. Nas estações totais, por exemplo, os níveis 
cilíndricos estão associados a um sistema eletrônico, em que são ajustados (“calados”) com 
auxílio dos parafusos calantes e visão através do display do equipamento.
Quando se associa uma luneta aos níveis de bolha (esférico e/ou cilíndrico), têm-se os níveis 
de luneta. A precisão desse nível está associada, em princípio, à sensibilidade dos níveis de 
bolha e à capacidade de aumento da luneta (Fig. 3.7).
Figura 3.7 Nível de luneta.
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Outro instrumento muito utilizado na construção civil, valendo-se do nível de bolha, é o nível 
de pedreiro, podendo ser mecânico ou digital. Tem de baixa a média precisão, conforme sua 
construção, porém, atende a alguns tipos de serviços expeditos, por exemplo, na Topografia 
industrial.
Atualmente, há grande inovação de instrumentos para o nivelamento. O primeiro nível eletrô-
nico (ou digital) foi lançado em 1990, pela empresa Wild. O princípio de funcionamento 
do equipamento é o processamento unidimensional de imagens, a partir de mira co-
dificada em códigos de barras. Em termos de precisão, os níveis eletrônicos têm preci-
sões até decimilimétricas em nivelamento duplo associadas com miras de invar (de-
pendendo do modelo).
Outro modelo encontrado no mercado é o nível laser (Fig. 3.8). Trata-se de um nível 
automático bastante prático no qual a base operacional do instrumento consis-
te na geração de um plano horizontal ou vertical (ou inclinado, dependendo do 
modelo), por meio de um raio laser que gira perpendicularmente em relação ao 
plano vertical ou horizontal (ou inclinado). Há ainda o equipamento de alinhamen-
to laser, também com nivelamento automático (ou através de níveis de bolhas) que fornecem 
apenas os feixes de laser, em duas ou três direções.
Figura 3.8 Níveis laser e alinhador laser.
Fonte: ©Yanas/Shutterstock.com.
b) Equilíbrio dos líquidos nos vasos comunicantes
Tem como base o princípio físico da força da gravidade sobre os vasos comunicantes. O ins-
trumento mais utilizado é o nível de borracha ou de mangueira. Para melhor uso do nível 
de mangueira, podem-se utilizar dois suportes de madeira ou metal, aos quais estão presas 
as extremidades do tubo de vidro ou mangueira transparente. Além de fácil manejo e baixo 
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 NO SITE
Visite o ambiente virtual 
de aprendizagem (www.
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acessar um link que mostra 
vários modelos de níveis 
digitais e mecânicos.
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custo, esta técnica permite marcações confiáveis nos nivelamentos, como transferências de 
nível entre pontos, principalmente em práticas da construção civil (Fig. 3.9).
Perfil do terreno
Mangueira
Nível da água
Figura 3.9 Nível de mangueira.
Fonte: construcaociviltips.blogspot.com.br.
Plano de visada com inclinação
Nestes equipamentos, inicialmente materializa-se um plano horizontal por meio de níveis de 
bolha (esférico e/ou tubular). A seguir, esses níveis permitem o afastamento do plano de visa-
da em relação à sua horizontal, possibilitando a esta categoria medir ângulos verticais. Entre 
eles, podemos citar:
 • Clinômetros
Para operá-los, visa-se uma mira colocada no ponto em que se deseja determinar o 
ângulo vertical ou a declividade. A seguir, gira-se o nível de bolha até que fique na 
posição de nivelado. O ângulo ou a declividade ficará registrado no limbo vertical. 
Trata-se de um equipamento de baixa a média precisão, próprio para levantamen-
tos expeditos.
Apesar da simplicidade deste equipamento, já existe sua versão digital. Além 
disso, cita-se como aplicação na área geológica e geotécnica sua utilização para 
medir a inclinação de estratos e taludes, que corresponde ao ângulo formado pela pendente 
(linha de maior declive) com o plano horizontal.
 • Teodolitos e estações totais
Depois de materializado um plano horizontal por meio dos níveis de bolha (esférico e/ou tu-
bular), aplica-se a técnica de nivelamento taqueométrico, com uso dos fios estadimétricos de 
um teodolito, ou a técnica do nivelamento trigonométrico, com uso da estação total. Tais téc-
nicas são apresentadas, na Figura 3.10.
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 NO SITE
Visite o ambiente virtual de 
aprendizagem para acessar 
links que mostram alguns 
modelos de clinômetros.
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http://construcaociviltips.blogspot.com.br/
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
	Capa
	Iniciais
	Ficha Catalográfica

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