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Avaliação Imobiliária Unidade 4 Especificidades das avaliações dos imóveis rurais Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria NATHALIA ELLEN SILVA BEZERRA SILVIA CRISTINA DA SILVA AUTORIA Nathalia Ellen Silva Bezerra Formada em Direito e tenho experiência técnico-profissional nas áreas de Direito do Trabalho e de Direito Previdenciário. Também atuo como conciliadora e como advogada, tendo em vista a prática e a valorização dos meios alternativos de solução de conflitos. Ao longo da minha vida acadêmica, sempre demonstrei um grande interesse pela escrita. Dessa forma, espero que, por meio deste material e da experiência vivenciada, você consiga ampliar os seus conhecimentos e exercer uma vida profissional plena. Além disso, atualmente, sou mestranda do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Campina Grande. Silvia Cristina da Silva Mestre Interdisciplinar em Educação, Ambiente e Sociedade pela UNIFAE, tenho participação docente e discente no Mestrado em Análise do Discurso da Universidade Federal de Buenos Aires. Sou especialista em Docência do Ensino Superior e em Direito e Educação pela Faculdade Campos Elíseos, pós-graduanda em EAD pela Faculdade Campos Elíseos e graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela UNIFEOB. Sou vice-diretora Acadêmica da Agência Nacional de Estudos em Direito ao Desenvolvimento (ANEDD), especialista em Investigação de Antecedentes em instituições públicas e privadas, docente e conteudista em diversas instituições com cursos de graduação e de pós-graduação, elaboradora de questões para concursos públicos de várias organizadoras e degravadora, redatora, tradutora e intérprete da Língua Espanhola. Por isso, fomos convidadas pela Editora Telesapiens para integrar seu elenco de autores independentes. Estamos muito felizes por poder ajudar você nesta fase de muito estudo e de muito trabalho. Conte conosco! ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: OBJETIVO: para o início do desenvolvimento de uma nova compe- tência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de se apresentar um novo conceito; NOTA: quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento; REFLITA: se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou dis- cutido sobre; ACESSE: se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últi- mas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas; SUMÁRIO Avaliação das obras rurais - aspectos gerais e específicos ...... 10 Obras rurais: conceitos e fases .............................................................................................10 Planejamento das obras rurais .............................................................................................. 12 Materiais de construção nas obras rurais ...................................................................... 15 Avaliação dos rebanhos - o que são e como são feitos? ............ 18 Rebanhos: o que são e suas avaliações .........................................................................18 Avaliação dos recursos naturais e ambientais........................................................... 21 Avaliação das máquinas e implementos agrícolas - conceitos e características gerais ................................................................................26 Aspectos gerais sobre os implementos agrícolas ..................................................26 Tipos de implementos agrícolas .........................................................................................29 Benefícios dos implementos e máquinas agrícolas .............................................. 31 Avaliação das máquinas e implementos agrícolas ................................................33 Elaboração do laudo - legislações e normas .................................. 35 Laudo: o que é? ................................................................................................................................35 Laudo de avaliação imobiliária ............................................................................................. 36 Critérios de avaliação imobiliária .........................................................................................37 Vantagens promovidas pelo laudo da avaliação dos imóveis ....................... 41 Laudo de avaliação imobiliária vs. parecer técnico ............................................... 41 7 UNIDADE 04 Avaliação Imobiliária 8 INTRODUÇÃO A avaliação dos imóveis, sejam esses localizados na área urbana ou na área rural, é de suma importância para que diversas negociações envolvendo esses bens seja firmada, mas para que, principalmente, o valor de tais imóveis seja determinado de forma coerente e correta, levando em consideração todos os aspectos que podem atingir o imóvel de alguma maneira. Diante desse contexto, continuaremos abordando algumas das especificidades relativas à avaliação dos imóveis, dando ênfase a alguns dos aspectos que compõem ou afetam os imóveis rurais, assim iremos estudar a avaliação das obras rurais presentes no território nacional, a avaliação dos rebanhos e aprender sobre a avaliação das máquinas e implementos agrícolas, por fim passaremos a abordar o laudo de avaliação e a maneira que o mesmo deve ser produzido para que as normas que o regulam sejam devidamente atendidas. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! Avaliação Imobiliária 9 OBJETIVOS Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Analisar a avaliação das obras rurais presente no território nacional. 2. Examinar os aspectos principais da avaliação dos rebanhos (semoventes). 3. Discutir acerca da avaliação de máquinas e implementos agrícolas. 4. Identificar como um laudo deve ser elaborado e quais são as principais legislações e normas sobre o tema. A busca pelo conhecimento é infinita, assim como os frutos resultantes de sua jornada! Avaliação Imobiliária 10 Avaliação das obras rurais - aspectos gerais e específicos OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de analisar a avaliação das obras rurais presentes no território nacional. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Obras rurais: conceitos e fases Construções rurais é uma temática de elevada importância para a Engenharia Rural, já que se faz presente nos assuntos que envolvem as atividades agropecuárias. Tanto na criação dos animais, quanto na agricultura, as consequências que decorrem das construções rurais se fazem presentes. Com base nessas afirmações podemos inferir que o campo de atuação das construções rurais é amplo e imprescindível para que outras várias temáticas sejam desenvolvidas, como os referentes às instalações de animais, armazenamento da produção, industrialização do mercado, dentre outros, conforme destacado por Novais (2014). Novais (2014) ainda destaca que as construções rurais envolvem o conjunto de prédios de posse do produtorpara a racionalização das produções e criações, devendo obedecer a critérios básicos como os relativos à higiene, orientação correta acerca do terreno, simplicidade e funcionalidade, durabilidade e segurança, racionalidade, características relativas ao controle das variáveis climáticas, expansão e baixo custo. Além desses critérios, é ainda importante enfatizar a necessidade de que certas leis federais, estaduais e municipais, no que se refere ao meio ambiente, ao controle sanitário e à segurança, sejam devidamente cumpridas. As normas, os princípios e as avaliações relativas à construção precisam ser adequadas aos vários tipos de construções rurais, ou seja, é necessário que as características específicas de cada uma delas seja levada em consideração no momento em que a avaliação ocorre, todavia Avaliação Imobiliária 11 é preciso que os critérios sejam limitados e regrados em certo nível, pois caso contrário, a segurança atribuída ao processo poderia ficar maculada. É nesse sentido que Novais (2014) alerta para o fato de que os princípios incumbidos por nortear as construções, sejam essas grandes ou pequenas, buscam de igual modo alcançar um basto custo, no menor tempo possível para que as condições de rendimento e de aproveitamento das ferramentas e da mão de obra sejam usufruídas ao máximo. As construções não são perfeitas, pois ainda que sejam planejadas conforme as normas e os critérios desejados, ainda estão sujeitas a imprevistos, porém existem fases da construção (figura 1) que podem ser seguidas na intenção de que tais impactos sejam amenizados. Figura 1 – Fases da Construção Preliminares Execução Acabamento Fonte: Elaborado pelas autoras com base em Novais (2014). Na primeira fase, denominada como preliminares, são realizados os trabalhos iniciais, que serão aqueles que antecedem a construção de fato e que englobam a elaboração do programa, que está relacionada à finalidade e ao objetivo a que a obra se destina, a escolha do local, a organização do local de trabalho, o estudo do solo e do subsolo do local em que a construção será realizada, a regularização do terreno, envolvendo a terraplanagem ou acerto do terreno e o projeto relativo ao mesmo. Já na fase da execução estão presentes nessas fases momentos da construção propriamente dita, envolvendo aspectos como abertura das valas, consolidação do terreno, alicerces, levantamento de paredes, colocação de coberturas, telhados e pisos, entre outros. Por fim, a última etapa é referente ao acabamento, ou seja, é a etapa em que a finalização da construção é efetuada e na qual os detalhes são arranjados, como aqueles referentes a instalações elétricas, aos equipamentos e a encanação. Avaliação Imobiliária 12 Desta feita, as construções rurais precisam estar atentas a questões que fornecem eficiência para a construção, pois caso contrário as mesmas irão enfrentar problemáticas em sua realização, por isso é necessário que o criador destine cuidado especial para a construção rural. Planejamento das obras rurais O planejamento é uma etapa necessária tanto para as construções presentes no meio urbano quanto na zona rural, pois por meio dele, imprevistos poderão ser evitados e hipóteses de como lidar com os mesmos poderão ser elaboradas para que as melhorias alternativas e estratégias sejam criadas quando for necessário. Como o próprio nome indica, planejar significa desenvolver e elaborar um plano, também podendo estar relacionado ao fornecimento de uma descrição detalhada ou o estabelecimento de um propósito. Assim, o planejamento não pode ocorrer de qualquer maneira, sendo necessário que um cronograma seja seguido na intenção de que a implementação ocorra de forma coerente. É por meio desse planejamento que questões como a localização da morada, do galpão, do estábulo e da horta, entre outros ambientes típicos dos imóveis e construções rurais, serão definidos. A escolha deve considerar tanto as questões relativas ao custo quanto ao tempo de construção, pois, em regra, o esperado e desejado é que o custo seja baixo e que a obra seja finalizada o mais rápido possível. Para que o planejamento seja traçado, é necessário que se tenha conhecimento acerca do local em que a construção será realizada, pois, por exemplo, pode ser mais custoso colocar a morada do caseiro em um dado local do terreno, enquanto que se essa morada fosse colocada em um outro espaço do mesmo terreno esses custos poderiam ser minimizados. Nesse sentido, Novais (2014) enfatiza que o planejamento das construções rurais deve obedecer a um cronograma de implantação, pois assim cada elemento do imóvel rural será situado na melhor área para o mesmo, por exemplo Avaliação Imobiliária 13 A moradia principal deve se situar em local plano e se possível mais elevado, a fim de que toda a área seja dominada sem maiores dificuldades, servindo também essas considerações para a moradia do caseiro ou administrador, que na ausência do proprietário será o responsável pela guarda da propriedade. (NOVAIS, 2014, p. 2-3) Antes mesmo do planejamento ser traçado, o primeiro ponto a que o proprietário deve se ater ao iniciar uma construção rural é referente à colocação de cercas para que seja efetuada a demarcação topográfica e uma maior segurança passe a existir, principalmente, no que se refere a invasões de terreno ou até mesmo de animais pertencentes a terceiros. Novais (2014) ainda destaca que o planejamento é relativo à organização dos recursos disponíveis, sejam esses naturais, materiais, financeiros e/ou humanos aproveitando o máximo da potencialidade relativa ao mesmo. É no planejamento em que o cuidado será destinado ao estudo técnico e econômico do sistema produtivo que tem como resultado o projeto físico das instalações. Considerando que estamos falando das obras rurais, o planejamento deve envolver o bem estar dos animais e das plantas, assim como os interesses do produtor, tendo em vista as instalações práticas e funcionais, que tornem possível a execução das tarefas e a promoção da máxima eficiência do mesmo. Ainda é importante salientar que o planejamento precisa ser realizado, pois após a finalização da obra é mais difícil realizar alterações e modificações na mesma, sendo que essas modificações terão custo elevado e poderão afetar a funcionalidade das instalações ou até mesmo o objetivo referente ao mesmo. As etapas do planejamento envolvem o estudo do mercado e os fatores que precisam ser considerados na escolha do local, sendo esse o ponto comum de início para as obras rurais, pois sem o espaço ou terreno para que a obra seja realizada a mesma não poderá se efetuar. Quanto a escolha do local, Novais (2014) destaca que: Avaliação Imobiliária 14 A escolha do local de implantação de qualquer tipo de instalações impõe uma série de averiguações a fim de que se possa tirar do local, o máximo de vantagens. As principais são: • Se não há impedimento legal para uso do terreno; • Se a topografia permite implantação econômica da obra; • Se a natureza do subsolo permite uma construção estável e pouco onerosa; • Se permite um fluxo eficiente; • Se oferece boas condições quanto a vias de acesso, direção de ventos, clima; • Se há possibilidade de escoamento de águas pluviais, águas servidas e dejetadas. (NOVAIS, 2014, p. 3) Além da etapa referente ao planejamento, a elaboração do projeto também merece destaque, tendo em vista que é através dessa que se constata que o projeto é dotado de finalidade rural, apresentando também as necessidades e as perspectivas do aproveitamento da propriedade. É na elaboração do projeto que ficará esclarecido se o imóvel será destinado ao lazer ou a obtenção de lucro. O projeto das instalações rurais é o conjunto de instruções imprescindíveis para que uma dada obra seja executada. A boa elaboração do projeto garante a redução do custoda obra, já que gera um melhor aproveitamento dos materiais e da mão de obra utilizada, então quanto mais bem elaborado o projeto maior será a qualidade e a durabilidade da construção e menor serão os desperdícios durante o processo. Os benefícios atrelados a um projeto bem efeito serão válidos tanto na construção rural como um todo, como também no caso das benfeitorias rurais, sendo que nessa hipótese também será preciso averiguar se as mesmas serão realmente responsáveis por proporcionar benefícios e melhorias aos imóveis rurais. No momento da execução do projeto de benfeitoria é preciso pensar tanto no seu processo de construção quanto nos frutos que serão obtidos através da mesma. A parte física do projeto é composta por desenhos, placas e especificações relativas às mesmas, indicando o local em que a obra será realizada, as dimensões do terreno, os materiais que serão utilizados e as quantidades referentes a cada um dos materiais escolhidos. É nesse sentido que Novais (2014) afirma que o projeto de uma construção rural é formado por uma parte gráfica e uma parte descritiva. Avaliação Imobiliária 15 A parte gráfica será composta pelas plantas de situação, plantas de localização, planta baixa, cortes e fachadas. Enquanto a parte descritiva apresenta as técnicas e os materiais que serão utilizados ao longo da construção, sendo que a mesma é elaborada de maneira clara, concisa e simples. Materiais de construção nas obras rurais É muito difícil ou até mesmo impossível imaginar uma construção que não necessite de materiais para que seja efetuada, por isso que o entendimento, pelo menos geral, acerca dos principais materiais utilizados nas obras rurais é considerado importante e interessante em nosso campo de estudo. Os materiais de construção são de dois tipos: simples ou compostos e poderão ser obtidos tanto da natureza ou das atividades industriais, a depender do que seja necessário e da finalidade a que seja destinado. A adequação dos materiais de construção também precisa levar em consideração alguns critérios, sendo esses: 1) resistência, pois o material deverá aguentar os processos a que será submetido; 2) trabalhabilidade, já que o material precisa servir e ter utilidade a função que será aplicado, por isso é necessário que o mesmo seja adaptável e aplicável e para tanto as suas características e aspectos naturais precisam ser considerados no momento da escolha do material a ser utilizado em dada etapa ou tarefa da obra em questão; 3) durabilidade, também faz menção a resistência do material contudo diferente do primeiro critério, faz referência a como o material irá reagir as ações a que está exposto, como, por exemplo, aos agentes atmosféricos, biológicos e químicos; 4) higiene e saúde, o material não deverá causar danos à saúde dos construtores e nem daqueles que irão fazer uso da obra em momento posterior; e 5) econômico, por fim, as condições técnicas deverão ser observadas no momento da escolha do material, bem como todos os critérios anteriores, todavia essa escolha não pode ocorrer se as condições econômicas da obra quanto a compra dos materiais forem ignoradas. Avaliação Imobiliária 16 Querido aluno, considerando que esse não é o foco principal do nosso estudo, escolhemos apenas alguns dos materiais que julgamos mais importantes ou que são utilizados com uma maior frequência para apresentar seus aspectos gerais. As pedras naturais são comumente utilizadas na construção dos alicerces, muros de arrimo e pavimentação, dentre outras, dessa forma como são utilizadas como estruturas basilares é recomendado que sejam escolhidas pedras duras, pesadas e que tenham uma textura homogênea, já que as de natureza porosa absorvem a água, o que futuramente pode causar problemas à estrutura da construção. Alguns dos tipos de pedras naturais que são utilizados nas obras são: granito, arenito, basalto, minérios de ferro e outros. Já o agregado será o material entendido como granular, sendo que nem o seu volume e nem a sua forma serão definidos de forma prévia. São comumente utilizados na construção de vias férreas, calçamentos, pistas de rolamento para estradas, ente outros. Os agregados são tidos como importantes para as argamassas e para os concretos, gerando contribuições econômicas e teóricas para os mesmos, já que proporcionam uma melhor retração e promovem melhorias para a resistência da construção. Segundo Souza (1997), os agregados se classificam quanto à origem, podendo ser naturais ou artificiais, quanto à massa específica aparente, sendo divididos em leves, pesados ou normais, e por fim, quanto ao diâmetro máximo, já que poderão ser agregados miúdo, graúdo ou mesclado. Considerando que estamos estudando a avaliação imobiliária, é válido destacar que em conformidade com a NBR 14653-3, que é a responsável por regular os principais pontos acerca da avaliação dos imóveis urbanos, no tópico 7.3.2.5 aborda a caracterização das obras e trabalhos de melhoria das terras, em que serão caracterizadas como de melhorias das terras irão envolver os aspectos presentes na figura 2. Avaliação Imobiliária 17 Figura 2 – Aspectos caracterizadores das obras e trabalhos de melhorias das terras Condicionantes legais Aspectos funcionais Aspectos qualitativos e tecnológicos Estado de conservação, idade aparente e vida útil Dimensões e quantidade Fonte: Baseado na NBR 14653-3 (2004). Levando em consideração o exposto na supramencionada norma, bem como as discussões apresentadas até o presente momento sobre as construções rurais, chega-se à conclusão que a etapa de construção e a avaliação da mesma não é um processo, mas repleto de implicações e consequências, sendo necessário que uma série de critérios, requisitos e leis sejam atendidas para que as construções sejam legais e úteis. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que as obras rurais envolvem as atividades agropecuárias, tanto na criação dos animais, quanto na agricultura, as consequências que decorrem das construções rurais se fazem presentes. Além disso, também aprendemos que a construção rural ocorre em três fases principais que são: preliminares, execução e acabamento. Em seguida, aprendemos o quanto o planejamento e o projeto das construções rurais são importantes para que a qualidade e a eficácia da obra sejam garantidas. Por fim, entendemos que os critérios para que os materiais da construção sejam considerados adequados são: a resistência, a trabalhabilidade, a durabilidade, a higiene e saúde e os critérios econômicos. Avaliação Imobiliária 18 Avaliação dos rebanhos - o que são e como são feitos? OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de examinar os aspectos principais da avaliação dos rebanhos (semoventes). Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Rebanhos: o que são e suas avaliações Em conformidade com o significado presente no Dicio – Dicionário Online de Português, rebanho pode ser compreendido como o conjunto de gado lanígero e de outros animais a que a guarda cabe a um pastor, já semovente pode ser entendido como aquilo ou aquele que se move por si mesmo e/ou que anda de forma autônoma. Figura 3 – Rebanho Bovino Fonte: Freepik. Os rebanhos que são bovinos são compostos por bois e vacas (representado pela figura 3), já os suínos são compostos por porcos, os ovinos são feitos por ovelhas e carneiros, na medida em que o rebanho caprino é composto por cabras e bodes, os equinos por cavalos e assim por diante. Avaliação Imobiliária 19 Os semoventes, segundo a NBR 14653-3, responsável por dispor acerca da avaliação de imóveis rurais,são classificados como componentes dos imóveis rurais, por isso as disposições referentes aos mesmos são de suma importância para que a avaliação dos imóveis rurais seja feita em sua totalidade e abarque todos os aspectos que a compõe. Nesse contexto, os semoventes podem ser compreendidos como sendo os animais de rebanho que integram o patrimônio, sendo exemplos o rebanho de bovinos, equino, muar, asinino, ovino e caprino. O Conselho Nacional do Ministério Público esclarece que os bens semoventes são constituídos por animais selvagens, sejam esses domesticados ou domésticos. SAIBA MAIS: Os direitos dos animais vêm sendo objeto de estudo e de discussões de forma recorrente nos últimos anos, tendo em vista a necessidade de destinar atenção e proteção a esses seres vivos que fazem parte da vida de parte considerável da humanidade, seja presente em suas residências ou a partir da obtenção das vantagens da criação de rebanhos, por exemplo. Muitas são as polêmicas presentes no Brasil, já que o nosso ordenamento jurídico trata os animais como coisas, assim para que uma argumentação mais coerente seja estruturada sobre a temática, recomenda-se a leitura do artigo denominado “A proteção aos animais no Brasil: objetos ou sujeitos de direito?”, escrito por Junieber Ramos dos Santos. Clique aqui para acessar. A compreensão de que os rebanhos são responsáveis por promover valorização aos imóveis rurais é verídica, já que os semoventes são capazes de produzir diversos benefícios para os produtos que se dedicam ao âmbito da pecuária. Afinal, além dos produtos gerados pelos mesmos servirem para a sua alimentação e de sua família, a depender do tamanho do rebanho e da maneira a partir da qual o mesmo é aproveitado, diversos lucros podem ser obtidos. Um exemplo se refere ao rebanho bovino, em que o homem além de consumir a carne tem outros benefícios, como o leite, o queijo, a manteiga, o iogurte, dentre outros. Avaliação Imobiliária https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/11446/A-protecao-aos-animais-no-Brasil-objetos-ou-sujeitos-de-direitos 20 O Código de Processo Civil de 2015 apresenta disposições acerca dos bens semoventes, determinando que esses são os bens móveis que possuem movimento próprio, sendo esses compostos por animais selvagens, domésticos ou domesticados, estando em simultaneidade ao Conselho Nacional do Ministério Público. Todavia, o conceito de semovente apresentado pelo Código em questão amplia o significado desse termo, em que são considerados como bens móveis ou suscetíveis de remoção por força alheia, desde que a substância ou a destinação econômico-social da coisa, em que os bens móveis recebem esse nome em razão de sua própria natureza. Nesse contexto, o artigo 82 do Código Civil de 2002 apresenta definição para os bens móveis, mas não dispõe acerca dos semoventes, porém com base no apresentado anteriormente, melhores conclusões e distinções podem ser retiradas a partir da leitura do artigo a seguir: Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. (BRASIL, 2002) Os nascimentos e as mortes dos semoventes não podem ser ignorados sem que as devidas anotações e registros acerca das mesmas sejam feitas, pois é necessário que haja um controle acerca da quantidade e das condições que esses rebanhos estão inseridos sejam averiguados. No que se refere ao momento do nascimento de um semovente, o responsável pelo mesmo deverá comunicar ao NUPAT, sendo esse comunicado feito por meio de um memorando que deverá conter o relato dos fatos e acontecimentos, além do memorando deverá estar presente no processo atestado ou certidão emitida por um profissional habilitado, papel que em regra será exercido por um veterinário, para que a inclusão do semovente seja devidamente justificada. Além das mencionadas Avaliação Imobiliária 21 informações, é ainda necessário que uma avaliação do valor do animal, com base nos preços de mercado, também seja inserida. Alguns requisitos também precisam ser atendidos na hipótese de morte do semovente, momento em que o responsável também deverá enviar ao NUPAT, um memorando que também irá relatar os fatos e acontecimento, assim será anexado ao processo atestado ou certidão emitida por veterinário habilitado que apresente as devidas justificadas para a morte do semovente. Avaliação dos recursos naturais e ambientais Além das disposições relativas aos rebanhos é ainda importante que tenhamos conhecimento sobre os aspectos gerais e específicos da avaliação que atinge os recursos naturais e ambientais como um todo. Como já aprendemos, a NBR 14653 aborda os aspectos gerais sobre a avaliação dos bens, sendo a mesma dividida em algumas partes específicas, dentre essas a sexta parte aborda os recursos naturais e ambientais. A NBR 14653-6, que visa complementar os objetivos e as definições apresentadas pela NBR 14653, principalmente, no que que se refere aos métodos e aos procedimentos destinados às tecnicidades da avaliação dos recursos naturais e ambientais, possui como base as seguintes diretrizes principais para a valoração dos recursos ambientais: a) classificação da sua natureza; b) instituição de terminologia, definições, símbolos e abreviaturas; c) descrição das atividades básicas; d) definição da metodologia básica; e) especificação das avaliações; f) requisitos básicos de laudos e pareceres técnicos de avaliação. (NBR 14653-3, 2005, p. 1) Avaliação Imobiliária 22 A importância em valorar as áreas ambientais ou as unidades de conservação, com base no apresentado por Teori Zavasck (2016), se refere ao fato de que o Poder Público possui o dever de proteger a flora e a fauna. Para tanto, precisa adotar medidas que objetivem coibir práticas lesivas ao equilíbrio ambiental, todavia a obrigação pertencente ao Estado, não faz com que os proprietários dessa área fiquem eximidos de deveres e de direitos, pois a noção de quanto o bem vale e de quanto os componentes atrelados ao mesmo são importantes para a determinação desse valor seja fixada, já que é com base nele que a desapropriação e suas indenizações serão fixadas, bem como as demais negociações que envolvam a área ambiental ou unidade de conservação em questão. Desta feita, a NBR 14653-6 apresenta alguns conceitos relativos ao valor dos recursos naturais e ambientais: Valor econômico do recurso ambiental: Somatório dos valores de uso e de existência (“não-uso”) de um recurso ambiental. Valor de uso: Valor atribuído a um recurso ambiental pelo seu uso presente ou pelo seu potencial de uso futuro. Valor de uso direto: Valor atribuído a um recurso ambiental, em função do bem-estar que ele proporciona através do seu uso direto na atividade de produção ou no consumo, como, por exemplo, no caso da extração e da visitação. Valor de uso indireto: Valor atribuído a um recurso ambiental pelo bem-estar que ele proporciona através de suas funções ecossistêmicas, como, por exemplo, a proteção do solo e o estoque de carbono retido nas florestas, que são capturados indiretamente. Valor de opção: Valor atribuído a um recurso ambiental, hoje desconhecido e realizável no futuro, associado a uma disposição de conservá-lo para uso direto ou indireto, como, por exemplo, o benefício decorrente de fármacos ainda não descobertos, desenvolvidos a partir da flora nativa de uma região. Valor de existência: Valor de “não-uso” que deriva de uma posição moral, cultural, ética ou altruística em relação aos direitos de existência de espécies não humanas ou de preservaçãode outras riquezas naturais, mesmo que não apresentem uso atual ou possibilidade de uso futuro, Avaliação Imobiliária 23 como, por exemplo, a preservação de espécies existentes em regiões remotas do planeta. Valoração ambiental: Identificação do valor de um recurso ambiental ou do custo de reparação de um dano ambiental. (BRASIL, 2005, grifo nosso) Assim como as normas anteriores a essa e já estudadas em unidades específicas, a NBR 14653-6 também possui um campo relativo a definições dos termos principais ao desenvolvimento do entendimento acerca dos assuntos que serão tratados, tanto em seu decorrer, quanto aqueles que são fundamentais para o assunto em si. Salienta-se ainda que os conceitos apresentados são interessantes e merecedores de destaque, já que se relacionam com o meio ambiente e com as condições referentes ao mesmo, sendo essa temática relevante para uma diversidade de discussões, que podem ou não estar relacionadas ao ensino da presente disciplina, por isso recomenda-se que os mesmos sejam estudados com atenção e cautela. Quadro 1 – Definições relevantes para a avaliação dos recursos naturais e ambientais Fonte: Elaborado pelas autoras com base na NBR 14653-6 de 2005. Avaliação Imobiliária 24 Os recursos naturais e ambientais podem ainda ser divididos em recursos abióticos, sendo esses compostos pela atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar, o solo e o subsolo, que englobam os recursos naturais. Já os recursos bióticos se referem a fauna e a flora, assim como aos componentes do mesmo. Até o presente momento já pudemos perceber que as avaliações referentes à área imobiliária não podem ocorrer de qualquer maneira, por isso é necessário que o profissional responsável por sua realização desempenhe tais funções com eficiência e obedecendo às determinações normativas, legais e éticas. Nesse contexto, a NBR em estudo enfatiza que os profissionais contratados ou designados à realização da valoração ambiental ou das jazidas, precisam considerar os aspectos transdisciplinares do trabalho, tendo em vista as áreas pertinentes para a temática em questão. Por isso é preciso que os critérios e os elementos essenciais sejam considerados para que o método de avaliação seja escolhido e o grau de fundamentação que se deseja atingir seja alcançado. Assim, o escopo da avaliação pode estar vinculado às valorações mencionadas acima, bem como a valoração do recurso ambiental, do dano ambiental, da compensação ambiental e dos recursos minerais, na medida em que os objetivos além de se preocuparem com os valores já mencionados também destinam atenção aos indicadores de viabilidade, dentre outros assuntos. Por fim, a finalidade atrelada a essa avaliação engloba: aquisição, alienação, desapropriação, indenização, permuta, compensação de danos ambientais, doação, adjudicação, dação em pagamento, arrematação, arrendamento, fins contábeis, garantia, seguro, priorização de investimentos governamentais, subsídio à gestão ambiental, custos de oportunidade da proteção ambiental, finalidades estabelecidas em 4 do Anexo A para recursos minerais ou direitos minerários e outros. (BRASIL, 2005, p. 3) Salienta-se ainda que a etapa de vistoria é de extrema relevância e importância para a avaliação dos recursos naturais e ambientais. Assim, além das determinações gerais presentes na NBR 14653, também devem ser observados aspectos que se relacionem de forma direta ao objetivo, Avaliação Imobiliária 25 finalidade e ao escopo apresentados anteriormente. Dessa forma, é imprescindível que a caracterização da região, com base nas condições econômicas, políticas e sociais, relevo, clima, hidrografia, flora, fauna, dentre outras considerações, devem-se considerar também aspectos vinculados à localização e a infraestrutura pública. No que se refere à caracterização do bem, aspectos como a denominação, a localização, as dimensões, a finalidade e as atividades econômicas, tanto já realizadas, quanto potenciais, a infraestrutura e as características ambientais, assim como o estado de preservação devem ser consideradas. Os métodos de valoração, em conformidade com o disposto pela NBR 14653-6, podem ser diretos ou indiretos, em que aqueles fazem uso dos mercados de bens e serviços, na medida em que estes “valoram os benefícios ambientais usando os custos evitados, relacionados indiretamente com as mudanças na qualidade ambiental, sem estarem diretamente relacionados com uma alteração de bem-estar, medida pela disposição a pagar ou a receber dos indivíduos” (BRASIL, 2005, p. 5). RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que os rebanhos são conjuntos de animais e os semoventes se referem a tudo aquilo que possui movimento próprio, considerando que a legislação brasileira trata os animais como coisas. Nesse sentido, também passamos a compreender que os semoventes são avaliados como componentes pertencentes ao imóvel rural, ou seja, são partes integrantes do mesmo e são importantes para que o valor dos mesmos seja atribuído de forma correta. Além disso, também aprendemos que a avaliação dos recursos naturais e ambientais é uma temática relevante, principalmente, quando considerada mediante o atual cenário mundial, sendo que as determinações principais acerca desse tema são reguladas pela NBR 14653-6. Avaliação Imobiliária 26 Avaliação das máquinas e implementos agrícolas - conceitos e características gerais OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de discutir acerca da avaliação de máquinas e implementos agrícolas. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver está competência? Então vamos lá. Avante! Aspectos gerais sobre os implementos agrícolas Grande parte dos assuntos que envolvem os imóveis também se relacionam à economia, já que os aspectos econômicos geram consequências diretas para a determinação do valor dos imóveis, assim como as construções rurais demonstram preocupação com o tempo e com os gastos que são destinados às mesmas. A preocupação destinada à otimização do tempo e ao aumento do lucro também se relaciona aos implementos agrícolas que se apresentam como uma alternativa adequada para os produtores agrícolas. A agricultura é uma das atividades mais antigas da humanidade, sendo considerada básica e fundamental para a vida humana, pois além de ser uma forma de sustento para algumas pessoas, também é uma forma de garantir que produtos e serviços básicos sejam fornecidos à humanidade como um todo. É fato que as ferramentas e as tecnologias presentes na atualidade, não existiam há dez mil anos atrás, contudo uma atividade de tamanho destaque como a agricultura, não poderia ficar alheia a essas evoluções, principalmente, sendo essa uma área que passou por melhorias decorrentes do surgimento de novas demandas e necessidades da humanidade. Avaliação Imobiliária 27 Em um momento inicial os implementos agrícolas não se faziam necessários, pois a agricultura visava o atendimento da população própria, assim o plantio era simples e em uma menor proporção, em que a mão de obra era exercida de forma exclusiva pelas famílias, em razão disso os instrumentos utilizados eram manuais, consistindo em ferramentas simples, feitas dos materiais à disposição na época. De maneira geral, os implementos agrícolas são utilizados com a intenção de tornar o trabalho desempenhado no meio rural mais fácil, simples e rápido, sem descartar o atendimento aos prazos e as demandas do mercado, por isso que essa é uma opção adequada para aqueles que tenham o interesse de melhorar e/ou ampliar o desempenho das atividades agrícolas, tendo em vista que os bons resultadosdessas afetam de forma positiva a avaliação dos imóveis rurais. A escolha dos implementos agrícolas a serem aplicados precisa ser feita com cautela e atenção, tendo em vista que esses são aspectos essenciais para que os resultados e os benefícios que se esperam dos mesmos irão depender do fato de serem bem dimensionados e escolhidos. Você sabe o que são os implementos agrícolas? Os implementos agrícolas podem ser compreendidos como os equipamentos que estão acoplados ao sistema de tração e que são desenvolvidos com a finalidade de otimizar a atividade agrícola. Em outras palavras, a principal intenção dos implementos consiste em auxiliar os produtores agrícolas na realização do manejo e dos cuidados destinado ao solo e as culturas, em razão disso existem diversos tipos de implementos agrícolas, por isso ao longo desse capítulo iremos estudar apenas aqueles que julgamos como essenciais. Um dos grandes desafios da modernidade está atrelado ao crescimento da população e consequentemente das necessidades e interesse da mesma, diante disso os mencionados implementos tornam possível o atendimento do aumento da demanda, já que podem produzir mais em menor tempo, por isso que além de serem responsáveis por facilitar o trabalho no campo, também são incumbidos por elevarem de forma significativa a produção agrícola em que estão inseridos. Avaliação Imobiliária 28 Alves (2019), enfatiza que os implementos agrícolas já se faziam presentes nos primórdios da agricultura, sendo formados por pedra, madeira e ferro, todavia não eram tão modernas e úteis como as vistas na atualidade, pois a força de tração era advinda dos animais e das carroças, enquanto que nos dias atuais a tecnologia compensa essa tração e torna o resultado das atividades vinculadas a mesma ainda maiores. O investimento na melhoria e na atualização dos implementos agrícolas se deu a partir do momento em que o ser humano observou que tais ferramentas contribuem de forma expressiva para o crescimento dos resultados da produção agrícola, por isso a criação de máquinas cada vez mais específicas e voltados para os benefícios da agricultura se intensificou a partir de 1850, em conformidade com Alves (2019). O autor em questão ainda salienta que o aumento da demanda por alimentos, causado, principalmente, após a revolução industrial também foi um dos grandes motivos e dos propulsores dos implementos agrícolas, assim os processos agrícolas precisavam ser ainda mais rápidos e por isso se tornou necessário que os implementos também evoluíssem para que as novas demandas fossem atendidas, diante disso foram criadas novas tecnologias com a intenção de otimizar as diferentes etapas produtivas, como aqueles que envolvem a adubação, o plantio e a colheita. Desta feita, é praticamente impossível desempenhar as funções da atualidade agrícola sem fazer uso de, pelo menos, um dos tipos de implementos agrícolas, já que boa parte das produções e das atividades presentes na área rural seriam ainda mais difíceis de serem realizadas sem os mencionados implementos. VOCÊ SABIA? A procura por implementos agrícolas se mantém apesar da crise causada pelo Covid-19, desta forma e para entender melhor e sob ponto de vista prático, leia a notícia que anuncia “vendas de máquinas agrícolas deverão crescer 7% em 2021”. Clique aqui para acessar. Avaliação Imobiliária https://www.suinoculturaindustrial.com.br/imprensa/vendas-de-maquinas-agricolas-deverao-crescer-7-em-2021/20210111-105603-N874 29 Assim, as máquinas, as ferramentas e os implementos agrícolas são utilizados tanto na agricultura familiar, quanto na agricultura de grande escala, já que nos dois âmbitos podem proporcionar auxílio no plantio, cultivo e na manipulação de certas culturas alimentícias, independente do tipo que esteja sendo cultivado. Tipos de implementos agrícolas Como destacado anteriormente, são diversos os tipos de implementos agrícolas, desta feita apenas os que julgamos como principais serão estudados ao longo desse capítulo. Cada implemento agrícola possui uma finalidade específica, assim a aplicação de cada uma delas na área correta garante que os seus benefícios sejam ainda mais efetivos. Figura 4 – Tipos de Implementos Agrícolas. Enxada rotativa Pulverizador Tipos de Implementos Agrícolas Outras Semeadora AradoGrade Adubadoras Fonte: Elaborado pelas autoras com base em Alves (2019). Avaliação Imobiliária 30 O implemento agrícola responsável por tornar a etapa do arado mais simples é um dos implementos que possuem um maior impacto na história da agricultura, já que proporcionou grandes avanços e uma economia de tempo e custos significativos. Em um momento inicial o arado fazia uso da tração animal para funcionar, por isso que antes era denominado como “arado de boi”. O arador é responsável por preparar o solo para que o cultivo de plantas ocorra, assim envolve a camada subsuperficial do solo, promovendo o enterro dos restos de cultura e das plantas daninhas, ao mesmo tempo em que melhora a infiltração de água. Há uma subclassificação relativa ao arado que os divide em arado de discos e arado de aivecas, ou seja, a classificação leva em consideração o formato dos arados, dessa forma aquele denominado em discos é feito no formato indicado por sua nomenclatura, podendo ainda serem lisos ou recortados, já o arado de aivecas é o implemento mais antigo dessa tipologia, sendo realizado em formato de “disco de corte”, ou seja, em “V”. Outro implemento que merece destaque, principalmente, por ter passado por grandes avanços nos últimos tempos é a Semeadora, conforme Silva (2019), como o próprio nome indica, sua função é colocar as sementes no solo para que as plantas sejam desenvolvidas de forma devida e esperada, diminuindo as chances de qualquer tipo de imprevisto. Além dos benefícios já citados e relacionados a semeadora, esse implemento é incumbido por proporcionar o aumento na produtividade associado a menor quantidade possível de desperdícios de insumos, sendo mais fácil de serem regulados, já que exigem menos mão de obra em sua operação. Existem ainda os implementos que conciliam duas atividades que dependem uma da outra, principalmente, quando a intenção de aumentar a precisão e o rendimento das culturas agrícolas for mais elevado, sendo esse o caso das “semeadoras-adubadoras”. Por sua vez, a grade também é um implemento utilizado no preparo do solo, tendo como objetivo melhorar as condições de semeadura, germinação e do desenvolvimento e produção das plantas, por isso são utilizados de forma convencional para desagregar e quebrar torrões, nivelar a superfície do solo, picar a incorporar os restos de cultura de forma superficial e incorporar os insumos aplicados a lanço, segundo Silva (2019). Avaliação Imobiliária 31 A grade também possui uma subclassificação, sendo essa efetuada com base no órgão ativo, assim existem a grade de dentes, a grade de molas e a grande de discos, sendo essa utilizada com uma maior frequência quando comparadas às demais, sendo que a mesma pode ainda ser niveladora e armadora. É importante ainda destacar que ainda que os benefícios proporcionados por esse implemento sejam significativos, alguns prejuízos também podem ser causados pelos mesmos, principalmente, nas hipóteses em que eles não são utilizados da maneira correta. O mal uso das grades pode ter como resultado a compactação do solo, o alto gasto de combustível, a pulverização do solo, entre outros fatores que trariam mais danos do que benefícios ao preparo do solo e ao solo em geral. Já as enxadas rotativas são implementos que realizam cortes poucos profundos no solo e têm como principal característica a pulverização de preparo. As adubadoras, como o próprio nome indica, colocam adubos e sementes no solo, sendo que para essa atividade consideram a densidade, o espaçamento e a profundidadedo solo. Por sua vez, os subsoladores são utilizados para que as camadas compactadas que se encontram em uma maior profundidade sejam rompidas, sendo exigidos alto consumo de energia para o desempenho de tais funções. Os pulverizadores são utilizados na realização de aplicações dos produtos fitossanitários nas lavouras com a intenção de que as produções fiquem livres de danos que podem ser causados por insetos, pragas e ervas daninhas. Benefícios dos implementos e máquinas agrícolas Grandes vantagens podem estar relacionadas aos benefícios advindos do uso das máquinas e dos implementos agrícolas, sendo que dentre os benefícios proporcionados pelos mesmos, alguns são dignos de destaque. O aumento da produtividade envolvendo a quantidade, a qualidade, o tempo e o custo, assim o aumento da produção não faz menção apenas Avaliação Imobiliária 32 ao crescimento nos números resultantes da produção, mas também ao aprimoramento da qualidade dos mesmos e a redução de custos associado a esses. A mecanização é responsável por trazer tais benefícios em todas as etapas da produção, tendo início na preparação do solo e fim no processo de colheita, tornando cada uma dessas fases mais rápidas e eficientes. O atendimento aos prazos também é de suma importância quando o assunto é a produção agrícola, pois com o aumento da demanda, os prazos se tornaram mais curtos, por isso a utilização dos implementos agrícolas proporcionou contribuições para que imprevistos relativos à colheita das safras fossem minimizados para que então os interesses e as necessidades dos mercados sejam atendidos. O não atendimento dos prazos em questão gera consequências não só para as atividades agrícolas, mas para todas as ações que dependem do mesmo de alguma forma, esse é um dos motivos que pode gerar o aumento do preço de certos produtos, como o tomate, por exemplo, pois a demora nas etapas de produção pode resultar em desperdícios e perdas na vantagem competitiva do produtor. Outro benefício vinculado à utilização dos implementos e máquinas agrícolas envolve a redução do impacto e dos danos promovidos ao meio ambiente. Sabe-se que os impactos que podem ser gerados pela produção agrícola ao meio ambiente são significativos, assim como a implementação de novas tecnologias, principalmente, quando essas estão agregadas às máquinas e as ferramentas podem aumentar a segurança e a eficiência gerada aos processos de produção. As melhorias não serão geradas apenas a produção agrícola em si, mas benefícios também serão proporcionados à melhoria na qualidade de vida para o trabalhador, dessa forma, a mecanização acaba tornando as condições de trabalho dos agricultores mais satisfatórias, principalmente, quando se leva em consideração que o trabalho efetuado no campo é pesado e expõe o trabalhador rural à condições climáticas e grandes cargas de trabalho braçal. Avaliação Imobiliária 33 Avaliação das máquinas e implementos agrícolas A maior parte das avaliações destinadas às máquinas e aos implementos agrícolas se dão por meio do método comparativo e da reprodução, sendo feito uso da tabela de Ross-Heidecke para análise de depreciação. A avaliação dos implementos e máquinas em questão precisa levar em consideração o tempo de duração e a vida útil atrelada a cada tipo de implemento estudado anteriormente. Cumpre ainda destacar que a avaliação em questão ocorrerá de forma semelhante à avaliação destinada aos imóveis. Nesse sentido, para que a avaliação por meio do método comparativo seja bem sucedida é necessário que uma amostra seja criada, quando a avaliação for enquadrada como simples, a amostra poderá ser composta por cinco ou mais implementos idênticos ou bastante semelhantes ao que está sendo utilizado, para que uma média entre eles possa ser elaborada e a tabela de depreciação de Ross-Heidecke possa ser aplicada. Na hipótese de o implemento ser fabricado por uma única empresa, a amostra deverá ser composta por equipamentos novos, pois assim o método comparativo irá utilizar como base o valor dos mesmos e a depreciação comparada ao estado em que o bem avaliado se encontra. Ressalta-se ainda que nos casos em que não existe uma amostra significativa a ser utilizada, se fará uso do método de reprodução, em que é indicada a construção de um novo equipamento para que então a tabela de depreciação de Ross-Heidecke possa ser aplicada. Avaliação Imobiliária 34 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que os implementos e as máquinas agrícolas se fazem presentes na agricultura já há algum tempo, contudo, a necessidade de implementação de novas tecnologias e o aumento da demanda fez com que esses implementos passassem por atualizações. Atualmente, é difícil visualizar produções que não façam uso de nenhum tipo de implemento agrícola. Ao longo desse capítulo também aprendemos alguns dos principais tipos de implementos, estando entre eles o pulverizador, o arador, o semeador, dentre outros. Por fim, discutimos como a avaliação das máquinas e dos implementos agrícolas ocorre e vimos que há uma grande semelhança entre essa e a avaliação dos imóveis rurais. Avaliação Imobiliária 35 Elaboração do laudo - legislações e normas OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de identificar como um laudo deve ser elaborado e quais são as principais legislações e normas sobre o tema. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Laudo: o que é? Em conformidade com o Dicio – Dicionário Online de Português, o laudo pode ser compreendido como o documento por meio do qual é fornecido um parecer técnico ou uma opinião especializada acerca de determinado assunto. O assunto a ser abordado irá orientar qual é o tipo de laudo que está sendo produzido, já que existe uma gama de áreas e temáticas que fazem uso desse instrumento, alguns exemplos são o laudo pericial e o laudo médico, utilizados de forma mais recorrente. Os laudos são, em regra, elaborados por um ou mais peritos, sendo resultado das conclusões finais dos exames periciais. Cumpre destacar que a função de perito pode ser exercida por profissionais liberais, aposentados e empregados de empresas em geral, sendo requisito para o desempenho dessas funções que o profissional possua curso superior na área em que a perícia for realizada. Desta feita, para que o profissional realize uma perícia médica, por exemplo, é necessário que o mesmo seja formado em medicina, pois ainda que uma pessoa formada em direito possua curso superior, a mesma não terá conhecimento suficiente e nem adequado para prestar um parecer técnico ou opinião especializada sobre a área médica. Os laudos destinados à avaliação são responsáveis por atribuir valores a determinado patrimônio, levando em consideração os critérios contábeis ou os valores de mercado atrelados ao mesmo. Assim, o objeto de estudo principal do presente capítulo é voltado para a elaboração e as características principais do laudo de avaliação imobiliária. Avaliação Imobiliária 36 Laudo de avaliação imobiliária O Laudo de Avaliação Imobiliária, ainda que não seja tão conhecido como o laudo pericial ou o laudo médico possui uma ampla aplicabilidade e funcionalidade no seu campo de atuação, sendo que o mesmo será de suma importância nos processos que envolvam a compra e venda de um casa, apartamento ou terreno, esteja esse localizado na área urbana ou rural, já que por meio do mencionado laudo será possível determinar o valor real do imóvel, bem como os pontos e características principais acerca dos mesmos. Considerando tudo o que já aprendemos acerca da avaliação imobiliária e ofato de que essa é um processo de análise geral sobre uma propriedade que tem como intenção determinar o valor da mesma, verifica-se a necessidade de um documento que ateste e sirva de comprovação acerca do valor que foi fixado, assim para que esse seja um processo devidamente formalizado o parecer técnico não pode ser prestado apenas na modalidade oral. O laudo é o documento que fornece respaldo para o veredito final e é por meio desse que o instrumento jurídico ficará estabelecido. O laudo de avaliação imobiliária não poderá ser feito de qualquer ou sem levar em consideração normas específicas, pois deve ser criado em conformidade com o disposto nas Normas da ABNT, do Sistema CONFEA-CREA, das Diretrizes IBAPE ou do RICS. Já aprendemos que o profissional responsável por efetuar a avaliação dos imóveis é o engenheiro e/ou o arquiteto, dessa forma são os profissionais dessa área que estarão habilitados para fornecer parecer técnico ou opinião especializada sobre o imóvel, seja rural ou urbano, que está passando por avaliação. No caso do laudo de avaliação imobiliária é preciso que o perito siga o estabelecido pela NBR 14653, atendo-se ainda as especificações presentes na NBR 14653-2, quando o imóvel for urbano, e na NBR 14653-3, quando o imóvel for rural. Desta feita, vale relembrar que a norma 14653 além de abordar os imóveis urbanos e os imóveis rurais em partes específicas, também apresenta disposições dessa natureza para os empreendimentos, as Avaliação Imobiliária 37 máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais em geral, assim como dispõe acerca dos recursos naturais e ambientais e dos bens de patrimônio histórico e artístico. Além disso, a norma da ABNT ainda apresenta quais são os métodos que devem ter uma preferência em sua aplicação quando o assunto é a avaliação de imóveis, senso esses o método comparativo, método evolutivo, método involutivo, método de custo, método de capitalização de renda, critério residual e a conjunção de métodos. Também vale a pena relembrar o quanto a avaliação imobiliária é versátil e útil a diversas áreas, dessa maneira, o laudo é necessário e pode ser utilizado em diversas situações e sempre que for necessário garantir a transação e o justo estabelecimento dos valores reais do patrimônio. Assim, entre as finalidades mais recorrentes estão aquelas direcionadas para as ações judiciais (como nos casos de reintegração de posse ou revisão de aluguel, dentre outras), a gestão patrimonial (dissolução de sociedade ou fusão, dentre outras hipóteses), a alienação fiduciária (penhora ou garantia) e as desapropriações (em regra, solicitadas pelo poder público). Nesse contexto, o fornecimento do laudo de avaliação imobiliária é um dos momentos mais importantes para que o processo de comercialização dos imóveis ocorra, sendo imprescindível e fundamental que o mesmo seja fornecido por um profissional qualificado, tendo como base as normas e as regras que fornecem validade, segurança e credibilidade ao documento em questão. Ainda que a determinação do valor do bem imóvel nos processos de compra e venda entre as pessoas físicas seja comumente determinado com base na demanda, recomenda-se que até mesmo nessas situações a avaliação do imóvel seja feito, tendo em vista a relevância e a segurança que esse documento técnico emite. Critérios de avaliação imobiliária O principal critério de avaliação para a elaboração do laudo de avaliação imobiliária será, como dito no tópico anterior, as normas estipuladas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), além Avaliação Imobiliária 38 disso as determinações fixadas pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE). Existem alguns pontos que precisam se fazer presentes no laudo para que o valor determinado pelo mesmo seja coerente e tenha levado em consideração todos os aspectos que compõem o imóvel ou que resultam em um certo grau de relevância para os mesmos. Assim, dentre os principais itens a estarem presentes no laudo, dá-se destaque aos mencionados na figura 5. Figura 5 – Critérios de avaliação imobiliária Revestimento Elétrica e hidráulica Atividades básicas Acabamento DocumentaçãoLocalização Outros Fonte: Elaborado pelas autoras (2021). Ressalta-se que os critérios presentes na figura acima não são os únicos presentes na avaliação dos imóveis, sendo listados apenas alguns exemplos que fazem parte da mencionada avaliação. Quanto a localização, o profissional precisa considerar a área em que o imóvel está situado, assim a cidade, o bairro e a rua ganham relevância, já que são capazes de influenciar diretamente nos custos do imóvel. Até mesmo as pessoas que não possuem formação adequada sobre a área da engenharia conseguem entender, na vivência prática, que as cidades possuem áreas mais e menos valorizadas, áreas nobres e áreas marginalizadas, sendo que esses aspectos repercutem na determinação do valor dos imóveis presentes nas localidades em questão. O acabamento é o critério que determina o estado de conservação em que a propriedade se encontra, por isso é um aspecto de suma relevância na construção do laudo e que deve ser observado com o máximo de atenção, pois o imóvel que tem um bom acabamento pode ter Avaliação Imobiliária 39 o seu valor aumentado de forma considerável, já que esse é um critério que chama atenção de clientes em potencial. Além do acabamento, a qualidade do revestimento também é capaz de atribuir um maior valor ao imóvel que está sendo avaliado, por isso é importante que o avaliador se atenha a detalhes como marcas de umidade, infiltrações e rachaduras. Nesse sentido, já pudemos perceber que aspectos relacionados a estética do bem são responsáveis por atribuir um maior valor para os mesmos, assim a pintura e a fachada são componentes que também devem ser avaliados, já que a depender da sua qualidade, aparência e do estado de conservação em que se encontram podem atribuir um maior valor ao imóvel em questão. Outro fator de extrema relevância para que a avaliação imobiliária ocorra da maneira esperada e desejada faz menção à documentação, pois para que a avaliação imobiliária ocorra de maneira correta é de extrema relevância que a documentação do patrimônio esteja em dia, pois assim a segurança jurídica estará garantida e as operações financeiras autorizadas. O fato de os imóveis serem destinados as atividades básicas também chama a atenção para o aumento dos valores, pois aqueles que foram objeto de ocupação, no geral, ensejam mais gastos por apresentarem mais sinais de deterioração e uma maior quantidade de dívidas atrelados ao bem que está sendo avaliado. A parte elétrica e hidráulica de um imóvel são aspectos de suma importância para o mesmo e para a qualidade de vida das pessoas que farão uso do mesmo. Imagine como seria viver em uma casa ou apartamento que não tem acesso a água potável? Ou ainda em imóvel que não tem acesso à energia elétrica? Chega a ser óbvia a afirmação de que os imóveis que não possuem uma rede elétrica e hidráulica de qualidade terão seus valores atingidos, por isso no momento da avaliação, o engenheiro deverá fiscalizar e testar os ralos, descargas, chuveiros, conexões, tomadas, entre outros. Em outras palavras, o avaliador de imóveis precisa estar atento a todos os critérios importantes para que a vistoria seja desenvolvida da forma esperada, além disso há ainda parâmetros gerais que guiam Avaliação Imobiliária 40 a mencionada avaliação, merecendo destaque a definição dos objetos referentes à avaliação, ou seja, é importante que o avaliador tenha em mente qual a intenção daquela avaliação se é para a venda, alienação, a pedido judicial ou por outros motivos, também é necessário que o avaliador caracterize a finalidade, indicando para que o laudo irá servir, além disso é nesse momento em que será identificadoe descrito o imóvel, bem como serão verificadas as medidas. O laudo, assim como outros aspectos e requisitos, requer a atenção do avaliador para o prazo máximo de sua entrega, já que a o processo de comercialização ou o processo judicial, quando for o caso, poderá ficar prejudicado se o resultado da avaliação, ou seja, o laudo por meio da perícia técnica, demorar a sair. Considerando os métodos de avaliação que estudamos em capítulos oportunos, também caberá ao avaliador colocar em prática os métodos de avaliação presentes na NBR 14653, para tanto é necessário que alguns critérios externos ao imóvel sejam avaliados, como, por exemplo, a investigação da vizinhança, a investigação da adequação do imóvel ao mercado, as circunstâncias atípicas que possam afetar o bem de alguma maneira, como as questões econômicas ou até mesmo advindas de fenômenos da natureza, assim a verificação dos elementos cruciais para a elaboração do valor dos imóveis também precisa levar em consideração os imóveis presentes no mesmo ambiente e as movimentações do mercado de compra e venda, afinal o valor não pode ser exorbitante e nem diminuto quando comparado aos momentos de alto e baixa do mercado em questão. SAIBA MAIS: Considerando o estudado até aqui acerca da avaliação dos imóveis é interessante que uma visão mais prática acerca do assunto seja discutida e abordada, dessa forma, Clique aqui para visualizar alguns modelos prontos de laudos de avaliação imobiliária que podem te ajudar a compreender melhor os aspectos apresentados ao longo da presente unidade. Avaliação Imobiliária https://www.bnb.gov.br/modelos-para-elaboracao-de-laudos-e-avaliacoes https://www.bnb.gov.br/modelos-para-elaboracao-de-laudos-e-avaliacoes 41 Nesse sentido, para que um laudo completo seja fornecido é obrigatória a presença dos seguintes itens, pelo menos: a) identificação do solicitante; b) objetivo da avaliação; c) pressupostos e limitações; d) identificação e caracterização do imóvel urbano ou rural; e) diagnóstica do mercado; f) escolha do método e dos procedimentos a serem utilizados; g) especificação da avaliação; h) planilha dos dados utilizados; i) tratamento dos dados e identificação dos resultados; j) resultado da avaliação e k) qualificação legal completa e assinatura do perito responsável. Vantagens promovidas pelo laudo da avaliação dos imóveis A partir da realização da avaliação imobiliária e da consequente emissão do laudo referente ao mesmo, alguns benefícios podem ser promovidos. O primeiro deles faz menção ao fato de que não conhecer o valor do bem de forma adequada pode gerar prejuízos financeiros para o proprietário, pois a falta de conhecimento gera negociações baseadas no erro. Desta forma, até mesmo o aumento da carga tributária pode ser decorrente desse equívoco, pois os impostos serão calculados sobre um valor que não é correto. Além disso, a ausência de uma base bem definida para a determinação do valor bem também gera dificuldades, pois é a avaliação é a forma mais segura e adequada do valor de um imóvel ser fixado. Laudo de avaliação imobiliária vs. parecer técnico O laudo de avaliação imobiliário é o documento elaborado por um especialista que possui habilitação própria para desempenhar essa função. Assim, o perito irá descrever tudo aquilo que foi observado acerca do imóvel em análise e apresentará uma avaliação ao término do mesmo, levando ainda em consideração as normas dispostas NBR 14653, tanto em sua parte geral, quanto nos seus aspectos específicos. Avaliação Imobiliária 42 Já o parecer técnico é um documento por meio do qual o profissional emite a sua opinião técnica, podendo até mesmo fornecer alguns conselhos ou sugestões com base na opinião e nas observações desenvolvidas. Apesar de também fazer uso dos dados analisados e colhidos, possui um caráter mais subjetivo do que o laudo relativo à avaliação dos imóveis. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a avaliação imobiliária e o laudo resultante da mesma são de suma importância para o desenvolvimento e atendimento de várias finalidades, dentre elas assuntos relativos a comercialização e a judicialização de algumas causas. O laudo de avaliação imobiliária não pode ser feito por qualquer pessoa, mas apenas por aqueles que possuem formação específica em engenharia ou arquitetura, já que esses profissionais têm conhecimento sobre o imóvel e aquilo que compõe o mesmo. Também aprendemos que o laudo deve seguir o disposto na NBR 14653, tanto as normas presentes na parte geral, quanto aquela relativa as determinações específicas, além disso critérios referentes a localidade, pintura, fachada, parte elétrica e hidráulica, dentre outras devem ser observadas, já que são essenciais para a determinação do valor do bem imóvel. Avaliação Imobiliária 43 REFERÊNCIAS ALVES, M. O que são implementos agrícolas e como beneficiam a agricultura. 2019. 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Avaliação Imobiliária _Hlk61533036 _Hlk61533090 _Hlk61533192 _Hlk61632547 Avaliação das obras rurais - aspectos gerais e específicos Obras rurais: conceitos e fases Planejamento das obras rurais Materiais de construção nas obras rurais Avaliação dos rebanhos - o que são e como são feitos? Rebanhos: o que são e suas avaliações Avaliação dos recursos naturais e ambientais Avaliação das máquinas e implementos agrícolas - conceitos e características gerais Aspectos gerais sobre os implementos agrícolas Tipos de implementos agrícolas Benefícios dos implementos e máquinas agrícolas Avaliação das máquinas e implementos agrícolas Elaboração do laudo - legislações e normas Laudo: o que é? Laudo de avaliação imobiliária Critérios de avaliação imobiliária Vantagens promovidas pelo laudo da avaliação dos imóveis Laudo de avaliação imobiliária vs. parecer técnico