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 E-BOOK 
Da exclusão à inclusão: 
aspectos históricos 
 
PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO. 
Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais 
 
 
 
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DA EXCLUSÃO À INCLUSÃO: ASPECTOS HISTÓRICOS 
Profa. Me. Carla Damasceno 
 
DA EXCLUSÃO A INCLUSÃO 
Embora seja nítida toda transformação no cenário social frente ao tratamento 
de pessoas com deficiência ao longo da história, desde os primórdios da civilização, 
quando as mesmas eram assassinadas, até os dias atuais em uma sociedade 
inclusiva, tivemos muitas interpretações acerca da deficiência, inclusive das 
terminologias usadas para tal. Desde a década de 1990, utilizamos o termo “Pessoa 
com Deficiência”, levando em consideração que embora haja algum tipo de prejuízo 
ou necessidade específica, acima de tudo temos uma pessoa, entretanto nem sempre 
foi assim. Junto a esta contextualização histórica da deficiência, também tivemos as 
mais variadas terminologias, como: 
 Endemoniados; 
 Doentes; 
 Loucos; 
 Incômodos cristãos; 
 Aleijado; 
 Defeituoso; 
 Incapacitado; 
 Inválido; 
 Retardado; 
 Portador de deficiência; 
 Pessoas especiais, entre outros. 
Somente no início anos 1990 que de fato tivemos uma ruptura neste processo 
e a sociedade toma conhecimento de um novo olhar para as pessoas com deficiência, 
seu processo educacional e de inserção social, porém mesmo frente a este novo 
paradigma, também podemos conceituá-lo em modelos ou fases, como veremos a 
seguir. 
 MODELO MÉDICO (década de 50) – A pessoa com algum tipo de deficiência 
era tratada e vista por seu estado clínico, uma pessoa doente que precisava 
ser tratada e corrigida para integrar a sociedade, visto que o problema estava 
nela. 
 
 
 
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 MODELO SOCIAL (década de 60) – Preocupação com a homogenia, para 
participar da sociedade as pessoas com deficiência devem ficar iguais as “sem 
deficiência”, sendo assim, a deficiência se torna um problema que precisa ser 
amenizado. 
 MODELO ASSISTÊNCIALISTA (década de 70) - Pessoas incapazes que 
devem receber ajuda e serem cuidadas, sem o preparo para a autonomia e 
cidadania. 
 MODELO DE INTEGRAÇÃO (década de 80) – Normalização da deficiência, 
pessoas com necessidades específicas integradas à sociedade, porém sem 
acessibilidade, com fins a se tornarem iguais aos outros, logo, elas devem se 
adequar à sociedade dominante. 
 MODELO DE INCLUSÃO (década de 90 até os dias atuais) - Mudanças na 
perspectiva pela qual a deficiência é vista, aceitação das diferenças, 
valorização do indivíduo por suas capacidades e a convivência dentro da 
diversidade humana. Dentro de uma perspectiva histórica podemos 
compreender todos estes modelos citados acima da seguinte forma: 
 
Figura 1 - Evolução da inclusão 
 
Deste modo, o caminho da inclusão difere substancialmente dos outros 
modelos de inserção social das pessoas com deficiência e/ou necessidades 
específicas, pois requer justamente uma mudança na perspectiva social. 
 
 
 
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INCLUSÃO SOCIAL 
Este modelo em especial apresenta uma visão mais humana e preocupada 
com a inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência ou mesmo 
necessidades específicas, reconhecendo que todos os indivíduos são diferentes e têm 
suas particularidades, e nesta perspectiva, tanto a sociedade quanto seus setores 
como a escola, trabalho, lazer, entre outros, devem reconhecer e aceitar que somos 
diferentes, de modo a jamais segregar ou excluir pessoas por motivos de diversidade. 
Assim, a inclusão prevê a adequação de todo um sistema social de tal modo que sejam 
eliminadas as diversas barreiras que excluíam as pessoas por causa de suas 
necessidades, tornando-o acessível de acordo com as demandas de cada indivíduo. 
 
EDUCAÇÃO INCLUSIVA 
Quando pensamos em educação inclusiva como a modalidade de ensino, 
podemos compreendê-la como a promoção de acesso à educação a todos os alunos, 
independentemente da existência de algum tipo de deficiência ou não, promovendo a 
inclusão e respeito à diversidade humana, de modo equitativo, em igualdade de 
oportunidade a todos, como também da valorização das diferenças das pessoas em 
todos os âmbitos, seja pelas diferenças étnicas, culturais, sociais, intelectuais, físicas, 
sensoriais, entre outros. 
Todavia, para que haja uma mudança efetiva no paradigma educacional é 
necessária uma transformação na cultura do ensino, com adaptações nas políticas 
públicas, na gestão escolar, nas estratégias pedagógicas e no treinamento e 
capacitação de docentes, além dos demais profissionais que vão atuar junto a este 
alunado. Assim, a educação inclusiva é regida por 5 princípios gerais: 
1. Toda pessoa tem o direito de acesso à educação 
2. Toda pessoa aprende 
3. O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular 
4. O convívio no ambiente escolar comum beneficia a todos 
5. A educação inclusiva diz respeito a todos 
Por fim, uma educação inclusiva de qualidade prevê: 
 
 
 
 
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Fonte: Diversa (2022) 
 
 
Todas estas dimensões vistas acima, demonstram a necessidade de um 
trabalho interdisciplinar, permeando o conteúdo curricular, formação de professores, 
infraestrutura escolar, acessibilidade, tecnologia assistiva, entre outros, assegurando 
o direito à educação pela perspectiva da aprendizagem. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Por meio desta unidade curricular foi possível perceber que o conceito de 
inclusão social como conhecemos hoje foi construído através dos anos, sendo 
fortalecido na década de 1990, o que resultou também na mudança do contexto 
escolar, pelo modelo educacional inclusivo que prevê uma ruptura no sistema escolar 
tradicional e abre campo para o reconhecimento das peculiaridades de cada aluno e 
suas possíveis transformações e acessibilidades para a participação escolar efetiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
CORRENT, Nikolas. Da Antiguidade à Contemporaneidade: A Deficiência e as 
suas Concepções. Revista Científica Semana Acadêmica, Fortaleza, vol. 1, nº 89, 
2016. 
 
FRANÇA, Tiago. Modelo Social da Deficiência: uma ferramenta sociológica para a 
emancipação social. Revista Lutas Sociais, São Paulo, vol. 17, n. 31, p. 59-73, 
2013. 
 
GUGEL, Maria Aparecida. A pessoa com deficiência e a sua relação com a 
história da humanidade. AMPID (Associação Nacional dos Membros do Ministério 
Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência), 2015. 
 
NEGREIROS, Dilma de Andrade. Acessibilidade Cultural: por que, onde, como e 
para quem? Rio de Janeiro: Renovar, 2014. 
 
SASSAKI, Romeu K. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. WVA 
Editora e Distribuidora Ltda: Rio de Janeiro. 1999. 
 
SILVA, Aline Maira. Educação especial e inclusão escolar: história e 
fundamentos. Intersaberes: Curitiba, 2010. 
 
SILVA, Otto Marques. A Epopeia Ignorada: uma questão de competência, a 
integração das pessoas com deficiência no trabalho. São Paulo: Cedas, 1987.

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