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Roteiros Princípios de Sistemática e Biogeografia REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO 1. Durante a aula prática, mantenha sempre atenção ao roteiro, tendo-o sempre próximo a você. Pode ser efetuada marcação com caneta sob cada item realizado do experimento de forma a não se perder durante a execução. 2. Leia sempre o roteiro antes de iniciar a prática e mesmo antes das explicações do professor. 3. Observe a localização do material e dos equipamentos de emergência (chuveiro, lava- olhos etc.). 4. Não abra qualquer recipiente antes de reconhecer seu conteúdo pelo rótulo. 5. Não pipete líquidos diretamente com a boca, use pipetas adequadas. 6. Não tente identificar um produto químico pelo odor e nem pelo sabor. 7. Não deixe de utilizar os equipamentos de proteção. 8. Não adicione água aos ácidos, mas sim os ácidos à água. 9. Não trabalhe com sandálias, chinelos ou sapatos abertos e de salto no laboratório. 10. Sempre identifique o conteúdo presente nos frascos ou nos tubos utilizados no experimento com caneta para vidros. Isso facilita seu descarte adequado por parte dos responsáveis pelo laboratório. 11. Mantenha os solventes em recipientes adequados e devidamente tampados, bem como materiais inflamáveis longe de fontes de calor (bico de Bunsen). 12. Utilize a capela sempre que manipular reagentes ou solventes que liberem vapores. 13. Conheça as propriedades tóxicas das substâncias químicas antes de empregá-las pela primeira vez no laboratório. Caso tenha dúvidas, consulte o professor ou o técnico a respeito. 14. Se tiver cabelos longos, prenda-os ao realizar qualquer experiência no laboratório; não se alimente e nem ingira líquidos nos laboratórios. Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Princípios de Sistemática e Biogeografia Título da aula: Uso e elaboração de chave dicotômica de identificação AULA 1 ROTEIRO 1 Materiais � textos e imagens disponibilizadas neste roteiro; � vídeos sugeridos neste roteiro; � folhas A4 ou equivalente; � materiais alternativos disponibilizados pelo professor: insetário, coleção de conchas, plantas coletadas, imagens de animais ou plantas selecionadas etc. Objetivos � identificar as características de uma chave dicotômica; � compreender a lógica e o método por trás das chaves dicotômicas; � elaborar uma chave dicotômica. Procedimento Introdução Foi visto nas aulas teóricas que a classificação e a nomenclatura biológica visam a indexar as informações sobre a diversidade dos organismos. Outro aspecto da sistemática, muitas vezes confundido com a classificação, diz respeito à identificação dos organismos. A identificação só é possível se já existe uma classificação de organismos semelhantes. O tipo de informação utilizada para identificar o material biológico vai depender das características e do conhecimento existente sobre o grupo ao qual o organismo pertence. O procedimento mais frequentemente utilizado para identificação, em botânica e zoologia, é a utilização de chaves de identificação. O que é uma chave dicotômica de identificação? Qual sua função? A chave dicotômica é um método muito utilizado por cientistas e pesquisadores na identificação de organismos, facilitando a organização das informações. Consiste em um sistema que utiliza duas possibilidades para cada caráter (característica) do táxon em questão (espécie, gênero, família etc.). Por exemplo, para um dado animal quadrúpede, chama-se a atenção para o tamanho de seus apêndices locomotores: uma possibilidade sendo o tamanho curto (15 a 25 cm) e outra, o tamanho longo (35 a 50 cm), o que o insere em uma determinada família. Os caracteres são organizados em alternativas oponentes que se excluem (a ou b), vinculadas a um mesmo passo ou estado de caráter. Em outras palavras, possibilita ao usuário da chave a identificação do táxon por meio das opções em um número variável de passos. A identificação é relacionada a uma classificação vigente, na qual o organismo será inserido se contiver as características observadas. Veja o exemplo no próximo quadro informativo. Estrutura da chave dicotômica Sugestão: consulte http://lhe.ib.usp.br/lhe/lib/exe/fetch.php?media=wiki:psb:articles:apostila:identificacao.pdf para outras formas de chaves dicotômicas. Atividade 1 (individual ou em dupla) Leitura da chave dicotômica Com a ajuda do professor, leia as chaves dicotômicas a seguir, acompanhe a descrição colocada no item anterior e procure compreender a lógica usada nesse material. Repita o procedimento com cada exemplo a seguir. Exemplo 1 – fictício Exemplo: animal quadrúpede a ser identificado, no nível taxonômico de família. Utilização de uma chave dicotômica de identificação com três passos, cada um com duas opções, determinando quatro diferentes famílias possíveis dentro de uma dada ordem. Ordem Pernalongoida 1a. Pernas curtas, 15 a 25cm .................................................................................................................................2 1b. Pernas longas, 35 a 50cm ............................................................................................. Família Pernalonguiidae 2a. Pavilhão auditivo ovoide, de circunferência com cerca de 5cm .................................... Família Orelhivoideiidae 2b. Pavilhão auditivo alongado, com cerca de 15cm no eixo maior longitudinal da estrutura auditiva ................... 3 3a. Cauda com ponta terminal romboide (arredondada) ................................................. Família Caudoromboiidae 3b. Cauda com ponta terminal afilada (diâmetro menor que 2cm) ........................................ Famílla Afilocaudiidae Com este exemplo, podemos encontrar a família em que se encaixa o animal quadrúpede hipotético a partir de características fornecidas na chave dicotômica. Assim, se o animal pertencer à família “Afilocaudiidae", além da cauda afilada, ele vai ter também pavilhão auditivo alongado e pernas curtas. Exemplo 2 – botânica (parcial) Fonte: adaptado de: MAHMOUD, A. G. E.; VIRILLO, C. B.; RIBEIRO, D. B.; IKEMOTO, E.; HORNINK, G. G.; RICARTE, J. D.; WATANABE, T. M. Chave dicotômica para identificação de espécies arbóreo-arbustivas de Cerrado do município de Itirapina-São Paulo. 2009. Exemplo 3 – zoologia (parcial) Fonte: RIBEIRO, R. D. S.; EGITO, G. T. B. T. D.; HADDAD, C. F. B. Chave de identificação: anfíbios anuros da vertente de Jundiaí da Serra do Japi, Estado de São Paulo. Biota Neotropica, 5(2), 235-247, 2005. Atividade 2 (individual ou em dupla) Estrutura de uma chave dicotômica As chaves ideais deveriam: (i) Utilizar os caracteres mais adequados, ou seja, aqueles que apresentam a menor variação e são os mais facilmente visíveis. (ii) Utilizar diferenças absolutas, por exemplo: “um par de asas”, “dois pares de asas”, “com um espinho”, “com dois espinhos”. (iii) Utilizar características externas, isto é, aquelas que podem ser observadas diretamente, sem preparações mais complexas, como dissecções. (iv) Ser estritamente dicotômicas, de modo que o usuário tenha apenas duas opções. (v) Utilizar alternativas precisas, evitando-se características que não podem ser quantificadas pelo usuário, com base no material disponível como “mais escuro”, “mais claro”. A linguagem utilizada deve seguir o estilo telegráfico. As frases, geralmente, são separadas por ponto e vírgula (;). O primeiro caráter citado deveria ser aquele mais distintivo ou evidente, mas sempre é aconselhável acrescentar caracteres suplementares em cada alternativa, uma vez que a estrutura diagnóstica pode estar faltando em um exemplar danificado que se queira determinar. Com a ajuda do professor, realize a leitura da chave dicotômica sobre as figuras geométricas a seguir para entender a estrutura dessa ferramenta. Leia e encontre as figuras que possuem as características descritas. E IG H F B D C K A J RESPOSTA À FICHA DE TRABALHO SOBRE CHAVES DICOTÔMICASQUADRO 1 CHAVE DICOTÔMICA PARA ALGUNS OBJETOS GEOMÉTRICOS 1a. Objetos com o interior branco - 2 1b. Objetos sem o interior branco - 8 2a. Objetos com todos os cantos pontiagudos - 3 2b. Objetos com pelo menos um canto redondo - 5 3a. Objetos com quatro lados - 4 3b. Objetos com mais de quatro lados - 6 4a. Objeto com quatro lados, quase um quadrado - Objeto B 4b. Objeto com quatro lados, com um destes bastante maior - Objeto E 5a. Objeto oval, sem cantos pontiagudos - Objeto J 5b. Objeto com cantos redondos e pelo menos um canto pontiagudo - Objeto K 6a. Objeto com cinco lados - Objeto I 6b. Objeto com seis ou mais lados - 7 7a. Objeto com seis lados - Objeto D 7b. Objeto com nove lados - Objeto C 8a. Objeto com o interior cinzento - Objeto A 8b. Objeto com o interior preto - 9 9a. Objeto com cantos redondos - Objeto F 9b. Objeto com cantos pontiagudos - 10 10a. Objeto com cinco lados - Objeto H 10b. Objeto com nove lados - Objeto G Atividade 3 (em duplas ou trios) Agora, para construção da sua própria chave dicotômica, use o que você aprendeu até aqui e siga as orientações a seguir e a supervisão do professor usando o material disponibilizado. Preparação 1 Liste as características dos espécimes. Observe as características que definem os seres em análise e faça uma lista delas. Exemplo: ao tentar criar uma chave para uma série de felinos, você poderá notar que alguns são marrons, pretos, alguns têm listras, outros pontos, assim como alguns podem ter caudas longas, outros caudas mais curtas e por aí vai. 2 Procure por princípios de exclusão. A chave dicotômica usa o processo de eliminação, logo, é importante observar características que podem ser usadas para diferenciar os seres que você está analisando. Exemplo: no caso de alguns espécimes analisados terem penas, mas outros possuírem pelagem, “penas” será uma boa característica diferenciadora. 3 Defina as características mais gerais. Crie uma chave baseada nas diferenças específicas em ordem crescente, ou seja, você terá que ordenar as características do geral para o específico. Assim, os espécimes serão divididos em grupos ainda menores. Exemplo: talvez alguns gatos tenham pelagem escura e outros mais clara. Além disso, você também percebe que todos têm pelos curtos, alguns com caudas longas e outros sem cauda. Você poderia começar a chave com uma pergunta ou afirmação sobre a cor do pelo. Posteriormente, poderá tratar sobre o tamanho da cauda. 4 Formule várias etapas diferenciadoras. Cada pergunta/afirmação deve dividir os espécimes analisados em apenas dois grupos. Exemplo: “O gato tem pelos de cor sólida” ou “O gato tem pelos padronizados” são afirmações que podem ser usadas para dividi-los em dois grupos distintos. Construção da chave Divida os espécimes que irá analisar em dois grupos com base em uma característica geral. Aqui acontecerá a primeira diferenciação e deverá ser baseada no aspecto mais geral dos espécimes. Dessa forma, revise a lista de características físicas que você fez. Nomeie os dois primeiros grupos como A e B. Subdivida cada um dos primeiros dois grupos em mais dois grupos (subgrupos). Os grupos A e B serão divididos em grupos mais específicos (C e D), com base na característica diferenciadora seguinte. Continue subdividindo os grupos e formulando perguntas ou afirmações em crescente especificidade com base nas características físicas que identificou. Encontre características que possam dividir os espécimes, conforme necessário, em grupos E-F, G-H etc. Em algum momento, chegará o ponto em que você terá perguntas pedindo apenas para diferenciar os dois espécimes. A essa altura, sua chave dicotômica estará completa. Para algumas pessoas é mais fácil fazer a chave primeiro de uma maneira gráfica como colocado a seguir, para depois construir o formato de texto tradicional. O formato de gráfico deverá ficar mais ou menos assim: Teste-a. Quando tiver toda as informações escritas e organizadas, faça um teste com a chave usando um espécime qualquer para ver se ela funciona. Arrume a chave se houver algum problema. Talvez ela não esteja funcionando corretamente e precise de ajustes. Sugestão de imagem para criação da chave dicotômica Obs.: estas imagens são apenas sugestões. Durante a atividade, você poderá ter acesso a imagens diferentes ou utilizar materiais biológicos reais (por exemplo: coleções de conchas, insetos, plantas etc.). Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Princípios de Sistemática e Biogeografia Título da aula: Identificação das regras de nomenclatura biológica (zoologia) AULA 2 ROTEIRO 1 Materiais � textos disponibilizados neste roteiro ou algum outro disponibilizado pelo professor; � acesso às regras de nomenclatura científica (impressa ou eletrônica); � sugestão de onde obter as regras de nomenclatura científica ➔ a partir da página 570 de https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1125210/ manual-de-editoracao-da-embrapa Objetivos � identificar algumas regras de nomenclatura biológica mais comuns; � identificar a utilização e a importância do uso de regras de nomenclatura num tra- balho científico. Procedimento Observação: para melhor aproveitamento da atividade é necessário que o aluno imprima os textos a seguir para poder fazer as anotações e marcações sobre as regras. � Por meio do material impresso ou de acesso pelo site indicado fazer uma leitura preliminar das regras de nomenclatura; � Realizar a leitura dos textos (artigo científico) a seguir e identificar as regras de nomenclatura utilizadas e os seus significados. O professor pode acompanhar a leitura e prestar esclarecimentos sobre as regras identificadas; � Leia o texto todo, desde o título até a legenda da figura. Indique com marca-texto, lápis etc. todos os trechos que possuem a aplicação de alguma regra taxonômica trabalhada em sala de aula. Por exemplo: - Indique qual(ais) a(s) regra(s) aplicada(s) em cada caso; - Quando o trecho for referente a uma regra que você já descreveu, apenas faça a marcação. Texto 1 para leitura e realização da atividade (PARA IMPRIMIR) Volume 51(##):###‑###, 2011 www.mz.usp.br/publicacoes http://portal.revistasuso.sibi.usp.br www.scielo.br/paz ISSN impresso: 0031-1049 ISSN on-line: 1807-0205 UMA NOVA ESPÉCIE DE BRACHYCEPHALUS (ANURA, BRACHYCEPHALIDAE) DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO José P. Pombal Jr.1,2 Eugenio Izecksohn1,3 ABSTRACT A new species of Brachycephalus is described from Sacra Família do Tinguá, municipality of Engenheiro Paulo de Frontin, State of Rio de Janeiro, Atlantic Rain Forest. Brachycephalus margaritatus sp. nov. is characterized by large size (SVL 15.0 to 18.9 mm), orange color in life and cream to grayish cream in preservative, well developed dorsal plates with lateral edges curved down, and scattered bulges on upper surfaces of the body. The geographic distribution of B. margaritatus, B. ephippium, and B. garbeanus are provided. Key-Words: Brachycephalidae; Geographic distribution; Brachycephalus ephippium; Brachycephalus garbeanus; Brachycephalus margaritatus sp. nov.; Atlantic Rain Forest. INTRODUÇÃO A família Brachycephalidae contém atualmente dois gêneros: Brachycephalus Fitzinger, 1826 e Iscnoc- nema Reinhardt & Lütken, 1826, com cerca de 50 espécies válidas (Hedges et al., 2008; Frost, 2011). Brachycephalus é endêmico da Floresta Atlântica do sudeste e sul do Brasil (Frost, 2011; Pombal, 2003) e, embora B. ephippium (Spix, 1824) tenha sido descrito no primeiro quartel do século XIX, a maioria das espécies foram descritas apenas recentemente (e.g., Al- ves et al., 2009; Haddad et al., 2010; Pombal, 2010; Pombal & Gasparini, 2006). O gênero Brachycephalus, como atualmente reconhecido, pode ser diagnosticado pela estrutura única de sua cintura escapular (e.g., Alves et al., 2006; Izecksohn, 1971; Pombal & Gasparini, 2006; Trueb, 1973). Recentemente foi apresentada umaanálise filogenética molecular para a maioria das espécies deste gênero (Clemente-Carvalho et al., 2011). Informações detalhadas sobre história natural ainda são restritas a Brachycephalus ephippium. Esta espécie diurna vive entre a serapilheira da Floresta Atlântica, sendo ativa principalmente em dias de alta umidade; o amplexo é inguinal e a desova é ocultada com partículas do solo pelas fêmeas (Pombal et al., 1994). O desenvolvimento é direto, com o embrião se desenvolvendo em cerca de 60 dias; o recém-eclodido possui um dente de ovo e apresenta coloração predominantemente marrom, contrastando com a coloração alaranjada dos adultos (Pombal et al., 1994; Pombal, 1999). A coloração viva de várias espécies tem sido associada ao aposematismo (Pombal, 2003; Pires et al., 2005). Atualmente dezessete espécies são reconhecidas para o gênero Brachycephalus: B. alipioi Pombal ___________________ 1. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional, Quinta da Boa Vista, 20940-040 Rio de Janeiro. 2. E-mail: pombal@acd.ufrj.br 3. E-mail: eizecksohn@gmail.com B AUTOR(ES): TÍTULO RESUMO & Gasparini, 2006; B. atelopoide Miranda-Ribeiro, 1920; B. brunneus Ribeiro, Alves, Haddad & Reis, 2005; B. bufonoides Miranda-Ribeiro, 1920; B. di- dactylus (Izecksohn, 1971); B. ephippium (Spix, 1824); B. ferruginus Alves, Ribeiro, Haddad & Reis, 2006; B. garbeanus Miranda-Ribeiro, 1920; B. hermogenesi (Giaret- ta & Sawaya, 1998); B. izecksohni Ribeiro, Alves, Ha- ddad & Reis, 2005; B. nodoterga Miranda-Ribeiro, 1920; B. pernix Pombal, Wistuba & Bornschein, 1998; B. pitanga Alves, Sawaya, Reis & Haddad, 2009; B. pombali Alves, Ribeiro, Haddad & Reis, 2006; B. pulex Napoli, Caramaschi, Cruz & Dias, 2011; B. toby Haddad, Alves, Clemente-Carvalho & Reis, 2010; e B. vertebralis Pombal, 2001 (Pombal, 2010; Haddad et al., 2010; Frost, 2011). Entre as espécies reconhecidas de Bra- chycephalus, apenas duas delas apresentam placas ósseas dorsais bem desenvolvidas, B. ephippium e B. garbeanus. Neste estudo descrevemos uma nova es- pécie com placas ósseas dorsais desenvolvidas da Floresta Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. MATERIAL E MÉTODOS Os espécimes examinados estão listados no apên-dice e depositados nas seguintes coleções: (AL-MN) Coleção Adol- pho Lutz, Museu Nacional, Rio de Ja-neiro, Brasil; (CFBH) Coleção Célio F.B. Haddad, Universidade Estadual de São Paulo, Rio Claro, Bra-sil; (MHNCI) Museu de História Na- tural Capão da Imbuía, Curitiba, Brasil; (MNRJ) Museu Na- cional, Rio de Janeiro, Brasil; (MZUFV) Museu de Zoologia “João Moojen”, Universidade Federal de Viço- sa, Vi-çosa; (MZUSP) Museu de Zoologia, Univer- sidade de São Paulo, Brasil; (ZUEC) Museu de Zo- ologia “Prof. Adão José Cardoso”, Universidade Estadual de Cam-pinas, Campinas, Brasil; (ZUFRJ) Co- leção de Anfí-bios, Departamento de Zoologia, Univer- sidade Fede-ral do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. As abreviações utilizadas são: CRC (compri-mento ros- tro-cloacal), CC (comprimento da cabe-ça), LC (largura da cabeça), DO (diâmetro do olho), DIO (distância inte- rorbital), DON (distância olho--narina), DIN (distância internasal), CF (compri-mento do fêmur), CT (compri- mento da tíbia) e CP (comprimento do pé). Para as me- didas CRC, CC e LC foi usado paquímetro com preci- são de 0,05 mm; as demais medidas foram tomadas com ocular micro-métrica em estereomicroscópio. As medidas seguem Cei (1980) e Duellman (2001) e estão em milí- metros. Para o comprimento da cabeça foi considerada a dis-tância da ponta do focinho à extremidade posterior da crista óssea pós-orbital. Para o perfil do focinho foi se- guida a padronização de Heyer et al. (1990). O sexo dos exemplares foi verificado pela presença ou ausên-cia de fenda vocal ou a observação de óvulos por trans-parência da parede abdominal. Para as comparações entre espécies foram utilizados indivíduos plenamente desenvolvidos. Brachycephalus margaritatus sp. nov. (Figs. 1 e 2) Brachycephalus ephippium: Izecksohn, 1971 (parte). FIGURA 1: Brachycephalus margaritatus sp. nov. (MNRJ 39312, holótipo, CRC 17,9). Vistas dorsal e ventral. Texto 2 para leitura e realização da atividade (PARA IMPRIMIR) Hoehnea 33(2): 247-250, 2 fig., 2006 Epidendrum puniceoluteum, uma nova espécie de Orchidaceae do litoral brasileiro Fábio Pinheiro1 e Fábio de Barros2,3 Recebido: 17.01.2006; aceito: 13.04.2006 ABSTRACT - (Epidendrum puniceoluteum, a new species of Orchidaceae from the Brazilian coastal vegetation). The authors describe Epidendrum puniceoluteum, a relatively common species from the South and Southeastern Brazilian coastal vegetation, which had been for a long time treated with various names. The new species belongs to section Schistochila, subsection Carinata of the genus Epidendrum. Key words: Coastal vegetation, section Schistochila, subsection Carinata RESUMO - (Epidendrum puniceoluteum, uma nova espécie de Orchidaceae do litoral brasileiro). Os autores descrevem Epidendrum puniceoluteum, uma espécie relativamente comum no litoral sul e sudeste do Brasil, que tem sido tratada sob diferentes nomes. A nova espécie pertence à seção Schistochila, subseção Carinata do gênero Epidendrum. Palavras-chave: Restinga, seção Schistochila, subseção Carinata Introdução Epidendrum L. é um dos maiores gêneros da família Orchidaceae, com cerca de 1.125 espécies (Chase et al. 2003). Ele é bastante variável morfologicamente e mal resolvido taxonomicamente, já que sua delimitação genérica e a posição sistemática de muitas de suas espécies têm sido alvo de controvérsias (Dressler 1967, 1984, Brieger 1976-1977, Hágsater 1993, Withner & Harding 2004). Um dos grupos de espécies mais variáveis morfologicamente foi delimitado primeiramente por Lindley (1853), constituindo o subgênero Amphiglottium Lindl., composto por diversas seções, entre as quais a seção Schistochila Lindl., a qual, por sua vez, foi subdividida em duas subseções -Carinata Lindl. e Tuberculata Lindl. - com base na morfologia dos calos do labelo. Trabalhos posteriores como os de Cogniaux (1898-1902), Pabst & Dungs (1975) e Brieger (1976-1977) seguiram, em grande parte, a classificação de Lindley (1853). Três espécies da subseção Carinata com distribuição exclusiva no Brasil (Epidendrum denticulatum Barb. Rodr., E. fulgens Brongn. e E. cinnabarinum Salzm.), apresentam grande variação morfológica (Pinheiro 2005), distribuindo-se ao longo do litoral brasileiro: E. cinnabarinum pode ser encontrado desde o Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, E. denticulatum, desde o Sul da Bahia até o litoral Norte de São Paulo, e E. fulgens, desde o litoral Sul do Rio de Janeiro até o Sul do Rio Grande do Sul. Além da ocorrência em restinga, estas espécies também podem ser encontradas em alguns pontos no interior do continente. Uma quarta espécie também ocorre em vários pontos ao longo do litoral brasileiro, principalmente em ilhas marítimas das regiões Sul e Sudeste, e vem sendo erroneamente identificada por outros nomes, como Epidendrum purpureum Barb. Rodr. ou E. fulgens Brongn. Como plantas dessa quarta espécie ocorrem em áreas de restinga, que também abrigam populações de Epidendrum fulgens, a separação entre elas não é muito óbvia num primeiro momento. Porém, Pinheiro & Barros (dados não publicados), utilizando análise morfométrica e marcadores moleculares do tipo AFLP (Amplified Fragment Length Polymorphisms) 1. Universidade de São Paulo, Instituto de Biociências, Departamento de Botânica, Cidade Universitária, Rua do Matão 277, 05508-900 São Paulo, SP, Brasil 2.Instituto de Botânica, Caixa Postal 4005, 01061-970 São Paulo, SP, Brasil 3.Autor para correspondência: fdebarros@terra.com.br 248 Hoehnea 33(2): 247-250, 2006 detectaram clara descontinuidade morfológica e genética entre os indivíduos analisados, bem como entre eles e os táxons mais próximos: Epidendrum denticulatume E. cinnabarinum. Neste trabalho, a quarta espécie, até agora negligenciada, é descrita e ilustrada. Resultados e Discussão Epidendrum puniceoluteum F. Pinheiro & F. Barros, sp. nov. TIPO: BRASIL. PARANÁ: Paranaguá, Balneário Shangri-lá, I-1996, O.S. Ribas et al. 1051 (holótipo SPF; isótipo MBM). Affine Epidendrum denticulatum sed floribus puniceus callis flavis, labello, petalis et sepalo dorsali longioribus, petalis et sepalis lateralibus latioribus differt. Simile Epidendrum fulgens sed petalis marginibus integris, labello puniceo callis flavis, pedicello et lobis labelli longioribus, callis labelli et lobo medio labelli latioribus, gymnostemio parvo differt. Figuras 1-2 Terrestre. Caule simples, 13-151 cm compr., recoberto por bainhas amplexicaules, com folhas evidentes. Folhas dísticas, largamente lanceoladas a oblongo-lanceoladas, 60-105 × 11- 29 mm, ápice agudo. Inflorescência apical, simples, 21-52 cm compr., em corimbo com 4-17 flores, às vezes ramificada, produzindo outras inflorescências ou caules laterais; escapo muito mais longo que a raque, envolvido por bainhas de 4-8 cm compr.; brácteas 4-7 mm compr.; pedicelo mais ovário 18- 32 mm compr. Flores com sépalas e pétalas vermelhas, labelo vermelho, com calo do labelo amarelo-alaranjado; sépalas oblongo-lanceo-ladas, a dorsal 11,3-17,4 × 4,5-7 mm, ápice curtamente acuminado, as laterais 12,3-18 × 4,8-7,5 mm, ligeiramente falcadas; pétalas 12-17,8 × 4-7,7 mm, lanceoladas ou oblongo-lanceoladas, ápice curtamente acuminado; labelo trilobado, base em forma de ungüículo, adnato à face ventral do ginostêmio, lâmina do labelo livre, 4,7-8,3 × 12,6-20,2 mm, margens fimbriadas, lobos laterais 5,7-9,3 × 4,4-10,1 mm, orbiculares, lobo central 3,6-7 × 5,1-10,1 mm, âmbito sub-obcordiforme a sub-orbicular, disco do labelo com 2 calos basais e um calo disposto longitudinalmente entre os basais, no total de 3,1-6,2 × 1,9-4,1 mm; coluna 7,7-12,5 mm compr.; antera terminal, polínias 4, ceróides, lateralmente achatadas, providas de caudícula; rostelo fendido, paralelo ao eixo do ginostêmio. Parátipos: BRASIL. PARANÁ: Guaratuba, Brejatuba, X-1951, A. Frenzel s.n. (MBM4797), idem, X-1966, J.C. Lindeman & J.H. de Haas 2597 (MBM); Matinhos, I.-1950, G. Hatschbach 1858 (MBM), idem, Praia das Gaivotas, VIII- 1972, G. Hatschbach 30262 (MBM); Paranaguá, XII-1910, F.C. Hoehne 4124 (R), Balneário Shangri-Lá, I-1996, O.S. Ribas et al. 1051 (MBM), Caiobá, X-1929, F.C. Hoehne s.n. (SP24337), idem, X-1947, G. Tessmann s.n.(MBM213948), idem, Praia do Mendanha, XI-1962, E.A. Moreira 331 (MBM), Ilha do Mel, Morro do Farol, II-1985, W.S. Souza s.n. (MBM108290), idem, Praia Grande, IX-1985, R.M. Brites 94 (MBM), idem, Praia da Fortaleza, V-1996, R.B. Singer & A.A. Cocucci s.n. (MBM226991), idem, II-1998, R.B. Singer 32 (MBM). RIO GRANDE DO SUL: Maquiné, Osório, VI- 1950, G. Pabst 641 (HB). SANTA CATARINA: Barra Velha, I-1988, A. Krapovickas & C.L. Cristóbal 42116 (MBM); Itajaí, entre Praia de Cabeçudas e Praia Brava, I-1950, B. Lutz s.n.(R204284). SÃO PAULO: Cananéia, X-1961, H.D. Bicalho s.n. (SP174972), I-1979, V.F. Ferreira 516 (RB), Ararapira, Praia do Meio, IV-1918, F.C. Hoehne s.n. (SP1888), Ilha do Cardoso, restinga de Itacuruçá 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. Pinheiro 199 (SP), idem, 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. Pinheiro 200 (SP), idem, 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. Pinheiro 201 (SP), idem, 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. Pinheiro 202 (SP); Iguape, II-1965, G. Eiten & W.D. Clayton 6199 (SP), Morro das Pedras, s.d., A.C. Brade s.n. (HB8642); Ilha Comprida, IX-1994, M.E. Basso et al. 24 (SP), IX-1994, M.E. Basso et al. 24 (SP); Ipanema, I-1894, s. col. (R35845); Pariquera-Açú, estrada para Cananéia, II-1995, H.F. Leitão- Filho et al. 32845 (UEC); Praia Grande, restinga, XII-1979, E. Catharino s.n. (HB70317). Epidendrum puniceoluteum ocorre em vegetação de restinga, tanto entre gramíneas em formações abertas, como em mata de pequeno porte, crescendo apoiado sobre arbustos e arvoretas, condição na qual já foram observados indivíduos que alcançavam até cerca de 4 metros de altura. A espécie possui registros desde o município de Osório, no Rio Grande do Sul, até Praia Grande, em São Paulo. Atualmente podem ser encontradas populações numerosas na Ilha Comprida, Ilha do Cardoso (Cananéia, SP), Ilha de Superagui e Ilha do Mel (ambas em Paranaguá, PR). Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Princípios de Sistemática e Biogeografia Título da aula: Elaboração de um estudo cladístico hipotético AULA 3 ROTEIRO 1 Materiais � imagens e/ou materiais biológicos disponibilizados (neste roteiro ou pelo professor); � folhas A4; � lápis, borracha e régua. Objetivos � compreender as etapas de elaboração de um estudo cladístico; � construir um cladograma que represente uma hipótese de relação de parentesco entre os táxons escolhidos; � identificar a utilidade de um cladograma no contexto da sistemática. Procedimento Introdução Cladística ou sistemática filogenética é um método para se criar hipóteses sobre relações de parentesco entre organismos, ou seja, um método para reconstruir árvores evolutivas. A base da análise cladística são os dados sobre caracteres e tendências nos seres em que se tem interesse. Esses caracteres podem ser anatômicos, fisiológicos, comportamentais ou moleculares (por exemplo: sequências genéticas). O resultado dessa análise é uma árvore que representa a hipótese sobre as relações entre os seres. Contudo, é importante considerar que árvores desse tipo são tão boas quanto os dados que foram usados para sua construção. Uma análise cladística possui 3 pontos fundamentais: 1. Mudanças em características ocorrem em linhagens ao longo do tempo. 2. Todo grupo de organismos descende de um ancestral comum. 3. Existe um padrão ramificado (ou bifurcante) de divisão de linhagens. Leitura de cladogramas Uma filogenia ou cladograma representa as relações evolutivas entre um grupo de organismos (táxons). As extremidades representam grupos de táxons descendentes (geralmente espécies) e os nós representam o ancestral comum daqueles descendentes. Dois descendentes que surgem de um mesmo nó são chamados de grupo irmão. No exemplo ao lado, as espécies A e B são grupos irmãos, ou seja, cada um deles é o parente mais próximo do outro. Muitas filogenias também incluem o grupo externo, ou seja, um táxon usado apenas para comparação e que não faz parte do grupo de interesse. No exemplo ao lado é o táxon C. É possível observar nos cladogramas a existência de politomias que são nós com mais de duas linhagens descendentes. Isso pode significar que: a) Temos falta de conhecimento: geralmente isso significa que não possuímos informações suficientes para representar como aqueles táxons estão relacionados. Sem resolver esse nó, os especialistas que produziram a filogenia estão dizendo ao leitor para não tirar qualquer conclusão e também para ficar atento na busca de informações novas que possam resolver a politomia. b) Rápida especiação: às vezes, a politomia está representando múltiplos eventos de especiação que ocorreram ao mesmo tempo. Nesses casos, todas as linhagens descendentes são igualmente próximas umas das outras. O exemplo de filogenia ao lado mostra as relações de parentesco entre membros de um grupo de peixes chamado ciclídeos. Esse grupo sofreu rápida especiação depois da formação de seus habitats (lagos) na África e isso resultou em muita politomia. Atividade (melhor realizada em duplas ou trios) O passo a passo do estudo cladístico Realize as etapas a seguir utilizando o material (imagens ou exemplares) disponibilizado e sempre pedindo ajuda do professor. Uma análise cladística tipicamente requer os seguintes passos (eles podem parecer simples, mas cada um requer muito esforço de conhecimento e trabalho): 1) Escolha dos táxons: o seu interesse é pela relação de parentesco entre quaistáxons? Ao responder a essa pergunta, você terá escolhido os táxons que serão as extremidades de seu cladograma. Por exemplo, você pode escolher 20 espécies de besouros que pertencem ao mesmo gênero. Atividade: defina qual será seu grupo interno com o auxílio do professor. 2) Definição dos caracteres: é uma importante etapa na qual devemos definir os caracteres que serão usados e examinar cada táxon para determinar os estados dos caracteres. Por exemplo, você pode selecionar um conjunto de informações morfológicas como seus caracteres (por exemplo: número de segmentos na antena, número de pernas, presença de uma nervura superior na asa etc.) e os estados dos caracteres serão as variações anatômicas que os organismos têm (por exemplo: 6 ou 5 segmentos nas antenas, nervura superior da asa ausente ou presente etc.). Atenção!!! Use apenas características homólogas. Atividade: defina de 6 a 10 caracteres que serão comparados entre os táxons, lembrando que cada um tem que ter pelo menos duas variações (por exemplo: ausente/presente; azul/ verde/castanho); em seguida preencha a tabela anexa com essas informações. 3) Determinar a polaridade dos caracteres: é o equivalente a estabelecer a ordem evolutiva das transformações sofridas por cada caractere. Por exemplo, nos besouros usados como exemplo, todas as espécies possuem 6 segmentos na antena porque evoluíram a partir de um ancestral que tinha 5 segmentos na antena, ou as espécies têm 5 segmentos na antena porque perderam um segmento a partir do ancestral que tinha 6 segmentos na antena? Essa etapa pode dar algum trabalho, pois descobrir a ordem evolutiva não é fácil. Para tentar facilitar as coisas, pode-se usar o grupo externo, pois a condição que estiver representada no grupo externo será a condição mais primitiva (antiga ou plesiomorfia). Atividade: com a ajuda do professor, defina qual será o grupo externo a ser usado. Em seguida retorne à tabela preenchida com as informações e identifique, para cada estado de cada caractere, se ele é uma apomorfia (condição nova) ou plesiomorfia (condição antiga). 4) Faça a codificação dos estados dos caracteres: para facilitar a construção de um cladograma à mão ou usando softwares é necessário fazer a codificação das informações, ou seja, transformar em números. Atividade: para isso é bastante simples. Volte na tabela que você construiu nos últimos dois passos e simplesmente substitua tudo o que for plesiomorfia por 0 e o que for apomorfia por 1, 2, 3 (dependendo de quantas variedades existam). Veja o exemplo da tabela a seguir: Caractere Estados Asas Presente (0), ausente (1) Cor do olho Azul (0), castanho (1), verde (2) 5) Construa a matriz de caracteres: chegou o momento de criar a matriz de caracteres que é a tabela que reúne toda a informação levantada no estudo. Para sua construção, use o modelo representado mais adiante neste roteiro. Na primeira coluna (esquerda), coloque os táxons que você escolheu para o grupo interno. Cada uma das outras colunas será para representar uma característica da tabela que você já construiu. Para preencher o restante da matriz deve-se fazer o seguinte procedimento: Pergunta: o táxon A na característica 1 possui qual estado codificado? Resposta: 0 colocamos o 0 no cruzamento da linha do táxon A com a coluna da característica 1. Repita o mesmo para os outros táxons. Com isso, você vai preencher a segunda coluna. Repita o mesmo procedimento para todas as características. O resultado final deve ser parecido com a imagem a seguir: 1 2 3 4 5 6 Aliens aliens 0 1 1 1 0 0 A. pleno 1 0 0 0 0 1 A. nula 0 0 1 0 1 0 A. bios 0 0 1 0 1 0 A. flan 0 1 1 1 0 0 A. lux 1 0 0 0 0 1 6) Etapa seguinte: o próximo passo seria converter a matriz em cladograma. Dependendo das características usadas, essa tarefa pode não ser fácil. Portanto, não precisa dar continuidade. Tabela de características Característica Estados Matriz de caracteres Características Táxon 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Princípios de Sistemática e Biogeografia Título da aula: Endemismo: exemplo brasileiro (Bothrops insularis) AULA 4 ROTEIRO 1 - Texto 1: A jararaca da Ilha da Queimada Grande Obter do link: https://www.researchgate.net/publication/303192686_A_jararaca_da_Ilha_da_ Queimada_Grande - Texto 2: A ilha das cobras Obter do link: https://ecoevo.com.br/publicacoes/pesquisadores/otavio_marques/2012_revista%20 geo_a%20ilha%20das%20cobras.pdf - Videodocumentário sobre a Ilha da Queimada Grande e a espécie endêmica Bothrops insularis (pode ser escolhido pelo professor). - Questionário sobre o tema. - Imagens auxiliares do local e dos animais. Objetivos � identificar as características anatômicas da Bothrops insularis e sua biologia; � comparar suas características com outras espécies do mesmo gênero; � caracterizar as condições do ambiente de vida do animal; � correlacionar as características e fisiologia do animal com seu habitat; � caracterizar essa espécie como um caso de endemismo. Procedimento � Realizar uma leitura preliminar do questionário (anexo); � Realizar a leitura atenta dos textos 1 e 2; � Assistir ao vídeo disponível; � Buscar no vídeo e nas imagens disponibilizadas as respostas para o questionário. Questionário sobre endemismo da Ilha da Queimada Grande 1) Onde vive a jararaca ilhoa? 2) Quais condições climáticas predominam nesse local? Como é o ecossistema local? 3) Quais características morfológicas se destacam nessa serpente? 4) Quais hábitos de vida (alimentar, reprodutivo etc.) podem ser associados a essa serpente? 5) Comente sobre as diferenças em relação à jararaca do continente. 6) Comente uma interpretação científica que explique esse caso de endemismo.