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Roteiros 
Princípios de Sistemática e Biogeografia
REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO
1. Durante a aula prática, mantenha sempre atenção ao roteiro, tendo-o sempre próximo 
a você. Pode ser efetuada marcação com caneta sob cada item realizado do experimento de 
forma a não se perder durante a execução.
2. Leia sempre o roteiro antes de iniciar a prática e mesmo antes das explicações do 
professor.
3. Observe a localização do material e dos equipamentos de emergência (chuveiro, lava-
olhos etc.).
4. Não abra qualquer recipiente antes de reconhecer seu conteúdo pelo rótulo.
5. Não pipete líquidos diretamente com a boca, use pipetas adequadas.
6. Não tente identificar um produto químico pelo odor e nem pelo sabor.
7. Não deixe de utilizar os equipamentos de proteção.
8. Não adicione água aos ácidos, mas sim os ácidos à água.
9. Não trabalhe com sandálias, chinelos ou sapatos abertos e de salto no laboratório.
10. Sempre identifique o conteúdo presente nos frascos ou nos tubos utilizados no 
experimento com caneta para vidros. Isso facilita seu descarte adequado por parte dos 
responsáveis pelo laboratório.
11. Mantenha os solventes em recipientes adequados e devidamente tampados, bem 
como materiais inflamáveis longe de fontes de calor (bico de Bunsen).
12. Utilize a capela sempre que manipular reagentes ou solventes que liberem vapores.
13. Conheça as propriedades tóxicas das substâncias químicas antes de empregá-las 
pela primeira vez no laboratório. Caso tenha dúvidas, consulte o professor ou o técnico a 
respeito.
14. Se tiver cabelos longos, prenda-os ao realizar qualquer experiência no laboratório; 
não se alimente e nem ingira líquidos nos laboratórios.
Instituto de 
Ciências da Saúde
Disciplina: Princípios de 
Sistemática e Biogeografia
Título da aula: Uso e elaboração de chave 
dicotômica de identificação
AULA 1
ROTEIRO 1
Materiais
 � textos e imagens disponibilizadas neste roteiro;
 � vídeos sugeridos neste roteiro;
 � folhas A4 ou equivalente;
 � materiais alternativos disponibilizados pelo professor: insetário, coleção de conchas, 
plantas coletadas, imagens de animais ou plantas selecionadas etc.
Objetivos
 � identificar as características de uma chave dicotômica;
 � compreender a lógica e o método por trás das chaves dicotômicas;
 � elaborar uma chave dicotômica.
Procedimento
Introdução
Foi visto nas aulas teóricas que a classificação e a nomenclatura biológica visam a 
indexar as informações sobre a diversidade dos organismos. Outro aspecto da sistemática, 
muitas vezes confundido com a classificação, diz respeito à identificação dos organismos. 
A identificação só é possível se já existe uma classificação de organismos semelhantes. 
O tipo de informação utilizada para identificar o material biológico vai depender das 
características e do conhecimento existente sobre o grupo ao qual o organismo pertence. 
O procedimento mais frequentemente utilizado para identificação, em botânica e zoologia, 
é a utilização de chaves de identificação.
O que é uma chave dicotômica de identificação? Qual sua função?
A chave dicotômica é um método muito utilizado por cientistas e pesquisadores na 
identificação de organismos, facilitando a organização das informações. Consiste em um 
sistema que utiliza duas possibilidades para cada caráter (característica) do táxon em 
questão (espécie, gênero, família etc.). Por exemplo, para um dado animal quadrúpede, 
chama-se a atenção para o tamanho de seus apêndices locomotores: uma possibilidade 
sendo o tamanho curto (15 a 25 cm) e outra, o tamanho longo (35 a 50 cm), o que o insere 
em uma determinada família.
Os caracteres são organizados em alternativas oponentes que se excluem (a ou b), 
vinculadas a um mesmo passo ou estado de caráter. Em outras palavras, possibilita ao 
usuário da chave a identificação do táxon por meio das opções em um número variável 
de passos. A identificação é relacionada a uma classificação vigente, na qual o organismo 
será inserido se contiver as características observadas. Veja o exemplo no próximo quadro 
informativo.
Estrutura da chave dicotômica
Sugestão: consulte 
http://lhe.ib.usp.br/lhe/lib/exe/fetch.php?media=wiki:psb:articles:apostila:identificacao.pdf 
para outras formas de chaves dicotômicas.
Atividade 1 (individual ou em dupla)
Leitura da chave dicotômica
Com a ajuda do professor, leia as chaves dicotômicas a seguir, acompanhe a descrição 
colocada no item anterior e procure compreender a lógica usada nesse material. Repita o 
procedimento com cada exemplo a seguir.
Exemplo 1 – fictício 
Exemplo: animal quadrúpede a ser identificado, no nível taxonômico de família. Utilização de uma chave 
dicotômica de identificação com três passos, cada um com duas opções, determinando quatro diferentes famílias 
possíveis dentro de uma dada ordem. 
Ordem Pernalongoida
1a. Pernas curtas, 15 a 25cm .................................................................................................................................2
1b. Pernas longas, 35 a 50cm ............................................................................................. Família Pernalonguiidae
2a. Pavilhão auditivo ovoide, de circunferência com cerca de 5cm .................................... Família Orelhivoideiidae
2b. Pavilhão auditivo alongado, com cerca de 15cm no eixo maior longitudinal da estrutura auditiva ................... 3 
3a. Cauda com ponta terminal romboide (arredondada) ................................................. Família Caudoromboiidae
3b. Cauda com ponta terminal afilada (diâmetro menor que 2cm) ........................................ Famílla Afilocaudiidae
Com este exemplo, podemos encontrar a família em que se encaixa o animal quadrúpede hipotético a partir de 
características fornecidas na chave dicotômica. Assim, se o animal pertencer à família “Afilocaudiidae", além da 
cauda afilada, ele vai ter também pavilhão auditivo alongado e pernas curtas. 
Exemplo 2 – botânica (parcial)
 
Fonte: adaptado de: MAHMOUD, A. G. E.; VIRILLO, C. B.; RIBEIRO, D. B.; IKEMOTO, E.; 
HORNINK, G. G.; RICARTE, J. D.; WATANABE, T. M. Chave dicotômica para identificação de 
espécies arbóreo-arbustivas de Cerrado do município de Itirapina-São Paulo. 2009.
 
Exemplo 3 – zoologia (parcial)
Fonte: RIBEIRO, R. D. S.; EGITO, G. T. B. T. D.; HADDAD, C. F. B. Chave de identificação: 
anfíbios anuros da vertente de Jundiaí da Serra do Japi, Estado de São Paulo. Biota 
Neotropica, 5(2), 235-247, 2005.
Atividade 2 (individual ou em dupla)
Estrutura de uma chave dicotômica
As chaves ideais deveriam:
(i) Utilizar os caracteres mais adequados, ou seja, aqueles que apresentam a menor 
variação e são os mais facilmente visíveis.
(ii) Utilizar diferenças absolutas, por exemplo: “um par de asas”, “dois pares de asas”, 
“com um espinho”, “com dois espinhos”.
(iii) Utilizar características externas, isto é, aquelas que podem ser observadas diretamente, 
sem preparações mais complexas, como dissecções.
(iv) Ser estritamente dicotômicas, de modo que o usuário tenha apenas duas opções. 
(v) Utilizar alternativas precisas, evitando-se características que não podem ser 
quantificadas pelo usuário, com base no material disponível como “mais escuro”, “mais 
claro”.
A linguagem utilizada deve seguir o estilo telegráfico. As frases, geralmente, são 
separadas por ponto e vírgula (;). O primeiro caráter citado deveria ser aquele mais distintivo 
ou evidente, mas sempre é aconselhável acrescentar caracteres suplementares em cada 
alternativa, uma vez que a estrutura diagnóstica pode estar faltando em um exemplar 
danificado que se queira determinar.
Com a ajuda do professor, realize a leitura da chave dicotômica sobre as figuras 
geométricas a seguir para entender a estrutura dessa ferramenta. Leia e encontre as figuras 
que possuem as características descritas.
 
 
E
IG
H
F
B D
C
K
A
J
RESPOSTA À FICHA DE TRABALHO SOBRE CHAVES DICOTÔMICASQUADRO 1 CHAVE DICOTÔMICA PARA ALGUNS OBJETOS GEOMÉTRICOS
1a. Objetos com o interior branco - 2 
1b. Objetos sem o interior branco - 8 
2a. Objetos com todos os cantos pontiagudos - 3 
2b. Objetos com pelo menos um canto redondo - 5 
3a. Objetos com quatro lados - 4 
3b. Objetos com mais de quatro lados - 6 
4a. Objeto com quatro lados, quase um quadrado - Objeto B 
4b. Objeto com quatro lados, com um destes bastante maior - Objeto E 
5a. Objeto oval, sem cantos pontiagudos - Objeto J 
5b. Objeto com cantos redondos e pelo menos um canto pontiagudo - Objeto K 
6a. Objeto com cinco lados - Objeto I 
6b. Objeto com seis ou mais lados - 7 
7a. Objeto com seis lados - Objeto D 
7b. Objeto com nove lados - Objeto C 
8a. Objeto com o interior cinzento - Objeto A 
8b. Objeto com o interior preto - 9 
9a. Objeto com cantos redondos - Objeto F 
9b. Objeto com cantos pontiagudos - 10 
10a. Objeto com cinco lados - Objeto H 
10b. Objeto com nove lados - Objeto G
Atividade 3 (em duplas ou trios)
Agora, para construção da sua própria chave dicotômica, use o que você aprendeu 
até aqui e siga as orientações a seguir e a supervisão do professor usando o material 
disponibilizado.
Preparação
1
Liste as características dos espécimes. Observe as características que definem os seres em análise e 
faça uma lista delas.
Exemplo: ao tentar criar uma chave para uma série de felinos, você poderá notar que alguns são 
marrons, pretos, alguns têm listras, outros pontos, assim como alguns podem ter caudas longas, 
outros caudas mais curtas e por aí vai.
2
Procure por princípios de exclusão. A chave dicotômica usa o processo de eliminação, logo, é 
importante observar características que podem ser usadas para diferenciar os seres que você está 
analisando.
Exemplo: no caso de alguns espécimes analisados terem penas, mas outros possuírem pelagem, 
“penas” será uma boa característica diferenciadora.
3
Defina as características mais gerais. Crie uma chave baseada nas diferenças específicas em ordem 
crescente, ou seja, você terá que ordenar as características do geral para o específico. Assim, os 
espécimes serão divididos em grupos ainda menores. 
Exemplo: talvez alguns gatos tenham pelagem escura e outros mais clara. Além disso, você também 
percebe que todos têm pelos curtos, alguns com caudas longas e outros sem cauda.
Você poderia começar a chave com uma pergunta ou afirmação sobre a cor do pelo. Posteriormente, 
poderá tratar sobre o tamanho da cauda.
4
Formule várias etapas diferenciadoras. Cada pergunta/afirmação deve dividir os espécimes analisados 
em apenas dois grupos.
Exemplo: “O gato tem pelos de cor sólida” ou “O gato tem pelos padronizados” são afirmações que 
podem ser usadas para dividi-los em dois grupos distintos.
Construção da chave
Divida os espécimes que irá analisar em dois grupos com base em uma característica geral. Aqui 
acontecerá a primeira diferenciação e deverá ser baseada no aspecto mais geral dos espécimes. Dessa 
forma, revise a lista de características físicas que você fez. Nomeie os dois primeiros grupos como A 
e B.
Subdivida cada um dos primeiros dois grupos em mais dois grupos (subgrupos). Os grupos A e B serão 
divididos em grupos mais específicos (C e D), com base na característica diferenciadora seguinte.
Continue subdividindo os grupos e formulando perguntas ou afirmações em crescente especificidade 
com base nas características físicas que identificou. Encontre características que possam dividir os 
espécimes, conforme necessário, em grupos E-F, G-H etc. Em algum momento, chegará o ponto em 
que você terá perguntas pedindo apenas para diferenciar os dois espécimes. A essa altura, sua chave 
dicotômica estará completa.
Para algumas pessoas é mais fácil fazer a chave primeiro de uma maneira gráfica como colocado a 
seguir, para depois construir o formato de texto tradicional. O formato de gráfico deverá ficar mais 
ou menos assim:
Teste-a. Quando tiver toda as informações escritas e organizadas, faça um teste com a chave usando 
um espécime qualquer para ver se ela funciona. 
Arrume a chave se houver algum problema. Talvez ela não esteja funcionando corretamente e precise 
de ajustes. 
Sugestão de imagem para criação da chave dicotômica
Obs.: estas imagens são apenas sugestões. Durante a atividade, você poderá ter acesso a 
imagens diferentes ou utilizar materiais biológicos reais (por exemplo: coleções de conchas, 
insetos, plantas etc.).
 
Instituto de 
Ciências da Saúde
Disciplina: Princípios de 
Sistemática e Biogeografia
Título da aula: Identificação das regras de 
nomenclatura biológica (zoologia)
AULA 2
ROTEIRO 1
Materiais
 � textos disponibilizados neste roteiro ou algum outro disponibilizado pelo professor;
 � acesso às regras de nomenclatura científica (impressa ou eletrônica);
 � sugestão de onde obter as regras de nomenclatura científica ➔ a partir da 
página 570 de https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1125210/ 
manual-de-editoracao-da-embrapa
Objetivos
 � identificar algumas regras de nomenclatura biológica mais comuns;
 � identificar a utilização e a importância do uso de regras de nomenclatura num tra-
balho científico.
Procedimento
Observação: para melhor aproveitamento da atividade é necessário que o aluno imprima 
os textos a seguir para poder fazer as anotações e marcações sobre as regras. 
 � Por meio do material impresso ou de acesso pelo site indicado fazer uma leitura 
preliminar das regras de nomenclatura;
 � Realizar a leitura dos textos (artigo científico) a seguir e identificar as regras de 
nomenclatura utilizadas e os seus significados. O professor pode acompanhar a leitura 
e prestar esclarecimentos sobre as regras identificadas;
 � Leia o texto todo, desde o título até a legenda da figura. Indique com 
marca-texto, lápis etc. todos os trechos que possuem a aplicação de alguma regra 
taxonômica trabalhada em sala de aula. Por exemplo:
 
- Indique qual(ais) a(s) regra(s) aplicada(s) em cada caso;
 
- Quando o trecho for referente a uma regra que você já descreveu, apenas faça 
a marcação.
Texto 1 para leitura e realização da atividade (PARA IMPRIMIR)
Volume 51(##):###‑###, 2011 www.mz.usp.br/publicacoes
http://portal.revistasuso.sibi.usp.br
www.scielo.br/paz
ISSN impresso: 0031-1049
ISSN on-line: 1807-0205
UMA NOVA ESPÉCIE DE BRACHYCEPHALUS (ANURA, BRACHYCEPHALIDAE) 
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
José P. Pombal Jr.1,2
Eugenio Izecksohn1,3 
ABSTRACT
A new species of Brachycephalus is described from Sacra Família do Tinguá, municipality of
Engenheiro Paulo de Frontin, State of Rio de Janeiro, Atlantic Rain Forest. Brachycephalus
margaritatus sp. nov. is characterized by large size (SVL 15.0 to 18.9 mm), orange color in
life and cream to grayish cream in preservative, well developed dorsal plates with lateral edges
curved down, and scattered bulges on upper surfaces of the body. The geographic distribution
of B. margaritatus, B. ephippium, and B. garbeanus are provided.
Key-Words: Brachycephalidae; Geographic distribution; Brachycephalus ephippium;
Brachycephalus garbeanus; Brachycephalus margaritatus sp. nov.; Atlantic Rain Forest.
INTRODUÇÃO
A família Brachycephalidae contém atualmente
dois gêneros: Brachycephalus Fitzinger, 1826 e Iscnoc-
nema Reinhardt & Lütken, 1826, com cerca de 50
espécies válidas (Hedges et al., 2008; Frost, 2011).
Brachycephalus é endêmico da Floresta Atlântica do
sudeste e sul do Brasil (Frost, 2011; Pombal, 2003) e,
embora B. ephippium (Spix, 1824) tenha sido descrito
no primeiro quartel do século XIX, a maioria das
espécies foram descritas apenas recentemente (e.g., Al-
ves et al., 2009; Haddad et al., 2010; Pombal, 2010;
Pombal & Gasparini, 2006). O gênero Brachycephalus,
como atualmente reconhecido, pode ser diagnosticado
pela estrutura única de sua cintura escapular
(e.g., Alves et al., 2006; Izecksohn, 1971; Pombal &
Gasparini, 2006; Trueb, 1973). Recentemente foi
apresentada umaanálise filogenética molecular para
a maioria das espécies deste gênero (Clemente-Carvalho
et al., 2011).
Informações detalhadas sobre história natural
ainda são restritas a Brachycephalus ephippium. Esta
espécie diurna vive entre a serapilheira da Floresta
Atlântica, sendo ativa principalmente em dias de alta
umidade; o amplexo é inguinal e a desova é ocultada
com partículas do solo pelas fêmeas (Pombal et al.,
1994). O desenvolvimento é direto, com o embrião
se desenvolvendo em cerca de 60 dias; o recém-eclodido
possui um dente de ovo e apresenta coloração
predominantemente marrom, contrastando com a
coloração alaranjada dos adultos (Pombal et al., 1994;
Pombal, 1999). A coloração viva de várias espécies
tem sido associada ao aposematismo (Pombal, 2003;
Pires et al., 2005).
Atualmente dezessete espécies são reconhecidas
para o gênero Brachycephalus: B. alipioi Pombal
___________________
1. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional, Quinta da Boa Vista, 20940-040 Rio de Janeiro.
2. E-mail: pombal@acd.ufrj.br 
3. E-mail: eizecksohn@gmail.com
B AUTOR(ES): TÍTULO RESUMO
& Gasparini, 2006; B. atelopoide Miranda-Ribeiro, 
1920; B. brunneus Ribeiro, Alves, Haddad & Reis, 
2005; B. bufonoides Miranda-Ribeiro, 1920; B. di- 
dactylus (Izecksohn, 1971); B. ephippium (Spix, 1824); 
B. ferruginus Alves, Ribeiro, Haddad & Reis, 2006; B. 
garbeanus Miranda-Ribeiro, 1920; B. hermogenesi (Giaret-
ta & Sawaya, 1998); B. izecksohni Ribeiro, Alves, Ha-
ddad & Reis, 2005; B. nodoterga Miranda-Ribeiro, 
1920; B. pernix Pombal, Wistuba & Bornschein, 1998; 
B. pitanga Alves, Sawaya, Reis & Haddad, 
2009; B. pombali Alves, Ribeiro, Haddad & Reis, 2006; 
B. pulex Napoli, Caramaschi, Cruz & Dias, 2011; 
B. toby Haddad, Alves, Clemente-Carvalho & Reis, 
2010; e B. vertebralis Pombal, 2001 (Pombal, 2010; 
Haddad et al., 2010; Frost, 2011).
Entre as espécies reconhecidas de Bra-
chycephalus, apenas duas delas apresentam placas 
ósseas dorsais bem desenvolvidas, B. ephippium e 
B. garbeanus. Neste estudo descrevemos uma nova es-
pécie com placas ósseas dorsais desenvolvidas da 
Floresta Atlântica do Estado do Rio de Janeiro.
MATERIAL E MÉTODOS
Os espécimes examinados estão listados no apên-dice 
e depositados nas seguintes coleções: (AL-MN) Coleção Adol-
pho Lutz, Museu Nacional, Rio de Ja-neiro, Brasil; (CFBH) 
Coleção Célio F.B. Haddad, Universidade Estadual de São 
Paulo, Rio Claro, Bra-sil; (MHNCI) Museu de História Na-
tural Capão da Imbuía, Curitiba, Brasil; (MNRJ) Museu Na-
cional, Rio de Janeiro, Brasil; (MZUFV) Museu de Zoologia
“João Moojen”, Universidade Federal de Viço-
sa, Vi-çosa; (MZUSP) Museu de Zoologia, Univer-
sidade de São Paulo, Brasil; (ZUEC) Museu de Zo-
ologia “Prof. Adão José Cardoso”, Universidade 
Estadual de Cam-pinas, Campinas, Brasil; (ZUFRJ) Co-
leção de Anfí-bios, Departamento de Zoologia, Univer-
sidade Fede-ral do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
As abreviações utilizadas são: CRC (compri-mento ros-
tro-cloacal), CC (comprimento da cabe-ça), LC (largura 
da cabeça), DO (diâmetro do olho), DIO (distância inte-
rorbital), DON (distância olho--narina), DIN (distância 
internasal), CF (compri-mento do fêmur), CT (compri-
mento da tíbia) e CP (comprimento do pé). Para as me-
didas CRC, CC e LC foi usado paquímetro com preci-
são de 0,05 mm; as demais medidas foram tomadas com 
ocular micro-métrica em estereomicroscópio. As medidas 
seguem Cei (1980) e Duellman (2001) e estão em milí-
metros. Para o comprimento da cabeça foi considerada 
a dis-tância da ponta do focinho à extremidade posterior 
da crista óssea pós-orbital. Para o perfil do focinho foi se-
guida a padronização de Heyer et al. (1990). O sexo dos 
exemplares foi verificado pela presença ou ausên-cia de 
fenda vocal ou a observação de óvulos por trans-parência 
da parede abdominal. Para as comparações entre espécies 
foram utilizados indivíduos plenamente desenvolvidos.
Brachycephalus margaritatus sp. nov. 
(Figs. 1 e 2)
Brachycephalus ephippium: Izecksohn, 1971 (parte).
FIGURA 1: Brachycephalus margaritatus sp. nov. (MNRJ 39312, holótipo, CRC 17,9). Vistas dorsal e ventral.
Texto 2 para leitura e realização da atividade (PARA IMPRIMIR)
Hoehnea 33(2): 247-250, 2 fig., 2006
Epidendrum puniceoluteum, uma nova espécie de 
Orchidaceae do litoral brasileiro
Fábio Pinheiro1 e Fábio de Barros2,3
Recebido: 17.01.2006; aceito: 13.04.2006
ABSTRACT - (Epidendrum puniceoluteum, a new species of Orchidaceae from the Brazilian coastal vegetation). The authors describe 
Epidendrum puniceoluteum, a relatively common species from the South and Southeastern Brazilian coastal vegetation, which had been 
for a long time treated with various names. The new species belongs to section Schistochila, subsection Carinata of the genus Epidendrum. 
Key words: Coastal vegetation, section Schistochila, subsection Carinata
RESUMO - (Epidendrum puniceoluteum, uma nova espécie de Orchidaceae do litoral brasileiro). Os autores descrevem Epidendrum 
puniceoluteum, uma espécie relativamente comum no litoral sul e sudeste do Brasil, que tem sido tratada sob diferentes nomes. A 
nova espécie pertence à seção Schistochila, subseção Carinata do gênero Epidendrum. Palavras-chave: Restinga, seção Schistochila, 
subseção Carinata
Introdução
Epidendrum L. é um dos maiores gêneros da família 
Orchidaceae, com cerca de 1.125 espécies (Chase et al. 2003). 
Ele é bastante variável morfologicamente e mal resolvido 
taxonomicamente, já que sua delimitação genérica e a 
posição sistemática de muitas de suas espécies têm sido alvo 
de controvérsias (Dressler 1967, 1984, Brieger 1976-1977, 
Hágsater 1993, Withner & Harding 2004).
Um dos grupos de espécies mais variáveis 
morfologicamente foi delimitado primeiramente por 
Lindley (1853), constituindo o subgênero Amphiglottium 
Lindl., composto por diversas seções, entre as quais a seção 
Schistochila Lindl., a qual, por sua vez, foi subdividida em 
duas subseções -Carinata Lindl. e Tuberculata Lindl. - com 
base na morfologia dos calos do labelo. Trabalhos posteriores 
como os de Cogniaux (1898-1902), Pabst & Dungs (1975) e 
Brieger (1976-1977) seguiram, em grande parte, a classificação 
de Lindley (1853).
Três espécies da subseção Carinata com distribuição 
exclusiva no Brasil (Epidendrum
denticulatum Barb. Rodr., E. fulgens Brongn. e E. 
cinnabarinum Salzm.), apresentam grande variação 
morfológica (Pinheiro 2005), distribuindo-se ao longo do 
litoral brasileiro: E. cinnabarinum pode ser encontrado desde 
o Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, E. denticulatum, 
desde o Sul da Bahia até o litoral Norte de São Paulo, e E. 
fulgens, desde o litoral Sul do Rio de Janeiro até o Sul do Rio 
Grande do Sul. Além da ocorrência em restinga, estas espécies 
também podem ser encontradas em alguns pontos no interior 
do continente.
Uma quarta espécie também ocorre em vários pontos ao 
longo do litoral brasileiro, principalmente em ilhas marítimas 
das regiões Sul e Sudeste, e vem sendo erroneamente 
identificada por outros nomes, como Epidendrum purpureum 
Barb. Rodr. ou E. fulgens Brongn. Como plantas dessa 
quarta espécie ocorrem em áreas de restinga, que também 
abrigam populações de Epidendrum fulgens, a separação 
entre elas não é muito óbvia num primeiro momento. Porém, 
Pinheiro & Barros (dados não publicados), utilizando análise 
morfométrica e marcadores moleculares do tipo AFLP 
(Amplified Fragment Length Polymorphisms)
 
1. Universidade de São Paulo, Instituto de Biociências, Departamento de Botânica, Cidade Universitária, Rua do Matão 277, 05508-900 São Paulo, SP, Brasil
2.Instituto de Botânica, Caixa Postal 4005, 01061-970 São Paulo, SP, Brasil
3.Autor para correspondência: fdebarros@terra.com.br
248 Hoehnea 33(2): 247-250, 2006
detectaram clara descontinuidade morfológica e genética entre 
os indivíduos analisados, bem como entre eles e os táxons mais 
próximos: Epidendrum denticulatume E. cinnabarinum. Neste 
trabalho, a quarta espécie, até agora negligenciada, é descrita 
e ilustrada.
Resultados e Discussão
Epidendrum puniceoluteum F. Pinheiro & F. Barros,
sp. nov. TIPO: BRASIL. PARANÁ: Paranaguá, Balneário 
Shangri-lá, I-1996, O.S. Ribas et al. 1051 (holótipo SPF; 
isótipo MBM).
Affine Epidendrum denticulatum sed floribus puniceus 
callis flavis, labello, petalis et sepalo dorsali longioribus, petalis 
et sepalis lateralibus latioribus differt. Simile Epidendrum 
fulgens sed petalis marginibus integris, labello puniceo callis 
flavis, pedicello et lobis labelli longioribus, callis labelli et 
lobo medio labelli latioribus, gymnostemio parvo differt. 
Figuras 1-2
Terrestre. Caule simples, 13-151 cm compr., recoberto por 
bainhas amplexicaules, com folhas evidentes. Folhas dísticas, 
largamente lanceoladas a oblongo-lanceoladas, 60-105 × 11-
29 mm, ápice agudo. Inflorescência apical, simples, 21-52 
cm compr., em corimbo com 4-17 flores, às vezes ramificada, 
produzindo outras inflorescências ou caules laterais; escapo 
muito mais longo que a raque, envolvido por bainhas de 4-8 
cm compr.; brácteas 4-7 mm compr.; pedicelo mais ovário 18-
32 mm compr. Flores com sépalas e pétalas vermelhas, labelo 
vermelho, com calo do labelo amarelo-alaranjado; sépalas 
oblongo-lanceo-ladas, a dorsal 11,3-17,4 × 4,5-7 mm, ápice 
curtamente acuminado, as laterais 12,3-18 × 4,8-7,5 mm, 
ligeiramente falcadas; pétalas 12-17,8 × 4-7,7 mm, lanceoladas 
ou oblongo-lanceoladas, ápice curtamente acuminado; labelo 
trilobado, base em forma de ungüículo, adnato à face ventral 
do ginostêmio, lâmina do labelo livre, 4,7-8,3 × 12,6-20,2 
mm, margens fimbriadas, lobos laterais 5,7-9,3 × 4,4-10,1 
mm, orbiculares, lobo central 3,6-7 × 5,1-10,1 mm, âmbito 
sub-obcordiforme a sub-orbicular, disco do labelo com 2 calos 
basais e um calo disposto longitudinalmente entre os basais, 
no total de 3,1-6,2 × 1,9-4,1 mm; coluna 7,7-12,5 mm compr.; 
antera terminal, polínias 4, ceróides, lateralmente achatadas, 
providas de caudícula; rostelo fendido, paralelo ao eixo do 
ginostêmio.
Parátipos: BRASIL. PARANÁ: Guaratuba, Brejatuba, 
X-1951, A. Frenzel s.n. (MBM4797), idem, X-1966, J.C. 
Lindeman & J.H. de Haas 2597 (MBM); Matinhos, I.-1950, 
G. Hatschbach 1858 (MBM), idem, Praia das Gaivotas, VIII-
1972, G. Hatschbach 30262 (MBM); Paranaguá, XII-1910, 
F.C. Hoehne 4124 (R), Balneário Shangri-Lá, I-1996, O.S. 
Ribas et al. 1051 (MBM), Caiobá, X-1929, F.C. Hoehne s.n. 
(SP24337), idem, X-1947, G. Tessmann s.n.(MBM213948), 
idem, Praia do Mendanha, XI-1962, E.A. Moreira 331 
(MBM), Ilha do Mel, Morro do Farol, II-1985, W.S. Souza 
s.n. (MBM108290), idem, Praia Grande, IX-1985, R.M. Brites 
94 (MBM), idem, Praia da Fortaleza, V-1996, R.B. Singer & 
A.A. Cocucci s.n. (MBM226991), idem, II-1998, R.B. Singer 
32 (MBM). RIO GRANDE DO SUL: Maquiné, Osório, VI-
1950, G. Pabst 641 (HB). SANTA CATARINA: Barra Velha, 
I-1988, A. Krapovickas & C.L. Cristóbal 42116 (MBM); 
Itajaí, entre Praia de Cabeçudas e Praia Brava, I-1950, B. Lutz 
s.n.(R204284). SÃO PAULO: Cananéia, X-1961, H.D. Bicalho 
s.n. (SP174972), I-1979, V.F. Ferreira 516 (RB), Ararapira, 
Praia do Meio, IV-1918, F.C. Hoehne s.n. (SP1888), Ilha do 
Cardoso, restinga de Itacuruçá 10-IV-2005, R.P. Romanini & 
F. Pinheiro 199 (SP), idem, 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. 
Pinheiro 200 (SP), idem, 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. 
Pinheiro 201 (SP), idem, 10-IV-2005, R.P. Romanini & F. 
Pinheiro 202 (SP); Iguape, II-1965, G. Eiten & W.D. Clayton 
6199 (SP), Morro das Pedras, s.d., A.C. Brade s.n. (HB8642); 
Ilha Comprida, IX-1994, M.E. Basso et al. 24 (SP), IX-1994, 
M.E. Basso et al. 24 (SP); Ipanema, I-1894, s. col. (R35845); 
Pariquera-Açú, estrada para Cananéia, II-1995, H.F. Leitão-
Filho et al. 32845 (UEC); Praia Grande, restinga, XII-1979, 
E. Catharino s.n. (HB70317).
Epidendrum puniceoluteum ocorre em vegetação de 
restinga, tanto entre gramíneas em formações abertas, como 
em mata de pequeno porte, crescendo apoiado sobre arbustos 
e arvoretas, condição na qual já foram observados indivíduos 
que alcançavam até cerca de 4 metros de altura. A espécie 
possui registros desde o município de Osório, no Rio Grande 
do Sul, até Praia Grande, em São Paulo. Atualmente podem 
ser encontradas populações numerosas na Ilha Comprida, Ilha 
do Cardoso (Cananéia, SP), Ilha de Superagui e Ilha do Mel 
(ambas em Paranaguá, PR).
Instituto de 
Ciências da Saúde
Disciplina: Princípios de 
Sistemática e Biogeografia
Título da aula: Elaboração de um estudo 
cladístico hipotético
AULA 3
ROTEIRO 1
Materiais
 � imagens e/ou materiais biológicos disponibilizados (neste roteiro ou pelo professor);
 � folhas A4;
 � lápis, borracha e régua.
Objetivos
 � compreender as etapas de elaboração de um estudo cladístico;
 � construir um cladograma que represente uma hipótese de relação de parentesco 
entre os táxons escolhidos;
 � identificar a utilidade de um cladograma no contexto da sistemática.
Procedimento
Introdução
Cladística ou sistemática filogenética é um método para se criar hipóteses sobre relações 
de parentesco entre organismos, ou seja, um método para reconstruir árvores evolutivas. 
A base da análise cladística são os dados sobre caracteres e tendências nos seres em que 
se tem interesse. Esses caracteres podem ser anatômicos, fisiológicos, comportamentais 
ou moleculares (por exemplo: sequências genéticas). O resultado dessa análise é uma 
árvore que representa a hipótese sobre as relações entre os seres. Contudo, é importante 
considerar que árvores desse tipo são tão boas quanto os dados que foram usados para sua 
construção. 
Uma análise cladística possui 3 pontos fundamentais:
1. Mudanças em características ocorrem em linhagens ao longo do tempo.
2. Todo grupo de organismos descende de um ancestral comum.
3. Existe um padrão ramificado (ou bifurcante) de divisão de linhagens.
Leitura de cladogramas
Uma filogenia ou cladograma representa as relações evolutivas entre um grupo de 
organismos (táxons). As extremidades representam grupos de táxons descendentes 
(geralmente espécies) e os nós representam o ancestral comum daqueles descendentes. 
Dois descendentes que surgem de um mesmo nó são chamados de grupo irmão. 
No exemplo ao lado, as espécies A e B são 
grupos irmãos, ou seja, cada um deles é o 
parente mais próximo do outro. Muitas 
filogenias também incluem o grupo 
externo, ou seja, um táxon usado apenas 
para comparação e que não faz parte do 
grupo de interesse. No exemplo ao lado é 
o táxon C. 
É possível observar nos cladogramas a existência de politomias que são nós com mais 
de duas linhagens descendentes. Isso pode significar que:
a) Temos falta de conhecimento: geralmente isso significa que não possuímos 
informações suficientes para representar como aqueles táxons estão relacionados. Sem 
resolver esse nó, os especialistas que produziram a filogenia estão dizendo ao leitor para 
não tirar qualquer conclusão e também para ficar atento na busca de informações novas 
que possam resolver a politomia. 
b) Rápida especiação: às vezes, a politomia está representando múltiplos eventos de 
especiação que ocorreram ao mesmo tempo. Nesses casos, 
todas as linhagens descendentes são igualmente próximas 
umas das outras. O exemplo de filogenia ao lado mostra 
as relações de parentesco entre membros de um grupo de 
peixes chamado ciclídeos. Esse grupo sofreu rápida 
especiação depois da formação de seus habitats (lagos) 
na África e isso resultou em muita politomia.
Atividade (melhor realizada em duplas ou trios)
O passo a passo do estudo cladístico
Realize as etapas a seguir utilizando o material (imagens ou exemplares) disponibilizado 
e sempre pedindo ajuda do professor. 
Uma análise cladística tipicamente requer os seguintes passos (eles podem parecer 
simples, mas cada um requer muito esforço de conhecimento e trabalho):
1) Escolha dos táxons: o seu interesse é pela relação de parentesco entre quaistáxons? 
Ao responder a essa pergunta, você terá escolhido os táxons que serão as extremidades de 
seu cladograma. Por exemplo, você pode escolher 20 espécies de besouros que pertencem 
ao mesmo gênero. 
Atividade: defina qual será seu grupo interno com o auxílio do professor.
 
2) Definição dos caracteres: é uma importante etapa na qual devemos definir os 
caracteres que serão usados e examinar cada táxon para determinar os estados dos 
caracteres. Por exemplo, você pode selecionar um conjunto de informações morfológicas 
como seus caracteres (por exemplo: número de segmentos na antena, número de pernas, 
presença de uma nervura superior na asa etc.) e os estados dos caracteres serão as variações 
anatômicas que os organismos têm (por exemplo: 6 ou 5 segmentos nas antenas, nervura 
superior da asa ausente ou presente etc.). Atenção!!! Use apenas características homólogas. 
Atividade: defina de 6 a 10 caracteres que serão comparados entre os táxons, lembrando 
que cada um tem que ter pelo menos duas variações (por exemplo: ausente/presente; azul/
verde/castanho); em seguida preencha a tabela anexa com essas informações.
3) Determinar a polaridade dos caracteres: é o equivalente a estabelecer a ordem 
evolutiva das transformações sofridas por cada caractere. Por exemplo, nos besouros usados 
como exemplo, todas as espécies possuem 6 segmentos na antena porque evoluíram a 
partir de um ancestral que tinha 5 segmentos na antena, ou as espécies têm 5 segmentos 
na antena porque perderam um segmento a partir do ancestral que tinha 6 segmentos na 
antena? Essa etapa pode dar algum trabalho, pois descobrir a ordem evolutiva não é fácil. 
Para tentar facilitar as coisas, pode-se usar o grupo externo, pois a condição que estiver 
representada no grupo externo será a condição mais primitiva (antiga ou plesiomorfia). 
Atividade: com a ajuda do professor, defina qual será o grupo externo a ser usado. Em 
seguida retorne à tabela preenchida com as informações e identifique, para cada estado de 
cada caractere, se ele é uma apomorfia (condição nova) ou plesiomorfia (condição antiga).
4) Faça a codificação dos estados dos caracteres: para facilitar a construção de um 
cladograma à mão ou usando softwares é necessário fazer a codificação das informações, 
ou seja, transformar em números. 
Atividade: para isso é bastante simples. Volte na tabela que você construiu nos últimos 
dois passos e simplesmente substitua tudo o que for plesiomorfia por 0 e o que for apomorfia 
por 1, 2, 3 (dependendo de quantas variedades existam). Veja o exemplo da tabela a seguir:
Caractere Estados
Asas Presente (0), ausente (1)
Cor do olho Azul (0), castanho (1), verde (2)
5) Construa a matriz de caracteres: chegou o momento de criar a matriz de caracteres 
que é a tabela que reúne toda a informação levantada no estudo. Para sua construção, use 
o modelo representado mais adiante neste roteiro. Na primeira coluna (esquerda), coloque 
os táxons que você escolheu para o grupo interno. Cada uma das outras colunas será para 
representar uma característica da tabela que você já construiu. Para preencher o restante 
da matriz deve-se fazer o seguinte procedimento: Pergunta: o táxon A na característica 
1 possui qual estado codificado? Resposta: 0  colocamos o 0 no cruzamento da linha 
do táxon A com a coluna da característica 1. Repita o mesmo para os outros táxons. Com 
isso, você vai preencher a segunda coluna. Repita o mesmo procedimento para todas as 
características. O resultado final deve ser parecido com a imagem a seguir:
 
1 2 3 4 5 6
Aliens aliens 0 1 1 1 0 0
A. pleno 1 0 0 0 0 1
A. nula 0 0 1 0 1 0
A. bios 0 0 1 0 1 0
A. flan 0 1 1 1 0 0
A. lux 1 0 0 0 0 1
6) Etapa seguinte: o próximo passo seria converter a matriz em cladograma. Dependendo 
das características usadas, essa tarefa pode não ser fácil. Portanto, não precisa dar 
continuidade.
 
 
Tabela de características
Característica Estados
Matriz de caracteres
Características
Táxon 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Instituto de 
Ciências da Saúde
Disciplina: Princípios de 
Sistemática e Biogeografia
Título da aula: Endemismo: exemplo brasileiro 
(Bothrops insularis)
AULA 4
ROTEIRO 1
- Texto 1: A jararaca da Ilha da Queimada Grande
Obter do link:
https://www.researchgate.net/publication/303192686_A_jararaca_da_Ilha_da_
Queimada_Grande
- Texto 2: A ilha das cobras
Obter do link:
https://ecoevo.com.br/publicacoes/pesquisadores/otavio_marques/2012_revista%20
geo_a%20ilha%20das%20cobras.pdf
- Videodocumentário sobre a Ilha da Queimada Grande e a espécie endêmica Bothrops 
insularis (pode ser escolhido pelo professor).
- Questionário sobre o tema.
- Imagens auxiliares do local e dos animais.
Objetivos
 � identificar as características anatômicas da Bothrops insularis e sua biologia;
 � comparar suas características com outras espécies do mesmo gênero;
 � caracterizar as condições do ambiente de vida do animal;
 � correlacionar as características e fisiologia do animal com seu habitat;
 � caracterizar essa espécie como um caso de endemismo.
Procedimento
 � Realizar uma leitura preliminar do questionário (anexo);
 � Realizar a leitura atenta dos textos 1 e 2;
 � Assistir ao vídeo disponível;
 � Buscar no vídeo e nas imagens disponibilizadas as respostas para o questionário.
Questionário sobre endemismo da Ilha da Queimada Grande
1) Onde vive a jararaca ilhoa?
2) Quais condições climáticas predominam nesse local? Como é o ecossistema local?
3) Quais características morfológicas se destacam nessa serpente?
4) Quais hábitos de vida (alimentar, reprodutivo etc.) podem ser associados a essa 
serpente?
5) Comente sobre as diferenças em relação à jararaca do continente.
6) Comente uma interpretação científica que explique esse caso de endemismo.

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