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DESCRIÇÃO
Definição e objetivos do Sistema de Gestão Ambiental na identificação das vantagens e os desafios para implementação do SGA ou de um
Sistema de Gestão Integrado ‒ SGI por meio do ciclo PDCA.
PROPÓSITO
As organizações da atualidade sabem que precisam ser cada dia mais eficientes e entregar maior valor agregado aos seus clientes, mas de
forma sustentável. Nesse contexto, SGs como o Sistema de Gestão Ambiental e o Sistema da Gestão da Qualidade podem ser
implementados de forma separada ou integrada, e adicionados e integrados ao Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional,
podem conectar diferentes propósitos de gestão, aumentando significativamente a capacidade da organização.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Descrever o Sistema de Gestão Ambiental: definição e objetivos
MÓDULO 2
Identificar as vantagens e os desafios das empresas com SGA
MÓDULO 3
Aplicar PDCA
MÓDULO 4
Descrever o Sistema de Gestão Integrada
INTRODUÇÃO
ELEMENTOS DE PROJETO DE FERROVIAS
AVISO: Orientações sobre unidades de medida
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ORIENTAÇÕES SOBRE UNIDADES DE MEDIDA
Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o
Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais
escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos números e das unidades.
MÓDULO 1
 Descrever o Sistema de Gestão Ambiental: definição e objetivos
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: DEFINIÇÃO E OBJETIVOS
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A preocupação mundial com a preservação dos recursos naturais e com a degradação ambiental cresceram de maneira muito acentuada nos
últimos anos. É, sem sombra de dúvidas, uma das questões mais discutidas não só no meio acadêmico e na esfera ambiental, como no meio
político e econômico.
A preocupação das organizações com o crescimento de forma sustentável tem levado à busca por mecanismos que possam auxiliar no
processo de progredir, mas sem poluir e degradar o meio ambiente. Segundo Becker (2011), a globalização, aliada a consumidores
responsáveis sob o paradigma ambiental, trouxe às organizações vários desafios diários, e na dependência de como os mesmos agem e
reagem está o seu sucesso. Nesse sentido, a adoção de um Sistema de Gestão Ambiental se transformou em uma ferramenta que em muito
pode auxiliar as organizações nessa difícil, mas possível jornada.
O Sistema de Gestão Ambiental, conhecido pela sigla SGA, pode ser entendido como um conjunto de procedimentos para administrar uma
organização, com o objetivo de obter eficiência em relação ao uso dos recursos naturais, causando o menor impacto possível ao meio
ambiente. Torna possível que uma organização tenha controle sobre os impactos provocados ao meio ambiente e possa melhorar de forma
contínua suas operações e negócios.
O SGA possibilita revisões do processo de produção e sua relação não só com o meio ambiente, mas com o meio social e econômico,
ajudando na identificação das atividades que causam poluição, ajudando na identificação do desperdício de matéria-prima e de energia, nos
processos produtivos. Em outras palavras, o Sistema de Gestão Ambiental tem como objetivo principal promover maior entendimento,
organização e planejamentos das ações de uma indústria ou qualquer outro tipo de organização em relação aos impactos ambientais
oriundos de seus processos e produtos.

1970
Antes da década de 1970, havia uma atitude passiva em relação à gestão do meio ambiente. Nesse período, o desenvolvimento
econômico justificava a poluição, não havendo investimento no controle ambiental.
1970 - 1980
Em uma segunda etapa, entre as décadas de 1970 e 1980, passou a haver uma atitude reativa, na qual o controle era feito unicamente
para atendimento à legislação (chamado controle end of pipe, expressão em inglês que significa fim da chaminé, fim do tubo). A gestão
ambiental era restrita ao nível gerencial, sem integração com os trabalhadores e com os processos produtivos.


1990
A partir dos anos 1990, iniciou-se a fase dita proativa, na qual o desenvolvimento ambiental passou a ser considerado como fator de
desenvolvimento econômico. A partir daí, passou a haver, então, interação em todos os níveis da organização, como consequência da
consciência ambiental e de outros fatores, como a legislação ambiental e o avanço da tecnologia da informação.
O Reino Unido, que foi o berço dos chamados sistemas de qualidade, também foi pioneiro dos Sistemas de Gestão Ambiental, que foram
normalizados por meio da elaboração da norma BS-7750, cuja versão original foi publicada em 1992. Na ocasião, devido ao interesse cada
vez mais crescente no que diz respeito aos problemas ambientais em outras regiões, foi implantado pela Organização Internacional para
Padronização (ISO), em março de 1993, o Comitê Técnico 207. Este comitê recebeu a tarefa de elaborar uma série de normas relacionadas
ao meio ambiente, originando, assim, a Série ISO 14000. É a ISO 14001 a norma da série ISO 14000 que especifica os principais requisitos
de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
A implementação da ISO 14001 deve ser buscada por aquelas organizações que desejam estabelecer ou mesmo aprimorar um Sistema de
Gestão Ambiental ficando, dessa forma, seguras em relação às políticas ambientais praticadas. Além disso, desejam demonstrar a clientes e
a organizações externas que estão trabalhando de acordo com práticas sustentáveis.
CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE A ISO 14001
Embora o estudo da série ISO 14000 esteja planejado para outro momento do curso, vale a pena conhecer aqui alguns principais aspectos
relacionados a ISO 14001, norma tão importante no que tange ao estudo do Sistema de Gestão Ambiental. A norma ISO 14001, da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é a responsável por regulamentar o Sistema de Gestão Ambiental, estabelecendo os
requisitos para a implementação e operação.
Foi elaborada para ajudar as organizações a adequar as suas responsabilidades ambientais aos seus processos e, ainda assim, continuar
sendo bem-sucedidas comercialmente. Auxilia na identificação e no gerenciamento dos riscos ambientais relacionados às atividades
desenvolvidas pela organização, considerando a prevenção e a proteção do meio ambiente, a conformidade legal e as necessidades
socioeconômicas. De forma simples e resumida, serve como um guia para implantação e manutenção de um Sistema de Gestão Ambiental.
Existem vários motivos para que as organizações adotem uma abordagem estratégica, com o objetivo de melhorar o seu desempenho
ambiental. As empresas que fazem uso da norma NBR ISO 14001 relatam que ela ajuda a:
Alcançar os objetivos estratégicos de negócios por meio da incorporação de questões ambientais na gestão das empresas.
Aumentar o envolvimento da liderança e o comprometimento dos funcionários.
Demonstrar conformidade com requisitos legais e regulamentares atuais e futuros.
Melhorar a reputação da empresa e a confiança das partes interessadas mediante comunicação estratégica.
Oferecer vantagem competitiva e financeira aumentando a eficiência e reduzindo custos.
Incentivar a melhoria do desempenho ambiental por parte de fornecedores, integrando-os aos sistemas de negócios da empresa,
entre outros.
Seguir essa norma significa ter que analisar quais áreas da atividade provocam maior impacto ambiental, levando em conta inclusive a
legislação em vigor e, com base nisso, criar maneiras para reduzir os impactos, com análises críticas, de forma que a melhoria seja sempre
contínua.
A ISO 14001 NÃO É SÓ UMA NORMA A SER COLOCADA NO PAPEL. PELO CONTRÁRIO,
REQUER O COMPROMETIMENTO DE TODA A ORGANIZAÇÃO, A FIM DE CONTROLAR
CUSTOS, REDUZIR RISCOS E MELHORAR O DESEMPENHO DA EMPRESA EM QUESTÃO.
De acordo com a NBR ISO 14001/2015, o sucesso de um Sistema de Gestão Ambiental depende do comprometimento de todos os níveis
e funçõesda organização, começando pela alta direção. Ainda segundo essa norma, o nível de complexidade do sistema de gestão
ambiental varia dependendo do contexto da organização, do escopo do seu sistema de gestão ambiental, de seus requisitos legais e outros
requisitos e da natureza de suas atividades, produtos e serviços, incluindo seus aspectos ambientais e impactos ambientais associados.
 Modelo do Sistema de Gestão Ambiental para a Norma ISO 14001.
EXISTE DIFERENÇA ENTRE GESTÃO AMBIENTAL E SISTEMA DE
GESTÃO AMBIENTAL?
É algo costumeiro as pessoas confundirem Gestão Ambiental com Sistema de Gestão Ambiental. Mas é preciso esclarecer que, apesar de
terem alguns pontos em comum, Gestão Ambiental e Sistema de Gestão Ambiental são coisas diferentes.
GESTÃO AMBIENTAL É O SISTEMA QUE INCLUI ATIVIDADES DE
PLANEJAMENTO, RESPONSABILIDADES, PROCESSOS E RECURSOS PARA
DESENVOLVER, IMPLEMENTAR, ATINGIR, ANALISAR CRITICAMENTE E MANTER
A POLÍTICA AMBIENTAL. É O QUE A EMPRESA FAZ PARA MINIMIZAR OU
ELIMINAR OS EFEITOS NEGATIVOS PROVOCADOS NO AMBIENTE POR SUAS
ATIVIDADES.
(TINOCO E KRAEMER 2004, p. 109)
A Gestão Ambiental está relacionada com o uso dos recursos naturais de maneira sustentável. Significa, de forma simples e objetiva, que
haverá produção, mas sem agredir o meio ambiente. Ou ainda, o processo ocorre de forma ecologicamente correta, mas sem que com
isso haja a redução da produtividade. Envolve todas as interfaces de uma dada organização com o meio ambiente, seja no gerenciamento
dos resíduos sólidos produzidos pelos processos, no gerenciamento dos efluentes líquidos, dos efluentes atmosféricos ou mesmo
relacionado ao consumo de água, de energia elétrica etc.
O MAIOR OBJETIVO DA GESTÃO AMBIENTAL É A BUSCA CONSTANTE PELA MELHORIA
CONTÍNUA EM SE TRATANDO DAS QUESTÕES RELACIONADAS AO MEIO AMBIENTE.
As empresas que apresentam um nível, ainda que mínimo, de Gestão Ambiental, de maneira geral, possuem um setor que é responsável
pelo atendimento e cumprimento das exigências feitas pelos órgãos ambientais competentes. Esse mesmo setor é, quase sempre,
responsável também pela indicação dos equipamentos para controle ambiental apropriados para a atividade que estiver sendo desenvolvida
e que atendam ao seu potencial para provocar impactos ao meio ambiente. Esse procedimento demonstra que a empresa apresenta uma
postura de preocupação com as questões ambientais, procurando evitar os riscos, mas limitando-se em atender aos requisitos legais.
O Sistema de Gestão Ambiental, contudo, é a parte da Gestão Ambiental que inclui a estrutura organizacional da empresa, por meio de
procedimentos, atividades e recursos para desenvolver, implementar e manter a política ambiental. Destaca-se, aqui, que, como política
ambiental, entende-se que seja um conjunto de ações ordenadas e práticas realizadas por empresas e governos, com o objetivo de preservar
o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável do planeta.
O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL É, NA VERDADE, NADA MAIS DO QUE PADRONIZAR,
DOCUMENTAR E ORGANIZAR AS PRÁTICAS DE GESTÃO AMBIENTAL DA EMPRESA.
PODEMOS DIZER, AINDA, QUE O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ESTÁ INSERIDO OU FAZ
PARTE DA GESTÃO AMBIENTAL.
A empresa que implanta um Sistema de Gestão Ambiental, de fato, adquire um olhar estratégico no que diz respeito ao meio ambiente, ou
seja, deixa de agir unicamente se preocupando com os riscos, mas consegue perceber também as oportunidades. Quando ocorre a
implantação do SGA, ocorre também o desenvolvimento da empresa como um todo, de maneira que a responsabilidade ambiental passa
a ser disseminada para todos os setores, independentemente de serem da área de compras, operacional, de projetos, de serviços gerais, de
administração, entre outros setores que existam na empresa.
 ATENÇÃO
Vale a pena destacar que o mais importante em um Sistema de Gestão Ambiental é a organização e sistematização do conhecimento de
maneira que as ações, práticas e métodos da empresa possam seguir o ciclo PDCA, que será estudado mais adiante, no módulo 3.
POR QUE IMPLANTAR O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL?
SERÁ QUE É REALMENTE NECESSÁRIO?
Há uma série de questionamentos que permeiam o empresariado, de uma maneira geral, quando se trata da implantação do Sistema de
Gestão Ambiental. São dúvidas e perguntas como:


SERÁ QUE REALMENTE É NECESSÁRIO, JÁ QUE A POLUIÇÃO É INEVITÁVEL?


É CARO, NÃO DÁ RETORNO. NÃO SERÁ, PORTANTO, SOMENTE PARA AS
EMPRESAS RICAS E DE GRANDE PORTE?


SERÁ QUE VAI EXIGIR MUITO TEMPO E MUITO ESFORÇO DA EMPRESA?


NÃO SERÁ UMA AMEAÇA PARA A EMPRESA, JÁ QUE OS PROBLEMAS
AMBIENTAIS SERÃO EXPOSTOS E, PROVAVELMENTE, SOLUÇÕES TERÃO QUE
SER APRESENTADAS PARA SOLUCIONAR OS MESMOS?


ESSAS SOLUÇÕES DE CONTROLE AMBIENTAL NÃO ENVOLVEM ALTOS
INVESTIMENTOS?
São perguntas que, muitas vezes, só são respondidas quando a empresa toma a decisão de implantar o sistema. Porém, se o empresariado
avaliasse o custo de não ter um Sistema de Gestão Ambiental, muito provavelmente teria uma percepção diferente e não hesitaria em optar
pela sua implementação.
A imagem a seguir, apresenta, de forma simplificada, alguns problemas a serem enfrentados pela falta de um Sistema de Gestão Ambiental.
 Problemas enfrentados pela falta de um Sistema de Gestão Ambiental.
Analisando a imagem anterior, percebe-se claramente que, apesar de não ser obrigatória, a implantação do Sistema de Gestão Ambiental
pode evitar, entre muitas outras coisas, a existência de passivos ambientais, multas, processos judiciais, acidentes ambientais, danos à
imagem da empresa, perda de competitividade etc., possibilitando que a organização controle constantemente os impactos ambientais
causados pelos seus processos. Uma vez que o Sistema de Gestão Ambiental esteja implantado e funcionando plenamente, a organização
fica comprometida a atender não só os requisitos legais, mas também outras normas de forma voluntária, por ela definidas. Buscar de forma
incessante a melhoria contínua no desempenho de seus processos.
A crescente conscientização ambiental da sociedade fez com que aumentasse a cobrança sobre as organizações no que tange aos seus
padrões de produção e consumo de forma sustentável. Dessa maneira, as empresas que compreenderem que, para continuarem atuando de
forma competitiva no mercado, precisarão inserir, cada vez mais, em suas estratégias comerciais, componentes para a proteção ambiental,
ganharão novas oportunidades de negócios, por serem identificadas como empresas ecologicamente corretas.
E QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS DO SISTEMA DE GESTÃO
AMBIENTAL?
As oportunidades e as melhorias em todos os processos da organização devem ser buscadas por meio da perspectiva do Sistema de Gestão
Ambiental, com o objetivo de minimizar os impactos gerados pelas suas atividades. Este é um modelo de gestão considerado sustentável.
Está fundamentado em cinco princípios básicos, que precisam ser seguidos pelas organizações que desejam ter um Sistema de Gestão
Ambiental:
Conhecer o que deve ser realizado, assegurando o comprometimento com o Sistema de Gestão Ambiental e definindo a política ambiental.
Elaborar um plano de ação voltado ao atendimento dos requisitos da política ambiental.
Assegurar as condições para o cumprimento dos objetivos e metas ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias.
Realizar avaliações qualiquantitativas periódicas de conformidade ambiental da empresa.
Revisar e aperfeiçoar a política ambiental, os objetivos e metas e as ações implementadas para assegurar a melhoria contínua do
desempenho ambiental da empresa.
Segundo Naime (2004), a sustentabilidade implica o prolongamento do uso produtivo dos recursos naturais e, para tanto, é necessário
atentar para a capacidade regenerativa do meio ambiente, de modo que possa haver um equilíbrio entre o crescimento econômico e a
preservação ambiental.
Os impactos ambientais globais como efeito estufa, oriundos do lançamento indevido no meio ambiente de substânciasquímicas como o
dióxido de carbono, metano, entre outras de menor relevância, são evidentes quando observamos as mudanças climáticas que vêm
ocorrendo no planeta.
A multiplicação dos riscos ambientais e tecnológicos de graves consequências são elementos importantíssimos para que se possa entender
os limites e as transformações ocorridas na caminhada da construção dessa moderna sociedade, sendo cada vez mais explícita a
complexidade do processo de transformação de uma sociedade crescentemente, não só ameaçada, mas diretamente afetada por riscos e
agravos socioambientais. Implantar um Sistema de Gestão Ambiental, atendendo de forma eficaz os seus princípios básicos, apesar de não
ser uma exigência legal, vem se tornando cada vez mais essencial para que as organizações consigam se tornar mais competitivas e
lucrativas, porém sem perder o foco nas questões relacionadas à preservação ambiental.
VEM QUE EU TE EXPLICO!
Gestão Ambiental
Sistema de Gestão Ambiental
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 2
 Identificar as vantagens e os desafios das empresas com SGA
VANTAGENS E DESAFIOS DAS EMPRESAS COM SGA
VANTAGENS DAS EMPRESAS COM SGA
Chegamos a um ponto do nosso estudo em que você deve estar pensando: sim, eu já entendi o que é um Sistema de Gestão Ambiental, já
entendi a sua importância no contexto geral de uma organização, já entendi que a base da elaboração desse sistema é uma norma
regulamentadora, a ISO 14001, entre outros aspectos. Mas, quais são, de fato, as vantagens que uma empresa tem com a implementação do
SGA e os desafios que precisa enfrentar para fazê-lo? São perguntas e dúvidas pertinentes e que serão esclarecidas agora.
Atualmente, tanto as grandes quanto as médias e pequenas empresas já reconhecem a vital importância de contribuir com o
desenvolvimento sustentável. Em um primeiro momento, essa compreensão ocorreu porque ficou comprovada por meio das pesquisas
científicas a enorme influência das ações humanas sobre as mudanças globais ocorridas no meio ambiente. Em segundo lugar, porém de
igual importância, devido ao fato de as organizações terem percebido que podem obter diversos ganhos econômicos por meio do estímulo ao
desenvolvimento sustentável.
Em um período no qual a governança brasileira está cada dia mais preocupada com as questões relacionadas ao meio ambiente,
desenvolver e colocar em prática um Sistema de Gestão Ambiental, tem como resultado, entre vários outros benefícios, a melhoria da
imagem da organização, a melhoria dos processos produtivos, a redução de riscos e acidentes ambientais, a melhoria na eficiência
energética, a redução de gastos desnecessários com matéria-prima, além da possibilidade de escapar das multas impostas pelos órgãos
ambientais, como o Ibama, por exemplo.
A obtenção de financiamentos com juros mais atrativos é uma outra característica positiva para as empresas que possuem um Sistema de
Gestão Ambiental. Caso a empresa possua um bom histórico demonstrando respeito ao meio ambiente, as possibilidades de conseguir
empréstimos bancários, de instituições financeiras públicas, com custos menores, aumentam de forma muito significativa.
POR MEIO DO SEU SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL, A EMPRESA PODE IDENTIFICAR,
CONTROLAR E REDUZIR A QUANTIDADE DE INCIDENTES AMBIENTAIS QUE PODERIAM VIR
A OCORRER, GERANDO CUSTOS ENORMES PARA A ORGANIZAÇÃO OU, ATÉ MESMO, O
ENCERRAMENTO DE SUAS ATIVIDADES.
Ao implantar um Sistema de Gestão Ambiental, a empresa pode solicitar o certificado ISO 14001, que é exigido por muitos países para que
os produtos dessa empresa possam ser importados. A certificação ISO 14001 demonstra que a empresa está preocupada com os lucros, mas
também com a gestão dos impactos ambientais, fazendo com que a organização seja reconhecida por respeitar o meio ambiente, trazendo
maior reconhecimento e novas oportunidades de negócios. A certificação não é obrigatória, porém não a ter pode diminuir as chances de
exportação de uma empresa brasileira. Naturalmente, uma vez tendo obtido a certificação, as empresas passam a ter um padrão
internacional e, assim, evitam ter que obter uma nova certificação emitida pelo país de destino e eliminam barreiras ao seu comércio.
Possuir um sistema de gestão ambiental implantado traz consigo inúmeras vantagens, dentre as quais estão destacadas a seguir as cinco
que são consideradas principais e, portanto, de extrema relevância:
CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO
Estar em conformidade com a legislação ambiental evita penalidades, processos criminais, indenizações civis, paralisação das atividades da
empresa, evita a possibilidade de mudança de local de funcionamento, além de evitar a menor tolerância das autoridades competentes. Se
pararmos para pensar, evitando todos esses problemas, a empresa também está evitando prejuízos econômicos.
MELHORIA DA IMAGEM DA EMPRESA
Atualmente, os consumidores em geral dão preferência a produtos que são ecologicamente corretos ou, ainda, produzidos por empresas que
se mostram preocupadas com a preservação ambiental e atendem às exigências relacionadas ao crescimento sustentável. Essa procura, que
já era comum nos países da Europa, vem se fortalecendo de forma muito significativa no Brasil. Além disso, as instituições financeiras e as
seguradoras analisam o desempenho ambiental das organizações para a concessão de empréstimos, dando preferência a empresas vistas
como “limpas” no que diz respeito a não degradação do meio ambiente como resultado dos seus processos.
MELHORIA NA COMPETITIVIDADE
O comprometimento com as questões ambientais tornou-se prática comum no comércio internacional. Para ter acesso a esse tipo de
comércio são utilizados padrões bem rigorosos. O cuidado com o meio ambiente se transformou em fator estratégico e as organizações que
se apresentam preocupadas com as questões de proteção ao meio ambiente acabam ganhando vantagens no mercado, ficando à frente na
concorrência com outras empresas que não demonstram essa preocupação.
REDUÇÃO DE CUSTOS
Apesar de muitas empresas relutarem quando se trata da implantação do Sistema de Gestão Ambiental, por acharem que terão muitos
gastos e que, portanto, somente as grandes organizações possuem condições de fazê-lo, acabam percebendo que isso não condiz com a
verdade. Uma vez tendo implantado o Sistema de Gestão Ambiental, percebem que os custos são minimizados, pois ocorre a diminuição dos
desperdícios com matérias-primas e insumos para a produção, ocorrendo também a eliminação de riscos de passivo ambiental e,
consequentemente, despesas decorrentes desse passivo. Vale a pena destacar que o gerenciamento dos resíduos industriais pode ser muito
caro, dependendo do tipo de resíduo gerado. Embora não seja o objeto do nosso estudo, é importante ressaltar que os resíduos industriais
precisam ter a destinação final ambientalmente correta, gerando custos adicionais ao processo. Quando não há desperdício de matéria-
prima, há menos geração de resíduos e, como consequência, diminuição de custos com essa etapa do processo também.
CONFORMIDADE PERANTE A MATRIZ E OS CLIENTES
Prevenir problemas e corrigi-los minimiza despesas com remediação e multas, melhorando continuamente sempre, ficando à frente da
concorrência. Quando uma empresa possui várias filiais, é fundamental que o Sistema de Gestão Ambiental seja estendido a todas elas,
ficando, assim, em conformidade perante à matriz e com todos os clientes da empresa.
DESAFIOS DAS EMPRESAS COM SGA
Já se sabe que qualquer empresa, independente do seu porte, pode implementar o Sistema de Gestão Ambiental. Porém, as empresas que
desejarem implementar esse sistema terão que enfrentar alguns desafios. De fato, toda e qualquer mudança traz consigo obstáculos a serem
vencidos e quando o assunto em questão envolve preservação ambiental, requer mudanças no olhar da organização, nas suas lideranças, no
comportamento dos trabalhadores, o que por si só já representa um grande desafio. Porém, o grande e primeiro desafio a ser enfrentado paraa implantação do Sistema de Gestão Ambiental está relacionado com a compreensão de como esse sistema pode alavancar os negócios e
ajudar a empresa a se posicionar no mercado.
Na etapa inicial do processo de implementação do SGA, é feito um mapeamento de todas as atividades da empresa e suas necessidades.
Depois desse primeiro momento, a empresa interessada deve passar por quatro etapas, organizadas do seguinte modo:
Definição e comunicação do projeto, bem como a geração de um documento detalhando as bases.
Revisão ambiental inicial para planejamento do Sistema de Gestão Ambiental.
Implementação.
Auditoria e certificação.
Dessas quatro etapas, é necessário esclarecer que a certificação ambiental, embora não seja obrigatória, tem se tornado imprescindível para
as organizações, devido ao aumento da conscientização ambiental e a busca pela sustentabilidade.
 ATENÇÃO
É de extrema importância que as etapas de implementação sejam seguidas a fim de que se obtenha um sistema robusto e eficaz, com
capacidade para atender às necessidades da empresa e cumprir esse papel de integração. O planejamento é fundamental para que as
organizações funcionem.
Uma vez que o Sistema de Gestão Ambiental tenha sido implementado, certamente outros desafios surgirão. De uma forma geral, esses
desafios estão relacionados ao pessoal envolvido e aos novos procedimentos de rotina e aspectos financeiros. A seguir, estão relacionados
estes principais desafios:
O AMBIENTE DA ORGANIZAÇÃO
De acordo com a norma ISO 14001, precisam ser observados e verificados todos os fatores que possam ameaçar que as metas sejam
atingidas. Não é uma tarefa muito fácil e necessita de envolvimento de todas as partes da organização. É fundamental que todos tenham a
compreensão do passo importantíssimo para a empresa que é a implantação do SGA.
A ANÁLISE DOS RISCOS
É necessário levar em consideração todos os riscos em meio a sua tomada de decisão. Em alguns segmentos, isso é visto como algo
comum. Em outros, a dificuldade pode ser elevada.
TRATAMENTO DE PROCESSOS
Determinar os procedimentos relevantes para o negócio e ainda conferir indicadores-chave de sucesso que assegurem a sua eficiência. Esse
desafio pode ser identificado em todas as versões da ISO 14001, inclusive, na versão mais recente, que é a versão de 2015.
VERIFICAÇÃO DE REQUISITOS
Com o auxílio de um profissional que tenha experiência no assunto, devem ser indicados os aspectos e as espécies de efeitos ambientais –
consequentes da sua empresa e a legislação cabível.
PLANEJAMENTO
Nessa fase, definem-se as metas e os planos de ação, bem como a adição de descrições das atividades ambientais, pesquisas de itens
legais, objetivos do sistema.
IMPLEMENTAÇÃO DOS REQUISITOS
Em geral, essa tarefa é executada com o auxílio de algum parceiro ou de uma consultoria, que cede um pouco do seu conhecimento em prol
da empresa.
CAPACITAÇÃO
A nova rotina deve ficar bem clara e definida para todos aqueles que têm influência na organização. Assim, é necessário que seja feita a
capacitação de funcionários, pois isso assegura que todos estejam cientes sobre os novos itens e ajam de acordo e com o mesmo objetivo.
AUDITORIA INTERNA
Após o término da instalação, é preciso que seja realizada uma auditoria para a verificação dos requisitos. Essa auditoria tem por objetivo
garantir que o processo do negócio esteja de acordo com a lei e com os outros aspectos necessários à sua manutenção.
AUDITORIA EXTERNA
Nessa etapa, serão verificadas as possíveis não conformidades por instituição certificadora. Apesar de não ser obrigatória, ter a certificação
agrega valor à organização.
Porém, apesar de serem desafios diversos, a experiência tem demonstrado que o principal desafio ao se ter um Sistema de Gestão
Ambiental implantado está, de fato, relacionado com a equipe, que, muitas vezes, mostra-se contrária às modificações, apresentando falta de
compromisso e de engajamento com as novas rotinas. Torna-se necessário, nesses casos, que a empresa sugira atividades de incentivo e de
treinamento aos funcionários, a fim de que assumam uma postura de respeito ambiental, garantindo práticas assertivas na realização de suas
tarefas. Dessa forma, é essencial a responsabilidade dos cargos de liderança e a divulgação da política ambientalista.
APESAR DOS DESAFIOS A SEREM ENFRENTADOS NÃO SEREM POUCOS E NEM FÁCEIS, OS
GANHOS CONSEGUIDOS COM A IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO
AMBIENTAL SÃO MAIORES, SEM DÚVIDA ALGUMA.
Com o objetivo de enfatizar a afirmação de que os ganhos são maiores que os desafios, iremos usar como exemplo fictício o caso de uma
indústria que fabricava sapatos e que aqui será chamada de fábrica XYX.
A referida fábrica utilizava como embalagem para os seus sapatos caixas altamente sofisticadas, nas quais costumava fazer a divulgação da
sua marca, além das informações normais referentes ao seu conteúdo, como por exemplo, a cor e o tamanho dos sapatos. Essa prática
aumentava consideravelmente o custo final do seu produto, visto que para a fabricação das embalagens, eram necessários diferentes tipos
de materiais, como papelão, plástico, tintas, entre outros, que eram usados para o tal acabamento sofisticado das embalagens.
Além do custo do produto final acabar se tornando maior, devido aos insumos utilizados nas embalagens, ainda havia a questão relacionada
ao processo em si, que por utilizar tintas e outros materiais com potencial para provocar maiores impactos sobre o meio ambiente, precisava
ter os seus resíduos gerados descartados de forma especial, encarecendo ainda mais o processo e dificultando, inclusive, a possibilidade da
sua reciclagem.
 SAIBA MAIS
Cabe aqui relembrar que a reciclagem é o processo industrial de coleta, separação e transformação de resíduos descartados corretamente
em novos produtos. As caixas de papelão sem a adição de tintas, consideradas resíduos perigosos, podem ser recicladas, sendo que o
mesmo não acontecia com as utilizadas na embalagem dos sapatos.
Após a implantação do Sistema de Gestão Ambiental e com a avaliação de todos os critérios relacionados aos seus processos, a XYX
percebeu que, de fato, não eram as caixas sofisticadas que levavam o consumidor a adquirir os seus sapatos. Na verdade, muitas vezes, a
importância dada à embalagem, no caso de sapatos, era tão pouca que o comprador acabava optando em levar o produto sem a caixa. O
que de fato importavam eram fatores como preço, conforto ao usar o calçado etc. Essa percepção fez com a empresa passasse a elaborar
embalagens com menor grau de sofisticação, que atendiam perfeitamente a sua função, mas com menor custo na sua preparação,
diminuindo os gastos com insumos, possibilitando a oferta do produto com menor valor, aumentando, assim, as suas vendas e, por fim, mas
não menos importante, causando menos impactos ao meio ambiente.
Sabe-se que os órgãos ambientais têm especial atenção com o setor industrial quando o assunto em questão é a preservação ambiental,
visto que as indústrias são, de forma geral, consideradas as maiores causadoras de impactos ambientais. Assim sendo, ter um Sistema de
Gestão Ambiental devidamente implantado, apesar de seus obstáculos e desafios iniciais, agrega valor e reconhecimento para as
organizações que o possuem, além de garantir a economia em longo prazo como consequência, entre outros fatores, da melhor organização
e do posicionamento no mercado como empresa com responsabilidade ambiental.
VEM QUE EU TE EXPLICO!
Conformidade
Competitividade
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 3
 Aplicar PDCA
PDCA
PDCA
 Ciclo PDCA.
Criado na década de 1920 pelo estatístico estadunidense Walter Andrew Shewhart, o Ciclo PDCA é uma importante ferramenta administrativa
para melhoria contínua. O modelo de Shewhart baseia-se na execução cíclica e sistemática de um processo em quatro etapas: planejar (plan,
P), executar (do, D), examinar (check, C) e ajustar (act, A).
Porém, foi a partir da década de 1950 que o acrônimo PDCA foidifundido pelo físico e estatístico, professor William Edwards Deming (1900-
1993). Discípulo de Shewhart, Deming prestou consultoria às empresas norte-americanas na implantação de sistemas de controle da
qualidade durante a Segunda Guerra. Logo após a Segunda Guerra, Deming aceitou o convite para ir ao Japão e lá disseminou os conceitos
de melhoria contínua e de controle estatístico de processos com objetivo de prestar apoio à recuperação da indústria daquele país. Cabe
destacar que os conceitos de Deming tiveram grande influência na aplicação do controle da qualidade em todas as áreas da organização e
do envolvimento e liderança do nível estratégico da empresa para a melhoria da qualidade.
O QUE SIGNIFICA O ACRÔNIMO PDCA?
Você deve estar se perguntando: o que significa o acrônimo PDCA? Conforme a Norma NBR-ISO 14001, o ciclo PDCA significa:
PLAN (PLANEJAR)
DO (FAZER)
CHECK (CHECAR)
ACT (AGIR)
PLAN (PLANEJAR)
Estabelecer os objetivos ambientais e os processos necessários para entregar resultados de acordo com a política ambiental da organização.
DO (FAZER)
Implementar os processos conforme planejado.
CHECK (CHECAR)
Monitorar e medir os processos em relação à política ambiental, incluindo seus compromissos, objetivos ambientais e critérios operacionais, e
reportar os resultados.
ACT (AGIR)
Tomar ações para melhoria contínua.
O PDCA é uma espécie de ferramenta de gerenciamento universal. Considerada uma das metodologias mais revolucionárias devido à sua
aplicação diversificada. Dessa forma, o ciclo pode ser aplicado tanto como uma ferramenta da Gestão Ambiental quanto para implementação
de um Sistema de Gestão Ambiental atendendo aos requisitos da Norma ISO 14001:2015, conforme ilustrado na imagem a seguir.
 Ciclo PDCA integrado na estrutura da Norma da NBR ISO 14001.
POR QUE CICLO?
A razão de ser denominado ciclo é muito simples: um ciclo não foi desenhado para ser aplicado somente uma vez, é algo contínuo. A
metodologia PDCA é um processo de melhoria contínua baseado em quatro etapas que são empregadas ao processo e que se
complementam formando um círculo.
O ciclo acontece porque parte do pressuposto de que o planejamento não é uma etapa absoluta, que só acontece uma única vez, e sempre
deverá ter ajustes e melhorias. Esses ajustes garantem que as metas e os objetivos sejam alcançados mais facilmente, com mais efetividade
e mais qualidade.
O CICLO PDCA E A NBR ISO 14001:2015
A Norma NBR ISO 14001:2015 se baseia no Ciclo PDCA de Deming. Dessa forma, a organização que tem por objetivo a implementação do
Sistema de Gestão Ambiental reproduz o modelo proposto pela norma, deixando claro o compromisso com a melhoria contínua.
O ciclo ocorre da seguinte forma:
PLANEJAR (PLAN)
FAZER (DO)
VERIFICAR (CHECK)
AGIR (ACT)
PLANEJAR (PLAN)
Inicia com os requisitos gerais e política ambiental. Os requisitos dessa NBR destacam a importância do planejamento para um SGA bem-
sucedido.
FAZER (DO)
Trata da implementação e operação, detalhando quais processos são importantes para estabelecer e manter um SGA bem-sucedido e forte.
VERIFICAR (CHECK)
Nessa etapa verifica-se a avaliação de conformidade e os processos para não conformidade, além da ação corretiva e preventiva.
AGIR (ACT)
Etapa final da norma na qual é realizada a análise crítica das informações coletadas nos processos de verificação. Isso é conhecido como
análise crítica pela direção.
OS REQUISITOS DA NBR ISO 14001 E O CICLO PDCA
POLÍTICA AMBIENTAL
A Política Ambiental é definida por Barbieri (2016) como uma declaração da empresa expondo as suas intenções e seus princípios
relacionados ao seu desempenho ambiental global, ou seja, é o estabelecimento da estrutura que propõe as ações e definições de seus
objetivos e metas ambientais. De acordo com a norma NBR IS0 14001:2015, é “um conjunto de princípios declarados como compromissos,
em que a alta direção descreve as intenções da organização para apoiar e aumentar o seu desempenho ambiental”. A Norma estabelece três
compromissos básicos para a Política Ambiental:
Proteger o meio ambiente.
Atender aos requisitos legais e outros requisitos da organização.
Melhorar continuamente o sistema de gestão ambiental para aumentar o desempenho ambiental.
O item que trata do tema Política Ambiental na referida Norma determina que a alta direção deve estabelecer, implementar e manter uma
política ambiental que, dentro do escopo definido em seu sistema de gestão ambiental:
Seja apropriada ao propósito e ao contexto da organização, incluindo a natureza, escala e impactos ambientais das suas atividades, produtos
e serviços.
Proveja uma estrutura para o estabelecimento dos objetivos ambientais.
Inclua um comprometimento com a proteção do meio ambiente, incluindo a prevenção da poluição e outro(s) compromisso(s) específico(s)
pertinente(s) para o contexto da organização.
 SAIBA MAIS
Outro(s) compromisso(s) específico(s) para a proteção ambiental pode(m) incluir uso sustentável de recursos, mitigação e adaptação à
mudança climática, e proteção da biodiversidade e dos ecossistemas.
Inclua um comprometimento em atender os seus requisitos legais e outros requisitos.
Inclua um comprometimento com a melhoria contínua do Sistema de Gestão Ambiental para aumentar o desempenho ambiental.
Ainda de acordo com a NBR 14001, a política ambiental deve:
Ser mantida como informação documentada.
Ser comunicada na organização.
Estar disponível para as partes interessadas.
PLANEJAMENTO
Planejar significa programar, projetar. É considerada uma etapa crítica da implantação do SGA, pois define em quais aspectos ele será
centralizado. De extrema relevância, o planejamento é a fase na qual ocorre a análise da organização e dos processos com a política
ambiental.
Nessa etapa, são identificados e avaliados os impactos ambientais correspondentes ao processo de produção da empresa com o propósito
de traçar os objetivos e metas ambientais. Assim, na fase do planejamento, os requisitos legais e outros aspectos são identificados para que
sejam alinhados com proposta do Sistema de Gestão.
Segundo a NBR ISO 14001, ao planejar o Sistema de Gestão Ambiental, a organização deve considerar que:
QUESTÕES EXTERNAS E INTERNAS
A organização deve determinar questões externas e internas que sejam pertinentes para o seu propósito e que afetem sua capacidade de
alcançar os resultados pretendidos do seu Sistema de Gestão Ambiental. Essas questões devem incluir as condições ambientais que afetam
ou são capazes de afetar a organização.
PARTES INTERESSADAS
A organização deve determinar as partes interessadas que sejam pertinentes para o Sistema de Gestão Ambiental; as necessidades e
expectativas pertinentes (ou seja, requisitos) dessas partes interessadas; quais dessas necessidades e expectativas se tornam seus
requisitos legais e outros requisitos.
ESCOPO
O escopo do seu Sistema de Gestão Ambiental.
IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO
Aqui é a parte de execução. Nessa fase, a recomendação é que se desenvolvam mecanismos e ferramentas para atender às políticas
ambientais, metas e objetivos elaboradas no planejamento.
Barbieri (2016), ressalta que as funções, responsabilidades e autoridades devem ser definidas, documentadas e comunicadas a fim de
facilitar uma Gestão Ambiental eficaz. Para tal, a organização deve elaborar mecanismos de apoio com o objetivo de atender ao estabelecido
em sua política, e nos seus objetivos e metas ambientais.
É extremamente importante para implantação a comunicação. A norma 14001:2015 tem um item no qual estabelece que: a organização deve
estabelecer, implementar e manter processo(s) necessário(s) para comunicações internas e externas pertinentes para o Sistema de Gestão
Ambiental, incluindo:
Sobre o que comunicar.
Quando comunicar.
Com quem se comunicar.
Como comunicar.
Ao estabelecer o(s) seu(s) processo(s) de comunicação, a organização deve:
Levar em consideração seus requisitos legais e outros requisitos.
Assegurarque a informação ambiental comunicada seja coerente com informação gerada dentro do Sistema de Gestão Ambiental e
que seja confiável. A organização deve responder às comunicações pertinentes, referentes ao seu Sistema de Gestão Ambiental.
A organização deve reter informação documentada como evidência de suas comunicações, como apropriado.
MONITORAMENTO E VERIFICAÇÃO
Nesse item da NBR, são determinadas as condições para verificar se a organização está empregando o que foi estabelecido no
planejamento. Essa fase visa tratar das medidas preventivas, assim como identificar as não conformidades e a mitigação dos impactos
negativos. É fundamental que a empresa mantenha os seus procedimentos devidamente documentados, objetivando monitorar e medir de
forma periódica as características de suas operações e atividades que possam vir a causar significativo impacto ambiental. Sendo assim, é
de extrema importância que a organização estabeleça procedimentos formais e padronizados para a elaboração e disposição dos registros
ambientais.
Ainda de acordo com a NBR, o Sistema de Gestão Ambiental da organização deve incluir:
Informação documentada, requerida por essa norma.
Informação documentada, determinada pela organização como sendo necessária para a eficácia do Sistema de Gestão Ambiental.
 SAIBA MAIS
A extensão da informação documentada para um Sistema de Gestão Ambiental pode diferir de uma organização para outra, devido:
Ao porte da organização e seu tipo de atividades, processos, produtos e serviços.
Haver necessidade de demonstrar o atendimento aos seus requisitos legais e outros requisitos.
À complexidade de processos e suas interações.
À competência de pessoas que realizam trabalhos sob o controle da organização.
AVALIAÇÃO E ANÁLISE
É a fase da revisão e reflexão de todo o processo de gestão, identificando a efetividade do desenvolvimento das ações, assim como o
progresso das atividades ambientais. Essa etapa visa à avaliação e análise crítica dos resultados obtidos. Para tal, a administração da
empresa deve analisar o Sistema de Gestão Ambiental, em intervalos predefinidos, com o objetivo de identificar a necessidade de possíveis
modificações na sua Política Ambiental ou, ainda, nos seus objetivos e metas, e elementos do sistema. Cabe ressaltar que as análises devem
incluir as oportunidades para melhoria contínua ou, ainda, a necessidade de um novo alinhamento no Sistema de Gestão Ambiental.
O item que trata desse tema na NBR ISO 14001 especifica que a alta direção deve analisar criticamente o Sistema de Gestão Ambiental da
organização a intervalos planejados, para assegurar sua contínua adequação, suficiência e eficácia. Essa análise crítica pela direção deve
considerar:
A situação de ações provenientes de análises críticas anteriores pela direção.
Mudanças em: questões internas e externas que sejam pertinentes para o Sistema de Gestão Ambiental; necessidades e expectativas
das partes interessadas, incluindo os requisitos legais e outros requisitos; seus aspectos ambientais significativos; riscos e
oportunidades.
Extensão na qual os objetivos ambientais foram alcançados.
Informações sobre o desempenho ambiental da organização, incluindo tendências relativas a: não conformidades e ações corretivas;
resultados de monitoramento e medição; atendimento aos seus requisitos legais e outros requisitos; resultados de auditorias.
A suficiência de recursos.
Comunicação(ões) pertinente(s) das partes interessadas, incluindo reclamações.
Oportunidades para melhoria contínua.
Ainda de acordo com a referida norma, as saídas da análise crítica pela direção devem incluir:


CONCLUSÕES SOBRE A CONTÍNUA ADEQUAÇÃO, SUFICIÊNCIA E EFICÁCIA DO
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL.


DECISÕES RELACIONADAS ÀS OPORTUNIDADES PARA MELHORIA CONTÍNUA.


DECISÕES RELACIONADAS A QUALQUER NECESSIDADE DE MUDANÇAS NO
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL, INCLUINDO RECURSOS; AÇÕES, SE
NECESSÁRIAS, QUANDO NÃO FOREM ALCANÇADOS OS OBJETIVOS
AMBIENTAIS.


OPORTUNIDADES PARA MELHORAR A INTEGRAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO
AMBIENTAL COM OUTROS PROCESSOS DE NEGÓCIOS, SE NECESSÁRIO.


QUALQUER IMPLICAÇÃO PARA O DIRECIONAMENTO ESTRATÉGICO DA
ORGANIZAÇÃO.


A ORGANIZAÇÃO DEVE RETER INFORMAÇÃO DOCUMENTADA COMO
EVIDÊNCIA DOS RESULTADOS DAS ANÁLISES CRÍTICAS PELA DIREÇÃO.
Assim, conclui-se que a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental, baseada no ciclo Plan, Do, Check and Act, nada mais é do
que um procedimento sistematizado e estruturado do planejamento, implantação e operação, monitoramento e verificação,
avaliação e análise para a obtenção de uma melhoria do desempenho ambiental da organização. Vale a pena ressaltar que, por ser um
ciclo, é possível regressar à fase do Plan, caso haja necessidade.
VEM QUE EU TE EXPLICO!
Ciclo PDCA
Política Ambiental
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 4
 Descrever o Sistema de Gestão Integrada
O SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
NORMAS DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
Em um cenário de constante mudanças e com a crescente pressão imposta pelos clientes, as empresas, para realizarem seus processos
com mais eficiência, adotam o Sistema de Gestão Integrada ‒ SGI. A Gestão Integrada é uma forma de gerenciamento que busca realizar a
integração das normas da qualidade atendendo aos requisitos da norma NBR ISO 9001, da norma do meio ambiente atendendo os requisitos
da NBR ISO 14001, da norma da segurança, saúde ocupacional atendendo aos requisitos da ISO 45001:2018, em seus processos dentro da
organização.
NBR ISO 9000
O conjunto de normas que compõem a família ISO 9000 são diretrizes para conduzir o Sistema de Gestão da Qualidade, ou simplesmente
SGQ, que tem como principal objetivo a padronização de produtos, serviços, processos ou procedimentos. A ISO 9000 é composta por
quatros normas internacionais que visam guiar a implantação ou promover a melhoria contínua do SGQ nas organizações. São elas:
ISO 9000 SGQ
Fundamentos e vocabulário.
ISO 9001 SGQ
Requisitos.
ISO 9004
Gerenciamento para o sucesso sustentável de uma organização. Uma abordagem de gerenciamento de qualidade.
ISO 19011
Diretrizes para Auditorias de Sistema de Gestão de Qualidade e/ou Ambiental.
NBR ISO 9001:2015
Elaborada pelo Comitê Técnico Quality Management and Quality Assurance, a ISO 9001 é uma das normas internacionais mais utilizadas no
mundo. A NBR ISO 9001 é uma filosofia na qual se incentiva a qualidade dos processos, por meio da aplicação de requisitos como:
planejamento dos processos, definição de metas, implementação de planos de ação e relacionamento com os stakeholders. A NBR tem como
princípio garantir padrões de qualidade que sejam mundialmente aceitos. É um conjunto de normas técnicas cujas diretrizes garantem a
qualidade de um produto ou serviço.
A norma destaca sete princípios da qualidade. São eles:
Foco no cliente.
Liderança.
Competência e comprometimento dos colaboradores.
Abordagem de processos.
Decisão baseada em evidências.
Melhoria contínua.
Gestão de relacionamentos.
NBR ISO 14000
A qualidade é um dos critérios mais importantes para a produção de bens e serviços. Atrelada à qualidade, tem-se a preocupação com as
questões ambientais e o desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a família ISO 14000 é um conjunto de normas e de diretrizes voluntárias
que definem os elementos de Gestão Ambiental e que inclui regulamentos, prevenção de poluição, conservação de recursos e proteção
ambiental.
A Série ISO 14000 é composta por várias normas, dentre elas:
ISO 14001
Trata do SGA, sendo direcionada à certificação por terceiras partes.
ISO 14004
Trata do SGA, corresponde ao suporte da Gestão Ambiental.
ISO 14010
São normas sobre as Auditorias Ambientais.
ISO 14031
São normas sobre Desempenho Ambiental.
ISO 14020
São normas sobre Rotulagem Ambiental.
ISO 14040
São normas sobre a Análise do Ciclo de Vida.
GUIA ISO 64
Corresponde à norma sobre Aspectos Ambientais nos Produtos, destinando-se àqueles que elaboram normas técnicaspara produtos.
ISO 14001:2015
A norma ISO 14001 trata dos Sistemas de Gestão Ambiental orientando e fornecendo subsídios para sua implantação. É considerada a
norma mais importante da série e, ainda, a única norma da série ISO 14000 auditável. Dessa forma, a ISO 14001:2015 exige que as
empresas foquem alguns pontos específicos, como melhoria contínua, ciclo de vida de seus produtos, comunicação efetiva com todas as
partes interessadas, comprometimento da liderança e com a Gestão Ambiental.
A ABNT NBR ISO 14001:2015 é composta por uma estrutura que visa à integração do Sistema de Gestão Ambiental aos demais sistemas de
gestão presentes dentro das organizações; a estrutura da norma é dividida da seguinte maneira: Introdução, Escopo, Referências
Normativas, Termos e Definições, Contexto da Organização, Liderança, Planejamento, Apoio, Operação, Avaliação de Desempenho e
Melhoria.
Assim como a Norma da Qualidade ‒ ISO 9001, a abordagem que sustenta um Sistema de Gestão Ambiental é também fundamentada no
conceito PDCA, dessa forma, as empresas que visam à implementação do Sistema de Gestão Ambiental devem atender aos requisitos dessa
importante ferramenta de gestão.
ISO 45001:2018
Baseando-se em dados coletados pela Organização Internacional do Trabalho ‒ OIT, a ISO 45001 é o novo padrão ISO para Saúde e
Segurança no Trabalho (OH&S), no qual propõe a melhoria das organizações em relação a Saúde e Segurança do Trabalho ‒ SST. É uma
norma internacional para o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional ‒ SGSSO.
A ISO 45001 tem como foco auxiliar as organizações a repensarem nos seus processos visando diminuir as doenças ocupacionais bem como
os acidentes no trabalho. Assim, a norma tem como objetivo viabilizar o gerenciamento dos riscos e identificar as oportunidades do Sistema
de Gestão de SSO fazendo uso de ações preventivas, proporcionando ambientes de trabalho seguros e saudáveis a fim de que seja possível
prevenir lesões e problemas de saúde ocupacional.
Assim, presumidamente, a implementação da norma favorece as organizações de diversas formas, como: melhoria da qualidade de vida do
trabalhador, controles que reduzem riscos e perigos, acidentes do trabalho, redução de custos financeiros devido a multas e passivos
trabalhistas, turnover e outros.
 ATENÇÃO
Cabe destacar que a norma ISO 45000:2018 entrou em vigor em substituição a OHSAS 18001:2007 com o propósito de melhorar sua
abrangência, eficácia e integração com outras normas dos Sistemas de Gestão, tais como: Gestão da Qualidade ‒ ISO 9001:2015 e Gestão
Ambiental ‒ ISO 14001:2015.
O SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
Até meados da década de 1980, a integração de Sistemas de Gestão não era uma prática comum nas empresas. Contudo, considerando o
avanço da globalização e a alta competitividade entre as organizações, surge a necessidade de uma visão sistemática e da melhoria
contínua. De acordo com Boschetti (2005 apud SEPULVEDA, 2009), o SGI nasce da necessidade de o mercado integrar as novas formas de
gestão de negócios: qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho. O Sistema de Gestão Integrada (SGI) é uma ferramenta
gerencial que trata os requisitos comuns aos Sistemas de Gestão como o SGQ ‒ ISO 9001, SGA ISO 14001 e 45001 de uma forma
integrada, entretanto respeitando e assegurando o cumprimento dos requisitos específicos de cada sistema independentemente.
Portanto, juntas, essas três normas de Sistemas de Gestão fazem com que a organização tenha controle de itens como: qualidade do
produto ou serviço, eficiência nos processos, redução no impacto ambiental, preocupação com a saúde e segurança dos colaboradores,
tornando mais eficiente a implantação das políticas, objetivos, processos, procedimentos e práticas. Assim, possibilitam a realização de um
trabalho de Sistema de Gestão Integrado e com foco no processo de melhoria contínua.
 Sistema de Gestão Integrada.
BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA
Prática da excelência gerencial por padrões internacionais de gestão.
Redução do tempo e de investimentos em auditorias internas e externas como mecanismo de manutenção e melhoria.
Utilização mais eficaz de recursos internos e infraestrutura.
Mitigação de fatores de risco e perigo.
Comprometimento da direção.
Satisfação dos stakeholders.
VANTAGENS DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO
Otimização de planejamento: possibilita um melhor aproveitamento do tempo.
Controle sobre as informações da empresa.
Padronização dos processos produtivos e administrativos.
Processo de melhoria contínua.
Diminuição de falhas nos processos produtivos e/ou administrativos.
Economia de insumos e recursos com a integração dos processos.
Mitigação dos impactos ambientais.
Redução de acidentes de trabalho.
PROPOSTA DE MODELO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE UM SGI
A implantação de um SGI deve ser elaborada levando em consideração os objetivos da organização e embasada nas informações que foram
obtidas por meio do diagnóstico. Dessa forma, são previstas as seguintes fases:
PLANEJAMENTO
PREPARAÇÃO
IMPLANTAÇÃO
DETALHAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO
PLANEJAMENTO
É nessa fase que é realizado o plano de implantação, a partir dos objetivos da organização. Esse plano deve contemplar as ações
necessárias, sua sequência, inter-relação, recursos e cronograma. É fundamental a discussão com todos os envolvidos, a fim de que haja um
consenso e se obtenha o comprometimento e o apoio essenciais à realização do projeto.
PREPARAÇÃO
Nessa fase, deve-se obter o apoio e o comprometimento de todos aqueles que estiverem envolvidos na implantação do SGI, além de treinar
os colaboradores.
IMPLANTAÇÃO
É a fase na qual são elaborados os procedimentos do SGI, incluindo o manual do SGI. Além disso, essa fase compreende:
A disseminação da documentação desenvolvida na etapa anterior.
O entendimento das responsabilidades e autoridades de cada um.
A mudança efetiva da forma de trabalhar.
DETALHAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO
É a fase na qual são realizadas as auditorias internas com objetivo de verificar a adequação do sistema.
Importante destacar que a partir de 2012 as normas da organização não governamental International Organization for Standardization, ou
simplesmente ISO, apresentaram o modelo Anexo SL (Structure Level – cuja tradução em português seria nível estrutural), o qual descreve
especificamente as diretivas da Norma do Sistema de Gestão. O Anexo SL surgiu como resposta às empresas que precisavam de agilidade
no processo de integração no Sistema de Gestão Integrado (SGI). Desse modo, a estrutura torna-se igual para todas as normas de Sistemas
de Gestão publicadas pela ISO, com a seguinte formação:
1. Escopo
2. Referência
3. Termos e definições
4. Contexto da organização
5. Liderança
6. Planejamento
7. Apoio
8. Operação
9. Avaliação e desempenho
10. Melhoria
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
De extrema relevância no cenário atual, a implementação de um SGI dá origem a uma nova realidade. A implementação de sistemas de
forma separada não corresponde mais a uma gestão ágil de baixo custo. Assim, aumenta cada vez mais a necessidade de se desenvolver
um sistema que integre os elementos comuns e torne um sistema único, facilitando sua gestão. Portanto, a proposta é que todas as normas
de Sistema de Gestão futuramente tenham a mesma estrutura de alto nível, texto principal idêntico, bem como termos e definições comuns,
uma vez que todas elas possuem base nos mesmos princípios e também nos requisitos do ciclo de melhoria contínua, a partir da lógica do
PDCA proposto por Deming, conforme a imagem a seguir.
 Concepção conceitual de um sistema integrado.
O modelo do Sistema de Gestão Integrada possibilita obter tudo que é necessário em um único ambiente. Isso gera informação de qualidade,
otimização do tempo e, consequentemente, processos mais eficientes e menos burocráticos. Com isso, as empresas possuem uma maior
facilidade naintegração ao certificar duas ou mais das normas de Sistemas de Gestão.
VEM QUE EU TE EXPLICO!
Conceito ISO
Conceito Stakeholders
VERIFICANDO O APRENDIZADO
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O novo cenário comercial mundial, no qual uma das principais características propostas é a livre concorrência, tem levado as organizações a
voltarem ainda mais a sua atenção para questões ambientais, sociais e econômicas. Dentre os vários benefícios decorrentes da
implementação de uma SGA, pode-se destacar, por exemplo, a demonstração aos clientes do comprometimento da organização com as
questões ambientais.
Conclui-se, portanto, que a implantação do SGA representa, no cenário atual, um diferencial competitivo necessário para a organização frente
à concorrência, além de ser uma fundamental ferramenta gerencial para mitigar os impactos ambientais gerados pelos seus processos
produtivos. Sendo assim, é possível perceber, por meio deste estudo, que a implantação do Sistema de Gestão Ambiental ‒ SGA, assim
como a implementação do Sistema de Gestão Integrado, por meio do PDCA, representa uma estratégia de extrema relevância para a
organização, no sentido de redução de custos de produção, de bens e serviços, bem como de alcançar melhor desempenho no mercado,
abrindo espaço competitivo, tanto na esfera nacional quanto na internacional.
 PODCAST
Agora, a especialista Vânia Valéria Ferreira fará um resumo sobre o conteúdo abordado.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma Brasileira (NBR) 9001. Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos. Rio
de Janeiro: ABNT, 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma Brasileira (NBR) 14001. Sistema de Gestão Ambiental. Rio de Janeiro:
ABNT, 2015.
ASSUMPÇÃO, L. F. J. Sistemas de Gestão Ambiental: manual prático para implementação de SGA e Certificação ISO 14001. 1. ed.
Curitiba: Juruá, 2006.
BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
BECKER, K.; ANTUAR, N.; EVERETT, C. Implementing an employee performance management system in a nonprofit organization.
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BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação
e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF: 1981.
FERNANDES, J. L. S. et al. Etapas Necessárias para Implantação de um Sistema de Gestão Integrado. Rio Grande do Sul: Anais do
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MOREIRA, M. S. Estratégia e Implantação do Sistema de Gestão Ambiental. São Paulo: Falconi, 2013.
MOREIRA, M. S. Estratégia e implantação do Sistema de Gestão Ambiental: modelo ISO 14000. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços
Ltda, 2006.
NAIME, R. Diagnóstico ambiental e sistemas de gestão ambiental: incluindo a atualização da série ISO 9000 e as novas NBR 14001/2004
e NBR ISO 19011/2002. Novo Hamburgo, RS: Feevale, 2004. 168 p.
NETO, B. M. R.; TAVARES, J. D. C. T.; HOFFMANN, S. C. Sistemas de Gestão Integrados: Qualidade, Meio Ambiente, Responsabilidade
Social, Segurança e Saúde no Trabalho. São Paulo: SENAC, 2008.
SEPULVEDA, F. A. M. Sistema de Gestão Integrado para Micros e Pequenas Empresas (MPEs) no “Business to Business”. 2009. Tese
(Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009. 145 p.
TINOCO, J. E. P.; KRAEMER, M. E. P. Contabilidade e gestão ambiental. São Paulo: Atlas, 2004.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, pesquise:
As páginas da ABNT e do ISO.
CONTEUDISTA
Rosangela Amado
Vânia Valéria Ferreira

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