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1 
 
 
Manual de 
Engenharia Civil 
para Concursos 
Prof. Victor Maia 
2 
 
Sumário 
1) Apresentação ....................................................................................................................... 3 
2) Geotecnia ............................................................................................................................... 4 
a) Solos .................................................................................................................................... 5 
b) Rochas ............................................................................................................................... 21 
c) Fundações ........................................................................................................................ 24 
d) Topografia ........................................................................................................................ 43 
3) Edificações ........................................................................................................................... 60 
a) Concreto ........................................................................................................................... 85 
b) Instalações .................................................................................................................... 105 
c) Sistemas Estruturais ................................................................................................. 137 
4) Meio Ambiente ................................................................................................................. 161 
a) Licenciamento Ambiental ......................................................................................... 161 
b) Abastecimento de Água ........................................................................................... 184 
c) Saneamento .................................................................................................................. 210 
5) Obras Hídricas ................................................................................................................. 255 
6) Obras Rodoviárias e de Terra .................................................................................... 293 
a) Terraplenagem ............................................................................................................. 293 
b) Pavimentação ............................................................................................................... 318 
c) Transportes ................................................................................................................... 355 
7) Engenharia Legal ............................................................................................................ 383 
a) Licitações ....................................................................................................................... 383 
b) Avaliação de Imóveis ................................................................................................ 399 
c) Legislação profissional pertinente ........................................................................ 430 
d) Planejamento Urbano ................................................................................................ 437 
8) Programação, gestão e fiscalização de Obras ..................................................... 463 
9) Informática e programas computacionais de Engenharia .............................. 528 
 
 
3 
 
1) Apresentação 
 
Sou Analista de Finanças e Controle da CGU, lotado na Presidência da 
República e formado em Engenharia Civil-Aeronáutica no ITA. Já tive a 
felicidade antes de ser aprovado na Previc (2011) e na Polícia Federal (Agente 
2009 e Perito Engenheiro Civil 2013). Isso só reforça a minha confiança no 
meu método de estudo. Já ministrei diversos cursos para concursos na área de 
Engenharia Civil, como para Caixa, MPU, Funasa e INSS. 
Este Manual é fruto do meu estudo para concurso público e das aulas 
ministradas em cursos preparatórios e faculdades de Engenharia. Não tem 
como objetivo cobrir toda a disciplina de Engenharia Civil, o que julgo 
impossível para um único volume, mas serve de complemento teórico às mais 
de 4000 questões objetivas e discursivas disponibilizadas gratuitamente no site 
do QualConcurso. 
O sucesso em concursos públicos não é fruto da genialidade ou sorte. 
Trata-se fundamentalmente de motivação, perseverança e principalmente 
planejamento e organização. Toda a minha metodologia está implementada no 
QualConcurso. Saber o quanto se está evoluindo e ter tarefas diárias é 
essencial para estudar em alto nível. Se tiver qualquer dúvida, envie-a para 
victor@qualconcurso.com.br que terei prazer em ajudar. 
Espero que aproveite este manual e que tenha sucesso na sua 
empreitada. Termino esta apresentação com uma frase de Confúcio, que 
sempre me inspira. Bons estudos! 
 
“Em todas as coisas o sucesso depende de uma preparação 
prévia, e sem tal preparação o fracasso é certo.” 
 
http://www.qualconcurso.com.br/
mailto:victor@qualconcurso.com.br
4 
 
2) Geotecnia 
 
Geotecnia é a aplicação de métodos científicos e princípios de 
engenharia para a aquisição, interpretação e uso do conhecimento dos 
materiais da crosta terrestre e materiais terrestres para a solução de 
problemas de engenharia. É a ciência aplicada de prever o comportamento da 
Terra e seus diversos materiais, no sentido de tornar a Terra mais habitável 
para as atividades humanas. 
 
 
 
A geotecnia abrange as áreas de mecânica dos solos e mecânica das 
rochas, e muitos dos aspectos de engenharia da geologia, geofísica, hidrologia 
e ciências afins. Geotecnia é praticada tanto por geólogos de engenharia e 
engenheiros geotécnicos. 
Exemplos de aplicação da geotecnia incluem: a previsão, prevenção ou 
mitigação de danos causados por desastres naturais, como avalanches, fluxos 
de lama, deslizamentos de terra, deslizamento de rochas, sumidouros e 
erupções vulcânicas. A aplicação de solo, rocha e mecânica de água 
subterrânea para o projeto e realização predita das estruturas de barro, tais 
como barragens. A previsão de design e desempenho das fundações de 
pontes, edifícios e outras estruturas feitas pelo homem em termos de solo 
subjacente e/ou rocha; e controle de enchentes e previsão. 
 
 
5 
 
a) Solos 
 
A mecânica dos solos é uma disciplina da Engenharia Civil que procura 
prever o comportamento de maciços terrosos quando sujeitos a solicitações 
provocadas, por exemplo, por obras de engenharia. 
Todas as obras de engenharia civil, de uma forma ou de outra, apoiam-
se sobre o solo, e muitas delas, além disso, utilizam o próprio solo como 
elemento de construção, como por exemplo, as barragens e os aterros de 
estradas. Portanto, a estabilidade e o comportamento funcional e estético da 
obra serão determinados, em grande parte, pelo desempenho dos materiais 
usados nos maciços terrosos. 
Karl von Terzaghi é internacionalmente reconhecido como o fundador da 
mecânica dos solos, pois seu trabalho sobre adensamento de solos é 
considerado o marco inicial deste novo ramo da ciência na engenharia. 
 
 
Vista da barragem de terra da margem direita da Usina Hidrelétrica Peixe 
Angical, durante sua construção no rio Tocantins 
 
Os solos tem sua origem na decomposição das rochas que formavam 
inicialmente a crosta terrestre. Esta decomposição ocorre devido a agentes 
físicos e químicos chamados de agentes de intemperismo. Os principais 
agentes que promovem a transformação da rocha matriz em solo são: as 
variações de temperatura, a água ao congelar e degelar, o vento ao fazer 
variar a umidade do solo, e a presença da fauna e da flora. 
Além dos agentes de intemperismo, existem também os agentes 
erosivos que se diferem do primeiro por serem capazes de transportar o 
material desagregado. De um modo geral o principal agente erosivo é a água 
que atua na forma de chuva,rio, lagos, oceanos e geleiras. Nos climas áridos, 
como por exemplo nos desertos, o principal agente causador de erosão é o 
vento que dá origem à erosão eólica. 
Desta forma temos dois grandes grupos de solos: os transportados e 
os não transportados. Os solos transportados sofrem o intemperismo em um 
local e são transportados e depositados em forma de sedimentos em distâncias 
variadas, um exemplo deste solo é o aluvião e o colúvio. Já os não 
transportados, decompõem-se e permanecem no mesmo local, guardando de 
6 
 
certa forma, a estrutura da rocha matriz da qual foi originado, os solos 
residuais são solos não transportados. 
O solo é composto por um grande número de partículas, com dimensões 
e formas variadas, que formam o seu esqueleto sólido. Esta estrutura não é 
maciça e por isso não ocupa todo o volume do solo, ela é porosa e portanto 
possui vazios. Esses vazios podem estar totalmente preenchidos por água, 
quando então dizemos que o solo está saturado, podem estar completamente 
ocupados pelo ar, o que significa que o solo está seco ou com ambos (ar e 
água) que é a forma mais comum na natureza. Por isso, de modo geral, 
dizemos que o solo é composto por três fases: sólidos, água e ar. 
 
A figura (a) mostra o solo em seu estado natural e a figura (b) mostra, 
de forma esquemática, as três fases que compõem o solo. 
O estado do solo é decorrente da proporção em que essas três fases se 
apresentam, e isso irá determinar como ele vai se comportar. Se o 
vazios de um solo é reduzido através de um processo mecânico de 
compactação, por exemplo, a sua resistência aumenta. Outro exemplo: 
caso o solo esteja seco e lhe é adicionada uma quantidade adequada de água, 
sua coesão e consequentemente a sua resistência e plasticidade irão aumentar 
também. 
Existem diversos índices que correlacionam o volume e o peso das fases 
do solo, e que nos possibilitam determinar o estado do solo. Os principais 
índices utilizados para indicar o estado do solo, estão listados abaixo: 
 Umidade do solo: Teor de água contida no solo em função do 
peso dos sólidos 
 Índice de vazios: Volume de vazios em relação ao volume 
dos sólidos 
 Porosidade do solo: Volume de vazios em relação ao volume 
total 
 Grau de Saturação: Teor de vazios preenchidos por água 
 Peso Específico Real dos Grãos: Densidade dos grãos sólidos 
 Peso Específico natural: Densidade do solo in situ 
 Peso Específico Aparente Seco: Densidade do solo in situ 
excluído o peso da água 
 
A umidade do solo (h) é definida como o peso da água (Pa) contida em 
uma amostra de solo dividido pelo peso seco das partículas sólidas (Ps) do 
solo, sendo expressa em percentagem. 
Para determinação do peso seco, o método tradicional é a secagem em 
estufa, na qual a amostra é mantida com temperatura entre 105 °C e 110 °C, 
7 
 
até que apresente peso constante, o que significa que ela perdeu a sua água 
por evaporação. 
O peso da água é determinado pela diferença entre o peso da amostra 
(P) e o peso seco (Ps). 
 
 
 
 
O Índice de vazios (e) é expresso como um número, ou seja, é uma 
grandeza adimensional e, portanto não possui unidade, e é definido como o 
volume dos poros (Vv) dividido pelo volume ocupado pelas partículas sólidas 
(Vs) de uma amostra de solo, ou seja: 
 
 
 
 
 
 
 
O volume dos sólidos (Vs) é obtido através do ensaio de Massa 
Específica Real dos Grãos, o volume total da amostra (V) é calculado, por 
exemplo, pelo Método da Balança Hidrostática e por consequência, o 
volume de vazio (Vv) é a diferença entre os dois. 
Os poros dos solos, que apesar de também serem chamados de volume 
de vazios, podem estar preenchidos com água (quando solo está saturado), 
com ar (quando o solo está totalmente seco) ou com ambos, que é a forma 
mais comum encontrada na natureza. 
 Porosidade é a característica de uma rocha poder armazenar fluidos em 
seus espaços interiores, chamados poros. A matéria é descontínua. Isso quer 
dizer que existem espaços (poros) entre as partículas que formam qualquer 
tipo de matéria. Esses espaços podem ser maiores ou menores, tornando a 
matéria mais ou menos densa. Ex.: a cortiça apresenta poros maiores que os 
poros do ferro, logo a densidade da cortiça é bem menor que a densidade do 
ferro. Porosidade pode ser contrastada com permeabilidade: nem 
sempre uma rocha que contém fluidos em seu interior vai permitir que essa 
água flua, ou seja permeada, pela rocha. 
A porosidade do solo (n) é expressa em percentagem, e é definida como 
o volume dos poros (Vv) dividido pelo volume total (V) de uma amostra de 
solo, ou seja: 
 
 
 
 
*Note a diferença: 
Índice de vazios (e): 
 
 
 
 
 
 
Porosidade(n): 
 
 
 
 
O Grau de saturação (S) é expresso em percentagem, e é definido 
como a relação entre o volume de água (Va) e o volume de vazios (Vv) 
presente em uma amostra de solo, ou seja: 
 
 
 
 
O volume de vazio (Vv) é obtido pela diferença entre o volume dos 
sólidos (Vs), que é calculado através do ensaio de Massa Específica Real dos 
Grãos, e o volume total da amostra (V) que pode ser calculado, por exemplo, 
pelo Método da Balança Hidrostática. O volume da água (Va) é obtido na 
determinação da Umidade do solo. 
8 
 
Quando S=100% dizemos que o solo está saturado porque todos os 
seus poros estão preenchidos com água. Se S=0% significa que o solo está 
totalmente seco. 
O peso específico real dos grãos ( ) é definido numericamente como 
o peso dos sólidos (Ps) dividido pelo seu volume (Vs), ou seja: 
 
 
 
 
De um modo geral este valor não varia muito de solo para solo. Não 
importa se é argila, areia ou pedregulho, pois o fator preponderante é a sua 
mineralogia, ou seja, depende principalmente da rocha matriz que deu 
origem ao solo. 
O ensaio para determinação do peso específico real dos grãos é 
padronizado no Brasil pela norma ABNT NBR 6508/84. O método consiste 
basicamente em determinar o peso seco de uma amostra por simples pesagem 
e em seguida determinar seu volume baseando-se no princípio de Arquimedes. 
O peso específico natural do solo ( ) é definido numericamente como 
o peso total do solo (P) dividido pelo seu volume total (V), ou seja: 
 
 
 
 
 
O ensaio mais comum para determinação do peso específico natural do 
solo in situ é o método do cilindro de cravação, que é padronizado no Brasil 
pela norma ABNT NBR 09813/87. O método consiste basicamente na cravação 
no solo de um molde cilíndrico de dimensões e peso conhecidos. O volume do 
solo será igual ao volume interno do cilindro e seu peso igual ao peso total 
subtraído do peso do cilindro. 
Finalmente, o peso específico aparente seco ( ) é definido 
numericamente como o peso dos sólidos (Ps) dividido pelo volume total (V), ou 
seja: 
 
 
 
 
O valor obtido corresponde ao peso específico que o solo teria se ele 
perdesse toda a sua água sem, entretanto, variar seu volume. 
 
1. (Cespe – TRE/BA – 2010) Nos estudos das propriedades dos 
solos, o emprego de algumas relações entre características dos 
constituintes do solo é decisivo. A respeito dessas relações e das 
características por elas representadas, julgue o item 
subsequente. 
 
A porosidade de um solo é a razão entre o volume de vazios e o 
volume total de uma amostra de solo. 
 
Resolução: 
 A porosidade do solo (n) é expressa em percentagem, e é definida como 
o volume dos poros (Vv) dividido pelo volume total (V) de uma amostra de 
solo, ou seja: 
 
 
 
 
9 
 
Gabarito: C 
 
2. (Cespe – TRE/BA – 2010) Nos estudos das propriedades dos 
solos, o emprego de algumas relações entre características dos 
constituintes do solo é decisivo. A respeito dessas relações e das 
características por elas representadas, julgue o item 
subsequente. 
 
O peso específico aparente de um tipo de solo pode ser 
determinado em campo com o emprego do processo do frasco de 
areia. 
 
Resolução: 
 O peso específico aparente seco é a relação entrea quantidade de 
material em peso retirada de um furo feito em uma camada de solo e o volume 
do furo. Ou seja, o peso do material dividido pelo volume do local onde ele foi 
retirado é a densidade da camada, que por sua vez quando dividida pela 
densidade do solo encontrada no ensaio de laboratório vai retornar o grau de 
compactação em percentual. 
 
 
 
 
Para execução desse ensaio, conhecido como frasco de areia, tem 
que ter sido coletado da camada após tratada (processo em que se coloca o 
material na umidade ótima e mistura para adquirir homogeneidade) e antes da 
compactação uma amostra para ensaio de compactação afim de que possa ter 
a densidade máxima de laboratório. 
 
Gabarito: C 
 
O termo Caracterização é utilizado em Geotecnia para identificar um 
grupo de ensaios que visam obter algumas características básicas dos solos 
com o objetivo de avaliar a sua aplicabilidade nas obras de terra. São muito 
utilizados no início dos estudos, como por exemplo, em campanhas de campo 
para pesquisa de potenciais jazidas de argila, cascalho ou areia. 
A determinação do peso específico real dos grãos fornece uma ideia 
sobre a mineralogia do material e possibilita cálculos que correlacionam vários 
parâmetros do solo. Outro ensaio é o de Granulometria o qual é composto 
pelo Peneiramento, para solos granulares (areias), e pelo Ensaio de 
Sedimentação, quando o solo é coesivo (argilas). Com isso pode-se obter a 
curva granulométrica da amostra. 
10 
 
 
Curva granulométrica 
 
Peneirador mecânico 
 
Concluindo os ensaios desse grupo têm-se o Limite de plasticidade e o 
Limite de liquidez que são conhecidos como Limites de Consistência. 
Deles é obtido o Índice de plasticidade. 
O Limite de plasticidade (LP) é o teor de umidade abaixo do qual o 
solo passa do estado plástico para o estado semi-sólido, ou seja ele perde a 
capacidade de ser moldado e passa a ficar quebradiço. 
Deve-se observar que esta mudança de estado ocorre nos solos de forma 
gradual, em função da variação da umidade, portanto a determinação do limite 
de plasticidade precisa ser arbitrado, o que não diminui seu valor uma vez que 
os resultados são índices comparativos. 
Desta forma torna-se muito importante a padronização do ensaio, sendo 
que no Brasil ele é realizado pelo método da norma NBR 7180. 
O ensaio de determinação do Limite de Plasticidade consiste, 
basicamente, em se determinar a umidade do solo quando uma amostra 
começa a fraturar ao ser moldada com a mão sobre uma placa de vidro, na 
11 
 
forma de um cilindro com cerca de 10 cm de comprimento e 3 mm de 
diâmetro. 
 
Teste Limite Plasticidade 
 
O Limite de Liquidez (LL) é o teor em água acima do qual o solo 
adquire o comportamento de um líquido. 
A passagem do estado sólido para o estado líquido é gradual, por 
consequência, qualquer definição de um limite de fronteira terá de ser 
arbitrário. 
É possível determinar o limite de liquidez de um solo através de dois 
dispositivos: a concha de Casagrande e o penetrómetro de cone. 
 
Concha de Casagrande 
 
O Índice de Plasticidade (IP) é obtido através da diferença numérica 
entre o Limite de liquidez (LL) e o Limite de plasticidade (LP), ou seja: 
 
O IP é expresso em percentagem e pode ser interpretado, em função da 
massa de uma amostra, como a quantidade máxima de água que pode lhe ser 
adicionada, a partir de seu Limite de plasticidade, de modo que o solo 
mantenha a sua consistência plástica. 
O Limite de Contração (LC) é definido como a fronteira entre os 
estados de consistência sólido e semi-sólido. Corresponde ao teor de umidade 
do solo no momento em que este deixa de apresentar redução de volume, 
quando submetido à secagem (lenta e à sombra). 
12 
 
 
 
Com o peso específico real dos grãos, a curva granulométrica e o 
Índice de plasticidade, é possível saber se o material poderá ser aplicado, 
por exemplo, em filtros ou drenos, no caso das areias, se poderão ser 
utilizados em base de rodovias, no caso dos cascalhos ou em aterros, como os 
siltes e as argilas. 
 
3. (Cespe – TCU – 2009) Para se determinar o limite de contração 
de um solo, é necessário conhecer a massa específica dos seus 
grãos. 
 
Resolução: 
 Limite de contração do solo é o teor de umidade onde ocorre a 
transição entre o estado de consistência sólida e semi-sólida, ou, 
convencionalmente, o máximo teor de umidade a partir do qual uma redução 
dessa umidade não ocasiona diminuição do volume do solo. 
Alguns autores o definem como “o menor teor de umidade capaz de 
saturar uma amostra do solo”, mas é preciso perceber que a saturação 
(S=Va/Vv) depende também da maneira como as partículas sólidas estejam 
dispostas, e do estado de tensões a que a amostra esteja sujeita (para um 
mesmo teor de umidade, podem existir diferentes graus de saturação). Tem 
símbolo LC e é expresso em percentagem (inteira). 
O Limite de Contração deve ser determinado sempre que o Índice de 
Plasticidade for alto. O Grau de Contração indica a tendência de aparecerem 
fissuras quando sofre secagem, e em consequência sua qualidade para aterro 
de barragem (permite uma avaliação dos efeitos negativos dos solos de alto 
IP). 
O valor do LC tem pouca utilidade prática. Mas quando se executa o 
ensaio, determina-se também o Grau de Contração, que permite prever e 
evitar ocorrência de vários acidentes causados por fissuração causada por 
secagem em maciços. Seu valor tem forte relação com o da expansão (obtido 
no ensaio CBR) de solos argilosos. 
 
Gabarito: C 
 
4. (Cespe – TCU – 2009) Na determinação do teor de umidade de 
um solo, a massa mínima da amostra úmida a ser utilizada 
dependerá do tamanho máximo das partículas de solo. 
 
Resolução: 
13 
 
 De fato, na determinação do teor de umidade de um solo, a massa 
mínima da amostra úmida a ser utilizada será maior para grãos maiores, como 
se pode ver na tabela abaixo. Esse cuidado é necessário para diminuir o erro 
na medição. 
 
Gabarito: C 
 
Tendo em vista a grande variedade de tipos e comportamentos 
apresentados pelos solos, e levando-se em conta as suas diversas aplicações 
na engenharia, tornou-se inevitável o seu agrupamento em conjuntos que 
representassem as suas características comuns. Não existe consenso sobre um 
sistema definitivo de classificação de solos, sendo que os mais utilizados no 
Brasil são: 
 Classificação Granulométrica - técnica pela qual os diversos tipos de 
solos são agrupados e designados em função das frações preponderantes 
dos diversos diâmetros de partículas que os compõem; 
 Sistema Rodoviário de Classificação - sistema de classificação de 
solos, baseado na granulometria e nos limites de consistência do 
material; 
 Sistema Unificado de classificação de solos - foi criado pelo 
engenheiro Arthur Casagrande para aplicação em obras de aeroportos, 
contudo seu emprego foi generalizado sendo muito utilizado atualmente 
pelos engenheiros geotécnicos, principalmente em barragens de terra; 
 Classificação tátil-visual - sistema baseado no tato e na visão, por 
isso, para sua realização, é necessário um técnico experiente e bem 
treinado, que tenha prática nesse procedimento. 
 
A Classificação Granulométrica é base para as demais, agrupando os 
solos segundo os tamanhos predominantes de seus grãos. O Sistema 
Rodoviário é mais utilizado na construção de rodovias enquanto que o Sistema 
Unificado tem a sua maior utilização nas obras de barragens. A Classificação 
Tátil-visual é bastante empregada pelos engenheiros de fundações que se 
baseiam nos modelos clássicos, mas também utilizam do conhecimento prático 
do comportamento do solo de sua região. 
De um modo geral, para as obras de engenharia, os aspectos que 
abordam o comportamento do solo têm mais relevância sobre aqueles que 
denotam sua constituição, por isso deverão ser priorizados em qualquer 
sistema de classificação. 
 
5. (Cespe – TCU – 2009) Com base no desenho abaixo, que 
apresenta resultadosde ensaios de granulometria nos solos A e 
B, julgue o item a seguir. 
14 
 
 
 
O coeficiente de não uniformidade do solo B é maior que 5. 
 
Resolução: 
 A expressão bem graduado expressa o fato de que a existência de grãos 
com diversos diâmetros confere ao solo, em geral, melhor comportamento 
sob o ponto de vista de engenharia. As partículas menores ocupam os 
vazios correspondentes às maiores, criando um entrosamento, do qual resulta 
menor compressibilidade e maior resistência. 
Esta característica dos solos granulares é expressa pelo “coeficiente de 
nãouniformidade”, definido pela relação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: C 
 
 
Os solos das regiões tropicais apresentam uma série de peculiaridades 
decorrentes das condições ambientais sendo, portanto, necessário se 
conceituar os solos de Peculiaridades Tropicais, ou seja, os tipos genéticos de 
solos encontrados em regiões tropicais. Os seguintes solos são encontrados em 
regiões tropicais: lateríticos, saprolíticos e transportados. A figura abaixo 
ilustra um perfil esquemático da ocorrência destes tipos de solos. 
15 
 
 
Solos são materiais naturais não consolidados, isto é, constituídos de 
grãos separáveis por processos mecânicos e hidráulicos, de fácil dispersão em 
água, e que podem ser escavados com equipamentos comuns de 
terraplenagem (pá carregadeira, motoescavotransportadora etc.). 
Geralmente, os materiais constituintes da parte superficial da crosta 
terrestre e que não se enquadram na condição de solo, são 
considerados rochas, mesmo que isso contrarie as conceituações adotadas 
em geologia e em pedologia. 
O solo pode, também, apresentar-se como estrutura natural ou artificial. 
Terá estrutura artificial quando transportado e/ou compactado mecanicamente, 
em aterros, barragens de terra, reforços do subleito de pavimentos etc. 
Dentro da classificação dos solos, aqueles que apresentam propriedades 
peculiares e de comportamento, são denominados de solos tropicais em 
decorrência da atuação de processo geológico e/ou pedológico típicos das 
regiões tropicais úmidas. Dentre os solos tropicais destacam-se duas grandes 
classes: os solos lateríticos e os solos saprolíticos. Os solos lateríticos (later, 
do latim: tijolo) são solos superficiais, típicos das partes bem drenadas das 
regiões tropicais úmidas, resultantes de uma transformação da parte superior 
do subsolo pela atuação do intemperismo, por processo denominado 
laterização. 
Várias peculiaridades associam-se ao processo de laterização sendo, as 
mais importantes do ponto de vista tecnológico, o enriquecimento no solo 
de óxidos hidratados de ferro e/ou alumínio e a permanência da caulinita 
como argilo-mineral predominante e quase sempre exclusivo. Estes minerais 
conferem aos solos de comportamento laterítico coloração típica: vermelho, 
amarelo, marrom e alaranjado. 
Os solos saprolíticos (sapro, do grego: podre) são aqueles que resultam 
da decomposição e/ou desagregação in situ da rocha matriz pela ação das 
intempéries (chuvas, insolação, geadas) e mantêm, de maneira nítida, a 
estrutura da rocha que lhe deu origem. São genuinamente residuais, isto é, 
derivam de uma rocha matriz, e as partículas que o constituem permanecem 
no mesmo lugar em que se encontravam em estado pétreo. 
Os solos saprolíticos constituem, portanto, a parte subjacente à camada 
de solo superficial laterítico (ou, eventualmente, de outro tipo de solo) 
aparecendo, na superfície do terreno, somente por causa de obras executadas 
pelo homem ou erosões. Estes solos são mais heterogêneos e constituídos por 
uma mineralogia complexa contendo minerais ainda em fase de decomposição. 
São designados também de solos residuais jovens, em contraste com 
os solos superficiais lateríticos, maduros. 
16 
 
Uma feição muito comum no horizonte superficial, ou no seu limite, é a 
presença de uma linha de seixos de espessuras variáveis (desde alguns 
centímetros até 1,5 m), delimitando o horizonte laterítico do saprolítico. As 
figuras abaixo ilustram a ocorrência de solos lateríticos e saprolíticos. 
 
 
17 
 
 
 
6. (Cespe – MS – 2010) O saprolito, ou solo saprolítico, é um solo 
que mantém a estrutura original da rocha de origem, inclusive 
veios intrusivos, fissuras e xistosidades, mas que perdeu a 
consistência da rocha. 
 
Resolução: 
 Os solos saprolíticos são aqueles que resultam da decomposição e/ou 
desagregação in situ da rocha matriz pela ação das intempéries (chuvas, 
insolação, geadas) e mantêm, de maneira nítida, a estrutura da rocha que lhe 
deu origem. São genuinamente residuais, isto é, derivam de uma rocha matriz, 
e as partículas que o constituem permanecem no mesmo lugar em que se 
encontravam em estado pétreo. 
 
Gabarito: C 
 
A Compactação é um processo mecânico através do qual se impõe ao 
solo uma redução do índice de vazios. Seu objetivo é melhorar as 
características mecânicas e hidráulicas do solo, proporcionando acréscimo de 
resistência e redução da compressibilidade e permeabilidade. 
18 
 
 
 
Em 1933, o engenheiro Ralph Proctor apresentou seus estudos 
demonstrando um dos mais importantes princípios da Mecânica dos Solos: a 
densidade com que um solo é compactado sob uma determinada energia de 
compactação depende da umidade do solo no momento da compactação. 
Proctor percebeu que a densidade do solo aumenta juntamente com o 
teor de umidade até um valor máximo, a partir do qual passa a decrescer. 
Com isso ele conclui que para cada solo e para uma energia de compactação, 
existe uma umidade ótima que irá proporcionar a compactação máxima. 
 
 
Note-se que se num processo a alta compactação pode ter efeito 
desejado, como num aterro para uma estrada, noutro pode ter efeito danoso, 
como num terreno dedicado ao cultivo agrícola. 
 
7. (Cespe – STM – 2011) Considere que, durante a construção de 
determinada edificação de dois pavimentos em terreno com 
declividade aproximada de 12%, em razão da insuficiência de 
material de corte para realização de aterro no local da edificação, 
tenha sido necessário adquirir material de empréstimo para 
adequar-se ao previsto no projeto arquitetônico e paisagístico da 
edificação. A partir dessa situação, julgue o item que se segue. 
 
A massa específica do material submetido a determinada energia 
de compactação é função da umidade do solo. 
 
Resolução: 
19 
 
 Aplicando-se certa energia de compactação (certo número de passadas 
de um determinado equipamento no campo ou certo número de golpes de um 
soquete sobre o solo contido num molde), a massa específica resultante é 
função da umidade em que o solo estiver. Quando se compacta com umidade 
baixa, o atrito as partículas é muito alto e não se consegue uma significativa 
redução de vazios. Para umidades mais elevadas, a água provoca um certo 
efeito de lubrificação entre as partículas, que deslizam entre si, acomodando-
se num arranjo mais compacto. 
Na compactação, as quantidades de partículas e de água permanecem 
constantes; o aumento da massa específica corresponde à eliminação de ar 
dos vazios. Há, portanto, para a energia aplicada, um certo teor de umidade, 
denominado umidade ótima, que conduz a uma massa específica máxima, ou 
uma densidade máxima. 
 
Gabarito: C 
 
8. (Cespe – STM – 2011) Considere que, durante a construção de 
determinada edificação de dois pavimentos em terreno com 
declividade aproximada de 12%, em razão da insuficiência de 
material de corte para realização de aterro no local da edificação, 
tenha sido necessário adquirir material de empréstimo para 
adequar-se ao previsto no projeto arquitetônico e paisagístico da 
edificação. A partir dessa situação, julgue o item que se segue. 
 
Para que sejam evitados recalques excessivos, é adequado 
realizar a compactação do solo sobre o qual se erguerá a 
edificação, procedimento que propicia a diminuição da 
compressibilidade do solo e o aumento da sua resistência ao 
cisalhamento.Resolução: 
 Define-se compressibilidade dos solos como sendo a diminuição do seu 
volume sob a ação de cargas aplicadas. 
Compressibilidade é uma característica de todos os materiais de quando 
submetidos a forças externas (carregamentos) se deformarem. Esta 
compressibilidade dos solos advém da grande porcentagem de vazios (e = 
Vv/Vs) em seu interior, pois para os níveis de tensão encontrados usualmente 
nos trabalhos de engenharia não são capazes de causar variação de volume 
significativa nas partículas sólidas. Sem erro considerável, pode-se dizer que a 
variação de volume do solo é inteiramente resultante da variação de volume 
dos vazios (por compactação, por exemplo). 
Define-se como resistência ao cisalhamento do solo como a máxima 
pressão de cisalhamento que o solo pode suportar sem sofrer ruptura, ou a 
tensão de cisalhamento do solo no plano em que a ruptura ocorre no momento 
da ruptura. Em Mecânica dos Solos, a resistência ao cisalhamento envolve 
duas componentes: atrito e coesão. 
O atrito (para solos granulares, como areias) depende de fatores como 
densidade, rugosidade, forma, que variam com a compactação. 
20 
 
A coesão (para solos muito finos, como argilas) aumenta com: a 
quantidade de argila e atividade coloidal (Ac); relação de pré-adensamento; 
diminuição da umidade, que variam com a compactação. 
 
Portanto, a compactação do solo, evita recalques excessivos, já que 
diminui a compressibilidade do solo e o aumento da sua resistência ao 
cisalhamento. 
 
Gabarito: C 
 
9. (Cespe – STM – 2011) Com base na figura abaixo, que ilustra 
parte de uma planta topográfica com destaque para uma área 
relativa à residência a ser construída, julgue o item que se segue. 
 
Considerando-se que haja homogeneidade nas condições de solo 
e de vegetação em toda a região, é correto afirmar que o talude 
indicado pela linha AB será o mais suscetível à erosão superficial 
em épocas de chuvas. 
 
 
Resolução: 
 Veja que pela linha AB as curvas de nível estão mais espaçadas. Isso 
significa que o talude é menos íngreme, portanto, menos suscetível à erosão 
superficial em épocas de chuvas. 
 
Gabarito: E 
 
21 
 
b) Rochas 
 
Mecânica das rochas é a ciência teórica e aplicada do comportamento 
mecânico das rochas e maciços rochosos; é o ramo da mecânica que estuda a 
resposta das rochas e maciços rochosos perante os campos de forças a que 
estão sujeitos no seu ambiente físico. 
A mecânica das rochas propriamente dita faz parte do campo mais vasto 
que é a geomecânica, que se ocupa das respostas mecânicas de todos os 
materiais geológicos, incluindo os solos. A mecânica das rochas, tal como é 
aplicada na prática da engenharia de minas e engenharia geológica, refere-se 
à aplicação dos princípios da mecânica de engenharia ao desenho de 
estruturas em rocha geradas pela atividade mineira, como por exemplo, 
túneis, poços de minas, escavações subterrâneas ou minas a céu aberto. Inclui 
também o desenho de padrões de ancoragens. 
Rochas são materiais sólidos consolidados, formados naturalmente por 
agregados de matéria mineral ou minérios, que se apresentam em grandes 
massas ou fragmentos. 
As principais propriedades que distinguem uma rocha de um solo são a 
coesão interna e a resistência à tração. 
A coesão interna é a força que liga as partículas umas as outras 
(ligação entre os átomos). Este valor difere da coesão aparente, que é 
resultante do atrito entre as partículas quando submetidas às forças de 
cisalhamento. Exemplo de coesão nula é a areia, mas pode apresentar coesão 
aparente de 4,34 kg/cm². 
A resistência à tração pode ser nula num solo. Mas entre o solo e a rocha 
pode existir uma tração uniaxial de 1MPa. 
A rocha, como o solo, é um material bastante distinto de outros 
materiais da engenharia, por isso os projetos em rochas são bastante 
especiais. A mecânica das rochas se desenvolveu mais lentamente que a 
mecânica dos solos, pelo simples fato de a rocha ser considerada mais 
competente que o solo e gerar menor número de problemas com fundações ou 
estruturas. 
 
A mecânica, de uma forma geral, estuda a resposta de um material a 
uma solicitação qualquer. A mecânica das rochas tem como finalidade estudar 
as propriedades e o comportamento dos maciços rochosos submetidos a 
tensões ou variações das suas condições iniciais. 
As rochas são utilizadas pelo homem para fabricação de armas, 
ferramentas e utensílios. Este material é muito usado para construção de 
casas, túneis, fortificações, esculturas entre outros. 
 
As áreas de atuação são classificadas como: 
 
 Atividades de superfície (<100m): fundações, barragens, estradas 
e minas à céu aberto. 
 Atividades em profundidade (>100m): minas subterrâneas, túneis, 
cavernas hidrelétricas, aproveitamento de energia geotérmica. 
22 
 
 Atividades especiais: engenharia do petróleo, engenharia 
geotécnica, armazenamentos em cavernas(petróleo, água, resíduos 
radioativos, etc.). 
 
Os projetos de engenharia de rochas podem ser agrupados em sete 
categorias, sendo fundações a mais importante (abordaremos em mais 
detalhes ainda nesta aula): 
 fundações: as rochas são um excelente material de fundação, 
mas podem ser fraturados e alterados. É necessário estabelecer a 
competência da rocha em relação a sua capacidade de suportar a 
carga para níveis toleráveis de deformação. 
 
 taludes: a mecânica das rochas pode identificar o risco de ruptura 
do talude rochoso, seja por tombamento, flexão, em cunha ou em 
plano; 
 
 túneis e poços: a estabilidade de túneis e poços depende da 
estrutura da rocha, estado de tensões, regime de fluxo subterrâneo 
e técnica de construção; 
 
 cavernas: o projeto de construção de grandes cavernas é 
influenciado pela presença e distribuição das fraturas do maciço 
rochoso; 
23 
 
 
 mineração: a mecânica das rochas influi sobre os métodos de 
mineração, com a finalidade de se obter uma maior extração de 
minério, utilizando-se um mínimo de suporte artificial das galerias; 
 
 energia geotérmica: a produção de energia geotérmica é obtida 
pela percolação de água, injetada no furo, através das fraturas da 
rocha-reservatório naturalmente aquecida e a posterior 
recuperação por outro furo de sondagem. Este sistema depende da 
interação entre as fraturas do maciço, tensões in situ, condições de 
fluxo, temperatura e tempo; 
 
 armazenamento de rejeitos radioativos: o isolamento dos materiais 
radioativos em relação à biosfera requer o estudo das fraturas do 
maciço, capacidade de absorção das superfícies das fraturas, 
tensões in situ, condições de fluxo, temperatura e tempo. 
 
24 
 
c) Fundações 
 
A estrutura de uma obra é constituída pelo esqueleto formado pelos 
elementos estruturais, tais como: lajes (cinza), vigas (vermelho), pilares 
(verde) e fundações (azul), etc. Fundação é o elemento estrutural que tem 
por finalidade transmitir as cargas de uma edificação para uma camada 
resistente do solo. 
Existem vários tipos de fundações e a escolha do tipo mais adequado é 
função das cargas da edificação e da profundidade da camada resistente do 
solo. Com base na combinação destas duas análises optar-se-á pelo tipo que 
tiver o menor custo e o menor prazo de execução. 
 
 
Listaremos agora sobre os principais aspectos dos projetos e previsão 
do desempenho das fundações: 
 visita ao local; 
 feições topográficas e eventuais indícios de instabilidade de 
taludes; 
 indícios da presença de aterro (“bota fora”) na área; 
 indícios de contaminação do subsolo, lançada no local ou 
decorrente do tipo de ocupação anterior; 
 prática local de projeto e execução de fundações; 
 estado das construções vizinhas; 
 peculiaridades geológico-geotécnicas na área, tais como: presença 
de matacões, afloramento rochoso nas imediações, áreas brejosas, 
minas d´água, etc 
 
De acordo com a profundidade do solo resistente, onde está implantada 
a sua base, as fundações podem se classificadasem: 
• fundações superficiais (diretas): quando a camada resistente à 
carga da edificação, ou seja, onde a base da fundação está implantada, não 
excede a duas vezes a sua menor dimensão ou se encontre a menos de 3 m 
de profundidade; 
25 
 
 
• fundações profundas (indiretas) são aquelas cujas bases estão 
implantadas a mais de duas vezes a sua menor dimensão, e a mais de 3 m 
de profundidade. 
 
O que caracteriza, principalmente uma fundação rasa ou direta é o fato 
da distribuição de carga do pilar para o solo ocorrer pela base do 
elemento de fundação, sendo que, a carga aproximadamente pontual que 
ocorre no pilar, é transformada em carga distribuída, num valor tal, que o solo 
seja capaz de suportá-la. Outra característica da fundação direta é a 
necessidade da abertura da cava de fundação para a construção do elemento 
de fundação no fundo da cava. 
 
10. (Cespe – TER/ES – 2011) A profundidade da fundação é um 
aspecto que deve ser considerado na determinação da pressão 
admissível de uma fundação superficial. 
 
Resolução: 
 A pressão admissível de uma fundação superficial é a pressão aplicada 
por uma fundação superficial ao terreno, que provoca apenas recalques que a 
construção pode suportar sem inconvenientes e que oferece, 
simultaneamente um coeficiente de segurança satisfatório contra a ruptura ou 
26 
 
o escoamento do solo ou do elemento estrutural de fundação (perda de 
capacidade de carga). 
Essa definição esclarece que as pressões admissíveis dependem da 
sensibilidade da construção projetada aos recalques, especialmente aos 
recalques diferenciais específicos, os quais, de ordinário, são os que 
prejudicam sua estabilidade. 
Devem ser considerados os seguintes fatores na determinação da 
pressão admissível: 
 profundidade da fundação: 
 dimensões e forma dos elementos da fundação; 
 característica do terreno abaixo do nível da fundação; 
 lençol d’água; 
 modificação das características do terreno por efeito de alívio de 
pressões, alteração do teor de umidade de ambos; 
 características da obra, em especial a rigidez da estrutura. 
 
Gabarito: C 
 
 
A fundação profunda, a qual possui grande comprimento em relação a 
sua base, apresenta pouca capacidade de suporte pela base, porém grande 
capacidade de carga devido ao atrito lateral do corpo do elemento de fundação 
com o solo. A fundação profunda, normalmente, dispensa abertura da cava de 
fundação, constituindo-se, por exemplo, em um elemento cravado por meio de 
um bate-estaca. 
 
11. (Cespe – TCU – 2011) Se uma estaca recalca mais que o solo 
que a envolve, diz-se que foi gerado atrito lateral positivo entre a 
estaca e o solo. 
 
Resolução: 
 De fato, quando a estaca recalca mais que o solo que a envolve, foi 
gerado atrito lateral positivo entre a estaca e o solo. Essa força é responsável 
por grande parte da capacidade de suporte de uma estaca. 
 
Gabarito: C 
 
Em projetos de construções rurais são usadas principalmente fundações 
diretas, tendo em vista, que as cargas são relativamente pequenas, não 
exigindo da camada do solo de apoio uma grande resistência. 
As fundações diretas classificam-se em: 
• blocos de fundações; 
• baldrames; 
• radier. 
 
O que caracteriza a fundação em blocos é o fato da distribuição de carga 
para o terreno ser aproximadamente pontual, ou seja, onde houver pilar 
existirá um bloco de fundação distribuindo a carga do pilar para o solo. Os 
27 
 
blocos podem ser construídos de pedra, tijolos maciços, concreto simples ou de 
concreto armado. 
 
Quando um bloco é construído de concreto armado ele recebe o nome de 
sapata de fundação. 
 
 
12. (Cespe – BASA – 2010) Os blocos são elementos de 
fundação de concreto dimensionados de forma que as tensões de 
tração neles produzidas possam ser resistidas pelo concreto, sem 
necessidade de armadura. 
 
Resolução: 
 Os blocos são elementos estruturais de grande rigidez, ligados por vigas 
denominadas baldrames, que suportam predominantemente esforços de 
compressão simples provenientes das cargas dos pilares. Quando sofrem 
esforços de tração os “blocos” precisam ser armados com aço, sendo 
chamados de sapatas. 
 
Gabarito: C 
 
A fundação em baldrame apresenta uma distribuição de carga para o 
terreno tipicamente linear, por exemplo, uma parede que se apoia no 
baldrame, sendo este o elemento que transmite a carga para o solo ao longo 
de todo o seu comprimento. Um baldrame pode ser construído de pedra, tijolos 
maciços, concreto simples ou de concreto armado. 
Quando o baldrame é construído de concreto armado ele recebe o nome 
de sapata corrida. 
 
 
13. (Cespe – DPF/Perito – 2002) As fundações em baldrame 
poderiam ser utilizadas em solos resistentes, como forma de 
28 
 
distribuir para o terreno as cargas de pilares periféricos da 
construção. 
 
Resolução: 
 Baldrames são vigas que ligam os blocos. Apresenta uma distribuição 
de carga para o terreno tipicamente linear, por exemplo, uma parede que se 
apoia no baldrame, sendo este o elemento que transmite a carga para o solo 
ao longo de todo o seu comprimento. É mais empregada em casos de cargas 
leves, como residência construídas sobre solo firme. 
 
Gabarito: C 
 
A fundação em radier é constituída por um único elemento de fundação 
que distribui toda a carga da edificação para o terreno, constituindo-se em 
uma distribuição de carga tipicamente superficial. O radier é uma laje de 
concreto armado, que distribui a carga total da edificação uniformemente pela 
área de contato. 
É usado de forma econômica quando as cargas são pequenas e a 
resistência do terreno é baixa, sendo uma boa opção para que não seja usada 
a solução de fundação profunda. 
 
 
14. (Cespe – DPF/Perito – 2002) Na possibilidade de utilização 
de fundação direta em solo compressível, a fundação em radier 
pode ser mais vantajosa que a em sapatas individuais, por 
minimizar os efeitos de recalques diferenciais entre elementos de 
fundação. 
 
Resolução: 
 A fundação em radier é recomendada quando: 
 Terreno de baixa resistência, alagadiços ou com capacidade de suporte 
irregular; 
 Camada de solo de baixa qualidade relativamente profunda; 
 Para uniformizar os recalques; 
 A área da fundação ultrapassa metade da área de construção (para 
minimizar os efeitos de recalques diferenciais); 
 
Gabarito: C 
 
 
29 
 
15. (Cespe – DPF/Perito – 2004) Em solo de baixa resistência 
nas primeiras camadas, deve-se usar sapata do tipo isolada 
rígida de concreto armado para a fundação. 
 
Resolução: 
 Sapatas são fundações diretas rasas utilizadas para solos de boa 
resistência à pequena profundidade. Esta profundidade não pode ser superior a 
duas vezes a menor dimensão da fundação. 
 
Gabarito: E 
 
16. (Cespe – DPF/Perito – 2004) As fundações em sapatas só 
podem ser utilizadas no caso de o nível d’água freático estar 
localizado a grande profundidade. 
 
Resolução: 
 Como as sapatas são fundações rasas, usualmente não há problema com 
o lençol freático, mas este não é um impedimento. Tubulões a céu aberto e as 
estacas do tipo broca não podem ser executadas abaixo do lençol freático. 
Quando o tubulão precisa ser construído abaixo do lençol, utiliza-se 
tubulão a ar comprumido. 
As estacas do tipo broca são estacas executadas “in loco” sem molde, 
por perfuração no terreno com o auxílio de um trado, sendo o furo 
posteriormente preenchido com o concreto apiloado. 
Estacas de madeira devem ficar ou totalmente acima ou totalmente 
abaixo do lençol freático (quando há variação as madeiras apodrecem). 
 
Gabarito: E 
 
17. (Cespe – TER/BA – 2010) Pelo fato de ser uma estrutura 
esbelta, a fundação do tipo Raider normalmente apresenta baixa 
rigidez estrutural, o que limita sua aplicação. 
 
Resolução: 
O primeiro erro é o nome raider, o correto é radier. Mesmo assim a questão 
está errada porque a fundação em radier é recomendada quando: 
 Terreno de baixa resistência, alagadiçosou com capacidade de 
suporte irregular; 
 Camada de solo de baixa qualidade relativamente profunda; 
 Para uniformizar os recalques; 
 A área da fundação ultrapassa metade da área de construção (para 
minimizar os efeitos de recalques diferenciais); 
 
Gabarito: E 
 
Quando o solo compatível com a carga da edificação se encontra a mais 
de 3 m de profundidade é necessário recorrer às fundações profundas, sendo 
três os tipos principais: 
• estacas 
30 
 
• tubulões 
• caixões 
 
As estacas são elementos alongados, cilíndricos ou prismáticos que se 
cravam, com um equipamento, chamado bate-estaca, ou se confeccionam no 
solo de modo a transmitir às cargas da edificação a camadas profundas do 
terreno. 
Estas cargas são transmitidas ao terreno através do atrito das paredes 
laterais da estaca contra o terreno e/ou pela ponta. 
Existe hoje uma variedade muito grande de estacas para fundações. Com 
certa frequência, um novo tipo de estaca é introduzido no mercado e a técnica 
de execução de estacas está em permanente evolução. A execução de estacas 
é uma especialidade da engenharia. 
Entre os principais materiais empregadas na confecção das estacas se 
pode citar: 
• madeira; 
• aço; 
• concreto (pré-moldadas e moldadas “in situ”). 
 
As estacas também são classificadas em estacas de deslocamento e 
estacas escavadas. As estacas de deslocamento são aquelas introduzidas no 
terreno através de algum processo que não promova a retirada do solo. 
Enquadram-se nessa categoria as estacas pré-moldadas de concreto armado, 
as estacas de madeira, as estacas metálicas, as estacas apiloadas de concreto 
e as estacas de concreto fundido no terreno dentro de um tubo de 
revestimento de aço cravado com a ponta fechada, sendo as estacas tipo 
Franki o exemplo mais característico dessas últimas. 
 
As estacas escavadas são aquelas executadas “in situ” através da 
perfuração do terreno por um processo qualquer, com remoção de material. 
Nessa categoria se enquadram entre outras as estacas tipo broca, executada 
manual ou mecanicamente e as do tipo Strauss. 
31 
 
 
As estacas de madeira são empregadas nas edificações desde a 
antiguidade. Atualmente, diante das dificuldades de se obter madeiras de boa 
qualidade, sua utilização é bem mais reduzida. 
 
 
As estacas de madeira nada mais são do que troncos de árvores, bem 
retos e regulares, cravados normalmente por percussão, isto é golpeando-se o 
topo da estaca com pilões geralmente de queda livre. No Brasil a madeira mais 
empregada é o eucalipto, principalmente como fundação de obras provisórias. 
Para obras definitivas tem-se usado as denominadas “madeiras de lei” como 
por exemplo a peroba, a aroeira, a maçaranduba e o ipê. 
A duração da madeira é praticamente ilimitada, quando mantida 
permanentemente submersa. No entanto, se estiverem sujeitas à variação do 
nível d’água apodrecem rapidamente pela ação de fungos aeróbicos, o que 
deve ser evitado aplicando–se substâncias protetoras como sais tóxicos à base 
de zinco, cobre ou mercúrio ou ainda pela aplicação do creosoto. Neste tipo de 
tratamento recomenda-se o consumo de aproximadamente 15 kg de creosoto 
por m³ de madeira tratada quando as estacas forem cravadas em terra. 
Durante a cravação a cabeça da estaca deve ser munida de um anel de 
aço de modo a evitar o seu rompimento sob os golpes do pilão. Também é 
recomendado o emprego de uma ponteira metálica para facilitar a penetração 
da estaca e proteger a madeira. 
Do ponto de vista estrutural, a carga admissível das estacas de madeira 
depende do diâmetro e do tipo de madeira empregado na estaca. 
32 
 
As estacas metálicas são constituídas principalmente por peças de aço 
laminado ou soldado tais como perfis de seção I e H, como também por trilhos, 
geralmente reaproveitados após sua remoção de linhas férreas, quando 
perdem sua utilização por desgaste. 
 
 
 
A principal vantagem das estacas de aço está no fato de se prestarem à 
cravação em quase todos os tipos de terreno, permitindo fácil cravação e uma 
grande capacidade de carga. 
Sua cravação é facilitada, porque, ao contrário dos outros tipos de 
estacas, em lugar de fazer compressão lateral do terreno, se limita a cortar as 
diversas camadas do terreno. 
Hoje em dia já não existe preocupação com o problema de corrosão das 
estacas metálicas quando permanecem inteiramente enterradas em solo 
natural, porque a quantidade de oxigênio que existe nos solos naturais é tão 
pequena que a reação química tão logo começa, já acaba completamente com 
esse componente responsável pela corrosão. Entretanto, de modo a garantir a 
segurança a NBR 6122 exige que nas estacas metálicas enterradas seja 
descontada a espessura de 1,5 mm de toda sua superfície em contato com o 
solo, resultando uma área útil menor que a área real do perfil. 
 
As estacas de concreto podem ser pré-moldadas ou concretadas no 
local. 
As estacas pré-moldadas de concreto são largamente usadas em todo o 
mundo possuindo como vantagens em relação às concretadas no local um 
maior controle de qualidade tanto na concretagem, que é de fácil fiscalização 
quanto na cravação, além de poderem atravessar correntes de águas 
subterrâneas o que com as estacas moldadas no local exigiriam cuidados 
especiais. 
Podem ser confeccionadas com concreto armado ou protendido adensado 
por centrifugação ou por vibração, este de uso mais comum. Tanto nas estacas 
vibradas quanto nas centrifugadas a cura do concreto é feita a vapor, de modo 
a permitir a desforma e o transporte da mesma no menor tempo possível. 
Tendo em vista que a cura a vapor só acelera o ganho de resistência nas 
primeiras horas, mas não diminui o tempo total necessário para que o concreto 
atinja a resistência final, as estacas devem permanecer no estoque pelo menos 
até que o concreto atinja a resistência de projeto. 
33 
 
A seção transversal dessas estacas é geralmente quadrada, hexagonal, 
octogonal ou circular, podendo ser vazadas ou não. 
Existe uma grande variedade de tipos de estacas concretadas no local, 
diferenciadas entre si, principalmente, pela forma que são escavadas e pela 
forma de colocação do concreto. 
De um modo geral crava-se um tubo de aço até a profundidade prevista 
pela sondagem geotécnica, enchendo–se com concreto que vai sendo apiloado 
até que se retire o tubo. Entre os vários tipos existentes destacam-se as 
estacas tipo Franki e as estacas tipo Strauss. 
A estaca tipo Franki usa um tubo de revestimento cravado 
dinamicamente com a aponta fechada por meio de bucha e recuperado após a 
concretagem da estaca. O concreto usado na execução da estaca é 
relativamente seco com baixo fator água-cimento, resultando em um concreto 
de slump zero, de modo a permitir o forte apiloamento previsto no método 
executivo. A execução de estacas tipo Franki, quando bem aplicada, 
praticamente não sofre restrições de emprego diante das características do 
subsolo, salvo casos particulares como aqueles constituídos por espessas 
camadas de solo muito mole. 
A adoção dessas cargas depende da análise dos elementos do projeto, 
podendo ser diminuídas ou aumentadas em projeto de condições especiais. 
A seguir são relacionados alguns aspectos da estaca tipo Franki, que 
fazem parte do método de execução, e que a diferencia dos outros tipos de 
estacas concretadas no local contribuindo para a elevada carga de trabalho da 
estaca: 
• a cravação com ponta fechada isola o tubo de revestimento da água do 
subsolo, o que não acontece com outros tipos de estaca executada com ponta 
aberta; 
• a base alargada dá maior resistência de ponta que todos os outros 
tipos de estaca; 
• o apiloamento da base compacta solos arenosos, bem como, aumenta 
o diâmetro da estaca em todas as direções, aumentando sua a resistência de 
ponta. Em solos argilosos o apiloamento da base expele a água da argila, que 
é absorvida pelo concreto seco da mesma, consolidando e reforçando seu 
contorno;• o apiloamento do concreto contra o solo para formar o fuste da estaca 
compacta o solo e aumenta o atrito lateral; 
• o comprimento da estaca pode ser facilmente ajustado durante a 
cravação. 
 
18. (Cespe – DPF/Perito – 2002) As estacas do tipo Franki são 
indicadas no caso de terrenos de fundação arenosos, compactos, 
como forma de minimizar os efeitos das vibrações do terreno 
sobre construções vizinhas, antigas ou em mau estado de 
conservação, durante o processo de execução da fundação. 
 
Resolução: 
 Devido ao apiloamento, as estacas Franki não são indicadas quando há 
construções vizinhas antigas ou em mau estado de conservação, porque a 
vibração pode danificá-las. 
34 
 
 
Gabarito: E 
 
As estacas tipo Strauss foram projetadas, inicialmente, como alternativa 
às estacas pré-moldadas cravadas por percussão devido ao desconforto 
causado pelo processo de cravação, quer quanto à vibração ou quanto ao 
ruído. O processo é bastante simples, consistindo na retirada de terra com 
sonda ou piteira e, simultaneamente, introduzir tubos metálicos rosqueáveis 
entre si, até atingir a profundidade desejada e posterior concretagem com 
apiloamento e retirada da tubulação. Por utilizar equipamento leve e 
econômico a estaca tipo Strauss possui as seguintes vantagens: 
• ausência de vibrações e trepidações em prédios vizinhos; 
• possibilidade de execução da estaca com o comprimento projetado; 
• possibilidade de verificar durante a perfuração, a presença de corpos 
estranhos no solo, matacões, etc, permitindo a mudança de locação antes da 
concretagem; 
• possibilidade da constatação das diversas camadas e natureza do solo, 
pois a retirada de amostras permite comparação com a sondagem à 
percussão; 
• possibilidade de montar o equipamento em terrenos de pequenas 
dimensões; 
• autonomia, importante em regiões ou locais distantes. 
 
Como principais desvantagens das estacas tipo Strauss podemos citar: 
• quando a pressão da água for tal que impeça o esgotamento da água 
no furo com a sonda, a adoção desse tipo de estaca não é recomendável; 
• em argilas muito moles saturadas e em areias submersas, o risco de 
seccionamento do fuste pela entrada de solo é muito grande, e nesses casos 
esta solução não é indicada; 
• é indispensável um controle rigoroso da concretagem da estaca de 
modo a não ocorrer falhas, pois a maior ocorrência de acidentes com estas 
estacas devem-se a deficiências de concretagem durante a retirada do tubo. 
 
Outro tipo de estaca concretada "in-loco" é a estaca raiz. É considerada 
de pequeno diâmetro, elevada capacidade de carga baseada essencialmente na 
resistência por atrito lateral do terreno. 
É armada e preenchida com argamassa de cimento e areia, executada 
através de perfuração rotativa ou roto-percussiva, revestida integralmente, no 
trecho em solo, por um conjunto de tubos metálicos recuperáveis. 
Indicada para grande variedade de situações como locais de difícil 
acesso, reforço de fundações existentes, atualmente para fundações de novas 
pontes e viadutos, contenções de encostas, perfuração de solos com matacões 
e rochas, etc. 
35 
 
 
A estaca do tipo hélice é ideal para estacas que serão realizadas em 
solos com presença de lençol freático. Utiliza-se essa técnica para substituição 
com grande vantagens, de estacas do tipo strauss ou pré-moldada. 
As fundações com as estacas hélices consistem na perfuração do solo 
através de um trado com um tubo central vazado, que desloca a terra para a 
superfície através das laminas helicoidais em movimentos rotativos até a 
profundidade desejada e especificada no projeto da construção. 
Ao encerrar-se a perfuração, dá-se início a concretagem da estaca ainda 
com o trado dentro da estaca, o que impede a água do solo de emergir. 
Através da bomba de concreto, injeta-se o concreto para dentro da estaca 
através do tubo central que é liberado na ponta da estaca. 
Ao passo que o concreto sobe, o trado é retirado lentamente, até que se 
alcance a superfície, garantindo a ausência de terra, água ou barro no interior 
da estaca. Retira-se o excesso de concreto até a cota de arrasamento. Coloca-
se a ferragem em seguida e a estaca estará pronta. Já o cliente estará 
satisfeito, com a agilidade do nosso equipamento. Segurança e rapidez, esse é 
um bom resumo para essa técnica de fundações de solos. 
 
Os tubulões são elementos estruturais de fundação profunda, 
geralmente, dotados de uma base alargada, construídos concretando-se um 
poço revestido ou não, aberto no terreno com um tubo de aço de diâmetro 
36 
 
mínimo de 70 cm de modo a permitir a entrada e o trabalho de um homem, 
pelo menos na sua etapa final, para completar a geometria da escavação e 
fazer a limpeza do solo. 
Divide-se em dois tipos básicos: os tubulões a céu aberto, normalmente, 
sem revestimento e não armados no caso de existir somente carga vertical e 
os a ar comprimido ou pneumático. Os tubulões a ar comprimido são sempre 
revestidos, podendo esse revestimento ser constituído de uma camisa de 
concreto armado ou por uma camisa metálica. Neste caso a camisa metálica 
pode ser recuperada ou não. São utilizados em solos onde haja a presença de 
água e que não seja possível esgotá-la. O fuste do tubulão é sempre cilíndrico 
enquanto a base poderá ser circular ou em forma de falsa elipse. Deve-se 
evitar trabalho simultâneo em bases alargadas de tubulões, cuja distância 
entre centros seja inferior a duas vezes o diâmetro ou dimensão da maior 
base, especialmente quando se tratar de tubulões a ar comprimido. 
 
 
Quando comparados a outros tipos de fundações os tubulões apresentam 
as seguintes vantagens: 
• os custos de mobilização e de desmobilização são menores que os de 
bate-estacas e outro equipamentos; 
• as vibrações e ruídos provenientes do processo construtivo são de 
muito baixa intensidade; 
• pode-se observar e classificar o solo retirado durante a escavação e 
compará-lo às condições do subsolo previstas no projeto; 
• o diâmetro e o comprimento do tubulão pode ser modificado durante a 
escavação para compensar condições do subsolo diferentes das previstas; 
37 
 
• as escavações podem atravessar solos com pedras e matacões, sendo 
possível penetrar em vários tipos de rocha; 
• é possível apoiar cada pilar em um único fuste, em lugar de diversas 
estacas, eliminando a necessidade de bloco de coroamento. 
 
Em tubulões de ar comprimido, seja de camisa de aço ou de camisa de 
concreto, a pressão máxima de ar comprimido empregada é de 3,4 atm (340 
kPa), razão pela qual esses tubulões têm sua profundidade limitada a 34m 
abaixo do nível do mar. Em qualquer etapa da execução deve-se observar que 
o equipamento deve permitir que se atenda, rigorosamente, os tempos de 
compressão e descompressão previstos pela boa técnica e pela legislação em 
vigor, só se admitindo trabalhos sob pressões superiores a 150 kPa quando as 
seguintes providências forem tomadas: 
• estar à disposição da obra equipe permanente de socorro médico; 
• estar disponível na obra câmara de descompressão equipada; 
• existir na obra compressores e reservatórios de ar comprimido de 
reserva; 
• que seja garantida a renovação do ar, sendo o ar injetado em 
condições satisfatórias para o trabalho humano. 
 
19. (Cespe – DPF/Perito – 2002) As fundações em tubulões 
podem ser indicadas no caso de presença de camadas superficiais 
de solos moles ou compressíveis com pequena espessura assente 
sobre camadas resistentes. 
 
Resolução: 
 De fato, quando há camadas superficiais de solos moles ou compressíveis 
com pequena espessura assente sobre camadas resistentes podem-se utilizar 
tubulões (fundação profunda). 
 
Gabarito: C 
 
20. (Cespe – TCU – 2011) Por motivo de segurança, durante a 
execução de tubulões, a fiscalização não deve inspecionar o 
fundo da escava antes da concretagem 
 
Resolução: 
 Por motivo de segurança, durante a execução de tubulões, a fiscalização 
deveinspecionar o fundo da escava antes da concretagem. 
 
Gabarito: E 
 
21. (Cespe – MS – 2010) Na fundação em profundidade em solo 
com a presença de matacões ou lâminas de material rochoso 
muito duro, é preferível a utilização de estacas ao emprego de 
tubulões. 
 
Resolução: 
38 
 
 A presença de matacões ou lâminas de material rochoso dificulta a 
cravação das estacas, sendo mais indicado o emprego de tubulões. 
 
Gabarito: E 
 
 
A fundação em caixão, como o próprio nome sugere é um grande caixão 
impermeável à água, de seção transversal quadrada ou retangular que tem as 
paredes laterais pré-moldadas. 
Este tipo de fundação profunda é destinado a escorar as paredes da 
escavação e impedir a entrada de água enquanto vai sendo cravado no solo. 
Terminada a operação o caixão passa a fazer parte da infraestrutura. São 
utilizados, por exemplo, como fundação de um pilar de ponte em que a 
substituição de dois ou mais tubulões por um caixão que os envolva seja mais 
econômica. 
 
 
22. (Cespe – MS – 2010) O caixão é um elemento de fundação 
profunda cuja base pode ser alargada ou não. 
 
Resolução: 
 Por motivo de segurança, durante a execução de tubulões, a fiscalização 
deve inspecionar o fundo da escava antes da concretagem. 
 
Gabarito: C 
 
39 
 
 
O desenho acima esquematiza uma estaca a ser executada junto à divisa 
entre dois terrenos, como parte das fundações de um prédio a ser construído. 
A 2 m de distância desse prédio, existe uma casa antiga. O desenho mostra 
também um dos elementos de fundação da casa: uma sapata quadrada, com 1 
m de lado. O pilar do prédio tem largura de 0,15 m e a estaca tem diâmetro de 
0,40 m. De acordo com essas informações e para as condições apresentadas, 
julgue os itens a seguir. 
 
23. (Cespe – BASA – 2007) Para evitar danos à casa, seria 
conveniente que a estaca a ser executada fosse do tipo Franki. 
 
Resolução: 
 Durante a cravação, as estacas do tipo Franki causam vibrações que 
podem danificar prédios vizinhos. 
 
Gabarito: E 
 
24. (Cespe – BASA – 2007) Em substituição à estaca, poderia 
ser executado um tubulão sem revestimento como fundação do 
pilar do prédio. 
 
Resolução: 
Não se pode executar tubulões sem revestimento abaixo do nível d’água. 
 
Gabarito: E 
 
25. (Cespe – BASA – 2007) No caso de ser utilizada uma estaca 
pré-moldada de concreto como fundação do pilar do prédio, é 
correto afirmar que a maior contribuição para a capacidade de 
carga da estaca resultará do atrito lateral entre o fuste da estaca 
e a camada de argila. 
40 
 
 
Resolução: 
 A capacidade de carga das estacas é composta pela resistência da ponta 
e pela resistência lateral. A resistência da ponta é normalmente alta em areias 
e baixa em argilas. Já para a resistência lateral ocorre o oposto: é baixa nas 
areias e alta nas argilas. 
 Entretanto, não há elementos suficientes para afirmar que a maior 
contribuição para a capacidade de carga da estaca resultará do atrito lateral 
entre o fuste da estaca e a camada de argila. 
 
Gabarito: E 
 
26. (Cespe – BASA – 2007) Se a base da sapata da casa está 
situada 0,5 m abaixo da superfície do terreno, é correto afirmar 
que cerca da metade do bulbo de pressões da sapata está dentro 
da camada de argila. 
 
Resolução: 
 As cargas aplicadas na superfície de um terreno induzem tensões, com 
consequentes deformações, no interior de uma massa de solo. Embora as 
relações entre tensões induzidas e as deformações resultantes sejam 
essencialmente não lineares, soluções baseadas na teoria da elasticidade são 
comumente adotadas em aplicações práticas, respeitando-se as equações de 
equilíbrio e compatibilidade. 
As pressões produzidas por cargas aplicadas na superfície de um maciço 
terroso são calculadas, ou melhor, avaliadas, na hipótese de um “maciço semi-
infinito, elástico, isótropo e homogêneo”; conceitos que, a rigor, podem não 
ser verificados. 
As cargas transmitidas pelas estruturas se propagam para o interior dos 
maciços e se distribuem nas diferentes profundidades, como ilustrado na figura 
abaixo, podendo se verificar experimentalmente. 
 
Denominam-se isóbaras as curvas ou superfícies obtidas ligando-se os 
pontos de mesma pressão vertical. Este conjunto de superfícies isóbaras forma 
41 
 
o que se chama bulbo de pressões, como indicado nas figuras abaixo para 
uma carga concentrada. 
 
Assim, para resolver a questão, não precisamos calcular a zona de 
influência do bulbo, mas utilizamos o fato de que o bulbo está 
predominantemente na areia compacta, porque a camada de argila está a 
quase três metros da sapata, que possui apenas 1 m de largura. 
 
Gabarito: E 
 
27. (FCC – Infraero – 2011 – Discursiva) Nos estudos para a 
construção de um novo Terminal de Passageiros foi identificada a 
necessidade de serem utilizados elementos estruturais para que 
houvesse uma estabilização do solo. Por tratar-se de um sítio 
aeroportuário situado próximo ao litoral, ficou decidido que, em 
função das características do terreno, seriam utilizadas Estacas 
como elementos de suporte às fundações do prédio. Analisando-
se as opções possíveis de serem utilizados observou-se que, em 
função de sua aplicação, os variados tipos de Estacas oferecem 
vantagens e desvantagens que devem ser avaliadas 
criteriosamente. Nesse contexto, é de fundamental importância 
que a equipe de engenharia conheça essas particularidades, a fim 
de que possa decidir de forma adequada. 
 
Utilizando o texto apenas como motivador, disserte em no máximo 30 linhas 
sobre as vantagens e desvantagens das estacas abaixo: 
 Estacas Strauss; 
 Estacas Franki; 
 Estacas de madeira. 
 
A estaca Strauss é um tipo de fundação profunda executada 
por perfuração através de balde sonda (piteira), com uso parcial ou 
total de revestimento recuperável e posterior concretagem. 
A principal vantagem desta estaca é a ausência de vibrações e 
trepidações em prédios vizinhos durante a execução. Ainda, há a 
possibilidade de verificar durante a perfuração, a presença de 
42 
 
corpos estranhos no solo e matacões, permitindo a mudança de 
locação antes da concretagem. 
Seu emprego não é recomendável quando a pressão da água 
for tal que impeça o esgotamento da água no furo com a sonda, a 
adoção desse tipo de estaca não é recomendável, nem argilas 
muito moles saturadas e em areias submersas. 
Já as estacas tipo Franki são executadas enchendo-se de 
concreto perfurações previamente executadas no terreno, através 
de cravação de tubo de ponta fechada, recuperado. 
A grande vantagem desta estaca é a alta produtividade 
alcançada nas obras pelo emprego conjunto de bate estacas de 
deslocamentos rápidos, martelos com alta capacidade de cravação 
e o concreto plástico vibrado. 
Sua principal limitação são as vibrações causadas durante a 
cravação. Essa interferência pode danificar inclusive edificações 
próximas. 
Finalmente, as estacas de madeira nada mais são do que 
troncos de árvores, bem retos e regulares, cravados normalmente 
por percussão, isto é golpeando-se o topo da estaca com pilões 
geralmente de queda livre. 
As vantagens das estacas de madeira são o seu baixo custo e 
leveza, quando comparada a outros materiais. Como desvantagens, 
cita-se a aplicação somente em solos secos ou permanente 
submersos e o fato de não admitirem carga de trabalho elevada. 
 
 
43 
 
d) Topografia 
 
Etimologicamente a palavra TOPOS, em grego, significa lugar e 
GRAPHEN descrição, assim, de uma forma bastante simples, Topografia 
significa descrição do lugar. Assim, Topografia é a ciência que estuda 
todos os acidentes geográficos definindo a sua situação e localização 
na Terra ou outros corpos astronómicos incluindo planetas, luas, e asteroides. 
É ainda o estudo dos princípios e métodos necessários para a descrição 
e representação das superfícies destes corpos, em especial para a sua 
cartografia. 
O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas, sendo utilizadoo termo geodesia quando se fala de áreas maiores. Para isso são usadas 
coordenadas que podem ser duas distâncias e uma elevação, ou uma 
distância, uma elevação e uma direção. 
A topografia é também instrumento fundamental para a implantação e 
acompanhamento de obras de todo o tipo, como as de projeto viário, 
edificações, urbanizações (loteamentos), movimentos de terras, daí sua 
importância na engenharia civil. Às operações efetuadas em campo, com o 
objetivo de coletar dados para a posterior representação, denomina-se de 
levantamento topográfico. 
O trabalho prático da Topografia pode ser dividido em cinco etapas: 
 
1. Tomada de decisão: onde se relacionam os métodos de 
levantamento, equipamentos, posições ou pontos a serem 
levantados,etc. 
 
2. Trabalho de campo ou aquisição de dados: efetuam-se as 
medições e gravação de dados. 
44 
 
 
3. Cálculos ou processamento: elaboram-se os cálculos baseados 
nas medidas obtidas para a determinação de coordenadas, 
volumes, etc. 
 
4. Mapeamento ou representação: produz-se o mapa ou carta a 
partir dos dados medidos e calculados. 
 
5. Locação. 
 
Classicamente a Topografia é dividida em duas: 
 
Topologia: tem por objetivo o estudo das formas exteriores do terreno e 
das leis que regem o seu modelado. 
 
Topometria: estuda os processos clássicos de medição de distâncias, 
ângulos e desníveis, cujo objetivo é a determinação de posições relativas 
de pontos. 
 
Tradicionalmente o levantamento topográfico pode ser divido em duas 
partes: o levantamento planimétrico, onde se procura determinar a posição 
planimétrica dos pontos (coordenadas X e Y) e o levantamento altimétrico, 
onde o objetivo é determinar a cota ou altitude de um ponto (coordenada Z). 
 A realização simultânea dos dois levantamentos dá origem ao 
chamado levantamento planialtimétrico, conforme abaixo no exemplo: 
45 
 
 
Sistemas de Coordenadas 
Um dos principais objetivos da Topografia é a determinação de 
coordenadas relativas de pontos. Para tanto, é necessário que estas sejam 
expressas em um sistema de coordenadas. São utilizados basicamente dois 
tipos de sistemas para definição unívoca da posição tridimensional de pontos: 
 
Sistemas de Coordenadas Cartesianas: Quando se posiciona um 
ponto nada mais está se fazendo do que atribuindo coordenadas ao 
mesmo. Estas coordenadas por sua vez deverão estar referenciadas a 
um sistema de coordenadas. Existem diversos sistemas de coordenadas, 
alguns amplamente empregados em Geometria e Trigonometria, por 
exemplo. Estes sistemas normalmente representam um ponto no espaço 
bidimensional ou tridimensional. 
 
Um sistema de coordenadas cartesianas retangulares no 
46 
 
espaço tridimensional é caracterizado por um conjunto de três retas (X, Y, Z) 
denominadas de eixos coordenados, mutuamente perpendiculares, A 
coordenadas cartesianas retangulares (x, y, z) de um ponto seria de 
acordo com a figura a esquerda, a direita a representação em coordenadas 
coordenadas esféricas (r, λ, φ) 
 
 Uma vez que a Topografia busca representar um conjunto de pontos no 
plano é necessário estabelecer um sistema de coordenadas cartesianas para a 
representação dos mesmos. Este sistema pode ser caracterizado da seguinte 
forma: 
 
 
 
 
Escala 
 
É comum em levantamentos topográficos a necessidade de representar 
no papel certa porção da superfície terrestre. Para que isto seja possível, 
teremos que representar as feições levantadas em uma escala adequada para 
os fins do projeto. De forma simples, podemos definir escala com sendo a 
relação entre o valor de uma distância medida no desenho e sua 
correspondente no terreno. 
 O valor da escala é adimensional, ou seja, não tem dimensão (unidade). 
Escrever 1:200 significa que uma unidade no desenho equivale a 200 unidades 
no terreno. Assim, 1 cm no desenho corresponde a 200 cm no terreno ou 1 
milímetro do desenho corresponde a 200 milímetros no terreno. Como as 
medidas no desenho são realizadas com uma régua, é comum estabelecer esta 
relação em centímetros. 
47 
 
 Vou demonstrar nos exercícios que não tem mistério é só saber utilizar 
regra de três. 
 
 A Escala Gráfica 
 A escala gráfica é utilizada para facilitar a leitura de um mapa, 
consistindo-se em um segmento de reta dividido de modo a mostrar 
graficamente a relação entre as dimensões de um objeto no desenho e no 
terreno. 
 Uma forma para apresentação final da escala gráfica é apresentada a 
seguir. 
 Representação do relevo 
 
 O relevo da superfície terrestre é uma feição contínua e tridimensional. 
Existem diversas maneiras para representar o mesmo, sendo as mais usuais as 
curvas de nível e os pontos cotados. 
 Curvas de nível: forma mais tradicional para a representação do relevo. 
Podem ser definidas como linhas que unem pontos com a mesma cota ou 
altitude. Representam em projeção ortogonal a interseção da superfície do 
terreno com planos horizontais. 
 
 
 A diferença de cota ou altitude entre duas curvas de nível é denominada 
de eqüidistância vertical, obtida em função da escala da carta, tipo do terreno 
e precisão das medidas altimétricas. Alguns exemplos são apresentados na 
tabela a seguir. 
 
48 
 
 
 
 As curvas de nível podem ser classificadas em curvas mestras ou 
principais e secundárias. As mestras são representadas com traços 
diferentes das demais (mais espessos, por exemplo), sendo todas numeradas 
(figura 15.7) As curvas secundárias complementam as informações. 
 
 
 Algumas regras básicas a serem observadas no traçado das curvas de 
nível: 
a) As curvas de nível são "lisas" ou suaves, ou seja não 
apresentam cantos. 
b) Duas curvas de nível nunca se cruzam!!! (aparece mil vezes) 
c) Duas curvas de nível nunca se encontram e continuam em 
uma só. 
d) Quanto mais próximas entre si, mais inclinado é o terreno 
que representam. 
 
 
E como isso cai? 
49 
 
 
 Em topografia, curva de nível é uma curva plana, irregular e 
fechada, cujos pontos equidistam verticalmente de um plano 
horizontal de referência. Projetadas ortogonalmente sobre esse plano 
e representadas graficamente com relação a uma escala, as curvas de 
nível fornecem ideia da conformação altimétrica ou relevo da 
superfície do solo. 
 
28. (Cespe – Ibram – 2009) Quando duas curvas de nível se 
cruzam, elas possuem cotas diferentes. 
 
Resolução: 
 ERRADA! NUNCA se cruzam. Não errem por favor, esta foi uma das 
1000 vezes que colocam a mesma questão em provas. 
 
 Gabarito: E 
 
29. (Cespe – Ibram – 2009) Curvas de nível muito próximas 
entre si indicam pequena inclinação do terreno. 
 
Resolução: 
 ERRADA! Exatamente o contrário. Muito próximas indicam grande 
inclinação do terreno. 
 
 Gabarito: E 
 
30. (Cespe – Ibram – 2009) Curvas de nível igualmente 
espaçadas indicam terreno de inclinação invariável. 
 
Resolução: 
 Exato. O espaçamento regular indica inclinação constante. 
 
 Gabarito: C 
 
31. (Cespe – Ibram – 2009) Curvas de nível não atravessam 
perpendicularmente um curso d’água. 
 
Resolução: 
 Exato. O nível da água é o mesmo. Não tem como ter dois níveis dentro 
da água numa direção perpendicular (nas margens, podem ter sim, exemplo 
um rio que corte uma montanha rochosa pode ter margem de um lado mais 
alta do que a outra). 
 
 Gabarito: C 
 
32. Em relação à planta de um levantamento topográfico para a 
construção de uma estrada, julgue o item a seguir: 
 
A escala de uma planta representa a distância entre dois pontos. 
50 
 
 
Resolução: 
 Falso, podemos definir escala com sendo a relação entre o valor de uma 
distância medida no desenho e sua correspondente no terreno. 
 
Gabarito: E 
 
33. Curva de nível é a curva que liga os pontos de alturas 
diferentes a uma referência global. 
 
Resolução: 
 Falso, podem ser definidas como linhas que unem pontos com a mesma 
cota ou altitude. 
 
Gabarito: E 
 
34. Em relação à planta de um levantamento topográfico para a 
construção deuma estrada, julgue o item a seguir: 
 
O volume entre duas seções transversais de um corte é dado pela 
média das áreas dessas seções, multiplicada pela metade da 
distância entre essas seções. 
 
Resolução: 
 Falso, Volume de um sólido prismático em linhas gerais é a sua base 
multiplicada pela distância entre bases. Quando as bases são diferentes pode 
usar a média das duas, esta parte está ok! O problema é a questão da metade 
da distância, 
 
Gabarito: E 
 
35. Na escala 1:200 uma medida de 0,5 cm na planta equivale a 
100cm no terreno. 
 
Resolução: 
 Verdadeiro, Escala 1:20 significa para cada 1 und no desenho representa 
200 un no terreno assim: 
 1 ---- 200 
 0,5 cm ---- X cm 
 
 X*1 = 200*0,5  X = 100 cm 
 
Gabarito: C 
 
 
36. Em relação à planta de um levantamento topográfico para a 
construção de uma estrada, julgue o item a seguir: 
 
51 
 
A inclinação de uma rampa é o quociente entre a distância 
horizontal e a distância vertical entre dois de seus pontos. 
 
Resolução: 
 Falso, a inclinação de uma rampa é dada pela tangente do angulo, ou 
seja, cateto oposto/cateto adjascente, neste caso seria distância 
vertical/distância horizontal 
 
Gabarito: E 
 
 
37. Duas curvas de nível não se podem cruzar, bem como não 
podem encontrar-se e continuar como uma só, pois, assim, 
teríamos um plano vertical que não interessa à topografia e 
acontece raramente na natureza. 
 
Resolução: 
 De novo!!! Certíssimo. 
 
Gabarito: C 
 
38. A altimetria é a representação gráfica da área constante da 
projeção horizontal de todos os pontos do terreno. Assim, as 
medidas são feitas sempre na horizontal e não acompanhando o 
terreno nas suas inclinações. 
 
Resolução: 
 Errado! Essa é a definição de Planimetria. 
 
Gabarito: E 
 
39. Planimetria determina as alturas dos diferentes pontos do 
terreno com relação a um ponto de mesmo, ao que chamamos 
Referência de Nível ou ao nível do mar 
 
Resolução: 
 Errado! Essa é a definição de Altimetria 
 
Gabarito: E 
 
 
40. Quanto mais perto uma curva da outra, menos acidentado o 
terreno. 
 
Resolução: 
 Muito batida também essa questão também, exatamente ao 
contrário. 
 
Gabarito: E 
52 
 
 
Norte Magnético e Geográfico 
 
O planeta Terra pode ser considerado um gigantesco imã, devido à 
circulação da corrente elétrica em seu núcleo formado de ferro e níquel em 
estado líquido. Estas correntes criam um campo magnético. 
 
 Este campo magnético ao redor da Terra tem a forma aproximada do 
campo magnético ao redor de um imã de barra simples. Tal campo exerce uma 
força de atração sobre a agulha da bússola, fazendo com que a mesma entre 
em movimento e se estabilize quando sua ponta imantada estiver apontando 
para o Norte magnético. 
 
 A Terra, na sua rotação diária, gira em torno de um eixo. Os pontos de 
encontro deste eixo com a superfície terrestre denominam-se de Pólo Norte e 
Pólo Sul verdadeiros ou geográficos. 
 O eixo magnético não coincide com o eixo geográfico. Esta diferença 
entre a indicação do Pólo Norte magnético (dada pela bússola) e a posição do 
Pólo Norte geográfico denomina-se de declinação magnética, 
 
 
53 
 
Azimute e Rumo 
 
 Azimute de uma direção é o ângulo formado entre a meridiana de 
origem que contém os Pólos, magnéticos ou geográficos, e a direção 
considerada. É medido a partir do Norte, no sentido horário e varia de 0º a 
360º. 
 
 
 Rumo é o menor ângulo formado pela meridiana que materializa 
o alinhamento Norte Sul e a direção considerada. Varia de 0º a 90º, 
sendo contado do Norte ou do Sul por leste e oeste. Este sistema expressa o 
ângulo em função do quadrante em que se encontra. Além dovalor numérico 
do ângulo acrescenta-se uma sigla (NE, SE, SW, NW) cuja primeira letra indica 
a origem a partir do qual se realiza a contagem e a segunda indica a direção 
do giro ou quadrante. 
 
 
 
54 
 
Declinação Magnética 
 
 Declinação magnética é o ângulo formado entre o meridiano 
verdadeiro e o meridiano magnético; ou também pode ser identificado 
como desvio entre o azimute ou rumo verdadeiros e os 
correspondentes magnéticos. 
 Varia com o tempo e com a posição geográfica, podendo ser ocidental 
(dW), negativa quando o Pólo magnético estiver a oeste (W) do geográfico e 
oriental (dE) em caso contrário. No Brasil a declinação magnética é 
negativa, logo ocidental. 
 
 A transformação de elementos (rumos e azimutes) com orientação pelo 
Norte verdadeiro ou magnético é um processo simples, basta somar 
algebricamente a declinação magnética. 
 O azimute verdadeiro é obtido da seguinte forma: Azv = Azm + D 
 
 
41. (Cespe – INSS – 2009) No que concerne à topografia, julgue 
o item a seguir: 
 
No levantamento topográfico de um terreno, a curva de nível 
representa o encontro da superfície de um terreno por um plano 
vertical, passando por um dos pontos notáveis da superfície. 
 
Resolução: 
Falso, é o encontro com um plano horizontal. 
 
Gabarito: E 
 
55 
 
42. (Cespe – INSS – 2009) No projeto topográfico, as linhas de 
notáveis de cumeada ou de divisória de águas são as constituídas 
pela sequência de pontos notáveis mais altos de um terreno. 
 
Resolução: 
Verdadeiro, é a definição de ponto de cumeada, remete-se a cume, 
ápice. 
 
Gabarito: C 
 
43. (Cespe – INSS – 2009) No que concerne à topografia, julgue 
o item a seguir: 
 
A representação de linha contínua de espessura estreita é 
utilizada tanto para as linhas de cota quanto para as linha de 
chamada, conforme norma brasileira de representação gráfica. 
 
Resolução: 
 Em relação à espessura de traços em plantas topográficas é verdadeiro, 
e de fato confere com a norma de representação gráfica. 
 O contorno do terreno é o elemento que deve ser representado com a 
espessura mais grossa. Com espessura média representam-se os elementos 
complementares ao desenho, e que identificam sua localização, como contorno 
de quarteirões, elementos topográficos, nomes de elementos... a espessura 
fina é utilizada para elementos secundários e linhas de cota, hachuras 
eventuais, linhas auxiliares. 
Outras informações interessantes na confecção de plantas topográficas: 
 Nas informações mais importantes (nome de ruas e acessos) devem 
ser utilizadas somente letras maiúsculas, reservando-se as 
minúsculas para as informações complementares. 
 Em zona rural é indispensável a indicação do nome dos proprietários 
lindeiros (vizinhos). 
 Em zona urbana é conveniente a colocação do número do lote no 
desenho, mesmo que este conste da legenda. 
 As cotas do terreno devem ser externas a este. Em outros elementos, 
as cotas destes devem ser também sempre externas. 
 A orientação geográfica deve ser desenhada de tal forma que o norte 
sempre se situe voltado para a parte superior da prancha (1º ou 2º 
quadrantes). 
 A simbologia indicativa do norte deve ser sempre posicionada em 
local de destaque, externamente ao desenho, na maioria das vezes, 
ou mesmo internamente, quando houver espaço disponível. Quando o 
terreno for de pequenas dimensões (zona urbana) é preferível que 
o interior do lote em questão seja hachurado, para um maior 
destaque. 
56 
 
A seguir as convenções topográficas mais comuns: 
 
 
 
44. Levantamentos topográficos são realizados para locação de 
objetos e medição do relevo ou alterações tridimensionais da 
superfície da Terra. 
 
 
Resolução: 
Verdadeiro, é uma descrição perfeita dos objetivos dos levantamentos 
topográficos. 
 
Gabarito: C 
 
57 
 
45. Levantamentos as-built são realizados após o término de um 
projeto de construção para fornecer as posições e dimensões das 
feições do projeto, como elas foram realmente construídas 
 
Resolução: 
Verdadeiro, é as-built em inglês significa conforme construído, é um 
termo comum em topografia e projetos. 
 
Gabarito: C 
 
46. Sensoriamento remoto é um tipo de levantamento aéreo, 
que faz uso de câmeras ou sensorestransportados por aeronaves 
ou por satélites artificiais. 
 
Resolução: 
Perfeito, o sensoriamento remoto vem avançando fortemente após o 
advento dos VANTs(Veiculos áereos não tripulados) o que está barateando o 
custo de obtenção das informações. 
 
Gabarito: C 
 
 
47. Levantamentos de terras são normalmente levantamentos 
topográficos planos para locação de limites de propriedades, 
subdivisão de terras, levantamento de áreas. São também 
chamados de levantamentos de propriedade, levantamentos de 
limites ou levantamentos cadastrais. 
 
Resolução: 
Exato, a descrição sobre levantamento de terras está condizente com a 
literatura. 
 
Gabarito: C 
 
Além de todos os conhecimentos vistos até então, um método que pode 
ser utilizado para determinar as cotas de pontos inacessíveis como picos de 
montanhas e torres de igrejas no traçado de obras de saneamento e que, para 
as distâncias maiores que 300,00 metros poderá ser necessário considerar o 
efeito da curvatura da Terra é chamado de nivelamento trigonométrico. 
 O levantamento topográfico altimétrico ou nivelamento é definido 
por: levantamento que objetiva, exclusivamente, a determinação das alturas 
relativas a uma superfície de referência dos pontos de apoio e/ou dos pontos 
de detalhe, pressupondo-se o conhecimento de suas posições planimétricas, 
visando a representação altimétrica da superfície levantada. 
 Basicamente três métodos são empregados para a determinação dos 
desníveis: nivelamento geométrico, trigonométrico e taqueométrico. 
 
 Nivelamento geométrico ou nivelamento direto: nivelamento 
que realiza a medida da diferença de nível entre pontos no terreno 
58 
 
por intermédio de leituras correspondentes a visadas horizontais, 
obtidas com um nível, em miras colocadas verticalmente nos 
referidos pontos. 
 Nivelamento trigonométrico: nivelamento que realiza a medição 
da diferença de nível entre pontos no terreno, indiretamente, a 
partir da determinação do ângulo vertical da direção que os une e 
da distância entre estes, fundamentando-se na relação 
trigonométrica entre o ângulo e a distância medidos, levando em 
consideração a altura do centro do limbo vertical do teodolito ao 
terreno e a altura sobre o terreno do sinal visado 
 Nivelamento taqueométrico: nivelamento trigonométrico em 
que as distâncias são obtidas taqueometricamente e a altura do 
sinal visado é obtida pela visada do fio médio do retículo da luneta 
do teodolito sobre uma mira colocada verticalmente no ponto cuja 
diferença de nível em relação à estação do teodolito é objeto de 
determinação. 
 
 Por considerar a curvatura da terra, o método indireto do nivelamento 
trigonométrico é o mais indicado. 
 
Instrumentos comuns em topografia 
 
o Fio de prumo - é um instrumento para detectar a vertical do lugar 
e elevar o ponto. Ele pode ser adaptado a um prisma ortogonal ou 
um tripé. 
o Trena – as fitas métricas retráteis e feitas de metal 
o Pára-sol – utilizado para proteção solar 
o Teodolito - equipamento onde se faz leituras angulares verticais e 
horizontais com precisão 
 
o Nível topográfico ou nível ótico - equipamento instalado entre 
pontos a nivelar e usado para a leitura de alturas sobre uma mira 
posicionada verticalmente sobre os pontos. 
o Mira - régua graduada de 0 a 4 m usada em nivelamento 
geométrico e que deve ser posicionada verticalmente sobre o 
ponto visado para leitura da altura entre o chão e o plano 
horizontal formado pela visada de nível ótico. 
o Estação total - instrumento eletrónico que faz leituras angulares e 
de distâncias e as armazena internamente 
o GNSS - sistemas de medição de distância a partir de sinais de 
satélites de uma ou dupla frequência das órbitas GPS, GLONASS ou 
Galileo 
o Estádia - equipamento para medir a distância entre dois pontos em 
taqueometria 
o Baliza topográfica - Bastão utilizado juntamente como uma bolha 
de nivelamento para a verticalização da mesma. Usada para 
alinhamentos. 
59 
 
o Estaca - vértice materializado em campo para futuras 
identificações e/ou identificação de um eixo de um projeto, com 
distâncias equidistantes normalmente de 20 em 20 metros 
o Laser scanner - equipamento faz uma varredura dos pontos a seu 
redor obtendo uma grande quantidade de pontos tridimensionais. 
 
 
60 
 
3) Edificações 
 
Residência é toda edificação organizada, dimensionada e destinada a 
habitação unifamiliar deverá ter ambientes para repouso, alimentação, 
serviços e higiene, conjugados ou não, perfazendo uma área construída 
mínima de 20 m². 
Consideram-se residências isoladas as habitações edificadas sobre lote 
urbano destinadas ao uso de uma família. Os compartimentos das residências 
poderão ser iluminados e ventilados através de pátios internos. 
Poderão ter iluminação e ventilação zenital os seguintes compartimentos 
das residências: vestíbulo, banheiro, circulação, depósito, lavanderia e sótão. 
Iluminação zenital é aquela onde a luz natural penetra no ambiente através de 
aberturas situadas na cobertura de uma edificação. 
Nos demais compartimentos será tolerada a iluminação e ventilação 
zenital quando a mesma concorrer com até 50% da iluminação e ventilação 
requeridos, cuja complementação deverá ser feita por meio de abertura direta 
para o exterior, no plano vertical. 
O apartamento é uma unidade habitacional existente em edifícios 
multifamiliares e em conjuntos habitacionais. 
Os apartamentos têm grande variação em seu tamanho: podem ser 
desde quitinetes (com apenas um quarto-e-sala, um corredor e um banheiro), 
unidades de 1, 2, 3, 4 e até mais dormitórios, com um número variável de 
suítes (quartos com banheiro interno) e de garagens (de nenhuma - como em 
prédios antigos, localizados em áreas centrais, até várias, em apartamentos de 
luxo). 
Normalmente, é paga uma taxa de condomínio para o síndico do prédio 
realizar as obras de manutenção e despesas com funcionários. Também são 
feitas com frequência pré-estabelecida ou quando necessário reuniões de 
moradores com vista à decisão de assuntos relevantes para o conjunto 
residencial: estabelecer regulamentos, modificar valor de taxas, instituir 
fundos arrecadatórios para reformas ou obras. 
Em geral, cada apartamento é de propriedade de uma família, embora 
sejam possíveis - ainda que raras - outras formas: que algumas pessoas 
comprarem apartamentos ao lado de uma rua para transformá-los em uma 
subdivisão comercial do prédio, ou seja, uma loja ou que comprem 
apartamentos vizinhos para fazer um maior. 
Já os condomínios podem ser do tipo vertical ou horizontal. A 
associação mais frequente é que os condomínios verticais são os prédios e 
edifícios, já que são formas de crescimento que se expandem para cima, 
enquanto os condomínios horizontais são aqueles compostos por conjuntos de 
casas. 
Entretanto, o correto é dizer que um condomínio com casas 
construídas em um mesmo terreno é vertical, tendo em conta de que o 
plano de separação seja vertical. Já os apartamentos devem ser caracterizados 
como horizontais, pois o plano que os separa é horizontal, visto que o teto de 
uma unidade habitacional serve como chão para quem está acima. 
Por fim, precisamos definir habitação social. São consideradas habitações 
sociais, as habitações de custos controlados promovidas pelas Câmaras 
61 
 
Municipais, Cooperativas de Habitação Económica, pelas Instituições 
Particulares de Solidariedade Social e pela iniciativa privada com apoio 
financeiro do Estado e destinadas á venda ou ao arrendamento nas condições 
de acesso estabelecidas 
Dito isso, estudaremos os requisitos técnicos mínimos que devem ser 
observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos usuários. 
Em relação aos locais de trabalho, a Norma Regulamentadora 8 estabelece 
esses critérios. 
 Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências 
nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a 
movimentação de materiais. 
 As aberturasnos pisos e nas paredes devem ser protegidas de 
forma que impeçam a queda de pessoas ou objetos. 
 Os pisos, as escadas e rampas devem oferecer resistência 
suficiente para suportar as cargas móveis e fixas, para as quais a 
edificação se destina. 
 As rampas e as escadas fixas de qualquer tipo devem ser 
construídas de acordo com as normas técnicas oficiais e mantidas 
em perfeito estado de conservação. 
 Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de 
trabalho, onde houver perigo de escorregamento, serão 
empregados materiais ou processos antiderrapantes. 
 Os andares acima do solo devem dispor de proteção adequada 
contra quedas, de acordo com as normas técnicas e legislações 
municipais, atendidas as condições de segurança e conforto. 
o Ter altura de 0,90 m, no mínimo, a contar do nível do 
pavimento; 
o Quando for vazados, os vãos do guarda-corpo devem ter, 
pelo menos,uma das dimensões igual ou inferior a 0,12 m; 
o Ser de material rígido e capaz de resistir ao esforço 
horizontal de 80kg/m aplicado no seu ponto mais 
desfavorável. 
 As partes externas, bem como todas as que separem unidades 
autônomas de uma edificação, ainda que não acompanhem sua 
estrutura, devem, obrigatoriamente, observar as normas técnicas 
oficiais relativas à resistência ao fogo, isolamento térmico, 
isolamento e condicionamento acústico, resistência estrutural e 
impermeabilidade. 
 Os pisos e as paredes dos locais de trabalho devem ser, sempre 
que necessário, impermeabilizados e protegidos contra a umidade. 
 As coberturas dos locais de trabalho devem assegurar proteção 
contra as chuvas. 
 As edificações dos locais de trabalho devem ser projetadas e 
construídas de modo a evitar insolação excessiva ou falta de 
insolação. 
 
Como isso pode cair? 
 
62 
 
48. (Cespe – TRT – 2013) Com referência a normas relacionadas 
a saúde e a segurança no trabalho, julgue o próximo item: 
 
A NR-8, que trata de edificações, estabelece os requisitos técnicos 
mínimos que devam ser observados nas edificações para garantir 
segurança e conforto aos que nelas habitem. 
 
Resolução: 
 A NR-8, que trata de edificações, estabelece os requisitos técnicos mínimos que 
devam ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos usuários. 
 Usuários compreende também os que utilizam o imóvel mesmo que não o 
habitem, por exemplo para trabalharem. 
 
 Gabarito: E 
 
A NBR 15575 estabelece os requisitos e critérios de desempenho que se 
aplicam às edificações habitacionais, como um todo integrado, bem como 
serem avaliados de forma isolada para um ou mais sistemas específicos. Esses 
critérios envolvem segurança, habitabilidade e sustentabilidade. 
 Segurança 
o segurança estrutural; 
o segurança contra o fogo; 
o segurança no uso e na operação. 
 Habitabilidade 
o estanqueidade; 
o desempenho térmico; 
o desempenho acústico; 
o desempenho lumínico; 
o saúde, higiene e qualidade do ar; 
o funcionalidade e acessibilidade; 
o conforto tátil e antropodinâmico. 
 Sustentabilidade 
o durabilidade; 
o manutenibilidade; 
o impacto ambiental. 
Agora vamos falar das responsabilidades de cada um dos 
intevenientes: o fornecedor, o projetista, o construtor e incorporador e o 
usuário. 
Cabe ao fornecedor de sistemas caracterizar o desempenho de acordo 
com esta norma. Convém que fabricantes de produtos, que sem normas 
brasileiras específicas ou que não tenham seus produtos com o desempenho 
caracterizado, que forneçam resultados comprobatórios do desempenho de 
seus produtos com base em normas específicas internacionais ou estrangeiras. 
Os projetistas, devem estabelecer a vida útil projetada (VUP) de 
cada sistema que compõe a Norma. VUP é o período estimado de tempo para o 
qual um sistema é projetado a fim de atender aos requisitos de desempenho 
estabelecidos em norma. 
Cabe ao projetista o papel de especificar materiais, produtos e processos 
que atendam o desempenho mínimo estabelecido em norma com base nas 
63 
 
normas prescritivas e no desempenho declarado pelos fabricantes dos produtos 
a serem empregados em projeto. 
Quando as normas específicas de produtos não caracterizem 
desempenho, ou quando não existirem normas específicas, ou quando o 
fabricante não publicar o desempenho de seu produto, é recomendável ao 
projetista solicitar informações ao fabricante para balizar as decisões de 
especificação. 
Quando forem considerados valores de VUP maiores que os mínimos 
estabelecidos em norma, estes devem constar dos projetos e/ou memorial de 
cálculo. 
Salvo convenção escrita, é da incumbência do incorporador, de seus 
prepostos e/ou dos projetistas envolvidos, dentro de suas respectivas 
competências, e não da empresa construtora, a identificação dos riscos 
previsíveis na época do projeto, devendo o incorporador, neste caso, 
providenciar os estudos técnicos requeridos e alimentar os diferentes 
projetistas com as informações necessárias. 
Como riscos previsíveis, exemplifica-se: 
 presença de aterro sanitário na área de implantação do 
empreendimento, contaminação do lençol freático, 
 presença de agentes agressivos no solo e outros riscos ambientais. 
Ao construtor ou incorporador cabe elaborar o manual de operação uso e 
manutenção, ou documento similar, que deve ser entregue ao proprietário da 
unidade quando da disponibilização da edificação para uso, cabendo também 
elaborar o manual das áreas comuns, que deve ser entregue ao condomínio. 
Ao usuário ou seu preposto cabe realizar a manutenção, de acordo 
com o que estabelece a ABNT NBR 5674 e o manual de operação, uso e 
manutenção, ou documento similar. 
 Bom, agora vamos falar das características exigidas de uma edificação. 
Abordaremos a estanqueidade, o desempenho térmico, acústico e 
lumínico, a durabilidade, a funcionalidade e a adequação ambiental. 
 Quanto à estanqueidade, tem relevância porque a exposição à água de 
chuva, à umidade proveniente do solo e aquela proveniente do uso da 
edificação habitacional, devem ser consideradas em projeto, pois a umidade 
acelera os mecanismos de deterioração e acarreta a perda das condições de 
habitabilidade e de higiene do ambiente construído. 
 
A edificação habitacional deve reunir características que atendam às 
exigências de desempenho térmico. Deve apresentar condições térmicas no 
interior do edifício habitacional melhores ou iguais às do ambiente externo, à 
sombra. 
O valor máximo diário da temperatura do ar interior de recintos de 
permanência prolongada, como, por exemplo, salas e dormitórios, sem a 
presença de fontes internas de calor (ocupantes, lâmpadas, outros 
equipamentos em geral), deve ser sempre menor ou igual ao valor máximo 
diário da temperatura do ar exterior. 
Em relação ao desempenho acústico, a edificação habitacional deve 
apresentar isolamento acústico adequado das vedações externas, no que se 
refere aos ruídos aéreos provenientes do exterior da edifícação habitacional, e 
isolamento acústico adequado entre áreas comuns e privativas. 
64 
 
Durante o dia, as seguintes dependências da edificação habitacional 
devem receber iluminação natural conveniente, oriunda diretamente do 
exterior ou indiretamente, através de recintos adjacentes: 
 
Para o período noturno, o sistema de iluminação artificial deve 
proporcionar condições internas satisfatórias para ocupação dos recintos e 
circulação nos ambientes com conforto e segurança. 
São requisitos de projeto: 
 os requisitos de iluminância natural podem ser atendidos mediante 
adequada disposição dos cômodos (arquitetura), correta orientação 
geográfica da edificação, dimensionamento e posição das 
aberturas, tipos de janelas e de envidraçamentos, rugosidade e 
cores dos elementos (paredes, tetos, pisos etc), inserção de poços 
de ventilação / iluminação, eventual introdução de domus de 
iluminação, etc; 
 a presença de taludes, muros, coberturas de garagens e outros 
obstáculos do gênero não podem prejudicar os níveismínimos de 
iluminância especificados; 
 nos conjuntos habitacionais integrados por edifícios, a implantação 
relativa dos prédios, de eventuais caixas de escada ou de outras 
construções, não podem prejudicar os níveis mínimos de 
iluminância especificados. 
 
Recomenda-se que a iluminação natural das salas de estar e dormitórios, 
seja provida de vãos de portas ou de janelas. No caso das janelas, 
recomenda-se que a cota do peitoril esteja posicionada no máximo a 100cm do 
piso interno, e a cota da testeira do vão no máximo a 220cm a partir do piso 
interno. 
 
49. (Cespe – MPU – 2010) Considere que, na construção de um 
conjunto habitacional próximo a um rio, tenha sido constatada a 
necessidade de impermeabilização dos baldrames para evitar a 
degradação da alvenaria, do revestimento e da pintura. Nessa 
situação, a aplicação de impermeabilizante somente na superfície 
65 
 
inferior do baldrame seria procedimento econômico e eficaz para 
garantir sua impermeabilização. 
 
Resolução: 
 Cuidado com as afimarmações do tipo SOMENTE...”somente na 
superfície inferior do baldrame”, na dúvida marque E. 
 Devem ser previstos nos projetos a prevenção de infiltração da 
água de chuva e da umidade do solo nas habitações, por meio dos 
detalhes indicados a seguir: 
• Condições de implantação dos conjuntos habitacionais, de forma a 
drenar adequadamente a água de chuva incidente em ruas internas, 
lotes vizinhos ou mesmo no entorno próximo ao conjunto; 
• impermeabilização de porões e subsolos, jardins contíguos às 
fachadas e quaisquer paredes em contato com o solo, ou pelo 
direcionamento das águas, sem prejuízo da utilização do ambiente e dos 
sistemas correlatos e sem comprometer a segurança estrutural. Em 
havendo sistemas de impermeabilização; 
• impermeabilização de fundações e pisos em contato com o 
solo; (as laterais do Baldrame tem contato com o solo...) 
• ligação entre os diversos elementos da construção (como paredes e 
estrutura, telhado e paredes, corpo principal e pisos ou calçadas 
laterais). 
 
Gabarito: E 
 
O edifício e seus sistemas devem apresentar durabilidade compatível 
com a Vida Útil de Projeto. 
A durabilidade do edifício e de seus sistemas é uma exigência 
econômica do usuário, pois está diretamente associada ao custo global do bem 
imóvel. A durabilidade de um produto se extingue quando ele deixa de cumprir 
as funções que lhe forem atribuídas, quer seja pela degradação que o conduz a 
um estado insatisfatório de desempenho, quer seja por obsolescência 
funcional. O período de tempo compreendido entre o início de operação ou uso 
de um produto e o momento em que o seu desempenho deixa de atender às 
exigências do usuário pre-estabelecidas é denominado vida útil. 
O valor final atingido de Vida Útil (VU) será uma composição do valor 
teórico calculado como Vida Útil de Projeto (VUP) influenciado positivamente 
ou negativamente pelas ações de manutenção, intemperes e outros fatores 
internos de controle do usuário e externos (naturais) fora de seu controle. 
 
 
66 
 
Segundo a NBR 15575 (Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos): 
 
 
No que tange a funcionalidade, as edificações devem apresentar altura 
mínima de pé-direito (2,50 m) dos ambientes da habitação compatíveis com as 
necessidades humanas. 
Em vestíbulos, halls, corredores, instalações sanitárias e despensas 
admite-se que o pé-direito se reduza ao mínimo de 2,30m. 
Nos tetos com vigas, inclinados, abobadados ou, em geral, contendo 
superfícies salientes altura piso a piso e ou o pé-direito mínimo, devem ser 
mantidos, pelo menos, em 80 % da superfície do teto, admitindo-se na 
superfície restante que o pé-direito livre possa descer até ao mínimo de 
2,30m. 
Para os projetos de arquitetura de unidades habitacionais, sugere-se 
prever no mínimo a disponibilidade de espaço nos cômodos do edifício 
habitacional para colocação e utilização dos móveis e equipamentos-padrão. 
 
A edificação deve prever o numero mínimo de unidades para pessoas 
com deficiência física ou com mobilidade reduzida estabelecido na legislação 
vigente, e estas unidades devem atender aos requisitos da NBR 9050. As áreas 
comuns devem prever acesso a pessoas com deficiência física ou com 
mobilidade reduzida e idosos. 
 
 
Sondagem 
 
Em função do porte da obra ou de condicionantes específicos, deve ser 
realizada vistoria geológica de campo por profissional especializado, 
eventualmente, complementada por estudos geológicos adicionais. 
Para qualquer edificação deverá ser feita uma campanha de 
investigação geotécnica preliminar constituída, no mínimo, por 
sondagens a percussão (com SPT), visando a determinação da 
estratigrafia e classificação dos solos, a posição do nível d'água e a 
medida do índice de resistência à penetração NSPT. 
67 
 
Em função dos resultados obtidos na investigação geotécnica preliminar, 
poderá ser necessária uma investigação complementar, através da realização 
de sondagens adicionais, bem como de outros ensaios de campo e de ensaios 
de laboratório. Em obras de grande extensão, a utilização de ensaios geofísicos 
pode se constituir num auxiliar eficaz no traçado dos perfis geotécnicos do 
subsolo. 
Independentemente da extensão da investigação geotécnica preliminar 
realizada, devem ser feitas investigações adicionais sempre que, em qualquer 
etapa da execução da fundação, forem constatadas diferenças entre as 
condições locais e as indicações fornecidas pela investigação preliminar, de tal 
forma que as divergências fiquem completamente esclarecidas. 
Os números de perfurações a serem feitas, em função do tamanho do 
edifício, é conforme segue: 
No mínimo uma perfuração para cada 200m² de área da projeção em 
planta do edifício, até 1.200m² de área; 
Entre 1.200m² e 2.400m² fazer uma perfuração para cada 400m² que 
excederem aos 1.200m2 iniciais; 
Acima de 2.400m² o número de sondagens será fixado de acordo com o 
plano particular da construção. 
 Em quaisquer circunstâncias o número mínimo de sondagens deve ser 
de 2 para a área da projeção em planta do edifício até 200m², e três para área 
entre 200m² e 400m². 
 
50. (Cespe – INSS – 2010) O estudo topográfico e o geotécnico 
permitem avaliar as condições preliminares do terreno, que 
fornecerão dados importantes para a execução de projetos de 
implantação de canteiro de obras, de arquitetura, de estrutura e 
de fundações. A esse respeito, julgue o item a seguir: 
 
O ensaio de penetração padrão fornece a profundidade das 
camadas do subsolo, o nível do lençol freático e o índice de 
resistência à penetração, e permite a descrição das camadas por 
meio de uma análise tátil e visual. O número mínimo de furos a 
ser realizado nesse ensaio deve ser três. 
 
Resolução: 
 O erro da questão está na constância no número de furos, como na 
questão na foi explicitado a área, não podemos garantir que sejam somente 
três, pode se de um a muitos furos dependendo da área e do plano particular 
de construção. 
 
Gabarito: E 
 
Após a realização das sondagens a percussão, em função de 
peculiaridades do subsolo e do projeto, ou ainda, caso haja dúvida quanto à 
natureza do material impenetrável a percussão, deverão ser realizadas 
investigações complementares. Neste caso, sondagens adicionais e outros 
ensaios de campo serão programados. 
68 
 
Os ensaios de campo visam determinar parâmetros de resistência, 
deformabilidade e permeabilidade dos solos, sendo que alguns deles também 
fornecem a estratigrafia local. Alguns parâmetros são obtidos diretamente e 
outros por correlações. 
As sondagens mistas e rotativas são utilizadas no caso de dúvida quanto 
à natureza do material impenetrável a percussão, devem ser programadas 
sondagens mistas (percussão e rotativa). 
Em se tratando de maciço rochoso, rocha alterada ou mesmo solo 
residual jovem, as amostras coletadas devem indicar suas características 
principais, incluindo-se eventuais descontinuidades, indicando:tipo de rocha, 
grau de alteração, fraturamento, coerência, xistosidade, porcentagem de 
recuperação e o índice de qualidade da rocha (RQD). 
Bom, agora vamos detalhar a sondagem a percussão, porque é mais 
frequentemente cobrada no nosso concurso. Trata-se de perfuração e 
cravação dinâmica de amostrador-padrão, a cada metro, resultando na 
determinação do tipo de solo e de um índice de resistência, bem como da 
observação do nível do lençól freático. 
O NSPT é a abreviatura do índice de resistência à penetração do SPT, 
cuja determinação se dá pelo número de golpes correspondente à cravação de 
30 cm do amostrador-padrão, após a cravação inicial de 15 cm, utilizando-se 
corda de sisal para levantamento do martelo padronizado. 
O procedimento é realizado com as seguintes etapas: 
 Locação do furo e quantidades; 
 Processos de perfuração; 
 Amostragem e SPT; 
 Critérios de paralisação; 
 Observação do nível do lençol freático; 
 Identificação das amostras e elaboração do perfil geológico-
geotécnico da sondagem; 
 Expressão dos resultados. 
 
Quando da sua locação, cada furo de sondagem deve ser marcado com a 
cravação de um piquete de madeira ou material apropriado. 
Este piquete deve ter gravada a identificação do furo e estar 
suficientemente cravado no solo, servindo de referência de nível para a 
execução da sondagem e posterior determinação de cota através de 
nivelamento topográfico. 
Deve ser coletada, para exame posterior, uma parte representativa do 
solo colhido pelo trado-concha durante a perfuração, até 1 m de profundidade. 
A cada metro de perfuração, a partir de 1 m de profundidade, devem ser 
colhidas amostras dos solos por meio do amostrador-padrão, com execução de 
SPT. 
O amostrador-padrão, conectado à composição de cravação, deve descer 
livremente no furo de sondagem até ser apoiado suavemente no fundo, 
devendo-se cotejar a profundidade correspondente com a que foi medida na 
operação anterior. 
Caso haja discrepância entre as duas medidas supra-referidas (ficando o 
amostrador mais de 2 cm acima da cota de fundo, atingida no estágio 
69 
 
precedente), a composição deve ser retirada, repetindo-se a operação de 
limpeza do furo. 
Após o posicionamento do amostrador-padrão conectado à composição 
de cravação, coloca-se a cabeça de bater e, utilizando-se o tubo de 
revestimento como referência, marca-se na haste, com giz, um segmento de 
45 cm dividido em três trechos iguais de 15 cm. 
Em seguida, o martelo deve ser apoiado suavemente sobre a cabeça de 
bater, anotando-se eventual penetração do amostrador no solo. 
Não tendo ocorrido penetração igual ou maior do que 45 cm, após 
procedimento anterior, prossegue-se a cravação do amostrador-padrão até 
completar os 45 cm de penetração por meio de impactos sucessivos do 
martelo padronizado caindo livremente de uma altura de 75 cm, anotando-se, 
separadamente, o número de golpes necessários à cravação de cada segmento 
de 15 cm do amostrador-padrão. 
Frequentemente não ocorre a penetração exata dos 45 cm, bem como de 
cada um dos segmentos de 15 cm do amostrador-padrão, com certo número 
de golpes. 
Na prática, é registrado o número de golpes empregados para uma 
penetração imediatamente superior a 15 cm, registrando-se o comprimento 
penetrado (por exemplo, três golpes para a penetração de 17 cm). 
A seguir, conta-se o número adicional de golpes até a penetração total 
ultrapassar 30 cm e em seguida o número de golpes adicionais para a 
cravação atingir 45 cm ou, com o último golpe, ultrapassar este valor. 
O registro é expresso pelas frações obtidas nas três etapas. 
EXEMPLO: 
3/17 - 4/14 - 5/15 
A cravação do amostrador-padrão é interrompida antes dos 45 cm de 
penetração sempre que ocorrer uma das seguintes situações: 
 em qualquer dos três segmentos de 15 cm, o número de golpes 
ultrapassar 30; 
 um total de 50 golpes tiver sido aplicado durante toda a cravação; 
 não se observar avanço do amostrador-padrão durante a aplicação 
de cinco golpes sucessivos do martelo. 
 
Quando a cravação atingir 45 cm, o índice de resistência à penetração N 
é expresso como a soma do número de golpes requeridos para a segunda e a 
terceira etapas de penetração de 15 cm, adotando-se os números obtidos 
nestas etapas mesmo quando a penetração não tiver sido de exatos 15 cm. 
 Quando, com a aplicação do primeiro golpe do martelo, a penetração for 
superior a 45 cm, o resultado da cravação do amostrador deve ser expresso 
pela relação deste golpe com a respectiva penetração. Exemplo: 1/58. 
Quando a penetração for incompleta, o resultado da cravação do 
amostrador é expresso pelas relações entre o número de golpes e a 
penetração para cada 15 cm de penetração. 
EXEMPLO: 
12/16 - 30/11; 14/15 - 21/15 - 15/7 e 10/0. 
 
70 
 
Quando a penetração do amostrador-padrão com poucos golpes exceder 
significativamente os 45 cm ou quando não puder haver distinção clara nas 
três penetrações parciais de 15 cm, o resultado da cravação do amostrador-
padrão deve ser expresso pelas relações entre o número de golpes e a 
penetração correspondente. 
EXEMPLO: 
0/65; 1/33 - 1/20 
Quanto a paralização, o processo de perfuração por circulação de água, 
associado aos ensaios penetrométricos, deve ser utilizado até onde se obtiver, 
nesses ensaios, uma das seguintes condições: 
 quando, em 3 m sucessivos, se obtiver 30 golpes para penetração 
dos 15 cm iniciais do amostrador-padrão; 
 quando, em 4 m sucessivos, se obtiver 50 golpes para penetração 
dos 30 cm iniciais do amostrador-padrão; e 
 quando, em 5 m sucessivos, se obtiver 50 golpes para a 
penetração dos 45 cm do amostrador-padrão. 
 
Durante a perfuração com o auxílio do trado helicoidal, o operador deve 
estar atento a qualquer aumento aparente da umidade do solo, indicativo da 
presença próxima do nível d’água, bem como um indício mais forte, tal como o 
solo se encontrar molhado em determinado trecho inferior do trado helicoidal, 
comprovando ter sido atravessado um nível d’água. 
Nesta oportunidade, interrompe-se a operação de perfuração e passa-se 
a observar a elevação do nível d’água no furo, efetuando-se leituras a cada 5 
min, durante 15 min no mínimo. 
Sempre que ocorrer interrupção na execução da sondagem, é 
obrigatória, tanto no início quanto no final desta interrupção, a medida da 
posição do nível d’água, bem como da profundidade aberta do furo e da 
posição do tubo de revestimento. 
 
Outro ponto importante é a identificação das amostras e elaboração 
do perfil geológico-geotécnico da sondagem. As amostras devem ser 
examinadas procurando identificá-las no mínimo através das seguintes 
características: 
 granulometria; 
 plasticidade; 
 cor; e 
 origem, tais como: 
o solos residuais; 
o transportados (coluvionares, aluvionares, fluviais e 
marinhos); 
o aterros. 
Após sua ordenação pela profundidade, as amostras devem ser 
examinadas individualmente, devendo ser agrupadas as amostras consecutivas 
com características semelhantes. 
Os resultados da sondagem são expressos no relatório de campo e no 
relatório definitivo. 
Nas folhas de anotação de campo devem ser registrados: 
 nome da empresa e do interessado; 
71 
 
 número do trabalho; 
 local do terreno; 
 número da sondagem; 
 data e hora de início e de término da sondagem: 
 métodos de perfuração empregados (TC - trado-concha; TH - trado 
helicoidal; CA - circulação de água) e profundidades respectivas; 
 avanços do tubo de revestimento; 
 profundidades das mudanças das camadas de solo e do final da 
sondagem; 
 numeração e profundidades das amostras coletadas no 
amostrador-padrão e/ou trado; 
 anotação das amostras colhidas por circulação de água, quando da 
não recuperação pelo amostrador-padrão; 
 descrição tátil-visual das amostras, na seqüência: 
o granulometria principal e secundária; 
o origem; 
o cor; 
 número de golpes necessários à cravação de cada trecho nominal 
de 15 cm do amostrador em função da penetraçãocorrespondente; 
 resultados dos ensaios de avanço de perfuração por circulação de 
água; 
 anotação sobre a posição do nível d’água, com data, hora, 
profundidade aberta do furo e respectiva posição do revestimento, 
quando houver; 
 nome do operador e vistos do fiscal; 
 outras informações colhidas durante a execução da sondagem, se 
julgadas de interesse; e 
 procedimentos especiais utilizados, previstos nesta Norma. 
 
Os relatórios de campo devem ser conservados à disposição dos 
interessados por um período mínimo de um ano, a contar da data da 
apresentação do relatório definitivo. 
Já o relatório definitivo deve apresentar os resultados das sondagens 
de simples reconhecimento em relatórios numerados, datados e assinados por 
responsável técnico pelo trabalho, perante o Conselho Regional de Engenharia, 
Arquitetura e Agronomia - CREA. Devem constar no relatório definitivo: 
 nome do interessado/contratante; 
 local e natureza da obra; 
 descrição sumária do método e dos equipamentos empregados na 
realização das sondagens; 
 total perfurado, em metros; 
 declaração de que foram obedecidas as normas brasileiras relativas 
ao assunto; 
 outras observações e comentários, se julgados importantes; e 
 referências aos desenhos constantes no relatório. 
Anexar ao relatório um desenho contendo: 
 planta do local da obra, cotada e amarrada a referências facilmente 
encontráveis (logradouros públicos, acidentes geográficos, marcos 
72 
 
topográficos etc.), de forma a não deixar dúvidas quanto à sua 
localização; 
 planta contendo a posição da referência de nível (RN) tomada para 
o nivelamento da(s) boca(s) do(s) furo(s) de sondagem(ens), bem 
como a descrição sumária do elemento físico tomado como RN; 
 localização das sondagens, cotadas e amarradas a elementos fixos 
e bem definidos no terreno; 
Apresentar os resultados das sondagens em desenhos contendo o perfil 
individual de cada sondagem ou seções do subsolo, nos quais devem constar, 
obrigatoriamente: 
 nome da firma executora das sondagens, o nome do interessado 
ou contratante, local da obra, indicação do número do trabalho e 
os vistos do desenhista, engenheiro civil ou geólogo, responsável 
pelo trabalho; 
 diâmetro do tubo de revestimento e do amostrador empregados na 
execução das sondagens; 
 número(s) da(s) sondagem(s); 
 cota(s) da(s) boca(s) dos furo(s) de sondagem, com precisão 
centimétrica; 
 linhas horizontais cotadas a cada 5 m em relação à referência de 
nível; 
 posição das amostras colhidas, devendo ser indicadas as amostras 
não recuperadas e os detritos colhidos na circulação de água; 
 as profundidades, em relação à boca do furo, das transições das 
camadas e do final da(s) sondagem(s); 
 índice de resistência à penetração N ou relações do número de 
golpes pela penetração (expressa em centímetros) do amostrador; 
 identificação dos solos amostrados e convenção gráfica; 
 a posição do(s) nível(is) d’água encontrado(s) e a(s) respectiva(s) 
data(s) de observação(ões), indicando se houve 
 pressão ou perda de água durante a perfuração; 
 indicação da não ocorrência de nível de água, quando não 
encontrado; 
 datas de início e término de cada sondagem; 
 indicação dos processos de perfuração empregados (TH trado 
helicoidal, CA - circulação de água) e respectivos trechos, bem 
como as posições sucessivas do tubo de revestimento e uso de 
lama de estabilização quando utilizada; 
 procedimentos especiais utilizados, previstos na Norma; e 
resultado dos ensaios de avanço de perfuração por circulação 
d’água 
 Desenhar as sondagens na escala vertical de 1:100 
 
A tabela abaixo mostra os estados de compacidade e consistência 
73 
 
 
 
51. (Cespe – Analista/TRE – 2012) Com relação a solos, 
fundações e estruturas de contenção dos solos, julgue os item a 
seguir: 
 
As sondagens a percussão e as rotativas devem ser apresentadas 
em relatórios distintos, para maior clareza de interpretação. 
 
Resolução: 
As sondagens mistas e rotativas são utilizadas no caso de dúvida quanto 
à natureza do material impenetrável a percussão, devem ser programadas 
sondagens mistas (percussão e rotativa). 
Ambas devem ser apresentadas no mesmo relatório para que seja feita 
uma análise comparativa entre os resultados para assegurar a consistência do 
mesmo. 
 
Gabarito: E 
 
52. (Cespe – MP – 2012) Julgue o próximo item, relativos a 
sondagens geológicas e projetos de fundações e túneis. 
 
Os elementos a serem evidenciados no desenho das sondagens 
geológicas circunscrevem-se às camadas ou aos horizontes dos 
solos encontrados e à posição dos níveis de água. 
 
Resolução: 
 Os elementos a serem evidenciados NÂO se limitam(ou circunscrevem-
se) a mostrar camadas ou aos horizontes dos solos encontrados e à posição 
dos níveis de água. A NBR 6484/2001 traz uma série de requisitos de 
elementos que devem estar evidenciados no desenho de sondagem geológicas. 
74 
 
 
Gabarito: E 
 
 
Agora falaremos sobre condições básicas exigíveis para projeto de 
estruturas de concreto simples, armado e protendido. 
O concreto é o material mais utilizado na construção civil, composto por 
uma mistura de cimento, areia, pedra e água, além de outros materiais 
eventuais, os aditivos e as adições. 
Usualmente, o concreto, depois de seco em estufa, tem massa específica 
compreendida entre 2000 kg/m³ e 2800 kg/m³. Se a massa específica real não 
for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o 
valor 2400 kg/m³ e para o concreto armado 2500 kg/m³. Como referência, 
lembre que 1 m³ de água tem 1000 kg. 
Sua resistência e durabilidade depende da proporção entre os materiais 
que o constituem. A mistura entre os materiais constituintes é chamada de 
dosagem ou traço. 
A água utilizada contribui para a reação química que transforma o 
cimento portland em uma pasta aglomerante. Se a quantidade de água for 
muito pequena, a reação não ocorrerá por completo e também a facilidade de 
se adaptar às formas ficará prejudicada, porém se a quantidade for superior a 
ideal, a resistência diminuirá em função dos poros que ocorrerão quando este 
excesso evaporar. A porosidade, por sua vez, tem influência na 
impermeabilidade e, consequentemente, na durabilidade das estruturas 
confeccionadas em concreto. A proporção entre a água e o cimento utilizados 
na mistura é chamada de fator água/cimento. As proporções entre areia e brita 
na mistura tem influência na facilidade de se adaptar às formas e na 
resistência. 
 Materiais constituintes do concreto: 
 Aglomerante — cimento portland; 
 Agregado Miúdo — areia natural ou artificial (pó de pedra 
beneficiado), pó de pedra; 
 Agregado Graúdo — pedra britada ou seixo natural; 
 Água — pode ter parte ou totalidade substituída por gelo; 
 Aditivo — plastificante, retardador de pega; 
 Adições — metacaulim, cinza volante, pozolanas, cal, pó de pedra; 
 
O concreto armado é um material da construção civil que se tornou um 
dos mais importantes elementos da arquitetura do século XX. É usado nas 
estruturas dos edifícios. Diferencia-se do concreto devido ao fato de receber 
uma armadura metálica responsável por resistir aos esforços de tração, 
enquanto que o concreto em si resiste à compressão. Quanto ao aço da 
armadura passiva, os mais comuns são CA-25, CA-50 e CA-60. 
 
As estruturas de concreto devem atender aos requisitos mínimos de 
qualidade classificados abaixo, durante sua construção e serviço, e aos 
requisitos adicionais estabelecidos em conjunto entre o autor do projeto 
estrutural e o contratante. 
 Qualidade; 
75 
 
o Capacidade resistente; 
o Desempenho em serviço; 
o Durabilidade; 
 
Capacidade resistente consiste basicamente na segurança à ruptura. 
Desempenho em serviço consiste na capacidade da estrutura manter-se em 
condições plenas de utilização, não devendo apresentar danos que 
comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi projetada.Durabilidade consiste na capacidade da estrutura resistir às influências 
ambientais previstas e definidas em conjunto pelo autor do projeto estrutural e 
o contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto. 
A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de 
qualidade estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, 
ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura. 
A qualidade da solução adotada deve ainda considerar as condições 
arquitetônicas, funcionais, construtivas, estruturais, de integração com os 
demais projetos (elétrico, hidráulico, ar-condicionado e outros) explicitados 
pelos responsáveis técnicos de cada especialidade com a anuência do 
contratante. 
O produto final do projeto estrutural é constituído por desenhos, 
especificações e critérios de projeto. As especificações e os critérios de projeto 
podem constar dos próprios desenhos ou constituir documento separado. Esses 
documentos devem conter informações claras, corretas, consistentes entre si e 
com as exigências estabelecidas em Norma. 
O projeto estrutural deve proporcionar as informações necessárias para a 
execução da estrutura. Com o objetivo de garantir a qualidade da execução de 
uma obra, com base em um determinado projeto, medidas preventivas devem 
ser tomadas desde o início dos trabalhos. Essas medidas devem englobar a 
discussão e aprovação das decisões tomadas, a distribuição dessas e outras 
informações pelos elementos pertinentes da equipe multidisciplinar e a 
programação coerente das atividades, respeitando as regras lógicas de 
precedência. 
As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo 
que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando 
utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, 
estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida 
útil. 
 
Mas como o concreto envelhece? Agora vamos falar destes 
mecanismos de envelhecimento e deterioração. 
 
 
76 
 
53. (FCC – DPE/SP – 2010) Sobre envelhecimento e 
deterioração do concreto, Julgue o item a seguir: 
 
O mecanismos preponderantes de deterioração relativos à 
armadura aqueles que sofrem despassivação por carbonatação 
decorrente da ação do gás carbônico da atmosfera e por elevado 
teor de íon cloro. 
 
 Resolução: 
 Mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao 
concreto 
• Lixiviação: por ação de águas puras, carbônicas agressivas ou ácidas 
que dissolvem e carreiam os compostos hidratados da pasta de cimento; 
• Expansão por ação de águas e solos que contenham ou estejam 
contaminados com sulfatos, dando origem a reações expansivas e 
deletérias com a pasta de cimento hidratado; 
• Expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento e certos 
agregados reativos; 
• Reações deletérias superficiais de certos agregados decorrentes de 
transformações de produtos ferruginosos presentes na sua constituição 
mineralógica. 
 
Mecanismos preponderantes de deterioração relativos à 
armadura 
• despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do gás 
carbônico da atmosfera; 
• despassivação por elevado teor de íon cloro (cloreto). 
 
Mecanismos de deterioração da estrutura propriamente dita: São todos 
aqueles relacionados às ações mecânicas, movimentações de origem térmica, 
impactos, ações cíclicas, retração, fluência e relaxação. 
 
Gabarito: C 
 
Agora estudaremos a agressividade do meio ambiente. Este 
fenômeno está relacionada às ações físicas e químicas que atuam sobre as 
estruturas de concreto, independentemente das ações mecânicas, das 
variações volumétricas de origem térmica, da retração hidráulica e outras 
previstas no dimensionamento das estruturas de concreto. 
Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve 
ser classificada de acordo com o apresentado na tabela abaixo e pode ser 
avaliada, simplificadamente, segundo as condições de exposição da estrutura 
ou de suas partes. 
O responsável pelo projeto estrutural, de posse de dados relativos ao 
ambiente em que será construída a estrutura, pode considerar classificação 
mais agressiva que a estabelecida na tabela, a favor da segurança! 
77 
 
 
Quanto à drenagem, deve ser evitada a presença ou acumulação de água 
proveniente de chuva ou decorrente de água de limpeza e lavagem, sobre as 
superfícies das estruturas de concreto. 
As superfícies expostas que necessitem ser horizontais tais como 
coberturas, pátios, garagens, estacionamentos e outras, devem ser 
convenientemente drenadas, com disposição de ralos e condutores. 
Todas as juntas de movimento ou de dilatação, em superfícies sujeitas à 
ação de água, devem ser convenientemente seladas, de forma a torná-las 
estanques à passagem (percolação) de água. 
 
Ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade da estrutura 
frente ao tipo e nível de agressividade previsto em projeto devem estabelecer 
os parâmetros mínimos a serem atendidos. Na falta destes e devido à 
existência de uma forte correspondência entre a relação água/cimento, a 
resistência à compressão do concreto e sua durabilidade, permite-se adotar os 
requisitos mínimos expressos na tabela abaixo. 
 
 
78 
 
Para atender aos requisitos estabelecidos na Norma, o cobrimento 
mínimo da armadura é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de 
todo o elemento considerado e que se constitui num critério de aceitação. 
Para garantir o cobrimento mínimo o projeto e a execução devem 
considerar o cobrimento nominal, que é o cobrimento mínimo acrescido da 
tolerância de execução. Assim, as dimensões das armaduras e os espaçadores 
devem respeitar os cobrimentos nominais, estabelecidos na tabela abaixo, com 
uma tolerância de 10 mm. 
Quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de 
tolerância da variabilidade das medidas durante a execução pode ser adotado 
o valor 5 mm para a tolerância, mas a exigência de controle rigoroso deve ser 
explicitada nos desenhos de projeto. Permite-se, então, a redução dos 
cobrimentos nominais prescritos na tabela abaixo. 
 
 
 
Como isso cai? 
 
54. (FCC – Infraero – 2011) Julgue o próximos item, acerca de 
procedimentos em engenharia civil. 
 
Para garantir a durabilidade das estruturas de concreto armado 
em ambiente classe III de agressividade, estabelece-se que o 
cobrimento nominal de concreto (para a tolerância de execução 
10 mm) para vigas seja de 30mm. 
 
Resolução: 
 Observando a tabela anterior, vemos que para uma viga de concreto 
armado em ambiente classe III de agressividade é necessário uma cobertura 
mínima de 40 mm. 
 Para ajudar a “decorar” esses valores, perceba que a necessidade de 
cobertura aumenta com a importância da peça (vigas e pilares > lajes) e com 
a classe de agressividade do meio ambiente. 
79 
 
 
Gabarito: E 
 
Em relação ao concreto protendido, trata-se de um método de 
ultrapassar a fraca resistência à tração que o concreto possui. 
A sua aplicação permite a construção de pavimentos e pontes com vãos 
mais extensos do que aqueles obtidos com o uso do concreto armado, 
possibilitando ainda o desenho de elementos estruturais com seções 
transversais de menor dimensão. 
Ao pré-esforçar o aço dos varões cria-se uma carga de aperto que faz 
com que se crie uma força de compressão que compensa a tensão que o 
concreto exibiria face à carga. 
 Concreto Protendido com pré-tração: o concreto é colocado 
sobre varões tensionados previamente (normalmente pré-
fabricados / pista de protensão); 
 Concreto Protendido com pós-tração / Cordoalha aderida: a 
tensão é aplicada só após o concreto ter atingido uma dada 
consolidação, através do uso de macacos hidráulicos que tracionam 
os varões (as cordoalhas) sendo estes depois fixados à 
extremidade da estrutura com detentores adequados (NICHOS DE 
ANCORAGEM); 
 Concreto Protendido com pós-tração / Cordoalha 
Engraxada: cada cordoalha é acondicionada dentro de uma 
bainhametálica recebendo uma cobertura de graxa especial, sendo 
assim possível tensionar cada varão independentemente. 
 
Estudaremos agora as estruturas de concreto pré moldado. 
De modo geral, aplicam-se às estruturas de concreto pré-moldado as 
regras e processos de cálculo relativos às estruturas moldadas no local, com 
algumas peculiaridades: 
 As estruturas devem ser verificadas em relação aos graus de 
liberdade adicionais, completos ou parciais, introduzidos pelos 
elementos pré-moldados. 
 Consideração especial deve ser dada às incertezas que podem 
afetar as reações mútuas dos elementos e de suas ligações. 
 Devem ser tomados cuidados especiais na organização geral da 
estrutura e nos detalhes construtivos, de forma a minimizar a 
possibilidade de colapso progressivo. 
 
55. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Com relação aos Sistemas, 
métodos e processos de construção civil. Julgue o item a seguir. 
 
Em um processo construtivo utilizando estruturas de concreto 
pré-moldadas, o engenheiro está precisando saber qual a 
diferença entre a medida nominal de dimensão de projeto 
reservada para a colocação de um determinado elemento e a 
medida nominal da dimensão correspondente do elemento. Sendo 
assim, o engenheiro quer saber então qual é o desvio. 
 
80 
 
Resolução: 
 Interessante introduzir três conceitos correlacionados e sutis que podem 
ser cobrados: 
 Desvio é a diferença entre a dimensão básica e a correspondente 
executada. 
Ajuste é diferença entre a medida nominal de dimensão de 
projeto reservado para a colocação de um elemento e a medida 
nominal da dimensão correspondente do elemento. O ajuste pode ser 
positivo ou negativo. 
Tolerância á o valor máximo aceito para o desvio, prescrito 
obrigatoriamente no projeto. 
 
Gabarito: E 
 
Na execução de elementos pré-fabricados os encarregados da produção e 
do controle de qualidade devem estar de posse de manuais técnicos, 
cuidadosamente preparados pela direção da empresa responsável pelos 
trabalhos, que apresentem de forma clara e precisa, pelo menos, as 
especificações e procedimentos seguintes: 
 formas, montagem, desmontagem, limpeza e cuidados; 
 armadura, diâmetro dos pinos para dobramento das barras, 
manuseio, transporte, armazenamento, estado superficial, limpeza 
e cuidados; 
 concreto, dosagem, amassamento, consistência, descarga da 
betoneira, transporte, lançamento e adensamento; 
 protensão, forças iniciais e finais, medidas das forças e 
alongamentos, manuseio, transporte, armazenamento, estado 
superficial, limpeza e cuidados com fios, barras ou cabos de 
protensão; 
 liberação da armadura pré-tracionada, método de liberação da 
armadura de seus apoios independentes e de seccionamento da 
armadura exposta entre elementos dispostos em linha, no caso de 
pistas de protensão na produção de elementos de concreto pré-
fabricados por pré-tração, cuidados e segurança contra acidentes; 
 manuseio e armazenamento dos elementos, utilização de cabos, 
balancins ou outros meios para suspensão dos elementos, pontos 
de apoio, métodos de empilhamento, cuidados e segurança contra 
acidentes; 
 tolerâncias, tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos 
aparentes das formas e da armadura, tolerâncias quanto à variação 
da consistência e defeitos aparentes do concreto fresco, tolerâncias 
quanto à discrepância entre a medida do alongamento e da força 
aplicada à armadura protendida, tolerância em relação às 
resistências efetivas do concreto, tolerâncias de abertura de 
fissuras, tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos 
aparentes dos elementos pré-fabricados acabados. 
 
56. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Com relação aos Sistemas, 
métodos e processos de construção civil. Julgue o item a seguir. 
81 
 
 
O contato do vibrador com a armadura deve ser realizado durante 
o adensamento, quando da utilização de vibradores de imersão 
para aumentar a eficácia do processo. 
 
Resolução: 
 Durante ou imediatamente após o lançamento, o concreto deve ser 
adensado por vibração, centrifugação ou prensagem, permitindo-se a 
adoção de mais de um destes métodos, concomitantemente. O 
adensamento deve ser cuidadoso para que o concreto preencha todos os 
recantos da forma. Durante o adensamento devem ser tomadas as precauções 
necessárias para que não se formem ninhos ou haja segregação dos materiais; 
deve-se evitar, quando da utilização de vibradores de imersão, o 
contato do vibrador com a armadura para que não se formem, com a 
vibração desta, vazios a seu redor, com prejuízo da aderência. 
 
Gabarito: E 
 
O controle de qualidade e a inspeção de todas as etapas de produção, 
transporte e montagens dos elementos pré-moldados devem ser executados 
de forma a garantir o cumprimento das especificações do projeto. 
Os elementos produzidos em usina ou instalações analogamente 
adequadas aos recursos para produção e que disponham de pessoal, 
organização de laboratório e demais instalações permanentes para o controle 
de qualidade, devidamente inspecionada pela fiscalização do proprietário, 
recebem a classificação de pré-fabricados. 
 
Vamos estudar agora as coberturas, porque há uma boa chance de haver 
uma questão sobre esse tema na sua prova. 
Chama-se vulgarmente de telhado qualquer tipo de cobertura em uma 
edificação. Porém, o telhado, rigorosamente, é apenas uma categoria de 
cobertura, em geral caracterizado por possuir um ou mais planos inclinados em 
relação à linha horizontal (diferente, por exemplo, das lajes planas ou das 
cúpulas). A cada um destes planos inclinados, dá-se o nome de água. 
A função principal do telhado é a mesma que a de qualquer outra 
cobertura: proteger o espaço interno do edifício das intempéries do ambiente 
exterior (como a neve, a chuva, o vento, entre outros), também concedendo 
aos usuários aí localizados privacidade e conforto (através de proteção 
acústica, térmica, etc). Porém, diferente de outros sistemas de cobertura, o 
telhado também promove a captação e distribuição das águas pluviais. 
Os telhados existem em vários formatos, mas todos, de uma forma 
geral, são constituídos pela composição de planos inclinados. De todos, o mais 
simples é o telhado de duas águas (o qual pode ser verificado, por exemplo, 
nos templos gregos clássicos). 
Em geral, seu principal elemento construtivo é a telha (que, por sua vez, 
pode ser constituída de barro, metal ou outros materiais). Normalmente a 
inclinação das águas de um telhado corresponde às necessidades climáticas da 
região no qual é construído e da cultura do lugar: alguns telhados na Europa, 
por exemplo, principalmente nos Alpes, possuem a cumeeira bem elevada, de 
82 
 
forma a que os planos inclinem-se em ângulos superiores a 60º, a fim de 
suportar de maneira mais eficiente o peso extra da neve. 
Em um país tropical como o Brasil, por exemplo, tal telhado apenas se 
justificaria por razões estéticas. Os telhados produzidos por populações 
indígenas, por exemplo, constituídos de palha seca ou sapê, são inclinados em 
20º a 30º correspondendo aproximadamente a uma inclinação de 50%, 
possibilitando um bom escoamento das águas e tornando-o quase inteiramente 
impermeável. 
A inclinação do telhado está diretamente ligada ao tipo de cobertura 
empregada e a atuação do vento na região. Atentando principalmente para o 
melhor escoamento das águas pluviais, impedindo a transmissão de umidade 
para o interior do imóvel. 
São partes do telhado: 
 Água: superfície plana inclinada de um telhado; 
 Beiral: projeção do telhado para fora do alinhamento da parede; 
 Cumeeira: aresta horizontal delimitada pelo encontro entre duas 
águas que geralmente localizada na parte mais alta do telhado; 
 Espigão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas 
águas que formam um ângulo saliente, isto é, o espigão é um 
divisor de água; 
 Rincão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas 
águas que formam um ângulo reentrante, isto é, o rincão é um 
captadorde águas (também conhecido como água furtada); 
 Peça complementar: componente cerâmico ou de qualquer outro 
material que permite a solução de detalhes do telhado, podendo 
ser usado em cumeeiras, rincões, espigões e arremates em geral; 
pode ser também uma peça especial destinada a promove a 
ventilação e/ou iluminação do ático ou, na inesist6encia de forro, 
do próprio ambiente da edificação; 
 Rufo: peça complementar de arremate entre o telhado e uma 
parede; 
 Fiada: sequência de telhas na direção da sua largura. 
 Vértice: ponto de encontro da linha de cumeeira com uma linha 
de espigão. 
83 
 
 
 
Observe a figura a seguir que esquematiza uma cobertura de telhado. 
 Veja como identificar os rincões e cumeeiras 
 
 
Sobre garantia da estanqueidade de uma cobertura em edificações, 
julgue os itens a seguir: 
 
57. (FCC – TRE/CE – 2012) Tal caracteristica pode ser 
conseguida, entre outras condições, por meio de disposição das 
tesouras e inclinação da laje de cobertura, distanciamento das 
terças e tamanho das telhas e apoio das tesouras e sobreposição 
do carregamento. 
 
Resolução: 
 Tesouras e terças são elementos estruturais da cobertura, portanto por 
estarem abaixo da cobertura, não interferem no aspecto da estanqueidade da 
cobertura. 
 
84 
 
 Gabarito: E 
 
58. (FCC – TRE/CE – 2012) Tal caracteristica pode ser 
conseguida, entre outras condições, por meio continuidade da 
superfície vedante e nivelamento do teto. 
 
Resolução: 
 O teto, assim como as tesouras e terças, fica abaixo da cobertura, 
portanto tal nivelamento em nada interfere na estanqueidade. 
 
 Gabarito: E 
 
59. (FCC – TER/CE – 2012) Tal caracteristica pode ser 
conseguida, entre outras condições, justaposição das telhas e 
inclinação da estrutura. 
 
Resolução: 
 A justaposição deve ser feita para garantir que não vaze água(perda de 
estanqueidade) entre as telhas e deve ser ajustada de acordo com a 
velocidade da água que dependerá da inclinação do telhado e do tipo da telha, 
colonial, romana, etc. 
 
Gabarito: C 
 
 
 
85 
 
a) Concreto 
 
O concreto é o material mais utilizado na construção civil, composto por 
uma mistura de cimento, areia, pedra e água, além de outros materiais 
eventuais, os aditivos e as adições. 
Usualmente, o concreto, depois de seco em estufa, tem massa específica 
compreendida entre 2000 kg/m³ e 2800 kg/m³. Se a massa específica real não 
for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o 
valor 2400 kg/m³ e para o concreto armado 2500 kg/m³. Como referência, 
lembre que 1 m³ de água tem 1000 kg. 
Sua resistência e durabilidade dependem da proporção entre os materiais 
que o constituem. A mistura entre os materiais constituintes é chamada de 
dosagem ou traço. 
A água utilizada contribui para a reação química que transforma o 
cimento Portland em uma pasta aglomerante. Se a quantidade de água for 
muito pequena, a reação não ocorrerá por completo e também a facilidade de 
se adaptar às formas ficará prejudicada, porém se a quantidade for superior a 
ideal, a resistência diminuirá em função dos poros que ocorrerão quando este 
excesso evaporar. A porosidade, por sua vez, tem influência na 
impermeabilidade e, consequentemente, na durabilidade das estruturas 
confeccionadas em concreto. A proporção entre a água e o cimento utilizados 
na mistura é chamada de fator água/cimento. As proporções entre areia e brita 
na mistura tem influência na facilidade de se adaptar às formas e na 
resistência. 
 Materiais constituintes do concreto: 
 Aglomerante — cimento Portland; 
 Agregado Miúdo — areia natural ou artificial (pó de pedra 
beneficiado), pó de pedra; 
 Agregado Graúdo — pedra britada ou seixo natural; 
 Água — pode ter parte ou totalidade substituída por gelo; 
 Aditivo — plastificante retardador de pega; 
 Adições — metacaulim, cinza volante, pozolanas, cal, pó de pedra; 
 
O concreto armado é um material da construção civil que se tornou um 
dos mais importantes elementos da arquitetura do século XX. É usado nas 
estruturas dos edifícios. Diferencia-se do concreto devido ao fato de receber 
uma armadura metálica responsável por resistir aos esforços de tração, 
enquanto que o concreto em si resiste à compressão. Quanto ao aço da 
armadura passiva, os mais comuns são CA-25, CA-50 e CA-60. 
As estruturas de concreto devem atender aos requisitos mínimos de 
qualidade classificados abaixo, durante sua construção e serviço, e aos 
requisitos adicionais estabelecidos em conjunto entre o autor do projeto 
estrutural e o contratante. 
 Qualidade; 
o Capacidade resistente; 
o Desempenho em serviço; 
o Durabilidade; 
 
86 
 
Capacidade resistente consiste basicamente na segurança à ruptura. 
Já o Desempenho em serviço consiste na capacidade da estrutura manter-se 
em condições plenas de utilização, não devendo apresentar danos que 
comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi projetada. 
Consiste como Durabilidade a capacidade da estrutura resistir às influências 
ambientais previstas e definidas em conjunto pelo autor do projeto estrutural e 
o contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto. 
A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de 
qualidade estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, 
ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura. 
 
A qualidade da solução adotada deve ainda considerar as condições 
arquitetônicas, funcionais, construtivas, estruturais, de integração com os 
demais projetos (elétrico, hidráulico, ar-condicionado e outros) explicitados 
pelos responsáveis técnicos de cada especialidade com a anuência do 
contratante. 
O produto final do projeto estrutural é constituído por desenhos, 
especificações e critérios de projeto. As especificações e os critérios de projeto 
podem constar dos próprios desenhos ou constituir documento separado. Esses 
documentos devem conter informações claras, corretas, consistentes entre si e 
com as exigências estabelecidas em Norma. 
O projeto estrutural deve proporcionar as informações necessárias para a 
execução da estrutura. Com o objetivo de garantir a qualidade da execução de 
uma obra, com base em um determinado projeto, medidas preventivas devem 
ser tomadas desde o início dos trabalhos. Essas medidas devem englobar a 
discussão e aprovação das decisões tomadas, a distribuição dessas e outras 
informações pelos elementos pertinentes da equipe multidisciplinar e a 
programação coerente das atividades, respeitando as regras lógicas de 
precedência. 
As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo 
que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando 
utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, 
estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida 
útil. 
Mas como o concreto envelhece? Agora vamos falar destes 
mecanismos de envelhecimento e deterioração. 
 
60. Os mecanismos preponderantes de deterioração relativos à 
armadura aqueles que sofrem despassivação por carbonatação 
decorrente da ação do gás carbônico da atmosfera e por elevado 
teor de íon cloro. 
 
 Resolução: 
 Mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao 
concreto 
• Lixiviação: por ação de águas puras, carbônicas agressivas ou ácidas 
que dissolvem e carreiam os compostos hidratados da pasta de cimento; 
87 
 
• Expansão por ação de águas e solos que contenham ou estejam 
contaminados com sulfatos, dando origem a reações expansivas e 
deletérias com a pasta de cimento hidratado; 
• Expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento e certos 
agregados reativos; 
• Reações deletérias superficiais de certos agregados decorrentes de 
transformações de produtos ferruginosos presentes na sua constituição 
mineralógica. 
 
Mecanismos preponderantes de deterioração relativos à 
armadura 
• despassivação por carbonatação, ou seja,por ação do gás 
carbônico da atmosfera; 
• despassivação por elevado teor de íon cloro (cloreto). 
 
Mecanismos de deterioração da estrutura propriamente dita: São todos 
aqueles relacionados às ações mecânicas, movimentações de origem térmica, 
impactos, ações cíclicas, retração, fluência e relaxação. 
 
Gabarito: C 
 
Agora estudaremos a agressividade do meio ambiente. Este 
fenômeno está relacionado às ações físicas e químicas que atuam sobre as 
estruturas de concreto, independentemente das ações mecânicas, das 
variações volumétricas de origem térmica, da retração hidráulica e outras 
previstas no dimensionamento das estruturas de concreto. 
Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve 
ser classificada de acordo com o apresentado na tabela abaixo e pode ser 
avaliada, simplificadamente, segundo as condições de exposição da estrutura 
ou de suas partes. 
 
88 
 
O responsável pelo projeto estrutural, de posse de dados relativos ao 
ambiente em que será construída a estrutura, pode considerar classificação 
mais agressiva que a estabelecida na tabela, sempre em favor da segurança! 
 
Quanto à drenagem, deve ser evitada a presença ou acumulação de água 
proveniente de chuva ou decorrente de água de limpeza e lavagem, sobre as 
superfícies das estruturas de concreto. 
As superfícies expostas que necessitem ser horizontais tais como 
coberturas, pátios, garagens, estacionamentos e outras, devem ser 
convenientemente drenadas, com disposição de ralos e condutores. 
Todas as juntas de movimento ou de dilatação, em superfícies sujeitas à 
ação de água, devem ser convenientemente seladas, de forma a torná-las 
estanques à passagem (percolação) de água. 
Ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade da estrutura 
frente ao tipo e nível de agressividade previsto em projeto devem estabelecer 
os parâmetros mínimos a serem atendidos. Na falta destes e devido à 
existência de uma forte correspondência entre a relação água/cimento, a 
resistência à compressão do concreto e sua durabilidade, permite-se adotar os 
requisitos mínimos expressos na tabela abaixo. 
 
 
 
 
 
89 
 
 
 
 
Para atender aos requisitos estabelecidos na Norma, o cobrimento 
mínimo da armadura é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de 
todo o elemento considerado e que se constitui num critério de aceitação. 
Para garantir o cobrimento mínimo o projeto e a execução devem 
considerar o cobrimento nominal, que é o cobrimento mínimo acrescido da 
tolerância de execução. Assim, as dimensões das armaduras e os espaçadores 
devem respeitar os cobrimentos nominais, estabelecidos na tabela abaixo, com 
uma tolerância de 10 mm. 
Quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de 
tolerância da variabilidade das medidas durante a execução pode ser adotado 
o valor 5 mm para a tolerância, mas a exigência de controle rigoroso deve ser 
explicitada nos desenhos de projeto. Permite-se, então, a redução dos 
cobrimentos nominais prescritos na tabela abaixo. 
 
Como isso cai? 
 
61. Julgue o próximo item, acerca de procedimentos em 
engenharia civil. 
 
Para garantir a durabilidade das estruturas de concreto armado 
em ambiente classe III de agressividade, estabelece-se que o 
cobrimento nominal de concreto (para a tolerância de execução 
10 mm) para vigas seja de 30 mm. 
 
Resolução: 
 Observando a tabela anterior, vemos que para uma viga de concreto 
armado em ambiente classe III de agressividade é necessário uma cobertura 
mínima de 40 mm. 
 Para ajudar a “decorar” esses valores, perceba que a necessidade de 
cobertura aumenta com a importância da peça (vigas e pilares > lajes) e com 
a classe de agressividade do meio ambiente. 
 
Gabarito: E 
 
Em relação ao concreto protendido, trata-se de um método de 
ultrapassar a fraca resistência à tração que o concreto possui. 
A sua aplicação permite a construção de pavimentos e pontes com vãos 
mais extensos do que aqueles obtidos com o uso do concreto armado, 
possibilitando ainda o desenho de elementos estruturais com seções 
transversais de menor dimensão. 
Ao pré-esforçar o aço dos varões cria-se uma carga de aperto que faz 
com que se crie uma força de compressão que compensa a tensão que o 
concreto exibiria face à carga. 
 Concreto Protendido com pré-tração: o concreto é colocado 
sobre varões tensionados previamente (normalmente pré-
fabricados / pista de protensão); 
90 
 
 Concreto Protendido com pós-tração / Cordoalha aderida: a 
tensão é aplicada só após o concreto ter atingido uma dada 
consolidação, através do uso de macacos hidráulicos que tracionam 
os varões (as cordoalhas) sendo estes depois fixados à 
extremidade da estrutura com detentores adequados (nichos de 
ancoragem); 
 Concreto Protendido com pós-tração / Cordoalha 
Engraxada: cada cordoalha é acondicionada dentro de uma 
bainha metálica recebendo uma cobertura de graxa especial, sendo 
assim possível tensionar cada varão independentemente. 
 
Estudaremos agora as estruturas de concreto pré-moldado. 
De modo geral, aplicam-se às estruturas de concreto pré-moldado as 
regras e processos de cálculo relativos às estruturas moldadas no local, com 
algumas peculiaridades: 
 As estruturas devem ser verificadas em relação aos graus de 
liberdade adicionais, completos ou parciais, introduzidos pelos 
elementos pré-moldados. 
 Consideração especial deve ser dada às incertezas que podem 
afetar as reações mútuas dos elementos e de suas ligações. 
 Devem ser tomados cuidados especiais na organização geral da 
estrutura e nos detalhes construtivos, de forma a minimizar a 
possibilidade de colapso progressivo. 
 
Vamos a mais uma questão para fixação: 
 
62. Com relação aos sistemas, métodos e processos de 
construção civil. Julgue o item a seguir. 
 
Em um processo construtivo utilizando estruturas de concreto 
pré-moldadas, o engenheiro está precisando saber qual a 
diferença entre a medida nominal de dimensão de projeto 
reservada para a colocação de um determinado elemento e a 
medida nominal da dimensão correspondente do elemento. Sendo 
assim, o engenheiro quer saber então qual é o desvio. 
 
Resolução: 
 Interessante introduzir três conceitos correlacionados e sutis que podem 
ser cobrados: 
 Desvio é a diferença entre a dimensão básica e a correspondente 
executada. 
Ajuste é diferença entre a medida nominal de dimensão de 
projeto reservado para a colocação de um elemento e a medida 
nominal da dimensão correspondente do elemento. O ajuste pode ser 
positivo ou negativo. 
Tolerância á o valor máximo aceito para o desvio, prescrito 
obrigatoriamente no projeto. 
 
Gabarito: E 
91 
 
 
Na execução de elementos pré-fabricados os encarregados da produção e 
do controle de qualidade devem estar de posse de manuais técnicos, 
cuidadosamente preparados pela direção da empresa responsável pelos 
trabalhos, que apresentem de forma clara e precisa, pelo menos, as 
especificações e procedimentos seguintes: 
 Formas, montagem, desmontagem, limpeza e cuidados; 
 Armadura, diâmetro dos pinos para dobramento das barras, 
manuseio, transporte, armazenamento, estado superficial, limpeza 
e cuidados; 
 Concreto, dosagem, amassamento, consistência, descarga da 
betoneira, transporte, lançamento e adensamento; 
 Protensão, forças iniciais e finais, medidas das forças e 
alongamentos, manuseio, transporte, armazenamento, estado 
superficial, limpeza e cuidados com fios, barras ou cabos de 
protensão; 
 Liberação da armadura pré-tracionada, método de liberação da 
armadura de seus apoios independentes e de seccionamento da 
armadura exposta entre elementos dispostos em linha, no caso de 
pistas de protensão na produção de elementos de concreto pré-
fabricados por pré-tração, cuidados e segurança contra acidentes; 
 Manuseio e armazenamento dos elementos, utilização de cabos, 
balancins ou outros meios para suspensão dos elementos, pontos 
de apoio, métodos de empilhamento,cuidados e segurança contra 
acidentes; 
 Tolerâncias, tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos 
aparentes das formas e da armadura, tolerâncias quanto à variação 
da consistência e defeitos aparentes do concreto fresco, tolerâncias 
quanto à discrepância entre a medida do alongamento e da força 
aplicada à armadura protendida, tolerância em relação às 
resistências efetivas do concreto, tolerâncias de abertura de 
fissuras, tolerâncias dimensionais e em relação a defeitos 
aparentes dos elementos pré-fabricados acabados. 
 
63. O contato do vibrador com a armadura deve ser realizado 
durante o adensamento, quando da utilização de vibradores de 
imersão para aumentar a eficácia do processo. 
 
Resolução: 
 Durante ou imediatamente após o lançamento, o concreto deve ser 
adensado por vibração, centrifugação ou prensagem, permitindo-se a 
adoção de mais de um destes métodos, concomitantemente. O 
adensamento deve ser cuidadoso para que o concreto preencha todos os 
recantos da forma. Durante o adensamento devem ser tomadas as precauções 
necessárias para que não se formem ninhos ou haja segregação dos materiais; 
deve-se evitar, quando da utilização de vibradores de imersão, o 
contato do vibrador com a armadura para que não se formem, com a 
vibração desta, vazios a seu redor, com prejuízo da aderência. 
 
92 
 
Gabarito: E 
 
O controle de qualidade e a inspeção de todas as etapas de produção, 
transporte e montagens dos elementos pré-moldados devem ser executados 
de forma a garantir o cumprimento das especificações do projeto. 
Os elementos produzidos em usina ou instalações analogamente 
adequadas aos recursos para produção e que disponham de pessoal, 
organização de laboratório e demais instalações permanentes para o controle 
de qualidade, devidamente inspecionada pela fiscalização do proprietário, 
recebem a classificação de pré-fabricados. 
 
Tecnologias de concreto: Execução de traços 
 
Tratando-se do preparo e execução do concreto, é oportuno abordar a 
questão da especificação do concreto. Especificar significa exatamente 
designar as qualidades que ser quer para qualquer material ou produto. 
No caso do concreto, de acordo com o projeto, são requeridas 
determinadas propriedades que devem ser transmitidas ao executante da obra 
- mais especificamente ao responsável pelo concreto - sendo essas 
propriedades indicadas sob a forma de uma especificação. A forma de 
especificar o concreto implica em responsabilidade de quem especifica e de 
quem executa o concreto. 
O concreto pode ser especificado usualmente de duas maneiras, segundo 
os objetivos que se pretende: 
 Resistência; 
 Consumo de cimento ou traço. 
 
O caso mais comum em que se usa a propriedade do concreto, cuja 
função é a mais importante é a Resistência. As normas, em geral, e em 
particular as brasileiras, estabelecem que se especifique a resistência 
característica. 
Além da resistência, é necessário, para definir o concreto, que se 
especifique o tamanho máximo do agregado e o abatimento. Resumindo, 
nestes casos, deve-se especificar: 
 Resistência característica; 
 Tamanho máximo do agregado; 
 Abatimento do concreto. 
 
Naturalmente, subentende-se que outras propriedades do concreto, tais 
como coesão da mistura, proporção adequada dos componentes, etc, são de 
reponsabilidade de quem prepara o concreto. 
Especificação pelo Consumo 
 
No caso de consumo, deve-se especificar: 
 Consumo de cimento (kg/m3); 
 Tamanho máximo do agregado; 
 Abatimento. 
 
Especificação pelo Traço 
93 
 
Neste caso o pedido contém as quantidades de cada um dos 
componentes do concreto, inclusive água e aditivos e, evidentemente, que 
prepara o concreto só responde pelas proporções da mistura e pelas 
propriedades inerentes, ou seja, homogeneidade e integridade. 
As demais propriedades do concreto fresco (abatimento) e endurecido 
(resistência, textura, etc) são de inteira responsabilidade de quem especifica. 
 
Especificações complementares 
Em qualquer dos casos anteriores, particularmente quando se especifica 
resistência, podem-se fazer especificações complementares, tendo em vista 
certas propriedades especiais que se requer para o concreto. Estas 
propriedades são citadas abaixo: 
 
Relação água/cimento: Quando o concreto deverá ficar exposto a 
meios agressivos, pode-se especificar um valor máximo para a relação 
água/cimento. Às vezes, a adoção desse máximo implica em resistência 
maior do que a necessária, prevalecendo então como valor a ser adotado 
o que foi exigido pela durabilidade. A especificação de resistência é então 
atendida, pois se obtém um valor maior do que o pretendido. 
 
Massa Especifica: Pode-se necessitar concretos leves (para isolação 
térmica, enchimento de pequeno peso, etc) ou pesados (para lastro 
pesado, retenção de raios X, ou outros), nesse caso, pode-se então 
especificar a massa específica desejada. Obtêm-se esses concretos com 
o uso de agregados leves ou pesados. No primeiro caso, temos a argila 
expandida, as vermiculitas, o poliestireno expandido, etc., e no segundo, 
temos a barita, óxidos de ferro, granalha de ferro, etc. Os concretos 
leves podem Ter massas específicas desde 700kg/m3 ou 800 kg/m3 e os 
pesados podem chegar até quase 4.000kg/m3.A resistência dos 
concretos leves, em geral, diminui com a massa específica, mas com 
argila expandida pode-se obter concretos estruturais com massas 
específicas entre 1.600 kg/m3 a 1.800kg/m3 e resistência compatíveis 
com funções estruturais.. 
 
Consumo de Cimento: Às vezes, devido a problemas de exposição a 
meios agressivos, é necessário fixar um consumo mínimo de cimento. 
Como no caso da relação água/cimento, pode ocorrer que o mínimo 
especificado para esse consumo resulte em resistência maior do que a 
pretendida, mas prevalece este critério para a fixação do traço. 
 
Tipos de Cimento: Por razões tais como exposição a meio agressivo, 
necessidade de pequeno desprendimento de calor (peças muito 
robustas), agregados potencialmente reativos, etc., se exija cimentos 
especiais, como de alto forno, pozolânico, alta ou moderada resistências 
aos sulfatos, teor limitado de álcalis,etc.. 
 
Textura: Em certos casos, para a obtenção de efeitos especiais, como é 
o caso do concreto aparente, pode-se necessitar de um concreto com 
94 
 
mais argamassa, com agregados especiais (concreto com agregado 
aparente), ou mesmo nos casos de concreto para bombeamento, 
pode-se especificar os requisitos pretendidos. 
 
Aditivos: Pode ser especificado um aditivo ou pela designação comercial 
ou pela função que se deseja, por exemplo, retardador de pega, 
incorporação de ar, impermeabilização, expansão, etc. Quando é 
indicado o aditivo e o teor, a responsabilidade é de quem especifica e 
quando indicada a função, a responsabilidade é de quem prepara o 
concreto. 
 
Outras especificações: Várias outras especificações podem se objeto 
de especificações complementares, por exemplo, permeabilidade, 
retração, fluência, teor de argamassa. 
 
Dosagem 
 
A dosagem consiste em determinar as quantidades de material dentro 
das proporções estabelecidas no laboratório. A dosagem pode ser feita por dois 
princípios gerais: volumétrico e gravimétrico. 
Para se proceder à dosagem é necessário exprimir o traço ou composição 
do concreto, o que pode ser feito de diversas maneiras, tendo em vista o 
método a ser usado para determinar as quantidades. 
Em geral, o laboratório determina o traço em massa, referido à unidade 
de massa de cimento. Quando o concreto é dosado volumétricamente, nas 
obras, por meio de caixotes, geralmente o traço se refere a um saco de 
cimento, cujo volume aparente é de 35 litros. 
Uma terceira maneira de designar o traço de um concreto é pela massa 
de cada componente por metro cúbico de concreto. 
Este método é usado quando os traços são determinados 
gravimetricamente, isto é, pelo peso ou massa dos componentes. 
Na dosagem volumétrica, conformemencionado anteriormente, usa-se 
para os agregados volumes que são múltiplos de 35 litros (volume de um saco 
de cimento solto).Seriam necessárias duas medidas de caixas diferentes para a 
areia e para a pedra. 
Alterações na massa unitária dos agregados ou mesmo na umidade da 
areia vão exigir jogos de caixas diferentes. Traços diferentes, também, vão 
exigir outros jogos de caixas. 
O trabalho com essa multiplicidade de medidas só é possível quando a 
obra dispõe de engenheiro e de um pequeno laboratório, e mesmo assim se 
torna muito problemático. 
Para simplificar o problema, na prática, adotam-se traços com 
resistências maiores, mas cujos volumes relativos são múltiplos simples, como 
por exemplo, 1:2: 3 em lugar de 1:2, 15:3,6. Dessa forma, desperdiça-se 
cimento, mas em pequenos serviços esse fato não é importante. 
Outro ponto a ser considerado na dosagem manual, por meio de caixas, 
são as variações introduzidas devido às diferenças no enchimento (volume 
faltante ou em excesso) ou na compactação, que pode dar diferenças de até 1 
95 
 
kg a 1,5kg de material para mais ou para menos, ou seja, variações de 2 kg a 
3kg em cada 35 litros. 
Essas variações são compensadas pelo fato de que a resistência média 
adotada é geralmente maior (devido ao arredondamento dos traços), mas no 
caso de se introduzirem erros sistemáticos para menos, o que geralmente 
ocorre nos casos de concretagens em ritmo acelerado, o resultado é uma 
redução no volume do concreto que tem, também, como consequência um 
acréscimo desnecessário de consumo de cimento. 
Essas diferenças decorrem do enchimento e rasamento mal feitos das 
caixas e podem chegar próximas de 6% a 9% do peso do material, o que 
representa até 6% do volume do concreto. 
Recomenda-se, portanto, muito cuidado no enchimento das caixas e, se 
possível, uma verificação periódica das massas unitárias, principalmente, em 
se tratando de obras grandes e de responsabilidade. 
Existe dosadores volumétricos contínuos cujo princípio de funcionamento 
é uma comporta regulável, que descarrega sobre uma esteira os agregados e o 
cimento a uma vazão constante. 
A vazão é determinada pelas dimensões da comporta e pela velocidade 
da esteira. A água é dosada por um dispositivo de vazão controlada. 
A massa unitária dos componentes do concreto, nas condições de 
trabalho do equipamento, tem influência no fluxo de material por unidade 
tempo. Uma aferição periódica permitirá uma regularidade satisfatória nas 
proporções da mistura. 
As aferições devem ser feitas, obrigatoriamente, quando houver qualquer 
alteração nas propriedades dos materiais, como, por exemplo, mudança de 
procedência, alteração da umidade da areia, etc. 
Na Dosagem em massa os componentes são dosados em massa, por 
meio de balanças. Este método é o mais seguro de todos, pois permite 
determinações suficientemente precisas das quantidades de cada componente. 
Além disso, as correções a serem feitas, devidas às variações da 
umidade da areia, tornam-se muito simples, pois deve-se somente multiplicar 
a massa da areia por um fator igual a (1+h) onde h é a umidade. A quantidade 
de água deverá ser diminuída da massa de areia multiplicada por h, pois este 
produto é igual à quantidade de água carreada pela areia. 
Os equipamentos mais difundidos, que operam por este princípio, 
consistem de balanças de agregados, algumas acumulando as massas dos 
agregados colocados em certa sequência e outras dispondo de uma balança 
para cada agregado. 
Os agregados são colocados na balança por descarga de silos, por meio 
de comportas operadas geralmente hidráulicas ou pneumaticamente. Em 
instalações provisórias ou temporárias os agregados podem ser colocados na 
balança por meio de carregadeiras. 
O cimento, às vezes, é dosado em sacos, principalmente em estágios 
iniciais de funcionamento de centrais ou em instalações provisórias ou 
temporárias, mas em geral, estocado a granel em silos e pesados em balança 
separada. 
A utilização de cimento em sacos limita a pesagem a frações mínimas de 
25kg (meio saco), o que às vezes leva a um pequeno desperdício, pois as 
aproximações são, em geral, feitas para valores maiores. 
96 
 
Tecnologias de concreto: Controle tecnológico 
 
Em relação ao Controle da Resistência, para assegurar a obtenção de 
um concreto com as mesmas propriedades obtidas em laboratório é muito 
importante o controle da resistência. Embora nem sempre a resistência seja a 
mais importante ou a única propriedade requerida, geralmente é usada para se 
controlar a qualidade do concreto. 
É válida a suposição de que qualquer variação introduzida durante o 
preparo do concreto se refletirá na sua resistência. Essas variações podem 
ocorrer na qualidade dos materiais, na eficiência dos equipamentos ou nos 
procedimentos. O resultado obtido, se acusar desvio na qualidade, indicará a 
necessidade de identificação da causa e da providência corretiva a ser tomada. 
Além disso, o controle da resistência do concreto tem a finalidade de 
proporcionar informações sobre as propriedades do concreto realmente 
obtidas. 
A média permite avaliar a correção dos métodos de execução e o desvio 
padrão é um indicativo da variabilidade, ou seja, dos cuidados durante as 
operações de preparo do concreto. 
O controle pela resistência tem o inconveniente de serem os resultados 
obtidos depois do concreto lançado e endurecido. No caso de se concluir pela 
suficiência da qualidade do concreto, as providências são sempre 
problemáticas e às vezes dispendiosas. 
O uso de ensaios com endurecimento acelerado atenua estes 
inconvenientes, mas não os elimina completamente. 
Por isso, é consenso geral de que o melhor controle é o que se faz 
previamente, ou seja, o controle dos materiais, equipamentos e 
procedimentos, procurando minimizar os riscos de no controle final, pela 
resistência, se obterem resultados indesejáveis. 
 
64. (Cespe – MS – 2013) Acerca do controle no preparo e na 
execução do concreto, julgue o item a seguir. 
 
No slump test, teste utilizado para medir a pega do concreto, a 
penetração de uma agulha aplicada com uma pressão específica 
padronizada define o tempo de início do endurecimento da 
massa. 
 
Resolução: 
A consistência do concreto está relacionada com suas próprias 
características, com a mobilidade da massa e a coesão entre seus 
componentes. Modificando a proporção de água adicionada ou empregando 
aditivos, sua plasticidade é alterada, variando a deformação do concreto 
perante esforços. 
A consistência é um dos principais fatores que influenciam na 
trabalhabilidade do concreto, sendo que esta última depende também de 
características da obra e dos métodos adotados para o transporte, lançamento 
e adensamento do concreto. A trabalhabilidade é uma propriedade do concreto 
recém-misturado que determina a facilidade e a homogeneidade com a qual o 
material pode ser utilizado. 
97 
 
O ensaio do abatimento do concreto, também conhecido como Slump 
Test, é realizado para verificar a trabalhabilidade do concreto em seu estado 
plástico, buscando medir sua consistência e avaliar se está adequado para o 
uso a que se destina. 
 
Procedimentos: 
 Coletar a amostra de concreto; 
 Colocar a fôrma tronco-cônica sobre uma placa metálica bem nivelada 
e apoiar os pés sobre as abas inferiores do cone; 
 Preencher o cone com a primeira camada de concreto e aplicar 25 
golpes com a haste de socamento, atingindo a parte inferior do cone; 
 Preencher com mais duas camadas, cada uma golpeada 25 vezes e 
sem penetrar a camada inferior; 
 Após a compactação da última camada, retirar o excesso de concreto, 
alisar a superfície com uma régua metálica e em seguida retirar o 
cone; 
 Colocar a haste sobre o cone invertido e medir o abatimento (a 
distância entre o topo do molde e o ponto médio da altura do tronco 
de concreto moldado). 
 
A medida máxima e mínima do abatimento é definida pelo calculista, em 
função das propriedadesdesejadas de trabalhabilidade. 
Neste caso, podem ser realizados dois slump tests: um, para verificar as 
propriedades do concreto usinado entregue, e outro após a adição de um 
aditivo, para verificar a capacidade de auto-adensamento do concreto 
(obtenção de um círculo de concreto de 45 cm, de acordo com especificações 
do cálculo estrutural). 
Após o concreto ser aceito através do ensaio de abatimento, deve-se 
coletar amostras para realizar o ensaio de resistência, através de moldagem de 
corpos de prova. 
 
Gabarito: E 
 
65. (Cespe – MS – 2013) Acerca do controle no preparo e na 
execução do concreto, julgue o item a seguir. 
 
A mistura manual de concreto permite controle tecnológico mais 
eficaz do que o preparo mecanizado, dado propiciar fácil 
visualização da massa e baixo gasto de energia durante o 
preparo. 
 
Resolução: 
Errado. O controle tecnológico não é através da visualização e sim de 
ensaios além do fato que a mistura mecanizada deixa o concreto mais 
uniforme e de melhor qualidade e consistência. 
 
Gabarito: E 
 
98 
 
66. (Cespe – MS – 2013) Acerca do controle no preparo e na 
execução do concreto, julgue o item a seguir. 
 
Durante o transporte horizontal do concreto, é benéfica a 
ocorrência de trepidação, que garante a trabalhabilidade da 
massa durante o lançamento do concreto. 
 
Resolução: 
Errado. O sistema de transporte deve ser tal que permita o lançamento 
direto nas fôrmas, evitando-se depósitos intermediários ou transferência de 
equipamentos. O tempo de duração do transporte deve ser o menor 
possível, para minimizar os efeitos relativos à redução da 
trabalhabilidade com o passar do tempo 
 
Gabarito: E 
 
67. (Cespe – MS – 2013) Acerca do controle no preparo e na 
execução do concreto, julgue o item a seguir. 
 
Após o lançamento do concreto, é prejudicial a ocorrência 
excessiva de vibração mecânica, que deve ser interrompida 
quando as bolhas superficiais desaparecerem e a umidade da 
superfície uniformizar-se. 
 
Resolução: 
Correto. Esta atividade geralmente é realizada pelo próprio equipamento 
de transporte. Devido à maior probabilidade de segregação do concreto 
durante as operações de lançamento, a consistência deve ser escolhida em 
função do sistema a ser adotado. Os cuidados necessários durante o 
lançamento são: 
 O concreto preparado na obra deve ser lançado logo após o 
amassamento, não sendo permitido intervalo superior a 1 hora 
após o preparo. 
 No concreto bombeado, o tamanho máximo dos agregados não 
deve ser superior a 1/3 do diâmetro do tubo no caso de brita ou 
2/5 no caso de seixo rolado. 
 Em nenhuma hipótese o lançamento pode ocorrer após o início da 
pega. 
 Nos pilares, a altura de queda livre do concreto não pode ser 
superior a 2,5 m, pois pode ocorrer a segregação dos 
componentes. 
 Nas lajes e vigas, o concreto deve ser lançado encostado à porção 
colocada anteriormente, não devendo formar montes separados de 
concreto para distribuí-lo depois. Esse procedimento deve ser 
respeitado, pois possibilita a separação da argamassa que flui à 
frente do agregado graúdo. 
 Nas lajes, se o transporte do concreto for realizado com jericas, é 
necessário o emprego de passarelas ou caminhos apoiados sobre o 
99 
 
assoalho da fôrma, para proteger a armadura e facilitar o 
transporte. 
 
Quando o lançamento é interrompido, formam-se juntas de 
concretagem, que devem ser tratadas, para garantir a ligação do concreto 
endurecido com o novo. Para isso, os locais da parada de concretagem devem 
ser estudados previamente, de modo que estejam localizadas em seções pouco 
solicitadas, para não influir no comportamento da estrutura. Em locais de 
maior solicitação, pode-se aplicar um adesivo estrutural na junta. 
O concreto bombeado exerce uma pressão maior sobre o escoramento 
lateral, se compararmos com o lançamento convencional. Assim, é importante 
que o travamento das fôrmas, bem como o escoramento, sejam reforçados. 
Já o adensamento é a Atividade que tem como função retirar os vazios 
do concreto, diminuindo a porosidade e, consequentemente, aumentando a 
resistência do elemento estrutural. Tem também a função de acomodar o 
concreto na fôrma, para tornar as superfícies aparentes com textura lisa, plana 
e estética. 
A energia e o tempo de adensamento dependem da trabalhabilidade do 
concreto, devendo crescer no sentido do emprego de concretos de 
consistências plásticas para secas. O adensamento pode ser realizado de forma 
manual ou mecânica. No adensamento manual, utilizam-se barras de aço ou 
de madeira, que atuam como soquetes estreitos, que expulsam as bolhas de ar 
do concreto. É um procedimento que exige experiência e tem baixa eficiência, 
de modo que deve ficar restrito a serviços de pequeno porte, utilizando-se 
neste caso concretos com abatimentos superiores a 8 cm, tendo as camadas 
de concreto uma espessura máxima de 20 cm. 
Geralmente, o adensamento é realizado mecanicamente e, neste caso, o 
equipamento mais utilizado é o vibrador de imersão. Quando utilizar esse 
equipamento, a espessura das camadas não deve ser superior a 3/4 do 
comprimento da agulha e a distância entre os pontos de aplicação do vibrador 
deve ser de 6 a 10 vezes o diâmetro da agulha. Para agulhas com diâmetros 
de 35 a 45 mm, as distâncias variam de 25 a 35 cm. 
No caso de lajes, pode-se empregar também a régua vibratória, que tem 
a vantagem de nivelar e adensar simultaneamente. O manuseio desse 
equipamento exige certa habilidade por parte de quem opera, além de possuir 
limitações quanto às dimensões e espessura da laje. 
As principais precauções são: 
 Durante o adensamento, deve-se evitar a vibração da armadura, 
para que não se formem vazios ao seu redor, prejudicando a 
aderência da armadura ao concreto. 
 Deve-se também manter uma distância de aproximadamente 10 
cm da fôrma, para não forçar excessivamente as paredes laterais. 
 O tempo de vibração depende da frequência de vibração, 
abatimento, forma dos agregados e densidade da armadura. É 
melhor vibrar por períodos curtos em pontos próximos do que por 
muito tempo em pontos mais distantes. 
 O excesso de vibração produz segregação, de modo que o 
adensamento deve ser cessado quando a superfície se 
100 
 
tornar lisa e brilhante e quando não aparecer mais bolhas de 
ar na superfície. 
 
Gabarito: C 
 
68. (Cespe – Petrobras - 2008) Com relação ao controle 
tecnológico do concreto, julgue o item a seguir. 
 
A análise dos componentes do concreto que chega à obra é feita 
na primeira remessa do fornecedor e os resultados dessa análise 
são utilizados durante toda a execução da obra. 
 
Resolução: 
Errado. Devem ser realizados ensaios de consistência pelo abatimento do 
tronco de cone, conforme a NBR 7223, ou pelo espalhamento do tronco de 
cone, conforme a NBR 9606. 
Para o concreto preparado pelo executante da obra, devem ser 
realizados ensaios de consistência sempre que ocorrerem alterações na 
umidade dos agregados e nas seguintes situações: 
a) Na primeira amassada do dia; 
b) Ao reiniciar o preparo após uma interrupção da jornada de 
concretagem de pelo menos 2 h; 
c) Na troca dos operadores; 
d) Cada vez que forem moldados corpos-de-prova. 
 
Para o concreto preparado por empresa de serviços de concretagem 
devem ser realizados ensaios de consistência a cada betonada. 
 
Gabarito: E 
 
69. (Cespe – Petrobras -2008) Com relação ao controle 
tecnológico do concreto, julgue o item a seguir. 
 
A verificação da posição das armaduras não é função integrante 
do controle tecnológico do concreto. 
 
Resolução: 
Errado. A NBR 12654 (Controle Tecnológico dos Materiais Componentes 
do Concreto) dispõe sobre os ensaios que devem ser efetuados nestes 
materiais. Como sabemos que é praticamente impossível encontrar materiais 
totalmente isentos de substâncias nocivas, as normas desempenham um papel 
de fundamental importância, pois nos apresentam os limites de tolerância 
destes elementos.Já entre as determinações da NBR 12655 (Concreto – preparo, controle 
e recebimento) existe a obrigatoriedade de uma dosagem experimental para 
concretos com resistência igual ou superior a 15 MPa. 
A verificação das armaduras é sim função integrante do controle 
tecnológico do concreto. 
 
101 
 
Gabarito: E 
 
70. (Cespe – Petrobras -2008) Com relação ao controle 
tecnológico do concreto, julgue o item a seguir. 
 
Logo após a mistura do concreto e antes da colocação nas 
formas, é feito o teste para verificação da consistência do 
concreto, podendo ser empregado o abatimento do tronco de 
cone. 
 
Resolução: 
Perfeito. Conforme preconizado na NBR 12654. 
 
Gabarito: C 
 
71. (Cespe – Petrobras -2008) Com relação ao controle 
tecnológico do concreto, julgue o item a seguir. 
 
Os corpos de prova para a execução do ensaio de resistência do 
concreto à compressão devem ser prismáticos e com todas as 
faces opostas paralelas para a execução do ensaio de flexão. 
 
Resolução: 
Errado. Pode ser cilíndrico que não tem faces paralelas. 
 
Gabarito: E 
 
72. (Cespe – Petrobras -2008) Com relação ao controle 
tecnológico do concreto, julgue o item a seguir. 
 
A resistência característica de um concreto é considerada como o 
menor valor encontrado nos ensaios com os corpos de prova 
moldados na obra. 
 
Resolução: 
Errado. As amostras devem ser coletadas aleatoriamente durante a 
operação de concretagem, conforme a NBR 5750. Cada exemplar é constituído 
por dois corpos-de-prova da mesma amassada, conforme a NBR 5738, para 
cada idade de rompimento, moldados no mesmo ato. Toma-se como 
resistência do exemplar o maior dos dois valores obtidos no ensaio do 
exemplar 
 
Gabarito: E 
 
73. (Cespe – MPU - 2013) Com relação ao controle tecnológico 
do concreto, julgue o item a seguir. 
 
102 
 
No lançamento de concreto em pilares de grande altura, 
recomenda-se a abertura de janelas nas formas a cada 2,5 m 
para evitar a segregação de materiais. 
 
Resolução: 
Certo. Nos pilares, a altura de queda livre do concreto não pode ser 
superior a 2,5 m, pois pode ocorrer a segregação dos componentes. 
 
Gabarito: C 
 
74. (Cespe – MPU - 2013) Com relação ao controle tecnológico 
do concreto, julgue o item a seguir. 
 
A cura úmida tem a função de facilitar a evaporação da água 
utilizada na mistura do concreto, favorecendo a secagem do 
cimento. 
 
Resolução: 
Errado. Exatamente ao contrário. O objetivo é evitar a evaporação rápida 
e perda de resistência do concreto. 
 
Gabarito: E 
 
75. (Cespe – MPU - 2013) Com relação ao controle tecnológico 
do concreto, julgue o item a seguir. 
 
A medida da consistência é um dos principais fatores que 
influenciam na trabalhabilidade do concreto e pode ser obtida 
pelo teste de abatimento (Slump Test). 
 
Resolução: 
Exato. Já falamos do slump test anteriormente, a medida de consistência 
pode sim influenciar na trabalhabilidade do concreto. 
 
Gabarito: C 
 
76. (Cespe – MPU - 2013) Com relação ao controle tecnológico 
do concreto, julgue o item a seguir. 
 
Na fase de mistura do concreto, a relação água/cimento deve ser 
a mais alta possível para minimizar o processo de exsudação. 
 
Resolução: 
Errado. A cura do concreto se dá pela lenta (preferencialmente) saída da 
água existente em sua composição. A esse processo de saída da água do 
concreto durante a cura dá-se o nome de exsudação. Se a relação 
água/cimento for muito alta vai facilitar o processo em questão. 
 
Gabarito: E 
103 
 
 
 
77. (Cespe – MPU - 2013) Com relação ao controle tecnológico 
do concreto, julgue o item a seguir. 
 
Segundo a NBR 6.118/2003, para a construção de pilares de 
concreto armado, o fck mínimo é de 20 Mpa, e, para obras de 
fundações, pode-se utilizar concreto com resistência menor. 
 
Resolução: 
Perfeito. Conforme preconizado na NBR citada na questão. 
 
Gabarito: C 
 
78. (Cespe – TRE/ES - 2010) Em relação aos ensaios realizados 
em concreto armado, julgue o item que se segue. 
 
No ensaio de auscultação mecânica, quanto menor a velocidade 
do som medida, melhor será a condição do concreto. 
 
Resolução: 
Para avaliação da qualidade do concreto pela velocidade de propagação 
do ultrassom, será adotada a tabela a seguir, endossada pela ABCP, usando o 
aparelho PUNDIT. 
 
VELOCIDADE (m/s) CONDIÇÕES DO CONCRETO 
acima de 4.500 excelente 
3.500 a 4.500 bom 
3.000 a 3.500 regular (duvidoso) 
2.000 a 3.000 geralmente ruim 
abaixo de 2.000 ruim 
 
Gabarito: E 
 
79. (Cespe – TRE/ES - 2010) Em relação aos ensaios realizados 
em concreto armado, julgue o item que se segue. 
 
Ensaios de tração, torção e compressão longitudinal são 
utilizados para o controle tecnológico do aço que compõe o 
concreto armado. 
 
Resolução: 
A função do aço no concreto armado não está ligada aos esforços de 
compressão suportados pelo concreto e sim a tração. 
 
Gabarito: E 
 
80. (Cespe – TRE/ES - 2010) Em relação aos ensaios realizados 
em concreto armado, julgue o item que se segue. 
104 
 
 
O controle de concreto endurecido é efetuado por meio de 
ensaios não destrutivos, com o emprego de esclerômetro. 
 
Resolução: 
Esclerômetro de reflexão é um aparelho usado em ensaio não destrutivo 
para determinação da dureza superficial do concreto endurecido. 
Esclerômetro de impacto, para determinação “in loco” e de forma não 
destrutiva do valor aproximado da resistência à compressão superficial do 
concreto. Ideal para uso em peças pré-fabricadas, determinações rápidas de 
estruturas novas, estruturas submetidas a fogo, congelamento, etc 
 
Gabarito: C 
 
81. (Cespe – TRE/ES - 2010) Em relação aos ensaios realizados 
em concreto armado, julgue o item que se segue. 
 
Caso haja alterações na dosagem dos componentes do concreto, 
devem ser retirados os corpos de prova, que serão rompidos a 3, 
7 e 28 dias. 
 
Resolução: 
Correto, está conforme preconiza a norma. 
 
Gabarito: C 
 
82. (Cespe – FUB – 2013) A respeito das especificações de 
materiais, julgue os itens a seguir. 
 
As amostras para controle tecnológico do concreto, quando este 
for dosado em unidade central, deverão ser, no mínimo, de trinta 
litros, coletadas no segundo terço do caminhão betoneira. 
 
Resolução: 
Correto, está conforme preconiza a norma. 
 
Gabarito: C 
 
 
 
105 
 
b) Instalações 
 
Instalações Elétricas 
 
As instalações elétricas devem privilegiar a adoção de soluções, caso a 
caso, que minimizem o consumo de energia, entre elas a utilização de 
luminação e ventilação natural e de sistemas de aquecimento baseados em 
energia alternativa. 
Tais recomendações devem também ser aplicadas aos aparelhos e 
equipamentos utilizados durante a execução da obra e no uso do imóvel 
(guinchos, serras, gruas, aparelhos de iluminação, eletrodomésticos, 
elevadores, sistemas de refrigeração etc.). 
Estudaremos agora o diagrama unifilar, que é um desenho que 
utilizando simbologia específica, representa graficamente uma instalação 
elétrica, indicando, sobre a planta arquitetônica: 
• os pontos de luz e as tomadas; 
• a posição dos eletrodutos; 
• a localização dos quadros de distribuição; 
• a divisão dos circuitos; 
• o número e a caracterização dos condutores dentro dos eletrodutos. 
 
Tanto aspectos do circuito elétrico como do caminhamento físico da 
instalação são contemplados no diagrama unifilar. 
O traçado dos eletrodutos deve ser estudado de forma a minimizar as 
quantidades de materiais a serem utilizados, e evitando interferências com 
as outras instalações prediais (água, esgoto, gás, etc) e elementos estruturais 
da construção. Deve-se também atentar para os problemas de execução e 
manutenção futuros, por exemplo, evitando-se o excesso de eletrodutos e de 
condutores em caixas de derivação, reduzindo-se os cruzamentos de 
eletrodutos no interior das paredes e lajes, posicionando as caixas em lugares 
de fácil acesso, etc. 
As caixas de passagem próximas dos quadros de distribuiçãotendem, 
normalmente, a receber um grande número de condutores. Isso deve ser 
evitado com a instalação de um maior número de eletrodutos saindo do quadro 
de distribuição, podendo-se desse modo aliviar os eletrodutos, dividindo-se os 
condutores entre eles. 
Quanto ao circuito elétrico, o diagrama unifilar deve indicar para cada 
carga (ponto de luz, tomada, ou aparelho específico), os correspondentes 
elementos básicos: 
• fonte (ponto de suprimento ou quadro de distribuição); 
• circuito parcial a que pertence; 
• pontos de comando (interruptores e chaves associados); 
• condutores associados. 
 
Para ilustrar esse conceitos, considera-se uma fonte (fase e neutro) e 
uma lâmpada, que deve ser comandada por um interruptor, conforme 
mostrado na figura abaixo: 
106 
 
 
Nota-se que, embora a primeira vista o interruptor (1-2) poderia inserir-
se no trecho do circuito Fase/Lâmpada (entre os pontos F e 3) ou no circuito 
Neutro/Lâmpada (entre os pontos N e 4), é obrigatório, por norma, inseri-lo no 
trecho que contém a fase (F). Isto ocorre para que se garanta maior segurança 
na manutenção da luminária, mantendo-a com o potencial do neutro, quando o 
interruptor estiver aberto. Caso se interrompesse o neutro, o potencial da 
lâmpada seria sempre igual ao da fase, o que não é conveniente. 
Há uma nomenclatura própria para os três condutores que constituem os 
três trechos do circuito: 
• O condutor do trecho F/1, é designado por condutor FASE ou 
simplesmente FASE e está sempre no potencial da fase (110V, 115V, 127V ou 
220V); 
• O condutor do trecho N/4, é designado por condutor NEUTRO ou 
simplesmente NEUTRO, e está no potencial do neutro quando a lâmpada está 
desligada e muito próximo dele quando a lâmpada esta energizada. 
• O condutor do trecho 2/3, é designado por retorno e ora está no 
potencial do neutro quando a lâmpada esta desligada, ora está no potencial da 
fase quando a lâmpada estiver acesa. 
Nota-se que podem ocorrer situações particulares em que circuitos são 
alimentados por duas fases, ao invés de uma fase e um neutro. Neste caso, 
esses dois trechos são designados por fase, e necessariamente há a 
interrupção de uma fase pelo interruptor. 
Todos os elementos que compõem o diagrama unifilar de uma instalação 
elétrica são representados por simbologias específicas, determinadas pelas 
Normas Brasileiras. Além dessa simbologia existem outras que, embora não 
sejam padronizadas por norma, têm uso corrente. A figuras abaixo apresentam 
as principais simbologias utilizadas. 
 
Condutores 
 
Fase 
 
Neutro 
 
Retorno 
 Terra 
 
Tomadas 
107 
 
 
Baixa (20 cm) 
 
Média (120 cm) 
 
Alta (200 cm) 
 
Interruptores 
 
Uma seção 
 Duas seções 
 Três seções 
 Paralelo ou three-way 
 Intermediário ou four-way 
 
Em uma instalação elétrica predial há vários tipos de comandos que 
controlam os pontos de luz, destacando-se: 
• comando simples; 
• comando de vários pontos de luz de um só ponto; 
• comando de um ponto (ou mais pontos) de luz por 2 pontos; 
• comando de um (ou mais pontos) de luz por mais de 2 pontos, os quais 
passam a ser descritos a seguir, supondo-se que a fonte é constituída por uma 
fase e neutro: 
 
 O comando simples É o comando mais utilizado, sendo composto 
por um interruptor simples que comanda um ponto de luz. O circuito e o 
diagrama unifilar correspondente são apresentados na figura abaixo. 
 
Em comando de vários pontos de luz por um só ponto empregam-
se chaves interruptoras duplas ou triplas, inseridas em circuitos análogos aos 
do item anterior. A figura abaixo apresenta, a título ilustrativo, 3 pontos de luz 
de um salão comandados por apenas um ponto. 
 
108 
 
O comando de um ponto de luz a partir de dois pontos utiliza os 
interruptores “paralelos”, conforme ilustrado no circuito elétrico da figura 
abaixo: 
 
Note que o circuito da figura abaixo, apesar de funcionar, não deve ser 
utilizado, uma vez que não respeita a norma, pois em certos estados dos 
interruptores, a lâmpada permanece desligada submetida à tensão de fase. 
Além disso, a diferença de potencial nos terminais do interruptor, em 
determinadas situações, é igual à d.d.p. fase/neutro, transgredindo as suas 
especificações. 
 
 
A utilização conjugada de interruptores four-ways e paralelos permite o 
comando de um ponto de luz por 3 ou mais pontos, conforme mostra a figura 
abaixo. Note que a medida que se insere mais um interruptor four-ways nos 
circuitos dos retornos, obtém-se mais um ponto de comando. 
109 
 
 
 
 
 
 
83. (Cespe – MPU – 2010) Julgue o próximo item, acerca de 
procedimentos em engenharia civil. 
 
Considere que, em uma ligação de dois interruptores para 
controlar uma lâmpada (ligação de interruptor em paralelo ou 
threeway), sejam utilizados dois interruptores apropriados com 3 
polos — o polo do meio fecha o circuito com os polos extremos. 
Considere, ainda, que um interruptor tenha polos A, B e C (sendo 
B o polo do meio) e o outro tenha polos D, E e F (sendo E o do 
meio) e que a lâmpada tenha polos G e H, sendo, ainda, N o 
neutro e P a fase. Nessa situação, para a ligação em paralelo 
funcionar adequadamente, seria correto ligar H a N; G a B; A a D; 
C a F; e E a P. 
 
Resolução: 
 Inicialmente vamos ilustrar a correta instalação de dois disjuntores Three 
Way: 
110 
 
 
O importante é que um interruptor esteja ligado pelo polo do 
meio na fase e outro pólo na lampada. O exemplo da questão está 
invertido a ordem dos disjuntores mas funcionaria do mesmo jeito. 
 
Gabarito: C 
 
84. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Considere os dados e o croqui a 
seguir, o qual representa parte de uma instalação elétrica 
monofásica com tensão de 127 V. Os interruptores indicados 
destinam-se exclusivamente ao acionamento do ponto externo I. 
Os pontos de iluminação internos são acionados por outros 
interruptores que não estão representados no croqui. 
 
 
Analisando-se exclusivamente os condutores para o acionamento 
do ponto I, Julgue o item a seguir. 
 
111 
 
Não considerando o terra (proteção) e sabendo que a fase desce 
no ponto IV, passam pelo trecho II-III 3 retornos. 
 
Resolução: 
 Veja que temos conjugados dois interruptores paralelos ( ) e um 
intermediário ( ). Então entre II e III temos 3 retornos, como mostra o 
diagrama unifilar abaixo. (mudei as cores dos retornos para facilitar a 
visualização) 
 
 
Gabarito: C 
 
85. (FCC – Infraero – 2011) Considere a planta de instalações 
elétricas prediais de baixa tensão, apresentada na figura a seguir 
e julgue o item a seguir: 
 
 
 
Na planta de instalações elétricas da sala de estar, os 
interruptores são do tipo intermediário. 
 
Resolução: 
112 
 
 Vimos que é o símbolo para interruptores paralelos, ou three-way. 
Relembrando: 
Interruptores 
 
Uma seção 
 Duas seções 
 Três seções 
 Paralelo ou three-way 
 Intermediário ou four-way 
 
Gabarito: E 
 
Outro ponto importante é a locação dos pontos de consumo, que consiste 
na marcação em plantas, em escalas adequadas, dos quadros de distribuição, 
pontos de iluminação, tomadas de uso geral, tomadas para aparelhos 
específicos e interruptores. 
Os pontos de luz devem ser locados com base no projeto luminotécnico 
do ambiente. No caso de instalações simples, onde o número de luminárias é 
reduzido, o projeto de luminotécnica pode ser dispensado, valendo-se apenas 
da experiência do projetista e do arquiteto. 
Entretanto para a determinação das cargas de iluminação em unidades 
residenciais pode ser adotado o seguinte critério: 
• em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m² 
 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA; 
• em cômodos ou dependências com área superior a 6m² deve ser 
prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6m², acrescida de 60 
VA para cada aumento de 4m² inteiros. 
As tomadas denominadas específicas são aquelas destinadas ao 
suprimento de aparelhos determinados, geralmentenão portáteis, tais como: 
chuveiros, geladeiras, condicionadores de ar, etc. As demais tomadas, 
destinadas a ligação dos demais aparelhos, são denominadas de uso geral. 
As tomadas devem ser previstas nas seguintes quantidades mínimas, 
conforme o local, nas instalações residenciais: 
Nas unidades residenciais e acomodações de hotéis, motéis e similares, o 
número de tomadas de corrente para uso não específico (tomadas de uso 
geral) deve ser fixado de acordo com o critério seguinte: 
• em banheiros, pelo menos uma tomada junto ao lavatório; 
• em cozinhas, copas e copas-cozinhas, no mínimo uma tomada para 
cada 3,5 m, ou fração de perímetro, sendo que acima de cada bancada com 
largura igual ou superior a 0,30 m deve ser prevista pelo menos uma tomada; 
• em subsolos, varandas, garagens e sótãos, pelo menos uma tomada; 
• nos demais cômodos e dependências, se a área for igual ou inferior a 
6m², pelo menos uma tomada; se a área for superior a 6m², pelo menos uma 
tomada para cada 5m, ou fração, de perímetro, espaçadas tão uniformemente 
quanto possível. 
As tomadas de uso específico devem ser instaladas no máximo a 1,5 m 
do local previsto para o equipamento a ser alimentado. 
Às tomadas de corrente devem ser atribuídas as seguintes potências: 
113 
 
• para as tomadas de uso específico, a potência nominal do equipamento 
a ser alimentado; 
• para as tomadas de uso geral em banheiros, cozinhas, copas, copa- 
cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, no mínimo 600 VA 
por tomada, até 3 tomadas e 100 VA por tomada, para as excedentes; 
• para as tomadas de uso geral nos demais cômodos ou dependências, o 
mínimo 100 VA por tomada. 
A locação dos interruptores deve levar em conta a posição das portas, a 
circulação das pessoas e deve ser analisada previamente com o cliente. 
 
86. (Cespe – INSS – 2009) As instalações elétricas compõem 
importantes elementos das edificações e devem ser 
dimensionadas e especificadas seguindo critérios adequados à 
necessidade do ambiente e de acordo com as recomendações das 
normas técnicas vigentes. A respeito desse tema, julgue: 
 
A instalação elétrica deve ser dividida em tantos circuitos 
quantos necessários, devendo cada circuito ser projetado de 
forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação 
inadvertida através de outro circuito. 
 
Resolução: 
 Uma vez determinadas as cargas a serem alimentadas em uma 
instalação elétrica, podemos planejar a distribuição destas cargas pelos 
diversos circuitos. Vejamos a seguir as regras da ABNT NBR 5410:2004 sobre 
o assunto. 
 
Pontos de iluminação e tomadas 
 
Em 4.2.5.1, temos: “A instalação deve ser dividida em tantos circuitos 
quantos necessários, devendo cada circuito ser concebido de forma a 
poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através 
de outro circuito”. 
 
E, em 4.2.5.5, “Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função 
dos equipamentos de utilização que alimentam. Em particular, devem ser 
previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos 
de tomada”. Juntas, estas duas prescrições obrigam a separação de 
iluminação e tomadas nas instalações em geral. 
 
No caso particular de locais de habitação, em 9.5.3.3 admite-se que, em 
algumas situações, pontos de iluminação e tomadas possam ser alimentados 
por circuito comum, desde que respeitadas algumas condições: 
 
a) A corrente de projeto do circuito comum (iluminação + tomadas) não 
deve ser superior a 16 A; 
 
114 
 
b) Os pontos de iluminação não devem ser alimentados, em sua 
totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação 
+ tomadas); e 
 
c) Os pontos de tomadas, já excluídos os indicados em 9.5.3.2, não 
podem ser alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse 
circuito seja comum (iluminação + tomadas). 
 
 Assim, é importante ressaltar que a regra geral para a divisão de 
circuitos é sempre a separação das cargas de iluminação e tomadas, 
ficando a exceção com alguns casos na área residencial. E mesmo nessa área, 
a junção de iluminação e tomadas no mesmo circuito é opcional. 
 
 Adicionalmente, nos casos em que iluminação e tomadas são separadas, 
um circuito de iluminação deve ter seção mínima de 1,5 mm2 e um 
circuito de tomada deve ter seção mínima de 2,5 mm2, sendo evidente 
que, quando associarmos estas cargas no mesmo circuito, este deve ter 
seção mínima de 2,5 mm2. 
 
 Gabarito: C 
 
 Instalações Hidro-sanitárias 
 
Os edifícios construídos em zonas servidas por sistema de abastecimento 
público deverão ligar-se obrigatoriamente a este sistema. Na ausência de 
redes públicas são admitidas soluções individuais de abastecimento de água, 
mas a instalação hidráulica predial ligada à rede pública não poderá ser 
também alimentada por outras fontes. 
A instalação predial de água fria, abastecida pelo sistema público de 
águas, é em grande parte dos casos um subsistema de um sistema maior, 
composto também pelas instalações prediais de água quente e de combate a 
incêndio. 
As instalações prediais de água fria devem ser projetadas de modo que, 
durante a vida útil do edifício que as contém, atendam aos seguintes 
requisitos: 
 preservar a potabilidade da água; 
 garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade 
adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o perfeito 
funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e 
demais componentes; 
 promover economia de água e de energia; 
 possibilitar manutenção fácil e econômica; 
 evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente; 
 proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização 
adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões 
satisfatórias e atendendo as demais exigências do usuário. 
 
A corrosão dos materiais metálicos e a degradação dos materiais 
plásticos são fenômenos particularmente importantes a serem considerados, 
115 
 
desde a fase de escolha de componentes até a fase de utilização da instalação 
predial de água fria. São fenômenos complexos para os quais contribuem 
fatores de diversa natureza. 
Assim, as instalações prediais de água fria devem ser projetadas, 
executadas e usadas de modo a evitar ou minimizar problemas de corrosão ou 
degradação. 
Os serviços devem ser executados por profissionais habilitados e com 
ferramentas apropriadas. Não se deve concretar tubulações dentro de colunas, 
pilares, vigas ou outros elementos estruturais, entretanto é permitido somente 
passagens. 
 
 
As tubulações aparentes deverão ser convenientemente fixadas por 
braçadeiras ou tirantes, para evitar deslocamentos que possam comprometer a 
sua integridade. 
A colocação de tubos de ponta e bolsa será feito de jusante para 
montante, com as bolsas voltadas para o ponto mais alto. Esse procedimento é 
realizado para minimizar os vazamentos. 
A norma exige um cobrimento mínimo para tubulações enterradas no 
solo: 
 0,30m em local sem tráfego de veículo 
 0,50m em local com tráfego leve 
 0,70m em local com tráfego pesado 
 
 
 
Abaixo uma instalação típica de água fria com seus principais 
componentes. 
116 
 
 
O ramal predial é a tubulação compreendida entre a rede pública de 
abastecimento de água e a extremidade a montante do alimentador predial ou 
de rede predial de distribuição. O ponto onde termina o ramal predial deve ser 
definido pela concessionária. 
Deve ser executado pela concessionária até uma distância máxima de 15 
metros. A aquisição e montagem do padrão de ligação de água são feitas pelo 
usuário. Os custos da extensão adicional relativos às distâncias maiores 
poderão ser cobrados do usuário. Os prazos de ligação são de quatro dias para 
a vistoria e de seis para a ligação. 
O alimentador predial é a tubulação que liga a fonte de abastecimento 
a um reservatório de água de uso doméstico. 
Os reservatórios são unidades hidráulicas de acumulação e passagem 
de águacom a finalidade de armazenar água e de regular a pressão. Nenhum 
edifício será abastecido diretamente pela rede pública. 
Para edifícios cujo reservatório superior estiver a mais de 7 metros acima 
do nível da rua é necessária a construção de um reservatório inferior, que será 
alimentado diretamente pela rede pública. A água será recalcada para os 
reservatórios superiores, de onde será feita a distribuição. São condições para 
o reservatório inferior: 
 Não é permitido enterrar o reservatório 
 Paredes lisas e tampa removíveis e cantos abaulados 
 Ter fundo inclinado para a tubulação de limpeza 
 Capacidade maior que 60% do total 
 Localizado em posição de fácil acesso 
 Existência de áreas destinadas ao conjunto bomba-motor 
 Facilidade de constatação de fugas e vazamentos 
 
 Já para o reservatório superior, são exigidos: 
 Não possa servir de ponto de drenagem de águas residuais ou 
estagnadas em sua volta 
 Tampa de cobertura deve ser impermeabilizada 
 Entrada deve possuir bóia e registro de gaveta 
117 
 
 Descarga livre e controle de nível por automático 
 Não se permitirá a utilização do forro como fundo do reservatório 
 Fundo do reservatório ao forro = 60 cm 
 
O barrilete é a tubulação que se origina no reservatório e da qual 
derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento é indireto. 
No caso de tipo de abastecimento direto, pode ser considerado como a 
tubulação diretamente ligada ao ramal predial ou diretamente ligada à fonte de 
abastecimento particular. 
A coluna de distribuição é a tubulação derivada do barrilete e 
destinada a alimentar ramais. O ramal é a tubulação derivada da coluna de 
distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais. O sub-ramal é a tubulação 
que liga o ramal ao ponto de utilização. 
 
 
Outros componentes importantes das instalações prediais são os 
registros, que podem ser de fechamento e de utilização. Todos os registros 
serão colocados a uma altura de 1,80 m do piso 
O registro de fechamento é o componente instalado na tubulação e 
destinado a interromper a passagem da água. Deve ser usado totalmente 
fechado ou totalmente aberto. Geralmente, empregam-se registros de gaveta 
ou registros de esfera. Em ambos os casos, o registro deve apresentar seção 
de passagem da água com área igual à da seção interna da tubulação onde 
está instalado. 
O registro de utilização é componente instalado na tubulação e 
destinado a controlar a vazão da água utilizada. Geralmente empregam-se 
registros de pressão ou válvula-globo em sub-ramais. 
Antes de utilizar as instalações hidráulicas, mostra-se necessário 
proceder um teste de prova de pressão. As canalizações de água serão 
submetidas à prova de pressão hidrostática antes do revestimento emboço e 
reboco. Na prática usa-se encher a tubulação, fechando todas as torneiras com 
"bujão" por dois dias a fim de verificar a existência ou não de vazamento. 
Neste procedimento, aplica-se uma pressão de 1,5 vezes a pressão no projeto. 
118 
 
A limpeza consiste na remoção de materiais e substâncias 
eventualmente remanescentes nas diversas partes da instalação predial de 
água fria e na subsequente lavagem através do escoamento de água potável 
pela instalação. Deve ser realizada, após a conclusão da execução, inclusive 
inspeção, ensaios e eventuais reparos. 
 
87. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Em instalações prediais de água 
fria, julgue o item a seguir. 
 
O registro de gaveta tem a mesma função que o registro de 
pressão. 
 
Resolução: 
 Vimos que o registro de gaveta é um registro de fechamento, ou seja, 
destinado a interromper a passagem da água. 
 O registro de utilização é componente instalado na tubulação e destinado 
a controlar a vazão da água utilizada. Geralmente empregam-se registros 
de pressão ou válvula-globo em sub-ramais. 
 
Gabarito: E 
 
Rotina para dimensionamento das tubulações 
 Preparar o esquema isométrico da rede e numerar 
sequencialmente cada nó ou ponto de utilização desde o 
reservatório ou desde a entrada do cavalete 
 Introduzir a identificação de cada trecho da rede na planilha 
 Determinar a soma dos pesos relativos de cada trecho 
 Calcular para cada trecho a vazão estimada, em l/s 
 Partindo da origem de montante da rede, selecionar o diâmetro 
interno da tubulação de cada trecho, considerando que a 
velocidade da água não deva ser superior a 3 m/s. Registrar o 
valor da velocidade e o valor da perda de carga unitária de cada 
trecho. 
 Determinar a diferença de cotas entre a entrada e a saída de cada 
trecho, considerando positiva quando a entrada tem cota superior 
à da saída e negativa em caso contrário. 
 Determinar a pressão disponível na saída de cada trecho, somando 
ou subtraindo à pressão residual na sua entrada o valor do produto 
da diferença de cota pelo peso específico da água (10 kN/m³). 
 Medir o comprimento real do tubo que compõe cada trecho 
considerado 
 Determinar o comprimento equivalente de cada trecho somando ao 
comprimento real os comprimentos equivalentes das conexões 
 Determinar a perda de carga de cada trecho 
 Determinar a perda de carga provocada por registros e outras 
singularidades dos Trechos 
 Obter a perda de carga total de cada trecho 
 Determinar a pressão disponível residual na saída de cada trecho, 
subtraindo a perda de carga total da pressão disponível. 
119 
 
 Se a pressão residual for menor que a pressão requerida no ponto 
de utilização, ou se a pressão for negativa, repetir os passos, 
selecionando um diâmetro interno maior para a tubulação de cada 
trecho. 
 
 
 
88. (FCC – DPSP – 2013) O dimensionamento das tubulações de 
água fria deve garantir que a vazão de projeto estabelecida 
esteja disponível nos pontos de utilização. 
 
 
A NBR 5626 estabelece, para o dimensionamento, que a 
velocidade da água, em m/s, em qualquer trecho da tubulação de 
água fria NÃO atinja valores superiores a 5 m/s. 
 
Resolução: 
 Como vimos no dimensionamento das tubulações, a velocidade da água 
não deva ser superior a 3 m/s. 
 
Gabarito: E 
 
89. (Cespe – MPU – 2010) As instalações hidráulicas sob 
pressão são constituídas por tubulações, acessórios de natureza 
120 
 
diversa (válvulas, curvas ou conexões em geral), além de, 
eventualmente, uma máquina hidráulica. Esses acessórios 
provocam, localizadamente, a alteração do módulo ou direção da 
velocidade média do fluxo e da pressão. A esse respeito, julgue o 
próximo item. 
 
Nos projetos de redes de distribuição de água, com tubulações de 
diâmetros e comprimentos relativamente grandes, as perdas de 
carga por atrito costumam ser desprezadas em relação às perdas 
localizadas 
 
Resolução: 
 PERDAS DE CARGA: Denomina-se perda de carga de um sistema, o 
atrito causado pela resistência da parede interna do tubo quando da passagem 
do fluido pela mesma. 
 As perdas de carga classificam-se em: 
 CONTÍNUAS: Causadas pelo movimento da água ao longo da 
tubulação. É uniforme em qualquer trecho da tubulação (desde que 
de mesmo diâmetro), independente da posição do mesmo. 
 LOCALIZADAS: Causadas pelo movimento da água nas paredes 
internas e emendas das conexões e acessórios da instalação, sendo 
maiores quando localizadas nos pontos de mudança de direção do 
fluxo. Estas perdas não são uniformes, mesmo que as conexões e 
acessórios possuam o mesmo diâmetro 
 
 A perda por carga de atrito para comprimento relativamentes grandes 
NÃO é desprezível em relação ‘as perdas localizadas. 
 
Gabarito: E 
 
90. (Cespe – TRE – 2012) Acerca das instalações, 
equipamentos, dispositivos e componentes das edificações, 
julgue os item que se segue. 
 
De acordo com as normas vigentes, até um certo limite de 
potência demandada, as tomadas e a iluminação de uma 
edificação podem ser dimensionadas em um mesmo circuito, mas 
os chuveiros podem ser dimensionados em circuitos individuais. 
 
Resolução: 
 De acordo com a NBR 5410/97 devem ser previstos circuitos 
independentespara iluminação e tomadas de corrente. Adicionalmente, 
conforme a mesma norma, deverá haver circuitos independentes para 
correntes acima de 10 A para residências, hotéis, motéis e/ou 
similares. 
 
Gabarito: E 
 
121 
 
91. (Cespe – TRE – 2012) Acerca das instalações, 
equipamentos, dispositivos e componentes das edificações, 
julgue os item que se segue. 
 
Os elevadores são equipamentos de saída de emergência das 
edificações. 
 
Resolução: 
 Pessoal, em todo o lugar tem o aviso; NÂO usar os elevadores em 
caso de emergência. Obviamente não constitui como equipamento de 
emergência. 
 
Gabarito: E 
 
92. (Cespe – TRE – 2012) Acerca das instalações, 
equipamentos, dispositivos e componentes das edificações, 
julgue os item que se segue. 
 
O símbolo gráfico ilustrado na figura abaixo, utilizado em 
projetos de instalações, representa saída para telefone interno 
na parede: 
 
Resolução: 
 Abaixo a tabela da NBR5444 que versa sobre o assunto: 
 
Gabarito: C 
 
122 
 
 
Agora vamos estudar os sistemas prediais de esgoto sanitário. 
O sistema de esgoto sanitário tem por funções básicas coletar e conduzir 
os despejos provenientes do uso adequado dos aparelhos sanitários a um 
destino apropriado. 
Por uso adequado dos aparelhos sanitários pressupõe-se a sua não 
utilização como destino para resíduos outros que não o esgoto. 
O sistema predial de esgoto sanitário deve ser projetado de modo a: 
 evitar a contaminação da água, de forma a garantir a sua 
qualidade de consumo, tanto no interior dos sistemas de 
suprimento e de equipamentos sanitários, como nos ambientes 
receptores; 
 permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos 
introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação de 
depósitos no interior das tubulações; 
 impedir que os gases provenientes do interior do sistema predial 
de esgoto sanitário atinjam áreas de utilização; 
 impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do sistema; 
 permitir que os seus componentes sejam facilmente 
inspecionáveis; 
 impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventilação; 
 permitir a fixação dos aparelhos sanitários somente por 
dispositivos que facilitem a sua remoção para eventuais 
manutenções. 
 
A disposição final do efluente (estudaremos com mais detalhe na Aula 6) 
do coletor predial de um sistema de esgoto sanitário deve ser feita: 
 em rede pública de coleta de esgoto sanitário, quando ela existir; 
 em sistema particular de tratamento, quando não houver rede 
pública de coleta de esgoto sanitário. 
 
 
Acima, vemos esquematizados os principais componentes de um sistema 
de esgoto sanitário. 
Aparelho sanitário é o componente destinado ao uso da água ou ao 
recebimento de dejetos líquidos e sólidos. Incluem-se nessa definição 
123 
 
aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias e outros, e, também, 
lavadoras de roupa, lavadoras de prato, banheiras de hidromassagem, etc. 
 
O sifão é o componente separador destinado a impedir a passagem dos 
gases do interior das tubulações para o ambiente sanitário. 
 
 
O ramal de descarga é a tubulação que recebe diretamente os efluentes 
de aparelhos sanitários. Todos os trechos horizontais previstos no sistema de 
coleta e transporte de esgoto sanitário devem possibilitar o escoamento dos 
efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade 
constante. 
Recomendam-se as seguintes declividades mínimas: 
 2% para tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75; 
 1% para tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100. 
 
As mudanças de direção nos trechos horizontais devem ser feitas com 
peças com ângulo central igual ou inferior a 45°. As mudanças de direção 
(horizontal para vertical e vice-versa) podem ser executadas com peças com 
ângulo central igual ou inferior a 90°. 
O tubo de queda é a tubulação vertical que recebe efluentes de 
subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga. Os tubos de queda 
devem, sempre que possível, ser instalados em um único alinhamento. Quando 
necessários, os desvios devem ser feitos com peças formando ângulo central 
igual ou inferior a 90°, de preferência com curvas de raio longo ou duas curvas 
de 45°. 
124 
 
 
A coluna de ventilação é o tubo ventilador vertical que se prolonga 
através de um ou mais andares e cuja extremidade superior é aberta à 
atmosfera, ou ligada a tubo ventilador primário ou a barrilete de ventilação. 
O coletor predial é o trecho de tubulação compreendido entre a última 
inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou caixa de inspeção 
geral e o coletor público ou sistema particular. 
O coletor predial e os subcoletores devem ser de preferência retilíneos. 
Quando necessário, os desvios devem ser feitos com peças com ângulo central 
igual ou inferior a 45°, acompanhados de elementos que permitam a inspeção. 
Todos os trechos horizontais devem possibilitar o escoamento dos 
efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade 
constante. A declividade máxima a ser considerada é de 5%. 
Os subcoletores e coletor predial são dimensionados pela somatória das 
UHC conforme os valores da tabela abaixo. 
A unidade de Hunter de contribuição (UHC) é o fator numérico que 
representa a contribuição considerada em função da utilização habitual de cada 
tipo de aparelho sanitário. 
 
A tubulação de ventilação primária é o prolongamento do tubo de 
queda acima do ramal mais alto a ele ligado e com extremidade superior 
aberta à atmosfera situada acima da cobertura do prédio. 
A tubulação de ventilação secundária é conjunto de tubos e conexões 
com a finalidade de promover a ventilação secundária do sistema predial de 
esgoto sanitário. 
O ramal de ventilação é o tubo ventilador que interliga o desconector, 
ou ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou mais aparelhos sanitários 
a uma coluna de ventilação ou a um tubo ventilador primário. 
125 
 
 
 
93. (FCC – TRERN – 2011) Em relação aos projetos e na 
execução de sistemas prediais de esgoto sanitário, Julgue o item 
a seguir. 
 
Todos os trechos horizontais do sistema de coleta e transporte de 
esgoto sanitário devem possibilitar o escoamento dos efluentes 
por gravidade, para tanto, devem apresentar uma declividade 
constante. 
 
 
Resolução: 
 A declividade mínima para tubulações de esgoto sanitário é de 2% para 
tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75 e de 1% para 
tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100. 
 A declividade máxima para tubulações de esgoto sanitário é de 5%. 
O coletor predial deve ter diâmetro nominal mínimo DN 100. 
O coletor predial e os subcoletores devem ser de preferência retilíneos. 
Quando necessário, os desvios devem ser feitos com peças com ângulo central 
igual ou inferior a 45°, acompanhados de elementos que permitam a inspeção. 
Todos os trechos horizontais do sistema de coleta e transporte de esgoto 
sanitário devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, para 
tanto, devem apresentar uma declividade constante. 
 
Gabarito: C 
 
Há ainda os dispositivos complementares: as caixas de gordura, poços de 
visita e caixas de inspeção, que devem ser perfeitamente impermeabilizados, 
providos de dispositivos adequados para inspeção, possuir tampa de fecho 
hermético, ser devidamente ventilados e constituídos de materiais não 
atacáveis pelo esgoto. 
É recomendado o uso de caixas de gordura quando os efluentes 
contiverem resíduos gordurosos. Quando o uso de caixa de gordura não for 
exigido pela autoridade pública competente, a sua adoção fica a critério do 
projetista. As caixas de gordura devem ser instaladas em locais de fácil acesso 
e com boas condições de ventilação. 
126 
 
Para fechar a parte de instalações sanitárias de esgoto, veremos a 
simbologia prevista em norma. 
94. (FCC – DPSP – 2013) Segundo a NBR 8160, as caixas 
sifonadas podem ser utilizadas para a coleta de despejosde 
aparelhos sanitários. Julgue o item a seguir. 
 
A simbologia utilizada para a representação gráfica de uma caixa 
sifonada corresponde a 
 
Resolução: 
 Observando a simbologia apresentada previamente, vemos que a 
alternativa se refere a caixa de inspeção e não apresenta o símbolo da caixa 
sinfonada 
 
Gabarito: E 
 
95. (Cespe – TRE – 2012) Acerca das instalações, 
equipamentos, dispositivos e componentes das edificações, 
julgue os item que se segue. 
 
As unidades Hunter de contribuição são unidades de medida 
127 
 
utilizadas no dimensionamento das tubulações hidráulicas dos 
edifícios. 
 
Resolução: 
 É utilizada no dimensionamento da Tubulação de Ventilação 
 A ventilação em uma instalação de esgoto é extremamente importante, 
uma vez que impede o rompimento dos fechos hídricos dos desconectores, 
além de impedir a saída dos gases do esgoto para a atmosfera. Precisamos 
conhecer um conceito importante: a Unidade Hunter de Contribuição (UHC) 
 UHC é um número que representa a contribuição de esgoto dos 
aparelhos sanitários em função da sua utilização habitual. Cada aparelho 
sanitário possui um valor de UHC específico, conforme pode ser visto na tabela 
EG03, fornecida pela norma NBR 8160. 
 
 Por exemplo, 
 Lavatório: 1 UHC 
 Chuveiro: 2 UHC 
 Banheira: 2 UHC 
 Vaso sanitário: 6 UHC 
 
Gabarito: E 
 
Chegou a hora de estudar Prevenção de incêndios. 
A proteção contra incêndios deve ser entendida como o conjunto de 
medidas para a detecção e controle do crescimento do incêndio e sua 
consequente contenção ou extinção. 
Os objetivos da prevenção são: 
 A garantia da segurança à vida das pessoas que se encontrarem no 
interior de um 
 A prevenção da conflagração e propagação do incêndio, 
envolvendo todo o edifício, quando da ocorrência de um incêndio; 
 A proteção do conteúdo e a estrutura do edifício; e 
 Minimizar os danos materiais de um incêndio. 
 
Os meios de combate à incêndio podem ser por extintores, hidrantes, 
magotinhos, chuveiros automáticos (sprinklers) ou brigadas de incêndio. 
O extintor portátil é um aparelho manual, constituído de recipiente e 
acessório, contendo o agente extintor, destinado a combater princípios de 
incêndio. 
 
O extintor sobre rodas (carreta) também é constituído em um único 
recipiente com agente extintor para extinção do fogo, porém com capacidade 
de agente extintor em maior quantidade. 
128 
 
 
As previsões destes equipamentos nas edificações decorrem da 
necessidade de se efetuar o combate ao incêndio imediato, após a sua 
detecção, em sua origem, enquanto são pequenos focos. 
Além disso, os preparativos necessários para o seu manuseio não 
consomem um tempo significativo, e consequentemente, não inviabilizam sua 
eficácia em função do crescimento do incêndio. 
Os extintores portáteis e sobre rodas podem ser divididos em cinco tipos, 
de acordo com o agente extintor que utilizam: 
 Água; 
 Espuma mecânica; 
 Pó químico seco; 
 Bióxido de carbono; e 
 Halon. 
 
Esses agentes extintores se destinam a extinção de incêndios de 
diferentes naturezas. A quantidade e o tipo de extintores portáteis e sobre 
rodas devem ser dimensionados para cada ocupação em função: 
 Da área a ser protegida; 
 Das distâncias a serem percorridas para alcançar o extintor; e 
 Dos riscos a proteger (decorrente de variável “natureza da 
atividade desenvolvida ou equipamento a proteger”). 
 
Sistema de hidrantes é uma proteção ativa, destinada a conduzir e 
distribuir tomadas de água, com determinada pressão e vazão em uma 
edificação, assegurando seu funcionamento por determinado tempo. 
Sua finalidade é proporcionar aos ocupantes de uma edificação, um meio 
de combate para os princípios de incêndio no qual os extintores manuais se 
tornam insuficientes. 
 
Os mangotinhos apresentam a grande vantagem de poder ser operado 
de maneira rápida por uma única pessoa. Devido a vazões baixas de consumo, 
seu operador pode contar com grande autonomia do sistema. 
129 
 
Por estes motivos os mangotinhos são recomendados pelos bombeiros, 
principalmente nos locais onde o manuseio do sistema é executado por 
pessoas não habilitadas (Ex.: uma dona de casa em um edifício residencial). 
 
O sistema de chuveiros automáticos é composto por um suprimento 
d’água em uma rede hidráulica sob pressão, onde são instalados em diversos 
pontos estratégicos, dispositivos de aspersão d’água (chuveiros automáticos), 
que podem ser abertos ou conter um elemento termo-sensível, que se rompe 
por ação do calor proveniente do foco de incêndio, permitindo a descarga 
d’água sobre os materiais em chamas. 
 
O sistema de chuveiros automáticos para extinção a incêndios possui 
grande confiabilidade, e se destina a proteger diversos tipos de edifícios. 
 
 
O dimensionamento da Brigada de Incêndio deve atender às 
especificações contidas nas normas técnicas adotadas pelo Corpo de 
Bombeiros, por meio de Norma Técnica. 
A população do edifício deve estar preparada para enfrentar uma 
situação de incêndio, quer seja adotando as primeiras providências no sentido 
de controlar o incêndio e abandonar o edifício de maneira rápida e ordenada. 
Para isto ser possível é necessário como primeiro passo, a elaboração de 
planos para enfrentar a situação de emergência que estabeleçam em função 
dos fatores determinantes de risco de incêndio, as ações a serem adotadas e 
os recursos materiais e humanos necessários. A formação de uma equipe com 
este fim específico é um aspecto importante deste plano, pois permitirá a 
execução adequada do plano de emergência. 
Essas equipes podem ser divididas em duas categorias, decorrente da 
função a exercer: 
 Equipes destinadas a propiciar o abandono seguro do edifício em 
caso de incêndio; e 
 Equipe destinada a propiciar o combate aos princípios de incêndio 
na edificação. 
 
As classes de incêndio são a classificação didática na qual se definem 
fogos de diferentes naturezas. Adotada no Brasil em quatro: fogo classe A, 
fogo classe B, fogo classe C e fogo classe D. 
130 
 
 classe A: Fogo em materiais combustíveis sólidos, que queimam 
em superfície e profundidade, deixando resíduos. 
 classe B: Fogo em líquidos e gases inflamáveis ou combustíveis 
sólidos, que se liquefazem por ação do calor e queima somente em 
superfície. 
 classe C: Fogo em equipamentos de instalações elétricas 
energizadas. 
 classe D: Fogo em metais pirofóricos. 
 
96. (Cespe – TRE – 2012) Com relação a proteção e combate a 
incêndios e explosões, julgue o item subsequente. 
 
De acordo com a norma, que trata de proteção contra incêndios, 
os locais de trabalho deverão dispor de saídas em número 
suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem 
nesses locais possam abandonar o recinto com rapidez e 
segurança em caso de emergência. As saídas devem ser dispostas 
de tal forma que, entre elas e qualquer local de trabalho, não se 
percorra distância maior que quinze metros em situações de risco 
grande e trinta metros em situações de risco médio ou pequeno. 
 
Resolução: 
 A NR-23 é uma das normas regulamentadoras da CLT, sobre 
saídas de emergência, seguem os requisitos: 
 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e 
dispostas, de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam 
abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. 
 A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1,20m (um metro 
e vinte centímetros). 
 O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de 
trabalho. 
 Onde não for possível o acesso imediato às saídas, deverão existir, em 
caráter permanente e completamente desobstruídos, circulações internas ou 
corredores de acesso contínuos e seguros, com largura mínima de 1,20m (um 
metro e vinte centímetros). 
 Quando não for possível atingir, diretamente, as portas de saída, 
deverão existir, emcaráter permanente, vias de passagem ou corredores, 
com largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros) sempre 
rigorosamente desobstruídos. 
 
 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente 
assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da 
saída. 
 As saídas devem ser dispostas de tal forma que, entre elas e 
qualquer local de trabalho, não se tenha de percorrer distância maior 
que 15m (quinze metros) nos de risco grande e 30m (trinta metros) de 
risco médio ou pequeno. 
 Estas distâncias poderão ser modificadas, para mais ou menos, a 
critério da autoridade competente em segurança do trabalho, se houver 
131 
 
instalações de chuveiros sprinklers, automáticos, e segundo a 
natureza do risco. 
 As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem 
degraus; as passagens serão bem iluminadas. 
 Os pisos, de níveis diferentes, deverão ter rampas que os contornem 
suavemente e, neste caso, deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa, 
no sentido do da descida. 
 Escadas em espiral, de mãos ou externas de madeira, não serão 
consideradas partes de uma saída. 
 
Gabarito: C 
 
97. (Cespe – PF – 2004) No que se refere a sistemas de 
prevenção e combate a incêndios, julgue o item seguinte 
 
Em uma área de 250 m2 , com risco médio de incêndio e classe de 
ocupação B, segundo o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), a 
ser protegida por uma unidade extintora, a distância máxima 
recomendada para o alcance do extintor pelo operador é de 16 m. 
 
 
Resolução: 
 A NBR que trata sobre extintores é a 12693, dispõe que nesse caso a 
distância mínima é de 20 metros. 
 
 
132 
 
Gabarito: E 
 
 
98. (Cespe – TRE – 2012) Com relação a proteção e combate a 
incêndios e explosões, julgue o item subsequente. 
 
O processo conhecido por convecção é aquele em que o calor é 
transmitido através de uma massa de ar aquecida, que se desloca 
do local em chamas, levando para outros locais quantidade de 
calor suficiente para que os materiais combustíveis aí existentes 
atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco de fogo. 
 
Resolução: 
 Condução, convecção e irradiação são diferentes processos de 
propagação do calor. A definição de calor é energia térmica em trânsito, ou 
seja, está em constante movimentação e transferência entre os corpos do 
universo. No entanto, para que ocorra transferência de calor entre dois corpos 
é necessário que ambos possuam diferentes temperaturas, pois dessa forma, o 
calor irá fluir sempre do corpo de maior temperatura para o corpo de menor 
temperatura. 
 
 A condução térmica 
 
 Tipo de propagação do calor que consiste na transferência de energia 
térmica entre as partículas que compõe o sistema. Por exemplo: coloca-se 
uma das extremidades de uma barra metálica na chama de fogo. Após alguns 
instantes, percebe-se que a outra extremidade também esquenta, mesmo 
estando fora da chama de fogo. Esse fato ocorre porque as partículas que 
formam o material receberam energia e, dessa forma, passaram a se agitar 
com maior intensidade. Essa agitação se transfere de partícula por partícula e 
se propaga em toda a barra até alcançar a outra extremidade. 
 
 Esse tipo de transferência ocorre com maior ou menor facilidade 
dependendo da constituição atômica do material, a qual faz com que ele seja 
classificado condutor ou isolante de calor. Nas substâncias condutoras esse 
processo de transferência acontece mais rápido como, por exemplo, nos 
metais. Já nas substâncias isolantes, como na borracha e na lã, esse processo 
é muito lento. 
 
 A convecção térmica 
 
 É o tipo de propagação do calor que ocorre nos fluidos em geral em 
decorrência da diferença de densidade entre as partes que formam o sistema. 
 Por exemplo: na geladeira os alimentos são resfriados dessa forma. 
Como sabemos, o ar quente é menos denso que o ar frio e é por esse motivo 
que o congelador fica na parte de cima da geladeira. Dessa maneira, formam-
se as correntes de convecção: o ar quente dos alimentos sobe para ser 
resfriado e o ar frio desce refrigerando os alimentos, mantendo-os sempre bem 
133 
 
conservados. Essa também é a explicação do porquê o ar condicionador ser 
colocado na parte de cima de um ambiente. 
 
 A irradiação térmica 
 
 A condução e a convecção são formas de propagação de calor que para 
ocorrer é necessário que haja meio material, contudo, existe uma forma de 
propagação de calor que não necessita de um meio material (vácuo) para se 
propagar, esta é a irradiação térmica. Esse tipo de propagação do calor ocorre 
através dos raios infravermelhos que são chamadas ondas eletromagnéticas. É 
dessa forma que o Sol aquece a Terra todos os dias, como também é o meio 
que a garrafa térmica mantém, por longo tempo, o café quentinho em seu 
interior. 
 
Gabarito: C 
 
99. (Cespe – TRE – 2012) Com relação a proteção e combate a 
incêndios e explosões, julgue o item subsequente. 
 
Os incêndios são classificados de acordo com as características 
dos seus combustíveis. Somente com o conhecimento da natureza 
do material que está queimando, pode-se definir o melhor 
método para uma extinção rápida e segura. Desse modo, não é 
recomendável a utilização de um extintor de espuma para 
incêndio de classe C, porque a espuma possui água na sua 
composição. 
 
Resolução: 
 
Gabarito: C 
 
100. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Analisando um certo projeto de 
prevenção contra incêndio, o engenheiro, observando um dos 
circuitos de detecção, percebeu que o projeto não apresenta 
fiação de retorno à central, de forma que uma eventual 
interrupção desse circuito implica paralisação parcial ou total de 
seu funcionamento. Julgue o item a seguir: 
 
Esse tipo de circuito de detecção é classificado como Classe A. 
 
Resolução: 
 Circuito de Detecção ou “Laço” é o circuito no qual estão instalados os 
detectores automáticos, acionadores manuais ou quaisquer outros tipos de 
sensores pertencentes ao sistema, e podem ser das classes A e B. 
O Circuito de Detecção ou “Laço” Classe A é todo circuito no qual existe a 
fiação de retorno à central (laço de ida e volta – circuito redundante). 
Recomenda-se que o circuito de retorno à central tenha trajeto distinto 
daquele da central proveniente. 
134 
 
O Circuito de Detecção ou “Laço” Classe B é todo circuito no qual 
não existe a fiação de retorno à central (fios saem da central para os 
dispositivos e não voltam para fechar um laço). 
 
Gabarito: E 
 
Em qualquer edificação, os pavimentos sem saída em nível para o espaço 
livre exterior devem ser dotados de escadas, enclausuradas ou não, as quais 
devem: 
 Quando enclausuradas, ser constituídas com material incombustível; 
 Quando não enclausuradas, além da incombustibilidade, oferecer nos 
elementos estruturais resistência ao fogo de, no mínimo, 2 h; 
 Ter os pisos dos degraus e patamares revestidos com materiais 
resistentes à propagação superficial de chama, isto é, com índice "A" 
da NBR 9442; 
 Ser dotados de guardas em seus lados abertos; 
 Ser dotadas de corrimãos; 
 Atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da descarga, mas 
terminando obrigatoriamente no piso desta, não podendo ter 
comunicação direta com outro lanço na mesma prumada; 
 Ter os pisos com condições antiderrapantes, e que permaneçam 
antiderrapantes com o uso; 
 
101. (FCC – Infraero – 2011) Em relação às precauções nos 
projetos de proteção contra incêndios em edificações, Julgue o 
item a seguir: 
 
as escadas enclausuradas devem ter suas caixas enclausuradas 
por paredes resistentes a 2 horas de fogo e ter ingresso por 
antecâmaras ventiladas, as quais devem ter a abertura de 
entrada de ar do duto respectivo, situada junto ao piso, com área 
mínima de 0,54 m2. 
 
Resolução: 
 As escadas de emergência são integrantes de uma rota de saída, 
podendo ser uma escada enclausurada à prova de fumaça, escada 
enclausurada protegida ou escada não enclausurada.As escadas enclausuradas protegidas devem: 
 ter suas caixas isoladas por paredes resistentes a 2 h de fogo, no 
mínimo; 
 ter as portas de acesso a esta caixa de escada resistentes ao fogo 
por 30 min (PRF), e, preferencialmente, dotadas de vidros aramados 
transparentes com 0,50 m² de área, no máximo; 
 ser dotadas, em todos os pavimentos (exceto no da descarga, onde isto 
é facultativo), de janelas abrindo para o espaço livre exterior; 
 ser dotadas de alçapão de alívio de fumaça (alçapão de tiragem) que 
permita a ventilação em seu término superior, com área mínima de 1,00 
m²; 
 
135 
 
Gabarito: E 
 
102. (Cespe – TRE – 2012) Acerca das instalações, 
equipamentos, dispositivos e componentes das edificações, 
julgue os item que se segue. 
 
Toda tubulação de gás aparente de uma edificação deve ser 
pintada na cor amarela. 
 
Resolução: 
 NBR 13933 - Requisitos Gerais 
 A tubulação da rede interna não pode passar no interior de: 
a-Dutos de lixo, ar-condicionado e águas pluviais 
b-Reservatórios de água; 
c-Dutos para incineradores de lixo 
d-Poços de elevadores; 
e-Compartimentos de equipamentos elétricos; 
f-Compartimentos destinados a dormitórios; 
g-Poços de ventilação capazes de confinar o gás proveniente de 
eventual vazamento 
h-Qualquer vazio ou parede contígua a qualquer vão formado pela 
estrutura ou alvenaria ou por estas e o solo, sem a devida 
ventilação.Ressalvados os vazios construídos e preparados 
especificamente para este fim (shafts),os quais devem conter 
apenas as tubulações de gás,líquidos não inflamáveis e demais 
acessórios,com ventilação permanente nas extremidades,sendo 
que estes vazios devem ser sempre visitáveis e previstos em área 
de ventilação permanente e garantida. 
i-qualquer tipo de forro falso ou compartimento não 
ventilado,exceto quando utilizado tubo-luva 
 
Proteção 
 
As válvulas e os reguladores de pressão devem ser instalados de 
modo a permanecer protegidos contra danos físicos e a permitir 
fácil acesso,conservação e substituição a qualquer tempo. 
 
Localização 
 
As tubulações aparentes devem: 
a-Ter as distâncias mínimas entre a tubulação de gás e 
condutores eletricidade de 0,30m, se o condutor for 
protegido por conduíte,e 0,50m, nos casos contrários; 
b-Ter um afastamento no mínimo de 2m de pára raio e seus 
respectivos pontos de aterramento ou conforme a NBR 5419. 
 
Revestimento 
 
136 
 
Toda tubulação de gás aparente deve ser pintada na cor 
amarela conforme padrão 5Y8/12 do Sistema Munsell da 
NBR 12694. 
 
Abrigo para medidores de consumo e reguladores de 
pressão. 
 
a) O local para leitura do consumo de gás deve ser 
construído em áreas de servidão comum.É permitida a leitura 
à distância ou remota. 
b) O abrigo deve permanecer limpo e não pode ser utilizado 
como depósito ou outro fim que não aquele a que se destina. 
c) É vedada a localização do abrigo do medidor ou regulador 
na antecâmara e/ou nas escadas de emergência. 
 
Gabarito: C 
 
 
137 
 
c) Sistemas Estruturais 
 
Toda construção necessita de uma estrutura suporte, que por sua vez 
necessita de projeto, planejamento e execução própria. A Estrutura em uma 
construção possui função prioritária de garantir a forma espacial idealizada, 
com segurança, por um determinado período de tempo. 
Estruturas ou sistemas estruturais podem ser entendidas como 
disposições racionais e adequadas de diversos elementos estruturais. Já os 
Elementos estruturais são corpos sólidos deformáveis com capacidade de 
receber e de transmitir solicitações em geral. Podem ser: 
 Linear: duas dimensões da mesma ordem de grandeza e bem 
menores que a terceira (Barras); 
 
 
 Superfície: duas dimensões da mesma ordem de grandeza e bem 
maiores que a terceira; 
 
 
138 
 
 Volume: três dimensões da mesma ordem de grandeza. 
 
 
 
As estruturas lineares são Formadas por uma ou mais barras (vigas, 
pilares, arcos, pórticos, grelhas, etc.). 
As vigas são estruturas lineares, dispostas horizontalmente ou 
inclinadas, com um ou mais apoios. 
 
 
 
 
As treliças são estruturas lineares constituídas por barras retas, 
dispostas de modo a formar painéis triangulares, e solicitadas 
predominantemente por tração ou compressão. 
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 Painel: trecho de uma estrutura linear compreendido entre dois 
alinhamentos consecutivos de montantes; 
 Nó: junção das extremidades das barras de uma estrutura linear; 
 Viga treliçada: treliça de banzos paralelos; 
 Tesoura: treliça de banzos não paralelos, destinada ao suporte de 
uma cobertura. 
 
Pilares são barras onde predominam forças normais de compressão. Com 
seção circular, recebem a denominação de colunas. 
 
Pórticos são estruturas lineares planas, não sendo constituídas de barra 
única de eixo teoricamente retilíneo. 
 
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As grelhas são constituídas por estruturas lineares (vigas), situadas em 
um mesmo plano, formando uma malha que recebem solicitações não 
coplanares. 
 
 
As estruturas pênseis são estruturas lineares cujos elementos principais 
são constituídos por cabos. 
 Fio: barras que só podem resistir a solicitações de tração segundo 
seu eixo; 
 Cabo: conjunto de fios; 
 Rede: estrutura linear não plana, cujas barras se dispõem de modo 
que seus eixos se situam em uma superfície homeoforma do plano. 
 
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Os arcos são barras curvas, em que os esforços solicitantes 
predominantes são forças normais de compressão, agindo simultaneamente ou 
não, com momentos fletores. 
 
 
 
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Estruturas de superfície são definidas a partir de sua superfície média e 
lei de variação da sua espessura. Destacam-se as placas, chapas e cascas. 
 Chapa: folha plana sujeita a esforços apenas no seu plano médio; 
 Viga-parede: chapa disposta verticalmente sobre apoios isolados; 
 Placa: folha plana sujeita principalmente a esforços fora do seu 
plano médio. 
 
 
 Casca: folha curva sujeita a esforços no seu plano médio; 
 Abóboda: casca cilíndrica sujeita principalmente a esforços normais 
de compressão. 
 
 
 Abóboda: casca cilíndrica sujeita principalmente a esforços normais 
de compressão. 
 Cúpula: casca de dupla curvatura sujeita principalmente a esforços 
de compressão; 
 Folha prismática: folha poliédrica de arestas paralelas. 
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Estruturas de bloco são elementos estruturais comumente empregados 
nas fundações das construções ou também em grandes obras, como barragens. 
 
 
103. (Cespe – TCU – 2007) No dimensionamento das treliças 
metálicas, considera-se o fato de que as barras funcionam com 
esforços de tração ou compressão. 
 
Resolução: 
 As treliças são estruturas lineares constituídas por barras retas, dispostas 
de modo a formar painéis triangulares, e solicitadas predominantemente por 
tração ou compressão. 
 
Gabarito: C 
 
Equilíbrio em um corpo rígido 
 
As condições de equilíbrio garantem o equilíbrio estático de qualquer 
porção isolada da estrutura ou da estrutura como um todo. Elas estão baseadas 
nas três leis de Newton: 
1ª Lei de Newton (Princípio da Inércia): “Todo corpo permanece em seu 
estado de repouso ou de movimentos retilíneo uniforme até que uma ação 
externa, não equilibrada, atue sobre ele”. 
2ª Lei de Newton: “A partir do momento em que o corpo ficar 
submetido à ação de uma força resultante F, o corpo irá adquirir uma 
aceleração a, de tal forma F = ma, sendom a massa do corpo”. 
3ª Lei de Newton: “A toda ação corresponde uma reação de mesma 
intensidade e de sentido contrário”. 
 
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que fica comprimido entre a ponta de um tubo e a bolsa do outro com o qual se 
une. 
Já as conexões são destinadas a ligarem tubos ou seguimentos de tubos 
entre si, permitindo mudanças de direção, derivações, alterações de 
diâmetros, e são fabricadas nas classes e juntas compatíveis com a 
tubulação. As mais comuns são: 
 Curvas (mudanças de direção); 
 
 
 
 Tês (derivação simples); 
 
 
 
 Cruzetas derivação dupla; 
 
 
 Reduções (mudanças de diâmetro); 
 
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 Luvas (ligação entre duas pontas); 
 
 
 Caps (fechamento de extremidades); 
 
 
 
 Junções (derivações inclinadas) 
 
 
 
Agora veremos as peças especiais, muito cobradas em certames 
anteriores. 
As peças especiais têm finalidades específicas, tais como controle de 
vazões, esgotamento de canalizações, retirada de ar ou preenchimento de 
trechos de tubulação. Entre elas as mais comuns são: 
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 Registros ou válvulas de manobra para controle do fluxo; 
 
 
 Válvulas de retenção para impedir retorno do fluxo; 
 
 
 Ventosas para aliviar o ar das canalizações; 
 
 
 Crivos para impedir a entrada de material grosseiro na 
tubulação; 
 
 
 
 Válvulas de pé para manter o escorvamento dos conjuntos 
elevatórios; 
 
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 Comportas e Adufas para controle das entradas e saídas de 
vazão; 
 
 Hidrante para fornecimento de água para combate a 
incêndios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
182. (Cespe – MPU – 2013) Com relação às peças hidráulicas e 
aos condutos forçados e livres, julgue o item a seguir. 
 
As válvulas multijato, que regulam a vazão e dissipam a energia 
em altas pressões, são dotadas de orifícios, de forma que as 
explosões da cavitação são diversas e menores, e apresentam 
como características o fato de serem usadas em única direção, não 
vedarem o fluxo do fluido e não serem reguláveis. 
 
Resolução: 
A Válvula Regulação Multijato foi desenvolvida especialmente para ajustar 
as perdas de carga de um circuito hidráulico, permitindo a regulação 
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(manual ou automática), da vazão ou qualquer outro parâmetro ligado 
a ela como pressão, nível, temperatura, etc. 
A sua originalidade reside na forma de dissipar a energia do fluido: o fluxo 
é fracionado em múltiplos jatos distribuídos uniformemente dentro de toda a 
seção da tubulação. 
Devido a esta sua concepção os efeitos prejudiciais devidos a cavitação, 
vibrações, ruídos, flutuação de pressão são praticamente eliminados, 
assegurando com isto a superioridade da Válvula de Regulação Multijato nos 
casos de regulação em tubulações de redes d’água para abastecimento urbano, 
sistemas de irrigação ou industriais. 
 
 
 
Gabarito: E 
 
183. (Cespe – FUB – 2009) Com relação à teoria e aos aspectos 
técnicos relativos às instalações hidráulicas, julgue os itens a 
seguir. 
 
Uma válvula de retenção é um dispositivo que protege sistemas de 
bombeamento contra o fluxo inverso, ou golpes de aríete. Em 
sistemas afogados, as válvulas de retenção são instaladas na 
sucção das bombas. 
 
Resolução: 
As válvulas de retenção são dispositivos destinados a permitir a passagem 
da água numa só direção. OK, a primeira parte da assertiva! São instaladas 
na tubulação de saída para que, numa inesperada paralisação do 
bombeamento, o golpe causado pelo retorno da água(golpe de aríete) 
não cause danos à bomba. São peças robustas, fabricadas em ferro fundido ou 
aço, e dotadas de dimensões avantajadas. Podem vir equipadas, também, com 
um by-pass de pequeno diâmetro, para permitir o enchimento da bomba e da 
tubulação de sucção por ocasião da escorva. 
Já as válvulas de pé são peças conectadas na extremidade de 
tubulações de sucção, em instalações de bombas não afogadas (observe 
figura “a” a seguir. Assegurando a passagem da água somente em direção à 
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bomba, permitem que as tubulações de sucção mantenham-se sempre cheias, 
mesmo quando a bomba for paralisada. Nessas condições, quando ela for 
novamente ligada, poderá iniciar o bombeamento sem dificuldades. Se o tubo 
de sucção estiver vazio, as bombas comuns não conseguirão recalcar a água. 
Haverá necessidade de escorvá-las. A escorva é o processo de enchimento 
da bomba e a respectiva tubulação de sucção com água. Nessa 
operação, a válvula de pé é indispensável, pois, se ela não existir, toda 
a água introduzida voltaria para o poço de sucção. Para tal, o dispositivo 
de vedação das válvulas deve ser perfeito. Do contrário, invalida a finalidade da 
peça, tornando difícil o início de operação das bombas. Partículas de areia ou 
outros materiais em suspensão na água, que se alojam no dispositivo de 
vedação como, ainda, o desgaste, corrosão ou incrustações, podem prejudicar o 
fechamento perfeito da válvula. Há necessidade de limpezas ou de 
recondicionamentos periódicos. As válvulas de pé vêm, geralmente, 
acompanhadas de um crivo destinado a reter corpos estranhos. Como as 
aberturas estão sujeitas à obstrução, é necessário que a área total das 
passagens seja maior que a seção do tubo de sucção. Indica-se, como dado 
prático, o valor de 2 ½ vezes a seção do tubo. 
 
Gabarito: E 
 
 
 
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Pressões e empuxos 
 
A hidrostática, também chamada estática dos fluidos ou fluidostática 
(hidrostática refere-se a água, que foi o primeiro fluido a ser estudado, assim 
por razões históricas mantém-se o nome) é a parte da física que estuda as 
forças exercidas por e sobre fluidos em repouso. 
A pressão exercida pela água é sempre perpendicular à superfície (da 
barragem ou da comporta) e varia com a profundidade. 
Considere um volume cúbico de água. Estando este em repouso, o peso 
da água acima dele necessariamente estará contrabalançado pela pressão 
interna neste cubo. Para um cubo cujo volume tende para zero, ou seja um 
ponto, esta pressão pode ser expressa por em que, usando unidades 
no sistema SI: 
P é a pressão hidrostática (em pascals); 
ρ é a massa específica da água, ou densidade (em quilogramas por metro 
cúbico); 
g ou a é a aceleração da gravidade (em metros por segundo quadrado); 
h é a altura do líquido por cima do traço (em metros). 
 
 No caso de a pressão atmosférica(Po) não ser desprezível, é necessário 
acrescentar o valor da sua pressão, tomando a equação o seguinte aspecto: 
 
 
Já a Impulsão ou empuxo é a força hidrostática resultante exercida 
por um fluido (líquido ou gás) em condições hidrostáticas sobre um 
corpo que nele esteja imerso. A impulsão existe graças à diferença de 
pressão hidrostática do corpo, visto que esta é proporcional à densidade (massa 
específica) do líquido, à aceleração da gravidade, e à altura de profundidade. 
É costume identificarmos os fluidos como substâncias que podem fluir 
(como os gases e os líquidos). Algumas substâncias, como o vidro, são 
classificadas como sólidas, pois nos tempos que costumamos observá-las, não 
notamos a sua fluidez. Quando um corpo está totalmente ou parcialmente 
imerso em um fluidoem equilíbrio, ficará sob a ação de uma força que 
dependerá da porção do corpo que está imersa. Isto pode ser verificado se 
tentarmos submergir uma cortiça ou bola cheia de ar em recipiente com água. 
A força que faz a cortiça flutuar, parecendo que o corpo possui um peso menor 
do que o peso real é denominado de empuxo do fluido sobre o corpo. O 
princípio de Arquimedes quantifica o valor desta força: 
Um corpo total ou parcialmente imerso em um fluido sofre um 
empuxo que é igual ao peso do volume do fluido deslocado pelo corpo. 
Assim, um corpo imerso na água torna-se mais leve devido a uma força, 
exercida pelo líquido sobre o corpo, vertical e para cima, que alivia o 
peso do corpo. Essa força do líquido sobre o corpo, é denominada 
empuxo ou impulsão. 
Resumindo, quando mergulhamos um corpo em um líquido, o corpo 
desloca uma quantidade de líquido igual a seu volume, e o peso desse volume 
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de líquido deslocado é subtraído do peso do corpo pela força denominada 
empuxo. 
 Como isso cai na prática? 
 
Texto para as próximas questões: 
O operador do sistema de abastecimento público de água potável 
de determinada cidade faz o controle da pressão na rede de 
distribuição, construída em malha, nos pontos A, B, C e D, com as 
seguintes cotas altimétricas: ponto A - 503,208 m; ponto B - 
500,640 m; ponto C - 502,980 m; ponto D - 504,650 m. A cota 
altimétrica do nível médio de água do reservatório de distribuição 
que alimenta a rede é de 536,000 m. 
 
184. (Cespe – MPU – 2013) Com base no texto I, julgue o item a 
seguir: 
 
O fechamento de apenas um registro não afetará a quantidade de 
água, nem a pressão disponível para os usuários, pois o fluxo de 
água se altera conforme as perdas de carga distribuídas e 
localizadas. 
 
Resolução: 
Falso, o que está errado nessa questão do ponto de vista estático é que 
ao fechar um registro, aumenta a disponibilidade de fluxo para os outros 
usuários e por consequência afetará a pressão disponível quando acontece 
o fechamento de um registro também deixa de existir a perda de carga 
naquele trecho, porém esse efeito será estudado na próxima aula, 
 
Gabarito: E 
 
185. (Cespe – MPU – 2013) Com base no texto I, julgue o item a 
seguir: 
 
Se a leitura do manômetro instalado no ponto B indicar pressão de 
31,03 mca, é correto concluir que está havendo consumo de água 
e que, considerando o reservatório com nível médio de água, a 
soma das perdas de carga nas tubulações entre o reservatório e 
este ponto B é de 4,330 mca. 
 
Resolução: 
Vamos considerar a diferença de pressão estática: 
Cota Reservatório: 536 – cota 
Cota B: 500,640 
Diferença cotas= 536- 500,640 = 35,360 m.c.a 
Medido em B= 31.03 
 
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Se a leitura em B é diferente da diferença estática, é porque está havendo 
consumo(comportamento dinâmico) e a diferença entre 35,36 e 31,03 é 
exatamente as perdas de carga = 4,330 mca. 
 
Gabarito: C 
 
186. (Cespe – MPU – 2013) Com base no texto I, julgue o item a 
seguir: 
 
Em caso de vazamento de água em ponto distante do reservatório, 
as pressões nos pontos monitorados serão conservadas, porque o 
fluxo de água se adapta às condições instantâneas de consumo. 
 
Resolução: 
Falso, o que está errado nessa questão do ponto de vista estático é que 
ao abrir um registro, diminui a disponibilidade de fluxo para os outros 
usuários e por consequência afetará a pressão disponível quando acontece 
a abertura de um registro também passa a existir a perda de carga 
naquele trecho, confirme questão anterior 
 
Gabarito: E 
 
 
187. (Cespe – MPU – 2013) Com base no texto I, julgue o item a 
seguir: 
 
Em redes sem vazamentos, nos horários sem consumo, as 
pressões indicadas nos manômetros nos pontos monitorados 
serão iguais às diferenças entre o nível de água do reservatório e 
os níveis desses pontos. Nesses horários, é maior o risco de 
ruptura de tubulações e peças da rede, incluídos os ramais de 
ligações prediais. 
 
Resolução: 
Perfeito. Como não há comportamento dinâmico, podemos considerar a 
diferença de cotas altimétricas como diferença de pressão. Com o esta é a 
máxima diferença possível, aumenta o risco de ruptura de tubulações e peças 
por que os mesmo estarão mais solicitados do que o normal. 
 
Gabarito: C 
 
Hidrodinâmica 
 
Em física, hidrodinâmica (ou dinâmica de fluidos) é uma subdisciplina de 
mecânica dos fluidos que lida com a ciência de fluxo de fluido — a ciência 
natural de fluidos (líquidos e gases) em movimento. Tem várias especialidades 
em si, incluindo a aerodinâmica (o estudo do ar e outros gases em movimento) 
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e Hidráulica (o estudo dos líquidos em movimento). Dinâmica de fluidos 
tem uma vasta gama de aplicações, incluindo o cálculo das forças e momentos 
nas aeronaves, a determinação da taxa de fluxo de massa de petróleo através 
de gasodutos, a previsão de condições meteorológicas, a compreensão 
nebulosas no espaço interestelar e, modelagem de detonação de armas de 
fissão. Alguns de seus princípios são ainda utilizados em engenharia de tráfego, 
onde o tráfego é tratado como um fluido contínuo. 
Dinâmica de fluidos oferece uma estrutura sistemática subjacente a estas 
disciplinas práticas, que abrange as leis empíricas e semi-empíricos, a partir 
de medição de vazão e utilizados para resolver problemas práticos. A 
solução para um problema de dinâmica de fluidos normalmente consiste em 
calcular várias propriedades do fluido, tais como velocidade, pressão, 
densidade e temperatura, como as funções do tempo e espaço. 
Relembrando o introduzido na 1ª aula de hidráulica, para um fluido que 
está em movimento, o seu escoamento, ou fluxo, será laminar ou constante se 
cada uma das partículas do respectivo fluido percorrer uma trajetória 
suavemente, sem nenhuma sobreposição de trajetórias das partículas 
individuais. Deste modo, a velocidade do fluido será constante no tempo para 
qualquer ponto considerado. Por outro lado, o escoamento de um fluido poderá 
ser turbulento, o qual se caracteriza por ser irregular e caótico e também pelo 
fato da configuração do escoamento variar com o tempo. Como exemplo, 
podemos citar o escoamento da fumaça que sai de um cigarro, a qual, a partir 
de certa altura, deixa de ser laminar e passa a ser turbulenta. Outro exemplo 
de turbulência é o caso do escoamento da água dos rios numa corredeira, 
quando este escoamento encontra pedras e rochas no caminho. 
Quando se estudam fluidos, com frequência utiliza-se o termo 
viscosidade, que está ligado ao atrito interno do fluido. 
Este atrito, também chamado de força viscosa, advém do atrito 
existente entre camadas adjacentes do fluido e que acaba oferecendo 
resistência ao movimento relativo entre elas. Devido à viscosidade e 
também a outros fatores bastante complexos, recorremos ao modelo do 
fluido ideal. 
O movimento da água num rio, a fumaça de uma chaminé, os ventos, são 
escoamentos de fluidos. O escoamento de um fluido real tem um 
comportamento muito complexo; assim, faremos quatro hipóteses 
simplificadoras, as quais definem um fluido ideal. Sob certas condições, o 
comportamento de um fluido real é muito próximo do ideal. As quatro hipóteses 
são: 
 
1º. Escoamento não viscoso: A viscosidade é uma espécie de atrito 
interno ao fluido; há uma resistência ao deslizamento de uma parte do 
fluido sobre a outra, que provoca perda de energia mecânica, a qual é 
transformada em térmica. Consideremos, por exemplo, um copo cheio de 
água e outro cheio de leite condensado. Se virarmos os dois copos, de 
modo a derramarmos seus conteúdos, verificamos que a água derrama-se 
com mais facilidade; o leite condensado escoa mais lentamente, com mais 
dificuldade.Isso acontece porque o leite condensado é mais viscoso do 
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que a água. Em certos casos a viscosidade é desejável, como nos óleos 
lubrificantes. O fluido ideal tem viscosidade nula; 
 
2º. Escoamento Incompressível: O escoamento é dito incompressível 
quando a densidade do fluido não varia ao longo do percurso e também 
não varia em relação ao tempo. Com os líquidos, que são pouco 
compressíveis, isso é fácil de conseguir, mas os gases é mais difícil, pois 
eles são facilmente compressíveis. Porém, a uma série de situações em 
que a variação de densidade é pequena e pode ser desprezada; 
 
3º. Escoamento Irrotacional: O escoamento é irrotacional quando 
nenhuma porção do fluido efetua movimento de rotação em torno do seu 
centro de massa. 
 
4º. Escoamento Estacionário: A velocidade do fluido em qualquer 
ponto fixo não muda com o tempo. Neste tipo de escoamento a 
velocidade de um elemento de volume do fluido pode variar enquanto ele 
muda de posição, mas a velocidade do fluido em cada ponto do espaço 
permanece constante ao longo do tempo. 
 
 De posse dessas hipóteses simplificadoras, convém introduzir alguns 
conceitos chaves em hidrodinâmica: 
 
Vazão em Volume é o volume de fluido que escoa através de certa 
seção em um intervalo de tempo, é simbolizado comumente pela letra Q. 
Equação Da Continuidade Para Regime Permanente diz que no 
regime permanente a massa em cada seção é a mesma 
No caso em que o fluido é incompressível, como a sua massa específica 
(ρ) é constante, a equação da continuidade poderá então ser escrita 
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somente em função da área da seção(A) e da velocidade do fluido(v): 
 
Equação De Bernoulli relaciona variação de pressão, variação de 
altura e variação de velocidade em um fluido incompressível num 
escoamento estacionário. Ela é obtida como uma consequência da 
conservação da energia. Considere um tubo de largura variável por onde 
entra um fluido à esquerda e sai à direita, como mostra a figura a seguir. 
 
 
 
Na equação de Bernoulli, a pressão p é chamada de pressão estática ou 
absoluta; o termo 
 
 
 é chamado de pressão dinâmica e a soma das duas é 
chamada de pressão total. 
 
Afinal, como isso pode ser cobrado? 
 
188. (Cespe – TJRO – 2012) No que se refere à hidráulica e 
hidrologia aplicadas à engenharia civil, julgue o item a seguir. 
 
A equação de Bernoulli para o escoamento dos fluidos pode ser 
aplicada ao escoamento de fluidos através de orifícios. 
 
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Resolução: 
Uma das equações mais antigas da mecânica dos fluidos é aquela que 
descreve a descarga de líquido de um grande reservatório. 
 
 
A aplicação da Equação de Bernoulli entre os pontos (1) e (2) da linha de 
corrente pode ser usada e é perfeitamente adequada para orifícios horizontais 
também desde que respeitadas as condições de fluido incompressível, 
viscosidade nula e regime estacionário. 
 
Gabarito: C 
 
189. (Cespe – TJRO – 2012) No que se refere à hidráulica e 
hidrologia aplicadas à engenharia civil, julgue o item a seguir. 
 
De acordo com o teorema de Bernoulli para o escoamento dos 
fluidos, a soma das cargas de velocidade, pressão e posição varia 
ao longo do movimento de um fluido. 
 
Resolução: 
Falso. O teorema de Bernoulli a soma das cargas de velocidade, pressão e 
posição são constantes ao longo do movimento de um fluido. 
 
Gabarito: E 
 
 
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Perdas de carga em tubulações e condutos livres 
 
Os conceitos relativos à linha piezométrica e a linha de energia são 
aplicados tanto aos condutos livres como aos condutos forçados. 
A linha de energia representa a altura de carga total. A altura 
permanece constante para um escoamento sem atrito, quando não é realizado 
nenhum trabalho sobre ou pelo líquido em escoamento (bomba ou turbina). 
A linha piezométrica representa a soma das alturas de carga de elevação 
e de pressão estática (z + p/ρg). Numa tomada de pressão estática conectada 
ao duto, o líquido sobe até a altura da linha piezométrica. 
A energia presente em um fluido em escoamento pode ser separada em 
quatro parcelas, a saber, energia de pressão (piezocarga), energia cinética 
(taquicarga), energia de posição (hipsocarga) e energia térmica. 
Partindo do princípio da conservação de energia, para duas seções 
transversais em dois pontos distintos, 1 e 2 do escoamento acima estas 
parcelas podem ser agrupadas da seguinte forma, conhecida como teorema de 
Bernoulli para fluidos reais, onde: 
p = pressão, Kgf/m²; 
γ = peso específico, Kgf/m³; 
v = velocidade do escoamento, m/s; 
g = aceleração da gravidade, m/s²; 
Z = altura sobre o plano de referência, m; 
hf = perda de energia entre as seções em estudo, devido a turbulência, 
atritos, etc, denominada de perda de carga, m; 
α = fator de correção de energia cinética devido as variações a de 
velocidade na seção 
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Não se preocupe em decorar essa fórmula e sim entender seu 
racional físico, como já disse anteriormente, o perfil de cobrança é bastante 
conceitual e iremos voltar nesse assunto durante a resolução de exercícios. 
 
 
Fórmulas para cálculos de encanamentos e Fórmula Universal 
 
Mostrarei agora os aspectos práticos que envolvem a análise do 
escoamento de fluidos incompressíveis em condutos forçados, uniformes e de 
seção circular, em regime permanente. Esta reunião de condições representa a 
maioria das situações com as quais uma grande parte dos projetistas de 
hidráulica se defronta no seu dia-a-dia. 
Dificilmente a banca pedirá para calcular o diâmetro de uma tubulação, 
mas com certeza exigirá do candidato noções de quais grandezas estão 
envolvidas e em qual proporcionalidade na determinação do mesmo. 
Do ponto de vista prático, a densidade da água e de qualquer líquido é 
independente da temperatura e da pressão. Diante dessa reduzidíssima 
variação da densidade, nos escoamentos de líquidos em regime permanente 
considera-se que os mesmos se comportam como incompressíveis. Neste 
contexto se incluem querosene, gasolina, álcool, óleo diesel, água, dentre 
outros. 
É conveniente relembrar que um escoamento se classifica também como 
turbulento ou laminar. No escoamento laminar há um caminhamento 
disciplinado das partículas fluidas, seguindo trajetórias regulares, sendo que as 
trajetórias de duas partículas vizinhas não se cruzam. Já no escoamento 
turbulento a velocidade num dado ponto varia constantemente em grandeza e 
direção, com trajetórias irregulares, e podendo uma mesma partícula ora 
localizar-se próxima do eixo do tubo, ora próxima da parede do tubo. 
O critério para determinar se o escoamento é turbulento ou laminar, é a 
utilização do número de Reynolds: 
 
 
 
 
 , onde: 
 
 
 
 
Nas condições normais de escoamento o número de Reynolds é 
interpretado conforme segue: 
 
Re > 4000, então o escoamento é turbulento. 
Re < 2000, então o escoamento é laminar. 
 
Entre estes dois valores há a zona de transição, onde não se pode 
determinar com precisão os elementos do dimensionamento. 
Devido a própria viscosidade e ao atrito da corrente líquida com as 
"asperezas" das paredes do conduto, há a degradação da energia mecânica pela 
𝜌 𝑎 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑜 𝑓𝑙𝑢í𝑑𝑜 
𝑣 𝑎 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑚 𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑓𝑙𝑢í𝑑𝑜 
𝐷 𝑜 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑓𝑙𝑢𝑥𝑜 𝑛𝑜 𝑡𝑢𝑏𝑜 
𝜇 𝑎 𝑣𝑖𝑠𝑐𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑛â𝑚𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑜 𝑓𝑙𝑢í𝑑𝑜 
 
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transformaçãoem calor. A energia consumida neste processo não pode ser 
desprezada no estudo dos movimentos dos líquidos e é denominada de perda 
de carga, normalmente simbolizada por hf. A diferença hf é, sem dúvida, a de 
maior complexidade para determinação. Inúmeras são as expressões 
encontradas na literatura técnica sobre o assunto. 
Várias fórmulas empíricas foram estabelecidas no passado e algumas 
empregadas até com alguma confiança em diversas aplicações de engenharia, 
como as fórmulas de Hazen-Williams, de Manning e de Flamant. 
Atualmente a expressão mais precisa e usada universalmente para análise 
de escoamento em tubos, que foi proposta em 1845, é a conhecida equação de 
Darcy-Weisbac 
 No caso específico de seções circulares cheias, todas podem ser 
apresentadas da seguinte forma: 
 
J = perda unitária, em m/m; 
L = distância pelo eixo do conduto entre as duas seções, em m; 
Q = vazão no conduto, em m³/s; 
D = diâmetro da seção circular, em m 
k, m e n = coeficientes particulares de cada expressão. 
 
Nesta expressão, vê-se que a perda de carga varia: 
 Diretamente com o comprimento L do encanamento e o 
quadrado da velocidade de escoamento v; 
 Inversamente com as dimensões da seção de escoamento e, 
portanto, com o diâmetro D. 
 Varia diretamente também com um fator k chamado fator de 
resistência ou coeficiente de atrito. 
 
Existem dois conhecidos diagramas que permitem obter o fator de 
resistência ou de atrito, e que se baseiam nos ensaios de Blasius, Nikuradse, 
Colebrook e White e nas análises matemáticas de Prandtl e Kárinán. São Eles: 
Diagrama de Moody: Entrando-se com o valor do número de Reynolds e 
a rugosidade relativa ε/d obtém-se imediatamente o valor do coeficiente 
de perda de carga. 
 
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Diagrama de Hunter-House: Entrando-se com o valor do número de 
Reynolds e a as curvas correspondentes a d / ε (inverso da rugosidade 
relativa) obtém-se imediatamente o valor do coeficiente de perda de 
carga. 
Esses diagramas, que nenhum livro de Hidráulica dispensa, são 
universais, isto é, prestam-se a líquidos de qualquer viscosidade e qualquer 
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regime de escoamento, seja ele laminar (Re < 2.000); de transição (R entre 
2.000 e 4.000) e turbulento (Re > 4.000), podendo ser utilizados para 
encanamentos, quaisquer que sejam suas rugosidades. 
 
Vamos as Questões para você não se assustar com tantas fórmulas! 
 
190. (Cespe – TJRO – 2012) No que se refere à hidráulica e 
hidrologia aplicadas à engenharia civil, julgue o item a seguir. 
 
A perda de carga que ocorre no escoamento de fluidos ao longo 
das canalizações depende da pressão interna sob a qual o fluido 
escoa. 
 
Resolução: 
Falso, a perda de carga varia: 
• Diretamente com o comprimento L do encanamento e o 
quadrado da velocidade de escoamento v; 
• Inversamente com as dimensões da seção de escoamento 
e, portanto, com o diâmetro D. 
• Varia diretamente também com um fator k chamado fator 
de resistência ou coeficiente de atrito que não depende 
da pressão. 
 
Gabarito: E 
 
191. (Cespe – ANP – 2012) No que se refere à dinâmica do 
escoamento e à perda de carga, julgue o item subsequente. 
 
O coeficiente de perda distribuída de carga em tubulações é 
estimado a partir do conhecimento do número de Reynolds do 
escoamento e da rugosidade relativa da tubulação. 
 
Resolução: 
O regime de escoamento no bombeamento e distribuição de água é 
do tipo denominado “regime turbulento”, com distribuição das velocidades de 
escoamento de modo relativamente uniforme ao longo de cada seção 
transversal de escoamento. Demonstra-se que nesse regime de escoamento o 
coeficiente de perda de carga depende: 
 
 Da rugosidade relativa das paredes do encanamento isto é, de 
 
 
 , sendo ε 
a rugosidade absoluta das paredes e d o diâmetro interno do 
encanamento. Esses valores encontram-se nos livros de Hidráulica e são 
tabelados em função da natureza do material do encanamento, de 
seu diâmetro e do tempo de uso; 
 Do número de Reynolds Re. 
 
Gabarito: C 
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192. (Cespe – ANP – 2012) No que se refere à dinâmica do 
escoamento, à perda de carga, à execução de experimentos e ao 
escoamento compressível, julgue o item subsequente. 
 
Fluido compressível é aquele cuja massa específica, constante em 
cada ponto, é função da pressão e da velocidade do fluido. 
 
Resolução: 
Um fluido que apresenta resistência à redução de volume próprio é 
denominado fluido incompressível, enquanto o fluido que responde com uma 
redução de seu volume próprio ao ser submetido a ação de uma força é 
denominado fluido compressível. 
Um fluxo ou escoamento é considerado como um fluxo compressível se 
a densidade do fluido muda em relação a pressão 
O fluido não-newtoniano é um fluido cuja viscosidade varia 
proporcionalmente à energia cinética que se imprime a esse mesmo fluido, 
respondendo de forma quase instantânea. 
 
Gabarito: E 
 
193. (Cespe – Unipampa – 2013) Acerca de características, 
propriedades, leis, teoremas e mecânica que regem o 
comportamento dos fluidos nos domínios da hidrostática e da 
hidrodinâmica, julgue o item subsequente. 
 
A equação da energia aplicada ao escoamento dos fluidos não leva 
em conta perdas e ganhos de energia no sistema, uma vez que se 
baseia no princípio da conservação de energia. 
 
Resolução: 
A equação em questão é o teorema de Bernoulli para fluidos reais que 
leva sim em conta as perdas e ganhos de energia do sistema mesmo se 
baseando no principio da conservação da energia. 
 
Gabarito: E 
 
194. (Cespe – ANP -2012) A respeito das propriedades dos fluidos 
e da estática dos meios fluidos, julgue o item a seguir 
 
Viscosidade é a propriedade que indica a dificuldade de um fluido 
em escoar, sendo proporcional à razão entre a força de 
cisalhamento e o gradiente de velocidade do fluido. 
 
Resolução: 
A viscosidade de um líquido (inverso da fluidez) mede a resistência 
interna oferecida ao movimento relativo de diferentes partes desse 
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líquido. A viscosidade mede a resistência de um líquido em fluir (escoar) e 
não está diretamente relacionada com a densidade do líquido, que é a 
relação massa/volume. Assim, a água é "fina", tendo uma baixa 
viscosidade, enquanto óleo vegetal é "grosso", tendo uma alta 
viscosidade. 
 
É a propriedade física que caracteriza a resistência de um fluido ao 
escoamento, a uma dada temperatura. 
 
Define-se pela lei de Newton da viscosidade: 
 
 
 
Matematicamente, a viscosidade (µ) é a derivada do gráfico da força de 
cisalhamento por unidade de área entre dois planos paralelos de líquido 
em movimento relativo (tensão de cisalhamento, τ) versus o gradiente de 
velocidade du/dy (taxa de cisalhamento, γ) entre os planos. 
 
Assim, 
 
 
 
 , sendo falso pois é proporcional a TENSÃO de cisalhamento 
 
Gabarito: E 
 
 
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195. (Cespe – INMETRO – 2010) Em relação aos conceitos 
fundamentais da mecânica dos fluidos, Julgue o item a seguir. 
 
Em um fluido newtoniano, a tensão de cisalhamento é 
proporcional à deformação do fluido. 
 
Resolução: 
Um fluido newtoniano é um fluido em que cada componente da 
tensão cisalhante é proporcional ao gradiente de velocidade na direção 
normal a essa componente. A constante de proporcionalidade é a 
viscosidade. Nos fluidos newtonianos a tensão é diretamente proporcional à 
taxa de deformação. 
 
Gabarito: E 
 
196. (Cespe – INMETRO – 2010) Em relação aos conceitos 
fundamentais da mecânica dos fluidos, Julgue o item a seguir.Escoamentos de líquidos podem sempre ser tratados como 
incompressíveis 
 
Resolução: 
Errado, GERALMENTE tratamos como incompressíveis abaixo da 
velocidade Mach 0.3, mas tenham muito cuidado com a palavra SEMPRE. 
Na dúvida, marque como errada. 
 
Gabarito: E 
 
Transientes Hidráulicos 
 
O transiente hidráulico é definido como a transição entre duas 
condições de escoamento permanente. Nessa transição a variação das 
grandezas associadas ao escoamento, principalmente a pressão, importante 
para o dimensionamento e exploração da instalação hidráulica. 
Os estudos das situações transitórias e das manobras que as provocam, 
são fundamentais para garantir a segurança operacional das instalações 
hidráulicas em geral. A análise do escoamento transitório em condutos 
forçados é feita com base nas equações da continuidade e da quantidade 
de movimento. Uma das imprecisões associadas à modelação está no uso de 
uma formulação quase estática para o termo de atrito, expresso com base no 
fator de atrito f da fórmula universal, a qual é válida somente para 
escoamentos permanentes. 
 
 
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197. (Cespe – Unipampa – 2013) Acerca de características, 
propriedades, leis, teoremas e mecânica que regem o 
comportamento dos fluidos nos domínios da hidrostática e da 
hidrodinâmica, julgue o item subsequente. 
 
As viscosidades dos líquidos decrescem com o aumento da 
temperatura e são fortemente afetadas pelo aumento da pressão. 
 
Resolução: 
A viscosidade de qualquer fluido vem de seu atrito interno. Nos fluidos 
líquidos, este atrito interno origina-se das forças de atração entre moléculas 
relativamente próximas. Com o aumento da temperatura, a energia cinética 
média das moléculas se torna maior e consequentemente o intervalo de tempo 
médio no qual as moléculas passam próximas umas das outras torna-se menor. 
Assim, as forças intermoleculares se tornam menos efetivas e a viscosidade 
diminui com o aumento da temperatura. Por este motivo, um óleo 
lubrificante torna-se menos viscoso com o aumento da temperatura. 
A viscosidade dos líquidos é muito pouco ou nada afetada pelo 
aumento da pressão. 
 
Gabarito: E 
 
Hidrometria: Medidores, velocímetros (hidrômetros), venturis, 
medidores parshalll, placas de orifícios, vertedores. 
 
Numerosos dispositivos são usados na prática para medir o escoamento 
de fluidos. As medições de velocidade são feitas com tubos Pitot, 
medidores de corrente, anemômetros rotativos e outros. As medições 
de vazão são feitas através de orifícios, tubos, bocais, medidores Venturi 
e vertedores, cotovelos e numerosas modificações de medidores anacrônicos 
e de patentes diversas. 
 Um método primário é o de medição direta de volume em certo tempo. A 
fim de se aplicar inteligentemente os dispositivos hidráulicos, é necessário fazer 
uso da equação de Bernoulli e do conhecimento adicional das características e 
coeficientes de cada dispositivos. As fórmulas desenvolvidas para fluidos 
incompressíveis poderão ser usadas para fluidos compressíveis onde o 
diferencial de pressão é muito pequeno em relação à pressão total. 
A normalização dos medidores de vazão permite que se construa um 
destes medidores sem a necessidade de uma calibração do mesmo, recorrendo-
se aos valores publicados do coeficiente de correção. 
A obtenção dos coeficientes de correção para todos os medidores requer 
um trabalho extenso, com a utilização de medidores de diferentes tamanhos, 
em suas amplas faixas de vazão. Deste modo há interesse no medidor que 
possua um coeficiente de correção o mais constante possível, o que facilita na 
obtenção, apresentação e utilização de seus valores. Em geral tem-se o 
coeficiente como função da relação de diâmetros β e do número de Reynolds. 
Os medidores mais comuns são: 
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Tubo de Pitot: É um instrumento utilizado para a medição de velocidade 
de escoamento, tanto internos quanto externos, para liquido ou gases. O 
tubo de Pitot indica a velocidade em um ponto, em virtude do fato de que 
ele mede a pressão de estagnação que excede a pressão local estática de 
ρ(V2/2g). Em um escoamento aberto, uma vez que a pressão 
manométrica é nula, a altura que o liquido sobe no tubo mede a 
taquicarga ou pressão cinética. 
 
 
 
Tubo de Venturi: Este é constituído por uma entrada cilíndrica, de uma 
seção convergente (cone de entrada), uma segunda região cilíndrica 
(garganta ou entrangulamento) e um cone divergente (difusor). Após este 
último cone, há um encaixe com a tubulação normal. As tomadas de 
pressão são colocadas na entrada e na garganta, conforme figura abaixo. 
A relação entre os diâmetros podem variar de 0,3 e 0,7, sendo o mais 
comum o valor médio de 0,5. As tomadas de pressão situam-se no meio 
de cada parte cilíndrica do medidor. 
 
 
 
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Observa-se que, o tubo de Venturi, causador de menor perda de 
carga, tem uma utilização mais restrita, provavelmente em virtude de 
seu formato, que necessita de usinagens internas mais complicadas, 
comparadas com outros medidores. 
 
Placa de Orifício: De concepção mais simples que o tubo de Venturi, 
este medidor é formado por uma placa com um orifício, instalada 
transversalmente à tubulação, de modo a causar uma mudança brusca de 
seção. Esta mudança brusca de seção implica em uma aceleração do 
escoamento principal, com o aparecimento de regiões de escoamento 
secundário, antes e depois da placa. O escoamento principal possui um 
diâmetro igual ao do orifício da placa, mas em função da separação, sofre 
uma redução de seção ainda maior a jusante da placa. 
 
 
 
Bocais de Fluxo. É um dispositivo que apresenta uma redução 
progressiva de área, de modo a apresentar o jato de saída já no seu 
diâmetro final, sem a formação da vena contracta*. Este tipo de 
medidor de vazão é praticamente intermediário, tanto em relação a custo, 
como em relação a dissipação de energia comparado ao tipo Venturi e ao 
tipo placa de orifício. Bocal ou tubo adicional é um tubo curto adaptado a 
um orifício. Tem, quase sempre, secção transversal circular e é disposto 
normalmente à parede dos reservatórios. Serve para regularizar e dirigir 
o jato. O seu comprimento deve estar compreendido entre 1,5D e 5,0 D 
(sendo D o diâmetro). Os bocais geralmente são classificados em: 
cilíndricos: interiores e exteriores; cônicos: convergentes e divergentes. 
 
*A vena contracta é um estreitamento das linhas de corrente de um fluido 
após um alargamento súbito da largura do canal de escoamento. Ele foi 
descrito primeiramente por Torricelli em 1643, e acontece porque o fluxo 
não pode mudar de direção tão rapidamente a ponto de preencher todo o 
espaço disponível, o que resulta em separação interna de fluxo no local. 
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Vertedores. São simples aberturas sobre os quais um líquido se escoa. 
Os vertedores são utilizados na medição da vazão de pequenos cursos 
d’água e canais, assim como no controle do escoamento em condutos 
livres. Os vertedores medem o fluxo de líquidos em canais abertos, 
usualmente água. O número de equações empíricas encontrada na 
literatura especializada é bastante considerável, cada uma delas com suas 
limitações. Muitos vertedores são retangulares: os vertedores submersos 
sem contração alguma, geralmente usados para grandes escoamentos, e 
vertedores contraídos, para pequenos escoamentos. Outros tipos de 
vertedores são triangular, trapezoidal, parabólico e de escoamento 
proporcional. Para resultados de precisão o vertedor deveria ser calibrado 
no lugar, sob condições para as quais foi planejada sua utilização. 
 
Medidores tipo calha Parshall é um elementoprimário para medir a 
vazão de líquidos fluindo por gravidade em canais abertos, podendo 
conter sólidos suspensos. Apresenta pouca perda de carga e é bastante 
preciso na determinação (leitura) das vazões. 
 
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O medidor tipo Calha Parshall deve ser instalado precedido à montante ou 
por um reservatório de grande dimensão, onde a velocidade seja sensivelmente 
baixa ou por um trecho de canal prismático onde o escoamento seja realizado 
em regime uniforme e seguido por um trecho de canal prismático em que o 
escoamento seja também uniforme. Isto é, o líquido deve passar pela Calha 
Parshall sem turbulências, ondas ou vórtices, que proporcionam dificuldades na 
leitura da escala graduada interna ou vibração no instrumento de indicação da 
vazão 
 
198. (Cespe – INMETRO – 2010) A placa de orifício é um 
dispositivo utilizado para a medição de vazão de fluidos, conforme 
o esquema mostrado abaixo. Acerca desse tipo de medidor de 
vazão, julgue o item a seguir. 
 
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A vazão varia linearmente com a razão d/D 
 
Resolução: 
De fato, a sensibilidade da placa de orifício é afetada pela razão d/D. 
Como as variáveis que intervém no escoamento através da placa de 
orifício são: ∆p = (p1 – p2) ; D1 ; Do ; V1 ; µ e ρ, 
 
Gabarito: E 
 
 
199. (Cespe – INMETRO – 2010) Acerca desse tipo de medidor de 
vazão da questão anterior, julgue o item a seguir. 
 
O coeficiente de descarga de uma placa de orifício não é afetado 
pela recirculação do fluido que ocorre imediatamente à jusante da 
placa. 
 
 
Resolução: 
O coeficiente de descarga (c) é a relação da descarga real através 
do dispositivo para a descarga ideal. 
 
Este coeficiente pode ser expresso como: 
 
 
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Assim o fluxo atual é afetado pela recirculação do fluido que ocorre 
imediatamente à jusante da placa e portanto o coeficiente de descarga é 
diretamente afetado. 
 
Gabarito: E 
 
200. (Cespe – INMETRO – 2010) Acerca desse tipo de medidor de 
vazão da questão anterior, julgue o item a seguir. 
 
A vazão medida com a placa de orifício varia linearmente segundo 
a diferença de pressão medida pelo tubo em U mostrado no 
esquema. 
Resolução: 
O coeficiente de descarga não é constante. Para um dado dispositivo, ele 
varia com o número de Reynolds. Essa relação não é linear. 
 
Gabarito: E 
 
201. (Cespe – INMETRO – 2010) Acerca desse tipo de medidor de 
vazão da questão anterior, julgue o item a seguir. 
 
A sensibilidade da placa de orifício é afetada pela razão d/D. 
 
Resolução: 
Com certeza! Ao mudar o perfil do escoamento a sensibilidade da placa 
também muda. 
 
Gabarito: C 
 
 
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202. (Cespe – PVV – 2008) Acerca dos medidores Parshall, julgue 
o item a seguir. 
 
A calha Parshall é um vertedor mecânico que pode ser utilizado 
tanto para a medição de vazões quanto para a operação de 
mistura rápida realizada pelo ressalto hidráulico. 
 
Resolução: 
Falso. Apesar da calha Parshall ser utilizado para medir vazão, nõo é 
utilizado para mistura rápida pelo ressalto hidráulico, pois é utilizado onde 
o escoamento seja realizado em regime uniforme e seguido por um trecho 
de canal prismático em que o escoamento seja também uniforme 
 
Gabarito: E 
 
203. (Cespe – PVV – 2008) Acerca dos medidores Parshall, julgue 
o item a seguir. 
 
O ressalto hidráulico observado em calhas Parshall é decorrente 
da mudança nas condições de escoamento, de crítico para 
subcrítico. 
 
Resolução: 
Falso. As calhas parshalll são utilizadas onde o escoamento seja realizado 
em regime uniforme e seguido por um trecho de canal prismático em que 
o escoamento seja também uniforme 
 
Gabarito: E 
 
 
 
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6) Obras Rodoviárias e de Terra 
 
a) Terraplenagem 
 
A terraplenagem ou movimento de terras pode ser entendida como o 
conjunto de operações necessárias para remover a terra dos locais em que se 
encontra em excesso para aqueles em que há falta, tendo em vista um 
determinado projeto a ser implantado. 
Assim, a construção de uma estrada de rodagem, de uma ferrovia ou de 
um aeroporto, a edificação de uma fábrica ou de uma usina hidrelétrica, ou 
mesmo de um conjunto residencial, exigem a execução de serviços de 
terraplenagem prévios, regularizando o terreno natural, em obediência ao 
projeto que se deseja implantar. 
Pode-se afirmar, portanto, que todas as obras de Engenharia Civil de 
grande ou pequeno porte, exigem a realização de trabalhos prévios de 
movimentação de terras. Por esta razão a terraplenagem teve o enorme 
desenvolvimento verificado no último século. 
Até o aparecimento dos equipamentos mecanizados e mesmo depois, a 
movimentação das terras era feita pelo homem, utilizando ferramentas 
tradicionais: pá e picareta para o corte, carroças ou vagonetas com tração 
animal para o transporte. 
Como o rendimento da terraplenagem manual é pequeno, esse serviço 
dependia da mão de obra abundante e barata. Mas com o desenvolvimento 
tecnológico e social a mão-de-obra foi se tornando cada vez mais escassa e, por 
consequência, mais cara. Para se ter uma ideia do número de operários 
necessários para a execução braçal do movimento de terra, estima-se que para 
a produção de 50 m³/h de escavação, seriam necessários pelo menos 100 
homens. A mesma tarefa pode ser executada por uma única escavadeira, 
operada apenas por um homem. 
 
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Todavia, a terraplenagem manual não significava excessiva lentidão dos 
trabalhos. Desde que a mão de obra fosse numerosa, os prazos de execução da 
movimentação de terras em grandes volumes eram razoáveis, se comparados 
com os atuais. 
Temos o exemplo de ferrovias construídas nos Estados Unidos, com 
milhões de metros cúbicos escavados e movidos em prazos relativamente 
curtos, dispondo-se, porém de mão de obra abundante e de baixo custo. 
Com suficiente organização para resolver os sérios problemas de 
recrutamento, administração, alojamento e subsistência dos trabalhadores, a 
terraplenagem manual apresentava rendimento capaz de causar admiração, 
ainda nos dias atuais. 
Os equipamentos mecanizados, surgidos em consequência do 
desenvolvimento tecnológico, apesar de apresentarem elevado custo de 
aquisição, tornaram competitivo o preço do movimento de terras, em razão de 
sua alta produtividade. 
 
204. (Cespe – Seplan/CE – 2012) A respeito da mecanização da 
terraplenagem, julgue o item a seguir. 
 
A terraplenagem mecanizada permite a movimentação de grandes 
volumes de terra em prazos curtos, devido à eficiência de 
operação e, sobretudo, à grande velocidade no transporte. 
 
Resolução: 
A mecanização caracteriza-se por: 
a) Requerer grandes investimentos em equipamentos de alto custo; 
b) Exigir serviços racionalmente planejados e executados, o que só pode 
ser conseguido através de empresas de alto padrão de eficiência; 
c) Reduzir substancialmente a mão-de-obra empregada, mas por outro 
lado provocar a especialização profissional e, consequentemente, melhor 
remuneração; 
d) Permitir a movimentação de grandes volumes de terras em 
prazos curtos, graças à eficiência de operação e, sobretudo, pela 
grande velocidade no transporte, o que leva a preços unitários 
extremamente baixos, apesar do custo elevado dos equipamentos. 
Para se ter uma idéia da influência do aumento da produtividade no custo 
da terraplenagem, apesar da elevação substancial ocorrida no valor de 
aquisição dos equipamentos, praticamente não houveacréscimo nos preços de 
movimento de terra, nos Estados Unidos, no período de 1930 a 1960. 
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Gabarito: C 
 
205. (Cespe – Seplan/CE – 2012) A respeito da mecanização da 
terraplenagem, julgue o item a seguir. 
 
A terraplenagem mecanizada reduz a mão de obra empregada, 
mas, por outro lado, exige maior especialização profissional 
 
Resolução: 
 Perfeito, é uma das características da terraplenagem mecanizada já 
expostas na questão anterior. 
 
Gabarito: C 
 
206. (FCC – DPSP – 2013) A respeito da movimentação de terras 
em terraplenagem, julgue o item a seguir. 
 
O processo de movimentação de terra, conhecido como 
terraplenagem, é constituído por algumas operações básicas que 
ocorrem em sequência ou de forma simultânea. A primeira delas é 
a limpeza do terreno. 
Resolução: 
Examinando-se a execução de quaisquer serviços de terraplenagem, 
podem-se distinguir quatro operações básicas que ocorrem em sequência, ou, 
às vezes, com simultaneidade, a saber: 
a) Escavação; 
b) Carga do material escavado; 
c) Transporte; 
 d) Descarga e espalhamento. 
 
Essas operações básicas podem ser executadas pela mesma máquina ou 
por equipamentos diversos. Exemplificando, um trator de esteira provido de 
lâmina, executa sozinho todas as operações acima indicadas, sendo que as três 
primeiras com simultaneidade. 
 A limpeza do terreno é serviço preliminar. 
 
Gabarito: E 
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Após essa introdução, relembraremos rapidamente os materiais presentes 
na terraplenagem. A superfície terrestre é constituída de vários elementos. Mas, 
de uma maneira geral, para fins de terraplenagem, é constituída por: rochas e 
solos. 
Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre 
provenientes da solidificação do magma ou de lavas vulcânicas ou da 
consolidação de depósitos sedimentares, tendo ou não sofrido transformações 
metamórficas. Esses materiais apresentam elevada resistência, somente 
modificável por contatos com o ar ou a água em casos muito especiais. 
1. Bloco de Rocha: pedaço isolado de rocha com diâmetro médio superior a 
1 m; 
2. Matacão: pedaço de rocha com diâmetro médio superior a 25 cm e 
inferior a 1m; 
3. Pedra: pedaço de rocha com diâmetro médio compreendido entre 7,6 cm 
e 25 cm. 
 
Rocha Alterada é a que apresenta, pelo exame macroscópico ou 
microscópico, indícios de alteração de um ou vários de seus elementos 
mineralógicos constituintes, tendo geralmente diminuídas as características 
originais de resistência. 
 
Vamos Relembrar da aula de geotecnia porém com um novo 
enfoque: os solos são materiais constituintes especiais da crosta terrestre 
provenientes da decomposição in situ das rochas pelos diversos agentes 
geológicos, ou pela sedimentação não consolidada dos grãos elementares 
constituintes das rochas, com adição eventual de partículas fibrosas de material 
carbonoso e matéria orgânica coloidal. 
Após a mecanização, a classificação passou a se basear no equipamento 
capaz de realizar economicamente o desmonte. 
1a Categoria - os solos que podem ser escavados com auxílio de 
equipamentos comuns: trator de lâmina, “motoscraper”, pás-carregadeiras. 
2a Categoria - são os materiais removidos com os equipamentos já 
citados, mas que pela sua maior consistência exigem um desmonte prévio feito 
com escarificador ou emprego descontínuo de explosivos de baixa potência. 
Atualmente o material de 2a categoria está sendo subdividido: 
a)2a Categoria com material pré-escarificável 
b)2a Categoria com o emprego descontínuo de explosivos e pré-
escarificação 
3a Categoria - materiais de elevada resistência mecânica que só podem 
ser tratados com o emprego exclusivo de explosivos de alta potência. 
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207. (Cespe – Seplan/CE – 2012) A respeito da mecanização da 
terraplenagem, julgue o item a seguir. 
 
Quando o solo a ser escavado é muito compacto, é necessário 
realizar tratamento prévio, a fim de romper a resistência oposta 
pelo solo ao desmonte, como no caso da escarificação. 
 
Resolução: 
 Correto. Trata-se de uma escavação de segunda categoria feito com o 
escarificador. 
 
Gabarito: C 
 
As propriedades físicas do material que devem ser consideradas são: 
 Peso 
Depende do peso específico: 
 
 
 
 
 Empolamento 
Pode ser definido como o aumento de volume sofrido por um 
material ao ser removido de seu estado natural. É expresso como 
sendo a percentagem do aumento de volume em relação ao volume 
original (Aumento do índice de vazios). Pela definição, temos: 
 
 
 
 
 
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O fator de empolamento pode ser definido como a relação entre o peso 
específico no estado solto e o peso específico no estado natural ou corte. 
 
 
 
 
 
 Redução 
É a redução de volume sofrida por um material por efeito de 
compactação de rolos, vibradores, etc., compactando o material em 
grau maior do que ele é encontrado em seu estado natural. Essa 
redução depende, naturalmente, do grau de compactação exigido e do 
material. 
 
 
 
 
 
208. (FCC – Infraero - 2011) A respeito da execução em 
terraplenagem, julgue o item a seguir. 
 
Na execução da terraplenagem em um terreno para a implantação 
de um aeroporto, foi necessária, na movimentação de terra, o 
empréstimo de solo. Depois de compactado mediu-se o volume de 
1.200 m³ de solo. Por meio do controle tecnológico conduzido, 
verificou-se que a densidade do solo compactado é de 2.030 
kg/m³, a densidade natural é de 1.624 kg/m³ e a densidade solta 
é de 1.160 kg/m³. Considerando que este solo foi transportado 
por caminhão basculante com capacidade de 6 m³, o número de 
viagens necessárias foi de 400. 
 
Resolução: 
O primeiro passo é calcular a massa transportada, utilizando o volume e a 
densidade do solo compactado. 
 
 
 
 
 
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Depois se calcula o volume transportado, utilizando a densidade solta. 
 
 
 
 
 
 
Finalmente, determina-se o número de viagens por regra de três. 
1 viagem – 6 m³ 
x viagens – 2100 m³ 
 
x = 350 
 
Gabarito: E 
 
Estudaremos agora os equipamentos para transporte, desmonte e 
compactação de solo. Classificam-se em máquinas motrizes e operatrizes. 
Máquinas Motrizes são aquelas que produzem a energia para a 
execução do trabalho. Ex.: tratores de rodas ou de esteira, compressores, etc., 
quando convenientemente equipados podem realizar os serviços 
Máquinas Operatrizes são aquelas que acionadas pelas máquinas 
motrizes realizam diretamente o trabalho. Ex.: scraper, escarificadores, 
compactadores. 
Veremos cada uma delas. 
Existem três definições para potência: necessária, disponível e usável. 
Necessária é aquela que vamos necessitar para executar um trabalho, 
seja puxando ou empurrando uma carga. 
Disponível é aquela que a máquina pode fornecer para executar um 
trabalho. 
Usável é a potência que podemos utilizar, limitada pelas condições locais. 
A Unidade de Tração (Trator) é a máquina básica de terraplenagem, pois 
todos os equipamentos à disposição para executá-la são tratores devidamente 
modificados ou adaptados para realizar as operações básicas de 
terraplenagem. 
Chama-se trator a unidade autônoma que executa a tração ou empurra 
outras máquinas e pode receber diversos implementos destinados a diferentes 
tarefas. Essa unidade básica pode ser montada sobre: 
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 Esteiras: De modo geral, as esteiras exercem pressões sobre o 
terreno portante da ordem de 0,5 a 0,8 kgf/cm2 aproximadamente, 
igual à pressão exercida por um homem em pé, sobre o chão. 
 
 
 Pneumáticos: Os equipamentos de rodas, ao contrário, 
transmitem ao terreno pressões de contato da ordem de 3 a 6 
kgf/cm2. 
 
As principais características são: 
a) Esforço Trator: É a força que o trator possui na barra de tração (no 
caso de esteiras) ou nas rodas motrizes (no caso de tratores de rodas) para 
executar as funções de rebocar ou de empurrar outros equipamentos ou 
implementos; 
b) Velocidade: É a velocidade de deslocamento da máquina, que 
depende, sobretudo, do dispositivo de montagem, sobre esteiras ou sobre 
rodas; 
c) Aderência: É a maior ou menor capacidade do trator de deslocar-se 
sobre os diversos terrenos ou superfícies revestidas, sem haver a patinagem da 
esteira (ou dos pneus) sobre o solo (ou revestimento) que o suporta; 
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d) Flutuação: É a característica que permite ao trator deslocar-se sobre 
terrenos de baixa capacidade de suporte, sem haver o afundamento excessivo 
da esteira, ou dos pneus, na superfície que o sustém; 
e) Balanceamento: É a qualidade que deve possuir o trator, proveniente 
de uma boa distribuição de massas e de um centro de gravidade a pequena 
altura do chão, dando-lhe boas condições de equilíbrio, sob as mais variadas 
condições de trabalho. 
 
 
O trator de esteira ou de pneus, que é a máquina básica da 
terraplenagem, pode receber a adaptação de um implemento que o transforma 
numa unidade capaz de escavar e empurrar a terra, chamando-se por isso, 
unidade escavo-empurradora. 
Esse implemento é denominado lâmina e o equipamento passa a 
denominar-se trator de lâmina ou buldôzer. 
 
As unidades Escavo-Transportadoras são as que escavam, carregam e 
transportam materiais de consistências média a distâncias médias. São 
representadas por dois tipos básicos: 
a) Scraper Rebocado: consiste numa caçamba montada sobre um eixo 
com dois pneumáticos, rebocada por um trator. 
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b) Scraper automotriz ou motoscraper: consiste em um scraper de 
único eixo que se apoia sobre um rebocador de um ou dois eixos, através 
do pescoço. 
 
A razão dessa montagem reside no ganho de aderência que as rodas 
motrizes do trator passam a ter, em consequência do aumento do peso que 
incide sobre elas (Peso Aderente). 
O moto-scraper é um dos equipamentos responsáveis pela 
viabilização da utilização maciça da terraplenagem mecanizada. O que 
possibilitou a diminuição do preço do m³ transportado. Foi o invento do 
pescoço, que, quando o moto-scraper está em movimento, transmite 
aproximadamente 60% do peso da carga para a roda motriz, 
consequentemente aumentando a aderência, possibilitando a utilização de 
grande potência usável. 
As Unidades Escavo-Carregadeiras são as unidades que “escavam” e 
carregam o material sobre um outro equipamento, que o transporta até o local 
da descarga, de modo que o ciclo completo da terraplenagem, compreendendo 
as quatro operações básicas, é executado por duas máquinas distintas (as 
escavo-carregadeiras e as unidades de transporte). 
As unidades escavo-carregadeiras são representadas pelas: 
a) Carregadeiras 
b) Escavadeiras 
Embora bastante diferentes, ambas executam as mesmas operações de 
escavação e carga. 
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As carregadeiras são chamadas de pás-carregadeiras e podem ser 
montadas sobre esteiras ou rodas com pneumáticos. 
Normalmente a caçamba é instalada na parte dianteira. 
No carregamento, as carregadeiras é que se deslocam, movimentando-se 
entre o talude e o veículo de transporte. 
Características da carregadeira de pneus: 
• Alta velocidade de deslocamento 
• Grande mobilidade 
• Deslocamento a grande distância (elimina transporte em carreta) 
• Menor tração - principalmente na escavação, risco de patinagem 
• Baixa flutuação 
• Tração nas quatro rodas 
• Peso próprio elevado - peso aderente sobre a roda motriz 
• Motor sobre o eixo traseiro 
As escavadeiras são chamadas de pás mecânicas. Consistem em um 
equipamento que trabalha parado. 
Pode ser montado sobre esteiras, pneumáticos ou trilhos. 
Características das Escavadeiras: 
• Normalmente sobre esteiras 
• Giro de 360º 
• Esteiras Lisas, sem garras e de maior largura 
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• Boa flutuação 
• Baixo Balanceamento 
• Deslocamento - 1,5 km/h (pequenas distâncias) 
• Deslocamento em distância - carretas especiais 
 
Dependendo do tipo de trabalho, monta-se no trator, o tipo de lança 
necessário. 
Principais tipos de lanças: 
 Pá Frontal ou “SHOVEL”: Ângulo de inclinação da lança de 35º a 
65º. A caçamba é provida de dentes, para facilitar o corte. 
 Caçamba de arrasto ou “DRAG-LINE”: A lança “Drag-Line” ou 
draga de arrasto permite variação do ângulo entre 25º e 40º. 
Destina-se a escavar abaixo do terreno em que a máquina se apóia. 
É utilizada para escavar materiais pouco compactados ou moles, 
mesmo que possuam altos teores de umidade. É o equipamento 
convencional que possui o maior raio de alcance. 
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 Caçamba de mandíbulas ou “CLAM-SHELL”: A lança é 
constituída de duas partes móveis, comandadas por cabos que 
podem abrir ou fechar a caçamba com mandíbulas, possuindo 
superfícies de corte ou dentes. É apropriado para a abertura de 
valas de pequenas dimensões, sobretudo quando há obstáculos 
como escoramentos, tubulações subterrâneas, etc. 
 Retroescavadeira: semelhante à escavadeira de pá frontal, 
diferindo apenas em relação à caçamba. A escavação se faz no 
sentido de cima para baixo. O movimento da máquina é em marcha 
a ré. Escava solos mais compactados. 
 
 
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As unidade aplanadoras ou motoniveladoras destinam-se 
especialmente ao acabamento final da terraplenagem, isto é, executam as 
operações para conformar o terreno aos greides finais do projeto. As principais 
características destes equipamentos são a grande mobilidade da lâmina de 
corte e a sua precisão de movimentos, permitindo o seu posicionamento nas 
situações mais diversas. 
A lâmina pode ser angulada em relação a um eixo vertical e também 
inclinada lateralmente, buscando alcançar a posição vertical. 
Para compensar as forças excêntricas surgidas por estes movimentos, as 
rodas dianteiras podem ser inclinadas, de maneira a contrabalançar aqueles 
esforços. 
Entre a lâmina e o eixo dianteiro, pode ser encontrado um escarificador, 
usado para romper um solo compacto. 
As unidades transportadoras são utilizadas na terraplenagem quando as 
distâncias de transporte são de tal grandeza que o emprego de “Motoscrapers” 
ou “Scrapers” rebocados se torna antieconômico. 
Assim, para as grandes distâncias deve-se optar pelo uso de 
equipamentos mais rápidos, de baixo custo, que tenham maior produção, ainda 
que com o emprego de um número elevado de unidades. 
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São unidades de transportes: Caminhões Basculantes Comuns; Vagões; 
Caminhões Fora de Estrada. 
As unidades compactadoras destinam-se a efetuar a operação 
denominada compactação, isto é, o processo mecânico de compressão dos 
solos, resultando em um índice de vazios menor. 
 
A compactação é o processo pelo qual se obtém mecanicamente o 
aumento de resistência do solo. 
Os solos, para que possam ser utilizados nos aterros das obras de 
terraplenagem,devem preencher certos requisitos, ou seja, devem ter seu 
comportamento técnico melhorado, para que se transformem em verdadeiro 
material de construção. Esse objetivo é atingido de maneira rápida e econômica 
através das operações de compactação. 
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209. (Cesgranrio – Caixa - 2012) A respeito da equipamentos de 
terraplenagem, julgue o item a seguir. 
 
Considere as seguintes características de um equipamento 
utilizado em serviços de terraplanagem: equipamento 
autopropulsor de rodas, que possui uma lâmina regulável 
localizada entre os eixos dianteiro e traseiro, a qual pode ser 
equipada com uma lâmina montada na dianteira ou com um 
escarificador, que também pode estar localizado entre os eixos 
dianteiro e traseiro. De acordo com a descrição, trata-se de uma 
motoniveladora. 
 
Resolução: 
 As motoniveladoras destinam-se especialmente ao acabamento final da 
terraplenagem, isto é, executam as operações para conformar o terreno aos 
greides finais do projeto. As principais características destes equipamentos são 
a grande mobilidade da lâmina de corte e a sua precisão de movimentos, 
permitindo o seu posicionamento nas situações mais diversas. 
A lâmina pode ser angulada em relação a um eixo vertical e também 
inclinada lateralmente, buscando alcançar a posição vertical. 
Para compensar as forças excêntricas surgidas por estes movimentos, as 
rodas dianteiras podem ser inclinadas, de maneira a contrabalançar aqueles 
esforços. 
Entre a lâmina e o eixo dianteiro, pode ser encontrado um escarificador, 
usado para romper um solo compacto. 
 
Gabarito: C 
 
A parte mais importante da primeira parte da aula de hoje ficou para o 
final: corte, aterro, jazidas e bota-fora. 
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Cortes são segmentos que requerem escavação no terreno natural para 
se alcançar a linha do greide projetado, definindo assim transversal e 
longitudinalmente o corpo estradal. 
As operações de corte compreendem: 
• escavação dos materiais constituintes do terreno natural até a 
plataforma de terraplenagem definida pelo projeto; 
• escavação para rebaixamento do leito de terraplenagem, nos casos em 
que o subleito for constituído por materiais julgados inadequados; 
• escavação nos terrenos de fundação de aterros com declividade 
excessiva (comuns nos alargamentos de aterros existentes) para que estes 
proporcionem condições para trabalho dos equipamentos e estabilidade às 
camadas a serem sobrepostas; 
• alargamentos além do necessário em algumas porções de cortes para 
possibilitar a utilização de equipamentos normais (comuns nos casos de 
escavações em cortes já existentes); 
• transporte dos materiais escavados para aterros ou bota-foras; 
 
Aterros constituem segmentos cuja implementação requer o depósito 
de materiais, para a composição do corpo estradal segundo os gabaritos de 
projeto. Os materiais de aterro se originam dos cortes e dos empréstimos. 
As operações de aterro compreendem a descarga, o espalhamento, a 
correção da umidade (umedecimento ou aeração) e a compactação dos 
materiais escavados, para confecção do corpo e da camada final dos aterros 
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propriamente ditos, bem como para substituição de volumes retirados nos 
rebaixamentos de plataforma em cortes ou nos terrenos de fundação dos 
próprios aterros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bota-foras são os volumes de materiais que, por excesso ou por 
condições geotécnicas insatisfatórias, são escavados nos cortes e 
destinados a depósitos em áreas externas à construção rodoviária, ou seja, 
são os volumes de materiais escavados não utilizáveis na terraplenagem. 
O local de depósito desses materiais deve ser criteriosamente definido a 
fim de não causar efeitos danosos às outras obras de construção e ao próprio 
meio-ambiente. 
As jazidas são ocorrências naturais de materiais de construção como 
pedras, saibros, areia ou cascalho, argilas para exploração. A localização 
adequada das jazidas que forneçam materiais de boa qualidade é um dos 
fatores que mais influem no custo e no andamento das grandes obras civis. 
Identificação de jazidas naturais para exploração de material: 
 Pedreiras (Pedra): Utilizadas para confecção de concretos, 
pavimentação, revestimentos de fachadas de edifícios; 
 Jazidas de Cascalhos e Areia: Utilizados para revestimento de leitos 
de estradas, construção de aterros de terra, concretos, obras de 
drenagem; 
 Jazidas de Argila: para impermeabilização de obras de terra, para 
cerâmica em geral (fabricação de tijolos). 
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Mas como se calcula os deslocamentos de terra tanto para corte 
como para aterro ao longo de uma obra? 
Existem várias maneiras de se executar a distribuição de terras numa 
terraplenagem. O método mais utilizado para a estimativa das distâncias 
médias de transporte entre trechos compensados é o método do diagrama de 
Brückner. Este método Compreende a visualização gráfica da movimentação 
da terra longitudinal e lateral ao longo da diretriz da rodovia, facilitando a 
elaboração do projeto de terraplenagem. 
O princípio fundamental do diagrama de Brückner é que a ordenada de 
um ponto qualquer do diagrama representa a soma algébrica dos volumes 
acumulados, desde a origem até este ponto, considerando os volumes de corte 
positivos e os volumes de aterros negativos. 
A tabela com os volumes acumulados servirá de base para a construção 
do diagrama, após calcular as áreas das seções transversais e os volumes entre 
as seções prismáticas. 
Construção do diagrama 
 inicialmente, calcula-se as chamadas ordenadas de Brückner, as 
quais correspondem aos volumes de cortes (+) e aterros (-), 
acumulados sucessivamente, sendo o somatório dos volumes feito a 
partir de uma ordenada inicial arbitrária. 
 No caso de seções mistas, o valor da ordenada a compor o 
diagrama é obtido por meio da diferença entre os volumes de corte 
e aterro, considerados. 
 
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Propriedades do diagrama de massas: 
 O diagrama de massas não é um perfil e não tem nenhuma relação 
com a topografia do terreno. 
 Entre dois pontos de interseção consecutivos do diagrama com a 
linha de terra ou uma linha paralela a esta, os volumes de corte e 
aterro se compensam. 
 Todo trecho ascendente do diagrama corresponde a um trecho de 
corte (ou predominância de cortes em seções mistas). 
 Todo trecho descendente do diagrama corresponde de aterros de 
aterros (ou predominância de aterros em seções mistas). 
 A diferença de ordenadas entre dois pontos do diagrama mede o 
volume de terra entre esses pontos 
 Os pontos extremos do diagrama correspondem aos pontos de 
passagem (PP), no perfil 
 Pontos de máximo correspondem à passagem de corte para aterro. 
 Pontos de mínimo correspondem à passagem de aterro para corte. 
 A área compreendida entre a curva de Brückner e a linha de 
compensação mede o momento de tranporte da distribuição 
considerada. 
 A distância média de transporte de cada distribuição pode ser 
considerada como a base de um retângulo de área equivalente à do 
segmento compensado e de altura igual à màxima ordenada deste 
segmento. 
 A posição da onda do diagrama em relação à linha de compensação 
indica a direção do movimento de terra. ondas positivas (linha do 
diagrama acima da linha de compensação, indicam transporte de 
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terra no sentido do estaqueamento da estrada. Ondas negativas 
indicam transporte no sentido contrário ao estaqueamento daestrada. 
 
Define-se Momento de Transporte como o produto dos volumes 
transportados pelas distâncias médias de transporte. 
 
Toma-se a metade da altura da onda e traça-se uma horizontal nesta 
altura. A distância média de transporte é a distância entre os pontos de 
interseção desta reta com o diagrama, medida na escala horizontal do desenho. 
O momento de transporte é igual à área da onda de Brückner, que pode ser 
estimada pelo produto da altura da onda (V) pela distância média de transporte 
(dm), como é apresentado na figura abaixo. 
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210. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Considere os dados e croquis 
das seções transversais de duas estacas sequenciais de uma 
estrada apresentados abaixo e julgue o item a seguir. 
 
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Sendo o material de qualidade inferior à necessária, será feito um 
bota-fora de todo o corte entre as duas seções. Logo, o volume 
geométrico do bota-fora é de 2700m³ 
 
Resolução: 
 O volume geométrico do bota-fora é o produto da altura (distância entre 
estacas, 20 m) vezes a área da base, que é a média da área das seções 
transversais. Perceba que as áreas de corte aumentam o volume de bota-fora, 
enquanto os aterros são indiferentes, porque a questão afirma que o material 
é de má qualidade e não será aproveitado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito: E 
211. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Considere os dados e croquis 
das seções transversais de duas estacas sequenciais de uma 
estrada apresentados na questão anterior e julgue o item a seguir. 
 
Para o aterro entre as estacas 480 e 481, será adotado o fator 
(coeficiente) de redução fr = 1,20, e 100% do material será 
oriundo de uma jazida de empréstimo. Dessa forma, o volume 
(natural) geométrico do corte a ser realizado para atender ao 
empréstimo é de 360 m³ 
 
Resolução: 
 
Para calcular o volume natural do empréstimo, precisamos calcular o 
volume do aterro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito: E 
 
 
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b) Pavimentação 
 
O projeto de uma obra de engenharia, em particular, de uma "estrada", 
chamado de Projeto Final de Engenharia, Projeto Final ou simplesmente Projeto 
de Engenharia, deve ser o mais completo (abrangente) possível, de fácil 
entendimento, perfeitamente exequível para as condições vigentes, com 
identificação e solução dos prováveis problemas, observar padronização 
conforme normas estabelecidas, conter todos os elementos quantitativos, 
qualitativos e técnicos nos níveis de detalhamento ideal para a sua melhor e 
integral aplicação. Um projeto de rodovia pode ter subdivisões inter-
relacionadas conforme suas necessidades próprias, mas de uma maneira geral, 
os Projetos de Engenharia são informalmente padronizados, compreendendo os 
seguintes tópicos: 
ESTUDOS DE TRÁFEGO: trata da coleta de dados de tráfego, seu estudo e 
análise do tráfego atual e futuro com vistas a propiciar meios necessários para 
avaliar a suficiência do sistema de transporte existente, auxiliar na definição do 
traçado e padrão da rodovia, definir a classe e suas características técnicas, 
determinar as características operacionais da rodovia e fornecer insumos para a 
análise de viabilidade econômica. 
ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA-ECONÔMICA: tem por objetivo dar 
subsídios para seleção das alternativas de traçado mais convenientes, 
determinar as características técnicas mais adequadas em função dos estudos 
de tráfego e definir a viabilidade econômica do projeto. É desenvolvido ainda 
na fase inicial (preliminar) dos serviços, ou seja, de Reconhecimento da área a 
ser projetada. 
ESTUDOS HIDROLÓGICOS: consistem na coleta de dados, processamento 
destes dados e análise relativa a todo aspecto hidrológico nas diversas fases de 
projeto. 
ESTUDOS TOPOGRÁFICOS: consistem na busca do pleno conhecimento do 
terreno através de levantamento topográfico convencional ou por processo 
aerofotogramétrico, com formas de trabalho, precisão e tolerância em 
consonância a fase de projeto que se desenvolve. 
ESTUDOS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS: têm por objetivo o melhor 
conhecimento da constituição do terreno através de sondagens e coleta de 
materiais no campo e consequentes ensaios destes materiais para definição de 
suas características e aplicabilidade. 
PROJETO GEOMÉTRICO: tem por objetivo o completo estudo e 
consequente definição geométrica de uma rodovia, das características técnicas 
tais como raios de curvaturas, rampas, plataforma, com precisão tal que 
permita sua conformação espacial, sua quantificação, correspondente 
orçamento e possibilite a sua perfeita execução através de um adequado 
planejamento. 
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PROJETO DE TERRAPLENAGEM / OBRAS DE ARTE CORRENTES: consiste 
na determinação dos volumes de terraplenagem, dos locais de empréstimos e 
bota-fora de materiais e na elaboração de quadros de distribuição do 
movimento de terra, complementado pela definição das Obras de Arte 
Correntes. 
PROJETO DE DRENAGEM - visa estabelecer a concepção das estruturas 
que comporão o projeto de drenagem superficial e profunda, estabelecendo 
seus dimensionamentos e apresentando quadros identificativos do tipo de obra, 
localização e demais informações. 
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO: objetiva estabelecer a concepção do 
projeto de pavimento, a seleção das ocorrências de materiais a serem 
indicados, dimensionamento e definição dos trechos homogêneos, bem como o 
cálculo dos volumes e distâncias de transporte dos materiais empregados. 
PROJETO DE OBRAS DE ARTE ESPECIAIS: consiste na concepção, no 
cálculo estrutural e confecção das plantas de execução de pontes e viadutos. 
PROJETO DE INTERSEÇÕES, RETORNOS E ACESSOS: consiste na 
identificação e concepção de projeto, detalhamento e demonstração das plantas 
de execução destes dispositivos. 
PROJETO DE OBRAS COMPLEMENTARES: é desenvolvido em função dos 
demais projetos, complementando-os conforme análise de necessidades de 
implantação de dispositivos de funcionalidade e de segurança do complexo da 
obra de engenharia, com definições, desenhos e localizações detalhadas dos 
dispositivos projetados; também envolve os projetos especiais de paisagismo e 
locais de lazer nas áreas adjacentes à via em estudo a partir de um cadastro 
pedológico e vegetal. 
PROJETO DE SINALIZAÇÃO: é composto pelo projeto de sinalização 
horizontal e vertical das vias, interseções e acessos, também pela sinalização 
por sinais luminosos em vias urbanas, onde são especificados os tipos dos 
dispositivos de sinalização, localização de aplicação e quantidades 
correspondentes. 
PROJETO DE DESAPROPRIAÇÃO: é constituído de levantamento 
topográfico da área envolvida, da determinação do custo de desapropriação de 
cada unidade, do registro das informações de cadastro em formulário próprio, 
da planta cadastral individual das propriedades compreendidas, total ou 
parcialmente na área e, por fim, relatório demonstrativo. 
PROJETO DE INSTALAÇÕES PARA OPERAÇÃO DA RODOVIA: é constituído 
de memória justificativa, projetos e desenhos específicos e notas de serviços 
dos dispositivos tais como postos de pedágio, postos de polícia, balanças, 
residências de conservação, postos de abastecimento, áreas de 
estacionamento,paradas de ônibus. 
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ORÇAMENTO DOS PROJETOS: consiste na pesquisa de mercado de 
salários, materiais, equipamentos, para o cálculo dos custos unitários dos 
serviços e estudo dos custos de transportes para confecção do orçamento total 
da obra. 
PLANO DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS: apresenta um plano de ataque dos 
serviços considerando a forma e equipamento para execução, bem como os 
cronogramas e dimensionamento/ “lay-out” das instalações necessárias a 
execução da obra. 
DOCUMENTOS PARA LICITAÇÃO: visam identificar e especificar as 
condições que nortearão a licitação dos serviços para execução da obra. 
ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA): trata-se da execução por equipe 
multidisciplinar das tarefas técnicas e científicas destinadas a analisar 
sistematicamente as consequências da implantação de um projeto no meio 
ambiente, através de métodos de avaliações próprios e técnicas de previsão dos 
impactos ambientais e consequente desenvolvimento de medidas específicas de 
proteção, recuperação e melhorias no meio ambiente, garantindo o mínimo 
efeito ao ecossistema. 
RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA): é o documento que 
apresenta os resultados dos estudos técnicos e científicos da avaliação de 
impacto ambiental; deve conter o esclarecimento de todos os elementos da 
proposta em estudo, de modo que possam ser divulgados e apreciados pelos 
grupos sociais interessados e por todas as instituições envolvidas na tomada de 
decisão. 
Nesta segunda parte da aula, trataremos em maiores detalhes o projeto 
geométrico e o projeto de pavimentação. 
O Projeto Geométrico ou Geometria de uma rodovia ou via urbana é 
composto por um conjunto de levantamentos, estudos, definições das melhores 
soluções técnicas, cálculos e muitos outros elementos que, harmonicamente, 
integrarão uma das fases dos serviços de engenharia visando garantir a 
viabilidade técnica, econômica e social do produto final. 
Uma das fases preliminares que antecede os trabalhos de execução do 
projeto geométrico propriamente dito é a constituída pelos estudos de 
traçado, que tem por objetivo principal a delimitação dos locais convenientes 
para a passagem da rodovia ou via urbana, a partir da obtenção de informações 
básicas a respeito da geomorfologia da região e a caracterização geométrica 
desses locais de forma a permitir o desenvolvimento do projeto. 
Com o objetivo de identificar os processos de dimensionamento e 
disposição das características geométricas espaciais (conformação 
tridimensional) do corpo estradal, a seguinte classificação, por fase, para a 
elaboração de um projeto pode ser considerada: 
• RECONHECIMENTO - terrestre ou aerofotogramétrico 
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• EXPLORAÇÃO - terrestre ou aerofotogramétrica 
• PROJETO DA EXPLORAÇÃO 
• LOCAÇÃO 
• PROJETO DA LOCAÇÃO 
Atualmente, as duas primeiras fases deixaram de ser executadas com 
base em operações topográficas, passando-se a adotar trabalhos 
aerofotogramétricos e até o auxílio do produto de sensoriamento remoto 
baseado em fotos emitidas por satélites. No entanto, por comodidade de 
visualização, vamos nos referir basicamente aos recursos da topografia, sendo 
de aplicação idêntica nos procedimentos mais modernos. 
A locação é totalmente feita por processos topográficos. 
Definidos os objetivos da obra, os pontos extremos e possivelmente os 
pontos intermediários e demais elementos caracterizadores do projeto, passa-
se à execução das operações que permitam o Reconhecimento da área 
territorial de trabalho através de levantamento topográfico expedito ou 
aerofotogramétrico, complementado com informações geológicas e hidrológicas, 
de relativa precisão, cobrindo duas ou mais faixas de terreno que tenham 
condições de acomodar a pretendida estrada; dentre as opções de faixas de 
exploração detectadas vamos selecionar as mais adequadas às especificações 
do projeto. 
Teoricamente o traçado ideal é a linha reta ligando pontos de interesse, o 
que é buscado na prática, mas raramente factível. 
As cores utilizadas nesta fase seguem a seguinte convenção: 
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- nanquim preto: para representar o eixo da poligonal, detalhes 
planimétricos, limites de propriedades, nomes, numeração de estacas, 
descrição do terreno e vegetação; 
- marrom: para representar estradas existentes; 
- azul: para representar cursos d'água, lagos e represas; 
- vermelhão: para representar o traçado proposto para a estrada e as 
cotas dos pontos mais importantes. 
Caso a área de interesse já tenha sido objeto de estudos ou mesmo já 
mapeada através de cartas plani-altimétricas geograficamente referenciadas, 
todo esse procedimento de reconhecimento pode ser eliminado, passando-se a 
trabalhar diretamente sobre tais cartas, reduzindo assim serviços, tempo e 
custos do projeto. 
Os ângulos formados por vértices consecutivos da poligonal devem ser 
medidos com precisão topográfica, podendo ser medido por Azimute/Rumo ou 
Deflexão. Vale lembrar que Azimute é o ângulo formado pela direção do norte 
verdadeiro ou magnético até outra direção qualquer no sentido horário; Rumo é 
o ângulo medido a partir da direção norte ou sul até a direção qualquer, 
identificado o correspondente quadrante, e ainda, Deflexão é o ângulo formado 
pelo prolongamento de um segmento da poligonal com o alinhamento seguinte, 
identificado o sentido a direita ou esquerda de medida. 
 
Até o momento, tratamos de estrada em projeção horizontal (planta), 
como sendo uma sucessão de trechos retilíneos com deflexões definindo as 
mudanças de direções, mas, sabemos que não se pode fazer uma estrada só 
com alinhamentos retos, pois nos vértices da poligonal, os veículos trafegantes 
teriam grandes dificuldades em mudar de direção. 
Por isso, os alinhamentos retos são concordados uns aos outros, por meio 
de curvas de concordância, podendo-se ainda afirmar que a diretriz em planta é 
composta por uma sequência de trechos retos intercalados por trechos 
curvilíneos. Os trechos retos são chamados de Tangentes e os trechos em curva 
são chamados de Curvas de Concordância Horizontal, que, por sua vez, 
podem ser diferenciadas em Curvas Circular e de Transição. 
 
 
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Seção transversal é a representação geométrica, no plano vertical, de 
alguns elementos dispostos transversalmente em determinado ponto do eixo 
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longitudinal. A seção transversal da via poderá ser em corte, aterro ou mista 
como ilustrado nas figuras abaixo: 
 
Nas rodovias, a inclinação transversal mínima aconselhável de um 
pavimento asfáltico é 2%, e 1,5% no caso de pavimentos de concreto bem 
executados, podendo essa inclinação ir até 5% no caso de rodovias com solo 
estabilizado. 
A linha de ensaio da exploração deve ser a base para orientação da futura 
Diretriz; o grau de coincidência demonstra a qualidade dos serviços executados 
até então. Esta linha pode ser considerada como a diretriz numa primeira 
aproximação. 
A definição da diretriz deve harmonizar as condições de planta com as de 
greide, da melhor forma possível. O greide mais conveniente é aquele que 
acarreta menor movimento de terra (terraplenagem). 
Percorrendo-se o traçado da curva no sentido crescente do 
estaqueamento, os pontos e elementos de uma curva circular podem ser 
definidos e codificados conforme segue: 
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PC: Ponto de Curva é o ponto de contato entre o fim da tangente e o 
começo da curva circular. Ponto inicial da curva.PCD: Ponto de Curva a Direita é o ponto de curva identificando que o 
desenvolvimento se dá a direita da tangente. 
PCE: Ponto de Curva a Direita é o ponto de curva identificando que o 
desenvolvimento se dá a esquerda da tangente. 
PT: Ponto de Tangente é o ponto de contato de duas curvas circulares de 
mesmo sentido, quando o fim da curva coincide com a curva seguinte. Ponto 
final da curva. 
PCC: Ponto de Curva Composta é o ponto de contato de duas curvas 
circulares de mesmo sentido, quando o fim de uma curva coincide com o início 
da curva seguinte (curvas coladas). 
PCR: Ponto de Curva Reversa é o ponto de contato de duas curvas 
circulares de sentidos opostos, quando o fim de uma curva coincide com o início 
da curva seguinte (curvas coladas). 
PI: Ponto de Intersecção é o ponto onde se interceptam as tangentes que 
serão concordadas pela curva. 
Ø: Deflexão é o ângulo formado pelo prolongamento de um alinhamento e 
o alinhamento seguinte, com orientação do sentido direito ou esquerdo de 
medida. 
T: Tangentes Externas são os segmentos retos das tangentes originais, 
compreendidos entre o PC e o PI ou também entre o PT e o PI. 
C: Corda é a distância, em reta, entre o PC e o PT. 
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Cb: Corda Base é uma corda de comprimento pré-estabelecido, podendo 
ser 50, 20, 10 ou 5m dependendo do raio da curva, que corresponde a 
subdivisões iguais da curva, aproximando-se do arco. Na prática confundem-se 
corda base e arco correspondente. 
D: Desenvolvimento. É o comprimento do arco da curva de concordância, 
do ponto PC ao ponto PT, medido em função da corda base adotada e suas 
frações. 
E: Afastamento é a distância entre o PI e a curva, medida sobre a reta 
que une o PI ao centro da curva. 
f: Flecha é a distância entre o ponto médio do arco de curva e a sua 
corda, medida sobre a reta que une o PI ao centro da curva; é a maior distância 
radial entre arco e corda. 
R: Raio da Curva é a distância do centro da curva ao ponto PC ou pelos 
extremos do arco da curva, ou seja, pelos pontos PC e PT. 
G: Grau da Curva é o ângulo central formado pelos raios que passam elos 
extremos da corda base adotada. 
 
 
212. (Cesgranrio – Caixa - 2012) No desenvolvimento de uma 
curva horizontal circular, o conceito de grau G da curva se refere 
ao próprio raio da curva, de acordo com o ângulo fixo. 
 
Resolução: 
 Não está correto! o Grau da Curva é o ângulo central formado pelos raios 
que passam elos extremos da corda base adotada. 
 
Gabarito: E 
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Os veículos em movimento curvilíneo são submetidos à ação de forças 
transversais que correspondem à força centrífuga. Para equilibrar esta 
solicitação, além da força de atrito entre o pneu e a pista, utiliza-se o artifício 
de se executar uma inclinação transversal da pista, com caimento para o lado 
interno da curva, denominada superelevação, de maneira que a força peso do 
veículo tenha uma componente na mesma direção e em sentido contrário à 
referida força centrífuga. 
Se aumentarmos o raio da curva a força centrífuga diminui, sendo 
possível o equilíbrio unicamente com o atrito transversal, dispensando a 
superelevação. 
O desenvolvimento gradativo da superelevação (inclinação crescente) 
deve se dar ao longo do trecho da curva de transição, de forma que ao se 
iniciar o trecho da curva circular a inclinação transversal já seja a desejada. 
São fatores que influenciam o comprimento do trecho de transição: 
 Velocidade de giro da pista em torno do eixo de rotação; 
 Aparência visual e estética do alinhamento; 
 Intervalo de tempo em que ocorre o aumento da aceleração 
centrífuga entre a seção normal em tangente e a situação em curva 
circular. 
 
 
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Já a superlargura é o acréscimo de largura necessário em uma curva de 
uma rodovia para manter as condições de conforto e segurança dos trechos em 
tangente. 
As superlarguras são calculadas considerando sempre veículos de maior 
porte. 
213. (FCC – DPSP - 2013) O raio mínimo das curvas horizontais é 
determinado considerando-se o veículo trafegando, em um plano 
inclinado, em trajetória circular. Esta inclinação do plano 
denomina-se superinclinação. 
 
Resolução: 
 A superelevação é inclinação transversal da pista, com caimento para o 
lado interno da curva. 
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Gabarito: E 
 
Curva vertical é a denominação prática da curva adotada no plano 
vertical longitudinal do projeto geométrico cuja nomenclatura técnica especifica 
como CURVA DE CONCORDÂNCIA VERTICAL ou CURVA VERTICAL DE 
CONCORDÂNCIA. 
Do mesmo modo que ocorre em planta, o projeto de uma estrada com 
base na diretriz pré-definida em perfil longitudinal, denominado greide, é 
composto por trechos retilíneos criteriosamente estudados que deverão ser 
concordados por curvas escolhidas e calculadas de forma a evitar choques 
mecânicos bruscos nos pontos de mudança de inclinação resultando num 
projeto que proporcione segurança, conforto de operação, aparência agradável 
de traçado e drenagem adequada. Podem ser dispensadas curvas verticais 
quando a diferença algébrica entre as rampas contíguas for inferior a 0,5%. 
O greide para ruas residenciais deve ser o máximo possível em nível, 
compatível com as áreas adjacentes. Quando necessário, as inclinações das 
rampas devem ser inferiores a 15%, observadas as condições de drenagem. 
Para vias localizadas em áreas comerciais e industriais, o projeto em perfil deve 
ter rampas com inclinações menores que 8%, sendo desejáveis taxas de 5%. 
Para proporcionar um sistema de drenagem apropriado, o greide em vias 
dotadas de meio-fio deve assegurar uma taxa mínima de 0,3%. 
Os trechos retos do greide são chamados de: 
 Rampas ou Aclives: no sentido crescente do estaqueamento a altura 
dos pontos vai aumentando, considerada inclinação positiva. 
 Contra-rampa ou Declive: quando a altura dos pontos vai 
diminuindo, considerada inclinação negativa. 
 Patamares ou Trecho em Nível: quando o trecho mantém-se na 
horizontal, definida inclinação nula. 
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Um dos fatores mais importantes para a segurança e eficiência 
operacional de uma via é a sua capacidade de proporcionar boas condições de 
visibilidade aos motoristas que por ela trafegam. 
A visibilidade é limitada pelas mudanças de direção e declividade ao longo 
de sua extensão, especialmente pelas curvas horizontais nos trechos em corte e 
pelas curvas verticais, sendo que o motorista deverá dispor de visibilidade, 
tanto em planta como em perfil, para que possa frear o veículo ante a presença 
de um obstáculo. 
As distâncias de visibilidade básicas para o projeto geométrico são as 
distâncias de visibilidade de parada e as de ultrapassagem, as quais são 
funções diretas da velocidade e traduzem os padrões de visibilidade a serem 
proporcionados ao motorista, de modo que este não sofra limitações visuais 
diretamente vinculadas às características geométricas da via e possa controlar o 
veículo a tempo, seja para imobilizá-lo, seja para interromper ou concluir uma 
ultrapassagem em condições aceitáveis de conforto e segurança. 
A distância de visibilidade de parada é definida como sendo a distância 
mínima necessária para que um veículo que percorre uma via possa parar antes 
de atingir um obstáculo na sua trajetória. Distinguem-se dois grupos de valores 
mínimos para as distâncias de visibilidade de parada a serem proporcionadas ao 
motorista: os valores mínimos recomendados e os valores mínimos 
excepcionais (ou desejáveis). Os valores recomendados representam o casonormal de emprego. 
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No caso do valor mínimo recomendado, a velocidade efetiva de operação 
do veículo é reduzida, em condições chuvosas, para um valor médio inferior à 
velocidade diretriz, de acordo com a tabela abaixo. A hipótese adotada para 
obter os valores excepcionais reflete a tendência dos motoristas de trafegarem 
o mais rápido possível, com uma velocidade igual à velocidade diretriz, mesmo 
em condições chuvosas. 
 
A distância de visibilidade de parada é a soma de duas parcelas, conforme 
mostrado na figura abaixo. A primeira parcela, D1 é relativa à distância 
percorrida pelo veículo no intervalo de tempo entre o instante em que o 
motorista percebe a existência do obstáculo e o instante em que inicia a 
frenagem (tempo de percepção e reação). A segunda parcela, D2, é relativa à 
distância percorrida pelo veículo durante o processo de frenagem. 
Denomina-se Distância Dupla de Visibilidade de Parada a distância 
mínima que dois veículos podem parar quando vêm de encontro um ao outro na 
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mesma faixa de tráfego. Ela é utilizada no projeto de curvas verticais convexas 
de concordância. 
Já a visibilidade de ultrapassagem é a distância que deve ser 
proporcionada ao veículo, numa pista simples e de mão dupla para que, quando 
estiver trafegando atrás de um veículo mais lento, possa efetuar uma manobra 
de ultrapassagem em condições aceitáveis de segurança e conforto. 
Em rodovias de pista simples e mão dupla, torna-se necessário 
proporcionar, a intervalos tão frequentes quanto possíveis, trechos com a 
distância de visibilidade de ultrapassagem. A frequência dos trechos que 
proporcionam visibilidade de ultrapassagem, bem como sua extensão, é 
restringida pelos custos de construção decorrentes. 
Porém, quanto mais elevados forem os volumes de tráfego, mais longos e 
frequentes deverão ser os trechos com essa característica, sob pena do nível de 
serviço da rodovia cair sensivelmente em consequência da redução da 
capacidade. 
É recomendado que devam existir trechos com visibilidade de 
ultrapassagem a cada 1.5 a 3,0 quilômetros e tão extenso quanto possível. É 
sempre desejável que sejam proporcionadas distâncias superiores, aumentando 
as oportunidades de ultrapassagem e o número de veículos que a realizam de 
cada vez. 
 
214. (FCC – DPSP - 2013) A sinalização de uma via é dividida em 
duas partes: sinalização vertical e sinalização horizontal. Entre os 
critérios para a implantação destes dispositivos estão: a distância 
de visibilidade (DVP, DVU, DVD), distância entre os veículos e 
distância entre os demais sinais e o último evento. 
 
Resolução: 
 
 Vimos que a distância de visibilidade é a distância entre os veículos e 
distância entre os demais sinais e o último evento. 
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Gabarito: C 
 
Vamos estudar agora a especificação e dimensionamento de 
pavimentos. 
 
Pavimento de uma rodovia é a superestrutura constituída por um 
sistema de camadas de espessuras finitas, assentes sobre um semi-espaço 
considerado teoricamente como infinito a infraestrutura ou terreno de fundação, 
a qual é designada de subleito. Destina-se econômica e simultaneamente em 
seu conjunto, a: 
 resistir a distribuir ao subleito os esforços verticais oriundos do 
tráfego; 
 melhorar as condições de rolamento quanto à comodidade e 
conforto; 
 resistir aos esforços horizontais (desgaste), tomando mais durável a 
superfície de rolamento. 
 
O subleito, limitado assim superiormente pelo pavimento, deve ser 
estudado e considerado até a profundidade onde atuam, de forma significativa, 
as cargas impostas pelo tráfego. Em termos práticos, tal profundidade deve 
situar-se numa faixa de 0,60 m a 1,50 m. 
O pavimento, por injunções de ordem técnico-econômicas é uma 
estrutura de camadas em que materiais de diferentes resistências e 
deformabilidades são colocados em contato, resultando daí, um elevado grau de 
complexidade no que respeita ao cálculo de tensões e deformações e atuantes 
nas mesmas resultantes das cargas impostas pelo tráfego. 
 
De uma forma geral, os pavimentos são classificados em flexíveis, semi-
rígidos e rígidos: 
 Flexível: aquele em que todas as camadas sofrem deformação 
elástica significativa sob o carregamento aplicado e, portanto, a 
carga se distribui em parcelas aproximadamente equivalentes entre 
as camadas. Exemplo típico: pavimento constituído por uma base 
de brita (brita graduada, macadame) ou por uma base de solo 
pedregulhoso, revestida por uma camada asfáltica. 
 Semi-Rígido: caracteriza-se por uma base cimentada por algum 
aglutinante com propriedades cimentícias como, por exemplo, por 
uma camada de solo cimento revestida por uma camada asfáltica. 
 Rígido: aquele em que o revestimento tem uma elevada rigidez em 
relação às camadas inferiores e, portanto, absorve praticamente 
todas as tensões provenientes do carregamento aplicado. Exemplo 
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típico: pavimento constituído por lajes de concreto de cimento 
Portland. 
 
As bases e sub-bases flexíveis e semi-rígidas podem ser classificadas nos 
seguintes tipos: 
 
Estabilização Granulométrica são as camadas constituídas por solos, 
britas de rochas, de escória de alto forno, ou ainda, pela mistura desses 
materiais. Estas camadas, puramente granulares, são sempre flexíveis e são 
estabilizadas granulometricamente pela compactação de um material ou de 
mistura de materiais que apresentem uma granulometria apropriada e índices 
geotécnicos específicos, fixados em especificações. 
Quando esses materiais ocorrem em jazidas, com designações tais como 
"cascalhos", "saibros", etc., tem-se o caso de utilização de "materiais naturais" 
(solo in natura). 
Muitas vezes, esses materiais devem sofrer beneficiamento prévio, como 
britagem e peneiramento, com vista ao enquadramento nas especificações. 
Quando se utiliza uma mistura de material natural e pedra britada tem-se 
as sub-bases e bases de solo-brita. 
Quando se utiliza exclusivamente produtos de britagem tem-se as sub-
bases e bases de brita graduada ou de brita corrida. 
 
Macadames Hidráulico consiste de uma camada de brita de graduação 
aberta de tipo especial (ou brita tipo macadame), que, após compressão, tem 
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os vazios preenchidos pelo material de enchimento, constituído por finos de 
britagem (pó de pedra) ou mesmo por solos de granulometria e plasticidade 
apropriadas; a penetração do material de enchimento é promovida pelo 
espalhamento na superfície, seguido de varredura, compressão (sem ou com 
vibração) e irrigação, no caso de macadame hidráulico. O macadame seco ou 
macadame a seco, ao dispensar a irrigação, além de simplificar o processo de 
construção evita o encharcamento, sempre indesejável, do subleito. 
Bases e sub-bases estabilizadas (com aditivos) têm quase todas, 
processos tecnológicos e construtivos semelhantes às granulares por 
estabilização granulométrica, diferente apenas em alguns detalhes. 
Solo-cimento é uma mistura devidamente compactada de solo, cimento 
Portland e água; a mistura solo-cimento deve satisfazer a certos requisitos de 
densidade, durabilidade e resistência, dando como resultado um material duro, 
cimentado, de acentuada rigidez à flexão. O teor de cimento adotado 
usualmente é da ordem de 6% a 10%. 
Solo Melhorado com Cimento é obtido mediante a adição de pequenos 
teores de cimento (2% a 4%), visando primordialmente à modificação do solo 
no que se refere à sua plasticidade e sensibilidade à água, sem cimentação 
acentuada, são consideradasflexíveis. 
Solo-cal é uma mistura de solo, cal e água e, às vezes, cinza volante, 
uma pozolona artificial. 
O teor de cal mais freqüente é de 5% a 6%, e o processo de estabilização 
ocorre: 
− por modificação do solo, no que refere à sua plasticidade e sensibilidade 
à água; 
− por carbonatação, que é uma cimentação fraca; 
− por pozolanização, que é uma cimentação forte. 
Quando, pelo teor de cal usado, pela natureza do solo ou pelo uso da 
cinza volante, predominam os dois últimos efeitos mencionados, tem-se as 
misturas solo-cal, consideradas semi-rígidas. 
d) Solo Melhorado com Cal 
e) Solo-betume 
É uma mistura de solo, água e material betuminoso. Trata-se de uma 
mistura considerada flexível. 
f) Bases Betuminosas Diversas 
Estas camadas serão descritas nos itens referentes a revestimentos 
betuminosos, pois as técnicas construtivas e os materiais empregados são 
idênticos. 
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Bases e sub-bases rígidas são, caracteristicamente, as de concreto de 
cimento. Esses tipos de bases e sub-bases têm acentuada resistência à tração, 
fator determinante no seu dimensionamento. Podem ser distinguidos dois tipos 
de concreto: 
– concreto plástico - próprio para serem adensados por vibração manual 
ou mecânica; 
– concreto magro - semelhante ao usado em fundações, no que diz 
respeito ao pequeno consumo de cimento, mas com consistência apropriada à 
compactação com equipamentos rodoviários. 
Os revestimentos podem ser grupados de acordo com o esquema 
apresentado a seguir. 
 
Os revestimentos betuminosos são constituídos por associação de 
agregados e materiais betuminosos. 
Esta associação pode ser feita de duas maneiras clássicas: por penetração 
e por mistura. 
a) Revestimentos por Penetração 
Esta modalidade envolve dois tipos distintos: por penetração invertida e 
por penetração direta. 
b) Revestimentos Betuminosos por Penetração Invertida 
São os revestimentos executados através de uma ou mais aplicações de 
material betuminoso, seguida(s) de idêntico número de operações de 
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espalhamento e compressão de camadas de agregados com granulometrias 
apropriadas. 
Conforme o número de camadas tem-se os intitulados, tratamento 
superficial simples, duplo ou triplo. 
O tratamento simples, executado com o objetivo primordial de 
impermeabilização ou para modificar a textura de um pavimento existente, é 
denominado capa selante. 
c) Revestimentos Betuminosos por Penetração Direta 
São os revestimentos executados através do espalhamento e 
compactação de camadas de agregados com granulometria apropriada, sendo 
cada camada, após compressão, submetida a uma aplicação de material 
betuminoso e recebendo, ainda, a última camada, uma aplicação final de 
agregado miúdo. 
Revestimento típico, por "penetração direta", é o Macadame Betuminoso. 
O Macadame Betuminoso tem processo construtivo similar ao Tratamento 
Duplo e comporta espessuras variadas e bem maiores, em função do número 
de camadas e das faixas granulométricas correspondentes. Com freqüência, ele 
é usado como camada de base. 
d) Revestimentos por Mistura 
Nos revestimentos betuminosos por mistura, o agregado é pré-envolvido 
com o material betuminoso, antes da compressão. 
Quando o pré-envolvimento é feito em usinas fixas, resultam os "Pré-
misturados Propriamente Ditos" e, quando feito na própria pista, têm-se os 
"Pré-misturados na Pista" (road mixes). 
Conforme os seus respectivos processos construtivos, são adotadas ainda 
as seguintes designações: 
− Pré-misturado a Frio - Quando os tipos de agregados e de ligantes 
utilizados permitem que o espalhamento seja feito à temperatura ambiente. 
− Pré-misturado a Quente - Quando o ligante e o agregado são 
misturados e espalhados na pista ainda quentes. 
Conforme a graduação dos agregados com que são executados, os "Pré-
misturados" e os "Road mixes" podem ser de graduação aberta ou densa. Os de 
graduação densa em geral não requerem capa selante, que é obrigatória nos de 
graduação aberta. 
Quando o agregado natural ou artificial é constituído predominantemente 
de material passando na peneira n° 10 (abertura 2,0 mm) ou seja, de areia, 
tem-se os "Roadmixes" e os "Pré-misturados" Areia-Betume. 
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A designação Concreto Betuminoso Usinado à Quente ou Concreto 
Asfáltico tem sido reservada para pré-misturados a quente de graduação densa, 
em que são feitas rigorosas exigências no que diz respeito a equipamentos de 
construção e índices tecnológicos - como granulometria, teor de betume, 
estabilidade, vazios, etc. 
Do mesmo modo, a designação "Sheet-AsphaIt" tem sido usado para os 
prémisturados areia-betume que satisfazem a exigência semelhantes às feitas 
para o concreto betuminoso. 
Os pré-misturados e road-mixes podem ser usados como bases de 
pavimento e como revestimento. Neste último caso, desde que atenda a faixa 
granulométrica adequada. 
Revestimentos flexíveis por calçamento consideravelmente, na medida em 
que se intensificou a utilização de pavimentos asfálticos e de concreto. 
Assim é que, de uma maneira geral, a sua execução se restringe a pátios 
de estacionamento, vias urbanas e alguns acessos viários - muito embora tal 
execução envolva algumas vantagens nos seguintes casos: 
– Em trechos com rampas mais íngremes - aonde, por exemplo, os 
paralelepípedos promovem uma maior aderência dos pneus, aumentando a 
segurança – evitando dificuldades de transposição, principalmente na época das 
chuvas. 
– Em trechos urbanos, onde a estrada coincide com zonas densamente 
povoadas, para os quais estão previstos os serviços de redes de água e 
esgotos. 
– Em aterros recém-construídos e subleito sujeitos a recalques 
acentuados. 
a) Alvenaria Poliédrica 
Estes revestimentos consistem de camadas de pedras irregulares (dentro 
de determinadas tolerâncias), assentadas e comprimidas sobre um colchão de 
regularização, constituído de material granular apropriado; as juntas são 
tomadas com pequenas lascas de pedras e com o próprio material do colchão. 
b) Paralelepípedos 
Estes revestimentos são constituídos por blocos regulares, assentes sobre 
um colchão de regularização constituído de material granular apropriado. As 
juntas entre os paralelepípedos podem ser tomadas com o próprio material do 
colchão de regularização, pedrisco, materiais ou misturas betuminosas ou com 
argamassa de cimento Portland. 
Os paralelepípedos podem ser fabricados de diversos materiais sendo os 
mais usuais constituídos de blocos de granito, gnaisse ou basalto. 
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NOTA: São muito utilizados também, revestimentos constituídos por 
blocos intertravados de concreto de cimento, denominados "blockrets,". A 
execução é semelhante à dos paralelepípedos, mas requer cuidados apropriados 
a cada caso, de modo a assegurar o necessário intertravamento e a decorrente 
distribuição de tensões entre blocos adjacentes. 
Revestimentos rígidos ou simplesmente "concreto" é constituído por uma 
mistura relativamente rica de cimento Portland, areia, agregado graúdo e água, 
distribuído numa camada devidamente adensado. Essa camada funciona ao 
mesmo tempo como revestimento e base do pavimento. 
 
215. (FCC – TCAM – 2012) Acerca de pavimentações, julgue o item 
a seguir: 
 
Os revestimentos betuminosos são constituídos por associação de 
agregados e materiais betuminosos. Revestimentos executados 
através de uma ou mais aplicações de material betuminoso, 
seguida(s) de um mesmo número de espalhamento e compressão 
de camadas de agregados com granulometria adequada, são 
denominados revestimentos betuminosos por penetração 
invertida 
 
Resolução:Item correto, os revestimentos Betuminosos por Penetração Invertida são 
os revestimentos executados através de uma ou mais aplicações de material 
betuminoso, seguida(s) de idêntico número de operações de espalhamento e 
compressão de camadas de agregados com granulometrias apropriadas. 
 
Gabarito: C 
 
As larguras do revestimento para as diversas classes de rodovias, nas 
regiões planas, onduladas montanhosas ou escarpadas, são as seguintes: 
Classe especial 7,50 m 
Classe I 7,00 m 
Classe II e III 6,00 m a 7,00 m 
São definidos, a seguir, alguns elementos geométricos que embora não 
constituam parte integrante do pavimento, acham-se intimamente ligados à 
pavimentação: 
Pista de rolamento: parte da rodovia destinada ao trânsito de veículos. 
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Faixa de trânsito: porção da pista cuja largura permite, com segurança, a 
circulação de veículos em fila única. 
 
Leito é a superfície obtida pela terraplenagem ou obra-de-arte e 
conformada ao seu greide e perfis transversais. 
Greide do leito é o perfil do eixo longitudinal do leito. 
Regularização é a camada posta sobre o leito, destinada a conformá-lo 
transversal e longitudinalmente de acordo com as especificações; a 
regularização não constitui, propriamente uma camada de pavimento, sendo, a 
rigor, uma operação que pode ser reduzida em corte do leito implantado ou em 
sobreposição a este, de camada com espessura variável. 
Reforço do subleito é uma camada de espessura constante, posta por 
circunstâncias técnico-econômicas, acima da de regularização, com 
características geotécnicas inferiores ao material usado na camada que lhe for 
superior, porém melhores que o material do subleito. 
Sub-base é a camada complementar à base, quando por circunstâncias 
técnico-econômicas não for aconselhável construir a base diretamente sobre 
regularização. 
Base é a camada destinada a resistir e distribuir os esforços oriundos do 
tráfego e sobre a qual se constrói o revestimento. 
Revestimento é a camada, tanto quanto possível impermeável, que 
recebe diretamente a ação do rolamento dos veículos e destinada a melhorá-la, 
quanto à comodidade e segurança e a resistir ao desgaste. 
Os estudos geotécnicos para o Projeto de Pavimentação compreendem: 
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 Estudos do Subleito 
 Estudos de Ocorrências de Materiais para Pavimentação 
 
O estudo do subleito de estradas de rodagem com terraplenagem 
concluída tem como objetivo o reconhecimento dos solos visando à 
caracterização das diversas camadas e o posterior traçado dos perfis dos solos 
para efeito do projeto de pavimento. 
O estudo de ocorrências de materiais para Pavimentação tem como 
objetivo o reconhecimento e a caracterização dos materiais de jazidas 
como fonte de matéria-prima para a utilização na construção das diversas 
camadas de Reforço do Subleito, Sub-base, Base e Revestimento, de acordo 
com o projeto do pavimento. 
 
Para efeito dos estudos geotécnicos são adotadas as seguintes definições: 
 Prospecção e classificação expedida no campo: é a que resulta das 
sondagens e observação dos materiais quanto a cor, textura e 
consistência; 
 Camadas de solos: são massas de solos contínuas e consideradas 
homogêneas sob o ponto de vista da classificação; 
 Perfil de solos: é o desenho em escala conveniente, de um corte do 
subleito ou de uma seção de uma jazida até a profundidade 
sondada e que deverá ser feito de acordo com a classificação de 
laboratório. 
 
Na execução dos estudos geotécnicos para o Projeto de Pavimentação são 
feitos os seguintes ensaios: 
 Granulometria por peneiramento com lavagem do material na 
peneira de 2,0 mm (n° 10) e de 0,075 mm (n° 200); 
 Limite de Liquidez; 
 Limite de plasticidade; 
 Limite de Construção em casos especiais de materiais do subleito; 
 Compactação; 
 Massa específica Aparente "in situ"; 
 índice Suporte Califórnia (ISC) 
 Expansibilidade no caso de solos lateríticos. 
 
 
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O reconhecimento dos solos do subleito é feito em duas fases: 
 
 Sondagem no eixo e nos bordos da plataforma da rodovia para 
identificação dos diversos horizontes de solos (camadas) por 
intermédio de uma inspeção expedita do campo e coleta de 
amostras. 
 Realização dos ensaios já citados nas amostras das diversas 
camadas de solo para um posterior traçado dos perfis de solos. 
 
Para a identificação das diversas camadas de solo, pela inspeção expedita 
no campo, são feitas sondagens no eixo e nos bordos da estrada, devendo 
estas, de preferência, serem executadas a 3,50 m do eixo. Os furos de 
sondagem são realizados com trado ou pá e picareta. 
O espaçamento máximo, entre dois furos de sondagem no sentido 
longitudinal, é de 100 m a 200 m, tanto em corte como em aterro, devendo 
reduzir-se, no caso de grande variação de tipos de solos. Nos pontos de 
passagem de corte para aterro devem ser realizados também furos de 
sondagem. 
A profundidade dos furos de sondagem será, de modo geral, de 0,60 m a 
1,00 m abaixo do greide projetado para a regularização do subleito. Furos 
adicionais de sondagem com profundidade de até 1,50 m abaixo do greide 
projetado para regularização poderão ser realizados próximos ao pé de talude 
de cortes, para verificação do nível do lençol de água e da profundidade de 
camadas rochosas. 
A medida que forem sendo executadas as sondagens e procedida a 
inspeção expedita no campo, são coletadas amostras para a realização dos 
ensaios de laboratório; esta coleta deve ser feita em todas as camadas que 
aparecem numa seção transversal, de preferência onde a inspeção expedita 
indicou maiores espessuras de camadas. Para os ensaios de caracterização 
(granulometria, LL e LP) é coletada, de cada camada, uma amostra 
representativa para cada 100 m ou 200 m de extensão longitudinal, podendo o 
espaçamento ser reduzido no caso de grande variação de tipos de solos. Tais 
amostras devem ser acondicionadas convenientemente e providas de etiquetas 
onde constem a estaca, o número de furo de sondagem, e a profundidade, 
tomando, depois, um número de registro em laboratório. 
Para os ensaios de Índice Suporte Califórnia (I.S.C.) retira-se uma 
amostra representativa de cada camada, para cada 200 m de extensão 
longitudinal, podendo este número ser aumentado em função da variabilidade 
dos solos. 
O I.S.C apresenta a relação entre a pressão necessária para produzir a 
penetração de um pistão em um corpo de prova de solo e a pressão necessária 
para produzir a mesma penetração em uma brita padronizada. 
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As determinações de massa específica aparente seca "in situ" do subleito 
e retiradas de amostras para o ensaio de compactação, quando julgadas 
necessárias são feitas com o espaçamento dos furos no sentido longitudinal, no 
eixo e bordos, na seguinte ordem: bordo direito, eixo, bordo esquerdo, etc. As 
determinações nos bordos devem ser em pontos localizados a 3,50 m do eixo. 
Mediante comparação entre os valores obtidos "in situ" e os laboratórios, para 
cada camada em causa, determina-se o grau de compactação. 
Para materiais de subleito, o DNIT utiliza o ensaio de compactação 
AASHTO. normal, exigindo um grau mínimo de compactação de 100% em 
relação a este ensaio, sendo o I.S.C. determinado em corpos-de-prova 
moldados nas condições de umidade ótima e densidade máxima 
correspondentes a este ensaio. 
Em geral, o I.S.C. correspondente a estas condições é avaliado mediante 
a moldagem de 3 corpos-de-prova com umidades próximas a umidade ótima. 
Para fins de estudos estatísticos dos resultados dos ensaios realizados nas 
amostras coletadas no subleito, as mesmas devemser agrupadas em trechos 
com extensão de 20 km ou menos, desde que julgados homogêneos dos pontos 
de vista geológico e pedológico. 
 
216. (FCC – TCAM – 2012) Acerca de pavimentações, julgue o item 
a seguir: 
 
O ensaio denominado Índice de Suporte Califórnia (ISC ou CBR − 
California Bearing Ratio) consiste na determinação da diferença 
entre a penetração de um pistão em um corpo de prova de brita e 
a penetração do mesmo pistão em um corpo de prova de areia 
lavada padronizada. 
 
Resolução: 
 O I.S.C apresenta a relação entre a pressão necessária para produzir a 
penetração de um pistão em um corpo de prova de solo e a pressão necessária 
para produzir a mesma penetração em uma brita padronizada. 
 
Gabarito: E 
 
 
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O estudo das ocorrências de Materiais para Pavimentação é feito em duas 
fases com base nos dados de geologia e pedologia da região isto é: 
a) Prospecção Preliminar 
b) Prospecção Definitiva durante os trabalhos é feita também a 
localização das fontes de abastecimentos de água. 
 
A prospecção é feita para se identificar as ocorrências que apresentam a 
possibilidade de seu aproveitamento, tendo em vista a qualidade do material e 
seu volume aproximado. A prospecção preliminar, compreende: 
a) Inspeção expedita no campo; 
b) Sondagens; e 
c) Ensaios de laboratórios. 
Assim sendo nas ocorrências de materiais julgados aproveitáveis na 
inspeção de campo, procede-se de seguinte modo: 
a) Delimita-se, aproximadamente, a área onde existe a ocorrência do 
material; Faz-se 4 e 5 furos de sondagem na periferia e no interior da área 
delimitada, convenientemente localizados até à profundidade necessária, ou 
compatível com os métodos de extração a serem adotados; 
b) Coleta-se em cada furo e para cada camada, uma amostra suficiente 
para o atendimento dos ensaios desejados. Anota-se as cotas de mudança de 
camadas, adotando-se uma denominação expedita que as caracterize. Assim, o 
material aparentemente imprestável, constituinte da camada superficial, será 
identificado com o nome genérico de capa ou expurgo. Os outros materiais 
próprios para o uso, serão identificados pela sua denominação corrente do 
lugar, como: cascalho, seixos, etc; 
c) Faz-se a amarração dos furos de sondagem, anotando-se as distâncias 
aproximadas entre os mesmos e a posição da ocorrência em relação à rodovia 
em estudo. 
Uma ocorrência será considerada satisfatória para a prospecção definitiva, 
quando os materiais coletados e ensaiados quanto a: 
a) Granulometria por peneiramento com lavagem do material na peneira 
de 2,0 mm (n°10) e de 0,075 mm (n° 200); 
b) Limite de Liquidez LL.; 
c) Limite de plasticidade LP; 
d) Equivalente de Areia; 
e) Compactação; 
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f) Índice Suporte Califórnia - ISC; 
ou pelo menos, parte dos materiais existentes satisfizerem as 
especificações vigentes, ou quando houver a possibilidade de correção, por 
mistura, com materiais de outras ocorrências. 
As exigências para os materiais de reforço do subleito, sub-base e base 
estabilizada, são as seguintes: 
Para reforço do subleito: características geotécnicas superiores a do 
subleito, demonstrados pêlos ensaios de ISC. e de caracterização 
(Granulometria, LL, LP). 
Para sub-base granulometricamente estabilizada: ISC3 ≥ 20 e índice do 
Grupo IG = O para qualquer tipo de tráfego. 
Para base estabilizada granulometricamente: 
a) Limite de Liquidez máximo 
b) 25% índice de plasticidade máximo: 6% 
c) Equivalente de Areia mínimo: 30% 
Caso o Limite de Liquidez seja maior que 25% e/ou índice de plasticidade, 
maior que 6, poderá o solo ser usado em base estabilizada, desde que 
apresente Equivalente de Areia maior que 30%, satisfaça as condições de 
Índice Suporte Califórnia e se enquadre nas faixas granulométricas citadas 
adiante. O Índice Suporte Califórnia deverá ser maior ou igual a 60 para 
qualquer tipo de tráfego; a expansão máxima deverá ser 0,5%. Poderá ser 
adotado um ISC até 40, quando economicamente justificado, em face da 
carência de materiais e prevendo-se a complementação da estrutura do 
pavimento pedida pelo dimensionamento pela construção de outras camadas 
betuminosas. 
 
Agora vamos estudar o dimensionamento de pavimentos flexíveis. 
 
O método tem como base o trabalho "Design of Flexible Pavements 
Considering Mixed Loads and Traffic Volume", da autoria de W.J. Turnbull, C.R. 
Foster e R.G. Ahlvin, do Corpo de Engenheiros do Exército dos E.E.U.U. e 
conclusões obtidas na Pista Experimental da AASHTO. 
Relativamente aos materiais integrantes do pavimento, são adotados 
coeficientes de equivalência estrutural tomando por base os resultados obtidos 
na Pista Experimental da AASHTO, com modificações julgadas oportunas. 
A Capacidade de Suporte do subleito e dos materiais constituintes dos 
pavimentos é feita pelo CBR, adotando-se o método de ensaio preconizado pelo 
DNER, em corpos-de-prova indeformados ou moldados em laboratório para as 
condições de massa específica aparente e umidade especificada para o serviço. 
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O subleito e as diferentes camadas do pavimento devem ser compactadas 
de acordo com os valores fixados nas "especificações Gerais", recomendando-se 
que, em nenhum caso, o grau de compactação calculado estaticamente deve 
ser inferior a 100% do que foi especificado. 
Para solos granulares com granulação grossa deverá ser empregada a 
energia de compressão correspondente ao proctor modificado. 
Os materiais do subleito devem apresentar uma expansão, medida no 
ensaio C.B.R., menor ou igual a 2% e um C.B.R. ≥ 2%. 
 
Classificação dos materiais empregados no pavimento. 
a) Materiais para reforço do subleito, os que apresentam C.B.R. maior que 
o do subleito e expansão ≤1% (medida com sobrecarga de 10 Ib) 
b) Materiais para sub-base, os que apresentam C.B.R. ≥ 20%, I.G. = 0 e 
expansão ≤ 1% (medida com sobrecarga de 10 lb) 
c) Materiais para base, os que apresentam: C.B.R. ≥ 80% e expansão ≤ 
0,5% (medida com sobrecarga de 10 Ib), Limite de liquidez ≤ 25% e Índice de 
plasticidade ≤ 6% 
Caso o limite de liquidez seja superior a 25% e/ou índice de plasticidade 
seja superior a 6; o material pode ser empregado em base (satisfeitas as 
demais condições), desde que o equivalente de areia seja superior a 30. 
Para um número de repetições do eixo-padrão, durante o período do 
projeto N ≤ 5 x 106, podem ser empregados materiais com C.B.R. ≥ 60% e as 
faixas granulométricas E e F já citadas. 
Os materiais para base granular devem ser enquadrar numa das 
seguintes faixas granulométricas: 
A fração que passa na peneira n° 200 deve ser inferior a 2/3 da fração 
que passa na peneira n° 40. A fração graúda deve apresentar um desgaste Los 
Angeles igual ou inferior a 50. Pode ser aceito um valor de desgaste maior, 
desde que haja experiência no uso do material. 
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Em casos especiais podem ser especificados outros ensaios 
representativos da durabilidade da fração graúda. 
Para o caso de materiais lateríticos, as "especificações Gerais" fixarão 
valores para expansão, índices de consistência, granulometria e durabilidade da 
fração graúda. 
Tráfego - O pavimento é dimensionado em função do número equivalente 
(N) de operações de um eixo tomado como padrão, durante o período de 
projeto escolhido. 
Coeficiente de Equivalência Estrutural são os seguintes os coeficientes de 
equivalência estrutural para os diferentes materiais constitutivos do pavimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Pesquisas futuras podem justificar mudançasnestes coeficientes. Os 
coeficientes estruturais são designados, genericamente por: 
– Revestimento: KR 
– Base: KB 
– Sub-base: KS 
– Reforço: KRef 
 
Espessura Mínima de Revestimento - A fixação da espessura mínima a 
adotar para os revestimentos betuminosos é um dos pontos ainda em aberto na 
engenharia rodoviária, quer se trate de proteger a camada de base dos esforços 
impostos pelo tráfego, quer se trate de evitar a ruptura do próprio revestimento 
por esforços repetidos de tração na flexão. As espessuras a seguir 
recomendadas, visam especialmente as bases de comportamento puramente 
granular e são definidas pelas observações efetuadas. 
 
No caso de adoção de tratamentos superficiais, as bases granulares 
devem possuir alguma coesão, pelo menos aparentes, seja devido à 
capilaridade ou a entrosamento de partículas. 
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O gráfico da figura abaixo dá a espessura total do pavimento, em 
função de N e de I.S. ou C.B.R.; a espessura fornecida por este gráfico é em 
termos de material com K = 1,00, isto é, em termos de base granular. 
Entrando-se em abcissas, com o valor de N, procede-se verticalmente até 
encontrar a reta representativa da capacidade de suporte (I.S. ou C.B.R.) em 
causa e, procedendo-se horizontalmente, então, encontra-se, em ordenadas, a 
espessura do pavimento. 
 
Supõe-se sempre, que há uma drenagem superficial adequada e que o 
lençol d'água subterrâneo foi rebaixado a, pelo menos, 1,50 m em relação ao 
greide de regularização. 
No caso de ocorrência de materiais com C.B.R. ou I.S. inferior a 2, é 
sempre preferível a fazer a substituição, na espessura de, pelo menos, l m, por 
material com C.B.R. ou I.S. superior a 2. 
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As espessuras máxima e mínima de compactação das camadas granulares 
são de 20cm e 10cm, respectivamente. 
A espessura construtiva mínima para estas camadas é de 15cm. 
A figura abaixo apresenta simbologia utilizada no dimensionamento do 
pavimento, Hm designa, de modo geral, a espessura total de pavimento 
necessário para proteger um material com C.B.R. ou I.S. = CBR ou IS = m, 
etc., hn designa, de modo geral, a espessura de camada do pavimento com 
C.B.R. ou I.S. = n, etc. 
 
Mesmo que o C.B.R. ou I.S. da sub-base seja superior a 20, a espessura 
do pavimento necessário para protegê-la é determinada como se esse valor 
fosse 20 e, por esta razão, usam-se sempre os símbolos, H20 e h20 para 
designar as espessuras de pavimento sobre sub-base e a espessura de sub-
base, respectivamente. Os símbolos B e R designam, respectivamente, as 
espessuras de base e de revestimento. 
Uma vez determinadas as espessuras Hm, Hn, H20, pelo gráfico, e R pela 
tabela apresentada, as espessuras de base (B), sub-base (h20) e reforço do 
subleito (hn), são obtidas pela resolução sucessiva das seguintes inequações: 
R*Kr+B*Kb ≥ H20 
R*KR+B*KB+h20*Ks ≥ Hn 
R*KR+B*KB+h20*KS +hn*KRef ≥ Hm, 
Acostamento - Não se dispõe de dados seguros para o dimensionamento 
dos acostamentos, sendo que a sua espessura está, de antemão, condicionada 
à da pista de rolamento, podendo ser feitas reduções de espessura, 
praticamente, apenas na camada de revestimento. A solicitação de cargas é, no 
entanto, diferente e pode haver uma solução estrutural diversa da pista de 
rolamento. 
A adoção nos acostamentos da mesma estrutura da pista de rolamento 
tem efeitos benéficos no comportamento desta última e simplifica os problemas 
de drenagem; geralmente, na parte correspondente às camadas de reforço e 
sub-base, adota-se, para acostamentos e pista de rolamento, a mesma solução, 
procedendo-se de modo idêntico para a parte correspondente à camada de 
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base, quando o custo desta camada não é muito elevado. O revestimento dos 
acostamentos pode ser, sempre, de categoria inferior ao da pista de rolamento. 
Quando a camada de base é de custo elevado, pode-se dar uma solução 
de menor custo para os acostamentos. 
Algumas sugestões têm sido apontadas para a solução dos problemas 
aqui focalizados, como: 
a) adoção, nos acostamentos, na parte correspondente à camada de 
base, de materiais próprios para sub-base granular de excepcional qualidade, 
incluindo solos modificados por cimento, cal, etc. 
b) consideração, para efeito de escolha de revestimento, de um tráfego 
nos acostamentos da ordem de, até 1% do tráfego na pista de rolamento. 
 
Pavimentos por etapas - Muitas vezes, quando não se dispõe de dados 
seguros sobre a composição de tráfego, é conveniente a pavimentação por 
etapas, havendo ainda a vantagem de, ao se completar o pavimento para o 
período de projeto definitivo, eliminarem-se as pequenas irregularidades que 
podem ocorrer nos primeiros anos de vida do pavimento. 
A pavimentação por etapas é especialmente recomendável quando, para a 
primeira etapa, pode-se adotar um tratamento superficial como revestimento, 
cuja espessura é, perfeitamente desprezível; na segunda etapa a espessura a 
acrescentar vai ser ditada, muitas vezes, pela condição de espessura mínima de 
revestimento betuminoso a adotar. 
 
217. (FCC – TCAM – 2012) Considere o ábaco a seguir para o 
dimensionamento de pavimentos. 
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Considere também as características das camadas do pavimento 
da estrada representada na figura abaixo e julgue o item a seguir: 
 
Sabendo-se que o revestimento será constituído de uma camada 
de concreto asfáltico com 7 cm de espessura e que a carga por 
roda é de 50 kN, a espessura total do pavimento é de 20 cm. 
 
 
Resolução: 
 De posse do CBR do subleito (5%), determina-se a espessura do 
pavimento pelo ábaco, onde visualizamos o valor de 40 cm 
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Gabarito: E 
 
 
Toda obra de engenharia, por princípios de concepção, tem por propósito 
a manutenção de suas características básicas, apesar da ação implacável do 
tempo em si e das variações frequentes das condições climáticas (agentes 
atmosféricos) e ainda, no caso de rodovias e vias urbanas, a ação do tráfego 
dos veículos que tendem a desgastar tais obras, podendo levar até a total 
destruição. 
Para garantir as características das obras e consequentemente evitar a 
possível destruição, e visando a manutenção de boas condições de tráfego e 
segurança, são executados os serviços de Conservação que, por sua vez, é 
subdividida em Rotineira que consiste na manutenção diária, constante, com 
serviços de finalidade preventiva; a outra subdivisão é a Periódica, que 
consiste em consertar e refazer trechos envolvendo grandes quantidades de 
serviços. 
Atualmente vem desenvolvendo-se uma importante ferramenta para 
melhor conhecimento, dimensionamento e planejamento das necessidades da 
conservação através do Sistema de Gerenciamento de Pavimentos - SGP. 
 
 
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218. (Cesgranrio – Caixa – 2012) Ao especificar uma 
pavimentação para um estacionamento, o engenheiro optou, para 
o local, por peças de concreto pré-moldadas, conforme a NBR 
9781:1987 (Peças de concreto para pavimentação – 
Especificação). Para que as condições de aceitabilidade do 
material sejam as recomendadas por essa norma, na inspeção 
visual dos lotes, as peças defeituosas não podem ultrapassar, em 
cada lote, a cota de 5% 
 
Resolução: 
 As peças constituintes do lote devem ser inspecionadas visualmente 
objetivando a identificação de peças com defeitos que possam vir a prejudicar 
o assentamento, o desempenho estrutural ou a estética do pavimento.O lote deve ser aceito sempre que forem cumpridas as condições: 
1. Menos de 5% de peças defeituosas na inspeção visual; 
2. Resistência característica 
a. Maior ou igual a 35 Mpa, para solicitações de veículos comerciais de 
linha; 
b. Maior ou igual a 50 Mpa, quando houver tráfego de veículos 
especiais ou solicitações que agravem a abrasão; 
3. Variações dimensionais inferiores à 
a. 3 mm no comprimento e largura das peças 
b. 5 mm na altura. 
 
Gabarito: C 
 
 
 
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c) Transportes 
 
 Não podemos falar de transportes sem introduzir o conceito da 
infraestrutura viária: compreende assim todos os modais de transporte 
disponíveis para as movimentações de Cargas e Passageiros: Rodoviário, 
Ferroviário, Hidroviário, Aeroviário e Metroviário. 
Para facilitar o entendimento e a assimilação, é de fundamental 
importância construir um quadro comparativo com as definições e 
caracteristicas mais importantes de cada modal. 
 
 
 Veja agora como o quadro pode nos ajudar a responder as questões sobre 
 infraestrutura viária. 
 
 
MODAL Rodoviário Ferroviário Hidroviário Aeroviário
% Matriz de Cargas* 60% 24% 13% <1%
Principais Características
Custo Inicial de Implantação Baixo Alto Alto
Custo de Manutenção Alto Baixo Baixo Alto
Custo do Frete Baixo Baixo Alto
Impacto Ambiental Alto Baixo Baixo Alto
Segurança Alta
Versatilidade Baixa Flexibilidade Depende de outros modais
Natureza da Carga
Capacidade de Transporte
Rapidez Muito rápido
Adequado para curtas e 
médias distâncias
Adequado para grandes 
distâncias
Adequado para grandes 
distâncias
Adequado para pequenas 
e valiosas cargas e 
grandes distãncias
Baixo custo de 
implantação quando se 
analisa uma via de leito 
natural, mas pode ser 
elevado se existir 
necessidade de construção 
de infraestruturas 
especiais como: eclusas, 
barragens, canais, etc
Médio, na maioria dos 
casos, preço de frete 
superior ao hidroviário e 
ferroviário 
Comprometida devido a 
roubos
Possui maior segurança 
em relação ao modal 
rodoviário, visto que 
ocorrem poucos acidentes, 
furtos e roubos.
Possui maior segurança 
em relação ao modal 
rodoviário, visto que 
ocorrem poucos acidentes, 
furtos e roubos.
Alta, grande extensão da 
malha, entrega porta a 
porta.
Baixa flexibilidade com 
pequena extensão da 
malha 
Alto valor ou perecíveis, 
produtos acabados e 
semi-acabados
Baixo valor agregado e em 
grandes quantidades 
como: minério, produtos 
agrícolas, fertilizantes, 
carvão, derivados de 
petróleo, etc. 
Baixo valor agregado e em 
grandes quantidades 
como: minério, produtos 
agrícolas, fertilizantes, 
carvão, derivados de 
petróleo, etc. 
Mercadorias Urgentes e de 
alto valor
Limitada em peso e 
volume
Grande Capacidade de 
Carga
Grande Capacidade de 
Carga
Limitada em peso e 
volume
Velocidade Moderada e 
tempo de entrega 
confiável
Transporte lento devido às 
suas operações de carga e 
descarga 
Lento e influenciado por 
condições climáticas
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219. (Cespe – IFB – 2011) Acerca de processos logísticos e 
transporte, julgue o item a seguir: São cinco os modais de 
transporte de carga: aéreo, rodoviário, ferroviário, aquaviário e 
intermodal. 
 
Resolução: 
Desta lista apenas aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário são 
modais de transporte de carga. Além desses, existe ainda outro modal de 
transporte de carga, mas não contemplado pelo edital: o Dutoviário(efetuado 
no interior de tubos ou dutos, muito comum na indústria petrolífera). O modal 
metroviário é destinado ao transporte urbano e de passageiros, portanto 
não poderia fazer parte. 
 Além de desempenharem atividades isoladas, existe também a 
possibilidade de combinações entre esses modais, aproveitando suas 
características individuais. Esse intercâmbio pode ocorrer pela troca de 
equipamentos (por exemplo, contêiner) ou por operações de transbordo de 
carga em terminais. No Brasil, o conjunto dessas operações recebeu o nome de 
MULTIMODALIDADE. 
 Seguindo a mesma definição da ONU, o Ministério dos Transportes do 
Brasil, pela Lei 9.611 de 20 de fevereiro de 1998, definiu como Transporte 
Multimodal de Cargas, aquele que, através de um único contrato de 
transporte, utiliza duas ou mais modalidades de transporte desde a 
origem até o destino, tendo como único responsável o Operador de 
Transporte Multimodal (OTM). 
 OTM é qualquer pessoa jurídica, transportador ou não, que celebre 
um contrato de transporte multimodal e atue como principal responsável 
pela execução do transporte porta-a-porta frente ao contratante (Ministério 
dos Transportes, 1998). 
 Adicionalmente, questão fala sobre transporte de cargas Intermodal, 
então precisamos saber a diferença entre transporte Intermodal e 
Multimodal, ambas significam fisicamente transportes de cargas com mais de 
um modal, então qual a diferença? 
 A diferença reside na quantidade de contratos e responsáveis. A 
intermodalidade significa a emissão de documentos de transportes 
independentes, um de cada transportador, cada um assumindo a 
responsabilidade pelo seu transporte. 
 
 Gabarito: E 
 
220. (Cespe – MPU – 2010) No Brasil, o transporte de grãos pode 
ser realizado por meio de operadores de transporte multimodal de 
cargas, tipo de transporte de cargas que, de acordo com a 
legislação brasileira, utiliza duas ou mais modalidades de 
transporte desde a origem até o destino e é regido por vários 
contratos simultâneos. 
 Quadro Comparativo entre os Principais Modais de Carga no Brasil – Fonte: MT 2012 
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Resolução: 
 Cuidado com essa pegadinha, o transporte multimodal tem um e 
SOMENTE um único responsável, o OTM, e portanto somente é regido por 
UM contrato porta-a-porta, não vários conforme afirmado. 
 
 Gabarito: E 
 
221. (Cespe – MPOG – 2012) No que diz respeito ao operador de 
transporte multimodal (OTM), pessoa jurídica contratada para a 
realização do transporte multimodal de cargas da origem até o 
destino, a lei permite que o OTM realize o transporte por meios 
próprios ou por intermédio de terceiros. 
 
Resolução: 
 Direto pela definição: OTM é qualquer pessoa jurídica, transportador 
ou não.... 
 
 Gabarito: C 
 
222. (Cespe – MPOG – 2012) Constitui exemplo de 
intermodalidade, caracterizada pelo livre intercâmbio de 
equipamentos entre os diversos modais, o embarque de um 
contêiner, mediante o uso de um guindaste, em caminhão, avião 
ou outra modalidade de transporte, devendo ser satisfeitos os 
requisitos técnicos e de segurança estabelecidos em normas 
legais e regulamentares nacionais, independentemente das 
convenções internacionais reconhecidas pelo Brasil. 
 
Resolução: 
 Em tempo, O termo Transporte INTERMODAL NÃO possui mais base 
jurídica, pois a legislação que o definiu, a Lei 6.288/75 (dispõe sobre a 
utilização, movimentação e transporte, inclusive intermodal, de mercadorias em 
unidades de carga) foi revogada. Outro ponto de atenção para qualquer 
questão é a utilização pela banca de termos absolutos e com significado 
totalmente excludentes como SOMENTE, e nesse caso, 
“INDEPENDENTEMENTE”, esses termos normalmente levam a tornar a 
afirmação errada. Fique Atento! 
 
 Gabarito: E 
 
223. (Cespe – MPOG – 2012) O transporte multimodal de cargas 
será internacional quando o ponto de embarque da carga estiver 
situado fora do território nacional. 
 
Resolução: 
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 O transporte será internacional se o ponto de embarque e/ou de 
desembarque estiver situado fora do território nacional. 
 
 Gabarito: C 
 
224. (Cespe – Analista(CAM DEP)– 2012) O transporte intermodal 
envolve, alémda inter-relação física entre as modalidades, a 
integração de responsabilidades, conhecimentos, programações, 
cobrança de fretes e demais despesas. 
 
Resolução: 
 Essa é a definição do MULTIMODAL...a pegadinha se repete. 
 
 Gabarito: E 
 
225. (Cespe – Analista(CAM DEP)– 2012) O transporte ferroviário, 
embora eficiente no consumo de combustível, demanda custos 
fixos elevados em relação à ferrovia. 
 
Resolução: 
 Apesar do baixo custo de manutenção e de frete versus o rodoviário 
descritos na nossa tabela comparativa, sabemos que o custo total é a soma dos 
custos fixos mais os custos variáveis, sendo o transporte ferroviário 
caracterizado por possuir um custo fixo muito alto representado pelo 
arrendamento da malha, terminais e materiais rodantes, e custos 
variáveis – mão-de-obra, manutenção, combustível e energia - 
relativamente baixos, tornando-o adequado para o transporte de 
mercadorias de baixo valor agregado e com grande peso específico. 
 
 Gabarito: C 
 
226. (Cespe – MPOG – 2012) Acerca dos aspectos físicos, 
operacionais, econômicos, institucionais e tecnológicos do setor 
de transporte, julgue o item seguinte: 
 
O transporte ferroviário é o de menor custo fixo entre todos os 
modais de transporte, sendo, por isso, recomendado para o 
transporte de mercadorias de alto valor. 
 
Resolução: 
 Questão praticamente idêntica a anterior, lembre-se o transporte 
ferroviário é caracterizado por possuir um custo fixo muito alto 
representado pelo arrendamento da malha, terminais e materiais 
rodantes, e custos variáveis – mão-de-obra, manutenção, combustível e 
energia - relativamente baixos, tornando-o adequado para o transporte de 
mercadorias de baixo valor agregado e com grande peso específico 
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 Para questões como essa, segue uma tabela bem sintética com as 
infomações sobre os custos fixos e variáveis dos modais: 
 
Custos Comparativos 
Aeroviário Rodoviário Ferroviário Aquaviário 
Custos Fixos Médio a Alto Baixo Alto Médio 
Custos Operacionais Alto Médio Baixo Baixo 
 
 As questões mais prováveis para ser cobradas nos certames são as que 
trabalham os conceitos de Alto e Baixo que estão destacadas em preto para 
facilitar a memorização. 
 
 Gabarito: E 
 
227. 9. (Cespe – Analista(IBAMA) – 2012) A região localizada na 
Chapada do Araripe, em pleno semiárido nordestino, responde por 
mais de 90% da produção nacional de gesso e gipsita. Apesar 
desse potencial produtivo, as exportações ainda são quase 
insignificantes. Como o gesso possui baixo valor agregado, até 
mesmo o custo do frete rodoviário acaba por complicar o 
transporte por longas distâncias. A operação só é viável porque a 
oferta de caminhões é muito grande e os caminhoneiros que 
trazem as cargas do Sul e Sudeste preferem aceitar o transporte 
da carga a voltar com os caminhões vazios às suas bases. Revista 
Cais do Porto, mai./2008. Considerando o trecho de texto acima, 
julgue o item que se segue: 
 
A intermodalidade pode ser definida como uma característica do 
sistema de transportes por meio da qual se utilizam, de forma 
integrada, pelo menos dois modos de transporte diferentes na 
cadeia de transportes porta-a-porta. 
 
Resolução: 
Nada se falou sobre responsabilidades nem quantidades de contratos 
envolvidos no processo, portanto a descrição física da intermodalidade está 
correta. 
 
 Gabarito: C 
 
228. (Cespe – Analista(IBAMA) – 2012) A região localizada na 
Chapada do Araripe, em pleno semiárido nordestino, responde por 
mais de 90% da produção nacional de gesso e gipsita. Apesar 
desse potencial produtivo, as exportações ainda são quase 
insignificantes. Como o gesso possui baixo valor agregado, até 
mesmo o custo do frete rodoviário acaba por complicar o 
transporte por longas distâncias. A operação só é viável porque a 
oferta de caminhões é muito grande e os caminhoneiros que 
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trazem as cargas do Sul e Sudeste preferem aceitar o transporte 
da carga a voltar com os caminhões vazios às suas bases. Revista 
Cais do Porto, mai./2008. Considerando o trecho de texto acima, 
julgue o item que se segue: 
 
A navegação interior apresenta menor eficiência energética que 
os modais rodoviário e ferroviário. 
Resolução: 
 Utilizando as informações do gráfico abaixo, temos como extrair algumas 
conclusões adicionais sobre eficiência entre modais. Apesar de mais lento, O 
modal hidroviário (transporta 13% das cargas e consome ~ 2% da energia) 
é, portanto, menos poluente e mais barato por tonelada transportada 
que o modal rodoviário (transporta 60% das cargas porém consome 90% 
da energia) sendo então mais eficiente do ponto de vista energético. Todavia, 
ao compararmos com o modal ferroviário (transporta 24% das cargas e 
consome ~ 1% ), já percebemos que este é o mais eficiente de todos. 
 
Gabarito: E 
 
229. (Cespe – Analista(IBAMA) – 2012) A região localizada na 
Chapada do Araripe, em pleno semiárido nordestino, responde por 
mais de 90% da produção nacional de gesso e gipsita. Apesar 
desse potencial produtivo, as exportações ainda são quase 
insignificantes. Como o gesso possui baixo valor agregado, até 
mesmo o custo do frete rodoviário acaba por complicar o 
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transporte por longas distâncias. A operação só é viável porque a 
oferta de caminhões é muito grande e os caminhoneiros que 
trazem as cargas do Sul e Sudeste preferem aceitar o transporte 
da carga a voltar com os caminhões vazios às suas bases. Revista 
Cais do Porto, mai./2008. Considerando o trecho de texto acima, 
julgue o item que se segue: 
 
No que tange às emissões de CO2 por modal no Brasil, verifica-se 
que o ferroviário é responsável por uma parcela superior à do 
aéreo, haja vista o pouco investimento no desenvolvimento 
tecnológico no setor, comparativamente ao do setor aéreo. 
 
Resolução: 
 O CO2 está intimamente ligado ao impacto ambiental e ao consumo 
energético que de acordo com a nossa tabela comparativa é baixo para o 
modal ferroviário e alto para o modal aéreo. 
 Em linhas gerais: Se você entender esse gráfico a seguir, já terá um 
bom domínio do que pode ser pedido. 
 
Modelo ARHF – Menor para o Maior Eficiência Energética. “Acerto 
Rápido Hoje Fácil” 
 
Gabarito: E 
 
Aspectos físicos, operacionais, econômicos, institucionais e 
tecnológicos do setor de transporte 
 
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 Os critérios para escolha de modais devem sempre levar em consideração 
aspectos de custos e características de serviços. Em geral, quanto maior o 
desempenho em serviços, maior tende a ser o custo do mesmo. 
As diferenças são substânciais tanto nos custos dos serviços como 
nos preços dos fretes entre os modais. A tabela abaixo apresenta os preços 
médios cobrados em R$ para cargas fechadas de médias e longas distância, ou 
seja, distâncias superiores a 500 quilômetros. 
 
Preço por ton-
quilômetro Aeroviário Rodoviário Ferroviário Aquaviário 
Em R$ 
 R$ 
1.307,50 
 R$ 
47,50 
 R$ 
27,50 
 R$ 
17,50 
 
230. (Cespe – MPOG – 2012) Acerca dos aspectos físicos, 
operacionais, econômicos, institucionais e tecnológicos do setor 
de transporte, julgue o item seguinte. 
 
A escolha do modal de transporte de carga é motivada por fatores 
primários, como, por exemplo, as condições de infraestrutura, e 
secundários, como os custos de manuseio. 
 
Resolução: 
 As condições de infraestrutura estão intimamente ligadas as 
características operacionais dos modais: Velocidade, Disponibilidade, 
Confiabilidade, Capacidade e Frequência, sendo fatores primários na 
escolha de um modal. Já os Custos Indiretos(dentre

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