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MEDIDAS DE SEGURANÇA MEDIDAS DE SEGURANÇA CONCEITO: sanção penal imposta pelo estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade é exclusivamente preventiva, no sentido de evitar que o autor de uma infração penal que tenha demonstrado periculosidade volte a delinquir. PRESSUPOSTOS PARA APLICAÇÃO: Prática de um crime; Periculosidade. Na inimputabilidade, a periculosidade é presumida. Na semi-imputabilidade precisa ser constatada pelo juiz. MEDIDAS DE SEGURANÇA ESPÉCIES: Detentiva: internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico (art. 96, CP). Restritiva: sujeição a tratamento ambulatorial (art. 97, CP). MEDIDAS DE SEGURANÇA A medida de segurança de tratamento ambulatorial nos crimes de detenção é facultativa, ficando condicionada ao maior ou menor potencial de periculosidade do inimputável. Assim temos: - crime apenado com reclusão: a internação é obrigatória. - crime apenado com detenção: o tratamento ambulatorial é facultativo. MEDIDAS DE SEGURANÇA Semi-imputável: art. 98: aplica-se o sistema vicariante: ou o juiz reduz a pena de 1/3 a 2/3, ou a substitui por medida de segurança, sendo que a decisão que substitui precisa ser fundamentada, e só deve ser determinada se o juiz entendê-la cabível. A competência para revogar a medida de segurança é do juiz da execução. O juiz deve fixar na sentença um prazo mínimo de duração da medida de segurança, entre 1 a 3 anos. MEDIDAS DE SEGURANÇA Conversão de pena em medida de segurança: é possível quando no curso da execução da pena privativa de liberdade sobrevenha doença mental ou perturbação da saúde mental ao condenado.