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Introdução à Fisioterapia

Capítulo introdutório sobre a profissão de fisioterapia. Apresenta definição segundo o COFFITO, objetivos de aprendizagem, fundamentos científicos e disciplinas que embasam a prática, panorama histórico mundial e nacional, regulamentação brasileira (Decreto‑Lei nº 938/1969) e símbolo profissional.

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Ana Claudia

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INTRODUÇÃO 
À PROFISSÃO: 
FISIOTERAPIA
Claudia Adriana Bruscatto
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin – CRB 10/2147
Revisão técnica:
Silviane Machado Vezzani
Diretora acadêmica do Programa de Atualização 
em Fisioterapia (PROFISIO)
Fisioterapia Esportiva e Traumato-ortopédica do Sistema 
de Educação em Saúde Continuada a Distância
Especialista em Ciência do Movimento
M357i Marques, Marília Rossato.
 Introdução à profissão: fisioterapia/ Marília Rossato 
 Marques, Claudia Adriana Bruscatto, Cesar Eduardo Jacintho 
 Moritz ; [revisão técnica: Silviane Machado Vezzani] . – 
 Porto Alegre: SAGAH, 2017.
 101 p. : il. ; 22,5 cm.
 ISBN 978-85-9502-266-9
 1. Fisioterapia. I. Bruscatto, Claudia Adriana. II. Moritz, 
 Cesar Eduardo Jacintho. III.Título.
CDU 615.8
Iniciais_Introdução a profissão_Fisioterapia.indd 2 21/11/2017 17:00:22
Noções gerais da profissão: 
definição e histórico
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Conhecer a definição da profissão.
 Descrever aspectos históricos da profissão no contexto mundial.
 Relatar os principais fatos históricos da fisioterapia no âmbito nacional.
Introdução
O conhecimento da definição da profissão de fisioterapia e dos seus 
aspectos históricos são fundamentais para a compreensão dessa profissão. 
Neste capítulo, abordaremos aspectos históricos desde os primórdios da 
civilização humana até os dias atuais. Além disso, trataremos de aspectos 
históricos nos âmbitos mundial e nacional, os seus obstáculos e a sua 
regulamentação.
Definição
Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), 
a Fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios 
cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, 
gerados por alterações genéticas, traumas e doenças adquiridas, na atenção 
básica, de média e alta complexidade (BRASIL, [201-?]a). Além disso, a 
Fisioterapia fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, 
sistematizados pelos estudos da biologia, das ciências morfológicas, das ciên-
cias fi siológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, 
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da cinesia, da sinergia funcional e da cinesia patológica de órgãos e sistemas 
do corpo humano, além das disciplinas comportamentais e sociais.
O fisioterapeuta é o profissional de saúde, com formação acadêmica supe-
rior, habilitado à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais 
(diagnóstico fisioterapêutico), à prescrição das condutas fisioterapêuticas, 
à sua ordenação e indução no paciente, bem como ao acompanhamento da 
evolução do quadro clínico funcional e às condições para a alta do serviço 
(BRASIL, [201-?]a).
Assim, a fisioterapia, em uma perspectiva humana, possibilita aos indi-
víduos um viver mais saudável na busca pela melhor qualidade de vida. O 
exercício da Fisioterapia tem o objetivo de promover a saúde da coletividade 
por intermédio da educação para a saúde, da prevenção de doenças e acidentes, 
além de auxiliar na restauração da atividade funcional. Para tanto, o profissional 
utiliza métodos e técnicas para avaliação, diagnóstico, tratamento e definição 
de alta fisioterapêutica (RIO GRANDE DO SUL, [2014?]).
A fisioterapia é considerada uma das profissões mais novas da saúde. Ela 
foi regulamentada no Brasil como profissão pelo Decreto-Lei nº 938, de 13 
de outubro de 1969, que concedeu ao fisioterapeuta, e também ao terapeuta 
ocupacional, o exercício de suas profissões, sendo considerado um profissional 
diplomado por escolas e cursos reconhecidos e de nível superior. Na Figura 
1, observa-se o símbolo oficial da fisioterapia, decretado oficialmente pela 
Resolução nº 232, de 27 de fevereiro de 2002.
Figura 1. Símbolo oficial da Fisioterapia.
Fonte: Brasil ([201-?]b).
Se pensarmos de acordo com conceitos fundamentados na antropologia e 
na sociologia de uma profissão, para ela ser reconhecida, há uma necessidade 
de haver conhecimento científico. Deve, também, ter o amparo jurídico por 
leis, portarias, pareceres e resoluções. Além disso, é necessário convencer a 
Noções gerais da profissão: definição e histórico12
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sociedade de sua importância e confiabilidade e isso só é possível por meio 
de uma sustentação científica por conhecimento que se baseia em estudos e 
pesquisas (CAVALCANTE et al., 2011).
Para o melhor entendimento da fisioterapia, é necessária uma viagem 
na história, visto que a sua origem é antiga e os recursos naturais utilizados 
nos dias atuais eram, muitos deles, usados por povos arcaicos. Os pilares da 
fisioterapia se constituíram, como uma profissão da saúde, a partir de relatos 
do final do século XIX, com base nos saberes teóricos e práticos de, principal-
mente, três profissões anteriormente edificadas: a medicina, a enfermagem e a 
educação física. A medicina contribuiu para os conhecimentos fisiológicos e 
anatômicos por meio dos diagnósticos clínicos das disfunções do ser humano. 
A enfermagem contribui com a utilização de massagens terapêuticas para 
alívio de dores, principalmente as reumáticas e as ortopédicas. E por fim, a 
educação física, com a utilização do exercício físico e da prática de esportes 
(ESPÍNDOLA, 2011).
Histórico da Fisioterapia no contexto mundial
Podemos subdividir a história da humanidade em três grandes momentos, 
quando se envolve as ciências da saúde e, consequentemente, o desenvolvi-
mento e a formação da Fisioterapia: o período que antecede a Primeira Guerra 
Mundial, compreendido da Idade Antiga, da Idade Média, do Renascimento 
e da Industrialização, o período das grandes guerras e, por fi m, o período 
contemporâneo.
Na antiguidade, no período compreendido entre 4.000 a.C. e 395 d.C, há 
referências de que a massagem e a ginástica eram empregadas para fins tera-
pêuticos. A massagem se evidencia por ser a mais conhecia e, provavelmente, a 
mais antiga das técnicas de terapias manuais existentes. O primeiro manuscrito 
encontrado sobre técnicas de massagem terapêutica é o Nei Ching, também 
conhecido como O livro de medicina do Imperador Amarelo, de 2598 a. C.
A referência mais antiga sobre a existência de exercícios terapêuticos 
encontrada é o Cong Fou (China). Os manuscritos do Cong Fou se referem a 
um conjunto de movimentos e posturas prescritos pelos sacerdotes Taoístas, 
que têm o objetivo de aliviar as dores. Há relatos de que Galeno, médico e 
filósofo, criou uma ginástica de tronco e pulmões para tratar um menino. 
Hipócrates, pai da medicina, também utilizou a ginástica médica com o ob-
jetivo de fortalecer músculos enfraquecidos, agregando esse procedimento 
13Noções gerais da profissão: definição e histórico
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ao tratamento de doenças, Além da ginástica, há registros de uso do peixe 
elétrico com recurso para o alívio da dor. 
Já a Idade Média (período compreendido entre os séculos IV e XV) foi uma 
época na qual houve uma interrupção no avanço dos estudos, assim, pouco 
se contribuiu para a evolução do conhecimento e da atuação das ciências da 
saúde. Nesse período, predominou a ordem social pautada no plano divino, 
e o ser humano era visto como algo inferior. Tal fato exigiu uma interrupção 
nos estudos e na atuação da área da saúde. Os hospitais passaram a ter espaços 
destinados à construção de capelas e os quartos eram pequenos e com espaços 
reservados a oratórios.
Com o surgimento do período Renascentista (séculos XV a XVI), marcado 
pelo momento cultural e literário, há a retomada dos estudos na área das ciências 
da saúde. Em 1750, há relatos de que o Instituion Nationale dês Invalides, em 
Paris, utilizava estímulos elétricos para o tratamento de pessoas com paralisia. 
Há publicações de 1780 que enfatizavam técnicas de terapia manual para asmobilizações das articulações.
Nicolas Andry designa o termo ortopedia como a arte de prevenir e tratar 
deformidades posturais. Em seguida, Duchene de Boulogne escreve a obra 
Fisiologia do Movimento, que ainda hoje serve de base para muitas técnicas 
fisioterapêuticas. Nesse período, surgiram os primeiros relatos de especiali-
zações, como a cinesioterapia, feita por Dom Francisco y Ondeano Amorós. 
Com a chegada da industrialização originada na Inglaterra e depois de 
difundida por toda a Europa, surgem também os problemas sociais e de saúde 
pública. Tal fato desencadeia a migração do homem do campo para a formação 
das grandes cidades. Além disso, as exigências de trabalhos repetitivos e longas 
jornadas de trabalho acabam ocasionando o aparecimento das primeiras doen-
ças ocupacionais, como tendinites, bursites, epicondilites, lesões musculares, 
dores crônicas, lesões mutilantes, entre outras. Juntamente com essas doenças 
ocupacionais, há o aparecimento das epidemias de cólera e tuberculose pulmo-
nar, em decorrência das condições sanitárias e alimentares precárias. Assim, 
devido a tais situações, passa a ser obrigação a utilização de recursos físicos 
e naturais em ação curativa e reabilitadora. Em 1864, em Berlim (Alemanha), 
surgem as primeiras escolas de reabilitação de indivíduos com deficiências, 
sendo, nesse momento, a visão da Fisioterapia na ação curativa e reabilitadora.
Após a Revolução Industrial (século XIX), a massagem terapêutica foi 
regulamentada na Europa pela criação, por três enfermeiras e uma parteira, da 
Society of Trained Masseuses (STM), e foi dessa maneira que essas mulheres 
conquistaram o direito de desempenhar uma profissão.
Noções gerais da profissão: definição e histórico14
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Nos primeiros 50 anos do século XX, período esse entre as grandes guerras, 
a reabilitação teve fundamental participação e, com isso, a consolidação da 
Fisioterapia como uma importante profissão. Em 1924, Frumerie descreve o 
tratamento de reabilitação por meio de ginástica médica e massagem, além 
disso, essas duas modalidades dispõem de máquinas para auxiliar a execução 
dos movimentos. Tais máquinas foram projetadas por Zandler e denominadas 
de mecanoterapia.
Nesse mesmo período, na França, Gabriel Bidou cria, no Hospital de Sal-
pêtrière, o primeiro serviço de recuperação funcional, além de apresentar 
conceitos como: ortopedia instrumental, terapia mecânica e recuperação 
funcional, entre outros termos. Ele ainda relatada a importância de estudos 
científicos dessas técnicas, além de ganhar a confiança da população e eliminar 
o empirismo dessas técnicas de reabilitação.
Ao mesmo tempo, foram criadas escolas de cinesioterapia vinculadas às 
universidades, principalmente na Alemanha, nas cidades de Heidelberg, Muster 
e Colônia. Tais escolas visavam à reabilitação e ao tratamento dos lesados das 
grandes guerras. Além disso, a criação de órteses e próteses, para os milhares 
de lesionados deixados pelas guerras, foi destaque nesse período. 
No século XXI, a fisioterapia ganhou um novo olhar, na perspectiva de 
um ser humano com alterações psíquicas e físicas, visando à prevenção na 
atenção primária.
Histórico da Fisioterapia no Brasil
O surgimento da fi sioterapia no Brasil iniciou no eixo Rio-São Paulo, com a 
vinda da Família Real para o país. Ela trouxe consigo, da Europa, centenas 
de pessoas para servi-la, além de serviços médicos mais avançados, o que 
acabou por ajudar, de certa forma, a desenvolver os primeiros serviços de 
Fisioterapia no Brasil. 
No período de 1879 a 1883, com a industrialização e com o aumento do 
número de acidentes de trabalho, passou-se a ter a utilização de recursos 
físicos voltados para a assistência curativa e reabilitadora. Surgiu assim, nessa 
época, o serviço de hidroterapia no Rio de Janeiro, existente até os dias atuais, 
denominado “Casa das Duchas”. 
Em 1919, o médico Raphael de Barros fundou o serviço de eletricidade 
médica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Dez anos 
depois, em 1929, o médico Waldo Rolim de Moraes fundou o serviço de 
Fisioterapia do Instituto do Radium Arnaldo Vieira de Carvalho, no Hospital 
15Noções gerais da profissão: definição e histórico
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Central da Santa Casa de Misericórdia, e, em seguida, instalou o mesmo 
serviço no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade 
de São Paulo.
A Segunda Guerra Mundial apresentou o envolvimento direto do Brasil. O 
reflexo dessa participação desencadeou a atuação da fisioterapia como prática 
recuperadora e reabilitadora das sequelas físicas da guerra. As grandes guerras 
e também a industrialização foram fatores determinantes para a fisioterapia se 
consolidar como uma profissão fundamental para a recuperação do indivíduo 
lesado. As exigências da jornada de trabalho, das posturas e dos movimentos 
repetitivos, além das capacidades fisiológicas, geram lesões físicas e dores, 
levando a incapacidades temporárias e até permanentes.
A carência por maiores e modernos serviços geraram uma preocupação 
com a resolutividade dos tratamentos. Dessa forma, em 1951, o Dr. Waldo 
Rolim de Moraes criou o primeiro curso técnico de fisioterapia, com duração 
de um ano, em período integral, ministrado por médicos. Em 1954, foi criada 
a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Nessa época, a 
poliomielite apresentava índices devastadores e obrigava que se tivesse uma 
atenção voltada para o processo de reabilitação, além disso, nessa mesma 
época, também havia a necessidade de atendimento aos lesados da Segunda 
Guerra Mundial. Com isso, a obrigatoriedade de uma formação melhorada 
desses profissionais promove a estruturação de um curso técnico de dois anos, 
que era realizado no Instituto de Reabilitação da USP.
Em 1957, surgiu a Associação Paulista de Fisioterapeutas, que tinha como 
objetivo promover o aperfeiçoamento profissional do ponto de vista jurídico, 
científico e deontológico da formação e do exercício da profissão. Em 1959, foi 
fundada a Associação Brasileira de Fisioterapeutas, que tinha como principal 
objetivo unificar a classe profissional de todo o país.
A luta desses profissionais fez avançar a profissão no aspecto legal. Com 
o Parecer nº 388/63 elaborado pelo Conselho Federal de Educação e aprovado 
em 10 de dezembro de 1963 pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), 
foi reconhecido o curso de fisioterapia que deveria ter um currículo mínimo, 
e de duração de três anos, formando os profissionais técnicos em Fisioterapia. 
Entretanto, no dia 13 de outubro de 1969, o Decreto-Lei nº 938 reconhece 
e regulamenta a Fisioterapia como uma profissão, representando um marco 
importante. A partir daí, no início dos anos 1970, surgiram os cursos supe-
riores de três anos, sendo a Universidade de São Paulo a primeira, seguida, 
em 1973, pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Somente em 
1983, o Conselho Federal de Educação editou o currículo mínimo para 4 anos 
letivos e, assim, surgiram os primeiros cursos superiores de quatro anos. Em 
Noções gerais da profissão: definição e histórico16
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17 de dezembro de 1975, a Lei nº 6.316, decretada pelo Congresso Nacional 
e sancionada pelo Presidente da República, criou o Conselho Nacional de 
Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e os Conselhos Regionais de 
Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO), que vieram a desempenhar um 
papel decisivo no crescimento dessa profissão. O Código de Ética de Fisioterapia 
e Terapia Ocupacional, que determina as normas e as responsabilidades para 
o exercício dessas profissões, foi aprovado pela Resolução COFFITO nº 10, 
em 3 de julho de 1978.
A Fisioterapia, na sua origem mundial, e também no Brasil e no decorrer 
de sua trajetória, assim como as outras profissões da área dasaúde, conduziu 
a sua atuação profissional para as atividades reabilitadoras e curativas. Nos 
anos 1980, a fisioterapia sofreu influências das técnicas europeias e norte-
-americanas, trazendo ao Brasil novas técnicas e maiores incentivos à pesquisa. 
Em 1996, o MEC, por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de 
Pessoal de Nível Superior (Capes), concedeu, oficialmente, o primeiro mes-
trado brasileiro em Fisioterapia pela Universidade de São Carlos (UFSCar). 
A partir desse marco, a fisioterapia passou a integrar, de maneira formal, a 
comunidade científica no Brasil. 
Nos dias de hoje, com a preocupação crescente com a qualidade dos serviços 
de saúde oferecidos à população, a fisioterapia não é mais centrada apenas 
na doença, mas, sim, na prevenção e no tratamento de um ser humano como 
um todo. É importante que os fisioterapeutas busquem o aperfeiçoamento 
contínuo, por meio de troca de experiências, observações e pesquisa, buscando 
sempre em sua conduta o embasamento em fundamentos científicos. Assim, 
a fisioterapia, uma profissão séria, ética e responsável, atua e promove saúde 
em todos os níveis de atuação.
17Noções gerais da profissão: definição e histórico
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1. De acordo com a definição 
da Fisioterapia, é função do 
fisioterapeuta: 
a) dar o diagnóstico dos distúrbios 
cinéticos funcionais.
b) dar o diagnóstico clínico.
c) dar o diagnóstico nutricional.
d) dar o diagnóstico de risco.
e) dar o diagnóstico diferencial.
2. A Fisioterapia foi regulamentada, 
no Brasil, como profissão 
de nível superior em: 
a) 1919.
b) 1983.
c) 1969.
d) 1997.
e) 1959.
3. Na Idade Antiga, Galeno (130 a 210 
d.C.), um filósofo e médico, utilizou 
uma técnica de tratamento que 
proporcionou a correção de um 
tórax de um rapaz. Se comparar as 
técnicas de fisioterapia utilizadas 
atualmente, qual o recurso 
empregado por Galeno? 
a) Eletroterapia.
b) Acupuntura.
c) Cinesioterapia.
d) Termoterapia.
e) Quiropraxia.
4. Sobre os aspectos históricos no 
âmbito mundial e nacional, marque 
a afirmativa correta. 
a) No Brasil, as epidemias de 
tuberculose tiveram um 
papel importante na criação 
da Escola de Reabilitação 
do Rio de Janeiro (ERRJ).
b) Após a Revolução Industrial, 
a prática da massagem foi 
regulamentada na Europa 
com a fundação da Society of 
Trained Masseusers (STM).
c) A consolidação da Reabilitação 
Física surgiu na Europa, 
principalmente com a criação 
da entidade das mulheres 
auxiliares de cuidados 
médicos, após a Guerra Fria.
d) No início da década de 
1950, surgiram os primeiros 
cursos superiores no Brasil 
com duração de 3 anos.
e) Em 1864, no Canadá, surgiram 
as primeiras escolas para 
reabilitação de portadores 
de incapacidades.
5. O Decreto-Lei nº 938, de 1969, trouxe 
para a Fisioterapia no Brasil: 
a) o poder de decidir sobre 
outras profissões.
b) a fixação da jornada de trabalho 
dos profissionais fisioterapeuta 
e terapeuta ocupacional.
c) a liberação para o fisioterapeuta 
fiscalizar outras profissões.
d) a criação do Conselho 
Federal e dos Conselhos 
Regionais de Fisioterapia 
e Terapia Ocupacional.
e) O exercício das profissões 
de fisioterapeuta e 
terapeuta ocupacional.
Noções gerais da profissão: definição e histórico18
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BRASIL. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Definição: fisioterapia. 
[201-?]a. Disponível em: <https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=2341>. Acesso 
em: 05 nov. 2017.
BRASIL. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Símbolo da fisiote-
rapia. [201-?]b. Disponível em: <https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=2359>. 
Acesso em: 05 nov. 2017.
CAVALCANTE, C. C. L. et al. Evolução científica da fisioterapia em 40 anos de profissão. 
Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 24, n. 3, p. 513-522, jul./set. 2011.
ESPÍNDOLA, D. S.; BORENSTEIN M. Evolução histórica da fisioterapia: da massagem 
ao reconhecimento profissional (1894-2010). Fisioterapia Brasil, Rio de Janeiro, v. 12, 
n. 15, p. 389-394, set./out. 2011.
RIO GRANDE DO SUL. Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional 
(5ª Região). Cartilha de políticas públicas: fisioterapia e terapia ocupacional. [2014?]. 
Disponível em: <http://www.crefito5.org.br/wp-content/uploads/2014/06/carti-
lha_politicas_publicas.pdf>. Acesso em: 05 nov. 2017.
Leituras recomendadas
BOTOMÉ, S. P.; REBELATTO, J. R. Fisioterapia no Brasil: fundamentos para uma ação 
preventiva e perspectivas profissionais. 2. ed. São Paulo: Manole,1999.
PINHEIRO, G. B. Introdução à fisioterapia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
19Noções gerais da profissão: definição e histórico
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https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=2341
https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=2359
http://www.crefito5.org.br/wp-content/uploads/2014/06/carti-
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
U1_C01_Introdução a profissão_Fisioterapia.indd 20 17/11/2017 15:42:05
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