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AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA 
PROFA. JULIANA LIMA FONTELES MAGALHÃES 
Doutoranda em Ciências da Reabilitação pela UFMG/ UFC 
Mestre em Saúde Coletiva- UNIFOR 
Especialista em Fisioterapia Neurológica Funcional- UNIFOR 
Especialista em Fisioterapia Cárdio-Respiratória- UNIFOR 
Professora do Centro Universitário Estácio do Ceará 
jufontelesm@gmail.com 
OBJETIVOS DO MÓDULO 
• Apresentar aos discentes os principais aspectos 
relacionados a funcionalidade e a incapacidade 
decorrente das afecções neurológicas; 
 
• Capacitar o discente ao raciocínio clínico através da 
avaliação neurológica, e a correlacionar as áreas onde as 
lesões ocorreram com suas respectivas alterações ; 
 
• Capacitar o discente à tomada de decisão clínica através 
da avaliação neurológica a luz dos domínios da CIF; 
 
Avaliação 
•Participação– 20 pontos 
 
•Assiduidade- 20 pontos 
 
•Atividade- 60 pontos 
Que fisioterapeuta sonhamos 
em ser??? 
Avaliação 
 FICHAS DE AVALIAÇÃO 
EXTENSAS 
 DEMANDAM MUITAS 
SESSÕES PARA 
REALIZÁ-LAS 
 TEMPO 
Por que avaliar?? 
 
• Ponto de partida para nos consolidarmos 
como profissionais de saúde ; 
• Para tomada de decisão clínica; 
• Raciocínio clínico; 
• Complexidade do perfil dos pacientes 
neurológicos; 
• As doenças crônicas necessitam de uma 
equipe multidisciplinar e nunca se teve tantas 
doenças crônicas -----envelhecimento 
populacional; 
 
Raciocínio clínico (hipotético dedutivo- MÉDICO) 
• Conhecimento objetivo e mensurável; 
• Processo de observação; 
• Padrões de reconhecimento; 
• Clínico reconhece certas características 
rapidamente; 
• Memória clinica- recebe tanto paciente com 
aquela condição que já levanta a hipótese 
diagnóstica; 
Raciocínio clínico- Narrativo 
Fisioterapeuta 
• Natureza das experiências e dor; 
• Incapacidade e doença; 
• Requer um entendimento da pessoa assim como da doença 
(construção do significado) 
 
• ME PERMITE ENTENDER O INDIVIDUO NA SUA 
COMPLEXIDADE; 
 
• Desvantagem: envolve inúmeras variáveis que muitas vezes 
o profissional não esta apto a atuar; 
(Edwards et al, 2004) 
Novos paradigmas em 
Reabilitação 
 O que você espera da Fisioterapia???? 
 O que você espera da minha intervenção??? 
 
 
PERCEBER A NECESSIDADE DO PACIENTE 
 
 
NEM SEMPRE O QUE EU ESPERO QUE SEJA A NECESSIDADE DO 
PACIENTE DE FATO É 
Novos Paradigmas em 
Reabilitação; 
• A Prática Clínica deve ser centrada no PACIENTE, 
nas suas necessidades em quanto parte de um 
contexto e não simplesmente na DOENÇA OU 
CONDIÇÃO DE SÁUDE; 
• Investir na ATIVIDADE e PARTICIPAÇÃO; 
• Sentimento de Pertencimento; 
Nomenclatura anterior a CIF em Reabilitação 
International Classification of Impairments, Disabilities 
and Handicaps (ICIDH). 
 A O.M.S. definia 3 aspectos nos quais, um determinado 
dano ou lesão podiam causar disfunção para o paciente: 
 
• Deficiência ( Impairment ) é a anomalia ou perda da 
estrutura corporal, aparência ou função de um órgão 
ou sistema. 
• Incapacidade ( Disability ) é a restrição ou perda de 
habilidades. 
• Desvantagem ( Handicap ) são restrições ou perdas 
sociais e/ou ocupacionais experimentadas pelo 
indivíduo. 
International Classification of Impairments, Disabilities and 
Handicaps (ICIDH). 
 
 
 
 
 
AVC 
PARESIA 
EM MMII 
AUSÊNCIA DE 
DEAMBULAÇÃO 
AFASTAMENTO 
DO TRABALHO 
DEFICIÊNCIA 
INCAPACIDADE 
DESVANTAGEM 
Classificação Internacional de Funcionalidade 
CIF 
• Linguagem universal; 
• 2001- Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou a Classificação 
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). 
• FUNCIONALIDADE- utilizada no aspecto positivo engloba as funções e 
estruturas do corpo, atividade e participação. 
• INCAPACIDADE- termo negativo do processo, resultado da interação 
entre a deficiência do indivíduo, a limitação de suas atividades e a restrição em 
sua participação em conjunto com os fatores ambientais (barreiras ou 
facilitadores da condição de saúde); 
Deficiências 
• Perda ou anormalidade de uma estrutura do corpo ou função 
fisiológica (incluindo funções mentais); 
• Anormalidade = variação significativa das normas estatísticas 
estabelecidas. 
Termo genérico para as funções e estruturas do 
corpo, atividades e participação; 
Indica os aspectos positivos da interação entre um 
indivíduo (com uma condição de saúde) e seus 
fatores contextuais (fatores ambientais e 
pessoais). 
 Termo genérico para 
deficiências, limitações de 
atividade e restrições de 
participação; 
Indica os aspectos negativos 
da interação entre um 
indivíduo (com uma condição 
de saúde) e seus fatores 
contextuais (fatores 
ambientais e pessoais). 
INCAPACIDADE 
FUNCIONALIDADE 
• Versão completa 
• Conceitos, capítulos, exercícios e 
atividades; 
• 1424 códigos; 
• 330 páginas; 
• Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e 
Saúde para Crianças e Jovens – CIF-CJ 
 
Estrutura da CIF 
• Funções do corpo – “b – body” 
• Estruturas do corpo – “s – structure” 
•Atividades e Participação – “d – domain” 
• Fatores ambientais – “e – environment” 
Funções do Corpo 
• Funções fisiológicas dos sistemas corporais, incluindo as 
funções psicológicas; 
• “Corpo” refere-se ao organismo humano como um todo; 
• Funções mentais (ou psicológicas); 
• Funções da orientação – b114: Funções mentais gerais 
relacionadas ao conhecimento e determinação da relação 
da pessoa consigo própria, com outras pessoas, com o 
tempo e com o ambiente. 
• Funções relacionadas ao padrão da marcha – b770: 
Funções relacionadas aos padrões de movimento como 
andar, correr ou outros movimentos do corpo inteiro. 
• Freqüência cardíaca – b 4100 : Funções relacionadas ao 
número de vezes em que o coração se contrai por minuto. 
Ex: Funções da pressão 
sanguínea b420, pode ser 
b4200 (aumento), b4201 
(diminuição) b4202 
(manutenção) 
Estruturas do Corpo 
• Partes estruturais ou anatômicas do corpo como os 
órgãos, membros e seus componentes, classificados de 
acordo com os sistemas corporais; 
• O padrão para essas estruturas é a norma estatística 
para a população humana; 
• Estrutura do diencéfalo - s1102; 
• Estrutura da perna – s7501; 
• Ventrículos – s41001; 
Atividade 
• Execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo; 
• Representa a perspectiva individual da funcionalidade. 
• Levantar e carregar objetos – d430: Levantar um objeto ou mover 
algo de um lugar para outro, como levantar uma xícara ou carregar 
uma criança de um local para outro; 
• Uso fino da mão – d440: Realizar as ações coordenadas de 
manusear objetos, levantá-los, manipulá-los e soltá-los utilizando 
as mãos, dedos e polegar, como necessário para pegar moedas de 
uma mesa ou girar um botão ou maçaneta; 
Participação 
• Envolvimento de um indivíduo em uma situação de vida real; 
• Perspectiva social da funcionalidade. 
• Deslocar-se utilizando algum tipo de equipamento – d465: 
Mover todo o corpo de um lugar para outro sobre qualquer 
superfície ou espaço utilizando dispositivos específicos para 
facilitar a movimentação ou criar outras maneiras de se mover 
com equipamentos como patins, esquis, equipamento de 
mergulho, ou deslocar-se na rua com cadeira de rodas ou 
andador; 
• Jogar – d9200: Participar de jogos com regras ou jogos não 
estruturados ou não organizados e recreação espontânea, como 
jogar xadrez ou cartas ou brincadeiras de criança; 
 
WHODAS 2.0 
• O WHODAS 2.0 é um instrumento prático e genérico de avaliação 
de saúde e deficiência no âmbito populacional ou clínico. 
• O WHODAS 2.0 forneceo nível de funcionalidade de seis 
domínios de vida : 
• Domínio 1: Cognição – compreensão e comunicação. 
• Domínio 2: Mobilidade – movimentação e locomoção. 
• Domínio 3: Auto-cuidado – lidar com a própria higiene, vestir-se, 
comer e permanecer sozinho. 
• Domínio 4: Relações interpessoais – interações com outras 
pessoas. 
• Domínio 5: Atividades de vida – responsabilidades domésticas, 
lazer, trabalho e escola. 
• Domínio 6: Participação – participar em atividades comunitárias e 
na sociedade 
Keele Assessment of Participation 
PAR-PRO 
0 – não participar nesta situação 
de vida 
1 – participaram mensalmente 
(uma vez a cada 3 – 4 semanas) 
2 – participou, uma vez a cada 2 
semanas) 
3 – participação semanal (1 –4 dias 
por semana) 
4 – participação diariamente ou 
quase diariamente (5 ou mais dias 
por semana)." 
São avaliados 20 itens 
relacionados a atividade e 
participação em casa e na 
comunidade. 
Fatores Contextuais 
• Constituem o contexto completo da vida de um 
indivíduo e, em particular, a base sobre a qual os 
estados de saúde são classificados; 
• Componentes: 
• Fatores Ambientais; 
• Fatores Pessoais; 
Fatores Ambientais 
• Aspectos do mundo externo ou extrínseco que formam o 
contexto da vida de um indivíduo; 
• Incluem: 
• Mundo físico; 
• Qualidade do ar externo – e2601; 
• Outras pessoas em diferentes relacionamentos e papéis, atitudes e 
valores; 
• Atitudes individuais de conhecidos, companheiros, colegas, vizinhos e 
membros da comunidade – e425; 
• Serviços e sistemas sociais; 
• Serviços de arquitetura e construção – e5150; 
• Políticas, regras e leis; 
• Políticas de habitação – e5252; 
Fatores Pessoais 
• Fatores contextuais relacionados ao 
indivíduo: 
• Idade; 
• Sexo; 
• Nível social; 
• Experiências de vida e outros. 
CIF – Ferramenta Clínica 
• Treinamento de profissionais e planejamento de serviços 
Atkinson HL, Nixon-Cave K. A tool for clinical reasoning and reflection using the international classification of 
functioning, disability and health (ICF) framework and patient management model. Phys Ther 2011;91(3):416–
30. 
NOVAS PERPESCTIVAS 
REABILITAÇÃO 
E 
 INTERVENÇÃO 
FOCO RESTRITO: 
 
 INCAPACIDADE É 
DETERMINADA PELA 
PRESENÇA DA 
DOENÇA 
FOCO AMPLIADO: 
 
 INCAPACIDADE E 
FUNCIONALIDADE 
SÃO RESULTANTES 
DA INTEREAÇÃO 
ENTRE O INDIVIDUO 
E O AMBIENTE 
Reabilitação é um processo contínuo, que envolve 
a identificação de problemas e necessidades de 
um indivíduo, relacionado tais problemas a fatores 
relevantes da pessoa e do ambiente, permitindo 
assim a definição de objetivos terapêuticos que 
possam pautar o planejamento e a implementação 
das intervenções, bem como a avaliação 
sistemática dos efeitos das intervenções 
escolhidas, fazendo uso de procedimentos 
avaliativos que permitam mensurações de 
variáveis relevantes (Steiner et al., 2002). 
REHAB-CYCLE 
É uma ferramenta de 
avaliação centrada no 
paciente necessária para 
reconhecer os pontos de 
vista, experiências e 
perspectivas de todos os 
participantes envolvidos 
no processo de cuidado 
e saúde. 
FORMULÁRIO PARA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS EM 
REABILITAÇÃO (Stein et al,2002) 
ESTRUTURA E FUNÇÃO DO CORPO 
ATIVIDADE 
FATORES AMBIENTAIS 
O QUE SÃO OS CORE SETS 
CORE SET STROKE 
Por que avaliar um paciente??? 
•Definição de avaliação: é o ato de coletar 
dados através da anamnese e do exame 
físico para obter um diagnóstico 
fisioterapêutico e elaborar um bom plano 
de tratamento . 
 
 
Áreas de Brodmann- 
Importância Clínica 
Anamnese 
• Indentificação Pessoal; 
 
• História Clínica : 
Queixa principal (QP); 
História da doença atual; 
Antecedentes pessoais e antecedentes 
familiares; 
Exames complementares; 
Farmacoterapia. 
 
 
 
 
Exame Físico 
 Panorâmica 
• Inspeção 
 Localizada 
 
• Palpação: edema, tônus, pontos dolorosos; 
• Motricidade: 
• Voluntária (força muscular) 
• Automática (marcha, mímica, fala, deglutição) 
• Involuntária (tremores, coréia, atetose, balismo, 
mioclonias, tiques) 
 
 
 
Sensibilidade 
• Dá informação ao Sistema Nervoso Central; 
• Estímulos de qualquer natureza atuando sobre os 
órgãos receptores da superfície corporal profunda do 
corpo, são conduzidos por sistemas especiais ( vias 
aferentes ou aferenciais sensitivas ) até o SNC. 
 
• Divisão : → Sensibilidade Superficial 
 → Sensibilidade Profunda 
 
 
Sensibilidade Superficial 
• Tátil: (extereoceptiva) – algodão seco, gase, pincel – 
testa várias partes do corpo; 
 
• Térmica: dois tubos de ensaio (água quente 38ºC a 
42ºC, água fria 10ºC a 15º C) – pontos diversos 
alternando os tubos; 
 
• Doloroso: alfinete e agulha – em áreas distintas do 
corpo. 
 
 
Sensibilidade Profunda 
• Sensibilidade Vibratória (palestesia): pesquisada com 
diapasão – coloca nas proeminências ósseas; 
 
 
 
• Sensibilidade a Pressão (barestesia): compressão digital em 
várias partes do corpo, especialmente em ventres 
musculares; 
 
 
• Cinética Postural (batiestesia): desloca suavemente 
qualquer segmento corporal em várias direções ( flexão, 
extensão) e em um determinado momento fixa-se o 
segmento em uma posição determinada, a qual o 
paciente deve reconhecer, (hálux, polegar, mão, pé); 
 
 
 
• Sensibilidade Dolorosa: compressão moderada de massa 
muscular e tendões – se sentir dor estamos diante de 
neurite, miosites. 
 
Exemplos de provas para o exame de 
Sensibilidade 
• Esterognosia: capacidade de reconhecer um objeto com a mão 
sem auxílio da visão; 
 
 
• Grafestesia: capacidade de reconhecer símbolos ou letras em 
partes do corpo; 
 
 
• Barognosia: capacidade de perceber ou diferenciar pesos; 
 
 
• Discriminação de dois pontos: capacidade de diferenciar 
simultaneamente dois pontos da pele; 
 
• Duplo Estímulo: começa com os pontos afastados com 
objetos idênticos e depois se aproximando. 
 
OBS: durante o exame da sensibilidade o paciente deve 
permanecer com os olhos fechados após explicações 
adequadas do que se irá fazer. 
 
Reflexos 
• A atividade reflexa se traduz por uma resposta 
(motora ou não) independente da 
voluntariedade, e é desencadeado 
imediatamente após um estímulo consciente ou 
não. 
 
 
 
Reflexos 
• Reflexo Profundo do Orbicular das pálpebras: 
 Localização – Ponte: Via aferente e eferente: Nervo facial 
 Posição – Sentado ou D.D. 
 Teste – Percurtir a glabela ou região frontal 
 Resposta – Contração Bilateral dos músculos orbiculares 
das pálpebras. 
• Reflexo Orbicular dos Lábios: 
 Localização: Ponte: Via aferente e eferente: Nervo facial 
 Posição: Sentado ou D.D. 
 Teste: Percutir a região superior do lábio. 
 Resposta: Contração Bilateral dos músculos orbiculares da boca. 
 
 
 
• Reflexo Masseteriano: 
 Localização: Ponte: Via aferente e eferente: Trigêmeo 
 Posição: D.D. 
 Teste: Percutir o mento com interposição do dedo do 
examinador. 
 Resposta: Contração dos músculos masseteres e elevação da 
mandíbula. 
. 
 
 
Reflexos dos MMSS 
• Reflexo Biciptal 
 Inervação – C5, C6. 
 Posição – Sentado, de pé ou em D.D. o M.S. descansando sobre o tórax. 
 Teste – O antebraço semi-fletido é apoiado com o antebraço em supinação. 
 Resposta – Contração do bíceps, flexão e supinação do antebraço. 
Hiperreflexia em lesões centrais. 
 
• Reflexo Triciptal 
 Inervação – C6, C7,C8 
 Posição – Sentado,de pé. 
 Teste – Braço em abdução, cotovelo fletido a 90◦ sustentado pela mão do 
examinador. 
 Resposta – Contração do tríceps. 
 
 
Reflexos dos MMII 
• Reflexo dos Adutores da coxa: 
 Inervação – L2 à L4 (nervo obturador). 
 Posição – Em decúbito dorsal ou sentado. 
 Teste – Colocar o dedo sobre o côndilo medial do fêmur 
e percutir. 
 Resposta – Contração dos adutores do mesmo lado do 
estímulo ou bilateral. 
 
• Reflexo patelar: 
 Inervação – L2 à L4 ( nervo femoral). 
 Posição – Sentado com pernas pendentes ou decúbito 
dorsal. 
 Teste – Percutir o tendão patelar. 
 Resposta – Extensão da perna. 
 
 
 
• Reflexo Aquileu: 
 Inervação – L4 a S2 (nervo tibial). 
 
 Posição – Paciente em pé, joelho fletido e a perna 
apoiada no banco. 
 
 Teste – Percutir o tendão de aquiles com o pé em ligeira 
flexão. 
 
 Resposta – Flexão plantar do tornozelo. 
 
 
• Reflexo Cremastérico: 
 Inervação – L1 à L2 
 Teste – Percussão na porção interna e superior da coxa. 
 Resposta – Elevação do Testículo (homem), grandes 
lábios (mulher). 
 
 
 
• Reflexo Bulbocavernoso: 
• Arco reflexo simples que pode envolver os seguimentos 
medulares de L5 a S5, mas que está centrado no nível de 
S3 e S4; 
• Indica integridade dos nervos pélvicos aferentes e 
eferentes e também uma integridade do segmento 
medular responsável pelo reflexo; 
 
(Bruni et al.,2004) 
 
• Reflexo Cutâneo-Plantar em Extensão ou sinal de 
Babinski : Inervação – L5 à S2. 
Teste – Estimulação na região plantar, do calcâneo até 
a base dos metatarsos em direção ao primeiro dedo. 
Resposta normal – Flexão do hálux e flexão dos dedos. 
Patológica: hálux faz extensão 
 
 
 
 
Reflexos Mucosos 
• Reflexos Corneano: 
 Localização – Ponte – via eferente: nervo facial. 
 Teste – Algodão na mucosa do olho. 
 Resposta – O olho pisca. Na paralisia facial o paciente não 
pisca. 
 
• Reflexo Velopalatino: 
 Localização – Bulbo-via aferente: glossofaríngeo e via 
eferente: vago 
 Teste – Estimula com uma espátula o véu palatino. 
 Resposta – Retração da úvula e elevação do palato. 
 
Coordenação 
• Definição: movimentos precisos, suaves, adequados, 
harmoniosos de um músculo ou grupo muscular. 
 
• A coordenação adequada traduz o bom funcionamento de dois 
setores do sistema nervoso: o cerebelo (centro coordenador) a 
sensibilidade proprioceptiva (profunda) 
 
• A perda de coordenação é determinada ATAXIA, a qual pode 
ser de três tipos: Cerebelar, Sensitiva, Mista. 
 
• OBS: nas lesões da sensibilidade proprioceptiva o paciente 
utiliza a visão para fiscalizar os movimentos incoordenados. 
 
 
Atividade Motora Fina 
• Movimentos limitados a utilização de pequenos 
grupos musculares; 
• Tem controle e requer habilidade e destreza; 
Ex.: Movimentos das extremidades dos 
membros. 
 
 
Atividade Motora Grosseira 
• Postura corporal, equilíbrio e movimentos 
dos membros envolvendo grandes grupos 
musculares; 
• São regulados pelos sistemas cerebelar e 
extra piramidal; 
EX.: Engatinhar, ajoelhar, manter-se de pé, 
andar, correr. 
 
 
Exemplos de provas para o Exame de 
Coordenação 
• Prova dedo nariz – (olhos abertos e 
fechados); 
• Prova calcanhar – joelho ( olhos abertos e 
fechados); 
• Prova dos movimentos alternados; 
• Marcha – testar marcha usual, em linha 
reta no calcanhar e na ponta dos pés; 
 
 
 
Termos adequados-Coordenação 
• Dismetria: distúrbio na medida do 
movimento; 
• Dissinergia: uma decomposição dos 
movimentos; 
• Disdiadocinesia: incapacidade de realizar 
movimentos alternados rápidos. 
 
 
Marchas patológicas 
• Helicoidal, ceifante ou do hemiplégico; 
• Anserina ou de pato; 
• Parkisoniana; 
• Taloneante ou tabética; 
• Vestibular ou em estrela; 
• Escavante 
• Claudicante; 
• Em tesoura; 
Termos adequados para coordenação e 
equilíbrio da marcha 
• Astasia: Incapacidade de permanecer em pé 
por incordenação motora. 
• Abasia: Incapacidade para a marcha por 
incordenação motora. 
• Disbasia: Dificuldade na marcha 
especialmente quando causado por um 
transtorno do sistema nervoso. 
Avaliação do tônus 
• Tônus muscular: é definido clinicamente como a 
resistência encontrada quando uma articulação em 
um paciente em estado de relaxamento é movida 
passivamente. 
 
• Fisiologicamente---- indicação de um estado de 
tensão muscular ou de atividade muscular continua; 
 
 
• Sobre a resistência encontrada ao mover a 
articulação de um paciente em relaxamento: 
I. É uma combinação da rigidez passiva da articulação 
e dos tecidos moles; 
II. Depende das propriedades visco elásticas inerente 
aos tecidos 
III. Varia com a idade do paciente 
IV. Varia com a temperatura do membro a ser testado. 
V. O estado emocional pode influenciar a avaliação do 
tônus. 
Tônus 
•Clinicamente se dividem em: 
 
•Hipertonia: 
1. Espasticidade; 
2. Rigidez 
 
•Hipotonia 
Espasticidade: 
• Comprometimento de certos grupos musculares; 
• Maior resposta dos músculos ao estiramento; 
• Reflexos tendíneos com maior resposta; 
• Afeta predominantemente os músculos 
antigravitacionais (flexores dos membros superiores 
e os extensores dos membros inferiores). 
Os membros superiores tendem a assumir uma 
postura flexionada e os membros inferiores em 
extensão. 
 
Espasticidade 
• O estiramento do músculo de um paciente portador 
de espasticidade resulta em contração reflexa muito 
intensa e quanto mais rápido o fisioterapeuta 
movimentar um membro espástico, maior será o 
aumento do tônus muscular; 
 
• Isso acontece por um aumento no ganho do reflexo 
miotático e da redução do seu limiar; 
Espasticidade 
• A hipertonia espástica é uma característica da 
SNMS 
• Alterações dos reflexos neural e miotático 
• Alterações mecânicas 
• Atrofia por desuso 
• Redução do número de sarcômeros; 
• Redução das fibras musculares do tipo II; 
• A resistência aumenta no inicio e logo diminui= 
sinal de canivete. 
 
 
******* AUMENTO DA RIGIDEZ PASSIVA********* 
Rigidez 
I. É conhecida clinicamente como uma maior 
resistência a movimentos passivos mais ou menos 
lentos. 
II. Está presente nos grupos musculares tanto 
extensores como flexores. 
III. Quando o examinador estende ou flexiona uma 
articulação o membro apresenta uma rigidez em 
cano de chumbo= rigidez sentida em todo o 
movimento. 
Bizu!!!! 
• Muitos pacientes com rigidez apresentam 
um tremor adicional que caracteriza um = 
distúrbio extrapiramidal= sinal da roda 
denteada. 
• Os movimentos impostos aos pacientes 
devem ser realizados de forma lenta. 
• É característico das síndromes 
extrapiramidais. 
• Postura descerebrada= distúrbios do tronco 
encefálico e consiste em: opistotônus, maxilares 
cerrados,e membros em extensão rígida, com o pé 
em flexão plantar; 
 
• Postura decorticada= ocorre em lesões da parte 
superior do tronco encefálico e consiste em: flexão 
dos membros superiores e extensão dos membros 
inferiores, com o pé em flexão plantar; 
 
Essas posturas anormais são desencadeadas por 
movimentos passivos dos membros e do pescoço ou 
por qualquer estimulo nocivo. 
 
Movimentos involuntários 
• Coréia; 
 
• Balismo/hemibalismo; 
 
• Distonia/hemidistonia; 
 
• Mioclonias; 
 
• Tremor; 
 
Vamos treinar? 
Movimentos involuntários que resultam de 
lesão na área talâmica, sendo amplos e 
súbitos e ocorrendo nas articulações 
proximais denominam-se: (IJF,2005) 
• A) atetose 
• B) balismo 
• C) coréia 
• D) distonia 
Vamos treinar???1. É característica do paciente parkinsoniano a marcha: 
 
A ceifante. 
B vestibular. 
C atáxica. 
D hemiplégica. 
E festinante. 
 
Alterações neurológicas 
x 
Localização da lesão 
Profa: Juliana Fonteles 
Áreas de Brodmann 
AFASIA 
 Afasia de Broca: 
• Afasia de expressão 
• Incapacidade de transformar os pensamentos em 
palavras; 
• Podem compreender em alguns casos a 
linguagem falada ou a escrita; 
 Afasia de Wernick: 
• Afasia de recepção 
• Interfere na capacidade de entender a 
linguagem; 
Síndrome do Lobo Frontal 
• Afasia de Broca (motora) 
• Distúrbio cognitivo 
• Distúrbio de comportamento 
• Incontinências urinárias e fecais 
• Reflexos de preensão e sucção 
• Distúrbios motores das extremidades 
• Distúrbios do movimento ocular voluntário 
Síndrome do Lobo Temporal 
• Afasia de Wernick (compreensão) 
• Agnosia auditiva (incapacidade de atribuir significado 
ou significância a estímulos auditivos percebidos) 
• Amusia 
• Amnésia 
• Distúrbios de comportamento e emoção 
• Distúrbios visuais 
• Aprosodia( ausência das variações normais da 
entonação da fala) 
• Surdez cortical 
 
Síndrome do Lobo Parietal 
• Distúrbio sensitivo- área somatosensorial 
primária 
 
• Astereognosia- incapacidade de reconhecer 
objetos pelo toque 
 
• Agrafestesia- Incapacidade de reconhecer, sem 
ver, letras ou números escritos na pele pelo 
examinador. 
 
 
 
 
Síndrome do Lobo Occipital 
• Distúrbios visuoespaciais- assomatognosia; 
 
• Acalculia e Agrafia; 
 
• Alexia( incapacidade de desenvolvimento de leitura) ; 
 
• Apraxia ideomotora e ideatória construcional e do 
vestir-se- incapacidade de realizar tarefas específicas 
 
• Cegueira cortical 
 
Síndrome do neurônio motor 
superior 
• Fraqueza ou paralisia (paresia/plegia) 
• Hipertonia 
• Espasticidade 
• Hiperreflexia 
• Sinal de babisnki 
• Sinal de Hoffmanm 
• Clônus 
 
Os axônios dos NMS, formam os tratos corticoespinhais e 
corticonuclear. Seus corpos celulares se localizam 
principalmente no córtex motor primário. 
Sintomas de liberação ou positivos 
• Sinal de Babinski 
• Sinal de Chaddock – lataral do pé 
• Sinal de Oppenheim – compressão da tíbia 
• Sinal de Gordon – aperto em panturrilha 
• Reflexo de Schäffer – tendão de Aquiles 
• Austragésilo – músculo da coxa 
 
• Hiperreflexia profunda 
• Aumento da área de de pesquisa do reflexo 
• Policinesia – mais de uma resposta a um estímulo 
• Sinreflexia – resposta também do lado oposto 
 
 
Postura: Wernicke-Mann 
 
 
Síndrome do neurônio motor 
inferior 
• Fraqueza ou paralisia 
• Atrofia 
• Fasciculações (degeneração do 2° neurônio) 
• Hipotonia (flacidez) 
• Hiporreflexia ou arreflexia 
• Reflexos plantares e abdominais normais (por 
não ser uma lesão central) 
 Os NMI possuem seus corpos celulares nos cornos 
anteriores da medula espinhal e tronco encefálico. Eles 
formam os axônios motores longos que suprem os 
músculos do corpo 
Síndrome cerebelar 
• Ataxia; 
• Dismetria- Perturbação da amplitude dos 
movimentos, visível sobretudo nos atos sob 
comando executados rapidamente (provas 
dedo-nariz e calcanhar-joelho); 
• Assinergia- Ausência de coordenação entre os 
movimentos musculares; 
• Disartria; 
• Nistagmo; 
Síndrome neuropática 
• Ex: diabetes, alcoolismo,doenças 
auto-imunes.. 
• Fraqueza ou paralisia (distal) 
•Hipotonia 
•Hiporreflexia (aquiles) 
•Hipoanetesia 
Síndrome da junção 
neuromuscular 
• Junção mioneural: é a junção entre a parte 
terminal de um axônio motor com uma placa 
motora; 
• Ex: Miastenia gravis (acetilcolina) 
• Fraqueza muscular variável e flutuante 
• Tônus normal 
• Reflexos normais 
• Sensibilidade normal 
 
Vamos treinar? 
1. Tipo de afasia não fluente, também conhecida como afasia 
expressiva, motora e ou verbal: 
a) Wernick; 
b) Global; 
c) Broca; 
d) Condução; 
e) Anômica; 
• (FUNDATEC, Ibirapuitã-RS, 2016) Relacione a Coluna 1 de acordo com a Coluna 2 no que 
diz respeito às patologias cerebelares. Coluna 1 
• 1. Astenia. 
• 2. Disartria. 
• 3. Disdiadococinesia. 
• 4. Dismetria. 
• 5. Nistagmo. 
• Coluna 2 
( ) Distúrbio do componente motor da articulação da fala. 
( ) É o comprometimento da habilidade de realizar movimentos alternantes rápidos. 
( ) Movimento dos olhos que ocorre de forma rítmica, rápida, oscilatória, de trás para 
frente. 
( ) Fraqueza muscular generalizada associada às lesões cerebelares. 
( ) Inabilidade de julgar a distância ou a amplitude de movimento. 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
A) 2 – 3 – 5 – 1 – 4. 
B) 2 – 5 – 1 – 4 – 3. 
C)1 – 2 – 3 – 5 – 4. 
D)3 – 1 – 2 – 4 – 5. 
E) 4 – 3 – 5 – 2 – 1. 
Vamos treinar? 
O centro pneumotáxico localiza-se: 
• A) no mesencéfalo 
• B) na ponte 
• C) no bulbo 
• D) na medula espinhal 
1. Centro respiratório dorsal, localizado na porção posterior do bulbo 
raquidiano e responsável pela inspiração e pelos ciclos respiratórios; 
2. Centro pneumotáxico, localizado posteriormente na porção superior da 
ponte e que controla a frequência e o padrão dos movimentos 
respiratórios; 
3. Centro respiratório ventral, localizado na porção ventro lateral do 
bulbo raquidiano e que pode provocar inspiração ou expiração 
conforme o grupo de neurónios estimulados. 
Vamos treinar? 
(IJF, 2005) Prosopagnosia é a dificuldade de: 
• A) discriminar cores 
• B) identificar fisionomias 
• C) identificar letras desenhadas na palma 
da mão 
• D) distinguir texturas 
Vamos treinar? 
(IJF, 2005)A doença degenerativa dos 
neurônios motores da medula espinhal, 
tronco cerebral e córtex cerebral de adultos, 
que causa fraqueza e debilidade 
progressivas denomina-se: 
• A) miastenia grave 
• B) doença de Huntington 
• C) esclerose múltipla 
• D) esclerose lateral amiotrófica 
Vamos treinar?? 
(OBJETIVA, Arroio do Tigre-RS, 2016) Escala 
de avaliação subjetiva onde o paciente 
relata sua percepção da intensidade do 
esforço durante exercício físico: 
• a) Escala de Ballard. 
• b) Escala de Frankel. 
• c) Escala de Borg. 
• d) Escala de Ramsay. 
• (ITAME, Santa Terezinha-GO, 2016) Condição que afeta as 
articulações proximais de um dos membros superiores, 
com amplos movimentos, rápidos e impetuosos, 
podendo ser rápidos ou com breves intervalos e até 
violentos a ponto de machucar o paciente ou as pessoas 
próximas. Não se alteram ao fechamento dos olhos e 
estão ausentes no sono. Pode ser acompanhado de 
hipertonia e hiperreflexia no membro afetado. Resulta 
de lesão na região do núcleo subtalâmico, 
interrompendo suas conexões. 
• (A) Hemibalismo 
• (B) Coreoatetose 
• (C) Opistótono 
• (D) Mioquimia facial 
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO 
EM NEUROLOGIA 
PROFA. JULIANA LIMA FONTELES MAGALHÃES 
 
Doutoranda em Ciências da Reabilitação pela UFMG/ UFC 
Mestre em Saúde Coletiva- UNIFOR 
Especialista em Fisioterapia Neurológica Funcional- UNIFOR 
Especialista em Fisioterapia Cárdio-Respiratória- UFC 
Professora do Centro Universitário Estácio do Ceará 
jufontelesm@gmail.com 
 
 
NIHSS: NATIONAL INSTITUTE OF HEALTH STROKE SCALE 
 
ESCALA DE RANKIN MODIFICADA 
QUANTO MAIOR A PONTUAÇÃO MAIOR A INCAPACIDADE 
ESCALA DE RANKIN 
ÍNDICE DE BARTHEL 
ÍNDICE DE BARTHEL 
 Avaliação das atividades da vida diária (AVDs) e mede a independência 
funcional no cuidado pessoal, mobilidade, locomoção e eliminações. 
 
 Cada item é pontuado de acordo com odesempenho do paciente em 
realizar tarefas de forma independente, com alguma ajuda ou de forma 
dependente. 
 
 A pontuação varia de 0 a 100, em intervalos de cinco pontos, e as 
pontuações mais elevadas indicam maior independência; 
 
 Avalia a independência funcional em dez tarefas: 
alimentação, banho, vestuário, higiene pessoal, eliminações 
intestinais, eliminações vesicais, uso do vaso sanitário, 
passagem cadeira-cama, deambulação e escadas. . 
ÍNDICE DE BARTHEL 
MIF 
MIF 
ESCALA DE COMA DE GLASGOW (3- 15) 
PONTOS ABERTURA 
OCULAR 
RESPOSTA VERBAL RESPOSTA 
MOTORA 
6 - - Obedece 
5 - Orientado Localiza a dor 
4 Espontânea Confuso Flexão inespecífica 
– movimento de 
retirada 
3 Ao comando verbal Imprópria Decorticação 
2 À dor Sons 
incompreensíveis 
Descerebração 
1 Ausente Ausente Ausente 
ESCALA DE AGITAÇÃO-SEDAÇÃO DE RICHMOND 
(RASS) 
ESCALA DE RAMSAY- SEDAÇÃO 
IMPORTANTE: PACIENTE COM TCE GRAVE DEVE SER 
MANTIDO EM RASS -5, E RAMSAY DE 6 PARA DIMINUIR O 
CONSUMO DE O2 
ESCALA DE ASHWORTH 
Níveis de lesão cervicais até torácico T11: apresentam paralisia 
espástica (contração muscular involuntária). 
Níveis de lesão torácico T12 para baixo: apresentam paralisia 
flácida (sem contração involuntária). 
Cada nível de lesão apresenta um Nível Neurológico de 
funcionalidade com uma característica funcional 
correspondente ao que o individuo é capaz de realizar. 
 
 
 
O Nível Neurológico funcional do indivíduo é determinado pelo 
último nível da medula com atividade motora e sensitiva 
normal (geralmente é o nível imediatamente acima do nível 
da lesão). 
FUNÇÃO SENSITIVA 
O exame neurológico consiste na avaliação da sensibilidade, da 
função motora e dos reflexos. 
A área de sensibilidade do paciente é examinada no sentido 
craniocaudal; 
Avaliação da sensibilidade à variação de temperatura, 
sensibilidade dolorosa e sensibilidade tátil, que são funções 
mediadas pelo trato espinotalâmico lateral, cujas fibras 
estão na porção anterolateral da medula espinhal. 
A avaliação da vibração por meio de diapasão ou da posição 
espacial dos membros avalia as condições do trato posterior 
da medula espinhal (funículo grácil e cuneiforme) 
FUNÇÃO SENSITIVA 
A distribuição dos dermátomos 
está relacionada com 
algumas regiões anatômicas 
e possuem importância 
semiológica: 
• Mamilos (T4); 
• Processo xifóide (T7); 
• Umbigo (T10); 
• Região inguinal(T12-L1) 
• Região perineal(S2- S3-S4) 
FUNÇÃO MOTORA 
A avaliação da função motora é realizada por meio da avaliação de ambos os lados, de 
músculos denominados “músculos chaves” em 10 pares de miótomos: 
C5- flexores do cotovelo 
C6- flexores do punho 
C7- extensores do cotovelo 
C8- flexores do dedo (falanges média e distal) 
T1- abdutores (dedo mínimo) 
L2- flexores do quadril 
L3- flexores do joelho 
L4- dorsiflexores do tornozelo 
L5- extensor longo dos dedos 
S1- flexores plantares do tornozelo 
PONTOS CHAVES NA AVALIAÇÃO DA LESÃO 
NEUROLÓGICA 
Miótomos de MMSS: 
C4 ELEVADORES DA ESCÁPULA 
C5 DELTÓIDE E BÍCEPS 
C6 BÍCEPS BRAQUIAL E EXTENSORES DE PUNHO 
C7 TRÍCEPS 
C8 FLEXORES DE DEDOS 
T1 INTEROSSEOS 
 
REFLEXOS ALTERADOS: 
C5 C6- BICIPITAL 
C6 ESTILORADIAL 
C7 TRICIPITAL 
 
Miótomos de MMII: 
L2-L3 FLEXORES DO QUADRIL 
L3 -L4 EXTENSORES DE JOELHO 
L4-L5 DORSIFLEXORES 
L5-S1 EXTENSORES DOS DEDOS 
S1-S2 FLEXORES PLANTARES 
 
REFLEXOS ALTERADOS: 
L3-L4 PATELAR 
L2-L4 ADUTOR 
S1-S2 AQUILEU 
DERMÁTONOS