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ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA – TEORIA DAS ESTRUTURAS Nome Completo: Mário Régio Matrícula: 01454948 Curso: Engenharia Civil Polo: Guarulhos-SP Conteúdo do exercício Quando iniciamos no curso de engenharia civil e chegando nas disciplinas de cálculo estrutural nos deparamos com um monte de perguntas, uma delas é qual é a função das vigas na construção civil? As vantagens de cada modelo de viga e o que levar em conta na hora de definir qual é o ideal para um projeto. Segundo a ABNT 6118, que estabelece especificações técnicas para a construção de projetos de estruturas de concreto, elementos estruturais são aqueles cujo “comprimento longitudinal supera em pelo menos três vezes a maior dimensão da seção transversal, sendo também denominados barras”. Tais elementos estruturais podem receber vários nomes, de acordo com suas funções. A viga é um elemento estrutural linear em que a flexão é preponderante. A principal função das vigas é fornecer a sustentação para as lajes, transferindo a carga (vertical), as forças de cisalhamentos e os momentos de flexão dela e dos demais elementos (como portas ou paredes) para as colunas. As vigas podem ser feitas de diferentes materiais – madeira, ferro ou concreto – e são utilizadas em projetos de construção residenciais, comerciais ou públicos. Muitas vezes, o posicionamento das vigas é feito entre duas colunas e acima das paredes e, geralmente, elas têm a mesma largura da parede – contanto que não tenha revestimento, ficando aparentemente escondidas quando a obra termina. A resistência de uma viga varia conforme seu tamanho: quanto mais alta, mais resistente. Um dos modelos mais utilizados é o de vigas contínuas, que são vigas com mais de dois pontos de apoio, nesses apoios internos surgem os momentos negativos, que são compatibilizados pelo processo interativo da regra de Cross. Agora, mãos à obra! Parte de um vão de um edifício residencial no 7° pavimento, apresenta uma viga contínua com as características abaixo, tendo a viga contínua uma inércia e módulo de elasticidade constante. Encontre o momento fletor negativo máximo, no apoio intermediário B, em kN.m, utilizando o processo de Cross. o Viga contínua: são vigas com mais de dois pontos de apoio; o Processo de Cross: É um processo destinado a resolver estruturas hiperestáticas (vigas continuas e pórticos deslocáveis e não deslocáveis) por meio de aproximações sucessivas e de fácil execução, por se resolver apenas com as quatro operações fundamentais; o Momento fletor negativo: a viga tem uma deformação com concavidade para baixo, as fibras superiores da seção transversal são tracionadas e as fibras inferiores são comprimidas. Conteúdo proposto: 1) Separar as vigas pelo método de deslocamento, tornando o apoio engastado 2) Cálculo do coeficiente de rigidez da viga: Sendo KAB = largura de 4 m e KBC = largura de 6 m. O cálculo de rigidez se dá pela formula: 𝐾𝑎𝑏 = 3EI L onde E é ó módulo de elasticidade e I é o momento de inércia da viga. K ab = 3 4 = 0,75 EI K bc = 3 6 = 0,50 EI https://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperest%C3%A1tico https://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperest%C3%A1tico https://pt.wikipedia.org/wiki/Viga 3) Cálculo do coeficiente de distribuição (d) O Cálculo de coeficiente de distribuição, se dá peça seguinte fórmula: 𝑑 = K1 K1+k2 , onde K1 e K2 é o resultado do coeficiente de rigidez da barra conectada ao nó da estrutura. dab = Kab Kab+kbc = 0,75 EI 0,75 EI+0,500EI = 0,75 EI 1,250 EI = 0,6 dbc = Kbc Kab+kbc = 0,50 EI 0,75 EI+0,50EI = 0,50 EI 1,250EI = 0,4 A soma dos dois resultados finais sempre terá que ser igual a 1,0: dab + dbc = (0,6 +0,4) = 1,0 4) Cálculo dos momentos de engastamento perfeito nas seções AB e BC: M0b1 = - 𝑞.𝑙² 8 = - 10 ( kN m ) . 4 𝑚² 8 = 10 ( kN m ) . 16 𝑚 8 = - 20 KN.m M0b2= 𝑞.𝑙² 8 = 10 ( kN m ) . 6 𝑚² 8 = 10 ( kN m ) . 36 𝑚 8 = 45 KN.m Existe duas forças com sentidos opostos no momento em B, uma no sentido horário que é para MAB sendo o sinal negativo e outra no sentido anti-horário que para MBC com sinal positivo. Existe uma variação de carga entre M0b1 e M0b2 que será distribuída. 5) Temos então o intervalo do momento, Δ M = -20 kn.m + 45 kn.m = 25 kn.m 6) Multiplicamos o coeficiente de distribuição pelo intervalo de momento. Utilizando o sinal de (-) para o momento que está mais em desiquilíbrio dab . Δ M = 0,6 . -25 = - 15 KN.m dbc . Δ M = 0,4 . -25 = - 10 KN.m 7) O resultado final, fica sendo : M0b1 - (dab . Δ M) = -20 -15 = -35 KN.m e M0b2 - (dbc . Δ M) = 45-10 = 35 KN.m O Método de Cross também conhecido como processo de Cross e método de distribuição de momentos é um método relativamente simples para o cálculo de momentos fletores. Um método que faz uso do processo dos deslocamentos no intuito de analisar estruturas hiperestáticas, como vigas contínuas, pórticos, arcos ou treliça. O método de Cross se resolve apenas com quatro operações fundamentais. A soma dos momentos atuantes em uma estrutura precisa estar em equilíbrio, a soma dos momentos atuantes nas extremidades das barras precisa chegar a um nó que deve ser nula. Consiste na aplicação das várias etapas do método dos deslocamentos a cada um dos nós da estrutura, procedendo-se em cada fase, a verificação do equilíbrio, um processo iterativo, a aproximação pode ser para mais ou para menos. O método foi criado por Hardy Cross em 1932 e introduzido no Brasil pelo professor Cândido Holanda de Lima em 1941. Referências Bibliográficas: BARRETO, Vitor. Apontamento do Método de Cross. Universidade do Algarve, Set-2002 CAMARA, V. (2008). Resolução de Vigas Contínuas pela Equação dos 3 Momentos. Notas de Aula. Universidade Federal do Amazonas. GUEDES João Miranda. MÉTODO DE CROSS. FEUP - Universidade do Porto Faculdade de Engenharia. 2001/2002 MARTHA Luiz Fernado: Diposnível em: https://www.tecgraf.puc- rio.br/ftp_pub/lfm/CIV2801-ProcessoCross.pdf. Acesso em 25/05/2024 PINHEIRO Libânio Miranda. Deslocamentos e Momentos de Engastamento Perfeito. UNIVERSIDADE DE SÃO CARLOS. Escola de engenharia de São Carlos, fevereiro de 2010 SER EDUCACIONAL – AVA. Fundamentos do processo de Cross. Disponível em:https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_240633_1/outline/lti/launchFr ame?toolHref=https:~2F~2Fsereduc.blackboard.com~2Fwebapps~2Fblackboar d~2Fexecute~2Fblti~2FlaunchLink%3Fcourse_id%3D_240633_1%26content_i d%3D_10942748_1%26from_ultra%3Dtrue . Acesso em 23/05/2024 SORIANO, H. L. L. e Souza S. (2006). Análise de Estruturas – Método das Forças e Método dos Deslocamentos. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda. https://www.tecgraf.puc-rio.br/ftp_pub/lfm/CIV2801-ProcessoCross.pdf https://www.tecgraf.puc-rio.br/ftp_pub/lfm/CIV2801-ProcessoCross.pdf https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_240633_1/outline/lti/launchFrame?toolHref=https:~2F~2Fsereduc.blackboard.com~2Fwebapps~2Fblackboard~2Fexecute~2Fblti~2FlaunchLink%3Fcourse_id%3D_240633_1%26content_id%3D_10942748_1%26from_ultra%3Dtrue https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_240633_1/outline/lti/launchFrame?toolHref=https:~2F~2Fsereduc.blackboard.com~2Fwebapps~2Fblackboard~2Fexecute~2Fblti~2FlaunchLink%3Fcourse_id%3D_240633_1%26content_id%3D_10942748_1%26from_ultra%3Dtrue https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_240633_1/outline/lti/launchFrame?toolHref=https:~2F~2Fsereduc.blackboard.com~2Fwebapps~2Fblackboard~2Fexecute~2Fblti~2FlaunchLink%3Fcourse_id%3D_240633_1%26content_id%3D_10942748_1%26from_ultra%3Dtrue https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_240633_1/outline/lti/launchFrame?toolHref=https:~2F~2Fsereduc.blackboard.com~2Fwebapps~2Fblackboard~2Fexecute~2Fblti~2FlaunchLink%3Fcourse_id%3D_240633_1%26content_id%3D_10942748_1%26from_ultra%3Dtrue