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ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO UNIDADE I – Introdução à Administração da Produção e Operações 2 Profº Msc, Antônio Carlos da F. Sarquis sarquis@uva.br profacsarquis@gmail.com Curso de Administração UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA mailto:sarquis@uva.br mailto:profacsarquis@gmail.com 1 - INTRODUÇÃO EVOLUÇÃO HISTÓRICA A função produção Revolução industrial (Máquina a vapor – James Watt – 1764) Padronização de componentes Pessoas chaves na História da Gestão de Operações • Eli Whitney (fins de 1790) - Intercambiabilidade de Partes (Projeto do Produto – desenhos e croquis). Fábrica de Mosquetões • Frederick Winslow Taylor (inicio 1900s) - Administração científica – Conceito de Produtividade e novos métodos de trabalho • Henry Ford (inicio 1910) - Produção em massa – padronização e baixa variação • Alfred P. Sloan, Jr. (1920s) - Planejamento Centralizado e Controle Descentralizado 2 – NOVOS CONCEITOS o Just-in-time o Engenharia simultânea o Tecnologia de grupo o Consórcio modular o Células de produção o Desdobramento da função qualidade (QFD) o Comakership o Sistemas flexíveis de manufatura o Manufatura integrada por computador o Benchmarking o Produção customizada o Just-in-time (JIT) Processo que gerencia a produção, objetivando o maior volume possível desta, usando o mínimo de matéria prima, embalagens, estoques intermediários e recursos humanos possíveis, no exato momento em que for requerido tanto pela linha de produção, quanto pelo cliente. Requer um rígido controle de abastecimento. oEngenharia simultânea Envolve a participação de todas as áreas funcionais da empresa no desenvolvimento do projeto do produto. Clientes e fornecedores são também envolvidos com objetivos de reduzir prazos, custos e problemas de fabricação e comercialização; oTecnologia de grupo É uma filosofia de engenharia e manufatura que identifica as similaridades físicas dos componentes – com roteiros de fabricação semelhantes – agrupando-os em processos produtivos comuns; Apresentador Notas de apresentação High hood = capuz alto/light weght = peso leve/low position = posição baixa oConsórcio modular A primeira fábrica no mundo a adotar esse tipo de conceito foi a Volkswagen, na divisão de caminhões e ônibus, de Resende, no Rio de Janeiro. Diversos parceiros trabalham juntos dentro da planta da VW, nos seus respectivos módulos, para a montagem de veículos. oCélulas de produção São pequenas unidades de manufatura e/ou serviços com mecanismos de transporte e estoques intermediários entre elas. São dispostas em “U” com o objetivo de haver maior produção. Exige que o funcionário seja polivalente. Visa também obter um melhor controle de qualidade pois o defeito é, muitas vezes, detectado na própria estação. o Desdobramento da função qualidade (QFD)(Quality Function Deployment-QFD) : Como o próprio nome sugere, a qualidade é desdobrada em funções que primam por procedimentos objetivos em cada estágio do ciclo de desenvolvimento do produto, desde a pesquisa até a sua venda oComakership O termo pode ser traduzido como “Co-fabricação” , pois o fornecedor participa ativamente, envolvendo-se com as várias fases do projeto, como seu planejamento, custos e qualidade, pois possui a garantia de contratos de fornecimento de longo prazo. O COMAKERSHIP representa o mais alto nível de relacionamento entre cliente e fornecedor oSistemas flexíveis de manufatura (FMS = Flexible Manufacturing Systems) Um sistema flexível de manufatura (Flexible Manufacturing System - FMS em Inglês) é um sistema de manufatura que possui certa flexibilidade para reagir a mudanças esperadas ou inesperadas no processo de fabricação. o Manufatura integrada por computador Integração total da operação manufatureira por meio de sistemas de computadores = CIM (Computer Integrated Manufacturing) A manufatura integrada é baseada em sistemas de robôs, uso de esteiras transportadoras automáticas e controles numéricos por máquinas. Nesse tipo de sistema todos os computadores estão integrados, evitando que o processo produtivo tenha que ser feito com contato manual. o Benchmarking São as comparações das operações realizadas em uma unidade produtiva com os indicadores apresentados por empresas líderes em seus segmentos Entradas (Fornecedores) Saídas (Clientes) Tarefas que agregam valor Valor agregado “É uma sistemática de ações direcionadas para a consecução de uma meta”. (Juran) “É um conjunto de tarefas logicamente inter- relacionadas que quando executadas produzem resultados explícitos.” 3 – DEFINIÇÃO DE PROCESSOS ALGUMAS REFLEXÕES: → A CHUVA é o processo de transformação da água em estado de vapor existente no ar atmosférico para a água no estado líquido (condensação), e sua precipitação sobre a Terra. → O VENTO é o processo de transformação energética para reequilibrar a pressão e a temperatura em toda a atmosfera. → O ENVELHECIMENTO é o processo de transformação dos tecidos e dos órgãos, de um estado de maior vitalidade para um estado progressivo de menor vitalidade. → O MOVIMENTO DE ROTAÇÃO DA TERRA é o processo de transformação de noites em dias e vice-versa. PROCESSOS INTERNOS CLIENTES FORNECEDORES SOCIEDADE ACIONISTAS FORÇA DE TRABALHO Uma Organização é: Um sistema que troca valor com as partes interessadas Toda Organização é uma coleção de processos que são executados. Nas empresas, embora não estejam documentados (mapeados) em detalhe, eles são conhecidos e executados Não existe um produto ou um serviço oferecido por uma empresa sem um processo. Ex: Atender ao Pedido do Cliente http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.suryatec.com.br/pics/products/ged.gif&imgrefurl=http://www.suryatec.com.br/index.php%3Foption%3Dproducts%26choice%3Dged&h=165&w=160&sz=12&tbnid=ga_Xrx0XgEcJ:&tbnh=93&tbnw=90&hl=pt-BR&start=91&prev=/images%3F Qualquer que seja nosso posicionamento hierárquico, nós temos um negócio dentro da empresa na qual trabalhamos Processos é o resultado da articulação de: •Pessoas •Instalações •Equipamentos e •Outros recursos (materiais,...) http://images.google.com.br/imgres?imgurl=www.trecxon.com.br/treinamentos/jpg/treinamento2.JPG&imgrefurl=http://www.trecxon.com.br/treinamentos/treinamento.htm&h=283&w=300&prev=/images%3Fq%3Dlideran%25C3%25A7a%26start%3D200%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26 Processos são atividades logicamente relacionadas que, usando recursos do negócio, produzem resultados reais, adicionando valor a cada etapa. Vendas Produção Finanças ... fronteiras Funcionais e Organizacionais... Fabricante Distribuidor Fornecedor Cliente ... fronteiras na Cadeia de Suprimentos Estratégico Planejamento Controle Operacional ... fronteiras Hierárquicas... • Processos cruzam... CLIENTESFORNECEDORES RECEBIMENTO PRODUÇÃO VENDAS EXPEDIÇÃO INFORMAÇÃO CADEIA DE VALOR O PROCESSO atividades atividades atividades atividades A atividade deve agregar valor ao processo. Os processos e a agregação de valor: Sempre que o trabalho humano satisfaz as necessidades das pessoas, ele agrega valor. Então... Agregar valor é agregar satisfação ao seu cliente. Os clientes só pagam por aquilo que na sua percepção tem VALOR Criar Valor é aumentar o número de características do seu produto ou serviço, de forma diferenciada do seu concorrente, de forma a transcender a demanda existente criar distinção em todas as esferas de atuação, oferecendo incrementos de valor em cada serviço ou produto oferecido ATRIBUTOS VISÃO TRADICIONAL VISÃO POR PROCESSO 1 - Foco Chefe Cliente 2 - Relacionamento Primário Cadeia de comando Cliente - Fornecedor 3 - Orientação Hierárquica Processo 4 - Quem toma decisão Gerência Todos os participantes 5 - Estilo Autoritário Participativo Visão Tradicional X Visão por Processos 6- Objetivo Redução de Custos Prevenção de Custos 33 Tipos de processos na manufatura Processo de projeto: são os que lidam com produtos discretos e customizados Processo de jobbing: cada produtodeve compartilhar os recursos da operação com diversos outros. Ex: alfaiates, técnicos especializados... Processo de produção em massa: são produtos Produzidos em larga escala. Ex: fábrica de automóveis, produção de CDs... Baixo volume e alta variedade Processo em lotes ou bateladas: os Produtos são produzidos em lotes ou batelada. Ex: alimentos congelados, peças de automóveis... Processos contínuos: são contínuos no sentido dos produtos serem inseparáveis, sendo produzidos em um fluxo ininterrupto. Ex: refinaria petroquímica Baixo volume e alta variedade alto volume e baixa variedade Volume-variedade média alto volume e baixa variedade Tipos de processos em operações de serviços Serviços profissionais: altos níveis De customização, a fim de atender As necessidades individuais dos clientes. Ex: área de advocacia, computadores Serviços de massa: serviços de massa compreendem muitas transações com clientes Envolvendo tempo de contato limitado e pouca customização. Ex: aeroportos, supermercados Lojas de serviços: contato com cliente, customização, volumes de clientes e liberdade de decisão do pessoal, que se posiciona entre o serviço profissional e de massa. Ex: bancos, escolas Baixo volume e alta variedade alto volume e alta variedade Volume-variedade média 4 – FUNÇÃO PRODUÇÃO E DEMAIS FUNÇÕES Nós precisamos começar o nosso curso com uma importante distinção: Produção é uma coisa e Administração da Produção é outra. O termo Produção significa transformar uma coisa em outra com maior valor O termo Administração da Produção é uma atividade de qualquer organização e refere-se ao projeto, à direção e ao controle dos processos de transformação. Gerencia os recursos produtivos e a interação com os demais setores, para que atendam as necessidades dos clientes externos e internos da organização Resumindo Função Marketing – Aqui está incluso a função vendas. Preocupa-se em analisar e comunicar o mercado acerca dos produtos e serviços oferecidos, bem como gerar pedidos dos clientes. Função Desenvolvimento de Produto – Cria ou modifica os produtos/serviços de modo a atender às necessidades presentes e futuras dos clientes. Função Produção – É o coração das organizações. Gerencia os recursos destinados à operação. Basicamente fornece produtos para as organizações e para os clientes, satisfazendo suas necessidades. Função Contábil-Financeira – Trata das finanças da organização. Busca a eficaz utilização dos recursos financeiros, incluindo a maximização do lucro por meio do fornecimento de informações econômico-financeiras. Função Recursos Humanos – Cuida da gestão de pessoas e busca, além de recrutar bons profissionais, melhorar as capacidades dos colaboradores, bem como incentivar sua permanência na organização. Atualmente, a maioria das organizações é um misto de função operação e função produção, pois oferecem, concomitantemente, produtos e serviços Funções de transformação A m b i e n t e A m b i e n t e Empresa I n p u t O u t p u t Fronteira do Sistema Mão de Obra Capital Energia Outros insumos Produtos Serviços Figura 1.2 5 – MEDIDAS DE DESEMPENHO I - PRODUTIVIDADE Medida da Produtividade Planejamento da Produtividade Avaliação da Produtividade Melhoria da Produtividade Âmbitos de Medida da Produtividade Nacional o PNB o Renda PER CAPITA Empresa o Produtividade Total o Produtividade Parcial MEDIÇÃO DA PRODUTIVIDADE - EFETIVA É difícil envolver na medição da produtividade, todos os recursos simultaneamente, sendo assim deverão ser medidos isoladamente. Exemplo: A Produtividade de uma área plantada, é identificada conhecendo-se a quantidade colhida de grãos. Se a safra atual, usando o mesmo terreno, originou maior quantidade de grãos colhidos que na safra anterior, a produtividade aumentou. O recurso (área plantada) teve melhor aproveitamento. Guardando a mesma racionalidade, a produtividade de mão-de-obra é a relação entre a quantidade produzida por um grupo de pessoas e os recursos, materializados no somatório das horas trabalhadas por essas pessoas (homens-hora). Se os recursos forem máquinas ao invés de pessoas, basta substituir homens-hora por máquinas- hora. Ambas as situações, homem-hora ou máquina-hora, expressam uma medida de capacidade de trabalho das pessoas ou dos equipamentos horaens QPd − = hom horamáquinas QPd − = Exemplo: Se uma Empresa fabrica 800 peças utilizando 10 pessoas durante 8 horas de trabalho, a produtividade da mão-de- obra será de 10 peças por homem-hora, equivale dizer que um homem, trabalhando 1 hora, fabrica 10 peças. Exemplo Prático Análise de Desempenho de 2 Empresas X e Y na produção de 1 dia. DADO 1 Produção – X=2000 un e Y=1000 un Somente com esta informação, poderíamos dizer que X é duas vezes melhor do que Y DADO 2 Produção – X=2000 un e Y=1000 un Tempo – X=2 turnos de 8h e Y=1 tuno de 8h Igualdade entre as empresas DADO 3 Produção – X= 2000un e Y=1000 un Tempo – X=2t/8h e Y=1t/8h Homens – X=15 homens e Y=10 homens Y é melhor que X hhun enshoras XP /88,8 )hom1516( 2000)( = × = hhun hmenshoras YP /5,12 )108( 1000)( = × = RAZÕES PARA BAIXA PRODUTIVIDADE 1) Opera com máquinas abaixo da sua efetiva capacidade 2) Dispõe de funcionário com desempenho aquém de sua capacidade 3) Desperdiça recurso 4) Dispõe de tempo de produção unitário maior que o previsto 5) Produz menos do que o esperado com os recursos usados EX: Determinar a produtividade parcial da mão-de-obra de uma empresa que faturou $ 70 milhões em certo ano fiscal nos qual os 350 funcionários trabalharam em média 170h/mês. Mão-de-obra (input) = 350 H x 170 h/m x 12 m/ano = 714.000 Hh/ano Receita (output) = $ 70.000.000,00 HhP /04,98$ 000.714 00,000.000.70 == EX: A empresa do exemplo anterior produziu 1.400.000 toneladas do produto que fabrica e comercializa. Qual a produtividade parcial da mão- de-obra? MO (INPUT) = 714.000 Hh/ano OUTPUT = 1.400.000 t/ano P = OUT/IN = 1.400.000 t/a / 714000 Hh/a = 1,96 t/Hh EX: Um produto passa, durante seu processo de fabricação, por dois departamentos: de usinagem e de montagem. Em 2004, a empresa conseguiu praticar um preço médio de venda de $3,22/unidade. Em 2005, devido à concorrência, foi obrigada a praticar um preço médio de venda $2,85/unidade. Os dados a seguir se referem ao produto: ANO DPTº PRODUÇÃO (unidades) Matéria- prima ($/un) MÃO-DE- OBRA (homxh/un) CUSTO DA MÃO–DE-OBRA ($homxh) 2004 Usinag 20.000 0,45 0,15 4,16 Montag 18.500 0,05 0,08 5,12 2005 Usinag 23.600 0,42 0,12 4,50 Montag 22.200 0,05 0,06 5,60 Determinar a produtividade parcial de matéria-prima e da mão-de- obra e a produtividade total para o produto em referência nos anos de 2004 e 2005 Solução: Em 2004, a receita foi 18.500 x 3,22 = $ 59.570,00 O consumo de matéria-prima foi: 20.000 x 0,45 + 18.500 x 0,05 = $ 9.925,00 00,6 925.9 00,570.59)( ==− primamatPP O consumo de mão-de-obra foi: 20.000,00 x 0,15 x 4,16 + 18.500 x 0,08 x 5,12 = $ 20.057,60 97,2 60,057.20 570.59)( ==−− obrademãoPP 99,1 60,57.20925.9 570.59)( 2004 = + =PT Em 2005, a receita foi de 22.200 x 2,85 = $ 63.270,00 O consumo de matéria-prima foi: 23.600 x 0,42 + 22.200 x 0,05 = $ 11.022,00 74,5 00,022.11 00,270.63)( ==− primamatPP O consumo de mão-de-obra foi: 23.600 x 0,12 x 4,50 + 22.200 x 0,06 x 5,60 = $ 20.203,20 13,3 20,203.20 270.63)( ==−− obrademãoPP 03,2 20,225.31 270.63 20,203.20022.11 270.63)( 2005 == + =PT 2004 2005 VARIAÇÃO Matéria-prima 6,00 5,74 Redução de 4,33% Mão-de-obra 2,97 3,13 Aumento de 5,39% Total 1,99 2,03 Aumento de 2,01% PRODUTIVIDADE EX: O Profº Sarquis confecciona roupas da moda. Durante uma determinada semana, os funcionários trabalharam 360 horas para produzir um lote de 132 peças de roupas das quais 52 eram “secundárias” (o que significa que tinham imperfeições). As secundárias são vendidas por R$ 90,00 cada na Citycol. As outras peças do vestuário são vendidas por R$ 200,00 cada. Qual é a relação de produtividadede mão-de-obra desse processo de fabricação? 360h para produzir 132 peças com 52 secundárias Secundárias vendidas a R$ 90,00 cada As outras são vendidas a R$ 200,00 cada VP = Valor do Produto = (52 peças sec x R$ 90,00) + (80 peças perf x R$ 200,00) = R$ 20.680,00 Horas de trabalho = 360h P=OUT/INP = R$ 20.680,00/360h = R$ 57,44 em vendas por hora EX: Calcule a Produtividade das seguintes operações: A) Três funcionários processam em uma seguradora, 600 apólices de seguro em uma semana. Eles trabalham 8 horas por dia, cinco dias por semana. B) Uma equipe de trabalhadores produz 400 unidades de um produto que é avaliado pelo seu custo padrão de R$ 10,00 cada (antes de remarcação de outras despesas e do lucro). O departamento de contabilidade relata que, para esse trabalho, os custos reais são de R$ 400,00 de mão-de-obra, R$ 1000,00 de materiais e R$ 300,00 de custos fixos Solução: A) 3 funcionários 600 Apólices; 8h/dia; 5 dias/semana balhoHorasdeTra ocessadasApólicesP Pr = hapólices funchfunc ApólicesP /5 120 600 )/40()3( 600 == × = B) 400 unidades de um produto – Custo R$ 10,00/unidade Custos Reais: Mão-de-obra = R$ 400,00 Materiais = R$ 1000,00 Custos Fixos = R$ 300,00 PRODUTIVIDADE CustofixoCustoMPCustoMO padrãoCustoeQuantidadeP ++ −−− = 35,2 00,1700 00,4000 00,30000,100000,400 )/00,10($400 == ++ × = P ununP PRODUTIVIDADE 2 – PONTO DE EQUILIBRIO 5 – MEDIDAS DE DESEMPENHO • CÁLCULO PRÁTICO DO CUSTO, RECEITA E LUCRO C = CF + CV (CF=CUSTO FIXO e CV=CUSTO VARIÁVEL) L = R – C L = R – (CF + CV) (L = LUCRO e R = RECEITA) R = Qp (Receita = quantidade vendida x preço de venda unitário) CV = QCVu (quantidade produzida x custo variável unitário) Então: L = Qp – (CF + QCVu) = Qp – CF – QCVu L+CF = Q(p – CVu) Q= CF+ L/p – Cvu • EQUAÇÃO DO PONTO DE EQUILÍBRIO (Break – Even – Point) No ponto de equilíbrio o lucro = zero Qe = CF/p - CVu (R = C) Qe = Quantidade de equilíbrio CF R R$ R$ R$ Q Q Q R$ Q CUSTO TOTAL Qe Re BPE Q CV PV Q CVu Q CVtg ==α PVu Q PVtg ==β α β R$ Q CV CF R Custo total Re Rt T Qe Qt MARGEM DE SEGURANÇA (MS) A Margem de Segurança determina o lucro da Organização em um dado momento dos seus processos produtivos, pois ela indica o quanto a empresa opera acima (lucro) ou abaixo do ponto de equilíbrio (prejuízo) ALGEBRICAMENTE: Em unidades físicas: MS = Qt – Qe Em unidades monetárias: MS = Rt – Re Em percentual: MS = (Qt-Qe/Qe) x 100% MS = (Rt-Re/Re) x 100% MARGEM DE SEGURANÇA (MS) Exemplo: Produto 1 Produto 2 Q = 1.300 Q = 800 Qe = 1.000 Qe = 500 Ms = 300 un Ms = 300 un 100(%) × − = Qe QeQMs %60%100 500 300%100 500 500800 %30%100 1000 300%100 000.1 000.1300.1 =×=× − = =×=× − = Ms Ms MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (MG) MG = P (Preço unitário de venda) – CVu (Custo variável unitário) Exemplo: Produto 1 Produto 2 P = $ 10,00 P = $ 1000,00 Cvu = $ 8,00 Cvu = $ 998,00 Mg = $ 2,00 p/unidade Mg = $ 2,00 p/unidade Os produtos, aparentemente possuem o mesmo desempenho em termos da MG, então, qualquer conclusão pode ser precipitada, caso não comparemos a MG unitária com algum parâmetro que nos permita distinguir situações aparentemente iguais; no caso a comparação será com o preço unitário; %2,0 00,000.1 00,2100 00,000.1 00,99800,000.1(%) %20100 00,10 00,2100 00,10 00,800,10(%) 100(%) ==× − = =×=× − = × − = Mgu Mgu Pvu CvuPvuMgu A MG para toda a produção será dada por: MgxQ = (p-Cvu)xQ MgQ = PVuQ – CVuQ Mg total = Rt – CVt LUCRO EM FUNÇÃO DA MG: Lt = Rt-Ct Lt = PVuQ – (CV + CF) Lt – PVuQ – CVuQ – CF Lt = Q(PVu-Cvu) – CF, então Lt = QMg-Mg.Qe Lt = Mg(Q – Qe) Lt = Mg.Ms QeMgCF Mg CFQe CVuPVu CFQe .=⇒= − = CUSTO E LUCRO NO PROCESSO DA PRODUÇÃO ANÁLISE DE CUSTO-VOLUME-LUCRO Conceito: Estudo da relação entre o custo, o volume produzido e o lucro obtido. Finalidade da análise: medir a capacidade da empresa em gerar lucros, baseado na quantidade dos produtos fabricados, no preço de venda e no custo total. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é o valor que cobrirá a margem que sobra da receita de venda após deduzir o custo variável, contribuirá para cobrir o custo fixo até o Ponto de Equilíbrio: excesso será o lucro operacional. MC.t = RV.t – CDV.t ou MC.u = PV.u – CDV.u MARGEM DE SEGURANÇA: é o excesso de vendas reais ou orçadas sobre o volume de vendas no P.Equilíbrio. Fórmula MS = Vendas reais – Vendas no PE PONTO DE EQUILÍBRIO Utilizado para apurar o momento exato em que a empresa atinge o ponto de cruzamento das receitas com os custos totais (fixos e variáveis). Fórmulas: MC.t = RV.t – CDV.t ou MC.u = PV.u – CDV.u PE-C = CDF / MC.u ou PE-E = (CDF + Ld) / MC.u Onde RV.t: Receita de Venda total, CDV.t: Custo e Despesa Variável total; MC.u: Margem de Contribuição unitária; PV.u: Preço Venda unitário; Ld: Lucro desejado; CDF: Custo e Despesa Fixo total; PE-C: Ponto de Equilíbrio Contábil; PE-E: Ponto de Equilíbrio Econômico. PONTO DE EQUILÍBRIO Q ou $ para lucro nulo No Ponto de Equilíbrio, Receitas = Custos PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL aplicação prática A VOVÓ CHOCOLATES tem R$ 10.150 de Custo Fixo mensal; Custo Variável unitário de R$ 0,80 e vende a R$ 1,50 cada bombom. Quantos bombons precisa vender para atingir o seu Ponto de Equilíbrio ? CÁLCULOS MC.u = $ 1,50 – $ 0,80 = R$ 0,70 PE = CF $ 10.150 / MC.u $ 0,70 = 14.500 peças Resp: Terá de vender 14.500 bombons no mês (PE) Prova: Receita total no PE 14.500 x $ 1,50 = $ 21.750 (-) Custo Variável total = 14.500 x $ 0,80 = $ 11.600 (-) Custo Fixo mensal = $ 10.150 * No PE sempre será zero Resultado será $ 0,00 Um produto é vendido por R$ 20,00 a unidade, tendo um custo variável unitário de R$ 12,00 e um custo fixo de R$ 15.000,00. Calcule o ponto de equilíbrio operacional (Q) EXEMPLO - O QUADRO A SEGUIR, MOSTRA DIFERENTES EFEITOS NO PONTO DE EQUILÍBRIO, RESULTANTES DE AUMENTOS DOS CUSTOS E DO PREÇO DADOS I II III IV CUSTOS OPERACIONAIS FIXOS 12.000,00 12.000,00 12.000,00 12.000,00 PREÇO DE VENDA POR UNIDADE 50,00 60,00 50,00 60,00 CUSTO VARIÁVEL POR UNIDADE 20,00 20,00 25,00 30,00 PONTO DE EQUILÍBRIO 400 unid. 300 unid. 480 unid. 400 unid. - OBSERVA-SE QUE O AUMENTO DO PREÇO UNITÁRIO DE VENDA DIMINUI O PONTO DE EQUILÍBRIO ( POSIÇÃO 2 ) - O AUMENTO DO CUSTO VARIÁVEL POR UNIDADE AUMENTA O PONTO DE EQUILÍBRIO ( POSIÇÃO 3 ). A ÚLTIMA POSIÇÃO ( 4 ) MOSTRA QUE AUMENTOS DO PREÇO DE VENDA E DO CUSTO VARIÁVEL PODEM SER COMPENSADOS ENTRE SI, SEM ALTERAR O PONTO DE EQUILÍBRIO. Plan1 DADOS I II III IV CUSTOS OPERACIONAIS FIXOS 12,000.00 12,000.00 12,000.00 12,000.00 PREÇO DE VENDA POR UNIDADE 50.00 60.00 50.00 60.00 CUSTO VARIÁVEL POR UNIDADE 20.00 20.00 25.00 30.00 PONTO DE EQUILÍBRIO 400 unid. 300 unid. 480 unid. 400 unid. &A Página &P CF = 12.000,00 RT = 20.000,00 CV = 8.000,00 400,00 Q $ $ Q300,00 I II RT = 18.000,00 CV = 6.000,00 CF = 12.000,00 $$ Q Q III IV 480,00 400,00 RT = 24.000,00 CV = 12.000,00 CF = 12.000,00 CF = 12.000,00 RT = 24.000,00 CV = 12.000,00 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA Número do slide 2 Número do slide 3 Número do slide 4 Número do slide 5 Número do slide 6 Número do slide 7 Número do slide 8 Número do slide 9 Número do slide 10 Número do slide 11 Número do slide 12 Número do slide 13 Númerodo slide 14 Número do slide 15 Número do slide 16 Número do slide 17 Número do slide 18 Número do slide 19 Número do slide 20 Número do slide 21 Número do slide 22 Número do slide 23 Número do slide 24 Número do slide 25 Número do slide 26 Número do slide 27 Processos são atividades logicamente relacionadas que, usando recursos do negócio, produzem resultados reais, adicionando valor a cada etapa. Número do slide 29 Número do slide 30 Número do slide 31 Número do slide 32 Tipos de processos na manufatura Tipos de processos em operações de serviços Número do slide 35 Número do slide 36 Número do slide 37 Número do slide 38 Número do slide 39 Número do slide 40 Número do slide 41 Número do slide 42 Número do slide 43 Número do slide 44 Número do slide 45 Número do slide 46 Número do slide 47 Número do slide 48 Número do slide 49 Número do slide 50 Número do slide 51 Número do slide 52 Número do slide 53 Número do slide 54 Número do slide 55 Número do slide 56 Número do slide 57 Número do slide 58 Número do slide 59 Número do slide 60 Número do slide 61 Número do slide 62 Número do slide 63 Número do slide 64 Número do slide 65 Número do slide 66 Número do slide 67 Número do slide 68 PONTO DE EQUILÍBRIO Número do slide 70 Número do slide 71 Número do slide 72 Número do slide 73 Número do slide 74 Número do slide 75 Número do slide 76 Número do slide 77