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DESCRIÇÃO Normas Regulamentadoras do meio ambiente de trabalho nas indústrias da construção, construção civil e edificações. PROPÓSITO Apresentar a importância da aplicação das diretrizes das Normas Regulamentadoras 8, 14 e 18 à construção civil e edificações, e dos principais componentes do projeto de instalação de canteiros de obras ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e à construção civil. OBJETIVOS MÓDULO 1 Identificar as diretrizes previstas na NR-14-Fornos para garantir a segurança e o conforto térmico de seus trabalhadores MÓDULO 2 Identificar a NR-18 e suas diretrizes para prevenção de segurança na indústria da construção MÓDULO 3 Identificar as diretrizes e as atualizações da NR-8-Edificações MÓDULO 4 Identificar os principais componentes de projetos de instalação de canteiros de obra INTRODUÇÃO MÓDULO 1 Identificar as diretrizes previstas na NR-14-Fornos para garantir a segurança e o conforto térmico de seus trabalhadores LIGANDO OS PONTOS Você sabe o que é um Forno. Mas saberia dizer onde a NR-14 – Fornos é aplicada para evitar problemas térmicos de superaquecimento? Para entendermos esse conceito na prática, vamos analisar o case da empresa Fornos F: Trabalhadores da Empresa Fornos F denunciam as más condições de um Autoforno do galpão 5, cujo refratário interno caiu e está operando em altas temperaturas, colocando em risco os seus operadores. A situação já havia sido comunicada à gerência, foram feitos anteparos, que não resultaram na solução do problema. Foto: Shutterstock.com Segundo os operadores, a temperatura do forno passa de 80 graus, o que fez, inclusive, com que o solado da bota de um trabalhador derretesse. “Para subir no reformador, só com alguém acompanhando, porque a pessoa passa mal lá devido ao calor”, relatou um operador. Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar os pontos? 1. OS FORNOS, PARA QUALQUER UTILIZAÇÃO, CONFORME DEFINE A NORMA REGULAMENTADORA NR-14, DEVEM SER CONSTRUÍDOS SOLIDAMENTE, REVESTIDOS COM MATERIAL REFRATÁRIO, DE FORMA QUE O CALOR RADIANTE NÃO ULTRAPASSE OS LIMITES DE TOLERÂNCIA ESTABELECIDOS PELA NORMA REGULAMENTADORA NR-15. VOCÊ FOI CONVIDADO A DAR UM PARECER SOBRE O CASO DA EMPRESA FORNOS F, E EM RELAÇÃO AO AMBIENTE DE TRABALHO VOCÊ PODE AFIRMAR QUE A) apesar da alta temperatura observada neste ambiente da Empresa F, ela encontra-se abaixo dos limites de tolerância estabelecidas pela Norma Regulamentadora NR-15. B) a radiação proveniente do calor ultrapassou os limites de tolerância estabelecidos no Anexo 3 da NR- 15, classificando estas atividades como insalubre. C) os dispositivos legais estabelecidos pela Norma Regulamentadora NR-14 não estão diretamente relacionados aos diversos anexos da NR-15, que trata de insalubridade. D) a temperatura verificada no galpão da Empresa F, está acima dos níveis de ação, mas abaixo dos limites de tolerância; logo, não há o que se tratar em relação a insalubridade nesse caso. E) caberá a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, definir se existe ou não exposição insalubre por calor nesse ambiente de trabalho. 2. A EMPRESA FORNOS F DEVERÁ IMPLEMENTAR MEDIDAS DE CONTROLE PARA QUE OS RISCOS NO AMBIENTE, ESPECIALMENTE EM RELAÇÃO AO CALOR, NÃO COLOQUEM EM RISCO A SAÚDE E A INTEGRIDADE FÍSICA DOS TRABALHADORES EXPOSTOS A ESTE AGENTE EXTREMAMENTE NOCIVO, QUANDO IDENTIFICADOS ACIMA DOS LIMITES DE TOLERÂNCIA. OUTROS RISCOS DEVEM SER CONSIDERADOS EM ATIVIDADES QUE ENVOLVAM FORNOS; ENTÃO, A EMPRESA FORNOS F PERGUNTOU A VOCÊ QUAL SERIA O OUTRO AGENTE FÍSICO QUE ELA DEVERÁ CONSIDERAR EM SEU PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (PPRA), PARA ADOÇÃO DAS MEDIDAS DE CONTROLE EM SUA ORIGEM. VOCÊ INFORMOU QUE É O(A): A) postura inadequada. B) risco de queda por baixo nível de iluminância. C) ruído Extremo. D) poeiras minerais. E) vírus, fungos e bactérias. GABARITO 1. Os fornos, para qualquer utilização, conforme define a Norma Regulamentadora NR-14, devem ser construídos solidamente, revestidos com material refratário, de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora NR-15. Você foi convidado a dar um parecer sobre o caso da Empresa Fornos F, e em relação ao ambiente de trabalho você pode afirmar que A alternativa "B " está correta. A Norma, no primeiro parágrafo, em seu item 14.1, define as boas práticas para o processo de construção do forno industrial, a fim de prevenir potenciais riscos que podem acontecer em caso de falha durante esse processo inicial, já a NR-15 é a Norma Regulamentadora que versa sobre as atividades e operações insalubres em que os profissionais poderão estar expostos; logo, são complementares em suas aplicações. Se o forno não for construído conforme o primeiro parágrafo da NR-14, então a radiação do calor poderá ultrapassar os limites de tolerância expostos no Anexo 3 da NR-15, classificando a atividade do trabalhador como insalubre. 2. A Empresa Fornos F deverá implementar medidas de controle para que os riscos no ambiente, especialmente em relação ao calor, não coloquem em risco a saúde e a integridade física dos trabalhadores expostos a este agente extremamente nocivo, quando identificados acima dos limites de tolerância. Outros riscos devem ser considerados em atividades que envolvam fornos; então, a Empresa Fornos F perguntou a você qual seria o outro agente físico que ela deverá considerar em seu Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), para adoção das medidas de controle em sua origem. Você informou que é o(a): A alternativa "C " está correta. O ruído ocupacional é o único agente físico apresentado nas opções desta questão. Esse agente poderá gerar a perda auditiva do trabalhador em função nos excessivos níveis de pressão sonora em ambientes com operações com fornos, como visto no caso da Empresa Fornos F. 3. VOCÊ JÁ SABE QUE A EMPRESA FORNOS F NÃO PROMOVE UM AMBIENTE DE TRABALHO SEGURO PARA SEUS OPERADORES, COLOCANDO EM RISCO A INTEGRIDADE FÍSICA DELES, PODENDO SER, INCLUSIVE, INTERDITADA (TOTAL OU PARCIALMENTE), DE SUAS ATIVIDADES, ATÉ MESMO POR DENÚNCIAS DOS MEMBROS DE SUA COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES. VOCÊ FOI CONTRATADO PARA AJUSTAR ESSE AMBIENTE DE TRABALHO E REDUZIR OS RISCOS, INICIANDO SUAS ATIVIDADES POR ESTABELECER AS MEDIDAS PREVENTIVAS CONFORME DETERMINA A NR-14. ASSIM, APRESENTE OS PRINCIPAIS ITENS DESSA NORMA REGULAMENTADORA QUE TRATA DE FORNOS, COMO PREMISSA INICIAL DE SEU TRABALHO PREVENTIVO. RESPOSTA A Norma Regulamentadora NR-14 estabelece diversos procedimentos preventivos para seus trabalhadores. Dessa forma, um trabalho deverá iniciar-se pelos seguintes itens: Verificar se o revestimento utilizado atende os limites de tolerância determinadas na NR-15, no que se refere ao tratamento do isolamento térmico, quando da utilização do material refratário. Os fornos devem ser instalados de forma a evitar acúmulo de gases nocivos e altas temperaturas em áreas vizinhas. As escadas e plataformas dos fornos devem ser feitas de modo a garantir aos trabalhadores a execução segura de suas tarefas. Se o forno utilizar combustível gasoso, verificar o sistema de proteção e ter atenção para que ele evite: a) se ocorrer falha da chama ou no acionamento, não ocorra explosão; b) não tenha retrocesso da chama. Os fornos devem ser dotados de chaminé, suficientemente dimensionada para a livre saída dos gases queimados, de acordo com normas técnicas oficiais sobre poluição do ar. javascript:void(0) INTERPRETANDO A NR-14 SOBRE O TRABALHO COM FORNOS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Inicialmente, abordaremos os princípios e recomendações de segurança para a construção de fornos na Norma, e, a partir daí, identificando as melhores especificações técnicas para o ambiente e para os EPIs que proporcionem segurança e conforto ao trabalhador no local envolvido. Fonte: Norenko Andrey / Shutterstock NR-14 E SEUS CONCEITOS Até em nosso ambiente doméstico, normalmente, um fornojá oferece certo tipo de risco em caso de descuidos. Assim, por maiores motivos, os grandes fornos industriais nos preocupam muito mais. Por isso, a NR-14 tem um papel tão importante para os trabalhadores da área. ATENÇÃO Essa norma tem como principal objetivo regulamentar todos os processos que envolvem o trabalho com fornos — sejam eles de qualquer finalidade — no intuito de preservar a segurança do trabalhador. No primeiro parágrafo, item 14.1, são definidas as boas práticas para a construção de um forno industrial. O motivo é a prevenção de potenciais riscos no caso de falha durante este processo inicial. “14.1 OS FORNOS, PARA QUALQUER UTILIZAÇÃO, DEVEM SER CONSTRUÍDOS SOLIDAMENTE, REVESTIDOS COM MATERIAL REFRATÁRIO, DE FORMA QUE O CALOR RADIANTE NÃO ULTRAPASSE OS LIMITES DE TOLERÂNCIA ESTABELECIDOS PELA NORMA REGULAMENTADORA NR- 15 .” (NR-14, 1978) NR-15 A NR-15 é a Norma Regulamentadora que trata das atividades e operações insalubres a que os profissionais poderão estar expostos. Caso não se cumpra o previsto no item 14.1, a radiação do calor poderá ultrapassar os limites de tolerância apresentados no anexo 3 da NR-15, classificando a atividade do trabalhador como insalubre. SAIBA MAIS De acordo com a Associação Brasileira de Cerâmica, os processos de fabricação de peças e materiais cerâmicos podem incluir etapas específicas em função do tipo de peça ou material a ser produzido. No entanto, de um modo geral, esses processos compreendem as seguintes etapas: Etapa 1 - Preparação da matéria-prima e da massa; Etapa 2 - Conformação das peças; Etapa 3 - Tratamento térmico e acabamento; Etapa 4 – Esmaltação e Decoração, quando aplicável ao produto. Na etapa 3, após a secagem, as peças ou materiais são submetidos a um tratamento térmico em javascript:void(0) fornos contínuos ou intermitentes, a temperaturas que, para a maioria dos produtos, variam entre 800ºC a 1700ºC. Fonte: Associação Brasileira de Cerâmica A avaliação quantitativa do calor, a que se refere a NR-15, deverá ser realizada com base na metodologia e procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional NHO 06 (2ª edição - 2017) da Fundacentro (Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho), vinculada ao Ministério da Economia e do Trabalho, sendo centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de ser colaboradora da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As Normas de Higiene Ocupacional (NHO) da Fundacentro são criadas com foco em determinar limites de tolerância, metodologia de avaliação e critérios técnicos de equipamentos utilizados nas avaliações de riscos ocupacionais, bem como servem de orientação sobre formas de controle de agentes de riscos ambientais. Para emissão de laudos, essas NHOs são de uso obrigatório. A seguir, são apresentadas as obrigações do empregador durante o processo de instalação de um forno nas dependências da empresa. Fonte: APChanel / Shutterstock 14.2 “Os fornos devem ser instalados em locais adequados, oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores.” O local previsto para a instalação do forno deve ser suficientemente ventilado para evitar o acúmulo de gases nocivos à saúde dos trabalhadores e não pode afetar seu entorno pelas altas temperaturas. Todas as plataformas e escadas de acesso aos fornos devem ser construídas e posicionadas visando a execução segura de todas as tarefas dos trabalhadores no local. 14.3 “Os fornos que utilizarem combustíveis gasosos ou líquidos devem ter sistemas de proteção para: a) Não ocorrer explosão por falha da chama de aquecimento ou no acionamento do queimador; b) Evitar retrocesso da chama.” Afora um pequeno número de fornos elétricos disponíveis no mercado, a maioria dos fornos industriais utiliza algum tipo de combustível e por isso é importante atentar para o item da Norma NR-14. Nos fornos à base de combustíveis líquidos ou gasosos deve existir um sistema de proteção como barreira para evitar queimaduras ou riscos de incêndios provenientes de explosões ou retrocesso da chama. Além disso, os fornos precisam estar equipados com chaminé com dimensões suficientes para permitir a livre saída dos gases queimados, conspirando também as normas técnicas que abordam a poluição do ar, prevenindo-se, assim, qualquer dano ambiental. Essa prevenção pode ser alcançada com uso de filtros apropriados com a realização adequada de sua manutenção. Os gases nocivos encontrados no ambiente de trabalho também precisam ser tratados, pois seu acúmulo pode causar desde uma simples dor de cabeça à morte do trabalhador. SAIBA MAIS ETAPAS DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DO CIMENTO Etapa 1 - As matérias-primas calcário (94%), argila (4%) e óxidos de ferro e alumínio (2%) são moídas e misturadas até a obtenção de um pó fino (farinha crua). Etapa 2 - Esse material é introduzido em um forno rotativo onde é aquecido até uma temperatura de 1500°C, antes de ser subitamente resfriado por rajadas de ar. Desta forma se produz o clínquer, material básico necessário para a fabricação do cimento. Etapa 3 – O clínquer é misturado com gesso (gipsita) e outras adições (como calcário, pozolana ou escória) dando origem aos diversos tipos de cimento. Etapa 4 – Empacotamento do cimento para comercialização. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PARA ALTAS TEMPERATURAS A garantia do bem estar do trabalhador submetido a altas temperaturas é uma preocupação abordada em diferentes peças da legislação do trabalho e em diferentes Normas Regulamentadoras. A NR-14 aponta os cuidados com a construção e a instalação dos fornos, mas é a NR-06 que identifica os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para as diferentes áreas das atividades de trabalho, o que inclui o trabalho em altas temperaturas e diferentes fontes de calor e tipos de material. Fonte: Panksvatouny / Shutterstock PROTEÇÃO PARA A CABEÇA O trabalho em fornos quase sempre exige a utilização de equipamentos que protejam os olhos de potencial lesão, como a catarata, devido à incidência de calor. Além disso, também é necessária a proteção do pescoço e crânio para prevenir eventual contato com fagulhas, respingos ou mesmo impactos. CAPUZ ALUMINIZADO Seja ele com visor inteiro ou individual, é equipamento indispensável a um forneiro para evitar os danos causados pelo calor radiante. Fonte: Phatthanun Kaewsuwan / Shutterstock DESCRIÇÃO TÉCNICA O capuz de aramida carbono aluminizado com visor ouro é confeccionado em tecido de aramida carbono aluminizado em sua face externa e apresenta sua face interna em tecido de algodão antichama. O visor interno é, em geral, incolor e fixado por botão e velcro enquanto o visor ouro é externo. O conjunto é costurado com linha de aramida. O forro em tecido de algodão antichamas garante ótimos níveis de proteção para riscos térmicos e conforto térmico, além de auxiliar na absorção de suor proveniente da atividade. Apresenta segurança e proporciona conforto durante a atividade. APLICAÇÃO O capuz aluminizado protege o crânio do usuário contra agentes térmicos, respingos de metais fundidos, chamas, calor convectivo, calor condutivo e calor radiante. CAPUZ ANTICHAMA COM ABA E VELCRO DESCRIÇÃO TÉCNICA O capuz antichama com aba é um capuz de segurança, confeccionado em tecido antichamas permanente, com aba larga protegendo o crânio, pescoço e ombros do usuário. Fechamento em velcro costurado com linha de algodão confeccionado em tecido lona antichama, com aba larga protegendo o crânio, pescoço e ombros do usuário, costurado com linha de algodão. APLICAÇÃO Proteção do crânio e pescoço do usuário contra pequenas chamas, calor de contato, calor convectivo ou radiante e metais fundidos. Protege ainda contra agentes abrasivos, escoriantes e térmicos provenientes de operações de soldagem e operações semelhantes. Ainda é possível citar duas peças de normalização quanto a essa vestimenta de proteção: proteção contra agentes térmicos, calor e chamas ISO11612:2017 e proteçãopara uso de soldagem e processos similares ISO11611:2015. Em caso de necessidade, a empresa deve adquirir essas normas junto à ABNT. PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES As luvas são outro EPI essencial ao trabalho em fornos. Sua utilização protege de possíveis danos que possam vir a ser provocados por materiais aquecidos ou por objetos cortantes e perfurantes. Em geral, as luvas são produzidas com material aluminizado. Fonte: modustollens / Shutterstock DESCRIÇÃO TÉCNICA A luva mista aluminizada resistente à alta temperatura é produzida em tecido aluminizado na parte dorsal e couro ignifugado na parte palmar. Apresenta forração interna em lã animal e costura com linha de aramida. Em alguns modelos, a mão é forrada com lã e revestida com tecido de algodão de alta qualidade, e o cano é forrado com tecido de algodão que garante o conforto térmico e auxilia na absorção de suor proveniente da atividade. Apresenta ótimos níveis de proteção para riscos térmicos e mecânicos. Alguns modelos são desenvolvidos para dar proteção ao calor radiante até 1500°C. APLICAÇÃO A luva aluminizada protege as mãos contra os agentes térmicos, respingos de metais fundidos, calor convectivo, calor condutivo e calor radiante. Para a segurança do forneiro, a luva mista térmica é a mais indicada, pois, além de ser feita com material refletivo, apresenta, na região palmar, uma proteção de couro ignifugado, facilitando o transporte de chapas quentes. PROTEÇÃO PARA O TRONCO O avental aluminizado tipo barbeiro com mangas, protege tanto o tronco como os membros superiores do forneiro, sendo, por isso, o mais adequado. DESCRIÇÃO TÉCNICA Esse tipo de equipamento deve ser confeccionado com tecido de fibras mistas de aramida e de carbono aluminizado e forrado com tecido de algodão com tratamento antichama. O forro em algodão garante o conforto térmico e auxilia na absorção de suor proveniente da atividade. APLICAÇÃO Protege o tronco e os membros superiores sendo recomendado para áreas de calor e chamas, projeção de respingos de metais fundidos como aço e zinco e agentes abrasivos e escoriantes. É importante seguir as instruções de higienização desse EPI para não reduzir suas características de proteção. PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os membros inferiores ficam mais protegidos com a utilização da calça aluminizada e da perneira, o que evita queimaduras e danos como cortes e escoriações. O material de confecção de ambos deve ser o mesmo utilizado em todos os EPI para alta temperatura: aramida e carbono aluminizado. DESCRIÇÃO TÉCNICA A perneira é confeccionada em tecido aramida carbono aluminizado com fechamento em velcro e tira para fixação em cima do calçado. Forração interna em algodão antichama que garante o conforto térmico e auxilia na absorção de suor proveniente da atividade. Costurado com linha de aramida. APLICAÇÃO A perneira aluminizada protege as pernas do usuário contra agentes térmicos, respingos de metais fundidos, chama, calor convectivo, calor condutivo e calor radiante. ABRANGÊNCIA DA NR-14 Podemos observar que a NR14, em suas diretrizes, recomenda a proteção ambiental em todos os seus aspectos. Para tal, considera em suas análises tanto os colaboradores quanto o meio ambiente no entorno das empresas que trabalham com fornos em altas temperaturas. A busca de um local de trabalho salubre é a garantia da segurança de todos os envolvidos, assim como é fundamental que o responsável saiba especificar e escolher os EPIs para o trabalho em fornos. Além da escolha correta desses equipamentos, é importante realizar a distribuição deles no tempo adequado, monitorar seu uso e condições de possíveis desgastes, treinar os colaboradores quanto à sua utilização nos aspectos de comportamento seguro e, ainda, ter planos de contingência para sanar possíveis e eventuais acidentes. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. DO PONTO DE VISTA DOS CUIDADOS AMBIENTAIS DE TRABALHOS COM FORNOS, SÃO CORRETAS AS ALTERNATIVAS, EXCETO: A) Devemos cuidar dos gases nocivos presentes nos ambientes em função dos danos causados pelo seu acúmulo. B) Os fornos devem ser construídos com chaminés específicas e em dimensão suficiente especificada para permitir a livre circulação dos gases. C) Pela importância da questão ambiental, devemos considerar a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), responsável por estabelecer que se adotem as medidas de tratamento do ar, como a colocação de filtros para reduzir o maior número possível de partículas prejudiciais em suspensão. D) Existindo também os fornos à base de combustíveis líquidos ou gasosos, estes ficam dispensados de proteção como barreira para evitar queimaduras ou riscos de incêndios provenientes de explosões ou retrocesso da chama. 2. A NR-14 APRESENTA AS DIRETRIZES PARA A INSTALAÇÃO DE FORNOS, A NR-15 TRATA DOS LIMITES DE TOLERÂNCIA A SITUAÇÕES INSALUBRES PARA OS TRABALHADORES, E A NORMA NR-06 TRATA DOS EPIS. CONSIDERANDO ESSE CONJUNTO NORMATIVO, É CERTO AFIRMAR O QUE SEGUE ABAIXO, EXCETO: A) A NR-06 faz previsão para EPIs específicos para alta temperatura. B) A NR-14 aponta limites para exposição ao calor radiante. C) NR-06 e NR-15 são claramente complementares. D) NR-14 e NR-15 são claramente complementares. GABARITO 1. Do ponto de vista dos cuidados ambientais de trabalhos com fornos, são corretas as alternativas, exceto: A alternativa "D " está correta. Revisando o item NR-14 E SEUS CONCEITOS podemos identificar que no uso de fornos à base de combustíveis líquidos ou gasosos, estes devem possuir sistemas de proteção como barreira. 2. A NR-14 apresenta as diretrizes para a instalação de fornos, a NR-15 trata dos limites de tolerância a situações insalubres para os trabalhadores, e a norma NR-06 trata dos EPIs. Considerando esse conjunto normativo, é certo afirmar o que segue abaixo, exceto: A alternativa "B " está correta. Revisitando o item NR-14 E SEUS CONCEITOS verificamos as especificações técnicas para o bem- estar do trabalhador e do ambiente, mas os limites de tolerância são apresentados no anexo 3 da NR- 15. MÓDULO 2 Identificar a NR-18 e suas diretrizes para prevenção de segurança na indústria da construção LIGANDO OS PONTOS Você sabe que a construção civil é um ambiente de trabalho complexo. Mas saberia dizer a qual programa a NR-18 — Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção é aplicada para gerenciar os riscos presentes? Para entendermos esse conceito na prática, vamos analisar o case da empresa Obras&Obras. A empresa Obras&Obras está atuando na construção de um grande empreendimento comercial numa importante região metropolitana. Em virtude de prazos e cronogramas a serem cumpridos, que é na verdade um grande desafio para as construtoras no Brasil, a empresa apresentou algumas não conformidades durante uma inspeção realizada pelos auditores da Superintendência Regional do Trabalho local. Foto: Shutterstock.com Algumas destas não conformidades observadas foram as seguintes: O PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho) da empresa possuía pontos falhos em relação a sua real implementação. O PCMAT da empresa não estava bem alinhado com o PPRA, o que resultaria em pontos críticos. A empresa desconsiderou em seu Programa a necessidade de adequação a nova Legislação com a implementação do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Não foi identificado em nenhum programa ou documento o novo GRO (Gestão de Riscos Ocupacionais). Não foram identificados registros das capacitações, em atendimento à NR-01 e NR-18, em especial dos trabalhadores com energia elétrica. Os Auditores Fiscais do Trabalho decidiram notificar a Empresa Obras&Obras, para adequarem essas não conformidades num prazo de 15 (quinze) dias e informaram que retornariam para verificar se tais demandas foram concluídas, sob pena de interdição. Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar os pontos? 1. A EMPRESA OBRAS&OBRAS, EM FUNÇÃO DE CUMPRIRSEU CRONOGRAMA DE ENTREGA DA CONSTRUÇÃO A QUE FOI CONTRATADA, DESCUMPRIU UMA SÉRIE DE REQUISITOS LEGAIS E QUE PODERÁ GERAR SUA INTERDIÇÃO. VOCÊ FOI CONSULTADO PELA EMPRESA OBRAS&OBRAS EM RELAÇÃO AOS PROGRAMAS QUE DEVEM SER PRODUZIDOS E IMPLEMENTADOS. O QUE A EMPRESA DE FATO PRECISA EXECUTAR? A) Nenhuma alteração deve ser produzida de imediato, pois certamente a fiscalização não voltará no prazo, e, com isso ganhamos mais alguns dias. B) Revisão completa do PGR, incluindo a implementação do GRO, uma vez que o PGR é obrigatório para todos os tipos de obras independentemente da quantidade de funcionários. C) Atender somente o PCMAT, uma vez que os demais documentos não possuem a mesma importância. D) Para fins de economia, deve ser solicitado ao técnico de segurança, para que ele produza os documentos solicitados. E) Atender somente o PPRA, uma vez que os demais documentos não possuem a mesma importância. 2. A EMPRESA OBRAS&OBRAS TAMBÉM POSSUI ALGUMAS NÃO CONFORMIDADES EM RELAÇÃO AOS REGISTROS DA CAPACITAÇÃO DE SEUS TRABALHADORES, EM ESPECIAL AOS TRABALHADORES EM ELÉTRICA. A EMPRESA QUER QUE VOCÊ A ORIENTE SOBRE AS QUESTÕES ELÉTRICAS. DE ACORDO COM A NORMA REGULAMENTADORA NR-18, IDENTIFIQUE ABAIXO A RESPOSTA CORRETA: A) Somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito elétrico estiver energizado. B) Os treinamentos devem ser presenciais, sendo obrigatório a utilização de sala de aula própria, sendo vedada a metodologia EAD. C) As normas NR-01 e NR-18 devem ser contempladas no treinamento, seguindo inclusive a carga horária mínima e condições determinadas. Os trabalhadores de elétrica devem ser treinados em NR-10. D) A capacitação dos funcionários é de responsabilidade da empresa, mas acima de tudo dos trabalhadores, que devem procurar cursos de capacitação por conta própria. E) A adoção de medidas de segurança deve atender somente à NR-18. GABARITO 1. A Empresa Obras&Obras, em função de cumprir seu cronograma de entrega da construção a que foi contratada, descumpriu uma série de requisitos legais e que poderá gerar sua interdição. Você foi consultado pela Empresa Obras&Obras em relação aos programas que devem ser produzidos e implementados. O que a empresa de fato precisa executar? A alternativa "B " está correta. De acordo com as não conformidades apontadas, todos os programas relacionados com o PGR deverão ser revisados e atualizados, com a inclusão do GRO, pois a Norma define que o PGR se aplica ao construtor/empreendedor, a responsabilidade pela segurança e saúde de todos os trabalhadores envolvidos e também a responsabilidade pela elaboração e gestão do PGR, finda a validade do PCMAT, considerando a legislação vigente. E que é obrigatório independentemente do tipo da obra e da quantidade de funcionários. 2. A Empresa Obras&Obras também possui algumas não conformidades em relação aos registros da capacitação de seus trabalhadores, em especial aos trabalhadores em elétrica. A empresa quer que você a oriente sobre as questões elétricas. De acordo com a Norma Regulamentadora NR-18, identifique abaixo a resposta correta: A alternativa "C " está correta. Somente trabalhadores devidamente habilitados poderão executar serviços de inspeção e manutenção em instalações elétricas, pois, do contrário, a empresa incorrerá em risco grave e iminente para a integridade física dos trabalhadores. 3. COMO FICOU CONSTATADO, A EMPRESA OBRAS&OBRAS DEIXOU DE CUMPRIR DIVERSAS QUESTÕES RELACIONADAS À NORMA REGULAMENTADORA NR-18, QUE ABORDA O PCMAT. DIMINUIR OS RISCOS DE ACIDENTES DE TRABALHO É UMA PREOCUPAÇÃO QUE ACOMPANHA O DIA A DIA DAS CONSTRUTORAS, PORÉM NÃO NOS PARECE SER ESTA A PREOCUPAÇÃO DA OBRAS&OBRAS; AO CONTRÁRIO, SEU “FOCO” ESTÁ INTEGRALMENTE DIRIGIDO AO CUMPRIMENTO DE SEU CRONOGRAMA, POR QUESTÕES FINANCEIRAS, OBVIAMENTE. PARA GARANTIR CONDIÇÕES ADEQUADAS PARA AS ATIVIDADES REALIZADAS NO CANTEIRO DE OBRAS, É FUNDAMENTAL CONHECER E REALIZAR O PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO (PCMAT). DESSA FORMA, MUITAS EMPRESAS NÃO SABEM A DIFERENÇA ENTRE O PCMAT E O PPRA. VOCÊ FOI CONVIDADO A APRESENTAR SUAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AS ABORDAGENS DESSES DOIS PROGRAMAS E EM RELAÇÃO AO NOVO PGR, QUAIS OS SEUS COMENTÁRIOS? RESPOSTA Os programas PCMAT e o PPRA serão agora englobados pelo PGR, com uma ênfase maior na gestão, no chamado gerenciamento de riscos. A estrutura do PGR é semelhante ao PCMAT e ao PPRA, mas com a aplicação da NR-01. O PGR é obrigatório para todos os tipos de obras e com qualquer número de funcionários. Na elaboração do PGR deve ser previsto a ação de até 10 trabalhadores em supervisão de trabalho, que irão supervisionar trabalhos executados em até 7 metros de altura, tomando como ponto zero, o solo. A partir dessa altura, ou seja, acima de 7 metros, é necessário o trabalho profissional de um engenheiro de segurança do trabalho. javascript:void(0) NR-18 NO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO NR-18 - CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO M2020 / Shutterstock Diante da tendência em, cada vez mais, termos a aproximação das Normas Regulamentadoras aos processos de gestão para que elas contribuam também com os resultados, é importante uma análise da situação atual do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho (PCMAT) na indústria de construção, diante do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e no novo texto Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção. A NOVA VISÃO DO GERENCIAMENTO Os Profissionais devem ter conhecimento de que o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho (PCMAT) foi extinto e substituído pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). O PCMAT será válido até janeiro de 2021, mantendo como base a documentação e as ações elaboradas por profissional legalmente habilitado em segurança e proteção do trabalhador. À medida que segue o programa de simplificação e harmonização das Normas Regulamentadoras (NR) brasileiras, observa-se que a simplificação de seus conteúdos trouxe aumento das responsabilidades em todos os campos de atividade na construção civil desde o projeto até a entrega da obra finalizada. Em geral, observa-se uma indefinição quanto à responsabilidade pelo acidente de trabalho, apesar de a legislação em vigor. Podemos identificar na norma legal: A) LEI 13.29/217 QUE ALTEROU DISPOSITIVOS DA LEI 6019/1974 Artigo 9º § 1º É responsabilidade da empresa contratante garantir condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou local por ela designado. B) NOTA TÉCNICA 90/218 EMITIDA PELO DEFIT/DSST/CGR/SIT Art. 5°-A, §3 É responsabilidade da contratante dos serviços a garantia das condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou em local previamente convencionado em contrato. É previsto que em qualquer descumprimento, em relação ao que é aqui apresentado, sejam aplicadas as penalidades previstas pela Lei 6019/1974. C) MEMORANDO 25/SIT, MTE Deverão ser lavrados em desfavor da tomadora/contratante tantos autos de infração quantos forem os dispositivos de SST como descumpridos pelas prestadoras de serviço por ela contratadas. A instituição do Programa de Gerenciamento de Risco garante uma ferramenta abrangente de gestão com diretrizes e requisitos para ações de segurança e saúde do trabalhador, diferente do PCMAT construído com base em ações propostas pelo profissional de segurança e proteção do trabalhador com documentos quase estanques entre si. Assunto este abordado no item 18.4 da NR-18. O PGR é um sistema de gestão que acomoda fatores internos e externos da obra que serão geridos de modo único, integrando todos os setores da empresa, devendo ser seguido por todos os indivíduos que tenham qualquer tipo de atuação em relação à obra. ATENÇÃO O PGR será construído para cada obra a ser realizada. Assim, esse aspecto precisa ser destacado, pois umaobra envolve diferentes empresas associadas por especialização como fundação, instalações de todo tipo, acabamento, entre outros. O PGR aplica ao construtor/empreendedor, a responsabilidade pela segurança e saúde de todos os trabalhadores envolvidos e também a responsabilidade pela elaboração e gestão do PGR, finda a validade do PCMAT, considerando a legislação vigente. Com a vigência do PGR, entra em cena um novo elemento, a Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO). Agora, vamos conhecer a interação entre as atividades da indústria da construção civil, a identificação dos riscos ocupacionais e a forma de gerenciamento através da NR-1 associada à NR-18. Vejamos a visão geral das recomendações: Escolha uma das Etapas a seguir. 01 A forma de gestão do PCMAT e do PPRA através de um programa: o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), cuja estrutura é semelhante ao PCMAT e ao PPRA, mas exige a aplicação da NR-01. 02 O profissional qualificado em segurança do trabalho poderá elaborar o PGR em obras com no máximo 10 trabalhadores e até 7 metros de altura. Para obras com outras configurações, a atividade é exclusividade de profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho. 03 O PGR é obrigatório para todos os tipos de obra com qualquer número de trabalhadores. AS QUESTÕES COMPORTAMEN TAIS E A CAPACITAÇÃO A capacitação da mão de obra é uma questão importante para adoção de comportamentos e cultura de segurança. Essas preocupações são abordadas nas NR-01 e NR-18: Monkey Business Images / Shutterstock javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) Foi criado um anexo específico para capacitação profissional podendo ser aplicado por EAD e haver aproveitamento de assuntos (NR-01). O treinamento pode ser básico, inicial, periódico e eventual e deverá ser feita avaliação para auferir conhecimento. Foi elaborado, dentro do anexo 1, o quadro 1 da NR-18, com os quesitos de carga horária e periodicidade dos treinamentos e capacitações. A carga horária varia de 4 a 120 horas e exige prática. Foi criada a figura do Trabalhador Observador para trabalhos a quente. Foi concebida a definição de vários tipos de verificações diárias do sistema de suspensão do andaime suspenso. A adoção de medidas deverá levar em conta a hierarquia da NR-01, a vestimenta de trabalho será de acordo com a NR-24 e o levantamento manual de cargas deverá ser de acordo com a NR-17. Veja ainda: AUTONOMIA DAS NRS Comumente também conhecida como maior flexibilização, é um dos resultados da revisão de todas as NRs, processo que ainda está em andamento. Principais ênfases: Mudanças significativas da NR para os empregadores quanto à maneira de executar os planos de segurança. Tendência de a norma ter como diretriz “O que fazer”, ficando o “Como” mais a critério do empregador. Antes, a norma tratava o que deveria ser feito para prevenir acidentes e descrevia também como seria realizada a medida preventiva. REGRA HARMÔNICA A simplificação das Normas beneficia empregadores e empregados. A harmonização ao longo de todo o processo de trabalho permite um resultado mais favorável tanto para quem precisa aplicar as regras quanto para os trabalhadores que delas se beneficiam. A construtora responsável pela obra deverá elaborar um PGR que irá considerar todos os riscos de todos os trabalhadores envolvidos na obra. SAÚDE E SEGURANÇA AOS TRABALHADORES As alterações mais importantes para os trabalhadores incluem: A definição de novos critérios para uso do tubulão, método comum para perfurações profundas na construção civil. Prazo de 24 meses para abolir o uso do tubulão com ar comprimido de alto risco para os trabalhadores. E as escavações manuais ficarão limitadas a 15 metros de profundidade. Climatização em máquinas autopropelidas, todas as que apresentam movimento próprio, com mais de 4,5 mil quilos e em equipamentos de guindar. Contêineres marítimos usados em transporte de cargas não deverão mais ser usados em áreas de vivência dos trabalhadores, refeitórios, vestiários ou escritórios de obras. Há ainda novas regras, mais seguras, para execução de escavações e para trabalho a quente (soldagem e esmerilhamento, por exemplo). MODERNIZAÇÃO DAS NRS Além da NR-18, outras normas têm sofrido atualização: NR-1 NR-3 NR-12 NR-20 NR-24 NR-28 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal NR-1 javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) Trata das disposições gerais sobre saúde e segurança. NR-3 Trata do embargo e interdição. NR-12 Sobre a segurança do trabalho em máquinas e equipamentos. NR-20 Sobre inflamáveis e combustíveis. NR-24 Trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho. NR-28 Sobre a fiscalização e penalidades. O QUE MUDOU NA NR-18 2020? O novo texto da NR-18 passa a vigorar um ano após a publicação da Portaria de 10 de fevereiro de 2020. A NR passa a contar com 17 disposições, dois anexos e um glossário. Essas disposições abordam os seguintes itens: objetivo; campo de aplicação; responsabilidades; programa de gerenciamento de riscos (PGR); áreas de vivência; instalações elétricas; etapas de obras; escadas, rampas e passarelas; medidas de proteção contra quedas de altura; máquinas, equipamentos e ferramentas; movimentação e transporte de materiais e pessoas (elevadores); andaimes e plataformas de trabalho; sinalização de segurança; capacitação; serviços em flutuantes; disposições gerais e disposições transitórias. Estabelecendo diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, a NR-18 objetiva a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. As principais mudanças na nova redação abordam procedimentos, dispositivos e atitudes que precisam ser observados durante as atividades em um canteiro de obras para reduzir os acidentes mais frequentes como choques elétricos, que em conjunto com as quedas e os soterramentos representam o maior contingente dos acidentes de trabalho na construção civil. Um exemplo são os requisitos que precisam ser adotados para as instalações elétricas provisórias dos canteiros de obra. Vale ressaltar que a NR-2, inspeção prévia, foi revogada, e que também já ocorreu revisão do anexo de calor da NR-15 e de periculosidade do combustível para consumo próprio da NR-16. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. COM A MODERNIZAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS VISANDO À ADAPTAÇÃO AO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS, QUAL DAS ALTERNATIVAS ABAIXO NÃO ESTÁ CONFORME? javascript:void(0) A) O PCMAT e do PPRA serão tratados em um único programa: o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), cuja estrutura é praticamente a mesma do PCMAT e do PPRA, mas exige a aplicação da NR-01. B) O profissional qualificado em Segurança do Trabalho poderá elaborar o PGR em obras com no máximo 30 trabalhadores e até 20 metros de altura. Para obras com configuração diferente, continua sendo exclusividade de profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho. C) O PGR é obrigatório para qualquer tipo de obra, com qualquer número de trabalhadores. D) Foi criado um anexo específico para capacitação profissional podendo ser aplicado por EAD e haver aproveitamento de assuntos (NR 01). 2. COM A MODERNIZAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS E VISANDO À ADAPTAÇÃO AO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS, QUAL DAS ALTERNATIVAS ABAIXO ESTÁ EM NÃO CONFORMIDADE? A) O treinamento único no início da atividade, periódico e eventual dispensa a avaliação para auferir conhecimento. B) Criado dentro do anexo 1, o quadro 1 dos treinamentos e capacitações. A carga horária varia de 4 a 120 horas e exige prática. C) Criada a figura do Trabalhador Observador para trabalhos a quente. D) A adoção de medidas deverá levar em conta a hierarquia da NR-01, a vestimenta de trabalho será de acordo com a NR-24, e o levantamentomanual de cargas deverá ser de acordo com a NR-17. GABARITO 1. Com a modernização das Normas Regulamentadoras visando à adaptação ao Programa de Gerenciamento de Riscos, qual das alternativas abaixo não está conforme? A alternativa "B " está correta. Revisando o item Nova visão do gerenciamento, constatamos para o profissional qualificado as dimensões de 10 trabalhadores e 7 metros. 2. Com a modernização das Normas Regulamentadoras e visando à adaptação ao Programa de Gerenciamento de Riscos, qual das alternativas abaixo está em não conformidade? A alternativa "A " está correta. Revisando o item As Questões Comportamentais e a Capacitação verificamos que a capacitação exige evidências de avaliações nas premissas do PGR. MÓDULO 3 Identificar as diretrizes e as atualizações da NR-8-Edificações LIGANDO OS PONTOS Você sabe que existem regras para uma edificação estar dentro do padrão. Mas saberia dizer onde a NR-08 — Edificações é aplicada para minimizar problemas? Para entendermos esse conceito na prática, vamos analisar o case da Empresa Construções K: A Empresa Construções K vem apresentando um considerável registro de ocorrências de afastamentos de seus colaboradores nos canteiros de obra, seja por doenças ocupacionais, ou por acidentes de trabalho, incluindo os fatais, o que é extremamente lamentável. A queda de dois trabalhadores de uma altura de, aproximadamente, seis metros, o que resultou na morte de um deles, levantou novamente o alerta sobre a segurança nos canteiros de obras da construção civil da Empresa Construções K. Foto: Shutterstock.com Na manhã de uma sexta-feira, dia 16, um pedreiro morreu enquanto trabalhava na construção de um edifício residencial para a construtora. No mesmo dia, uma equipe do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção esteve no local para levantar informações sobre o fato e tomar as medidas legais quanto à responsabilidade do ocorrido. No local, o sindicato apurou que foram dois os trabalhadores que sofreram a queda e não apenas um. Segundo o sindicato, o primeiro colaborador trabalhava na colocação de material sobre o teto da obra quando despencou do espaço. Antes de atingir o solo, ele ainda bateu contra uma estrutura de concreto e um ferro, que perfurou seu corpo. Um colega de trabalho desse pedreiro, também sofreu uma queda. Ele fraturou a bacia e teve outros ferimentos pelo corpo, e está hospitalizado desde o dia do acidente. Uma equipe de vistoria do sindicato, formada por técnicos em segurança do trabalho, esteve na obra no início do mês e detectou a ausência de equipamentos de segurança para uso dos trabalhadores. O grupo fez as orientações e retornou uma semana depois para verificar se as solicitações haviam sido cumpridas. Os técnicos em segurança chamam a atenção para os riscos de se desenvolver atividades em altura sem uso dos equipamentos de proteção. “Essa é uma dificuldade que temos encontrado. E é uma dificuldade que os patrões vêm encontrando de fazer com que os trabalhadores usem os equipamentos. O que deve ser feito? Treinar esses trabalhadores”, afirmam. Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar os pontos? 1. A EMPRESA CONSTRUÇÕES K ESTÁ CONDUZINDO DE FORMA EQUIVOCADA SEUS PROCEDIMENTOS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO E, COM ISSO, SEUS TRABALHADORES ESTÃO SE AFASTANDO DE SUAS JORNADAS LABORAIS. NO CASO DO CANTEIRO DE OBRAS, O ATENDIMENTO À NR-08 É FUNDAMENTAL PARA GARANTIR TAIS ATIVIDADES. A EMPRESA CONSTRUÇÕES K CONSULTOU VOCÊ PARA QUE POSSA AJUDÁ-LA A IDENTIFICAR A CORRETA APLICAÇÃO DA NR-08. EM RELAÇÃO AOS PISOS, O QUE DEVE SER APLICADO? A) Deve ser aplicado uma camada de borracha. B) É importante que não haja ressaltos, nem depressões e existindo aberturas, estas devem ser protegidas impedindo as quedas de pessoas e materiais. C) O piso deve possuir locais específicos para as quedas. D) Todo piso de canteiro de obras deve ser obrigatoriamente sem barreiras. E) Todo canteiro de obras deve possuir sinalização e o piso deve ser liso. 2. UMA DAS MELHORES FORMAS DE IDENTIFICAR E MINIMIZAR OS RISCOS NOS CANTEIROS DE OBRAS É COM A EFETIVA PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES, ESPECIALMENTE PELA CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES). A EMPRESA CONSTRUÇÕES K PERGUNTOU A VOCÊ QUAL SERIA A PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO PARA MINIMIZAR ESSES RISCOS? VOCÊ INFORMOU QUE A) a Empresa Construções K, deve manter o tamanho em m2 proporcional ao número de empregados em cada canteiro de obra. B) os canteiros de obra estarão desobrigados, de acordo com a Norma NR-18, de atenderem às Normas, por se tratar de algo provisório. C) devem ser realizadas auditorias em cada canteiro de obra, percorrendo todo o ambiente e verificando a aplicação e atendimento às Normas Regulamentadores e melhores práticas, em especial a NR-08. D) no caso dos canteiros de obras, as empresas deverão apenas indicar um vigia para controlar o fluxo de pessoas e materiais. E) a NR-08 determina que deverão se considerados apenas as pessoas de cada canteiro de obra, independente das condições. GABARITO 1. A Empresa Construções K está conduzindo de forma equivocada seus procedimentos de prevenção de acidentes de trabalho e, com isso, seus trabalhadores estão se afastando de suas jornadas laborais. No caso do canteiro de obras, o atendimento à NR-08 é fundamental para garantir tais atividades. A Empresa Construções K consultou você para que possa ajudá-la a identificar a correta aplicação da NR-08. Em relação aos pisos, o que deve ser aplicado? A alternativa "B " está correta. A NR-08 destaca que, em relação aos pisos e circulações, especial atenção será dada nos locais de trabalho. Diz, ainda, da importância de que não haja ressaltos nem depressões e, na necessidade de haver aberturas (como gretas de drenagem), estas devem estar protegidas para que impeçam a queda de pessoas ou objetos. O piso adequado permite a circulação segura de pessoas e o deslocamento e transporte de materiais. 2. Uma das melhores formas de identificar e minimizar os riscos nos canteiros de obras é com a efetiva participação dos trabalhadores, especialmente pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). A Empresa Construções K perguntou a você qual seria a principal contribuição para minimizar esses riscos? Você informou que A alternativa "C " está correta. A NR-08 estabelece os requisitos técnicos mínimos que precisam ser cumpridos para garantir a segurança e conforto, com atenção especial ao pé-direito, pisos, escadas, rampas, corredores e passagens. E no canteiro de obras é fundamental as auditorias para verificar sua implementação. 3. A EMPRESA CONSTRUÇÕES K DEVERÁ IMPLEMENTAR MEDIDAS DE PROTEÇÃO PARA GARANTIR UM TRABALHO SEGURO PARA SEUS COLABORADORES E EVITAR QUE ACIDENTES, INCLUSIVE FATAIS, OCORRAM DURANTE SUAS OPERAÇÕES. A EMPRESA CONSTRUÇÕES K QUER A SUA OPINIÃO SOBRE ALGUMAS AÇÕES QUE PODERÃO GARANTIR À EMPRESA UM MELHOR E MAIS SEGURO AMBIENTE DE TRABALHO, COM BENEFÍCIOS DIRETOS PARA SEUS TRABALHADORES E PARA SUAS ATIVIDADES COMERCIAIS. EM ESPECIAL AS ATENÇÕES COM OS SEUS CANTEIROS DE OBRA. CITE AS AÇÕES QUE VOCÊ INFORMOU. RESPOSTA A Empresa Construções K deverá estar atenta às seguintes medidas nos ambientes de trabalho, especialmente em seus canteiros, para se evitar a ocorrência de acidentes, como constatado na empresa: Criação de um ambiente de trabalho seguro por meio de sua constante organização; atenção às Normas Regulamentadoras para minimizar ou erradicar os acidentes; em especial a NR-08 e NR-18. NR 8 – A NORMA REGULAMENTA DORA DAS EDIFICAÇÕES javascript:void(0) CONSIDERAÇÕES INICIAIS A NR-8 estabelece requisitos técnicos mínimos para as edificações. Edificações são instalações físicas já concluídas de um estabelecimento para atividade industrial ou comercial, diferentes de a norma prevencionista que deve ser observada quando a edificação estiver em fase de projeto e construção. Bannafarsai_Stock / Shutterstock OS ITENS DA NORMA Há umasérie de particularidades na indústria da construção civil: organização deficiente do trabalho, diversidade de produtos, alta rotatividade da mão de obra, que muitas vezes não está adequadamente qualificada, grande diversidade de materiais, alto índice de desperdício e de acidentes de trabalho. SAIBA MAIS Veja uma breve citação dos itens da norma: NR-8 A EVOLUÇÃO DAS EDIFICAÇÕES A Indústria mais antiga do mundo é a da construção civil, pois desde a pré-história o homem já construía abrigos e ferramentas para sua sobrevivência. A história demonstra ações de transformação nos materiais, projetos, mão de obra e também nos processos construtivos. Sacho films / Shutterstock COMENTÁRIO Há uma série de particularidades na indústria da construção civil: o trabalho precariamente organizado, a heterogeneidade do produto, a alta rotatividade da mão de obra, muitas vezes não qualificada, grande diversidade de materiais, alto índice de desperdício, elevados índices de acidentes. Quanto à construção, observa-se processos únicos, cada um com uma série de peculiaridades, o que os diferencia das atividades de indústrias, que produzem produtos em série. Pelo grande número de acidentes do trabalho ocorridos neste setor, e dando sequência a um plano governamental de avaliação periódica e de desburocratização das normas regulamentadoras, o governo https://stecine.azureedge.net/repositorio/02875/docs/NR-8.pdf resolveu nomear uma comissão tripartite, com participação de representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários, para reavaliar a NR-18, criada em 1978, através da Portaria nº 3.214, com o título de Obras de construção, demolição e reparos, dando lhe uma nova redação e um novo título: Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção. Fonte: wellphoto/ Shutterstock No Brasil, em 2017, de acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho ocorreram 549.405 acidentes de trabalho, dos quais 30.025 relativos ao setor da construção civil. Em 2018, foram registrados 623.786 acidentes de trabalho, representando um crescimento de 13%, conforme gráfico a seguir. Fonte: http://smartlabbr.org/2020 Histórico de acidentes do trabalho no Brasil. Entre as diferentes categorias de trabalho/ocupação, a função de servente de obra é a quarta função em número de acidentes do trabalho, seguindo as funções faxineiro, técnico de enfermagem e alimentador de linha de produção. javascript:void(0) ALIMENTADOR DE LINHA DE PRODUÇÃO Esta função responde por 3% dos afastamentos por acidente de trabalho, o que representa uma população de quase 100 mil trabalhadores. CERTAMENTE ESSES NÚMEROS SERIAM MAIORES SE CONTORNADOS OS PROBLEMAS DE SUBNOTIFICAÇÃO. Não só acidentes de trabalho, mas doenças ocupacionais também afastam os trabalhadores de suas funções e atividades. Os números demonstram que, em 2018, cerca de 12 mil trabalhadores estiveram afastados dos canteiros de obras por mais de 15 dias, em um universo de cerca de 140 mil afastamentos no total. COMENTÁRIO Os números de acidentes graves e fatais neste setor também são elevados e, em 2018, foram registrados mais de 207 óbitos. Os acidentes de trabalho são eventos críticos, porque além de afetar a vida do trabalhador e sua família, traz prejuízo e despesas para a empresa e para o sistema de previdência. Muitos desses eventos poderiam ser evitados pelo cumprimento das medidas apresentadas na NR-18 e pelo investimento em ações de controle e prevenção de riscos no ambiente de trabalho. Fonte: ME Image / Shutterstock As principais dificuldades para a implantação da NR-18 dizem respeito à falta de conhecimento sobre o seu conteúdo e a não priorização de ações voltadas para a segurança por parte das empresas. COMENTÁRIO Apesar de todos os entraves, empresários e trabalhadores concordam que as condições de trabalho nos canteiros de obra têm melhorado na última década, ainda que todos também concordem que muito ainda há por fazer. Mesmo atualmente, ainda existem empresários que acreditam que segurança do trabalho se resume ao simples uso de um EPI. Do mesmo modo, é cada vez mais exigida a qualidade da construção, não só pelo aumento da competitividade do mercado, mas também pelo aumento do nível de exigência de clientes públicos e privados. Com isso, nas últimas décadas, as organizações passaram a implementar diversos tipos de sistemas de gestão como forma de administrar e comprovar essa qualidade. Estão disponíveis os Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ), Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST) e também o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Cada vez mais, as empresas buscam se adaptar ao Sistema de Gestão Integrada (SGI) que engloba os três sistemas citados. ATENÇÃO A literatura identifica gestão como o ato de coordenar o esforço de pessoas para atingir os objetivos da organização. A gestão eficiente e eficaz é realizada de modo que as necessidades e os objetivos pessoais sejam consistentes e complementares aos objetivos da organização a que estão vinculadas. REQUISITOS GERENCIAIS DE UM SISTEMA DE GESTÃO Ainda na literatura, constatamos os instrumentos do sistema de gestão: PRINCÍPIO É a base sobre a qual o sistema de gestão é construído. Resulta da filosofia, do paradigma dominante. OBJETIVO É um estado futuro que se deseja atingir. ESTRATÉGIA É um caminho para atingir o objetivo. POLÍTICA É uma regra ou conjunto de regras comportamentais. DIRETRIZ É uma orientação. Pode restringir os caminhos possíveis ou dar indicações de caráter geral. É mais específica que a política e serve, inclusive, para explicitá-la. SISTEMA ORGANIZACIONAL É um sistema no qual as relações entre pessoas predominam sobre as relações entre equipamentos. SISTEMA OPERACIONAL É um sistema no qual as relações entre equipamentos predominam sobre as relações entre pessoas. Por extensão, é operacional o sistema que, mesmo apresentando intensa rede de relações pessoais, apresente características repetitivas e mecânicas de trabalho. PROGRAMA É um conjunto de ações desenvolvidas dentro de determinado campo de ação. Promove a evolução da organização rumo aos objetivos. São constituídos por objetivo específicos, diretrizes, estratégias, metas, projetos, atividades e planos de ação. META É um ponto intermediário na trajetória que leva ao objetivo. PROJETO É a menor unidade de ação ou atividade que se pode planejar e avaliar em separado e, administrativamente, implantar. Tem características não repetitivas de trabalho. ATIVIDADE É um conjunto de ações com características repetitivas, utilizadas para atingir e/ou manter metas e objetivos. MÉTODO É o caminho geral para resolver problemas. Cabe a cada empresa adotar e implementar um sistema de gestão de acordo com as suas necessidades e objetivos. Os sistemas de gestão são instrumentos eficazes no sentido de melhoria das condições do ambiente de trabalho. Eles representam ainda alternativas para a evolução da gestão das empresas de construção, que historicamente apresentam baixo desempenho nesse aspecto. NR-8 E LEGISLAÇÃO O principal objetivo da NR-8 é estabelecer os requisitos técnicos mínimos que precisam ser cumpridos para garantir segurança e conforto para os trabalhadores nas diferentes edificações. Essa NR foi publicada em junho de 1978 e atualizada em outubro de 2001 e maio de 2011. Em suas proposições, destaca que além das diretrizes apontadas, devem ser respeitadas as normas técnicas vigentes e atendidas as condições de segurança e conforto, o que pode implicar na referência a outras NR ou outras peças da legislação. PÉ DIREITO A norma estabelece que os locais de trabalho devem ter o pé direito (altura estabelecida do piso ao teto do local) de acordo com as normas municipais para que, assim, atendam às condições de conforto, segurança e salubridade. PISO Considerando a segurança da população que circula pelas edificações, especial atenção é dada ao piso nos locais de trabalho e nas áreas de circulação. É destacadaa importância de que não haja ressaltos nem depressões e, na necessidade de haver aberturas (como gretas de drenagem), estas devem estar protegidas para que impeçam a queda de pessoas ou objetos. O piso adequado permite a circulação segura de pessoas e o deslocamento e transporte de materiais. PISOS, ESCADAS, RAMPAS, CORREDORES E PASSAGENS NOS LOCAIS DE TRABALHO Onde houver perigo de escorregamento, deverão ser tratados com materiais ou processos antiderrapantes e devem ser capazes de sustentar carga móvel e fixa de acordo com o uso da edificação. Rampas e escadas fixas devem ser construídas de acordo com as normas técnicas vigentes e mantidas em perfeito estado de conservação. Essas condições ganham ainda maior importância se lembrarmos que para atender às cotas para contratação de pessoas com deficiência — muitas vezes, entre os trabalhadores estarão usuários de cadeira de rodas ou próteses de diferentes tipos ou outros dispositivos de independência —, nesse cenário, será necessário atender a outros conjuntos de exigências técnicas e de ergonomia, para garantir segurança e conforto a esses trabalhadores. Veja também alguns itens da NR-8 sobre partes externas: Fonte: riopatuca / Shutterstock PARTES EXTERNAS – NR-8 Consultando os itens da NR-8, verifica-se que as partes externas e todas as áreas que separem unidades autônomas de uma edificação, mesmo que não acompanhem sua estrutura, devem, obrigatoriamente, observar as normas técnicas oficiais em relação à resistência ao fogo, ao isolamento e ao condicionamento térmico, ao isolamento e condicionamento acústico, à resistência estrutural e à impermeabilidade. As coberturas (abrigos) devem não só proteger da chuva e do vento, mas também da umidade, da insolação excessiva e da falta de insolação (NR-8, item 8.4 Proteção contra intempéries). Semelhantemente, os pisos e as paredes dessas áreas devem ser protegidos contra a umidade e receber tratamento de impermeabilização. A NR-8 ainda prevê que em andares acima do solo seja garantida a proteção contra quedas e, para tanto, devem ser observadas não só as especificações técnicas, mas condições de conforto e segurança. Essas proteções podem ser guarda-corpos, redes, grades etc. Devemos atentar que mesmo nas edificações, os serviços de reparo e ampliações podem requerer canteiros de obras e gerenciamentos dos serviços. Algumas ações de gerenciamento podem ter alta prioridade. Um exemplo é a Nota Técnica nº 4-10 (veja tabela no Saiba Mais abaixo), uma peça de legislação de agosto de 2019, que estabelece os requisitos de segurança contra incêndio e pânico para a regularização de canteiros de obras junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), relacionada ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (COSCIP). Observa-se que as empresas demonstram preocupação com essa situação e que o descumprimento da norma, em geral, é fruto de desconhecimento, uma vez que esse tipo de ocorrência, incêndio e pânico, traz consigo potencial para grandes tragédias. Amplia-se a percepção de que não basta a distribuição de extintores de incêndio em diferentes setores do canteiro de obra. fonte: A_stockphoto / Shutterstock Eventuais não conformidades que sejam identificadas geram um prazo para ação de regularização, já que muitas vezes essa regularização depende de outros prazos que não apenas os da empresa, por exemplo, de órgãos públicos que fazem expedição dos laudos apropriados. Algumas ações são de baixa prioridade. Os prazos para cumprimento de ações de média e baixa prioridade são diferenciados porque existem riscos menores em relação à vida e à saúde do trabalhador, e outras medidas de controle são capazes de mitigar esses riscos, como utilização de EPI, utilização de procedimentos de segurança, campanhas de conscientização. SAIBA MAIS Exemplos de ações de gerenciamento relacionadas com a NR-8 VERIFICANDO O APRENDIZADO 1.A NR-8 ESTABELECE REQUISITOS TÉCNICOS MÍNIMOS DAS EDIFICAÇÕES. DENTRE TAIS REQUISITOS, DAS ALTERNATIVAS ABAIXO, ASSINALE A ERRADA. A) As edificações são as instalações físicas já concluídas de um estabelecimento em atividade industrial ou comercial. B) As normas prevencionistas devem ser observadas quando a edificação estiver em fase de projeto e construção. C) No subsetor edificações, os processos são semelhantes em riscos aos das indústrias que produzem produtos em série. D) Os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto, pé direito, de acordo com as posturas municipais, atendidas as condições de conforto, segurança e salubridade, estabelecidas na Portaria 3.214/78. (alterado pela Portaria SIT n.º 23, de 09 de outubro de 2001). 2. A NR-8 ESTABELECE REQUISITOS TÉCNICOS MÍNIMOS PARA AS EDIFICAÇÕES. DENTRE TAIS REQUISITOS DAS ALTERNATIVAS ABAIXO, ASSINALE A ERRADA. https://stecine.azureedge.net/repositorio/02875/docs/tabela.pdf A) As aberturas nos pisos e nas paredes devem ser sinalizadas de forma que as pessoas não se aproximem. (alterado pela Portaria SIT n. º 12, de 06 de outubro de 1983). B) Os pisos, as escadas e rampas devem oferecer resistência suficiente para suportar as cargas móveis e fixas, para as quais a edificação se destina. (alterado pela Portaria SIT n. º 12, de 06 de outubro de 1983). C) As rampas e as escadas fixas de qualquer tipo devem ser construídas de acordo com as normas técnicas oficiais e mantidas em perfeito estado de conservação. (alterado pela Portaria SIT n. º 12, de 06 de outubro de 1983). D) Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho onde houver perigo de escorregamento, serão empregados materiais ou processos antiderrapantes. GABARITO 1.A NR-8 estabelece requisitos técnicos mínimos das edificações. Dentre tais requisitos, das alternativas abaixo, assinale a errada. A alternativa "C " está correta. Revisando Os itens da Norma, verificamos nas premissas da NR-8 que a indústria da construção civil é diferenciada com várias frentes paralelas e não em série. 2. A NR-8 estabelece requisitos técnicos mínimos para as edificações. Dentre tais requisitos das alternativas abaixo, assinale a errada. A alternativa "A " está correta. Revisando Os itens da Norma, verificamos as diretrizes em que as sinalizações atuam como alertas, e a melhor condução. MÓDULO 4 Identificar os principais componentes de projetos de instalação de canteiros de obra LIGANDO OS PONTOS Você sabe o que é um canteiro de obra. Mas saberia dizer onde a NR-18 – Edificações é aplicada para evitar problemas com piso e cobertura? Para entendermos esse conceito na prática, vamos analisar o case da empresa Obras&Contruções. A empresa Obras&Contruções mantém um bom controle em seu sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional em seus canteiros de obras. No entanto, uma auditoria interna, com a participação dos trabalhadores que fazem parte da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) em conjunto com os profissionais do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) constatou diversos desvios em suas operações, com riscos de acidentes graves. Foto: Shutterstock.com No momento da auditoria, foram constatadas diversas sobras de materiais localizadas em pontos isolados perto do beiral, em diferentes andares, com grande risco de caírem com um pequeno esbarrão. Constatou-se, ainda, uma pilha de tijolos, também localizado no terceiro pavimento muito próximo ao beiral, que podia causar alguma queda. As sinalizações existentes não eram tão claras e objetivas, apenas uma sinalização comum, sem mais informações. Alguns trechos perigosos não possuíam o isolamento obrigatório, o que faziam estas áreas serem bem frágeis e perigosas durante o movimento de pessoas e materiais. Imediatamente, foram acionados alguns colaboradores para alterar a posição da pilha de tijolos e efetuar uma arrumação geral no canteiro de obras. Incluindo novos isolamentos e sinalização. Foi solicitado, ainda, que os fechamentoslaterais deviam ser revistos, pois apresentavam aberturas que permitiam a passagens de objetos, restos de materiais, ferramentas e outros itens. Logo em seguida, ficou decidido que todos deveriam ser reciclados em treinamento, dando ênfase a esses riscos de quedas de materiais, pois os indicadores de acidentes do Governo mostram que esse tipo de acidente é um dos que mais ocorrem na construção civil. Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar os pontos? 1. A EMPRESA OBRAS&CONTRUÇÕES CONSEGUIU UM DESCONTO NO SAT. ESSE DESCONTO FOI POSSÍVEL DEVIDO A) ao baixo registro de cadastro em seguro saúde. B) ao baixo registro de acidentes ao CAT. C) à contratação de operários sindicalizados. D) à instalação de estrutura rígida, com os corretos apoios. E) à elaboração de projeto preventivo de caráter ambiental. 2. A EMPRESA OBRAS&CONTRUÇÕES ESTÁ BUSCANDO REDUZIR O CONSUMO DE RECURSOS NATURAIS EM SEU CANTEIRO DE OBRA, A FIM DE MITIGAR O DESPERDÍCIO. UM DOS GRANDES GASTOS COM A CONSTRUÇÃO ESTÁ NO CONSUMO DE ÁGUA DA OBRA. VOCÊ COMO RESPONSÁVEL, COMO IRIA PROPOR A REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA? A) Utilização de dispositivos economizadores e ações gerenciais. B) Utilização de carros pipa, com recurso hídrico limitado. C) Utilização de dispositivos aquecedores e mangueiras térmicas. D) Utilização de dispositivos economizadores e procedimento de autogestão. E) Utilização de dispositivos economizadores e dispositivos aquecedores. GABARITO 1. A Empresa Obras&Contruções conseguiu um desconto no SAT. Esse desconto foi possível devido A alternativa "B " está correta. O SAT está relacionado ao CAT. Quanto menor for o registro em CAT, mais barato é o SAT, e quanto maior for o registro em CAT, maior o SAT. 2. A Empresa Obras&Contruções está buscando reduzir o consumo de recursos naturais em seu canteiro de obra, a fim de mitigar o desperdício. Um dos grandes gastos com a construção está no consumo de água da obra. Você como responsável, como iria propor a redução do consumo de água? A alternativa "A " está correta. Para poupar o consumo de água é necessário buscar um gerenciamento eficaz do recurso hídrico, além de utilizar a tecnologia presente no mercado para economizar tais recursos. 3. BUSCANDO REDUZIR O CUSTO DA PRODUÇÃO, FOI CONSTATADO UM GASTO DE ENERGIA ELÉTRICA MUITO ACIMA DO ESPERADO. A FIM DE MINIMIZAR TAL GASTO, NOVOS EQUIPAMENTOS QUE CONSOMEM MENOS ENERGIA FORAM INSTALADOS, PORÉM NÃO HOUVE REDUÇÃO CONSIDERÁVEL DO CONSUMO, NÃO JUSTIFICANDO A SUBSTITUIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS. SABENDO QUE AS NOVAS TECNOLOGIAS IMPLEMENTADAS DEVERIAM APRESENTAR UMA REDUÇÃO DE CONSUMO DE 25% DE ENERGIA ELÉTRICA, E QUE FOI NOTADO UMA REDUÇÃO DE SOMENTE 2%, QUAL A MELHOR DECISÃO A SER TOMADA PARA CONSEGUIR ATINGIR A META DE REDUÇÃO DE ENERGIA? RESPOSTA javascript:void(0) Além da implementação de novas tecnologias que consomem menos energia elétrica, deve haver ações gerenciais sobre esta temática. Para isso, devem ser feitos novos treinamentos com os operadores e também deve haver uma supervisão constante para garantir que não haverá desperdício. NR 18 E A SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE NOS CANTEIROS DE OBRA PROJETOS DE INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS São muitos os métodos para gestão sustentável em canteiros de obras desenvolvidos nos últimos anos, porém observamos o pouco uso de ferramentas para mensurar e avaliar o desempenho da gestão. É preciso o uso de um Sistema de Indicadores (SI) para a avaliação do desempenho da gestão sustentável em canteiros de obras, onde as boas práticas de uso sejam uma estratégia para a implementação de um sistema e a mitigação dos impactos ambientais. Fonte: Budimir Jevtic / Shutterstock ITENS DE PROJETOS PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL EM CANTEIRO DE OBRAS Buscando simplificar e organizar a análise e as boas práticas, foram agrupados itens de projetos que abrangem os aspectos ambientais, sociais e econômicos, abordando temas relacionados à qualificação, saúde e segurança dos funcionários, além de boas práticas com a vizinhança, governo, fornecedores e demais envolvidos no processo. Na construção civil, já abordamos em seus métodos os caminhos mais múltiplos e paralelos diante da multidisciplinaridade durante o processo de obras. Todas estas questões recaem sobre os canteiros de obras e as pesquisas nos remetem ao consenso quanto à importância em termos, além do projeto das edificações em si, as melhores diretrizes para antecipadamente estabelecermos os projetos para canteiros de obras. Nas pesquisas em Scielo, identificamos os itens abaixo: Escolha uma das Etapas a seguir. CONSUMO DE ÁGUA Propõe ações para a redução do consumo de água por meio do uso de dispositivos economizadores e de outras ações gerenciais. CONSUMO DE ENERGIA Propõe ações para a redução do consumo de energia por meio do uso de dispositivos economizadores e de outras ações gerenciais. CONSUMO DE MATERIAIS Aborda ações de compras responsáveis e de redução e controle do consumo de materiais. GESTÃO DE RESÍDUOS E EMISSÕES Trata das ações para mitigação dos impactos causados pelos resíduos, por emissão de material particulado e por ruídos. INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS Aborda ações visando ao conforto e à segurança dos ocupantes, transeuntes e vizinhança. RELAÇÃO COM O ENTORNO Propõe ações de mitigação dos impactos causados ao entorno da obra. Pontos de atenção: Muitos trabalhos acadêmicos estão sendo desenvolvidos buscando soluções de Gerência de Projetos para obras em Engenharia Civil. A adoção das ações de boas práticas contribuindo com itens de projetos dos canteiros de obra. Incentivo à cultura da gestão de resíduos e suas emissões reduzidas consideradas muito importantes. Exemplos como a racionalização no consumo de água e energia, o desperdício e reaproveitamento de materiais. javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) O bem-estar do funcionário em seu ambiente de trabalho. A retenção de funcionários e diminuição da rotatividade. A relação com a vizinhança, podendo este ser desdobrado também nos aspectos de consumo de materiais, resíduos, poluição da água, solo e ar, saúde e segurança, e instalações provisórias. Identificar os indicadores exigidos pelo Sistema de Avaliação de Conformidade (SIAC), do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), sendo estes indicadores de geração de resíduos ao longo e ao final da obra, indicador de consumo de água ao longo e ao final da obra, e indicador de consumo de energia ao longo e ao final da obra. BOAS PRÁTICAS E INDICADORES PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL EM CANTEIROS DE OBRAS CONHECIMENTO DO PROBLEMA Na identificação e classificação de boas práticas e indicadores de sustentabilidade aplicáveis a canteiro de obra, verificamos que a tabela 1, a seguir, associa as 20 práticas mais recorrentes e indicadores que podem permitir a mensuração de seu desempenho no canteiro de obra. Esse quadro é usado como ponto de partida para a concepção do sistema de indicadores. Categorias Boas práticas mais citadas nas metodologias pesquisadas Indicadores propostos Aspectos Sociais (AS) - Treinar os colaboradores quanto às ações sustentáveis adotadas no canteiro - Prover ações relativas aos cuidados com a saúde e a - Índice de capacitação da mão de obra - Número de ações de qualidade de vida no canteiro de obra segurança dos funcionários - Capacitar profissionalmente dos colaboradores Consumo de água (CA) - Utilizar sistemas economizadores - Realizar inspeções preventivas para evitar o desperdício de água - Promover medições e acompanhamento do consumo - Consumo de água ao longo da obra - Consumo de água ao final da obra - Utilização de componentes economizadores de água Consumo de Energia (CE) - Utilizar equipamentos e aparelhos com baixo consumo de energia - Medir e monitorar o consumo de energia - Consumo de energia ao longo da obra - Consumo de energia ao final da obra- Utilização de componentes economizadores de energia Consumo de Materiais (CM) - Incorporar critérios de sustentabilidade na seleção de produtos - Identificar indicadores e formas de monitorar o consumo de materiais da obra - Perda de concreto - Percentual de materiais adquiridos com baixo impacto ambiental Gestão de Resíduos e Emissões (GRE) - Implantar e monitorar o plano de gerenciamento de resíduos - Utilizar os resíduos de construção na própria obra - Controlar as emissões de ruídos - Geração de resíduos ao longo da obra - Geração de resíduos ao final da obra - Percentual de resíduos beneficiados - Umedecer as superfícies para a redução da poeira - Custo para destinação final dos resíduos - Economia gerada com a doação/venda dos resíduos -Número de reclamações de ruído -Número de reclamações de poeira Instalações Provisórias (IP) - Planejar o leiaute das instalações com foco na eficiência energética - Definir e implantar medidas para a contenção e prevenção da erosão - Utilizar tapumes de materiais reaproveitáveis e mantê-los em boas condições - Qualidade das instalações provisórias Relação com o Entorno (RE) - Implantar medidas de proteção e preservação da vegetação remanescente - Conservar as vias públicas e calçadas em bom estado - Adotar procedimentos de comunicação com a vizinhança - Índice de reclamações da vizinhança - Número de comunicados enviados à vizinhança Tabela 1. Seleção das boas práticas mais citadas em publicações de pesquisas. Fonte: Ambient. Construído, 2020. PLANEJAMENTO DAS AÇÕES a) Quadro de boas práticas Exemplo de indicador de boas práticas para canteiro de obras, uma atividade comum nos programas de prevenções das melhores empresas que utilizam programas de gerenciamento e melhoria contínua. Um exemplo de quadro de boas práticas para planejamento encontra-se no quadro abaixo. Fonte: PPEC. Boas Práticas (BP) - Aspectos Sociais Como Quem Quando Promover treinamentos contínuos dos trabalhadores, quanto a aspectos de sustentabilidade, saúde, segurança, procedimentos operacionais, entre outros. Promover programas de qualidade de vida no canteiro. Sugestão de temas: alcoolismo, economia doméstica, DST, HIV/AIDS, entre outros. Nomear um responsável para tratar as sugestões/ reclamações dos funcionários e vizinhança. Premiar os funcionários que mais se destacarem no mês quanto aos critérios de qualidade, sustentabilidade e segurança no canteiro. Contratar mão de obra local. Propor horários diferenciados de trabalho, e/ou outras formas de incentivo, para os funcionários que estudam fora do horário do expediente. Identificar os trabalhadores que tenham filhos com problemas de saúde que requerem um cuidado médico especial, como autismo, e propor horários diferenciados. Promover a participação dos funcionários da construtora e/ou de outras obras, em treinamentos/cursos voltados à sustentabilidade nos canteiros de obras, visando o esclarecimento e a disseminação da sua importância. Realizar programas de visita da vizinhança e/ou academia. Promover eventos culturais e/ou socioambientais com a participação da família dos funcionários, além da vizinhança. Tabela 2. Quadro para planejamento das boas práticas a serem implementadas. Fonte: PPEC. b) Treinamentos da equipe Como as equipes são compostas por todos os trabalhadores da obra, o treinamento abrange a multidisciplinaridade com diferentes frentes. Essa composição inclui os engenheiros e técnicos, os estagiários, assistente, auxiliar e analista de engenharia, gerente da obra, encarregado de obras, almoxarife, chefe do setor pessoal, analista de planejamento e técnico de segurança. São profissionais com níveis de escolaridade e formação acadêmica diferentes, e muitos podem não estar capacitados para utilizar, por exemplo, a ferramenta planilha eletrônica para coleta, processamento e análise de dados, programas de qualidade etc. Fonte: Standret / Shutterstock c) Acompanhamento das ações Muitas empresas adotam a metodologia de visitas chamada auditoria comportamental. As visitas ao canteiro ou à sede da empresa consistem de diferentes eventos, por exemplo, um período para ouvir os trabalhadores na gestão participativa, acompanhar e colaborar com a implementação das novas ações previstas. Nessas visitas, deve-se obter as evidências da confiabilidade dos dados da coleta visando à análise dos dados relativos à geração dos indicadores e implantação das boas práticas adotadas nos diversos setores da obra. Fonte: Piyapong Wongkam / Shutterstock d) Análise dos dados Nas reuniões de gestão e de análise de resultados, os indicadores pesquisados devem ser discutidos periodicamente entre as partes interessadas e por meio de metodologias da qualidade com melhoria contínua. Os pesquisadores, como proposta, elaboram dois relatórios de resultados sobre o processo da implementação das ações, além de divulgar os resultados com a fundamental demonstração de sinergia entre todos os trabalhadores e com diretores da empresa, da equipe técnica e administrativa da obra. Fonte: wutzkohphoto / Shutterstock PROCESSO DE AVALIAÇÃO Na etapa de avaliação, foi adotada a construção mental, constructo, da estratégia que foi estudada e planejada por meio de análise de dados, considerados confiáveis, coletados ao longo da implementação, assim, analisemos a proposta a seguir. Tabela 3 Fonte: Scielo Fonte: Scielo Nos resultados da avaliação de processos pesquisados, foi identificado o acréscimo de novos indicadores com intuito de suprir as lacunas identificadas em termos de processo humanizado, com o qual é necessário atenção, também, em se contribuir com um bom relacionamento familiar, a depender da empresa. Por fim, vem a mensuração visando aos melhores resultados, quais sejam: Índice de satisfação dos funcionários. Índice de rotatividade. Índice de absenteísmo, para mensurar os impactos da boa prática de "prover ações relativas aos cuidados de saúde e segurança dos funcionários". Percentual de materiais fabricados de origem local, para mensurar os impactos da boa prática de "incorporar critérios de sustentabilidade na seleção de produtos". Medições de ruído em conformidade com as normas vigentes, para mensurar os impactos da boa prática "controlar as emissões de ruído". Índice de satisfação da vizinhança, para mensurar os impactos da boa prática "conservar as vias públicas e calçadas em bom estado". Ainda num processo evolutivo, a tabela 4 apresenta os 26 indicadores propostos, incluindo sua dimensão, fórmula e unidade de medida. Fonte: Scielo Tabela 4. Indicadores propostos para Gestão de Projetos, seus critérios e respectiva métrica. Fonte: Scielo Identificaremos, neste momento, o cenário dos canteiros de obra que motiva e justifica as melhorias abordadas até aqui para o planejamento e projeto na construção civil. O CENÁRIO DA CONSTRUÇÃO CIVIL E CANTEIROS DE OBRA Apesar de toda a legislação disponível para garantir a segurança dos trabalhadores em todos os setores envolvidos no processo da construção civil, esta atividade sempre ocupa uma posição de destaque no que diz respeito aos acidentes de trabalho. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT) da Previdência Social, em 2017, o setor de construção registrou 30.025 acidentes, correspondendo a aproximadamente 5,5% de todos os acidentes registrados naquele ano, incluindo aqueles típicos, de trajeto, doenças ocupacionais com ou sem a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Fonte: ME Image/Shutterstock ATENÇÃO Esses registros levaram o setor de construção civil ao quinto lugar em número de acidentes no ano de 2017. O Brasil conta com muitas tragédias que ocasionaram a morte de trabalhadores da construção. EXEMPLO “Três operários morreram vítimas do deslizamento de terra em uma obra do Hospital Universitário da UnB (Universidadede Brasília), no dia 21 de julho de 2011. De acordo com a assessoria do hospital, o acidente aconteceu enquanto os homens mexiam na tubulação em um buraco — cerca de seis funcionários trabalhavam na obra. Na época, o primeiro-secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, João Barbosa, afirmou que as supostas irregularidades nas obras foram denunciadas à Delegacia Regional de Trabalho. A entidade aponta irregularidades nos andaimes, falta de material de segurança e condições precárias de higiene”. (Portal R7, 2016) Ainda em Brasília, no dia 10 de dezembro de 2019, aconteceu um deslizamento devido ao rompimento do escoramento de um prédio que engoliu o asfalto da rua e arrastou carros para dentro do canteiro da obra. Felizmente, nesse caso, não houve relato de feridos. Conforme os exemplos anteriores, os acidentes geram perdas materiais e financeiras tanto para empresas, quanto para o trabalhador, além, claro, de poder deixar sequelas permanentes até a morte das pessoas. Muitos desses acidentes são consequências diretas do não atendimento das normas de segurança do trabalho. Verifica-se através de dados analisados do anuário estatístico da previdência social e palestras de dados de acidentes, que o setor de construção civil é marcado por uma taxa muito alta de mortes. A tabela abaixo apresenta uma visão mais clara dos acidentes neste setor nos últimos anos. Fonte: AEPS (Anuário Estatístico da Previdência Social), utilizando-se a CNAE(Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Palestra "Dados estatísticos de Acidentes de trabalho" ministrada pelo técnico Robinson Leme - Vice-presidente para Assuntos de SST/FETICOM-SP). Tabela 5. Tabela de Acidentes e óbitos da construção civil. Conforme a tabela, verifica-se o quão representativos são os números de acidentes e óbitos na construção civil. Em 2013, cerca de 16% das mortes ligadas a acidentes de trabalho são da construção civil. Em 2017, essa taxa cai para cerca de 11%. Embora seja possível notar também uma queda gradual de óbitos e acidentes, essa taxa de óbitos ainda é considerada elevada. Anualmente, de 2013 até 2017, foram registrados respectivamente 61.889, 59.734, 45.376, 37.159 e 30.025 acidentes e doenças ocupacionais na construção civil. O gráfico abaixo ilustra bem e apresenta uma visão abrangente da queda no período de 2012 para 2017 e das oscilações dos anos anteriores: Fonte: Serviço de Epidemiologia e Estatística da Fundacentro, a partir do AEPS, utilizando-se a CNAE Gráfico de acidentes na construção civil. Pode-se notar o pico do número de acidentes em 2012, e uma queda gradual até 2017, que volta a números semelhantes aos de 2006. Essa queda do número de acidentes pode significar uma melhoria considerável na segurança do setor. Embora haja oscilações entre os tipos de acidentes, houve uma redução muito significativa dos acidentes na construção civil desde o ano de 2012. No entanto, este fato aponta outro dado que ainda tem um número alto e que interfere muito para a política de segurança: os acidentes sem a emissão de CAT. Foram registrados cerca de 3.579 acidentes (destaca-se o número de acidentes de 2012 até 2017) sem a emissão de CAT e esse número aumenta para 4.512, em 2017. CAT Comunicação de Acidente de Trabalho. ATENÇÃO Isso é um dado muito alarmante não apenas pelo aumento do número desses acidentes, mas também porque esses cálculos não entram para a estatística de análise e não contribuem para que possam gerar javascript:void(0) dados para prevenções de futuros acidentes e doenças do trabalho no setor de construção civil. Além disso, conforme a Lei 8.213/91, a CAT é obrigatória e garante ao trabalhador o direito a auxílios da Previdência Social. Os motivos para a não emissão da CAT são diversos, desde não conhecimento do documento ou até negligência da empresa. VOCÊ SABIA É importante acrescentar que a não emissão da CAT pode estar relacionada ao seguro SAT. A empresa que registra menores números de acidentes conta com desconto para esse seguro e, ao contrário, se ela registra muitos acidentes, o seguro fica mais caro. Além de dificultar auxílio-doença acidentário do trabalhador empregado, o empregador que não comunica um acidente assume risco de não cumprimento de lei e, caso descoberto, pode ser condenado a altas indenizações. Embora o número de acidentes sem a emissão da CAT ainda ocorra, pode-se destacar uma redução considerável desses casos desde o ano de 2012, quando o número de acidentes sem CAT foi de 14.860, até chegar aos 4.512 de 2017. A não emissão deste documento prejudica todas as partes: Escolha uma das Etapas a seguir. O EMPREGADOR Que é sujeito à multa pesada. O TRABALHADOR Que terá divergências no auxílio. A SEGURANÇA DO SETOR EM SI Devido à falta de análise dos acidentes não registrados. Percebe-se, ainda, uma possível melhora no gerenciamento dos acidentes no setor de construção civil devido à queda gradativa de acidentes nos últimos anos. O que mostra que as ações de gestão SST vêm sendo levadas a sério para tentar diminuir o alto número de acidentes na construção civil e, assim, contribuir para que o setor venha a ser um ambiente mais seguro. Os principais acidentes que ocorrem na construção civil são quedas de trabalhadores ou materiais, picadas de animais peçonhentos, LER e DORT, cortes e lacerações e exposição a sons altos. javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) A Fundacentro (2019), em sua palestra preventiva, aponta soterramento, choque elétrico e quedas como os principais desafios, sendo os principais causadores de acidentes. Segundo Leme (2016), o servente da obra está entre os que mais se acidentam no canteiro. Ele também apontou queda de altura como um dos acidentes que mais mata no setor. ATENÇÃO De fato, quedas de materiais e trabalhadores sempre é apontado como um dos principais acidentes da construção civil. É importante, ainda, levar em conta as doenças do trabalho que ocorrem no setor, visto que elas também geram afastamento. A revista CIPA aponta na pesquisa da Seconci-SP (2017), que analisa os motivos de afastamento do trabalho devido a doenças do trabalho. Fonte: SECONCI 2017. Causas de afastamento de trabalhadores da construção civil. Observa-se que as principais causas de afastamento são aquelas ligadas a dores ou inflamações nas juntas. O que levanta as questões de serem essas dores oriundas de LER ou DORT no ambiente de trabalho. Esses afastamentos são responsáveis por cerca de 30,1% das ausências na construção civil, segundo a pesquisa da Seconci. Outro fator a ser levado em conta é que LER e DORT estão entre as principais causas de afastamento do trabalho. A pesquisa da Seconci ainda analisa o número de atestados médicos dados aos trabalhadores afastados em uma comparação com os anos anteriores. Foi verificado que o número de atestados médicos diminuiu, o que demonstra que menos trabalhadores ficaram doentes ou foram afastados do javascript:void(0) javascript:void(0) trabalho. Como doenças ocupacionais são registradas do mesmo modo que os acidentes de trabalho, a diminuição delas é uma vitória para a segurança do setor de construção civil. LER Lesões por Esforços Repetitivos. Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia. DORT Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia. ATENÇÃO Analisar quais são os principais acidentes e doenças do trabalho é importante para fornecer informação ao programa de SST para desenvolver abordagem específica sobre eles e, assim, evitar nova ocorrência desse tipo de acidente. Existem NRs específicas para o gerenciamento de todos os acidentes listados anteriormente, o que pode levar a entender que há muita resistência das empresas e trabalhadores para a adesão e atendimento das normas. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. BUSCANDO SIMPLIFICAR E ORGANIZAR A ANÁLISE E AS BOAS PRÁTICAS, FORAM AGRUPADOS ITENS DE PROJETOS. DAS ALTERNATIVAS ABAIXO, QUALNÃO ESTÁ TOTALMENTE CORRETA? A) Aspectos ambientais, sociais e econômicos. B) Qualificação, saúde e segurança dos funcionários. C) Vizinhança, governo, fornecedores. D) Aspectos ambientais, saúde, política, sindicato. 2. A PARTIR DAS AVALIAÇÕES E DAS REVISÕES DE PLANEJAMENTOS E PROJETOS PARA CANTEIROS DE OBRAS, OBSERVOU-SE EM TRABALHOS DE PESQUISAS, TAMBÉM ACADÊMICOS, NOVAS AÇÕES QUE AGREGAM VALORES PARA SOLUÇÕES NO TEMA GERÊNCIA DE PROJETOS PARA OBRAS EM ENGENHARIA CIVIL. NESTE CENÁRIO, OS ITENS ABAIXO SÃO TODOS CORRETOS, EXCETO UM: A) É preciso que a cultura da gestão de resíduos e a redução de suas emissões sejam consideradas muito importantes. B) É uma boa prática a racionalização no consumo de água e energia. C) O desperdício e reaproveitamento de materiais deve ser tratado em programa específico. D) O bem-estar do funcionário em seu ambiente de trabalho depende somente do seu relacionamento no ambiente familiar. GABARITO 1. Buscando simplificar e organizar a análise e as boas práticas, foram agrupados itens de projetos. Das alternativas abaixo, qual não está totalmente correta? A alternativa "D " está correta. Em Itens de projetos para gestão sustentável em canteiro de obras, podemos constatar que os Sindicatos não são considerados como itens de projetos. 2. A partir das avaliações e das revisões de planejamentos e projetos para canteiros de obras, observou-se em trabalhos de pesquisas, também acadêmicos, novas ações que agregam valores para soluções no tema Gerência de Projetos para obras em Engenharia Civil. Neste cenário, os itens abaixo são todos corretos, exceto um: A alternativa "D " está correta. No texto sobre Processo de avaliação, podemos constatar práticas de projeto como o bem-estar depender de ambos os ambientes, familiar e trabalho. CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste tema, foi possível a compreensão do Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais com ênfase na construção civil e suas implicações como os canteiros de obra, além dos cuidados com trabalhos em fornos e ambientes próximos, tudo também com recursos disponíveis pelo legislador e executivo. Ficaram evidenciados nos processos de trabalho e em pesquisas a importância das ferramentas de gestão e os processos participativos no foco da melhoria continuada. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS AMORIM, M. F.; QUELHAS, O. L. G. A Gestão da Segurança na Indústria da Construção Civil: Estudo de caso tendo por base o método de avaliação de sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho (MASST). Congresso Nacional de Excelência em Gestão, 2014. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR iso 45001: Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional – Requisitos com orientação para uso. 2018. Consultado em meio eletrônico em: 07 ago. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR iso 9001: Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). 2015. Consultado em meio eletrônico em: 07 ago. 2020. BRASIL. Ministério da Economia. Normas Regulamentadoras. In: ENIT. Consultado em meio eletrônico em: 30 jul. 2020. CARDELLA, B. Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes – Uma abordagem holística: segurança integrada à missão organizacional com produtividade, qualidade, preservação ambiental e desenvolvimento de pessoas. São Paulo: Atlas, 1999. COSTA, D. B. et al. Proposta de sistema de indicadores de desempenho para gestão sustentável em canteiros de obras. In: Scielo. Consultado em meio eletrônico em: 30 jul 2020. CRUZ, S. M. S. Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional nas Empresas de Construção Civil. 1998. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, 1998. FORMOSO, C. T. et al. Ambiente Construído. Gestão e economia da construção. In: Scielo. 2019. Consultado em meio eletrônico em: 30 jul 2020. LEGNET. Sistema de Gerenciamento de Requisitos Legais. In: LEGNET. Consultado em meio eletrônico em: 30 jul. 2020. SIENGE. O que é NR-8 – Segurança em Edificações. In: Sienge. Consultado em meio eletrônico em: 30 jul. 2020. SMARTLAB. Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. In: SmartLab. Consultado em meio eletrônico em: 30 jul. 2020. TAVARES JÚNIOR, J. M. Metodologia para Avaliação do Sistema Integrado de Gestão: Ambiental, da Qualidade e da Saúde e Segurança. 2001. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) ‒ Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis, 2001. WELTER, L. B. Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalhador: Proposta modelo para aplicação na Construção Civil. 2014. Monografia (Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho) ‒ Departamento de Ciências Extas e Engenharia, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, Rio Grande do Sul, 2014. EXPLORE+ Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, pesquise sobre: Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar-PRONAR. IT n° 8 ‒ Resistência ao fogo dos elementos de construção. Nova NR-18 aumenta segurança dos trabalhadores e estimula modernização na construção civil, Ministério da Economia. O que é NR-8 — Segurança em edificações. CONTEUDISTAS Ivan da Cunha Santos Elmar Conte Lofredo Mourão Márcio Jorge Gomes Vicente