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Unidade 3
Segurança no 
Trabalho em 
Altura, Espaços 
Confinados, Vasos 
Sob Pressão e na 
Indústria Agrícola
Rosivany Gomes
Segurança do 
Trabalho na Indústria 
e na Logistica
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autor 
ROSIVANY GOMES
A AUTORA
Rosivany Gomes
Olá. Sou a professora Rosivany Gomes. Sou Mestre em Biociência 
e Pedagoga, com experiência técnico-profissional na área de Segurança, 
Saúde e Meio Ambiente. Atuo também como consultora em SMS para 
empresas que precisam se adequar às exigências legais na área de Saúde, 
Segurança e Meio Ambiente. Ao longo da minha vida acadêmica pude 
coordenar o curso de MBA em Sistema de Gestão Integrado em SMS onde 
desenvolvemos um produto final para atender à demanda do mercado. 
Além disso, pude atuar em diferentes segmentos da Educação, desde 
educação básica, cursos técnicos, cursos de graduação e pós-graduação. 
Durante essa jornada, desenvolvi habilidades e competências como 
educadora, aprimorando meus conhecimentos em Metodologias Ativas, 
Aprendizagem Baseada em Projetos e Ensino à distância e Educação em 
ambientes virtuais com o projeto “Recomendação de materiais didáticos 
baseada em estilos cognitivos de aprendizagem”. 
Destaco na minha sólida carreira na área de Gestão Educacional 
os prêmios de Coordenador inspirador e Prêmio Educação, Inovação 
e Desenvolvimento de projetos educacionais pela Implantação e 
coordenação de projetos educacionais baseados em Metodologias Ativas 
e por desenvolver a cultura digital na minha equipe e nos alunos de cursos 
presenciais e nas plataformas de EAD.
Atualmente me dedico à formação Técnica profissional e à 
elaboração de materiais educacionais, aplicando a aprendizagem que 
associa teoria à prática, ou seja, aprender fazendo.
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
INTRODUÇÃO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
NR 13: Trabalho em caldeiras e vasos sob pressão .....................12
Caldeiras e vasos sob pressão .............................................................................................. 12
Risco associados à operação com caldeira ................................................................ 17
Medidas de controle ..................................................................................................................... 21
Norma Regulamentadora - NR13 ........................................................................................24
NR 31: Trabalho na indústria agrícola ................................................ 26
Agroindústria no Brasil.................................................................................................................26
Riscos relacionados ao trabalho na agroindústria ..................................................28
Medidas de controle .....................................................................................................................33
Norma Regulamentadora .........................................................................................................37
NR 33: Trabalho em espaços confinados  ........................................ 40
Espaço confinado ........................................................................................................................... 40
Segurança em Espaços confinados ..................................................................................43
NR 35: Trabalho em altura ..................................................................... 49
7
UNIDADE
03
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que a área segurança do trabalho é uma das maiores 
demandas na indústria e será responsável pela geração de empregos nos 
próximos anos? Isso mesmo. A área de segurança faz parte da cadeia de 
gestão de QSMS de uma empresa. Sua principal responsabilidade é gerir 
os riscos ocupacionais identificando os fatores causadores de danos à 
saúde e segurança do trabalhador. Ela aparece em diferentes setores da 
economia, como na indústria de petróleo e gás, siderurgia, agroindústria, 
produtos químicos, farmacêuticos e nos setores de transporte e logística. 
Isso porque as mais diferentes atividades envolvem fatores de risco que 
precisam ser analisados e controlados, como no caso do trabalho em 
espaços confinados ou em alturas. O uso de máquinas e equipamentos 
também são causadores de acidentes e incidentes. Entendeu por que a 
segurança é necessária em todas as atividades ocupacionais? Se não, 
tudo bem. Ao longo desta unidade você vai mergulhar neste universo e 
descobrir como tornar os ambientes ocupacionais mais seguros!
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 03. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o 
término desta etapa de estudos:
1. Mapear os riscos do trabalho com caldeiras e vasos sob pressão, 
onde há riscos de explosão, conforme a Norma Regulamentadora 
NR 13;
2. Identificar as situações de risco ao trabalhador na indústria 
agrícola, aplicando protocolos de segurança conforme a Norma 
Regulamentadora NR 31;
3. Compreender e aplicar as normas de segurança do trabalho em 
espaços confinados, de acordo com a NR 33;
4. Aplicar equipamentos e protocolos de segurança para o trabalho 
em altura, segundo a Norma Regulamentadora NR 35. 
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? 
Ao trabalho! 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
10
NR 13: Trabalho em caldeiras e vasos 
sob pressão 
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
como funciona o trabalho em caldeiras ou com vasos 
sob pressão e os riscos envolvidos nessas atividades. Isto 
será fundamental para o exercício de sua profissão. Um 
bom prevencionista precisa primeiro entender as atividade 
envolvidas antes de propor ações de segurança. Eu o estou 
convidando a fazermos isso juntos. Pronto para desenvolver 
esta competência? Então vamos lá!
Caldeiras e vasos sob pressão
A importância do entendimento das atividades ocupacionais com 
caldeiras e vasos sob pressão, vem ganhando importância nos últimos 
tempos uma vez que esses equipamentos, inicialmente vistos apenas em 
indústrias, ganharam representatividade em outros setores da economia 
e consequentemente, nos riscos gerados para os trabalhadores.
Embora tenha conquistado novos mercados, o tema exige um 
conhecimento técnico um pouco mais aprofundado, devido não somente 
aos riscos relacionados aos trabalhadores, mas também aos usuários e 
terceiros. 
Então, vamos agora conhecer um pouco do uso desses 
equipamentos e serviços.
As caldeiras são usadas como fonte de energia pelos homens 
desde a antiguidade, quando ainda o nos primeiros séculos da eraou infectados. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
47
NR 35: Trabalho em altura 
INTRODUÇÃO:
Conheceremos neste capítulo A NR 35 que estabelece os 
requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho 
em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a 
execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos 
trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta 
atividade.
Se você perguntar a um prevencionista se um trabalhador que 
realiza a limpeza das paredes de um poço pode ser considerado um 
trabalho em altura, a resposta será sim. Além do trabalho em plataformas, 
andaimes ou escadas é considerado trabalho em altura toda e qualquer 
atividade executada acima de 2,00 metros, levando-se em conta que 
exista risco de queda com consequências graves ou fatais.
O item 35.4.6 define que para atividades rotineiras de trabalho 
em altura, a análise de risco pode estar contemplada no respectivo 
procedimento operacional, documento que deve conter no mínimo:
a. Diretrizes e requisitos da tarefa;
b. Orientações administrativas;
c. Detalhamento da tarefa;
d. Medidas de controle dos riscos;
e. Proteção coletiva e individual;
f. Competências e responsabilidades.
Ao realizar um trabalho em altura o trabalhador precisa estar ciente 
dos riscos envolvidos, lembrando que quanto maior a altura, maior serão 
as consequências do acidente. Por isso, a análise de risco assim como as 
medidas de controle que serão aplicadas e os profissionais envolvidos na 
atividade devem estar devidamente registrados na Permissão de Trabalho 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
48
(PT). A PT é um documento exigido pela norma técnica que deve ser 
emitido autorizando a atividade em altura (OLIVEIRA, 2017). 
Só é autorizado exercer trabalho em altura quem tem treinamento 
e qualificação. As estruturas e os equipamentos necessários para se 
realizar um trabalho em altura são guarda-corpos, plataformas, escadas, 
sistemas de posicionamento e restrição, linha de vida horizontal e vertical. 
A linha de vida garante a segurança de quem anda de um lado a outro, 
longe do chão. Os EPIs são: trava-quedas retrátil, cinto de segurança (tipo 
paraquedista), capacete com jugular, talabartes ajustáveis, talabartes 
simples, talabarte Y, botinas de segurança, óculos de segurança, luvas de 
segurança, mosquetão de aço e cadeira suspensa.
O conjunto de dispositivos de segurança individuais quando usados 
corretamente possibilita que os operadores desenvolvam suas atividades 
com segurança, como no caso da cadeira suspensa, utilizada no 
deslocamento vertical. Outros tipos de dispositivos são os talabartes (uma 
espécie de ancora) que é o ponto de ligação entre o cinto de segurança 
preso ao operador e o ponto de ancoragem estabelecido para a realização 
da atividade. O seu uso é essencial para evitar a queda do operador.
Conheça alguns termos para entender o sistema de proteção 
contra quedas. Em primeiro lugar, queda livre é a distância entre o ponto 
em que o trabalhador começa a cair e aquele em que começa a retenção 
da queda. A distância de desaceleração é o espaço máximo estendido 
pelo absorvedor após a queda. Com esse cálculo, a linha de vida protege 
o trabalhador se ele perder o equilíbrio.
Quanto aos equipamentos coletivos, podemos relacionar o 
andaime suspenso, a plataforma, a tela protetora/bandeja de proteção, a 
grade metálica dobrável, o guarda-corpo de rede, a rede de proteção, as 
pranchas antiderrapantes, o corrimão e os elevadores de pessoal.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
49
ACESSE:
Link: https://youtu.be/1ZAsp-aX064, Projeto Série 100% 
Seguro | NR -- 35 Trabalho em Altura (Versão Completa). 
Se o serviço ou reparo for em altura, deve haver um 
treinamento teórico e prático. O empregador libera oito 
horas para capacitação com um profissional qualificado 
sobre normas e regulamentos, análise de risco e condições 
de impedimento, medidas de controle, proteção individual 
e coletiva, tipos de acidentes e o que fazer quando houver 
problemas.
O treinamento deve ser dado a cada dois anos e repetido caso haja 
alguma alteração ou se o funcionário mudar de empresa ou ficar mais de 
noventa dias afastado do trabalho. Terminado o curso, o operário passa 
por exames de saúde física e mental. Todo trabalho em altura deve ser 
precedido da Análise de Risco. Antes de começar, faça o isolamento e 
sinalização da área e verifique os pontos de ancoragem e a autorização 
dos envolvidos.
É na construção civil que o trabalho em altura é uma das maiores 
causas de acidentes, por isso a segurança dos trabalhadores é prioridade. 
A empresa é responsável por perceber a gravidade do assunto, proteger 
os funcionários, analisar os riscos e fazer as mudanças no projeto.
O cumprimento dos dispositivos presentes na norma regulamen-
tadora, assim como nas demais normas técnicas garantem a saúde e se-
gurança do trabalhador e deve haver a fiscalização pelos órgão compe-
tentes através de inspeções oficiais realizadas pelos Auditores Fiscais do 
trabalho (AFT). Em caso de não cumprimento, o AFT poderá aplicar multa 
conforme previsto na norma regulamentadora 28 (NR28). Essas multas 
são calculadas em relação ao número de trabalhadores expostos ao risco 
envolvido na atividade e paga com valores referentes à UFIR. Este valor 
poderá variar também em relação ao tipo de infração, segurança ou de 
medicina. Em caso de reincidência, seu valor será o pré estabelecido na 
NR (ENIT, 2019, p. NR28). Em alguns casos, como a constatação de uma 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
https://youtu.be/1ZAsp-aX064
50
situação de grave risco eminente, em caso de reincidência ou resistência 
à fiscalização, o auditor poderá solicitar o embargo ou interdição (parcial 
ou total) como previsto na Norma Regulamentadora 03 (NR3) das ativida-
des, visando de garantir a integridade física dos trabalhadores (ENIT, 2019, 
p. NR 03).
RESUMINDO:
E então, vamos resumir tudo o que vimos? Você conheceu 
os princípios gerais de segurança e saúde no trabalho em 
altura. É uma exigência capacitar os trabalhadores através de 
treinamento periódico prático e teórico com carga mínima 
de 8 horas e suspender o trabalho caso ofereça condição 
de risco não prevista, além de disponibilizar equipes para 
respostas em caso de emergências para trabalho em altura 
com os recursos necessários. O procedimento operacional 
para as atividades rotineiras de trabalho em altura deve ser 
documentado, divulgado, entendido e conhecido por todos 
os trabalhadores que realizam o trabalho, bem como as 
pessoas envolvidas. Segundo a NR35 é necessário Realizar 
a Análise de Risco – AR antes do início da atividade e Emitir 
Permissão de Trabalho – PT para atividades não rotineiras. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
51
REFERÊNCIAS
CLT. Artigo 188 do Decreto Lei nº 5.452, 1943.
CTB. 1997. Lei N0 9.503, 1997.
ENIT, 2019.. Disponível em: https://bit.ly/3lMmOCT.Acesso em: 02 
dez 2020.
FRANCO, G., & VALE, L. (s.d.). A Importância e Influência do Setor 
de Compras nas Organizações. TecHoje. Disponível em: http://www.
techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/1004. Acesso 
em: 02 dez 2020.
LANCMAN, S.. Manual de Ergonomia: adaptando o trabalho 
ao homem. Porto Alegre, 1997 Disponível em: https://www.seduc.
ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/37/2011/01/agroindustria_
saudesegurancaeergonomianotrabalho.pdf Acesso em: 02 dez 2020.
LIMA, R. O que é espaço confinado e quais os principais riscos, 2019 
Disponível em: https://conect.online/blog/veja-os-principais-riscos-do-
trabalho-em-espaco-confinado/Acesso em: 02 dez 2020.
O que é agroindústria e quais seus impactos? Disponível em: https://
www.totvs.com/blog/gestao-agricola/o-que-e-agroindustria/Acesso 
em: 02 dez 2020.
REIS, H., HALLA, D. L., CARNEIRO, S. S., DIAS, H., & MILANEZ, A. 
F. Aumento da eficiência na matriz energética de uma plata depapel e 
celulose usando controle baseado em lógica fuzzy: um estudo de caso, 
2015. São Paulo, Brasil.
RODRIGUES, J. E. NR33- guia prático de análise e aplicações: 
norma regulamentadora de segurança em espaço confinado. São Paulo: 
Érica, 2012.
SEGURANÇA DO TRABALHO, 2015. Disponível em: https://www.
institutosc.com.br/web/blog/seguranca-do-trabalho-nr-13-caldeiras-e-
vasos-de-pressao. Acesso 02 dez 2020. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
52
SANTOS, G. R. Instituto de pesquisa econômica aplicada, 2014. 
Disponível em: https://bit.ly/3sbkgk1. Acesso em 02 dez 2020.
SILVIA, R., SANTOS, F. A., BARBOSA, D. d., & MENDONÇA, L. S. 
Gerenciamento de riscos de acidentes em áreas de caldeiras. Fortaleza: 
ABEPRO, 2015.
TOURINO SLOUZIONI AMBIENTALI, 2018. Disponível em: http://
www.tsambientali.com.br/quais-os-tipos-de-caldeiras-a-vapor-e-por-
que-e-importante-fazer-uma-manutencao-periodica/#:~:text=Com%20
o%20advento%20das%20caldeiras Acesso em: 02 dez 2020.
VISUAL, Geografia. Agrotóxicos. Youtube. Disponível em: . Acesso em: 13 jan 2021.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
Rosivany Gomes
Segurança do Trabalho na 
Indústria e na Logistica
	NR 13: Trabalho em caldeiras e vasos sob pressão 
	Caldeiras e vasos sob pressão
	Risco associados à operação com caldeira
	Medidas de controle
	Norma Regulamentadora - NR13
	NR 31: Trabalho na indústria agrícola
	Agroindústria no Brasil
	Riscos relacionados ao trabalho na agroindústria
	Medidas de controle
	Norma Regulamentadora
	NR 33: Trabalho em espaços confinados 
	Espaço confinado
	Segurança em Espaços confinados
	NR 35: Trabalho em alturacristã 
um estudioso chamado Heron de Alexandria, construiu uma espécie de 
turbina a vapor chamada Eolípil, uma máquina onde temos a produção de 
movimento a partir da queima de combustíveis. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
11
A máquina térmica trouxe com ela a Revolução Industrial. A produ-
ção passou a ser mais rápida, pois o trabalho realizado pela máquina era 
mais rápido que o de vários homens, o que diminuia o tempo de produção 
e aumentava a quantidade de produtos. Além disso, veio o uso da Maria 
Fumaça para escoar a produção, possibilitando um transporte mais efeti-
vo para as mercadorias em um tempo menor, atingindo mais pessoas em 
lugares mais distantes.
Gerar vapor na Revolução Industrial tinha como finalidade mover 
máquinas e turbinas para a geração de energia, o que direcionou a 
necessidade industrial da evolução das caldeiras. No fim do século XVIII, 
as máquinas a vapor produzidas por Watt e seu companheiro Matthew 
Boulton forneciam energia para fábricas, moinhos e bombas na Europa e 
na América.
O uso do vapor se diversificou, sendo empregado para o 
aquecimento de forma direta ou indireta e para o trabalho mecânico. 
EXEMPLO: A esterilização e a lavagem de materiais são exemplos 
de uso direto e radiadores ou autoclaves podem ser usados com exemplos 
de uso indireto.
Embora o uso do vapor apresente inúmeras vantagens por não ser 
tóxico, inflamável ou explosivo, o seu uso requer medidas de controle. 
Caldeiras, fornos e compartimentos sob pressão se apresentam como 
uma fonte geradora de risco prevista na CLT em seus artigos 187 e 188, 
no qual o Ministério do Trabalho define a necessidade de dispositivos de 
segurança que sejam capazes de controlar e evitar que a pressão interna 
ultrapasse a pressão compatível ao trabalho.
No Art 188, a CLT define que todas as caldeiras e os vasos de 
pressão devem ser inspecionados:
Art. 188. As caldeiras e os vasos de pressão serão periodica-
mente submetidos a inspeções de segurança, por engenheiro 
ou empresa especializada, em conformidade com as instru-
ções normativas que, para esse fim, forem expedidas pelo Mi-
nistério da Economia. (Redação dada pela Medida Provisória 
nº 905, de 2019) (CLT, 1943, pp. Art, 188)
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
12
Como vimos, a legislação exige um acompanhamento periódico 
de máquinas e equipamentos que trabalham sob pressão. Esse 
acompanhamento é feito através de inspeções rotineiras, que avaliam 
os componentes em relação ao tempo de vida dos mesmos, de forma 
a garantir o funcionamento das máquinas com segurança. Além disso, o 
acompanhamento periódico garante uma redução de custos com reparos 
e substituições de peças e reflete positivamente na produção permitindo 
que os equipamentos funcionem continuamente e de forma correta 
garantindo maior produtividade.
Toda essa preocupação não existia quando surgiram as máquinas 
industriais durante a primeira Revolução Industrial no século XVII, trazendo 
o aumento da produtividade para as indústrias. Isso porque as máquinas 
eram movidas pelo calor da queima do carvão. Calor esse que se dissipava 
pelas instalações trazendo para os trabalhadores condições de exposição 
excessiva ao calor e excesso de umidade, que junto com a má ventilação 
dos prédios, trazia vários efeitos nocivos à saúde do trabalhador. 
A máquina a vapor criada por James Watt, ajudou a amenizar 
esse cenário. A máquina funcionava como uma espécie de turbina que 
trabalhava com a energia gerada pelo calor em forma de vapor. A ciência 
e a tecnologia ajudaram a resolver isso, desenvolvendo máquinas de 
combustão interna que reduzem os incômodos causados pela produção 
do calor, dissipando o mesmo através de tubulações. 
ACESSE:
https://bit.ly/3f81ZjY
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
https://bit.ly/3f81ZjY
13
Figura 1 -Comparação das caldeiras evidenciando a evolução dos componentes de 
segurança
Fonte: Pixabay
O tipo de caldeira mais comum é à água, devido à abundância desse 
recurso e à possibilidade de reaproveitamento através da condensação 
do vapor. O armazenamento é feito em alta pressão, superior à pressão 
atmosférica e em alta temperatura.
A energia necessária à operação é dada pela queima de um 
combustível. Isto é, o fornecimento de calor sensível à água até alcançar 
a temperatura de ebulição, mais o calor latente a fim de vaporizar a 
água e mais o calor de superaquecimento para transformá-la em vapor 
superaquecido.
Apesar de todas as caldeiras terem evoluído dos exemplares da 
época da primeira Revolução Industrial, elas foram se diferenciando. As 
adaptações foram feitas de acordo com a necessidade de eficiência, de 
espaço ou de finalidade dos locais onde são utilizadas. Assim, de acordo 
com as diferentes posições dos tubos, do local da fornalha e outros 
aspectos, toda caldeira deve ser agrupada em seu tipo principal. Abaixo é 
possível conferir alguns exemplos, veja:
 • Caldeiras flamotubulares ou tubos de fogo. São aquelas cujos 
gases quentes (formados pela combustão da fornalha) circulam 
no interior dos tubos. Dessa forma, agem transferindo calor para 
a água que os envolve externamente. As caldeiras flamotubulares 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
14
são empregadas apenas para pequenas capacidades e quando 
se quer apenas vapor saturado de baixa pressão. Atualmente, 
no mercado elas se apresentam em formato horizontal, vertical 
e Lancashire constituída por duas, às vezes 3 ou 4 tubulações 
internas, alcançando a superfície de aquecimento de 120 a 140 
metros quadrados. Este tipo de caldeira está sendo substituída 
gradativamente por outros tipos;
 • Caldeiras aquotubulares. Tipo de caldeira em que os gases 
quentes envolvem os tubos por onde passa a água no seu interior, 
com temperatura do vapor na saída do superaquecedor de até 
530°C. A água passa pelo interior dos tubos, que por sua vez são 
aquecidos pelas chamas. São as mais comuns em se tratando de 
plantas termelétricas ou geração de energia elétrica em geral, 
exceto em unidades de pequeno porte. Utilizada na indústria 
alimentar como padarias, produção de leite e derivados, indústria 
de bebidas, indústria química, petrolífera e ainda no processo de 
esterilização em hospitais, hotéis, lavanderias e fabricação de 
medicamentos;
 • Caldeiras mistas, são híbridas. Possuem características tanto das 
caldeiras flamotubulares quanto das caldeiras aquotubulares.
Essas classificações, referentes à forma como se dá a troca de calor 
são essenciais. Existem outras classificações dos tipos de caldeiras em 
função do tipo de combustível, fluído, circulação de água, entre outros.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
15
VOCÊ SABIA?
Na atualidade, muitas empresas começam a substituir suas 
caldeiras tradicionais por caldeiras que usam a biomassa, 
possibilitando a continuação da geração de energia, mas 
com maior responsabilidade ambiental. O uso da caldeira 
de biomassa (Figura2) (REIS, HALLA, CARNEIRO, DIAS, & 
MILANEZ, 2015) está relacionada à eficiência da combustão 
que está diretamente ligada à composição da matéria-
prima por causa das características do equipamento e do 
combustível. Na contra mão, o gás natural é o mais caro das 
opções energéticas, enquanto que a biomassa apresenta 
custo baixo diante das outras opções.
Figura 2 -Caldeira de biomassa. Usada na indústria de papel, uma nova tendência no uso de 
caldeiras, buscando se adequar aos objetivos de desenvolvimento sustentável
Fonte: researchgate
O uso de caldeiras apresenta riscos ocupacionais como riscos 
de explosões, incêndios, choques elétricos, intoxicações e ferimentos 
diversos que veremos mais detalhadamente no próximo tópico. 
Risco associados à operação com caldeira
As caldeiras são definidas pela NR-13 como equipamentos 
destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, 
utilizando qualquerfonte de energia (ENIT, 2019). Além das exigências 
estabelecidas pela NR, as caldeiras devem atender as normativas dos 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
16
órgãos técnicos adequando as condições operacionais considerando 
o tipo de caldeira em relação ao armazenamento da água e o tipo de 
combustível utilizado, respeitando as condições operacionais de vazão de 
vapor, pressão e temperatura de forma a garantir que a transferência de 
energia não gere danos à estrutura da caldeira. 
Os processos envolvidos na transferência de energia do combustível 
para a água da caldeira são a condução, a convecção e a radiação e são os 
combustíveis, muitas vezes, os responsáveis pela explosão de caldeiras 
devido à acumulação do mesmo ou por combustão incompleta. 
Para evitar incidentes e acidentes graves, as caldeiras devem 
apresentar dispositivos de segurança a fim de garantir a integridade física 
das pessoas e reduzir enormes prejuízos econômicos. Tais dispositivos 
devem levar em consideração as principais causas de acidentes:
 • Falta de manutenção;
 • Falhas de instrumentação (supervisório);
 • Procedimentos operacionais (falha do operador);
 • Tratamento de água inadequado.
A falta de qualquer um dos itens abaixo é considerado um grave 
risco à utilização das caldeiras e vasos sob pressão:
 • Válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor 
igual ou inferior à PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível);
 • Instrumento para indicação da pressão do vapor acumulado;
 • Sistema para drenagem de água em caldeiras de recuperação de 
álcalis;
 • Sistema de indicação para controle do nível de água ou outro 
sistema que possa evitar o aquecimento (ou superaquecimento) 
por alimentação deficiente.
Em uma análise de risco mais aprofundada nessas operações, 
deve-se levar em consideração fatores técnicos (incluindo a avalição dos 
danos acumulados), fatores mecânicos (que levam em conta o projeto 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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e instalação da caldeira) e fatores operacionais, que levam em conta 
a operação da caldeira e se destacam na análise de risco. Isso ocorre 
porque nele está inserido o fator pessoal, ou seja o operador, que deve 
sempre realizar o trabalho com cadeiras e com vasos de pressão com 
muita atenção e com o máximo de segurança para evitar qualquer tipo 
de acidente ou incidente, já que esses acontecem de forma imprevista e 
podem gerar efeitos desastrosos. 
IMPORTANTE:
As consequências se tornam críticas quando estamos 
falando da integridade física dos seres humanos, que devem 
ser a prioridade de qualquer empresa, independente do 
segmento ou setor. Por isso, reduzir o número de acidentes 
é, além de uma obrigação legal, um compromisso 
social, pois empresas que investem na segurança dos 
trabalhadores aumentam o valor da empresa no mercado 
e são mais bem vistas pela sociedade. http://bit.ly/3rcaLje
Os fatores mecânicos que levam em conta desde o projeto até as 
operações, quando não neutralizados podem ser a causa de explosões 
por superaquecimento levando o material que constitui os equipamentos 
a temperaturas extremas, superiores às admissíveis. Assim, a resistência 
do material é reduzida, criando o risco de rompimento. 
Entre os fatores operacionais, podemos destacar os problemas 
relacionados com a qualidade da água que pode levar a incrustações, 
corrosão, arraste ou formação de espumas.
Trabalhadores que atuam em área de caldeiras, vasos de pressão 
e tubulações também ficam expostos ao risco de acidentes que causam 
danos como choques elétricos, quedas, ferimentos, calor radiante e 
sensível e queimaduras. Todos estes podem ser ocasionados pela 
dificuldade ao acesso do extintor, sistemas fixos de hidrantes sem 
mangueiras, tubulações velhas, enferrujadas, possivelmente corroídas, 
local escorregadio ou molhado provocado por buracos no telhado que 
permitem que a chuva entre. 
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http://bit.ly/3rcaLje
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Além dos agentes de risco de acidentes, podemos identificar 
agentes de riscos físicos (ruído) e químicos (gases e vapores) causadores 
de intoxicações que podem estar relacionados ao desuso dos EPI’s e ao 
trabalho manual com caldeiras. Por isso, o fator pessoal também está 
atrelado à obrigatoriedade de qualquer empresa de realizar treinamentos 
para seus empregados, seguindo as normas que regem o seu manuseio 
e criando os procedimentos necessários para a segurança das operações. 
VOCÊ SABIA?
Foram realizadas várias pesquisas e foi verificado que todos 
os anos ocorrem muitos acidentes por falta de cuidado. Por 
este motivo, os riscos justificam a mais recente revisão da 
Norma Regulamentadora 13, que teve seu título atualizado 
para Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações e o fato do 
MTE exigir não somente conhecimento na área, mas uma 
formação certificada. 
O gerenciamento de risco deve existir em qualquer atividade em 
que existam trabalhadores que exerçam suas funções expostos a riscos. 
Os fatores de risco devem ser gerenciados através de programas, como 
os Programas de Gerenciamento de Risco (PGR’s). Estes programas, além 
de avaliar os possíveis danos aos trabalhadores, também avaliam os 
danos às instalações e à sociedade e gerenciam medidas que reduzem 
os impactos causados por acidentes, principalmente para as atividades 
denominadas perigosas. Para o bom êxito dessa medidas é importante o 
apoio de todos, desde a direção até os trabalhadores envolvidos em cada 
setor (SILVIA, SANTOS, BARBOSA, & MENDONÇA, 2015). 
ACESSE:
Caro leitor, acesse o vídeo de conscientização sobre a 
importância do gerenciamento de risco e contemple a 
importância do tema tratado. Disponível em: https://youtu.be/
bTbonpb6hZE-.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
https://youtu.be/bTbonpb6hZE-
https://youtu.be/bTbonpb6hZE-
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Medidas de controle
Como tornar um equipamento que pode explodir e causar mortes e 
lesões graves mais seguro para seus operadores? A resposta é: inspeção 
e manutenção periódica, preventiva e preditiva. Desta forma as caldeiras 
e vasos sob pressão podem ser operados de forma segura. A segurança 
desse equipamentos também está atrelada à formação continuada dos 
operadores em relação aos conhecimentos técnicos que são necessários 
para a garantia do cumprimento de todas as regras estabelecidas no 
projeto, desde a instalação, manutenção e operação dos equipamentos 
(SILVIA, SANTOS, BARBOSA, & MENDONÇA, 2015).
Além de evitar acidentes, que podem ser fatais, seguir as regras e 
normas estabelecidas também evita que a empresa arque com multas 
onerosas ou até mesmo o embargo dos equipamentos ou do total das 
atividades da empresa pelo auditor fiscal do trabalho (AFT) com base em 
análise segundo a NR3 (ENIT, 2019). Esta trata de embargo e interdição 
em caso de risco grave e iminente como mostra a Figura 3 extraída da 
Tabela 3.3 - Tabela de excesso de risco: exposição individual ou reduzido 
número de potenciais da mesma NR.
Figura 3 - Tabela de excesso de risco: exposição individual ou reduzido número de 
potenciais 
Fonte: ENIT, 2019, p. NR3
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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Dois fatores são importantes para manter o funcionamento seguro 
das caldeiras: o operador e o arranjo físico adequado para a operação. 
Para isso, os gestores de SST devem estar atentos ao cronograma 
de capacitação de seus operadores, programando e realizando 
constantemente treinamentos que reforcem o conhecimento técnico 
de seus operadores, informando e alertando sobre os riscos envolvidos 
e a importância de seguir as regras de segurança estabelecidas pelos 
gestores, tanto as medidas coletivas quanto as de uso individual (EPI) 
durante a operação do equipamento. 
O monitoramento da eficácia das medidas de segurança, como a 
utilização correta dos EPI e demais dispositivos de segurança deve ser 
o objetivo central dos programas voltadospara a saúde e segurança dos 
trabalhadores, como o PGR e o PCMSO (e Programa de Controle Médico 
e Saúde Ocupacional) acompanhados pelos profissionais da área de 
segurança contratados pela empresas. Nos casos em que a empresa 
não comporte, pelo seu número de funcionários, a contratação de 
profissionais da área de segurança, os programas devem ser realizados 
pelos os responsáveis pela elaboração dos programas de segurança. 
O que não pode ocorrer é o descuido em relação aos treinamentos e 
capacitação dos operadores, assim como a inspeção e manutenção dos 
equipamentos (SILVIA, SANTOS, BARBOSA, & MENDONÇA, 2015). 
Para evitar danos aos trabalhadores, à empresa e ao meio ambiente 
oriundos de possíveis falhas nas tubulações industriais, a NR 13 propõe 
as seguintes medidas, que devem ser adotadas pelo empregador: as 
tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir a documentação com 
as informações do projeto e registro de segurança, apresentar dispositivos 
de segurança e indicadores de pressão que devem ser mantidos em boas 
condições operacionais e seus sistemas devem possuir identificação e 
sinalização conforme a NR 26, além de elaborar um plano de manutenção 
preventiva e corretiva, composta por inspeção (Infográfico 1). 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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Infográfico 1 - Inspeções de segurança em tubulações de caldeiras 
 Fonte: Elaborado pelo autor (2020)
No último caso, as inspeções extraordinárias devem acontecer 
sempre que:
 • O vaso for danificado por acidente ou por outra ocorrência que 
venha comprometer sua segurança;
 • Quando o vaso for submetido a reparos capazes de alterar sua 
condição de segurança;
 • Quando houver alteração de local de instalação do vaso;
 • Quando permanecer inativo por mais de 12 meses.
Todos os vasos de pressão devem ser instados de modo que 
todos os drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão 
e temperatura, quando existentes, sejam facilmente acessíveis. Além 
disso, deve apresentar os documentos que registrem os relatórios de 
inspeção que são elaborados com base nos dados contidos no manual 
de operação atualizado em língua portuguesa, obrigatório para todas 
as caldeiras contendo informações mínimas como os procedimento de 
partidas e paradas, procedimentos e parâmetros operacionais de rotina, 
procedimentos para situações de emergência, procedimentos gerais de 
segurança, saúde e de preservação do meio ambiente.
ACESSE:
ACESSE o site do ENIT e consulte a NR3 na íntegra 
para entender como é feita a análise para embargos e 
interdições: http://bit.ly/3cTii1y.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
http://bit.ly/3cTii1y
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Norma Regulamentadora - NR13
As máquinas criadas para produzirem energia gerada pelo calor, 
desde o início, causaram danos à saúde e segurança dos trabalhadores, 
embora trouxessem um aumento da produção industrial. Ainda no início 
do Século XIX, os operários pressionavam os donos de indústria e o 
governo por melhores condições de trabalho. No Brasil, assim como 
na Revolução Industrial, a legislação também chegou de forma tardia, 
criada da necessidade de garantir aos trabalhadores a realização de suas 
atividades de foram segura e a integridade das caldeiras, o que também 
protege o patrimônio das empresas.
Atualmente, a NR13 (ENIT, 2019), criada há 40 anos pelo o extinto 
Ministério do Trabalho e Emprego (MET) define os requisitos mínimos 
para o trabalho em caldeiras, tubulações industriais e vasos sob pressão, 
levando as empresas a trabalharem de forma preventiva nos dois sentidos: 
prevenindo danos ao patrimônio da empresa e mantendo os operadores 
mais seguros, reduzindo acidentes que geram gastos para a empresa 
(ENIT, 2019).
Em 2020, assim como outras NRs, a NR 13 sofreu atualizações 
no texto que já não era o original, pois a mesma já havia sido revisada 
anteriormente, sempre buscando adequações a novas demandas dos 
setores. Assim como qualquer mudança na gestão, as alterações na 
norma requerem tempo para adequação não sendo adotas integralmente 
de forma imediata, mas já esperadas para o ano de 2021, em que os 
requisitos mínimos de segurança para que uma empresa opere com 
sistema de caldeiras, tubulações ou vasos sob pressão sejam adotados. 
O não cumprimento desses requisitos podem acarretar prejuízos às 
empresas, que podem ser multadas ou até mesmo responder a processos 
judiciais graves.
A capacitação dos operadores é detalhadamente definida no 
Anexo I da NR13. Nela são apresentados quesitos como a carga horária 
mínima de 40 (quarenta) horas exclusivamente na modalidade presencial, 
acompanhado de prática profissional supervisionada na operação da 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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própria caldeira que irá operar 80 (oitenta) horas para caldeiras do tipo A e 
60 (sessenta) horas para caldeiras do tipo B (ENIT, 2019). 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido que nas atividades com caldeiras e vasos sob 
pressão, os trabalhadores estão expostos a diferentes 
riscos ocupacionais, entre eles os agentes de riscos de 
acidentes como os causadores de incêndios e explosões 
nos diferentes tipos de caldeiras. Como vimos, elas podem 
ser caldeiras mistas que são híbridas com características 
tanto das caldeiras flamotubulares quanto das caldeiras 
aquotubulares. Para controlar e reduzir os possíveis danos, 
as medidas de controle como sinalização, treinamento e 
inspeções são exigidas por lei e também para não sofrer 
embargos e interdições. Em 2020 a NR13 foi atualizada e teve 
como principal mudança a inclusão de vasos de pressão, 
tubulações e tanques metálicos de armazenamento no 
título, que não constavam na versão anterior. Com intuito 
de englobar também os profissionais da área, o novo texto 
propõe reciclagem dos trabalhadores, melhorando e 
tornando constante o treinamento e atualização em relação 
à segurança do trabalho, treinamento e capacitação. A 
atualização da norma tem o propósito de acompanhar a 
modernização dos equipamentos e da tecnologia, com a 
finalidade de garantir a segurança dos trabalhadores e das 
empresas.
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NR 31: Trabalho na indústria agrícola
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
os riscos envolvidos com as atividades ocupacionais nos 
diferentes setores da agroindústria. Isto será fundamental 
para o exercício de sua profissão. Um bom prevencionista 
precisa entender primeiro as atividades envolvidas antes 
de propor ações de segurança que garantam qualidade de 
vida no ambiente ocupacional, mas também em relação à 
segurança com o meio ambiente. Pronto para desenvolver 
esta competência? Então vamos lá!
 
Agroindústria no Brasil
Você sabia que a agroindústria é uma das principais atividades 
produtivas do Brasil que causam impactos positivos na economia e na 
sociedade? Com um grande valor para a economia (respondendo por 
22% do produto interno bruto-PIB), a agroindústria compõe cerca de 16 
milhões de postos de trabalho, ou seja, são milhões de trabalhadores 
atuando neste setor, um setor com o mesmo porte de setores como o de 
petróleo, gás e automobilístico (SANTOS, 2014). 
No entanto, para chegar a esse patamar, a história da agroindústria 
brasileira passou por diversos desafios. Com alto potencial de crescimento 
sustentável e geração de emprego e renda, o setor precisou conquistar 
incentivos do governo para chegar a se manter entre as potências globais 
como um importante elo para a cadeia produtiva do Brasil e do mundo.
Quando falamos em agroindústria estamos nos referindo a um 
processo de produção que produz diferentes insumos, o que leva à 
necessidade de classificar os diferentes produtos em dois eixos. O 
primeiro, conhecidocomo eixo alimentar que produz para alimentação 
das pessoas. No eixo conhecido como não-alimentar é produzida matéria 
prima que não é usada como alimento para pessoas e sim como matéria 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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prima para indústrias como a indústria de roupas, produção de ração e 
outros suplementos agrícolas ou na produção de energia, como no caso 
do etanol, um potente biodiesel que tem como matéria prima a cana de 
açúcar produzida pela agroindústria. ( https://bit.ly/392v8JK, 2020). 
VOCÊ SABIA?
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrope-
cuária (EMBRAPA), atualmente, a agroindústria possui uma 
participação de aproximadamente 5,9% do Produto Interno 
Bruto (PIB) brasileiro.
Há alguns anos, o agronegócio vem se beneficiando do 
desenvolvimento de recursos tecnológicos voltados a diferentes objetivos 
dentro da propriedade. A chamada Indústria 4.0 aposta na automatização 
dos processos de produção da agroindústria investindo em máquinas e 
dispositivos que potencializam a capacidade do trabalho humano, como 
em serviços já automatizados, por exemplo, como a irrigação, a condução 
de veículos, a aplicação de defensivos e a colheita que auxilia na gestão 
de segurança na agroindústria. 
O desenvolvimento dos equipamentos e instrumentos, os novos 
conceitos e práticas de gestão e novos métodos da organização do 
trabalho, aumentaram a produtividade dos trabalhadores, mas também 
contribuíram para um desequilíbrio da relação risco-segurança (LANCMAN, 
1997). A prevenção é certamente o melhor processo para reduzir ou 
eliminar as possibilidades de ocorrerem problemas de segurança com o 
Trabalhador. Não a partir de acidentes e/ou doenças profissionais, mas 
devem ser anterior a estes, em uma perspectiva de prevenção. 
O profissional de Segurança do Trabalho ganha status de importância 
no setor agrícola com a normatização das medidas de segurança com 
a NR31 e atua conforme sua formação, quer seja ele médico, técnico, 
enfermeiro ou engenheiro. O campo de atuação é muito vasto. Em geral 
o engenheiro de segurança do trabalho atua em empresas organizando 
programas de prevenção de acidentes.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
https://bit.ly/392v8JK
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Compete à Secretaria de Inspeção do Trabalho, através do 
Departamento de Segurança e Saúde no trabalho, definir, coordenar, 
orientar e implementar a política nacional em segurança e saúde no 
trabalho rural nos setores de agricultura, pecuária, silvicultura, exploração 
florestal e aquicultura.
Para identificação e gestão dos fatores dos riscos ambientais é 
necessário, em primeiro lugar, conhecer quais são os agentes de risco 
físico, químico, biológico, ergonômico e de incidentes combinados entre 
si, que sejam capazes de causar acidentes ou doença profissionais.
Riscos relacionados ao trabalho na 
agroindústria
Segundo a O.M.S. - Organização Mundial de Saúde, a verificação 
de condições de Higiene e Segurança consiste “num estado de bem-estar 
físico, mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade “. É 
possível identificar um conjunto de fatores relacionados com a negligência 
ou desatenção a regras elementares e que potencializam a possibilidade 
de acidentes ou problemas. 
Os acidentes podem ocorrer devido às condições de perigo como o 
uso de máquinas e ferramentas, às condições do ambiente e às condições 
de organização (layout mal feito, armazenamento perigoso, condições do 
ambiente físico, iluminação, calor, frio, poeiras, ruído), aos métodos de 
trabalho (trabalhar em ritmo anormal, manobras de máquinas de forma 
insegura, distrações, brincadeiras), entre outras.
É inegável a contribuição das máquinas agrícolas para o 
crescimento da produção agrária, fornecendo força e realizando tarefas 
associadas, como a aragem, a semeadura, entre outras, até a colheita, 
em substituição à ação humana, da tração animal e de ferramentas e 
equipamentos, evoluindo desde os primeiros exemplares em fins do 
século XIX e chegando às máquinas inteligentes da indústria 4.0 desde a 
introdução dos primeiros exemplares no campo.
Como todo veículo, a condução ou operação de máquinas 
agrícolas podem gerar acidentes, muitos dos quais, infelizmente, fatais. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
27
São comumente relatadas quedas dos operadores e de terceiros 
(carona), atropelamentos, choques com outros veículos, capotamentos 
e tombamentos laterais e para trás, além de intercorrências durante o 
engate e o uso de implementos, em especial na tomada de potência 
(TDP), que é a parte responsável por fornecer acionamento às partes 
ativas desses equipamentos.
Uma das principais exigências da NR-31.12 é a obrigatoriedade 
do operador ser capacitado, qualificado ou habilitado para desenvolver 
a função que exercerá antes de assumir seu posto. Nesse caso, ser 
habilitado não quer dizer apenas ter carteira de habilitação, mas sim que o 
trabalhador seja previamente qualificado, isso é, comprove conclusão de 
curso específico na sua área de atuação, que esse curso seja reconhecido 
pelo sistema oficial de ensino e possua registro no conselho de classe 
competente, se necessário.
REFLITA:
Imagine a seguinte situação: em uma casa temos uma 
criança e, por descuido dos pais, ela coloca um grampo 
de cabelo esquecido em cima de uma mesa em uma 
tomada e leva um choque. De quem é a culpa? Você pode 
responder prontamente: a culpa é da criança! Ou ainda, 
a culpa é da mãe, que esqueceu o grampo de cabelo 
em cima da mesa possibilitando à criança o acesso a ele 
gerando o acidente. Você pode refletir um pouco mais 
e responder que a responsabilidade é dos pais! Eles 
deveriam investir em proteções para as tomadas. Mas, e 
se no lugar dos pais estivesse o empregador e no lugar 
da criança o empregado, como seria? Você acredita que 
a responsabilidade de manter a segurança é de quem? A 
segurança do trabalhador nas áreas rurais, assim como nas 
áreas urbanas, é responsabilidade do empregador.
Não raro temos notícias de acidentes envolvendo cobras, escorpiões, 
aranhas e alguns insetos, como abelhas e vespas, além de alguns tipos 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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de formigas e lagartas que junto com as máquinas e equipamentos são 
responsáveis pelos principais danos aos trabalhadores.
O risco de acidente também pode aparecer atrelado aos fatores 
de risco químico e biológico. Isso pode ocorrer como nas áreas de 
armazenamento, onde após a colheita dos produtos agrícolas, em 
especial dos grãos, antes de serem embalados para a comercialização 
esses grãos trazem consigo uma série de impurezas como partículas de 
solo, restos de plantas, resíduos químicos e agentes biológicos (como 
fungos e bactérias). Em razão das diversas etapas do processamento, 
terminam por formar uma massa de poeira que, além de causar danos 
diretos à saúde, pode resultar em uma atmosfera explosiva, em geral 
culminando em graves perdas humanas e materiais.
O descarregamento dos grãos (nas moegas ou tombadores) nas 
inspeções internas (configurando-se estes ambientes como espaços 
confinados), pela geração de particulados a partir do trigo, arroz, milho, 
aveia, soja ou de sementes de girassol, entre outros produtos agrícolas, 
podem ocasionar incêndios ou explosões na presença de uma fonte de 
ignição, bem como doenças ocupacionais. 
Há ainda o risco de desmoronamento (ponte de grãos) ou de 
desprendimento das camadas de grãos (parede de grãos) sobre os 
trabalhadores que atuam em seu interior, causando-lhes soterramento 
e consequente sufocamento, razão pela qual requisitos de trabalho em 
altura e em ambientes confinados devem ter lugar de modo combinado, 
como o trabalho sob vigilância (isto é, proibição do acesso isolado). 
Cuidados para pronto resgate e içamento devem ser observados no caso 
da realização de tarefas nestas condições.
Dados da Organização Internacional do Trabalhoestimam que 
anualmente, em todo o mundo, em razão das condições laborais, têm 
lugar cerca de 300 mil óbitos, dos quais 50% envolvendo trabalhadores 
da agricultura (algo em torno de 150 mil casos), em um universo superior 
a um milhão de trabalhadores vitimados por acidentes do trabalho, muitos 
destes relativos ao contato com produtos tóxicos. Quanto a seus efeitos, 
os agrotóxicos podem resultar em três tipos ou níveis de intoxicação: 
aguda, subaguda e crônica.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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ACESSE:
Link: https://youtu.be/rdKevGqEmTU.
Agrotóxicos | Geografia Visual. 
O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. 
Enquanto uns dizem que os agrotóxicos são a salvação 
da lavoura, outros apontam os venenos como um aliado 
incômodo, que prejudica o meio ambiente e provoca 
doenças em agricultores e consumidores. Afinal, por que 
em pleno século 21 ainda precisamos envenenar a nossa 
comida? Referências: Lei n° 7.802, que regula agrotóxicos 
no Brasil: https://goo.gl/XS3pHV. 
A NR 15, em seu Anexo 13, traz a relação de atividades e operações 
com potencial efeito tóxico, ou seja, envolvendo agentes químicos 
considerados insalubres em decorrência de inspeção realizada no 
ambiente de trabalho. Inúmeras são as doenças do aparelho respiratório 
relacionadas ao trabalho em distintas atividades relacionadas à 
agroindústria, deixando claro as possibilidades para o seu surgimento e 
que, portanto, as condições em que elas são exercidas devem merecer 
todas as atenções dos profissionais voltados à preservação da integridade 
física dos trabalhadores no segmento produtivo.
A exposição ao calor e frio estão entre os fatores de risco físico 
na agroindústria. Em condições de visibilidade trabalha-se, faça chuva 
ou faça sol, isto é, a céu aberto em exposição aos efeitos do clima e de 
suas condicionantes. São as radiações compreendidas entre 250 e 400 
nm, notadamente a faixa UV-A (figura 5), que têm potencial danoso em 
função do seu poder de penetração nas camadas da pele. Então, cabe 
compreender que é a exposição por períodos prolongados, de modo 
não controlado ou sem os devidos cuidados, que implicará em perigos à 
saúde dos indivíduos expostos.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
https://youtu.be/rdKevGqEmTU
https://goo.gl/XS3pHV
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Figura 5 - Faixa de luz ultravioleta
Fonte: Freepik
O frio vem da exposição a ambientes artificialmente refrigerados, 
pois muitos dos produtos produzidos na agricultura necessitam de 
refrigeração para preservação. As condições dessa atmosfera, no tocante 
à temperatura e circulação do ar, assim como em relação à umidade, 
podem provocar danos que vão desde afecções na pele a problemas 
circulatórios, que podem culminar com a hipotermia e, em caso extremo, 
com o falecimento do obreiro, se este não receber as orientações para 
realizar suas atividades. 
Ainda entre os agentes de risco físico, encontramos o ruído gerado 
por máquinas e equipamentos, sobretudo devido ao potencial de causar 
perdas de caráter irreversível, em exposições comumente negligenciadas 
pelos próprios trabalhadores e pelos gestores laborais, com jornadas de 
trabalho realizado sem qualquer atenuação quanto aos ruídos.
Gerenciar a presença do ruído inclui a identificação das fontes 
emissoras, a avaliação das intensidades a que os trabalhadores estão 
diretamente envolvidos e os ruídos do entorno. A tomada de decisão para 
a medidas de minimização da exposição ao ruído é dificultada em razão 
do ambiente e das condições em que se dará a execução de determinada 
tarefa (por exemplo, no trato com tratores de rabiça, sem cabine, a plena 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
31
potência de tração), restando, como única medida de atenuação o uso dos 
EPIs fornecidos, cuja utilização e conservação devem ser rigorosamente 
controladas. Os manuais recomendam a utilização de dispositivos de 
proteção auditiva para proteger contra ruídos altos ou incômodos.
Medidas de controle
Agora que vimos os riscos aos quais os trabalhadores da 
agroindústria estão expostos, chegou a hora de pensarmos em medidas 
de controle eficazes que garantam a qualidade de vida do trabalhador e 
reduzam os impactos ao meio ambiente. 
IMPORTANTE:
As medidas de segurança devem atender os requisitos 
mínimos estabelecidos nas normas de segurança. No 
entanto, isso não quer dizer que a gestão de SST não possa 
aplicar medidas que irão além das normativas técnicas, 
inclusive para atender as exigências do mercado externo.
Como vimos, os riscos de acidente merecem muita atenção do 
profissional prevencionista, não só por serem causadores de perda da 
integridade física do colaborador, mas também por envolverem danos ao 
meio ambiente e à sociedade.
O trabalho com máquinas e equipamentos precisa ser exercido 
por profissionais habilitados e devidamente treinados. Deve haver a 
manutenção e inspeção das máquinas, garantindo que as mesmas esteja 
em conformidade com o projeto do fabricante. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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REFLITA:
Quando você conhece um ditado que diz: “Cada macaco 
no seu galho”, pois bem. Em se tratando de segurança, 
o cuidado com as máquinas precisa respeitar o projeto 
elaborado sob pareceres técnicos. É comum encontrarmos 
produtores que podem até saber o que estão fazendo, 
porém, não são habilitados para fazer modificações em 
máquinas e implementos agrícolas. Atendendo a normativa 
técnica, as máquinas e implementos devem ser utilizadas 
segundo as especificações técnicas.
Antes da norma, vários dispositivos de proteção podiam ser 
vendidos separadamente, como itens opcionais. Isso foi proibido com a 
atual norma regulamentadora. Os fabricantes têm que comercializar seus 
produtos de acordo com as normas vigentes. Para evitar acidentes, são 
necessários os dispositivos que impedem que uma máquina entre em 
funcionamento sem o operador desejar. Entre eles, o uso de dispositivos 
de intertravamento, utilizados para interromper um movimento perigoso 
toda vez que uma proteção é aberta ou retirada.
EXEMPLO:
1 - O operador estava usando uma máquina estacionária utilizada 
para serrar madeiras e, de repente, a energia acabou. A serra para de girar. 
Então, ele aproveita esse momento e resolve limpá-la e retirar a sujeira 
que estava próxima da serra. Subitamente, a energia é reestabelecida e 
a máquina entra em funcionamento. Acidente na certa, não é mesmo? 
Por isso, a importância desse dispositivo. Esse tipo de dispositivo é 
encontrado em diversos aparelhos do nosso dia a dia, como por exemplo, 
nas TVs mais modernas. 2- Um exemplo similar é o dispositivo encontrado 
nas portas dos automóveis, que aciona uma luz no teto quando elas são 
abertas e apaga quando fechadas. O dispositivo de intertravamento 
funciona da mesma maneira, mas ao invés de acender ou apagar uma 
luz, interrompe um movimento perigoso.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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Quando acontece um acidente, a primeira medida a ser tomada 
é a realização dos primeiros socorros. Esses cuidados emergenciais são 
prestados imediatamente e provisoriamente por qualquer pessoa que 
tenha um pouco de conhecimento técnico. Por isso, é muito importante 
participar de treinamentos de primeiros socorros e se manter sempre 
atualizado.
Os dispositivos de segurança individuais (EPI) também são 
adotados na agroindústria. Porém, é importante destacar que o Ministério 
do Trabalho e Emprego desenvolve ensaios de equipamento de proteção 
individual em laboratórios credenciados e somente depois de aprovados 
nesses ensaios são emitidos os certificados de aprovação. Cabe ao 
trabalhador rural usar aqueles que forem indicados para as finalidades a 
que se destinarem e zelar pela sua conservação. 
De uma maneira geral, os EPIs mais utilizados na proteção de 
operadores de máquinas são botas de couro com solado antiderrapante 
e com biqueira de aço, máscarasemifacial de tecido tipo P-2 descartável 
(para as situações em que seja necessário evitar a inalação de poeira, 
vapores e partículas tóxicas), protetor auricular tipo plug ou concha, 
camisa de mangas compridas, óculos de segurança com proteção UV 
e óculos transparente para as situações de pouca luminosidade (em 
barracões, oficinas e também durante as manutenções das máquinas). 
IMPORTANTE:
Nas atividades rurais não é incomum o improviso, por isso, 
é importante ressaltar que os EPIs devem ser usados de 
maneira correta e apropriada a cada função. A não utilização 
dos EPIs pode resultar em incidentes ou acidentes no 
trabalho. 
O SESTR é a Segurança e Saúde no Trabalho na área rural, 
compatível ao SESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança 
e em Medicina do Trabalho, serviço que atende aos requisitos da Norma 
regulamentadora 04 e trata-se de uma equipe especializada em Saúde e 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
34
Segurança que atua nas empresas visando a proteção dos trabalhadores. 
A NR31 estabelece requisitos próprios para esta equipe, mas mantendo 
as funções básicas competentes aos profissionais, que consiste na 
promoção da saúde e preservação da integridade física do trabalhador 
através de ações técnicas.
No caso do SESTR, a NR31 estabelece que o mesmo pode ser 
constituído nos seguintes tipos: próprio, quando os profissionais que 
compõe o SESTR apresentam vínculo empregatício, coletivo, quando 
a contratação dos profissionais do SESTR é feita de forma coletiva ou 
ainda externo, quando as atividades referentes a SESTR são realizadas 
por profissionais que atuam como consultores, ou seja, em forma de 
consultoria.
O dimensionamento do SESTR próprio ou coletivo obedecerá ao 
disposto na Norma Regulamentadora 31 como apresentado no quadro 
abaixo.
Quadro 1 – Número de profissionais de acordo com a quantidade de trabalhadores
No de 
Trabalhadores
Profissionais Legalmente Habilitados
Eng. 
Seg.
Med. 
Trab.
Téc. 
Seg.
Enf. 
Trab.
Aux. Ou 
Tec. Enf.
51 a 150 - - 1 - -
151 a 300 - - 1 - -
301 a 500 - 1 2 - 1
501 a 1000 1 1 2 1 1
Acima de 1000 1 1 3 1 2
Fonte: Elaborado pelo autor (2020)
Além disso, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do 
Trabalho (CIPA) tem sua composição própria para o trabalho Rural, é a 
CIPATR. Esta por sua vez, tem o mesmo objetivo das demais CIPA, que é 
a promoção da saúde e prevenção de acidentes e doenças relacionados 
ao trabalho, de modo a compatibilizar, permanentemente, o trabalho 
com a preservação da vida do trabalhador. A sua obrigatoriedade de 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
35
constituição se limita aos que mantenham 20 (vinte) ou mais empregados 
contratados por prazo indeterminado. Atendendo ao item 31.7.3, a 
CIPATR será composta por representantes indicados pelo empregador e 
representantes eleitos pelos empregados de forma paritária e o mandato 
dos membros eleitos terá duração de 2(dois) anos, sendo permitida a 
reeleição, de forma a atender a seguinte proporção mínima:
Quadro 2 – Número de trabalhadores do CIPATR
No de Trabalhadores
20
 a
36
 a
71
 a
101
 a
501
 a
Acima 
de 
No de Membros 35 70 100 500 1000 1000
Representantes dos 
trabalhadores
1 2 3 4 5 6
Representantes do 
empregador
1 2 3 4 5 6
Fonte: elaborado pelo autor (2020)
Norma Regulamentadora
Atualmente, a prevenção contra os danos aos trabalhadores na 
agroindústria é feita com base na NR31. Antes da criação da NR31 em 
2005, o cenário do trabalho na área rural seguia outra norma para manter a 
segurança dos trabalhadores em atividades com máquinas na agroindústria. 
Os profissionais prevencionistas baseavam-se principalmente na norma 
que tratava da segurança com máquinas e equipamentos (NR12) onde 
existe um anexo com referências técnicas e requisitos mínimos para o 
trabalho com máquinas agrícolas com segurança. 
No entanto, como podemos analisar, os riscos envolvidos na 
agroindústria não estão presentes apenas no uso de máquinas e 
equipamentos. Vimos que os agentes de risco químico, físico, biológico e 
ergonômico também estão presentes e requerem medidas de segurança, 
o que levou à necessidade dos órgãos competentes discutirem e definirem 
regras de segurança no trabalho rural, com a publicação da NR31, que 
em seu item 12, destina-se aos assuntos relacionados com máquinas em 
referências à NR12. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
36
A NR31 também acompanha os requisitos de segurança 
estabelecidos para o uso de máquinas autopropelidas. Segundo a NR-
31.12, é proibido o transporte de pessoas em máquinas autopropelidas 
e nos seus implementos. Assim como a NR-31.12, o CTB também proíbe 
esse tipo de transporte. Em tratores, é comum o transporte de pessoas 
sobre os para-lamas, ao lado do operador na plataforma de trabalho ou 
mesmo apoiado sobre a barra de tração e essa situação deve ser evitada. 
O operador deve usar cinto de segurança e ser habilitado (CTB, 1997). 
A Norma Regulamentadora 31 estabelece regras relacionadas não 
apenas ao uso de máquinas e equipamentos, mas à saúde e segurança 
nas atividades e operações ligadas à agricultura, pecuária, silvicultura e 
exploração florestal. A NR 31 foi atualizada em outubro de 2020, visando a 
simplificação e desburocratização. Porém, seu impacto só será sentido a 
partir de outubro de 2021, quando passa a vigorar o novo texto.
Na nova redação podemos destacar o PGRTR (Programa de 
Gerenciamento de Risco no Trabalho Rural) que substituirá o PGSSMATR 
(Programa de Gestão de Segurança e Saúde no Meio Ambiente do 
Trabalho Rural).
Com a atualização da NR 31, foram excluídas as exigências exclusivas 
para fabricantes de máquinas e equipamentos. Agora o fabricante deverá 
ver o anexo da NR 12.
Quanto às medidas individuais, a modificação da NR trouxe uma 
nova classe de Dispositivos de Proteção Pessoal, que inclui, por exemplo, 
chapéus de boiadeiro, perneiras e boné árabe, que deverão ser fornecidos 
pelo empregador e não necessitam de certificado de aprovação.
A nova NR 31 também abriu à possibilidade da capacitação 
semipresencial, em que a parte teórica da capacitação poderá ser realizada 
a distância. As partes práticas continuarão sendo presenciais e será 
possível haver um reaproveitamento de conteúdo. Assim, um trabalhador 
que já realizava a mesma função ou alguma muito semelhante em outra 
empresa poderá aproveitar cursos realizados no prazo de 2 anos.
As mudanças serviram para adequar as demais normas 
regulamentadoras às características específicas no trabalho nas áreas 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
37
rurais, como é o caso da NR 24, que trata das condições sanitárias e 
conforto nos locais de trabalho. No texto, a NR31 abre a possibilidade da 
utilização de moradias como alojamento, desde que atenda as regras 
estabelecidas pela norma. Inclui também o uso de hospedagem dentro 
do meio urbano no modelo de hotelaria. Exigências referentes a outras 
normas regulamentadoras também foram inseridas nas condições de 
trabalho na ambiente rural, sendo inseridas na NR31. A NR01, que trata do 
gerenciamento de riscos, a NR 17, que trata dos princípios ergonômicos a 
serem adotadas, a NR33 e 35 que tratam, respectivamente, da segurança 
e saúde nos trabalhos em espaços confinados e trabalho em altura, são 
algumas delas. 
RESUMINDO:
Então vamos resumir tudo o que vimos. Você conheceu 
os princípios gerais de segurança e saúde no trabalho, 
acompanhou o estudo da nova redação da NR-31, 
entendeu a importância das medidas de segurança com 
máquinas e equipamentos, aprimorou seus conhecimentos 
sobre o trânsito de máquinas agrícolas e os cuidados na 
operação e manutenção. Conhecemos também quais 
são as medidas mais indicadas em casos de acidentes, os 
princípios da prevenção de incêndio e a importância de se 
usar os equipamentos de proteção, os EPIs. Esperamos que 
os conteúdos apresentadosneste curso ajudem a prevenir 
os acidentes com máquinas, implementos e equipamentos 
agrícolas. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
38
NR 33: Trabalho em espaços confinados 
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
como funciona o trabalho em espaços confinados, os riscos 
envolvidos e as medidas mínimas de controle exigidas 
para garantir a qualidade de vida dos trabalhadores em 
diferentes frentes de trabalho em que haja atividade nesses 
espaços. 
Espaço confinado
Mas, afinal, você sabe exatamente o que é espaço confinado? 
O que definimos como espaço confinado são as áreas projetadas 
sob condições especiais e que não viabilizam a ocupação humana de 
forma contínua. Muito comum em diferentes segmentos industriais são 
áreas que, em função do acesso limitado, ventilação restrita ou mesmo 
inexistente em alguns casos, se apresentam desprovidas de oxigênio ou 
com excesso do mesmo. A NR 33 no item 33.2.1 trata de espaço confinado:
qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação 
humana contínua, que possua meios limitados de entrada e 
saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover 
contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enrique-
cimento de oxigênio. (ENIT, 2019, p. item 33.2.1)
 Esses são locais fechados em que existe a possibilidade de ser 
invadido por gases, poeiras ou vapores capazes de tornar a atmosfera 
inóspita ou potencialmente perigosa para a realização de atividades 
laborais.
EXEMPLO:
Em um tanque que está sempre cheio durante a operação normal 
de uma fábrica. Quando é feita a parada da planta para uma manutenção, 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
39
ele se torna um espaço confinado a partir do momento em que é 
esvaziado para uma equipe trabalhar em seu interior. Então, podemos 
dizer que esses trabalhadores estão desenvolvendo atividades em um 
espaço confinado. 
A NR 33 junto com a NBR-16577 determinam requisitos para 
identificar e caracterizar espaços confinados, bem como para implantar 
um sistema de gestão que vise garantir a segurança dos trabalhadores 
que estão em contato com esses locais.
Espaços confinados são ambientes muito comuns dentro da 
área industrial, como a indústria siderúrgica, do petróleo, serviços de 
eletricidade, abastecimentos de água, esgoto e telefonia. No caso da 
agricultura na manutenção de poços e cisternas ou em silos usados no 
armazenamento de grãos. Por conta de características específicas, alguns 
exemplos de espaços confinados nos diferentes setores são os tanques, 
silos, vasos de pressão, casa de bombas, dutos de ventilação, reatores, 
caldeiras, porões, contêineres, valas, entre outros.
Embora se apresente em diferentes segmentos industriais e de 
serviços, as atividades realizadas em espaços confinados podem ser 
consideradas restritas basicamente à execução de manutenção, limpeza 
e reparo, inspeção ou instalação de equipamentos, operações de 
salvamento e resgate de acidentados (Figura 6).
Figura 6 - Atividade em espaço confinado
Fonte: Pixabay
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
40
Em função de inúmeras tarefas realizadas e do crescimento de 
acidentes em locais considerados hoje como “espaços confinados”, 
houve a necessidade de regulamentar os procedimentos e as atividades 
dentro desses espaços, determinando critérios de segurança a serem 
seguidos. Em 2006, por intermédio da Portaria no 202, surgiu a Norma 
Regulamentadora no. 33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços 
Confinados. Salientamos que a NR-33 necessita integrar-se com as 
demais normas regulamentadoras e normas técnicas, visando garantir a 
preservação da saúde e a integridade física dos trabalhadores por meio 
da antecipação, do reconhecimento, avaliação e controle dos riscos 
ambientais existentes nos espaços confinados.
Os requisitos de gestão de saúde e segurança ocupacional, para 
a realização de atividades em espaços confinados, necessitam estar 
integrados a processos de identificação, avaliação e controle dos riscos 
existentes na organização que levam à aplicação de medidas empregadas 
com o intuito de eliminar, neutralizar ou controlar os riscos, sejam eles 
físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Essas atitudes 
devem garantir a integridade física e mental do trabalhador. Quando não 
for possível eliminar os riscos em espaços confinados, obrigatoriamente 
devem ser implantadas medidas de controle e em casos de acidentes, as 
manobras de resgate que garantam a sobrevivência dos trabalhadores. 
ACESSE:
Link: https://youtu.be/VBm-0jyxyy0 - acompanhe os 
momentos cruciais de um resgate em espaço confinado. 
Os trabalhadores entraram para fazer a limpeza do local 
e havia muita soja fermentando, fazendo assim com que 
faltasse oxigênio. Então, sem saber, o bombeiro (um pouco 
imprudente) desceu desmaiando em seguida. Chamaram 
outra equipe com oxigênio e máscara para amarrar e fazer 
os resgates (que na maioria foram procedimentos errados, 
mas o que vale é a vida e depois a qualidade de vida). 
Infelizmente, o bombeiro que desmaiou morreu alguns 
dias depois por respirar água contaminada, tendo assim 
infecção pulmonar. 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
https://youtu.be/VBm-0jyxyy0
41
Segurança em Espaços confinados
“Os funcionários precisavam entrar no vaso do reator, um espaço 
confinado que estava preenchido com nitrogênio, cuja característica é ser 
um gás invisível e inodoro.” O relato refere-se a um acidente ocorrido 
com vítimas fatais em uma refinaria na cidade de Delaware. 
Nesse caso vemos um dos riscos envolvidos no trabalho em espaço 
confinado, que é a presença de gases causadores de danos à saúde do 
trabalhador como um agente de risco químico. Não só a presença do 
agente químico, mas também a atmosfera em condições restrita.
No momento em que uma pessoa acessa pela primeira vez uma 
área com atmosfera deficiente de O2, sofre os efeitos imediatos. Caso 
já́ permaneça no ambiente em que o oxigênio é reduzido, seus efeitos 
serão sentidos após um tempo de exposição. Os trabalhadores têm o 
julgamento, a coordenação e a habilidade de empregar força afetados 
e com isso os trabalhadores caem, perdem a consciência, não podem 
achar o caminho de volta e morrem.
Além dos agentes de risco químico, trabalho em altura, inundação, 
impacto de ferramentas e materiais, erosões e desabamentos, os riscos 
de acidente tornam-se bastante altos nesses ambientes devido à falta 
de aberturas e dificuldades de entrada e saída, que também é um fator 
de ocorrência de agentes de risco ergonômico visto que o acesso e a 
movimentação são limitados. Ambientes confinados podem exigir 
posturas desconfortáveis ou esforços excessivos. 
Ainda, há a existência do risco biológico devido à presença de 
ratos, morcegos e insetos que são vetores de doenças contagiosas como 
hospedeiros intermediários, o que torna esses ambientes propícios para 
micro-organismos patogênicos.
O risco físico na forma de ruído, calor e umidade também são 
encontrados com frequência nesses ambientes. 
Por toda a complexidade, as atividades em espaços confinados 
exigem uma série de fatores a serem aplicados pela gestão de SST. A 
primeira delas é designar formalmente o empregado que se encarregará 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
42
do cumprimento da NR-33, que irá atuar junto com os gestores de SST 
para identificar os riscos do ambiente em áreas confinadas.
A gestão de riscos possibilita que a equipe possa providenciar um 
ambiente seguro, a interrupção do trabalho e o abandono do local em 
caso de suspeita de risco grave e iminente.
A equipe de trabalho em um espaço confinado é composta pelo 
responsável técnico, o supervisor de entrada, o vigia e os trabalhadores 
autorizados 
Figura 7 - Equipe de trabalho do espaço confinado
Fonte: Elaborado pelo autor (2020)
A empresa deve capacitar os empregados e garantirque eles 
conheçam os procedimentos de trabalho e salvamento em espaços 
confinados e providenciar que eles se mantenham atualizados em relação 
a esses conhecimentos.
Devido aos riscos inerentes à atividade em espaço confinado é 
vedado o trabalho sozinho nestes locais e toda a análise de riscos, assim 
como os procedimentos realizados durante a atividade em caso de 
emergência devem estar devidamente documentados. Por isso, qualquer 
trabalho em ambiente confinado só pode ser iniciado depois da PET.
A PET (Permissão de entrada e trabalho) é o documento apresentado 
como registro das medidas de controle relacionadas com as atividades 
em espaço confinado, de forma que sejam realizadas de maneira 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
43
segura. Além disso, o documento também indica os procedimentos de 
emergência e salvamento nesses locais.
Esse documento tem data e hora de validade, de forma que, 
quando as atividades se estenderem por mais tempo do que o previsto, é 
obrigatório solicitar a emissão de uma nova PET. 
No texto da norma NR-33 encontra-se o item relacionado 
diretamente às medidas de segurança.
NR33.3.2 - Medidas técnicas de prevenção: 
a. Identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a 
entrada de pessoas não autorizadas; 
b. Antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;
c. Proceder a ventilação e controle dos riscos físicos, químicos, 
biológicos, ergonômicos e de acidentes;
d. Prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etique-
tagem;
e. Implementar medidas necessárias para eliminação ou controle 
dos riscos atmosféricos em espac ́os confinados;
f. Avaliar a atmosfera nos espac ́os confinados, antes da entrada de 
trabalhadores para verificar se o seu interior é seguro;
g. Manter as condições atmosféricas aceitáveis na entrada e 
durante toda a realizac ́ão dos trabalhos, monitorando, ventilando, 
purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;
h. Monitorar continuamente a atmosfera nos espac ́os confinados 
nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempe-
nhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e 
permanência são seguras;
i. Proibir a ventilação com oxigênio puro;
j. Testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; k) 
Utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, 
provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões 
eletromagnéticas ou interferências de radiofrequência.
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
44
Para garantir a segurança nesses ambientes deve-se efetuar o 
teste atmosférico, que determina a existência de gases tóxicos, oxigênio 
suficiente para a atividade humana e o potencial explosivo. O teste deve 
ser efetuado durante todo o trabalho, mantendo o monitoramento das 
condições ambientais. No monitoramento contínuo, a verificação é feita 
em tempo integral das condições gerais do ambiente. No monitoramento 
periódico, as medições ocorrem em tempos pré-determinados. 
O sistema de ventilação é usado para movimentar e renovar 
continuamente o ar contaminado por ar puro e refrigera criando uma 
atmosfera aceitável para a presença de seres humanos (Lima, 2019).
IMPORTANTE:
O trabalhador deve sair do espaço confinado imediatamente 
quando o alarme for acionado e verificar sua ocorrência 
somente fora desse espaço. 
Um grande aliado na prevenção de acidentes é o uso de sinalizações 
que podem ser permanentes atendendo ao item 33.3.3 (ENIT, 2019, p. 
NR33). Estas servem para identificar as páreas que são consideradas como 
espaço confinado e a sinalização temporária, que como a denominação 
indica, é utilizada durante a realização de alguma atividade no espaço 
confinado.
Os purificadores são utilizados para filtrar ou remover contaminantes 
do ar atuando como uma vedação rígida e devem ser utilizados quando 
a atmosfera estiver com oxigênio em níveis abaixo do valor mínimo 
ou quando for identificada a contaminação do ambiente (toxinas). Os 
respiradores purificadores possuem uma vedação rígida. Antes de utilizá-
los o trabalhador, sempre deve testar essa vedação.
Em espaço confinado, a comunicação é essencial, principalmente 
no momento do resgate, para que ocorra de forma correta. A perfeita 
comunicac ́ão é extremamente difícil devido ao local de trabalho e à 
possível utilização de respiradores, por exemplo. A comunicação entre o 
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
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vigia e o trabalhador que está no espaço confinado deve ser constante. A 
equipe deve criar uma metodologia de comunicação.
Em algumas situações, o cabo de segurança (linha de vida) pode 
ser usado para emitir sinais entre o trabalhador e o vigia ou até mesmo 
a utilização de um simples apito é válida como medida alternativa de 
controle da comunicação. Os apitos são eficazes e de custo acessível 
para a comunicação entre o vigia e a equipe de trabalho em situação de 
emergência. 
IMPORTANTE:
É dever do empregador garantir que todos os trabalhadores 
que exercerem atividades em espaços confinados tenham 
acesso aos equipamentos obrigatórios que devem estar 
listados na PET.
O uso de diferentes EPIs vai depender da atividade a ser realizada. 
Podem ser necessários capacetes com jugular. Seu uso evita que o 
capacete caia em função do vento e da própria movimentação do 
trabalhador, botas de segurança, óculos de segurança, respirador (que 
como vimos anteriormente devem ser utilizados em alguns locais em 
que exista o risco da atmosfera ser contaminada) e as luvas de raspa 
(RODRIGUES, 2012).
De acordo com a característica do espaço confinado, podem ser 
instalados equipamentos fixos como escadas e cabos de linha de vida, 
fixados na estrutura existente que garantem aos empregados o acesso, 
a movimentação e resgate dos trabalhadores no interior de espaços 
confinados. Em caso da impossibilidade do uso de escadas fixas, guinchos, 
cabos de aço e fitas são utilizados. Independente do dispositivo utilizado 
eles devem garantir ao trabalhador três condições básicas:
 • Fácil movimentac ́ão, conforme a NR-18, item 18.12.5;
 • Protec ́ão contra quedas por meio de dispositivos trava-quedas, 
conforme a NR-6, anexo I, item I.1;
Segurança do Trabalho na Indústria e na Logistica
46
 • Resgate rápido e fácil.
No interior do espaço a garantia da movimentação horizontal deve 
ser feita através de cordas, cabo de aço, linha de vida e polias para a 
reduc ́ão da forc ́a e/ou mudança de direção, e dos equipamentos de 
proteção coletiva como detectores portáteis de gases, explosímetros, 
lanternas e extintores de incêndio.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Os espaços 
confinados são locais de trabalho com restrições 
de acesso e movimentação. Esses espaços podem 
apresentar atmosferas inseguras ao desenvolvimento de 
atividades de trabalho. O monitoramento da atmosfera é 
indispensável à segurança dos trabalhadores assim como 
o uso de ventilação para renovação do ar e movimentação 
dos gases. Uma equipe de segurança é responsável 
pelas atividades em espaço confinado, composta pelo 
responsável técnico, o supervisor de entrada, o vigia e o 
trabalhador autorizado que nunca deve entrar sozinho nos 
locais sinalizados como espaços confinados. Durante as 
atividades, a sinalização permanente deve ser acrescida 
de uma sinalização temporária que indica a realização da 
atividade. Todas as informações devem estar contidas na 
PET assim como os dispositivos coletivos e individuais 
usados durante o procedimento. Veja alguns dos principais 
riscos para quem trabalha em espaços confinados: queda 
de objetos, alagamento, asfixia, chances de incêndios e 
explosões, intoxicação por agentes químicos ou biológicos, 
descarga elétrica, soterramento e a presença de animais 
peçonhentos

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