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See discussions, stats, and author profiles for this publication at: https://www.researchgate.net/publication/312233942 Diversidade e Inclusão nas Organizações Chapter · July 2014 CITATIONS 12 READS 28,870 2 authors: Some of the authors of this publication are also working on these related projects: Comportamento do Consumidor no Turismo View project Interação de serviços: comportamento do consumidor e organizacional View project Cláudio Vaz Torres University of Brasília 201 PUBLICATIONS 4,255 CITATIONS SEE PROFILE Amalia Raquel Pérez Nebra University of Zaragoza 104 PUBLICATIONS 375 CITATIONS SEE PROFILE All content following this page was uploaded by Amalia Raquel Pérez Nebra on 17 October 2017. 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Afinal, depois de uma déca da, os autores, assim como os leitores, não são os mesmos. Quais avanços poderíamos discu tir agora? Provocações foram feitas no capítulo anterior; elas surtiram algum efeito? Vale a pe na fazer novas provocações neste capítulo? O que foi feito pela área desde 2004? Naquele mo mento, pareceunos que diversidade era apenas uma proposta no País. Hoje, já há o que mos trar, o que nos deixa feliz. Porém, outros desafios estão postos. Com base neles, fazemos adiante al gumas propostas para os leitores e pesquisa dores. Torres e PérezNebra (2004), na primei ra edição deste livro, ressaltam que o Brasil se destaca na literatura internacional como um dos principais exemplos de grupos culturais diversos que convivem e interagem em aparente harmonia. O tema da diversidade cultural vem conquistan do crescente espaço na agenda de muitas orga nizações (tanto públicas quanto privadas, além do terceiro setor), representando um movimen to universal e irreversível nas sociedades atuais (Ferdman; Dease, 2013; Mor Barak, 2005). To davia, muito ainda se tem a ser feito para a ges tão da diversidade nas organizações brasilei ras. Ao mesmo tempo que o Brasil figura entre as maiores economias globais, permanece com indicadores sociais de uma das sociedades mais desiguais do mundo (Instituto Ethos de Respon sabilidade Social [ETHOS], 2010). Embora sen do referência mundial de um grupo cultural di verso, o campo de estudos em diversidade cultu ral no Brasil ainda é muito incipiente, com raras práticas sistematizadas na área de gestão de pes soas (cf. Jabbour; Gordono; Oliveira; Martinez; Battistelle, 2011), a despeito das leis, dos planos nacionais relacionados a mulher, raça e homos sexualismo e do movimento político associado à inclusão não apenas nas organizações “tradicio nais” como também em escolas e outras institui ções e contextos (Ferdman; Dease, 2013). As em presas que ignoram esse fato perdem potencial competitivo. Dessa forma, é importante com 13 DiversiDaDe cultural no contexto organizacional Cláudio Vaz Torres e Amalia Raquel Pérez-Nebra ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de: Descrever os conceitos básicos de diversidade e inclusão nas organizações Distinguir os conceitos de atitude, estereótipo, preconceito e discriminação explicar os paradigmas de diversidade e inclusão Descrever como se dá a diversidade e a inclusão no contexto brasileiro identificar possíveis intervenções em diversidade e inclusão nas organizações avaliar a efetividade de intervenções de diversidade e inclusão no trabalho jfagundes Realce Diversidade e Inclusão nas Organizações (segundo tabela de alterações dos autores) jfagundes Realce continua jfagundes Realce tem que ser jfagundes Realce relacionados à mulher, à raça e ao homossexualismo (segundo tabela de alterações dos autores) jfagundes Realce Distinguir os conceitos de estereó́tipo, preconceito e discriminaçã̃o (segundo tabela de alterações dos autores). jfagundes Realce Os autores pedem alteração para caixa baixa... Se for possível substituir por "no Brasil", vamos manter em caixa alta, ok? jfagundes Realce seja 478 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) preender a diversidade e gerila, obtendo, assim, o máximo de vantagens. As primeiras publicações científicas na cionais datam do início dos anos de 1990, dei xando clara a necessidade de que estudos so bre a área acompanhem a mudança da força de trabalho brasileira. É sob essa perspectiva e so bre esse assunto que trata este capítulo: do pro cesso de inclusão de pessoas diferentes no am bientede trabalho. Vale notar, contudo, que as pesquisas da área enfatizam os diferentes níveis de análise para tratar do fenômeno (ver o Ca pítulo 3 deste livro, sobre os níveis de análise nas organizações). O nível de grupo, é o trata do aqui, outro é de cultura organizacional (Ca pítulo 13) e o outro é de equipes de trabalho (Capítulo 11). A maioria da força de trabalho dentro das organizações tem modificado suas característi cas depois dos anos de 1980 (Bento, 2000; Cox, 1994), mas as primeiras e talvez mais severas ocorreram no período das guerras na Europa e no pósguerra, quando as mulheres e os negros começaram a adentrar no mundo das organiza ções; depois dessa grande mudança, o mundo das organizações cada vez se diversificou mais. Portanto, além de ser um fenômeno muito re cente na história, ele está ligado a uma contin gência e necessidade localizada, impactando di retamente no fazer: como trabalhar, onde tra balhar, com quem trabalhar, etc. (Cascio, 2003). O aumento da diversidade da força de trabalho ocorre em dimensões como gênero, raça, na cionalidade, classe social, região cultural, ida de, entre outras (Cascio, 2003). Para uma dis cussão mais aprofundada sobre as dimensões de diversidade, recomendase a leitura de Torres e PérezNebra (2004). Vale ressaltar porém, uma dimensão que tem tido sua importância ressal tada nos últimos tempos, graças aos fenôme nos de migração mundiais: aquela relacionada a diferentes grupos nacionais e étnicos, que vi nha sendo estudada principalmente pela Psico logia transcultural. Como apontam Ferdman e Sagiv (2012), os campos da diversidade e trans culturalismo nas organizações são claramente complementares. Ambos “se relacionam com e propõem variações importantes de influências contextuais em construtos e processos psico lógicos” (Ferdman; Sagiv, 2012; p. 324), embo ra deem diferentes ênfases ao contato intercul tural. Assim, observandose os movimentos de migração mundiais e seu impacto no trabalho e nas organizações, o transculturalismo e a neces sidade de desenvolvimento de competências in terculturais têm ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre diversidade e inclusão (e.g., Bennett, 2013). Graças a essas mudanças existe uma demanda para incluir o conteúdo de diver sidade cultural na formação de futuros psicólo gos organizacionais (e.g. Robbins, 1999; Spec tor, 2010). Com o objetivo de avançar a discussão desse conteúdo, este capítulo trata diretamen te dos temas de inclusão e diversidade nas or ganizações, visando dois pontos: o primeiro, de atender a uma necessidade organizacional, e o segundo, de contribuir para a formação de pes quisa sobre o tema no País. Logo, são aborda dos especificamente aspectos como: o conceito de diversidade nas organizações; inclusão orga nizacional; impacto do estudo de diferenças hu manas nas organizações; importância e reconhe cimento da identidade individual nas equipes de trabalho; competência e gestão da diversidade cultural; e inclusão nas organizações. CoNCeiTos básiCos Um mercado de recursos humanos diverso re quer pessoal capacitado para gerilo (Ferdman, 1995; Thomas; Ely, 1996). Embora a heteroge neidade no mercado brasileiro de recursos hu manos seja uma realidade, são poucos os esfor ços observados que tratam diretamente da in clusão e da diversidade nos diversos níveis: do profissional que aí atua, nas políticas organiza cionais ou na sua interação com a sociedade em geral. Inclusão significa que os membros de to- dos os grupos são tratados de forma justa, sen- tem-se incluídos, têm igualdade de oportunida- des e são representados em todas as funções e níveis organizacionais (Holvino; Ferdman; Mer rillSands, 2004). Diversidade significa dizer que pessoas diferentes ocupam cargos diferentes. A seguir, esses dois conceitos são abordados com mais profundidade. Diversidade Que impacto as diferenças demográficas rela cionadas a gênero, raça, habilidade física, orien jfagundes Realce Os níveis individual e grupal são tratados aqui. Outro nível é o cultural (ver Capítulo 13, sobre cultura organizacional). (Segundo tabela de alterações dos autores). jfagundes Realce p.ex., jfagundes Realce têm ganhado cada vez mais espaço nas discussõ̃es sobre diversidade e inclusã̃o (p. ex., Bennett, 2013). Veja, por exemplo, o caso pontual dos médicos estrangeiros que foram contratados pelo governo brasileiro em 2013 e o impacto que tal fato teve na discussão sobre preconceito no País, especialmente no caso dos médicos vindos de Cuba. jfagundes Realce Manter geri-la (a palavra está correta, sem acento). jfagundes Realce Manter geri-lo (a palavra está correta, sem acento). jfagundes Realce (vide Capítulo 3). Confirmar numeração! jfagundes Realce ressaltar, jfagundes Realce se diversificou cada vez mais. jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce (p. ex., Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 479 tação sexual, idade, etnia, história cultural, en tre outros, têm nas organizações no Brasil? Em um país de dimensões territoriais bastante am plas, como no caso do Brasil, esperase que exis ta uma clara heterogeneidade na sociedade. As diferentes formas de compreensão da realidade, suas crenças e seus valores influenciam direta mente o contexto e as relações nas organizações, assim como as experiências individuais aí viven ciadas. Ainda que a diversidade cultural já faça parte dos estudos da Antropologia há mais de 150 anos (Presotti, 2011), o assunto só começou a ser abordado na literatura das organizações e da Administração nos últimos 30 anos (Jon sen; Maznevski; Schneider, 2011). Nesse perío do, a diversidade tem sido definida de diferen tes formas, além de tomada como sinônimo pa ra tantos outros conceitos (cota, ação afirmativa, inclusão), o que reflete um de seus dilemas, se gundo Nkomo e Cox (1999): a falta de especifi cidade de conceito. Diversidade no sentido estrito é simples mente outro ponto de vista ou falar de variabi lidade, mas pode ser entendida como a repre sentação de pessoas com diferentes identidades grupais em um sistema social (Cox, 1994), com a divisão da força de trabalho em categorias dis tintas, mas com similaridades intragrupais per cebidas em um contexto cultural, que exercem impacto sobre os resultados e as relações de tra balho (Mor Barak, 2011), como também as va riadas perspectivas que membros de diferen tes grupos de identidade integram ao trabalho (Thomas; Ely, 1996). A primeira definição é sim ples e não causa reações; as outras duas tendem a pensamentos favoráveis ou desfavoráveis a elas (Alderfer; Sims, 2003). A diversidade também po- de ser entendida como demográfica, de habilida- de e de valores dos funcionários (Triandis, 2003) e por isso podem ser categorizadas em duas: cog- nitivas (relativas às habilidades e aos valores) e demográficas, mais estáveis e mais difíceis de se- rem modificadas. As diferentes definições de di versidade apontadas na literatura são comple mentares, sendo que, conforme observado em Ferdman e Sagiv (2012), o coração do conceito de diversidade se refere às diferentes formas de se pensar o trabalho e as organizações, assim co mo de se abordar as situações a ele relacionadas, que são profundamente enraizadas nas identi dades sociais. Ao mesmo tempo, para a diversi dade, as “categorias, rótulos e identidades tam bém importam, em si e por si” (Ferdman; Sagiv, 2012, p. 325). inclusão Ferdman e Brody (1996) apontam que a inclu são nas organizações começou a ser discutida no fim do século passado, indo além da gestão da diversidade da força de trabalho (Roberson, 2006). Para Hayes (2002), inclusão se refere ao julgamento ou à percepção de aceitação das pes- soas, sendo o sentimento de ser bem-vindo e va- lorizado como membro daquela organização nos diversos níveis. Como sabemos, para os indiví duos, o sentimento de pertença a um grupo é fundamental (Mor Barak, 2005), sendo este ofoco da inclusão: a pertença. Assim, a inclusão vai além da diversidade, e sua concretização de pende do gerenciamento da diversidade de mo do a criar um ambiente organizacional que pos sibilite a todos o pleno desenvolvimento de seu potencial na realização dos objetivos da empresa (Thomas; Ely, 1996). Inclusão, comportamentos de inclusão, experiência de inclusão, entre outras denomi nações (Ferdman; Davidson, 2002), são algu mas das variações em que o termo aparece na literatura. Para Hanashiro e colaboradores, de certa forma, isso contribui para que não se te nha um conceito claramente definido de inclu são (Hanashiro et al., 2011). Porém, há um pon to de concordância entre a maioria dos autores: inclusão se relaciona a como o indivíduo percebe que está sendo tratado (na e pela organização) por conta de características que o ligam aos gru pos aos quais pertence, como raça, gênero, reli gião, etc. (Davidson; Ferdman, 2001; Ferdman, 2010). Assim, o que importa aqui é o efeito do tratamento na pessoa, e não o que o outro gosta ria de ter feito. Intenção e efeito têm, na maioria das vezes, impactos diferentes. Indivíduos per tencentes a grupos de maioria, sistematicamen te, focamse na primeira (p. ex., “...mas minha intenção foi das melhores possíveis!”), enquanto pessoas de grupos minoritários atêmse ao efei to (p. ex., “...mas o resultado é que eu fui dis criminado!”). Mor Barak (2000) agrega à defini ção de inclusão a participação do indivíduo nos processos formais e informais da organização (i.e., na “hora do cafezinho”), que são encontros em que informações e decisões fluem informal jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Cortar vírgula jfagundes Realce da gestão da diversidade jfagundes Realce Confuso! Rever. jfagundes Realce Confuso! Sugiro iniciar uma nova frase, reestruturar. jfagundes Realce e, por isso, pode ser caracterizada em duas:cognitiva (relativa às habilidades e aos valores) e demográfica, mais estável e mais difícil de ser modificada. DÚVIDA: Quem pode ser caracterizada? jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce p. ex., 480 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) mente. A autora vê o local de trabalho inclusi vo baseado em uma estrutura de valor pluralis ta que confia no respeito mútuo e em contribui ções iguais em perspectivas culturais diferentes para os valores e as normas da organização. Ou tras definições referemse mais a condições ob jetivas, como as práticas formais e informais e as políticas organizacionais. Já a exclusão social é explicada por enfo ques teóricos tão diversos quanto a sociologia do trabalho e a administração, por exemplo. Pe reira e Hanashiro (2010) sugerem a existência de uma prática institucionalizada de exclusão e dis criminação, que tem resultados desastrosos pa ra fatores como comprometimento organizacio nal, satisfação e significado do trabalho, etc. Para Mor Barak (2000), na organização não inclusiva, os trabalhadores entendem que são obrigados a conformarse aos valores e às normas da organi zação, como um dever, uma obrigação, algo que não tem relações com o afeto positivo. Os aspectos subjetivos e objetivos da in clusão e da exclusão não podem ser dissociados (Hanashiro et al., 2011). Ou seja, as condições estruturais das organizações podem ser inter pretadas tanto como inclusão quanto exclusão, mas seus efeitos em termos de oportunidades são concretos e podem ser objetivamente me didos. Apesar dos esforços acrescidos para re crutar e reter talentos diversos, os membros de grupos minoritários continuam a enfrentar dis criminação, isolamento social e problemas de rotatividade (Hom; Roberson; Ellis, 2008). Esses resultados sugerem que a diversidade não é ga rantia de inclusão, o que reforça a necessidade de explorar os indicadores da inclusão, diferen ciandoos daqueles da diversidade (Roberson, 2006). Nesse sentido, com o intuito de compre ender o processo inclusãoexclusão nas organi zações, Mor Barak e Cherin (1998) desenvolve ram uma escala para avaliar o grau em que os in divíduos participam ou se sentem excluídos dos processos organizacionais. Alguns dos resulta dos obtidos nas pesquisas decorrentes da valida ção do instrumento indicaram que a percepção de inclusão estava fortemente relacionada a sa tisfação no trabalho, comprometimento organi zacional, desempenho organizacional e bemes tar (Mor Barak, 2005). Ferdman e colaboradores (2009) distin guem dois conceitos pertinentes à inclusão. Se gundo os autores, por ser um fenômeno multifa cetado, a inclusão pode ser operacionalizada em duas partes: a experiência de inclusão é a percep- ção dos indivíduos quanto a sua aceitação, res- peito e valorização, do ponto de vista de sua iden- tidade individual e grupal. Consiste no senso psi- cológico individual de que a pessoa está sendo, de fato, incluída. Hanashiro e colaboradores (2011) reforçam, ainda, que, ao serem incluídas, as pes soas têm um sentimento de justiça não só indi vidual como também com relação ao seu gru po de identidade. Para Ferdman e colaboradores (2009), os componentes da expe riência psicoló gica de inclusão são categorizados em cinco gru pos, conforme mostra Figura 13.1. Já o comportamento inclusivo se refere às ações individuais e grupais resultantes ou provo- Figura 13.1 componentes da experiência psicológica de inclusão. Valorização social. Sentimento de pertença, de que se é querido e querer bem. Influência no poder de decisão. Sentimento de influência e valori- zação social. Envolvimento/engajamento no grupo de trabalho. Sentimento de pertença e ter acesso a informação Autenticidade: não há necessidade de gerenciamento de impressão para ser aceito. Reconhecer a diversidade. Sentimento de interação justa. Experiência psicologia de inclusão jfagundes Realce A autora entende que um local de trabalho inclusivo é baseado em uma estrutura de valor pluralista. Essa estrutura, por sua vez, é calcada no respeito mútuo e em contribuições iguais, em perspectivas culturais diferentes, aos valores e às normas organizacionais. jfagundes Realce Confirmar numeração. jfagundes Realce Confirmar. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 481 cadoras de políticas e procedimentos organiza- cionais, que promovem um clima inclusivo e são adotadas pelo indivíduo, pelos membros do gru- po de trabalho e pela organização. Delas depen de o grau de inclusão dos indivíduos e dos gru pos; logo, do comportamento também depende a experiência de inclusão. Os comportamen tos inclusivos são categorizados em seis grupos por Ferdman e colaboradores (2009), conforme aponta a Figura 13.2. Ferdman e colaboradores (2009), partin do da compreensão da inclusão como um fenô meno composto pelos comportamentos inclusi vos e pela experiência de inclusão, desenvolve ram duas escalas: a escala de comportamento inclusivo organizacional e a escala de experiên cia de inclusão, em que foram obtidas fortes evi dências para a existência de dois construtos dis tintos, mas relacionados. O comportamento de inclusão, por sua vez, é descrito pelos seis com ponentes anteriormente citados. A forte associa ção encontrada entre o comportamento inclusi vo e a experiência de inclusão confirma a hipó tese de Ferdman e colaboradores (2009) quanto à distinção dos construtos, sendo que o primeiro prediz o segundo. A interpretação dos resultados fornece importante indicação de que as duas va riáveis formam juntas um círculo vicioso e de que o foco na facilitação de ações inclusivas por parte dos atores organizacionais pode propor cionar o sentimento de que se é incluído. A dis tinção entre os construtos também se faz impor tante no contexto brasileiro. Em primeiro lugar, porque permite a contribuição para a literatu ra nacional, em que a inclusão ainda se faz inci piente como objeto de pesquisa empírico (Ha nashiro ecols., 2011). Em segundo, porque pode trazer implicações práticas às organizações bra sileiras, no sentido de indicar os comportamen tos capazes de promover a experiência de inclu são. Vamos retomar alguns conceitos advindos da cognição social, que provavelmente você já viu, relacionados à diversidade e à inclusão nas organizações: preconceito, estereótipo, discrimi nação e identidade social. CoNCeiTos RelACioNADos Alguns conceitos básicos da Psicologia Social, especificamente da cognição social, são necessá rios para melhor compreensão da definição de diversidade e de suas implicações. Há três con ceitos que estão mais profundamente ligados aos temas colocados aqui: estereótipo, precon ceito e discriminação. Para relembrar o leitor: estereótipo ligase à caracterização de pessoas, mas sem julgamento; é um elemento cognitivo Figura 13.2 comportamentos inclusivos que devem ocorrer ao mesmo tempo. Criar um ambiente de segurança. Deixar claro quem é o membro do grupo, favorecer o compartilhamento dos recursos, ideias e perspectivas. Oportunidade de falar, assim como de ouvir os outros falando reforça e experiência de inclusão. I.e. comunicação clara. Representação de pessoas diversas no grupo de trabalho, em todos os níveis da organização. Habilidade e vontade de aprender sobre a diferença. Quando os membros do grupo expressam comportamentos inclusivos facilita a aprendizagem. Reconhecer os outros. civildade organizacional (e.g. cumprimentar) com todos os grupos. Lidar com conflitos e diferenças. Participação em workshops sobre diversidade, sensibilização e coping. jfagundes Realce inclusão é jfagundes Realce outros, jfagundes Realce Civilidade jfagundes Realce Confirmar numeração. jfagundes Realce Confirmar. jfagundes Realce estereótipo se relaciona à caracterização de pessoas, mas sem julgamento de valores SUGESTÃO: cor verde jfagundes Realce ,juntas, jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce que são os membros jfagundes Realce inclusão, i.e., jfagundes Realce itálico jfagundes Realce itálico jfagundes Realce (p. ex., 482 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) de organização. O preconceito apresenta o jul gamento e a avaliação sobre essa caracterização (i.e., gosto e não gosto). Gouveia e colaborado res (2006) apresentam uma escala para mensu rar duas tipologias ligadas ao preconceito: in terna e externa. A externa referese à tentativa de não demonstrar o preconceito; a interna, por outro lado, é a tentativa de não ter o preconceito, mas o indivíduo reconhece ter preconceito em ambos casos. A discriminação é o ato, o com portamento ligado ao preconceito que, na tipo logia de Gouveia e colaboradores (2006), se li ga ao fato de o indivíduo ter e estar em contex to onde essa demonstração seja possível, aceita ou viável. Para aprofundamento desses concei tos con textualizados ao Brasil e suas possíveis medidas, sugerese a leitura de PérezNebra e Je sus (2011). A grande questão colocada pela diversi- dade cultural é como trabalhar com as regras e normas institucionais que geram os ismos orga- nizacionais (p. ex., racismo, sexismo, etc.), ou se- ja, facilitam a discriminação institucionalizada. Quando nos referimos ao gerenciamento da di versidade, estamos, em grande parte, tratando do desenvolvimento e estabelecimento de nor mas organizacionais que valorizam as diferenças entre os grupos para a melhora da efetividade organizacional, e não que promovam essa efeti vidade apesar das diferenças. Essas normas e va lores podem não refletir o estado atual da orga nização, mas refletem onde a organização quer chegar. Elas provêm um conjunto de expecta tivas claras de como os empregados devem ser tratados e do tipo de comportamento esperado dos gerentes e supervisores. Para que possamos discutir mais profundamente o gerenciamen to da diversidade organizacional, é necessário retornarmos ao conceito de identidade grupal, avançando para as teorias que tentam entender a relação entre os grupos de identidade. Dada a centralidade do conceito de iden tidade grupal para o estudo da diversidade e inclusão, presentes em Cox (1993) e Nkomo e Cox (1999), cabe definir que a identidade gru- pal consiste na identificação física e cultural com um grupo, o que ocorre no contato com o grupo em oposição ou contraste (Tajfel; Turner, 1979; Taylor; Moghaddam, 1994). As pessoas se iden tificam e se classificam em várias categorias so ciais, e, por diferentes fatores situacionais, algu mas dessas categorias se tornam mais salientes que outras em determinados momentos. O re conhecimento das semelhanças pressupõe o re conhecimento das diferenças (Galinkin, 2003), o que remete novamente ao conceito de diver sidade. Ainda que existam diferentes concep ções acerca da diversidade, “está mais ou me nos claro que os acadêmicos estão se referindo à diversidade de identidades com base na filia ção a grupos sociais e demográficos e como as diferenças de identidades afetam as relações so ciais nas organizações” (Nkomo; Cox, 1999, p. 335). Nesse contexto, é possível entender a di versidade e a identidade como conceitos com plementares, uma vez que a identidade se faz no reconhecimento do outro, daquele que é dife rente, que é diverso, e que a diversidade expri me as diferentes identidades. As explicações aos fenômenos de proteção e viés ao grupo identitá rio variam entre discriminação, proteção, entre outros. Um indivíduo que trabalha em uma or ganização não se lembra sempre de sua principal concorrente, mas, no caso de um ataque frontal, a identidade imediatamente se ressalta. A identificação com um grupo leva ao contato previsível entre grupos. É interessan te notar, porém, que não necessariamente os grupos devem estar fisicamente presentes para que haja o contato. Uma vez que o processo de identidade grupal se concretizou, é apenas ne cessário que indivíduos de diferentes identida des grupais se conectem para que o contato in tergrupal aconteça (Taylor; Moghaddam, 1994). Cada indivíduo leva, assim, as posições e expec tativas de seu(s) grupo(s). Cada indivíduo en xerga o mundo através das lentes daquela iden tidade grupal, agora saliente. Claramente, nem sempre haverá um conflito entre as identidades grupais. Diferentes teorias se complementam na predição do que pode resultar do contato inter grupal. Essas teorias oferecem contribuições ge nerosas para a gestão da diversidade, ou para a compreensão do contato entre os diferentes pre sentes na organização. Diversas teorias podem ser citadas (p. ex., Teoria da Equidade, do Con flito Realístico, ou Privação Relativa, discutidas em Torres e PérezNebra, 2004), porém, defini tivamente, a Teoria da Identidade Social (TIS) (Tajfel, 1982; Tajfel; Turner, 1979) apresenta uma contribuição significativa para a compre ensão da diversidade e da inclusão nas organi zações, ao descrever o processo de formação de identidade de seus membros. jfagundes Realce à gestão da diversidade jfagundes Realce sua vez jfagundes Realce a gestão da jfagundes Realce de jfagundes Realce sociais e por diferentes fatores situacionais, jfagundes Realce necessário apenas jfagundes Realce com- preensão (quebra de linha) jfagundes Realce compreensã̃o do contato entre os diferentes indivíduos presentes na organização. jfagundes Realce A que se refere? jfagundes Realce Sugestão: verde jfagundes Realce Sugestão: verde jfagundes Realce Margem de citação. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 483 Teoria da identidade social A identidade pode ser estudada em dois níveis, o pessoal e o social (Nascimento, 2010). Para a Teoria da Identidade Social (Tajfel, 1982; Ta jfel; Turner, 1979), ela é pensada em termos das nossas identidades sociais. A identidade social é o conhecimento do indivíduo de que perten ce a um grupo, acrescido de significação e valor emocional (que é a definiçãoclássica de Tajfel, 1978). Esse processo ocorre com a formação das identidades na organização. Assim, a identidade organizacional se refere à representação em um dado período de nossa história atrelado a certo contexto social, que carrega um sistema de ca racterísticas físicas, psicológicas, morais, jurídi cas, sociais e culturais, resultando na definição da pessoa feita por ela mesma ou por outro. Na organização, como em qualquer outro grupo so cial, reunidos na presença física, o self e a identi dade grupal se encontram separados nos proces sos psíquicos (Machado, 2003). Nesse contexto, a TIS (Tajfel, 1982) parte da ligação entre três conceitos básicos: categorização social, identida de social e comparação social. A categorização social é revelada como um instrumento que segmenta, classifica e or dena o ambiente social, servindo também como um sistema de orientação que ajuda a criar e de finir o lugar do indivíduo na sociedade (Nasci mento, 2010). Assim, os grupos sociais (como a organização) contribuem para a construção da identidade social dos seus membros. Para Nas cimento (2010), a identidade social está relacio nada à necessidade de se obter uma imagem po sitiva e diferente do grupo próprio, o que trans cende os limites da semelhança intergrupal no plano das comparações sociais relevantes, geran do satisfação. Como consequência desse proces so, segundo Tajfel (1983), a pessoa pode se man ter no grupo (ou organização) ou então buscar novos grupos que contribuam mais para os as pectos da sua identidade que geram maior satis fação. Se o grupo não preencher esse aspecto, a pessoa tenderá a abandonar o grupo, a não ser que isso se mostre impossível por razões exter nas. Dois ou mais indivíduos que compartilham a mesma identificação social (e organizacional), embora diferentes em outras dimensões sociais (para uma discussão mais aprofundada acerca das dimensões sociais e de diversidade, ver Tor res e PérezNebra, 2004), realizam comparações sociais semelhantes quando operam ou têm sa lientada a mesma identidade social. Essas com parações têm relação com a Teoria da Privação Relativa (Stouffer; Suchman; DeVinney; Star; Williams, 1949), que pode ser encontrada em li vros de Psicologia Social. PARADigmAs e PesquisAs sobRe DiVeRsiDADe e iNClusão Entendese como gestão da diversidade o plane jamento e a implementação, na organização, de sistemas e práticas para tratar as pessoas de ma neira que as potenciais vantagens da diversidade sejam maximizadas, e suas potenciais desvanta gens, minimizadas. A literatura de grupos e equi- pes de trabalho (Kozlowski; Bell, 2003) sugere que os efeitos da diversidade na efetividade ou no de- sempenho das equipes ainda não são claros. Essa falta de claridade se deve principalmente a qua- tro fatores: 1. natureza da tarefa; 2. quais são os resultados que se pretende me- dir (p. ex., criatividade ou tempo de reação); 3. tempo (i.e., no curto prazo, seu efeito tende a ser mais lento e conflituoso; com o passar do tempo, seu efeito melhora, com o grupo tendendo a apresentar-se como mais criati- vo); e 4. o atributo de diversidade mensurado (i.e., de- mografia ou, por exemplo, diferenças em for- mação profissional, personalidade, níveis de habilidade, etc). Todavia, o efeito da diversidade depen de diretamente do seu paradigma, ou da forma com que é pensada na organização. Há concor dância na literatura em relação a quais são aos paradigmas de diversidade que podem ser ado tados pelas organizações. Paradigmas de diversidade (discriminação e justiça, acesso e legitimidade, aprendizagem e efetividade) Três paradigmas são listados por Thomas e Ely (1996) ressaltando os motivos da importân jfagundes Realce TIS jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce ao ressaltarem jfagundes Realce diferente do próprio grupo jfagundes Realce sociais semelhantes quando operam na ou têm salientada a mesma jfagundes Realce sejam maximizadas, com suas potenciais desvantagens jfagundes Realce a quais sã̃o os jfagundes Realce OK? Período atrelado ou organização atrelada? jfagundes Realce Sugestão: verde 484 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) cia das organizações gerirem a diversidade. Os autores nomeiam esses paradigmas como “dis criminação e justiça”, “acesso e legitimidade” e “aprendizagem e efetividade”. Eles estão detalha dos em Torres e PérezNebra (2004). O que se apresenta em seguida é um breve resumo, com a inclusão de discussões até então não incluídas (conforme mostra a Figura 13.3, a seguir). É importante notar que a maioria das pes soas acredita que diversidade no trabalho refe rese apenas ao aumento da representação ra cial, nacional, de gênero ou classe. A questão da distribuição demográfica é importante, mas não suficiente para entender a diversidade. Ou tras variáveis, como estabilidade no cargo, di versidade nos diversos níveis organizacionais e colaboração ou competição entre os cúmplices/ pares (cohort), devem ser consideradas (Alder fer; Sims, 2003). Ou seja, o fenômeno “diversida- de” nas organizações pode ser uma variável tanto antecedente quanto consequente. A diversidade pode ser antecedente de, por exemplo, clima or ganizacional (Ostroff; Kinicki; Tamkins, 2003) ou consequente de políticas organizacionais (Alderfer; Sims, 2003). Os dois primeiros para digmas que têm guiado a maioria das iniciativas de diversidade até hoje são o da discriminação e justiça e do acesso e legitimidade. O paradigma da discriminação e justiça O uso do paradigma da discriminação e justi ça é a dominante. Seu foco é em igualdade de oportunidades, tratamento justo, recrutamento e cumprimento de requisitos legais. Organiza ções que operam com essa orientação filosófica com frequência instituem programas de men tores e desenvolvimento de carreira, especifica mente para mulheres e pessoas não brancas nos seus postos, e treinam outros empregados para respeitarem diferenças culturais. A medida aqui é feita com base na demografia e na estabilidade no cargo. Muitas vezes, há diversidade horizon tal, mas não vertical, ou seja, o quadro fica di verso, mas o tipo de trabalho, não. Sem dúvida, essa perspectiva tem seus benefícios: ela tende a aumentar a diversidade demográfica em uma organização e, frequentemente, tem sucesso na promoção do tratamento justo. Mas esse para digma também tem limitações. A principal de las é a pressuposição implícita de que “nós so mos todos iguais” ou “nós aspiramos ser todos iguais”. Sob esse paradigma, não é desejável que a diversificação da força de trabalho influencie o trabalho ou a cultura da organização. A orga nização deve operar como se todas as pessoas fossem da mesma raça, gênero, nacionalidade e classe social. É pouco provável que os líderes que gerenciam a diversidade sob esse paradig ma explorem como as diferenças das pessoas podem gerar uma diversidade de formas efe tivas de se executar o trabalho, liderar, enten der o mercado, gerenciar os recursos humanos e aprender. O paradigma do acesso e legitimidade Esse paradigma está enraizado na aceitação e ce lebração das diferenças. Nos locais onde foi im plementado, as organizações buscaram mais Figura 13.3 Paradigmas da diversidade cultural em ordem cronológica. Paradigma moral. É prudente para uma organização promover a responsabilidade social e a igualda- de de chances de ascensão para todos os seus membros. Di sc ri m in aç ão e ju st iç a Ac es so e le gi tim id ad e Ap re nd iz ag em e e fe tiv id ad eParadigma legal. No Brasil, assim como em muitos países, exige-se que haja uma cota reser- vada para trabalhadores de algums minorias. Isso obriga as organizaçoes a conviverem com a diver- sidade, como é o caso de cotas para deficientes físicos. Paradigma da eficiên- cia. Diversidade como um fator de desem- penho organizacional. Com certeza, esse é oparadigma que faz com que a diversidade venha sendo cada vez mais procurada pelas organizações. jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce recai sobre jfagundes Realce o jfagundes Realce algumas jfagundes Realce das jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce cortar jfagundes Realce cortar jfagundes Realce a incorporação de discussõ̃es até́ entã̃o nã̃o abordadas no texto de 2004 jfagundes Realce organizações jfagundes Realce Confirmar numeração. jfagundes Realce Confirmar. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 485 acesso a – e tiveram legitimidade com – uma clientela mais diversa, por meio da equiparação da demografia organizacional com aqueles seg mentos de consumo (Thomas; Ely, 1996). Sua principal vantagem referese ao fato de que está baseado no mercado, e o potencial para vanta gem competitiva é uma qualidade que normal mente toda a organização entende e, logo, po de dar suporte. Porém, sua principal limitação (Cox, 1994; Thomas; Ely, 1996) está na busca de nichos de mercado. As organizações de acesso e legitimidade tendem a enfatizar o papel das di ferenças culturais na organização sem realmente analisar essas diferenças para ver se elas na ver dade afetam o trabalho que está sendo feito. Ou seja, o que está por trás é uma perspectiva de que mérito e diversidade são dois polos em um con tínuo: se há mérito, não há possibilidade de di versidade, e viceversa (Alderfer; Sims, 2003). Caso essas características sejam avaliadas indivi dualmente: mérito ou diversidade, em um pro cesso, por exemplo, de recrutamento e seleção, o que pode ocorrer e já foi descrito na literatu ra, é que os lideres escolham os piores candida tos possíveis para minar e afirmar que as políti cas afirmativas não funcionam (cf. Alderfer; Si ms, 2003). O paradigma da aprendizagem e efetividade Nele, as organizações desenvolveram uma visão de diversidade e inclusão que as permite incor porar as contribuições dos empregados ao tra balho da organização. Tais organizações estão realmente encontrando os benefícios da diversi dade e da inclusão. Se o paradigma da discrimi nação e justiça está organizado em torno do te ma da assimilação, o paradigma do acesso e legi timidade gira no conceito oposto: diferenciação ou contraste, no qual o objetivo é colocar pesso as diferentes em situações nas quais suas carac terísticas demográficas estão de acordo com as características dos mercados. Este último para digma, em contraste aos dois anteriores, orga nizase em torno do tema de integração e inclu são. Esse novo modelo para a diversidade leva a organização a internalizar as diferenças entre os empregados de forma que possa aprender e crescer com as diferenças. O foco é: “Somos uma mesma equipe, com as nossas diferenças – e não apesar delas”. A não ser que as organizações que estão atualmente trabalhando com as outras duas perspectivas possam revisar sua visão de diver sidade para evitar pontos cegos cognitivos, vá rias oportunidades serão perdidas, as tensões se rão diagnosticadas erroneamente, e as organiza ções irão continuar percebendo os potenciais de diversidade como efusivos. Logo, uma questão surge: o que acontece com as organizações que seguem a perspectiva emergente que as faz obter o melhor de sua diversidade? As linhas de pes quisa orientadas por Thomas e Ely (1996) suge rem précondições que ajudam as organizações a utilizar as diferenças de grupos de identidade em serviço das organizações e do seu crescimen to e renovação. Essas précondições podem ser encontradas no capítulo de Torres e PérezNe bra (2004) e, em geral, referemse às atitudes, aos comportamentos e às políticas da liderança, à cultura organizacional, à missão e à estrutura organizacional. PesquisAs bRAsileiRAs sobRe DiVeRsiDADe A literatura brasileira ainda parece carecer de produção especializada em diversidade e inclu são. Um levantamento realizado nas bases de da dos Web of Science, Portal de Periódicos da CA PES, Science Direct, ABI/InformGlobal (Pro quest) e Google Acadêmico apontou para 24 artigos publicados sobre o tema em revistas na cionais. Buscouse por artigos publicados entre 2005 e 2013, utilizandose como palavrascha ve os termos “diversidade nas organizações”, “in clusão nas organizações”, “exclusão nas organi zações”, “diversidade e inclusão” e suas respec tivas combinações. Para garantir que todos os estudos sobre o tema fossem identificados, foi utilizada a técnica da “bola de neve” (snowball), que consistiu em verificar as referências biblio gráficas dos estudos selecionados inicialmen te em busca de trabalhos que por algum motivo não tivessem sido apontados pelo levantamen to inicial. Assim, teses, dissertações, artigos com pletos e resumos publicados em anais de con gressos, além de trabalhos ainda em desenvol vimento (i.e., trabalhos em andamento), mas já apresentados, também foram identificados e incluídos, resultando em 32 estudos obtidos. jfagundes Realce baseada jfagundes Realce para ver se elas afetam o trabalho que está́ sendo feito. jfagundes Realce Cortar vírgula jfagundes Realce pes- soas (quebram de linha) jfagundes Realce consiste jfagundes Realce Confuso! Rever. "Caso mérito e diversidade sejam avaliados individualmente, por exemplo em um processo de seleção e recrutamento, pode ocorrer de os líderes escolherem os piores candidatos." - OK? jfagundes Realce Qual capítulo? Especificar. É da obra de Torres? Se sim, cortar "no capítulo de" e inserir "em". jfagundes Realce única - OK? 486 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) A análise das publicações seguiu critérios que abarcassem e descrevessem características rele vantes da obra, tais como o contexto das publi cações, a base teórica utilizada, os procedimen tos metodológicos, as variáveis estudadas e os resultados encontrados. Entre os trabalhos encontrados, alguns parecem ilustrar bem as principais temáticas abordadas no País. Por exemplo, Presotti (2011) buscou identificar as concepções e práticas pa ra a gestão da diversidade cultural nas organiza ções de acordo com os três paradigmas de Tho mas e Ely (1996), citados anteriormente. Entre as organizações investigadas pela autora, ape nas uma apresentou práticas de gestão coeren tes com a perspectiva de aprendizagem e efeti vidade. Ao investigar os resultados da perspec tiva adotada pela organização, observouse que comportamento inclusivo do grupo de trabalho foi aquele que mais explicou a experiência de in clusão dos seus empregados. Em tais resultados – além de indicarem que as organizações brasi leiras atuam, primordialmente, dentro dos para digmas de discriminação e justiça e acesso e le gitimidade (i.e., quando se preocupam com di versidade e inclusão) – o grupo de trabalho, e não a estrutura organizacional como um todo, é que parece ser o catalisador da experiência de inclusão. Já Nascimento (2010) fez uma aplicação direta da Teoria da Identidade Social à diversi dade e à identidade entre policiais militares. Sua “Escala de Identidade Profissional Policial Mili tar”, construída com base na TIS, capturou va liosas evidências sobre ageism (discriminação por idade) e promoção dentro da corporação policial. Ainda sobre ageism, França e Stepansky (2012) apresentaram um panorama brasileiro sobre discriminação contra idosos no trabalho e aposentadoria, enquanto França, Menezes e Si queira (2012) apontaram para a necessidade de se desenvolver um programa de preparação para a aposentadoria junto a trabalhadores que atu am na limpeza urbana, categoria muito pouco pesquisada e alvo de constantes discriminações de classe. Ainda dentro dessa categoria funcional, serventes de limpeza, dois trabalhos conduzidos (Cerqueira; PérezNebra, 2013; Oliveira; Pérez Nebra, 2012;) apontaram que a discriminação no trabalho ocorre de diversas maneiras. Ambas aspesquisas foram feitas com sequências de en trevistas em profundidade. Em geral, nas orga nizações brasileiras, os serventes de limpeza são subcontratados (i.e., terceirizados) e, por esse motivo, considerados de segundo escalão pelos demais funcionários. Também é um tipo de tra balho com alto índice de rotatividade, indicati vo de problema na categoria funcional, e não na empresa. Relatos encontrados sobre a não res posta a um bomdia na sala, sobre a total igno rância ou mesmo curiosidade em saber o nome do terceirizado pelos outros funcionários, entre outros aspectos, são percebidos como invisibili dade do trabalho ou desvalorização social. Es se tipo de trabalho é executado tipicamente por mulheres (Cerqueira; PérezNebra, 2013), ain da que algumas empresas optem por contra tar homens em função de alguns serviços mais pesados (Oliveira; PérezNebra, 2012). A baixa qualificação profissional, o sentido e o significa do do trabalho esvaziados, a percepção do tra balho como discriminado são desafios que esses indivíduos enfrentam no dia a dia do seu am biente de trabalho. Invisibilidade social também foi tema de pesquisa de Costa (2004) no seu tra balho na Universidade de São Paulo (USP) com garis. Zauli, Torres e Galinkin (2012) investi garam as oportunidades das mulheres em ter mos de igualdade na ocupação de cargos de al ta chefia na Câmara dos Deputados Federal, de senvolvendo uma medida para analisar a atitude dos servidores quanto a possibilidades e limi tes de ascensão da mulher na estrutura de car gos da organização. Os autores observaram que as oportunidades de ocupar cargo de alta che fia são menores para mulheres do que para ho mens, mesmo com mulheres apresentando uma capacitação mais alta do que eles. Tal efeito é descrito como “teto de vidro” (i.e., glassceiling) nas organizações púbicas brasileiras. O mesmo também foi observado por Zidório (2012) em organizações hospitalares. Já Irigaray, Saraiva e Carrieri (2010) analisaram a discriminação por orientação sexual nas organizações, destacando o humor dos heterossexuais sobre os homosse xuais como forma de manifestação dessa discri minação, corriqueiramente legitimado pela or ganização. Saraiva e Irigaray (2009) analisaram a efe tividade da implementação de políticas de di versidade em filiais brasileiras de uma empresa multinacional, sugerindo a existência de contra jfagundes Realce examinar jfagundes Realce de segunda classe jfagundes Realce TIS jfagundes Realce a- tuam (quebra de linha). jfagundes Realce "bom dia" jfagundes Realce falta de jfagundes Realce elas jfagundes Realce Manter, está ok. jfagundes Realce Manter, está ok. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 487 dições entre os discursos e as práticas adotadas. Para os autores, essas contradições ocorrem, en tre outros fatores, por um direcionamento das políticas de diversidade e inclusão mais voltadas para o mercado do que para as demandas da so ciedade, o que novamente aponta para a preva lência dos paradigmas de discriminação e justiça e acesso e legitimidade (Thomas; Ely, 1996) en tre as organizações brasileiras. Coelho (2012) realizou uma pesquisa so bre trabalhadores com deficiência. A autora en trevistou diversos trabalhadores com variadas categorias de deficiência e descreveu como as pessoas com deficiência (PCDs) se percebem no desempenho do seu trabalho. Em termos gerais, as PCDs não se percebem limitadas. Muito pelo contrário, elas relatam o espanto das outras pes soas ao verem uma PCD trabalhando, talvez re lacionando o trabalho a alguma forma de hero ísmo, e não à competência ou à possibilidade de que aquele tipo de trabalho seja desempenhado por pessoas diferentes. Há, com frequência, rela tos de comparação social downword, ou seja, de se comparar com pessoas com deficiências mais severas para se sentirem melhores e mais capa zes (como previsto pela Teoria da Comparação Social, Festinger, 1954). O paradigma claro que vivem esses participantes é de discriminação e justiça, pois todos foram selecionados para o trabalho graças a sistemas variados de cotas. Va le notar, entretanto, que os profissionais que tra balham em recrutamento e seleção, muitas ve zes, sofrem com os programas governamentais e com o desinteresse de alguns grupos de PCDs em trabalhar (Thompson, 2010). Algumas vezes se apresenta uma oportunidade de trabalho, o profissional é localizado no mercado, mas não demonstra interesse no trabalho, uma vez que a bolsa provida pelo Estado é similar ou maior ao oferecido pela posição. Assim, os programas as sistencialistas acabam por também prejudicar a entrada de PCDs no mercado de trabalho. Apa rentemente, estáse “provendo o peixe”, mas não “ensinando a pescar” e isso tem sido um desafio para a área e para o Estado. Destaque deve ser dado para os estudos conduzidos por Hanashiro tanto sobre diversi dade quanto sobre inclusão. Com uma produ ção profícua, a autora e seus colaboradores têm investigado ambos os conceitos no País, proven do grande contribuição para a compreensão e mensuração desses fenômenos organizacionais na cultura brasileira. Por exemplo, em 2011, Pe reira e Hanashiro apresentaram uma escala de atitudes para ações organizacionais em prol da valorização da diversidade e, em seguida, apre sentaram junto com colegas (Hanashiro; Torres; Ferdman; D´Amario, 2011), evidências de va lidação da escala de comportamento de inclu são organizacional no Brasil, originalmente de senvolvida por Ferdman e colaboradores (2009) nos Estados Unidos, obtendo uma versão emic da medida para o País. Tal escala preenche uma lacuna na operacionalização do conceito de in clusão, que sistematicamente (e não apenas na literatura brasileira) tem tido uma evolução nés cia quando comparado ao de diversidade. Entre outros trabalhos desenvolvidos pela autora, po dem ainda ser citadas a proposição de um mo delo teórico (Pereira; Hanashiro, 2010) para a compreensão da atitude ante a diversidade nas organizações e a organização de uma especial da Revista de Administração Mackenzie (RAM) so bre diversidade e inclusão nas organizações, na qual 6 dos 24 artigos encontrados foram obtidos (Hanashiro; Torres, 2010) Notase, no relato apresentado, que alguns trabalhos acadêmicos no Brasil já estão sendo desenvolvidos, o que claramente mostra uma diferença do que foi apresentado no capítulo de 2004. Ainda há, no entanto, necessidade de in vestigação de vários outros temas de pesquisa. Como agenda de pesquisa, sugerese a avalia ção de programas de intervenção. Pesquisas so bre intervenção são raras no Brasil, e nessa área não seria diferente. Além disso, aquilo que não é avaliado não é valorizado. Logo, para a própria valorização das ações de diversidade e inclusão no País, há a necessidade de avaliações sistemá ticas dos programas já implementados. Algu mas subáreas de pesquisa praticamente inexis tem, como, por exemplo, desempenho no tra balho (exceção para Falcão, 2007), criatividade, subsistemas organizacionais. Estas e outras são um campo profícuo de pesquisas na área, além de prover claras implicações gerenciais. geReNCiAmeNTo DA DiVeRsiDADe Observase um crescente movimento de organi zações no sentido de adotar programas de ges tão da diversidade e, em menor grau, de inclusão como parte das suas estratégias organizacionais. jfagundes Realce GESTÃO DA DIVERSIDADE (Segundo tabela de alterações dos autores). jfagundes Realce itálico jfagundes Realce heroís- mo (quebra de linha) jfagundes Realce 2010). jfagundes Realce C. Alta jfagundes Realce C. Alta jfagundes Realce C. Alta jfagundes Realce C. Alta jfagundes Realce downward - OK? jfagundes Realce edição especial? jfagundes Realce Manter, está ok. jfagundes Realce Manter, está ok. jfagundes Realce Manter, está ok. 488 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) Para Presotti (2011), porém, esse movimento não vem acompanhado de aprofundamento da literatura sobre o tema, sendo os movimen tos sociais antidiscriminação (p. ex., políticas de ação afirmativa) e de responsabilidade social das empresas os principais agentes de difusão de práticas de gestão da diversidade para as organi zações brasileiras (Alves & GaleãoSilva, 2004). As políticas de ações afirmativas atendem às ra zões morais e legais de favorecer a diversidade nas organizações. Já a gestão da diversidade e da inclusão está ligada a motivos econômicos, sen do focada na perspectiva de que administrar a diversidade pode trazer benefícios financeiros, além de cumprir com a responsabilidade so cial e com a legislação. Mor Barak (2005) e Cox (1993) enfatizam a necessidade de administrar a diversidade crescente nas organizações, por ser este um processo inevitável e irreversível dian te das mudanças demográficas e das exigências do mercado. A gestão da diversidade defende uma transformação sistêmica da organização e não se preocupa apenas com os sistemas de recru tamento e seleção nas organizações. Logo, con forme aponta Presotti (2011), a gestão da diver- sidade e da inclusão tem início com um diagnósti- co acerca da demografia, da diversidade cultural da organização e das estatísticas de sua força de trabalho, ou seja, este seria o primeiro passo. Só então é que se pode desenvolver um plano de di versidade, que passa por todos os subsistemas organizacionais. Logo, um ciclo é formado (con forme mostra a Fig. 15.4). Por meio de políti cas institucionais, a começar pela profissiografia ou descrição de cargo, incluemse aí os aspectos a serem valorizados nos diferentes subsistemas (desde demográficos, passando por competên cias e formação). O recrutamento e a seleção (muitas vezes ligados às ações afirmativas, espe cialmente nos casos em que se tem um contin gente demograficamente homogêneo na organi zação – seja por razões políticas ou históricas), obtémse a pluralidade demográfica organiza cional. Por meio de programas de treinamento e de outras ações organizacionais, podese con cretizar o passo seguinte, a gestão da diversidade na organização, que vai muito além da sua plu ralidade ou heterogeneidade demográfica. As sim, apenas com a gestão da diversidade em cur so é que se pode criar uma cultura de inclusão, e essa cultura de inclusão é que levará à concre tização de sistema de contratação e promoção que reforçarão a própria diversidade. Esses pas sos estão representados na Figura 13.4 a seguir. A gestão da diversidade se distingue das ações afirmativas em função de duas variáveis: os grupos atingidos e os efeitos nas empresas (Alves; GaleãoSilva, 2004). Na ação afirmativa, as mudanças provocadas nas organizações são decorrências de pressões coercitivas externas, como as leis de cotas para grupos de minoria ou historicamente discriminados. Na diversidade, todas as diferentes identidades são contempla das, e sua gestão eficaz e efetiva faz a inclusão ser vista como vantagem competitiva para a organi zação. Precisamente por esse motivo é que há a necessidade de um diagnóstico acerca da demo grafia e da diversidade cultural da organização, ou seja, da própria estrutura organizacional. Figura 13.4 etapas a serem seguidas na gestão da diversidade cultural. Diagnóstico Demografia organizacional vertical e horizontal; competências e formação Desenhar práticas e políticas Valorização da diversidade nos diversos níveis. Treinamento interno principalmente com os gestores. Provisão Recrutamento e seleção Aplicação Descrição de cargo e tarefas; Avaliação de desempenho no nível individual. manutenção Compensação e benefícios Desenvolvimento TD&E; aprendizagem organizacional monitoramento Auditoria de RH Lucro; produtividade; criatividade jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce O espaçamento entre as linhas da Figura 13.4 não está uniforme. Cada linha tem um espaço diferente da outra. Favor conferir o arquivo original enviado. jfagundes Realce C. Baixa jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce Assim, um ciclo começa a se formar. jfagundes Realce Abrir sigla? jfagundes Realce Com o recrutamento e a seleção, obtém-se a (...) OK? jfagundes Realce Confuso! Rever. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 489 A compreensão da estrutura organizacio nal “ajuda a diferenciar as partes de uma orga nização e, simultaneamente, a manter tais par tes interligadas, criando e reforçando, no in terior do grupo e entre os grupos, relações de interdependência, de previsibilidade e de hierar quia” (Loiola e cols., 2004, p. 92). Em vista disso, a compreensão da estrutura permite conhecer as partes da organização, seus mecanismos de con trole e as funções de seus atores, indicando ele mentos de relações intergrupais e de poder, fa zendose relevante na compreensão da diversi dade na organização (Presotti, 2011). Um dos problemas de gerir uma força de trabalho diversa advém da dificuldade dos pró prios gestores de compreender amplamente sua dinâmica e abstrairse de suas próprias atitudes preconceituosas para desencadear o potencial impingido nos grupos multiculturais (Mor Ba rak, 2005). Daí a necessidade, como passo pos terior ao diagnóstico, dos programas de trei namento e de ações organizacionais voltados à diversidade e com vistas à inclusão. Tais pro gramas, logo, não devem enfocar apenas a for ça de trabalho operacional como também suas lideranças. Isso significa ir além da valorização da diversidade e criar um ambiente de trabalho inclusivo, pois as iniciativas de inclusão contri buem para a efetividade das ações de diversidade (Hanashiro; Torres; Ferdman; D´amario, 2011). Dessa forma, o desafio que se lança às pessoas interessadas na diversidade não é somente de promovêla e valorizála como também de al cançar sua meta última, a inclusão. AVAliAção DA DiVeRsiDADe e iNClusão Retomando o que foi apresentado anteriormen te, a diversidade é caracterizada pela represen tação de pessoas com diferentes níveis de simi laridades, enquanto a inclusão pode ser com preendida pelas diferentes perspectivas e por estruturas políticas e práticas para reconhecer e usar essas perspectivas (Roberson, 2006). Logo, a inclusão vai além da diversidade, referindose tanto à representação numérica de todos os gru pos sociais quanto à condição em que estes po dem ser autênticos e participar da organização de forma efetiva (Presotti, 2011). A condução da diversidade para a inclusão, dessa forma, pare ce estar fundamentada nas condições para ga rantir que as características das pessoas e de seus grupos sejam valorizadas e utilizadas. Mas co mo avaliar esses aspectos do ponto de vista or ganizacional? Programas de diversidade podem ser ava liados sob diferentes aspectos. Uma forma de analisar seus impactos é por meio da estrutu- ra organizacional, da sua efetividade e da satis- fação provocada nos empregados e clientes (Ja coby; Hoyer; Brief, 1992; Ryan; Ployhart, 2003). Para tal, variáveis de resultado devem ser clara mente investigadas (Ghiselli, Campbell & Zede ck, 1981). Com os empregados, estas são: taxas de rotatividade e absenteísmo, demografia or ganizacional horizontal e vertical, desempenho, criatividade e aumento de vendas como resulta do da implementação do programa, que podem ser obtidas por meio da avaliação da satisfação dos empregados com o trabalho, da qualidade de vida no trabalho e da percepção de autoefi cácia (Rossi; Freeman, 1993). Com os clientes, as variáveis de estudo são: satisfação de cliente, avaliação de qualidade de serviço e/ou produ to, tipos de interação com o cliente, entre outras (Ryan; Ployhart, 2003). Medidas de rotatividade, absenteísmo e demografia são simples e fáceis de serem ob tidas se a área de gestão de pessoas for mini mamente estruturada. Outras medidas podem ser obtidas por meio de instrumentospsico métricos válidos e confiáveis, desenvolvidos ou não para a organização avaliada. Instrumentos que medem clima organizacional, por exemplo, além de avaliarem a própria percepção do cli ma da organização, também fornecem dados e evidências sobre a satisfação dos empregados com a organização e seu trabalho, que podem estar associados diretamente ao programa (há vários instrumentos disponíveis em Siqueira, Ed. 2008 já validados e com sugestões de uso nas organizações). Ely e Thomas (2001) propuseram um mo delo de avaliação que destaca as relações entre a diversidade de identidades culturais e o funcio namento dos grupos de trabalho com base na identificação de resultados intermediários, mais fáceis de identificar por estarem mais proxima mente relacionadas à composição cultural do grupo de trabalho (Fig. 13.5). Esses resultados incluíram processos de grupo e as experiências individuais que pareciam acompanhar as pers pectivas de diversidade, sendo eles: jfagundes Realce e de abstrair-se de seus pró́prios preconceitos para desencadear jfagundes Realce , mas jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce se obter jfagundes Realce Confirmar numeração. jfagundes Realce Margem de citação. 490 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) 1. a natureza das relações raciais no ambiente de trabalho imediato das pessoas, incluin do a natureza do conflito e da resolução de conflitos; 2. o grau em que os participantes se sentem valorizados e respeitados por colegas e su pervisores; e 3. o significado e a importância atribuída pe los participantes a sua própria identidade no trabalho, inclusive se e como eles pesso almente se valorizam e se expressam como membros de seu grupo de identidade racial. Entre as possíveis dimensões de diversida de (raça, gênero, orientação sexual, etc.), Ely e Thomas (2001) apontam que o fato de compar tilharem muitas das características básicas des critas, a proposta de modelo de avaliação pos sibilita sua generalização para as diferentes di mensões de diversidade. Outro ponto essencial está na mensura ção dos resultados da inclusão para os grupos de trabalho intermediários. Embora diversida de e inclusão possam ser consideradas duas fa ces da mesma moeda (Hanashiro; Torres; Fer dman; D´Amario, 2011), a distinção elementar entre os conceitos se dá na medida em que a di- versidade se refere à composição da força de tra- balho, enquanto a inclusão alude à maneira que as pessoas são tratadas e participam dos proces- sos organizacionais. Logo, Ferdman e colabora dores (2009) apresentam um modelo que sugere aspectos a serem apreciados em uma avaliação de inclusão organizacional, resumidos na Figu ra 13.6. Após os comentários finais, são apresenta dos os instrumentos de medida citados ao longo do capítulo como forma de facilitar e de guiar o leitor que tenha interesse em desenvolver uma pesquisa acadêmica ou iniciar um processo de avaliação da diversidade e de inclusão na sua or ganização. CoNsiDeRAções fiNAis A diversidade cultural nas organizações significa a inclusão de pessoas diferentes. E o que é mais importante: a diversidade e a inclusão reconhe cem, reforçam e valorizam as diferenças e simi laridades entre as pessoas, que irão ajudar a atin gir os objetivos organizacionais e individuais em uma proposta ganhaganha. Organizações cul turalmente diversas têm o potencial tanto para obter fortes vantagens competitivas como pa ra serem disfuncionais. Em uma ilustração sim ples dessa ideia, vemos que a ação de apontar os grupos raciais por meio de apelidos é conside Figura 13.5 relação entre a diversidade e o funcionamento do grupo de trabalho. adaptada de ely e thomas (2001, p. 236). Diversidade nas identidades culturais funcionamento do grupo de trabalho Resultados grupais intermediários Perspectiva de diversidade do grupo de trabalho Qualidade das relações intergrupais Grau em que se sente valorizado e respeitado Significado e importância atribuída à identi- dade cultural no trabalho jfagundes Realce as outras dimensões. jfagundes Realce pes- soalmente (quebra de linha) jfagundes Realce Confirmar. jfagundes Realce a natureza das relações entre os diferentes grupos de identidade no ambiente de trabalho imediato das pessoas. - OK? Na tabela, consta como número 2. CONFIRMAR. jfagundes Realce Confirmar numeração. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 491 rada, no Brasil, uma prática amistosa e carinho sa (Rothblatt, 2003), contribuindo para a no ção de “democracia racial” do País. Todavia, essa consciência racial é pluralística em simbolismo, incluindo raça, classe social e posição social si multaneamente, o que cria uma forma particu larmente virulenta do racismo: o racismo silen cioso (Mikulak, 2011). A gestão da diversidade ensina, entre ou tras coisas, que, quando lidamos com ismos nas organizações, mesmo se a intenção inicial for a de fazer um elogio ou uma simples brincadei ra, os efeitos de continuamente se engajar nesses comportamentos serão detrimentais à organiza ção. Novamente, o efeito é diferente da intenção. Já diz o ditado popular que, “de boas intenções, o inferno está cheio”. Logo, diversidade cultural relacionase a uma comunicação incrementada, às melhores formas de resolução de problemas, às tomadas de decisão mais efetivas, à produti vidade aumentada, à maior flexibilidade e à al ta moral entre os empregados. Estamos falando claramente de treinamentos de domínio predo minantemente afetivo (veja mais no Capítulo 7 deste livro e, caso queira aprofundarse mais em treinamento, veja BorgesAndrade; Abbad; Mourão, 2006). É importante considerar, contudo, que, no Brasil, há certa valorização das origens diferen tes dos indivíduos, mas as posições de trabalho ainda são definidas pelas origens econômicas e raciais (Fleury, 1999). Ainda, existem regiões, religiões, cores de pele, etc., que são avaliadas como mais trabalhadoras do que outras. Ou se ja, chamam pela necessidade de gerenciar a di versidade. Mas existe uma única maneira de ge renciar a diversidade? Devemos rejeitar ou acei tar e dar ênfase aos sistemas de cotas e às ações afirmativas? E o homem branco, heterosse xual, 1,8 filhos, não está sendo esquecido? Qual a “melhor” forma de tratarmos as mulheres, pes soas não brancas, PCDs ou pessoas com defi ciência, ou pessoas com necessidades especiais (PNEs) e outros grupos de “minorias” na orga nização? O tema é inquietante e desafiador. Se vo cê já sofreu alguma discriminação por ser, por exemplo, brasileiro (fora do país), por ser mu lher, por ser homossexual, por ser mãe ou pai, por não ter um Camaro ou Lamborghini, por ser moreno, etc., vai entender que essa discrimi nação, ocorrendo todos os dias ao sair de casa, é um suplício que pode ser modificado. Essa mu dança é lenta, mas não é nem tão difícil e me nos ainda cara. Além de uma questão de lucra tividade (claro, o empresário precisa pensar nis so, porque, se não sobreviver, ele manda a todos embora), é uma questão humana, de justiça, de igualdade, de valorização e, por que não, de di vertimento! O que apresentamos aqui foram al guns conceitos e ferramentas para que se traba lhe e, fundamentalmente, se entenda o processo da diversidade no contexto organizacional, que esperamos que sejam úteis. Figura 13.6 relação entre o comportamento inclusivo e a experiência de inclusão. adaptada de Ferdman e colaboradores (2011). Características pessoais (idade, cargo, gênero, raça/etnia, etc.) Comportamento inclusivo experiência de inclusão fatores de grupo de trabalho e organizacionais (tamanho da organização, iniciativas de diversidade, tamanho do grupo de trabalho, etc.) jfagundes Realce gerir jfagundes Realce gerir jfagundes Realce Além disso, jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce País jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce e, menos ainda, jfagundes Realce os quais jfagundes RealceConfirmar. jfagundes Realce OK? Confirmar. jfagundes Realce Capítulo 6? Confirmar. jfagundes Realce negro - OK? 492 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) caso 1 O trabalho aqui apresentado é de Sampaio (2013). A pesquisa realizada por ele foi com sentenciados em regime de prisão domiciliar e regime semiaberto no Distrito Federal. Os trabalhadores presos são beneficiados pela Lei de Execução Penal (nº 7.210/84), cujo objetivo é ressocialização e inserção so- cial pelo aprendizado de novas práticas profissionais e pelo trabalho remunerado. O impacto previsto é possibilitar melhora no ambiente prisional, gerar uma nova perspectiva de vida fora da prisão e dimi- nuir os índices de reincidência. Neste caso, os presidiários cumprem pena em regime fechado e saem durante o dia para trabalhar em um órgão público. Esses funcionários, em processo de ressocialização, em geral exercem trabalhos relacionados a limpeza e manutenção predial. Sampaio, em sua pesquisa, teve um interesse preliminar em descrever como os presidiários ava- liavam essa possibilidade de trabalho (similar ao realizado 15 anos antes por Lemos; Mazzilli; Klering, 1998). Em meio às entrevistas, o tema de discriminação no trabalho apareceu e chamou a atenção. O foco da pesquisa, portanto, mudou para essa temática, e uma sequência de pesquisas foi realizada. A primeira comparou o discurso dos servidores públicos que tinham contato com esses presidiários e dos próprios presidiários. Como resultado, apareceu o medo, em falas como: “Já ouvi nos corredores [o cri- me cometido] – trato bem porque ele sabe meu endereço, onde deixo o carro, minha família... eu tenho medo, sabe?”. Até a discriminação é percebida pelos servidores: “Há um preconceito velado por par- te dos servidores públicos. E que esse preconceito torna-se evidente em situações de comemorações no órgão. Os sentenciados nunca são convidados para participar de eventos tipo: chá de bebê, aniver- sários, festa de fim de ano, ou seja, nenhum tipo de comemoração com os servidores. Os sentenciados são excluídos das festividades do órgão. Mais que isso, para os servidores, eles ‘não existem’ quando se trata de comemorações festivas. Eles nem sequer são lembrados”. Por parte dos sentenciados, a discri- minação materializa-se em falas como “trabalho como garçom, e, quando vou servir algumas pessoas, estas não respondem o cumprimento de bom-dia ou boa-tarde. Muitos viram a cara quando vão receber o café ou a água, tenho que fingir que as situações são normais para não ser devolvido para a FUNAP. Esse tipo de discriminação me deixa muito aborrecido e estressado e, quando volto para casa, acabo descarregando tudo nas pessoas de lá”. A partir desses relatos, o Estudo 2 descreveu quais as estratégias de enfrentamento (i.e., coping) utilizadas por esses funcionários para enfrentar a discriminação. Como resultado, obteve que o afasta- mento (ou distanciamento) é a estratégia mais utilizada pelos beneficiários. O afastamento é uma es- tratégia pouco adaptativa e “descreve os esforços cognitivos de desprendimento e minimização da situ- ação” (Pais-Ribeiro; Santos, 2001). Por fim, o pesquisador (comunicação pessoal) relata que ex-presidiários procuram-no e relataram a impossibilidade de conseguir um trabalho ou emprego por sua marca de ter sido um presidiário, mar- ca esta que aparece nos documentos legais individuais e quando as empresas, no processo de recruta- mento e seleção, fazem levantamento sobre a vida pregressa do indivíduo e impedem sua entrada, em geral alegando qualquer pretexto. questões para reflexão 1. Como você faria a avaliação da estratégia utilizada pelo Estado nesse órgão público? 2. Qual o paradigma utilizado pelo Estado para inclusão desses funcionários no órgão público? 3. Por que a inclusão, como entendida no capítulo, está sendo, ou não, observada nesse caso? 4. Quais os fenômenos sociais nos níveis grupal e individual observados nesse relato? 5. Que estratégia de intervenção você utilizaria para modificar a discriminação percebida pelos grupos entre os sentenciados e funcionários? 6. Por que a sociedade ainda não aceita esses funcionários, mesmo que tenham cumprido sua pena? 7. O que pode ser feito para modificar o quadro dos ex-sentenciados? jfagundes Realce envolve jfagundes Realce é promover jfagundes Realce por meio do jfagundes Realce de jfagundes Realce à pesquisa realizada jfagundes Realce Cortar jfagundes Realce e com o dos jfagundes Realce bom dia ou boa tarde. jfagundes Realce situa- ção (quebra de linha) jfagundes Realce 2001, p. 493). jfagundes Realce Título? jfagundes Realce Está se referindo aos presidiários dentro dos órgãos públicos? Se sim, sugiro suprimir: "Em processo de ressocialização, em geral..." jfagundes Realce Do que se trata? Não é mencionado. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 493 caso 2 Amanda Zauli (Zauli-Fellows, 2006; Zauli et al., 2012), observando o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho especializado no Brasil, mas com a manutenção de rendimentos menores e me- nores oportunidades de ascensão profissional, investigou as oportunidades de ascensão da mulher na carreira, em termos de igualdade na ocupação de cargos de direção na Câmara dos Deputados Federal (CD). Seu interesse, pois, era o de investigar a situação da mulher em uma organização pública no País. Para isso, a autora construiu uma medida para identificar a percepção dos servidores da CD quanto às oportunidades que as mulheres têm de assumir cargos de direção; verificou a percepção dos funcioná- rios quanto ao exercício por mulheres de cargos de direção na CD, identificando as diferenças na per- cepção de servidoras e de servidores; investigou as diferenças na percepção de servidoras ocupantes de cargos de direção e de servidoras não ocupantes de cargos de direção quanto ao exercício por mulheres de cargos de direção na CD; e, por último, descreveu como as servidoras da CD percebem as oportuni- dades de ascensão da mulher na carreira. Após analisar os resultados de 10 entrevistas semiestrutura- das com servidores da CD, a autora construiu e aplicou sua medida de percepção quanto à igualdade de oportunidade de ascensão. Pesquisando 1.320 servidores – uma amostra censitária da organização (50,3% de mulheres), a autora obteve, com a medida, quatro fatores, descritos a seguir: 1. percepção do exercício por homens de cargos de alta chefia (i.e., razões de ocupação de cargos de chefia por homens; exemplo de item: “os homens têm mais oportunidade de ascensão por causa do preconceito contra mulheres”); 2. percepção de treinamento e desenvolvimento (crença da organização no valor do desenvolvimento do colaborador; exemplo de item: “nesta organização se investe muito no treinamento dos funcioná- rios”); 3. percepção do exercício por mulheres de cargos de alta chefia (aspectos sobre a mulher na chefia; exemplo de item: “mulheres têm mais sensibilidade do que os homens para tarefas que envolvem relacionamento interpessoal”); 4. percepção do conservadorismo relativo às mulheres (descrença da mulher na respectiva competên- cia; exemplo de item: “mesmo que tenham competência, as mulheres não desejam ocupar cargos de alta chefia”). Seus principais resultados foram que: a) mulheres, mais do que os homens, consideram que a dimensão de gênero tem maior influência nas questões administrativas e hierárquicas; b) homens são mais conservadores quanto à participação das mulheres em postos de mando na área administrativa; c) homens, mais do que as mulheres, atribuem maior importância ao oferecimento de treinamento e ao desenvolvimento das habilidades e competências dos servidores; d) os ocupantes de postos de chefia têm visão mais conservadora do exercício do cargo de direção no que se refere a gênero independente do seu próprio sexo, com a percepção de que ser do sexo mas- culino habilita mais uma pessoa para ser chefe do que treinamento e desenvolvimento; e e) mulheresnão ocupantes de cargo de chefia se consideram preteridas na indicação para cargo de di- reção por serem do sexo feminino. Esses resultados apontam que há uma percepção, entre os servidores, de não igualdade de oportu- nidades para postos de mando. Apesar de mulheres terem conseguido avanços consideráveis no merca- do de trabalho e, segundo Zauli e colaboradores (2012), estarem caminhando para romper o teto de vi- dro, em termos de igualdade de oportunidades, pelo menos nessa organização pública federal, ele ain- da persiste. O resultado propicia a compreensão da importância que a CD dá à diversidade e à inclusão, ao menos em termos de igualdade de oportunidades para os sexos. questões para reflexão 1. Por que podemos afirmar que o teto de vidro ainda existe para as mulheres no Brasil? 2. Como os resultados de Zauli se relacionam às organizações privadas? (continua) jfagundes Realce era jfagundes Realce os seguintes: jfagundes Realce Substituir pelo marcador. jfagundes Realce Substituir pelo marcador. jfagundes Realce Substituir pelo marcador. jfagundes Realce Substituir pelo marcador. jfagundes Realce Substituir pelo marcador. jfagundes Realce gênero, independentemente jfagundes Realce Título? 494 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) caso 2 (continuação) FERDMAN, B. M; BARRERA, V; ALLEN, A. A; VUONG, V. Inclusive behavior and the experience of inclusion. Gender and diversity in organizations division. Academy of Management. Chicago, 2009. Adaptada para o Brasil por: HANASHIRO, D. M. M.; TORRES, C. V.; FERDMAN, B. M.; D´AMARIO, E. Q. Medindo Inclusão no Ambiente Organizacional: Uma Visão “Emic” da Escala de Comportamento Inclusivo. Trabalho apresentado no XXXV Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Rio de Janeiro, RJ. 2011. FERDMAN, B. M; BARRERA, V; ALLEN, A. A; VUONG, V. Inclusive behavior and the experience of inclusion. Gender and diversity in organizations division. Academy of Management. Chicago, 2009. Adaptada para o Brasil por: HANASHIRO, D. M. M.; TORRES, C. V.; FERDMAN, B. M.; D´AMARIO, E. Q. Medindo Inclusão no Ambiente Organizacional: Uma Visão “Emic” da Escala de Comportamento Inclusivo. Trabalho apresentado no XXXV Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Rio de Janeiro, RJ. 2011. ZAULI, A.; TORRES, C. V.; GALINKIN, A. L. Câmara dos Deputados: democracia e igualdade de oportunidades entre mulheres e homens? Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, v. 15, n.1, p. 49-64, 2012. MOR BARAK, M. E.; CHERIN, D. A. A tool to expand Organizational understanding of workforce diversity: Developing a measure of Inclusion- -Exclusion. Administration in Social Work, v. 22, n. 1, 47-64, 1998. (sem adaptação para o Brasil) 3. Por que as mulheres, mais do que os homens, consideram que a dimensão de gênero tem maior in- fluência nas questões administrativas e hierárquicas? 4. Como isso se relaciona aos mecanismos de estereótipo, preconceito e discriminação descritos no ca- pítulo? 5. Zauli observou que mesmo as mulheres ocupantes de cargos de chefia têm uma visão mais conser- vadora do exercício do cargo no que se refere a gênero. Como isso se relaciona aos mecanismos de exclusão nas organizações? 6. Diante da situação apresentada no Caso, como você desenvolveria uma ação de diversidade e inclu- são para a CD? Quais seriam as etapas a serem implementadas? medidas de interesse A literatura aponta algumas medidas que foram desenvolvidas para avaliar diferentes aspectos rela- cionados à diversidade e à inclusão nas organizações. Embora algumas ainda não tenham uma versão adaptada para o contexto brasileiro, ou tenham sido desenvolvidas no País, todas se mostram como fer- ramentas úteis e de apoio às ações de diversidade e inclusão organizacional. No quadro que segue, são citadas as medidas encontras na literatura, assim como duas referências mais gerais, mas que também remetem a medidas de interesse. escala de Comportamento inclusivo organizacional (eCio) escala de inclusão escala de Percepção de igualdade de oportunida- des entre mulheres e Homens escala de Participação ou exclusão de Processos organizacionais escala/medida Referência (continua) jfagundes Realce Especificar. jfagundes Realce o caso descrito na questão anterior? jfagundes Realce OK? Psicologia, organizações e trabalho no Brasil 495 RefeRêNCiAs ALDERFER, C. P.; SIMS, A. D. Diversity in orga nizations. In: W. C. BORMAN, D. R. ILGEN, R. J. KLIMONSKI (Eds.), Industrial and Organizational Psychology. 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Favor retirar o hiperlink. Não sabemos porque houve este erro. jfagundes Realce Comentário dos autores: Todos os capítulos do Handbook estão com problema. Favor retirar hiperlink. (destacados em amarelo). 496 zanelli, Borges-andrade & Bastos (orgs.) ção apresentada ao Curso de Mestrado da Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade FUMEC, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Administração. Orientador: Prof. Dr. Daniel Jar dim Pardini. 2007. FERDMAN, B. M; BARRERA, V; ALLEN, A. A; VUONG, V. Inclusive behavior and the experience of inclusion. Gender and diversity in organizations divi sion. Academy of Management. Chicago, 2009. FERDMAN, B. M. Cultural identity and diversity in or ganizations: Bridging the gap between group differen ces and individual uniqueness. In M. M. CHEMERS; S. OSKAMP,; M. A. COSTANZO, (Eds.), Diversity in organizations: New perspectives for a changing workplace (pp. 3761). Thousand Oaks, CA: Sage. 1995. FERDMAN, B. M. 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