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Unidade 4
Projetos, Elementos do Canteiro 
e a Mão de Obra 
Fundamentos da 
Construção Civil
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA VANESSA FERREIRA DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
GISELE MEDINA
AUTORIA
Gisele Medina
Olá! Meu nome é Gisele Medina. Sou formada na área de Construção 
Civil e pós-graduada nas áreas de Educação e Meio Ambiente, com 
experiência técnico-profissional de mais de 13 anos na área de educação. 
Atuei em empresas como a Secretária de Educação do Estado do Paraná 
e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, entre outras instituições 
de ensino. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha 
experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. 
Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de 
autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase 
de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando necessária 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento;
REFLITA:
se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a ser 
refletido ou discutido 
sobre;
ACESSE: 
se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada;
TESTANDO:
quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Projetos e planilhas de controle de obras civis ............................ 12
Projeto arquitetônico..................................................................................................................... 12
Processo de projeto ................................................................................................... 14
Projeto de instalação elétrica ................................................................................................. 17
Diagramas ..........................................................................................................................18
Diagrama Unifilar ..........................................................................................................18
Diagrama Funcional ....................................................................................................18
Diagrama Multifilar ......................................................................................................18
Diagrama de Distribuição ....................................................................................... 19
Instalações hidro-sanitárias ..................................................................................................... 19
Planilhas ................................................................................................................................................ 20
O planejamento da obra ........................................................................................ 22
Planejamento .....................................................................................................................................22
Orçamento ........................................................................................................................23
Projeto ..................................................................................................................................24
Tipos de orçamentos ................................................................................................26
Orçamento paramétrico ..........................................................................................27
Orçamento para registro da edificação em condomínio ................27
Orçamento caracterizado ......................................................................................28
Discriminação orçamentária ....................................................................................................29
Especificações técnicas ............................................................................................................ 30
O canteiro de obra ......................................................................................32
Tipos de canteiro ...........................................................................................................................32
Instalações de infraestrutura ..................................................................................................32
Fornecimento de água ................................................................................................................33
Esgoto da obra ..................................................................................................................................33
Instalações elétricas .....................................................................................................................33
Áreas operacionais .........................................................................................................................34
Almoxarifado ...................................................................................................................34
Central de carpintaria ................................................................................................35
Central de concreto e argamassas .................................................................35
Central de montagem das armaduras .........................................................35
Áreas de vivência ........................................................................................................................... 36
Refeitório ........................................................................................................................... 36
Escritório da obra ........................................................................................................ 36
Vestiário e alojamentos ...........................................................................................37
Lavanderia .........................................................................................................................37
Área de lazer ....................................................................................................................37
Ambulatório ..................................................................................................................... 38
Planejamento geral do canteiro .......................................................................................... 38
Layout .................................................................................................................................. 38
Segurança do canteiro ............................................................................................................... 40
Caminho para veículo e pedestre dentro do canteiro ......................................... 41
A mão de obra na construção civil .......................................................43
Os profissionais envolvidos na área da construção civil ....................................43
Capacitação na construção civil ..........................................................................................45
Rotatividade de trabalhadores ..............................................................................................47Estudo de caso de alguns profissionais da construção civil trabalhadores 
da cidade de Chapecó-SC ...................................................................................................... 48
9
UNIDADE
04
Fundamentos da Construção Civil
10
INTRODUÇÃO
Aqui você vai assimilar e reconhecer alguns dos projetos utilizados 
na construção civil, entender a importância de cada um deles e perceber 
como eles podem contribuir de maneira gratificante para todos que estão 
envolvidos na sua concepção, como os arquitetos e/ou engenheiros, 
para os profissionais que estão envolvidos na sua interpretação e 
também para os colaboradores que estão envolvidos na execução das 
atividades que constam nesses projetos. Vamos estudar também sobre 
o planejamento da obra, aspecto de suma relevância para seu sucesso. 
Um bom planejamento e um orçamento adequado da edificação, do 
início ao fim, visa minimizar as perdas de materiais e insumos aplicados 
na construção, aproveitando ao máximo o potencial da mão de obra dos 
trabalhadores e o tempo gasto com tarefas que precisam ser realizadas 
utilizando-se de máquinas e ou/equipamentos e ferramentas. Estes, em 
algumas situações, não estão disponíveis de maneira direta e precisam 
ser locados por um período de tempo. Ao se planejar as etapas de obra 
de forma adequada, é possível viabilizar o cumprimento do cronograma 
previsto. Daremos a devida atenção, em nossos estudos, a tudo o que 
se relaciona ao canteiro de obras, local no qual se desenvolvem os 
processos construtivos. Entenderemos sobre a sua classificação, a 
logística adequada no seu interior, o valor e a relevância do cumprimento 
das normas exigidas para a construção civil. Veremos também os distintos 
tipos de mão de obra que fazem parte das construções. Entendeu? Ao 
longo desta unidade letiva, você vai mergulhar neste universo!
Fundamentos da Construção Civil
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término 
desta etapa de estudos:
1. Conhecer os diversos tipos de projetos de edificações e as 
planilhas utilizadas na construção civil. 
2. Entender a importância de um bom planejamento para o 
desenvolvimento da obra. 
3. Identificar os elementos que fazem parte do canteiro de obra. 
4. Compreender as diferentes mãos de obra envolvidas na construção 
civil. 
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? 
Ao trabalho! 
Fundamentos da Construção Civil
12
Projetos e planilhas de controle de 
obras civis 
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você vai conhecer alguns projetos 
e também planilhas que normalmente são utilizados para o 
desenvolvimento das atividades que envolvem o setor da 
construção civil. Será importante para você entender que 
os projetos são necessários para oportunizar o conforto 
dos usuários nos ambientes sociais e/ou de trabalho. 
Motivado(a) para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!
Projeto arquitetônico
De acordo com Kowaltowski et al. (2011), o projeto arquitetônico não 
é simples, já que abrange elucidações técnicas e artísticas, e a conclusão 
do manuseio criativo de distintas partes de um todo, como:
 • funcionalidades; 
 • capacidade;
 • dimensionamento;
 • textura;
 • iluminação;
 • insumos; 
 • elementos técnicos e custos; 
 • execução e inovações construtivas.
Segundo Kowaltowski et al. (2011), não existe apenas um 
procedimento para solucionar as divergências, já que cada situação é 
única e necessita de resoluções singulares. Variados procedimentos, 
ferramentas, estratégias e maneiras de representação são fundamentais 
para trabalhar com as muitas variáveis. Para os autores, foi por esse 
Fundamentos da Construção Civil
Financeiro01
Realce
13
motivo que os profissionais envolvidos com projetos passaram a ser 
multidisciplinar e a possuírem a colaboração de expertises de distintas 
áreas.
Para Kowaltowski et al. (2006), os estudos em procedimentos de 
projeto arquitetônico encontram-se na transversalidade de diversos 
setores, como: 
 • Conforto no ambiente construtivo; 
 • Qualidade ambiental; 
 • Psicologia ambiental; 
 • Sistematização de projeto;
 • Informática adotada; 
 • Análise de projetos; 
 • Empreendimentos em pós-ocupação.
De acordo com Kowaltowski et al. (2006), as inovações em 
tecnologia e as transformações universais dos vínculos sociais e também 
da economia interferem nas atividades de arquitetura. Recentemente, a 
heterogeneidade do projeto e a necessidade da qualidade nos ambientes 
construídos de porte considerável manifestam-se em elevação. Alguns 
motivos podem ser mencionados relativamente a essa elevação: 
 • evolução acelerada da tecnologia; 
 • transformações de compreensão e de exigências dos proprietários 
das construções; 
 • elevação da relevância do empreendimento como oportunizador 
da produtividade: ampliação da disponibilidade de dados e 
supervisionamento humano;
 • exigência de concepção de ambientes sustentáveis, com eficácia 
energética.
Para Kowaltowski et al. (2006), revelam-se inclusive um 
impulsionamento concorrente e a exigência gradativa de contribuição 
dos envolvidos em um projeto para realizar com eficácia e qualidade. 
Fundamentos da Construção Civil
14
Essas necessidades com relação às atividades do arquiteto implicam 
um aperfeiçoamento das metodologias aderidas e o emprego de 
procedimentos mais metódicos de análise e projeto.
Processo de projeto
De acordo com Kowaltowski et al. (2006), na área de arquitetura, o 
sistema de criação não tem parâmetros limitados ou globais com relação 
aos profissionais, ainda que possam ser encontradas determinadas 
metodologias semelhantes entre projetistas. A sistematização é 
enigmática e não muito externada pelo arquiteto. Existem subáreas que 
crescem de forma autônoma, cada qual com uma espécie de linguagem, 
sendo preciso incluí-las na criação do projeto.
Segundo Kowaltowski et al. (2006), a área tem o entendimento 
global para elaborar normas e a compreensão específica para qualquer 
caso. Dessa maneira, toda divergência é singular. Entretanto, cada 
resolução tem base em um grupo distinto de parâmetros. Kowaltowski 
e Labaki (1993) afirmam que são enormes os problemas de adequar os 
atributos da metodologia projetiva em sistematização de projetos, já 
que o procedimento de elaborar formas em arquitetura é, normalmente, 
não formal, singular ou somente pertence a doutrinas de normatizações 
estéticas.
De acordo com Kowaltowski et al. (2006), pode-se conceituar 
a metodologia de projeto como um grupo de tarefas cognitivas 
fundamentais, sistematizadas em etapas de atributos e conclusões 
diferentes. Essas tarefas são investigações, resumo, prognóstico, parecer 
e definição. No exercício, determinadas tarefas podem ser executadas por 
meio da inspiração. Algumas delas de maneira racional e outras por meio 
de referências ou legislações. 
Segundo Rosso (1980), o projeto arquitetônico inclui-se na família 
da tomada de decisão. Em um projeto, existem as possibilidades de se 
empregar a apresentação verbal, ortográfica ou alusiva, ou seja, diversos 
artifícios de informação, para adiantar minuciosamente um padrão e sua 
performance. Para Kowaltowski et al. (2006), existe, ainda, a possibilidade 
de ponderar as fundamentais etapas do padrão generalizado do processo 
Fundamentos da Construção Civil
15
decisório, que, interpretadas pelo exercício habilitado do projetista, 
segmentam-se em:
 • Planejamento das atividades;
 • Projeto;
 • Análise e processo decisório;
 • Edificação e investigação pós-ocupação.
Para os autores em cada etapa, existe a possibilidade de serem 
executadas diversas tarefas. No dia a dia dos escritórios dos profissionais 
de arquitetura, verifica-se também uma segmentação das etapas de 
projetos:
 • Desenvolvimento de croquis;
 • Fase de anteprojeto;
 • Projeto.De acordo com Kowaltowski et al. (2006), a concepção criativa 
demonstra uma maneira de resolver inconvenientes. As investigações 
da aptidão humana de procurar respostas para os problemas destacam 
constituintes cognitivos. Pode haver empecilhos que dificultem a 
manifestação da criatividade na pessoa, que é capaz de ser: 
 • perspicazes;
 • relativos à cultura; 
 • ambientais;
 • emotivos e cognitivos.
Segundo Kowaltowski et al. (2006), de outro ponto de vista, existem 
artifícios para incentivar os trabalhos criativos, a título de exemplo, os 
procedimentos denominados brainstorming. Kowaltowski et al. (2006, p. 
9) salientam que:
há ainda a Theory of Inventive Problem Solving1, conhecida 
por “TRIZ”, criada por Altshuller em 1946 e recentemente 
aplicada ao projeto arquitetônico (ALTSHULLER, 1984; 
MANN, 2001; KIATAKE, 2004). Esse método consiste 
Fundamentos da Construção Civil
16
essencialmente na reestruturação de um problema de 
projeto específico em um problema genérico cuja solução 
tenha princípios referenciais consolidados.
De acordo com Kowaltowski et al. (2006), a heterogeneidade 
da metodologia de projeto tem a possibilidade de ser sustentada por 
intermédio do emprego da aplicação de processos de supervisionamento 
e planejamento do processo intelectual. É fato que, em arquitetura, há 
diversos pormenores incompatíveis que precisam de solução. Segundo 
Kiatake (2004), a forma criativa de resolver esses impasses é aquela que 
acha no mesmo impasse estímulo para criar aperfeiçoamentos. 
Conforme Kowaltowski et al. (2006), processos que contribuem 
para esse procedimento procuram limitar o espaço ou propósito da 
situação difícil para minimizar o tempo no prosseguimento do projeto e 
ampliar a sua excelência. Para Rosso (1980), no projeto de construção civil, 
é responsabilidade do projetista retratar não uma quantidade enorme de 
soluções, porém, aquelas que, na origem, acolham o programa do cliente 
nas vertentes práticas e o prisma econômico que o próprio cliente sugere.
Segundo Kowaltowski et al. (2006), é atributo dessas resoluções 
acatar uma das realidades absolutas na desenvoltura da sistematização 
mental de concepção do projeto: os conceitos geralmente estão em 
distintos níveis de significado e não obedecem a uma linha sequencial de 
definições. As distintas etapas de determinação dos itens que abrangem 
o projeto exigem do autor executá-las em ciclos coincidentes de 
decisão, conforme o segmento do processo estudado, o que incentiva, 
especialmente, a melhoria de estudos para a aplicação de metodologias 
lógicas na área do projeto arquitetônico.
De acordo com Kowaltowski et al. (2006), a sistematização de projeto, 
como um modo de fazer estruturado para conduzir a técnica de concepção 
de determinado resultado, busca simplificar as tarefas criativas e auxiliar 
o projetista para a resolução de questões cada vez mais complicadas, 
já que o processo decisório significa selecionar um curso de atitudes 
entre diversas probabilidades. As estruturas de projeto que contribuem 
para as técnicas criativas encontram-se na ótica da intangibilidade e de 
minimizações empregadas para entender a ocorrência projetiva.
Fundamentos da Construção Civil
17
Conforme Kowaltowski et al. (2006), acontece uma concordância 
entre os especialistas de que a percepção é segmento relevante do 
recurso e de que o padrão de projeto não é um encadeamento reto 
de tarefas precisas, já que o projetista não tem intuitivamente grande 
entendimento da essência do objeto de projeto e seu processamento de 
ideia não pode ser julgado impreterivelmente coeso.
De acordo com Kowaltowski et al. (2006), no momento do método 
de criação, são executadas análises frequentes de diversos tipos. Existem 
esquematizações de investigação abertas, os denominados processos de 
esclarecimento, que destacam e beneficiam determinadas resoluções de 
projeto. Para Kowaltowski et al. (2006), a argumentação é motivada por 
atributos pessoais, pela vivência do projetista relativa à objeção, assim 
como pela perspectiva de sua constituição frente ao projeto.
Segundo Kowaltowski et al. (2006), todos esses motivos, nesse 
momento demonstrados, realçam o começo do projeto. É inestimável e 
proveitoso para arquitetos examinar diversas formas de adquirir respostas 
de projeto de uma aparência exclusiva, praticando distintos destaques 
no decorrer do processo de criação da elucidação. Diversas vezes são 
empregadas três atitudes para um projeto com o panorama orientado na 
análise por argumentação. 
Para Kowaltowski et al. (2006), o elemento imagem é empregado no 
momento em que o destaque no ponto de vista é a aparência, o instintivo. 
O programa do projeto tem a possibilidade de apresentar-se no realce por 
meio do coerente, do praticável, e o sítio tem enfoque na perspectiva pelo 
interior da sua ambiência.
Projeto de instalação elétrica
Segundo Azeredo (1987), os projetos de instalações elétricas 
prediais são uma das fases mais relevantes da edificação. Uma instalação 
dimensionada incorretamente, executada de maneira errada, mesmo que 
aplicados materiais de primeira linha, tem a possibilidade de onerar os 
custos da obra futuramente e causar acidentes de proporcionalidades 
consideráveis, como, por exemplo, explosão e/ou incêndio.
Fundamentos da Construção Civil
18
Diagramas
De acordo com Azeredo (1987), os projetos de instalações elétricas 
são retratados por diagramas, nos quais se ilustra a instalação global ou o 
segmento desta, por meio de simbologias grafadas. Dessa maneira, para 
um projeto que se trata de instalações elétricas predial, o autor menciona 
os diagramas a seguir:
 • Diagrama Unifilar;
 • Diagrama Funcional;
 • Diagrama Multifilar; e
 • Diagrama de Distribuição.
Diagrama Unifilar
Segundo Azeredo (1987), o Diagrama Unifilar retrata segmentos 
relevantes de um sistema elétrico e relaciona a quantidade de condutores 
e suas orientações por somente uma linha. Além disso, frequentemente, 
exibe o posicionamento físico dos elementos da instalação. O autor 
salienta que não configura com transparência o ato de funcionar e o 
prosseguimento prático dos circuitos.
Diagrama Funcional
De acordo com Azeredo (1987), o Diagrama Funcional exibe a 
completude do sistema elétrico e possibilita esclarecer, com agilidade 
e transparência, o movimento ou encadeamento prático dos circuitos, 
não levando em consideração o posicionamento físico dos elementos da 
instalação.
Diagrama Multifilar
Para Azeredo (1987), o Diagrama Multifilar demonstra o completo 
sistema elétrico em suas particularidades e retrata integralmente os 
condutores. Não oferece dados quanto ao posicionamento entre os 
Fundamentos da Construção Civil
19
elementos do circuito. É empregado apenas para circuitos básicos, já que 
seu entendimento é complexo no caso de circuitos considerados difíceis. 
Diagrama de Distribuição
Conforme Azeredo (1987), o Diagrama de Distribuição é considerado 
um Diagrama Unifilar que possibilita compreender com muita agilidade o 
arranjo dos circuitos e aparatos, isto é, o ato de funcionar. Para a realização 
de uma instalação elétrica, uma dupla apresentação é relevante para o 
profissional de elétrica: a inicial é o posicionamento dos componentes na 
planta, a quantidade de fios que estarão em algum eletroduto e qual o 
direcionamento da instalação; e a outra é o funcionamento, o arranjo dos 
circuitos e dos apetrechos. 
De acordo com Azeredo (1987), pelo fato de ser impossível retratar 
instantaneamente esses dois fatos em um diagrama exclusivo, sem 
dificultar a transparência de análise de um deles, a instalação é exibida por 
meio de dois diagramas. A realização de um projeto de instalação elétrica 
predial não é uma atividade ininterrupta como a do profissional pedreiro, 
que permanece no canteiro de obra até a entrega das chaves ao dono do 
empreendimento. A tarefa do eletricista é definitiva,por segmentos bem 
determinados de como produzir. Conforme o autor:
1) A instalação da tubulação seca na estrutura de concreto 
na fase de concretagem. 2) As descidas nas alvenarias, 
compreendendo a marcação, rasgo e colocação dos 
conduítes e caixas. 3) Após os revestimentos concluídos, 
antes da pintura, a passagem da enfiação. 4) Finalmente, 
após a pintura, a colocação dos aparelhos, tomadas, 
interruptores e espelhos. (AZEREDO, 1987, p. 2- 3)
Instalações hidro-sanitárias
Segundo Azeredo (1987), a instalação hidrossanitária predial é 
constituída das seguintes fases:
 • águas pluviais;
 • água fria;
 • água quente;
Fundamentos da Construção Civil
20
 • esgoto;
 • incêndio.
Para Azeredo (1987), todos os projetos precisam ser realizados por 
profissionais especializados, na forma de lei, e terão de seguir precisamente 
as diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e 
as legislações estaduais e municipais. As instalações hidrossanitárias 
necessitam ser projetadas de maneira que as reformas, que poderão ser 
inevitáveis no futuro, tenham a possibilidade de ser realizadas de forma 
descomplicada. 
Segundo Azeredo (1987), não é possível posicionar tubulações 
introduzidas em elementos estruturais, mesmo que isso conste em 
projeto. Porém, serão aceitas passagens de maior dimensionamento 
de diâmetro, planejadas para essa situação e que possibilitem simples 
alcance para ajustes no decorrer do tempo. De acordo com o autor, 
no projeto obrigatoriamente deverão ser apontados os acoplamentos 
adequados para qualquer tipo de associação entre tubulações e também 
as localizações onde precisarão ser fixados “uniões, flanges, adaptadores, 
unhas e peças de inspeção” (AZEREDO, 1987, p. 23).
Planilhas
De acordo com Spillere (2003), as planilhas eletrônicas são muito 
aplicadas em avançadas consultas e investigações de informações, 
mecanismos relevantes na administração de uma organização. As planilhas 
eletrônicas são recomendadas pelo fato da simplicidade de manuseio e 
aplicação dos programas fundamentais ao seu funcionamento. De mais a 
mais, necessitam de mínimo investimento para a obtenção e preservação 
e têm a possibilidade de serem ajustadas ou incorporadas a diferentes 
programas.
Miglioli et al. (2004) elaboram planilhas eletrônicas como instrumento 
para contribuição a processos decisórios e concepção da compreensão 
de organizações de pequeno porte. Eles asseguram que pelo fato 
destas não serem empresas que possuem equipamentos avançados de 
Fundamentos da Construção Civil
21
informática, podem apresentar uma grande desvantagem no que se diz 
respeito à utilização das planilhas eletrônicas. 
Conforme Miglioli et al. (2004), isso acontece porque os 
administradores não têm significativa vivência com os aplicativos, o 
que requer treinamentos específicos. O pouco entendimento teórico 
dos gestores no campo da informática tem a possibilidade de ser mais 
uma razão desmotivadora da prática de planilhas eletrônicas. Esses 
profissionais abrangem o íntegro desempenho do mercado, percebem 
possíveis adversidades e possuem propriedade para sugerir opções. 
Porém, não têm conhecimento de como aproveitar a tecnologia para tais 
processos decisórios. 
RESUMINDO
E, então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Tivemos o entendimento 
de que os projetos da construção civil são necessários 
para, além de promover a confortabilidade dos usuários 
em seus ambientes de convivência, também favorecer a 
organização da obra e viabilizar a sua construção, já que os 
projetos atrelados a alguns outros tipos de documentações 
e planilhas especificam o quantitativo de materiais e 
insumos a serem utilizados na obra, utilidade de mão de 
obra e diversas informações. Percebemos que, por meio do 
projeto de construção, podemos conhecer, por exemplo, 
a fachada do empreendimento, o layout dos ambientes 
internos, os materiais utilizados nos acabamentos, os 
pontos tanto da elétrica como da hidráulica, entre outros 
detalhamentos importantes para a conclusão bem 
sucedida de uma edificação. 
Fundamentos da Construção Civil
22
O planejamento da obra
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender que 
tanto elaborar um bom planejamento como proporcionar 
um bom orçamento para a obra a ser construída é 
fundamental para o sucesso do empreendimento e isso é 
satisfatório para ambas as partes envolvidas: o responsável 
técnico e o dono da edificação. E, então? Motivado(a) para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!
Planejamento
De acordo com González (2008), o planejamento da edificação 
equivale à sistematização para a atividade e integra o orçamento e o ato 
de programar a obra. A parte do orçamento viabiliza o entendimento do 
que diz respeito ao financeiro, enquanto que a programação refere-se 
à repartição das tarefas no tempo. Pelo fato da inconstância da área, é 
fundamental executar o planejamento da obra em fases de detalhamentos 
distintos, levando em conta períodos de longo, médio e curto prazos.
Segundo González (2008), o planejamento considerado de longo 
prazo é mais generalizado, com poucos indicativos de detalhamento, 
referenciando-se os maiores conceitos, como, por exemplo, a 
necessidade de mão de obra pessoal ou terceirizada, estrutura de 
máquinas e equipamentos, sistematização do canteiro de obra, prazo da 
conclusão da obra, formato de contratação (adoção de preço de custo 
ou empreitada) e inteiração com o cliente. A intenção, no começo, possui 
baixo grau de pormenorização, geralmente apontando macroitens, como 
“fundações”, “cobertura”, entre outros. 
Para González (2008), em uma obra de em média dois anos, o 
objetivo é estabelecido semestralmente. Essa situação é aplicada para o 
entendimento da obra e o processo decisório do setor administrativo da 
empresa. Ao se tratar do planejamento de médio prazo, a concentração 
se volta para tarefas que serão realizadas nos próximos cinco meses em 
Fundamentos da Construção Civil
23
média. Nesse cenário de planejamento, o objetivo está na remoção de 
contrariedade à produtividade, por meio da verificação antecipada da 
urgência de aquisição de materiais ou o compromisso com empreiteiros. 
De acordo com González (2008), o planejamento de curto prazo 
propõe o trabalho propriamente dito. Essa fase do planejamento 
estabelece um plano para um período de, em média, cinco semanas, 
especificando as tarefas a serem realizadas. Nessa circunstância, já existe 
confirmação de disponibilidade de mão de obra e, ainda, o entendimento do 
dinamismo presente na obra. Assume-se o pensamento de produtividade 
assegurada contra as consequências da falta de certeza, isto é, as tarefas 
programadas possuem grande probabilidade de acontecerem.
Segundo González (2008), é normal mensurar a qualidade desse 
planejamento por meio de aferição do Percentual de Planos Concluídos 
(PPC), com a verificação dos motivos dos erros. Sendo assim, os planos 
das próximas tarefas têm a possibilidade de serem melhorados.
Orçamento
Conforme González (2008), existe uma ligação entre o tempo de 
execução e o gasto da obra em razão das moderações dos clientes. 
As receitas acessíveis durante o mês podem estabelecer um prazo 
mínimo para a construção. Em contrapartida, o prazo da obra acarreta 
determinados gastos fixos mensalmente, como, por exemplo, locação de 
máquinas e equipamentos e profissionais envolvidos na sistematização.
De acordo com González (2008), dessa maneira, é fundamental 
verificar as ressalvas gerais, elaborando-se uma estratégia geral para a 
obra, a qual, em seguida, será esmiuçada. Encontram-se diversos tipos 
de orçamentos, como, por exemplo, os paramétricos, conforme a NBR 
12721, individualizados e operacionais. Segundo o autor, o orçamento 
precisa seroficializado, composto por documentações importantes para 
a administração da obra.
Na concepção tradicional, um orçamento é um prognóstico do custo 
de uma obra. O gasto total da obra é a somatória dos valores imprescindíveis 
para a sua realização. O valor final, o chamado preço, é igual ao somatório 
Fundamentos da Construção Civil
24
de todos os custos gerados pela obra acrescido do lucro, isto é, P = C + L. 
Em vários segmentos do setor da construção civil, existe uma quantidade 
elevada com relação à concorrência e comumente ouve-se dizer que o 
preço é fornecido pelo mercado. Em outras palavras, o consumidor final 
analisa preços antecipadamente e combina a contratação com base nessa 
inciativa. Nesse contexto, a organização tem a necessidade de administrar 
seus custos para conseguir lucrar (GONZÁLEZ, 2008). 
De todas as maneiras, o orçamento precisa ser realizado 
previamente ao começo da obra, viabilizando a análise ou o planejamento 
antecipado. Isso é proveitoso para o monitoramento da obra. A adequada 
sistematização e aplicação das documentações em obra são importantes 
para o êxito na construção civil. Há um grande número de informações 
que precisam estar registradas e não existe a possibilidade de alcançar a 
qualidade do empreendimento sem que aconteça um minucioso controle 
desses dados. Ainda, os interessados em determinadas documentações 
são profissionais diferentes, como os responsáveis pela obra, sendo 
arquitetos ou engenheiros, profissionais técnicos das prefeituras e das 
instituições financeiras, fornecedores, entre outros que estão de certa 
forma envolvidos com a construção (GONZÁLEZ, 2008).
Projeto
A conclusão do projeto de construção civil é uma coleção de 
documentos, tanto em ilustrações como em textos, que retrata a obra, 
possibilitando a negociação e a execução. De um modo geral, o “projeto” 
contempla toda a documentação importante para transferir a ideia e 
criar o produto. Devido à multiplicidade de elementos envolvida e a 
convencional segmentação, geralmente o projeto é decomposto em 
especialidades, em outros, como, por exemplo, as plantas arquitetônicas 
e seus complementares, e documentos registrados de forma escrita 
(GONZÁLEZ, 2008). 
González (2008) comenta que, em determinadas situações, 
são elaboradas diversas versões de uma mesma documentação para 
responder a distintos públicos, caso do memorial descritivo, ajustado 
para apontamento da edificação, publicidade para venda, financiamento, 
Fundamentos da Construção Civil
25
autorização diante de instituições públicas, construção e vistorias, entre 
outros. 
Em uma visão ampla, o “projeto” abrange todas as documentações 
apontadas a seguir: o projeto é a fase inicial e uma das mais fundamentais 
etapas do decorrer de uma edificação; é uma atividade enigmática; pode 
ser olhado como um procedimento em que divergências e resoluções 
afloram coincidentemente; solicita a verificação e avaliação de distintas 
urgências, imposições e interesses dos usuários, estes que precisam 
ser corretamente interpretados para a expressão da construção e 
comparados com as resoluções adequadas, para então serem incluídos 
ao projeto (GONZÁLEZ, 2008). 
Conforme González (2008), as fases do projeto estão descritas a 
seguir:
 • Planejamento e criação: é a fase que agrega os dados primordiais 
à ideia da construção e abrange a relação das informações 
iniciais, o estabelecimento da programação de conveniência e a 
investigação de disponibilidade. Essa programação fundamenta-se 
na determinação/registro das imposições do cliente e geralmente 
é trabalhada em relacionamentos diretos do profissional de 
arquitetura ou da engenharia com o cliente.
 • Estudo preliminar: é o arranjo de princípio da resolução 
arquitetônica recomendada, levando-se em conta os fatores 
fundamentais da programação de conveniência.
 • Desenvolvimento do projeto:
 • Anteprojeto: é o arranjo concluso da resolução recomendada, 
levando-se em conta todos os fatores da programação, porém, 
com mais especificidades, em proporção reduzida.
 • Projeto básico: agrupa os fatores essenciais à contratação. Possui 
determinada especificidade, primordial para a compreensão 
da obra. Nesse momento, incluem-se os projetos da elétrica, 
hidráulica, estruturas, entre outros.
Fundamentos da Construção Civil
26
a. Projeto legal: dispõe dos fatores fundamentais para o 
consentimento das instituições públicas; trata-se da licença para a 
construção executar ligações temporárias de água e energia.
b. Projetos complementares: esses são das mais variadas 
especialidades, como paisagismo, climatização, entre outros.
 • Projeto executivo: contempla todos os fatores principais para a 
edificação, englobando os projetos complementares.
 • Planejamento físico-financeiro: plano com vista à realização. 
Pode apontar a possibilidade de modificações no projeto, em 
decorrência de redução de tempo ou quantidade de mecanismos 
à disposição.
 • Projeto “as built”: refere-se ao projeto efetivamente concretizado, 
com as integrais modificações que tenham sido realizadas até a 
conclusão da edificação. 
Tipos de orçamentos
De acordo com González (2008), encontram-se diversos modelos 
de orçamentos, e a categoria decidida está na dependência do escopo da 
estimativa e da flexibilidade das informações. Se existe intenção de se ter 
uma estimativa rápida ou considerando somente a idealização inicial da 
obra ou em um determinado anteprojeto, o modelo mais recomendado é o 
paramétrico. Segundo o autor, para os empreendimentos em condomínio, 
a legislação impõe o registro de informações, no cartório do município, 
procedendo-se de forma padronizada, conforme a norma NBR 12721/99. 
O orçamento especificado é mais exato. Porém, necessita de um número 
muito maior de dados.
Ocasionalmente, no momento da elaboração do projeto, é vantajoso 
executar o parecer de maneira minuciosa pelo menos nos segmentos 
que já foram estabelecidos. Para as outras, existe a possibilidade da 
realização de estimativas com base nas médias percentuais de trabalhos 
anteriores. Nesse sentido, se por um acaso houver a existência do projeto 
arquitetônico, com as especificações do dimensionamento, porém 
não estarem à disposição os projetos que envolvam a eletricidade e a 
Fundamentos da Construção Civil
27
hidráulica, os números possíveis podem ser ponderados empregando-se 
os percentuais que essas partes normalmente incidem para edificações 
com as mesmas características. Resumidamente, na perspectiva da 
sustentabilidade nas obras de construção civil, obtém-se relevância a 
investigação dos gastos no ciclo de vida (GONZÁLEZ, 2008).
Orçamento paramétrico
Para González (2008), é um orçamento aproximado, compatível 
às investigações prévias, como análises de disponibilidade ou breves 
pareceres com consumidores finais. Se os projetos não estão prontos, 
a despesa da obra pode ser estabelecida pela delimitação do espaço 
construído ou pelo seu volume. 
Os preços unitários são adquiridos de empreendimentos anteriores 
ou de instituições que os determinam por meio de cálculos indicadores. 
Um exemplo é o Custo Unitário Básico (CUB), determinado pela NBR 12721 
e estimado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon) 
dos estados. É uma referência do custo unitário da edificação. Outros 
órgãos que também estão relacionados com essa temática são: Sistema 
Nacional de Pesquisas de Custos e Índices, os informativos da Fundação 
Getulio Vargas e as médias de custos veiculados pela editora Pini, mais 
precisamente na revista Construção e Mercado (GONZÁLEZ, 2008).
O orçamento paramétrico auxilia como evidência do somatório 
de custos da obra. Esse preço é pressuposto e é recomendado para o 
estudo preliminar de praticabilidade, isto é, possibilita ao cliente o exame 
da ordem de grandeza e o ajustamento à sua estimativa de cálculo. 
Em síntese, se é interessante ou nãodar continuidade à investigação, 
tendo em vista que as fases a seguir precisarão de onerosos gastos com 
elaboração de anteprojeto, encargos, entre outros (GONZÁLEZ, 2008).
Orçamento para registro da edificação em condomínio
Segundo González (2008), a NBR 12721:2006, que trata da Avaliação 
de custos unitários – inclusive do preparo de orçamentos de construção 
para incorporação localizada em condomínio –, que ocupou o lugar 
da NBR 12721:1999 e a NB 140:1965, estabelece os parâmetros para 
Fundamentos da Construção Civil
28
orçamentos de edificações em condomínio. Aplica-se o CUB para definir 
o custo do empreendimento, conforme as particularidades do edifício. 
O objetivo da metodologia orientada pela legislação é a 
singularização do edifício para a transcrição no cartório localizado de seu 
município, assegurando a usuários e responsáveis pela obra um critério de 
supervisionamento para a construção ser realizada e auxiliando o diálogo 
de possíveis modificações que possam surgir no decorrer da construção 
(GONZÁLEZ, 2008). 
Orçamento caracterizado
Conforme González (2008), esse tipo de orçamento é constituído 
por um repertório abrangente de atividades a serem realizadas na obra. Os 
valores unitários de cada uma delas são determinados por estruturações 
de custos. Estas são, normalmente, “fórmulas” praticadas de preços, 
associando as proporções e os custos unitários dos insumos, de máquinas 
e equipamentos, e da mão de obra, essenciais para realizar uma unidade 
da atividade examinada.
O número de tarefas a serem realizadas é estipulado nos projetos. 
Geralmente, os orçamentos que se expõem a detalhamentos são 
subsegmentados em tarefas, ou conjunto de tarefas, auxiliando o 
estabelecimento dos gastos incompletos. Conforme o objetivo a que 
se designa, o orçamento poderá ter mais ou até menos minuciosidade 
(GONZÁLEZ, 2008). 
De acordo com Faillace (1988) e Parga (1995), a exatidão difere. 
Porém, não há a possibilidade de se falar em orçamento preciso ou sem 
erros. Encontram-se diversas condições, detalhamentos e adversidades 
que acarretam falhas, e é inexistente qualquer orçamento que possa estar 
isento de imprecisões, ainda que as falhas sejam minimizadas por meio 
do trabalho minucioso e da importância de pormenores. 
Contudo, González (2008) enfatiza que a construção civil é uma 
área passível de um grande nível de intercorrência, sendo sugerida a 
adesão de técnicas administrativas e de supervisionamento eficazes. Os 
orçamentos são realizados, diversas vezes, com base em estruturação 
Fundamentos da Construção Civil
29
de custos abrangentes, adquirida em cadastramentos de software que 
a empresa possui. Ainda que sejam fundamentadas na constatação da 
realidade em determinada região e momento, não serão devidamente 
adaptadas a uma organização em particular.
A adequação essencial precisa ser executada por meio da 
apropriação de custos, que nada mais é do que a investigação no local 
dos gastos reais de realização das atividades, com a mensuração dos 
insumos e equipamentos utilizados e dos tempos disponibilizados pelos 
trabalhadores a cada tarefa. Finalmente, a segmentação das atividades nos 
orçamentos caracterizados precisa cumprir um modelo compreensível 
viabilizando a realização e a verificação dos resultados (GONZÁLEZ, 2008).
De acordo com González (2008), sendo assim, precisa ser 
exercida, pela organização ou profissional, somente uma especificação 
orçamentária, que é uma descrição criteriosa de todas as tarefas que 
podem acontecer em uma obra. Os orçamentos mais exatos necessitam 
que o conjunto de informações do projeto encontre-se desenvolvido. Em 
posse dessas referências, os profissionais elaboram relações dos números 
de tarefas a serem realizadas, dimensionados nas plantas conforme 
parâmetros específicos. González (2008) comenta que se acham diversos 
enfoques, como se observa nos estudos de Botelho (1984), Faillace (1988), 
Hirschfeld (1997) e Parga (1995).
Discriminação orçamentária
A discriminação orçamentária (DO) de uma obra, para González 
(2008), é o vínculo das tarefas a serem realizadas. É configurada 
normalmente em relações que apresentam todas as tarefas a serem 
aplicadas em uma obra. Frequentemente, é ampla e presume todos os 
itens normais. As discriminações orçamentárias padronizadas são utilizadas 
como checklists, precavendo o ato de esquecer algum elemento. 
González (2008) salienta que, em cada orçamento, entretanto, 
o profissional precisa investigar quais atividades necessitam estar na 
última lista, observando-se as peculiaridades da obra em estudo, com 
possíveis tarefas adicionais, que ainda não faziam parte da discriminação 
Fundamentos da Construção Civil
30
orçamentária. Estas precisam ser organizadas da mesma maneira que as 
especificidades técnicas. As atividades listadas precisam ser compiladas 
e associadas conforme os parâmetros coerentes. 
A lista que consta da NBR 12721:1999 é considerada um modelo 
de discriminação orçamentária com diversos níveis de especificidade. 
De qualquer maneira, não se sugere a escolha de uma discriminação 
orçamentária qualquer, mas, sim, a organização de uma lista própria, 
com estudos e escolhas cautelosas das atividades que precisam 
constar como apropriadas para a espécie de obra continuamente orçada 
(GONZÁLEZ, 2008). 
Uma discriminação muito ampla é enfadonha para a utilização 
no cotidiano. Uma sugestão é estabelecer, em uma relação principal, as 
atividades aplicadas diariamente, desassociando as outras em uma relação 
à parte. Ademais, outras tarefas, de especificidades consideráveis, precisam 
de relações diferenciadas, como, por exemplo, os serviços de hidráulica, as 
instalações elétricas e os trabalhos de telefonia (GONZÁLEZ, 2008). 
Segundo González (2008), podem ser empregadas listagens 
padronizadas de atividades ou de materiais dos fabricantes, excluindo-
se boa parte da tarefa repetitiva de designar por número de itens. É uma 
espécie diferenciada de discriminação orçamentária.
Especificações técnicas
De acordo González (2008), as especificações técnicas retratam 
de maneira exata, integral e sistematizada os insumos e os processos de 
execução que serão práticos na obra. Por exemplo: a maneira de execução 
do revestimento em cerâmica (classe da cerâmica, marca, dimensão, cor, 
maneira do assentamento, tipo da argamassa e espessura da junta de 
dilatação).
As especificações técnicas têm como objetivo integrar o segmento 
gráfico do projeto. São fundamentais, já que o número de informações 
que precisam ser administradas no decorrer de uma obra naturalmente 
gera desalinhamento, esquecimento ou variações de parâmetros. Além 
disso, normalmente existem diversos profissionais incluídos. O conceito 
Fundamentos da Construção Civil
31
límpido da qualidade, classe de insumos, é importante, assim como a 
maneira da realização das atividades (GONZÁLEZ, 2008).
Para Faillace (1988), os segmentos que constituem as especificações 
técnicas são: noções elementares, materiais de construção e determinação 
das atividades. Conforme González (2008), as categorias existentes são 
variadas de especificações técnicas de acordo com o objetivo. O texto tem 
a possibilidade de se apresentar mais ou menos aprofundado, ao passo 
que seja designado a obras de empreitadas, por gestão ou realizadas 
pelo próprio proprietário.
Determinadas instituições têm caracterizações normatizadas, 
como, por exemplo, o Banco do Brasil ou consideráveis empresas do 
setor da indústria. Compõem-se de um texto integral que retrata a maior 
parte das atividades possíveis e são finalizados por tarefas ou insumos 
essenciais do empreendimento de que se trata (GONZÁLEZ, 2008).
RESUMINDO
E, então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Observamos que, aose elaborar um bom planejamento para a execução de 
uma obra, viabiliza-se o êxito da mesma. Para que isso 
aconteça, de fato, é muito importante estar a par de todas as 
informações mais verídicas possíveis, pois, ao fazer uso delas, 
o desenvolvimento da programação da obra caminhará para 
um resultado satisfatório. Aprendemos que o planejamento, 
quando executado de forma adequada, oportuniza menores 
gastos da construção, já que minimiza as perdas com 
materiais, preocupa-se em organizar melhor a mão de obra, 
respeitando-se uma sequência satisfatória das etapas a 
serem realizadas na construção, bem como otimiza o tempo 
que visa atender ao cronograma previsto. Vimos, por fim, 
que o orçamento é elemento intrínseco ao planejamento, 
pois os processos decisórios dos responsáveis técnicos pela 
edificação precisam necessariamente considerar a parte 
financeira envolvida na obra.
Fundamentos da Construção Civil
32
O canteiro de obra
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você conhecerá os principais 
elementos constituintes de um canteiro de obras, local 
onde praticamente tudo acontece para a realização de 
uma edificação planejada. Entender a importância de cada 
segmento dessa área e ter uma visão holística das etapas da 
construção que vão acontecer no canteiro de obras é uma 
investigação bastante fundamental para todos que estão 
envolvidos na obra. E, então? Motivado(a) para desenvolver 
esta competência? Então, vamos lá. Avante!
Tipos de canteiro 
De acordo com Naback (2008), os canteiros de obra podem fazer 
parte de uma das três classes subsequentes: reduzidos, espaçosos, 
compridos e afunilados. Os canteiros de obras identificados como 
espaçosos são aqueles em que a edificação não atinge a maior extensão 
do terreno, existindo, dessa maneira, a possibilidade para movimentação 
de automóveis, acomodação individual e acondicionamento de materiais. 
Para o autor, os canteiros de obras chamados de reduzidos são 
os mais básicos na construção de um empreendimento em perímetros 
urbanos, já que a edificação envolve praticamente todo o terreno, 
inviabilizando a preparação do layout do canteiro. Segundo Naback 
(2008), os canteiros de obra classificados de compridos e afunilados têm 
somente uma das dimensões reduzidas, existindo então a oportunidade 
de acesso em alguns locais.
Instalações de infraestrutura
Segundo Albert et al. (2002), as instalações de infraestruturas podem 
ser apontadas como suposições fundamentais para uma elaboração 
racional da edificação. Ao se executar as instalações, é preciso verificar os 
locais de abastecimento de água e de energia e, não menos importante, 
Fundamentos da Construção Civil
33
a coleta de esgoto, com a intenção de diminuir esses gastos, além de 
disseminá-los conforme o layout do canteiro.
Fornecimento de água
Para Filho e Mendes (2016), várias atividades precisam propriamente 
do provimento de água na obra. Podemos citar como exemplos a 
preparação de concreto, a limpeza das ferramentas, entre outras. Nos 
espaços de vivência, as instalações hidrossanitárias necessitam de um 
compartilhamento de água que encontre condições de escoamento 
mínimas para banheiros.
Esgoto da obra
De acordo com Filho e Mendes (2016), o esgoto da obra precisa 
ser investigado para não ser escorrido ao encontro da rede pública com 
componentes nocivos dos quais o recolhimento de esgoto é impedido 
de apanhar, sem prejudicar a saúde do sistema de uma maneira coletiva. 
Para isso, precisam ser examinadas as legislações locais. Sendo assim, a 
obra precisa dispor de uma estação de tratamento de esgoto (ETE), se a 
investigação julgá-lo tóxico.
Instalações elétricas
As instalações elétricas do canteiro de obras precisam dispor de 
um projeto com as caracterizações completas das cargas indispensáveis 
na edificação. De início, faz-se necessário investigar as localidades de 
energia, de maneira que a metodologia construtiva tenha dinamismo, isto 
é, seja possível, no decorrer da construção do layout (FILHO; MENDES, 
2016). 
Conforme a Norma Regulamentadora 18 (NR-18), as instalações 
elétricas precisam ter chave geral da classe blindada mediante 
o consentimento da concessionária da região, fixada no quadro 
predominante de distribuição; chave específica para cada circuito de 
redirecionamento; chave-faca revestida com blindagem em painel de 
Fundamentos da Construção Civil
34
tomada; e chaves magnéticas e disjuntores, necessários para máquinas e 
equipamentos (FILHO; MENDES, 2016).
Áreas operacionais
Segundo Filho e Mendes (2016), as áreas operacionais se 
disponibilizam ao acondicionamento de materiais e se caracterizam 
como o lugar onde as tarefas contribuintes de processo construtivo serão 
realizadas.
Almoxarifado
No almoxarifado ficam armazenados os materiais a serem utilizados 
na obra. Sua localização estabelecerá parte da eficácia do processo 
construtivo e de questões como segurança e organização do canteiro. 
É necessário focar o fluxo dos materiais na agilidade. Por esse motivo, 
a localização do almoxarifado precisa ser estabelecida levando-se 
em consideração a proximidade com o lugar de descarregamento de 
caminhões, com o elevador destinado a transporte de cargas e com 
o escritório situado na obra, a fim de viabilizar a comunicação entre 
o profissional do almoxarifado e o supervisor técnico da obra (FILHO; 
MENDES, 2016).
A área do almoxarifado é motivada especificamente pelo 
dimensionamento da obra e pela etapa na qual ela se encontra. No começo 
da edificação, os desaterros ou aterros e fundações tomam grande parte 
do terreno. Porém, não existe a necessidade de uma considerável reserva 
de materiais. No entanto, nas etapas da superestrutura e também de 
vedações, inicia-se o levantamento das áreas internas da obra que se 
convertem em locais usufruídos, à medida que a necessidade de materiais 
cresce (FILHO; MENDES, 2016). 
Na etapa de finalização, tais áreas precisam estar vazias para 
a aplicação de revestimentos e o armazenamento de materiais, 
necessariamente, precisa ser analisado novamente, com mais precisão 
(FILHO; MENDES, 2016).
Fundamentos da Construção Civil
35
Central de carpintaria
Filho e Mendes (2016) enfatizam que, na fase da utilização de 
concreto, a obra precisa de um lugar para a execução de fôrmas. Esse 
artefato está associado à movimentação de materiais. Portanto, o 
planejamento de sua posição é fundamental. O responsável técnico da 
obra pode preferir fôrmas pré-fabricadas. A execução ou pré-montagem 
de fôrmas no canteiro de obras demanda a criação de um ponto central 
para as atividades de carpintaria, para o qual a localização precisa ser 
definida com a intenção de oportunizar a movimentação do material. 
O montante de tábuas e vigotas precisa achar-se posicionado próximo 
ao acesso da obra. As máquinas de serragens, bem como a mesa de 
serviço, devem ficar localizadas de maneira que os elementos de madeira 
possam ser removidos do amontoado longitudinalmente e dispostos para o 
corte sem a modificação de orientação (FILHO; MENDES, 2016). 
Central de concreto e argamassas
De acordo com Filho e Mendes (2016), se o concreto a ser utilizado 
na obra precisar ser preparado na central de concreto, a localização desta 
deverá estar nos arredores em que estão acondicionados os materiais, 
para diminuir a movimentação desses carregamentos. Orienta-se que a 
central tenha uma proteção de cobertura para prevenir delongamento em 
dias chuvosos. 
A quantidade de betoneiras precisa ser conforme o dimensionamento 
da obra e de acordo com a etapa que se encontra. Como foi mencionado 
quanto à questão dos espaços de estoque, mesmo que a obra necessite 
somente de uma betoneira, é interessante possuir uma de reserva para 
alguma situação inesperada (FILHO; MENDES, 2016).
Central de montagem das armaduras
De acordo com Filho e Mendes (2016), é a área disponibilizada para 
a preparação das ferragens. É imprescindível queesse local esteja coberto 
e localizado próximo à área de armazenamento do aço. A chegada ao 
Fundamentos da Construção Civil
36
elevador destinado ao carregamento de cargas precisa ser direta, com a 
intenção de facilitar as tarefas de montagem de estruturas armadas.
Áreas de vivência
Filho e Mendes (2016) explicam que as áreas de vivência são 
compostas pelos espaços de uma organização, na cidade ou fora dela: em 
canteiros de obras, são indispensáveis para a realização de alimentação, 
tranquilidade, entretenimento e conveniência de higienização dos 
colaboradores. 
Refeitório
Qualquer canteiro de obras precisa ter uma área para alimentação, 
independentemente da quantidade de colaboradores. Essa área precisa 
dispor de um piso lavável e de um dimensionamento apropriado para 
a quantidade de trabalhadores, e de materiais que proporcionem a 
produção e a ingestão das refeições (FILHO; MENDES, 2016).
Escritório da obra
Segundo Filho e Mendes (2016), o escritório da obra precisa ser 
instalado junto ao acesso da edificação de forma que se visualize toda 
a obra, para que, dessa forma, o responsável tenha supervisionamento e 
claro conhecimento dos episódios no canteiro de obra. Um ambiente para 
reuniões pode ser pensado no interior do escritório ou à parte. Porém, 
fundamental é que o canteiro tenha tal ambiente com o intuito de agilizar 
a solução de problemas e determinações relevantes para a execução da 
obra.
O supervisionamento completo da obra fica a cargo da gestão, 
e a segurança do canteiro precisa ganhar devido cuidado para impedir 
furtos. Nessa questão, é imprescindível arrumar o escritório de maneira 
que a entrada e saída seja vista e conduzida em formato eficiente (FILHO; 
MENDES, 2016).
Fundamentos da Construção Civil
37
Vestiário e alojamentos
Conforme Filho e Mendes (2016), qualquer canteiro de obras precisa 
dispor de um local apropriado para que os colaboradores troquem de roupa. 
Esses locais precisam ter bancos com, pelo menos, trinta centímetros de 
largura e devem possuir armários que possam ser trancados pelo usuário. 
É importante que esse espaço se encontre sempre organizado, já que é 
onde haverá convívio social, no qual o espaço do outro indivíduo precisa 
ser respeitado. Sendo assim, no planejamento, faz-se necessário dar 
importância aos elementos de ergonomia para dimensionar os vãos. 
neste sentido, o local deve ter pé direito de no mínimo 2,5 
metros e chão de concreto, além de paredes de alvenaria 
ou matéria equivalente e área de ventilação. (FILHO; 
MENDES, 2016, p. 23)
Dessa maneira, os alojamentos dos colaboradores têm limitações 
no que diz respeito ao dimensionamento e à arrumação do ambiente. As 
instalações sanitárias precisam ser acessíveis, isto é, sua localização é 
incorreta quando se encontrar além de 150 metros do posto de trabalho. 
A higienização desses espaços precisa ser recorrente e programada 
conforme a quantidade de colaboradores. Essas instalações são ambientes 
fundamentais no canteiro de obras e necessitam estar providas de louças 
sanitárias e chuveiros (FILHO; MENDES, 2016).
Lavanderia
Espaço apropriado para a lavagem e secagem das vestimentas 
dos colaboradores. As lavanderias precisam ter tanques individuais 
ou coletivos. O ambiente precisa estar corretamente coberto, com boa 
iluminação e adequada ventilação (FILHO; MENDES, 2016).
Área de lazer
No canteiro de obras, faz-se necessário um local de lazer, no qual 
os colaboradores terão a oportunidade de realizar os intervalos com 
entretenimentos saudáveis. Quando possível, o ambiente para refeições 
pode ser utilizado para esse fim. Em vista disso, é fundamental para os 
Fundamentos da Construção Civil
38
colaboradores alojados que se distraiam e tenham a possibilidade de 
executar suas tarefas com melhor produtividade (FILHO; MENDES, 2016).
Ambulatório
Se a obra contar com mais de 50 funcionários, passa a ser obrigatória 
a disponibilidade de um ambulatório. Esse espaço busca acolher, de 
maneira emergencial, colaboradores que sofram algum tipo de acidente 
e prestar os primeiros socorros (FILHO; MENDES, 2016). 
Planejamento geral do canteiro
Elaborar o planejamento de um canteiro de obra é o mesmo que 
possuir um ótimo entendimento de qualquer elemento que se encontra no 
canteiro para produzir um layout que venha a satisfazer as necessidades 
do terreno, acatando a NR-18 e as legislações técnicas de segurança. 
Desse modo, podemos mencionar que o planejamento do canteiro de 
obras é estabelecido como a organização do layout (FILHO; MENDES, 
2016).
Layout
Para Filho e Mendes (2016), o layout é o posicionamento dos 
constituintes das instalações não permanentes do canteiro. É possível 
encontrar distintas maneiras de organização de um canteiro de obras, as 
quais podem interferir na produtividade da obra. O layout tem a intenção 
de aprimorar o processo construtivo a fim de minimizar as movimentações, 
tanto de colaboradores quanto de materiais, máquinas e equipamentos.
Incorporam-se todos os segmentos do sistema de produção, com 
a intenção de torná-lo mais consistente e de disponibilizar versatilidade 
ao canteiro, na proporção em que os procedimentos são realizados e 
as necessidades e limitações do método de construção alteradas. Além 
disso, objetiva-se orientar a sistematização para o produto finalizado sem 
que ocorram consideráveis paralisações e estimular os colaboradores 
aperfeiçoando as conjunturas das atividades laborais e a segurança no 
canteiro de obra (FILHO; MENDES, 2016).
Fundamentos da Construção Civil
39
Filho e Mendes (2016) mencionam que, na concepção do projeto 
do canteiro de obras, faz-se necessário o conhecimento de demanda 
de materiais e atividades. Ou seja, é fundamental entender a exigência 
de armazenamento e locomoção dos materiais, as urgências dos 
colaboradores, ao passo que fazem parte de um meio social, e o anseio 
dos clientes no que diz respeito ao produto final (FILHO; MENDES, 2016).
Dessa maneira, a investigação do layout do canteiro de obras 
ocupa um papel de considerável relevância, já que o produto final tem 
associação implícita com as exigências de produtividade desse meio. Na 
situação de um canteiro de obras desprovido de um bom planejamento, 
são perceptíveis dificuldades no dinamismo e o empreendimento fica 
comprometido com sua estética (FILHO; MENDES, 2016). 
Na etapa de finalização, os ambientes internos precisam ser 
esvaziados e a organização do layout necessita antever a necessidade 
de que os materiais e rejeitos sejam reconduzidos no local. Assim, a 
versatilidade do projeto toma vez, dado que as transformações da 
sistematização precisam ser seguidas de maneira eficiente, para que 
qualquer etapa da obra disponha de simultaneidade com o canteiro de 
obras (FILHO; MENDES, 2016).
Quanto aos materiais indispensáveis, são os equipamentos e as 
ferramentas no ambiente dos quais os colaboradores precisam para 
realizar a atividade de maneira simples e eficiente. Para tal, a análise 
do layout precisa pressupor os distintos equipamentos e materiais 
indispensáveis em cada etapa e a conveniência dos armazenamentos 
externos se tornarem estendidos e reduzidos. Nessa perspectiva, grande 
parte do êxito da atividade é da incumbência desse planejamento 
precedente (FILHO; MENDES, 2016).
Os espaçamentos entre os distintos componentes do canteiro de 
obras interferem na maneira como as tarefas serão realizadas e no nível 
de possibilidade de ter êxito. Nesse segmento, a compactação do próprio 
canteiro de obra é elemento primordial no orçamento da edificação, já que 
a movimentação de carga gera gasto com energia, tanto do colaborador 
como das máquinas. De mais a mais, em consideráveis distanciamentos 
Fundamentos da Construção Civil
40
trilhados com os materiais, os riscos de perda são grandes e há, inclusive, 
a probabilidade de acontecimentos casuais (FILHO; MENDES, 2016). 
Nesse planejamento,quaisquer tarefas que acontecerem no 
canteiro de obras precisam ser verificadas, com o intuito de integrá-las, 
tendo em vista que, no canteiro, diversas tarefas sucedem paralelamente. 
Portanto, para que a edificação aconteça de maneira organizada, é preciso 
que todas essas tarefas sejam ajustadas. Dessa forma, torna-se possível a 
agilidade do processo construtivo completo (FILHO; MENDES, 2016).
A heterogeneidade dessa sistematização pode ocasionar diversas 
falhas. Sendo assim, a análise minuciosa dos caminhos a serem trilhados 
e que precisarão ser seguidos pelos distintos segmentos do processo 
oportuniza uma melhor visão do geral. Nesse segmento, a assimilação do 
processo construtivo decorrerá na minimização do índice do insucesso 
(FILHO; MENDES, 2016). 
O projeto de layout precisa ter como meta a conclusão da obra 
sem que aconteçam muitas perdas no trabalho construtivo, ou seja, a 
edificação do empreendimento deve fluir para a conclusão do projeto 
sem muitas paradas ou trabalheira. Sendo assim, a obra precisa ter os 
gastos e o tempo de edificação reduzidos (FILHO; MENDES, 2016).
O colaborador precisa estar entusiasmado a preservar o canteiro 
de obras limpo e a realizar as tarefas de sua incumbência, de maneira 
que a construção seja finalizada em tempo reduzido e com amplo nível 
de qualidade. Tendo isso em vista, as situações dos postos de trabalho 
precisam estar de acordo com as legislações de segurança, e a proteção 
do colaborador precisa ser atentamente posta em pauta, sempre que o 
canteiro for programado (FILHO; MENDES, 2016).
Segurança do canteiro
A segurança no canteiro de obra está atribuída a diversas situações, 
às quais faz jus a apropriada atenção na programação da construção. 
Cada colaborador e tarefa precisam de um equipamento de segurança 
próprio. Posto isso, faz-se necessário um olhar atento para a segurança 
e a necessidade de se dar enfoque à minimização de riscos das tarefas 
Fundamentos da Construção Civil
41
a serem realizadas, especialmente em alturas e com grandes cargas 
(FILHO; MENDES, 2016). 
Segundo Filho e Mendes (2016), a NR-18 subentende os 
subsequentes cuidados no que diz respeito aos equipamentos de 
proteção individual (EPIs) utilizados individualmente. A organização é 
obrigada a entregar, em perfeito estado para uso aos colaboradores e 
de forma gratuita, os EPIs apropriados ao risco, conforme as prescrições 
inclusas na: 
NR 6 - Equipamento de Proteção Individual - EPI. O cinto de 
segurança tipo abdominal somente deve ser utilizado em 
serviços de eletricidade e em situações em que funcione 
como limitador de movimentação. O cinto de segurança 
tipo paraquedista deve ser utilizado em atividades a mais 
de 2,00m (dois metros) de altura do piso, nas quais haja 
risco de queda do trabalhador. O cinto de segurança 
deve ser dotado de dispositivo trava-quedas e estar 
ligado a cabo de segurança independente da estrutura 
do andaime. Os cintos de segurança tipo abdominal e 
tipo paraquedista devem possuir argolas e mosquetões 
de aço forjado, ilhoses de material não-ferroso e fivela 
de aço forjado ou material de resistência e durabilidade 
equivalentes. (FILHO; MENDES, 2016, p. 25)
Em trabalhos de instalação industrial, junção e disjunção de gruas, 
montagens e desmontagens de andaimes, armação e desarmação de 
torres de elevadores, instalações de estruturas metálicas e afins nos quais 
exista a necessidade de fluxo do colaborador e não haja a possibilidade 
da montagem de cabo-guia de segurança, é compulsória a utilização de 
dois talabartes, junto com o mosquetão também de dois travamentos 
(FILHO; MENDES, 2016). 
Caminho para veículo e pedestre dentro 
do canteiro
Segundo Filho e Mendes (2016), ainda que no cotidiano isso nem 
sempre aconteça, o interessante é que os caminhos usados por pessoas 
não coincidam com os utilizados por automóveis, por uma consideração 
Fundamentos da Construção Civil
42
de segurança. O correto é que o trânsito de automóveis seja regular e 
somente com uma mão. Dessa maneira, a segurança é mais eficaz.
Os trajetos previstos precisam considerar que os transportes de 
cargas possam ser realizados desprovidos de dificuldades e de maneira 
ágil, de modo a prevenir acidentes. Assim, o acesso à entrada de 
automóveis no canteiro de obras precisa proporcionar maior visibilidade. 
Os locais centrais de produção precisam ser bem acessíveis e os caminhos 
no interior do canteiro de obras precisam viabilizar uma conexão direta 
entre as máquinas e/ou equipamentos de transporte vertical e horizontal 
(FILHO; MENDES, 2016).
RESUMINDO
E, então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Chegamos à conclusão 
de que, de fato, é muito relevante o layout do canteiro de 
obra estar de acordo com diversos fatores que precisam, 
em conjunto, trabalhar de forma harmoniosa para que 
ocorra a organização esperada e adequada no canteiro de 
obra. Estudamos que a disposição de pessoas, materiais, 
máquinas e equipamentos, ferramentas e instalações 
provisórias e fixas do canteiro de obra necessitam de 
bastante atenção, para que a obra seja concluída de acordo 
com o que foi projetado pelas equipes técnicas e obedeça 
às legislações ligadas à construção civil em âmbito 
municipal, estadual e federal, no que diz respeito ao meio 
ambiente, segurança, entre outras mais específicas. Por 
fim, quanto ao canteiro de obras, este imprescindivelmente 
deve ser estruturado e reestruturado no decorrer das 
atividades propostas e concluídas até a finalização da obra.
Fundamentos da Construção Civil
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A mão de obra na construção civil
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você vai conhecer os mais 
diferentes tipos de mão de obra que fazem parte da 
construção civil, os profissionais que estão diretamente 
envolvidos na execução das construções tanto no 
canteiro de obras como em outros departamentos 
não necessariamente instalados no canteiro. E, então? 
Motivado(a) para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!
Os profissionais envolvidos na área da 
construção civil
De acordo com Cordeiro e Machado (2002), o panorama da 
economia, cada dia mais competitivo e mais inflexível, faz com que 
a maioria das organizações precisem se adaptar aos modelos, às 
necessidades e aos avanços tecnológicos do mercado. Nesse cenário, 
fica o profissional obrigado a ir junto com essas transformações, de 
maneira autônoma ou por meio da empresa, adaptando-se às gradativas 
modificações e inovações da tecnologia no ramo, assegurando, dessa 
maneira, sua ocupação profissional na área.
Segundo Farah (1996), executar uma construção que disponha de 
qualidade e com custos reduzidos não está diretamente ligado apenas aos 
processos construtivos ou aos tipos de materiais utilizados, mas, também 
à mão de obra empregada. Assim, para as organizações conseguirem 
alcançar suas metas, dependem da produtividade do colaborador que é 
agente direto de algum tipo de atividade na obra.
Conforme Cordeiro e Machado (2002), é importante que se entendam 
quais são essas exigências e quais parâmetros são consideráveis para 
que exista esse nível de engajamento por parte dos colaboradores. Dessa 
forma, é preciso levantar referências de seu enquadramento social e 
outras que se refiram à qualidade de vida no posto de trabalho, de modo 
Fundamentos da Construção Civil
44
a elaborar estratégias de qualificação que possam satisfazer às demandas 
de treinamento profissional dos trabalhadores. 
Para Farah (1996), as empresas de construção civil que reconhecem 
seus colaboradores por meio da capacitação da mão de obra têm 
grandes chances de continuarem no mercado e bastante possibilidade 
de se desenvolverem.
De acordo com Cordeiro e Machado (2002), devido a razões, como a 
falta de estímulo, ocorre outra complicação, queé o envelhecimento dos 
colaboradores do ramo da construção civil. Existe uma pequena ocorrência 
de renovação, já que não há muita disposição de novos trabalhadores. 
Isso acontece pelo fato de haver, na construção civil, paradigmas de ser 
uma atividade de intenso esforço, fatigante, absolutamente braçal e não 
dispor da merecida valorização do colaborador, tanto pela organização 
como pela própria sociedade. 
Segundo Ribeiro (2005), um parâmetro a ser levado em consideração, 
por modificar essa definição na admissão, está ligado ao desenvolvimento 
do mercado da construção civil, o qual leva em consideração as inovações 
tecnológicas – entre elas, as empregadas no profissional de ponta – e 
os programas incorporados internamente, nos quais é possível examinar 
a produtividade e a performance de cada departamento, retratando as 
conclusões adquiridas de forma ágil e com baixo custo. A existência de 
diversas metodologias construtivas pode ser vista como viabilidade para 
a execução de capacitações específicas de alguns setores.
Para Bufon e Anschau (2016), nessa perspectiva, para que se tenha 
uma melhor utilidade na capacitação dos colaboradores, é de grande 
relevância entender o perfil do profissional a ser habilitado. Dessa maneira, 
pode-se incorporar na capacitação conteúdos que tenham relação com a 
realidade presente deles. Atingindo-se isso, será possível atrair a atenção 
do colaborador, estabelecendo-se que o treinamento ou a atividade a ser 
implementada seja algo agradável. Assim, haverá um comprometimento 
coincidente para com a organização e um rendimento melhor dos seus 
trabalhos.
Fundamentos da Construção Civil
45
Capacitação na construção civil
Paiva e Salgado (2003) comentam que a temática sobre a 
conveniência de capacitação da mão de obra não é inédita. Portanto, 
diversas organizações optam por ter o trabalhador apenas no cotidiano 
da produção, ao contrário de possibilitar determinado tempo para a 
capacitação destes. A repercussão, no entanto, tem demonstrado o 
desaproveitamento e o retrabalho em virtude de existirem, ainda, tarefas 
executadas de maneira inadequada, que, em grande parte das vezes, 
precisam ser feitas novamente ou corrigidas, mesmo que haja relevância 
na produtividade.
Conforme Nóbrega (2006), a capacitação da mão de obra se 
refere apenas à forma de conseguir convencer o colaborador a obter 
compreensão e aprendizagem fundamentais somente ao acatamento das 
atividades que se relacionam à sua tarefa. Souza e Silva (2009) enfatizam 
que a capacitação se compõe de uma atitude, geralmente de pequena 
duração, com o intuito de habilitar a mão de obra para a execução de um 
trabalho específico. 
A NR-18 (ABNT, 1978), que versa sobre Condições e Meio Ambiente 
de Trabalho na Indústria e da Construção, tem sido o embasamento para 
as organizações colocarem em prática algumas determinações no que 
diz respeito ao local de trabalho do colaborador. A NR-18 (ABNT, 1978), 
na temática da capacitação, aborda que qualquer trabalhador precisa ter 
capacitações contínuas com a possibilidade de reprisar tal capacitação 
na quantidade de vezes que forem precisas, frequentemente com vista à 
garantia do andamento de suas tarefas com significativa segurança.
Campos Filho (2004) salienta que a capacitação retrata condição de 
amor próprio, entusiasmo, concebendo-se em um causa incentivadora 
de bastante relevância, viabilizando o prosseguimento da educação. Esta 
que interrompida ou até mesmo não iniciada por diversos colaboradores, 
promovendo a eles um desenvolvimento melhor da atribuição profissional 
em distintos prismas. 
Para Marcondes (2011), a implementação de curso de capacitação 
nas organizações, em parceria com a segmentação dos compromissos 
Fundamentos da Construção Civil
46
pela educação, foi um dos mecanismos mais apontados para o 
aperfeiçoamento da qualificação dos trabalhadores. Porém, de maneira 
oposta do se faz ideia, até o presente, é classificado preocupante o índice 
de empregadores que pensam que não realizarem nada ou até mesmo 
impor do trabalhador sem uma contrapartida tende a ser uma saída.
Bufon e Anschau (2016) informam que o Subcomitê da Indústria 
da Construção Civil, no ano de 2008, em um dos programas brasileiros 
voltados para a área da construção, descreveu uma conjuntura em 
que o departamento dos recursos humanos no ramo da construção 
civil é identificado pelo desprovimento de programas de capacitações, 
baixo investimento em habilitações profissionais, ambiente de trabalho 
insatisfatório e uma sistematização produtiva com bastante perigo, 
ocasionando, por fim, a ampla alternância na mão de obra.
De acordo com Lucena (1999), uma das situações difíceis mais 
debatidas nos dias de hoje, não apenas no Brasil, mas em países de 
Primeiro Mundo, está ligada ao descompasso entre a inovação tecnológica 
e a habilidade da mão de obra para utilização dessa inovação. A tecnologia 
se desenvolve rapidamente e a educação e a capacitação profissional 
encontram-se praticamente na inércia. Dessa maneira, vai fazer parte no 
mercado da mão de obra na área da construção civil quem for junto com 
as inovações que são ofertadas.
Segundo Bufon e Anschau (2016), dentro dessa perspectiva, atrair e 
poder conscientizar o colaborador da construção civil a constantemente 
acompanhar as gradativas inovações e técnicas no mercado tende a ser 
um desafio para as organizações da área, já que, nessa área da mão de 
obra, é proporcionado mais de metade do rendimento total do projeto. 
Ou seja, uma mão de obra bem habilitada, poderá vir a contribuir com 
a redução das perdas nas atividades realizadas na obra, minimizando, 
dessa forma, o índice destinado ao ramo, bem como tendo como resposta 
primordial um aperfeiçoamento na finalização da edificação.
Fundamentos da Construção Civil
47
Rotatividade de trabalhadores
De acordo com Chiavenato (2006), a rotatividade é empregada para 
conceituar o deslocamento de trabalhadores entre uma organização e 
outra. Isto é, a quantidade de colaboradores que entram e saem de uma 
empresa da mesma área frequentemente, em um pequeno espaço de 
tempo, devido a circunstâncias internas ou até mesmo externas. Podem 
ser vários os motivos de rotatividade de trabalhadores, entre eles: 
 • falta de entusiasmo com relação ao ambiente de trabalho;
 • desânimo com relação à política de salário da organização;
 • falta de satisfação relacionada à política de benefícios da empresa;
 • problemas de relacionamento interpessoal no ambiente de 
trabalho;
 • frustação com a função exercida;
 • planejamento insatisfatório de crescimento profissional;
 • parâmetros de análise de performance.
Segundo Chiavenato (2006), a rotatividade é um dos obstáculos 
que contribuem para que as organizações passem a não investir mais no 
seu colaborador. Diversos trabalhadores, ao adquirirem uma certificação 
da empresa na qual trabalha, a abandonam na busca de trabalho em 
outra organização, para receberem, em grande parte dos casos, baixos 
benefícios financeiros que, por muita das vezes, não são vantajosos. 
Enfatiza Chiavenato (2006) que, a cada desvinculação, faz-
se necessário normalmente um novo recrutamento, isto é, um novo 
trabalhador que fará parte do quadro de funcionários para ficar no lugar 
daquele que se desvinculou. Encontram-se duas categorias de demissão:
 • desvinculação por parte do colaborador:
 • ocorre no momento em que o trabalhador decide que, por alguma 
razão, precisa finalizar seu vínculo com a organização.
 • desvinculação por iniciativa da organização:
Fundamentos da Construção Civil
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 • ocorre no momento em que a organização conclui que não precisa 
mais que o trabalhador faça parte de seu quadro de funcionários.
De acordo com Chiavenato (2006), a rotatividade não somente 
aumenta os gastos da organização, mas, afeta os colaboradores que 
continuam fazendo parte dela, já que, até que sejafeita a substituição do 
trabalhador que se desvinculou da organização, na maioria das vezes, os 
que ali estiverem vão precisar realizar as atividades de maneira dobrada, 
para ter a possibilidade de concluir o serviço que o outro realizava. 
Conforme exposto o rodízio de trabalhadores não é bom 
para o trabalhador e nem mesmo para a empresa, a falsa 
ideia que o trabalhador saindo de determinada empresa 
num pequeno espaço de tempo para obter vantagem 
como, por exemplo, do seguro desemprego, faz com que 
o mesmo ao ser avaliado na admissão pelos Recursos 
Humanos-RH de outra empresa constate que não seja um 
bom trabalhador o qual não tenha o rendimento esperado 
para tal função, podendo em muitos casos não conseguir 
trabalho no tempo esperado ou com a mesma faixa salarial 
que recebia antes, para a empresa representa diminuição 
de mão de obra, tendo que buscar repor um novo 
funcionário e treiná-lo, além de ter um custo financeiro 
maior na dispensa do trabalhador, pois terá que efetuar 
o pagamento conforme previsto nas leis trabalhistas ao 
mesmo. (BUFON; ANSCHAU, 2016, p. 200)
Estudo de caso de alguns profissionais da 
construção civil trabalhadores da cidade 
de Chapecó-SC
Bufon e Anschau (2016), em suas investigações na cidade de 
Chapecó, em Santa Catarina, no que diz respeito à faixa etária dos 
colaboradores empregados na construção civil, relataram que é um 
aspecto muito diversificado. As conclusões mostraram que, por mais 
dificultoso que seja, quase 23% de trabalhadores entre 18 e 25 anos 
de idade exercem algum tipo de atividade nesse setor. Porém, a parte 
predominante de colaboradores encontra-se com idade maior do que 34 
anos. 
Fundamentos da Construção Civil
49
Para os autores, com relação ao gênero dos colaboradores, foi 
verificado que a maior parte (90%) é composta por homens. Porém, o 
surgimento da mão de obra das mulheres retrata que, gradativamente, 
elas estão sendo incluídas em uma área de trabalho que antigamente era 
ocupada totalmente por homens. 
Bufon e Anschau (2016) observam que o número de 8,43% 
diagnosticado em Chapecó/SC situou-se abaixo da média do Brasil que 
é de mais de 9%. E, ao ser comparado com a média estadual (8,88%), 
também ficou abaixo. No entanto, os autores enfatizam que existe um 
crescimento ao se analisar os anos anteriores em que não conseguiam 
chegar a 7% em âmbito nacional.
De acordo com Bufon e Anschau (2016), na cidade de Chapecó/SC, 
tendo em que vista que a capacitação passa obrigatoriamente pelo âmbito 
de estudo, as informações coletadas retratam um contexto apreensivo no 
que diz respeito ao índice de analfabetismo. A pesquisas revelaram que 
mais de 20% dos colaboradores são analfabetos. Esses dados podem ser 
um dos inconvenientes vistos em propiciar a capacitação da mão de obra 
no setor da construção civil.
Nos estudos de Bufon e Anschau (2016), foram classificados 
como analfabetos os colaboradores desprovidos de capacidade para a 
realização da leitura sem a necessidade de serem auxiliados por outro 
colaborador para responderem o questionário proposto pelos autores. 
Colaboradores que tinham concluído somente o ensino fundamental 
representaram mais de 50%; aproximadamente 20% concluíram o ensino 
médio; e somente 2,4% eram graduados no ensino superior ou estudaram 
o curso técnico. 
Conforme Bufon e Anschau (2016), no que se refere à educação 
profissional no ramo da construção civil, comprova-se a convicção 
do responsável pelo Sinduscon de Chapecó/SC, o qual afirma que o 
colaborador da construção civil não é muito qualificado. Os estudos 
demonstraram que mais de 60% não possuem nenhum tipo de habilitação 
no setor. 
Fundamentos da Construção Civil
50
As pesquisas de Bufon e Anschau (2016) apontaram quanto à 
quantidade de dependentes, que aproximadamente 70% têm até dois 
dependentes; um quarto dos entrevistados tem até quatro dependentes; 
e menos de 50% têm cinco ou mais dependentes. O fato de existir 
quantidade menor de dependentes é de significativa importância no 
momento em que se considera que a renda é um pouco baixa. Assim, 
com menos dependentes, é possível manter os familiares mais facilmente. 
As investigações de Bufon e Anschau (2016) indicaram que a moradia 
em casa própria é a realidade de apenas metade dos colaboradores. 
Praticamente todo o restante mora em locais alugados e menos de 4% 
hospedam-se em residências de parentes ou até mesmo amigos. Em 
relação ao motivo pelo qual os colaboradores optaram por trabalhar na 
construção civil, as razões são divididas. No tópico referente à identificação 
com o trabalho, aproximadamente 34% dos entrevistados assumiram ter 
reconhecimento com as atividades exercidas no ramo da construção. 
No que se refere à qualificação, quase 23% dos entrevistados não 
possuem qualquer tipo de capacitação na área da construção civil. Os 
autores alertam que esse índice é praticamente igual ao que foi relatado 
na questão do analfabetismo, ou seja, para eles o desprovimento de 
capacitação está sim diretamente ligado ao analfabetismo.
Com valores de 12,04% e 15,67% ficaram para questão 
salarial, profissão de família e por não ter conseguido 
trabalho em outra área. Sobre o tempo de permanência 
trabalhando na atual empresa, os números comprovam 
um problema bastante comum na construção civil 
em relação com à rotatividade de trabalhadores, pois 
63,85% dos entrevistados estão a menos de 03 anos na 
empresa, e entre eles 28.91% a menos de 01 ano, de 03 
a 05 anos 25,30%, 05 a 07 anos 4,82% e com mais de 07 
anos somente 6,03 dos trabalhadores permanecem nesta 
mesma empresa. (BUFON; ANSCHAU, 2016, p. 206) 
Para Bufon e Anschau (2016), no tocante ao período de trabalho no 
setor da construção civil, verifica-se que mais de 50% dos colaboradores 
permanecem há mais de cinco anos no setor; aproximadamente 40% 
trabalham abaixo de três anos; e menos de 5% encontram-se até um ano 
trabalhando na área de construção. 
Fundamentos da Construção Civil
51
Bufon e Anschau (2016) relatam sobre o que isso quer dizer, 
observando que, no ano de 2015, a demanda ou a oferta de trabalho no 
setor se reduziu significativamente. Com relação às dificuldades em se 
manter trabalhando na construção, cerca de metade dos entrevistados 
mencionaram como razão elementar as exposições de trabalho a que são 
sujeitados, por exemplo, condições de esforço, temperaturas agravantes 
e atividades insalubres. No que se refere ao perigo da atividade 
executada, 29% apontaram como quesito da instabilidade. A rotatividade 
dos trabalhadores da construção civil ficou em praticamente 17%. Menos 
de 4% relataram a carga horária de trabalho.
Segundo Bufon e Anschau (2016), na perspectiva da segurança, 
questionados sobre a providência e a utilização dos equipamentos de 
proteção individual, todos os colaboradores responderam que 100% das 
organizações os concederam. No entanto, foi constatado que cerca de 
20% os utilizavam eventualmente, enquanto o restante dos colaboradores 
sempre faz o uso de seus EPIs. 
De acordo com Bufon e Anschau (2016), quanto à execução de 
treinamentos específicos do setor da construção civil, quase 15% relataram 
possuir ou ter efetuado anteriormente, isto é, procuraram possuir um 
treinamento para poder começar no setor. Essa mesma quantidade de 
trabalhadores comentou que possui e efetuou treinamento depois de 
começar seus trabalhos na construção civil. Os demais, que contabilizam 
praticamente 70% dos entrevistados disseram que nunca tiveram a 
oportunidade de fazer algum tipo de capacitação no setor da construção. 
Conforme Bufon e Anschau (2016), no que se refere aos cursos 
profissionalizantes, mais de 90% dos colaboradores disseram que acham 
os cursos fundamentais, já que proporcionam conhecimento e viabilizam 
a disposição no mercado de trabalho. O restante dos entrevistados afirmou 
não ser relevante, já que a vivência na obra é maisdo que suficiente. 
Bufon e Anschau (2016) enfatizam que, entre os trabalhadores 
entrevistados, sobre o interesse de frequentar algum tipo de curso 
profissionalizante, 85% disseram que gostariam de participar de 
cursos no intuito de adquirir mais conhecimento e aumentar o salário. 
Aproximadamente 13% frequentariam algum curso profissionalizante 
Fundamentos da Construção Civil
52
se fosse possível conciliar seus horários de trabalho. Somente 2% não 
demonstraram qualquer tipo de interesse em frequentar algum curso 
profissionalizante.
De acordo com Bufon e Anschau (2016), verifica-se que boa parte 
dos colaboradores manifesta disposição em se capacitar. Porém, várias 
vezes se deparam com condições como comprometimento de horários, 
falta de alfabetização e problemas financeiros. Em relação aos melhores 
horários para frequentar cursos profissionalizantes, a maior parte, cerca de 
64%, afirmou que à noite, de preferência, com pouco tempo para ir até a 
sua residência e então prosseguir até o local do curso. Dos entrevistados, 
praticamente 18% tem preferência por participar do curso ao final da tarde 
de trabalho ou aos sábados e domingos.
RESUMINDO
 E, então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que 
você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Vimos a importância 
da qualificação profissional dos trabalhadores da área 
da construção civil, já que esta a cada dia tem avançado 
no quesito da tecnologia e o colaborador que estiver 
preparado para os desafios da profissão certamente 
ficará empregado. Constatamos também em nossos 
estudos que as empresas que estiverem atentas com 
relação ao incentivo e conseguirem proporcionar aos 
seus funcionários treinamentos específicos possivelmente 
enfrentarão uma redução significativa do quadro de 
pessoal, pois muitos valorizam as oportunidades ofertadas 
por seus empregadores, contribuindo para sua melhoria 
na produtividade com vista inclusive ao aumento de sua 
remuneração salarial. Podemos perceber que, de um 
modo geral, a mão de obra do setor da construção civil 
não possui muito estudo, o que às vezes pode dificultar 
um pouco a percepção desses profissionais no sentido de 
aprimorar-se profissionalmente, quando estão trabalhando 
em algum tipo de organização que não possui a cultura de 
disponibilizar cursos de aperfeiçoamento profissional. 
Fundamentos da Construção Civil
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REFERÊNCIAS
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NB 140:1965 – 
Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção para 
incorporação de edifício em condomínio. Rio de Janeiro: ABNT, 1965.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12721:1993 
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para incorporação de edifício em condomínio. Rio de Janeiro: ABNT, 1993.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12721:1999 
– Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção 
para incorporação de edifício em condomínio. Rio de Janeiro: ABNT, 1999.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12721:2006 
– Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção 
para incorporação de edifício em condomínio. Rio de Janeiro: ABNT, 2006.
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do arquiteto. São Paulo: Edgar Blüecher, 1984.
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BUFON, N.; ANSCHAU, C. T. O perfil da mão de obra na construção 
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CAMPOS FILHO, A. S. Treinamento à distância para mão de obra 
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Fundamentos da Construção Civil
	Projetos e planilhas de controle de obras civis 
	Projeto arquitetônico
	Processo de projeto
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	O canteiro de obra
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	Planejamento geral do canteiro
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	Segurança do canteiro
	Caminho para veículo e pedestre dentro do canteiro
	A mão de obra na construção civil
	Os profissionais envolvidos na área da construção civil
	Capacitação na construção civil
	Rotatividade de trabalhadores
	Estudo de caso de alguns profissionais da construção civil trabalhadores da cidade de Chapecó-SC

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