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Resenha - A perigosa ideia de Darwin

Resenha do documentário "A perigosa ideia de Darwin" sobre a formação da teoria da seleção natural: narra viagens de Darwin, entrevistas com pesquisadores, a metáfora da "árvore da vida", seu receio da Igreja e a publicação de "A Origem das Espécies", além do debate entre ciência e fé.

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ALUNO: Matheus Antônio Martins Corrêa (19/0035170)
Resenha ao documentário “A perigosa ideia de Darwin”
	O documentário relata o processo de formação da teoria de Charles Darwin, além de intercalar com o contexto pessoal do naturalista. De início a produção remonta as viagens de Darwin, em especial para a América do Sul, em busca de materiais fósseis para suas análises e pesquisas. 
	Ao unir a atuação do enredo – este que remonta o visual e a forma da personalidade de Darwin e seu meio – e as entrevistas aos pesquisadores de Darwin o documentário expõe a descrença de Charles à fé institucional da época. Sua teoria, contanto, começa a ser construída quando ele volta de uma dessas suas viagens, logo ele propõe um dos primeiros rascunhos da ideia de uma “Lei da Seleção Natural”.
	Ainda que receoso ao fato de que sua teoria fosse contra o clero britânico e esse um de seus empecilhos, ele continua sua jornada. Neste instante inicia-se a tensão para Darwin, que constitui o processo de evolução dos indivíduos metaforicamente como uma ‘árvore da vida’ que possui filamentos, brotos para as inovações entres os seres e o tronco como um ancestral comum a todos eles. Esse processo inicial foi fundamental para que sua teoria começasse a maturar com mais força adiante, já que é na percepção das diferenças entre os indivíduos nas quais se é fornecido certas vantagens ou desvantagens a eles para a sobrevivência em razão da constante transformação do ambiente, em que Charles se apoia. Em suma, as forças da natureza e as características favoráveis ou não dos seres, selecionam quais indivíduos sobreviverão, o que gera, portanto, espécies mais adaptadas às variações do habitat local.
	Para Darwin, que se mostrava um tanto descrente sobre a fé de sua época, mas não tão longe de acreditar, a evolução não se expunha como um fato determinante para a provável existência ou não de Deus, ele também não depreciava a fé religiosa, já que para ele essa era uma questão da pessoalidade do crente ou não crente. Além disso, Charles mesmo temia os perigos oriundos da igreja caso sua obra fosse publicada, entretanto seguiu ferozmente com seu projeto e lançou a público sua teoria por meio do livro “A origem das espécies”. Hoje, entretanto, em grande maioria, biólogos cientistas compreendem que a ideia de evolução e crença religiosa são duas vertentes explicativas a serem conduzidas e respeitadas concomitantemente e de forma integral, o que colabora para um suporte mútuo para quem visa a ciência, mas preza por sua fé.