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Vivências no puerpério Daiana, Júlia F, Bruna M, Gabriel e Gabriela O que é puerpério? Definição Período pós parto que se inicia após o nascimento do bebê e a saída da placenta (dequitação). Nessa fase, o corpo da mulher entra em processo de recuperação da gravidez ocorrendo as modificações físicas e psicológicas. Didaticamente é dividido em 4 fases: Saída da placenta até 2h- ou Período de Greenberg Nesse período a ocorre a saída da placenta e anexos (restos) e regressão de 1 cm até o terceiro dia. Há um aumento do sangramento vaginal de 1 até 3 dias após o parto. Essa involução pode variar de puérpera para puérpera. Puerpério imediato: Acontece de 2H até 10 dias após a quitação. Nesse período ocorre a regressão do útero de 0,5 cm por dia. Diminuição do sangramento e o retorno do útero ao tamanho normal. Puerpério mediato: De 11 dias até 45 dias após o parto. Alguns obstetras consideram o final do puerpério tardio. Nessa fase as regressões já são mais amenas, o corpo da mulher já está completamente modificado, mas podendo haver sangramento pós parto. Puerpério tardio Após 45 dias pós-parto ou no momento que a mulher tem a ovulação e primeira menstruação após o parto, podendo variar de puérpera para puérpera Puerpério remoto: O puerpério normal é quando a mulher passa por todas as etapas do puerpério sem complicações ou anomalias físicas e psicológicas. Puerpério Normal: Puerpério Patológico: Nesse caso é quando há complicações ou anomalias no processo de recuperação pós-parto. Hemorragias Infecções Depressaõ pós-parto e outras psicopatologias Observe e acompanhe uma puérpera por um período de 30 dias pelo menos, qualquer alteração no aspecto físico ou psicológico procurar ajuda. https://youtube.com/shorts/zT0Cj0cVRo0?si=KjLrZKG6kVN1LMmA https://youtube.com/shorts/OADwH482zkk?si=x1-m5SaulU4D5jCt Cuidado: PILARES DO PUERPÉRIO Da amamentação até o retorno às atividades sexuais Amamentação; Perda de libido; Privação de sono; Mentruação. A amamentação no puerpério A amamentação é um pilar importante para a vida do bebê e para a relação entre mãe e filho; Ela deve ser iniciada logo após o parto, no puerpério imediato, a amamentação oferece muitas vantagens ao binômio mãe-filho e, principalmente, ajuda na interação afetiva, fortalecendo o vínculo precoce entre mãe e bebê; O papel da ocitocina para uma boa amamentação e relação entre mãe e filho: responsável pelas contrações que preparam o corpo para produzir leite e expulsar o bebê na hora do parto; a ocitocina causa profunda sensação de prazer materno e reduz até mesmo os níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse. Fatores que influenciam para o desmame precoce e interrompem essa relação presente: Fissuras mamilares; Ingurgitamento mamário; Mastite e abscesso mamário; Leite que vaza e ductos lactíferos bloqueados; Pouco leite; Comportamento da mãe e do bebê. Perda de libido no puerpério Alterações hormonais são PARTE dos fatores que influenciam na perda de libido no puerpério. diminuição do estrógeno e da progesterona, a redução do hormônio HCG (hormônio particular da gestação, secretado pelo embrião e pela placenta) e a elevação da prolactina. Alteração da musculatura do assoalho pélvico (MAP). Quando a MAP se encontra enfraquecida, as funções sexuais femininas podem ser afetadas gerando disfunções sexuais como a hipoestesia vaginal, um problema de origem nervosa, que diminui a sensibilidade, e a anorgasmia que é a incapacidade de chegar ao orgasmo, mesmo com excitação e estímulos sexuais, e a perda de libido. Perda de libido no puerpério Fatores psicológicos e externos. Devido a situações como o longo tempo destinado ao bebê, a privação do sono, as mudanças hormonais, a amamentação em livre demanda, a pressão da sociedade quanto a maternidade e todas as modificações corporais que não possuem um regresso imediato faz com que a mulher tenha um comportamento individualizado, cada uma vivencia de forma única este momento de pós-parto (OMODEI et al. 2019). o nível de envolvimento da família durante o pós parto e como se relacionam com a puérpera, esta proximidade pode proporcionar uma rede de apoio dando suporte e auxílio nas dificuldades enfrentadas durante o maternar ou propiciar interferências durante a recém maternidade fatores determinantes: Privação de sono aproximadamente 50% das puérperas apresentam comprometimento severo do sono durante 8 semanas pós-parto; Alterações no padrão de sono, característica evidente no puerpério, podem causar declínio das funções cognitivas da mulher,as quais geram complicações na saúde e no bem-estar, desencadeando sentimentos de desconforto, fadiga, flutuações de humor e até depressão pós-parto; Privação de sono fatores como a fragmentação do sono, a má qualidade de sono, a variabilidade do sono de noite para noite, o local onde a criança dorme e os próprios efeitos da privação de sono, como são exemplo o stress e a depressão, contribuem para a privação de sono nos pais nos primeiros meses de vida do recém-nascido e lactente. Menstruação no período puerperal A menstruação no pós-parto varia de acordo com o fato da mulher estar amamentando ou não, uma vez que a amamentação provoca picos do hormônio prolactina, o que pode inibir a ovulação e, consequentemente, atrasar a primeira menstruação. Menstruação no período puerperal Amenorreia lactacional. Menstruação nos primeiros 15 dias: Nos primeiros 2 a 3 dias após o parto até por volta da 3ª semana, é normal que mulher sangre, no entanto, esse sangramento não é considerado menstruação, pois não contém nenhum óvulo e deve-se à saída das estruturas que revestiam o útero, assim como restos da placenta, chamados de lóquios; Menstruação no período puerperal A descida da menstruação depende de como é feita a alimentação do bebê, sendo os tempos mais comuns: A rede de apoio da mãe é quem estará ao lado dela no puerpério, ou seja, quem vai auxiliar essa mulher e facilitar as coisas do dia a dia pra que ela cuide do seu bebê tranquilamente, permitindo o “vínculo mãe-bebê”. Ela deve ser composta por pessoas que abracem, acolham e ouçam a nova mãe, como o pai, ou a companheira, ou a vó, ou a amiga etc. Rede de apoio O mais importante em tudo isso é o apoio emocional. Lembrando que essa é uma fase de esgotamento e de cansaço extremo, então todo auxílio a essa mulher é muito bem-vindo, sempre. AUTOESTIMA Como é um momento que os olhares estão todos no bebê, todo mundo esquece da mãe, inclusive ela mesma transformações no corpo, na rotina, na forma de agir e pensar antes de existir uma mãe, existe uma mulher é necessário que ela cuide de si para este processo poder ser mais leve e para ela poder cuidar melhor de seu filho Autoestima Como as mães podem cuidar da autoestima: • Seja paciente com as mudanças que seu corpo enfrentou • Tire um tempo para você mesma • Cuide de sua alimentação • Peça ajuda (se tiver uma rede de apoio) Saúde mental - Depressão pós parto sensação de profunda tristeza, desespero e falta de esperança que acontece logo após o parto a principal causa da depressão pós-parto é o enorme desequilíbrio de hormônios em decorrência do término da gravidez outros fatores colaboram, como: privação de sono, alimentação inadequeada, falta de apoio de pessoas próximas, sedentarismo, isolamento, entre outros. situação pode se complicar e evoluir para uma forma mais agressiva e extrema da depressão pós-parto, conhecida como psicose pós-parto Saúde mental - psicose pós parto É a condição grave mais susceptível de afetar as mulheres que têm distúrbio bipolar ou histórico de psicose pós-parto Sintomas: Desconexão com o bebê e pessoas ao redor; Sono perturbado, mesmo quando o bebê está dormindo; Pensamento confuso e desorganizado; Vontade extrema de prejudicar/fazer mal ao bebê, a si mesma ou a qualquer pessoa;Mudanças drásticas de humor e comportamento Para ser considerada depressão pós-parto, os sintomas devem surgir até quatro semanas após o nascimento da criança. O tratamento da depressão pós-parto é feito individualmente, conforme cada caso, com medicamentos antidepressivos combinados com psicoterapia. Távia Jucksch LEGISLAÇÃO • A gestante tem o direito à licença–maternidade de 120 dias, com o pagamento do salário integral e benefícios legais a partir do oitavo mês de gestação (LEI no 10.421 de 15 de abril de 2002, art. 392 da CLT). • A mulher tem o direito de ser dispensada do trabalho duas vezes ao dia, por pelo menos 30 minutos ,para amamentar, até o bebê completar seis meses (Art. 396 da Consolidação das Leis do Trabalho) O que a filosofia fala sobre o puerpério Ética e Responsabilidade: Filósofos éticos como exploram as questões morais relacionadas às responsabilidades dos pais durante o puerpério. Isso inclui debates sobre cuidados com o bebê, decisões médicas, e os deveres éticos dos pais para com seus filhos. Elisabeth Badinter: Filósofa francesa que escreveu sobre temas feministas da maternidade e história da mulher na sociedade. Filosofia da Maternidade e Paternidade: Há uma rica tradição de reflexão filosófica sobre o significado da maternidade e da paternidade. Filósofos examinam como esses papéis influenciam a identidade pessoal, as relações familiares e a sociedade em geral. Existencialismo e Identidade: Filósofos existencialistas consideram o puerpério como um momento de transformação da identidade pessoal. Eles exploram como a chegada de um filho pode afetar a liberdade individual, as escolhas e o sentido da vida. Ética do Cuidado de Si e Autocuidado: Filósofos como Michel Foucault exploram o conceito de cuidado de si, que pode ser aplicado ao puerpério como um período em que as mães e os pais precisam de autocuidado físico, mental e emocional. Isso inclui práticas de bem- estar e o desenvolvimento de uma ética pessoal de autocuidado. RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO Foi elaborado um questionário pelo Google Forms com perguntas sobre puerpério, a fim de ouvir opiniões de diversas mães sobre este assunto, entender suas dificuldades e também descobrir os pontos positivos desse período. Quantas gestações você teve? 81,7% de 0 a 2 gestações 15,5% de 2 a 4 gestações 2,8% acima de 4 gestações Qual seu estado civil? 53% casada 31% solteira 12,7% divorciada 2,8% viúva Sua primeira gravidez foi com qual idade? 71% entre 18 a 30 anos 18% entre 12 e 18 anos 10% acima de 30 anos Você considera que o puerpério de sua(s) gestação(ões) foi um período quão difícil pra você? 25% nem um pouco difícil 31% difícil 29% consideravelmente dificil 14% extremamente difícil Você acha que seu puerpério durou: 31% menos que os 40 dias 44% mais ou menos os 40 dias 25% muito mais que os 40 dias Você teve relações sexuais durante o puerpério? 71% não 28% sim Você que teve relações sexuais no puerpério, poderia nos contar o motivo? 71% não pratiquei relações sexuais no puerpério 19,4% por vontade própria 4,2% porque meu marido insistiu 5,6% meu marido não insistiu mas eu não queria “prejudicar” nosso casamento Em relação à rede de apoio, você: 64,8% Minha rede de apoio foi apenas meu marido (ou qualquer familiar próximo, como mãe) 24% tive muita rede de apoio 11,3% não tive nenhuma rede de apoio e passei pelo processo sozinha O quão importante você considera ter uma rede de apoio? 87% extremamente importante 13% consideravelmente importante 0% nem um pouco importante Na sua opinião, o quanto uma boa condição financeira ajuda a mulher a ter um puerpério mais confortável? 50% ajuda consideravelmente 42% ajuda muito, a ponto de ser essencial 8% não ajuda tanto assim “Estou aqui se precisar” “Você não dará conta de tudo” “Esqueça os serviços domésticos” “Essa fase passa” “A alegria de ter um filho supera todas essas dificuldades” “Se acalme, você será uma ótima mãe” “Gostaria de ter aprendido mais sobre como cuidar de um bebê” Você mãe que passou pelo puerpério, seja ele difícil ou não, o que gostaria de ter ouvido antes de passar por essa fase? (Lembrando que esta pergunta ficará pública para apresentarmos a resposta para turma). Você mãe que passou pelo puerpério, seja ele difícil ou não, o que gostaria de ter ouvido antes de passar por essa fase? (Lembrando que esta pergunta ficará pública para apresentarmos a resposta para turma). RELATOS REAIS: Vivência do Puerpério: Patológico Prematuro na UTI Neo Natal OBRIGADO!