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SIMULADO5 - Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de

a) considerar ao acaso, sem premeditação.
b) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
c) adotar como referência de qualidade.
d) julgar de acordo com normas legais.
e) classificar segundo ideias preconcebidas.

O pensamento da personagem Vândalo, no último quadrinho,

a) põe em dúvida a ideia de que o intercâmbio terá sucesso.
b) não admite as verdadeiras qualidades do garoto que morará com Grump.
c) contradiz a ideia de que o garoto será bem recebido por Grump.
d) expressa o reconhecimento de características negativas em quem receberá o garoto.
e) reconhece a dificuldade de Grump adequar-se ao perfil traçado pelo projeto de intercâmbio.

A parte final do texto, destacada em itálico, coloca-se para a afirmação que a antecede como
a) um trecho explicativo de ideia exposta anteriormente.
b) uma resposta não fundamentada em dados de realidade.
c) um meio de levar o leitor a buscar explicações que não estão no texto.
d) uma sequência fundamentada em hipóteses pouco prováveis.
e) a manifestação de uma contradição que será discutida.

A frase inicial do texto – Geralmente, numa situação… um posto de trabalho. – expressa as condições gerais em uma situação de altos índices de desemprego. De acordo com essas condições,
a) o perfil de profissional pretendido nem sempre é bem definido nas empresas.
b) o desemprego aumenta em decorrência da qualificação profissional.
c) a formação de um profissional é, via de regra, questão secundária na sua contratação.
d) a qualificação profissional é um caminho para se conseguir um emprego.
e) o profissional deve ter qualificação inferior em relação às pretensões da empresa.

O texto revela que, no Brasil,
a) as empresas estão mais rigorosas para selecionar os mais qualificados.
b) os índices de desemprego têm-se elevado continuamente nas regiões metropolitanas.
c) os trabalhadores têm investido mais do que o necessário em sua formação profissional.
d) as pesquisas sobre emprego são pouco consistentes e confiáveis.
e) as empresas convivem com a carência de mão de obra qualificada.

De acordo com o texto, o futuro é descrito pelos autores de Abundance como tempo
a) auspicioso e de grandes mudanças.
b) de empobrecimento dos ricos.
c) de descrença e intolerância.
d) com certas restrições tecnológicas.
e) de conflito entre as pessoas.

Peter Diamandis e Steven Kotler acreditam que a descrença quanto às promessas apresentadas no livro deve-se ao fato de as pessoas participarem de um mundo ameaçador em que não há revoluções silenciosas.
a) um mundo ameaçador em que não há revoluções silenciosas.
b) revoluções silenciosas que são afetadas pelo pessimismo global.
c) um mundo ameaçador sem expectativa de revoluções silenciosas.
d) um pessimismo global distanciado das revoluções silenciosas.
e) revoluções silenciosas decorrentes do pessimismo global.

Segundo o texto, é correto afirmar que
a) a falta de modos do príncipe Edward foi ignorada pela embaixadora americana.
b) o governo do Afeganistão é sabidamente corrupto e está envolvido com o tráfico de drogas.
c) Karzai, o presidente afegão, é muito respeitado em Washington e está acima de qualquer suspeita.
d) a embaixadora americana no Quirguistão ficou honrada com a divulgação dos documentos sigilosos.
e) o presidente Karzai, em viagem aos Estados Unidos, retirou US$ 52 milhões de um banco em Washington.

A palavra que resume a ação do jovem soldado em relação à sua pátria, ao copiar documentos secretos e divulgá-los, é

a) deslealdade.
b) afeição.
c) honestidade.
d) bondade.
e) fanatismo.

Quanto ao vazamento de informações da WikiLeaks, o autor o considera

a) positivo, prova disso é ter considerado acertado o envenenamento de Alan Turing.
b) negativo, pois comprometeu o trabalho realizado pelos matemáticos em Bletchley Park.
c) indiferente, tendo em vista que as informações divulgadas não eram secretas.
d) negativo, prova disso é a exposição do material nuclear em poder de Muammar Gaddafi.
e) positivo, pois trouxe à luz expressivas informações que comprometem a diplomacia americana.

Leia as afirmacoes.

I. A questão do lixo é um problema que envolve tanto a prefeitura de São Paulo quanto as concessionárias responsáveis pela coleta e cooperativas de catadores.

II. A prefeitura de São Paulo recorreu da decisão da Justiça por não ser capaz de realizar a coleta seletiva de lixo sem o apoio da própria Justiça.

De acordo com o texto, está correto apenas o contido em

a) I.
b) III.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

Considerando os gêneros textuais, a passagem entre aspas pode ser corretamente classificada como:

a) artigo de opinião.
b) diário.
c) notícia.
d) biografia.
e) depoimento.

O narrador inclui-se em sua própria narrativa (ou seja, torna- -se também objeto de sua narrativa) no seguinte trecho:

a) “Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite” (1º parágrafo)
b) “O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis” (5º parágrafo)
c) “O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis” (3º parágrafo)
d) “Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar” (3º parágrafo)
e) “Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu” (4º parágrafo)

Considere a frase do último parágrafo. Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse comportamento. Baseando-se nos elementos de coesão e coerência, assinale a alternativa em que a reescrita da frase preserva a relação de causa estabelecida pelo termo “Como”.

a) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, já que ela não é uma doença.
b) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, ainda que ela não seja uma doença.
c) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, enquanto ela não seja uma doença.
d) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, portanto ela não é uma doença.
e) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, embora ela não seja uma doença.

Para manter a coerência do texto e a ideia de restrição expressa por Somente, essa frase pode ser reescrita da seguinte forma:

a) Frequentemente, a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno mental, e pode haver...
b) Sem a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver...
c) Apenas se a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver...
d) Por certo a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno mental, e pode haver...
e) A princípio, a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno mental, e pode haver...

Mantendo-se o sentido da tira, as duas falas do personagem, no primeiro quadro, estão corretamente reescritas em:

a) Embora esteja com uma perna quebrada, temos que sacrificar!
b) Temos que sacrificar, conforme está com uma perna quebrada!
c) Temos que sacrificar à medida que está com uma perna quebrada!
d) Temos que sacrificar, no entanto está com uma perna quebrada!
e) Temos que sacrificar, porque está com uma perna quebrada!

Sem prejuízo ao sentido original e em conformidade com a norma-padrão, a frase de Willy pode ser assim reescrita:

a) Existe fantasmas em nossa casa? Bertha!
b) Será que nossa casa têm fantasmas Bertha?
c) Há um fantasma em nossa casa, Bertha!
d) Apareceram em nossa casa, fantasmas, Bertha!
e) Bertha há um fantasma em nossa casa?

De acordo com a norma-padrão, na frase – E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. (13º parágrafo) –, a expressão destacada pode ser substituída por
a) ante o.
b) sobre o.
c) com o.
d) sob o.
e) entre o.

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Questões resolvidas

Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de

a) considerar ao acaso, sem premeditação.
b) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
c) adotar como referência de qualidade.
d) julgar de acordo com normas legais.
e) classificar segundo ideias preconcebidas.

O pensamento da personagem Vândalo, no último quadrinho,

a) põe em dúvida a ideia de que o intercâmbio terá sucesso.
b) não admite as verdadeiras qualidades do garoto que morará com Grump.
c) contradiz a ideia de que o garoto será bem recebido por Grump.
d) expressa o reconhecimento de características negativas em quem receberá o garoto.
e) reconhece a dificuldade de Grump adequar-se ao perfil traçado pelo projeto de intercâmbio.

A parte final do texto, destacada em itálico, coloca-se para a afirmação que a antecede como
a) um trecho explicativo de ideia exposta anteriormente.
b) uma resposta não fundamentada em dados de realidade.
c) um meio de levar o leitor a buscar explicações que não estão no texto.
d) uma sequência fundamentada em hipóteses pouco prováveis.
e) a manifestação de uma contradição que será discutida.

A frase inicial do texto – Geralmente, numa situação… um posto de trabalho. – expressa as condições gerais em uma situação de altos índices de desemprego. De acordo com essas condições,
a) o perfil de profissional pretendido nem sempre é bem definido nas empresas.
b) o desemprego aumenta em decorrência da qualificação profissional.
c) a formação de um profissional é, via de regra, questão secundária na sua contratação.
d) a qualificação profissional é um caminho para se conseguir um emprego.
e) o profissional deve ter qualificação inferior em relação às pretensões da empresa.

O texto revela que, no Brasil,
a) as empresas estão mais rigorosas para selecionar os mais qualificados.
b) os índices de desemprego têm-se elevado continuamente nas regiões metropolitanas.
c) os trabalhadores têm investido mais do que o necessário em sua formação profissional.
d) as pesquisas sobre emprego são pouco consistentes e confiáveis.
e) as empresas convivem com a carência de mão de obra qualificada.

De acordo com o texto, o futuro é descrito pelos autores de Abundance como tempo
a) auspicioso e de grandes mudanças.
b) de empobrecimento dos ricos.
c) de descrença e intolerância.
d) com certas restrições tecnológicas.
e) de conflito entre as pessoas.

Peter Diamandis e Steven Kotler acreditam que a descrença quanto às promessas apresentadas no livro deve-se ao fato de as pessoas participarem de um mundo ameaçador em que não há revoluções silenciosas.
a) um mundo ameaçador em que não há revoluções silenciosas.
b) revoluções silenciosas que são afetadas pelo pessimismo global.
c) um mundo ameaçador sem expectativa de revoluções silenciosas.
d) um pessimismo global distanciado das revoluções silenciosas.
e) revoluções silenciosas decorrentes do pessimismo global.

Segundo o texto, é correto afirmar que
a) a falta de modos do príncipe Edward foi ignorada pela embaixadora americana.
b) o governo do Afeganistão é sabidamente corrupto e está envolvido com o tráfico de drogas.
c) Karzai, o presidente afegão, é muito respeitado em Washington e está acima de qualquer suspeita.
d) a embaixadora americana no Quirguistão ficou honrada com a divulgação dos documentos sigilosos.
e) o presidente Karzai, em viagem aos Estados Unidos, retirou US$ 52 milhões de um banco em Washington.

A palavra que resume a ação do jovem soldado em relação à sua pátria, ao copiar documentos secretos e divulgá-los, é

a) deslealdade.
b) afeição.
c) honestidade.
d) bondade.
e) fanatismo.

Quanto ao vazamento de informações da WikiLeaks, o autor o considera

a) positivo, prova disso é ter considerado acertado o envenenamento de Alan Turing.
b) negativo, pois comprometeu o trabalho realizado pelos matemáticos em Bletchley Park.
c) indiferente, tendo em vista que as informações divulgadas não eram secretas.
d) negativo, prova disso é a exposição do material nuclear em poder de Muammar Gaddafi.
e) positivo, pois trouxe à luz expressivas informações que comprometem a diplomacia americana.

Leia as afirmacoes.

I. A questão do lixo é um problema que envolve tanto a prefeitura de São Paulo quanto as concessionárias responsáveis pela coleta e cooperativas de catadores.

II. A prefeitura de São Paulo recorreu da decisão da Justiça por não ser capaz de realizar a coleta seletiva de lixo sem o apoio da própria Justiça.

De acordo com o texto, está correto apenas o contido em

a) I.
b) III.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

Considerando os gêneros textuais, a passagem entre aspas pode ser corretamente classificada como:

a) artigo de opinião.
b) diário.
c) notícia.
d) biografia.
e) depoimento.

O narrador inclui-se em sua própria narrativa (ou seja, torna- -se também objeto de sua narrativa) no seguinte trecho:

a) “Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite” (1º parágrafo)
b) “O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis” (5º parágrafo)
c) “O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis” (3º parágrafo)
d) “Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar” (3º parágrafo)
e) “Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu” (4º parágrafo)

Considere a frase do último parágrafo. Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse comportamento. Baseando-se nos elementos de coesão e coerência, assinale a alternativa em que a reescrita da frase preserva a relação de causa estabelecida pelo termo “Como”.

a) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, já que ela não é uma doença.
b) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, ainda que ela não seja uma doença.
c) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, enquanto ela não seja uma doença.
d) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, portanto ela não é uma doença.
e) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, embora ela não seja uma doença.

Para manter a coerência do texto e a ideia de restrição expressa por Somente, essa frase pode ser reescrita da seguinte forma:

a) Frequentemente, a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno mental, e pode haver...
b) Sem a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver...
c) Apenas se a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver...
d) Por certo a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno mental, e pode haver...
e) A princípio, a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno mental, e pode haver...

Mantendo-se o sentido da tira, as duas falas do personagem, no primeiro quadro, estão corretamente reescritas em:

a) Embora esteja com uma perna quebrada, temos que sacrificar!
b) Temos que sacrificar, conforme está com uma perna quebrada!
c) Temos que sacrificar à medida que está com uma perna quebrada!
d) Temos que sacrificar, no entanto está com uma perna quebrada!
e) Temos que sacrificar, porque está com uma perna quebrada!

Sem prejuízo ao sentido original e em conformidade com a norma-padrão, a frase de Willy pode ser assim reescrita:

a) Existe fantasmas em nossa casa? Bertha!
b) Será que nossa casa têm fantasmas Bertha?
c) Há um fantasma em nossa casa, Bertha!
d) Apareceram em nossa casa, fantasmas, Bertha!
e) Bertha há um fantasma em nossa casa?

De acordo com a norma-padrão, na frase – E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. (13º parágrafo) –, a expressão destacada pode ser substituída por
a) ante o.
b) sobre o.
c) com o.
d) sob o.
e) entre o.

Prévia do material em texto

1001) 
Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/122452
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto, para responder à questão.
Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de deux” (*): sentado, ao fundo do restaurante, o cliente
paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à parede, marmóreo e
impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção. O paulista estrebucha: “Amigô?!”,
“Chefê?!”, “Parceirô?!”; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro lustre.
Eu disse “cliente paulista”, percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer estereotipar,
mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da
pergunta “débito ou crédito?”.[...] Como pode ele entender que o fato de estar pagando não garantirá a
atenção do garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua batalha entre
burgueses e proletários, compreender o discreto charme da aristocracia?
Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que
esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador.
[...] Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e rainhas do 20:
levou gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom e leites para Nelson, recebeu
gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje fala de futebol com Roberto
Carlos e ouve conselhos de João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre foi, seu orgulho permanece
intacto.
Até que chega esse paulista, esse homem bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e
sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir todas as
portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito - pensa o
garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do banheiro, e ali esquecê-lo para
todo o sempre.
Veja, veja como ele se debate, como se debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de
Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais
organizada: “Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!”. Acalme-se,
conterrâneo. Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para servi-lo, você é
que foi ao restaurante para homenageá-lo.
(Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha de S.Paulo, 06.02.2013)
(*) Um tipo de coreografia, de dança.
O contexto em que se encontra a passagem – Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19,
passou a servir reis e rainhas do 20: (2.º parágrafo) – leva a concluir, corretamente, que a menção a
a) príncipes e princesas constitui uma referência em sentido não literal.
b) reis e rainhas constitui uma referência em sentido não literal.
c) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma referência em sentido não literal.
d) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma referência em sentido literal.
e) reis e rainhas constitui uma referência em sentido literal.
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122452
1002) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/122454
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto, para responder à questão.
Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de deux” (*): sentado, ao fundo do restaurante, o cliente
paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à parede, marmóreo e
impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção. O paulista estrebucha: “Amigô?!”,
“Chefê?!”, “Parceirô?!”; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro lustre.
Eu disse “cliente paulista”, percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer estereotipar,
mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da
pergunta “débito ou crédito?”.[...] Como pode ele entender que o fato de estar pagando não garantirá a
atenção do garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua batalha entre
burgueses e proletários, compreender o discreto charme da aristocracia?
Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que
esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador.
[...] Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e rainhas do 20:
levou gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom e leites para Nelson, recebeu
gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje fala de futebol com Roberto
Carlos e ouve conselhos de João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre foi, seu orgulho permanece
intacto.
Até que chega esse paulista, esse homem bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e
sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir todas as
portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito - pensa o
garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do banheiro, e ali esquecê-lo para
todo o sempre.
Veja, veja como ele se debate, como se debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de
Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais
organizada: “Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!”. Acalme-se,
conterrâneo. Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para servi-lo, você é
que foi ao restaurante para homenageá-lo.
(Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha de S.Paulo, 06.02.2013)
(*) Um tipo de coreografia, de dança.
Para responder à questão considere a seguinte passagem:
Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam,
99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
a) considerar ao acaso, sem premeditação.
b) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
c) adotar como referência de qualidade.
d) julgar de acordo com normas legais.
e) classificar segundo ideias preconcebidas.
www.tecconcursos.com.br/questoes/122458
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122458
1003) 
1004) 
Leia o texto, para responder à questão.
Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de
textualidade, na qual a informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não
linear. Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas
previamente estabelecidas.
Quando o cientista Vannevar Bush, na década de 40, concebeu a ideia de hipertexto, pensava, na
verdade, na necessidade de substituir os métodos existentes de disponibilização e recuperação de
informações ligadas especialmente à pesquisa acadêmica, que eram lineares, por sistemas de indexação
e arquivamento que funcionassem por associação de ideias, seguindo o modelo de funcionamento da
mente humana. O cientista, ao que parece, importava-se com a criação de um sistema que fosse como
uma “máquina poética”, algo que funcionasse por analogia e associação, máquinas que capturassem o
brilhantismo anárquico da imaginação humana.
Parece não ser obra do acaso que a ideia inicial de Bush tenha sido conceituada como hipertexto 20 anos
depois de seu artigo fundador, exatamente ligada à concepção de um grande sistemade textos que
pudessem estar disponíveis em rede. Na década de 60, o cientista Theodor Nelson sonhava com um
sistema capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias, com a possibilidade de
interconexão entre elas. Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do
mundo, numa rede de publicação hipertextual universal e instantânea. Funcionando como um imenso
sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual.
 
(Disponível em: http://www.pucsp.br/~cimid/4lit/longhi/hipertexto.htm .Acesso em: 05 fev 2013. Adaptado)
Embora se trate de um texto predominantemente informativo, é correto afirmar que o autor faz uma
inferência, expressando sua opinião, ao dizer:
a) O cientista, ao que parece, importava-se com a criação de um sistema que fosse como uma
“máquina poética”.
b) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do mundo, numa rede.
c) Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação.
d) A informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não linear.
e) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito está ligado a uma nova concepção de
textualidade.
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Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto da tira, para responder à questão.
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1005) 
 
O pensamento da personagem Vândalo, no último quadrinho,
a) põe em dúvida a ideia de que o intercâmbio terá sucesso.
b) não admite as verdadeiras qualidades do garoto que morará com Grump.
c) contradiz a ideia de que o garoto será bem recebido por Grump.
d) expressa o reconhecimento de características negativas em quem receberá o garoto.
e) reconhece a dificuldade de Grump adequar-se ao perfil traçado pelo projeto de intercâmbio.
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Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto para responder à questão seguinte:
 
A disseminação do conceito de boas práticas corporativas, que ganhou força nos últimos anos, fez surgir
uma estrada sem volta no cenário global e, consequentemente, no Brasil. Nesse contexto, governos e
empresas estão fechando o cerco contra a corrupção e a fraude, valendo-se dos mais variados
mecanismos: leis severas, normas de mercado e boas práticas de gestão de riscos. Isso porque se
cristalizou a compreensão de que atos ilícitos vão além de comprometer relações comerciais e o próprio
caixa das empresas. Eles representam dano efetivo à reputação empresarial frente ao mercado e aos
investidores, que exigem cada vez mais transparência e, em casos extremos, acabam em investigações e
litígios judiciais que podem levar executivos à cadeia.
(Fernando Porfírio, Pela solidez nas organizações.
Em Mundo corporativo n.º 28, abril-junho 2010)
 
 
A parte final do texto, destacada em itálico, coloca-se para a afirmação que a antecede como
a) um trecho explicativo de ideia exposta anteriormente.
b) uma resposta não fundamentada em dados de realidade.
c) um meio de levar o leitor a buscar explicações que não estão no texto.
d) uma sequência fundamentada em hipóteses pouco prováveis.
e) a manifestação de uma contradição que será discutida.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122488
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86330
1006) 
1007) 
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Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia a tira.
No segundo quadrinho, a fala da personagem revela
a) hesitação.
b) indiferença.
c) contradição.
d) raiva.
e) exaltação.
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Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto para responder à questão.
 
Saber é trabalhar
 
Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador sente a necessidade de
aprimorar a sua formação para obter um posto de trabalho. As empresas buscam os mais qualificados
em cada categoria e excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa não
tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego urbano feita pelo Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema
Estadual de Análise de Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas
de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas medido pela pesquisa era de 17,9% em
2005 e fechou em 11,9% em 2010.
A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva em conta não só o
desemprego aberto (quem está procurando trabalho), como também o oculto (pessoas que desistiram de
procurar ou estão em postos precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro da
própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores ocupados.
A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra qualificada para os postos de
trabalho que estão abertos. A Fundação Dom Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de
Profissionais no Brasil. A análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico
e tático. Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar a mão de obra de que
necessitam.
 
(Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado)
A frase inicial do texto – Geralmente, numa situação… um posto de trabalho. – expressa as condições
gerais em uma situação de altos índices de desemprego. De acordo com essas condições,
a) o perfil de profissional pretendido nem sempre é bem definido nas empresas.
b) o desemprego aumenta em decorrência da qualificação profissional.
c) a formação de um profissional é, via de regra, questão secundária na sua contratação.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86331
1008) 
1009) 
d) a qualificação profissional é um caminho para se conseguir um emprego.
e) o profissional deve ter qualificação inferior em relação às pretensões da empresa.
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Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto para responder à questão.
 
Saber é trabalhar
 
Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador sente a necessidade de
aprimorar a sua formação para obter um posto de trabalho. As empresas buscam os mais qualificados
em cada categoria e excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa não
tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego urbano feita pelo Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema
Estadual de Análise de Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas
de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas medido pela pesquisa era de 17,9% em
2005 e fechou em 11,9% em 2010.
A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva em conta não só o
desemprego aberto (quem está procurando trabalho), como também o oculto (pessoas que desistiram de
procurar ou estão em postos precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro da
própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores ocupados.
A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra qualificada para os postos de
trabalho que estão abertos. A Fundação Dom Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de
Profissionais no Brasil. A análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico
e tático. Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar a mão de obra de que
necessitam.
 
(Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado)
O texto revela que, no Brasil,
a) as empresas estão mais rigorosas para selecionar os mais qualificados.
b) os índices de desempregotêm-se elevado continuamente nas regiões metropolitanas.
c) os trabalhadores têm investido mais do que o necessário em sua formação profissional.
d) as pesquisas sobre emprego são pouco consistentes e confiáveis.
e) as empresas convivem com a carência de mão de obra qualificada.
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Leia o texto para responder à questão.
 
SÃO PAULO – Se você leu Cândido, de Voltaire, e achou o dr. Pangloss um sujeito muito otimista, é
porque não abriu Abundance, de Peter Diamandis e Steven Kotler.
Os autores, um milionário com formação em engenharia espacial, genética e medicina e um jornalista
científico, dizem com todas as letras que a humanidade está para entrar numa era de superabundância,
na qual tecnologias tornarão itens essenciais tão baratos que todos os habitantes da Terra terão acesso a
bens e serviços até há pouco ao alcance apenas dos muito ricos. E tudo isso no horizonte de uma
geração.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86332
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86338
1010) 
Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. Como fomos
programados para ver o mundo como um lugar ameaçador, nutrimos um inescapável pessimismo global,
que não nos deixa perceber as revoluções silenciosas de que participamos.
Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado, e mesmo que lhe apliquemos um
deságio cético de, vá lá, 80%, ainda sobram ou há coisas surpreendentes.
(Hélio Schwartsman, Abundância e otimismo. Folha de S.Paulo, 16.09.2012. Adaptado)
De acordo com o texto, o futuro é descrito pelos autores de Abundance como tempo
a) auspicioso e de grandes mudanças.
b) de empobrecimento dos ricos.
c) de descrença e intolerância.
d) com certas restrições tecnológicas.
e) de conflito entre as pessoas.
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Leia o texto para responder à questão.
 
SÃO PAULO – Se você leu Cândido, de Voltaire, e achou o dr. Pangloss um sujeito muito otimista, é
porque não abriu Abundance, de Peter Diamandis e Steven Kotler.
Os autores, um milionário com formação em engenharia espacial, genética e medicina e um jornalista
científico, dizem com todas as letras que a humanidade está para entrar numa era de superabundância,
na qual tecnologias tornarão itens essenciais tão baratos que todos os habitantes da Terra terão acesso a
bens e serviços até há pouco ao alcance apenas dos muito ricos. E tudo isso no horizonte de uma
geração.
Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. Como fomos
programados para ver o mundo como um lugar ameaçador, nutrimos um inescapável pessimismo global,
que não nos deixa perceber as revoluções silenciosas de que participamos.
Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado, e mesmo que lhe apliquemos um
deságio cético de, vá lá, 80%, ainda sobram ou há coisas surpreendentes.
(Hélio Schwartsman, Abundância e otimismo. Folha de S.Paulo, 16.09.2012. Adaptado)
Peter Diamandis e Steven Kotler acreditam que a descrença quanto às promessas apresentadas no livro
deve-se ao fato de as pessoas participarem de
a) um mundo ameaçador em que não há revoluções silenciosas.
b) revoluções silenciosas que são afetadas pelo pessimismo global.
c) um mundo ameaçador sem expectativa de revoluções silenciosas.
d) um pessimismo global distanciado das revoluções silenciosas.
e) revoluções silenciosas decorrentes do pessimismo global.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86339
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86346
1011) 
1012) 
1013) 
Leia o texto para responder à questão.
Ainda vamos ver sites como o Google com a mesma nostalgia que hoje dedicamos a máquinas de
escrever e discos de vinil. Os atuais mecanismos de busca na rede já estão ultrapassados por projetos
inovadores, que deixam esta tarefa mais fácil e precisa. Como você ainda não foi informado? Ainda são
iniciativas experimentais. Falta mais dedicação dos pesquisadores e investidores dispostos a deixá-las
acessíveis ao grande público.
 
(Galileu, dezembro de 2011)
As informações textuais permitem inferir que muitas pessoas atualmente
a) desconhecem o que seja um mecanismo de busca como o Google.
b) tornaram iniciativas experimentais acessíveis ao grande público.
c) sentem saudades das máquinas de escrever e dos discos de vinil.
d) trocaram o Google por máquinas de escrever e discos de vinil.
e) substituíram o Google por mecanismos inovadores de buscas.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia a charge.
Um dos efeitos de humor da charge reside no fato de as personagens entenderem "ROÇONA" e
"ROCINHA" como
a) palavras sinônimas derivadas de "roça".
b) aumentativo e diminutivo de "roça", respectivamente.
c) áreas urbanas onde se trabalha pouco.
d) áreas rurais cuidadas pelo Exército.
e) substantivos próprios relativos a logradouro.
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Leia o texto para responder à questão.
 
WikiLeaks contra o Império
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86355
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78759
1014) 
que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia
ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a
informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu
aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo
para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria
que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na
bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward
dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de
urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar
Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de
material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa
qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu
papel era comunicar. O de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores
matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os
códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o
episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra
Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi
ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o queeu fiz durante a guerra". Alan Turing, um
dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua
homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua
homenagem, esse é o símbolo da Apple.)
 
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado)
Segundo o texto, é correto afirmar que
a) a falta de modos do príncipe Edward foi ignorada pela embaixadora americana.
b) o governo do Afeganistão é sabidamente corrupto e está envolvido com o tráfico de drogas.
c) Karzai, o presidente afegão, é muito respeitado em Washington e está acima de qualquer suspeita.
d) a embaixadora americana no Quirguistão ficou honrada com a divulgação dos documentos
sigilosos.
e) o presidente Karzai, em viagem aos Estados Unidos, retirou US$ 52 milhões de um banco em
Washington.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
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Leia o texto para responder à questão.
 
WikiLeaks contra o Império
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78760
1015) 
que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia
ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a
informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu
aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo
para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria
que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na
bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward
dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de
urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar
Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de
material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa
qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu
papel era comunicar. O de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores
matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os
códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o
episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra
Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi
ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um
dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua
homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua
homenagem, esse é o símbolo da Apple.)
 
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado)
A palavra que resume a ação do jovem soldado em relação à sua pátria, ao copiar documentos secretos
e divulgá-los, é
a) deslealdade.
b) afeição.
c) honestidade.
d) bondade.
e) fanatismo.
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Leia o texto para responder à questão.
 
WikiLeaks contra o Império
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica
que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia
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1016) 
ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a
informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu
aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo
para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria
que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na
bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward
dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de
urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar
Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de
material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa
qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu
papel era comunicar. O de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores
matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os
códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o
episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra
Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi
ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um
dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua
homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua
homenagem, esse é o símbolo da Apple.)
 
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado)
Quanto ao vazamento de informações da WikiLeaks, o autor o considera
a) positivo, prova disso é ter considerado acertado o envenenamento de Alan Turing.
b) negativo, pois comprometeu o trabalho realizado pelos matemáticos em Bletchley Park.
c) indiferente, tendo em vista que as informações divulgadas não eram secretas.
d) negativo, prova disso é a exposição do material nuclear em poder de Muammar Gaddafi.
e) positivo, pois trouxe à luz expressivas informações que comprometem a diplomacia americana.
www.tecconcursos.com.br/questoes/78764
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Leia o texto para responder à questão.
 
WikiLeaks contra o Império
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica
que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia
ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a
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1017) 
informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu
aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo
para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria
que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na
bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward
dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de
urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar
Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de
material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa
qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu
papel era comunicar. O de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores
matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os
códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o
episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra
Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi
ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um
dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua
homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua
homenagem, esse é o símbolo da Apple.)
 
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado)
A expressão "sonho dos pesquisadores, pesadelo para os diplomatas" (2.º parágrafo), revela acerca do
texto que informações menos importantes
a) podem ser constrangedoras para os serviços diplomáticos e interessantes para pesquisas.
b) constituem um acervo que deve ficar restrito aos serviços diplomáticos.
c) tornam-se um problema, se não são das camadas mais secretas da diplomacia.
d) devem ser tratadas como fatos escandalosos por diplomatas e historiadores.
e) são facilmente descartadas por historiadores e diplomatadas por sua inexpressividade.
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Considere a história em quadrinhos para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78775
1018) 
Acerca da mensagem apresentada nos quadrinhos, é correto afirmar que
a) a menina é avessa à liberdade de imprensa por esta permitir a publicação de receitas que ela
considera deliciosas.
b) a liberdade de imprensa prejudica o direito das crianças no que diz respeito à alimentação
saudável.
c) a receita é recortada do jornal como forma de censura e protesto.
d) a mãe apoia a supressão da liberdade de imprensa por concordar com a filha.
e) a liberdade de imprensa nem sempre agrada a todos.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
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Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78779
1019) 
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa que contém informações verdadeiras, de acordo com o exposto no texto.
a) Na cidade de São Paulo, apenas 1% do lixo é reciclado, enquanto o restante é encaminhado para
cooperativas de catadores que ficam em municípios vizinhos.
b) A taxa de reciclagem do lixo doméstico vai chegar a 30% em um ano.
c) Uma considerável parte do lixo reciclável separado em casas e condomínios acaba tendo como
destino os aterros.
d) A prefeitura de São Paulo tem prazo da Justiça para implantar 31 centrais de triagem até 2015.
e) Como não há aterros sanitários na cidade de São Paulo, todo o lixo produzido na capital é
exportado para cidades vizinhas.
www.tecconcursos.com.br/questoes/78780
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo,mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Leia as afirmações.
 
I. A questão do lixo é um problema que envolve tanto a prefeitura de São Paulo quanto as
concessionárias responsáveis pela coleta e cooperativas de catadores.
II. A prefeitura de São Paulo recorreu da decisão da Justiça por não ser capaz de realizar a coleta
seletiva de lixo sem o apoio da própria Justiça.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78780
1020) 
1021) 
III. O Instituto Pólis é responsável pela triagem nas estações que preparam o material destinado à
reciclagem e informou que 35% do lixo reciclado é despejado em aterros.
De acordo com o texto, está correto apenas o contido em
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Para responder à questão, leia a charge.
 
Na situação de comunicação apresentada, o aumentativo em "palhação" faz com que a palavra assuma
um valor
a) de espanto.
b) de tamanho.
c) afetivo.
d) de admiração.
e) pejorativo.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Leia a charge para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78948
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79027
1022) 
1023) 
Relacionando a charge com o texto anterior, entende-se que o diminutivo no nome do símbolo da cidade
de São Paulo denota
a) ironia.
b) afetividade.
c) pequenez.
d) alegria.
e) agressividade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (Compreensão)
Para responder à questão, leia o texto.
Ronald Golias
 
Paulista de São Carlos, filho de marceneiro, Ronald Golias fez de tudo para sobreviver: foi ajudante de
alfaiate, funileiro e aqualouco, entre outros bicos. Mas nunca perdeu de vista a idéia de cumprir aquela
que dizia ser sua missão: fazer humor. Sucesso primeiro no rádio e depois na televisão – em que
imortalizou o espertalhão Bronco, de A Família Trapo –, Golias foi um dos mestres de uma comédia muito
brasileira, mas que, com sua morte, fica ainda mais perto da extinção: um casamento de humor circense
com non-sense, capaz de se adaptar igualmente bem à rapidez dos esquetes televisivos ou ao ritmo do
cinema.
 
(Veja, 28.12.2005)
O emprego do grau aumentativo atribui ao adjetivo espertalhão a idéia de
a) tamanho.
b) ironia.
c) intensidade.
d) imoralidade.
e) descaso.
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VUNESP - Aux TE (Pref SP)/Pref SP/2024
Língua Portuguesa (Português) - Tipologia e Gênero Textual
Leia o texto para responder à questão.
 
Você deixa tudo para depois?
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79069
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2758612
É difícil encontrar alguém que nunca tenha adiado uma tarefa essencial. Geralmente, esse adiamento é
para realizar atividades irrelevantes como verificar o que há de novo nas redes sociais, conferir
mensagens ou promoções. Quem nunca fez isso?
 
Nessa entrega, muitas vezes esperamos que a motivação reapareça para conseguir terminar aquela
atividade essencial que deixamos de lado para procrastinar. O nome pode parecer esquisito, mas
procrastinar nada mais é do que deixar para depois, adiar para amanhã o que você deveria ou poderia
terminar de fazer agora.
 
A tradutora B. Damacena, 38 anos, sabe bem o que é isso. Ela afirma que sempre deixa a finalização das
tarefas para a última hora. “Eu nunca atrasei o prazo de nenhum trabalho, mas levo até o último
segundo. Isso é muito doloroso, porque gera uma ansiedade muito grande, afetando outras áreas da
minha vida”, conta a tradutora.
 
“A procrastinação não é um transtorno mental em si, mas, quando exagerada, pode sinalizar outros
problemas de saúde mental”, explica a neurocientista Karina Abrahão, professora da Universidade Federal
de São Paulo (Unifesp).
 
Para o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, “Muitas vezes encaramos a
procrastinação como algo negativo, mas não necessariamente é. Há casos em que a pessoa está muito
cansada, estressada, o que leva a uma inflexibilidade cognitiva, uma limitação da criatividade. Se ela
adiar aquela determinada tarefa, o resultado será melhor, mais produtivo. Nesse caso, a procrastinação
não foi um ato ruim”, explica.
 
Segundo Kanomata, apesar dos estudos comportamentais a respeito do tema, do ponto de vista
neurobiológico ainda não se pode afirmar que exista algum tipo de alteração estrutural ou de
funcionamento do cérebro que leve ao ato de procrastinar.
 
De acordo com Abrahão, a procrastinação normalmente está relacionada com o nível de exigência e
cansaço que as pessoas vivem atualmente. “Nosso organismo foi criado originalmente para procurar
comida e cuidar da prole. Mas hoje temos uma vida urbana, com muitas tarefas, compromissos e
preocupações. O excesso de tarefas nos faz procrastinar por cansaço”, avalia a neurocientista.
 
Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse
comportamento. No entanto, se ela trouxer disfuncionalidade e sofrimento mental, é aconselhável buscar
a ajuda de um psicólogo para avaliar a situação. Somente quando a procrastinação atingir um nível
significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver a necessidade de intervenção
farmacológica.
 
(Fernanda Bassette. Agência Einstein https://www.estadao.com.br/saude/
voce-deixa-tudo-para-depois-saiba-quando-procrastinar-pode-ser-um-
problema/. Adaptado)
 
Leia outro trecho do texto para responder à questão.
 
A tradutora diz que muitas vezes procrastina para tirar um cochilo, dar uma olhada nas redes sociais e
até mesmo para lavar a louça. “Qualquer coisa parece mais interessante do que sentar e fazer aquilo que
eu preciso terminar de fazer. Muitas vezes, para conseguir finalizar algo que o prazo está me enforcando,
acabo deixando de fazer outras coisas. Eu vou negociando com meus prazos, e isso vira uma bola de
neve.”
 
Considerando os gêneros textuais, a passagem entre aspas pode ser corretamente classificada como:
a) artigo de opinião.
b) diário.
c) notícia.
d) biografia.
1024) 
e) depoimento.
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VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023
Língua Portuguesa (Português) - Tipologia e Gênero Textual
Leia o texto, para responder à questão.
 
Enganos
 
Difícil quem nunca passou por algum engano nesta vida. Dos pequenos, bizarros, aos mais cruéis –
ciladas; enganos da avaliação errada, distorcida, conduzida pela ingenuidade ou pela miopia, quando
faltam sagacidade, apuração, conhecimento. E dá na tal história: “pensei que era joia rara, era bijuteria”.
 
E vai da melancia que alguém disse ser doce, ao profissional que se consultou, passando por
amizades, relacionamentos amorosos, negócios em sociedade e uma fieira infinita de eteceteras. Algum
dia você é enganado!
 
Melhor do que enganar, sabia? Por piores que sejam os danos, as perdas, os males, melhor, bem melhor
será o resgate daquele que foi enganado do que o fim do usurpador. Mesmo com uma justiça tão injusta,
humana e falha, mesmo assim, melhor é não estar no balcão dos malfeitores.
 
Baltasar Gracián y Morales, importante prosador do séc. XVII, escreveu: “ninguém mais fácil de enganar
que um homem honesto, muito confia quem nunca engana”. E é assim mesmo. Quem tem a honestidade
como primícia enxerga o outro da mesma forma, com as lentes do seu bom coração, da ética, de valores
corretos e verdades.
 
O fato é que enganos são astúcias de um inimigo muito bem preparado. O sacerdote inglês Charles
Caleb Colton deixou a seguinte pérola: “há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser
enganado por eles”.
 
Encerro com o filósofo Ralph Waldo Emerson. Numa carta de 1854, para a filha Ellen, ele escreveu linda
e bondosamente: “Termine cada diae esteja contente com ele. Você fez o que pôde. Alguns enganos e
tolices se infiltraram indubitavelmente; esqueça-os tão logo você consiga. Amanhã é um novo dia;
comece-o bem e serenamente com um espírito elevado demais para ser incomodado pelas tolices do
passado.”
 
Então, houve enganos? Perdoe-os e perdoe-se e siga em frente!
 
(Elma E. Bassan Mendes, Diário da Região, 21.01.2023. Adaptado)
 
Tomando por base as três citações feitas pela autora, é correto concluir que
a) a primeira citação defende a ideia de que as pessoas que desconfiam das outras são incapazes de
enganar.
b) a segunda citação trata o engano como como algo cujo efeito decorre da habilidade de quem
engana.
c) a terceira citação expressa a convicção de que um passado de enganos prejudica as decisões do
presente.
d) a segunda e a terceira citações são advertências para que as pessoas não se deixem enganar por
quem se declara honesto.
e) as três citações têm em comum a premissa de que somente quem é honesto se deixa
ingenuamente enganar.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348833
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504064
1025) 
1026) 
VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Tipologia e Gênero Textual
Leia o texto para responder à questão.
 
China, Índia e a nova ordem social
 
Há séculos a China é o país mais populoso do planeta. Na última década se tornou também o maior
produtor industrial, maior exportador, com as maiores reservas internacionais e, em poder de compra, a
maior economia. Mas, no dia 15, o governo anunciou o primeiro declínio populacional desde os anos 60.
Naquela época foi algo episódico – consequência da fome –, mas agora será contínuo: em 2050, a
população deverá ser 8% menor. A ONU projeta que a população da Índia ultrapassará a da China em
abril, e crescerá até um pico, em 2064, de 1,7 bilhão, 50% maior que a da China. Isso não significa que
a Índia conquistará as outras primazias da China. Mas tentará. E essa competição moldará o século 21.
 
A redução demográfica chinesa foi fabricada. Após a fome causada pelo “Grande Salto Adiante” maoísta,
o Partido Comunista ativou suas políticas de controle, com a campanha “mais tarde, mais longo, menos”
– adiar casamentos, ampliar o intervalo entre os filhos e ter menos filhos. Em 1980, implementou a
política “um filho”, envolvendo esterilizações e abortos forçados. O milagre econômico chinês resultou em
parte da alteração abrupta na proporção entre adultos em idade de trabalho e crianças. Mas, agora que a
população está envelhecendo, o peso dos idosos cobrará seu preço. A força de trabalho encolhe há anos,
retesando a economia, e o sistema de seguridade está mal equipado. A mais ambiciosa política
populacional da história foi não só um crime, mas está se provando um tiro no pé. O Partido reverteu sua
política de natalidade, oferecendo dinheiro por mais filhos, acesso à fertilização in vitro e restringindo o
aborto – mas sem sucesso.
 
No passado, a Índia também implementou controles draconianos, incluindo esterilizações em massa. Mas
seu insucesso lhe dá agora vantagens comparativas. Sua população não só está crescendo, como é
significativamente mais jovem que a da China. Metade tem menos de 30 anos. Com esse bônus
demográfico – mais trabalhadores do que dependentes –, a Índia é uma das economias que cresceram
mais rápido nos últimos anos, ultrapassou a do Reino Unido como a quinta maior, e até 2030 deve se
tornar a terceira maior.
 
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 24.01.2023. Adaptado)
 
O editorial é um gênero textual predominantemente
a) argumentativo, com a análise da relação entre o contingente populacional e o desenvolvimento
econômico dos países.
b) narrativo, com o relato pormenorizado das situações vividas pelos países na busca pelo
desenvolvimento social e econômico.
c) descritivo, com a caracterização de dois países e da forma como crescem ao longo dos tempos as
suas populações.
d) expositivo, com a apresentação de dados com a intenção de mostrar a fragilidade social e
econômica de dois países.
e) injuntivo, com a interação com o leitor, mostrando que os dois países são altamente competitivos
na área econômica.
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Tipologia e Gênero Textual
Para responder à questão, leia o artigo “Pó de pirlimpimpim”, do neurocientista brasileiro Sidarta
Ribeiro.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1924129
1027) 
Alcançar o aprendizado instantâneo é um desejo poderoso, pois o cérebro sem informação é pouco mais
que estofo de macela1. Emília, a sabida boneca de Monteiro Lobato, aprendeu a falar copiosamente após
engolir uma pílula, adquirindo de supetão todo o vocabulário dos seres humanos ao seu redor. No filme
Matrix (1999), a ingestão de uma pílula colorida faz o personagem Neo descobrir que todo o mundo em
que sempre viveu não passa de uma simulação chamada Matriz, dentro da qual é possível programar
qualquer coisa. Poucos instantes depois de se conectar a um computador, Neo desperta e profere
estupefato: “I know kung fu”.
 
Entretanto, na matriz cerebral das pessoas de carne e osso, vale o dito popular: “Urubu, pra cantar,
demora.” O aprendizado de comportamentos complexos é difícil e demorado, pois requer a alteração
massiva de conexões neuronais. Há consenso hoje em dia de que o conteúdo dos nossos pensamentos
deriva dos padrões de ativação de vastas redes neuronais, impossibilitando a aquisição instantânea de
memórias intrincadas.
 
Mas nem sempre foi assim. Há meio século, experimentos realizados na Universidade de Michigan
pareciam indicar que as planárias, vermes aquáticos passíveis de condicionamento clássico, eram
capazes de adquirir, mesmo sem treinamento, associações estímulo-resposta por ingestão de um extrato
de planárias já condicionadas. O resultado, aparentemente revolucionário, sugeria que os substratos
materiais da memória são moléculas. Contudo, estudos posteriores demonstraram que a ingestão de
planárias não condicionadas também acelerava o aprendizado, revelando um efeito hormonal genérico,
independente do conteúdo das memórias presentes nas planárias ingeridas.
 
A ingestão de memórias é impossível porque elas são estados complexos de redes neuronais, não um
quantum de significado como a pílula da Emília. Por outro lado, é sim possível acelerar a consolidação
das memórias por meio da otimização de variáveis fisiológicas envolvidas no processo. Uma linha de
pesquisa importante diz respeito ao sono, cujo benefício à consolidação de memórias já foi comprovado.
Em 2006, pesquisadores alemães publicaram um estudo sobre os efeitos mnemônicos da estimulação
cerebral com ondas lentas (0,75 Hz) aplicadas durante o sono por meio de um estimulador elétrico. Os
resultados mostraram que a estimulação de baixa frequência é suficiente para melhorar o aprendizado de
diferentes tarefas. Ao que parece, as oscilações lentas do sono são puro pó de pirlimpimpim.
 
(Sidarta Ribeiro. Limiar: ciência e vida contemporânea, 2020.)
 
1 macela: planta herbácea cujas flores costumam ser usadas pela população como estofo de travesseiros.
 
Por se tratar de um artigo de divulgação científica (e não um artigo científico propriamente), predomina
no texto uma linguagem
a) técnica.
b) acessível.
c) informal.
d) figurada.
e) hermética.
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VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2021
Língua Portuguesa (Português) - Tipologia e Gênero Textual
Leia o conto “As três graças”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
 
Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na
tela de Rubens, sofriam de celulite, mais acentuada na Graça do centro.
 
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de
modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/22049391028) 
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são
intocáveis, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser
que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
 
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso. Interrogado, explicou
que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de
restauração nem de regime alimentar. Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia
tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
 
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em
museus espanhóis. E aconselhado a frequentar assiduamente as praias, para se habituar às imperfeições
do corpo humano, que formam a perfeição relativa.
 
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 2012.)
 
O narrador inclui-se em sua própria narrativa (ou seja, torna- -se também objeto de sua narrativa) no
seguinte trecho:
a) “Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três
Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite” (1º parágrafo)
b) “O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada
em museus espanhóis” (5º parágrafo)
c) “O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do
passado são intocáveis” (3º parágrafo)
d) “Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça
suplementar” (3º parágrafo)
e) “Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o
qual tornaria ao museu” (4º parágrafo)
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VUNESP - Aux TE (Pref SP)/Pref SP/2024
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Você deixa tudo para depois?
 
É difícil encontrar alguém que nunca tenha adiado uma tarefa essencial. Geralmente, esse adiamento é
para realizar atividades irrelevantes como verificar o que há de novo nas redes sociais, conferir
mensagens ou promoções. Quem nunca fez isso?
 
Nessa entrega, muitas vezes esperamos que a motivação reapareça para conseguir terminar aquela
atividade essencial que deixamos de lado para procrastinar. O nome pode parecer esquisito, mas
procrastinar nada mais é do que deixar para depois, adiar para amanhã o que você deveria ou poderia
terminar de fazer agora.
 
A tradutora B. Damacena, 38 anos, sabe bem o que é isso. Ela afirma que sempre deixa a finalização das
tarefas para a última hora. “Eu nunca atrasei o prazo de nenhum trabalho, mas levo até o último
segundo. Isso é muito doloroso, porque gera uma ansiedade muito grande, afetando outras áreas da
minha vida”, conta a tradutora.
 
“A procrastinação não é um transtorno mental em si, mas, quando exagerada, pode sinalizar outros
problemas de saúde mental”, explica a neurocientista Karina Abrahão, professora da Universidade Federal
de São Paulo (Unifesp).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2758609
1029) 
Para o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, “Muitas vezes encaramos a
procrastinação como algo negativo, mas não necessariamente é. Há casos em que a pessoa está muito
cansada, estressada, o que leva a uma inflexibilidade cognitiva, uma limitação da criatividade. Se ela
adiar aquela determinada tarefa, o resultado será melhor, mais produtivo. Nesse caso, a procrastinação
não foi um ato ruim”, explica.
 
Segundo Kanomata, apesar dos estudos comportamentais a respeito do tema, do ponto de vista
neurobiológico ainda não se pode afirmar que exista algum tipo de alteração estrutural ou de
funcionamento do cérebro que leve ao ato de procrastinar.
 
De acordo com Abrahão, a procrastinação normalmente está relacionada com o nível de exigência e
cansaço que as pessoas vivem atualmente. “Nosso organismo foi criado originalmente para procurar
comida e cuidar da prole. Mas hoje temos uma vida urbana, com muitas tarefas, compromissos e
preocupações. O excesso de tarefas nos faz procrastinar por cansaço”, avalia a neurocientista.
 
Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse
comportamento. No entanto, se ela trouxer disfuncionalidade e sofrimento mental, é aconselhável buscar
a ajuda de um psicólogo para avaliar a situação. Somente quando a procrastinação atingir um nível
significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver a necessidade de intervenção
farmacológica.
 
(Fernanda Bassette. Agência Einstein https://www.estadao.com.br/saude/
voce-deixa-tudo-para-depois-saiba-quando-procrastinar-pode-ser-um-
problema/. Adaptado)
 
Considere a frase do último parágrafo.
 
Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse
comportamento.
 
Baseando-se nos elementos de coesão e coerência, assinale a alternativa em que a reescrita da frase
preserva a relação de causa estabelecida pelo termo “Como”.
a) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, já que ela não é uma doença.
b) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, ainda que ela não seja uma doença.
c) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, enquanto ela não seja uma doença.
d) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, portanto ela não é uma doença.
e) Não existe tratamento farmacológico para a procrastinação, embora ela não seja uma doença.
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VUNESP - Aux TE (Pref SP)/Pref SP/2024
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Você deixa tudo para depois?
 
É difícil encontrar alguém que nunca tenha adiado uma tarefa essencial. Geralmente, esse adiamento é
para realizar atividades irrelevantes como verificar o que há de novo nas redes sociais, conferir
mensagens ou promoções. Quem nunca fez isso?
 
Nessa entrega, muitas vezes esperamos que a motivação reapareça para conseguir terminar aquela
atividade essencial que deixamos de lado para procrastinar. O nome pode parecer esquisito, mas
procrastinar nada mais é do que deixar para depois, adiar para amanhã o que você deveria ou poderia
terminar de fazer agora.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2758610
 
A tradutora B. Damacena, 38 anos, sabe bem o que é isso. Ela afirma que sempre deixa a finalização das
tarefas para a última hora. “Eu nunca atrasei o prazo de nenhum trabalho, mas levo até o último
segundo. Isso é muito doloroso, porque gera uma ansiedade muito grande, afetando outras áreas da
minha vida”, conta a tradutora.
 
“A procrastinação não é um transtorno mental em si, mas, quando exagerada, pode sinalizar outros
problemas de saúde mental”, explica a neurocientista Karina Abrahão, professora da Universidade Federal
de São Paulo (Unifesp).
 
Para o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, “Muitas vezes encaramos a
procrastinação como algo negativo, mas não necessariamente é. Há casos em que a pessoa está muito
cansada, estressada, o que leva a uma inflexibilidade cognitiva, uma limitação da criatividade. Se ela
adiar aquela determinada tarefa, o resultado será melhor, mais produtivo. Nesse caso, a procrastinação
não foi um ato ruim”, explica.
 
Segundo Kanomata, apesar dos estudos comportamentais a respeito do tema, do ponto de vista
neurobiológico ainda não se pode afirmar que exista algum tipo de alteração estrutural ou de
funcionamento do cérebro que leve ao ato de procrastinar.
 
De acordo com Abrahão, a procrastinação normalmente está relacionada com o nível de exigência e
cansaço que as pessoas vivem atualmente. “Nosso organismo foi criado originalmente para procurar
comida e cuidar da prole. Mas hoje temos uma vida urbana, com muitas tarefas, compromissos e
preocupações. O excesso de tarefas nosfaz procrastinar por cansaço”, avalia a neurocientista.
 
Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse
comportamento. No entanto, se ela trouxer disfuncionalidade e sofrimento mental, é aconselhável buscar
a ajuda de um psicólogo para avaliar a situação. Somente quando a procrastinação atingir um nível
significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver a necessidade de intervenção
farmacológica.
 
(Fernanda Bassette. Agência Einstein https://www.estadao.com.br/saude/
voce-deixa-tudo-para-depois-saiba-quando-procrastinar-pode-ser-um-
problema/. Adaptado)
 
Considere a última frase do texto.
 
Somente quando a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de algum
transtorno mental, pode haver...
 
Para manter a coerência do texto e a ideia de restrição expressa por Somente, essa frase pode ser
reescrita da seguinte forma:
a) Frequentemente, a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de
transtorno mental, e pode haver...
b) Sem a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental,
pode haver...
c) Apenas se a procrastinação atingir um nível significativo que leve ao diagnóstico de transtorno
mental, pode haver...
d) Por certo a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno
mental, e pode haver...
e) A princípio, a procrastinação atinge um nível significativo que leva ao diagnóstico de transtorno
mental, e pode haver...
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2024
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1030) 
1031) 
1032) 
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia a tira para responder à questão.
(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 25.01.2024)
 
No contexto, a frase – Temos que sacrificar! – admite a seguinte reescrita, de acordo com a norma-
padrão:
a) Temos que sacrificar-no!
b) Temos que lhe sacrificar!
c) O temos que sacrificar!
d) Temos que sacrificar ele!
e) Temos que sacrificá-lo!
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2024
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia a tira para responder à questão.
(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 25.01.2024)
 
Mantendo-se o sentido da tira, as duas falas do personagem, no primeiro quadro, estão corretamente
reescritas em:
a) Embora esteja com uma perna quebrada, temos que sacrificar!
b) Temos que sacrificar, conforme está com uma perna quebrada!
c) Temos que sacrificar à medida que está com uma perna quebrada!
d) Temos que sacrificar, no entanto está com uma perna quebrada!
e) Temos que sacrificar, porque está com uma perna quebrada!
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia a charge para responder a questão.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2822200
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1033) 
(https://ndmais.com.br/opiniao/charges, 22.05.2021. Adaptado)
 
Sem prejuízo ao sentido original e em conformidade com a norma-padrão, a frase de Willy pode ser
assim reescrita:
a) Existe fantasmas em nossa casa? Bertha!
b) Será que nossa casa têm fantasmas Bertha?
c) Há um fantasma em nossa casa, Bertha!
d) Apareceram em nossa casa, fantasmas, Bertha!
e) Bertha há um fantasma em nossa casa?
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VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder a questão.
 
Sozinhos
 
Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes
resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca
quando dorme, ele diz que é mentira.
 
– Ronca.
 
– Não ronco.
 
– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.
 
Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada
vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.
 
– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o
que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou
gravar os seus roncos.
 
– Humrfm – diz o velho.
 
Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o
gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco
depois a fita acaba.
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1034) 
 
Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio.
Depois, alguém roncando.
 
– Rarrá! – diz a velha, feliz.
 
Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!
 
– Rarrá! – diz o velho, vingativo.
 
E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de
homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz.
Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.
 
“Estão prontos?”
 
“Não, acho que ainda não…”
 
“Então vamos voltar amanhã…”
 
(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)
 
De acordo com a norma-padrão, na frase – E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se
um sussurro. (13º parágrafo) –, a expressão destacada pode ser substituída por
a) ante o.
b) sobre o.
c) com o.
d) sob o.
e) entre o.
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VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Marília/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Texto
 
Repetir histórias
 
Se você convive com alguém há algum tempo, sabe que ouvirá, pelo menos algumas vezes, narrativas
repetidas. Casar ou ter amigos de anos implica a consequência necessária da duplicidade. Aceite que dói
menos.
 
Ninguém leva uma vida sendo sempre original. Não existe humorista profissional que consiga, todas as
noites no palco, contar coisas engraçadas 100% novas.
 
Viajou, houve um perrengue que visto a distância ficou divertido? Perfeito: fará parte do seu repertório.
Um conservador senhor de meia-idade que foi comigo ao Japão em um grupo contou-me que, ao abrir
sua mala em busca de blazers escuros e calças tradicionais com meias pretas, encontrou farto sortimento
de calcinhas de renda delicada. Ele abriu a mala (não deu detalhes de como isso ocorreu com uma que
não lhe pertencia) e, estupefato, viu emergir aquele festival de intimidades de uma mulher (ou de outro
homem) ... A mala trocada foi trazida no dia seguinte. O ocorrido foi contado ao grupo no café da manhã
e a sisudez do nosso companheiro tradicionalista tornava tudo muito mais saboroso. Mais de uma alma
zombeteira deve ter imaginado se ele teria tocado o conteúdo, quiçá inclusive experimentado algo...
Bem, deixemos a picardia* de lado.
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1035) 
 
Histórias de viagens são boas. Claro, não são novas sempre... Pode ser que, em alguma festa, o público
seja novo e o fato cômico seja recebido com receptividade alegre. O provável, também, é que sua
esposa olhe para cima resignada diante da sua tentativa de stand-up*. Sim, foi dito o sim ao amor “na
saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” no altar; ninguém falou “na repetição incessante e tediosa
de tudo”.
 
Darei uma pista boa de psicanálise. Alguém que ouve um paciente nunca deve dizer: “Você já contou
esta”. Se uma pessoa insiste na mesma narrativa, provavelmente, tem algum motivo para isso. Mais
importante: a cada nova recitação um detalhe muda e se torna,em si, uma pista do que está ocorrendo
naquele momento. Ouvir de novo deveria aguçar seu ouvido para sutilezas e fornecer novas inspirações
para conhecer alguém. Lute, com esperança, pelo seu casamento. Amar também é ouvir.
 
(Leandro Karnal. O Estado de S. Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado)
 
picardia: ato próprio de quem faz caçoada, zombaria.
 
stand-up: ficar de pé, tentativa de fazer graça, obter sucesso com o fato cômico contado.
 
Assinale a alternativa em que a expressão em destaque no trecho a seguir está reescrita corretamente,
sem alteração do sentido do texto.
 
Um conservador senhor de meia-idade (...) contou-me que, ao abrir sua mala... (3o parágrafo)
a) como tinha aberto sua mala...
b) se tivesse aberto sua mala...
c) quando abriu sua mala...
d) porque abriu sua mala...
e) embora abrisse sua mala...
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VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto, para responder à questão.
 
Enganos
 
Difícil quem nunca passou por algum engano nesta vida. Dos pequenos, bizarros, aos mais cruéis –
ciladas; enganos da avaliação errada, distorcida, conduzida pela ingenuidade ou pela miopia, quando
faltam sagacidade, apuração, conhecimento. E dá na tal história: “pensei que era joia rara, era bijuteria”.
 
E vai da melancia que alguém disse ser doce, ao profissional que se consultou, passando por
amizades, relacionamentos amorosos, negócios em sociedade e uma fieira infinita de eteceteras. Algum
dia você é enganado!
 
Melhor do que enganar, sabia? Por piores que sejam os danos, as perdas, os males, melhor, bem melhor
será o resgate daquele que foi enganado do que o fim do usurpador. Mesmo com uma justiça tão injusta,
humana e falha, mesmo assim, melhor é não estar no balcão dos malfeitores.
 
Baltasar Gracián y Morales, importante prosador do séc. XVII, escreveu: “ninguém mais fácil de enganar
que um homem honesto, muito confia quem nunca engana”. E é assim mesmo. Quem tem a honestidade
como primícia enxerga o outro da mesma forma, com as lentes do seu bom coração, da ética, de valores
corretos e verdades.
 
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1036) 
O fato é que enganos são astúcias de um inimigo muito bem preparado. O sacerdote inglês Charles
Caleb Colton deixou a seguinte pérola: “há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser
enganado por eles”.
 
Encerro com o filósofo Ralph Waldo Emerson. Numa carta de 1854, para a filha Ellen, ele escreveu linda
e bondosamente: “Termine cada dia e esteja contente com ele. Você fez o que pôde. Alguns enganos e
tolices se infiltraram indubitavelmente; esqueça-os tão logo você consiga. Amanhã é um novo dia;
comece-o bem e serenamente com um espírito elevado demais para ser incomodado pelas tolices do
passado.”
 
Então, houve enganos? Perdoe-os e perdoe-se e siga em frente!
 
(Elma E. Bassan Mendes, Diário da Região, 21.01.2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que substitui os trechos destacados na passagem – ... melhor, bem melhor será
o resgate daquele que foi enganado do que o fim do usurpador. –, com sentido compatível e de acordo
com a norma-padrão de emprego da preposição.
a) preferível ... ao
b) mais adequado ... ante o
c) mais justo ... contra o
d) muito correto ... desde o
e) bem positivo ... perante o
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto, para responder à questão.
 
Enganos
 
Difícil quem nunca passou por algum engano nesta vida. Dos pequenos, bizarros, aos mais cruéis –
ciladas; enganos da avaliação errada, distorcida, conduzida pela ingenuidade ou pela miopia, quando
faltam sagacidade, apuração, conhecimento. E dá na tal história: “pensei que era joia rara, era bijuteria”.
 
E vai da melancia que alguém disse ser doce, ao profissional que se consultou, passando por
amizades, relacionamentos amorosos, negócios em sociedade e uma fieira infinita de eteceteras. Algum
dia você é enganado!
 
Melhor do que enganar, sabia? Por piores que sejam os danos, as perdas, os males, melhor, bem melhor
será o resgate daquele que foi enganado do que o fim do usurpador. Mesmo com uma justiça tão injusta,
humana e falha, mesmo assim, melhor é não estar no balcão dos malfeitores.
 
Baltasar Gracián y Morales, importante prosador do séc. XVII, escreveu: “ninguém mais fácil de enganar
que um homem honesto, muito confia quem nunca engana”. E é assim mesmo. Quem tem a honestidade
como primícia enxerga o outro da mesma forma, com as lentes do seu bom coração, da ética, de valores
corretos e verdades.
 
O fato é que enganos são astúcias de um inimigo muito bem preparado. O sacerdote inglês Charles
Caleb Colton deixou a seguinte pérola: “há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser
enganado por eles”.
 
Encerro com o filósofo Ralph Waldo Emerson. Numa carta de 1854, para a filha Ellen, ele escreveu linda
e bondosamente: “Termine cada dia e esteja contente com ele. Você fez o que pôde. Alguns enganos e
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1037) 
tolices se infiltraram indubitavelmente; esqueça-os tão logo você consiga. Amanhã é um novo dia;
comece-o bem e serenamente com um espírito elevado demais para ser incomodado pelas tolices do
passado.”
 
Então, houve enganos? Perdoe-os e perdoe-se e siga em frente!
 
(Elma E. Bassan Mendes, Diário da Região, 21.01.2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes substitui o trecho destacado de acordo com a
norma-padrão de emprego do pronome.
a) Você enxerga o outro da mesma forma; você vê o outro com as lentes do seu coração. [lhe vê]
b) Amanhã é um novo dia; vivam o amanhã com serenidade. [vivam-no]
c) Enganar o outro chega a doer; respeitar o outro é a regra. [respeitar-lhe]
d) Esteja contente com cada dia; termine o dia feliz. [termine ele]
e) Alguns enganos se infiltraram; apaguem os enganos de sua memória. [apaguem-os]
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VUNESP - GM (Pref Palmas)/Pref Palmas/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
A rota dos falsários
 
O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de
distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de
1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do
Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros
dos navios procedentes de Portugal.
 
Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores.
E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande,
evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro.
 
Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de
vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos
passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem
descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente.
 
Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o
resto do Brasil.
 
Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram
revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao
porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem
fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos.
 
Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo,
possivelmente para preservar a imagemde alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em
voga nos dias de hoje.
 
(Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o trecho destacado na passagem – Apesar dos esforços e da
dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos passageiros. – está
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2391781
1038) 
corretamente substituído, de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e sem alteração de
sentido.
a) Contanto que existisse esforços e dedicação dos fiscais...
b) Desde que existissem esforços e dedicação dos fiscais...
c) Assim que houveram esforços e dedicação dos agentes fiscais...
d) Embora houvesse esforços e dedicação dos agentes fiscais...
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
A rota dos falsários
 
O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de
distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de
1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do
Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros
dos navios procedentes de Portugal.
 
Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores.
E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande,
evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro.
 
Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de
vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos
passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem
descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente.
 
Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o
resto do Brasil.
 
Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram
revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao
porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem
fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos.
 
Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo,
possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em
voga nos dias de hoje.
 
(Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o enunciado está reescrito, nos colchetes, empregando pronomes para
substituir o trecho destacado, de acordo com a norma-padrão.
a) ... quando resolveram revistar também as cargas líquidas... [revistar-lhes]
b) ... os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas. [concentravam elas]
c) ... lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro [fabricando-o]
d) ... evitando assim os rigores da alfândega [evitando- nos]
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1039) 
1040) 
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Novembro de 1984. Um grupo de 14 mulheres está na estação de trem na cidade alemã de
Stuttgart prestes a pegar trens para suas respectivas casas. A cena está longe de ser um acontecimento
casual: é um ato incomum de libertação de pacientes que até poucas horas estavam internadas em um
prestigiado centro psiquiátrico.
 
Anne Kahl, alemã nascida em 1942 na cidade de Berchtesgaden e secretária da clínica, encarregava-se
de enviar essas mulheres para suas casas, onde continuariam seus tratamentos longe da reclusão
alienante nas instalações do excêntrico e brilhante psiquiatra Curtius Tauler.
 
Embora os nomes sejam todos fictícios e os prontuários inventados, a trama central do livro publicado no
Peru é real e foi contada pela própria Anne Kahl à escritora peruana Teresa Ruiz Rosas, que anos depois
decidiu publicar essa história incrível em um romance, com o qual ganhou o Prêmio Nacional Peruano de
Literatura 2020.
 
Sobre o processo de escrita do romance, a autora explica: “o que eu inventei foram as histórias de cada
uma das 14 pacientes liberadas, porque eu não tive acesso aos prontuários, e a Anne não me contou por
questão de sigilo profissional. Ademais, ela já morreu há muitos anos. O que fiz foi refrescar minha
memória para escrever sobre isso.
 
Também é verdade que o psiquiatra deu às pacientes um sedativo para que pudessem voltar para casa.
Ele as havia preparado para que mais tarde pudessem ficar sem ele”.
 
O psiquiatra era um homem que poderia ter se aposentado oito anos antes, mas que continuou a dirigir
a clínica.
 
A certa altura, quando ele queria se aposentar, não conseguia pensar em uma maneira melhor do que
fechar a clínica e mandar as pacientes para casa.
 
Enquanto escrevia o romance, a autora conseguiu localizar o médico assistente-chefe. Ele já era
nonagenário, mas a recebeu. Ele ficou muito animado com o fato de que alguém estava escrevendo
sobre o tema e relatou que 14 mulheres foram liberadas. A escritora, até então, desconhecia o número
exato.
 
(Almudena de Cabo. A história das 14 mulheres liberadas de uma clínica psiquiátrica
na Alemanha que virou livro no Peru. www.bbc.com, 05.11.2022. Adaptado)
 
No trecho “A cena está longe de ser um acontecimento casual…”, a expressão em destaque pode ser
substituída sem prejuízo do sentido por:
a) uma ocorrência certeira.
b) uma circunstância frequente.
c) um episódio eventual.
d) um evento esperado.
e) uma fatalidade repentina.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto.
 
Exercícios
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1041) 
 
Há senhores, graves senhores, que leem graves estudos de filosofia ou coisas afins, ou procuram
sozinhos filosofar, considerando as suas ideias que eles julgam próprias. Isto em geral os leva à
redescoberta da pólvora. Mas não há de ser nada... Porque estou me lembrando agora é dos tempos em
que havia cadeiras na calçada e muitas estrelas lá em cima, e a preocupação dos pequenos, alheios à
conversa da gente grande, era observar a forma das nuvens, que se punham a figurar dragões ou bichos
mais complicados, ou fragatas que terminavam naufragando, ou mais prosaicamente uma vasta galinha
que acabava pondo um ovo luminoso: a lua.
 
E esses exercícios eram muito mais divertidos, meus graves senhores, que os de vossas ideias, isto é, os
de vossas nuvens interiores.
 
(Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo.)
 
Assinale a alternativa em que o trecho destacado está reescrito, nos parênteses, atendendo à norma-
padrão de emprego dos pronomes.
a) Adultos colocavam cadeiras na calçada – (colocavam- as)
b) Era observar a forma das nuvens – (observar elas)
c) Galinha que acabava pondo um ovo luminoso – (pondo-lhe)
d) Senhores que leem graves estudos de filosofia – (leem-os)
e) Que se punham a figurar dragões – (figurá-los)
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto.
 
Exercícios
 
Há senhores, graves senhores, que leem graves estudos de filosofia ou coisas afins, ou procuram
sozinhos filosofar, considerando as suas ideias que eles julgam próprias. Isto em geral os leva à
redescoberta da pólvora. Mas não há de ser nada...Porque estou me lembrando agora é dos tempos
em que havia cadeiras na calçada e muitas estrelas lá em cima, e a preocupação dos pequenos, alheios à
conversa da gente grande, era observar a forma das nuvens, que se punham a figurar dragões ou bichos
mais complicados, ou fragatas que terminavam naufragando, ou mais prosaicamente uma vasta galinha
que acabava pondo um ovo luminoso: a lua.
 
E esses exercícios eram muito mais divertidos, meus graves senhores, que os de vossas ideias, isto é, os
de vossas nuvens interiores.
 
(Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo.)
 
As conjunções destacadas no texto podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, correta e
respectivamente, por:
a) Portanto e Como.
b) Também e Enquanto.
c) Ou e Logo.
d) Entretanto e Pois.
e) Porém e Embora.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393366
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1042) 
1043) 
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto.
 
Sinais de quem sofre bullying
 
Apesar das inúmeras campanhas de conscientização, o bullying segue sendo um tema que merece a
nossa atenção. Uma pesquisa realizada pela Microsoft, em 2020, em 32 países, incluindo o Brasil, aponta
que 43% dos entrevistados estiveram envolvidos em incidentes de bullying na internet, conhecido como
cyberbullying.
 
Por sua vez, a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar 2019, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística com 188 mil estudantes com idades entre 13 e 17 anos, aponta que um em cada 10
adolescentes já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Além disso,
23% dos estudantes afirmaram ter sido vítimas de bullying em ambiente escolar. Os motivos? Aparência
do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%).
 
Além de seguir com as campanhas de conscientização e de abordar o assunto com as crianças e os
adolescentes, entendo que é importante que pais e responsáveis estejam 100% atentos ao
comportamento dos seus filhos. A forma como estes agem pode nos dizer muitas coisas, entre elas,
demonstrar se eles estão sendo autores ou vítimas de bullying. Esse é um dos melhores meios para
identificar se uma criança sofre com zombarias, ridicularizações, humilhações e outro tipo de violência
emocional.
 
O assunto precisa ser tratado com seriedade pelos pais e responsáveis. É interessante que encarem as
situações juntos, sem pressionar os filhos a reagir ou minimizar a situação, fazendo com que eles se
sintam pior.
 
Nesse momento, é relevante pedir discrição para lidar com o assunto, pois expor o menor não irá ajudar.
Ao contrário, apenas irá incentivar os colegas a aumentar a prática. Em paralelo, vale buscar a ajuda de
um profissional experiente na área.
 
(Sueli Bravi Conte, Revista Bem-Estar, 05.06.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a passagem do primeiro parágrafo – Apesar das inúmeras campanhas de
conscientização – está reescrita preservando o sentido do texto.
a) Além das inúmeras campanhas de conscientização ...
b) Durante as inúmeras campanhas de conscientização ...
c) Mesmo com as inúmeras campanhas de conscientização ...
d) Desde as inúmeras campanhas de conscientização ...
e) Graças às inúmeras campanhas de conscientização ...
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto.
 
Sinais de quem sofre bullying
 
Apesar das inúmeras campanhas de conscientização, o bullying segue sendo um tema que merece a
nossa atenção. Uma pesquisa realizada pela Microsoft, em 2020, em 32 países, incluindo o Brasil, aponta
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1044) 
que 43% dos entrevistados estiveram envolvidos em incidentes de bullying na internet, conhecido como
cyberbullying.
 
Por sua vez, a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar 2019, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística com 188 mil estudantes com idades entre 13 e 17 anos, aponta que um em cada 10
adolescentes já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Além disso,
23% dos estudantes afirmaram ter sido vítimas de bullying em ambiente escolar. Os motivos? Aparência
do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%).
 
Além de seguir com as campanhas de conscientização e de abordar o assunto com as crianças e os
adolescentes, entendo que é importante que pais e responsáveis estejam 100% atentos ao
comportamento dos seus filhos. A forma como estes agem pode nos dizer muitas coisas, entre elas,
demonstrar se eles estão sendo autores ou vítimas de bullying. Esse é um dos melhores meios para
identificar se uma criança sofre com zombarias, ridicularizações, humilhações e outro tipo de violência
emocional.
 
O assunto precisa ser tratado com seriedade pelos pais e responsáveis. É interessante que encarem as
situações juntos, sem pressionar os filhos a reagir ou minimizar a situação, fazendo com que eles se
sintam pior.
 
Nesse momento, é relevante pedir discrição para lidar com o assunto, pois expor o menor não irá ajudar.
Ao contrário, apenas irá incentivar os colegas a aumentar a prática. Em paralelo, vale buscar a ajuda de
um profissional experiente na área.
 
(Sueli Bravi Conte, Revista Bem-Estar, 05.06.2022. Adaptado)
 
A passagem do 5o parágrafo – irá incentivar os colegas a aumentar a prática – está reescrita de acordo
com a norma-padrão de regência em:
a) irá dar incentivo nos colegas em aumentar a prática
b) irá dar incentivo aos colegas para aumentar a prática
c) irá dar incentivo dos colegas com aumentar a prática
d) irá dar incentivo para os colegas por aumentar a prática
e) irá dar incentivo com os colegas de aumentar a prática
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Não é segredo para ninguém que o rato-toupeira-pelado – aquele roedor enrugado e quase sem pelos,
com longos dentes salientes – não é o animal mais atraente do planeta, mas essas criaturas compensam
sua pouca beleza com uma série de características extraordinárias que vêm chamando a atenção de
zoólogos e pesquisadores da medicina em todo o mundo.
 
Apesar do seu pequeno tamanho (que varia de 7,6 a 33 cm), o rato-toupeira-pelado vive, em média, 30
anos. O roedor é resistente a doenças crônicas, incluindo diabetes, e tem um notável sistema reprodutor.
 
Imunes às dores e ao envelhecimento, essas criaturas de aparência estranha vêm fascinando os
cientistas há muito tempo. Agora, as pesquisas estão revelando que eles podem deter a chave para
entender uma série de problemas que atinge os humanos, como o câncer e o envelhecimento.
 
Historicamente, estudamos ratos e camundongos para entender os segredos da biologia humana, mas os
cientistas acreditam que o rato-toupeira-pelado tem vantagens especiais para a pesquisa médica.
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1045) 
 
A biologia da espécie é incrivelmente única. Os ratos- -toupeiras-pelados são considerados “extremófilos”,
ou seja, eles conseguem sobreviver em ambientes extremos embaixo da terra, segundo o pesquisador
Ewan St. John Smith da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
 
Uma das suas características mais marcantes é a dificuldade de se dizer exatamente a idade de um rato-
toupeira- pelado, pois seus sinais de declínio físico são limitados. Enquanto os seres humanos podem
ficar cada vez mais enrugados, grisalhos ou suscetíveis a doenças crônicas, “os sinais comuns de
envelhecimento esperados na maioria dos mamíferos realmente não parecem acontecer nesses
roedores”, segundo Smith. Sua função cardíaca, composição do corpo, qualidade dos ossos ou
metabolismo não sofrem mudanças significativas.(Frankie Adkins. O mamífero que não envelhece e pode ser a chave para
humanos vencerem o câncer. www.bbc.com, 07.01.2023. Adaptado)
 
No trecho “… essas criaturas de aparência estranha vêm fascinando os cientistas há muito tempo” (3º
parágrafo), a palavra destacada pode ser substituída, no contexto em que se encontra, sem prejuízo do
sentido, por:
a) rebuscada.
b) inusitada.
c) deteriorada.
d) reveladora.
e) apelativa.
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VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Fiscais de barriga
 
Confesso: nos últimos tempos engordei. Não, não virei uma bola de boliche, mas esses últimos quilos se
concentraram na barriga. Todos eles. Tornei-me o alvo ideal para um tipo que virou uma praga na vida
urbana. É o fiscal de barriga.
 
Trata-se de uma criatura empenhada em contabilizar o peso alheio. Você se encontra com o tipo, ele
abre um sorriso até as orelhas e tasca:
 
– Engordou, hein?!
 
Todo fofo sabe quando e quanto subiu de peso. Quem nunca observou uma pessoa volumosa aferindo os
gramas numa balança de farmácia? Primeiro sobe, com expressão de esperança. Ao observar o marcador
implacável, o rosto se contorce entre dúvida e desespero. Algumas tiram o casaco, como se um reles
objeto pudesse pesar os 5 ou 10 quilos extras apontados. Suspira fundo e olha o marcador novamente.
 
Agora a expressão é de desconfiança, quando não de fúria:
 
– Balança de farmácia não presta!!
 
E sai à procura de outra.
 
O fiscal de barriga só serve para acrescentar fel1 à vida dos outros. Conheço um, diretor de teatro, com a
silhueta elegante como um balde. Deveria ficar quieto, mas mede o peso de cada um com olhos
argutos2:
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1046) 
 
– Quando fomos almoçar juntos, você estava bem mais magro.
 
– Que é isso? Eu já estava gordinho – defendo-me.
 
– Não, não... agora você está pior – contesta satisfeito.
 
Na fofura e na magreza, sempre haverá um fiscal para comentar que, depois de se comportar como um
inquisidor, dá a estocada final:
 
– Só falo porque sou seu amigo.
 
Que ninguém acredite na expressão de solidariedade.
 
Torturar o próximo, eis seu maior prazer.
 
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 06.11.1996. Adaptado)
 
1 fel: amargura, azedume.
 
2 argutos: muito atentos.
 
A frase elaborada a partir de ideias do parágrafo mantém o sentido do texto em:
a) O diretor de teatro deveria ter se calado, apesar de também ser uma pessoa obesa.
b) O diretor de teatro deveria ter se calado, caso também seja uma pessoa obesa.
c) O diretor de teatro deveria ter se calado, embora também seja uma pessoa obesa.
d) O diretor de teatro deveria ter se calado, portanto também é uma pessoa obesa.
e) O diretor de teatro deveria ter se calado, pois também é uma pessoa obesa.
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Vicente Manoel da Silva (ou Vicente Guató) faz parte de uma comunidade pantaneira que foi expulsa de
suas terras e chegou a ser considerada extinta nos anos 1950. Ele acha que tem 82 anos, mas confessa
não saber em que ano nasceu: “Só sei que foi no dia 10 de maio”. Um registro tirado quando tinha cerca
de 30 anos, seu único documento, traz uma data fictícia de 1946. Datas, contudo, não têm muita
importância para os guatós que, segundo ele, preferem se orientar “pelo rumo”.
 
Embora tímido, ele conta em sua língua natal que todos os dias pega a canoa, sai para pescar e, quando
retorna, acende o fogo e frita ou cozinha os peixes, refeição que compartilha com cerca de 30 gatos que
são suas únicas companhias. “Também tinha alguns cachorros, mas a onça comeu”, informa,
acrescentando que “também caçava, matava e vendia o couro de onças, que valia muito, mas agora não
pode mais mexer com elas”. A caça está proibida no Brasil desde 1967, mas a onça-pintada, típica do
Pantanal, está na lista de espécies em risco de extinção.
 
Vicente cita várias palavras em guató e pede aos visitantes que as repitam. “Ele acha que só faz sentido
falar a língua se estiver ensinando alguém”, diz o antropólogo e linguista Gustavo Godoy que, junto com
a esposa Kristina Balykowa, também linguista, esteve com Vicente várias vezes.
 
Além de Vicente, que se tornou um “consultor” para o casal, outra falante nativa era Eufrásia Ferreira,
falecida no ano passado. Há outras pessoas com elevado conhecimento do idioma, como o irmão de
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2487239
1047) 
Vicente, André, e Dalva Maria de Souza Ferreira, também moradora de Corumbá, casada com um guató
não falante e que aprendeu a língua com a sogra e amigos. Ambos, no entanto, não são fluentes.
 
Seu Vicente prefere se entregar à solidão para ter a liberdade de permanecer na terra que considera sua,
onde enterrou a mãe e um tio e onde mantém as tradições dos seus ancestrais. Ele se sente feliz em
ajudar a nova geração a se interessar pelo idioma, mas lamenta não ter com quem conversar em sua
língua nativa: “Se ainda tivesse alguém vivo… mas todos com quem eu falava já morreram”.
 
(Cleide Silva. Um idioma em risco de extinção: conheça o último indígena a falar a língua guató.
www.estadao.com.br, 16.12.2022. Adaptado)
 
O trecho – Vicente cita várias palavras em guató e pede aos visitantes que as repitam. – pode ser assim
reescrito sem prejuízo da norma-padrão:
a) Vicente cita-as em guató e pede-os que as repitam.
b) Vicente cita-as em guató e pede-lhes que as repitam.
c) Vicente cita-lhes em guató e pede-lhes que as repitam.
d) Vicente cita-lhes em guató e pede-os que as repitam.
e) Vicente cita-nas em guató e pede-os que as repitam.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo
que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus
arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito
anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia, meio sério para dar
autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras
letras. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às
lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem
amigo caminha depressa?” Chamava- me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora
meninos muito inteligentes, mas que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha idade,
possuía já certo número de qualidades morais sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro
elogio, gostava do elogio; era um elogio.
 
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
 
Na passagem – José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que
consegui logo que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. –, o
relato se dá pela perspectiva do narrador. Caso o narrador fosse José Dias, o enunciado assumiria a
seguinte redação, de acordo com a norma-padrão:
a) Tratava à ele com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que conseguiu, logo
que começou a andar fora, foi dispensar o pajem dele; fiz- -me pajem, ia comigo à rua.
b) Tratava-lhe com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que conseguiu, logo que
começou a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fiz-lhe pajem, ia consigo à rua.
c) Tratava-o com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que conseguiu, logo que
começou a andar fora, foi que me dispensasse o pajem; fiz-mepajem, ia consigo à rua.
d) Tratava-o com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que conseguiu, logo que
começou a andar fora, foi que lhe dispensasse o pajem; fiz-me pajem, ia com ele à rua.
e) Tratava ele com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo que
ele começou a andar fora, foi dispensar-lhe o pajem; fez- -me pajem, ia comigo à rua.
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1048) 
1049) 
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo
que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus
arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito
anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia, meio sério para dar
autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras
letras. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às
lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem
amigo caminha depressa?” Chamava- me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora
meninos muito inteligentes, mas que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha idade,
possuía já certo número de qualidades morais sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro
elogio, gostava do elogio; era um elogio.
 
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
 
Na passagem – Aos oito anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a
corrigia, meio sério para dar autoridade à lição... –, a regência e o sentido das formas verbais
destacadas mantêm-se inalterados, se elas forem substituídas, correta e respectivamente, por:
a) dispensavam; alterava; coibir.
b) enfatizavam; arrumava; excluir.
c) ocultavam; discordava; solicitar.
d) exigiam; divergia; estabelecer.
e) precisavam; consertava; conferir.
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VUNESP - Aux Ed (Pref SBC)/Pref SBC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Jamain mora em uma casa de paredes de madeira e telhado de palha com sua mulher, Pakao, e
seu filho bebê. Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes, que lhe dão uma aparência
peculiar.
 
Jamain não nasceu naquela aldeia, mas em outra, a três dias de caminhada. Foi viver ali depois que se
casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento. Jamain era então
um menino de 12 anos e estava na aldeia de visita. Assim que Pakao nasceu, vieram lhe chamar na casa
dos homens, onde ele dormia. Deram-lhe uma lâmina afiada de bambu e pediram que cortasse o cordão
umbilical. Em seguida, colocaram o bebê em seu colo. Ele ainda se lembra da horrível sensação daquela
coisa melada e vermelha em seus braços, se mexendo e fazendo caretas. Ficou de cabeça baixa, olhando
para o chão, esperando que lhe pedissem o bebê de volta. Rindo, disseram: “ela é tua esposa!”.
 
Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene. Eram o seu futuro sogro com
dois de seus irmãos e Tokorom, irmão de Pakao. O futuro sogro, depois de um tempo em silêncio, disse
aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa e trazê-la para viver com ele.
 
Foi um rebuliço na casa! Jamain dizia que não se casaria, que era novo ainda. Saiu pela porta e foi se
esconder na casa de um primo, mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2491174
1050) 
 
Muito amuado, Jamain pegou um pequeno cesto e pendurou sua alça no peito, deixando-o descer pelas
costas. Já na outra aldeia, foi a vez de Pakao dizer que não partiria com aquele rapaz de jeito nenhum.
Sua mãe a pegou pelas orelhas e a levou até ele. Assim que tomaram o caminho, ela diminuiu o passo
até sair da vista do marido e correu de volta.
 
Dando-lhe uma bronca, a mãe arrastou-a novamente pelas orelhas até o marido. Depois de várias
tentativas, Jamain acabou voltando para sua aldeia sem a noiva, aliviado por não tê-la trazido. Uma
semana depois, no entanto, viu chegarem a sua casa os futuros sogro e sogra, trazendo a menina com
seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal.
 
(Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. Todavia, 2022. Adaptado)
 
No trecho “Foi viver ali depois que se casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no
dia de seu nascimento”, a expressão em destaque pode ser substituída, sem prejuízo do sentido e da
correção gramatical, por:
a) tinha sido prometida.
b) teria sido prometida.
c) fosse prometida.
d) tinha prometido.
e) seria prometida.
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VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto, para responder à questão.
Dentro de um abraço
 
Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento?
 
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada repisar: num
determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons
amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa
sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na
minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
 
Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco,
numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira
de dentista.
 
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más ações, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
 
Meu palpite: dentro de um abraço.
 
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente
com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre
seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tique-taque dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo
o que se pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
 
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um
recém -contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta,
estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.
 
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1051) 
O rosto contra o peito de quem o abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se
faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz
nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
 
(Martha Medeiros, Feliz por nada. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que, em consonância com a norma -padrão, substitui os pronomes destacados nas
passagens – Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive... / No meu quarto e na minha
cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar...
a) dos que ... dos quais
b) nos quais ... os quais
c) o qual ... a qual
d) que ... onde
e) no que ... na qual
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VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia a tira, para responder à questão.
(Dik Browne, Hagar, o horrível)
 
Assinale a alternativa que reescreve o trecho – Eu digo – vamos beber! Porque hoje estamos aqui,
amanhã não estaremos mais! –, considerando-se o emprego dos termos destacados, de acordo com a
norma-padrão e com o sentido original.a) Eu digo para bebermos, quando hoje estamos aqui, e amanhã não estaremos mais!
b) Eu digo que bebamos, pois hoje estamos aqui, mas amanhã não estaremos mais!
c) Eu digo que bebemos, onde hoje estamos aqui, logo amanhã não estaremos mais!
d) Eu digo para que bebemos, sendo que hoje estamos aqui, assim amanhã não estaremos mais!
e) Eu digo que bebêssemos, no entanto hoje estamos aqui, ou amanhã não estaremos mais!
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VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Araçatuba/Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2548331
1052) 
1053) 
 
(M. Schulz, Minduim Charles. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos, 22.12.2022)
 
De acordo com o sentido e com a norma-padrão, a frase do pensamento do cachorro Snnopy, no último
quadrinho, pode ser reescrita da seguinte forma:
a) Foi uma ótima ideia a laranja, enquanto o problema é que eu comi-a.
b) Foi uma ótima ideia a laranja, embora o problema é que eu lhe comi.
c) Foi uma ótima ideia a laranja, já que o problema é que eu comi ela.
d) Foi uma ótima ideia a laranja, portanto o problema é que eu comi-la.
e) Foi uma ótima ideia a laranja, todavia o problema é que eu a comi.
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VUNESP - AEsc (Araçatuba)/Pref Araçatuba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
A comadre Beth Carvalho
 
O jogador de futebol Alcir Portella deixou a quadra do Cacique de Ramos, achou um orelhão, que por
sorte estava funcionando e ligou para Beth Carvalho: “Tudo bem, comadre? Queria que você desse um
pulo aqui na rua Uranos para conhecer um negócio. Ninguém vai pedir para você cantar nada. Tem uma
comida de que você vai gostar. Vamos jogar um buraco...”.
 
Alcir queria que Beth conferisse uma reunião informal, sempre às quartas-feiras, uma pelada entre
amigos, uma galinhada com cerveja e depois uma roda de samba intimista, com o pessoal tocando
banjo, tantã e repique de mão, cantando e improvisando versos debaixo de uma enorme tamarineira.
 
Ali nasceu, em meados dos anos 1970, o que mais tarde o mercado fonográfico batizaria de “pagode
carioca”, tendo à frente o grupo Fundo de Quintal e os compositores e cantores Zeca Pagodinho, Arlindo
Cruz, Jorge Aragão, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Jovelina Pérola Negra. Mas era muito mais do que
isso, verdadeira revolução no gênero.
 
O historiador e sambista Nei Lopes afirma: “O movimento que surgiu no Cacique de Ramos tem o mesmo
peso da revolução da bossa nova. E vai além, porque inovou reverenciando a tradição, trazendo para os
holofotes a arte e a inteligência do partido alto”.
 
Beth não saiu mais do Cacique, a ponto de Bira, o presidente do clube e do bloco de embalo, sugerir a
construção na quadra de um banheiro feminino, que se chamaria Beth Carvalho. A cantora,
educadamente, recusou a homenagem.
 
Mas levou aquela vitalidade sonora para seu disco de 1978, “De Pé no Chão”, cuja história acaba de ser
contada em um livro recém-lançado do jornalista Leonardo Bruno.
 
(Alvaro Costa e Silva, A comadre Beth Carvalho. https://www.folha.uol.com.br, 09.12.2022. Adaptado)
 
O sentido do trecho do parágrafo – E vai além, porque inovou reverenciando a tradição, trazendo para os
holofotes a arte e a inteligência do partido alto”. – está mantido com a seguinte reescrita:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2549134
1054) 
1055) 
a) E vai além, uma vez que inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a
inteligência do partido alto”.
b) E vai além, tanto que inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a
inteligência do partido alto”.
c) E vai além, conforme inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a
inteligência do partido alto”.
d) E vai além, entretanto inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a
inteligência do partido alto”.
e) E vai além, à medida que inovou reverenciando a tradição, trazendo para os holofotes a arte e a
inteligência do partido alto”.
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VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Assinale a alternativa em que a expressão está corretamente reescrita nos colchetes, segundo a
norma-padrão da língua portuguesa.
a) O carro do amigo tinha duas portas.
[O carro do amigo tinha-lhes]
b) Levei comigo a discografia completa.
[Levei-la comigo]
c) Decidi deixar uma mensagem para Rita.
[Decidi deixar-la para Rita]
d) Os amigos aceitaram a proposta prontamente.
[Os amigos aceitaram-na prontamente]
e) Uns amigos foram comigo ver a exposição.
[Uns amigos foram comigo ver-na]
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VUNESP - ETJ (TJM SP)/TJM SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois da festa de igreja, era a
maior festa na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um
cortejo. Cavalheiros e damas, aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e
subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez.
Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se
mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo — o gênio dos
dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito.
 
Murmurava-se que, à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve
nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de
“coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A
casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2555781
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2624724
1056) 
em dois lanços, amplo frontispício1 abrindo em sacadas, sob a cimalha2 a estatueta de louça-da-china3
— espetáculo.
 
E houve o casamento e houve o jantar comemorativo e houve o baile, com a quadrilha fazendo ressoar
no soalho de tábuas a música dos tacões dos homens, dos saltos das mulheres.
 
A noiva era uma risonha morena saudável, o noivo um passional tímido, amavam-se. E lá se foram para a
fazenda longe, fim do mundo ou quase, onde as notícias demoravam uma, duas semanas para chegar.
Que dia sai o cargueiro4? Que dia ele volta? Voltava com revistas, cartas, moldes de roupas, açúcar,
fósforos, ar da cidade, vento do mundo.
 
Começaram a nascer as meninas. Dava muita menina naquele casal. Como educá-las? A dona de casa
virou professora, virou uma escola inteira, se preciso virava universidade.
 
(Elenco de cronistas modernos. José Olympio Editora. Adaptado)
 
1. frontispício: fachada principal.
2. cimalha: parte mais alta das paredes.
3. louça-da-china: porcelana.
4. cargueiro: pessoa que conduz animais de carga.
 
Assinale a alternativa em que a reescrita de trechos do texto preserva o sentido original.
a) O cortejo seguia com a formalidade de uma procissão, à medida que sem padre e cantoria, e
murmurava- se que, desde que passasse em frente à casa da ex-namorada, o noivo seria afrontado.
b) O cortejo seguia com a pompa de uma procissão, no entanto sem padre e cantoria, e murmurava-
se que, assim que passasse em frente à casa da ex-namorada, o noivo seria insultado.
c) O cortejo seguia com a imponência de uma procissão, mesmo que sem padre e cantoria, e
murmurava-se que, quando passasse em frente à casa da ex-namorada, o noivo seria
cumprimentado.
d) O cortejo seguia com a simplicidade de uma procissão, ou sem padre e cantoria, e murmurava-se
que, logoque passasse em frente à casa da ex-namorada, o noivo seria ultrajado.
e) O cortejo seguia com a austeridade de uma procissão, portanto sem padre e cantoria, e
murmurava-se que, conforme passasse em frente à casa da ex-namorada, o noivo seria reconhecido.
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VUNESP - Tec CPDJ (TJM SP)/TJM SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois da festa de igreja, era a
maior festa na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um
cortejo. Cavalheiros e damas, aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e
subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez.
Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se
mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo — o gênio dos
dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito.
 
Murmurava-se que, à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve
nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de
“coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A
casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra,
em dois lanços, amplo frontispício1 abrindo em sacadas, sob a cimalha2 a estatueta de louça-da-china3
— espetáculo.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2624830
1057) 
E houve o casamento e houve o jantar comemorativo e houve o baile, com a quadrilha fazendo ressoar
no soalho de tábuas a música dos tacões dos homens, dos saltos das mulheres.
 
A noiva era uma risonha morena saudável, o noivo um passional tímido, amavam-se. E lá se foram para a
fazenda longe, fim do mundo ou quase, onde as notícias demoravam uma, duas semanas para chegar.
Que dia sai o cargueiro4? Que dia ele volta? Voltava com revistas, cartas, moldes de roupas, açúcar,
fósforos, ar da cidade, vento do mundo.
 
Começaram a nascer as meninas. Dava muita menina naquele casal. Como educá-las? A dona de casa
virou professora, virou uma escola inteira, se preciso virava universidade.
 
(Elenco de cronistas modernos. José Olympio Editora. Adaptado)
 
1. frontispício: fachada principal.
2. cimalha: parte mais alta das paredes.
3. louça-da-china: porcelana.
4. cargueiro: pessoa que conduz animais de carga.
 
Na reescrita do trecho — E lá se foram para a fazenda... —, a circunstância de modo aparece destacada
em:
a) E lá se foram com amigos para a fazenda.
b) E lá se foram bastante felizes para a fazenda.
c) E, sem temores, lá se foram para a fazenda.
d) E, terminada a festa, lá se foram para a fazenda.
e) E lá se foram, talvez se sentindo cansados, para a fazenda.
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VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Inteligência artificial: a era do “deus” máquina
 
No teatro grego antigo, quando não havia solução para um impasseb, um ator interpretando uma
divindade descia ao palco pendurado num guindaste, resolvia o problema e, assim, acabava a peçaa. Era
o Deus ex-machina – o deus surgido da máquina. Com o avanço sem precedentes da inteligência artificial
(IA), é justo pensar que, no mundo contemporâneo, a máquina é a própria deidade.
 
Para ela, nada parece impossível. Da confecção de discursos em segundos à criação de obras de arte; da
identificação de medicamentos promissores ao diagnóstico preciso de doenças, tudo é resolvido pelo
“deus algoritmo”. E, ao observar sua invenção “surgindo do guindaste”, o homem pode se perguntar qual
lugar ocupará neste enredo. Segundo especialistas, porém, o perigo não está na criaturad e, sim, no uso
que o criador faz dela.
 
A inteligência artificial faz parte da rotina, ainda que não se percebac. O GPS que indica o percurso, a
atendente virtual, o internet banking são exemplos de seu uso no dia a dia. Só que, até agora, ninguém
temia os mecanismos de busca dos navegadores, os sistemas de reconhecimento facial dos condomínios
ou a sugestão de filmes apresentadas pelosaplicativos de streaming.
 
Então, as máquinas começaram a gerar imagens perfeitas de pessoase inexistentes, escrever
reportagens com acurácia, resolver enigmas matemáticos em frações de segundos, dirigir e voar
sozinhas, elaborar defesas jurídicas e até “ler” pensamentos em experimentos científicos. A ponto de, em
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771933
1058) 
um editorial da revista Science, um grupo de cientistas pedir a moratória de pesquisas até alguma
regulamentação ética da IA.
 
A discussão sobre riscos e avanços da IA ultrapassa o campo da ciência da computação; é também
filosófica. Já na Grécia Antiga, filósofos questionavam a essência da inteligência e se ela era um atributo
somente humano.
 
Hoje, esse é um dos centros da discussão sobre IA: sistemas programados e alimentados por seres
humanos poderão ultrapassar em astúcia seus criadores? Não, garante um dos maiores especialistas no
tema, o cientista da computação francês Jean-Gabriel Ganascia, da Universidade de Sorbonne que, já em
1980, obteve mestrado em inteligência artificial em Paris.
 
(Paloma Oliveto, Inteligência artificial: a era do
‘deus’ máquina. https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude. Adaptado)
 
A conjunção “embora” substitui corretamente a expressão destacada em:
a) ... resolvia o problema e, assim, acabava a peça.
b) No teatro grego antigo, quando não havia solução para um impasse...
c) A inteligência artificial faz parte da rotina, ainda que não se perceba.
d) Segundo especialistas, porém, o perigo não está na criatura...
e) Então, as máquinas começaram a gerar imagens perfeitas de pessoas...
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Instituto Darwin - ACE (Belém do SF)/Pref Belém do SF/2022
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
TEXTO 1
Fake news atingem 85% das mensagens sobre coronavírus checadas pelo Ministério da
Saúde
Por: Folhapress em 29/02/20 às 09H58, atualizado em 29/02/20 às 10H05
Foram identificadas 41 tipos de mensagens mais recorrentes sobre o tema. O uso de vitaminas e chás
que alegam curar a doença é a fake news mais comum.
Corona vírus veio do inseticida? Paciente com Corona vírus curada em 24 horas com medicamentos de
Aids? Corona vírus eliminado com tigela de água de alho bem fervida? O Ministério da Saúde alerta: tudo
isso é fake news.
 
Essas mensagens fazem parte de um grupo de correntes, "notícias" e áudios ligados ao novo coronavírus
recebidos pela pasta no último mês, por meio do serviço "Saúde sem fake news", criado para analisar
notícias falsas. Não é pouca coisa. De 6.500 mensagens recebidas e analisadas entre 22 de janeiro e 27
de fevereiro, 90% eram relacionadas ao novo vírus.
 
Desse total ligado ao Coronavírus, 85% eram falsas. Os dados são de balanço divulgado nessa sexta-
feira (28). Segundo o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis, foram identificadas 41
tipos de mensagens mais recorrentes sobre o tema. O uso de vitaminas e chás que alegam curar a
doença é a mais comum. "E sempre são notícias falsas, porque nenhuma dessas indicações tem
comprovação científica de que possa ser benéfica para quem está com Corona vírus", diz Gabbardo.
Também é frequente o recebimento de mensagens com teorias da conspiração de que o vírus teria sido
criado em laboratório ou disseminado deliberadamente- tudo isso é falso, afirma a pasta. Em janeiro,
quando o maior número de casos novos ainda era concentrado no China e havia menos informação sobre
o vírus, também era comum o envio de vídeos e fotos de pessoas caindo e desmaiando nasruas –o
problema é que tudo era "fake", de novo. "São vídeos que tinham sido publicados muito antes do
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2165304
1059) 
aparecimento do Coronavírus", afirma o secretário. A pasta costuma colocar um carimbo de "isto é fake
news" para informar quais notícias são falsas e "isso é verdadeiro" para as já checadas e confirmadas. O
número para recebimento das mensagens é (61) 99289-4640.
 
Nas últimas semanas, a Organização Mundial de Saúde tem apontado as fake news como um dos
principais desafios em relação ao novo Corona vírus. A orientação é que pessoas busquem informações
em fontes oficiais.
MANUAL PARA NÃO PROPAGAR FAKE NEWS
- Busque a fonte original;
- Faça uma busca na internet: muitos casos já foram desmentidos;
- Cheque a data: a "novidade" pode ser antiga;
- Leia a notícia inteira;
- Cheque o histórico de quem publicou;
- Se a notícia não tem fonte, não repasse.
 
Disponível em:
https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/coronavirus/2020/02/29/NWS,132097,70,1668,NOTICIAS,2190-FAKE-
NEWS-ATINGEM-DAS-MENSAGENS-SOBRE-CORONAVIRUS-CHECADAS-PELO-MINISTERIO-SAUDE.aspx (Acesso em
03/03/2020)
 
No trecho: “Coronavírus veio do inseticida?”, o termo grifado poderia ser facilmente substituído por:
a) imita o;
b) é semelhante ao;
c) cruza com;
d) procede do;
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Perto do apagão
 
 a falta de chuvas nos últimos dois meses, inferiores ao padrão já escasso do mesmo período
de 2020, ficou mais evidente a ameaça a geração de energia se mostre insuficiente para
manter o fornecimento até novembro, quando se encerra o período seco.
 
Novas simulações do Operador Nacional do Sistema (ONS) mostram agravamento, com destaque para a
região Sul, onde o nível dos reservatórios até 24 de agosto caiu para 30,7% – a projeção anterior
apontava para 50% no fechamento do mês.
 
Mesmo no cenário mais favorável, que pressupõe um amplo conjunto de medidas, como acionamento de
grande capacidade de geração térmica, importação de energia e postergação de manutenção de
equipamentos, o país chegaria novembro praticamente sem sobra de potência, o que amplia
a probabilidade de apagões.
 
Embora se espere que tais medidas sejam suficientes para evitar racionamento neste ano, não se
descartam sobressaltos pontuais, no contexto da alta demanda o sistema será submetido.
 
Se o regime de chuvas no verão não superar a média dos últimos anos, a margem de manobra para
2022 será ainda menor. Calcula-se que, nesse quadro, a geração térmica, mais cara, tenha de
permanecer durante todo o período úmido, o que seria algo inédito.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766509
1060) 
Desde já o país precisa considerar os piores cenários e agir com toda a prudência possível, com foco em
investimentos na geração, modernização de turbinas em hidrelétricas antigas e planejamento para
ampliar a resiliência do sistema.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.08.2021. Adaptado)
A reescrita do trecho do 5º parágrafo – Se o regime de chuvas no verão não superar a média dos últimos
anos, a margem de manobra para 2022 será ainda menor. – está em conformidade com a norma-padrão
e com o sentido do texto em:
a) Desde que o regime de chuvas no verão não supera a média dos últimos anos, a margem de
manobra para 2022 será ainda menor.
b) Por mais que o regime de chuvas no verão não supera a média dos últimos anos, a margem de
manobra para 2022 será ainda menor.
c) Enquanto o regime de chuvas no verão não superar a média dos últimos anos, a margem de
manobra para 2022 será ainda menor.
d) Caso o regime de chuvas no verão não supere a média dos últimos anos, a margem de manobra
para 2022 será ainda menor.
e) Ainda que o regime de chuvas no verão não supere a média dos últimos anos, a margem de
manobra para 2022 será ainda menor.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Vida ao natural
 
Pois no Rio tinha um lugar com uma lareira. E quando ela percebeu que, além do frio, chovia nas
árvores, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado. O acordo do mundo com aquilo que ela nem
sequer sabia que precisava como numa fome. Chovia, chovia. O fogo aceso pisca para ela e para o
homem. Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece; ele atiça o fogo na lareira, o que
não lhe é senão dever de nascimento. E ela – que é sempre inquieta, fazedora de coisas e
experimentadora de curiosidades – pois ela nem lembra sequer de atiçar o fogo; não é seu papel, pois se
tem o seu homem para isso. Não sendo donzela, que o homem então cumpra a sua missão. O mais que
ela faz é às vezes instigá-lo: “aquela acha*”, diz-lhe, “aquela ainda não pegou”. E ele, um instante antes
que ela acabe a frase que o esclareceria, ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é, e já
está atiçando a acha. Não a comando seu, que é a mulher de um homem e que perderia seu estado se
lhe desse ordem. A outra mão dele, a livre, está ao alcance dela. Ela sabe, e não a toma. Quer a mão
dele, sabe que quer, e não a toma. Tem exatamente o que precisa: pode ter.
 
Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo,
refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar.
Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que
sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde,
flameja.
(Clarice Lispector, Os melhores contos
[seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996)
* pequeno pedaço de madeira usado para lenha 11.
 
Assinale a alternativa em que a reescrita das informações do texto atende à norma-padrão de pontuação.
a) Ela sabe que o que sente, pode nunca mais voltar e então, sabe que tudo aquilo vai acabar.
b) Quando ela percebeu que, chovia, chovia, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado.
c) Poder ter, é exatamente o que ela precisa e sabendo disso, ela não toma a mão do homem.
d) A outra mão do homem, está ao alcance dela, e ela, apesar de saber disso não a toma.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766516
1061) 
1062) 
e) O homem, como não era donzela, que cumprisse, então, a sua missão de cuidar do fogo.
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Motivação é a energia que nos leva agir – e não sou a única pessoa que acha difícil encontrar
essa motivação. Alguns de nós sofreram um burnout total depois de mais de um ano de perdas, dor e
problemas relacionados pandemia. Outros se sentem mais como estou me sentindo – nada
está terrivelmente errado, mas não conseguimos encontrar inspiração. Seja qual for a situação em que
nos encontramos, um exame mais profundo da motivação pode nos dar mais incentivo para avançar, não
só no dia dia, mas num futuro incerto.
 
(Cameron Walker, The New York Times.
Em: https://economia.estadao.com.br. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão e o sentido do texto, a frase – ... e não sou a única pessoa que
acha difícil encontrar essa motivação. – está adequadamente reescrita em:
a) ... e outras pessoas, tal qual eu, achamos difícil encontrar- lhe.
b) ... e outras pessoas, tanto quanto eu, acham difícil encontrar-na.
c) ... e eu e outras pessoas também acham difícil encontrar esta.
d) ... e outras pessoas, assim como eu, acham difícil encontrá-la.
e) ... e eu e também outras pessoas achamos difícil encontrar ela.
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Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto que é falado
pelos personagens da novela. Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, mesmo nos
momentos mais banais, os personagens se expressam de maneira correta e erudita.
 
Ao UOL, o autor da novela, Alcides Nogueira, diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que
leva a novela a se destacar. “Não tenho nada contra a linguagem coloquial, ao contrário. Acho que a
língua deve ser viva e usada em sintonia com o nosso tempo. Mas colocar um português bastante culto
torna a narrativa mais coerente com a época da trama. Fora isso, é uma oportunidade de o público
conhecer um pouco mais dessa sintaxe poucas vezes usada atualmente”.
 
O escritor, que assina o texto da novela das 18h ao lado de Bia Corrêa do Lago, conta que a decisão de
imprimir um português erudito à trama foi tomada por ele e apoiada pelo diretor artístico, Jayme
Monjardim. Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, o
dicionário. “Muitas vezes é preciso recorrer às gramáticas. No início, o uso do coloquial era tentador. Aos
poucos, a escrita foi ficando mais fácil”, afirma Nogueira, que também diz se inspirar em grandes
escritores da literatura brasileira e portuguesa, como Machado de Assis e Eça de Queiroz.
 
Para o autor, escutar os personagens falando dessa forma ajuda o público a mergulhar na época da
trama de modo profundo e agradável. Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim, que também
explica que a estética delicada da novela foi pensada para casar com o texto. “É uma novela que se
passa no fim dos anos 1920, então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766524
https://economia.estadao.com.br/
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603094
1063) 
nesse túnel do tempo. Acho que isso é importante para que o telespectador consiga se sentir em outra
época”, diz.
 
(Guilherme Machado. UOL. https://tvefamosos.uol.com.br. 15.11.2017. Adaptado)
 
Sem prejuízo de sentido ao texto, as passagens “Quem assiste a ‘Tempo de Amar’ já reparou no
português extremamente culto...” (1o parágrafo) e “Aos poucos, a escrita foi ficando mais fácil”… (3º
parágrafo) estão corretamente reescritas em:
a) Quem assiste a “Tempo de Amar” já reconheceu o português ocasionalmente culto... /
Curiosamente, a escrita foi ficando mais fácil.
b) Quem assiste a “Tempo de Amar” já se aborreceu com o português sagazmente culto... /
Lentamente, a escrita foi ficando mais fácil.
c) Quem assiste a “Tempo de Amar” já se deu conta do português agudamente culto... /
Rapidamente, a escrita foi ficando mais fácil.
d) Quem assiste a “Tempo de Amar” já corrigiu o português excepcionalmente culto... /
Seguramente, a escrita foi ficando mais fácil.
e) Quem assiste a “Tempo de Amar” já percebeu o português muitíssimo culto... / Paulatinamente, a
escrita foi ficando mais fácil.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Ai, Gramática. Ai, vida.
 
O que a gente deve aos professores!
 
Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que
me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter
jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des
ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da
gramática.
 
Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que
descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha
biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor.
Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e
outras que vocês podem imaginar).
 
Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem,
professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso
aprender não para a escola, mas para a vida.
 
Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de
uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do
nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.
 
Infância: a permanente exclamação:
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1064) 
 
Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!
 
Me dá! É meu!
 
Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!
 
Olha como o vovô está quietinho, mamãe!
 
Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!
 
Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!
 
Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!
 
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
 
Considere os trechos do texto:
Há quem discorde. (3º parágrafo)
Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. (3º parágrafo)
Vou até mais longe: vida é pontuação. (5º parágrafo)
De acordo com o sentido do texto e com a norma-padrão, os enunciados podem ser ampliados,
respectivamente, com as reescritas:
a) Há quem discorde nessas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor que uma
citação. / Vou até mais longe, afirmando de que vida é pontuação.
b) Há quem discorde contra essas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor de
que uma citação. / Vou até mais longe, afirmando que vida é pontuação.
c) Há quem discorde com essas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor como
uma citação. / Vou até mais longe, afirmando de que vida é pontuação.
d) Há quem discorde dessas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor do que uma
citação. / Vou até mais longe, afirmando que vida é pontuação.
e) Há quem discorde ante essas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor do que
uma citação. / Vou até mais longe, afirmando em que vida é pontuação.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Ai, Gramática. Ai, vida.
 
O que a gente deve aos professores!
 
Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que
me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter
jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des
ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da
gramática.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603106
1065) 
 
Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que
descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha
biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor.
Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e
outras que vocês podem imaginar).
 
Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem,
professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso
aprender não para a escola, mas para a vida.
 
Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe:vida é pontuação. A vida de
uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do
nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.
 
Infância: a permanente exclamação:
 
Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!
 
Me dá! É meu!
 
Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!
 
Olha como o vovô está quietinho, mamãe!
 
Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!
 
Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!
 
Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!
 
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
 
De acordo com a norma-padrão, o trecho do 4º parágrafo “ … gramática é um negócio importante e
gramática se ensina na escola…” está corretamente reescrito em:
a) Como a gramática é um negócio importante, a escola lhe ensina.
b) Se ensina gramática na escola, devido a sua importância.
c) Gramática é um negócio importante que se ensina na escola.
d) Gramática é um negócio importante cujo ensina-se na escola.
e) Se ensina gramática na escola devido à sua importância.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto da tira.
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1066) 
(Pryscila. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/>.Acesso em: 02 fev 2015. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da tira.
a) veio em … houvesse … o
b) foi em … houvessem … o
c) foi a … houvesse … o
d) veio a … houvessem … lhe
e) foi à … houvessem … lhe
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Um pé de milho
 
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que
podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro
na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava
do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era
capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
 
Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu
nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um
canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser
vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram ao chão e suas folhas longas e verdes nunca estão
imóveis.
 
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho não será a mais linda. Mas
aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com
uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241707
1067) 
Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de
uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.
 
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a reescrita do texto altera o sentido original.
a) Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. (1o §) = Secaram as folhas pequenas,
pensei que fosse morrer.
b) Anteontem aconteceu o que era inevitável... (3o §) = Aquilo que era inevitável anteontem
aconteceu...
c) Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. (2o §) = Sou um ignorante, um homem pobre da
cidade.
d) ... em um monte de terra trazido pelo jardineiro... (1o §) = ... em um monte de terra que o
jardineiro trouxe.
e) É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. (3o §) = É algo de vivo que, com
ímpeto e certeza, afirma- se.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto da tira, para responder à questão.
 
Assinale a alternativa em que a nova redação dada a frases da tira está de acordo com a norma-padrão
de regência e de emprego de pronome.
a) A ideia é colocá-lo em contato com características totalmente distintas das dele.
b) Vou receber uma grana para permitir-lhe a morar aqui por um tempo.
c) Receberei uma grana para deixar um garoto morar aqui com nós por um tempo.
d) A ideia é colocar ele em contato com características distintas às dele.
e) A ideia é colocar-lhe em contato com características totalmente diferentes que as dele.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122466
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/122501
1068) 
1069) 
1070) 
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Assinale a alternativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assinarei o documento,
contanto que garantam sua autenticidade. sem que haja prejuízo de sentido.
a) desde que garantam sua autenticidade.
b) no entanto garantam sua autenticidade.
c) embora garantam sua autenticidade.
d) portanto garantam sua autenticidade.
e) a menos que garantam sua autenticidade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Ainda vamos ver sites como o Google com a mesma nostalgia que hoje dedicamos a máquinas de
escrever e discos de vinil. Os atuais mecanismos de busca na rede já estão ultrapassados por projetos
inovadores, que deixam esta tarefa mais fácil e precisa. Como você ainda não foi informado? Ainda são
iniciativas experimentais. Falta mais dedicação dos pesquisadores e investidores dispostos a deixá-las
acessíveis ao grande público.
 
(Galileu, dezembro de 2011)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, o trecho – Os atuais mecanismos de busca
na rede já estão ultrapassados por projetos inovadores… – está corretamente reescrito em:
a) Os atuais mecanismos de busca na rede, projetos inovadores já ultrapassaram-lhes…
b) Os atuais mecanismos de busca na rede, projetos inovadores já ultrapassaram-nos…
c) Os atuais mecanismos de busca na rede, projetos inovadores já ultrapassaram eles…
d) Os atuais mecanismos de busca na rede, projetos inovadores já os ultrapassaram...
e) Os atuais mecanismos de busca na rede, projetos inovadores já lhes ultrapassaram…
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não está claro até onde pode realmente chegar
uma política baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a água e (na
maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da
água em si faça diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40
dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar adequadamente os
insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre será a segunda opção.
 
(CartaCapital, 27.06.2012. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho – Ainda assim, ninguém encontrou até agora umamaneira de
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86347
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86354
1071) 
1072) 
quantificar adequadamente os insumos básicos. – está corretamente reescrito, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa.
a) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até agora uma maneira adequada para que
os insumos básicos seja quantificado.
b) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou até agora uma maneira adequada para que os
insumos básicos sejam quantificado.
c) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até agora uma maneira adequada de se
quantificarem os insumos básicos.
d) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou até agora uma maneira adequada de se
quantificar os insumos básicos.
e) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até agora uma maneira adequada de os
insumos básicos ser quantificados.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
A Groenlândia nunca derreteu tanto
 
No verão da Groenlândia, é normal que suas camadas de gelo se derretam. Em julho de 2012, no
entanto, em apenas quatro dias (de 9 a 12), a superfície gelada sofreu um derretimento nunca antes
observado: a área descongelada passou de 40 para 97%. Apesar de os cientistas definirem o fenômeno
como "extremo", eles explicam que não há motivos para alarde: experimentos apontaram que nos
últimos dez milênios, houve um vasto derretimento a cada 150 anos. As informações são da Nasa.
 
(IstoÉ, 01.08.2012)
O trecho – … a superfície gelada sofreu um derretimento nunca antes observado: a área descongelada
passou de 40 para 97%. – está corretamente reescrito em:
a) … a superfície gelada sofreu um derretimento que nunca antes foi observado, logo a área
descongelada passou de 40 para 97%.
b) … a superfície gelada sofreu um derretimento que nunca antes fora observado, haja vista que a
área descongelada passou de 40 para 97%.
c) … a superfície gelada sofreu um derretimento que nunca antes se havia observado, como a área
descongelada passou de 40 para 97%.
d) … a superfície gelada sofreu um derretimento que nunca antes era observado, que a área
descongelada passou de 40 para 97%.
e) … a superfície gelada sofreu um derretimento que nunca antes tivera sido observado, enquanto a
área descongelada passou de 40 para 97%.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86357
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78683
1073) 
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
As frases do trecho – Concordo que o futebol não é importante, que as pessoas lhe dão muita
importância, que um time de 11 marmanjos serve como modelo para uma nação. – estão corretamente
reescritas em:
a) Atenho-me à ideia de que o futebol não é importante, de que as pessoas supervalorizam-no, de
que um time de 11 marmanjos presta-se a modelo para uma nação.
b) Atenho-me a ideia de que o futebol não é importante, de que as pessoas supervalorizam-lo, de
que um time de 11 marmanjos presta-se a modelo para uma nação.
c) Atenho-me à ideia de que o futebol não é importante, de que as pessoas supervalorizam-lhe, de
que um time de 11 marmanjos presta-se à modelo para uma nação.
d) Atenho-me a ideia de que o futebol não é importante, de que as pessoas supervalorizam-no, de
que um time de 11 marmanjos presta-se a modelo para uma nação.
e) Atenho-me a ideia de que o futebol não é importante, de que as pessoas supervalorizam ele, de
que um time de 11 marmanjos presta-se à modelo para uma nação.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78685
1074) 
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso.Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
Considere o trecho para responder à questão.
 
 
Mas o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de
competição física e a inclinação para o ritual simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os
romances de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite.
Assinale a alternativa que reescreve, sem alteração de sentido, a frase – Mas o futebol tem importância
por mexer com outras dimensões da nossa natureza,...
a) Pois o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza,...
b) Porém o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza,...
c) Logo, o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza,...
d) Assim, o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza,...
e) E o futebol tem importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza,...
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
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1075) 
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, de acordo com a norma culta, os segmentos frasais:
As pessoas sabem que pratico futebol .../ O futebol tem mais importância que as artes./ ... algo que me
dá prazer.
a) As pessoas sabem que adiro o futebol .../ O futebol sobrepõem-se às artes./ ... algo que me apraz.
b) As pessoas sabem que adero ao futebol .../ O futebol sobrepõe-se as artes./ ... algo que apraza-
me.
c) As pessoas sabem que adiro ao futebol .../ O futebol sobrepõe-se as artes./ ... algo que me apraz.
d) As pessoas sabem que vou aderir ao futebol .../ O futebol sobrepõe-se as artes./ ... algo que me
aprazerá.
e) As pessoas sabem que adiro ao futebol .../ O futebol sobrepõe-se às artes./ ... algo que me apraz.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
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1076) 
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010.Adaptado)
A alternativa que reescreve corretamente o período – É preciso ensaiar para não fazer em campo apenas
as jogadas ensaiadas. – iniciando-o com a ideia de finalidade, é:
a) Para que não se façam em campo apenas jogadas ensaiadas, é preciso ensaiar.
b) Embora não se façam em campo apenas jogadas ensaiadas, é preciso ensaiar.
c) Ainda que não se façam em campo apenas jogadas ensaiadas, é preciso ensaiar.
d) Por mais que não se façam em campo apenas jogadas ensaiadas, é preciso ensaiar.
e) Contanto que não se façam em campo apenas jogadas ensaiadas, é preciso ensaiar.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o trecho para responder à questão.
Palavra da semana: vaidade. Excessivo orgulho por algo que uma pessoa enxerga nela mesma, mas que
os demais não conseguem admirar com igual intensidade. A palavra veio do latim vanus, "vazio". Ao se
espremer uma pessoa com alto teor de vaidade, obtém-se um suco de nada.
 
(Época, 15.03.2007)
Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, a oração em destaque, de acordo com o sentido do
contexto: – Ao se espremer uma pessoa com alto teor de vaidade, obtém-se um suco de nada.
a) Por ter se espremido uma pessoa com alto teor de vaidade, obtém-se um suco de nada.
b) Assim que se espremeu uma pessoa com alto teor de vaidade, obter-se-á um suco de nada.
c) Quando se espreme uma pessoa com alto teor de vaidade, obtém-se um suco de nada.
d) Por mais que se espremeu uma pessoa com alto teor de vaidade, obter-se-á um suco de nada.
e) Quanto mais se espremer uma pessoa com alto teor de vaidade, mais se obteve um suco de nada.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78866
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/79000
1077) 
1078) 
Língua Portuguesa (Português) - Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos
de Texto.
Leia o texto para responder à questão.
 
Policiais paulistanos
 
Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para
quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios
como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há
algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos
humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns...
puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado
do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras.
Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário.
– Vou lançar um policial! – contou-me.
Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais
escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de
Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as
religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da
Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os
freqüentadores do terreiro.
 
(Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006)
Quanto ao emprego de pronome, segundo a norma culta, a frase – ... encontrei-me com ele em um
evento literário. – pode ser reescrita da seguinte forma:
a) ...encontrei-no em um evento literário.
b) ...encontrei ele em um evento literário.
c) ...encontrei-o em um evento literário.
d) ...encontrei-lhe em um evento literário.
e) ...encontrei-lo em um evento literário.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2347382
VUNESP - ODP (DPE SP)/DPE SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Leia o texto para responder à questão.
 
Democracia fraca afeta o PIB
 
Uma pesquisa sobre o desenvolvimento de mais de 160 países com realidades políticas variadas, no
período de 1960 a 2018, comparou o desempenho de regimes democráticos com aqueles nos quais a
democracia é parcial, incompleta ou, em uma palavra, instável. A conclusão foi inequívoca: no longo
prazo, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das chamadas democracias defeituosas, iliberais ou
híbridas cresceu cerca de 20% menos do que em regimes democráticos estáveis. A democracia é fator
de avanço econômico.
 
Os autores do estudo são economistas vinculados a instituições europeias: Nauro Campos, da
Universidade College London; Fabrizio Coricelli, da Paris School of Economics; e Marco Frigerio, da
Universidade de Siena. Segundo eles, uma das consequências negativas da instabilidade democrática é a
prevalência de visões de curto prazo. “A instabilidade induz a comportamento míope com o objetivo de
obter rendas no curto prazo e desconsiderar os efeitos a longo prazo”, diz o texto. Uma revisão
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2347382
1079) 
bibliográfica apontou que essa visão curto-prazista típica de regimes instáveis acaba diminuindo
investimentos no setor produtivo.
 
A democracia, segundo outro pesquisador citado no estudo, aumenta as chances de reformas
econômicas e de ampliação das matrículas na educação básica. Segundo o professor Nauro Campos, em
entrevista ao jornal O Globo, democracias frágeis e debilitadas prejudicam a execução de políticas
públicas. Um exemplo disso é a nomeação de pessoas despreparadas para órgãos técnicos que prestam
serviços à população. Esse tipo de problema, afirmou Campos, faz cair a confiança nas instituições.
 
O regime democrático prevê direitos civis, sociais, políticos e de propriedade. Capaz de solucionar
pacificamente conflitos por meio da política, em vez da guerra, a democracia é chave também para o
crescimento econômico.
 
(Opinião. https:/Avww.estadao.com.br/opiniao, 26.01.2023.Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a pontuação, a colocação pronominal e a concordância verbal atendem à
norma-padrão.
a) Quando se opta pela política para que se solucionem pacificamente os conflitos, a democracia
viabiliza o crescimento econômico.
b) Diz o texto que para que se obtenha rendas no curto prazo, a instabilidade de uma democracia
induz a comportamento míope.
c) Prevê-se, em um regime democrático, direitos civis, sociais, políticos e de propriedade. E os
conflitos resolvem-se pacificamente.
d) Em democracias estáveis existe chances de reformas econômicas; as frágeis porém, se
configuram como obstáculo a elas.
e) Se constatam com a democracia, o aumento das chances de reformas econômicas e de ampliação
das matriculas na educação básica.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2488642
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Leia o texto para responder à questão.
Por causa de falta de acompanhamento médico, as mortes maternas aumentaram ou estagnaram em
quase todas as regiões do mundo: em média, uma mulher morre durante a gravidez ou no parto a cada
2 minutos, de acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) “Tendências na
mortalidade materna”, divulgado em fevereiro. O total das mulheres grávidas que não fazem nem quatro
dos oito exames recomendados durante a gravidez ou não recebem cuidados essenciais após o parto é
de aproximadamente um terço delas, enquanto cerca de 270 milhões não têm acesso a métodos
modernos de planejamento familiar. Em 2020, cerca de 70% de todas as mortes maternas ocorreram na
África subsaariana, em razão de sangramento grave, pressão alta, infecções relacionadas à gravidez,
complicações de aborto inseguro e doenças como HIV/Aids ou malária, que podem ser agravadas pela
gravidez. No Chade, a taxa média de mortalidade é de 1 063 mulheres para cada 100 mil nascidos vivos.
Na Alemanha, de 5 para cada 100 mil.
(Pesquisa Fapesp. https://revistapesquisa.fapesp.br, Edição 326, abril de 2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativaem que o enunciado está em conformidade com as informações do texto e com a
norma- -padrão.
a) Ainda que se recomende exames às mulheres grávidas, a maioria delas têm se mostrado contrária
à realização desse controle médico.
b) De acordo com a OMS, falta empenho das mulheres grávidas para realizar os exames pré-natal
que mantém em dia sua saúde.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2488642
1080) 
c) Cerca de 270 milhões de mulheres não dispõe de acesso a métodos de planejamento familiar,
ficando vulnerável a uma série de problemas.
d) O relatório da OMS mostra que cerca de um terço das mulheres grávidas não faz nem metade dos
exames pré-natais recomendados.
e) O aumento das mortes maternas sinalizam para a necessidade de garantir às mulheres acesso aos
cuidados essenciais em saúde.
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Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Leia o texto para responder à questão.
 
O que existe de comum entre os Beatles e Ary Barroso?
 
Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira. Sempre lembrado pela
Aquarela do Brasil, ouvida e executada em escala planetária, e também por Bahia, o nome que o mundo
deu à Na Baixa do Sapateiro, Ary deixou como legado um vastíssimo songbook que atravessa o tempo
com sua indiscutível qualidade.
 
Ary Barroso morreu cedo. Tinha somente 60 anos e estava hospitalizado na fase final da cirrose hepática
provocada pelo alcoolismo. Sua morte ocorreu num domingo de carnaval, no momento em que as
escolas de samba desfilavam no centro do Rio de Janeiro. A notícia enlutou os foliões.
 
Já os Beatles nasceram para o mundo quando conquistaram os Estados Unidos. Antes disso, haviam
conquistado o Reino Unido e começavam a fazer sucesso em vários países da Europa.
 
Os rapazes estavam em Paris quando receberam a notícia: I Wanna Hold Your Hand estava em primeiro
lugar nas paradas dos Estados Unidos. Os Beatles foram a Nova York e se apresentaram no programa de
Ed Sullivan. Foram vistos, naquela noite, por uma audiência de mais de 70 milhões de pessoas.
 
E o que há de comum entre os Beatles e Ary Barroso? Uma data. O domingo nove de fevereiro de 1964.
Na noite daquele domingo de carnaval, enquanto morria Ary Barroso, os Beatles nasciam para o mundo.
 
(Sílvio Osias, “O que há de comum entre os Beatles e Ary Barroso? O colunista revela”. Em:
https://jornaldaparaiba.com.br/cultura, 09.02.2022. Adaptado)
 
Em conformidade com a norma-padrão, uma frase que pode complementar o terceiro parágrafo do texto
é:
a) O empresário Brian Epstein esperava que uma música dos Beatles chegasse ao topo das paradas
americanas para levá-los à América.
b) O empresário Brian Epstein esperava que uma música dos Beatles chegasse no topo das paradas
americanas para levá-los na América.
c) O empresário Brian Epstein esperava que uma música dos Beatles chegasse ao topo das paradas
americanas para levar eles à América.
d) O empresário Brian Epstein esperava que uma música dos Beatles chegasse no topo das paradas
americanas para levar-lhes à América.
e) O empresário Brian Epstein esperava que uma música dos Beatles chegasse ao topo das paradas
americanas para levar eles na América.
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Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
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1081) 
1082) 
Leia o texto para responder à questão.
 
O que existe de comum entre os Beatles e Ary Barroso?
 
Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira. Sempre lembrado pela
Aquarela do Brasil, ouvida e executada em escala planetária, e também por Bahia, o nome que o mundo
deu à Na Baixa do Sapateiro, Ary deixou como legado um vastíssimo songbook que atravessa o tempo
com sua indiscutível qualidade.
 
Ary Barroso morreu cedo. Tinha somente 60 anos e estava hospitalizado na fase final da cirrose hepática
provocada pelo alcoolismo. Sua morte ocorreu num domingo de carnaval, no momento em que as
escolas de samba desfilavam no centro do Rio de Janeiro. A notícia enlutou os foliões.
 
Já os Beatles nasceram para o mundo quando conquistaram os Estados Unidos. Antes disso, haviam
conquistado o Reino Unido e começavam a fazer sucesso em vários países da Europa.
 
Os rapazes estavam em Paris quando receberam a notícia: I Wanna Hold Your Hand estava em primeiro
lugar nas paradas dos Estados Unidos. Os Beatles foram a Nova York e se apresentaram no programa de
Ed Sullivan. Foram vistos, naquela noite, por uma audiência de mais de 70 milhões de pessoas.
 
E o que há de comum entre os Beatles e Ary Barroso? Uma data. O domingo nove de fevereiro de 1964.
Na noite daquele domingo de carnaval, enquanto morria Ary Barroso, os Beatles nasciam para o mundo.
 
(Sílvio Osias, “O que há de comum entre os Beatles e Ary Barroso? O colunista revela”. Em:
https://jornaldaparaiba.com.br/cultura, 09.02.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o enunciado está de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e
pontuação.
a) Aquarela do Brasil e Bahia, com certeza, faz parte do legado, deixado por Ary Barroso.
b) Em 1964, mais de 70 milhões de pessoas, assistiu aos Beatles no programa de Ed Sullivan.
c) Ary Barroso e os Beatles compõe a cultura musical do século passado, e do século presente.
d) Ao saber que Ary Barroso morreu enquanto eles desfilavam, os foliões ficaram enlutados.
e) No momento em que haviam escolas na avenida do Rio, morria no hospital Ary Barroso.
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Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Leia a tira.
(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 09.12.2021)
 
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do primeiro quadrinho devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
a) mim … leio … obrigado
b) eu … leio … obrigada
c) mim … leia … obrigada
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1083) 
1084) 
d) eu … leia … obrigado
e) mim … leio … obrigada
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Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até sabedoria popular. Agora, estudo levanta
hipóteses sobre praticar atividade física benefícios para a totalidade do corpo. Os resultados
podem levar a novas terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para e restaurar a
perda muscular que ocorre com o avanço da idade.
 
(Ciência Hoje, março de 2012)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) porque … trás … previnir
b) porque … traz … previnir
c) porquê … tras … previnir
d) por que … traz … prevenir
e) por quê … tráz … prevenir
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Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defendera tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/86358
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78697
1085) 
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
Atente para as afirmações:
 
I. A frase – Se as pessoas se opuserem à minha opção pelo futebol, eu me defendia. – obedece ao
princípio de correlação de tempo verbal.
II. A frase – Intelectuais, professores, governo, ninguém desmobiliza a prontidão que o brasileiro
tem pelo futebol. – está correta quanto à concordância verbal.
III. No período – Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no
futebol um gosto pela façanha... – a oração ao ler pode assumir, no contexto, a seguinte versão:
quando lemos.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78698
1086) 
1087) 
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
De acordo com a norma culta, a frase correta para legenda da foto é:
 
a) Os observadores culturais, qualquer que sejam eles, devem ser sensíveis às aptidãos lúdicas do
povo.
b) Vocês, leitores não impeçam o autor do texto de dedicar-se as inclinações esportivas.
c) Apto à discorrer sobre futebol, o autor revelou-se um esímio especialista no assunto.
d) O autor reage às inflexíveis provocações advinda de pessoas que lhe são próxima, por conta de
seu interesse por futebol.
e) Simulacro de nossas mais íntimas potencialidades lúdicas, até de nossas idiossincrasias, o futebol
imuniza a todos contra a barbárie.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Clareza e Correção
Na questão, assinale a alternativa correta, de acordo com o padrão culto escrito da língua
portuguesa.
a) A educação brasileira nem chegou à convalecença: ainda está na UTI.
b) A medicina é uma carreira extritamente profissional, não prepara para outras funções.
c) É lamentável que as associações médicas manifestam uma atitude tíbia diante das faculdades
fracas.
d) Os médicos, como os pilotos de avião, deveria passar por provas periódicas, para demonstrar sua
atualização.
e) Ao reivindicarem uma supervisão nas faculdades de medicina, as associações médicas mostram
preocupação com a saúde da população.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Leia o texto.
 
Exercícios
 
Há senhores, graves senhores, que leem graves estudos de filosofia ou coisas afins, ou procuram
sozinhos filosofar, considerando as suas ideias que eles julgam próprias. Isto em geral os leva à
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78849
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393369
1088) 
redescoberta da pólvora. Mas não há de ser nada... Porque estou me lembrando agora é dos tempos em
que havia cadeiras na calçada e muitas estrelas lá em cima, e a preocupação dos pequenos, alheios à
conversa da gente grande, era observar a forma das nuvens, que se punham a figurar dragões ou bichos
mais complicados, ou fragatas que terminavam naufragando, ou mais prosaicamente uma vasta galinha
que acabava pondo um ovo luminoso: a lua.
 
E esses exercícios eram muito mais divertidos, meus graves senhores, que os de vossas ideias, isto é, os
de vossas nuvens interiores.
 
(Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo.)
 
Assinale a alternativa que reescreve a passagem do texto de acordo com a norma-padrão de colocação
pronominal e de concordância verbal.
a) Me lembro agora dos tempos em que existia cadeiras na calçada.
b) Me lembro agora dos tempos em que existiam cadeiras na calçada.
c) Agora lembro-me dos tempos em que na calçada existia cadeiras.
d) Agora me lembro dos tempos em que na calçada existiam cadeiras.
e) Agora me lembro dos tempos em que na calçada existia cadeiras.
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VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Portuguêse Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Leia o texto para responder à questão.
A ansiedade e a depressão presentes
 
Num relato, um pai preocupado contou que a filha, de 6 anos, desde o início da pandemia ficou
diferente: já não dorme mais em seu quartoa, tem medo de muitas coisas, reclama de dor de cabeça e
de barriga, com frequência, come em demasia e tem um sono conturbado. O pediatra orientou a leva -la
a um psiquiatra, e este deu o diagnóstico de ansiedade.
 
Em um segundo relato, a mãe está aflita porque o filho de 11 anos está sempre quieto, o que a escola
também observou; além disso, pouco se relaciona, quer ficar no quarto, chora escondido, às vezesd, e
sempre procura motivo para faltar à aula. Ela perguntou se pode pensar em depressão e se deve
procurar um psicólogo. Sim: ansiedade e depressão estão presentes na infância e na adolescência
também. Não é de hoje, mas foi principalmente após a pandemia que muitas famílias e escolas passaram
a ter olhar mais atento à saúde mental dos mais novos.
 
E a pandemia foi responsável por instalar ansiedade e depressão em muitos deles: segundo estudo de
2021 pela Faculdade de Medicina da USP, cerca de 36% de crianças e adolescentes apresentaram
sintomas desses quadros nesse período. Nesse caso, foi um evento externo que funcionou como estopim
para o aparecimento de tais sofrimentos. Rebeldia, desobediência, birra, agressividade, tristeza, por
exemplo, muitas vezes servem de base para diagnósticos.
 
O que pais e escola podem fazer? Não sei se é de seu conhecimentoe, leitor, mas assistência psicológicab
e socialc na escola básica já é garantida pela Lei nº 13.935/2019 que, no entanto, ainda não tem sido
cumprida com responsabilidade pelo poder público. Psicólogos e assistentes sociais atuam, na instituição
escolar, com o grupo de educadores de cada unidade para garantir bom processo de aprendizagem e
promover a saúde mental.
 
Em casa, é interessante partir do conhecimento que pais têm – ou devem ter – de seu filho: sem esse
fator, qualquer mudança pode ser creditada a algum transtorno mental.
 
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1089) 
(Rosely Sayão, O Estado de S.Paulo, 16 de abril de 2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que descreve corretamente o fato linguístico da frase apresentada.
a) No trecho – ... desde o início da pandemia ficou diferente: já não dorme mais em seu quarto... ,
os dois-pontos foram empregados para esclarecer uma ideia anterior.
b) Em – Não sei se é de seu conhecimento, leitor, mas assistência psicológica..., a palavra em
destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, por portanto.
c) Em – ... assistência psicológica e social..., as três palavras em destaque pertencem à mesma
classe gramatical.
d) Na frase – ... chora escondido, às vezes,... – a palavra em destaque expressa sentido de
afirmação.
e) As formas verbais em destaque nas frases estão no mesmo tempo verbal: Nesse caso, foi um
evento externo... / Não sei se é de seu conhecimento...
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VUNESP - Ag Admin (Campinas)/Pref Campinas/2023
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Leia o texto para responder à questão seguinte.
 
Ter um celular é essencial para atividades da vida diária: fazer ligações, checar mensagens, tirar fotos ou
fazer compras não seria tão simples sem ele. Dá-los para crianças, no entanto, ainda é um dilema. Não
há consenso quanto ao uso dos aparelhos na infância.
Diferentes escolas e redes de ensino têm regras para o uso de celular. Na rede estadual de São Paulo,
por exemplo, o aparelho era proibido nas instituições de ensino até 2017, quando uma nova lei o
permitiu nas salas de aula para finalidades pedagógicas.
Países europeus como França, Holanda e Itália adotaram, nos anos recentes, medidas que proibiram o
uso de celular em sala de aula. Segundo os governos, as regras têm o objetivo de reduzir as distrações e
melhorar a concentração e a aprendizagem dos estudantes.
Na Holanda, os dispositivos só vão ser permitidos se forem especificamente necessários, como em aulas
de habilidades digitais, por motivos médicos ou para pessoas com deficiência.
Na cidade de Greystones, na Irlanda, tomou-se uma medida ainda mais radical. Um pacto firmado entre
pais de oito escolas do distrito proíbe o uso de smartphones por crianças e adolescentes até que eles
cheguem ao ensino médio. A proibição vale para todos os espaços, mesmo dentro de casa, de modo a
deixá-la mais coerente. “Se todo mundo faz isso, você não se sente excluído”, disse a mãe Laura Bourne
a um jornal britânico.
O caso da Irlanda chamou a atenção para a colaboração entre escolas e famílias. Para Jhonatan Almada,
diretor do Centro de Inovação para a Excelência das Políticas Públicas, os pais devem participar das
decisões sobre o uso de aparelhos em salas de aula. “A principal forma de abordar o tema com eles é
apresentar o conhecimento científico e mostrar exemplos de países que adotaram tais regras, caso
proponham modelos mais restritivos”, disse.
As escolas também devem considerar as famílias quanto ao uso do celular se decidirem liberá-los. “O uso
em sala de aula reforça a necessidade de ter um dispositivo como celular ou tablet, o que pode bater de
frente com o combinado entre os membros da família que prefere que suas crianças não tenham esses
dispositivos ou que os usem em momentos específicos”, disse Bernardo Bueno, professor e pesquisador.
Além de participar das decisões das escolas, Aline Restano, psicóloga, disse que é importante que as
famílias encarem o uso do celular de forma crítica também dentro de casa. “Quando tiverem um bebê, os
pais vão seguir usando o celular durante as refeições? Vão continuar usando o celular à noite? Vão
interromper a conversa para olhar o celular constantemente?”, questiona.
(Mariana Vick. Como as escolas podem lidar com crianças no celular. www.nexojornal.com.br.10.07.2023. Adaptado)
 
A ideia expressa pelo vocábulo destacado, no contexto em que foi empregado, está corretamente
indicada entre colchetes em:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2623671
1090) 
1091) 
a) Na cidade de Greystones, na Irlanda, tomou-se uma medida ainda mais radical. [tempo]
b) Na Holanda, os dispositivos só vão ser permitidos se forem especificamente necessários…
[condição]
c) A proibição vale para todos os espaços, mesmo dentro de casa, de modo a deixá-la mais
coerente. [inclusão]
d) … proíbe o uso de smartphones por crianças e adolescentes até que eles cheguem ao ensino
médio. [espaço]
e) “Se todo mundo faz isso, você não se sente excluído”, disse a mãe Laura Bourne a um jornal
britânico. [ênfase]
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2022
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Para responder a questão, leia o capítulo CXVII do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.
 
A história do casamento de Maria Benedita é curta; e, posto Sofia a ache vulgar, vale a pena dizê-la.
Fique desde já admitido que, se não fosse a epidemia das Alagoas, talvez não chegasse a haver
casamento; donde se conclui que as catástrofes são úteis, e até necessárias. Sobejam exemplos; mas
basta um contozinho que ouvi em criança, e que aqui lhes dou em duas linhas. Era uma vez uma
choupana que ardia na estrada; a dona, — um triste molambo de mulher, — chorava o seu desastre, a
poucos passos, sentada no chão. Senão quando, indo a passar um homem ébrio, viu o incêndio, viu a
mulher, perguntou-lhe se a casa era dela.
 
— É minha, sim, meu senhor; é tudo o que eu possuía neste mundo.
 
— Dá-me então licença que acenda ali o meu charuto? O padre que me contou isto certamente emendou
o texto original; não é preciso estar embriagado para acender um charuto nas misérias alheias. Bom
padre Chagas! — Chamava-se Chagas. — Padre mais que bom, que assim me incutiste por muitos anos
essa ideia consoladora, de queninguém, em seu juízo, faz render o mal dos outros; não contando o
respeito que aquele bêbado tinha ao princípio da propriedade, — a ponto de não acender o charuto sem
pedir licença à dona das ruínas. Tudo ideias consoladoras. Bom padre Chagas!
 
(Quincas Borba, 2012.)
 
No trecho “Sobejam exemplos; mas basta um contozinho que ouvi em criança, e que aqui lhes dou em
duas linhas.” (1º parágrafo), a inclusão do leitor na narrativa pode ser constatada pelo termo
a) “basta”.
b) “ouvi”.
c) “aqui”.
d) “lhes”.
e) “dou”.
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VUNESP - Aux (PRODESAN)/PRODESAN/Administrativo/2022
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Mentes não tão brilhantes
 
Objeto de análise desde os primórdios da civilização, a inteligência humana é um mistério tão intrigante
quanto a origem do universo. As dúvidas sobre o que faz os indivíduos serem mais ou menos inteligentes
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342902
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2539723
1092) 
permanecem, mas, ao longo de milênios, o conceito foi sendo destrinchado em estudos científicos sobre
os mecanismos que movem o intelecto até se chegar a uma forma de medição padronizada – o teste de
Q.I. (quociente de inteligência) – amplamente reconhecida e aceita.
 
Em boa parte do século XX, os países mais avançados, principalmente, puderam bater no peito e
anunciar com orgulho que o Q.I. médio de seus habitantes subia consistentemente – até a curva
começar a cair e a inteligência engatar marcha a ré a partir dos anos 2000. Em levantamentos,
descobriu- se algo constrangedor para a civilização: pela primeira vez, os filhos passaram a ter mentes
menos afiadas do que a de seus pais.
 
No livro A Fábrica de Cretinos Digitais, o renomado cientista francês Michel Desmurget, aponta as
baterias de combate ao estado atual para o que afirma ser sua maior causa: o excesso de tempo
passado diante da tela dos mais variados aparelhos digitais. “A tela, em si, não representa um mal, mas
o número de horas despendidas na sua frente é assustador”, ressaltou Desmurget à VEJA. “O uso de
computadores e celulares por pré-adolescentes é três vezes maior para se divertir do que para fazer
trabalhos escolares. No caso dos adolescentes, o número sobe para oito”.
 
Sobre o desenvolvimento de crianças pequenas, o especialista adverte que internet e aplicativos de redes
sociais em demasia afetam negativamente as interações, a linguagem e a concentração, os três pilares
básicos do processo cognitivo em qualquer idade, mas de excepcional importância nos cinco primeiros
anos da existência. “No caso das crianças pequenas, celular é um entretenimento passivo, sem reflexão
ou desafios.”, alerta Claudio Serfaty, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade
Federal Fluminense.
 
Colocada dessa maneira, parece que a tecnologia é um mal. Longe disso. O foguete do progresso
tecnológico transportou a humanidade para um novo patamar de conhecimento, criatividade, bem-estar
e longevidade, com nítidos e incontáveis benefícios em todas as áreas – inclusive no estudo da
inteligência. O ruim é o exagero.
 
(Ernesto Neves e Caio Saad. Veja, no 39, 6 de outubro de 2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que descreve corretamente fatos linguísticos do texto.
a) A substituição do verbo permanecer por existir em – As dúvidas [...] permanecem... (1º
parágrafo) resulta em – As dúvidas [...] existem...
b) No trecho – A tela, em si, não representa um mal... (3º parágrafo) – o termo em destaque
pertence à mesma classe gramatical que na frase – Os estudos, às vezes, são mal interpretados.
c) A palavra em destaque em – horas despendidas (3º parágrafo) – tem como antônimo
empregadas.
d) Nas expressões – ... incontáveis benefícios... e – O ruim é o exagero. (5º parágrafo) – os termos
em destaque pertencem à mesma classe gramatical.
e) A frase escrita a partir do texto – Durante muito tempo, os filhos manteram as mentes mais
afiadas que os pais. – segue a norma-padrão.
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Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Leia o texto para responder à questão.
 
SÃO PAULO – Se você leu Cândido, de Voltaire, e achou o dr. Pangloss um sujeito muito otimista, é
porque não abriu Abundance, de Peter Diamandis e Steven Kotler.
Os autores, um milionário com formação em engenharia espacial, genética e medicina e um jornalista
científico, dizem com todas as letras que a humanidade está para entrar numa era de superabundância,
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1093) 
1094) 
na qual tecnologias tornarão itens essenciais tão baratos que todos os habitantes da Terra terão acesso a
bens e serviços até há pouco ao alcance apenas dos muito ricos. E tudo isso no horizonte de uma
geração.
Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. Como fomos
programados para ver o mundo como um lugar ameaçador, nutrimos um inescapável pessimismo global,
que não nos deixa perceber as revoluções silenciosas de que participamos.
Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado, e mesmo que lhe apliquemos um
deságio cético de, vá lá, 80%, ainda sobram ou há coisas surpreendentes.
(Hélio Schwartsman, Abundância e otimismo. Folha de S.Paulo, 16.09.2012. Adaptado)
Na frase – Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. –, é
correto afirmar que
a) o termo "até", considerando seu uso contextual, poderia ser substituído por "inclusive".
b) a forma verbal "acreditarmo" está errada, pois o sujeito da oração é "Os autores".
c) o termo "para" introduz oração adverbial, expressando sentido de finalidade.
d) a expressão "nessas promessas" não tem um referente preciso nas informações textuais.
e) a forma verbal "têm" está grafada incorretamente, pois não haveria acento nesse contexto.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Na questão, assinale a alternativa correta, de acordo com o padrão culto escrito da língua
portuguesa.
a) O aquecimento global está causando a perda de espécies numa velocidade comparável ao
desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos.
b) Por que nossos líderes se furtam o dever de lutar pelo meio ambiente?
c) Se continuar no ritmo atual, em 2090 não haverão mais matas nativas.
d) A recuperação da camada de ozônio na atmosfera é um exemplo de como os países conseguem
remedear um problema global.
e) Hoje dispomos toda a tecnologia que precisamos para começar a combater o aquecimento global.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Leia o trecho para responder à questão.
 
As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das pessoas ainda são
pouco precisas, principalmente quanto à incidência de doenças. Mas uma coisa é certa: a maior
freqüência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, vai deixar populações, cujo destino
será incerto, em situação de fragilidade ainda maior. O problema é que os estudos são pouco específicos
sobre os países onde ocorrerão as maiores alterações climáticas. Sabe-se apenas que esses lugares
sofrerão com o aumento das ondas de calor e das doenças respiratórias.
Previsões sobre desnutrição, aumento de moléstias ligadas à água, como diarréias, são genéricas. Não
há dúvidas de que haverá esse impacto na população, mas exatamente quando, onde e como não se
sabe.
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1095) 
 
(O Estado de S.Paulo, 07.04.2007. Adaptado)
Atente para as afirmações:
 
I. A frase– As projeções sobre qual impacto o aquecimento global terá em relação à saúde das
pessoas ainda são pouco precisas… – está corretamente reescrita em: As projeções sobre qual
impacto o aquecimento global terá no que tange a saúde das pessoas ainda são pouco precisas.
II. Os dois pontos em – Mas uma coisa é certa: a maior freqüência de eventos climáticos extremos,
como secas e inundações, vai deixar populações… – indicam explicação de idéia anteriormente
enunciada.
III. Em – O problema é que os estudos são pouco específicos… – a palavra pouco expressa idéia de
intensidade.
Está correto apenas o contido em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
Leia os quadrinhos para responder à questão.
Atente para as afirmações:
 
I. Corrigindo-se as falas do primeiro quadrinho, de acordo com a norma culta, tem-se: Então, amiga,
vai emprestar? É só para esta noite!
II. No quarto quadrinho, deve-se escrever: Sabe que estas coisas não se emprestam …
III. A grafia da palavra exceção, no quinto quadrinho, deve ser corrigida.
Está correto apenas o contido em
a) I.
b) II.
c) III.
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1096) 
d) I e II.
e) II e III.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Outras Questões de Português e Questões Mescladas
(Interpretação de Textos ou Gramática)
O texto a seguir é base para a questão.
Como a tão malbaratada palavra "ética", muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas
falsas. "Ética" designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse
comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários,
e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão.
Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a
começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados,
que passam a fazer parte de nós.
 
(Lya Luft. Veja, 30.11.2005)
Considerando-se a primeira frase do texto, assinale a alternativa correta.
a) A conjunção Como estabelece entre as informações uma relação de comparação.
b) O termo muito, por ser advérbio, não admitiria flexão, caso vocábulo fosse para o plural.
c) Se o termo vocábulo fosse flexionado no plural, apenas perde concordaria com ele, já que
envereda é verbo impessoal.
d) A pontuação no trecho está incorreta, devendo-se omitir a vírgula após "ética", já que o termo é
sujeito de perde.
e) O pronome seu está incorreto, pois, por englobar os termos "ética" e vocábulo, deveria estar
flexionado no plural.
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Gabarito
1001) B 1002) E 1003) A 1004) D 1005) A 1006) B 1007) D
1008) E 1009) A 1010) B 1011) C 1012) B 1013) B 1014) A
1015) E 1016) A 1017) E 1018) C 1019) A 1020) E 1021) A
1022) C 1023) E 1024) B 1025) A 1026) B 1027) D 1028) A
1029) C 1030) E 1031) E 1032) C 1033) B 1034) C 1035) A
1036) B 1037) D 1038) C 1039) C 1040) E 1041) D 1042) C
1043) B 1044) B 1045) E 1046) B 1047) D 1048) E 1049) A
1050) B 1051) B 1052) E 1053) A 1054) D 1055) B 1056) C
1057) C 1058) D 1059) D 1060) E 1061) D 1062) E 1063) D
1064) C 1065) C 1066) C 1067) A 1068) A 1069) D 1070) C
1071) B 1072) A 1073) B 1074) E 1075) A 1076) C 1077) C
1078) A 1079) D 1080) A 1081) D 1082) C 1083) D 1084) E
1085) E 1086) E 1087) D 1088) A 1089) C 1090) D 1091) A
1092) A 1093) A 1094) E 1095) D 1096) A

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