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Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 
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 2 
 
 
 
Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos 
TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
aprovação. 
Você está tendo acesso agora à Rodada 01. As outras 05 rodadas serão 
disponibilizadas na sua área de membros conforme o cronograma abaixo: 
 
Material Data 
Rodada 01 Disponível Imediatamente 
Rodada 02 12/12/2022 
Rodada 03 19/12/2022 
Rodada 04 26/12/2022 
Rodada 05 02/01/2023 
Rodada 06 09/01/2023 
 
Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS 
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, 
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no 
resultado final. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4 
INFORMÁTICA .................................................................................................................... 11 
REGIMENTO INTERNO DO TSE .................................................................................. 14 
NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES FEDERAIS ................................... 18 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ........................................................................................ 23 
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................... 38 
DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................... 46 
DIREITO CIVIL ................................................................................................................... 51 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................... 58 
DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................... 64 
DIREITO PENAL ................................................................................................................. 70 
PROCESSO PENAL ............................................................................................................. 75 
DIREITO ELEITORAL ....................................................................................................... 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
DICA 01 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
 Coerência: Relação de ideias, lógica textual, ausência de contradição. 
 Sentido do texto/Semântica: Significado das palavras. 
 Morfologia: Estrutura, Forma e classificação das palavras. Classificadas como 
substantivos, artigos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, preposição, numeral, 
conjunção, interjeição. 
 Sintaxe: Função das palavras, o que a palavra faz dentro de cada frase, oração, 
período. Sujeito, Predicado, adjunto adverbial, complemento do verbo, complemento 
nominal. 
 DICA 02 
DICIONÁRIO DAS PALAVRAS-CHAVE NO ENUNCIADO (COMANDO) DAS 
QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA 
ASSOCIAR (relacionar)  Estabelecer uma correspondência (ligação entre os 
elementos). Unir ideias que apresentem traços comuns. 
CARACTERIZAR  Distinguir aspectos, assinalar traços, pôr em evidência os 
elementos de destaque. 
COMENTAR (discutir)  Expressar opiniões, posicionar-se com argumentação, 
desenvolver um assunto com desenvoltura. 
CONTRAPOR (confrontar)  Expressar as diferenças, mostrar traços diferenciados, 
pontos adversos. 
DETERMINAR  Afirmar com clareza, distinguir com exatidão os elementos. 
ESTABELECER PARALELO  Organizar elementos (ideias) com base em 
diferenças ou semelhanças, conforme a natureza do assunto abordado. 
EXEMPLIFICAR  Citar, mencionar com exemplos, interpretar com palavras de 
quem escreve, basear-se no texto. 
EXPLICAR  Expor com clareza as intenções, motivos, razões (porquês), 
objetivos e até causas acerca de um assunto. 
DICA 03 
ERROS COMUNS NAS ASSERTIVAS – COMO ELIMINÁ-LAS? 
 Extrapolam o texto, ACRÉSCIMO de informações alheias ao texto. 
 Limitam o texto, CARÊNCIA de informações essenciais. 
 NÃO ABORDAM o texto! 
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 CONTRADIZEM o texto. 
 Emitem JUÍZO DE VALOR DIVERSO do autor  parcialidade! 
DICA 04 
AFIRMAÇÕES FALSAS E AFIRMAÇÕES VERDADEIRAS 
 São consideradas afirmações falsas quando: 
 Generaliza; 
 Extrapola; 
 Tom desprezível junto ao raciocínio do autor do texto em tela. 
 São consideradas afirmações verdadeiras quando: 
 Especifica o pensamento, usando pronomes demonstrativos; 
 Literalidade, usando sinônimos; 
 Geralmente a afirmação condiz com a conclusão do texto, ou seja, o último parágrafo. 
DICA 05 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
Compreensão: No caso de compreensão de texto, o leitor deve visualizar dentro do 
texto e se limitar a responder as questões conforme aquilo que está explicitamente 
escrito. 
 Exemplos de comandos de compreensão de texto: 
De acordo com o texto... 
Segundo o texto... 
Na linha... 
Interpretação: No caso de interpretação de texto, o leitor deve olhar para fora do 
texto, uma vez que a interpretação vai além do texto. 
 Exemplos de comandos de interpretação de texto: 
Interpreta-se... 
Infere-se... 
 
 
 
 
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DICA 06 
CONCEITOS 
 Para o estudo de texto são importantes três conceitos: 
TEXTO 
Conjunto de palavras e frases encadeadas (ou elementos imagéticos) visando a 
transmissão de uma mensagem. 
CONTEXTO 
Relação semântica (de significação e sentidos) dos diversos elementos que formam um 
texto, considerando a situação de comunicação. 
 DICA: Se uma frase é analisada isoladamente, fora de seu contexto original, 
essa poderá assumir um significado diferente, por isso o contexto é tão importante. 
COMPREENSÃO DE TEXTO 
Consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
Consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. 
DICA 07 
COMPREENSÃO DE TEXTOS 
Os conceitos de compreensão e interpretação são importantes para que o candidato 
entenda o que identificar no texto de acordo com o enunciado da questão. 
Questões de compreensão exigem que o candidato assinale a resposta a partir das 
informações expressas no texto, para responder não é preciso buscar informações fora 
do texto. 
QUESTÃO. 
Texto I 
“A maior alegriado brasileiro é hospedar alguém, mesmo um desconhecido que lhe 
peça pouso, numa noite de chuva.” 
(Cassiano Ricardo, in O Homem Cordial) 
1) Segundo as ideias contidas no texto, pode-se afirmar que o brasileiro: 
a) põe a hospitalidade acima da prudência. 
b) hospeda qualquer um, mas somente em noites chuvosas. 
c) dá preferência a hospedar pessoas desconhecidas. 
d) não tem outra alegria senão a de hospedar pessoas, conhecidas ou não. 
e) não é prudente, por aceitar hóspedes no período da noite. 
Gabarito: Letra A. 
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Comentário: Pois no desejo de ser hospitaleiro, o brasileiro hospeda, não mantendo 
prudência, abrigando pessoas desconhecidas. 
DICA 08 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 FIQUE ATENTO! 
 Nas provas, a compreensão do texto costuma ser cobrada com enunciados que 
utilizam as seguintes expressões: 
 De acordo com o texto... 
 Segundo o texto... 
 O texto informa que... 
 O no texto... 
 Tendo em vista o texto... 
 OBS.: A resposta deverá levar em conta o que está escrito literalmente no texto 
a ser avaliado. 
DICA 09 
INTERPRETAÇÃO 
As questões de interpretação exigem que o candidato deduza, ou seja, levante 
hipóteses acerca das informações presentes no texto, para responder é necessário que o 
candidato consulte (mentalmente) seus conhecimentos prévios (conhecimentos de 
mundo), processo chamado inferência. 
QUESTÃO. 
Texto II 
“Salustiano era um bom garfo. Mas o jantar que lhe haviam oferecido nada teve de 
abundante. 
- Quando voltará a jantar conosco? - perguntou-lhe a dona da casa. 
- Agora mesmo, se quiser.” 
(Barão de Itararé, in Máximas e Mínimas do Barão de Itararé) 
1) A partir do texto, é possível deduzir que o personagem Salustiano: 
a) come pouco. 
b) é uma pessoa educada. 
c) ficou insatisfeito com o jantar. 
d) é um grande amigo da dona da casa. 
e) decidiu não mais comer naquela casa. 
Gabarito: Letra c. 
Comentário: Pois ele era bom de garfo (comia bastante) e a comida era pouca, motivo 
que o levou a querer repeti-la, assim, aceitando o convite. 
 
 
 
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DICA 10 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 FIQUE ATENTO! 
 Geralmente nos enunciados de questões sobre interpretação de texto são usadas 
expressões como: 
 Podemos deduzir... 
 Ao falar sobre X... 
 O autor quis dizer que... 
 Com o apoio do texto... 
 Infere-se que... 
 Diante do que foi exposto... 
 Pode-se concluir que... 
 O texto nos permite entender que... 
 O texto encaminha o leitor para... 
DICA 11 
TIPOLOGIA TEXTUAL - TIPOS TEXTUAIS X GÊNEROS TEXTUAIS 
 A tipologia textual é a classificação de um texto de acordo com as informações 
que aparecem nele, considerando suas características internas. 
 Já, os gêneros textuais são a classificação de acordo com a relação entre a 
função do texto na sociedade e as características internas desse texto. 
GÊNEROS TIPOS TEXTUAIS 
Notícia Narrativo, Descritivo 
Receita culinária Injuntivo 
Bula de remédio Injuntivo, Descritivo 
Reportagem Narrativo, Dissertativo 
DICA 12 
TIPO NARRATIVO 
Na narração, o objetivo do autor é contar um fato, relatar acontecimentos (reais ou 
imaginários). 
Há a predominância de verbos no pretérito perfeito, mas poderá haver verbos no 
presente, referindo-se ao passado (presente histórico). 
Há evolução cronológica (antes e depois). 
 
 
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 Existem duas características que ajudarão você a identificar um tipo narrativo: 
 Evolução cronológica: independentemente se o verbo está no passado ou no 
presente. 
 Intenção do autor: contar uma história! 
QUESTÃO, 2010. 
Campanha ataca os abusos do “juridiquês” 
“Encaminhe o acusado ao ergástulo público.” Com essa frase o juiz Ricardo Roesler 
determinou a prisão de um assaltante de Barra Velha, comarca de Santa Catarina. Dois 
dias depois, a ordem não tinha sido cumprida. Ninguém havia compreendido onde era o 
tal do “ergástulo”, palavra usada como sinônimo de cadeia. 
Quando Roesler descobriu que nem seus subordinados entendiam o que ele falava, 
decidiu substituir os termos pomposos e os em latim por palavras mais simples. Isso foi 
há 17 anos. Hoje, presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, ele é um dos 
defensores da linguagem coloquial nos tribunais. 
Preocupada com o excesso de “juridiquês”, a Ajuris (Associação dos Juízes do Rio 
Grande do Sul) organizou um guia destinado a leigos para tentar desmitificar o jargão 
da Justiça. O presidente da entidade, Carlos Rafael dos Santos Júnior, tem estimulado 
os magistrados a participarem de debates em escolas com pais e alunos. 
A ideia, encampada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), é uma gota num 
oceano de discursos herméticos que tomam conta dos tribunais, onde o simples talão 
de cheque vira “cártula chéquica”, o viúvo, “cônjuge supérstite”, e a denúncia (peça 
formal), “exordial acusatório”. 
(Folha de S. Paulo, 23 jan. 2005 / com adaptações) 
De acordo com os aspectos tipológicos predominantes no texto, prevalecem as 
seguintes características: 
Alternativas: 
A) Injuntivas. 
B) Argumentativas. 
C) Narrativas. 
D) Expositivas. 
E) Descritivas. 
Gabarito: Letra c. 
DICA 13 
TIPO DESCRITIVO 
Na descrição há características de uma pessoa, de um objeto, de uma paisagem, de 
uma situação. Há detalhamentos e simultaneidade. 
 Ex.: O amor estava de chambre azul, recostado no sofá cheio de almofadas coloridas. 
 Existem duas características que ajudarão você a identificar um tipo descritivo: 
 Simultaneidade: não há antes e depois. 
 Intenção do autor: caracterizar pessoas, objetos, situações... 
 
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DICA 14 
TIPO INJUNTIVO 
O tipo injuntivo possui a finalidade de instruir e orientar o leitor. Desse modo é 
utilizado verbo no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, com 
indeterminação do sujeito. 
Onde podemos encontrar textos injuntivos? Em manuais de instruções, receitas, bulas, 
regulamentos, editais, códigos e leis. 
RESUMO DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: 
 Verbo no imperativo; 
 Utilização de pronomes de tratamento e verbos modalizadores, como “dever”, “ter 
que”, “precisar”. 
 Predominância da coordenação. 
 Sequências de instruções ou comandos. 
DICA 15 
TIPO EXPOSITIVO 
O tipo expositivo tem por finalidade informar o leitor por meio da exposição de ideias e 
razões de um tema específico. 
Não há a intenção de convencer o leitor e é utilizada uma linguagem clara. O intuito é 
simplesmente expor pontos de vista e conhecimento sobre o assunto. 
 Ex.: prova discursiva de Direito; artigo científico; reportagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 11 
INFORMÁTICA 
DICA 16 
WINDOWS 10 
É Windows-10 é um sistema operacional desenvolvido e mantido pela Microsoft, sendo 
um sistema proprietário, de multisessão (capacidade de operar com várias contas de 
usuários) e de multitarefa (execução de várias tarefas simultâneas). 
 Destaca-se que esse tipo de sistema está disponível nas versões Home, Pro, Education, 
Enterprise. Vejamos cada um deles:Home - Versão mais comum presente em computadores domésticos, conta com a 
possibilidade de login facial ou biometria. 
 Pro - Versão que contém as funcionalidades do Home com dispositivos avançados de 
segurança como BitLocker para criptografia de HD e suporte a ingresso no domínio 
através do Azure Active Directory. 
 Enterprise - Engloba as funcionalidades da versão Pro e inclui outras opções 
avançadas como como o AppLocker. 
 Education - Versão geralmente utilizada para grandes ambientes de ensino, conta com 
as opções da versão enterprise, porém sem algumas opções de configuração de 
atualização. 
DICA 17 
OPÇÕES DE ENCERRAMENTO DO WINDOWS 
O Windows possui algumas opções de encerramento. As opções são acessíveis através do 
menu iniciar, porém também é possível acessá-las utilizando o atalho ALT + F4 na área 
de trabalho. 
 As opções são: 
 Desligar - Fecha todos os aplicativos e desliga o computador. 
 Reiniciar - Fecha todos os aplicativos, desliga o computador e liga-o novamente. 
 Suspender - O computador permanece ligado, mas com baixo consumo de energia. Os 
aplicativos ficam abertos, assim, quando o computador é ativado, voltará ao ponto em 
que estava. 
 Trocar Usuário - Troca de usuário sem fechar aplicativos. 
 Sair - Fecha todos os aplicativos e faz logoff do usuário. 
DICA 18 
CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS, ARQUIVOS 
As pastas são utilizadas para agrupar itens, sendo, portanto, uma forma de organização. 
Assim, um diretório, por exemplo, tem a mesma função que uma pasta. 
 Um arquivo é um componente que tem conteúdo, que tem informação. Ele pode ser do 
tipo: 
 Texto; 
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 Dado; 
 Binário; 
 Executável etc. 
No Windows, pastas e arquivos têm permissão de acesso, que é definido no menu de 
contexto na opção propriedades ao clicar com botão direito sobre o item, na aba 
segurança. 
É importante destacar que os arquivos têm extensões, as quais representam qual o tipo 
de arquivo e facilitam qual programa pode abri-lo. 
 Por exemplo Arquivo1.docx é um arquivo do Word. 
 Executavel.exe é um arquivo que será executado pelo Windows. 
DICA 19 
MOVIMENTAÇÃO DE ARQUIVOS NO EXPLORER, COPIAR, COLAR 
O gerenciamento de arquivos no Windows é feito através do Windows Explorer. É possível 
copiar (CTRL + C) arquivos e colá-los (CTRL + V) para outras pastas. Também é 
possível mover arquivos e pastas. 
 Caso um arquivo seja copiado para dentro de uma pasta onde já exista um arquivo com 
o mesmo nome, o Windows irá perguntar se deseja: 
 Substituir o arquivo no destino; 
 Ignorar este arquivo; 
 Comparar informações para ambos os arquivos. 
No caso de copiar um arquivo e colar na mesma pasta em que o arquivo foi copiado, será 
feita uma cópia do arquivo e o nome será alterado para “nome do arquivo - Copia” 
É possível copiar arquivos utilizando o botão direito do mouse. Será necessário arrastá-
lo com o botão direito do mouse até a pasta de destino. Terá as seguintes opções: Copiar 
Aqui, Mover para Cá, Criar atalhos aqui. 
DICA 20 
MOVIMENTAÇÃO DE ARQUIVOS NO EXPLORER, MOVER E RECORTAR 
A opção de recortar (CTRL + X) um arquivo se assemelha com a de mover, quando se 
recorta um arquivo, este irá para a área de transferência e quando for colado no 
destino, o arquivo inicial deixará de existir, existindo, agora, somente no destino. 
Porém, faz-se necessário uma ressalva, caso a opção de mover seja a escolhida, isto é, o 
arquivo seja arrastado utilizando-se o botão esquerdo do mouse de uma pasta para 
outra, caso o arquivo esteja em outra partição, ele não será excluído e será feita uma 
cópia na partição de destino. Caso o arquivo seja arrastado utilizando o botão direito do 
mouse e a opção Mover para Cá seja escolhida, o arquivo também deixará de existir na 
pasta de origem. 
 
 
 
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 13 
DICA BÔNUS 
MOVIMENTAÇÃO DE ARQUIVOS, EXCLUSÃO 
Para excluir um arquivo, basta selecionar o arquivo e pressionar a tecla delete. Assim, o 
arquivo será enviado para a Lixeira e deste modo pode ser recuperado posteriormente. 
Porém, caso deseje excluir o arquivo definitivamente, pressione em conjunto as teclas 
SHIFT + DEL. Assim, o arquivo não será enviado para a Lixeira. Caso um atalho seja 
deletado, utilizando a tecla DEL ou a combinação SHIFT+ DEL, isto não irá afetar os 
arquivos originais, apenas o atalho será excluído. 
Ao deletar um arquivo de um Pen-Drive ou outra mídia externa, mesmo utilizando apenas 
a tecla DEL, o arquivo não será enviado a Lixeira, será excluído definitivamente. Sendo 
possível somente a sua recuperação com ferramentas especializadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 14 
REGIMENTO INTERNO DO TSE 
 
 
DICA 21 
TSE: ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL 
 O Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Capital da República e jurisdição em todo 
o País, compõe-se: 
Mediante eleição em escrutínio secreto: 
→ de dois juízes escolhidos pelo Supremo Tribunal Federal dentre os seus Ministros: 
→ de dois juízes escolhidos pelo Tribunal Federal de Recursos dentre os seus Ministros; 
→ de um juiz escolhido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal dentre os seus 
Desembargadores. 
Por nomeação do Presidente da República, de dois dentre seis cidadãos de notável 
saber jurídico e reputação Ilibada, que não sejam incompatíveis por lei, indicados pelo 
Supremo Tribunal Federal. 
 
ATENÇÃO! 
Haverá sete substitutos dos membros efetivos, escolhidos na mesma ocasião e pelo 
mesmo processo, em número igual para cada categoria. 
DICA 22 
TSE: ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL 
Os juízes, e seus substitutos, salvo motivo justificado, servirão OBRIGATORIAMENTE 
por dois anos, e nunca por mais de dois biênios consecutivos. 
→ E mais: Não serão computados para a contagem do primeiro biênio os períodos de 
afastamento por motivo de licença. 
Quanto ao parentesco: Não podem fazer parte do Tribunal pessoas tenham entre si 
parentesco, ainda que por afinidade, até o 4º grau, excluindo-se; neste caso, a que tiver 
sido escolhida por último. 
DICA 23 
TSE: TRIBUNAL - SESSÃO PÚBLICA 
O Tribunal funciona em sessão pública, com. a presença mínima de quatro dos seus 
membros, além do Presidente. 
 IMPORTANTE: 
As decisões que importarem na interpretação do Código Eleitoral em face da Constituição, 
cassação de registro de partidos políticos, anulação geral de eleições ou perda de 
diplomas, só poderão ser tomadas com a presença de todos os membros do Tribunal. 
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DICA 24 
TSE: ATRIBUIÇÕES DO TRIBUNAL 
São atribuições do Tribunal: 
elaborar seu Regimento Interno; 
organizar a sua secretaria, cartório e demais serviços, propondo ao Congresso Nacional 
a criação ou a extinção dos cargos administrativos e a fixação dos respectivos 
vencimentos; 
adotar ou sugerir ao Governo providências convenientes à execução do serviço eleitoral, 
especialmente para que as eleições se realizem nas datas fixadas em lei e de acordo 
com esta se processem; 
fixar as datas para as eleições de Presidente e Vice-Presidente da República, senadores 
e deputados federais, quando não o tiverem sido por lei; 
requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei e das suas próprias decisões,ou das decisões dos Tribunais Regionais que a solicitarem; 
ordenar o registro e a cassação de registro de partidos políticos; 
ordenar o registro de candidatos aos cargos de Presidente Vice-Presidente da República, 
conhecendo e decidindo, em única instância, das arguições de inelegibilidade para esses 
cargos; 
apurar, pelos resultados parciais, o resultado geral da eleição para os cargos de 
Presidente e Vice-Presidente da República, proclamar os eleitos e expedir-lhes os 
diplomas; 
elaborar a proposta orçamentária da Justiça Eleitoral e apreciar os pedidos de créditos 
adicionais (art. 199, e parágrafo único do Código Eleitoral), autorizar os destaques à 
conta de créditos globais e julgar as contas devidas pelos funcionários de sua 
Secretaria; 
responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas pelos Tribunais 
Regionais, por autoridade pública ou partido político registrado, este por seu Diretório 
Nacional ou delegado credenciado junto ao Tribunal; 
decidir os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais e juízes eleitorais de Estados 
diferentes; 
decidir os recursos interpostos das decisões dos Tribunais Regionais, nos termos do art. 
121 da Constituição Federal; 
decidir originariamente de habeas-corpus, ou de mandado de segurança, em matéria 
eleitoral, relativos aos atos do Presidente da República, dos Ministros de estado e dos 
Tribunais Regionais. 
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processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos, cometidos 
pelos juízes dos Tribunais Regionais, excluídos os desembargadores; 
julgar o agravo a que se refere o art. 48, § 2º. 
processar e julgar a suspeição dos seus membros, do Procurador Geral dos funcionários 
de sua Secretária; 
conhecer das reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos; 
propor ao Poder Legislativo o aumento do número dos juízes de qualquer Tribunal 
Eleitoral, indicando a forma desse aumento; 
propor a criação de um Tribunal Regional na sede de qualquer dos territórios; 
conceder aos seus membros licença, e, por motivo justificado, dispensa das funções 
(Constituição, art. 114), e o afastamento do exercício dos cargos efetivos; 
conhecer de representação sobre o afastamento dos membros dos Tribunais Regionais, 
nos termos do art. 194, S 1º, letra b, do Código Eleitoral; 
expedir as instruções que julgar conveniente à execução do Código Eleitoral e à 
regularidade do serviço eleitoral em geral; 
publicar um "Boletim Eleitoral". 
DICA 25 
TSE: ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE 
 Compete ao Presidente do Tribunal: 
 dirigir os trabalhos, presidir às sessões, propor as questões, apurar o vencido e 
proclamar o resultado; 
 convocar sessões extraordinárias; 
 tomar parte na discussão, e proferir voto de qualidade nas decisões do Plenário, para 
as quais o Regimento Interno não preveja solução diversa, quando o empate na votação 
decorra de ausência de Ministro em virtude de impedimento, suspeição, vaga ou licença 
médica, e não sendo possível a convocação de suplente, e desde que urgente a matéria e 
não se possa convocar o Ministro licenciado, excepcionado o julgamento de habeas corpus 
onde proclamar-se-á, na hipótese de empate, a decisão mais favorável ao paciente. 
(Redação dada pela Resolução nº 23.226/2009) 
 dar posse aos membros substitutos; 
 distribuir os processos aos membros do Tribunal, e cumprir e fazer cumprir as suas 
decisões; 
 representar o Tribunal nas solenidades e atos oficiais, e corresponder- se, em nome 
dele, com o Presidente da República, o Poder Legislativo, os órgãos do Poder Judiciário, e 
demais autoridades; 
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 17 
 determinar a remessa de material eleitoral às autoridades competentes, e, bem assim, 
delegar aos presidentes dos Tribunais Regionais a faculdade de providenciar sobre os 
meios necessários à realização das eleições; 
 nomear, promover, exonerar, demitir e aposentar, nos termos da Constituição e das 
leis, os funcionários da Secretaria; (Redação dada pela Resolução nº 8.129/1967) 
 dar posse ao Diretor Geral e aos diretores de serviço da Secretaria; 
 conceder licença e férias aos funcionários do quadro e aos requisitados; 
 designar o seu secretário, o substituto do Diretor Geral e os chefes de seção; 
 requisitar funcionários da administração pública quando o exigir o acúmulo ocasional ou 
a necessidade do serviço da Secretaria, e dispensá-los; 
 superintender a Secretaria, determinando a instauração de processo administrativo, 
impondo penas disciplinares superiores a oito dias de suspensão, conhecendo e decidindo 
dos recursos interpostos das que forem aplicadas pelo Diretor Geral, e relevando faltas de 
comparecimento; 
 rubricar todos os livros necessários ao expediente; 
 ordenar os pagamentos, dentro dos créditos distribuídos, e providenciar sobre as 
transferências de créditos, dentro dos limites fixados pelo Tribunal. 
ATENÇÃO! 
Sobre esta matéria: Por ser um material pré edital, estamos trabalhando aqui com o 
Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme sair o edital, faremos 
atualizações nesta disciplina, de acordo com o TRE de cada estado aderente ao concurso 
unificado. 
Atenciosamente, 
Equipe Pensar Concursos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 18 
NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES FEDERAIS 
DICA 26 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
A Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, trata-se do Regime Jurídico Único para os 
Servidores Públicos Federais da administração direta, autárquica e fundacional é uma 
Lei Federal e, portanto, aplica-se exclusivamente à União. Logo, os Estados e 
Municípios devem possuir leis próprias estabelecendo o regramento para os seus 
servidores públicos. 
As regras da Lei 8.112/1990 só alcançam os órgãos da administração direta, das 
autarquias e das fundações públicas, não se aplicando às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, cujos empregados públicos submetem-se às regras da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Essa Lei é chamada de Estatuto dos Servidores Públicos, os chamados servidores 
estatutários, pois sua relação profissional se dá por meio das regras previstas em um 
estatuto que, no caso, é a Lei 8.112/1990. 
Tal Lei é chamada de Estatuto dos Servidores Públicos da União (Regime Jurídico). 
Sabe-se que o vínculo dos empregados públicos é contratual (Sociedade de economia 
mista e empresa pública), e a relação entre os servidores públicos e o poder público é 
legal. 
DICA 27 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
O servidor público não tem direito adquirido ao regime jurídico, o que, consequentemente, 
significa que não há violação a direito, quando se altera a jornada de trabalho 
anteriormente fixada por lei. 
Art. 2º- Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em 
cargo público. 
Logo, servidor é toda pessoa legalmente investida em cargo público. 
Art. 3º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas 
na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. 
Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros e são criados por lei, com 
denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em 
caráter efetivo ou em comissão. 
Portanto, cargos públicos são providos em caráter efetivo ou em comissão(efecom). 
DICA 28 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI8.112/1990 
Dessa forma, tanto os servidores aprovados em concurso público (efetivos) quanto os 
chamados servidores comissionados (em comissão) submetem-se às disposições do 
Regime Estatutário (efecom). 
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 19 
Os militares se submetem ao Estatuto dos Militares, os ocupantes de emprego 
público (Banco do Brasil, Petrobras, Caixa econômica Federal) seguem a Consolidação das 
Leis Trabalhistas e os servidores temporários, que seguem legislação própria; 
O concurso público poderá ser de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em 
duas etapas, conforme dispor a lei do respectivo plano de carreira. 
O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, podendo ser prorrogado 
uma única vez, por igual período. 
DICA 29 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
 Estabelece o artigo 5º: 
Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público: 
I- a nacionalidade brasileira; 
II- o gozo dos direitos político; 
III- a quitação com as obrigações militares e eleitorais; 
IV- o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; 
V- a idade mínima de dezoito anos; 
VI- aptidão física e mental; 
§ 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos 
estabelecidos em lei; 
Assim, não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão da idade, inscrição 
em concurso para cargo público. 
Somente por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo 
público. 
Devem ser reservadas até 20% das vagas oferecidas no concurso público para pessoas 
portadoras de necessidades especiais. 
DICA 30 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
O provimento dos cargos públicos será feito mediante ato da autoridade competente 
de cada Poder e a investidura em cargo público ocorrerá com a posse. 
Art. 8º São formas de provimento de cargo público: 
→ nomeação; 
→ promoção; 
→ readaptação; 
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 20 
→ reversão; 
→ aproveitamento; 
→ reintegração; 
→ recondução. 
As formas de provimento dividem-se em provimento originário e provimento derivado. 
O Provimento Originário é o que se faz através da nomeação, constituindo o 
preenchimento inicial do cargo sem que haja qualquer vínculo anterior com a 
administração. 
→ A nomeação é a única forma de provimento originário. 
DICA 31 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
Todos os outros tipos de provimento, com exceção da nomeação, constituem hipóteses 
de provimento derivado, pois pressupõem a existência de prévio vínculo com a 
Administração. 
 No provimento derivado, há uma modificação na situação de serviço da pessoa 
provida, que já possuía um vínculo anterior com o poder público. São formas de 
provimento derivado previstas na Lei 8.112/1990, a promoção, a readaptação, a reversão, 
o aproveitamento, a reintegração e a recondução. 
 Ex.: A reintegração é forma de provimento derivado, prevista no art. 41, §2º, da 
CF, em que o servidor estável é reintegrado ao serviço público em decorrência de 
invalidação de sua demissão. Nesse caso, o servidor estável foi reintegrado ao 
serviço público, ou seja, já existia uma prévia relação com o poder público, procedendo-
se apenas a invalidação de sua demissão, com consequente reintegração. 
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, 
sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que 
não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
DICA 32 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
 Nomeação é a única forma de provimento originário admitida em nosso 
ordenamento jurídico, podendo dar-se para provimento de cargo efetivo ou em 
comissão (efecom). 
A nomeação como forma de provimento originário independe de prévio vínculo com a 
Administração e em regra, o nomeado não possui nenhum vínculo com o Poder Público 
antes de sua nomeação. 
Existirão situações em que a pessoa já ocupará algum cargo, de provimento efetivo ou em 
comissão, mas isso não muda a natureza de provimento originário da nomeação. Isso 
porque a nova nomeação não possui nenhuma relação com o vínculo anterior. 
No caso de cargo efetivo, a nomeação dependerá de prévia aprovação em concurso 
público de provas ou de provas e títulos. 
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 21 
Já quando for para provimento de cargo em comissão, não depende de aprovação 
em concurso, uma vez que se trata de cargo de livre nomeação ou exoneração. 
DICA 33 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
O candidato aprovado em concurso público, dentro do número de vagas previstas no 
edital, possui direito subjetivo à nomeação. 
 Promoção é forma de provimento derivado existente nos cargos organizados em 
carreiras, em que é possível que o servidor ascenda sucessivamente aos cargos de nível 
mais alto da carreira, por meio dos critérios de antiguidade e merecimento. A promoção 
deve ocorrer dentro de uma mesma carreira. 
 Readaptação é forma de provimento derivado constante no art. 24 da Lei 8.112/90, 
representando a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades 
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental 
verificada em inspeção médica. 
Assim, na readaptação, o servidor público estava investido em determinado cargo, mas 
posteriormente veio a sofrer alguma limitação em sua capacidade física ou mental, 
devidamente verificada em inspeção médica. Nesse caso, o servidor será investido em 
outro cargo, que possua compatibilidade com a sua limitação. 
DICA 34 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
 Reversão é forma de provimento derivado, constante no art. 25 da Lei 8.112/1990, 
consistindo no retorno à atividade de servidor aposentado. 
 Existem duas modalidades de reversão no Estatuto dos Servidores da União: 
 reversão de ofício: quando junta médica oficial declarar que deixaram de existir os 
motivos que levaram à aposentadoria por invalidez permanente; 
 reversão a pedido: aplicável ao servidor estável que se aposentou voluntariamente e, 
daí, solicitou a reversão de sua aposentadoria; 
Na reversão a pedido, ou seja, no interesse da administração, o servidor que se 
aposentou voluntariamente faz o pedido para retornar à ativa, e depende dos 
seguintes requisitos: o servidor deve solicitar a reversão, a aposentadoria tenha sido 
voluntária, o servidor era estável quando estava na atividade, a aposentadoria tenha 
ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação, desde que haja cargo vago e o 
servidor tenha menos de 70 anos de idade. 
No caso de reversão de ofício a decisão da administração é vinculada, já na reversão a 
pedido a decisão é discricionária, ou seja, a administração pode ou não conceder a 
reversão ao servidor público. 
DICA 35 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 
 O aproveitamento é forma de provimento derivado com previsão na Constituição 
Federal (art. 41, §3º) e na Lei 8.112/1990 (arts. 30 a 32). 
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O art. 41, §3º da CF/88 estabelece que uma vez extinto o cargo ou declarada a sua 
desnecessidade, o servidor estável que o ocupava o cargo ficará em disponibilidade, 
com remuneração proporcionalao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento 
em outro cargo. 
O aproveitamento é o retorno à atividade do servidor que estava em disponibilidade, 
devendo ocorrer em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente 
ocupado. 
Sabe-se que para o servidor estável, se for extinto seu cargo público, ele não poderá 
ser demitido, com isso a Constituição lhe assegura o direito à disponibilidade, isto é, 
o direito a ficar sem exercer suas funções temporariamente, mantendo-se o vínculo com a 
Administração e assegurando-lhe o direito a receber remuneração proporcional ao tempo 
de serviço, até que seja adequadamente aproveitado em outro cargo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 23 
DIREITO ELEITORAL 
 
DICA 36 
ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL 
 São órgãos da Justiça Eleitoral: 
 Tribunal Superior Eleitoral; 
 Tribunais Regionais Eleitorais; 
 Juízes Eleitorais; 
 Juntas Eleitorais. 
ATENÇÃO! 
Além de um juiz eleitoral, as Junta Eleitorais são compostas de dois ou quatro cidadãos 
de notória idoneidade, nomeados pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, após 
aprovação pela Corte Regional. 
A Junta é sempre presidida por um magistrado, o juiz eleitoral. Sua existência é 
provisória, já que é constituída apenas nas eleições, sendo extinta após o término dos 
trabalhos de apuração de votos. 
ATENÇÃO! 
Nas eleições municipais a Junta permanece formada até a diplomação dos eleitos. 
DICA 37 
COMPOSIÇÃO DO TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL 
 O Tribunal Superior Eleitoral é composto de 7 membros titulares e outros 7 substitutos 
chamados de Ministros: 
 03 Ministros são escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal (STF); 
 02 Ministros são também escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre os 
Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ); 
 02 Ministros são nomeados pelo Presidente da República dentre uma lista de seis 
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral indicados pelo Supremo 
Tribunal Federal. 
ATENÇÃO! 
O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos dentre os Ministros do STF e o Corregedor 
Eleitoral, dentre os Ministros do STJ. 
 
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 24 
DICA 38 
COMPOSIÇÃO DOS TRE’s - TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS 
 Há um TRE na Capital de cada Estado e no Distrito Federal, e são compostos de: 
 02 Desembargadores são escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre os 
Desembargadores do Tribunal de Justiça. 
 02 Juízes de direito são escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre juízes 
de direito escolhidos pelo Tribunal de Justiça. 
 01 Juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou Distrito 
Federal, escolhido pelo Tribunal Regional Federal respectivo. 
 02 Juízes nomeados pelo Presidente da República dentre uma lista de seis 
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral indicados pelo Tribunal de 
Justiça. 
ATENÇÃO! 
O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos dentre os Desembargadores. 
 Nos TRE’s os Vice-Presidentes são os Corregedores. 
DICA 39 
JUÍZES ELEITORAIS 
 JUÍZES ELEITORAIS: Os juízes eleitorais atuam na primeira instância da Justiça 
Eleitoral. 
ATENÇÃO! 
Constituição é expressa ao dizer que devem ser juízes de direito (artigo 121, parágrafo 
primeiro). 
Embora a Justiça Eleitoral seja um ramo especializado do Judiciário e seja considerada 
uma Justiça Federal, na primeira instância a totalidade de seus membros é formada por 
juízes de direito de carreira do Judiciário Estadual. 
DICA 40 
DIREITO ELEITORAL 
 DIREITO ELEITORAL: conjunto de normas jurídicas referente às eleições e às 
consultas populares (plebiscito e referendo). 
O Direito Eleitoral tem relação direta com a democracia representativa. 
 Democracia representativa: regime no qual o povo elege representantes para, em 
seu nome, exercer o poder. 
 Fazem parte do Direito Eleitoral as disposições acerca de: direitos políticos, sistemas 
eleitorais, partidos políticos, alistamento de eleitores, sufrágio, voto, elegibilidades e 
inelegibilidades, abuso de poder econômico, propaganda eleitoral, financiamento e 
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 25 
prestações de contas de campanha, condutas proibidas aos agentes públicos e crimes 
eleitorais. 
DICA 41 
DE QUEM É A COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE DIREITO ELEITORAL? 
Pela Constituição Federal, as normas de Direito Eleitoral são de competência Federal. 
 Importante! São vedadas para regulamentar matéria eleitoral: Lei Delegada (art. 68, 
§1º, inciso II), bem como a Medida Provisória (artigo 62, §1º, inciso I, “a”). 
Estados só poderão legislar sobre questões específicas de Direito Eleitoral se houver 
lei complementar da União autorizando. 
 OBS.: Atualmente não há este tipo de lei complementar da União autorizando. 
 Importante! Municípios NÃO podem legislar sobre matéria eleitoral. 
JURISPRUDÊNCIA 
As chamadas “posturas municipais” são válidas para impor limitações à propaganda 
eleitoral (Resp. n.º 34.515/2011 - TSE). 
DICA 42 
FONTES NORMATIVAS DO DIREITO ELEITORAL 
 São fontes normativas do direito eleitoral: 
 Constituição da República Federativa do Brasil; 
 Emendas Constitucionais; 
 Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/65); 
 Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/97; 
 Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90, modificada pela Lei da Ficha Limpa – 
Lei Complementar 135/2010); 
 Lei dos Partidos Políticos (Lei n.º 9.096/95); 
 Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral – que não podem restringir direitos ou impor 
sanções diversas daquelas previstas em lei (artigo 105, da Lei n.º 9.504/97); 
 Consultas às Cortes Eleitorais (artigo 23, inciso XII e artigo 30, inciso VII, todos do 
Código Eleitoral) - sem caráter vinculante e não podem se referir a casos concretos; 
 Regimentos internos dos Tribunais. 
ATENÇÃO! 
Sobre a Constituição da República Federativa do Brasil, são normas materialmente 
constitucionais aquelas que tratam sobre o modo de escolha dos representantes 
do povo. 
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 26 
 O povo é o titular da soberania (artigo 1º, parágrafo único, da Constituição). 
DICA 43 
NORMAS ELEITORAIS NA CONSTITUIÇÃO 
 As normas eleitorais encontradas na Constituição Federal, e os respectivos artigos que 
tratam dessas normas, são as seguintes: 
 Pluralismo político (artigo 1º, inciso V); 
 Democracia representativa (artigo 1º, parágrafo único); 
 Perda e suspensão de direitos políticos (artigo 5º, VIII e artigo 15); 
 Exercício dos direitos políticos ativos e passivos (artigo 14); 
 Inelegibilidades (artigo 14, parágrafos 7º e 9º); 
 Partidos políticos (artigo 17); 
 Sistema eleitoral (artigos 45 e 46); 
 Justiça Eleitoral (artigos 118 a 121); 
 Voto direto, secreto, universal e periódico como cláusula pétrea (artigo 60, parágrafo 
4º, inciso II); 
 Prazo dos mandatos e o momento no qual as eleições deverão ocorrer (artigos 44 a 46 
e 77). 
 Princípio da Anualidade Eleitoral (artigo 16). 
 Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (artigo 14, parágrafo 10). 
DICA 44 
POVO, HABITANTES, NACIONAIS, CIDADÃOS E ELEITORES 
POVO: Pessoas que possuem vínculos linguísticos, culturais, históricos e 
afetivos com uma comunidade. 
HABITANTES(ou 
população): 
Aqueles que permanentemente ou em caráter precário residem no 
país, sejam brasileiros ou não. 
NACIONAIS: Incluem os brasileiros natos e naturalizados. 
CIDADÃOS: → São cidadãos em sentido amplo todos aqueles que vivem sob 
a proteção constitucional brasileira, mesmo que residam fora de 
nosso território ou sejam estrangeiros em solo nacional. 
→ Em sentido restrito constituem apenas os eleitores. 
ELEITOR: É o brasileiro com capacidade eleitoral ativa. 
 
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 27 
 IMPORTANTE! 
 Na Constituição o conceito de CIDADÃO é utilizado nos dois sentidos: 
 AMPLO: artigo 1º, inciso I. 
 RESTRITO: artigo 5º, inciso LXXIII. 
DICA 45 
RELEMBRANDO NACIONALIDADE - NATA X NATURALIZADA 
 Brasileiros Natos: 
 Os nascidos no Brasil, mesmo que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país; 
 Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que 
qualquer deles esteja a serviço do Brasil; 
 Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que 
sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir no 
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira; 
 Brasileiros Naturalizados: 
 Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos 
originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto 
e idoneidade moral; 
 Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes no Brasil há mais de quinze 
anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade 
brasileira. 
ATENÇÃO 
BRASILEIROS NATOS BRASILEIROS NATURALIZADOS 
Nascidos no Brasil (solo) = pais brasileiros 
ou estrangeiros (que não estejam a 
serviço de seus países). 
Portugueses e outros lusófonos (nacionais 
de países que falam português) precisam 
residir apenas um ano ininterrupto + 
idoneidade moral. 
Nascidos no estrangeiro (sangue) = pai ou 
mãe brasileiros (qualquer um a serviço do 
Brasil). 
Outras nacionalidades estrangeiras: 
residência por mais quinze anos 
ininterruptos + ausência condenação 
penal. 
Nascidos no estrangeiro (sangue) = pai ou 
mãe brasileiros + registro em repartição 
brasileira + opção a qualquer tempo após 
a maioridade. 
 
 
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 28 
DICA 46 
PARTICIPAÇÃO POPULAR NA CONSTITUIÇÃO 
 As formas de participações populares na Constituição Federal são: 
 Plebiscito (artigo 14, inciso I) 
 Referendo (artigo 14, II) 
 Iniciativa popular (artigo 14, III) 
 OBS.: Plebiscito e Referendo NÃO podem ser convocados pelos eleitores. 
 IMPORTANTE! 
Apenas o Congresso Nacional pode convocar a consulta aos cidadãos antes da adoção de 
alguma medida legislativa (PLEBISCITO) ou depois dela, como condição para sua 
eficácia ou aplicabilidade (REFERENDO). 
ATENÇÃO! 
plebiscitos não necessários para subdivisão de Estados e Municípios, desmembramento 
de áreas para a formação de novas unidades ou incorporação de umas nas outras 
(artigo 18, parágrafos 3º e 4º, da Constituição). 
DICA 47 
EXISTÊNCIA, VALIDADE E EFICÁCIA DAS NORMAS JURÍDICAS 
 norma existente: Presentes seus elementos nucleares. 
 Ex.: norma promulgada pelo órgão competente que seguiu os requisitos previstos para 
sua elaboração. 
 norma válida: Presentes seus elementos complementares. Trata-se de norma vigente. 
 norma eficaz: Presentes seus elementos integrativos, a norma pode produzir efeitos. 
Ou seja, a norma PODE gerar efeitos por tempo limitado (leis temporárias ou 
excepcionais) ou ilimitado (até que seja revogada por outra norma). 
ATENÇÃO! 
 As normas jurídicas podem ser existentes ou inexistentes: 
 As existentes podem ser válidas ou inválidas. 
 Tanto as normas válidas quanto as inválidas podem ser eficazes ou ineficazes. 
DICA 48 
INICIATIVA POPULAR 
Concede ao cidadão comum o direito de deflagrar um processo legislativo sem o 
intermédio direto de um representante. 
 
são
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 REQUISITOS (artigo 61, §2º, da Constituição): 
 1º. Subscrição de 1% do eleitorado nacional; 
 2º. Distribuído por ao menos 5 Estados; 
 3.º Pelo menos 0,3% dos eleitores de cada Estado. 
 Exemplo: O Brasil tem um eleitorado apto em 2022 de 156.454.011. 
Logo, um projeto de lei de iniciativa popular precisa ser subscrito por ao menos 
1.564.540. 
Se o projeto colher assinaturas de eleitores dos Estados do Rio de Janeiro (12.827.296), 
São Paulo (34.667.793), Minas Gerais (16.290.870), Espírito Santo (2.921.506) e Paraná 
(8.475.632), precisará que pelo menos 0,3% de seus eleitores assinem. Ou seja, no 
mínimo 38.482 (RJ), 104.003 (SP), 48.873 (MG), 8.765 (ES) e 25.427 (PR) eleitores. 
DICA 49 
LEIS DE INICIATIVA POPULAR COM CONTEÚDO ELEITORAL 
 Lei 9.840/1999: Inclusão do artigo 41-A na Lei n.º 9.504/97 - Captação ilícita de 
sufrágio - a popular “compra de votos”. 
 Este dispositivo permite a cassação do registro de candidatura a cargo eletivo daquele 
que oferece vantagens em troca do voto dos eleitores. 
 Lei Complementar n.º 135/2010 (Lei da Ficha Limpa): 
 Aprimorou o sistema de inelegibilidades para melhorar a proteção da moralidade e 
probidade administrativas. 
DICA 50 
AÇÃO POPULAR 
Meio para proteção do meio ambiente, do patrimônio histórico, da moralidade e do 
patrimônio público. 
Legitimado ativo (quem pode propor): qualquer eleitor (precisa ter inscrição eleitoral, 
ou seja, título de eleitor). 
ATENÇÃO!! 
NÃO cabe ação popular perante a Justiça Eleitoral. 
Se a administração ofender o patrimônio público, a moralidade administrativa ou o 
patrimônio histórico e cultural de bens públicos ligados à Justiça Eleitoral, o 
conhecimento de eventual ação popular competirá à Justiça Federal. 
 
 
 
 
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DICA 51 
CLÁUSULA DE BARREIRA 
ATENÇÃO!! 
Reintroduzida no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional n.º 97. 
Limita o acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio 
e na televisão aos partidos políticos que NÃO contarem (válido a partir de 2030): 
1. nas eleições para a Câmara dos Deputados, com no mínimo, 2,5% (dois e meio por 
cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da 
Federação, com um mínimo de 1,5% (um e meio por cento) dos votos válidos em 
cada uma delas; ou 
2. tiverem elegido pelo menos treze Deputados Federais distribuídos em pelo menos 
um terço das unidades da Federação. 
 ATENTE-SE!! 
 O Congresso eleito em 2022 precisou se adequar às regras abaixo: 
 nas eleições para a Câmara dos Deputados, atingir no mínimo, 2% (dois por cento) 
dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, 
com um mínimo de 1% (um por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
 tiverem elegido pelo menos onze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um 
terço das unidades da Federação. 
DICA 52 
SOBERANIA 
A Soberania é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor 
igual para todos. 
 Sufrágio é um direito e ao mesmo tempo seu modo de exercício. Significa que os 
representantes não serão escolhidos por um sorteio ou competição, mas com a coleta da 
opinião dos eleitores. 
 Sufrágiouniversal significa que todos votam. 
Embora haja restrições (idade, por exemplo), não existem restrições discriminatórias 
forjadas para retirar o direito das minorias. 
ATENÇÃO!! 
Sufrágio censitário: exige capacidade econômica para votar. 
Sufrágio capacitário: exige condição intelectual para o voto. 
 
 
 
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DICA 53 
VOTO DIRETO 
 Voto direto significa que os representantes do povo são escolhidos sem intermediários. 
 Exceção: eleição indireta para Presidente da República se o cargo ficar vago nos dois 
últimos anos do mandato (artigo 81, parágrafo primeiro, da Constituição). O Congresso 
Nacional é que escolherá o novo Presidente para completar o mandato. 
 Voto de valor igual para todos significa que cada voto equivale exatamente a um, 
não havendo pesos diferentes entre os votos dos eleitores. 
DICA 54 
VOTO SECRETO 
Voto secreto significa que somente o eleitor é senhor da informação sobre sua escolha. 
 CUIDADO: o eleitor pode revelar seu voto se quiser, porém, não pode filmar o ato do 
voto. 
Proibição de o eleitor portar aparelhos de gravação dentro da cabina de votação (artigo 
91-A, parágrafo único, da Lei n.º 9.504/97). 
Violação do sigilo do voto e sua tentativa constituem crime com pena de detenção de até 
dois anos (artigo 312 do Código Eleitoral). 
 EXCEÇÃO: A Lei Brasileira de Inclusão (Lei n.º 13.146/2015) assegura às pessoas 
com deficiência o pleno recurso a auxílios, inclusive tecnológicos, para assegurar seu 
direito à participação política. 
Além disso, prevê em seu artigo 75, parágrafo primeiro, que sempre que necessário e a 
seu pedido, a pessoa com deficiência pode ser auxiliada na votação por pessoa de 
sua escolha. Esta pessoa poderá, inclusive, digitar o voto na urna para a pessoa com 
deficiência. 
DICA 55 
PERIODICIDADE DO VOTO 
A periodicidade do voto tem previsão constitucional (artigo 60, parágrafo 4º) e é uma 
cláusula pétrea. 
ATENÇÃO!! 
Cláusulas pétreas são dispositivos da Constituição que não podem ser abolidos por 
Emenda Constitucional. Não pode haver sequer deliberação no Congresso. 
Como o maior mandato eletivo previsto na Constituição é o dos Senadores, com oito 
anos, a maioria dos autores entendem que o voto periódico corresponde àquele exercido 
em intervalos regulares menores ou iguais a este prazo (oito anos). 
DICA 56 
ALISTAMENTO ELEITORAL 
 É o ato de inscrição no cadastro eleitoral. 
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Art. 14, CF. (....) 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
 O brasileiro naturalizado tem o prazo de um ano após a naturalização para se 
alistar como eleitor, sob pena de multa. 
 O alistamento eleitoral obrigatório é anterior ao voto obrigatório. O Código de 
1932 previa o alistamento obrigatório, mas não aplicava punição para o não exercício do 
voto. 
DICA 57 
MULTA POR ALISTAMENTO ELEITORAL TARDIO 
O artigo 8º do Código Eleitoral prevê a aplicação de multa por alistamento eleitoral tardio. 
Atualmente essa multa corresponde em seu valor máximo a R$ 3,51 (três reais e 
cinquenta e um centavos). 
ATENÇÃO!! 
Casos de dispensa da aplicação de multa por alistamento tardio (artigo 33, parágrafo 
primeiro da Resolução TSE n.º 23.659/2021) 
Brasileiro nato que requerer sua inscrição eleitoral até o 151º dia anterior à eleição 
subsequente à data em que completar 19 anos; 
Brasileiro naturalizado que requerer sua inscrição eleitoral até o 151º dia anterior à 
eleição subsequente à data em que se completar um ano de sua opção pela 
nacionalidade; 
Pessoa que se alfabetizar após a idade de 18 anos; 
Pessoa que declarar, perante qualquer juízo eleitoral, sob as penas da lei, seu estado 
de pobreza. 
Indígenas também estão dispensados do recolhimento da multa por alistamento 
tardio (Ac. TSE, de 6.12.2011, PA n.º 180681). 
DICA 58 
DOMICÍLIO ELEITORAL 
O alistamento eleitoral deve ser feito no local de residência do eleitor. Se tiver mais de 
uma, poderá optar por uma delas. 
 Domicílio: residência com ânimo definitivo. 
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 Domicílio eleitoral: residência escolhida pelo eleitor em relação a qual ficará 
vinculado para votar. 
 Para fins de fixação do domicílio eleitoral no alistamento e na transferência, deverá 
ser comprovada a existência de vínculo residencial, afetivo, familiar, profissional, 
comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município (artigo 23 da 
Resolução do TSE n.º 23.659/2021). 
DICA 59 
TRANSFERÊNCIA DE DOMICÍLIO ELEITORAL 
A transferência de um eleitor só pode ser realizada após um ano de permanência no local 
original e três meses de residência no novo endereço. 
 EXCEÇÕES: servidor público civil, militar ou autárquico que tiver sua lotação 
alterada (artigo 55, parágrafo segundo, do Código Eleitoral) e seus familiares que o 
acompanharem na mudança. 
ATENÇÃO!! 
Nos anos eleitorais, as alterações no cadastro eleitoral cessam 150 dias antes das 
eleições (artigo 91, caput, da Lei n.º 9.504/97). 
Isso significa que tanto o alistamento eleitoral quanto as transferências não podem ser 
realizadas nesse período. 
DICA 60 
VEDAÇÕES AO ALISTAMENTO ELEITORAL 
Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros (artigo 14, parágrafo segundo, da 
Constituição). 
 Exceção: portugueses residentes no Brasil podem votar e ser votados (artigo 12, 
parágrafo primeiro, da Constituição e artigo 17 do Decreto n.º 3.927/2003 - Tratado de 
Amizade, Cooperação e Consulta). 
 A Constituição prevê que os cargos a seguir são privativos (ou seja, só podem ser 
ocupados) por brasileiros NATOS: 
 Presidente e Vice-Presidente da República; 
 Presidente da Câmara dos Deputados; 
 Presidente do Senado Federal; 
 Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
 Carreira diplomática; 
 Oficial das Forças Armadas. 
 Ministro de Estado da Defesa. 
 
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DICA 61 
CONSCRITOS (SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO) 
Não podem alistar-se como eleitores os conscritos (artigo 14, parágrafo segundo, CF). 
 Conscritos são aqueles que estão no período de serviço militar obrigatório (duração de 
12 meses). 
ATENÇÃO!! 
Lei do Serviço Militar (Lei n.º 4.375/64): 
Art. 5º A obrigação para com o Serviço Militar, em tempo de paz, começa no 1º dia 
de janeiro do ano em que o cidadão completar 18 (dezoito) anos de idade e subsistirá 
até 31 de dezembro do ano em que completar 45 (quarenta e cinco) anos. 
Art. 6º O Serviço Militar inicial dos incorporados terá a duração normal de 12 meses. 
DICA 62 
VOTO OBRIGATÓRIO 
 Fundamentos: artigo 14, parágrafo primeiro, inciso I, da Constituição e artigo 6º, 
caput, do Código Eleitoral. 
 EXCEÇÕES: analfabetos, maiores de 70 anos e maiores de 16 e menores de 18 anos. 
O artigo 7º do Código Eleitoral prevê a justificativa perante o juiz eleitoral até 30 (trinta) 
dias após a realização da eleição e a possibilidade do recolhimento de multa 
(atualmente fixada em seu valor máximo em R$3,51 por turno eleitoral perdido). 
DICA 63 
CANCELAMENTO DO ALISTAMENTO ELEITORAL 
Art. 71, do Código Eleitoral. São causas de cancelamento: 
I - a infração dosartigos. 5º e 42; 
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos; 
III - a pluralidade de inscrição; 
IV - o falecimento do eleitor; 
V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. 
 CUIDADO: 
O inciso I não é compatível com a Constituição de 1988. Neste caso, diz-se que a 
norma NÃO foi RECEPCIONADA pelo Novo Ordenamento Constitucional. 
O inciso acima previa a proibição do alistamento de analfabetos e pessoas com 
deficiência que não conseguiam se exprimir na língua nacional. 
 
 
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DICA 64 
VOTO NO EXTERIOR 
Possível apenas para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República 
(artigo 225, do Código Eleitoral). 
ATENÇÃO!! 
Quem gerencia as seções eleitorais instaladas no exterior é o Tribunal Regional 
Eleitoral do Distrito Federal (artigo 232, do Código Eleitoral). 
A Resolução do TSE mais recente a regulamentar a questão é a Resolução n.º 23.669, 
de 14 de dezembro de 2021. 
Segundo o artigo 65 desta Resolução, para instalação de seção eleitoral no 
exterior, é necessário que, na circunscrição sob a jurisdição da missão diplomática ou 
da repartição consular, haja, no mínimo, 30 eleitores inscritos. 
Caso o número de eleitores supere 800, instala-se uma nova seção eleitoral. 
Se o número de eleitores da seção no exterior não atingir o mínimo de 100, NÃO 
serão instaladas urnas eletrônicas, devendo a eleição ocorrer com cédulas. 
DICA 65 
SEÇÕES ELEITORAIS 
Os Tribunais Regionais Eleitorais podem propor a subdivisão de sua circunscrição (Estado, 
Município) em zonas eleitorais e organizar os eleitores em seções eleitorais. 
 Limites das seções eleitorais (art. 117 do Código Eleitoral): 400 eleitores nas 
capitais e 300 eleitores nas demais localidades. 
As seções não podem contar com menos de 50 eleitores (neste caso, as seções são 
agregadas a seções maiores). 
 OBS: Os limites acima podem ser ultrapassados em casos excepcionais, autorizados 
pelo Tribunal Regional respectivo. 
ATENÇÃO!! 
A Resolução do TSE mais recente a regulamentar a questão é a Resolução n.º 23, de 19 
de abril de 2022. Segundo ela: 
Art. 4º O limite máximo de eleitoras ou eleitores por seção, para efeito de agregação e 
Transferência Temporária de Eleitores (TTE) de ofício, será de 350 para o interior e de 
450 para a capital. 
 
 
 
 
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
DICA 66 
ASPECTOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO - CONCEITOS BÁSICOS 
 Para iniciarmos o estudo é importante entender que Administração é um conceito 
bem abrangente e pode ter várias aplicações. Vejamos: 
 Conceito objetivo: entendido como o conjunto dos elementos que compõem o 
processo administrativo (planejamento, organização, direção e controle); 
 Conceito subjetivo: a administração como um corpo dirigente de uma organização 
responsável pela tomada de decisões estratégicas. 
 E o conceito como centro administrativo: que trata a administração como o local 
nas organizações onde se tomam providências administrativas, como as relativas a 
aspectos legais e registros. 
 A definição mais usual de administração é a seguinte: 
“O processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim 
de alcançar objetivos organizacionais.” 
DICA 67 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
A Administração Pública é o conjunto de órgãos e entidades que integram a estrutura 
administrativa do Estado, com o objetivo de efetivar a vontade política para cumprimento 
do interesse público. 
O Governo decide qual política adotar e a máquina pública (Administração Pública) 
executa o rumo adotado. 
 Sentido material/objetivo: é a atividade estatal exercida sob um regime jurídico, por 
meio de serviço público, polícia administrativa, fomento à iniciativa privada ou 
intervenção. 
 Sentido formal/subjetivo: são os sujeitos que atuam em nome da Administração 
Pública, se dividindo em Administração Pública Direta (entes da federação) e 
Administração Pública Indireta (órgãos e entidades). 
DICA 68 
PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS 
 Estão previstos no caput do artigo 37, são eles: 
 L egalidade 
 I mpessoalidade 
 M oralidade “L I M P E” 
 P ublicidade 
 E ficiência 
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 Esses princípios balizam a atuação de toda Administração Pública, seja: 
 Direta (União, Estados, Distrito Federal e Munícipios); ou 
 Indireta (autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa 
pública) dos três Poderes (Judiciário, Executivo e Legislativo). 
DICA 69 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
Trata-se de expoente máximo do Estado Democrático de Direito. Traduz a submissão do 
Poder Público à lei. 
 O princípio da legalidade possui dupla acepção, uma que diz respeito à Administração 
Pública e outra aos particulares, vejamos: 
 Particulares: é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. 
 Administração pública: pode fazer apenas o que a lei determina (ato vinculado) ou 
autoriza (ato discricionário). 
Em que pese ser o expoente máximo do Estado Democrático de Direito, o princípio da 
legalidade, excepcionalmente, pode ser relativizado, permitindo que o Poder Público ladeie 
às disposições legais. Nos casos de decretação do estado de defesa e de sítio; e de edição 
de medida provisória, o Chefe do Poder Executivo detém maior liberdade de atuação. 
DICA 70 
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE 
É conhecido também como Princípio da Isonomia e Princípio da Finalidade. 
 Possui 03 acepções, vejamos: 
Finalidade: a finalidade precípua da Administração Pública é buscar satisfazer o 
interesse público. Caso o ato seja praticado com finalidade distinta a essa, restará 
NULO por desvio de finalidade. 
Em sentido amplo, o princípio da impessoalidade busca o atendimento do interesse 
público. Já em sentido estrito, visa atender a finalidade específica prevista em lei para o 
ato administrativo. 
Vedação à promoção pessoal: não é permitido ao agente público se valer de 
realizações da Administração Público como se fossem próprias. Assim, é vedado, por 
exemplo, constar símbolo de partido político em obra pública. Trata-se de proibição 
expressamente prevista no parágrafo 1º, do artigo 37, da CF/88. 
§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos 
públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não 
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades ou servidores públicos. 
Isonomia: a Administração Pública deve se relacionar com os particulares de forma 
imparcial. 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
DICA 71 
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS - FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA 
 A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem 
como fundamentos: 
 Soberania; 
 Cidadania; 
 Dignidade da pessoa humana; 
 Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
 Pluralismo político. 
FIQUE ATENTO! 
Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos da Constituição Federal. 
QUESTÃO. 
Sobre os poderes do Estado, é CORRETO afirmar que 
a) emanam das Forças Armadas. 
b) emanam do povo. 
c) pertencemàs autoridades que o exercem. 
d) somente podem ser exercidos pelo povo indiretamente, através de representantes 
eleitos. 
Gabarito: B. 
Comentário: No caso dessa questão, o candidato deveria saber que, segundo o artigo 
1º, parágrafo único, da Constituição de 1988, todo o poder emana do povo, que o 
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta 
Constituição. 
Desse modo, por eliminação seria possível encontrar a resposta da questão. 
 Independência e Harmonia Dos Poderes: São Poderes da União, independentes e 
harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
DICA 72 
PRINCÍPIOS DE REGEM AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA REPÚBLICA 
FEDERATIVA DO BRASIL 
 A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos 
seguintes princípios: 
 Independência nacional; 
 Prevalência dos direitos humanos; 
Mnemônico: 
SO-CI-DI-VA-PLU 
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 Autodeterminação dos povos; 
 NÃO-INTERVENÇÃO; 
 Igualdade entre os Estados; 
 Defesa da paz; 
 Solução pacífica dos conflitos; 
 Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
 CONCESSÃO DE ASILO POLÍTICO. 
FIQUE ATENTO! 
A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural 
dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. 
DICA 73 
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS - DIREITO À VIDA 
O direito à vida compreende a extrauterina e a intrauterina. Nota-se que nem mesmo 
o direito à vida é absoluto. Isso porque, por exemplo, no Brasil, em caso de guerra 
declarada, admite-se a pena de morte, portanto, não o direito à vida não é um direito 
absoluto. De mais a mais, o aborto, por sua vez, é permitido em casos excepcionais. 
 Para sua prova do TSE, é importante que você conheça essas terminologias. Veja só: 
Aborto terapêutico ou necessário: ocorre quando o médico interrompe a gravidez 
quando não há outra forma de salvar a vida da gestante. 
Aborto sentimental ou humanitário: é a interrupção da gravidez praticada por 
médico nos casos de estupro, desde que haja autorização da gestante ou de seu 
representante legal quando a gestante dor menor de 18 (dezoito) anos. 
Aborto eugenésico ou eugênico: É aquele realizado para evitar o nascimento de uma 
criança com grave deformidade genética. 
DICA 74 
IGUALDADE/ISONOMIA 
O principal dispositivo constitucional sobre o direito de liberdade é o art. 5º, inciso I, da 
CF, que assim dispõe: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos 
termos desta Constituição”. 
O objetivo deste dispositivo não é somente garantir a igualdade formal, mas 
principalmente a igualdade material ou substancial. 
A igualdade formal busca tratar todos os indivíduos da mesma maneira, garantindo-se 
os mesmos direitos e deveres. Contudo, a igualdade material busca o mesmo 
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tratamento igualitário, com a observação de que todos devem ser tratados de maneira 
igual, na medida das suas desigualdades. 
Nesse sentido, a própria Constituição em algumas situações já materializa a igualdade 
material ou substancial, como no art. 5º, inciso L, da CF: “às presidiárias serão 
asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de 
amamentação”. 
Com base também no princípio da igualdade material é que se legitima as chamadas 
ações afirmativas, que representam medidas de compensação para grupos com 
realidade histórica de marginalização ou discriminação. São exemplos de ações 
afirmativas: Cotas raciais, PROUNI e a lei maria da penha. 
JURISPRUDÊNCIA 
A lei que veda o exercício da atividade de advocacia por aqueles que desempenham, 
direta ou indiretamente, atividade policial, não afronta o princípio da isonomia. STF. 
Plenário. ADI 3541/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 12/2/2014 (Info 735). 
DICA 75 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
O princípio da reserva legal impõe a necessidade de que determinadas matérias sejam 
disciplinadas por LEI FORMAL, ou seja, aquelas espécies normativas encontradas no 
artigo 59, da CF/88. O princípio da legalidade, por sua vez, traduz a necessidade de 
obediência à lei em SENTIDO AMPLO. 
A expressão “lei” deve ser interpretada em sentido amplo, de modo que a legalidade 
abranja todas as espécies normativas previstas no artigo 59, da CF/88, decreto autônomo 
(artigo 84, inciso VI, da CF/88), os regimentos internos dos tribunais, as resoluções do 
Tribunal Superior Eleitoral e resoluções do Conselho Nacional de Justiça. 
 A reserva legal pode ser classificada em: 
 Absoluta: a norma constitucional necessita lei formal para sua regulamentação. 
 Relativa: em que pese a necessidade de lei formal, é possível a edição de espécies 
infralegais para regulamentação da norma constitucional. 
O princípio da irretroatividade das leis preconiza que a lei penal NÃO retroagirá, 
exceto em benefício do réu. 
Para o indivíduo, o princípio da legalidade significa que ele não será obrigado a fazer ou 
deixar de fazer algo, senão em virtude de lei. Em outras palavras, o indivíduo apenas fará 
ou não fará algo se tiver uma lei obrigando ou desobrigando a fazer tal coisa. 
Em relação ao Estado, o princípio da legalidade apresenta outro significado, na medida em 
que a Administração Pública poderá fazer apenas o que a lei permitir. A doutrina chama 
esse princípio de legalidade estrita. 
Dessa forma, a Administração Pública deve atuar nos limites da lei, não sendo legítimo 
atuar em situações não reguladas em lei. 
 
 
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 DICA 76 
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA 
 Nos termos da Constituição (art. 5º), é assegurado: 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre 
exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de 
culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção 
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos 
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
O Brasil é um país leigo, laico ou não confessional, o que significa a separação oficial 
entre o Estado e a religião. Assim, o Estado não permite a interferência de correntes 
religiosas em assuntos estatais. 
JURISPRUDÊNCIA 
 A imposição legal de manutenção de exemplares de Bíblias em escolas e 
bibliotecas públicas estaduais configura contrariedade à laicidade estatal e à 
liberdade religiosa consagrada pela Constituição da República de 1988. STF. 
Plenário. ADI 5258/AM, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/4/2021 (Info 1012). 
 
 
 É constitucional a obrigatoriedade de imunização por meio de vacina que, 
registrada em órgão de vigilância sanitária, (i) tenha sido incluída no Programa 
Nacional de Imunizações ou (ii) tenha sua aplicação obrigatória determinada em lei ou 
(iii) seja objeto de determinação da União, estado, Distrito Federal ou município, com 
base em consenso médico-científico. Em tais casos, não se caracteriza violação à 
liberdade de consciência e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis, 
nem tampouco ao poder familiar. STF. Plenário. ARE 1267879/SP, Rel. Min. 
Roberto Barroso, julgado em 16e 17/12/2020 (Repercussão Geral – Tema 1103) 
(Info 1003). 
 
 
 É constitucional a lei de proteção animal que, a fim de resguardar a liberdade 
religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz 
africana. STF. Plenário. RE 494601/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. 
Min. Edson Fachin, julgado em 28/3/2019 (Info 935). 
 
 
 
 CF/88 prevê que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina 
dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.” (art. 210, § 1º). 
[...] O STF julgou improcedente a ADI e decidiu que o ensino religioso nas 
escolas públicas brasileiras pode ter natureza confessional, ou seja, pode sim 
ser vinculado a religiões específicas. A partir da conjugação do binômio Laicidade 
do Estado (art. 19, I) e Liberdade religiosa (art. 5º, VI), o Estado deverá assegurar o 
cumprimento do art. 210, § 1º da CF/88, autorizando na rede pública, em igualdade 
de condições o oferecimento de ensino confessional das diversas crenças, mediante 
requisitos formais previamente fixados pelo Ministério da Educação. Assim, deve ser 
permitido aos alunos, que expressa e voluntariamente se matricularem, o pleno 
exercício de seu direito subjetivo ao ensino religioso como disciplina dos horários 
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 42 
normais das escolas públicas de ensino fundamental, ministrada de acordo com os 
princípios de sua confissão religiosa, por integrantes da mesma, devidamente 
credenciados a partir de chamamento público e, preferencialmente, sem qualquer 
ônus para o Poder Público. Dessa forma, o STF entendeu que a CF/88 não proíbe 
que sejam oferecidas aulas de uma religião específica, que ensine os dogmas 
ou valores daquela religião. Não há qualquer problema nisso, desde que se 
garanta oportunidade a todas as doutrinas religiosas. STF. Plenário.ADI 
4439/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 27/9/2017 (Info 879). 
JURISPRUDÊNCIA 
“[...] nos termos do artigo 5º, VIII, da Constituição Federal é possível a realização de 
etapas de concurso público em datas e horários distintos dos previstos em edital, por 
candidato que invoca escusa de consciência por motivo de crença religiosa, desde que 
presentes a razoabilidade da alteração, a preservação da igualdade entre todos os 
candidatos e que não acarrete ônus desproporcional à Administração Pública, que 
deverá decidir de maneira fundamentada”. 
 DICA 77 
LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO, DE CONSCIÊNCIA E DE 
EXPRESSÃO (INCS. IV, V e IX) 
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano 
material, moral ou à imagem. 
 ESQUEMATIZANDO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DICA 78 
SIGILO DE CORRESPONDÊNCIA E COMUNICAÇÕES 
 A Constituição Federal dispõe: “É inviolável o sigilo da correspondência e das 
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último 
caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal.” 
DIREITO DE RESPOSTA 
Aplica-se a pessoas físicas e 
pessoas jurídicas.
É proporcional ao agravo.
Pode ser acumulado com 
indenização por dano material, 
moral ou à imagem.
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 43 
 A inviolabilidade de sigilo abrange quatro situações: correspondências, comunicações 
telegráficas, comunicações de dados e comunicações telefônicas. 
O próprio dispositivo da Constituição excepciona a regra, ao afirmar que o sigilo das 
comunicações telefônicas pode sofrer restrição por ordem judicial para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal, nos termos da lei. 
ATENÇÃO! 
A exceção que a Constituição Federal traz corresponde apenas a comunicações 
telefônicas. 
O fato de a Constituição Federal trazer apenas exceção quanto às comunicações 
telefônicas, NÃO significa que as outras inviolabilidades são ABSOLUTAS, pois NÃO 
existem direitos fundamentais absolutos. 
A título de exemplo, as inviolabilidades de correspondência e de comunicações telegráficas 
podem ser restringidas nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sítio (art. 
136, §1º, inciso I; e art. 139, inciso III, ambos da CF). 
DICA 79 
LIBERDADE DE REUNIÃO 
Segundo o inciso XVI, do art. 5º, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em 
locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem 
outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio 
aviso à autoridade competente. 
As condições para o exercício do direito de reunião são as seguintes: 
 Locais abertos ao público; 
 Finalidade pacífica; 
 Não pode frustrar reunião já convocada para o mesmo local; 
 Ausência de armas; 
 Prévia comunicação às autoridades competentes. 
ATENÇÃO! 
Não confundir prévio AVISO com prévia AUTORIZAÇÃO. 
Sobre o requisito do AVISO, o STF, através do Recurso Especial n° 806339/SE, cujo 
Relator foi o Ministro Marco Aurélio, já entendeu que tal aviso seja cumprido, não há 
nenhum tipo de forma pré estabelecida, bastando apenas que chegue o conhecimento 
da reunião ao Poder Público. A saber: “A exigência constitucional de aviso prévio 
relativamente ao direito de reunião é satisfeita com a veiculação de informação 
que permita ao poder público zelar para que seu exercício se dê de forma 
pacífica ou para que não frustre outra reunião no mesmo local”. STF. Plenário. RE 
806339/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Edson Fachin, julgado 
em 14/12/2020 (Repercussão Geral – Tema 855) (Info 1003). 
 
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 44 
Um grande exemplo desse aviso (sem nenhuma forma em si), com base no 
entendimento firmado pelo STF, seria uma reunião agendada e amplamente divulgada 
através das redes sociais, as quais, a maioria da sociedade tem acesso. Assim, dada a 
alta veiculação, obviamente, o Poder Público teria conhecimento. 
Sobre isso, redobre a atenção! Caso a Banca cobre a literalidade da Constituição, precisa 
apenas que haja o aviso prévio (sem especificar de que maneira). Entretanto, caso a 
banca cobre o recente entendimento jurisprudencial, o aviso não precisa ser 
necessariamente formal, bastando apenas que, de alguma forma, chegue ao 
conhecimento do Poder Público. 
DICA 80 
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO 
Segundo o inciso XV, do art. 5º, é livre a locomoção no território nacional em tempo de 
paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair 
com seus bens. 
Durante a excepcionalidade do estado de sítio, defesa ou intervenção federal, o direito de 
liberdade de locomoção pode ser cerceado. 
Qualquer pessoa, brasileiro ou estrangeiro, pode transitar livremente pelo território 
nacional com seus bens. 
O “habeas corpus” é o remédio adequado para combater cerceamento ilegais do direito da 
liberdade de locomoção. 
DICA 81 
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA 
 Presunção de inocência ou presunção de não culpabilidade: tem o objetivo de evitar 
condenações criminais precipitadas. 
JURISPRUDÊNCIA 
Quanto a este tema, importante ressaltar a orientação atual do STF quanto à execução 
provisória da pena. Atualmente, o STF NÃO admite a execução provisória da pena, 
uma vez que o cumprimento da pena somente pode ter início com o esgotamento de 
todos os recursos. 
Sobre concursos públicos, o STF também tem jurisprudência pacificada, no sentidode 
que “Sem previsão constitucionalmente adequada e instituída por lei, não é legítima a 
cláusula de edital de concurso público que restrinja a participação de candidato 
pelo simples fato de responder a inquérito ou a ação penal.”. (STF – RE 
560.900/DF - Tema 22 - Tese). 
DICA 82 
CRIMES INAFIANÇÁVEIS, IMPRESCRITÍVEIS E INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU 
ANISTIA 
 Crimes inafiançáveis e imprescritíveis – Racismo e Ação de grupos armados contra 
a ordem constitucional e o Estado Democrático. 
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 45 
 Para lembrar, basta pensar na RAÇÃO (Racismo e Ação de grupos armados). 
 
 
 
 
 
 Crimes Inafiançáveis e Insuscetíveis de Graça ou Anistia: 
 Utiliza-se a sigla 3TH: 
3T T Tortura 
T Tráfico de drogas 
T Terrorismo 
H H Crimes Hediondos 
 Podemos encontrar mandados de criminalização nos seguintes incisos: 
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível; 
XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça, anistia e 
indulto a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o 
terrorismo e os crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores 
e os que, podendo evitá-los, se omitirem. 
XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armado civis ou 
militares, contra a ordem constitucional e o estado democrático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 46 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
DICA 83 
ATO ADMINISTRATIVO - CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
 Ato Administrativo: São as manifestações de vontade da Administração Pública por 
meio de decretos, resoluções, portarias, circulares, etc. 
É uma declaração unilateral da vontade do Estado, de nível inferior à lei, para atender ao 
interesse público. 
 Cria, restringe, declara ou extingue direitos. 
 São sujeitos ao controle judicial. 
 
 Controle dos atos administrativos: 
 São duas as formas de controle dos atos administrativos: 
 Quando realizado pela própria Administração trata-se de controle interno ou 
autotutela; 
O princípio da autotutela é a obrigação da Administração Pública em controlar os atos 
editados, para retirar do ordenamento jurídico os ilegítimos ou inoportunos. 
→ ILEGÍTIMOS são os atos ilegais ou nulos, tendo a Administração a obrigação de 
retirá-los do sistema. 
→ INOPORTUNOS são os atos que, em que pese não serem ilegais, se tornaram 
inoportunos ou inconvenientes, tendo a Administração a prerrogativa de revogar os 
que entender se enquadrarem em tais características. 
 Os fundamentos acima estão consolidados pelo STF, nas Súmulas 346 e 473: 
SÚMULA 346 STF 
A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
 
SÚMULA 473 STF 
A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam 
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência 
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a 
apreciação judicial. 
 Quando realizado pelo poder judiciário se apresenta o controle externo. 
Em respeito ao Princípio da Separação dos Poderes, o Judiciário e Legislativo, quando 
apreciarem atos administrativos, deverão limitar-se aos aspectos da legalidade, não 
lhes competindo analisar o mérito, conveniência ou oportunidade. 
 
 
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 47 
 IMPORTANTE: Sobre a súmula 346 do STF, foi fixada a seguinte tese: 
Tese de Repercussão Geral: 
Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, 
se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser 
precedido de regular processo administrativo. 
DICA 84 
ANULAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
Anulação tem como fundamento a ilegalidade do ato, sendo realizada pela própria 
Administração ou pelo Poder Judiciário. 
A anulação acarreta efeito ex tunc (retroage à situação original), eliminando, por 
consequência, todos os atos gerados pelo ato durante sua vigência. 
Não possibilita, em regra, a invocação de direitos adquiridos, em razão da ilegalidade 
apresentada, com exceção dos que constituíram direitos de boa-fé. 
O prazo (decadencial) que a Administração possuí para anulação dos seus atos é de 5 
anos, conforme prescrito no artigo 54 da Lei nº 9.784/99. 
 Se praticado o ato com má-fé, o prazo de 5 anos não se aplica. 
DICA 85 
REVOGAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
Revogação tem como fundamento a conveniência e oportunidade, não se tratando de 
retirada do ato em razão de ilegalidade. 
A revogação acarreta efeito ex nunc, ou seja, a partir da revogação, sendo mantidos os 
direitos adquiridos em respeito ao Princípio da Segurança Jurídica. 
Não há prazo para revogação, podendo ocorrer a qualquer momento, conforme o 
interesse público assim se apresente. 
Alguns atos não podem ser revogados, quais sejam, aqueles que já se consumaram. 
 Ex.: Licitação já consumada com a celebração do contrato com o vencedor. 
 A anulação e revogação dos atos administrativos se encontram prescritos no artigo 53 
da Lei nº 9.784/99: 
Artigo 53 – A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício 
de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos. 
 
 
 
 
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 48 
DICA 86 
ANULAÇÃO X REVOGAÇÃO 
 QUADRO RESUMO: 
 
 
ANULAÇÃO REVOGAÇÃO 
MOTIVO Ilegalidade Conveniência e Oportunidade 
TITULAR Administração e Judiciário Administração 
EFEITOS Ex Tunc Ex Nunc 
PRAZO 5 anos, salvo má-fé Sem prazo 
DICA 87 
COMPETÊNCIA 
 Características: 
 Irrenunciável – o agente não pode recusar sua competência. 
 Improrrogável – Ato praticado por agente incompetente, mesmo sem alegação de 
qualquer interessado, não torna esse agente competente pelo decurso do tempo. 
 Imprescritível – Não se perde a competência pelo decurso do tempo. 
Somente a lei pode retirar uma competência, assim como somente a lei estipula 
competência. 
 Inderrogável – A competência não pode ser transferida por simples vontade das 
partes. 
DICA 88 
VÍCIOS DE COMPETÊNCIA 
 Excesso de Poder: ocorre quando o agente público, embora competente, se 
excede no exercício de suas atribuições. 
 Usurpação de Função: Quando uma pessoa se apropria de uma função para praticar 
atos inerentes a essa função. A pessoa se apodera da função sem ter sido investida 
legalmente nela. 
 Ex.: Um irmão gêmeo de um servidor toma seu lugar e pratica um ato administrativo. 
 Agente Putativo: ocorre quando uma pessoa é irregularmente investida na função 
pública. 
 Ex.: fraude num concurso público, com vazamento de gabarito, beneficiando o infrator 
com a aprovação no concurso. 
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 49 
DICA 89 
FINALIDADE 
É o objetivo almejado com a prática do ato administrativo, lembrando que o objetivo 
deve ser sempre voltado para satisfazer o interesse público. 
A finalidade é definida em lei, não havendo liberdade para o agente praticar o ato. 
Em regra, a finalidade é vinculada, porém, mediante autorizaçãolegislativa, o agente 
poderá praticar o ato com certo grau de liberdade de escolha (discricionariedade). 
Se não respeitada a finalidade pública restará configurado o desvio de finalidade. 
DICA 90 
FORMA 
É como o ato se materializa, ou seja, é a manifestação de vontade sendo concretizada. 
É como o ato vem ao mundo. Pode ser escrito (regra), verbal ou sons. 
 Ex.: emissão de carteira de motorista para quem se habilita – o ato administrativo vem 
ao mundo através da emissão do documento (carteira de motorista). 
DICA 91 
MOTIVO 
É a situação de fato ou de direito que autoriza a prática do ato administrativo. 
A situação de fato é o acontecimento que gera a expedição do ato administrativo. 
 Ex.: excesso de velocidade gera um ato administrativo – multa. 
Situação de direito é aquela que está na lei. A lei descreve a situação. 
 Ex.: aposentadoria compulsória. Está prevista em lei e, quando atingida a idade, ocorre 
a aposentadoria. 
DICA 92 
OBJETO 
É o efeito prático pretendido com o ato administrativo. É aquilo que o ato produz, o seu 
resultado. 
 Ex.: o objeto de um ato administrativo de desapropriação é extinguir o direito de 
propriedade do particular em favor do Estado. Ao ser praticado o ato, o objeto é a 
desapropriação. 
DICA BÔNUS 
DISCRICIONARIEDADE DO ATO ADMINISTRATIVO 
Ato discricionário é aquele que permite ao agente público realizar um juízo de 
conveniência e oportunidade, podendo decidir o melhor ato a ser praticado. 
A lei confere ao administrador certa margem de liberdade para escolha. 
No ato discricionário há mérito administrativo. 
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 50 
 Ex.: realização de concurso público pelo prazo de 2 anos, prorrogável por igual 
período. O administrador, utilizando do juízo de conveniência e oportunidade decidirá 
se prorrogará ou não o concurso. 
O ato discricionário é passível de controle pelo Poder Judiciário, não podendo o 
Judiciário analisar o mérito (conveniência e oportunidade), mas sim analisar sua 
legalidade. 
 Vinculação do ato administrativo: Ato vinculado é aquele em que todos os 
requisitos ou elementos estão em lei, não havendo margem de liberdade para o agente 
público. 
Nos atos vinculados não há mérito administrativo, é a lei quem determina a forma e 
o conteúdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 51 
DIREITO CIVIL 
DICA 93 
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LINDB) 
A LINDB é estudada no âmbito do Direito Civil, mas a sua aplicação vai muito além dele, 
abrangendo assim os mais variados ramos do direito: tributário, civil, empresarial, penal 
etc. 
Essa lei foi recepcionada como Lei Ordinária e podemos chamá-la de norma de 
sobredireito, tendo em vista seu caráter introdutório, que disciplina princípios, 
aplicação, vigência, interpretação e integração, itens relacionados a todo o direito e não 
somente ao Código Civil. 
Para uma lei ser criada há um procedimento próprio que está definido na 
Constituição Federal (Processo Legislativo) e que envolve outras etapas como: 
→ a tramitação no legislativo; 
→ a sanção pelo executivo; 
→ a sua promulgação e por último; 
→ a publicação. 
Destaca-se que é a partir da publicação que a LINDB começa a ser aplicada. 
Quando uma Lei tem vigência, significa dizer que ela tem força obrigatória, tem 
executoriedade, que já pode produzir efeitos para os casos concretos nela previstos. Como 
se a lei fosse um ser vivo e que, enquanto vigente, tem vida. 
A vigência da lei pode ser abordada por 2 aspectos, que são: 
→ o tempo (quando começam e quando terminam seus efeitos) e; 
→ o espaço (o território em que a lei terá validade). 
DICA 94 
LINDB 
Vacatio legis é o período dado pelo nosso ordenamento jurídico para que a sociedade e 
os operadores de direito possam adaptar-se devidamente a nova lei. Para seu melhor 
entendimento: 
 
 
Publicação oficial lei nova 
 Vacatio legis 
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 52 
ORIENTAÇÕES PARA ESTUDO 
Assuntos mais relevantes da LINDB: 
 Art. 1º - Vacatio legis; 
 Art. 2º - Revogação; 
 Art. 3º - Princípio da obrigatoriedade da Lei; 
 Art. 4º - Lacuna (omissão) da lei; 
 Art. 5º - Função social da Lei; 
 Art. 6º - Irretroatividade; 
 Art. 7º - Territorialidade. 
DICA 95 
VIGÊNCIA DA LEI 
A Lei só começará a vigorar depois de sua publicação no Diário Oficial. Ao finalizar o 
processo de sua produção, a norma já é considerada válida, mas ainda não vigente. A 
vigência é um aspecto temporal da norma (prazo que demarca o seu período de 
aplicação. 
Art. 1º. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias 
depois de oficialmente publicada; 
O período entre a publicação e a vigência é o que chamamos de vacância, ou vacatio 
legis, e serve para que os textos legais tenham uma melhor divulgação, um alcance 
maior, contemplando, dessa forma, prazo adequado para que da lei se tenha amplo 
conhecimento. 
A lei pode indicar outro prazo de vigência, que pode ser na data da publicação da lei, 
inferior ou superior aos 45 dias citados na LINDB. Se for constatado que a lei tem um 
prazo específico, dispondo em contrário à LINDB, esta é que prevalecerá. 
Logo, a publicação indicará o início da vigência da lei e tem a finalidade de tornar a lei 
conhecida. 
DICA 96 
VIGÊNCIA DA LEI 
É importante destacar que quando a obrigatoriedade da lei brasileira for admitida em 
Estados estrangeiros, ela se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada e 
será nos casos por exemplo de registro civil de pessoas naturais no estrangeiro. Os 
brasileiros residentes no exterior podem registrar seus filhos no estrangeiro, para que 
sejam brasileiros natos. Se uma lei sobre o registro civil for publicada no Brasil, sem 
especificação de vacatio legis, ela será aplicada em 45 dias, no Brasil, e em 3 meses, 
nesse país. 
 
 
 
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 53 
Art.1º. §1. Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando 
admitida, se inicia 3 meses depois de oficialmente publicada; 
De mais a mais, caso haja uma lei já publicada, mas que ainda não está em vigor e, 
portanto, ainda está no período de vacatio legis. Se essa lei for republicada para 
correção (devido a erros materiais, omissões ou até mesmo falhas de ortografia), o 
prazo recomeçará a ser contado a partir dessa nova publicação. Assim, vejamos o que a 
LINDB diz: 
§3º. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada 
a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova 
publicação; 
§4º. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se Lei nova, ou seja, caso a 
vacatio legis já tenha sido superado, já tenha transcorrido o prazo de 45 dias, ou outro 
que a lei determine, estando, desta forma, a lei em sua plena vigência. Nesse caso a 
correção a texto será considerada como lei nova; 
DICA 97 
VIGÊNCIA DA LEI – ART. 1º, §1º AO §4º 
É importante destacar que quando a obrigatoriedade da lei brasileira for admitida em 
Estados estrangeiros, ela se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada e será 
nos casos por exemplo de registro civil de pessoas naturais no estrangeiro. Os brasileiros 
residentes no exterior podem registrarseus filhos no estrangeiro, para que sejam 
brasileiros natos. Se uma lei sobre o registro civil for publicada no Brasil, sem 
especificação de vacatio legis, ela será aplicada em 45 dias, no Brasil, e em 3 meses, 
nesse país. 
 Vejamos: 
 Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se 
inicia 3 meses depois de oficialmente publicada; 
De mais a mais, caso haja uma lei já publicada, mas que ainda não está em vigor e, 
portanto, ainda está no período de vacatio legis. Se essa lei for republicada para correção 
(devido a erros materiais, omissões ou até mesmo falhas de ortografia), o prazo 
recomeçará a ser contado a partir dessa nova publicação. Assim, vejamos o que a LINDB 
diz: 
 Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a 
correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova 
publicação; 
 As correções a texto de lei já em vigor consideram-se Lei nova, ou seja, caso a vacatio 
legis já tenha sido superado, já tenha transcorrido o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, 
ou outro que a lei determine, estando, desta forma, a lei em sua plena vigência. Nesse 
caso a correção a texto será considerada como lei nova. 
 
 
 
 
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 54 
DICA 98 
ESTADO DA PESSOA NATURAL 
 O estado pode ser: 
 INDIVIDUAL: é o modo de ser do indivíduo no que diz respeito ao sexo, à idade, à 
cor, à saúde... O Estado Individual se refere a aspectos da constituição orgânica do 
indivíduo que possuem influência sobre a capacidade civil, se ele é homem ou mulher, se 
é maior de idade, entre outros. 
 FAMILIAR: O Estado Familiar tem a ver com a situação do indivíduo no que diz 
respeito ao matrimônio, se ele é solteiro, casado, viúvo... e tem a ver com o parentesco, 
se ele é filho, pai, irmão... 
 POLÍTICO: diz respeito à posição da pessoa na sociedade política, que pode ser 
nacional (nato ou naturalizado) e estrangeiro. 
DICA 99 
CARACTERÍSTICAS DO ESTADO DA PESSOA NATURAL 
INDISPONIBILIDADE: 
O estado civil NÃO pode ser comercializado. É INALIENÁVEL e IRRENUNCIÁVEL. 
Contudo, pode mudar. O solteiro pode passar a ser casado. O casado pode passar a 
ser divorciado... 
IMPRESCRITIBILIDADE: 
O estado NÃO se perde, tampouco se adquire o estado pela prescrição. Não é possível 
obtê-lo por usucapião. 
INDIVISIBILIDADE: 
Regra: Ninguém pode ser casado e solteiro ao mesmo tempo, por exemplo. 
EXCEÇÃO: dupla nacionalidade. 
DICA 100 
INCAPACIDADES 
ABSOLUTAMENTE INCAPAZES RELATIVAMENTE INCAPAZES 
Apenas os menores de 16 anos. Não 
existem maiores de idade que sejam 
absolutamente incapazes. (art. 3º CC) 
Maiores de 16 anos e menores de 18 
anos; 
Ébrios habituais e viciados em tóxicos; 
Pessoas que, por causa transitória ou 
definitiva, não puderem expressar 
vontade; 
Pródigos. (art. 4º, CC) 
 OBS.: Os absolutamente incapazes devem ser representados enquanto os 
relativamente incapazes devem ser assistidos. 
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DICA 101 
PESSOA E PERSONALIDADE 
PESSOA: é o ser físico ou coletivo, que pode adquirir direitos e contrair obrigações. A 
pessoa é sujeito de direito; 
PESSOA NATURAL: é dotada de personalidade e capacidade; 
PESSOA JURÍDICA: sujeito das relações jurídicas. Por ser a PJ um objeto, ela pode ser 
vendida; 
PERSONALIDADE: aptidão de adquirir direitos e possuir obrigações. Toda pessoa 
possui personalidade jurídica; 
CAPACIDADE DE DIREITO: CAPACIDADE NÃO É PERSONALIDADE! 
A capacidade de direito é condição do próprio homem. Todos os indivíduos possuem, 
sem distinção. 
 O artigo 1º do Código Civil dispõe que: “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na 
ordem civil.” 
DICA 102 
CAPACIDADE 
 A Capacidade pode ser: 
 De direito ou gozo: todos possuem pelo simples fato de serem humanos. 
 De fato ou exercício: somente alguns indivíduos possuem. Em regra, é adquirida aos 
18 anos. 
 Capacidade Plena: capacidade de direito + capacidade de fato. 
 Capacidade Limitada: só capacidade de direito. 
Artigo 543 do CC: Se o donatário for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, 
desde que se trate de doação pura. 
 VEJA COMO ESSE TEMA JÁ FOI COBRADO: 
QUESTÃO, 2018. 
Joaquim, de 10 anos, é contemplado, em testamento deixado por seu tio avô, Antônio, 
com um pequeno apartamento no Município de Florianópolis. Surpresos com a deixa, os 
genitores de Joaquim procuram assistência jurídica. 
Nesse caso, Joaquim: 
a) não poderá receber a propriedade do imóvel, visto ser absolutamente incapaz; 
b) não possui personalidade civil, assim seus pais receberão a propriedade do bem; 
c) poderá receber a propriedade do imóvel, mediante a assistência dos pais; 
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d) poderá receber a propriedade do bem, já que possui capacidade de direito; 
e) poderá receber a propriedade do bem quando atingir a maioridade civil. 
Gabarito: Letra d. 
Comentário: CERTO, pois Joaquim possui capacidade de direito e não de fato. Ainda, 
está de acordo com o artigo 543 do CC: Se o donatário for absolutamente incapaz, 
dispensa-se a aceitação, desde que se trate de doação pura. 
DICA BÔNUS 
ABSOLUTAMENTE E RELATIVAMENTE INCAPAZES 
ABSOLUTAMENTE INCAPAZES: RELATIVAMENTE INCAPAZES: 
São absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida 
civil os menores de 16 (dezesseis) anos. 
São incapazes, relativamente a certos 
atos ou à maneira de os exercer: 
I - os maiores de dezesseis e menores 
de dezoito anos; 
II - os ébrios habituais e os viciados em 
tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória 
ou permanente, não puderem exprimir 
sua vontade; 
IV - os pródigos. 
 Veja como já foi cobrado: 
QUESTÃO FGV, 2011. 
Três irmãos pretendem comprar juntos um automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve 
deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em Turismo; e Natália, 17 anos, casada 
civilmente com Jorge. 
Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, 
respectivamente: 
a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; 
b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; 
c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; 
d) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; 
e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. 
Gabarito: Letra a. 
DICA BÔNUS 
MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS 
Os maiores de 16 anos e menores de 18 anos podem participar das relações jurídicas, 
até mesmo assinando documentos. Entretanto, não podem fazê-lo sozinhos, mas 
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 57 
assistidos por seu representante legal, assinando ambos os documentos que se referem 
ao ato ou negócio jurídico. 
No que se refere a ações judiciais, os maiores de 16 anos e menores de 18 anos 
precisam de assistência, devendo ser citados, quando forem réus, juntamente com o seu 
assistente. Em algumas situações, inclusive, precisam constituir procurador junto com o 
assistente. 
ATENÇÃO! 
Art. 1.692, CC: Sempre que no exercício do poder familiar colidir o interesse dos pais 
com o do filho, a requerimento deste ou do Ministério Público o juiz lhe dará curador 
especial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
DICA 103 
DA JURISDIÇÃO 
 Em relação à matéria de Processo Civil, a Jurisdição é um dos temas mais 
importantes. Vejamos alguns pontos importantes: 
Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em todo o 
território nacional, conforme as disposições deste Código; 
Esse artigo deixa claro que o processo é civil, vale dizer, o CPC se insere dentro das 
matérias cíveis, a excluir, inicialmente, a jurisdição penal. Além disso, dentro da área 
cível, o CPC disciplina diretamente um procedimento para resolução de conflitos civis, que 
envolve relações entre privados, sujeitas à Justiça Comum (federal ou estadual). Nesse 
contexto, é importante compreender que temos outras matérias cíveis – como a Eleitoral 
e a do Trabalho – cuja aplicação do CPC é subsidiária. 
A necessidade da jurisdição se justifica na medida em que apenas a previsão de direitos e 
deveres nas leis não é suficiente para evitar ou solucionar conflitos. Desse modo, é 
necessário existir instrumento capaz, justo e efetivo de solucionar os conflitos, para 
restabelecer a harmonia nas relações sociais. Nesse contexto, a partir da divisão de 
poderes, o Estado cria um poder específico para exercer a função jurisdicional, cuja 
atuação é voltada para promoção dessa harmonia social. 
DICA 104 
JURISDIÇÃO 
A jurisdição pode ser compreendida como atuação do Estado por intermédio do 
processo, do qual o juiz necessariamente irá participar, para aplicar o direito objetivo ao 
caso concreto. O resultado do exercício da jurisdição é a solução da lide existente entre as 
partes, com a pretensão última de que ambos (autor e réu) saiam do processo satisfeitos 
com a solução adotada. Pode-se afirmar, por tanto, que a satisfação faz parte do conceito 
de jurisdição; 
 O escopo jurídico da jurisdição é a solução da crise jurídica e espera-se a conformação 
das partes (escopo social). 
Portanto, Jurisdição envolve formas estatal de resolução de conflitos, por intermédio do 
qual aplica-se o direito objetivo ao caso concreto como forma de por fim, de forma 
definitiva, à crise jurídica, gerando a pacificação social. 
DICA 105 
PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO 
Os princípios mais comuns da jurisdição são a investidura, territorialidade, 
indelegabilidade, inevitabilidade, inafastabilidade e o juiz natural; 
 O princípio da investidura envolve a transmissão do poder jurisdicional ao juiz, que 
exercerá a atividade jurisdicional. Vale dizer que o princípio implica a necessidade de que 
a jurisdição seja exercida pela pessoa legitimamente investida na função jurisdicional; 
 O princípio da territorialidade é conhecido também como princípio da aderência ao 
território; 
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 59 
 O princípio da indelegabilidade é um dos mais relevantes, podendo ser analisado 
sob duas perspectivas: a) externa; e b) interna; 
Pela perspectiva externa, o princípio da indelegabilidade remete à ideia de que o Poder 
Judiciário não poderá outorgar a sua competência a outros poderes. Dito de forma 
simples, não pode o Poder Judiciário delegar a atribuição de julgar os processos aos 
poderes Executivo ou Legislativo. 
Pela perspectiva interna, o princípio da indelegabilidade entende que a jurisdição é 
fixada por intermédio de um conjunto de normas gerais, abstratas e impessoais, não 
sendo admissível a delegação da competência para julgar de um Juiz para outro; 
DICA 106 
AÇÃO 
 O tema ação é muito importante para sua prova. Por isso, vejamos alguns pontos 
importantes: 
Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade; 
Caso o juiz entenda que não há interesse ou legitimidade, indeferirá a petição inicial com 
extinção do processo sem resolução do mérito. Trata-se da denominada sentença 
terminativa, que não produz coisa julgada material; 
Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha ocorrido a 
violação do direito, ou seja, a parte poderá pleitear tão somente ação declaratória, 
mesmo que o receio de insegurança jurídica tenha evoluído para uma lesão a direito. 
De acordo com a doutrina, esse dispositivo prestigia a autonomia individual; 
 
Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando 
autorizado pelo ordenamento jurídico; 
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como 
assistente litisconsorcial; 
 Elementos da Ação: para que se tenha uma ação será necessário haver partes (pelo 
menos um autor e um réu), essas partes pretendem um objeto (que se materializa na 
ação pelo pedido). Para que a prestação da tutela jurisdicional lhe seja favorável deverão 
trazer fatos consistentes e fundamentá-los juridicamente, ou seja, irão expor a causa de 
pedir; 
DICA 107 
ESPÉCIES DE AÇÃO 
 Ação real envolve relação jurídica de direito real; 
 Ação pessoal envolve relação jurídica de direito pessoal; 
 Ação mobiliária envolve bens móveis; 
 Ação imobiliária envolve bens imóveis; 
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 60 
 Ação de conhecimento certificação de direito; 
 Ação de execução efetivação de direito 
 Ação cautelar proteger a efetivação de um direito; 
 Ação condenatória aquela em que se afirma a titularidade de um direito a uma 
prestação e pela qual se busca a certificação e a efetivação desse mesmo direito, com a 
condenação do réu ao cumprimento da prestação devida; 
 Ação constitutiva aquela que tem por objetivo obter uma certificação e efetivação de 
um direito potestativo; 
 Ação declaratória aquela que tem o objetivo de certificar a existência, a inexistência 
ou o modo de ser de uma relação jurídica; 
DICA 108 
DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO 
O interesse processual e a legitimidade ad causam são as chamadas condições da ação. 
 O interesse processual, também chamado de interesse de agir, é formado por um 
binômio: 
 Necessidade: que é a necessidade de intervenção jurisdicional para satisfazer 
determinada pretensão advinda de um dano ou perigo de dano. 
 Utilidade: a ação, através do procedimento adequado, deve ser capaz de propiciar 
uma melhora na situação jurídica da parte. Quando há inadequação da via eleita, não 
há utilidade para a parte e configura-se carência de ação. 
Quanto a legitimidade ad causam, para que se faça presente é necessário que os 
sujeitos da relação jurídica de direito material sejam os mesmos da relação jurídica de 
direito processual. 
A legitimidade pode ser dada a qualquer indivíduo, bastando ser este titular do direito, 
não fazendo distinção entre ser o sujeito capaz ou não. 
 A legitimidade pode ser dividida em: 
 ordinária: parte postula direito próprio em nome próprio. 
 extraordinária (substituição processual): parte pleiteia direito alheio em nome 
próprio. Sendo necessária autorização legal. 
O substituído poderá intervir no processo na qualidade de assistente litisconsorcial, 
conforme previsão do art. 18, do CPC, o qual prevê que, “ninguém poderá pleitear 
direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. 
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como 
assistente litisconsorcial.” 
ATENÇÃO!! 
Não confundir substituição processual com sucessão processual, a sucessão ocorre 
quando há a saída de uma parte para a entrada de outra. 
 Ex.: quando há morte de uma das partes e o direito discutido é transmissível. 
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 61 
DICA 109 
DOS ELEMENTOS DA AÇÃO 
Os elementos são a verdadeira marca da ação, a partir deles é que se poderá analisar a 
existência de ações idênticas, distintas ou semelhantes. 
ATENÇÃO!! 
Não confundir os elementos da ação com as condições da ação (interesse 
processual e legitimidade ad causam). 
 São elementos da ação: 
Partes: que são todos os sujeitos que participam do processo. 
Causa de Pedir: essa por sua vez se subdivide em causa de pedir próxima que são os 
fundamentos jurídicos e causa de pedir remota que são os fatos. 
Quanto a causa de pedir, o CPC adota a chamada teoria da substanciação, segundo a 
qual é necessário explicitar os fundamentos jurídicos e os fatos, ou seja, a causa de 
pedir próxima e remota. 
Pedido: em regra deve ser certo (expresso), salvo em alguns casos em que o pedido é 
implícito: juros, correção monetária, verbas de sucumbência (incluídos os honorários 
advocatícios) e prestações vincendas. O pedido também deve ser, em regra, 
determinado. Quando se fala em determinação do pedido, está-se falando em liquidez, 
ou seja, no aspecto quantitativo da petição. 
 Existem situações, entretanto, que se autoriza o pedido genérico: 
 ações universais: são as que se pleiteia uma universalidade de bens. 
 Ex.: pedido para que o réu entregue uma biblioteca, com todos os livros contidos 
nesta; 
 impossibilidade de se determinar as consequências do ato ou do fato: 
Ex.: ação que pleiteia perdas e danos por atropelamento, na qual não é possível 
quantificar inicialmente os lucros cessantes por estar a vítima hospitalizada. 
 a apuração do valor ou do objeto depende de ato a ser praticado pelo réu: 
Ex.: muito utilizado é a ação de exigir contas. Somente sendo possível definir o valor 
que o autor faz jus após a prestação de contas do réu. 
DICA 110 
DA CUMULAÇÃO DE PEDIDOS 
O CPC traz a possibilidade de cumulação de pedidos contra um mesmo réu, ainda que não 
haja conexão entre esses pedidos, não precisando os pedidos decorrerem de um 
mesmo fato. 
 
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 62 
Cumulação própria: possibilidade de o autor obter procedência simultânea de dois ou 
mais pedidos. 
Cumulação própria simples: pedidos independentes. Juiz pode conceder, qualquer 
deles ou ambos. 
 Ex.: danos materiais cumulados com danos morais. 
Cumulação própria sucessiva: o segundo pedido só pode ser analisado se procedente 
o primeiro. 
 Ex.: investigação de paternidade cumulada com alimentos. Neste caso, os alimentos 
somente serão analisados se resolvida a questão da paternidade. 
Cumulação imprópria: não há possibilidade de procedência simultânea de dois ou 
mais pedidos. Na verdade, não há propriamente uma cumulação uma vez que o autor 
não deseja os dois pedidos. 
Cumulação imprópria subsidiária: juiz conhece o segundo pedido após não conhecer 
o primeiro. 
Ex.: pede-se a anulação do casamento, subsidiariamente (se não der) pede o divórcio. 
Cumulação imprópria alternativa: autor formula mais de um pedido para que o juiz 
acolha qualquer deles. É como se o autor dissesse que tanto faz qual o juiz acolher, 
sem que exista uma ordem de preferência. 
DICA 111 
DA POSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO DO PEDIDO 
 O art. 329 do CPC tratou da possibilidade de o autor modificar o pedido apresentado na 
inicial. Existindo três possibilidades a depender do momento: 
 Pedido de modificação feito antes da citação do réu: possibilidade de alteração do 
pedido ou causa de pedir, sendo desnecessário o consentimento do réu, afinal ele não foi 
citado. 
 Pedido de modificação feito após a citação do réu: é possível modificar o pedido 
ou causa de pedir. Porém, nesse momento, é necessário o consentimento do réu que já 
fora citado. 
 Após a fase de saneamento do processo: não é mais possível qualquer alteração 
no pedido ou causa de pedir. 
DICA 112 
DO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO 
 Possui previsão constitucional no art. 5º, LV da CF. O CPC, também trouxe tal princípio 
em seu art. 7º, afirmando que cabe ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. Esse 
contraditório efetivo (também chamado de dinâmico), é diferente do chamado 
contraditório estático e se firma em três pilares: 
Direito de ação e reação/bilateralidade de audiência: é a ideia clássica deste 
princípio, sendo basicamente o direito de dizer e desdizer. 
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 63 
Poder de influência: não basta a ação e reação, as partes devem ter o poder de 
influenciar o ato decisório. 
Proibição de decisão surpresa: juiz não pode surpreender as partes com as 
chamadas decisões de terceira via, ou seja, juiz não pode decidir com fundamento 
sobre o qual não tenha dado às partes oportunidade de manifestação, mesmo se 
tratando de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. É a previsão do art. 10 do CPC. 
 A regra é que o contraditório seja antecipado, conforme previsão do art. 9º do 
CPC. 
 Entretanto, o próprio dispositivo legal traz situações que excepcionam esta regra: 
 tutela provisória de urgência; 
 às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311; 
 à decisão prevista no art. 701. (ação monitória) 
 
 Contraditório inútil: ocorre quando a decisão é proferida sem a oitiva da parte, mas 
é favorável a ela. 
 Contraditório eventual: exercido em outro processo. 
 Ex.: Embargos à execução, na qual a defesa da execução se dá em ação própria para 
exercício do seu contraditório. 
DICA BÔNUS 
DO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ 
Quando se trata da boa-fé, importa ao direito processual a chamada boa-fé objetiva, 
que é aquela que não analisa a intenção do sujeito. 
 ATENÇÃO! 
A verificação da violação à boa-fé objetiva dispensa a comprovação do 
animus do sujeito processual. (En. 1, CJF). 
 VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM: a boa-fé impede a adoção de 
comportamentos contraditórios. Não podendo a parte no curso do processo adotar um 
comportamento que indica certa postura e, posteriormente, um comportamento 
contraditório. 
 Ex.: expresso no CPC é o art. 1000, que prevê que a parte que aceitar expressa ou 
tacitamente a decisão não poderá recorrer. 
 DUTY TO MITIGATE THE LOSS: esse princípio é um dever, fundado na boa-fé, de 
mitigação pelo credor de seus próprios prejuízos. Deve o credor, diante do 
inadimplemento do devedor, adotar medidas razoáveis para diminuir suas perdas. 
Enunciado 169, CJF: 
O princípio da boa-fé objetiva deve levar o credor a evitar o agravamento do próprio 
prejuízo. 
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 64 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
DICA 113 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA – INTRODUÇÃO 
A competência tributária é a habilitação para criar (instituir) tributos por meio de lei. A 
competência tributária, desse modo, é uma espécie de competência legislativa sendo 
exercida somente pelo Parlamento. Também são manifestações do exercício da 
competência tributária a modificação, redução e extinção de tributos. 
Sendo uma competência do tipo legislativa, a competência tributária é atribuída, de forma 
exclusiva pela Constituição Federal, não havendo qualquer possibilidade de ser conferida 
ou modificada por leis, constituições estaduais ou qualquer outro veículo normativo. 
A competência tributária é atribuída pela Constituição Federal (arts. 145, 147, 148, 149, 
149-A, 153, 155, 156 e 195) só às entidades federativas. Assim, a titularidade da 
competência tributária é exclusiva depessoas jurídicas de direito público integrantes da 
Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), sendo insuscetível de 
delegação a outras pessoas. 
 Como isto pode cair na sua prova: 
QUESTÃO SIMULADA 
Sobre a competência tributária, é correto afirmar que é: 
a) A titularidade da competência tributária é exclusiva de pessoas jurídicas de direito 
público e de direito privado. 
b) A competência tributária é atribuída somente por lei ordinária. 
c) A titularidade da competência tributária é exclusiva de pessoas jurídicas de direito 
público integrantes da Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios), sendo insuscetível de delegação a outras pessoas. 
d) A titularidade da competência tributária é exclusiva às seguintes pessoas jurídicas de 
direito público integrantes da Administração Direta: A União, Estados e Distrito Federal, 
porém sendo suscetível de delegação a outras pessoas. 
Gabarito: Letra c. 
DICA 114 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA X CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA 
A competência tributária é a aptidão para criar tributos por meio de lei. Não se 
confunde, portanto, com capacidade tributária ativa. Capacidade tributária ativa é a 
aptidão administrativa para cobrar ou arrecadar tributos. Assim, enquanto a competência 
tributária é exercida pelo Legislativo, a capacidade tributária desenvolve-se por meio do 
exercício de função estatal tipicamente administrativa consistente em realizar os atos 
concretos de arrecadar, fiscalizar e promover a cobrança do tributo. 
Embora a competência tributária seja indelegável, nada impede a delegação legal da 
capacidade tributária ativa. Muito pelo contrário, o art. 7º do CTN normatiza a delegação 
por meio de lei da capacidade tributária ativa, denominada “parafiscalidade”. É o que 
acontece, por exemplo, com as contribuições arrecadadas pelos sindicatos (art. 7º da CF) 
e com as contribuições cobradas pelos conselhos de classe (art. 149 da CF). 
 
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 65 
DICA 115 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA X CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA- 
PARAFISCALIDADE 
 CUIDADO: A parafiscalidade somente não poderá favorecer empresas privadas voltadas 
à obtenção de lucro, sob pena de transformar-se em uma vantagem competitiva frente 
aos demais agentes no mercado violando o princípio da livre concorrência (art. 170, IV, da 
CF). 
 Competência Tributária: É o poder de criar/instituir o tributo. A competência é 
indelegável, de cunho taxativo e é exclusiva das pessoas políticas. 
 Capacidade Tributária Ativa: É a aptidão para exigir o tributo. Esta aptidão é 
delegável inclusive para pessoas privadas. 
DICA 116 
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO 
 São de competência privativa da União: 
 Empréstimos compulsórios; 
 Contribuições especiais (exceto iluminação pública e previdência de servidores); 
 Imposto de Importação (II); 
 Imposto de Exportação (IE); 
 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 
 Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); 
 Imposto Territorial Rural (ITR); 
 Imposto de Renda (IR); 
 Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF – não regulamentado). 
ATENÇÃO!! 
É de competência extraordinária da União criar imposto em caso de guerra externa ou 
sua iminência. 
DICA 117 
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DOS ESTADOS 
 São de competência privativa os seguintes impostos: 
 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); 
 Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS); 
 Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). 
 Importante: Os estados, municípios, e Distrito Federal têm competência concorrente 
para criação de taxas e contribuições de melhoria, sempre em decorrência de sua 
especifica competência administrativa. 
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 66 
DICA 118 
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DOS MUNÍCIPIOS E DO DISTRITO FEDERAL 
 São de competência privativa dos munícipios: 
 Imposto sobre Serviço (ISS); 
 Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); e 
 Imposto sobre Transmissão de Bens Inter-vivos (ITBI). 
Também é competência privativa dos munícipios a contribuição sobre iluminação 
pública. 
 E o Distrito Federal: O Distrito Federal soma as competências estaduais e municipais, 
podendo cobrar todos impostos estaduais e municipais. 
DICA 119 
O QUE ACONTECE QUANDO HÁ CONFLITOS DE COMPETÊNCIA, EM MATÉRIA 
TRIBUTÁRIA, ENTRE OS ENTES FEDERATIVOS? 
Conforme nos traz o art. 146, I da CF/88, cabe à lei complementar dispor sobre conflitos 
de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios. 
 Há também posicionamento do STF a respeito deste assunto, vamos ver a seguir: 
CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE: 
ICMS e repulsa constitucional à guerra tributária entre os Estados-membros: 
o legislador constituinte republicano, com o propósito de impedir a "guerra tributária" 
entre os Estados-membros, enunciou postulados e prescreveu diretrizes gerais de 
caráter subordinados a compor o estatuto constitucional do ICMS. (...) justificam a 
edição de lei complementar nacional vocacionada a regular o modo e a forma como os 
Estados-membros e o Distrito Federal, sempre após deliberação conjunta, poderão, por 
ato próprio, conceder e/ou revogar isenções, incentivos e benefícios fiscais. 
[ADI 1.247 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 17-8-1995, P, DJ de 8-9-1995.] 
DICA 120 
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA 
O princípio da anterioridade tributária – ou princípio da eficácia diferida – está 
normatizado nas alíneas b e c do inciso III do art. 150 da CF. 
A alínea b fala sobre a anterioridade anual ou anterioridade de exercício. A alínea c, por 
sua vez, inserida pela EC n.º 42/2003, refere-se à anterioridade nonagesimal. 
O Princípio da Anterioridade Tributária tem como objetivo assegurar que o contribuinte 
não seja pego de surpresa pelo Fisco, indo ao encontro da necessidade de o contribuinte 
se preparar para o evento compulsório da tributação, seja disponibilizando recursos, seja 
consultando um advogado especializado, que poderá orientar o contribuinte de forma 
devida. 
 
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DICA 121 
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL- NOMENCLATURA JÁ COBRADA 
EM OUTRO CONCURSO 
O Princípio da Anterioridade Nonagesimal também pode ser chamado de “anterioridade 
privilegiada”, “anterioridade qualificada”, “anterioridade mínima” ou, ainda, “Princípio da 
Carência*” (esta, uma expressão de José Afonso da Silva). 
 *A expressão foi cobrada em prova realizada pela Esaf, para o cargo de Analista de 
Finanças e Controle (CGU), em 2012. 
DICA 122 
O PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE E O DIREITO FUNDAMENTAL DO 
CONTRIBUINTE: UMA CLÁUSULA PÉTREA 
O princípio da anterioridade tributária é inequívoca garantia individual do contribuinte, 
implicando que sua violação produzirá irremissível vício de inconstitucionalidade. Assim se 
posicionou o STF quando, ao analisar o art. 2º, § 3º, da EC n. 3, de 1993, que afastara o 
princípio da anterioridade tributária anual do antigo IPMF, entendeu que teria havido, com 
tal medida, uma violação à “garantia individual do contribuinte” (STF, ADI n. 939-7, rel. 
Min. Sydney Sanches, j. em 15-12-1993). 
Já foi tema de prova: 
Para o cargo de Juiz de Direito Substituto do Amazonas (TJ/AM), em 2013 ,a seguinte 
alternativa considerada CORRETA: “O STF já julgou hipótese em que a EC n. 3 
autorizou a instituição, por meio de lei complementar, de um novo tributo (diverso 
daqueles até entãoprevistos na CF/88). A mesma Emenda dispôs que o novo tributo 
não estaria sujeito ao princípio da anterioridade. Sobre esse caso, a decisão do STF 
retrata que o novo tributo é constitucional, mas está sujeito à observância do princípio 
da anterioridade, que, como garantia individual, não poderia ser afastado sequer por 
Emenda”. 
Neste sentido , a limitação decorrente do princípio da anterioridade, por configurar 
cláusula pétrea da Constituição da República, não pode ser elidida por emenda 
constitucional. 
DICA 123 
CONCEITO LEGISLATIVO DE TRIBUTO 
O conceito está normatizado no art. 3º do Código Tributário Nacional, que fala o seguinte: 
“Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada”. 
 BÔNUS: Ao prescrever que o tributo é sempre prestação pecuniária, o art. 3º do CTN 
excluiu do direito brasileiro as figuras do “tributo in labore” (prestações de serviço) e do 
“tributo in natura” (entrega de bens). 
 
 
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DICA 124 
FUNÇÃO DOS TRIBUTOS 
A função principal do tributo é gerar recursos financeiros para o Estado. É a função 
chamada fiscal. 
O tributo também pode ter função extrafiscal (interferência no domínio econômico, a 
exemplo das alíquotas de importação) ou parafiscal (arrecadação de recursos para 
autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista, empresas públicas ou 
mesmo pessoas de direito privado que desenvolvam atividades relevantes, mas que não 
são próprias do Estado, a exemplo dos sindicatos, do Sesi etc.). 
DICA 125 
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO 
Normatizados no art. 148 da Constituição Federal, os chamados empréstimos 
compulsórios são tributos restituíveis de competência exclusiva da União. Importante você 
também saber que é incabível a criação de empréstimo compulsório, ainda que mediante 
delegação, pelos Estados, Distrito Federal ou Municípios. 
 Importante: Os valores obtidos com o empréstimo compulsório não integram o 
patrimônio público. Por ser restituível, o empréstimo compulsório não chega a transferir 
riquezas do setor privado para o Estado. 
DICA 126 
A CRIAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIO 
Os empréstimos compulsórios são criados e disciplinados por lei complementar federal, 
sendo proibida sua disciplina por meio de leis ordinárias ou medidas provisórias, 
conforme alude o art. 64, § 1º, III, da CF/88. 
 Lembrando sempre que a nossa CF/88 prevê as seguintes hipóteses para a instituição 
do Empréstimo Compulsório: 
 calamidade pública (inciso I); 
 guerra externa ou sua iminência (inciso I); ou 
 investimento público relevante (inciso II). 
DICA 127 
MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO PODE AJUIZAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA SOBRE 
RESTITUIÇÃO DE EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO 
O STJ decidiu recentemente que o Ministério Público não tem legitimidade ativa para 
ajuizar ação civil pública objetivando a restituição de valores indevidamente recolhidos a 
título de empréstimo compulsório sobre a compra de automóveis de passeio e utilitários. 
"Dessa forma, reconhece-se a ilegitimidade ativa do Ministério Público para ajuizar ação 
civil pública objetivando a restituição de valores indevidamente recolhidos a título de 
empréstimo compulsório sobre aquisição de automóveis de passeio e utilitários, nos 
termos do Decreto-Lei 2.288/1986", concluiu o relator do REsp 1.709.093. 
 
 
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 69 
DICA BÔNUS 
PODE HAVER COBRANÇA SIMULTÂNEA DO EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO COM O 
IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO DE GUERRA? 
Segundo a doutrina majoritária, sim. Se o ordenamento jurídico pátrio não proíbe 
bitributação e bis in idem envolvendo empréstimos compulsórios, a possibilidade de sua 
exigência simultânea junto com outros tributos alcança também os impostos 
extraordinários de guerra (art. 154, II, da CF). 
Sendo assim, diante da hipótese de guerra externa ou sua iminência, pode a União 
instituir simultaneamente empréstimo compulsório e imposto extraordinário para fazer 
frente aos gastos com o conflito internacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 70 
DIREITO PENAL 
DICA 128 
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL - PRINCÍPIOS APLICADOS 
A aplicação da Lei Penal é regida por dois princípios, da legalidade e da anterioridade, 
que estão expressos na Constituição Federal, no art. 5º, inciso XXXIX, que diz “não haverá 
crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. 
Isso significa que só será crime se a previsão em lei estiver sido criada antes do fato 
praticado; 
Outro princípio que rege a aplicação da lei penal é o princípio da irretroatividade da lei 
penal, previsto no art. 5º, XL, da CF/88, segundo o qual “a lei penal não retroagirá, salvo 
para beneficiar o réu”. 
 Quando a lei retroage, ela se aplica aos fatos praticados antes de sua criação. 
DICA 129 
SUCESSÃO DE LEIS PENAIS NO TEMPO 
Segundo o disposto no CP, Art. 2º, Parágrafo único: A lei posterior que, de qualquer 
modo, favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por 
sentença condenatória transitada em julgado. 
Uma lei nova que modifica o regime anterior, melhorando ou beneficiando a situação do 
sujeito, aplica-se aos fatos anteriores, mesmo que já tenha o trânsito em julgado da 
sentença condenatória. 
Se a lei piorar de qualquer forma, só vai se aplicar aos fatos posteriores. 
Abolitio Criminis: ocorre quando uma conduta deixa de ser crime (RETROAGE); 
Novatio Legis Incriminadora: ocorre quando uma conduta que era lícita passa a ser 
crime (NÃO RETROAGE, pois é prejudicial); 
Novatio Legis In Pejus: lei que torna a lei mais gravosa de alguma forma (NÃO 
RETROAGE) 
Novatio Legis In Mellius: beneficia, de alguma forma, a situação do acusado 
(RETROAGE) 
DICA 130 
EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE 
 Aplica-se o princípio da ultratividade; 
 A lei se aplica ao período determinado seja melhor ou pior que a anterior ou posterior; 
 Hipóteses: lei TEMPORÁRIA ou EXCEPCIONAL 
 A lei TEMPORÁRIA tem data de início e final determinadas, por exemplo, de 1º de 
Junho de 2021 a 30 de Junho de 2021; 
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 A lei EXCEPCIONAL não tem data certa, pois vige uma determinada SITUAÇÃO, ou 
seja, a lei vigorará ENQUANTO durar a pandemia; 
Dica para memorizar se a LEI é melhor ou pior 
NOVATIO LEGIS IN MELLIUS: M de MELHOR 
NOVATIO LEGIS IN PEJUS: P de PIOR 
LEX MITIOR: M de MELHOR 
LEX GRAVIOR: lei mais GRAVE 
DICA 131 
LEI PENAL NO TEMPO 
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, 
cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. 
 Abolitio criminis: descriminalização da conduta – não necessariamente legaliza a 
conduta. Ex.: adultério. 
 Efeito penal da sentença condenatória. 
 
FIQUE ATENTO! 
A abolitio criminis não cessa os efeitos extrapenais: art. 91, 91-A e 92 do CP - reparação 
de dano, perda do mandato, perda do poder familiar, etc. 
DICA 132 
RETROATIVIDADE DA LEI PENAL 
Art. 2º, Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, 
aplica-se aos fatos anteriores, ainda quedecididos por sentença condenatória transitada 
em julgado. 
 Desdobramento do princípio da legalidade; 
 Cláusula pétrea, uma vez que também está previsto no art. 5º da CF/88; 
 Se houver o trânsito em julgado quem aplica a lei nova é o juízo da execução. 
 
Efeito da sentença 
penal condenatória
Principal Execução da pena
Secundário
Reincidência, 
antecedentes 
criminais, etc
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 STF/STJ: 
Não é possível combinação de leis. Analisa-se a nova lei no todo, pois senão o juiz 
estaria aplicando uma terceira lei que resultaria na junção de duas leis, atuando como 
legislador positivo. 
 
 SÚMULA 611-STF: 
Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a 
aplicação de lei mais benigna. 
 
SÚMULA 471-STJ: 
Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos antes da vigência da 
Lei n. 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de 
Execução Penal) para a progressão de regime prisional. 
 
SÚMULA 501-STJ: 
É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da 
incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo 
da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis. 
DICA 133 
TEMPO E LUGAR DO CRIME 
O TEMPO do crime será considerado no momento de sua ação ou omissão (teoria da 
atividade); 
O LUGAR do crime será considerado no momento da ação ou da omissão ou o lugar 
onde o resultado aconteceu ou deveria ter acontecido (teoria da ubiquidade); 
L Lugar 
U Ubiquidade 
T Tempo 
A Atividade 
 
 
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 73 
DICA 134 
APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO ESPAÇO 
Em regra a lei penal brasileira se aplica aos fatos praticados no território nacional; 
Excepcionalmente, pode se aplicar a fatos praticados fora do país, são os casos de 
extraterritorialidade; 
A extraterritorialidade pode ser incondicionada, quando a lei brasileira de aplica em 
qualquer hipótese, até mesmo se o agente já tiver sido condenado ou absolvido no 
exterior, ou condicionada quando depender de alguns requisitos; 
As aeronaves ou embarcações do GOVERNO brasileiro são consideradas extensão do 
BRASIL, ou seja, se aplica o princípio da territorialidade. 
DICA 135 
EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA 
 Crime contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; 
 Crime contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, 
de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia 
ou fundação instituída pelo Poder Público; 
 Crime contra a administração pública, por quem está a seu serviço; 
 Crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; 
DICA 136 
EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA 
 O agente não pode ter sido perdoado, absolvido ou já ter cumprido a pena no 
estrangeiro; 
 O agente deve entrar no brasil após praticar o crime; 
 O fato deve ser crime nos dois países; 
 O crime deve autorizar a extradição; 
 Hipóteses: 
 Crimes reprimidos em tratado ou Convenção pelo Brasil; 
 Ou crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de 
propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados; 
 
 
 
 
 
 
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 74 
DICA 137 
MNEMÔNICO – “PAG A BET” 
INCONDICIONADA 
P Presidente 
A Administração 
G Genocídio 
CONDICIONADA 
B Brasileiro 
E Embarcação ou Aeronave privada 
T Tratado ou Convenção 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 75 
PROCESSO PENAL 
 
DICA 138 
GARANTIAS DO INVESTIGADO NO INQUÉRITO POLICIAL - COMUNICAÇÃO DA 
PRISÃO 
De acordo com o art. 5º, inciso LXII, da Constituição de 1988 [...] "a prisão de qualquer 
pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada". 
O referido inciso define que a prisão deverá ser publicizada, no sentido de se tornar 
pública ao juiz competente e à família do preso, ou à pessoa por ele indicada. 
Trata-se de um direito de extrema relevância para o Estado Democrático de Direito. 
DICA 139 
DAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO PENAL - DIREITO AO 
SILÊNCIO 
Segundo o artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição de 1988 [...] "o preso será informado de 
seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a 
assistência da família e de advogado". 
Verifica-se que o referido dispositivo constitucional consagra o direito fundamental ao 
silêncio, uma das implicações do princípio nemo tenetur detegere, segundo o qual 
ninguém será obrigado a produzir provas contra si, modalidade da autodefesa 
passiva. 
DICA 140 
DAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO PENAL - IDENTIFICAÇÃO 
DOS RESPONSÁVEIS PELA PRISÃO 
Um dos direitos constitucionais garantidos ao preso, considerado inclusive uma garantia 
fundamental, é o de ter a identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu 
interrogatório policial. Veja só, na íntegra: 
Artigo 5º, inciso LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por 
sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
Assim, quando da sua prisão, é seu direito saber quem o prendeu ou quem o interrogou e, 
inclusive, a não observância desse direito no primeiro caso, pode ensejar ao 
relaxamento da prisão, ao passo que no segundo, na nulidade do procedimento. 
 Resumindo: 
Fui preso? Tenho direito de ser informado sobre quem me prendeu ou interrogou. 
DICA 141 
DA INCOMUNICABILIDADE 
Era a possibilidade de que o preso no IP não tivesse contato com terceiros, em favor da 
eficiência da investigação. 
 
 
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 76 
 Requisitos: 
 Ordem judicial motivada; 
 Prazo de 3 dias; 
 Acesso do advogado. 
 Filtro constitucional: com o advento do art. 136, § 3º, IV, CF que inadmite a 
incomunicabilidade mesmo no Estado de Defesa, conclui-se que o art. 21 do CPP não foi 
recepcionado (interpretação lógica). 
DICA 142 
DO INQUÉRITO POLICIAL - CONCEITO DO INQUÉRITO POLICIAL 
O inquérito consiste num conjunto de diligências visando elucidar os fatos, as fontes de 
prova. Além disso, possui caráter preparatório, pois através dele a polícia investigativa 
possibilita que o titular da ação penal (ex.: Ministério Público) possa ingressar com a Ação 
Penal. 
 Natureza do inquérito: O inquérito policial possui a natureza de um procedimento 
administrativo, preparatório, presidido pela autoridade policial (delegado de polícia). 
NÃO é um processo ou procedimento judicial! 
 Condução do inquérito: Vejam o art. 2º §1º da Lei 12.830/2013, que prevê que cabe 
ao delegado de polícia a condução do inquérito policial, o que reforça a sua natureza 
administrativa, e não jurisdicional. 
DICA 143 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL 
Procedimento 
ESCRITO 
(art. 9º, CPP) 
As peças do inquérito devem ser reduzidas a escrito. 
Procedimento 
DISPENSÁVEL 
(art. 39, §5, CPP) 
O inquérito é dispensável à propositura da Ação Penal.O MP 
dispensará o inquérito se com a representação forem 
oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal. 
Procedimento 
INDISPONÍVEL 
(art. 17, CPP) 
 Uma vez instaurado, a autoridade policial NÃO pode 
mandar arquivar os autos do inquérito policial. 
 O delegado pode até concluir que o fato apurado não é crime, 
mas não pode arquivar o inquérito. 
Quem o faz é o Ministério Público, titular da ação penal, 
observando o procedimento do art. 28 do CPP. 
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 77 
Procedimento 
SIGILOSO 
(art. 20) 
 A autoridade deve assegurar o SIGILO no inquérito, 
necessário à elucidação do fato. 
 Imaginem se cair no conhecimento popular que um 
determinado chefe do tráfico está sendo objeto de uma 
interceptação telefônica. A medida ficaria sem efeito, correto? 
É por isso que o inquérito é um procedimento SIGILOSO. 
DICA 144 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO INQUISITIVO 
No inquérito policial há concentração de poder em autoridade única. Logo, há o 
afastamento do contraditório e da ampla defesa. (NESTOR TÁVORA) 
 FIQUE ATENTO! 
A título de conhecimento, ressalte-se que é possível que o inquérito tenha Contraditório 
e Ampla Defesa. Havendo desejo político, é possível a regulação de inquéritos com 
contraditório e ampla defesa, a exemplo do inquérito para a expulsão do estrangeiro 
regulado na Lei de Migração (Art. 58, Lei 13.445/2017). 
DICA 145 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO 
DISCRICIONÁRIO 
O Delegado preside a investigação da forma que entender mais estratégico, adequando o 
Inquérito Policial a realidade do crime apurado. 
 TOME NOTA! 
Os arts. 6º e 7º do CPP, de forma não exaustiva, apontam diligências que podem ou 
devem ser cumpridas, para melhor aparelhar o Inquérito Policial. 
As diligências requeridas pela vítima ou pelo suspeito podem ser negadas, salvo o 
exame de corpo de delito quando a infração deixar vestígios (arts. 14, 158 e 184 do CPP). 
DICA 146 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO SIGILOSO 
Cabe ao delegado de polícia velar pelo sigilo em favor da eficiência da investigação (art. 
20, CPP). 
 Princípio da presunção de inocência: Informações do Inquérito Policial não serão 
apontadas na certidão de antecedentes criminais. 
DICA 147 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO ESCRITO 
Prevalece a forma documental, sendo que os atos orais serão reduzidos a termo (art. 
9º, CPP). 
 O delegado deve rubricar todas as laudas do Inquérito Policial. 
 As novas ferramentas tecnológicas podem ser empregadas na documentação, o que 
envolve captação de som e imagem, assim como a estenotipia (técnica de resumo de 
palavras por símbolos). 
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 78 
DICA BÔNUS 
CONTRADITÓRIO DURANTE O INQUÉRITO POLICIAL 
O contraditório é um dos princípios bases do processo penal, expressamente consagrado 
na Constituição Federal. Contudo, o inquérito policial é um procedimento sigiloso. 
Então, como fazer para conciliar essas duas previsões? 
Regra geral, não há contraditório pleno no âmbito do inquérito policial. Trata-se de 
um procedimento de característica inquisitorial, em que o contraditório e a estrutura 
dialética, típica da ampla defesa e dos processos judiciais, não é observada. 
O Estatuto da OAB prevê que é direito do advogado examinar, mesmo sem procuração, 
os autos do inquérito policial (art. 7º, inciso XIV, Estatuto da OAB). 
A forma que a jurisprudência encontrou de compatibilizar isso é permitindo ao advogado o 
amplo acesso aos elementos de prova que já tiverem sido documentadas no inquérito 
policial. As diligências ainda em curso não serão permitidas o acesso ao advogado. 
 É isso o que quer dizer a Súmula Vinculante n. 14: 
Súmula Vinculante n. 14 
“é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos 
de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão 
com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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