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Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 1 Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 2 Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua aprovação. Você está tendo acesso agora à Rodada 01. As outras 05 rodadas serão disponibilizadas na sua área de membros conforme o cronograma abaixo: Material Data Rodada 01 Disponível Imediatamente Rodada 02 12/12/2022 Rodada 03 19/12/2022 Rodada 04 26/12/2022 Rodada 05 02/01/2023 Rodada 06 09/01/2023 Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no resultado final. Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada uma das dicas. Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas para: atendimento@pensarconcursos.com Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 3 ÍNDICE LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4 INFORMÁTICA .................................................................................................................... 11 REGIMENTO INTERNO DO TSE .................................................................................. 14 NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES FEDERAIS ................................... 18 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ........................................................................................ 23 DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................... 38 DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................... 46 DIREITO CIVIL ................................................................................................................... 51 DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................... 58 DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................... 64 DIREITO PENAL ................................................................................................................. 70 PROCESSO PENAL ............................................................................................................. 75 DIREITO ELEITORAL ....................................................................................................... 23 Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 4 LÍNGUA PORTUGUESA DICA 01 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Coerência: Relação de ideias, lógica textual, ausência de contradição. Sentido do texto/Semântica: Significado das palavras. Morfologia: Estrutura, Forma e classificação das palavras. Classificadas como substantivos, artigos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, preposição, numeral, conjunção, interjeição. Sintaxe: Função das palavras, o que a palavra faz dentro de cada frase, oração, período. Sujeito, Predicado, adjunto adverbial, complemento do verbo, complemento nominal. DICA 02 DICIONÁRIO DAS PALAVRAS-CHAVE NO ENUNCIADO (COMANDO) DAS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA ASSOCIAR (relacionar) Estabelecer uma correspondência (ligação entre os elementos). Unir ideias que apresentem traços comuns. CARACTERIZAR Distinguir aspectos, assinalar traços, pôr em evidência os elementos de destaque. COMENTAR (discutir) Expressar opiniões, posicionar-se com argumentação, desenvolver um assunto com desenvoltura. CONTRAPOR (confrontar) Expressar as diferenças, mostrar traços diferenciados, pontos adversos. DETERMINAR Afirmar com clareza, distinguir com exatidão os elementos. ESTABELECER PARALELO Organizar elementos (ideias) com base em diferenças ou semelhanças, conforme a natureza do assunto abordado. EXEMPLIFICAR Citar, mencionar com exemplos, interpretar com palavras de quem escreve, basear-se no texto. EXPLICAR Expor com clareza as intenções, motivos, razões (porquês), objetivos e até causas acerca de um assunto. DICA 03 ERROS COMUNS NAS ASSERTIVAS – COMO ELIMINÁ-LAS? Extrapolam o texto, ACRÉSCIMO de informações alheias ao texto. Limitam o texto, CARÊNCIA de informações essenciais. NÃO ABORDAM o texto! Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 5 CONTRADIZEM o texto. Emitem JUÍZO DE VALOR DIVERSO do autor parcialidade! DICA 04 AFIRMAÇÕES FALSAS E AFIRMAÇÕES VERDADEIRAS São consideradas afirmações falsas quando: Generaliza; Extrapola; Tom desprezível junto ao raciocínio do autor do texto em tela. São consideradas afirmações verdadeiras quando: Especifica o pensamento, usando pronomes demonstrativos; Literalidade, usando sinônimos; Geralmente a afirmação condiz com a conclusão do texto, ou seja, o último parágrafo. DICA 05 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Compreensão: No caso de compreensão de texto, o leitor deve visualizar dentro do texto e se limitar a responder as questões conforme aquilo que está explicitamente escrito. Exemplos de comandos de compreensão de texto: De acordo com o texto... Segundo o texto... Na linha... Interpretação: No caso de interpretação de texto, o leitor deve olhar para fora do texto, uma vez que a interpretação vai além do texto. Exemplos de comandos de interpretação de texto: Interpreta-se... Infere-se... Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 6 DICA 06 CONCEITOS Para o estudo de texto são importantes três conceitos: TEXTO Conjunto de palavras e frases encadeadas (ou elementos imagéticos) visando a transmissão de uma mensagem. CONTEXTO Relação semântica (de significação e sentidos) dos diversos elementos que formam um texto, considerando a situação de comunicação. DICA: Se uma frase é analisada isoladamente, fora de seu contexto original, essa poderá assumir um significado diferente, por isso o contexto é tão importante. COMPREENSÃO DE TEXTO Consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. DICA 07 COMPREENSÃO DE TEXTOS Os conceitos de compreensão e interpretação são importantes para que o candidato entenda o que identificar no texto de acordo com o enunciado da questão. Questões de compreensão exigem que o candidato assinale a resposta a partir das informações expressas no texto, para responder não é preciso buscar informações fora do texto. QUESTÃO. Texto I “A maior alegriado brasileiro é hospedar alguém, mesmo um desconhecido que lhe peça pouso, numa noite de chuva.” (Cassiano Ricardo, in O Homem Cordial) 1) Segundo as ideias contidas no texto, pode-se afirmar que o brasileiro: a) põe a hospitalidade acima da prudência. b) hospeda qualquer um, mas somente em noites chuvosas. c) dá preferência a hospedar pessoas desconhecidas. d) não tem outra alegria senão a de hospedar pessoas, conhecidas ou não. e) não é prudente, por aceitar hóspedes no período da noite. Gabarito: Letra A. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 7 Comentário: Pois no desejo de ser hospitaleiro, o brasileiro hospeda, não mantendo prudência, abrigando pessoas desconhecidas. DICA 08 COMPREENSÃO DO TEXTO FIQUE ATENTO! Nas provas, a compreensão do texto costuma ser cobrada com enunciados que utilizam as seguintes expressões: De acordo com o texto... Segundo o texto... O texto informa que... O no texto... Tendo em vista o texto... OBS.: A resposta deverá levar em conta o que está escrito literalmente no texto a ser avaliado. DICA 09 INTERPRETAÇÃO As questões de interpretação exigem que o candidato deduza, ou seja, levante hipóteses acerca das informações presentes no texto, para responder é necessário que o candidato consulte (mentalmente) seus conhecimentos prévios (conhecimentos de mundo), processo chamado inferência. QUESTÃO. Texto II “Salustiano era um bom garfo. Mas o jantar que lhe haviam oferecido nada teve de abundante. - Quando voltará a jantar conosco? - perguntou-lhe a dona da casa. - Agora mesmo, se quiser.” (Barão de Itararé, in Máximas e Mínimas do Barão de Itararé) 1) A partir do texto, é possível deduzir que o personagem Salustiano: a) come pouco. b) é uma pessoa educada. c) ficou insatisfeito com o jantar. d) é um grande amigo da dona da casa. e) decidiu não mais comer naquela casa. Gabarito: Letra c. Comentário: Pois ele era bom de garfo (comia bastante) e a comida era pouca, motivo que o levou a querer repeti-la, assim, aceitando o convite. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 8 DICA 10 INTERPRETAÇÃO DE TEXTO FIQUE ATENTO! Geralmente nos enunciados de questões sobre interpretação de texto são usadas expressões como: Podemos deduzir... Ao falar sobre X... O autor quis dizer que... Com o apoio do texto... Infere-se que... Diante do que foi exposto... Pode-se concluir que... O texto nos permite entender que... O texto encaminha o leitor para... DICA 11 TIPOLOGIA TEXTUAL - TIPOS TEXTUAIS X GÊNEROS TEXTUAIS A tipologia textual é a classificação de um texto de acordo com as informações que aparecem nele, considerando suas características internas. Já, os gêneros textuais são a classificação de acordo com a relação entre a função do texto na sociedade e as características internas desse texto. GÊNEROS TIPOS TEXTUAIS Notícia Narrativo, Descritivo Receita culinária Injuntivo Bula de remédio Injuntivo, Descritivo Reportagem Narrativo, Dissertativo DICA 12 TIPO NARRATIVO Na narração, o objetivo do autor é contar um fato, relatar acontecimentos (reais ou imaginários). Há a predominância de verbos no pretérito perfeito, mas poderá haver verbos no presente, referindo-se ao passado (presente histórico). Há evolução cronológica (antes e depois). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 9 Existem duas características que ajudarão você a identificar um tipo narrativo: Evolução cronológica: independentemente se o verbo está no passado ou no presente. Intenção do autor: contar uma história! QUESTÃO, 2010. Campanha ataca os abusos do “juridiquês” “Encaminhe o acusado ao ergástulo público.” Com essa frase o juiz Ricardo Roesler determinou a prisão de um assaltante de Barra Velha, comarca de Santa Catarina. Dois dias depois, a ordem não tinha sido cumprida. Ninguém havia compreendido onde era o tal do “ergástulo”, palavra usada como sinônimo de cadeia. Quando Roesler descobriu que nem seus subordinados entendiam o que ele falava, decidiu substituir os termos pomposos e os em latim por palavras mais simples. Isso foi há 17 anos. Hoje, presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, ele é um dos defensores da linguagem coloquial nos tribunais. Preocupada com o excesso de “juridiquês”, a Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul) organizou um guia destinado a leigos para tentar desmitificar o jargão da Justiça. O presidente da entidade, Carlos Rafael dos Santos Júnior, tem estimulado os magistrados a participarem de debates em escolas com pais e alunos. A ideia, encampada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), é uma gota num oceano de discursos herméticos que tomam conta dos tribunais, onde o simples talão de cheque vira “cártula chéquica”, o viúvo, “cônjuge supérstite”, e a denúncia (peça formal), “exordial acusatório”. (Folha de S. Paulo, 23 jan. 2005 / com adaptações) De acordo com os aspectos tipológicos predominantes no texto, prevalecem as seguintes características: Alternativas: A) Injuntivas. B) Argumentativas. C) Narrativas. D) Expositivas. E) Descritivas. Gabarito: Letra c. DICA 13 TIPO DESCRITIVO Na descrição há características de uma pessoa, de um objeto, de uma paisagem, de uma situação. Há detalhamentos e simultaneidade. Ex.: O amor estava de chambre azul, recostado no sofá cheio de almofadas coloridas. Existem duas características que ajudarão você a identificar um tipo descritivo: Simultaneidade: não há antes e depois. Intenção do autor: caracterizar pessoas, objetos, situações... Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 10 DICA 14 TIPO INJUNTIVO O tipo injuntivo possui a finalidade de instruir e orientar o leitor. Desse modo é utilizado verbo no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, com indeterminação do sujeito. Onde podemos encontrar textos injuntivos? Em manuais de instruções, receitas, bulas, regulamentos, editais, códigos e leis. RESUMO DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: Verbo no imperativo; Utilização de pronomes de tratamento e verbos modalizadores, como “dever”, “ter que”, “precisar”. Predominância da coordenação. Sequências de instruções ou comandos. DICA 15 TIPO EXPOSITIVO O tipo expositivo tem por finalidade informar o leitor por meio da exposição de ideias e razões de um tema específico. Não há a intenção de convencer o leitor e é utilizada uma linguagem clara. O intuito é simplesmente expor pontos de vista e conhecimento sobre o assunto. Ex.: prova discursiva de Direito; artigo científico; reportagem. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 11 INFORMÁTICA DICA 16 WINDOWS 10 É Windows-10 é um sistema operacional desenvolvido e mantido pela Microsoft, sendo um sistema proprietário, de multisessão (capacidade de operar com várias contas de usuários) e de multitarefa (execução de várias tarefas simultâneas). Destaca-se que esse tipo de sistema está disponível nas versões Home, Pro, Education, Enterprise. Vejamos cada um deles:Home - Versão mais comum presente em computadores domésticos, conta com a possibilidade de login facial ou biometria. Pro - Versão que contém as funcionalidades do Home com dispositivos avançados de segurança como BitLocker para criptografia de HD e suporte a ingresso no domínio através do Azure Active Directory. Enterprise - Engloba as funcionalidades da versão Pro e inclui outras opções avançadas como como o AppLocker. Education - Versão geralmente utilizada para grandes ambientes de ensino, conta com as opções da versão enterprise, porém sem algumas opções de configuração de atualização. DICA 17 OPÇÕES DE ENCERRAMENTO DO WINDOWS O Windows possui algumas opções de encerramento. As opções são acessíveis através do menu iniciar, porém também é possível acessá-las utilizando o atalho ALT + F4 na área de trabalho. As opções são: Desligar - Fecha todos os aplicativos e desliga o computador. Reiniciar - Fecha todos os aplicativos, desliga o computador e liga-o novamente. Suspender - O computador permanece ligado, mas com baixo consumo de energia. Os aplicativos ficam abertos, assim, quando o computador é ativado, voltará ao ponto em que estava. Trocar Usuário - Troca de usuário sem fechar aplicativos. Sair - Fecha todos os aplicativos e faz logoff do usuário. DICA 18 CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS, ARQUIVOS As pastas são utilizadas para agrupar itens, sendo, portanto, uma forma de organização. Assim, um diretório, por exemplo, tem a mesma função que uma pasta. Um arquivo é um componente que tem conteúdo, que tem informação. Ele pode ser do tipo: Texto; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 12 Dado; Binário; Executável etc. No Windows, pastas e arquivos têm permissão de acesso, que é definido no menu de contexto na opção propriedades ao clicar com botão direito sobre o item, na aba segurança. É importante destacar que os arquivos têm extensões, as quais representam qual o tipo de arquivo e facilitam qual programa pode abri-lo. Por exemplo Arquivo1.docx é um arquivo do Word. Executavel.exe é um arquivo que será executado pelo Windows. DICA 19 MOVIMENTAÇÃO DE ARQUIVOS NO EXPLORER, COPIAR, COLAR O gerenciamento de arquivos no Windows é feito através do Windows Explorer. É possível copiar (CTRL + C) arquivos e colá-los (CTRL + V) para outras pastas. Também é possível mover arquivos e pastas. Caso um arquivo seja copiado para dentro de uma pasta onde já exista um arquivo com o mesmo nome, o Windows irá perguntar se deseja: Substituir o arquivo no destino; Ignorar este arquivo; Comparar informações para ambos os arquivos. No caso de copiar um arquivo e colar na mesma pasta em que o arquivo foi copiado, será feita uma cópia do arquivo e o nome será alterado para “nome do arquivo - Copia” É possível copiar arquivos utilizando o botão direito do mouse. Será necessário arrastá- lo com o botão direito do mouse até a pasta de destino. Terá as seguintes opções: Copiar Aqui, Mover para Cá, Criar atalhos aqui. DICA 20 MOVIMENTAÇÃO DE ARQUIVOS NO EXPLORER, MOVER E RECORTAR A opção de recortar (CTRL + X) um arquivo se assemelha com a de mover, quando se recorta um arquivo, este irá para a área de transferência e quando for colado no destino, o arquivo inicial deixará de existir, existindo, agora, somente no destino. Porém, faz-se necessário uma ressalva, caso a opção de mover seja a escolhida, isto é, o arquivo seja arrastado utilizando-se o botão esquerdo do mouse de uma pasta para outra, caso o arquivo esteja em outra partição, ele não será excluído e será feita uma cópia na partição de destino. Caso o arquivo seja arrastado utilizando o botão direito do mouse e a opção Mover para Cá seja escolhida, o arquivo também deixará de existir na pasta de origem. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 13 DICA BÔNUS MOVIMENTAÇÃO DE ARQUIVOS, EXCLUSÃO Para excluir um arquivo, basta selecionar o arquivo e pressionar a tecla delete. Assim, o arquivo será enviado para a Lixeira e deste modo pode ser recuperado posteriormente. Porém, caso deseje excluir o arquivo definitivamente, pressione em conjunto as teclas SHIFT + DEL. Assim, o arquivo não será enviado para a Lixeira. Caso um atalho seja deletado, utilizando a tecla DEL ou a combinação SHIFT+ DEL, isto não irá afetar os arquivos originais, apenas o atalho será excluído. Ao deletar um arquivo de um Pen-Drive ou outra mídia externa, mesmo utilizando apenas a tecla DEL, o arquivo não será enviado a Lixeira, será excluído definitivamente. Sendo possível somente a sua recuperação com ferramentas especializadas. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 14 REGIMENTO INTERNO DO TSE DICA 21 TSE: ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL O Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Capital da República e jurisdição em todo o País, compõe-se: Mediante eleição em escrutínio secreto: → de dois juízes escolhidos pelo Supremo Tribunal Federal dentre os seus Ministros: → de dois juízes escolhidos pelo Tribunal Federal de Recursos dentre os seus Ministros; → de um juiz escolhido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal dentre os seus Desembargadores. Por nomeação do Presidente da República, de dois dentre seis cidadãos de notável saber jurídico e reputação Ilibada, que não sejam incompatíveis por lei, indicados pelo Supremo Tribunal Federal. ATENÇÃO! Haverá sete substitutos dos membros efetivos, escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para cada categoria. DICA 22 TSE: ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL Os juízes, e seus substitutos, salvo motivo justificado, servirão OBRIGATORIAMENTE por dois anos, e nunca por mais de dois biênios consecutivos. → E mais: Não serão computados para a contagem do primeiro biênio os períodos de afastamento por motivo de licença. Quanto ao parentesco: Não podem fazer parte do Tribunal pessoas tenham entre si parentesco, ainda que por afinidade, até o 4º grau, excluindo-se; neste caso, a que tiver sido escolhida por último. DICA 23 TSE: TRIBUNAL - SESSÃO PÚBLICA O Tribunal funciona em sessão pública, com. a presença mínima de quatro dos seus membros, além do Presidente. IMPORTANTE: As decisões que importarem na interpretação do Código Eleitoral em face da Constituição, cassação de registro de partidos políticos, anulação geral de eleições ou perda de diplomas, só poderão ser tomadas com a presença de todos os membros do Tribunal. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 15 DICA 24 TSE: ATRIBUIÇÕES DO TRIBUNAL São atribuições do Tribunal: elaborar seu Regimento Interno; organizar a sua secretaria, cartório e demais serviços, propondo ao Congresso Nacional a criação ou a extinção dos cargos administrativos e a fixação dos respectivos vencimentos; adotar ou sugerir ao Governo providências convenientes à execução do serviço eleitoral, especialmente para que as eleições se realizem nas datas fixadas em lei e de acordo com esta se processem; fixar as datas para as eleições de Presidente e Vice-Presidente da República, senadores e deputados federais, quando não o tiverem sido por lei; requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei e das suas próprias decisões,ou das decisões dos Tribunais Regionais que a solicitarem; ordenar o registro e a cassação de registro de partidos políticos; ordenar o registro de candidatos aos cargos de Presidente Vice-Presidente da República, conhecendo e decidindo, em única instância, das arguições de inelegibilidade para esses cargos; apurar, pelos resultados parciais, o resultado geral da eleição para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, proclamar os eleitos e expedir-lhes os diplomas; elaborar a proposta orçamentária da Justiça Eleitoral e apreciar os pedidos de créditos adicionais (art. 199, e parágrafo único do Código Eleitoral), autorizar os destaques à conta de créditos globais e julgar as contas devidas pelos funcionários de sua Secretaria; responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas pelos Tribunais Regionais, por autoridade pública ou partido político registrado, este por seu Diretório Nacional ou delegado credenciado junto ao Tribunal; decidir os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais e juízes eleitorais de Estados diferentes; decidir os recursos interpostos das decisões dos Tribunais Regionais, nos termos do art. 121 da Constituição Federal; decidir originariamente de habeas-corpus, ou de mandado de segurança, em matéria eleitoral, relativos aos atos do Presidente da República, dos Ministros de estado e dos Tribunais Regionais. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 16 processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos, cometidos pelos juízes dos Tribunais Regionais, excluídos os desembargadores; julgar o agravo a que se refere o art. 48, § 2º. processar e julgar a suspeição dos seus membros, do Procurador Geral dos funcionários de sua Secretária; conhecer das reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos; propor ao Poder Legislativo o aumento do número dos juízes de qualquer Tribunal Eleitoral, indicando a forma desse aumento; propor a criação de um Tribunal Regional na sede de qualquer dos territórios; conceder aos seus membros licença, e, por motivo justificado, dispensa das funções (Constituição, art. 114), e o afastamento do exercício dos cargos efetivos; conhecer de representação sobre o afastamento dos membros dos Tribunais Regionais, nos termos do art. 194, S 1º, letra b, do Código Eleitoral; expedir as instruções que julgar conveniente à execução do Código Eleitoral e à regularidade do serviço eleitoral em geral; publicar um "Boletim Eleitoral". DICA 25 TSE: ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE Compete ao Presidente do Tribunal: dirigir os trabalhos, presidir às sessões, propor as questões, apurar o vencido e proclamar o resultado; convocar sessões extraordinárias; tomar parte na discussão, e proferir voto de qualidade nas decisões do Plenário, para as quais o Regimento Interno não preveja solução diversa, quando o empate na votação decorra de ausência de Ministro em virtude de impedimento, suspeição, vaga ou licença médica, e não sendo possível a convocação de suplente, e desde que urgente a matéria e não se possa convocar o Ministro licenciado, excepcionado o julgamento de habeas corpus onde proclamar-se-á, na hipótese de empate, a decisão mais favorável ao paciente. (Redação dada pela Resolução nº 23.226/2009) dar posse aos membros substitutos; distribuir os processos aos membros do Tribunal, e cumprir e fazer cumprir as suas decisões; representar o Tribunal nas solenidades e atos oficiais, e corresponder- se, em nome dele, com o Presidente da República, o Poder Legislativo, os órgãos do Poder Judiciário, e demais autoridades; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 17 determinar a remessa de material eleitoral às autoridades competentes, e, bem assim, delegar aos presidentes dos Tribunais Regionais a faculdade de providenciar sobre os meios necessários à realização das eleições; nomear, promover, exonerar, demitir e aposentar, nos termos da Constituição e das leis, os funcionários da Secretaria; (Redação dada pela Resolução nº 8.129/1967) dar posse ao Diretor Geral e aos diretores de serviço da Secretaria; conceder licença e férias aos funcionários do quadro e aos requisitados; designar o seu secretário, o substituto do Diretor Geral e os chefes de seção; requisitar funcionários da administração pública quando o exigir o acúmulo ocasional ou a necessidade do serviço da Secretaria, e dispensá-los; superintender a Secretaria, determinando a instauração de processo administrativo, impondo penas disciplinares superiores a oito dias de suspensão, conhecendo e decidindo dos recursos interpostos das que forem aplicadas pelo Diretor Geral, e relevando faltas de comparecimento; rubricar todos os livros necessários ao expediente; ordenar os pagamentos, dentro dos créditos distribuídos, e providenciar sobre as transferências de créditos, dentro dos limites fixados pelo Tribunal. ATENÇÃO! Sobre esta matéria: Por ser um material pré edital, estamos trabalhando aqui com o Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme sair o edital, faremos atualizações nesta disciplina, de acordo com o TRE de cada estado aderente ao concurso unificado. Atenciosamente, Equipe Pensar Concursos. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 18 NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES FEDERAIS DICA 26 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 A Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, trata-se do Regime Jurídico Único para os Servidores Públicos Federais da administração direta, autárquica e fundacional é uma Lei Federal e, portanto, aplica-se exclusivamente à União. Logo, os Estados e Municípios devem possuir leis próprias estabelecendo o regramento para os seus servidores públicos. As regras da Lei 8.112/1990 só alcançam os órgãos da administração direta, das autarquias e das fundações públicas, não se aplicando às empresas públicas e às sociedades de economia mista, cujos empregados públicos submetem-se às regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essa Lei é chamada de Estatuto dos Servidores Públicos, os chamados servidores estatutários, pois sua relação profissional se dá por meio das regras previstas em um estatuto que, no caso, é a Lei 8.112/1990. Tal Lei é chamada de Estatuto dos Servidores Públicos da União (Regime Jurídico). Sabe-se que o vínculo dos empregados públicos é contratual (Sociedade de economia mista e empresa pública), e a relação entre os servidores públicos e o poder público é legal. DICA 27 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 O servidor público não tem direito adquirido ao regime jurídico, o que, consequentemente, significa que não há violação a direito, quando se altera a jornada de trabalho anteriormente fixada por lei. Art. 2º- Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. Logo, servidor é toda pessoa legalmente investida em cargo público. Art. 3º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros e são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão. Portanto, cargos públicos são providos em caráter efetivo ou em comissão(efecom). DICA 28 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI8.112/1990 Dessa forma, tanto os servidores aprovados em concurso público (efetivos) quanto os chamados servidores comissionados (em comissão) submetem-se às disposições do Regime Estatutário (efecom). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 19 Os militares se submetem ao Estatuto dos Militares, os ocupantes de emprego público (Banco do Brasil, Petrobras, Caixa econômica Federal) seguem a Consolidação das Leis Trabalhistas e os servidores temporários, que seguem legislação própria; O concurso público poderá ser de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme dispor a lei do respectivo plano de carreira. O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. DICA 29 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 Estabelece o artigo 5º: Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público: I- a nacionalidade brasileira; II- o gozo dos direitos político; III- a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV- o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V- a idade mínima de dezoito anos; VI- aptidão física e mental; § 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei; Assim, não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão da idade, inscrição em concurso para cargo público. Somente por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. Devem ser reservadas até 20% das vagas oferecidas no concurso público para pessoas portadoras de necessidades especiais. DICA 30 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 O provimento dos cargos públicos será feito mediante ato da autoridade competente de cada Poder e a investidura em cargo público ocorrerá com a posse. Art. 8º São formas de provimento de cargo público: → nomeação; → promoção; → readaptação; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 20 → reversão; → aproveitamento; → reintegração; → recondução. As formas de provimento dividem-se em provimento originário e provimento derivado. O Provimento Originário é o que se faz através da nomeação, constituindo o preenchimento inicial do cargo sem que haja qualquer vínculo anterior com a administração. → A nomeação é a única forma de provimento originário. DICA 31 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 Todos os outros tipos de provimento, com exceção da nomeação, constituem hipóteses de provimento derivado, pois pressupõem a existência de prévio vínculo com a Administração. No provimento derivado, há uma modificação na situação de serviço da pessoa provida, que já possuía um vínculo anterior com o poder público. São formas de provimento derivado previstas na Lei 8.112/1990, a promoção, a readaptação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e a recondução. Ex.: A reintegração é forma de provimento derivado, prevista no art. 41, §2º, da CF, em que o servidor estável é reintegrado ao serviço público em decorrência de invalidação de sua demissão. Nesse caso, o servidor estável foi reintegrado ao serviço público, ou seja, já existia uma prévia relação com o poder público, procedendo- se apenas a invalidação de sua demissão, com consequente reintegração. É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. DICA 32 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 Nomeação é a única forma de provimento originário admitida em nosso ordenamento jurídico, podendo dar-se para provimento de cargo efetivo ou em comissão (efecom). A nomeação como forma de provimento originário independe de prévio vínculo com a Administração e em regra, o nomeado não possui nenhum vínculo com o Poder Público antes de sua nomeação. Existirão situações em que a pessoa já ocupará algum cargo, de provimento efetivo ou em comissão, mas isso não muda a natureza de provimento originário da nomeação. Isso porque a nova nomeação não possui nenhuma relação com o vínculo anterior. No caso de cargo efetivo, a nomeação dependerá de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 21 Já quando for para provimento de cargo em comissão, não depende de aprovação em concurso, uma vez que se trata de cargo de livre nomeação ou exoneração. DICA 33 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 O candidato aprovado em concurso público, dentro do número de vagas previstas no edital, possui direito subjetivo à nomeação. Promoção é forma de provimento derivado existente nos cargos organizados em carreiras, em que é possível que o servidor ascenda sucessivamente aos cargos de nível mais alto da carreira, por meio dos critérios de antiguidade e merecimento. A promoção deve ocorrer dentro de uma mesma carreira. Readaptação é forma de provimento derivado constante no art. 24 da Lei 8.112/90, representando a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. Assim, na readaptação, o servidor público estava investido em determinado cargo, mas posteriormente veio a sofrer alguma limitação em sua capacidade física ou mental, devidamente verificada em inspeção médica. Nesse caso, o servidor será investido em outro cargo, que possua compatibilidade com a sua limitação. DICA 34 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 Reversão é forma de provimento derivado, constante no art. 25 da Lei 8.112/1990, consistindo no retorno à atividade de servidor aposentado. Existem duas modalidades de reversão no Estatuto dos Servidores da União: reversão de ofício: quando junta médica oficial declarar que deixaram de existir os motivos que levaram à aposentadoria por invalidez permanente; reversão a pedido: aplicável ao servidor estável que se aposentou voluntariamente e, daí, solicitou a reversão de sua aposentadoria; Na reversão a pedido, ou seja, no interesse da administração, o servidor que se aposentou voluntariamente faz o pedido para retornar à ativa, e depende dos seguintes requisitos: o servidor deve solicitar a reversão, a aposentadoria tenha sido voluntária, o servidor era estável quando estava na atividade, a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação, desde que haja cargo vago e o servidor tenha menos de 70 anos de idade. No caso de reversão de ofício a decisão da administração é vinculada, já na reversão a pedido a decisão é discricionária, ou seja, a administração pode ou não conceder a reversão ao servidor público. DICA 35 REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 O aproveitamento é forma de provimento derivado com previsão na Constituição Federal (art. 41, §3º) e na Lei 8.112/1990 (arts. 30 a 32). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 22 O art. 41, §3º da CF/88 estabelece que uma vez extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável que o ocupava o cargo ficará em disponibilidade, com remuneração proporcionalao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. O aproveitamento é o retorno à atividade do servidor que estava em disponibilidade, devendo ocorrer em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Sabe-se que para o servidor estável, se for extinto seu cargo público, ele não poderá ser demitido, com isso a Constituição lhe assegura o direito à disponibilidade, isto é, o direito a ficar sem exercer suas funções temporariamente, mantendo-se o vínculo com a Administração e assegurando-lhe o direito a receber remuneração proporcional ao tempo de serviço, até que seja adequadamente aproveitado em outro cargo. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 23 DIREITO ELEITORAL DICA 36 ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL São órgãos da Justiça Eleitoral: Tribunal Superior Eleitoral; Tribunais Regionais Eleitorais; Juízes Eleitorais; Juntas Eleitorais. ATENÇÃO! Além de um juiz eleitoral, as Junta Eleitorais são compostas de dois ou quatro cidadãos de notória idoneidade, nomeados pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, após aprovação pela Corte Regional. A Junta é sempre presidida por um magistrado, o juiz eleitoral. Sua existência é provisória, já que é constituída apenas nas eleições, sendo extinta após o término dos trabalhos de apuração de votos. ATENÇÃO! Nas eleições municipais a Junta permanece formada até a diplomação dos eleitos. DICA 37 COMPOSIÇÃO DO TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL O Tribunal Superior Eleitoral é composto de 7 membros titulares e outros 7 substitutos chamados de Ministros: 03 Ministros são escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); 02 Ministros são também escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ); 02 Ministros são nomeados pelo Presidente da República dentre uma lista de seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral indicados pelo Supremo Tribunal Federal. ATENÇÃO! O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos dentre os Ministros do STF e o Corregedor Eleitoral, dentre os Ministros do STJ. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 24 DICA 38 COMPOSIÇÃO DOS TRE’s - TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS Há um TRE na Capital de cada Estado e no Distrito Federal, e são compostos de: 02 Desembargadores são escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre os Desembargadores do Tribunal de Justiça. 02 Juízes de direito são escolhidos mediante eleição por voto secreto dentre juízes de direito escolhidos pelo Tribunal de Justiça. 01 Juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou Distrito Federal, escolhido pelo Tribunal Regional Federal respectivo. 02 Juízes nomeados pelo Presidente da República dentre uma lista de seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral indicados pelo Tribunal de Justiça. ATENÇÃO! O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos dentre os Desembargadores. Nos TRE’s os Vice-Presidentes são os Corregedores. DICA 39 JUÍZES ELEITORAIS JUÍZES ELEITORAIS: Os juízes eleitorais atuam na primeira instância da Justiça Eleitoral. ATENÇÃO! Constituição é expressa ao dizer que devem ser juízes de direito (artigo 121, parágrafo primeiro). Embora a Justiça Eleitoral seja um ramo especializado do Judiciário e seja considerada uma Justiça Federal, na primeira instância a totalidade de seus membros é formada por juízes de direito de carreira do Judiciário Estadual. DICA 40 DIREITO ELEITORAL DIREITO ELEITORAL: conjunto de normas jurídicas referente às eleições e às consultas populares (plebiscito e referendo). O Direito Eleitoral tem relação direta com a democracia representativa. Democracia representativa: regime no qual o povo elege representantes para, em seu nome, exercer o poder. Fazem parte do Direito Eleitoral as disposições acerca de: direitos políticos, sistemas eleitorais, partidos políticos, alistamento de eleitores, sufrágio, voto, elegibilidades e inelegibilidades, abuso de poder econômico, propaganda eleitoral, financiamento e Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 25 prestações de contas de campanha, condutas proibidas aos agentes públicos e crimes eleitorais. DICA 41 DE QUEM É A COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE DIREITO ELEITORAL? Pela Constituição Federal, as normas de Direito Eleitoral são de competência Federal. Importante! São vedadas para regulamentar matéria eleitoral: Lei Delegada (art. 68, §1º, inciso II), bem como a Medida Provisória (artigo 62, §1º, inciso I, “a”). Estados só poderão legislar sobre questões específicas de Direito Eleitoral se houver lei complementar da União autorizando. OBS.: Atualmente não há este tipo de lei complementar da União autorizando. Importante! Municípios NÃO podem legislar sobre matéria eleitoral. JURISPRUDÊNCIA As chamadas “posturas municipais” são válidas para impor limitações à propaganda eleitoral (Resp. n.º 34.515/2011 - TSE). DICA 42 FONTES NORMATIVAS DO DIREITO ELEITORAL São fontes normativas do direito eleitoral: Constituição da República Federativa do Brasil; Emendas Constitucionais; Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/65); Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/97; Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90, modificada pela Lei da Ficha Limpa – Lei Complementar 135/2010); Lei dos Partidos Políticos (Lei n.º 9.096/95); Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral – que não podem restringir direitos ou impor sanções diversas daquelas previstas em lei (artigo 105, da Lei n.º 9.504/97); Consultas às Cortes Eleitorais (artigo 23, inciso XII e artigo 30, inciso VII, todos do Código Eleitoral) - sem caráter vinculante e não podem se referir a casos concretos; Regimentos internos dos Tribunais. ATENÇÃO! Sobre a Constituição da República Federativa do Brasil, são normas materialmente constitucionais aquelas que tratam sobre o modo de escolha dos representantes do povo. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 26 O povo é o titular da soberania (artigo 1º, parágrafo único, da Constituição). DICA 43 NORMAS ELEITORAIS NA CONSTITUIÇÃO As normas eleitorais encontradas na Constituição Federal, e os respectivos artigos que tratam dessas normas, são as seguintes: Pluralismo político (artigo 1º, inciso V); Democracia representativa (artigo 1º, parágrafo único); Perda e suspensão de direitos políticos (artigo 5º, VIII e artigo 15); Exercício dos direitos políticos ativos e passivos (artigo 14); Inelegibilidades (artigo 14, parágrafos 7º e 9º); Partidos políticos (artigo 17); Sistema eleitoral (artigos 45 e 46); Justiça Eleitoral (artigos 118 a 121); Voto direto, secreto, universal e periódico como cláusula pétrea (artigo 60, parágrafo 4º, inciso II); Prazo dos mandatos e o momento no qual as eleições deverão ocorrer (artigos 44 a 46 e 77). Princípio da Anualidade Eleitoral (artigo 16). Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (artigo 14, parágrafo 10). DICA 44 POVO, HABITANTES, NACIONAIS, CIDADÃOS E ELEITORES POVO: Pessoas que possuem vínculos linguísticos, culturais, históricos e afetivos com uma comunidade. HABITANTES(ou população): Aqueles que permanentemente ou em caráter precário residem no país, sejam brasileiros ou não. NACIONAIS: Incluem os brasileiros natos e naturalizados. CIDADÃOS: → São cidadãos em sentido amplo todos aqueles que vivem sob a proteção constitucional brasileira, mesmo que residam fora de nosso território ou sejam estrangeiros em solo nacional. → Em sentido restrito constituem apenas os eleitores. ELEITOR: É o brasileiro com capacidade eleitoral ativa. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 27 IMPORTANTE! Na Constituição o conceito de CIDADÃO é utilizado nos dois sentidos: AMPLO: artigo 1º, inciso I. RESTRITO: artigo 5º, inciso LXXIII. DICA 45 RELEMBRANDO NACIONALIDADE - NATA X NATURALIZADA Brasileiros Natos: Os nascidos no Brasil, mesmo que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil; Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir no Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; Brasileiros Naturalizados: Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes no Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. ATENÇÃO BRASILEIROS NATOS BRASILEIROS NATURALIZADOS Nascidos no Brasil (solo) = pais brasileiros ou estrangeiros (que não estejam a serviço de seus países). Portugueses e outros lusófonos (nacionais de países que falam português) precisam residir apenas um ano ininterrupto + idoneidade moral. Nascidos no estrangeiro (sangue) = pai ou mãe brasileiros (qualquer um a serviço do Brasil). Outras nacionalidades estrangeiras: residência por mais quinze anos ininterruptos + ausência condenação penal. Nascidos no estrangeiro (sangue) = pai ou mãe brasileiros + registro em repartição brasileira + opção a qualquer tempo após a maioridade. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 28 DICA 46 PARTICIPAÇÃO POPULAR NA CONSTITUIÇÃO As formas de participações populares na Constituição Federal são: Plebiscito (artigo 14, inciso I) Referendo (artigo 14, II) Iniciativa popular (artigo 14, III) OBS.: Plebiscito e Referendo NÃO podem ser convocados pelos eleitores. IMPORTANTE! Apenas o Congresso Nacional pode convocar a consulta aos cidadãos antes da adoção de alguma medida legislativa (PLEBISCITO) ou depois dela, como condição para sua eficácia ou aplicabilidade (REFERENDO). ATENÇÃO! plebiscitos não necessários para subdivisão de Estados e Municípios, desmembramento de áreas para a formação de novas unidades ou incorporação de umas nas outras (artigo 18, parágrafos 3º e 4º, da Constituição). DICA 47 EXISTÊNCIA, VALIDADE E EFICÁCIA DAS NORMAS JURÍDICAS norma existente: Presentes seus elementos nucleares. Ex.: norma promulgada pelo órgão competente que seguiu os requisitos previstos para sua elaboração. norma válida: Presentes seus elementos complementares. Trata-se de norma vigente. norma eficaz: Presentes seus elementos integrativos, a norma pode produzir efeitos. Ou seja, a norma PODE gerar efeitos por tempo limitado (leis temporárias ou excepcionais) ou ilimitado (até que seja revogada por outra norma). ATENÇÃO! As normas jurídicas podem ser existentes ou inexistentes: As existentes podem ser válidas ou inválidas. Tanto as normas válidas quanto as inválidas podem ser eficazes ou ineficazes. DICA 48 INICIATIVA POPULAR Concede ao cidadão comum o direito de deflagrar um processo legislativo sem o intermédio direto de um representante. são Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 29 REQUISITOS (artigo 61, §2º, da Constituição): 1º. Subscrição de 1% do eleitorado nacional; 2º. Distribuído por ao menos 5 Estados; 3.º Pelo menos 0,3% dos eleitores de cada Estado. Exemplo: O Brasil tem um eleitorado apto em 2022 de 156.454.011. Logo, um projeto de lei de iniciativa popular precisa ser subscrito por ao menos 1.564.540. Se o projeto colher assinaturas de eleitores dos Estados do Rio de Janeiro (12.827.296), São Paulo (34.667.793), Minas Gerais (16.290.870), Espírito Santo (2.921.506) e Paraná (8.475.632), precisará que pelo menos 0,3% de seus eleitores assinem. Ou seja, no mínimo 38.482 (RJ), 104.003 (SP), 48.873 (MG), 8.765 (ES) e 25.427 (PR) eleitores. DICA 49 LEIS DE INICIATIVA POPULAR COM CONTEÚDO ELEITORAL Lei 9.840/1999: Inclusão do artigo 41-A na Lei n.º 9.504/97 - Captação ilícita de sufrágio - a popular “compra de votos”. Este dispositivo permite a cassação do registro de candidatura a cargo eletivo daquele que oferece vantagens em troca do voto dos eleitores. Lei Complementar n.º 135/2010 (Lei da Ficha Limpa): Aprimorou o sistema de inelegibilidades para melhorar a proteção da moralidade e probidade administrativas. DICA 50 AÇÃO POPULAR Meio para proteção do meio ambiente, do patrimônio histórico, da moralidade e do patrimônio público. Legitimado ativo (quem pode propor): qualquer eleitor (precisa ter inscrição eleitoral, ou seja, título de eleitor). ATENÇÃO!! NÃO cabe ação popular perante a Justiça Eleitoral. Se a administração ofender o patrimônio público, a moralidade administrativa ou o patrimônio histórico e cultural de bens públicos ligados à Justiça Eleitoral, o conhecimento de eventual ação popular competirá à Justiça Federal. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 30 DICA 51 CLÁUSULA DE BARREIRA ATENÇÃO!! Reintroduzida no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional n.º 97. Limita o acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão aos partidos políticos que NÃO contarem (válido a partir de 2030): 1. nas eleições para a Câmara dos Deputados, com no mínimo, 2,5% (dois e meio por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1,5% (um e meio por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 2. tiverem elegido pelo menos treze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação. ATENTE-SE!! O Congresso eleito em 2022 precisou se adequar às regras abaixo: nas eleições para a Câmara dos Deputados, atingir no mínimo, 2% (dois por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1% (um por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou tiverem elegido pelo menos onze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação. DICA 52 SOBERANIA A Soberania é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Sufrágio é um direito e ao mesmo tempo seu modo de exercício. Significa que os representantes não serão escolhidos por um sorteio ou competição, mas com a coleta da opinião dos eleitores. Sufrágiouniversal significa que todos votam. Embora haja restrições (idade, por exemplo), não existem restrições discriminatórias forjadas para retirar o direito das minorias. ATENÇÃO!! Sufrágio censitário: exige capacidade econômica para votar. Sufrágio capacitário: exige condição intelectual para o voto. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 31 DICA 53 VOTO DIRETO Voto direto significa que os representantes do povo são escolhidos sem intermediários. Exceção: eleição indireta para Presidente da República se o cargo ficar vago nos dois últimos anos do mandato (artigo 81, parágrafo primeiro, da Constituição). O Congresso Nacional é que escolherá o novo Presidente para completar o mandato. Voto de valor igual para todos significa que cada voto equivale exatamente a um, não havendo pesos diferentes entre os votos dos eleitores. DICA 54 VOTO SECRETO Voto secreto significa que somente o eleitor é senhor da informação sobre sua escolha. CUIDADO: o eleitor pode revelar seu voto se quiser, porém, não pode filmar o ato do voto. Proibição de o eleitor portar aparelhos de gravação dentro da cabina de votação (artigo 91-A, parágrafo único, da Lei n.º 9.504/97). Violação do sigilo do voto e sua tentativa constituem crime com pena de detenção de até dois anos (artigo 312 do Código Eleitoral). EXCEÇÃO: A Lei Brasileira de Inclusão (Lei n.º 13.146/2015) assegura às pessoas com deficiência o pleno recurso a auxílios, inclusive tecnológicos, para assegurar seu direito à participação política. Além disso, prevê em seu artigo 75, parágrafo primeiro, que sempre que necessário e a seu pedido, a pessoa com deficiência pode ser auxiliada na votação por pessoa de sua escolha. Esta pessoa poderá, inclusive, digitar o voto na urna para a pessoa com deficiência. DICA 55 PERIODICIDADE DO VOTO A periodicidade do voto tem previsão constitucional (artigo 60, parágrafo 4º) e é uma cláusula pétrea. ATENÇÃO!! Cláusulas pétreas são dispositivos da Constituição que não podem ser abolidos por Emenda Constitucional. Não pode haver sequer deliberação no Congresso. Como o maior mandato eletivo previsto na Constituição é o dos Senadores, com oito anos, a maioria dos autores entendem que o voto periódico corresponde àquele exercido em intervalos regulares menores ou iguais a este prazo (oito anos). DICA 56 ALISTAMENTO ELEITORAL É o ato de inscrição no cadastro eleitoral. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 32 Art. 14, CF. (....) § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. O brasileiro naturalizado tem o prazo de um ano após a naturalização para se alistar como eleitor, sob pena de multa. O alistamento eleitoral obrigatório é anterior ao voto obrigatório. O Código de 1932 previa o alistamento obrigatório, mas não aplicava punição para o não exercício do voto. DICA 57 MULTA POR ALISTAMENTO ELEITORAL TARDIO O artigo 8º do Código Eleitoral prevê a aplicação de multa por alistamento eleitoral tardio. Atualmente essa multa corresponde em seu valor máximo a R$ 3,51 (três reais e cinquenta e um centavos). ATENÇÃO!! Casos de dispensa da aplicação de multa por alistamento tardio (artigo 33, parágrafo primeiro da Resolução TSE n.º 23.659/2021) Brasileiro nato que requerer sua inscrição eleitoral até o 151º dia anterior à eleição subsequente à data em que completar 19 anos; Brasileiro naturalizado que requerer sua inscrição eleitoral até o 151º dia anterior à eleição subsequente à data em que se completar um ano de sua opção pela nacionalidade; Pessoa que se alfabetizar após a idade de 18 anos; Pessoa que declarar, perante qualquer juízo eleitoral, sob as penas da lei, seu estado de pobreza. Indígenas também estão dispensados do recolhimento da multa por alistamento tardio (Ac. TSE, de 6.12.2011, PA n.º 180681). DICA 58 DOMICÍLIO ELEITORAL O alistamento eleitoral deve ser feito no local de residência do eleitor. Se tiver mais de uma, poderá optar por uma delas. Domicílio: residência com ânimo definitivo. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 33 Domicílio eleitoral: residência escolhida pelo eleitor em relação a qual ficará vinculado para votar. Para fins de fixação do domicílio eleitoral no alistamento e na transferência, deverá ser comprovada a existência de vínculo residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município (artigo 23 da Resolução do TSE n.º 23.659/2021). DICA 59 TRANSFERÊNCIA DE DOMICÍLIO ELEITORAL A transferência de um eleitor só pode ser realizada após um ano de permanência no local original e três meses de residência no novo endereço. EXCEÇÕES: servidor público civil, militar ou autárquico que tiver sua lotação alterada (artigo 55, parágrafo segundo, do Código Eleitoral) e seus familiares que o acompanharem na mudança. ATENÇÃO!! Nos anos eleitorais, as alterações no cadastro eleitoral cessam 150 dias antes das eleições (artigo 91, caput, da Lei n.º 9.504/97). Isso significa que tanto o alistamento eleitoral quanto as transferências não podem ser realizadas nesse período. DICA 60 VEDAÇÕES AO ALISTAMENTO ELEITORAL Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros (artigo 14, parágrafo segundo, da Constituição). Exceção: portugueses residentes no Brasil podem votar e ser votados (artigo 12, parágrafo primeiro, da Constituição e artigo 17 do Decreto n.º 3.927/2003 - Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta). A Constituição prevê que os cargos a seguir são privativos (ou seja, só podem ser ocupados) por brasileiros NATOS: Presidente e Vice-Presidente da República; Presidente da Câmara dos Deputados; Presidente do Senado Federal; Ministro do Supremo Tribunal Federal; Carreira diplomática; Oficial das Forças Armadas. Ministro de Estado da Defesa. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 34 DICA 61 CONSCRITOS (SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO) Não podem alistar-se como eleitores os conscritos (artigo 14, parágrafo segundo, CF). Conscritos são aqueles que estão no período de serviço militar obrigatório (duração de 12 meses). ATENÇÃO!! Lei do Serviço Militar (Lei n.º 4.375/64): Art. 5º A obrigação para com o Serviço Militar, em tempo de paz, começa no 1º dia de janeiro do ano em que o cidadão completar 18 (dezoito) anos de idade e subsistirá até 31 de dezembro do ano em que completar 45 (quarenta e cinco) anos. Art. 6º O Serviço Militar inicial dos incorporados terá a duração normal de 12 meses. DICA 62 VOTO OBRIGATÓRIO Fundamentos: artigo 14, parágrafo primeiro, inciso I, da Constituição e artigo 6º, caput, do Código Eleitoral. EXCEÇÕES: analfabetos, maiores de 70 anos e maiores de 16 e menores de 18 anos. O artigo 7º do Código Eleitoral prevê a justificativa perante o juiz eleitoral até 30 (trinta) dias após a realização da eleição e a possibilidade do recolhimento de multa (atualmente fixada em seu valor máximo em R$3,51 por turno eleitoral perdido). DICA 63 CANCELAMENTO DO ALISTAMENTO ELEITORAL Art. 71, do Código Eleitoral. São causas de cancelamento: I - a infração dosartigos. 5º e 42; II - a suspensão ou perda dos direitos políticos; III - a pluralidade de inscrição; IV - o falecimento do eleitor; V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. CUIDADO: O inciso I não é compatível com a Constituição de 1988. Neste caso, diz-se que a norma NÃO foi RECEPCIONADA pelo Novo Ordenamento Constitucional. O inciso acima previa a proibição do alistamento de analfabetos e pessoas com deficiência que não conseguiam se exprimir na língua nacional. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 35 DICA 64 VOTO NO EXTERIOR Possível apenas para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República (artigo 225, do Código Eleitoral). ATENÇÃO!! Quem gerencia as seções eleitorais instaladas no exterior é o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (artigo 232, do Código Eleitoral). A Resolução do TSE mais recente a regulamentar a questão é a Resolução n.º 23.669, de 14 de dezembro de 2021. Segundo o artigo 65 desta Resolução, para instalação de seção eleitoral no exterior, é necessário que, na circunscrição sob a jurisdição da missão diplomática ou da repartição consular, haja, no mínimo, 30 eleitores inscritos. Caso o número de eleitores supere 800, instala-se uma nova seção eleitoral. Se o número de eleitores da seção no exterior não atingir o mínimo de 100, NÃO serão instaladas urnas eletrônicas, devendo a eleição ocorrer com cédulas. DICA 65 SEÇÕES ELEITORAIS Os Tribunais Regionais Eleitorais podem propor a subdivisão de sua circunscrição (Estado, Município) em zonas eleitorais e organizar os eleitores em seções eleitorais. Limites das seções eleitorais (art. 117 do Código Eleitoral): 400 eleitores nas capitais e 300 eleitores nas demais localidades. As seções não podem contar com menos de 50 eleitores (neste caso, as seções são agregadas a seções maiores). OBS: Os limites acima podem ser ultrapassados em casos excepcionais, autorizados pelo Tribunal Regional respectivo. ATENÇÃO!! A Resolução do TSE mais recente a regulamentar a questão é a Resolução n.º 23, de 19 de abril de 2022. Segundo ela: Art. 4º O limite máximo de eleitoras ou eleitores por seção, para efeito de agregação e Transferência Temporária de Eleitores (TTE) de ofício, será de 350 para o interior e de 450 para a capital. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 36 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DICA 66 ASPECTOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO - CONCEITOS BÁSICOS Para iniciarmos o estudo é importante entender que Administração é um conceito bem abrangente e pode ter várias aplicações. Vejamos: Conceito objetivo: entendido como o conjunto dos elementos que compõem o processo administrativo (planejamento, organização, direção e controle); Conceito subjetivo: a administração como um corpo dirigente de uma organização responsável pela tomada de decisões estratégicas. E o conceito como centro administrativo: que trata a administração como o local nas organizações onde se tomam providências administrativas, como as relativas a aspectos legais e registros. A definição mais usual de administração é a seguinte: “O processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos organizacionais.” DICA 67 DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Administração Pública é o conjunto de órgãos e entidades que integram a estrutura administrativa do Estado, com o objetivo de efetivar a vontade política para cumprimento do interesse público. O Governo decide qual política adotar e a máquina pública (Administração Pública) executa o rumo adotado. Sentido material/objetivo: é a atividade estatal exercida sob um regime jurídico, por meio de serviço público, polícia administrativa, fomento à iniciativa privada ou intervenção. Sentido formal/subjetivo: são os sujeitos que atuam em nome da Administração Pública, se dividindo em Administração Pública Direta (entes da federação) e Administração Pública Indireta (órgãos e entidades). DICA 68 PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS Estão previstos no caput do artigo 37, são eles: L egalidade I mpessoalidade M oralidade “L I M P E” P ublicidade E ficiência Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 37 Esses princípios balizam a atuação de toda Administração Pública, seja: Direta (União, Estados, Distrito Federal e Munícipios); ou Indireta (autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa pública) dos três Poderes (Judiciário, Executivo e Legislativo). DICA 69 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Trata-se de expoente máximo do Estado Democrático de Direito. Traduz a submissão do Poder Público à lei. O princípio da legalidade possui dupla acepção, uma que diz respeito à Administração Pública e outra aos particulares, vejamos: Particulares: é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. Administração pública: pode fazer apenas o que a lei determina (ato vinculado) ou autoriza (ato discricionário). Em que pese ser o expoente máximo do Estado Democrático de Direito, o princípio da legalidade, excepcionalmente, pode ser relativizado, permitindo que o Poder Público ladeie às disposições legais. Nos casos de decretação do estado de defesa e de sítio; e de edição de medida provisória, o Chefe do Poder Executivo detém maior liberdade de atuação. DICA 70 PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE É conhecido também como Princípio da Isonomia e Princípio da Finalidade. Possui 03 acepções, vejamos: Finalidade: a finalidade precípua da Administração Pública é buscar satisfazer o interesse público. Caso o ato seja praticado com finalidade distinta a essa, restará NULO por desvio de finalidade. Em sentido amplo, o princípio da impessoalidade busca o atendimento do interesse público. Já em sentido estrito, visa atender a finalidade específica prevista em lei para o ato administrativo. Vedação à promoção pessoal: não é permitido ao agente público se valer de realizações da Administração Público como se fossem próprias. Assim, é vedado, por exemplo, constar símbolo de partido político em obra pública. Trata-se de proibição expressamente prevista no parágrafo 1º, do artigo 37, da CF/88. § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Isonomia: a Administração Pública deve se relacionar com os particulares de forma imparcial. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 38 DIREITO CONSTITUCIONAL DICA 71 DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS - FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: Soberania; Cidadania; Dignidade da pessoa humana; Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; Pluralismo político. FIQUE ATENTO! Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal. QUESTÃO. Sobre os poderes do Estado, é CORRETO afirmar que a) emanam das Forças Armadas. b) emanam do povo. c) pertencemàs autoridades que o exercem. d) somente podem ser exercidos pelo povo indiretamente, através de representantes eleitos. Gabarito: B. Comentário: No caso dessa questão, o candidato deveria saber que, segundo o artigo 1º, parágrafo único, da Constituição de 1988, todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Desse modo, por eliminação seria possível encontrar a resposta da questão. Independência e Harmonia Dos Poderes: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. DICA 72 PRINCÍPIOS DE REGEM AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: Independência nacional; Prevalência dos direitos humanos; Mnemônico: SO-CI-DI-VA-PLU Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 39 Autodeterminação dos povos; NÃO-INTERVENÇÃO; Igualdade entre os Estados; Defesa da paz; Solução pacífica dos conflitos; Repúdio ao terrorismo e ao racismo; Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; CONCESSÃO DE ASILO POLÍTICO. FIQUE ATENTO! A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- americana de nações. DICA 73 DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS - DIREITO À VIDA O direito à vida compreende a extrauterina e a intrauterina. Nota-se que nem mesmo o direito à vida é absoluto. Isso porque, por exemplo, no Brasil, em caso de guerra declarada, admite-se a pena de morte, portanto, não o direito à vida não é um direito absoluto. De mais a mais, o aborto, por sua vez, é permitido em casos excepcionais. Para sua prova do TSE, é importante que você conheça essas terminologias. Veja só: Aborto terapêutico ou necessário: ocorre quando o médico interrompe a gravidez quando não há outra forma de salvar a vida da gestante. Aborto sentimental ou humanitário: é a interrupção da gravidez praticada por médico nos casos de estupro, desde que haja autorização da gestante ou de seu representante legal quando a gestante dor menor de 18 (dezoito) anos. Aborto eugenésico ou eugênico: É aquele realizado para evitar o nascimento de uma criança com grave deformidade genética. DICA 74 IGUALDADE/ISONOMIA O principal dispositivo constitucional sobre o direito de liberdade é o art. 5º, inciso I, da CF, que assim dispõe: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. O objetivo deste dispositivo não é somente garantir a igualdade formal, mas principalmente a igualdade material ou substancial. A igualdade formal busca tratar todos os indivíduos da mesma maneira, garantindo-se os mesmos direitos e deveres. Contudo, a igualdade material busca o mesmo Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 40 tratamento igualitário, com a observação de que todos devem ser tratados de maneira igual, na medida das suas desigualdades. Nesse sentido, a própria Constituição em algumas situações já materializa a igualdade material ou substancial, como no art. 5º, inciso L, da CF: “às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação”. Com base também no princípio da igualdade material é que se legitima as chamadas ações afirmativas, que representam medidas de compensação para grupos com realidade histórica de marginalização ou discriminação. São exemplos de ações afirmativas: Cotas raciais, PROUNI e a lei maria da penha. JURISPRUDÊNCIA A lei que veda o exercício da atividade de advocacia por aqueles que desempenham, direta ou indiretamente, atividade policial, não afronta o princípio da isonomia. STF. Plenário. ADI 3541/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 12/2/2014 (Info 735). DICA 75 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE O princípio da reserva legal impõe a necessidade de que determinadas matérias sejam disciplinadas por LEI FORMAL, ou seja, aquelas espécies normativas encontradas no artigo 59, da CF/88. O princípio da legalidade, por sua vez, traduz a necessidade de obediência à lei em SENTIDO AMPLO. A expressão “lei” deve ser interpretada em sentido amplo, de modo que a legalidade abranja todas as espécies normativas previstas no artigo 59, da CF/88, decreto autônomo (artigo 84, inciso VI, da CF/88), os regimentos internos dos tribunais, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral e resoluções do Conselho Nacional de Justiça. A reserva legal pode ser classificada em: Absoluta: a norma constitucional necessita lei formal para sua regulamentação. Relativa: em que pese a necessidade de lei formal, é possível a edição de espécies infralegais para regulamentação da norma constitucional. O princípio da irretroatividade das leis preconiza que a lei penal NÃO retroagirá, exceto em benefício do réu. Para o indivíduo, o princípio da legalidade significa que ele não será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão em virtude de lei. Em outras palavras, o indivíduo apenas fará ou não fará algo se tiver uma lei obrigando ou desobrigando a fazer tal coisa. Em relação ao Estado, o princípio da legalidade apresenta outro significado, na medida em que a Administração Pública poderá fazer apenas o que a lei permitir. A doutrina chama esse princípio de legalidade estrita. Dessa forma, a Administração Pública deve atuar nos limites da lei, não sendo legítimo atuar em situações não reguladas em lei. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 41 DICA 76 LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA Nos termos da Constituição (art. 5º), é assegurado: VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; O Brasil é um país leigo, laico ou não confessional, o que significa a separação oficial entre o Estado e a religião. Assim, o Estado não permite a interferência de correntes religiosas em assuntos estatais. JURISPRUDÊNCIA A imposição legal de manutenção de exemplares de Bíblias em escolas e bibliotecas públicas estaduais configura contrariedade à laicidade estatal e à liberdade religiosa consagrada pela Constituição da República de 1988. STF. Plenário. ADI 5258/AM, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/4/2021 (Info 1012). É constitucional a obrigatoriedade de imunização por meio de vacina que, registrada em órgão de vigilância sanitária, (i) tenha sido incluída no Programa Nacional de Imunizações ou (ii) tenha sua aplicação obrigatória determinada em lei ou (iii) seja objeto de determinação da União, estado, Distrito Federal ou município, com base em consenso médico-científico. Em tais casos, não se caracteriza violação à liberdade de consciência e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis, nem tampouco ao poder familiar. STF. Plenário. ARE 1267879/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 16e 17/12/2020 (Repercussão Geral – Tema 1103) (Info 1003). É constitucional a lei de proteção animal que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana. STF. Plenário. RE 494601/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 28/3/2019 (Info 935). CF/88 prevê que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.” (art. 210, § 1º). [...] O STF julgou improcedente a ADI e decidiu que o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras pode ter natureza confessional, ou seja, pode sim ser vinculado a religiões específicas. A partir da conjugação do binômio Laicidade do Estado (art. 19, I) e Liberdade religiosa (art. 5º, VI), o Estado deverá assegurar o cumprimento do art. 210, § 1º da CF/88, autorizando na rede pública, em igualdade de condições o oferecimento de ensino confessional das diversas crenças, mediante requisitos formais previamente fixados pelo Ministério da Educação. Assim, deve ser permitido aos alunos, que expressa e voluntariamente se matricularem, o pleno exercício de seu direito subjetivo ao ensino religioso como disciplina dos horários Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 42 normais das escolas públicas de ensino fundamental, ministrada de acordo com os princípios de sua confissão religiosa, por integrantes da mesma, devidamente credenciados a partir de chamamento público e, preferencialmente, sem qualquer ônus para o Poder Público. Dessa forma, o STF entendeu que a CF/88 não proíbe que sejam oferecidas aulas de uma religião específica, que ensine os dogmas ou valores daquela religião. Não há qualquer problema nisso, desde que se garanta oportunidade a todas as doutrinas religiosas. STF. Plenário.ADI 4439/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 27/9/2017 (Info 879). JURISPRUDÊNCIA “[...] nos termos do artigo 5º, VIII, da Constituição Federal é possível a realização de etapas de concurso público em datas e horários distintos dos previstos em edital, por candidato que invoca escusa de consciência por motivo de crença religiosa, desde que presentes a razoabilidade da alteração, a preservação da igualdade entre todos os candidatos e que não acarrete ônus desproporcional à Administração Pública, que deverá decidir de maneira fundamentada”. DICA 77 LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO, DE CONSCIÊNCIA E DE EXPRESSÃO (INCS. IV, V e IX) É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. ESQUEMATIZANDO: DICA 78 SIGILO DE CORRESPONDÊNCIA E COMUNICAÇÕES A Constituição Federal dispõe: “É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.” DIREITO DE RESPOSTA Aplica-se a pessoas físicas e pessoas jurídicas. É proporcional ao agravo. Pode ser acumulado com indenização por dano material, moral ou à imagem. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 43 A inviolabilidade de sigilo abrange quatro situações: correspondências, comunicações telegráficas, comunicações de dados e comunicações telefônicas. O próprio dispositivo da Constituição excepciona a regra, ao afirmar que o sigilo das comunicações telefônicas pode sofrer restrição por ordem judicial para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, nos termos da lei. ATENÇÃO! A exceção que a Constituição Federal traz corresponde apenas a comunicações telefônicas. O fato de a Constituição Federal trazer apenas exceção quanto às comunicações telefônicas, NÃO significa que as outras inviolabilidades são ABSOLUTAS, pois NÃO existem direitos fundamentais absolutos. A título de exemplo, as inviolabilidades de correspondência e de comunicações telegráficas podem ser restringidas nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sítio (art. 136, §1º, inciso I; e art. 139, inciso III, ambos da CF). DICA 79 LIBERDADE DE REUNIÃO Segundo o inciso XVI, do art. 5º, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. As condições para o exercício do direito de reunião são as seguintes: Locais abertos ao público; Finalidade pacífica; Não pode frustrar reunião já convocada para o mesmo local; Ausência de armas; Prévia comunicação às autoridades competentes. ATENÇÃO! Não confundir prévio AVISO com prévia AUTORIZAÇÃO. Sobre o requisito do AVISO, o STF, através do Recurso Especial n° 806339/SE, cujo Relator foi o Ministro Marco Aurélio, já entendeu que tal aviso seja cumprido, não há nenhum tipo de forma pré estabelecida, bastando apenas que chegue o conhecimento da reunião ao Poder Público. A saber: “A exigência constitucional de aviso prévio relativamente ao direito de reunião é satisfeita com a veiculação de informação que permita ao poder público zelar para que seu exercício se dê de forma pacífica ou para que não frustre outra reunião no mesmo local”. STF. Plenário. RE 806339/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 14/12/2020 (Repercussão Geral – Tema 855) (Info 1003). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 44 Um grande exemplo desse aviso (sem nenhuma forma em si), com base no entendimento firmado pelo STF, seria uma reunião agendada e amplamente divulgada através das redes sociais, as quais, a maioria da sociedade tem acesso. Assim, dada a alta veiculação, obviamente, o Poder Público teria conhecimento. Sobre isso, redobre a atenção! Caso a Banca cobre a literalidade da Constituição, precisa apenas que haja o aviso prévio (sem especificar de que maneira). Entretanto, caso a banca cobre o recente entendimento jurisprudencial, o aviso não precisa ser necessariamente formal, bastando apenas que, de alguma forma, chegue ao conhecimento do Poder Público. DICA 80 LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO Segundo o inciso XV, do art. 5º, é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. Durante a excepcionalidade do estado de sítio, defesa ou intervenção federal, o direito de liberdade de locomoção pode ser cerceado. Qualquer pessoa, brasileiro ou estrangeiro, pode transitar livremente pelo território nacional com seus bens. O “habeas corpus” é o remédio adequado para combater cerceamento ilegais do direito da liberdade de locomoção. DICA 81 PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA Presunção de inocência ou presunção de não culpabilidade: tem o objetivo de evitar condenações criminais precipitadas. JURISPRUDÊNCIA Quanto a este tema, importante ressaltar a orientação atual do STF quanto à execução provisória da pena. Atualmente, o STF NÃO admite a execução provisória da pena, uma vez que o cumprimento da pena somente pode ter início com o esgotamento de todos os recursos. Sobre concursos públicos, o STF também tem jurisprudência pacificada, no sentidode que “Sem previsão constitucionalmente adequada e instituída por lei, não é legítima a cláusula de edital de concurso público que restrinja a participação de candidato pelo simples fato de responder a inquérito ou a ação penal.”. (STF – RE 560.900/DF - Tema 22 - Tese). DICA 82 CRIMES INAFIANÇÁVEIS, IMPRESCRITÍVEIS E INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU ANISTIA Crimes inafiançáveis e imprescritíveis – Racismo e Ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 45 Para lembrar, basta pensar na RAÇÃO (Racismo e Ação de grupos armados). Crimes Inafiançáveis e Insuscetíveis de Graça ou Anistia: Utiliza-se a sigla 3TH: 3T T Tortura T Tráfico de drogas T Terrorismo H H Crimes Hediondos Podemos encontrar mandados de criminalização nos seguintes incisos: XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível; XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça, anistia e indulto a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem. XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armado civis ou militares, contra a ordem constitucional e o estado democrático. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 46 DIREITO ADMINISTRATIVO DICA 83 ATO ADMINISTRATIVO - CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Ato Administrativo: São as manifestações de vontade da Administração Pública por meio de decretos, resoluções, portarias, circulares, etc. É uma declaração unilateral da vontade do Estado, de nível inferior à lei, para atender ao interesse público. Cria, restringe, declara ou extingue direitos. São sujeitos ao controle judicial. Controle dos atos administrativos: São duas as formas de controle dos atos administrativos: Quando realizado pela própria Administração trata-se de controle interno ou autotutela; O princípio da autotutela é a obrigação da Administração Pública em controlar os atos editados, para retirar do ordenamento jurídico os ilegítimos ou inoportunos. → ILEGÍTIMOS são os atos ilegais ou nulos, tendo a Administração a obrigação de retirá-los do sistema. → INOPORTUNOS são os atos que, em que pese não serem ilegais, se tornaram inoportunos ou inconvenientes, tendo a Administração a prerrogativa de revogar os que entender se enquadrarem em tais características. Os fundamentos acima estão consolidados pelo STF, nas Súmulas 346 e 473: SÚMULA 346 STF A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. SÚMULA 473 STF A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. Quando realizado pelo poder judiciário se apresenta o controle externo. Em respeito ao Princípio da Separação dos Poderes, o Judiciário e Legislativo, quando apreciarem atos administrativos, deverão limitar-se aos aspectos da legalidade, não lhes competindo analisar o mérito, conveniência ou oportunidade. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 47 IMPORTANTE: Sobre a súmula 346 do STF, foi fixada a seguinte tese: Tese de Repercussão Geral: Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. DICA 84 ANULAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Anulação tem como fundamento a ilegalidade do ato, sendo realizada pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. A anulação acarreta efeito ex tunc (retroage à situação original), eliminando, por consequência, todos os atos gerados pelo ato durante sua vigência. Não possibilita, em regra, a invocação de direitos adquiridos, em razão da ilegalidade apresentada, com exceção dos que constituíram direitos de boa-fé. O prazo (decadencial) que a Administração possuí para anulação dos seus atos é de 5 anos, conforme prescrito no artigo 54 da Lei nº 9.784/99. Se praticado o ato com má-fé, o prazo de 5 anos não se aplica. DICA 85 REVOGAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Revogação tem como fundamento a conveniência e oportunidade, não se tratando de retirada do ato em razão de ilegalidade. A revogação acarreta efeito ex nunc, ou seja, a partir da revogação, sendo mantidos os direitos adquiridos em respeito ao Princípio da Segurança Jurídica. Não há prazo para revogação, podendo ocorrer a qualquer momento, conforme o interesse público assim se apresente. Alguns atos não podem ser revogados, quais sejam, aqueles que já se consumaram. Ex.: Licitação já consumada com a celebração do contrato com o vencedor. A anulação e revogação dos atos administrativos se encontram prescritos no artigo 53 da Lei nº 9.784/99: Artigo 53 – A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 48 DICA 86 ANULAÇÃO X REVOGAÇÃO QUADRO RESUMO: ANULAÇÃO REVOGAÇÃO MOTIVO Ilegalidade Conveniência e Oportunidade TITULAR Administração e Judiciário Administração EFEITOS Ex Tunc Ex Nunc PRAZO 5 anos, salvo má-fé Sem prazo DICA 87 COMPETÊNCIA Características: Irrenunciável – o agente não pode recusar sua competência. Improrrogável – Ato praticado por agente incompetente, mesmo sem alegação de qualquer interessado, não torna esse agente competente pelo decurso do tempo. Imprescritível – Não se perde a competência pelo decurso do tempo. Somente a lei pode retirar uma competência, assim como somente a lei estipula competência. Inderrogável – A competência não pode ser transferida por simples vontade das partes. DICA 88 VÍCIOS DE COMPETÊNCIA Excesso de Poder: ocorre quando o agente público, embora competente, se excede no exercício de suas atribuições. Usurpação de Função: Quando uma pessoa se apropria de uma função para praticar atos inerentes a essa função. A pessoa se apodera da função sem ter sido investida legalmente nela. Ex.: Um irmão gêmeo de um servidor toma seu lugar e pratica um ato administrativo. Agente Putativo: ocorre quando uma pessoa é irregularmente investida na função pública. Ex.: fraude num concurso público, com vazamento de gabarito, beneficiando o infrator com a aprovação no concurso. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 49 DICA 89 FINALIDADE É o objetivo almejado com a prática do ato administrativo, lembrando que o objetivo deve ser sempre voltado para satisfazer o interesse público. A finalidade é definida em lei, não havendo liberdade para o agente praticar o ato. Em regra, a finalidade é vinculada, porém, mediante autorizaçãolegislativa, o agente poderá praticar o ato com certo grau de liberdade de escolha (discricionariedade). Se não respeitada a finalidade pública restará configurado o desvio de finalidade. DICA 90 FORMA É como o ato se materializa, ou seja, é a manifestação de vontade sendo concretizada. É como o ato vem ao mundo. Pode ser escrito (regra), verbal ou sons. Ex.: emissão de carteira de motorista para quem se habilita – o ato administrativo vem ao mundo através da emissão do documento (carteira de motorista). DICA 91 MOTIVO É a situação de fato ou de direito que autoriza a prática do ato administrativo. A situação de fato é o acontecimento que gera a expedição do ato administrativo. Ex.: excesso de velocidade gera um ato administrativo – multa. Situação de direito é aquela que está na lei. A lei descreve a situação. Ex.: aposentadoria compulsória. Está prevista em lei e, quando atingida a idade, ocorre a aposentadoria. DICA 92 OBJETO É o efeito prático pretendido com o ato administrativo. É aquilo que o ato produz, o seu resultado. Ex.: o objeto de um ato administrativo de desapropriação é extinguir o direito de propriedade do particular em favor do Estado. Ao ser praticado o ato, o objeto é a desapropriação. DICA BÔNUS DISCRICIONARIEDADE DO ATO ADMINISTRATIVO Ato discricionário é aquele que permite ao agente público realizar um juízo de conveniência e oportunidade, podendo decidir o melhor ato a ser praticado. A lei confere ao administrador certa margem de liberdade para escolha. No ato discricionário há mérito administrativo. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 50 Ex.: realização de concurso público pelo prazo de 2 anos, prorrogável por igual período. O administrador, utilizando do juízo de conveniência e oportunidade decidirá se prorrogará ou não o concurso. O ato discricionário é passível de controle pelo Poder Judiciário, não podendo o Judiciário analisar o mérito (conveniência e oportunidade), mas sim analisar sua legalidade. Vinculação do ato administrativo: Ato vinculado é aquele em que todos os requisitos ou elementos estão em lei, não havendo margem de liberdade para o agente público. Nos atos vinculados não há mérito administrativo, é a lei quem determina a forma e o conteúdo. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 51 DIREITO CIVIL DICA 93 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LINDB) A LINDB é estudada no âmbito do Direito Civil, mas a sua aplicação vai muito além dele, abrangendo assim os mais variados ramos do direito: tributário, civil, empresarial, penal etc. Essa lei foi recepcionada como Lei Ordinária e podemos chamá-la de norma de sobredireito, tendo em vista seu caráter introdutório, que disciplina princípios, aplicação, vigência, interpretação e integração, itens relacionados a todo o direito e não somente ao Código Civil. Para uma lei ser criada há um procedimento próprio que está definido na Constituição Federal (Processo Legislativo) e que envolve outras etapas como: → a tramitação no legislativo; → a sanção pelo executivo; → a sua promulgação e por último; → a publicação. Destaca-se que é a partir da publicação que a LINDB começa a ser aplicada. Quando uma Lei tem vigência, significa dizer que ela tem força obrigatória, tem executoriedade, que já pode produzir efeitos para os casos concretos nela previstos. Como se a lei fosse um ser vivo e que, enquanto vigente, tem vida. A vigência da lei pode ser abordada por 2 aspectos, que são: → o tempo (quando começam e quando terminam seus efeitos) e; → o espaço (o território em que a lei terá validade). DICA 94 LINDB Vacatio legis é o período dado pelo nosso ordenamento jurídico para que a sociedade e os operadores de direito possam adaptar-se devidamente a nova lei. Para seu melhor entendimento: Publicação oficial lei nova Vacatio legis Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 52 ORIENTAÇÕES PARA ESTUDO Assuntos mais relevantes da LINDB: Art. 1º - Vacatio legis; Art. 2º - Revogação; Art. 3º - Princípio da obrigatoriedade da Lei; Art. 4º - Lacuna (omissão) da lei; Art. 5º - Função social da Lei; Art. 6º - Irretroatividade; Art. 7º - Territorialidade. DICA 95 VIGÊNCIA DA LEI A Lei só começará a vigorar depois de sua publicação no Diário Oficial. Ao finalizar o processo de sua produção, a norma já é considerada válida, mas ainda não vigente. A vigência é um aspecto temporal da norma (prazo que demarca o seu período de aplicação. Art. 1º. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de oficialmente publicada; O período entre a publicação e a vigência é o que chamamos de vacância, ou vacatio legis, e serve para que os textos legais tenham uma melhor divulgação, um alcance maior, contemplando, dessa forma, prazo adequado para que da lei se tenha amplo conhecimento. A lei pode indicar outro prazo de vigência, que pode ser na data da publicação da lei, inferior ou superior aos 45 dias citados na LINDB. Se for constatado que a lei tem um prazo específico, dispondo em contrário à LINDB, esta é que prevalecerá. Logo, a publicação indicará o início da vigência da lei e tem a finalidade de tornar a lei conhecida. DICA 96 VIGÊNCIA DA LEI É importante destacar que quando a obrigatoriedade da lei brasileira for admitida em Estados estrangeiros, ela se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada e será nos casos por exemplo de registro civil de pessoas naturais no estrangeiro. Os brasileiros residentes no exterior podem registrar seus filhos no estrangeiro, para que sejam brasileiros natos. Se uma lei sobre o registro civil for publicada no Brasil, sem especificação de vacatio legis, ela será aplicada em 45 dias, no Brasil, e em 3 meses, nesse país. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 53 Art.1º. §1. Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 meses depois de oficialmente publicada; De mais a mais, caso haja uma lei já publicada, mas que ainda não está em vigor e, portanto, ainda está no período de vacatio legis. Se essa lei for republicada para correção (devido a erros materiais, omissões ou até mesmo falhas de ortografia), o prazo recomeçará a ser contado a partir dessa nova publicação. Assim, vejamos o que a LINDB diz: §3º. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação; §4º. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se Lei nova, ou seja, caso a vacatio legis já tenha sido superado, já tenha transcorrido o prazo de 45 dias, ou outro que a lei determine, estando, desta forma, a lei em sua plena vigência. Nesse caso a correção a texto será considerada como lei nova; DICA 97 VIGÊNCIA DA LEI – ART. 1º, §1º AO §4º É importante destacar que quando a obrigatoriedade da lei brasileira for admitida em Estados estrangeiros, ela se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada e será nos casos por exemplo de registro civil de pessoas naturais no estrangeiro. Os brasileiros residentes no exterior podem registrarseus filhos no estrangeiro, para que sejam brasileiros natos. Se uma lei sobre o registro civil for publicada no Brasil, sem especificação de vacatio legis, ela será aplicada em 45 dias, no Brasil, e em 3 meses, nesse país. Vejamos: Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 meses depois de oficialmente publicada; De mais a mais, caso haja uma lei já publicada, mas que ainda não está em vigor e, portanto, ainda está no período de vacatio legis. Se essa lei for republicada para correção (devido a erros materiais, omissões ou até mesmo falhas de ortografia), o prazo recomeçará a ser contado a partir dessa nova publicação. Assim, vejamos o que a LINDB diz: Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação; As correções a texto de lei já em vigor consideram-se Lei nova, ou seja, caso a vacatio legis já tenha sido superado, já tenha transcorrido o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, ou outro que a lei determine, estando, desta forma, a lei em sua plena vigência. Nesse caso a correção a texto será considerada como lei nova. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 54 DICA 98 ESTADO DA PESSOA NATURAL O estado pode ser: INDIVIDUAL: é o modo de ser do indivíduo no que diz respeito ao sexo, à idade, à cor, à saúde... O Estado Individual se refere a aspectos da constituição orgânica do indivíduo que possuem influência sobre a capacidade civil, se ele é homem ou mulher, se é maior de idade, entre outros. FAMILIAR: O Estado Familiar tem a ver com a situação do indivíduo no que diz respeito ao matrimônio, se ele é solteiro, casado, viúvo... e tem a ver com o parentesco, se ele é filho, pai, irmão... POLÍTICO: diz respeito à posição da pessoa na sociedade política, que pode ser nacional (nato ou naturalizado) e estrangeiro. DICA 99 CARACTERÍSTICAS DO ESTADO DA PESSOA NATURAL INDISPONIBILIDADE: O estado civil NÃO pode ser comercializado. É INALIENÁVEL e IRRENUNCIÁVEL. Contudo, pode mudar. O solteiro pode passar a ser casado. O casado pode passar a ser divorciado... IMPRESCRITIBILIDADE: O estado NÃO se perde, tampouco se adquire o estado pela prescrição. Não é possível obtê-lo por usucapião. INDIVISIBILIDADE: Regra: Ninguém pode ser casado e solteiro ao mesmo tempo, por exemplo. EXCEÇÃO: dupla nacionalidade. DICA 100 INCAPACIDADES ABSOLUTAMENTE INCAPAZES RELATIVAMENTE INCAPAZES Apenas os menores de 16 anos. Não existem maiores de idade que sejam absolutamente incapazes. (art. 3º CC) Maiores de 16 anos e menores de 18 anos; Ébrios habituais e viciados em tóxicos; Pessoas que, por causa transitória ou definitiva, não puderem expressar vontade; Pródigos. (art. 4º, CC) OBS.: Os absolutamente incapazes devem ser representados enquanto os relativamente incapazes devem ser assistidos. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 55 DICA 101 PESSOA E PERSONALIDADE PESSOA: é o ser físico ou coletivo, que pode adquirir direitos e contrair obrigações. A pessoa é sujeito de direito; PESSOA NATURAL: é dotada de personalidade e capacidade; PESSOA JURÍDICA: sujeito das relações jurídicas. Por ser a PJ um objeto, ela pode ser vendida; PERSONALIDADE: aptidão de adquirir direitos e possuir obrigações. Toda pessoa possui personalidade jurídica; CAPACIDADE DE DIREITO: CAPACIDADE NÃO É PERSONALIDADE! A capacidade de direito é condição do próprio homem. Todos os indivíduos possuem, sem distinção. O artigo 1º do Código Civil dispõe que: “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.” DICA 102 CAPACIDADE A Capacidade pode ser: De direito ou gozo: todos possuem pelo simples fato de serem humanos. De fato ou exercício: somente alguns indivíduos possuem. Em regra, é adquirida aos 18 anos. Capacidade Plena: capacidade de direito + capacidade de fato. Capacidade Limitada: só capacidade de direito. Artigo 543 do CC: Se o donatário for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, desde que se trate de doação pura. VEJA COMO ESSE TEMA JÁ FOI COBRADO: QUESTÃO, 2018. Joaquim, de 10 anos, é contemplado, em testamento deixado por seu tio avô, Antônio, com um pequeno apartamento no Município de Florianópolis. Surpresos com a deixa, os genitores de Joaquim procuram assistência jurídica. Nesse caso, Joaquim: a) não poderá receber a propriedade do imóvel, visto ser absolutamente incapaz; b) não possui personalidade civil, assim seus pais receberão a propriedade do bem; c) poderá receber a propriedade do imóvel, mediante a assistência dos pais; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 56 d) poderá receber a propriedade do bem, já que possui capacidade de direito; e) poderá receber a propriedade do bem quando atingir a maioridade civil. Gabarito: Letra d. Comentário: CERTO, pois Joaquim possui capacidade de direito e não de fato. Ainda, está de acordo com o artigo 543 do CC: Se o donatário for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, desde que se trate de doação pura. DICA BÔNUS ABSOLUTAMENTE E RELATIVAMENTE INCAPAZES ABSOLUTAMENTE INCAPAZES: RELATIVAMENTE INCAPAZES: São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; IV - os pródigos. Veja como já foi cobrado: QUESTÃO FGV, 2011. Três irmãos pretendem comprar juntos um automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge. Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente: a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz; b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz; c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz; d) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz; e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz. Gabarito: Letra a. DICA BÔNUS MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS Os maiores de 16 anos e menores de 18 anos podem participar das relações jurídicas, até mesmo assinando documentos. Entretanto, não podem fazê-lo sozinhos, mas Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 57 assistidos por seu representante legal, assinando ambos os documentos que se referem ao ato ou negócio jurídico. No que se refere a ações judiciais, os maiores de 16 anos e menores de 18 anos precisam de assistência, devendo ser citados, quando forem réus, juntamente com o seu assistente. Em algumas situações, inclusive, precisam constituir procurador junto com o assistente. ATENÇÃO! Art. 1.692, CC: Sempre que no exercício do poder familiar colidir o interesse dos pais com o do filho, a requerimento deste ou do Ministério Público o juiz lhe dará curador especial. Licensedto ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 58 DIREITO PROCESSUAL CIVIL DICA 103 DA JURISDIÇÃO Em relação à matéria de Processo Civil, a Jurisdição é um dos temas mais importantes. Vejamos alguns pontos importantes: Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em todo o território nacional, conforme as disposições deste Código; Esse artigo deixa claro que o processo é civil, vale dizer, o CPC se insere dentro das matérias cíveis, a excluir, inicialmente, a jurisdição penal. Além disso, dentro da área cível, o CPC disciplina diretamente um procedimento para resolução de conflitos civis, que envolve relações entre privados, sujeitas à Justiça Comum (federal ou estadual). Nesse contexto, é importante compreender que temos outras matérias cíveis – como a Eleitoral e a do Trabalho – cuja aplicação do CPC é subsidiária. A necessidade da jurisdição se justifica na medida em que apenas a previsão de direitos e deveres nas leis não é suficiente para evitar ou solucionar conflitos. Desse modo, é necessário existir instrumento capaz, justo e efetivo de solucionar os conflitos, para restabelecer a harmonia nas relações sociais. Nesse contexto, a partir da divisão de poderes, o Estado cria um poder específico para exercer a função jurisdicional, cuja atuação é voltada para promoção dessa harmonia social. DICA 104 JURISDIÇÃO A jurisdição pode ser compreendida como atuação do Estado por intermédio do processo, do qual o juiz necessariamente irá participar, para aplicar o direito objetivo ao caso concreto. O resultado do exercício da jurisdição é a solução da lide existente entre as partes, com a pretensão última de que ambos (autor e réu) saiam do processo satisfeitos com a solução adotada. Pode-se afirmar, por tanto, que a satisfação faz parte do conceito de jurisdição; O escopo jurídico da jurisdição é a solução da crise jurídica e espera-se a conformação das partes (escopo social). Portanto, Jurisdição envolve formas estatal de resolução de conflitos, por intermédio do qual aplica-se o direito objetivo ao caso concreto como forma de por fim, de forma definitiva, à crise jurídica, gerando a pacificação social. DICA 105 PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO Os princípios mais comuns da jurisdição são a investidura, territorialidade, indelegabilidade, inevitabilidade, inafastabilidade e o juiz natural; O princípio da investidura envolve a transmissão do poder jurisdicional ao juiz, que exercerá a atividade jurisdicional. Vale dizer que o princípio implica a necessidade de que a jurisdição seja exercida pela pessoa legitimamente investida na função jurisdicional; O princípio da territorialidade é conhecido também como princípio da aderência ao território; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 59 O princípio da indelegabilidade é um dos mais relevantes, podendo ser analisado sob duas perspectivas: a) externa; e b) interna; Pela perspectiva externa, o princípio da indelegabilidade remete à ideia de que o Poder Judiciário não poderá outorgar a sua competência a outros poderes. Dito de forma simples, não pode o Poder Judiciário delegar a atribuição de julgar os processos aos poderes Executivo ou Legislativo. Pela perspectiva interna, o princípio da indelegabilidade entende que a jurisdição é fixada por intermédio de um conjunto de normas gerais, abstratas e impessoais, não sendo admissível a delegação da competência para julgar de um Juiz para outro; DICA 106 AÇÃO O tema ação é muito importante para sua prova. Por isso, vejamos alguns pontos importantes: Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade; Caso o juiz entenda que não há interesse ou legitimidade, indeferirá a petição inicial com extinção do processo sem resolução do mérito. Trata-se da denominada sentença terminativa, que não produz coisa julgada material; Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do direito, ou seja, a parte poderá pleitear tão somente ação declaratória, mesmo que o receio de insegurança jurídica tenha evoluído para uma lesão a direito. De acordo com a doutrina, esse dispositivo prestigia a autonomia individual; Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico; Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial; Elementos da Ação: para que se tenha uma ação será necessário haver partes (pelo menos um autor e um réu), essas partes pretendem um objeto (que se materializa na ação pelo pedido). Para que a prestação da tutela jurisdicional lhe seja favorável deverão trazer fatos consistentes e fundamentá-los juridicamente, ou seja, irão expor a causa de pedir; DICA 107 ESPÉCIES DE AÇÃO Ação real envolve relação jurídica de direito real; Ação pessoal envolve relação jurídica de direito pessoal; Ação mobiliária envolve bens móveis; Ação imobiliária envolve bens imóveis; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 60 Ação de conhecimento certificação de direito; Ação de execução efetivação de direito Ação cautelar proteger a efetivação de um direito; Ação condenatória aquela em que se afirma a titularidade de um direito a uma prestação e pela qual se busca a certificação e a efetivação desse mesmo direito, com a condenação do réu ao cumprimento da prestação devida; Ação constitutiva aquela que tem por objetivo obter uma certificação e efetivação de um direito potestativo; Ação declaratória aquela que tem o objetivo de certificar a existência, a inexistência ou o modo de ser de uma relação jurídica; DICA 108 DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO O interesse processual e a legitimidade ad causam são as chamadas condições da ação. O interesse processual, também chamado de interesse de agir, é formado por um binômio: Necessidade: que é a necessidade de intervenção jurisdicional para satisfazer determinada pretensão advinda de um dano ou perigo de dano. Utilidade: a ação, através do procedimento adequado, deve ser capaz de propiciar uma melhora na situação jurídica da parte. Quando há inadequação da via eleita, não há utilidade para a parte e configura-se carência de ação. Quanto a legitimidade ad causam, para que se faça presente é necessário que os sujeitos da relação jurídica de direito material sejam os mesmos da relação jurídica de direito processual. A legitimidade pode ser dada a qualquer indivíduo, bastando ser este titular do direito, não fazendo distinção entre ser o sujeito capaz ou não. A legitimidade pode ser dividida em: ordinária: parte postula direito próprio em nome próprio. extraordinária (substituição processual): parte pleiteia direito alheio em nome próprio. Sendo necessária autorização legal. O substituído poderá intervir no processo na qualidade de assistente litisconsorcial, conforme previsão do art. 18, do CPC, o qual prevê que, “ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial.” ATENÇÃO!! Não confundir substituição processual com sucessão processual, a sucessão ocorre quando há a saída de uma parte para a entrada de outra. Ex.: quando há morte de uma das partes e o direito discutido é transmissível. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.comMemorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 61 DICA 109 DOS ELEMENTOS DA AÇÃO Os elementos são a verdadeira marca da ação, a partir deles é que se poderá analisar a existência de ações idênticas, distintas ou semelhantes. ATENÇÃO!! Não confundir os elementos da ação com as condições da ação (interesse processual e legitimidade ad causam). São elementos da ação: Partes: que são todos os sujeitos que participam do processo. Causa de Pedir: essa por sua vez se subdivide em causa de pedir próxima que são os fundamentos jurídicos e causa de pedir remota que são os fatos. Quanto a causa de pedir, o CPC adota a chamada teoria da substanciação, segundo a qual é necessário explicitar os fundamentos jurídicos e os fatos, ou seja, a causa de pedir próxima e remota. Pedido: em regra deve ser certo (expresso), salvo em alguns casos em que o pedido é implícito: juros, correção monetária, verbas de sucumbência (incluídos os honorários advocatícios) e prestações vincendas. O pedido também deve ser, em regra, determinado. Quando se fala em determinação do pedido, está-se falando em liquidez, ou seja, no aspecto quantitativo da petição. Existem situações, entretanto, que se autoriza o pedido genérico: ações universais: são as que se pleiteia uma universalidade de bens. Ex.: pedido para que o réu entregue uma biblioteca, com todos os livros contidos nesta; impossibilidade de se determinar as consequências do ato ou do fato: Ex.: ação que pleiteia perdas e danos por atropelamento, na qual não é possível quantificar inicialmente os lucros cessantes por estar a vítima hospitalizada. a apuração do valor ou do objeto depende de ato a ser praticado pelo réu: Ex.: muito utilizado é a ação de exigir contas. Somente sendo possível definir o valor que o autor faz jus após a prestação de contas do réu. DICA 110 DA CUMULAÇÃO DE PEDIDOS O CPC traz a possibilidade de cumulação de pedidos contra um mesmo réu, ainda que não haja conexão entre esses pedidos, não precisando os pedidos decorrerem de um mesmo fato. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 62 Cumulação própria: possibilidade de o autor obter procedência simultânea de dois ou mais pedidos. Cumulação própria simples: pedidos independentes. Juiz pode conceder, qualquer deles ou ambos. Ex.: danos materiais cumulados com danos morais. Cumulação própria sucessiva: o segundo pedido só pode ser analisado se procedente o primeiro. Ex.: investigação de paternidade cumulada com alimentos. Neste caso, os alimentos somente serão analisados se resolvida a questão da paternidade. Cumulação imprópria: não há possibilidade de procedência simultânea de dois ou mais pedidos. Na verdade, não há propriamente uma cumulação uma vez que o autor não deseja os dois pedidos. Cumulação imprópria subsidiária: juiz conhece o segundo pedido após não conhecer o primeiro. Ex.: pede-se a anulação do casamento, subsidiariamente (se não der) pede o divórcio. Cumulação imprópria alternativa: autor formula mais de um pedido para que o juiz acolha qualquer deles. É como se o autor dissesse que tanto faz qual o juiz acolher, sem que exista uma ordem de preferência. DICA 111 DA POSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO DO PEDIDO O art. 329 do CPC tratou da possibilidade de o autor modificar o pedido apresentado na inicial. Existindo três possibilidades a depender do momento: Pedido de modificação feito antes da citação do réu: possibilidade de alteração do pedido ou causa de pedir, sendo desnecessário o consentimento do réu, afinal ele não foi citado. Pedido de modificação feito após a citação do réu: é possível modificar o pedido ou causa de pedir. Porém, nesse momento, é necessário o consentimento do réu que já fora citado. Após a fase de saneamento do processo: não é mais possível qualquer alteração no pedido ou causa de pedir. DICA 112 DO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO Possui previsão constitucional no art. 5º, LV da CF. O CPC, também trouxe tal princípio em seu art. 7º, afirmando que cabe ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. Esse contraditório efetivo (também chamado de dinâmico), é diferente do chamado contraditório estático e se firma em três pilares: Direito de ação e reação/bilateralidade de audiência: é a ideia clássica deste princípio, sendo basicamente o direito de dizer e desdizer. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 63 Poder de influência: não basta a ação e reação, as partes devem ter o poder de influenciar o ato decisório. Proibição de decisão surpresa: juiz não pode surpreender as partes com as chamadas decisões de terceira via, ou seja, juiz não pode decidir com fundamento sobre o qual não tenha dado às partes oportunidade de manifestação, mesmo se tratando de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. É a previsão do art. 10 do CPC. A regra é que o contraditório seja antecipado, conforme previsão do art. 9º do CPC. Entretanto, o próprio dispositivo legal traz situações que excepcionam esta regra: tutela provisória de urgência; às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311; à decisão prevista no art. 701. (ação monitória) Contraditório inútil: ocorre quando a decisão é proferida sem a oitiva da parte, mas é favorável a ela. Contraditório eventual: exercido em outro processo. Ex.: Embargos à execução, na qual a defesa da execução se dá em ação própria para exercício do seu contraditório. DICA BÔNUS DO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ Quando se trata da boa-fé, importa ao direito processual a chamada boa-fé objetiva, que é aquela que não analisa a intenção do sujeito. ATENÇÃO! A verificação da violação à boa-fé objetiva dispensa a comprovação do animus do sujeito processual. (En. 1, CJF). VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM: a boa-fé impede a adoção de comportamentos contraditórios. Não podendo a parte no curso do processo adotar um comportamento que indica certa postura e, posteriormente, um comportamento contraditório. Ex.: expresso no CPC é o art. 1000, que prevê que a parte que aceitar expressa ou tacitamente a decisão não poderá recorrer. DUTY TO MITIGATE THE LOSS: esse princípio é um dever, fundado na boa-fé, de mitigação pelo credor de seus próprios prejuízos. Deve o credor, diante do inadimplemento do devedor, adotar medidas razoáveis para diminuir suas perdas. Enunciado 169, CJF: O princípio da boa-fé objetiva deve levar o credor a evitar o agravamento do próprio prejuízo. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 64 DIREITO TRIBUTÁRIO DICA 113 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA – INTRODUÇÃO A competência tributária é a habilitação para criar (instituir) tributos por meio de lei. A competência tributária, desse modo, é uma espécie de competência legislativa sendo exercida somente pelo Parlamento. Também são manifestações do exercício da competência tributária a modificação, redução e extinção de tributos. Sendo uma competência do tipo legislativa, a competência tributária é atribuída, de forma exclusiva pela Constituição Federal, não havendo qualquer possibilidade de ser conferida ou modificada por leis, constituições estaduais ou qualquer outro veículo normativo. A competência tributária é atribuída pela Constituição Federal (arts. 145, 147, 148, 149, 149-A, 153, 155, 156 e 195) só às entidades federativas. Assim, a titularidade da competência tributária é exclusiva depessoas jurídicas de direito público integrantes da Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), sendo insuscetível de delegação a outras pessoas. Como isto pode cair na sua prova: QUESTÃO SIMULADA Sobre a competência tributária, é correto afirmar que é: a) A titularidade da competência tributária é exclusiva de pessoas jurídicas de direito público e de direito privado. b) A competência tributária é atribuída somente por lei ordinária. c) A titularidade da competência tributária é exclusiva de pessoas jurídicas de direito público integrantes da Administração Direta (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), sendo insuscetível de delegação a outras pessoas. d) A titularidade da competência tributária é exclusiva às seguintes pessoas jurídicas de direito público integrantes da Administração Direta: A União, Estados e Distrito Federal, porém sendo suscetível de delegação a outras pessoas. Gabarito: Letra c. DICA 114 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA X CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA A competência tributária é a aptidão para criar tributos por meio de lei. Não se confunde, portanto, com capacidade tributária ativa. Capacidade tributária ativa é a aptidão administrativa para cobrar ou arrecadar tributos. Assim, enquanto a competência tributária é exercida pelo Legislativo, a capacidade tributária desenvolve-se por meio do exercício de função estatal tipicamente administrativa consistente em realizar os atos concretos de arrecadar, fiscalizar e promover a cobrança do tributo. Embora a competência tributária seja indelegável, nada impede a delegação legal da capacidade tributária ativa. Muito pelo contrário, o art. 7º do CTN normatiza a delegação por meio de lei da capacidade tributária ativa, denominada “parafiscalidade”. É o que acontece, por exemplo, com as contribuições arrecadadas pelos sindicatos (art. 7º da CF) e com as contribuições cobradas pelos conselhos de classe (art. 149 da CF). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 65 DICA 115 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA X CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA- PARAFISCALIDADE CUIDADO: A parafiscalidade somente não poderá favorecer empresas privadas voltadas à obtenção de lucro, sob pena de transformar-se em uma vantagem competitiva frente aos demais agentes no mercado violando o princípio da livre concorrência (art. 170, IV, da CF). Competência Tributária: É o poder de criar/instituir o tributo. A competência é indelegável, de cunho taxativo e é exclusiva das pessoas políticas. Capacidade Tributária Ativa: É a aptidão para exigir o tributo. Esta aptidão é delegável inclusive para pessoas privadas. DICA 116 COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO São de competência privativa da União: Empréstimos compulsórios; Contribuições especiais (exceto iluminação pública e previdência de servidores); Imposto de Importação (II); Imposto de Exportação (IE); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); Imposto Territorial Rural (ITR); Imposto de Renda (IR); Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF – não regulamentado). ATENÇÃO!! É de competência extraordinária da União criar imposto em caso de guerra externa ou sua iminência. DICA 117 COMPETÊNCIA PRIVATIVA DOS ESTADOS São de competência privativa os seguintes impostos: Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS); Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Importante: Os estados, municípios, e Distrito Federal têm competência concorrente para criação de taxas e contribuições de melhoria, sempre em decorrência de sua especifica competência administrativa. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 66 DICA 118 COMPETÊNCIA PRIVATIVA DOS MUNÍCIPIOS E DO DISTRITO FEDERAL São de competência privativa dos munícipios: Imposto sobre Serviço (ISS); Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); e Imposto sobre Transmissão de Bens Inter-vivos (ITBI). Também é competência privativa dos munícipios a contribuição sobre iluminação pública. E o Distrito Federal: O Distrito Federal soma as competências estaduais e municipais, podendo cobrar todos impostos estaduais e municipais. DICA 119 O QUE ACONTECE QUANDO HÁ CONFLITOS DE COMPETÊNCIA, EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA, ENTRE OS ENTES FEDERATIVOS? Conforme nos traz o art. 146, I da CF/88, cabe à lei complementar dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Há também posicionamento do STF a respeito deste assunto, vamos ver a seguir: CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE: ICMS e repulsa constitucional à guerra tributária entre os Estados-membros: o legislador constituinte republicano, com o propósito de impedir a "guerra tributária" entre os Estados-membros, enunciou postulados e prescreveu diretrizes gerais de caráter subordinados a compor o estatuto constitucional do ICMS. (...) justificam a edição de lei complementar nacional vocacionada a regular o modo e a forma como os Estados-membros e o Distrito Federal, sempre após deliberação conjunta, poderão, por ato próprio, conceder e/ou revogar isenções, incentivos e benefícios fiscais. [ADI 1.247 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 17-8-1995, P, DJ de 8-9-1995.] DICA 120 PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA O princípio da anterioridade tributária – ou princípio da eficácia diferida – está normatizado nas alíneas b e c do inciso III do art. 150 da CF. A alínea b fala sobre a anterioridade anual ou anterioridade de exercício. A alínea c, por sua vez, inserida pela EC n.º 42/2003, refere-se à anterioridade nonagesimal. O Princípio da Anterioridade Tributária tem como objetivo assegurar que o contribuinte não seja pego de surpresa pelo Fisco, indo ao encontro da necessidade de o contribuinte se preparar para o evento compulsório da tributação, seja disponibilizando recursos, seja consultando um advogado especializado, que poderá orientar o contribuinte de forma devida. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 67 DICA 121 PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL- NOMENCLATURA JÁ COBRADA EM OUTRO CONCURSO O Princípio da Anterioridade Nonagesimal também pode ser chamado de “anterioridade privilegiada”, “anterioridade qualificada”, “anterioridade mínima” ou, ainda, “Princípio da Carência*” (esta, uma expressão de José Afonso da Silva). *A expressão foi cobrada em prova realizada pela Esaf, para o cargo de Analista de Finanças e Controle (CGU), em 2012. DICA 122 O PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE E O DIREITO FUNDAMENTAL DO CONTRIBUINTE: UMA CLÁUSULA PÉTREA O princípio da anterioridade tributária é inequívoca garantia individual do contribuinte, implicando que sua violação produzirá irremissível vício de inconstitucionalidade. Assim se posicionou o STF quando, ao analisar o art. 2º, § 3º, da EC n. 3, de 1993, que afastara o princípio da anterioridade tributária anual do antigo IPMF, entendeu que teria havido, com tal medida, uma violação à “garantia individual do contribuinte” (STF, ADI n. 939-7, rel. Min. Sydney Sanches, j. em 15-12-1993). Já foi tema de prova: Para o cargo de Juiz de Direito Substituto do Amazonas (TJ/AM), em 2013 ,a seguinte alternativa considerada CORRETA: “O STF já julgou hipótese em que a EC n. 3 autorizou a instituição, por meio de lei complementar, de um novo tributo (diverso daqueles até entãoprevistos na CF/88). A mesma Emenda dispôs que o novo tributo não estaria sujeito ao princípio da anterioridade. Sobre esse caso, a decisão do STF retrata que o novo tributo é constitucional, mas está sujeito à observância do princípio da anterioridade, que, como garantia individual, não poderia ser afastado sequer por Emenda”. Neste sentido , a limitação decorrente do princípio da anterioridade, por configurar cláusula pétrea da Constituição da República, não pode ser elidida por emenda constitucional. DICA 123 CONCEITO LEGISLATIVO DE TRIBUTO O conceito está normatizado no art. 3º do Código Tributário Nacional, que fala o seguinte: “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. BÔNUS: Ao prescrever que o tributo é sempre prestação pecuniária, o art. 3º do CTN excluiu do direito brasileiro as figuras do “tributo in labore” (prestações de serviço) e do “tributo in natura” (entrega de bens). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 68 DICA 124 FUNÇÃO DOS TRIBUTOS A função principal do tributo é gerar recursos financeiros para o Estado. É a função chamada fiscal. O tributo também pode ter função extrafiscal (interferência no domínio econômico, a exemplo das alíquotas de importação) ou parafiscal (arrecadação de recursos para autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista, empresas públicas ou mesmo pessoas de direito privado que desenvolvam atividades relevantes, mas que não são próprias do Estado, a exemplo dos sindicatos, do Sesi etc.). DICA 125 EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO Normatizados no art. 148 da Constituição Federal, os chamados empréstimos compulsórios são tributos restituíveis de competência exclusiva da União. Importante você também saber que é incabível a criação de empréstimo compulsório, ainda que mediante delegação, pelos Estados, Distrito Federal ou Municípios. Importante: Os valores obtidos com o empréstimo compulsório não integram o patrimônio público. Por ser restituível, o empréstimo compulsório não chega a transferir riquezas do setor privado para o Estado. DICA 126 A CRIAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIO Os empréstimos compulsórios são criados e disciplinados por lei complementar federal, sendo proibida sua disciplina por meio de leis ordinárias ou medidas provisórias, conforme alude o art. 64, § 1º, III, da CF/88. Lembrando sempre que a nossa CF/88 prevê as seguintes hipóteses para a instituição do Empréstimo Compulsório: calamidade pública (inciso I); guerra externa ou sua iminência (inciso I); ou investimento público relevante (inciso II). DICA 127 MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO PODE AJUIZAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA SOBRE RESTITUIÇÃO DE EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO O STJ decidiu recentemente que o Ministério Público não tem legitimidade ativa para ajuizar ação civil pública objetivando a restituição de valores indevidamente recolhidos a título de empréstimo compulsório sobre a compra de automóveis de passeio e utilitários. "Dessa forma, reconhece-se a ilegitimidade ativa do Ministério Público para ajuizar ação civil pública objetivando a restituição de valores indevidamente recolhidos a título de empréstimo compulsório sobre aquisição de automóveis de passeio e utilitários, nos termos do Decreto-Lei 2.288/1986", concluiu o relator do REsp 1.709.093. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 69 DICA BÔNUS PODE HAVER COBRANÇA SIMULTÂNEA DO EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO COM O IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO DE GUERRA? Segundo a doutrina majoritária, sim. Se o ordenamento jurídico pátrio não proíbe bitributação e bis in idem envolvendo empréstimos compulsórios, a possibilidade de sua exigência simultânea junto com outros tributos alcança também os impostos extraordinários de guerra (art. 154, II, da CF). Sendo assim, diante da hipótese de guerra externa ou sua iminência, pode a União instituir simultaneamente empréstimo compulsório e imposto extraordinário para fazer frente aos gastos com o conflito internacional. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 70 DIREITO PENAL DICA 128 DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL - PRINCÍPIOS APLICADOS A aplicação da Lei Penal é regida por dois princípios, da legalidade e da anterioridade, que estão expressos na Constituição Federal, no art. 5º, inciso XXXIX, que diz “não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. Isso significa que só será crime se a previsão em lei estiver sido criada antes do fato praticado; Outro princípio que rege a aplicação da lei penal é o princípio da irretroatividade da lei penal, previsto no art. 5º, XL, da CF/88, segundo o qual “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Quando a lei retroage, ela se aplica aos fatos praticados antes de sua criação. DICA 129 SUCESSÃO DE LEIS PENAIS NO TEMPO Segundo o disposto no CP, Art. 2º, Parágrafo único: A lei posterior que, de qualquer modo, favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Uma lei nova que modifica o regime anterior, melhorando ou beneficiando a situação do sujeito, aplica-se aos fatos anteriores, mesmo que já tenha o trânsito em julgado da sentença condenatória. Se a lei piorar de qualquer forma, só vai se aplicar aos fatos posteriores. Abolitio Criminis: ocorre quando uma conduta deixa de ser crime (RETROAGE); Novatio Legis Incriminadora: ocorre quando uma conduta que era lícita passa a ser crime (NÃO RETROAGE, pois é prejudicial); Novatio Legis In Pejus: lei que torna a lei mais gravosa de alguma forma (NÃO RETROAGE) Novatio Legis In Mellius: beneficia, de alguma forma, a situação do acusado (RETROAGE) DICA 130 EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE Aplica-se o princípio da ultratividade; A lei se aplica ao período determinado seja melhor ou pior que a anterior ou posterior; Hipóteses: lei TEMPORÁRIA ou EXCEPCIONAL A lei TEMPORÁRIA tem data de início e final determinadas, por exemplo, de 1º de Junho de 2021 a 30 de Junho de 2021; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 71 A lei EXCEPCIONAL não tem data certa, pois vige uma determinada SITUAÇÃO, ou seja, a lei vigorará ENQUANTO durar a pandemia; Dica para memorizar se a LEI é melhor ou pior NOVATIO LEGIS IN MELLIUS: M de MELHOR NOVATIO LEGIS IN PEJUS: P de PIOR LEX MITIOR: M de MELHOR LEX GRAVIOR: lei mais GRAVE DICA 131 LEI PENAL NO TEMPO Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Abolitio criminis: descriminalização da conduta – não necessariamente legaliza a conduta. Ex.: adultério. Efeito penal da sentença condenatória. FIQUE ATENTO! A abolitio criminis não cessa os efeitos extrapenais: art. 91, 91-A e 92 do CP - reparação de dano, perda do mandato, perda do poder familiar, etc. DICA 132 RETROATIVIDADE DA LEI PENAL Art. 2º, Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda quedecididos por sentença condenatória transitada em julgado. Desdobramento do princípio da legalidade; Cláusula pétrea, uma vez que também está previsto no art. 5º da CF/88; Se houver o trânsito em julgado quem aplica a lei nova é o juízo da execução. Efeito da sentença penal condenatória Principal Execução da pena Secundário Reincidência, antecedentes criminais, etc Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 72 STF/STJ: Não é possível combinação de leis. Analisa-se a nova lei no todo, pois senão o juiz estaria aplicando uma terceira lei que resultaria na junção de duas leis, atuando como legislador positivo. SÚMULA 611-STF: Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna. SÚMULA 471-STJ: Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos antes da vigência da Lei n. 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional. SÚMULA 501-STJ: É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis. DICA 133 TEMPO E LUGAR DO CRIME O TEMPO do crime será considerado no momento de sua ação ou omissão (teoria da atividade); O LUGAR do crime será considerado no momento da ação ou da omissão ou o lugar onde o resultado aconteceu ou deveria ter acontecido (teoria da ubiquidade); L Lugar U Ubiquidade T Tempo A Atividade Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 73 DICA 134 APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO ESPAÇO Em regra a lei penal brasileira se aplica aos fatos praticados no território nacional; Excepcionalmente, pode se aplicar a fatos praticados fora do país, são os casos de extraterritorialidade; A extraterritorialidade pode ser incondicionada, quando a lei brasileira de aplica em qualquer hipótese, até mesmo se o agente já tiver sido condenado ou absolvido no exterior, ou condicionada quando depender de alguns requisitos; As aeronaves ou embarcações do GOVERNO brasileiro são consideradas extensão do BRASIL, ou seja, se aplica o princípio da territorialidade. DICA 135 EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA Crime contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; Crime contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; Crime contra a administração pública, por quem está a seu serviço; Crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; DICA 136 EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA O agente não pode ter sido perdoado, absolvido ou já ter cumprido a pena no estrangeiro; O agente deve entrar no brasil após praticar o crime; O fato deve ser crime nos dois países; O crime deve autorizar a extradição; Hipóteses: Crimes reprimidos em tratado ou Convenção pelo Brasil; Ou crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados; Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 74 DICA 137 MNEMÔNICO – “PAG A BET” INCONDICIONADA P Presidente A Administração G Genocídio CONDICIONADA B Brasileiro E Embarcação ou Aeronave privada T Tratado ou Convenção Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 75 PROCESSO PENAL DICA 138 GARANTIAS DO INVESTIGADO NO INQUÉRITO POLICIAL - COMUNICAÇÃO DA PRISÃO De acordo com o art. 5º, inciso LXII, da Constituição de 1988 [...] "a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada". O referido inciso define que a prisão deverá ser publicizada, no sentido de se tornar pública ao juiz competente e à família do preso, ou à pessoa por ele indicada. Trata-se de um direito de extrema relevância para o Estado Democrático de Direito. DICA 139 DAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO PENAL - DIREITO AO SILÊNCIO Segundo o artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição de 1988 [...] "o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado". Verifica-se que o referido dispositivo constitucional consagra o direito fundamental ao silêncio, uma das implicações do princípio nemo tenetur detegere, segundo o qual ninguém será obrigado a produzir provas contra si, modalidade da autodefesa passiva. DICA 140 DAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO PENAL - IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELA PRISÃO Um dos direitos constitucionais garantidos ao preso, considerado inclusive uma garantia fundamental, é o de ter a identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. Veja só, na íntegra: Artigo 5º, inciso LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; Assim, quando da sua prisão, é seu direito saber quem o prendeu ou quem o interrogou e, inclusive, a não observância desse direito no primeiro caso, pode ensejar ao relaxamento da prisão, ao passo que no segundo, na nulidade do procedimento. Resumindo: Fui preso? Tenho direito de ser informado sobre quem me prendeu ou interrogou. DICA 141 DA INCOMUNICABILIDADE Era a possibilidade de que o preso no IP não tivesse contato com terceiros, em favor da eficiência da investigação. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 76 Requisitos: Ordem judicial motivada; Prazo de 3 dias; Acesso do advogado. Filtro constitucional: com o advento do art. 136, § 3º, IV, CF que inadmite a incomunicabilidade mesmo no Estado de Defesa, conclui-se que o art. 21 do CPP não foi recepcionado (interpretação lógica). DICA 142 DO INQUÉRITO POLICIAL - CONCEITO DO INQUÉRITO POLICIAL O inquérito consiste num conjunto de diligências visando elucidar os fatos, as fontes de prova. Além disso, possui caráter preparatório, pois através dele a polícia investigativa possibilita que o titular da ação penal (ex.: Ministério Público) possa ingressar com a Ação Penal. Natureza do inquérito: O inquérito policial possui a natureza de um procedimento administrativo, preparatório, presidido pela autoridade policial (delegado de polícia). NÃO é um processo ou procedimento judicial! Condução do inquérito: Vejam o art. 2º §1º da Lei 12.830/2013, que prevê que cabe ao delegado de polícia a condução do inquérito policial, o que reforça a sua natureza administrativa, e não jurisdicional. DICA 143 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL Procedimento ESCRITO (art. 9º, CPP) As peças do inquérito devem ser reduzidas a escrito. Procedimento DISPENSÁVEL (art. 39, §5, CPP) O inquérito é dispensável à propositura da Ação Penal.O MP dispensará o inquérito se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal. Procedimento INDISPONÍVEL (art. 17, CPP) Uma vez instaurado, a autoridade policial NÃO pode mandar arquivar os autos do inquérito policial. O delegado pode até concluir que o fato apurado não é crime, mas não pode arquivar o inquérito. Quem o faz é o Ministério Público, titular da ação penal, observando o procedimento do art. 28 do CPP. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 77 Procedimento SIGILOSO (art. 20) A autoridade deve assegurar o SIGILO no inquérito, necessário à elucidação do fato. Imaginem se cair no conhecimento popular que um determinado chefe do tráfico está sendo objeto de uma interceptação telefônica. A medida ficaria sem efeito, correto? É por isso que o inquérito é um procedimento SIGILOSO. DICA 144 CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO INQUISITIVO No inquérito policial há concentração de poder em autoridade única. Logo, há o afastamento do contraditório e da ampla defesa. (NESTOR TÁVORA) FIQUE ATENTO! A título de conhecimento, ressalte-se que é possível que o inquérito tenha Contraditório e Ampla Defesa. Havendo desejo político, é possível a regulação de inquéritos com contraditório e ampla defesa, a exemplo do inquérito para a expulsão do estrangeiro regulado na Lei de Migração (Art. 58, Lei 13.445/2017). DICA 145 CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO DISCRICIONÁRIO O Delegado preside a investigação da forma que entender mais estratégico, adequando o Inquérito Policial a realidade do crime apurado. TOME NOTA! Os arts. 6º e 7º do CPP, de forma não exaustiva, apontam diligências que podem ou devem ser cumpridas, para melhor aparelhar o Inquérito Policial. As diligências requeridas pela vítima ou pelo suspeito podem ser negadas, salvo o exame de corpo de delito quando a infração deixar vestígios (arts. 14, 158 e 184 do CPP). DICA 146 CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO SIGILOSO Cabe ao delegado de polícia velar pelo sigilo em favor da eficiência da investigação (art. 20, CPP). Princípio da presunção de inocência: Informações do Inquérito Policial não serão apontadas na certidão de antecedentes criminais. DICA 147 CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL: PROCEDIMENTO ESCRITO Prevalece a forma documental, sendo que os atos orais serão reduzidos a termo (art. 9º, CPP). O delegado deve rubricar todas as laudas do Inquérito Policial. As novas ferramentas tecnológicas podem ser empregadas na documentação, o que envolve captação de som e imagem, assim como a estenotipia (técnica de resumo de palavras por símbolos). Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 01 Todos os direitos reservados. Proibida cópia, plágio ou comercialização. Pensar Concursos. 78 DICA BÔNUS CONTRADITÓRIO DURANTE O INQUÉRITO POLICIAL O contraditório é um dos princípios bases do processo penal, expressamente consagrado na Constituição Federal. Contudo, o inquérito policial é um procedimento sigiloso. Então, como fazer para conciliar essas duas previsões? Regra geral, não há contraditório pleno no âmbito do inquérito policial. Trata-se de um procedimento de característica inquisitorial, em que o contraditório e a estrutura dialética, típica da ampla defesa e dos processos judiciais, não é observada. O Estatuto da OAB prevê que é direito do advogado examinar, mesmo sem procuração, os autos do inquérito policial (art. 7º, inciso XIV, Estatuto da OAB). A forma que a jurisprudência encontrou de compatibilizar isso é permitindo ao advogado o amplo acesso aos elementos de prova que já tiverem sido documentadas no inquérito policial. As diligências ainda em curso não serão permitidas o acesso ao advogado. É isso o que quer dizer a Súmula Vinculante n. 14: Súmula Vinculante n. 14 “é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.com