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Nematodeos Gastrintestinais em Ruminantes Rita Aurnheimer Principais Parasitos • Abomaso: Haemonchus spp, Ostertagia spp, Trichostrongylus axei • Intestino Delgado: T . colubriformis, Cooperia spp, Bunostumum spp, Strongyloides spp, Nematodirus spp • Intestino Grosso: Oesophagostomum spp, Trichuris spp Prevalencia • Temperatura • Preciptação pluviometrica • Solo • Tipo e manejo de pastagem • Especie e raça • Idade • Estado fisiologico e nutricional • Manejo dos animais Prevalencia • Pentração de nematoides (L3) pela ingestão de pastagem contaminada. • Atingem fase adulta no hospedeiro causando danos Ações espoliativas Toxicas Irritativas Obstrutivas (mecanicas) Patogenia • Capacidade de produzir doença: Quantidade que penetra Localização no hospedeiro Tipo de injúria Reação do tecido Gêneros da subfamília Trichostrongyloidea Haemonchus Ostertagia Cooperia Trichostrongylus Hyostrongylus Amidostomum Nematodirus Dictyocaulus L3 de alguns nematódeos de bovinos Trichostrongylus Ostertagia Bunostomum Haemonchus Cooperia Oesopha- gostomum Chabertia (250X) Trichostrongylus Haemonchus Chabertia Strongyloides (250X) L3 de alguns nematódeos de ovinos Chabertia ovina => chamada de “verme de grande boca do intestino”. Em animais domésticos, o seu local predileto é no cólon dos ovinos e caprinhos, é ocasionalmente visto em bovinos. 1 a 2 cm Patogenia/Sinais • Infecções mistas (varias especies e varios graus de patogenicidade) • Anorexia e perda de peso • Haemonchus contortus = ação hematófaga (adulto e L4) Anemia Hipoproteinemia Haemonchus contortus Papilas cervicais Lanceta bucal Patogenia/Sinais • H. contortus ovinos => 1 parasito = 0,05 ml sangue/dia. Perda diaria pode chegar de 6% a 25% nas grandes infestações. Perda contínua: Peso Anemia e esgotamento reservas de ferro e ptn. H. contortus • Caprinos => maior prevalencia e maior intensidade de infecção. • Fase aguda: perda de peso, desidratação, diarréia e anemia, pêlo sem brilho e arrepiado. • Fase cronica: intensificação dos sinais, edema submandibular e ventral. Anorexia, debilidade, fraquesa e apatia. Anemia e edema submandibular => hemoncose Hemoncose => aguda (morte mesmo em bom estado geral) Patogenia/Sinais • Tricostrogilose => Trichostronylus spp. Reações inflamatorias (erosão da mucosa, hiperemia, edema, perda de ptn). Atrofia das vilosidades (redução area de absorção = perda de peso e diarreia. Placas salientes no abomaso decorrentes de infecção por Trichostrongylus axei Patogenia/Sinais • Nematodirose = tricostrongilose Nematodirus em ovinos na região sul. • Cooperiose => Cooperia spp Novelos em torno das vilosidades (atrofia) Bovinos = jejuno (destruição vilosidades: inflamação, fragmentação epitelio, exudato cataral, mais grave degeneração e necrose do epitelio). Reduçao ingestao de agua e comida. Cooperia Cápsula bucal Espículos Patogenia/Sinais • Oesofagostomose = Oesophagostomum columbianum Processo inflamatório cronico => migração de larvas. Formação de nódulos (granulomas parasitários). Emergencia das larvas => colite catarral (aumento prod muco e perda de albumina p luz levando a diarreia). Anemia => larvas histotroficas. Patogenia/Sinais • Estrongiloidose => Strongyloides papillosus – Bezerros e cordeiros – Epitelio da mucosa ID = reações inflamatorias com edema, erosão da mucosa e enterite catarral. – Penetração ativa das larvas pela pele = dermatite nas patas, claudicação – Migração pulmonar das larvas. • Sinais respiratórios Trichuris sp Pouco patogenicos, grande numero para produzir lesões inflamatorias (ceco) e diarréria. Espécies comuns: T. ovis T. discollor T. globulos Patogenia /Sinais • Bunostomose – Ovinos = Bunostomum trigonocephalum – Bovinos = Bunostomum phlebotomum • Hematofagos • Duodeno e Jejuno – Digerem e absorvem o tampão mucoso – Ingestão de sangue – Perda de sangue Patogenia/Sinais • Ostertagiose => Ostertagia ostertagi (Bovinos, Ovinos e Caprinos) – Tipo I (Outono): 2 semanas após ingestão qdo as larvas emergem no abomaso (hiperplasia das glandulas secretoras de muco). – Tipo II (Primavera): larvas em hipobiose emergem gradual ou abruptamente. – Diarreia, anorexia, diminuição do ganho de peso. Lesões Macroscópicas características de Ostertagiose Outras espécies • Ostertagia iyrata (Bovinos e Ovinos) • Ostertagia circumcincta (Bovinos, Ovinos e Caprinos) • Ostertagia trifurcata (Ovinos e Caprinos) Ostertagia emergindo de uma glândula gástrica Epidemiologia • Fatores que determinam a intensidade da infecção adquirida: – Bovinos adquirem resistencia contra os nematodeos gastrintestinais com aproximadamente 2 anos. – Ovinos e caprinos adquirem gradativamente. • Resposta imune as reinfecções em ovinos pode ocorrer 6-9 meses. • Perda temporaria por estresse do parto, lactação, desnutrição. • Maior numero de mortes em caprinos ate 12 meses e acima dos 49 meses. Epidemiologia • Fatores ambientais – Preciptação pluviometrica – Manejo de pastagem visando capacidade de suporte – Aumento da concentração de animais – aumento da contaminação (vegetação mais baixa) • Fatores do hospedeiro – Ingestão de numero elevado de larvas – Prenhez; lactação – Subnutrição (resposta imunitaria não é efetiva para impedir o estabelecimento de nematodeos) Diganostico • Anamnese: – Hospedeiro – Pastagem – Manejo • Sinais clinicos Diagnostico H. contortus • FAMACHA (Faffa Malan Chart) => método de diagnóstico prático, rápido e seguro durante o manuseio de caprinos e ovinos. O método foi lançado em 1997 com o objetivo de identificar individualmente os animais que necessitam ou não serem tratados contra esta verminose. • Correlação entre os valores de hematócrito e a cor da conjuntiva de ovinos com diferentes graus de verminose causada pelo H. Contortus. Diagnostico • Definitivo: – Exame coprológico • McMaster (Nematodirus, Strongyloides, Trichures) • Cultivo de fezes (Haemonchus, Trichostrongylus, Ostertagia, Cooperia, Oesophagostomum, Bunostomum) – Necropsia • Parasitos – formol 5% • Conteudo do abomaso e do intestino – 100 ml em 5 ml de formol. Diagnóstico de parasitoses Controle e Profilaxia • Aplicação de anti-helminticos – Dosificações estratégicas • ↓ № formas infectantes na pastagem – Dosificações táticas • Entre duas estratégicas (umidade, temperatura) • Pluviometro/OPG – Dosificações curativas • Sinais clinicos de parasitose ou morte de animais – Vermifugação mãe/filhote • Inicio da cobertura/inseminação repetir 30 dias antes do parto (adultos e imaturos (hipobióticas) • Evitar primeiro terço da gestação Controle e profilaxia Controle e profilaxia Controle e profilaxia • Medidas de Manejo – Manter instalações limpas – Fezes em locais distantes dos animais, esterqueiras – Evitar superlotação nas pastagens – Separar por faixa etária – Everminar ao trocar de pastos Tabela 1: Principais anti- helminticos controle de nematoides em caprinos OBRIGADA!!!