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é comparativa. Quando você faz uma escolha racional, analisa um fator em relação a outro. E esses fatores, geralmente, são externos e objetivos, e por isso menos importantes para sua felicidade, que é, em essência, interna e subjetiva. E a paixão, ao contrário da razão, se desenvolve de dentro para fora, e por si só. Assim como a felicidade, é subjetiva, o que faz dela uma expressão autêntica do desejo genuíno que há em nós. Imagine, por exemplo, que você pudesse se conectar a uma máquina mágica que lhe proporcionasse todos os sentimentos que você quisesse, sem qualquer tipo de efeito colateral. A única restrição seria que você só pudesse escolher três emoções. Quais você escolheria? Se você é como a maioria das pessoas, provavelmente escolheria felicidade, paixão e entusiasmo. Afinal, que mais poderíamos querer? A questão é que não queremos esses sentimentos dados por uma máquina. Queremos obtê-los de forma natural. Por isso, atalhos como drogas, festas, comida e compras não nos satisfazem. Na verdade, todas essas coisas não passam de escapes temporários que produzirão ainda mais sofrimento posterior. E a razão disso é que essas atividades não preenchem o vazio que existe em nós. Queremos sentir essas emoções, mas queremos ser dignos delas. E onde, então, podemos encontrá-las?