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Significado de Precioso e Preparar

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PRECIOSO 243 PREPARAR
Terceiro, esta palavra significa ‘‘pesado” ou ‘‘no­
bre”: "Assim como a mosca morta faz exalar mau 
cheiro e inutilizar o ungüento do perfumador, as­
sim é para o famoso em sabedoria e em honra um 
pouco de estultícia [literalmente, “um pouco de 
estultícia é mais pesado do que a sabedoria e a 
honra”]” (Ec 10.1). Assim como a mosca morta 
faz o perfume feder, assim um pouco de tolice 
estraga a sabedoria e a honra — vale mais num 
sentido negativo (cf. Lm 4.2).
B. Verbo.
yãqor (1?;): “dificultar, estimar, avaliar, honrar, 
apreciar” . Este verbo, que aparece 11 vezes no 
hebraico bíblico, tem cognatos no ugarítico, árabe e 
acadiano. Em 1 Sm 26.21, a palavra quer dizer “apre­
ciar”: ‘‘Então, disse Saul: Pequei; volta, meu filho 
Davi, porque não mandarei fazer-te mal; porque/r;/ 
hoje preciosa a minha vida aos teus olhos”.
C. Substantivo.
Yqãr{~\~')\ "coisa preciosa, valor, preço, esplen­
dor, honra”. Este substantivo, que aparece 16 vezes 
no hebraico bíblico, é aramaico na forma. A palavra 
significa “valor” ou “preço” (Zc 11.13), “esplen­
dor” (Et 1.4) e “honra” (Et 8.16). Em Jr 20.5, a 
palavra sc refere a “coisas preciosas” : “Também 
darei toda a fazenda desta cidade, e todo o seu tra­
balho, e todas as suas coisas preciosas".
PREPARAR
A. Verbo.
kün (113): “estar fixo, estabelecer-se, aprontar- 
se. preparar-se, ser certo, ser admissível”. Este ver­
bo aparece em quase todos os idiomas semíticos 
(não no aramaico bíblico). O termo kün ocorre na 
Bíblia cm torno de 220 vezes e em todos os perío­
dos do hebraico.
Esta raiz usada concretamente conota “estar fir­
memente fixo”, “estar ancorado com firmeza” e “es­
tar firme” . O primeiro significado é aplicado a um 
telhado que está “firmemente fixo” nos pilares. 
Sansão disse ao moço que o conduzia: “Guia-me 
para que apalpe as colunas em que se sustem a casa, 
para que me encoste a cias” (Jz 16.2(>.). Em sentido 
semelhante, a terra habitada “está firmemente lixa 
ou ancorada” ; está imóvel: “O mundo também está 
firmado e não poderá vacilar” (Sl 93.1). No Sl 75.3, 
a imagem troca para a terra “firmemente estabeleci­
da" em colunas. No Sl 65.6. o estabelecimento divi­
no das montanhas é sinônimo da criação divina. O 
verbo também significa “firmar-se”: “E cresceste, e 
te engrandeceste, e alcançaste grande formosura [a
idade para finos ornamentos]; avultaram os seios, e 
cresceu o teu cabelo” (Ez 16.7).
Usado abstratamente, kün se refere ao conceito 
que está “estabelecido" ou “fixo”, de modo a ser imu­
tável e inalterável: “E o sonho foi duplicado duas 
vezes a Faraó é porque esta coisa é determinada de 
Deus. e Deus se apressa a fazê-la” (Gn 41.32, pri­
meira ocorrência da palavra). Em sentido um tanto 
quanto semelhante, pode-se dizer que a luz do dia 
“está firmemente fixa" ou chegou completamente: 
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que 
vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Pv
4.18). A palavra kün é usada para aludir a "estabele­
cer” os descendentes, a vê-los prósperos (Jó 21.8).
Algo pode estar "fixo” no sentido de "estar pron­
to ou terminado": "Assim se preparou toda a obra 
de Salomão, desde o dia da fundação da Casa do 
SENHOR" (2 Cr 8.16).
Uma coisa "estabelecida” pode ser algo que per­
manece. Em 1 Sm 20.31. Saul diz a Jônatas: "Por­
que todos os dias que o filho de Jessé viver sobre a 
terra nem tu serás firme, nem o teu reino” . Os lábi­
os verdadeiros i o que eles falam) “serão estabeleci­
dos" ou permanecerão para sempre (Pv 12.19). Os 
planos "permanecerão" (serão estabelecidos) se a 
pessoa entregar suas obras ao Senhor (Pv 16.3).
O termo kün também quer dizer “estar fixo" no 
sentido de "estar pronto". Josias disse ao povo para 
que "se preparasse” para a Páscoa (2 Cr 35.4). Este 
mesmo sentido aparece em Éx 19.11: "E estejam 
prontos para o terceiro dia: porquanto, no terceiro 
dia. o SENHOR descerá diante dos olhos de todo o 
povo sobre o monte Sinai". Acepção um pouco di­
ferente aparece em Jó 18.12. Bildade diz que sem­
pre que a impiedade se manifesta, há julgamento: 
“A destruição está pronta ao seu lado". Quer dizer 
a calamidade está "fixa” ou "preparada” , de forma 
que existe potencialmente mesmo antes de a impie­
dade surgir.
Algo "fixo" ou “estabelecido” pode "ser certo” : 
“Então, inquirirás, e inforinar-te-ás, c com diligên­
cia perguntarás; e eis que, sendo esse negócio verda­
de, e certo que se fez uma tal abominação no meio 
de ti..." (Dt 13.14). Em acepção um pouco diferente 
a coisa pode ser fidedigna ou verdadeira. Acerca dos 
ímpios, o salmista diz que "não há retidão na boca 
deles” (Sl 5.9). Um desenvolvimento adicional des­
ta ênfase é que um assunto pode "ser admissível". 
Moisés disse a Faraó: “Não convém que façamos 
assim, porque sacrificaríamos ao SENHOR, nosso 
Deus, a abominação dos egípcios” (Êx 8.26).
PREPARAR 244 PREVARICAR
Quando a pessoa “fixa"’ unia seta no arco, ela apon­
ta ou “se prepara’" para atirar a flecha (cf. Sl 7.12).
B. Substantivos.
nfkônãh (nícç): “lugar apropriado, base”. Este 
substantivo ocorre 25 vezes e, em Ed 3.3, significa 
"lugar apropriado-’: “E firmaram o altar sobre as 
suas bases”. A palavra diz respeito a “bases” em 1 
Rs 7.27.
Dois outros substantivos estão relacionados com 
o verbo kwi. O substantivo rnãkôn, que aparece 17 
vezes, quer dizer “lugar estabelecido” (Êx 15.17). O 
termo rkfmãh, que faz três ocorrências, significa 
“lugar fixo” em Jó 23.3 ou “matéria fixo”, como em 
Ez 43.11: “Faze-lhes saber a forma desta casa, e a 
sua figura [fkúnãh 1”.
C. Adjetivo.
ken (]3): “direito, verdadeiro, honesto”. Este ad­
jetivo ocorre 24 vezes no hebraico bíblico. A pala­
vra, em Gn 42.11. implica “honesto” ou “justo” : 
"Todos nós somos filhos de um varão; somos ho­
mens de retidão; os teus servos não são espias”. A 
palavra significa não “certo” em 2 Rs 17.9.
PRESA
shãlãl (¥?&): “presa, saque, espólio, pilhagem, 
ganho”. Esta palavra ocorre 75 vezes e em todos os 
períodos do hebraico bíblico.
O termo shãlãl significa literalmente “presa”, 
que um animal persegue, mata e come: “Benjamim c 
lobo que despedaça: pela manhã, comerá a presa 
[shãlãl] e, à tarde, repartirá o despojo” (Gn 49.27, 
primeira ocorrência).
A palavra pode significar “saque” ou “espólio 
de guerra”, incluindo tudo o que o soldado ou exér­
cito captura e leva de um inimigo: “Salvo as mulhe­
res, e as crianças, e os animais; f...] todo o seu des­
pojo, tomaras para ti” (Dt 20.14). Uma nação intei­
ra pode ser “pilhagem” ou “espólio de guerra” (Jr
50.10). “Ter a vida por despojo” é ter a vida salva 
(cf. Jr 21.9).
O vocábulo shãlãl é usado em algumas passa­
gens para se referir a “pilhagem particular” : “Ai dos 
que decretam leis injustas e dos escrivães que escre­
vem perversidades, para prejudicarem os pobres em 
juízo, e para arrebatarem o direito dos aflitos do 
meu povo, e para despojarem as viúvas, e para rou­
barem os órfãos!” (Is 10.1,2).
Esta palavra também pode descrever “ganho 
particular”: “O coração do seu marido está nela con­
fiado, e a cia nenhuma fazenda [shãlãl] faltará” (Pv
31.11).
A. Verbo.
mã'al Civo): “transgredir, prevaricar, agir infi­
elm ente” . Este verbo não é muito comum no 
hebraico bíblico ou rabínico. Ocorre 35 vezes no 
Antigo Testamento hebraico, particularmente no 
hebraico recente. Embora podendo ser traduzido 
separadamente, a maioria das traduções combina o 
verbo mã'al com o substantivo m a‘al numa frase 
na qual o verbo toma o significado de “agir” ou 
“cometer”. Por exemplo, Js 7.1: “E prevaricaram 
[mã‘al] os filhos de Israel [uma prevaricação 
(m a1 ah] no anátema”. Ou numa tradução mais li­
vre: “Mas os israelitas agiram infielmente”; “Mas 
o povo de Israel infringiu a fé”; “Mas os israelitas 
desafiaram a proibição”.
A primeira ocorrência do verbo (junto com o 
substantivo) é encontrada cm Lv 5.15: “Quando 
alguma pessoa cometer uma transgressão c pecar 
por ignorância...” O sentido do verbo é semelhante 
ao verbo "pecar”. De fato, no capítulo seguinte o 
verbo hebraico quesignifica “pecar” e o verbo m ã‘al 
são usados juntos: “Quando alguma pessoa pecar, e 
transgredir contra o SENHOR, e negar ao seu pró­
ximo o que se lhe deu em guarda...” (Lv 6.2). A 
combinação destes dois usos em Levítico é impor­
tante. Primeiro, mostra que o verbo pode ser sinô­
nimo de "pecar". A palavra m ã‘al tem este signifi­
cado básico em Lv 5.15, visto que aqui o pecado é 
por ignorância e não por ato deliberado de desleal­
dade. Segundo, o significado de mãi‘al é expresso 
mais adiante por um verbo que indica a intenção de 
ser infiel ao próximo visando lucro pessoal (“e trans­
gredir contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o 
que se lhe deu em guarda”).
A ofensa é contra Deus, mesmo quando a pessoa 
age infielmente contra o próximo. Em 2 Cr 29.6, 
lemos: "Porque nossos pais transgrediram, e fize­
ram o que era mal aos olhos do SENHOR, nosso 
Deus, e o deixaram”; e Daniel orou: “Por causa da 
sua prevaricação, com que prevaricaram contra ti” 
(Dn 9.7; ou: “Por causa da nossa deslealdade para 
convosco”).
Além do significado adicional de “deslealdade”.O
o verbo e o substantivo têm implicações fortemen­
te negativas que o tradutor tem de transmitir. Quan­
do Deus falou a Ezequiel: “Filho do homem, quan­
do uma terra pecar contra mim, gravemente se re­
belando [“cometendo graves transgressões”, ARA], 
então, estenderei a mão contra ela, [...] e arrancarei 
dela homens e animais” (Ez 14.13). Deus também
PREVARICAR
PREVARICAR 245 PRIMOGÊNITO
comunicou Seu desgosto com a atitude rebelde e 
traiçoeira de Israel. Este fato também é comunica­
do neste mesmo versículo: “Filho do homem, quan­
do uma terra pecar contra mim, gravemente se re­
belando [“com etendo graves transgressões7', 
ARA]”.
O verbo mã'al expressa em geral a deslealdade 
do homem para com Deus (Lv 26.40; Dt 32.51; 2 
Cr 12.2; Ed 10.2; Ez 14.13). A palavra também 
significa a fidelidade de uma pessoa à outra. Em 
particular, ilustra a infidelidade no casamento: 
“Quando a mulher de alguém sc desviar e prevari­
car contra ele, de maneira que algum homem se hou­
ver deitado com ela...” (Nm 5.12,13). Então, Lv 6.2 
também deve ser entendido nesse sentido: “Quan­
do alguma pessoa pecar, e transgredir [for infielJ 
contra o SENHOR, e negar ao seu próximo o que se 
lhe deu em guarda”.
Na Septuaginta encontramos estas traduções: 
aihetein (“invalidar, rejeitar, cometer ofensa”); 
asuníhetein (“ser infiel”); e aphisíanein (“enganar, 
retirar-se”). As expressões “agir ou ser infiel” e “in­
fringir a fé” expõem mais explicitamente a natureza 
pública do pecado do que os termos “transgres­
são”, “cometer transgressão”, “transgredir”, “pre­
varicar”, “rebelar-se”.
B. Substantivo.
ma 'al (7>’D): “transgressão, ato infiel, ato trai­
çoeiro” . Este substantivo é usado 29 vezes no 
hebraico bíblico. Além do sentido primário de 
“transgressão”, pode haver a indicação do motivo 
pelo qual o pecado foi cometido. A maioria dos 
usos apóia a idéia de “infidelidade, deslealdade”. 
Trata-se de ato cometido por uma pessoa que co­
nhece bem, mas que, por motivos egoístas, age de 
má fé. A história de Acã corrobora a atitude de 
deslealdade (Js 7.1). Josué desafiou Israel a não 
seguir o exemplo de Acã: “Não cometeu [mã‘al] 
Acã. filho de Zerá, transgressão [ma‘al] no tocan­
te ao anátema? E não veio ira sobre toda a congre­
gação de Israel?” (Js 22.20).
Em 2 Cr 29.19, a “infidelidade” foi cometida con­
tra Deus: “Também todos os objetos que o rei Acaz, 
no seu reinado, lançou fora, na sua transgressão". 
O substantivo ma ‘al também aparece em Ed 9.2: 
"E até a mão dos príncipes e magistrados foi a pri­
meira nesta transgressão" .
PRIMEIRO
r i’shôn OiDtn): “anterior, superior, primeiro”. 
Esta palavra provém de uma raiz semítica comum
que também admite rõ ’sh (“cabeça”) e re’shit ("co­
meço”). A palavra r i’shôn, que aparece 182 vezes 
(primeira vez em Gn 8.13), está bem representada 
ao longo de todo o Antigo Testamento, com a exce­
ção dos livros poéticos e dos profetas menores.
O significado básico de rishôn é “primeiro” em 
uma série. A palavra é o antônimo de ’aharôn (“úl­
timo” ). Por um lado, rVshôn se refere ao “primeiro 
mês" (Éx 40.2). ao “primeiro dia” (Êx 12.15), à “pri­
meira casa [templo]” (Ed 3.12) ou ao “primogêni­
to" (Gn 25.25ss).
Por outro lado. a palavra denota o “mais proe­
minente” em uma série. Assim. Deus é “o primeiro" 
como também "o último": "Quem operou e fez isso. 
chamando as gerações desde o princípio? Eu, o SE­
NHOR. o primeiro, e com os últimos, eu mesmo" 
(Is 41.4). As pessoas mais proeminentes em uma 
festa se sentavam no "primeiro lugar" (El 1.14). O 
uso de rishôn com "pai" em "teu primeiro pai pe­
cou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim" 
(Is 43.271. expressa como o começo de Israel foi de 
pecado e rebelião.
Para referência de tempo, rishôn significa o que 
foi — isto é. o "anterior". Este uso aparece em ex­
pressões que significam "posição anterior” (Gn
40.13 ) e "marido falecido” (Os 2.7). Os termos 
"primeiros profetas" (Zc 1.4) e os “antepassados" 
(Lv 26.45) são melhor entendidos como expressões 
que se referem ao passado. A expressão profética 
“dias anteriores" (diferente de “últimos dias”) ex­
pressa o pecado passado de Israel e o julgamento de 
Deus sobre Israel: "Eis que as primeiras coisas pas­
saram. e novas coisas eu vos anuncio, e, antes que 
venham à luz. vo-las faço ouvir" (Is 42.9).
As traduções da Septuaginta são: proteros ("an­
tigo. anterior, superior"), protos (“primeiro, anti­
go, o mais antigo" ), emprosthen (“à frente, em fren­
te”), arche ("começo, causa primeira, governante, 
governo").
PRIMOGÊNITO
b k ô r (Tü3): "primogênito”. A palavra Ifkôr 
aparece por volta de 122 vezes no hebraico bíblico 
e em todos os períodos. A palavra representa o 
“primogênito” de uma família (Gn 25.13); a palavra 
também representa o “primogênito” de uma nação, 
coletivamente (Nm 3.46). A forma plural da pala­
vra aparece ocasionalmente (Ne 10.36); nesta pas­
sagem. a palavra também é aplicada a animais. Em 
outras passagens, a forma singular de bkô r signifi­
ca um único animal "primogênito” (Lv 27.26) ou
PRIMOGÊNITO 246 PROCURAR
coletivamente o “primogênito” de um rebanho (Êx
11.5).
O filho “mais velho" ou “primogênito” (Êx 6.14) 
linha privilégios especiais na família. Ele recebia a 
bênção familiar especial, o que significav a liderança 
espiritual c social e uma porção dupla das posses 
do pai — ou duas vezes o que todos os outros 
filhos recebiam (Dt 21.17). Ele podia perder esta 
bênção por má ação (Gn 35.22) ou vendendo-a (Gn 
25.29-34). Deus reivindicou que todo o Israel e to­
das as suas possessões lhe pertenciam. Como pro­
va desta reivindicação, Israel devia lhe dar todos os 
"primogênitos” (Êx 13.1-16). Os animais seriam 
sacrificados, redimidos ou mortos, enquanto que as 
crianças masculinas eram redimidas ou substituídas 
pelos levitas ou pelo pagamento de urn preço de 
redenção (Nm 3.4üss).
Israel era o “primogênito” de Deus; desfrutava 
posição privilegiada e bênçãos sobre todas as ou­
tras nações (Êx 4.22; Jr 31.9).
O “primogênito da morte” é uma linguagem que 
significa doença mortal (Jó 18.13); o "primogênito 
dos pobres” é a classe mais pobre de pessoas (Is
14.30).
hikkíirim (Z'~'2Z): “primeiros frutos, primícias”. 
Este substantivo aparece 16 vezes. As “primícias 
do grão e do fruto" colhidas deviam ser oferecidas a 
Deus (Nm 28.26) em reconhecimento da proprieda­
de de Deus da terra c Sua soberania sobre a nature­
za. O pão das “primícias” era o pão feito com os 
primeiros grãos da colheita, apresentados a Deus 
no Pentecostes (Lv 23.20). O “dia das primícias” 
era o Pentecostes (Nm 28.26).
PRÍNCIPE
A. Substantivos.
n ã s i’ (K'i?p): “príncipe, chefe, líder”. Este subs­
tantivo aparece 129 vezes no hebraico bíblico. A 
primeira oconência de n ã si’ está em Gn 23.6: “Ouve- 
nos, meu senhor: príncipe de Deus és no meio de 
nós”. Os livros de Números e Ezequiel usam a pala­
vra com muita freqüência. Em outros lugares rara­
mente ocorre.
Emboraa origem e o significado de n ã s i’ sejam 
controversos, está obviamente associado com lide­
rança israelita e não israelita. M. Noth propôs a 
idéia de que n ã s i’ era originalmente um representan­
te tribal ou “deputado, chefe”. Ismael recebeu a pro­
messa de gerar doze “príncipes” (Gn 17.20; cf. Gn
25.16); os midianitas tinham “príncipes” (Nm
25.18), como também os tinham os amorreus (Js
13.21). os povos do mar (Ez 26.16), Quedar (Ez
27.21), Egito (Ez 30.13) e Edom (Ez 32.29). Israel 
também tinha “príncipes”: “E aconteceu que, ao 
sexto dia, colheram pão em dobro, dois ômeres para 
cada um; e todos os príncipes da congregação vie­
ram e contaram-no a Moisés” (Êx 16.22). Os “prín­
cipes” de Israel participavam da liderança civil e 
também eram considerados pilares na vida religiosa 
israelita, os defensores do estilo de vida do concer­
to: "Então. Moisés os chamou, e Arão e todos os 
príncipes da congregação tornaram a ele: e Moisés 
lhes falou" (Êx 34.31; cf. Js 22.30). Conseqüente­
mente, Israel devia obedecer aos seus “líderes”: “Os 
juizes não amaldiçoarás e o príncipe dentre o teu 
povo não maldirás” (Êx 22.28).
A tradução da Septuaginta é archon (“governante, 
soberano, senhor, príncipe, autoridade, oficial”).
Outro substantivo. tfsVim, está relacionado com 
n ã s i’. A palavra, que é encontrada quatro vezes, 
significa “nuvens": “Como nuvens e ventos que não 
trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsa­
mente de dádivas” (Pv 25.14; cf. Sl 135.7; Jr 10.13;
51.16).
B. Verbo.
n ã sã ' (N»:>: "erguer, carregar” . Este verbo apa­
rece 654 vezes no Antiso Testamento. Ocorrc uma 
vez em Gn 44.1: “Enche de mantimento os sacos 
destes varões, quanto puderem levar”.
PROCURAR
A. Verbos.
bãqash Cl” >: "buscar, procurar, consultar”. Este 
verbo só ocorre no ugarítico, fenício e hebraico (bí­
blico e pós-bíblico). Aparece na Bíblia cm torno de 
220 vezes e em todos os períodos.
Basicamente, bãqash quer dizer “procurar” algo 
que está perdido, ou, pelo menos, cuja localização é 
desconhecida. Em Gn 37.15, um homem pergunta a 
José: “Que procuras?” Acepção especial deste sen­
tido é “procurar entre um grupo, escolher, selecio­
nar" algo ou alguém que ainda não foi designado, 
como em 1 Sm 13.14: “Já tem buscado o SENHOR 
para si um homem segundo o seu coração” . “Buscar 
a face de alguém” é “procurar” chegar diante dele ou 
ter uma audiência favorável com ele. Todo o mundo 
estava “buscando” a presença de Salomão (1 Rs
10.24). Em sentido semelhante, pode-se “buscar" a 
face dc Deus permanecendo diante dElc no Templo 
orando (2 Sm 21.1).
O sentido de “procurar se assegurar” enfatiza a 
busca de um desejo ou a realização de um plano.
PROCURAR 247 PROCURAR
Moisés perguntou aos levitas que se rebelaram con­
tra a posição singular de Arão e seus filhos: “Ain­
da também procurais o sacerdócio?” (Nm 16.10). 
Este uso tem um matiz emocional, como "visar, 
dedicar-se e interessar-se por”. Deus pergunta aos 
filhos dos homens (o gênero humano): “Até quan­
do convertereis a minha glória em infâmia? Até 
quando amareis a vaidade e buscareis a mentira [o 
pecado]”? (Sl 4.2). Cultualmente, pode-se “pro­
curar” garantir o favor ou a ajuda de Deus: “Tam­
bém de todas as cidades de Judá veio gente para 
buscar ao SENHOR” (2 Cr 20.4, ARA). Em tais 
usos, o elemento intelectual está no plano de fun­
do. Não há busca de informação. Uma exceção a 
isto encontra-se em Jz 6.29: “Quem fez esta coi­
sa? E, esquadrinhando [dãrash] e inquirindo 
[bãqash], disseram: Gideão, o filho de Joás, fez 
esta coisa”. Raramente este verbo é empregado para 
designar a busca de informação de Deus (Êx 33.7). 
Em sentido semelhante, pode-se “buscar” a face 
de Deus (“consultar” ; 2 Sm 21.1). Aqui, bãqash 6 
usado claramente para aludir à busca de informa­
ção (busca cognitiva). Compare também com a 
busca de sabedoria (Pv 2.4).
Este sentido de “procurar se assegurar” também 
é usado para designar “buscar a alma” (nephesh). 
Deus disse a Moisés: “Vai. volta para o Egito; por­
que todos os que buscavam a tua alma morreram” 
(Êx 4.19). O termo bãqash é usado com esta mesma 
acepção, mas sem nephesh. Faraó “procurou matar 
a Moisés” (Êx 2.15). Só duas vezes esta acepção é 
aplicada a procurar obter o bem de alguém, como no 
Sl 122.9: “Por causa da Casa do SENHOR, nosso 
Deus, buscarei o teu bem” (em geral, dãrash é usa­
do para se referir a procurar o bem de alguém).
Em cerca de 20 vezes bãqash significa tornar 
alguém responsável por algo, porque aquele que fala 
tem um direito legal (verdadeiro ou imaginário) so­
bre tal coisa. Em Gn 31.39 (primeira ocorrência bí­
blica do verbo), Jacó ressalta a Labão que em rela­
ção ao animal que era comido pelas bestas selva­
gens, “da minha mão o requerias”.
Só raramente bãqash é usado para designar “pro­
curar um lugar", ou como verbo de movimento para 
um lugar. José “procurou [um lugar) onde chorar, e 
entrou na câmara, e chorou ali" (Gn 43.30).
Teologicamente, este verbo é usado não só para 
aludir a “procurar” um local diante do Senhor (para 
ficar perante Ele no Templo e procurar se assegurar 
da Sua bênção), mas também é empregado para de­
signar o estado de mente: “Então, dali, buscarás ao
SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o busca- 
res [dãrash] de todo o teu coração e de toda a tua 
alma" (Dt 4.29). Em ocasiões como estas, onde o 
verbo é usado em paralelismo sinônimo com dãrash. 
os dois verbos têm o mesmo significado.
dãrash (lítO: “procurar, buscar, inquirir, con­
sultar. perguntar, requerer, freqüentar”. Esta pala­
vra é uma palavra semítica comum, sendo encontra­
da no ugarítico e no siríaco. como também no hebraico 
em seus vários períodos. É usado comumente no 
hebraico moderno em sua forma verbal com o signi­
ficado de "interpretar, expor" e em suas formas 
substantivais derivadas com o sentido de “sermão, 
pregador". Ocorrendo mais de 160 vezes no Antigo 
Testamento, dãrash e usado pela primeira vez em 
Gn 9.5: "E certamente rt quererei o vosso sangue, o 
sangue da vossa vida”. Traz a idéia freqüente de 
vingar uma ofensa contra Deus ou o derramamento 
de sangue (cf. Ez 33.6).
Um dos usos mais freqüentes desta palavra está 
na expressão "consultar a Deus", que às vezes indi­
ca buscar a Deus em particular pela oração para 
receber direção (Gn 25.22). e se refere ao contato de 
um profeta que seria o instrumento da revelação de 
Deus 11 Sm 9.9: 1 Rs 22.8). Em outros momentos, 
esta expressão é encontrada com relação ao uso do 
Urim e do Tumim pelo sumo sacerdote, quando ele 
buscava descobrir a vontade de Deus jogando estas 
pedras sagradas iNm 27.21). Exatamente o que es­
tava envolvido nesse procedimento não está claro, 
mas pode ser presumido que somente perguntas 
com resposta "sim" ou "não" podiam ser respondi­
das pela maneira como as pedras caíam. Os povos 
pagãos e. às vezes, até os israelitas apóstatas “con­
sultavam” os deuses pagãos. Acazias instruiu seus 
mensageiros: "Ide e perguntai a Baal-Zebube. deus 
de Ecrom. se sararei desta doença” (2 Rs 1.2). Em 
bruta violação da lei mosaica (Dt 18.10,11), Saul 
"consultou” a feiticeira de En-Dor, o que. nesta oca­
sião. significava que ela devia invocar o espírito dn 
profeta Samuel que já havia morrido (1 Sm 28.3ss .i. 
Saul foi à feiticeira de En-Dor como último recurso, 
dizendo: "Buscai-me uma mulher que tenha o espí­
rito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte” (1 
Sm 28.7).
Esta palavra é empregada para descrever "bus­
car" ao Senhor no sentido de entrar em relaciona­
mento de concerto com Ele. Os profetas usaram 
dãrash quando eles convocavam o povo a dar meia 
volta na vida: “Buscai ao SENHOR enquanto se 
pode achar” (Is 55.6).
PROCURAR 248 PROFETIZAR
B. Substantivo.
O substantivo midrash significa “estudo, comen­
tário, história”. Este substantivo ocorre algumas 
vezes no hebraico bíblico recente (2 Cr 13.22). É 
usado comumente no judaísmo pós-bíblico para se 
referir aos vários comentários tradicionais feitos 
pelos sábios judeus. Uma ocorrência da palavra está 
em 2 Cr 24.27:“E, quanto a seus filhos, e à grande­
za do cargo que se lhe impôs. [...] eis que está escri­
to no livro da história [comentário] dos reis”.
PROFETIZAR
A. Verbo.
nãba (íOp): “profetizar”. Esta palavra surge cm 
todos os períodos do idioma hebraico. Parece estar 
relacionado com a antiga palavra acadiana nabu. que 
em sua forma passiva significa “chamar-se". A pa­
lavra é achada no texto hebraico bíblico em torno de 
115 vezes. Sua primeira ocorrência está em 1 Sm 
10.6, onde Samuel disse a Saul que quando este en­
contrasse certo bando de profetas em êxtase, ele 
também “profetizaria" com eles e seria transforma­
do em outro homem. Este incidente ressalta o fato 
de que há certa ambigüidade no uso bíblico das for­
mas verbal e substantivai. Há ampla gama de signi­
ficados refletidas no termo do Antigo Testamento.
Com muita freqüência, nãbã' é usado para des­
crever a função do verdadeiro profeta quando cie fala 
a mensagem de Deus para o povo sob a influência do 
Espírito divino (1 Rs 22.8; Jr 29.27; Ez 37.10). "Pro­
fetizar” era tarefa que o profeta não podia evitar: 
"Falou o Senhor JEOVÁ, quem não profetizara?" 
(Am 3.8: cf. Jr 20.7, onde Jeremias diz que ele foi 
atraído e forçado a ser profeta). Ainda que a fórmula 
■‘A palavra do Senhor veio [ao profeta]” seja usada 
literalmente centenas de vezes no Antigo Testamen­
to. não há indicação real sobre a maneira pela qual 
vinha — quer viesse pelos processos do pensamen­
to, por visão ou por outro modo. As vezes, sobretu­
do com os profetas mais primitivos, parece que al­
gum tipo de experiência extática estava envolvido, 
como em I Sm 10.6.11; 19.20. Está escrito que a 
música é meio para profetizar, como em 1 Cr 25.1-3.
Está dito que os falsos profetas, embora não ca­
pacitados pelo Espírito divino, também profetiza­
vam: “Não lhes falei a eles; todavia, eles profetiza­
ram'' (Jr 23.21). O falso profeta é condenado re­
dondamente, porque ele fala uma palavra não au­
têntica: “Profetiza contra os profetas de Israel que 
são profetizadores c dize aos que só profetizam o 
que vê o seu coração: Ouvi a palavra do SENHOR.
[...] Ai dos profetas loucos, que seguem o seu pró­
prio espírito e coisas que não viram” (Ez 13.2,3). O 
falso profeta está especialmente sujeito aos estados 
frenéticos da mente, o que faz que ele profetize, 
embora o conteúdo de tal atividade não seja clara­
mente explicado (1 Rs 22.10). O ponto é que no 
contexto bíblico "profetizar” se refere a algo desde
0 êxtase frenético de um falso profeta até à procla­
mação sóbria e imperturbável do julgamento de Deus 
por um Amós ou Isaías.
"Profetizar” é muito mais que predizer eventos 
futuros. Na verdade, a primeira preocupação do 
profeta é falar a palavra de Deus para as pessoas do 
seu tempo, convocando-as à fidelidade do concerto. 
A mensagem do profeta é condicional, dependente 
da resposta das pessoas. Pela resposta que dão a 
esta palavra, as pessoas determinam em grande par­
te como será o futuro, como está bem ilustrado pela 
resposta dos ninivitas à pregação de Jonas. Claro 
que. às vezes, a predição não entra em cogitação, 
como na predição de Naum da queda de Nínive (Na
2.13) e nas várias passagens messiânicas (Is 9.1-6: 
11.1-9: 52.13—53.12).
B. Substantivo.
nãbV (X’?p): "profeta”. A palavra tem um possí­
vel cognato no acadiano. Ocorre em torno de 309 
vezes no hebraico bíblico e em todos os períodos.
O termo nãbV representa o “profeta”, quer ver­
dadeiro ou falso (cf. Dt 13.1-5). Os verdadeiros 
profetas eram porta-vozes do verdadeiro Deus. Em
1 Cr 29.29. três palavras são usadas para se referir 
a "profeta”: “Os atos, pois, do rei Davi, assim os 
primeiros como os últimos, eis que estão escritos 
nas crônicas de Samuel, o vidente [rõ’eh\, e nas 
crônicas do profeta [rnlbi’] Natã, e nas crônicas de 
Gade. o vidente [hõzeh]". As palavras traduzidas 
por "vidente” enfatizam o meio pelo qual o “profe­
ta” se comunicava com Deus, mas não identifica 
que os homens sejam diferentes dos profetas (cf. 1 
Sm 9.9). A primeira ocorrência de nãbV também 
não ajuda a defini-lo claramente: “Agora, pois, res- 
titui a mulher ao seu marido, porque profeta é 
[Abraão] e rogará por ti, para que vivas” (Gn 20.7).
A segunda ocorrência de nãbi” estabelece seu sig­
nificado: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis 
que te tenho posto por Deus sobre Faraó; e Arão, teu 
irmão, será o teu profeta" (Êx 7.1). O plano de fundo 
desta declaração é Êx 4.10-16, onde Moisés discutiu 
a sua inabilidade de falar com clareza. Por conseguin­
te, ele não podia comparecer diante de Faraó como 
porta-voz de Deus. Deus prometeu designar Arão
PROFETIZAR 249 PROSTITUIR-SE
(irmão dc Moisés) para ser o locutor: “E ele falará 
por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca. 
e tu lhe serás por Deus" (Ex 4.16). Êxodo 7.1 expres­
sa a mesma idéia com palavras diferentes. Está claro 
que a palavra “profeta” é igual àquele que fala por 
outra pessoa ou é a sua boca.
Este significado básico de nãbV é apoiado por 
outras passagens. Na passagem clássica de Dl: 18.14-
22, Deus prometeu levantar outro “profeta” como 
Moisés que seria o porta-voz de Deus (Dt. 18.18). 
Eles foram considerados responsáveis pelo que ele 
lhes falou e foram admoestados a obedecê-lo (Dt
18.19). Entretanto, se o que o “profeta” dissesse 
comprovasse estar errado, ele seria morto (Dt 18.20). 
Imediatamente, isto constitui promessa e definição 
da longa sucessão de profetas de Israel. Em última 
instância, é uma promessa do Grande Profeta, Jesus 
Cristo (cf. At 3.22,23). O “profeta” ou sonhador de 
sonhos podia fazer milagres para demonstrar que ele 
era homem de Deus, mas as pessoas deviam olhar 
para a mensagem em vez de se concentrar no milagre 
antes de obedecerem a mensagem (Dt 13.1-5).
No plural, nãbV c usado para aludir àqueles que 
não atuam como porta-vozes de Deus. No tempo 
de Samuel, havia homens que o seguiam. Eles se 
ocupavam de louvar a Deus (freqüentemente com 
cânticos) e procuravam instigar as pessoas a se vol­
tar para Deus (1 Sm 10.5,10; 19.20). Os seguidores 
de Elias e Eliseu se organizaram em grupos para 
ajudar e/ou aprender destes mestres. Eram chama­
dos filhos dos profetas (1 Rs 20.35). Usado neste 
sentido, a palavra nãbV significa companheiro e/ou 
seguidor de profeta.
A palavra também é usada para se referir aos 
“profetas pagãos”: “Agora, pois, envia, ajunta a 
mim todo o Israel no monte Carmelo, como também 
os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e os 
quatrocentos profetas dc Aserá, que comem da mesa 
de Jezabel” (1 Rs 18.19).
Esta palavra tem uma forma feminina, “profeti­
sa" (n'hi'ãli’) que ocorre seis vezes. Em Êx 15.20, 
Miriã é chamada de “profetisa”. A esposa de Isaías 
também é chamada de “profetisa” (Is 8.3). Este uso 
pode estar relacionado com o significado "compa­
nheiro e/ou seguidor de profeta”.
PROPRIEDADE
A. Substantivo.
’ahuzzãh (rTüiN): “propriedade, possessão”. Esta 
palavra aparece 66 vezes, com a maioria de suas 
ocorrências dando-se em Gênesis—Josué e Ezequiel.
Essencialmente, ’ahuzzãh é termo legal usado 
para aludir à terra, sobretudo às propriedades fa­
miliares a serem passadas para herdeiros. Em Gn
17.13 (primeira ocorrência da palavra), é prome­
tido a Abrão o território da Palestina como pos­
sessão tribal ou familiar até futuro indiscriminado. 
Em Gn 23.20 (cf. Gn 23.4,9) a palavra traz signi­
ficado semelhante. A diferença é que aqui a res­
ponsabilidade feudal não está relacionada com esta 
"possessão". Não obstante, a sorte bastante pe­
quena pertencia a Abraão e seus descendentes 
como local de sepultura: “Assim, o campo e a 
cova que nele estava se confirmaram a Abraão, 
em possessão de sepultura pelos filhos de Hete” 
(Gn 23.20).
Em Lv 25.45.46. os não-israelitas também podi­
am ser propriedade hereditária, mas os israelitas 
não. A “propriedade hereditária" dos levitas não 
era campos, mas o próprio Senhor (Ez 44.28).
B. Verbo.
'ãhaz ('T*?1: "agarrar, pegar, segurar com firme­
za. trancar (a portai”. Este verbo, que aparece 64 
vezes no hebraicobíblico, também ocorre na maio­
ria dos outros idiomas semíticos. O verbo ocorre 
em Gn 25.26: "E. depois, saiu o seu irmão, agarra­
da sua mão ao calcanhar de Esaú” . O significado de 
“trancar" ia porta) aparece em Ne 7.3: “Fechem as 
portas, e. vós. trancai-as". Em 2 Cr 9.18, 'ãhaz 
quer dizer “prendido" ào trono.
PROSPERAR
tsãleah tr rs ) : "ter sucesso, prosperar". Esta 
palavra é encontrada no hebraico antigo e moderno. 
Ocorrendo umas 65 vezes no texto do Antigo Tes­
tamento hebraico, a palavra é achada primeiramente 
em Gn 24.21: "Para saber se o SENHOR havia pros­
perado a sua jornada ou não". Esta palavra expressa 
a idéia de aventura bem-sucedida em contraste com 
fracasso. A fonte de tal sucesso é Deus: "E. nos 
dias em que buscou o SENHOR, Deus o fez pros­
perar" (2 Cr 26.5). A despeito disso, as circunstan­
cias da vida levantam a questão: “Por que prospera 
o caminho dos ímpios?” (Jr 12.1).
As vezes, tsãleah c usado de modo tal a indicar 
‘‘vitória": “E neste teu esplendor cavalga prospera­
mente'' (Sl 45.4; sendo mais apropriado a tradução 
“cavalga vitoriosamente”).
PROSTITUIR-SE
z.ãnãh (r;;): “prostituir-se após, cometer forni- 
cação. ser prostituto(a). servir outros deuses”. Este
PROSTITUIR-SE 250 PROVAR
é o termo regular que denota prostituição ao longo 
da história do hebraico, com acepções especiais que 
surgem da experiência religiosa do Israel antigo. A 
palavra ocorre em torno de 90 vezes 110 Antigo Tes­
tamento hebraico. É usada pela primeira vez no tex­
to bíblico na conclusão da história do estupro de 
Diná por Siquém, quando os irmãos dela se descul­
pam pela vingança que fizeram, perguntando: “Fa­
ria, pois, ele a nossa irmã, como a uma prostituta?" 
(Gn 34.31).
Ainda que o termo signifique “cometer forniea- 
ção'\ quer por homem quer por mulher, deve ser 
observado que, 110 Antigo Testamento, quase nunca 
é usado para descrever a má conduta sexual por 
parte do indivíduo. Parte da razão acha-se na atitu­
de diferenciadora no Israel antigo concernente à ati­
vidade sexual por homens e mulheres. A razão prin­
cipal é o fato de que este termo é usado, em sua 
maioria, para descrever a “prostituição espiritual” 
na qual Israel se desviou dc Deus pelos deuses es­
tranhos. Dcuteronômio 31.16 ilustra este significa­
do: “E disse o SENHOR a Moisés: Eis que dormi- 
rás com teus pais: e este povo se levantará, e se 
prostituirá, indo após os deuses dos estranhos da 
terra para o meio dos quais vai. e me deixara, e 
anulará o meu concerto que tenho feito com ele".
O termo zãnãh tornou-se, então, termo comum 
para aludir à apostasia espiritual. O ato de prosti­
tuir-se indo após deuses estranhos era mais que mu­
dar de deus. Este fato era especialmente verdade quan­
do Israel foi após os deuses cananeus, pois a adora­
ção destas deidades pagãs envolvia verdadeira pros­
tituição com prostitutas e/ou prostitutos cultuais li­
gados aos santuários canancus. No Antigo Testamento 
o uso da expressão “prostituir-se após” os deuses, 
implica o envolvimento do indivíduo com prostitutos 
cultuais. Temos um exemplo em Êx 34.15,16: “Para 
que não faças concerto com os moradores da terra, e 
não se prostituam após os seus deuses, nem sacrifi­
quem aos seus deuses. [...] e tomes mulheres das 
suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostitu­
indo-se após os seus deuses, façam que também teus 
filhos se prostituam após os seus deuses".
A teoria religiosa por trás de tal atividade no 
santuário cananeu era que as atividades sexuais com 
prostitutos ou prostitutas cultuais, os quais re­
presentavam os deuses c as deusas do culto da 
fertilidade cananéia, estimulariam a fertilidade das 
colheitas e rebanhos. Tais prostitutos cultuais não 
eram considerados prostitutos, mas antes “os san­
tos" ou “os separados", já que o termo semítico
traduzido por “santo” significa, cm primeiro lu­
gar, ser separado para uso especial. Temos ilustra­
ção dessa idéia em Dt 23.17: “Não haverá rameira 
[a separada] dentre as filhas de Israel; nem haverá 
sodomita dentre os filhos de Israel” (“Das filhas 
de Israel não haverá quem se prostitua no serviço 
do templo, nem dos filhos de Israel haverá quem o 
faça", ARA). Este tema da prostituição religiosa 
toma grandes proporções nos profetas que denun­
ciam esta apostasia em termos certeiros. Ezequiel 
não escolhe palavras quando chama, abertamente, 
Judá e Israel de “rameiras" e descreve com nitidez 
a apostasia dessas nações em termos sexuais (Ez
16.6-63: 23).
O Livro de Oséias, no qual a esposa de Oséias. 
Gômer. lhe foi infiel e muito provavelmente envol­
veu-se em tal prostituição cultuai, ilustra mais uma 
vez não só o coração partido de Oséias, mas tam­
bém o próprio coração partido de Deus por causa 
da infidelidade de Sua esposa, Israel. A infidelidade 
de Israel aparece em Os 9.1: “Não te alegres, ó Isra­
el. até saltar, como os povos; porque te foste do teu 
Deus como uma meretriz; amaste a paga sobre to­
das as eiras de trigo”.
PROVAR
A. Verbo.
tsãraph (HjS): “refinar, provar, fundir". Esta raiz. 
com 0 significado básico de fundir c refinar, é acha­
da fora do Antigo Testamento no acadiano, fenício c 
síriaco. No árabe, um adjetivo derivado do verbo 
significa “puro. não misturado”, e descreve a quali­
dade do vinho. O verbo tsãraph manteve o signifi­
cado “refinar" no hebraico rabínico e moderno, mas 
perdeu 0 significado primário de “fundir” no hebraico 
moderno.
O verbo ocorre menos de 35 vezes 110 Antigo 
Testamento, principalmente nos profetas c no Li­
vro dos Salmos. A primeira ocorrência está na his­
tória de Gideão, onde 10.000 são “provados” e só 
300 são escolhidos para lutar com Gideão contra os 
midianitas: “E disse o SENHOR a Gideão: Ainda 
muito povo há; faze-os descer às águas, c ali os 
provarei" (Jz 7.4). O significado neste contexto é 
“provar” para descobrir quem está qualificado para 
a batalha. A única outra ocorrência do verbo em 
Juizes é equivalente ao substantivo “ferreiro", nes­
te contexto ourives (Jz 17.4).
Jeremias descreve o processo de fundir e refinar: 
“Já o fole se queimou, o chumbo se consumiu com 0 
fogo; em vão vai fundindo 0 fundidor tão diligente­
PROVAR 251 QUEBRAR
mente, pois os maus não são arrancados” (Jr 6.29; 
veja ARA), e o fracasso de refinar a prata leva à 
rejeição (Jr 6.30). O processo (fundição) e o resul­
tado (refino) são considerados juntos. É difícil separá- 
los no uso bíblico. Por conseguinte, o trabalho do 
forjador envolve fundir e refinar, e particularmente 
usar os metais refinados para produzir o produto 
final: “O artífice grava a imagem, e o ourives a cobre 
de ouro c cadeias dc prata funde para el a” (Is 40.19). 
Ele usou um martelo e uma bigorna para fazer as 
finas camadas dc ouro usadas para chapcar a forma 
(Is 41.7).
O termo tsãraph também é usado metaforica­
mente com o sentido de “refinar por meio do sofri­
mento”. O salmista descreve a experiência dc Israel 
deste modo: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; lu nos 
afinaste como se afina a prata, f...] Afligiste os nos­
sos lombos. [...] Passamos pelo fogo e pela água; 
mas trouxeste-nos a um lugar de abundância" (Sl 
66.10-12). O julgamento dc Deus também é descri­
to como um processo de refinamento: “E [...] puri­
ficarei inteiramente as tuas escórias; e tirar-te-ei toda 
a impureza” (Is 1.25). Aqueles que são purificados 
dessa maneira, são os que invocam o nome do Se­
nhor e recebem os graciosos benefícios do concerto 
(Zc 13.9). A vinda do mensageiro do concerto (Je­
sus Cristo) é comparado ao trabalho do forjador; 
"Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem 
subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será 
como o fogo do ourives. [...] E assentar-se-á, afi­
nando e purificando a prata: e purificará os filhos de 
Levi c os afinará como ouro e como prata” (Ml
3.2.3). O crente é confortado pela Palavra de Deus 
pelo fato de que, na terra, só ela é provada e purificada
e pelo qual somos purificados: “A tua palavra é 
muito pura; por isso, o teu servo a ama” (Sl 119.140; 
cf. Sl 18.30; Pv 30.5).A palavra tsãraph tem as seguintes traduções na 
Septuaginta: purao (“queimar, ficar aquecido ao 
rubro") e chruso-o (“dourar, revestir de ouro” ).
B. Substantivos.
Dois substantivos derivados do verbo tsãraph 
ocorrem raramente. O termo sõrphi aparece uma 
vez e significa "ourives” (Ne 3.31). O substantivo 
masreph ocorre duas vezes e se refere a um “cri- 
sol": "O cri sol é para a prata, e o forno, para o ouro: 
mas o SENHOR prova os corações” (Pv 17.3; cf. 
Pv 27.21).
PROVOCAR (IRA)
kã'as "provocar, vexar. fazer ficar com
raiva". Esta palavra é comum ao longo da história 
do hebraico e é usada no hebraico moderno no sen­
tido de "enraivecer-se. irar". Ocorre cerca de 55 ve­
zes no Antiso Testamento hebraico.
w
Sendo palavra característica do Livro de Deute- 
ronômio. parece adequado que kã 'as seja encontra­
do pela primeira vez no Antigo Testamento nesse 
livro: "Para o provocar á ira" (Dt 4.25). A palavra 
também é característica dos livros de Jeremias e 1 e
2 Reis. Uma revisão dos usos deste verbo mostra 
que ao redor de 80 por cento deles dizem respeito a 
Jeová ser provocado a ira pelo pecado de Israel, 
sobretudo quando adoram outros deuses. Ternos um 
exemplo em 2 Rs 23.19: "De mais disso, também 
Josias tirou todas as casas dos altos que havia nas 
cidades de Samaria. e que os reis de Israel tinham 
feito para provocarem o Senhor à ira".
Q
QUEBRAR
shãbar (“DE?): “quebrar, despedaçar, arrom­
bar, esmagar”. Esta palavra é freqüentemente usada 
no acadiano e no ugarítico antigos, e é comum ao 
longo do hebraico. E encontrado quase 150 vezes 
na Bíblia hebraica. A primeira ocorrência bíblica 
de shãbar está em Gn 19.9, que conta como os 
homens de Sodoma aproximaram-se para “arrom­
bar” a porta de Ló para levar-lhe os convidados 
de sua casa.
Como palavra comum para “quebrar” coisas, 
shãbar descreve a quebra de cântaros ou botija (Jz 
7.20: Jr 19.10). de arco (Os 1.5), dc espada (“tirar". 
Os 2.18). de osso (Ê.x 12.46) c de jugo (Jr 28.10,12,13). 
Às vezes, a palavra é usada figurativamente para des­
crever uma emoção ou coração "quebrado” (Sl 69.20; 
Ez 6.9). Em seu sentido intensivo, shãbar conota 
“quebrar” algo, como as tábuas da lei (Êx 32.19), as 
imagens de ídolos (2 Rs 11.18) ou a “quebra” das 
árvores pelo granizo (Êx 9.25).
QUEIMAR 2 5 2 QUEIMAR INCENSO
QUEIMAR
A. Verbo.
sãraph (rp£): “queimar”. Termo semítico co­
mum. esta palavra <5 encontrada no acadiano e no 
ugarítico antigos, como também ao longo da história 
do idioma hebraico. Ocorre em sua forma verbal 
quase 120 vezes no Antigo Testamento hebraico. O 
termo sãraph t encontrado primeiramente em Gn
11.3 na história da Torre de Babel: "Eia, façamos 
tijolos e queimemo-los bem”.
Visto que queimar é a principal característica do 
fogo, o termo sãraph é usado para descrever a des­
truição de objetos de todos os tipos. Assim, a porta 
de uma torre da cidade foi “queimada” (Jz 9.52), 
como o foram várias cidades (Js 6.24; 1 Sm 30.1), 
carros (Js 11.6,9), ídolos (Êx 32.20: Dt 9.21) e o 
rolo que Jeremias tinha ditado para Baruque (Jr
36.25,27.28). A queima que os moabitas fizeram 
dos ossos do rei de Edom (Am 2.1) era terrível afron­
ta para todos os semitas antigos. “Queimar” os os­
sos dc homens no altar sagrado era grande ato de 
profanação (1 Rs 13.2). Ezequiel “queimou” um 
terço do seu cabelo como símbolo de que parte do 
povo de Judá seria destruída (Ez 5.4).
De maneira interessante, sãraph nunca é usado 
para aludir à “queima” de um sacrifício no altar, 
embora alguns vezes designe a remoção de refugo, 
partes de sacrifícios não utilizados e algumas partes 
doentes. A "queima" de uma novilha vermelha era 
feita com a finalidade de produzir cinzas para a 
purificação (Nm 19.5.8).
B. Substantivos.
sãraph <T^'>: “queima, ser ardente”. Em Nm 
21.6,8, o termo sãraph descreve as serpentes que 
atacaram os israelitas no deserto. Elas são chama­
das de “serpentes ardentes”. Uma serpente voado­
ra “ardente” aparece em Is 14.29, como também em 
Is 30.6.
s raphim (irirp ): “queima, nobre”. A palavra 
s''raphim se refere aos seres ministrantes de Is 6.2,6, 
e pode dar a entender ou uma forma de serpente (sc 
bem que com asas, mãos humanas e vozes) ou seres 
que têm uma qualidade de serem “ardentes”. Um 
dos Sraphim ministrou a Isaías trazendo uma brasa 
viva do altar.
QUEIMAR INCENSO
A. Verbo.
qãtar (~irp): “queimar incenso, fazer com que se 
levante em fumaça”. O radical primário deste verbo 
aparece no acadiano. Formas relacionadas aparecem
no ugarítico, árabe, fenício e hebraico pós-bíblico. 
O uso deste verbo no hebraico bíblico nunca está no 
radical primário, mas só no radical causativo e no 
intensivo (e seus passivos).
A primeira ocorrência bíblica de qãtar está em 
Êx 29.13: "Também tomarás toda a gordura que co­
bre as entranhas, e o redenho de sobre o fígado, e 
ambos os rins, e a gordura que houver neles e queimá- 
los-ás [oferecê-los-ás em fumaça] sobre o altar”. 
Tecnicamente, este verbo significa “oferecer ofertas 
verdadeiras" toda vez que aparece no radical 
causativo (cf. Os 4.13; 11.2), embora só possa se 
referir à “queima de incenso” (2 Cr 13.11). Ofertas 
são queimadas para transformar a coisa oferecida 
em fumaça (a essência etérea da oferta), que ascen­
deria a Deus como aroma agradável ou aplacador. 
As coisas sacrificadas eram tipos de comidas pri­
mariamente comuns e, deste modo, Israel oferecia a 
Deus a própria vida, seus trabalhos e o fruto dos 
seus labores.
Tais ofertas representam a doação da coisa ofere­
cida e a substituição vicária da oferta pelo oferente 
(cf. Jo 17.19: Ef 5.2). Por causa da pecaminosidade 
do homem (Gn 8.21: Rm 5.12), ele estava impossibi­
litado de iniciar uma relação com Deus. Então, o pró­
prio Deus disse ao homem o que seria necessário 
para cultuá-lo e servi-lo. Deus especificou que só as 
melhores escolhas das possessões da pessoa poderi­
am ser oferecidas e os melhores da oferta pertenciam 
a Ele (Lv 4.10). Só os Seus sacerdotes deviam ofere­
cer sacrifícios (2 Rs 16.13). Todas as ofertas seriam 
feitas no lugar designado; depois da conquista de 
Canaã. este foi o santuário central (Lv 17.6).
Alguns dos reis de Israel tentaram legitimar suas 
ofertas idólatras, embora estivessem em aberta vio­
lação às diretivas de Deus. Assim, o radical causativo 
é usado para descrever, por exemplo, a adoração 
idólatra de Jeroboão: “E sacrificou no altar que fize­
ra em Betei, no dia décimo quinto do oitavo mês, do 
mês que ele tinha imaginado no seu coração, assim 
fez a festa aos filhos de Israel e sacrificou no altar. 
queimando incenso” (1 Rs 12.33; cf. 2 Rs 16.13; 2 
Cr 28.4).
O radical in tensivo (só ocorre depois do 
Pentateuco) sempre descreve “falsa adoração”. Esta 
forma de qãtar representa o “ato total do ritual" (2 
Cr 25.14). Tal ato era normalmente ato consciente 
de idolatria, imitativo da adoração cananéia (Is 65.7). 
Este tipo de adoração era blasfema e vergonhosa (Jr
11.17). Aqueles que faziam esta “queima de incen­
so” eram culpados de esquecer Deus (Jr 19.4), en­

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