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Aretha Melo Universidade Federal Do Rio Grande Do Norte Centro de Biociências Departamento de Botânica e Ecologia Botânica I BRIÓFITAS 1 DIVERSIDADE DAS PLANTAS REINO PLANTAE: APOMORFIA “Embriões multicelulares maciços que se desenvolvem a custa do organismo materno.” As briófitas no contexto da evolução das plantas 2 DIVERSIDADE DAS PLANTAS O termo “Embryophytes”: distinção de algas e fungos. Algas e Plantas Reinos distintos Figura: Espécie da família Clorophyta. Evidências de sequências de DNA As briófitas no contexto da evolução das plantas 3 DIVERSIDADE DAS PLANTAS As briófitas no contexto da evolução das plantas 4 DIVERSIDADE DAS PLANTAS Esquema do ciclo de vida alternante Alternância de gerações: uma característica comum entre todas as plantas. Evolução! As briófitas no contexto da evolução das plantas 5 Características dos componentes atuais do reino Plantae Características Filos Vasos condutores Semente Fruto Avasculares - - Bryophita Hepatophyta (hepáticas) Anthocerophyta Vasculares Sem semente Pterydophyta Lycophyta Sphenopphyta Psilotophyta Com semente Gimnospermas (sem fruto) Coniferophyta Cycadophyta Gnetophyta Ginkophyta Angiospermas (com fruto) Magnoliophyta ou Antophyta *No XV Congresso Internacional de Botânica (1993), o CINB recomendou a utilização do termo “filo” em substituição ao termo “divisão” para as plantas e algas. As briófitas no contexto da evolução das plantas 6 - Vivem em troncos de árvores ou no interior de matas; A maioria das espécies não atinge 5 cm de altura, embora espécies na Nova Zelândia possam atingir até 50 cm de altura; Os musgos costumam formar tapetes verdes em tronco de árvores e barrancos 7 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BRIÓFITAS Do grego bryon, musgos; Plantas pequenas que vivem geralmente em ambientes úmidos e sombreados. As espécies mais conhecidas são os musgos. - Vivem em troncos de árvores ou no interior de matas; A maioria das espécies não atinge 5 cm de altura, embora espécies na Nova Zelândia possam atingir até 50 cm de altura; Os musgos costumam formar tapetes verdes em tronco de árvores e barrancos 8 Habitat: ambientes terrestres úmidos (também vivem em ambientes aquáticos e até mesmo em desertos ou árticos). Há poucas espécies de água doce, mas não existem briófitas marinhas. - Vivem em troncos de árvores ou no interior de matas; A maioria das espécies não atinge 5 cm de altura, embora espécies na Nova Zelândia possam atingir até 50 cm de altura; Os musgos costumam formar tapetes verdes em tronco de árvores e barrancos 9 PRINCIPAIS ASPECTOS Substância de reserva: amido; Parede de celulose; Ausência de tecidos vasculares (sem xilema e floema); Presença de cutícula; Alternância de gerações. Fixam-se ao solo por meio de filamentos absorventes (rizoides); Tem uma haste avascular (cauloide); Suas folhas (filoides) são partes achatadas do cauloide. 10 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BRIÓFITAS Padrão: esporófito pequeno, tamanho reduzido, dependente do gametófito até atingir a maturidade. 11 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BRIÓFITAS Organização corporal: organização interna de um gametófito: os poros permitem as trocas gasosas entre o ambiente. Cloroplastos O corpo geral é denominado talo; células pouco especializadas e células da epiderme 12 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BRIÓFITAS Clorofila a e b: onde se localizam na célula? Pigmentos fotossintéticos produzidos nos cloroplastos, funcionam como fotorreceptores da luz visível utilizada no processo da fotossíntese. Responsáveis pela cor verde das plantas; Existem quatro tipos de clorofilas denominadas a, b, c e d. As clorofilas a e b estão presentes em plantas verdes. 13 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BRIÓFITAS As diferenças entre clorofila a e b são poucas, apenas na composição de uma cadeia lateral, onde na clorofila a é -CH3 e na b é – CHO. 14 REPRODUÇÃO ASSEXUADA SEXUADA FRAGMENTAÇÃO GEMAS APOSPORIA APOGAMIA OOGAMIA OU Fragmentação: desenvolvimento de fragmentos do talo em outro indivíduo. Gemas (ou propágulos): estruturas especialmente diferenciadas, com forma definida, que darão origem a um novo indivíduo. As gemas são produzidas dentro de estrutas em forma de taça denominadas conceptáculos. Aposporia: desenvolvimento do esporófito em gametófito sem que ocorra meiose. Normalmente ocorre a partir de um fragmento da seta cuja regeneração origina um gametófito. Pode resultar na formação de organismos poliplóides. Apogamia: desenvolvimento do gametófito em esporófito sem que haja fecundação. Pode ocorrer não apenas a partir de gametas, mas também de filídios ou do própio protonema. 15 Representação esquemática do ciclo de vida de uma briófita 16 ASPETOS PRINCIPAIS Presença de duas fases: sexuada e assexuada; O gametófito masculino (anterídio) produz anterozoides (g. móveis) e feminino (arquegônio) oosferas (g. imóveis); Pelas gotas de chuva, anterozoides alcançam a oosfera; Da união entre anterozoide e oosfera, resulta um zigoto: esse forma um embrião que se desenvolve em esporófito (fase assexuada), produtora de esporos; O esporófito possui uma haste e uma cápsula; Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar em solo úmido. 17 REPRODUÇÃO 18 ORIGEM E EVOLUÇÃO Primeiras plantas no ambiente terrestre: dependente de água e estruturas anatômicas simples; Teoria: origem a partir de um grupo de algas verdes > Chlorophytas; Genótipo e fenótipo diverso resistente à condições adversas. 19 ORIGEM E EVOLUÇÃO Qual o gênero de algas mais próximo das plantas atuais? Teoria mais aceita 20 GÊNERO CHARA Charales: são organismos vivos mais próximos das plantas vasculares; O gênero Chara, representante desta ordem, apresenta: 1. Semelhança ultraestrutural do anterozoide com os de Bryophyta; 2. Plasmodesmos conectando células adjacentes; 3. Esporos produzidos a partir de esporófitos multinucleados. 21 O QUE FAZ AS BRIÓFITAS DIFERENTES DAS ALGAS VERDES? Gametângios apresentam camada protetora de células estéreis; Retenção do zigoto e do embrião dentro do arquegônio; Esporófito multicelular diplóide; Esporângios multicelulares; Esporos com esporopolenina. Esporopolenina é uma substância que reveste o esporo ou o pólen de várias plantas terrestres (Embriófitas), de Briófitas a Angiospermas, e de certas algas, evitando sua desidratação e protegendo-o.1 2 É uma substância quimicamente resistente, inclusive à ácidos fortes; altas temperaturas e agentes de decomposição de matéria orgânica. Esse componente é originário em células do tapete (células esporofíticas diplóides) e nos andropóros (células haplóides), a partir do fim da meiose. A atividade simultânea destes dois sítios de produção de "componentes da esporopolenina", e não da esporopolenina propriamente dita, produz a exina tal como é conhecida. 22 O QUE FAZ AS BRIÓFITAS DIFERENTES DAS PTERIDÓFITAS? Ausência de tecidos condutores; Gametófito dominante e esporófito dependente; Esporófitos não ramificados e uniesporangiados. Briófita Pteridófita Esporopolenina é uma substância que reveste o esporo ou o pólen de várias plantas terrestres (Embriófitas), de Briófitas a Angiospermas, e de certas algas, evitando sua desidratação e protegendo-o.1 2 É uma substância quimicamente resistente, inclusive à ácidos fortes; altas temperaturas e agentes de decomposição de matéria orgânica. Esse componente é originário em células do tapete (células esporofíticas diplóides) e nos andropóros (células haplóides), a partir do fim da meiose. A atividade simultânea destes dois sítios de produção de "componentes da esporopolenina", e não da esporopolenina propriamente dita, produz a exina tal como é conhecida. 23 COMO AS PRIMEIRAS PLANTAS CONQUISTARAM O AMBIENTE TERRESTRE? Epiderme (evitar dessecação); Cutícula (evitar dessecação); Poros ou câmaras aeríferas e estômatos (evitar dessecação e facilitaras trocas gasosas); Rizóides e raízes (absorção e fixação ao substrato). Esporopolenina é uma substância que reveste o esporo ou o pólen de várias plantas terrestres (Embriófitas), de Briófitas a Angiospermas, e de certas algas, evitando sua desidratação e protegendo-o.1 2 É uma substância quimicamente resistente, inclusive à ácidos fortes; altas temperaturas e agentes de decomposição de matéria orgânica. Esse componente é originário em células do tapete (células esporofíticas diplóides) e nos andropóros (células haplóides), a partir do fim da meiose. A atividade simultânea destes dois sítios de produção de "componentes da esporopolenina", e não da esporopolenina propriamente dita, produz a exina tal como é conhecida. 24 ORIGEM E EVOLUÇÃO QUAL GRUPO DE ORGANISMOS PODEM TER AJUDADO AS PRIMEIRAS PLANTAS A COLONIZAREM O AMBIENTE TERRESTRE? 25 ORIGEM E EVOLUÇÃO Fungos micorrízicos. 26 ORIGEM E EVOLUÇÃO Fonte: Doztler et al. (2009) 27 SISTEMÁTICA Três filos: 1. Hepatophyta; 2. Antocerophyta; 3. Bryophyta. Bryophyta Hepatophyta Anthocerophyta 28 TAXONOMIA E SISTEMÁTICA Dillenius (1741): interpretou o esporângio como antera e esporos como grãos de pólen (Historia Muscarum); Linnaeus (175): considerou as briófitas próximas das angiospermas (Species Plantarum); Hedwig (1801): interpretou corretamente as estruturas, ciclo de vida e função dos anterídios e arquegônios. Dioscórides (I d.C.): “bryon” (musgo) e “phyton” (planta) 29 HEPATOPHYTA Cerca de 6.000 espécies; Ausência de tecidos estéreis na cápsula; Gametófitos talosos ou folhosos; Célula com vários cloroplastos; Simetria dorsoventral ou radial; Rizoides unicelulares; Esporófito geralmente aclorofilado e sem estômatos. TAXONOMIA E SISTEMÁTICA 30 ANTHOCEROPHYTA Cerca de 100 espécies; Gametófitos talosos; Rizoides unicelulares; Células com um cloroplasto; Esporófito sem seta e cápsula clorofilada; Esporófito com estômatos. TAXONOMIA E SISTEMÁTICA 31 BRYOPHYTA Cerca de 9.500 espécies; Gametófitos folhosos; Rizoides multicelulares; Células com numerosos cloroplastos; Anterídio e arquegônios são superficiais. TAXONOMIA E SISTEMÁTICA 32 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 33 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 34 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 35 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 36 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 37 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 38 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 39 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 40 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 41 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 42 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 43 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 44 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 45 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 46 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE 47 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE Bioindicadores ambientais 48 IMPORTÂNCIA: MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE Colonizadores primários 49 50 image1.jpeg image2.png image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.png image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.png image14.jpeg image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.png image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.png image35.png image36.png image37.jpeg image38.png image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg image42.png image43.jpeg image44.jpeg image45.jpeg image46.jpeg image47.png image48.png image49.png image50.jpeg image51.png image52.jpeg image53.png image54.png image55.png image56.png image57.jpeg image58.jpeg image59.jpeg image60.jpeg image61.jpeg image62.png image63.png image64.png image65.png image66.png image67.png image68.png image69.png image70.png image71.png image72.png image73.png image74.png image75.png image76.png image77.jpeg image78.jpeg image79.jpeg