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Matriz extracelular (MEC) Mª Kellya Barreto • Definir o que é a matriz extracelular. • Enumerar os tecidos onde a matriz extracelular tem papel fundamental. • Caracterizar as moléculas constituintes da matriz extracelular. Objetivo Força vem da Parede celular Fortes Ágeis Tecidos capaz de gerar e transmitir força MATRIZ EXTRACELULAR E TECIDO CONECTIVO Plantas X Animais Multicelular - independentes Animais caçadores: tecido flexível Plantas, séssil: tecido rígido O princípio da construção do tecido vegetal e animal é o mesmo. http://www.paisagismodigital.com/noticias/default.aspx?CodNot=144 https://pecep.files.wordpress.com/2014/04/fecundac3a7ao.jpg Diversidade de tecidos Diversidade de tecidos Tecidos conjuntivos – que incluem cartilagens, ossos e sangue – as células ficam bastante espaçadas entre si. O espaço entre as células é preenchido por substâncias secretadas por elas próprias: a matriz extracelular (MEC). Osso e tendões = MEC abundante e essencial Musculo ou epiderme = MEC escassa (citoesqueleto = Suporte de carga mecânica) MATRIZ EXTRACELULAR E TECIDO CONECTIVO Figura: Folha de cana-de-açúcar. Kellya Parede celular Parede celular é um tipo de matriz extracelular que secreta em torno de si. Ela pode ser: grossa, dura ou fina e flexível. Parede primaria, secundaria Cerosa X Figura: Cultivo de célula vegetal Não tem parede vegetal Citoesqueleto Não possuem filamentos intermediários para resistir a tensão. Parede primaria e secundária – espessamento Tecido epitelial Tecido conjuntivo consiste principalmente de MEC Nos animais existem quatro tipos essenciais de tecido: Organizado em conjunto No tecido conectivo o MEC suporta a força mecânica. É mas no tecido epitelial a força é por conta das células. Tecidos conectivos – variáveis - rígidos ou flexíveis Capaz de absorver choques A matriz extracelular, que fornece apoio as tecidos de animal e vegetal. Junções celulares O que é Matriz extracelular? Entretanto, a função da matriz extracelular ultrapassa muito o aspecto meramente estrutural: a matriz dita às células que a secretam informações essenciais para sua diferenciação e atividade. Conteúdo extracelular dos tecidos Tecidos ricos em matriz – conjuntivo, cartilagem – possuem um aspecto gelatinoso. MEC é constituída por fibras proteicas e polissacarídeos, numa combinação que confere a esses tecidos uma imensa resistência à compressão e à tensão. Figura: A matriz extracelular confere aos tecidos tanto resistência à compressão (setas riscadas) quanto à tensão (seta vazada). Os condroblastos do tecido cartilaginoso As células responsáveis pela produção da matriz extracelular são os fibroblastos. (Pele, tendões e outros tecidos conectivos) Os osteoblastos do tecido ósseo são tipos celulares resultantes da diferenciação de fibroblastos que secretam a matriz extracelular desses tecidos. OBS: SANGUE TAMBÉM SECRETAM MATRIZ (A) proteínas fibrosas de função estrutural (colágeno e elastina); (B) proteínas de função adesiva (fibronectina e laminina); (C) cadeias de polissacarídeos denominados glicosaminoglicas. Quais os principais componentes da MEC ? São macromoléculas pertencentes a três categorias: Colágeno # Mamíferos : + 20 genes diferentes para o colágeno # 25% total de massa proteica # Estrutura longa, resistente, helicoidal de tripla-hélice (fibras de colágeno) COLAGENO As células nos tecidos devem ser capazes de degradar a matriz, bem como produzi-la. Integrinas e Fibronectina Estrutura extracelular Ativação da integrina Proteínas-cinases Ligações externas auxiliam: Regular (morrer/Viver) Crescer Dividir Diferenciar Indivíduos que não possuem Integrinas: Hemorragias por que as plaquetas não podem se ligar. Doenças: Deficiência na adesão de leucócitos. (repetidas infecções bacterianas) Osteogénese Imperfeita Algumas doenças relacionadas com Colagénio: Síndrome de Marfan As células não capazes de degradar a matriz, bem como produzi-la corretamente. Síndrome de Ehlers-Danlos Caracterizado por pele hiperelasticidade, articulações anormalmente móveis e vasos frágeis. (Ausência da colagenase conversora do pró-colágeno em colágeno). Doenças mista do tecido conjuntivo Fenômeno de Raynaud Resposta fisiológica exagerada a exposição ao frio e ao estresse. GLICOSAMINOGLICANAS GAGs Figura: As glicosaminoglicanas uma única cadeia longa formadas pela alternância de um amino-açúcar e outro monossacarídeo. Auxilia a preencher o espaço da MEC do tecido conectivo. Uma das principais características das GAGs é a sua capacidade de reter uma grande quantidade de água, conferindo à região onde são liberadas resistência a forças de compressão. Um bom exemplo disso é a cartilagem que reveste a articulação do joelho, muito resistente a pressões, graças a esse mecanismo. Quando ocorre perda de GAGs (particularmente ácido hialurônico) nas articulações do joelho, elas perdem a sua lubrificação e ficam expostas ao atrito, o que acarreta dores intensas. ÁGUA (E GAG ), O SEGREDO DA JUVENTUDE? Comparadas a outras moléculas, as GAGs ocupam um volume muito maior. Nos indivíduos jovens, a quantidade de tecido conjuntivo intersticial é maior que nos idosos. Assim, por atraírem osmoticamente grandes quantidades de água, os tecidos dos indivíduos jovens se apresentam mais túrgidos, mantendo a pele esticadinha. Nos bebês, onde a musculatura é pouco desenvolvida, esse efeito resulta (junto com o acúmulo de gordura) no que chamamos de “bebê fofinho”. AS GAG NÃO SÃO TODAS IGUAIS São eles: 1. Hialuronas, que não se ligam covalentemente a proteínas; 2. Sulfato de condroitina e sulfato de dermatana; 3. Sulfato de heparana; 4. Sulfato de queratana. As GAGs foram subdivididas em quatro grupos, de acordo com o tipo de açúcar, tipo de ligação glicosídica (nome dado à ligação covalente que une um açúcar a outro), número e localização dos grupos sulfatos. Todas as GAGs, com exceção da hialurona, estão ligadas covalentemente a um núcleo protéico, formando uma estrutura denominada proteoglicana AS HIALURONAS Diferenças entre hialuronas e demais GAGs. AS PROTEOGLICANAS Figura: Uma GAG, formada por repetições dos sacarídeos A e B,se liga a uma serina do eixo protéico por um tetrassacarídeo formado por xilose, duas moléculas de galactose e uma de ácido glucurônico. FUNÇÕES DAS PROTEOGLICANAS 1. Atividade de enzimas proteolíticas (proteases) pode ser inibida se elas se ligarem ou forem barradas pelas proteoglicanas, tendo assim seu raio de ação limitado. 2. Controle do tráfego de células e moléculas; 3. Co-receptores 4. Interação com proteínas fibrosas da matiz. FUNÇÕES DAS PROTEOGLICANAS Tabela: Algumas das proteoglicanas mais comuns. AS GAGs - ESTRUTURAS COMPLEXAS Figura: (a) Imagem tirada no microscópio eletrônico, um agregado de agrecana pode chegar a medir vários micrômetros; (b) cada uma dessas centopéias é,na verdade, formada por várias proteoglicanas ligadas a um eixo de hialurona. Foto: Cortesia de Lawrence Rosenberg para Molecular Biology of the Cell 3a ed. DOENÇAS - CÂNCER Figura. Imagem, obtida em microscópio eletrônico, de um corte de endométrio (revestimento interno do útero) de rata, com invaginações (setas verdes) da membrana de uma célula epitelial Invadindo o estroma, ação limitada pela lâmina basal (setas pretas) e por componentes da matriz extracelular. Epidermólise Bullosa Distrófica Camadas epiteliais LÂMINA BASAL – MEC – Colágeno espedializado tipo IV e proteínas laminina (Fornece local de adesão) Junções celulares # Podem ser classificadas de acordo com a sua função. # Função: Vedação compacta, ligações mecânicas fortes e outras de intima comunicação química # Cada tipo de junçãoé caracterizado por sua classe de proteínas. Junções celulares Previne vazamentos Ligam os feixes de actina Ligam os filamentos intermediários Permitem passagem de peq mol e íons solúveis em água para o citosol Ancoram os filamentos intermediários na célula basal Fenda Junções ocludentes Tipo especial de comunicação química Presente: epitélio Formadas por proteínas: claudinas e ocludinas Junções aderente (Actina) Ligações mecânicas 3 tipos principais: Aderentes, desmossomos e hemidesmossomos. Aderentes e desmossomos são formados por proteínas transmembrana pertencente a família de caderinas ligações hemofílicas ligada ao cálcio. Outro tipo de caderinas. Ligação por cito intermediário ancorados dentro da célula Junções tipo fenda (comunicante) Permitem que peq íons e mol passem de um lado para o outro – PADRÃO DE SINALIZAÇÃO ELETRICA COMPLEXO CONEXONS – CANAIS METABOLICO MÚSCULO ESTRIADO CARDIACO; NEUROTRANSMISSOR DOPAMINA; RETINA Junções plasmodesmata (Vegetal) • A matriz extracelular auxilia na ligação das células para formação dos tecidos e serve como reservatório para muitos hormônios, controlando o crescimento e a diferenciação celular. • A lâmina basal é uma fina matriz extracelular que serve como suporte para células epiteliais, endoteliais e musculares. Glicosaminoglicanas (GAGs) são componentes da matriz extracelular que conferem resistência à compressão pelo fato de serem carregadas negativamente e, conseqüentemente, seqüestram cátions que acabam atraindo grande quantidade de água. • A maioria das GAGs, com exceção das hialuronas, encontra-se conjugada com proteínas, formando as proteoglicanas. • As proteoglicanas possuem várias funções importantes para as células, como: regular a atividade de moléculas sinalizadoras; controlar o tráfego de células e moléculas; atuar como co-receptores e interagir com proteínas fibrosas da matriz. RESUMO • Enumere os tecidos onde a matriz extracelular tem papel fundamental. • Defina o que é a matriz extracelular. • Caracterize as moléculas constituintes da matriz extracelular. matriz extracelular é a massa que une as células dos animais e vegetais. Em animal ela é composta de colágeno, proteoglicanos, glicoproteínas e integrinas, segregadas pelas próprias células e em vegetal, a parede celular Ossos e tendões