Prévia do material em texto
PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 1 FBUNI GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA DISCIPLINA DE PRODUÇÃO DE ENERGIA Turbinas Hidráulicas Profa. Ma. Rebeca Catunda Pereira Fortaleza, 28 de fevereiro de 2023 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 2 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 37 ➢ Tipos de Turbinas: ✓ Turbinas Pelton ✓ Turbinas Francis ✓ Turbinas Kaplan PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 3 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 38 ➢ Turbinas Pelton Inventada por Lester A. Pelton (1829-1808). Trata-se de uma turbina de ação de fluxo tangencial e de admissão parcial. Opera eficientemente para condições de grandes saltos e baixas vazões. O processo do escoamento se realiza a pressão atmosférica. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 4 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 39 ❑ São turbinas de ação porque utilizam a velocidade do fluxo de água para provocar o movimento de rotação. A sua constituição física consiste numa roda circular que na sua periferia possui um conjunto de copos ou conchas sobre os quais incide(m), tangencialmente, um(s) jato(s) de água dirigido(s) por um ou mais injetores distribuídos de forma uniforme na periferia da roda. ❑ Nas turbinas Pelton, não há um sistema de palhetas móveis, e sim um bocal com uma agulha móvel, semelhante a uma válvula. O controle da vazão é feito por este dispositivo. A potência mecânica fornecida por estas turbinas é regulada pela atuação nas válvulas de agulha dos injetores. ❑ Um injetor consta de um bocal de seção circular com uma agulha de regulação a qual move-se axialmente variando a seção do fluxo. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 5 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 40 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 6 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 41 ❑ Estas turbinas podem ser de eixo vertical ou horizontal e são utilizadas em aproveitamentos hidrelétricos caracterizados por pequenos caudais e elevadas quedas úteis (250 a 2500 m), sendo por isto, muito mais comuns em países montanhosos. ❑ Um dos maiores problemas destas turbinas, devido à alta velocidade com que a água se choca com o rotor, é a erosão provocada pelo efeito abrasivo da areia misturada com a água, comum em rios de montanhas. ❑ As turbinas Pelton, devido a possibilidade de acionamento independente nos diferentes bocais, tem uma curva geral de eficiência plana, que lhe garante boa performance em diversas condições de operação, tendo um rendimento de até 93%. ❑ A usina Gov. Parigot de Souza no Paraná opera com esta turbina com 754 m. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 7 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 42 ➢ Turbinas Francis São turbinas de reação porque o escoamento na zona da roda se processa a uma pressão inferior á pressão atmosférica. Esta turbina é caracterizada por ter uma roda formada por uma coroa de aletas fixas, as quais constituem uma série de canais hidráulicos que recebem a água radialmente e a orientam para a saída do rotor numa direção axial. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 8 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 43 ❑ A entrada de água na turbina ocorre simultaneamente por múltiplas comportas de admissão dispostas ao redor da roda, e o trabalho é exercido sobre todas as aletas ao mesmo tempo para fazer rodar a turbina e o gerador. ❑ Os outros componentes desta turbina são a câmara de entrada, a qual pode ser aberta ou fechada com uma forma espiral, o distribuidor constituído por uma roda de aletas fixas ou móveis que regulam o caudal e o tubo de saída da água. ❑ Estas turbinas se utilizam em quedas úteis superiores aos 20 metros até 400 m, e possuem uma grande adaptabilidade a diferentes quedas. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 9 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 44 ❑ A usina hidrelétrica de Itaipu assim como a usina hidrelétrica de Tucuruí, a grande maioria das usinas do sistema Chesf (exceto Sobradinho e Apolônio Sales que usam Kaplan), Furnas e outras no Brasil funcionam com turbinas tipo Francis com cerca de 100 m de queda d' água. ❑ As turbinas Francis, comparada às Pelton, têm um rendimento máximo mais elevado, velocidades maiores e menores dimensões. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 10 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 45 ➢ Turbinas Kaplan e Hélice São turbinas de reação, adaptadas às quedas baixas de até 60 m e vazões elevadas. São constituídas por uma câmara de entrada que pode ser aberta ou fechada, por um distribuidor e por uma rotor com quatro ou cinco pás em forma de hélice. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 11 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 46 ❑ Quando estas pás são fixas diz-se que a turbina é do tipo Hélice. Se as pás são móveis, o que permite variar o ângulo de ataque por meio de um mecanismo de orientação que é controlado pelo regulador da turbina, diz-se que a turbina é do tipo Kaplan. ❑ As turbinas Kaplan são reguladas através da ação do distribuidor e com auxílio da variação do ângulo de ataque das pás do rotor o que lhes confere uma grande capacidade de regulação. ❑ A Usina de Três Marias funciona com a turbina Kaplan. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 12 2. Hidrelétricas Rebeca Catunda P. M. 47 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 13 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 30 ➢ Escolha preliminar do tipo de turbina ❑ Turbinas são máquinas para converter energia hidráulica em energia elétrica. ❑ Para selecionar o modelo de turbina mais adequado para cada instalação, vários fatores devem ser levados em consideração, entre eles queda, vazão e velocidade de rotação. ❑ As turbinas Pelton operam mais economicamente com cargas acima de 300 m. Cargas de até 300 m são possíveis para turbinas Francis e para turbinas Hélice são normalmente usadas para cargas menores que 30 metros. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 14 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 34 ➢ Classificação das Turbinas de acordo com a variação da pressão estática: ✓ Turbinas de Ação ou Impulso; ✓ Turbinas de Reação ou Propulsão; PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 15 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 ▪ Ação ou Impulso: Quando o escoamento através do rotor ocorre sem variação de pressão, ou seja, nestas turbinas a pressão estática permanece constante entre a entrada e saída do rotor. O trabalho mecânico é obtido pela obtenção da energia cinética da água em escoamento através do rotor. Ex: (Pelton, Turgo, Michel- Banki) PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 16 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 • Turbinas de Ação (Impulso) a energia potencial hidráulica da queda d’água é toda convertida em energia cinética, para depois incidir nas pás do rotor e ser convertida em energia mecânica rotacional; • Transferência de energia ocorre em pressão atmosférica; • Adequadas para altas quedas e baixas vazões. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 17 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 36 ▪ Reação: Quando o escoamento através do rotor ocorre com variação de pressão, ou seja, a pressão estática diminui entre a entrada e saída do rotor. O trabalho mecânico é obtido pela transformação das energias cinéticas e de pressão da água em escoamento através do rotor. Ex: Francis, Kaplan e Hélice PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 18 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 • Turbinas de Reação possui pouca variação de velocidade e grande variação na pressão; • O rotor é submergido em um redemoinho de água; • Ocorre diminuição de pressão a medida que a água atravessa a turbina: Pentrada > Psaída; • Adequada para baixas quedas e altas vazões.PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 19 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 As três principais tecnologias de turbina hidráulica utilizadas para geração de energia elétrica diferem entre si, sobretudo, devido ao seu princípio de funcionamento: ✓ Pelton: 100% ação (impulso); ✓ Kaplan: 100% reação; ✓ Francis: parte ação e parte reação. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 20 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 21 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 Quanto à posição relativa entre o eixo de rotação da turbina e o fluxo de água proveniente do conduto forçado: ✓ Pelton: 100% tangencial (ortogonal); ✓ Kaplan: 100% axial; ✓ Francis: misto, entrada tangencial e saída axial. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 22 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 35 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 23 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 25 ➢ Componentes de uma Turbina Hidráulica ▪ Caixa espiral, ▪ Distribuidor, ▪ Rotor e eixo, ▪ Tubo de sucção. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 24 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 26 ▪ Caixa espiral É uma tubulação de forma toroidal que envolve a região do rotor. Esta parte fica integrada à estrutura civil da usina, não sendo possível ser removida ou modificada. O objetivo é distribuir a água igualmente na entrada da turbina. É fabricada com chapas de aço carbono soldadas em segmentos. A caixa espiral conecta-se ao conduto forçado na secção de entrada, e ao pré- distribuidor na secção de saída. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 25 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 27 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 26 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 28 ▪ Distribuidor O distribuidor é composto de uma série de 18 a 24 palhetas móveis, acionadas por um mecanismo hidráulico montado na tampa da turbina (sem contato com a água). Todas as palhetas têm o seu movimento conjugado, isto é, todas se movem ao mesmo tempo e de maneira igual. O distribuidor controla a potência da turbina, pois regula vazão da água. É um sistema que pode ser operado manualmente ou em modo automático, tornando o controle da turbina praticamente isento de interferência do operador. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 27 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 29 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 28 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 30 ✓ Elemento estático cuja finalidade é: • Acelerara o fluxo de água transformando a energia • Dirigir a água para o rotor • Regular da vazão • Pode ser do tipo injetor em turbinas de ação ou de forma axial ou semi axial em turbinas de reação. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 29 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 31 ▪ Rotor e Eixo O rotor da turbina é onde ocorre a conversão de energia hídrica em potência de eixo. Elemento fundamental das turbinas. Formado por uma serie de pás palhetas. Neste elemento se produz a transformação de energia hidráulica da queda de água em energia mecânica, originada pela aceleração e desvio do fluxo. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 30 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 32 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 31 3. Turbinas Hidráulicas Rebeca Catunda P. M. 33 ▪ Tubo de sucção Também chamado de tudo de aspiração, é o duto de saída da água, geralmente com diâmetro final maior que o inicial, desacelera o fluxo da água após esta ter passado pela turbina, devolvendo-a ao rio parte jusante da casa de força. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 32 Aplicação Rebeca Catunda P. M. 64 Exercício 1: Na usina de Três Marias (Rio S. Francisco), cada turbina Kaplan produz 91.156 [CV] com uma vazão de 150 [m3 /s] e altura de queda de 50 [m]. Calcule o rendimento total. PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 33 Aplicação Rebeca Catunda P. M. 65 Exercício 2: Utilizando o gráfico para a determinação preliminar da potência máxima da turbina a seguir e sabendo que os dados do projeto são vazão de 7163 m3/s, altura bruta 60,0 m e rendimento total igual a 75%, determine: a) Qual a Potência máxima para as Turbinas Francis e Kaplan? b) Qual a potência Bruta do projeto? c) Qual a potência elétrica do gerador? d) Quantas turbinas Francis e Kaplan são necessárias? e) Qual será adotada, analisando pela quantidade? PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 34 Aplicação Rebeca Catunda P. M. 66 PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 35 Aplicação Rebeca Catunda P. M. 67 Exercício 3: Deseja-se projetar uma usina hidrelétrica com queda bruta de 220 m e vazão de 7,5 m3/s. Para isso, será utilizada turbina Francis que possui uma tubulação forçada de ferro fundido novo com 600 m de comprimento e 2,5 m de diâmetro. Determine: a) A queda hidráulica disponível, ou seja, a altura nominal da turbina; b)Trabalho disponível; c) Velocidade de rotação da turbina (em rps e em rpm); d) Potência hidráulica e no eixo da turbina, supondo seu rendimento 92%. e) Potência Elétrica, supondo rendimento do gerador 95%. f) Os rendimentos do sistema de admissão e total do aproveitamento; PPGEE - UFC / fevereiro de 2011 Renato Sampaio H. de Oliveira 36 Obrigada! Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36