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Escola “Prof. Jairo Grossi” CURSOS TÉCNICOS Prof. Enf. Júnia Alves DOENÇA DE PARKINSON GERONTOLOGIA E GERIATRIA É um distúrbio neurológico do movimento lentamente progressivo, que mais adiante leva à incapacidade. As formas mais comuns são as degenerativas ou idiopáticas e secundárias (causa conhecida ou suspeita). A doença de Parkinson está associada a níveis diminuídos de dopamina (neurotransmissor inibitório) devido à destruição das células neuronais dopaminérgicas na substância negra nos gânglios da base. CONCEITO CONCEITO A perda das reservas de dopamina nessa área do cérebro resulta em mais neurotransmissores excitatórios que inibitórios, levando à um desequilíbrio que afeta o movimento voluntário. Os homens desenvolvem a doença com mais frequência que as mulheres e os sintomas aparecem pela primeira vez por volta da quinta década de vida. CONCEITO Esta doença foi primeiramente descrita pelo médico James Parkinson em 1817. EPIDEMIOLOGIA • Prevalência: 150 a 200 casos por 100.000 habitantes; • Estimativa é que esse número dobre até 2040, com o aumento da população idosa. EPIDEMIOLOGIA • A doença de Parkinson afeta cerca de: o 0,4% das pessoas > 40 anos o 1% das pessoas ≥ 65 anos o 10% das pessoas ≥ 80 anos Os sintomas clínicos não aparecem até que 60% dos neurônios pigmentados sejam perdidos e que os níveis de dopamina esteja diminuído em torno de 80% no corpo estriado. • Sinais cardinais: - Tremor - Rigidez - Bradicinesia SINAIS E SINTOMAS SINAIS E SINTOMAS Tremores Cabeça inclinada para frente Rigidez da expressão facial Rigidez nas articulações Postura inclinada Salivação excessiva Andar arrastado Fraqueza óssea Perda de equilíbrio Tremor ✓ O tremor pode apresentar-se como um movimento de rotação(pronação - supinação) lento e ritmado do antebraço e da mão e como o movimento do polegar contra os dedos. ✓ Geralmente está presente quando o paciente está em repouso, aumentando quando inicia um movimento, quando está ansioso ou concentrado. ✓ Os tremores são característicos da doença porque com a diminuição da dopamina a excitação dos músculos é maior do que a sua inibição, fazendo com que estejam a maior parte do tempo contraindo, mesmo quando os membros estão imóveis. Rigidez ✓ A rigidez muscular decorre do aumento da resistência que os músculos oferecem quando um segmento do corpo é deslocado passivamente. ✓ Dessa forma, quando um músculo é ativado para realizar determinado movimento, em condições normais seu antagonista é inibido para facilitar esse movimento. Na doença de Parkinson essa inibição não é feita de maneira eficaz, e como conseqüência, os músculos tornam-se mais tensos e contraídos e o paciente sente-se rígido e com pouca mobilidade. Bradicinesia ✓ O paciente apresenta redução da movimentação espontânea em todas as esferas. ✓ A mímica facial torna-se menos expressiva, transmitindo com menor intensidade sentimentos e emoções que, por sua vez, mantém-se preservados. ✓ A caligrafia torna-se menos legível e de tamanho reduzido, fenômeno conhecido por micrografia. ✓ As atividades diárias, antes realizadas com rapidez e desembaraço, são agora realizadas com vagar e à custa de muito esforço. O paciente anda com passos mais lentos e pode apresentar alguma dificuldade para equilibrar-se. ✓ A postura geral do paciente modifica-se causando a predominância dos músculos flexores de modo que a cabeça permanece fletida sobre o tronco, este sobre o abdômen e os membros superiores são mantidos ligeiramente à frente com os antebraços semi-fletidos na altura do cotovelo. ✓ Os outros aspectos incluem a hipocinesia (movimento anormalmente diminuído), além disso, o paciente tende a arrastar os pés e a destreza diminui. ✓ A fala do paciente fica mais macia, baixa, menos audível e bem arrastada, fenômeno conhecido como disfonia, que pode ocorrer em decorrência da fraqueza e incoordenação dos músculos da fala. ✓ Em muitos casos o paciente desenvolve disfagia, começa a salivar e está em risco de sufocação e aspiração. A QUE SE DEVEM OS SINTOMAS/SINAIS DA DOENÇA DE PARKINSON? Causas • Falta de dopamina o O Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lenta e progressivamente. Esse neurotransmissor é essencial para ajudar a controlar os movimentos musculares. o Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente e são desgastadas. Isso leva à perda da função muscular, cujo dano piora com o tempo. Desgaste das células • A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida, mas os médicos acreditam que uma mistura de fatores possa estar envolvida: o Genética: mutações genéticas específicas podem estar envolvidas nas causas do Parkinson. Mas estes casos são raros e acontecem geralmente com membros da família já afetados pela doença. o Meio ambiente: a exposição a determinadas toxinas ou fatores ambientais podem aumentar o risco de doença de Parkinson no futuro, mas o risco é relativamente pequeno. Fatores de Risco • Idade • Hereditariedade • Gênero • Exposição a toxinas Diagnóstico • O neurologista irá diagnosticar a doença com base no histórico médico do paciente e na revisão de seus sinais e sintomas, além de um exame neurológico e físico. o Análise clínica (pedir para que o paciente realize alguns movimentos (como agachar e levantar, caminhar, fazer movimento de pinça com os dedos) e repita palavras, de modo a verificar a coordenação motora, rigidez muscular, capacidade de fala, equilíbrio.) o Exames (tomografia cerebral e ressonância magnética) o Reação medicamentosa Tratamento • Parkinson tem cura? o Até o momento não há cura conhecida para o Parkinson, que é uma doença crônica e progressiva. Tratamento • O objetivo do tratamento é, prioritariamente, controlar os sintomas. Para isso, são usados basicamente medicamentos. Mas uma cirurgia pode ser necessária em alguns casos. • O médico também poderá recomendar mudanças no estilo de vida do paciente, especialmente a inclusão de exercício aeróbio contínuo no dia a dia da pessoa doente. Em alguns casos, a fisioterapia também será necessária para melhorar o senso de equilíbrio do paciente. Terapias medicamentosas • Medicamentos dopaminérgicos (incluindo levodopa) – uma classe de medicamentos com ação semelhante à dopamina usada para se tratar os sintomas da doença de Parkinson • Inibidor de decarboxilase – um medicamento usado com levodopa para se tratar os sintomas da doença de Parkinson • Agonistas de dopamina – uma classe de medicamentos que se une aos receptores de dopamina e imita a sua ação • Anticolinérgicos – uma classe de medicamentos que relaxa músculos lisos e é usada primariamente para se tratar o tremor na doença de Parkinson • Inibidores de MAO-B – uma classe de medicamentos usada para se tratar todos os sintomas da doença de Parkinson. Esses medicamentos bloqueiam uma enzima que quebra a dopamina, permitindo que ela permaneça no receptor por mais tempo • Inibidores de COMT – uma classe de medicamentos que se une aos receptores de dopamina e imita a sua ação Cirurgia para Parkinson • Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com Parkinson severo que já não respondem bem a medicamentos. Essas cirurgias não curam o Parkinson, mas podem ajudar alguns pacientes a terem uma melhor qualidade de vida. • Na estimulação cerebral profunda (DBS), por exemplo, o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o paciente a ter controle sobre seus movimentos. Cuidados da Enfermagem 1. Tratamento adequado 2. Suporte no dia a dia 3. Orientações básicas 4. Alimentação e medicamentos bem administrados 5. Cuidados com a higiene 6. Aumento da mobilidade física 7. Momentos de lazer e interação 8. Amparo emocional • Mobilidade física prejudicada, relacionada com a bradicinesia e rigidez muscular. • Alteração da nutrição, inferior aosrequisitos do corpo, devido á dificuldade de engolir. • Comunicação verbal prejudicada devido á fraqueza dos músculos ligados com a produção da fala. • Risco para lesão relacionado a perturbações , ao andar instável, á fraqueza e ou descontrole de movimentos. • Retenção urinária relacionada a déficits sensório-motores. • Possibilidade de infecção respiratória devido a fraqueza dos músculos do Tórax (desobstrução ineficaz de vias aéreas). • Tristeza crônica (cliente e família), relacionada á natureza da doença e a incerteza do prognóstico. • Incontinência (específica), relacionada ao mau controle do esfíncter e da bexiga espásticas. • Déficit no auto cuidado, relacionado á cefaléia, espasmos musculares, paresias, paralisias. • Ensinar o paciente a colocar os pés no chão com os calcanhares primeiro ao andar e aumentar o tamanho da passada. • Ensinar o paciente a balançar os braços ao andar para melhorar o equilíbrio. • Facilitar a comunicação não verbal se for o caso (cartazes com principais frases do dia - a - dia sendo o paciente alfabetizado). Orientar aspiração de vias aéreas quando necessário (posições de conforto e drenagem). Cateterismo vesical de alívio após avaliação criteriosa da necessidade. • Orientar o uso de utensílios especialmente concebidos para facilitar seu manejo (nutrição). • Estimular o auto cuidado de modo gradativo (higienização que for possível). • Orientar uso de coletor urinário, higienização imediata após diurese com hidratação da pele. ATIVIDADE ASSISTIR FILME: Obrigada!