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PROVOCAÇÕES
Leia o texto a seguir e responda às questões propostas.
 Texto 1
 Procurar conhecer áreas de interesse é o caminho para o jovem em dúvida 
sobre a carreira
Aos 17 anos e cursando o 2o ano do ensino médio numa escola pública, Beatriz Drummond Carrasco 
já tem uma certeza sobre o seu futuro pro� ssional: quer seguir uma carreira na área da saúde. Qual? 
Ainda não faz ideia. Casos como o da estudante são comuns mesmo entre os que já estão fazendo o 
Enem para valer. Segundo especialistas, quanto mais cedo o jovem procurar conhecer as diferentes áreas, 
maior é a chance de acerto.
 Se o aluno chegar ao 3o ano do ensino médio sem a sua opção pro� ssional de� nida, a dica é buscar 
as áreas com as quais tem mais a� nidades, ensina a recrutadora da Fundação Mudes, Ana Paula Furlan. 
Pode-se chegar a elas, com base nas disciplinas de que mais gosta.
— Quem odeia Matemática di� cilmente será um bom engenheiro, assim como quem não gosta da área 
de Humanas não deve optar por psicologia — exempli� ca o consultor de carreiras Carlos Eduardo Pereira.
É importante que a escolha seja pessoal, e não baseada apenas em in� uências externas, como 
opiniões dos pais ou amigos. Porém, feita a opção, é fundamental buscar informações com quem já atua 
na área, para entender melhor o mercado e suas possibilidades.
Mas, nesse processo, o jovem também não deve ter medo de errar. Nada é para sempre e nunca é 
tarde para rever uma escolha.
— Minha principal dúvida é entre medicina e odontologia. Mas já quis também cursar nutrição 
— disse Beatriz, que para acertar na escolha busca ajuda na internet e num programa de orientação 
pro� ssional na sua escola.
 — É importante fazer o que se gosta. Não adianta, por exemplo, cursar informática, porque o mercado 
de TI (Tecnologia da Informação) está bombando, se a pessoa não gosta daquela área. É necessário que a 
pro� ssão seja uma coisa prazerosa e que a pessoa tenha a� nidades com ela. Só assim tem mais chances 
de fazer bem-feito e ser bem-sucedido — a� rma Ana Paula Furlan, recrutadora da Fundação Mudes.
Emprego dos sonhos
Ser feliz fazendo aquilo de que se gosta ou garantir um supersalário, naquela pro� ssão do momento? 
É uma das dúvidas clássicas na hora de de� nir a carreira. Em pesquisa recente do site de empregos 
Catho, 81,1% dos entrevistados responderam que o “emprego dos sonhos” é aquele em que você faz o 
que gosta, mesmo ganhando menos.
 Na pesquisa, 43,4% dos 1 435 entrevistados acham que qualidade de vida é o que melhor de� ne o 
“emprego dos sonhos”. Para outros 13,2%, é horário � exível. Já 12,9% preferem autonomia.
— Quem faz o que odeia e é bem-sucedido? Não existe. A pessoa que gosta do que faz desempenha 
bem porque gosta — a� rma Carlos Eduardo.
PROCURAR conhecer áreas de interesse é o caminho para o jovem em dúvida sobre a carreira. Extra, 4 jun. 2016. 
Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/educacao/pro� ssoes-de-sucesso/procurar-conhecer-areas-de-
interesse-o-caminho-para-jovem-em-duvida-sobre-carreira-17739429.html. Acesso em: 29 nov. 2019.
 1. Reescreva no caderno o texto a seguir completando as lacunas de acordo com sua leitura 
do texto.
O assunto da reportagem é . Segundo os especialistas, se o estu-
dante não sabe bem o que quer fazer, pode começar .
escolha da carreira
identifi cando a área com a qual tem maior afi nidade
Não escreva
neste livro.
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https://extra.globo.com/noticias/educacao/profissoes-de-sucesso/procurar-conhecer-areas-de-interesse-o-caminho-para-jovem-em-duvida-sobre-carreira-17739429.html
 2. Na reportagem, qual é o signifi cado da palavra área? Com qual(is) área(s) você tem maior 
afi nidade?
 3. Releia a frase: “É importante fazer o que se gosta. Não adianta, por exemplo, cursar informá-
tica, porque o mercado de TI (Tecnologia da Informação) está bombando, se a pessoa não 
gosta daquela área”.
a) Você identifi ca profi ssões que estão na moda? Cite algumas.
b) A reportagem recomenda ou não que se considere o mercado de trabalho na escolha da car-
reira? Explique.
c) Você concorda com esse posicionamento? Por quê?
 4. Segundo a pesquisa citada na reportagem, 43,4% dos 1 435 entrevistados acham que o em-
prego dos sonhos deve permitir qualidade de vida; 13,2% dão mais importância ao horário 
fl exível; e 12,9% preferem autonomia.
a) O que você responderia se fosse consultado?
b) Descreva algumas atividades e/ou responsabilidades que poderiam fazer parte desse “em-
prego dos sonhos”.
 5. Releia: “[…] o jovem também não deve ter medo de errar. Nada é para sempre e nunca é 
tarde para rever uma escolha”.
a) O erro faz parte de um processo de escolhas? Dê sua opinião.
b) Rever uma escolha pode ser necessário. Em que casos?
c) Rever uma escolha signifi ca ter fracassado?
 Texto 2
Luciana Barreto, jornalista
Desde criança eu sonhava em ser jornalista, mas 
eu venho de uma família muito pobre da Baixada 
Fluminense. Nunca ninguém tinha entrado na 
universidade na minha família.
Meu pai era motorista de ônibus, minha mãe 
trabalhava com movimento social, en� m, eu não tinha 
condição nenhuma de fazer jornalismo, apesar do meu 
sonho.
O que aconteceu foi que a PUC-Rio fez esse 
convênio, que se os alunos do projeto passassem (no 
vestibular), eles iriam isentar os primeiros meses até 
sair a proposta de bolsa. E foi o que aconteceu. Eu fui 
a primeira aluna do projeto a entrar em jornalismo, em 
1997.
(Depois de passar no vestibular) eu achava que era 
o � m do meu drama, mas era só o começo. Porque 
eu já estava desempregada, e o valor da passagem da 
minha casa para a universidade � cava um terço do 
salário do meu pai. […]
BARRETO, Luciana. Pro� ssionais negras descrevem memórias de preconceito no cotidiano. BBC News, 13 maio 2013. 
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/05/130510_negros_depoimentos_cq. Acesso em: 30 nov. 2019.
Área signifi ca campo de conhecimento.
A reportagem enfatiza a importância de não excluir afi nidades e prazer na escolha 
da carreira, mas não afi rma que não se deve considerar o mercado de trabalho.
Essa pergunta possibilita aos estudantes expressar 
e, assim, perceber mais conscientemente a relação que estabelecem entre o que desejam cursar e o que supõem que devem cursar.
Supõe-se que os estudantes considerem situa-
ções em que a escolha não levou aos resultados 
pretendidos ou não trouxe a satisfação prevista.
Espera-se que os estudantes reconheçam que não: toda escolha é feita em dadas condições pessoais e contex-
tuais e é fruto delas; portanto, as condições, as motivações ou as situações criadas a partir delas podem mudar. É 
preciso estar aberto a outras possibilidades se o que escolhemos não nos satisfaz ou se enxergamos alternativas 
que podem nos trazer maior satisfação.
Luciana Barreto.
 
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 6. A jornalista Luciana Barreto enfrentou diversos desafi os para se formar jornalista. Qual é o 
principal desafi o que ela cita nesse depoimento?
 7. Para cursar a faculdade, a jornalista contou com uma bolsa, que não resolvia todos os pro-
blemas dela, mas que de certo modo a ajudou a se formar.
a) De que maneira ela prosseguiu em sua formação apesar das difi culdades de fi nanciamento? 
Formule uma hipótese.
b) Que tipo de ajuda você acha que poderia buscar em caso de necessidade? Como poderia 
seguir seus planos?
 8. Quais são seus principais desafi os para continuar sua formação e implementar seus planos? 
Leve em consideração os setores propostos na tabela. No caderno ou no computador, copie 
a tabela completando-a com os desafi os. Se considerar que não há desafi os, justifi que isso 
em cada setor.
Financeiro
Familiar
Afetivo
CognitivoTexto 3
 Como me tornei pedagoga. E a vida entre estudantes e livros
A professora conta que o comprometimento é fundamental nessa pro� ssão que pode 
mudar de� nitivamente a trajetória de vida de outras pessoas
 Com quase 50 anos de carreira, a pedagoga Maria Amabile Mansutti foi professora por 17 anos, 
diretora de escola, e publicou livros didáticos de matemática, educação infantil e EJA (Educação de 
Jovens e Adultos). Formada pela USP (Universidade de São Paulo), com especialização em didática 
da matemática pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), ela conta que escolheu 
a educação pela relevância da área para a sociedade e a� rma que desde o início entendeu a 
importância de associar a teoria à experiência prática.
Dirigiu o departamento de política da educação fundamental do Ministério da Educação e 
foi consultora de programas educacionais voltados para jovens e adultos, desenvolvidos pela 
Alfasol (Alfabetização Solidária) e o Ministério de Educação de São Tomé e Príncipe. Atualmente 
é coordenadora técnica do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação 
Comunitária).
[…]
Como você chegou a essa carreira? O que te motiva? Por que você a escolheu?
Aos 19 anos, comecei a atuar como professora em uma escola municipal de São Paulo, em 1968. 
Ingressei na Faculdade de Pedagogia da USP no ano seguinte e desde o início entendi a importância 
de associar a teoria à experiência prática. […] A motivação era e ainda é a relevância que essa área 
tem para a sociedade. Tenho certeza de que a educação é a p rincipal via para que a sociedade seja 
melhor em todos os sentidos: político, econômico, cultural, ético e estético.
O desafi o fi nanceiro.
Possibilidades: Encontrou trabalhos alternativos, mesmo que não diretamente ligados à pro-
fi ssão em que estava se formando, ou obteve ajuda da família e de amigos.
7. a) O fundamental é os estudantes levan-
tarem hipóteses, pensarem em alternativas.
É importante que os estudantes procurem buscar alternativas considerando a realidade, possibilida-
des que possam pôr em prática. Se for o caso, convide-os a reavaliar a resposta para ajustá-la aos limites da vida real.
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PROVOCAÇÕES
Como sua formação está presente no trabalho que você faz hoje?
Nunca parei o que estava fazendo para me dedicar única e exclusivamente aos estudos, pelo 
contrário, sempre somei a aprendizagem à experiência prática, no dia a dia na sala de aula. Aos 
20 anos, ainda no início da graduação, lecionei na primeira escola pública de oito anos: a primeira 
experiência que integrou o primário e o ginásio. Lecionei por 17 anos, depois fui diretora de escola, 
trabalhei em quadros técnicos de secretarias de educação e do MEC (Ministério da Educação). Tive 
a oportunidade de trabalhar com a formação de professores de diferentes redes, elaborar currículos 
e produzir materiais didáticos. Hoje, com 49 anos de carreira, ainda vejo a educação com os 
mesmos olhos de esperança que via cinco décadas atrás. É uma grande satisfação para mim que me 
reconheçam como professora.
[…]
O que você diria para alguém que está pensando em trabalhar com educação?
O comprometimento é a peça chave para encarar a pro� ssão docente. São muitos os desa� os. É 
preciso compromisso, muito estudo e valorização da experiência prática. Isso vale para quem atua 
em sala de aula ou em um cargo técnico ou de gestão. Além disso, é importante que os futuros 
pro� ssionais estejam cientes de que s ua atuação pode mudar para sempre a trajetória de vida de 
outras pessoas e contribuir para a construção de uma sociedade menos desigual. Temos também 
o desa� o de tornar a escola um espaço atrativo, em consonância com o nosso tempo, e isso exige 
que os educadores sejam capazes de inovar e buscar soluções criativas para que todos os alunos 
aprendam. H oje, eu sou uma professora não só quando exerço a pro� ssão, mas quando olho e atuo 
sobre o mundo. É com esse olhar que toco minha vida e estou satisfeita com isso.
MANSUTTI, Maria Amabile. Como me tornei pedagoga. E a vida entre estudantes e livros. Nexo, 22 maio 2017. 
Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/pro� ssoes/2017/05/22/Como-me-tornei-pedagoga.-
E-a-vida-entre-estudantes-e-livros. Acesso em: 29 nov. 2019.
 9 . A professora afi rma que sua motivação para o que faz é a relevância da educação para a 
vida social.
a) Por que, para ela, a educação é uma área relevante?
b) Qual é sua motivação na vida? O que você identifi ca como seu propósito?
 10. A pedagoga destaca o comprometimento como principal característica a ser cultivada por 
quem deseja exercer a profi ssão que ela escolheu. Considere suas projeções até aqui: sua 
área de interesse, o emprego dos sonhos. Que qualidades deve ter o profi ssional que atuaria 
nessa área e/ou nesse cargo que você projetou? Dê sua opinião.
 11. Ela afi rma ser professora não só quando exerce a profi ssão, mas também ao olhar o mundo 
e atuar nele: “É com esse olhar que toco minha vida e estou satisfeita com isso”.
a) Você diria que ela se sente realizada? Cite os motivos que justifi quem esse sentimento dela.
b) Que atividade profi ssional você considera que vai levá-lo a dizer “estou satisfeito”?
 Texto 4
P ro� ssões do futuro: o que são, principais e áreas em alta
[…]
Listar as pro� ssões do futuro é sempre difícil. Porque, como já falamos, muita coisa pode acontecer e 
as previsões podem se mostrar equivocadas.
Mesmo assim, é possível citar várias atividades pro� ssionais com grande probabilidade de se 
tornarem muito valorizadas no curto, médio ou longo prazo.
Já temos tecnologias, por exemplo, que ainda não foram popularizadas, mas especialistas são 
unânimes em a� rmar que transformarão o mercado.
Ela considera que só a educação promove igualdade 
e permite que a sociedade seja melhor política, eco-
nômica, cultural, ética e esteticamente.
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https://www.nexojornal.com.br/profissoes/2017/05/22/Como-me-tornei-pedagoga.-E-a-vida-entre-estudantes-e-livros
Enquanto isso não acontece, alguém que tenha conhecimento sobre o assunto pode ter grande 
di� culdade para conseguir um bom emprego.
Mas assim que a tecnologia se torna mais acessível e o mercado compreende todo seu potencial, o 
mesmo pro� ssional será disputado por várias empresas.
A seguir, con� ra a lista com […] pro� ssões do futuro que você deve conhecer.
Para criá-la, demos preferência a nomes autoexplicativos – mas é possível que elas surjam ou se 
popularizem com outras nomenclaturas.
Muitas delas, é bom dizer, já existem. Se estão na lista, é porque tendem a ganhar mais importância 
do que possuem hoje.
■ Advogado especialista em proteção de dados
■ Analista de big data
■ Analista de comunicação com máquinas
■ Analista de ética
■ Atendente virtual de pacientes
■ Bioinformacionista
■ Conselheiro de tecnologia na área da saúde
■ Consultor de agricultura urbana
■ Consultor de aposentadoria
■ Consultor de entretenimento pessoal
■ Consultor � nanceiro de criptomoeda
■ Corretor de seguros de dados
■ Detetive de dados
■ Diretor de cloud computing
■ Diretor de relacionamento
■ Engenheiro de energias renováveis
■ Engenheiro de inteligência arti� cial
■ Facilitador de treinamentos
■ Geneticista
■ Gerente de showroom
■ Gestor de IA para smartcities
■ Gestor de inovação
■ Gestor de qualidade de vida
■ Gestor de resíduos
■ Gestor de sustentabilidade
■ Hacker de segurança
■ Policial virtual
■ Programador de machine learning
■ Responsável pela memória virtual
■ Técnico em TI hospitalar
[…]
Quais áreas estarão em alta no mercado de trabalho?
V ocê deve ter notado que muitas das pro� ssões do futuro que listamos acima têm a ver com dados, 
não é mesmo?
Isso se deve ao big data,a realidade tecnológica na qual nos encontramos agora, com uma 
quantidade absurda de dados sendo coletados e processados a cada segundo.
Por conta disso, o pro� ssional que tiver uma boa capacidade de lidar com os dados e tecnologias 
para armazená-los e processá-los deverá, por consequência, ter destaque no mercado.
Para quem quiser se especializar no assunto, já existem cursos como o MBA Analytics em Big Data e 
a Pós-Graduação Análise de Dados e Data Mining da Fundação Instituto de Administração (FIA).
A tendência é que a oferta de cursos relacionados ao big data aumente.
O mais interessante é que essa pode ser uma formação complementar, pois praticamente todas as 
áreas de atuação estão sendo ou serão impactadas pelo big data. [ …]
P ro� ssionais da administração, economia, arquitetura, engenharia, saúde, marketing, jornalismo, 
educação física…
Todos eles podem ter grandes oportunidades se complementarem suas habilidades com a capacidade 
de manejar dados.
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