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EXPERIMENTAÇÃO ESCUTA ATIVA
1 Agora, você e os colegas vão escutar a música “Era pra ser e não foi”, de Hermeto Pascoal, de um 
jeito diferente, uma maneira de escutar música que chamamos de escuta ativa. Ao realizá-la, tente 
perceber os seguintes detalhes:
a. Três momentos em que a música muda seu andamento, ou seja, sua velocidade. Existem 
andamentos mais lentos e mais rápidos em relação a outros. Você percebe quando essa 
música muda o andamento?
b. Um momento de improvisação.
c. Um momento de retorno de algo que já foi escutado.
2 A seguir, vocês vão escutar a música novamente colocando o corpo em movimento. Abram 
espaço na sala e experimentem caminhar enquanto a música é executada. Procurem acompanhar 
os diferentes andamentos dessa música, inventem formas de se movimentar que dialoguem com 
cada um desses momentos e prestem atenção em seu corpo. 
3 Ao final, converse com os colegas sobre a experiência de realizar essa atividade.
a. O que você achou dela? Que diferença foi possível perceber em relação à primeira atividade 
de escuta da música “Era pra ser e não foi” que você realizou?
b. Ao se movimentar acompanhando a execução da música, como o seu corpo ficou 
quando o andamento estava mais lento? Como ele se movimentou quando a música estava 
mais acelerada?
Improvisações no jazz
Entre as ideias de “mistura” e de “música universal”, Hermeto firma-se como um músico multi-
facetado. Ele próprio afirma:
“Sou um músico de jazz quando toco jazz. É uma parte, uma parte forte de minha música. Mas é 
apenas uma das coisas que faço, não é a única.” 
PASCOAL, Hermeto. [Entrevista cedida a] Revista Eletrônica Brazil-Brasil, [s.d.]. Apud ARRAIS, Marcos A. G. A música 
de Hermeto Pascoal: uma abordagem semiótica. 2006. Dissertação (Mestrado em Semiótica e Linguística Geral) – 
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006, p. 13. Disponível 
em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-01082007-144148/publico/TESE_MARCOS_AUGUSTO_
GALVAO_ARRAIS.pdf. Acesso em: 2 jun. 2020.
E você, sabe o que é jazz? 
Foi no século XX, com o surgimento do 
jazz, que a improvisação na música popular 
começou a ser sistematizada e influenciar as 
práticas de música popular de diversos países.
O jazz é um gênero musical com muitas va-
riações e fusões que surgiu no final do século 
XIX, na cidade de New Orleans, nos Estados 
Unidos, como um legado cultural da população 
afrodescendente do país, que desenvolveu um 
tipo de música popular a partir de elementos 
da sua música religiosa, dos instrumentos das 
bandas marciais e de muita improvisação. O 
jazz, então, tornou-se um importante movi-
mento cultural que contribuiu para o reconhe-
cimento e a legitimidade da cultura negra esta-
dunidense.
Orquestra de jazz Carter e King, em Houston, Estados 
Unidos, 1921.
Reprodução/Wikimedia Commons
NÃO ESCREVA 
NESTE LIVRO.
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As improvisações no jazz acontecem sobre uma base harmônica, ou 
seja, enquanto um músico faz um solo improvisado, os outros instrumentos 
do grupo executam simultaneamente as notas de acompanhamento (a 
percussão, os acordes e as notas mais graves, chamadas de linha do baixo).
Em suas diversas vertentes, o jazz também tem diferentes maneiras 
de improvisar. Por exemplo, no jazz de New Orleans, também chamado 
de dixieland, há a improvisação coletiva, com todos os músicos improvi-
sando ao mesmo tempo. No bebop, considerado o início do jazz moder-
no, as improvisações têm mais complexidade, com maior ênfase na téc-
nica, enquanto no free jazz ela rompe com os moldes do jazz mais tradi-
cional e explora sonoridades menos comuns.
acordes: conjunto de 
três ou mais notas que 
soam simultaneamente, 
fundamental para a 
construção da base 
harmônica.
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Sarah Lois Vaughan nasceu em uma família de músicos amadores, em 
Nova Jersey, Estados Unidos. Em sua infância, aprendeu a tocar piano, órgão e 
cantou em coros de igreja. Ela iniciou sua carreira em apresentações de músicos 
amadores no teatro Apollo, do Harlem, em Nova York, em 1942. A partir de então, 
a artista passou a trabalhar como cantora e pianista em big bands, os grupos 
musicais de jazz.
A partir de 1945, Sarah começou a aparecer em programas de TV e, durante a 
década de 1950, fez turnês pelos Estados Unidos e pela Europa.
A vasta extensão vocal, aliada à técnica, ao virtuosismo e à interpretação, colocou 
Sarah Vaughan entre as principais cantoras de jazz do século XX.
Hulton Archive/Getty Im
ages
Ella Fitzgerald durante 
apresentação em clube de 
jazz na Filadélfia, Estados 
Unidos, 1963.
 Acid, Bebop, Free. Você conhece os termos do jazz?, de Carol Vidal, 
publicado em Sesc Jazz, 14 out. 2019. Disponível em: https://sescjazz.
sescsp.org.br/2019/10/termos-do-jazz/. Acesso em: 4 jun. 2020.
Esse texto apresenta diversos termos comuns no mundo do jazz, como 
classificações dos estilos e dos recursos expressivos desse gênero musical.
FICA A DICA
NÃO ESCREVA 
NESTE LIVRO.
A improvisação é algo tão característico do jazz que até mesmo os 
cantores desenvolveram um modo de improvisar com a voz, o chamado 
scat singing. No scat singing, os cantores criam contornos melódicos so-
bre a base harmônica, explorando diferentes velocidades e mostrando a 
amplitude vocal ao pronunciar sílabas soltas e fazer vocalizações, sem a 
preocupação com a formação de palavras e com significados semânticos.
O artista pioneiro do scat singing foi Louis Armstrong (1901-1971) e, 
ao longo da história do jazz, diversas vozes se destacaram nessa técnica, 
como Ella Fitzgerald (1917-1996) e Sarah Vaughan (1924-1990).
2 Para conhecer esse estilo de improvisação, ouça a música “Lullaby 
of Birdland”, uma composição de George Shearing (1919-2011), com 
letra de George David Weiss (1921-2010) e interpretação de Sarah 
Vaughan, gravada em 1954.
a. Você percebe quando se inicia a seção de improvisação? 
b. Quais instrumentos você identifica improvisando?
c. O que você percebe de diferente na voz de Sarah Vaughan quan-
do ela começa a improvisar?
A seção de improvisação começa em 1 min 12 s e segue até 3 mim 15 s. O retorno para a canção é feito com muita desen-
voltura e sutileza no meio da frase musical improvisada, sendo possível perceber quando a cantora retoma a letra.
A seção começa com uma improvisação do piano, seguido por um solo de improviso do contrabaixo e da bateria. Quando a 
voz inicia o scat singing, surgem também improvisos da flauta transversal, do saxofone e do trompete. 
A cantora fala sílabas soltas e sem sentido semântico, explorando diferentes velocidades e sua habilida-
de de extensão vocal nos extremos de agudo e grave, recursos característicos do scat singing. 
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