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EMPREENDEDORISMO AULA 3 Prof. Marcos Ruiz da Silva 2 CONVERSA INICIAL Nesta aula você irá compreender cinco diferentes características de negócios a serem criados pelos empreendedores: comunitário/social, corporativo/institucional, étnico ou imigrante, internacional e tecnológico. Essas características estão relacionadas às motivações dos empreendedores, bem como aos problemas que eles buscam resolver por meio da criação de um novo negócio. TEMA 1 – COMUNITÁRIO/SOCIAL Dentre as diferentes possibilidades de empreendedorismo, temos o chamado empreendedorismo social, algumas vezes chamado de empreendedorismo comunitário. A principal característica dessa modalidade é a sua finalidade social, ou seja, a criação de um negócio não para fins de lucro, mas de solução de um problema social (Oliveira, 2004). Nesse ponto, ao fazermos a relação com o que vimos sobre a motivação para criação de um novo negócio, a motivação pode acontecer por uma necessidade (como a geração de emprego e renda), mas também há uma busca de satisfação pessoal por meio da ação social, com a geração de um impacto positivo em uma comunidade. No âmbito do esporte e da atividade física, existem diferentes formas de observar a ação empreendedora de forma comunitária/social. A mídia, por vezes, apresenta história de professores e profissionais de Educação Física que criam projetos sociais nas comunidades, visando ensinar uma modalidade esportiva, por exemplo. Nas chamadas comunidades carentes, a criação desses espaços geralmente tem como propósito gerar o acesso a essas práticas por grupos que não teriam condição de pagar por elas. Além disso, são incorporados discursos de ocupação do tempo livre e prevenção de drogas. Levando-se em conta esse exemplo voltado ao esporte, podemos compreender as diferenças entre empreendedorismo empresarial e social no Quadro 1. 3 Quadro 1 – Características do empreendedorismo empresarial e social Empresarial Social Criação Individual Coletivo Produção Bens e serviços Bens e serviços à comunidade Foco Mercado Soluções para problemas sociais Medida de desempenho Lucro Impacto social Finalidade Satisfazer necessidades dos clientes Respeitar e promover as pessoas em situação de risco social Fonte: Oliveira, 2004, p. 13. Com base nessas características, podemos imaginar diferentes possibilidades de empreendedorismo na área da educação física. Empreendedores sociais visualizam os problemas sociais e identificam de que forma o seu conhecimento (valores do esporte e melhoria na autoestima, na saúde e no bem-estar baseados na atividade física, por exemplo) pode contribuir na solução. Assim, não se trata da criação de um negócio para atrair clientes que pagarão por um serviço e gerarão lucro para a empresa, mas de como é possível criar impacto social na comunidade de atuação. Assim, uma mesma atividade-fim, como uma escolinha de esporte, pode ter um perfil empresarial, quando seu propósito é gerar lucro, ou um perfil social, quando seu propósito é ensinar valores e impactar positivamente a comunidade onde atua. A diferença entre empreendedorismo empresarial e social não significa que uma empresa não possa gerar impactos positivos em uma comunidade. Nesse caso, para diferenciar o empresarial do social, precisamos compreender o propósito principal do negócio. Empresas que têm como foco o mercado e o lucro, mas que também buscam atender a comunidade e gerar um impacto positivo, não são consideradas como empreendedorismo social, mas sim como responsabilidade social empresarial. Assim, é possível que organizações de caráter empresarial criem ações de responsabilidade social empresarial, inclusive por meio do patrocínio de organizações de empreendedorismo social, porém isso não transforma essas organizações em empreendedoras sociais, pois seu objetivo principal continua sendo a geração de lucro e satisfação da necessidade dos clientes. 4 TEMA 2 – CORPORATIVO/INSTITUCIONAL Quando tratamos de empreendedorismo, destacamos que, geralmente, trata-se da criação de um novo negócio. De fato, essa é uma característica mais visível e mais debatida, por isso utilizamos o termo geralmente. Porém, o empreendedorismo também pode acontecer em empresas que já existem, especialmente quando elas buscam inovar ou novos caminhos para crescer. Isso significa que as oportunidades de empreender também estão em empresas e organizações já existentes, recebendo dessa forma o nome de empreendedorismo corporativo, institucional, interno ou intraempreendedorismo (Dornelas, 2004). Assim, esse tipo de empreendedorismo se destaca pela visualização de uma oportunidade. As empresas podem possuir suas propostas de negócios, mas na sua rotina um profissional com um olhar aguçado pode identificar lacunas. Por exemplo, você pode trabalhar em um espaço de atividade física e, ao conversar com os alunos, percebe que muitos são pais e têm filhos pequenos. Alguns alunos podem argumentar que faltaram à aula porque não tinham com quem deixar seus filhos. Com base nisso, você pode identificar uma necessidade não atendida para seu público e criar um espaço de atendimento às crianças enquanto os pais realizam suas atividades físicas. Ou seja, dentro de uma empresa já constituída (espaço de atividade física), uma necessidade não atendida é vista como oportunidade para criar um novo serviço (espaço de atendimento às crianças). Perceba que, com esse exemplo, o empreendedorismo não surge com o dono ou responsável pela organização, como o presidente ou diretor, mas a com a leitura do cenário pelo profissional que atua diretamente com as pessoas. Dessa forma, as organizações têm buscado incentivar os seus funcionários a identificarem problemas e proporem soluções, pois eles estão mais próximos da rotina, dos clientes e dos processos que compõem a empresa. Identificar oportunidades pode significar a criação de diferentes elementos para uma empresa, conforme podemos verificar no Quadro 2. 5 Quadro 2 – Elementos criados em uma empresa por meio do empreendedorismo corporativo O que é criado: Característica Exemplo Riqueza Produção de algo novo em troca de lucro Venda de suplementos e roupas em uma academia Empresa Criação de novos negócios que não existiam Criação de uma assessoria de corrida vinculada à academia Inovação Substituição de métodos e produtos obsoletos Adoção de um novo método de treinamento físico em uma escolinha de esporte Mudança Modificação da atitude, abordagem e habilidades Novo treinamento em hospitalidade para a equipe de recreação Emprego Pode não ser a prioridade, mas torna-se uma consequência Contratação de profissionais especialistas no treinamento físico para idosos Valor Criação de novos serviços que beneficiam os clientes Cuidado dos filhos enquanto os pais realizam seu treino/aula Crescimento Geração de novas vendas para a empresa, gerando lucro e satisfação dos clientes Organização de eventos com atração de novos clientes e alunos Fonte: Dornelas, 2004, p. 82. Essas diferentes perspectivas relacionadas à natureza do empreendedorismo são aplicáveis a empresas já existentes. Dessa forma, com base no Quadro 2, é possível pensar em perguntas que estimulem a criação de ideias inovadoras e o empreendedorismo em uma organização: que outros produtos e serviços podem ser oferecidos com custo? Que outras empresas podem ser criadas para atender às necessidades do novo negócio? Que métodos e produtos podem ser substituídos? Que atitudes, abordagens e habilidades podem ser melhoradas? Que outros empregos podem ser criados? O que os clientes podem precisar além do que a organização já oferece (e assim se diferenciar da concorrência e gerar fidelidade)? Em que aspectos a empresapode crescer, inclusive aproveitando-se dos recursos (materiais, humanos e financeiros) já existentes? TEMA 3 – ÉTNICO OU IMIGRANTE Como já sabemos, o empreendedorismo pode acontecer por causa da necessidade, como é o caso de pessoas que têm dificuldade de encontrar um emprego e criam seu negócio próprio. Essa dificuldade de encontrar um emprego é comum para pessoas que chegam a um novo país, quando não possuem as 6 habilidades exigidas para os empregos disponíveis ou tenham dificuldade de se comunicar no idioma local, por exemplo. Dada a grande movimentação de pessoas pelo mundo, com a mudança para os países em melhores situações econômicas ou que oferecem refúgio em situações de guerra, o empreendedorismo imigrante e étnico passou a ser estudado. No Brasil, recebemos no passado e no presente pessoas de diferentes países. Muitos de nós somos descendentes de imigrantes, quando membros da nossa família saíram de seus países nas Américas, na Europa, na África, na Ásia e na Oceania para viverem no Brasil, por opção, por necessidade (fugindo da guerra) ou obrigados (como o caso dos africanos escravizadas). Aqui, podemos pensar na diferença entre imigrante e étnico: imigrante é a pessoa que nasceu em outro país e se mudou, enquanto étnico é um termo que se aplica às gerações futuras (Cruz et al., 2017). Assim, se meus bisavôs e bisavós vieram da Itália para o Brasil, eles eram os imigrantes e meus avós, pais, eu e meus irmãos seremos do grupo étnico italiano. Como no Brasil o processo de imigração mais significativo aconteceu no século XIX até meados do século XX, nem sempre as gerações atuais conhecem bem as dificuldades de adaptação em um novo país. Alguns de nós podemos conhecer pessoas que se mudaram para outros países, buscando novas oportunidades profissionais, assim identificando as barreiras culturais, com o idioma e também o preconceito com pessoas de outros países. O empreendedorismo imigrante ou étnico é uma forma de superar algumas dessas barreiras, quando os imigrantes e suas gerações futuras criam negócios para outros imigrantes. Assim, criam-se lojas (de alimentos, bebidas e roupas) e restaurantes chineses, japoneses, italianos, indianos, tailandeses etc. Esses negócios voltam-se à comunidade étnica de origem, mas também atraem outras pessoas que se interessam pela cultura dos distintos países (Cruz et al., 2017). Pesquisadores que buscam compreender esses empreendedores destacam que esse tipo de empreendedorismo cria um novo nicho de mercado dentro dos mercados nacionais, com um significativo suporte daquela comunidade étnica. Assim, pessoas da comunidade étnica podem priorizar o consumo em negócios criados por seus semelhantes, estabelecendo laços e fidelidade. Além disso, os trabalhadores podem ter como prioridade atuar nesses 7 ambientes, já que podem falar seus idiomas de origem e possuem maior afinidade cultural com seus colegas e clientes (Cruz et al., 2017). No contexto da educação física, podemos refletir acerca de algumas possibilidades de empreendedorismo étnico e imigrante. Uma delas é considerar os imigrantes e linhagens étnicas que vieram e hoje podem já estarem estabelecidas no Brasil. Nesse sentido, temos imigrantes japoneses que começaram a ensinar artes marciais, como o judô e o aikidô, coreanos com o taekwondo e chineses com o kung fu. Além disso, a difusão de algumas práticas corporais aconteceu com o trânsito de pessoas e informações, como a ginástica europeia (com alemães, suecos e franceses). Entre os imigrantes no Brasil, houve a criação de clubes sociais e recreativos, em que se praticavam modalidades originárias nos países, como o bolão e a bocha entre imigrantes alemães e italianos. Não podemos nos esquecer ainda da criação da capoeira, baseada nas práticas corporais realizadas por africanos escravizados e modificadas no Brasil. Até hoje, existem escolas e espaços de práticas em diferentes modalidades que são dirigidas por imigrantes ou descendentes de imigrantes. Uma segunda possibilidade é considerar os brasileiros que foram para outros países e ensinam práticas corporais, especialmente o futebol, a capoeira, o chamado Brazilian jiu-jitsu e modalidades de dança latina. Em diversos países, existe a demanda por profissionais especializados nessas e em outras práticas corporais, tanto por brasileiros que vivem no exterior quanto estrangeiros que possuem interesse nessas práticas. Assim, as oportunidades de empreendedorismo étnico de origem brasileira também podem ser consideradas. Nesses casos, os empreendedores devem considerar a oferta de um produto étnico (uma prática corporal de origem ou características brasileiras), mas devem buscar conhecer como é o mercado do novo país, bem como as regras de criação de uma empresa (como uma escolinha de capoeira), as regras de trabalho para imigrantes e se há algum tipo de licença exigida para ensino de práticas corporais. TEMA 4 – INTERNACIONAL Além do empreendedorismo comunitário/social, corporativo/institucional, imigrante ou étnico, existe também o empreendedorismo internacional. Para entender esse tipo de empreendedorismo, é preciso lembrar que estamos em 8 um mundo cada vez mais conectado, em que a tecnologia de transporte permite o trânsito de mercadorias e a tecnologia de comunicação permite o trânsito de informação. Dessa forma, cada vez mais empreendedores verificam as possibilidades de criar produtos e serviços que sirvam para diferentes países. Conceitualmente, o empreendedorismo internacional é considerado no caso de empresas que são criadas ou desenvolvem a perspectiva de alcançar um mercado global. Embora alguns autores entendam que o conceito deva ser exclusivo para empresas que já nascem com a proposta de atender um mercado internacional (é o caso das empresas chamadas born globals – ou nascidas globais, na tradução livre), hoje em dia considera-se empreendedorismo internacional também o caso de empresas que são criadas para o mercado local ou nacional e posteriormente visam uma expansão internacional (Dalmoro, 2008). A criação ou adequação de organizações para um mercado internacional supõe uma série de desafios ao empreendedor. Isso porque ele deve ter conhecimento sobre os diferentes mercados (países) em que pretende atuar, verificando de que forma as oportunidades se caracterizam em cada um desses locais. Além disso, faz parte dos desafios o controle de recursos (pessoas, infraestrutura, financeiro, vendas, fornecedores, etc.) e quais estratégias serão empregadas (Dalmoro, 2008). No âmbito da educação física, podemos considerar algumas organizações que têm um caráter internacional e se enquadram no conceito de empreendedorismo internacional. É o caso de redes de academias que alcançam diferentes países, com a oferta de serviços na forma de franquias – ou seja, um empreendedor brasileiro pode adquirir os direitos de uso da marca e passar por um treinamento para oferecer os serviços no modelo da empresa internacional. Como já sabemos, o modelo de franquia é considerado uma oportunidade de empreendedorismo, ainda que não utilize de uma ideia própria do empreendedor. Você pode relacionar a perspectiva internacional de organizações com as federações internacionais (como a Federação Internacional de Futebol Associado – FIFA ou ainda o Comitê Olímpico Internacional – COI), porém essas organizações não têm a perspectiva de lucro, razão pela qual não são consideradas no conceito de empreendedorismo internacional (Dalmoro, 2008). Também seriam excluídos os clubes de futebol que, por mais que tenham um 9 público internacional, não são criados para esse fim e geralmente não têm como finalidade o lucro. TEMA 5 – TECNOLÓGICO Quando abordamos o empreendedorismo internacional, indicamos sua relação com a tecnologia – tanto em transportes quantode informação e comunicação. Dessa forma, há uma relação entre o empreendedorismo internacional e o tecnológico, mas existe uma diferença importante: o empreendedorismo tecnológico se baseia na criação da tecnologia (seja por uma nova empresa ou pelo desenvolvimento de um projeto por uma empresa já existente) (Moreira; Silva, 2008), enquanto o empreendedorismo internacional, na maioria dos casos, se beneficia das tecnologias já existentes e seu propósito não é a criação de tecnologia, mas utiliza-se dela. O desenvolvimento de novas tecnologias pode acontecer por profissionais especialistas nas áreas, que, de forma individual, podem trabalhar em um projeto tecnológico com base numa ideia empreendedora. O projeto tecnológico também pode surgir dentro de uma empresa já existente, em que uma equipe pode ser criada ou mobilizada para seu desenvolvimento. Existem ainda as chamadas instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), que têm como propósito principal a criação de tecnologias. Para isso, essas instituições empregam profissionais altamente qualificados (Freire et al., 2014), podendo ter seu financiamento privado (por empresas que poderão se beneficiar das tecnologias criadas) ou público (visando melhoria em processos e desenvolvimento econômico de um país). No âmbito da educação física, a criação de tecnologias está mais visível em produtos e serviços criados por organizações que usam o esporte. Podemos considerar, por exemplo, a implementação de novas tecnologias para o desenvolvimento de equipamentos esportivos e de atividade física ou na proposta de aplicativos e serviços a partir da internet que são úteis a essas áreas. Para alguns autores, também é possível considerar como tecnologia a implementação de conhecimento científico na criação de novos métodos de treinamento e no gerenciamento de organizações esportivas, inclusive de equipes. Com a possibilidade de organizar grupos de trabalho compostos por diferentes profissões, o empreendedorismo tecnológico na área da Educação Física apresenta grande potencial de expansão e inovação. 10 NA PRÁTICA Um grupo de empresários, proprietários de uma fábrica de artigos para a prática esportiva decidiu criar um projeto de iniciação esportiva para uma comunidade carente que fica no entorno da empresa. O objetivo da empresa é atender crianças em situação de vulnerabilidade social. Acreditam ainda que essa ação também poderá trazer resultados positivos para e empresa, como melhorar a imagem da marca junto com o público consumidor. Considerando essa ideia, que tipo de empreendimento você julga se enquadrar nessa proposta? Procure uma justificativa. (A sugestão de resposta encontra-se ao final deste documento). FINALIZANDO Nesta aula, são pontos importantes a serem ressaltados: O empreendedorismo comunitário/social se caracteriza pela criação de um negócio para solução de um problema social. Diferencia-se de empreendedorismo empresarial e também da responsabilidade social empresarial. O empreendedorismo corporativo/institucional acontece em uma empresa já existente, com a criação de serviços que podem gerar riqueza, uma nova empresa, inovação, mudança, emprego, valor e/ou crescimento. O empreendedorismo imigrante se dá quando pessoas que se mudam de país criam um novo negócio e o étnico se caracteriza quando as gerações futuras de imigrantes promovem negócios, relacionados ao país de origem. O empreendedorismo internacional está relacionado à criação de empresas (ou adequação daquelas existentes) ao mercado internacional, mas não incluem organizações sem fins lucrativos. O empreendedorismo tecnológico se baseia na criação da tecnologia por uma nova empresa ou pelo desenvolvimento de um projeto por uma empresa já existente. 11 REFERÊNCIAS CRUZ, E. P. et al. Trajetórias do empreendedorismo imigrante e estratégias de mercado a partir das experiências de brasileiros no exterior. Cadernos de gestão e empreendedorismo, v. 5, n. 2, p. 37-54, p. 37-54, mai./ago. 2017. DALMORO, M. Empreendedorismo internacional: convergência entre o processo de internacionalização da empresa e a atividade empreendedora. FACEF Pesquisa, v. 11, n. 2, p. 59-71, 2008. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo corporativo: conceitos e aplicações. Revista de Negócios, Blumenau, v. 9, n. 2, p. 81-90, abr./jun. 2004. FREIRE, J. R. S. et al. Empreendedorismo tecnológico como opção de segunda carreira: pós-aposentadoria. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v. 3, n. 2, p. 94-119, 2014. MOREIRA, J.; SILVA, M. J. A. M. Empreendedorismo tecnológico: métodos e técnicas de ensino. In: SILVA, E. J. C.; CASTRO, F. J. D. (coord.) Universidad, sociedade y mercados globales. Madri: Associación Española de Dirección y Economia de Empresa, 2008, p. 627-637. OLIVEIRA, E. M. Empreendedorismo social no Brasil: atual configuração, perspectivas e desafios – notas introdutórias. Revista FAE, Curitiba, v. 7, n. 2, p. 9-18, jul./dez. 2004. 12 RESPOSTA Na Prática A ideia de criar um projeto para atender crianças carentes está inserida no empreendedorismo social. Isso porque não há uma previsão de lucro direto com as ações a serem realizadas com a comunidade carente, mas a ideia é provocar um impacto social positivo na vida delas.