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1 AO 2º JUÍZO DA VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DO ALTO PETRÓPOLIS DA COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS Processo nº 5008300-46.2022.8.21.2001/RS AMBSUL SERVIÇOS DE LIMPEZA LTDA, já devidamente qualificada nos autos do processo em epígrafe, vem, respeitosamente, por intermédio da sua procuradora, à presença de Vossa Excelência, requerer: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO Em face da decisão proferida no evento nº 41, que indeferiu a produção de prova testemunhal, determinando que a lide seja composta apenas por prova documental. I. SÍNTESE DA DECISÃO O MM. Juízo indeferiu a produção de prova testemunha, requerendo apenas a produção de prova documentação, pelos seguintes fundamentos: [...] “Na verdade, a controvérsia versa sobre eventual ocorrência de defeito no negócio jurídico, tendo em vista que o autor alega aproveitamento doloso pelo réu da situação emergencial; enquanto o réu afirma que o serviço foi autorizado e realizado como contratado. Por conseguinte, a lide comporta apenas a produção de prova documental, razão pela qual indefiro o pedido de prova oral. Outrossim, oportunizo às partes a juntada de novos documentos. “ [...] Diante do despacho proferido, requer seja analisado o pedido de reconsideração para o deferimento da prova testemunhal. 2 II. DO CERCEAMENTO DE DEFESA Havendo fato controvertido na lide ainda não dirimido, configura cerceamento de defesa o julgamento antecipado do mérito, com a desconsideração ao pedido de produção de prova testemunhal apresentada nos autos. No caso em apreço, as provas requeridas, especialmente a testemunhal, eram pertinentes à solução da lide, de maneira que seu indeferimento na decisão do evento nº 41 viola a ampla defesa e o contraditório. Caso não seja realiza a necessária instrução processual, caracteriza um verdadeiro cerceamento de defesa, contrariando o princípio constitucional de ampla defesa, previsto no art. 5º, inciso LV da Constituição Federal de 1988. “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; [...]” No caso interim, a requeria entende que o conflito do processo não versa exclusivamente sobre matéria de direito, mas primordialmente de fatos controvertidos que requerem o exaurimento da fase de instrução, em especial da audiência de instrução e julgamento, no qual, por meio da produção de prova oral, tem-se oportunidade de elucidação dos fatos. Por outro lado, o autor não apresentou provas contundentes para a constituição do seu provável direito, ou seja, não comprovou através de documentos qualquer dado material sofrido. Sendo assim, as meras alegações na peça exordial não são suficientes para formação da convicção do Magistrado, pois mesmo vigorando o princípio do livre convencimento do Juiz, este não pode formar seu convencimento baseando-se, apenas, em hipóteses subjetivas, desprovidas de qualquer meio de prova. Neste sentindo, segue o entendimento jurisprudencial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA ACOLHIDA. JULGAMENTO ANTECIPADO 3 DA LIDE. CERCEAMENTO DE DEFESA. PROVA TESTEMUNHAL. CASO CONCRETO. Resta caracterizado o cerceamento de defesa face ao indeferimento da prova testemunhal quando esta se mostra essencial para o deslinde do feito. DERAM PROVIMENTO AO APELO PARA DESCONSTITUIR A SENTENÇA. (Apelação Cível, Nº 70082832130, Décima Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em: 30-01-2020) (TJ-RS - AC: 70082832130 RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Data de Julgamento: 30/01/2020, Décima Terceira Câmara Cível, Data de Publicação: 07/02/2020) Diante disso, requer seja apreciado o pedido de reconsideração para que seja deferida a produção de prova testemunhal para verificar a realizado dos fatos da lide. Nestes termos, Pede e espera deferimento. Alvorada, 01 de julho de 2024. Dra. Lidiane Rossato issi OAB/RS 108.723