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REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR PÚBLICO 
 
 
 
 
 
Clecenilda Barbosa Sevalho1 
Marlen de Oliveira Silva2 
 
 
RESUMO 
 
O presente trabalho vem abordar o sistema remuneratório dos servidores públicos, 
destacando as mudanças introduzidas que geraram muitas controvérsias e dúvidas 
quando postas em prática. Analisar e compreender as políticas de remuneração dos 
servidores públicos no Brasil, destacando as alterações legislativas, os desafios 
enfrentados, e os impactos dessas políticas na eficiência e na motivação dos 
servidores, bem como na gestão pública. Este trabalho utiliza uma metodologia de 
revisão de literatura integrativa e pesquisa documental. A revisão de literatura 
integrativa permite a síntese de conhecimentos existentes, enquanto a pesquisa 
documental envolve a análise de documentos oficiais, como emendas 
constitucionais, projetos de lei e decisões judiciais. Além disso, a análise das 
decisões e entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) será destacada, pois 
esse tribunal desempenha um papel crucial na definição e interpretação das normas 
que afetam diretamente os servidores públicos. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Remuneração dos Servidores Públicos. Indenizações. Tipos 
de Gratificações. Teto remuneratório. 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O trabalho vem abordar o sistema remuneratório dos servidores públicos 
discutir as alterações feitas após a Reforma Administrativa implementada pela 
Emenda Constitucional (EC) nº 19, em 4 de junho de 1998. Esta reforma tinha como 
principal objetivo tornar a Administração Pública mais prática e eficiente. No entanto, 
as mudanças introduzidas geraram muitas controvérsias e dúvidas quando postas 
em prática. 
O principal objetivo deste trabalho é analisar as alterações no sistema 
remuneratório dos servidores públicos decorrentes da EC nº 19, facilitando a 
 
1 Academica no curso de Direito da Faculdade Católica de Rondônia; E-
mail:clecenilda.sevalho@sou.fcr.edu.br 
2 Prof. (a) no curso de Direito da Faculdade Católica de Rondônia; E-mail:marlen.silva@fcr.edu.br 
compreensão dessas mudanças para os servidores públicos, estudantes e 
pesquisadores interessados na evolução histórica do sistema de remuneração no 
Brasil e seu impacto na sociedade brasileira. 
Dada a complexidade e a frequente atualização das normas que regem a 
remuneração dos servidores públicos, é essencial fornecer uma análise detalhada e 
atualizada dessas mudanças. Isso ajuda a esclarecer a situação remuneratória dos 
servidores e a fornecer uma base sólida para estudos acadêmicos e futuros projetos 
de lei. 
Este trabalho utiliza uma metodologia de revisão de literatura integrativa e 
pesquisa documental. A revisão de literatura integrativa permite a síntese de 
conhecimentos existentes, enquanto a pesquisa documental envolve a análise de 
documentos oficiais, como emendas constitucionais, projetos de lei e decisões 
judiciais. 
O trabalho propõe resultados que esclarecem as principais problemáticas do 
sistema remuneratório, incluindo: A introdução de subsídios para determinadas 
categorias de servidores públicos; Os diferentes tipos de verbas que compõem a 
remuneração; A questão do teto remuneratório dos servidores públicos, que é 
frequentemente alvo de críticas e pesquisas. 
 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
2.1. REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR PÚBLICO 
 
 
Segundo Carvalho Filho (2018), os servidores públicos representam a maior 
categoria de agentes públicos existentes. Isso faz com que eles desempenhem uma 
ampla variedade de funções, incluindo algumas que não estão diretamente ligadas 
ao papel administrativo. 
O autor define os servidores públicos como profissionais que ocupam uma 
função pública de forma permanente e são remunerados por isso. Essa definição 
exclui os servidores das entidades privadas da Administração Indireta, como 
sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações públicas de direito 
privado, uma vez que, para Carvalho Filho (2018) estes são considerados 
empregados comuns, sujeitos às regras do direito privado. 
Conforme Di Pietro (2018) vai além e oferece uma interpretação mais 
abrangente do art. 39 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
(CRFB/88). Ela afirma que a expressão "Servidor Público" pode ser usada em um 
sentido amplo para descrever todos os prestadores de serviços da Administração 
Pública Direta e Indireta com vínculo empregatício, ou em um sentido restrito, 
excluindo aqueles que prestam serviços a entidades com personalidade jurídica de 
direito privado. 
Di Pietro (2018, p. 112) classifica os servidores públicos em sentido amplo em 
quatro categorias: 
 
Os servidores públicos são divididos em quatro categorias principais. A) A 
primeira inclui os servidores estatutários, que ocupam cargos públicos sob 
normas cogentes, não alteráveis contratualmente. B) A segunda categoria é 
dos empregados públicos, regidos pela legislação trabalhista, com a União 
legislando sobre suas condições de trabalho. C) A terceira categoria 
abrange os empregados públicos sujeitos a normas constitucionais 
específicas, como requisitos de investidura e acumulação de cargos. D) A 
última categoria são os servidores temporários, contratados para atender 
necessidades temporárias de interesse público, sem vínculo permanente, 
com regulamentação definida por cada unidade federativa. 
 
 
Os primeiros são mais numerosos e desempenham funções administrativas e 
de apoio ao Estado, abrangendo tanto servidores sob o regime trabalhista quanto 
estatutários, que se dividem em servidores de regime geral e especial. Os servidores 
especiais desempenham funções exclusivas no Estado e, por isso, são regidos por 
um regime estatutário diferenciado, com regras próprias estabelecidas pela 
CRFB/88. Esta categoria inclui, entre outros, magistrados, membros do Ministério 
Público e dos Tribunais de Contas. (BRASIL, 1988). 
“Os estatutários são regidos por um estatuto, um tipo de legislação específica 
que define os direitos e deveres dos servidores em relação ao Estado”. (DI PIETRO, 
2028, p. 114). Os trabalhistas ou celetistas são aqueles cuja relação de trabalho é 
regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), similar às relações de 
trabalho no setor privado. 
 
 
2.2. CONCEITO DE REMUNERAÇÃO 
 
O conceito de remuneração do servidor público é central para a compreensão 
da estrutura salarial e os benefícios atribuídos a esses profissionais. (AZEVEDO, 
2018). “Remuneração é o conjunto de retribuições recebidas pelo servidor em razão 
do exercício de seu cargo, função ou emprego público”. (OLIVEIRA, 2018, p. 78). 
Esse conjunto abrange o vencimento básico e as vantagens pecuniárias, sejam elas 
fixas ou variáveis. 
De acordo com Oliveira (2018) vencimento básico é o valor inicial e principal 
pago pelo cargo efetivo, previsto em lei específica. Além disso, os servidores podem 
receber diversas vantagens adicionais, tais como gratificações, adicionais por tempo 
de serviço, e benefícios por desempenho, entre outros. Essas vantagens 
complementam o vencimento básico e podem ser determinadas por fatores como 
qualificação, produtividade, insalubridade, periculosidade e localidade de trabalho. 
A Constituição Federal de 1988 estabelece os princípios que regem a 
remuneração dos servidores públicos, destacando a irredutibilidade dos vencimentos 
e a necessidade de isonomia salarial entre cargos semelhantes no mesmo ente 
federativo. (BRASIL, 1988). Ademais, os reajustes salariais devem ser definidos por 
lei específica, garantindo a revisão geral anual para preservar o poder aquisitivo dos 
servidores. 
Outro aspecto importante é a distinção entre remuneração e subsídio. O 
subsídio, uma forma específica de remuneração, é pago em parcela única, vedadas 
quaisquer outras espécies de acréscimos, e é destinado a determinados cargos, 
como juízes, promotores e parlamentares. 
 
Entender o conceito de remuneração do servidor público é crucial para a 
administraçãopública, pois envolve a definição de políticas salariais justas e 
eficientes, além de garantir a transparência e a motivação dos servidores. É 
um tema que influencia diretamente a gestão de recursos humanos no setor 
público e a qualidade dos serviços prestados à sociedade. (DELGADO, 
2017, p. 78). 
 
Segundo Carvalho Filho (2018), esse regime jurídico pode ser definido como 
o conjunto de normas que regem a relação jurídica entre o servidor e o Estado. Esse 
conjunto de diretrizes também pode ser classificado, sendo dividido em regime 
estatutário, trabalhista, especial e único. 
O regime estatutário é encontrado no estatuto funcional de cada ente 
federativo, cujas regras principais estão estabelecidas em leis, e as relativas à 
organização, em documentos diversos como atos administrativos. 
 
2.3. PARCELAS 
 
 
A remuneração do servidor público é composta por diversas parcelas, que 
juntas formam o total percebido pelo servidor em razão do exercício de seu cargo. 
Essas parcelas podem ser classificadas em vencimento básico, gratificações, 
adicionais, indenizações e outras vantagens pecuniárias. 
“O vencimento básico é a parcela inicial, correspondente ao valor do cargo 
efetivo conforme previsto em lei”. (CARVALHO FILHO, 2018, p. 141). Ele é a base 
sobre a qual outras parcelas podem ser acrescidas. As gratificações são valores 
adicionais pagos ao servidor por motivos específicos, como gratificação de função, 
gratificação natalina (13º salário), e gratificação por desempenho, que recompensam 
o servidor por atividades ou funções adicionais. 
Os adicionais são parcelas de natureza variável que recompensam condições 
específicas do trabalho. Entre eles, destacam-se o adicional por tempo de serviço, 
que aumenta conforme o tempo de permanência do servidor no cargo, o adicional de 
insalubridade ou periculosidade, que compensa o servidor por trabalhar em 
condições adversas à saúde ou segurança, e o adicional noturno, pago pelo trabalho 
realizado em horário noturno. (OLIVEIRA, 2018). 
A Constituição Federal de 1988 estabelece princípios importantes para a 
remuneração dos servidores públicos, como a irredutibilidade dos vencimentos, 
garantindo que o servidor não tenha seu salário diminuído, e a isonomia, 
assegurando salários iguais para cargos semelhantes no mesmo ente federativo. 
(BRASIL, 1988). Além disso, os reajustes salariais são feitos por meio de lei 
específica, garantindo a revisão geral anual para preservar o poder aquisitivo dos 
servidores. 
Outro aspecto relevante é a forma de remuneração por subsídio, aplicada a 
determinados cargos como magistrados, membros do Ministério Público, e 
parlamentares. O subsídio é pago em parcela única, vedadas outras espécies de 
acréscimos, assegurando transparência e simplicidade na remuneração desses 
cargos. 
Conforme Di Pietro (2018) compreender as diferentes parcelas que compõem 
a remuneração do servidor público é essencial para uma gestão eficiente dos 
recursos humanos na administração pública. Isso não só garante a justiça e a 
motivação dos servidores, mas também contribui para a transparência e a eficiência 
na utilização dos recursos públicos, impactando diretamente na qualidade dos 
serviços prestados à sociedade. 
 
2.4. TIPOS DE INDENIZAÇÕES 
 
 
Indenizações são valores destinados a ressarcir o servidor por despesas 
realizadas no exercício de suas funções, como diárias, ajuda de custo e auxílio-
transporte. Essas parcelas não se incorporam ao vencimento e são pagas 
exclusivamente para cobrir gastos específicos do servidor em decorrência de suas 
atividades profissionais. 
De acordo com Carvalho Filho (2018) o âmbito da remuneração do servidor 
público, as indenizações são parcelas pagas para ressarcir despesas feitas pelo 
servidor no exercício de suas funções. Estas indenizações não se incorporam ao 
vencimento básico e têm a finalidade específica de compensar os gastos realizados 
pelo servidor. Vários tipos de indenizações podem ser concedidos, cada uma com 
sua função e critérios específicos. 
Estas indenizações são concedidas a servidores que trabalham em áreas de 
difícil acesso ou em condições adversas. A indenização de campo visa compensar 
os gastos adicionais e o desconforto causado por essas condições de trabalho. (DI 
PIETRO, 2018). Quando o servidor utiliza seu próprio veículo para realizar tarefas 
oficiais, ele pode receber uma indenização para cobrir os custos com combustível, 
manutenção e desgaste do veículo. 
Em situações em que o servidor é solicitado a interromper suas férias para 
atender a uma necessidade urgente do serviço, ele pode receber uma indenização 
que compensa os dias de férias não usufruídos. Essa indenização é regulamentada 
para garantir que o servidor não seja prejudicado por atender a uma convocação 
extraordinária. 
Segundo Oliveira (2018) alguns regimes jurídicos prevêem que o servidor 
pode converter parte do período de licença-prêmio em indenização pecuniária. 
 
Essa prática ocorre quando o servidor, por razões de serviço, não pode 
usufruir do benefício em dias de folga. Por exemplo: auxílio-funeral é pago 
à família do servidor falecido, com o objetivo de cobrir as despesas com o 
funeral. (OLIVEIRA, 2018, p. 132). 
 
Este auxílio pode variar conforme a legislação específica de cada ente 
federativo, mas geralmente inclui valores para serviços funerários e transporte do 
corpo. 
“Essas indenizações são essenciais para garantir que os servidores públicos 
não sejam financeiramente prejudicados ao exercerem suas funções”. (Elas também 
promovem a motivação e o bem-estar dos servidores, garantindo que possam 
desempenhar suas tarefas com tranquilidade, sabendo que suas despesas serão 
ressarcidas. 
 
 
2.5. TIPOS DE GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS LEGAIS 
 
 
A Gratificação do servidor público é uma remuneração adicional paga além do 
vencimento básico, concedida em reconhecimento a condições específicas de 
trabalho, funções exercidas, desempenho, ou qualificação. (OLIVEIRA, 2018). 
Exemplos incluem gratificação de função, por desempenho, e por localidade. Essas 
gratificações visam incentivar e recompensar a eficiência, responsabilidade e a 
formação contínua dos servidores. 
As vantagens definidas pela Lei 8.112/1990 podem ser classificadas em 
indenizações, gratificações e adicionais. 
 
(art. 49). As indenizações, que incluem ajuda de custo, diárias, transporte e 
auxílio-moradia (art. 51), não são incorporadas aos vencimentos ou 
proventos. As gratificações e adicionais, regulados por leis específicas, são 
concedidos ao servidor em várias situações: 
 
(I) exercício de função especial; (II) gratificação natalina; (III) atividades 
insalubres, perigosas ou penosas; (V) serviço extraordinário; (VI) serviço 
noturno; (VII) adicional de férias; (VIII) outros benefícios relacionados ao 
local ou à natureza do trabalho; e (IX) gratificação por encargo de curso ou 
concurso. (BRASIL, 1990). 
 
 
Adicional legal do servidor público é uma compensação financeira adicional 
ao vencimento básico, prevista em lei, paga em razão de condições especiais ou 
adversas de trabalho, tempo de serviço, ou características específicas das 
atividades desempenhadas. (OLIVEIRA, 2018). Exemplos incluem adicionais por 
tempo de serviço, insalubridade, periculosidade, e noturno. Esses adicionais visam 
compensar riscos, desgaste e incentivar a permanência no serviço público. 
Nas palavras de Delgado (2017, p. 101) no âmbito da remuneração do 
servidor público, gratificações e adicionais legais são componentes importantes que 
complementam o vencimento básico. A seguir, destacamos os principais tipos de 
gratificação e adicionais legais: 
 
2.5.1. Tipos de Gratificação 
 
1. Gratificação de Função: Concedida ao servidor que assume funções de 
chefia, direção ou assessoramento, como forma de reconhecimento pela 
responsabilidade e complexidade adicionais dessas funções. 
2. Gratificaçãopor Desempenho: Paga ao servidor com base em avaliações 
de desempenho, produtividade e eficiência, incentivando o alcance de metas e a 
melhoria contínua dos serviços públicos. 
3. Gratificação Natalina (13º Salário): Equivalente a um doze avos da 
remuneração por mês trabalhado, pago anualmente como um bônus de fim de ano, 
garantindo um acréscimo significativo no orçamento do servidor. 
4. Gratificação de Localidade: Concedida a servidores que trabalham em 
áreas de difícil acesso ou consideradas estratégicas, compensando as dificuldades 
adicionais dessas localidades. 
5. Gratificação por Qualificação: Paga ao servidor que adquire qualificações 
adicionais, como cursos de especialização, mestrado ou doutorado, reconhecendo a 
importância da formação contínua. (DELGADO, 2017). 
 
2.5.2. Adicionais Legais 
 
1. Adicional por Tempo de Serviço: Concedido progressivamente ao servidor 
conforme aumenta seu tempo de serviço, geralmente a cada quinquênio, valorizando 
a experiência acumulada. 
2. Adicional de Insalubridade**: Pago ao servidor que trabalha em condições 
que podem afetar sua saúde, como exposição a agentes químicos, físicos ou 
biológicos prejudiciais, com valores variáveis conforme o grau de insalubridade. 
3. Adicional de Periculosidade: Concedido a servidores que desempenham 
atividades perigosas, como aqueles que manuseiam explosivos, trabalham em 
alturas elevadas ou em contato direto com eletricidade de alta tensão. 
4. Adicional Noturno: Paga ao servidor que trabalha entre 22 horas e 5 horas, 
compensando o desgaste adicional do trabalho noturno e incentivando a 
disponibilidade para esses horários. 
5. Adicional de Férias: Concedido ao servidor no período de suas férias, 
equivalente a um terço do vencimento básico, proporcionando um reforço financeiro 
para que o servidor possa desfrutar melhor de seu período de descanso. 
6. Adicional por Atividade Penosa: Concedido a servidores que desempenham 
funções em áreas de risco ou sob condições adversas, compensando o desgaste 
físico e emocional dessas atividades. 
7. Adicional de Condições Especiais de Trabalho: Pago a servidores que 
executam atividades em condições excepcionais, que exigem esforço físico ou 
mental elevado, ou em ambientes com condições adversas. (AZEVEDO, 2018). 
Essas gratificações e adicionais legais são fundamentais para valorizar o 
trabalho dos servidores públicos, incentivando a qualificação, a eficiência e a 
dedicação ao serviço. 
 
 
2.6. TETO REMUNERATÓRIO 
 
O termo remuneratório dos servidores públicos abrange a totalidade das 
compensações financeiras recebidas por esses profissionais em razão do exercício 
de suas funções. (OLIVEIRA, 2018). A remuneração é composta por diversas 
parcelas, cada uma com características e finalidades específicas, englobando 
vencimento básico, gratificações, adicionais e indenizações. 
Segundo Di Pietro (2018) o vencimento básico é o valor principal e fixo 
atribuído ao cargo efetivo do servidor, estabelecido por lei. Ele serve como a base da 
remuneração, sobre a qual são adicionadas outras parcelas. Este valor é fixado de 
acordo com a complexidade e as responsabilidades do cargo. 
A remuneração dos servidores públicos está submetida a princípios 
constitucionais, como a irredutibilidade dos vencimentos, que garante que os 
salários não sejam reduzidos, e a isonomia, que assegura igualdade salarial para 
cargos semelhantes. De acordo com Oliveira (2018, p. 133) “os reajustes salariais 
devem ser realizados por lei específica, preservando o poder aquisitivo dos 
servidores através da revisão geral anual”. 
Alguns cargos específicos, como magistrados, membros do Ministério Público 
e parlamentares, são remunerados por subsídio. O subsídio é pago em parcela 
única, vedando-se qualquer acréscimo adicional, o que simplifica a estrutura 
remuneratória e garante transparência. (CARVALHO FILHO, 2018). 
O sistema remuneratório dos servidores públicos é complexo e diversificado, 
refletindo a diversidade de funções e responsabilidades no setor público. Ele visa 
garantir uma compensação justa, motivar os servidores e recompensar a dedicação 
e a eficiência, além de compensar as adversidades e riscos associados a certas 
funções. 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 
A remuneração dos servidores públicos no Brasil é uma temática complexa 
que envolve diversos componentes, como o vencimento básico, as indenizações, as 
gratificações e os adicionais legais. O vencimento básico representa o salário inicial 
do servidor, estabelecido pelo cargo ocupado e os anos de serviço. Além desse 
valor, os servidores podem receber indenizações, que são valores pagos para 
compensar despesas necessárias ao exercício de suas funções, como diárias de 
viagens e auxílios. 
As gratificações são pagamentos adicionais vinculados a fatores específicos, 
como desempenho, qualificação e condições de trabalho. Elas podem ter um papel 
importante na valorização e motivação dos servidores, incentivando a busca por 
melhores resultados e maior eficiência. Exemplos incluem gratificações por risco de 
vida, pelo exercício de funções de direção ou assessoramento, e por cursos de 
aperfeiçoamento. 
Os adicionais legais referem-se a pagamentos previstos em lei, como 
adicionais por tempo de serviço, insalubridade, periculosidade e trabalho noturno. 
Esses adicionais visam reconhecer as condições especiais em que o servidor 
desempenha suas funções e assegurar uma compensação justa pelas adversidades 
enfrentadas. 
Um aspecto fundamental do regime de remuneração dos servidores públicos 
é o teto remuneratório, que estabelece um limite máximo para os vencimentos. No 
Brasil, o teto é baseado no subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal, 
garantindo que a administração pública mantenha a equidade e a responsabilidade 
fiscal. Esse teto é essencial para evitar distorções e assegurar que os recursos 
públicos sejam utilizados de maneira eficiente e justa. 
Em conclusão, a remuneração do servidor público é composta por múltiplos 
elementos que, juntos, visam reconhecer o valor do trabalho realizado e assegurar 
condições justas e motivadoras. As indenizações, gratificações e adicionais legais 
são mecanismos importantes para garantir que os servidores sejam devidamente 
compensados pelas peculiaridades de suas funções. O teto remuneratório, por sua 
vez, assegura a sustentabilidade financeira e a transparência na gestão dos 
recursos públicos, promovendo a equidade entre os servidores. Uma gestão eficaz 
da remuneração é, portanto, crucial para a valorização do serviço público e a 
manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
AZEVEDO, Alessandra. O custo do auxílio-moradia. Correio Braziliense. 09 de 
janeiro de 2018. Disponível em: <http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/o-
custo-do-auxilio-moradia/>. Acesso em: 08 jun. 2024. 
 
BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 08 
jun. 2024. 
 
BRASIL. Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Disponível 
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm>. Acesso em: 10 jun. 
2024. 
 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 32ª ed. São 
Paulo: Atlas, 2018. 
 
DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do trabalho. 14ª ed. São Paulo: 
LTr, 2015. 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31ª ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Curso de Direito Administrativo. 6ª ed. Rio 
de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018.

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