Prévia do material em texto
EF 5º ano | Volume 1 | Língua Portuguesa Manual do Professor 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 12023_EF5_V1_POR_MP.indd 1 01/09/2022 07:43:4001/09/2022 07:43:40 2 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR COPRESIDÊNCIA: Rodrigo Fernandes Domingos, Rommel Fernandes Domingos, Paulo Ribeiro. DIREÇÃO: Diretor Executivo: Tiago Bossi. AUTORIA: Língua Portuguesa: Amanda Zanetti, Elisete Rabelo, Lívia Casasanta e Simone Seabra. PRODUÇÃO: Gerente de Produção: Luciene Fernandes. Coordenadora de Projetos, Inovação e Produto: Daniela Marques. Especialista de Produção de Conteúdo: Isabela Dutra. Analista de Processos Editoriais: Letícia Oliveira. Assistente de Produção Editorial: Aline Martins, Maria Clara de Matos. NÚCLEO PEDAGÓGICO: Gestores Pedagógicos e de Avaliação Educacional: Daniel Dutra, Michelle Correa. Consultora de Produção Pedagógica: Claudete Marcelino. Coordenadora Pedagógica de Tecnologia Educacional: Mariana Oliveira. Coordenadora EAD: Fernanda Leroy. Coordenadores de Produção Pedagógica: Átila Camargos, Felipe Martins, Jéssica Souza, Lucas Maranhão, Mariana Cruz, Marilene Guerra, Melina Djenane, Paulo Caminha. Analistas Pedagógicos: Agnes Gomes, Amanda Tavares, Arthur Carvalho, Bruna Fonte Boa, Clara Machado, Danielle Cristine Fullan, Daniel Menezes, Daniel Pretti, Diego da Mata, Diego Dias, Doris Vitória Guedes, Gabriel Chaves, Greisse Kelli Castro, Hélia Brito, Izabella Alves, Joice Sales, Joyce Santana, Joyce Tavares, Júnia Teles, Lia Martins, Loiany Gomes, Luciana Lopes, Luciano Marins, Mariana Campos, Marina Rodrigues, Mateus Silva, Paula Emilia Gomes, Paula Vilela, Paulo Cruz, Paulo Vaz, Pedro Henrique Fagundes, Rafael Junqueira, Rafaela Freitas, Rebeca Angelo, Taíla Barbosa, Tamires Vilhena, Tatiana Bacelar, Thamires Rodrigues, Thayná Miclos. Analistas de Conteúdo: Caio Cezar Batista, Carlos Eduardo de Moura, Kamylla Barbosa, Rafaela Cordeiro, Vicente Vasconcellos. Designers Instrucionais: Brenda Buhr, Danielle Thaís da Cunha, Ellen Catharina Ponciano, Iago Pandelo, Isabel Mendonça, Jessica Maria Queiroz, Karoline Eva, Letícia Poletto, Patrícia Garcia, Patricia Stockler, Rochele Mechetti, Stephanie Prieto. Coordenadora de Avaliação e Estatística: Isabela de Lima. Técnico em Estatística: Douglas Nunes. Analista de Estatística: Conrado Ramos. Assistente de Estatística: Raquel Mendes. Aprendiz Assistente Administrativo: Henrique Sena, Pedro Henrique Sangi. PRODUÇÃO EDITORIAL: Gestora de Produção Editorial: Thalita Nigri. Coordenadoras de Produção Editorial: Gabriela Garzon, Michelle Eleutério, Soraya de Souza. Coordenadora de Iconografia: Naiara Monteiro. Assistente de Produção Editorial: Lesley Braga. Analista de Tecnologia Educacional: Verônica Ribeiro. Assistentes de Tecnologia Educacional: Bárbara Carvalho, Ortiza Marques. Designers de Vídeo: Marco Aurélio Mota, Marina Ansaloni. Produtora Audiovisual: Flávia Carvalho Produtor Multimídia: Mateus Barcelos. Editores Audiovisuais: Felipe Marcondes de Faria, Marcela Dias. Videomaker: Gabriel Henrique Santiago. Roteirista Audiovisual: Luiz Otávio Gouvea. Pesquisadores Iconográficos: Fabíola Paiva, Guilherme Rodrigues, Mariana Alcântara, Núbia Santiago, Taísa Torres. Revisores: Ana Nascimento, Danielle Cardoso, Igor Pereira, Julia Gomes, Letícia Cagnoni, Lucas Retes, Miguel Martins, Marilda Mendes, Simone Silva, Thaís Mussulini. Arte-Finalistas: Míriam Carvalho, Naianne Rabelo, Patrícia Gonçalves, Patrícia Spinola. Designers Digitais: Breno Koetz, Nathan Ackerman, Paulo Rosa. Designers gráficos: Daniela Melo, Fabíola Mendonça, Kênia Sandy Ferreira, Lucas Henrique Dias, Matheus Diniz, Paola Valamiel, Raphael Oliveira, Valéria Vieira. Ilustradores: Fabiana Signorini, Rodrigo Almeida, Rubens Lima, Webster Pereira. Aprendiz Assistente Administrativo: Pedro Henrique. PRODUÇÃO GRÁFICA: Gestor de Produção Gráfica: Wellington Seabra. Coordenador de Produção Gráfica: Eli de Castro. Analistas de Produção Gráfica: Laís Marra, Patrícia Áurea. Analistas de Editoração: Emanuel Silva, Gabriel Starling, Karla Cunha, Taiana Amorim. Coordenador de Produção de Materiais Avaliativos: Wilson Bittencourt. Analistas de Produção de Materiais Avaliativos: Letícia Gonçalves, Luiza Ribeiro, Suzelainne de Souza, Thais Melgaço. Revisores: Ariana Barbosa, Danubia Spiazzi, Gabriel Geraldo da Silva, Nínive Sampaio. Arte-Finalistas: Kamila Moreno, Patrícia Lage. Designers Gráficos: Adriane Paula Dias, Allan Fagundes, Camilla Costa, Cássio Ferrani, Filipe Santos, Izabelle Martins, Joselia Freitas, Jucélia Simões, Marcos Andrade, Rafael Guisoli. Ilustradores: Camila Meireles, Vanessa Stehling. SUPORTE PEDAGÓGICO: Coordenadores de Conteúdo: Cássia Coutinho, Cristiano Batista, Daniel Pragana, Patrícia Marques. Coordenadores de Suporte Pedagógico: Ana Paula Barbosa, Daniela Alves, Fábio Zwifka, Leonardo Meneguini, Maria Conceição Caldeira, Weber Fernandes. Consultores Pedagógicos: Aderivan Ferreira, Adriene Domingues, Anderson Alberto, Anderson Alves, Andrea Maggi, Carla Demicheli, Carmen Belém, Conrado Sanchez, Daniel Fernandes, Drielen dos Santos, Edléa da Assunção, Edna Rodrigues, Eugênia Alves, Junio Miranda, Karla Antão, Keila Alves, Leonardo Ferreira, Lilian Paschoal, Luciana Mendanha, Luana Caxeado, Mariana Magalhães, Marianna Drumond, Marina Cordova, Maurício Eduardo Bernz, Patrícia Rocha, Rita Lanna, Ramon Barbosa, Rodrigo Amorim, Ricardo Moura, Sandra Negrini, Sílvia Coelho, Soraya Oliveira, Telly Almeida, Willian Ferreira. Supervisoras Administrativas de Relacionamento e Mercado: Adriana Braich, Bárbara Linhares. Analistas de Suporte Pedagógico: Jéssica Martins, Jonathan Martins, José Duarte, Marcela Medina, Marina Helena Carvalho, Patrícia Combat. Assistentes Técnico-Pedagógicas: Andrezza Rodrigues, Laís Ferreira, Loyanne Vasconcelos, Werlayne Bastos. Coordenadora Geral de Tecnologia Educacional: Fabiane Gontijo. Coordenadora de Atendimento de Tecnologia Educacional: Rebeca Mayrink. Analista de Suporte de Tecnologia Educacional: Jamille Carvalho. Assistentes de Tecnologia Educacional: Dayanni Alves, Ingrid Rego, Kellen Lúcia Ferreira, Laís Carolina Valentim, Marcos Muniz, Nathália Santos, Rosiane Silva, Scarllet Lílian, Vanessa Lima. Estagiários: Letícia Peres, Raul Pereira. TECNOLOGIA EDUCACIONAL: Head de Tecnologia Educacional: Alex Rosa. Gerente de Produtos Digitais: Breno Heleno Ferreira. Gerente de Desenvolvimento de Tecnologias: Alexandre Resende. Tech Lead: Eric Longo. Agile Leader: Fernanda Bernardi. Product Owners: Alisson Guedes, Caio Pontes, Lazáro Finger. Community Leader: Vanessa Viana. Quality Assurance: Leonora Rocha, Lucas Moreira, Sarah Costa. Analistas de Suporte: Lucas Darlim. Especialista Tecnologia Educacional: Carlos Augusto Pinheiro. Developers: Alexandre Paiva, André Hilário, Breno Mendonça, Emerson Costa, Gabriel Santos, Guilherme Sousa, Hari Dasa Fiuza, Harrison Dias, Iago Souto, Igor Lamas, João Rodrigues, Johny Maia, Matheus Almeida, Matheus Thibau, Maurício Honorato, Paulo Rievrs, Ramon Oliveira, Talles Ribeiro, Vitor Decourt, William Souza. Digital Product Analyst: Atilla Costa. Tribe Lead: Luana Dias. Data Analyst: Bernardo Souza. Data Engineer: Francys Filho. Data Architect: Eduardo Crepaldi. UI Designers: Erico Grasso, Kátia Silva, Marcelo Costa, Maycon Portugal. UX Designer: Kelvin Sodre. Estagiário: Matheus Aleixo, Thiago Ferreira. Aprendiz Assistente Administrativo: Davi Ribeiro, Robson Martins. SAC: faleconosco@bernoulli.com.br 31.99301.1441 – Dúvidas e sugestões a respeito das soluções didáticas. Coleção Ensino Fundamental 5º ano – Manual do Professor – Volume 1 é uma publicação da Editora DRP Ltda. Todos os direitos reservados. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fotografias, gráficos, mapas e outros tipos de ilustrações presentes em exercícios de vestibulares e Enem podem ter sido adaptados por questões estéticas ou para melhor visualização. Coleção EF5 Centros de Distribuição:Rua José Maria de Lacerda, 1 900, Galpão 01, Módulos 04 e 05, Cidade Industrial, Contagem - MG, CEP: 32.210-120. Avenida Papa João Paulo I, 4 006, Galpão 02, Módulo 04, Residencial Parque Cumbica, Guarulhos - SP, CEP: 07.174-005. Centro de Distribuição em Jaboatão dos Guararapes - Pernambuco. Jab Comercio e Distribuição de Livros ltda 43.723.226/0001-23 – Rod BR – 101 Sul s/n KM 86 Bairro: Prazeres – Jaboatão dos Guararapes/ PE – CEP: 54.335-000. Bernoulli Sistema de Ensino: Avenida Raja Gabaglia, 2 720, Estoril, Belo Horizonte - MG, CEP: 30.494-170. www.bernoulli.com.br/sistema (31) 3029-4949 C689 Coleção Ensino Fundamental 5º ano: Manual do Professor. - Belo Horizonte: Bernoulli Sistema de Ensino, 2023. 68 p.: il. Ensino para ingresso ao Fundamental Anos Iniciais. Bernoulli Educação. 1. Língua Portuguesa I - Título II - Bernoulli Sistema de Ensino III - V. 1 CDU - 811 CDD - 469 Para que nossas soluções cheguem até você, mais de 500 pessoas estão envolvidas no processo. Quer conhecer melhor nossa equipe? Acesse o QR Code e fique por dentro! 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 22023_EF5_V1_POR_MP.indd 2 01/09/2022 07:43:4801/09/2022 07:43:48 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 3Bernoulli Sistema de Ensino Carta de apresentação Prezado professor, prezada professora, Os anos iniciais do Ensino Fundamental representam um período extremamente rico no processo de formação das crianças. É nesse período que ocorrem descobertas e aprendizagens fundamentais para o domínio de habilidades cognitivas relativas à linguagem: a fala e a escuta (já dominadas pela criança em algumas situações, estas se desenvolvem diante da ampliação das necessidades de comunicação em circunstâncias novas e diversificadas); a construção da leitura (isto é, a capacidade de produzir sentido a partir de textos diversos); e a gradativa consolidação da escrita (que também acontece a partir de múltiplos contextos de produção e uso). A escola desempenha um papel indiscutível na implementação de situações de ensino / aprendizagem que otimizam esse processo de desenvolvimento das crianças e é responsável por fazer com que os alunos aprendam efetivamente. Por meio do livro didático, organizamos um conjunto de intervenções que possibilitam o envolvimento dos alunos em situações de uso da linguagem e de reflexões sobre os efeitos produzidos nos arranjos e composições de diferentes modalidades de texto. Entendemos que, por meio das provocações que fazemos, colocamos o aluno no lugar de sujeitos que estão interrogando o mundo, procurando construir o seu conhecimento de forma crítica e ativa. Buscamos, também, trazer informações e orientações para a observação e pesquisa do aluno em relação aos fenômenos linguísticos nos quais estarão imersos. Para tanto, os conteúdos trabalhados foram organizados levando em consideração os eixos: 1. Linguagem oral 2. Prática de leitura e literatura 3. Prática de escrita e produção de textos 4. Análise linguística: discursividade, textualidade, normatividade 5. Análise linguística: apropriação do sistema de escrita alfabética Este manual foi planejado de modo a ser não um referencial excessivamente teórico e nem um instrumento para ditar receitas, mas uma importante e eficaz “ferramenta de trabalho”. Procuramos adotar uma linguagem simples e didática, tentando deixar claras as intenções e os pressupostos teóricos que levamos em conta na construção da proposta. Entre as orientações, você encontrará possíveis respostas das atividades; aspectos importantes a serem observados / avaliados junto ao aluno; teorização da prática proposta; sugestão de leitura de aprofundamento para você, professor(a); e sugestões de atividades práticas que contemplam as habilidades trabalhadas em cada capítulo. Entendemos que os(as) professores(as) serão coautores(as) dessa prática que tem no material didático um ponto de partida. Que cada um(a) possa construir esse trabalho de modo crítico e ativo, fazendo com que essa ação seja também um lugar para a confirmação de seu próprio repertório de referências na prática docente. Enfim, Rubem Alves traduz primorosamente em suas palavras a nossa intenção maior com essa obra: “criar asas e encorajar o voo”. O nosso, o seu e, sobretudo, de nossos alunos! Desejamos sucesso ao seu trabalho! As autoras Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas Rubem Alves Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 32023_EF5_V1_POR_MP.indd 3 01/09/2022 07:43:5001/09/2022 07:43:50 4 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Novidades 2023 O Bernoulli Sistema de Ensino carrega a certeza de que a educação tem o poder de transformar vidas e que, se o mundo muda, mudamos junto. É nesse intuito que seguimos inovando, criando e produzindo soluções pedagógicas para nossos parceiros. Na Educação Infantil, apresentamos uma edição da coleção de 4 e 5 anos com temáticas e projeto gráficos novos, além de contar com mais espaço para o registro das crianças. Todas essas novidades têm como premissas possibilitar aos pequenos muito mais experimentação e investigação. Completando a atualização gradativa de nossa coleção regular de Língua Inglesa do Ensino Fundamental Anos Finais, agora o 9º ano recebe as trilhas digitais de aprendizagem, que potencializam o desenvolvimento do Listening e Speaking – isto é, escuta e fala –, habilidades orais preconizadas pela BNCC e cada vez mais exploradas no mundo contemporâneo. Ainda sobre a Língua Inglesa, apresentamos a grande novidade: o Dive.b, a solução bilíngue do Bernoulli Sistema de Ensino, atendendo em 2023 da Educação Infantil aos Anos Finais do Ensino Fundamental. Em diálogo com as temáticas e aprendizagens presentes na Coleção Principal de cada segmento, o Dive.b foi elaborado por meio da abordagem metodológica CLIL (Content and Language Integrated Learning), que se baseia na aquisição de uma segunda língua integrada a aprendizagens das diversas áreas do conhecimento. Esse produto é destinado às escolas que, de acordo com as novas regulamentações, podem ser classificadas como escolas bilíngues ou que possuem uma carga horária estendida. Em 2023, as novidades não param: fechamos o ciclo da Coleção Eu no Mundo – Projeto de Vida! Nossa preocupação com a formação integral dos estudantes se concretiza com a entrega das soluções para a 3ª série do Ensino Médio. Com o olhar atento à necessidade de tornar o aprendizado sempre mais dinâmico e significativo, os materiais da 1ª e da 2ª série também apresentam atualizações importantes. Geografia teve sua base de dados atualizada. Além disso, seções de diferentes componentes curriculares também sofreram atualizações, assim como as seções “Exercícios de aprendizagem” e “Exercícios propostos”. A seção “Se liga no Enem” também passou por melhorias, recebendo questões das últimas três aplicações do Enem oficial. A Língua Inglesa da 1ª série também merece destaque, uma vez que parte da seção “Exercícios propostos” foi reformulada e foram também incrementadas questões da seção “Se liga no Enem” e questões interdisciplinares para o aprimoramento da interpretação de textos em língua inglesa. A parte flexível do currículo do Ensino Médio também foi atualizada. As Unidades Curriculares Mais passaram por significativa atualização de exercícios e questões de vestibulares objetivas e discursivas, bem como por atualização de seções, no intuito de dar continuidade ao processo de diversificaçãodo repertório de experiências de aprendizagem dentro e fora da sala de aula. O Mais Redação também recebeu novas propostas de redação disponíveis na seção “Se liga no Enem”. Além disso, os livros impressos ganharam exercícios extras disponibilizados por meio digital nas Unidades de Aprendizagem do Meu Bernoulli. Mas não para por aí! 2023 também contará com novas Unidades Curriculares que atendem a diversas áreas do conhecimento e à multiplicidade de currículos possíveis para o Novo Ensino Médio. Pensando na aprendizagem baseada em projetos (PBL) e na ampliação das possibilidades que o mundo contemporâneo trouxe para a intervenção humana na realidade, apresentamos a Coleção Bioética. Dessa forma, considerando tais demandas e a formação cidadã dos estudantes, o Bernoulli Sistema de Ensino propõe uma nova Unidade Curricular, cujo conteúdo aborda os principais eixos de atuação da bioética: medicina, modelos éticos de pesquisas científicas e interação ser humano-natureza. Pensando também em formar e desenvolver nos estudantes os conceitos de comunicação, oralidade, retórica e discurso para a construção de narrativas potentes, empáticas, persuasivas e bem apresentadas, assim como estimular o conhecimento de diferentes formas de uso do storytelling no mundo contemporâneo, o Bernoulli Sistema de Ensino apresenta a Unidade Curricular Storytelling para 2023. Paralelamente, neste ano, continuamos a expansão de nosso portfólio de Estudos de Obras Literárias, considerando os editais mais recentes dos principais vestibulares, no intuito de auxiliar os estudantes nos exames. Além disso, a 2ª e a 3ª séries receberam trilhas digitais de aprendizagem interdisciplinares, disponíveis no Meu Bernoulli, que promovem o protagonismo do aluno e a aproximação à dinâmica social contemporânea nacional e internacional, marcada especialmente pelas rápidas transformações decorrentes do desenvolvimento tecnológico. Cada trilha, desenvolvida por sua respectiva Área do Conhecimento, traz a interdisciplinaridade e a possibilidade de desenvolver habilidades específicas, incluindo a prática da argumentação, além de foco no Enem. O Meu Bernoulli, nosso ambiente virtual de aprendizagem, segue em desenvolvimento contínuo para entregar features cada vez mais conectadas às necessidades dos usuários. Novos recursos didáticos, como Espaço Colaborativo, Podcast e Galeria de Imagens, conferem possibilidades mais integradas às estratégias de aprendizagem ativa. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 42023_EF5_V1_POR_MP.indd 4 01/09/2022 07:43:5101/09/2022 07:43:51 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 5Bernoulli Sistema de Ensino Acesse o QR Code para mais informações sobre o Meu Bernoulli. Inovação é um valor que nos leva a sempre oferecer tecnologia de ponta com propósito pedagógico. A família Bernoulli também ganhou uma nova personagem em 2021: Ulli, a Inteligência Artificial mais amada do Brasil! Ulli deixa o dia a dia dos estudantes mais interativo, otimizado e divertido e é mais uma solução que faz a diferença e facilita o dia a dia. Integrada ao Meu Bernoulli e disponível para o Ensino Fundamental Anos Finais e para a 1ª e a 2ª séries do Ensino Médio, a assistente virtual conta com inteligência artificial e foi desenvolvida para esclarecer dúvidas e apoiar o estudante na organização da rotina escolar e na melhoria do desempenho acadêmico. E não paramos por aqui. Para garantir a entrega de todas as soluções didáticas impressas, de forma ainda mais eficiente, a nossa logística passa a contar com mais um novo Centro de Comercialização e Distribuição, agora no Distrito Federal, em Brasília. Isso facilitará o atendimento de toda a região Centro-Oeste e em torno dela, conferindo agilidade e segurança na entrega às escolas. Por fim, certamente muitas outras soluções serão oferecidas ao longo de 2023. Em um mundo com mudanças cada vez mais velozes, o Bernoulli Sistema de Ensino mantém uma equipe de excelência para atualizar, inovar e entregar as melhores soluções para facilitar o trabalho dos educadores de nossas escolas parceiras. Bernoulli Play Em um mundo cada dia mais conectado, os estudantes querem experimentar uma aprendizagem relevante e conectada com a cultura digital. Com foco na integração entre conteúdo impresso e digital, nossas soluções didáticas contam com o Bernoulli Play, uma plataforma de acesso aos recursos digitais de aprendizagem desenvolvidos ou licenciados pelo Bernoulli Sistema de Ensino, tais como: animações, áudios em língua estrangeira, games, galerias de imagens, podcasts, recurso Quero Saber, com um vocabulário extenso para aprofundamento, realidade aumentada, resoluções de exercícios em imagem e vídeo, simuladores e videoaulas. O Bernoulli convida você a se deliciar nesse mundo digital feito especialmente para os alunos e professores do Sistema Bernoulli. Instalação e navegabilidade O Bernoulli Play possui um aplicativo e uma versão web. O aplicativo está disponível na Google Play e na App Store, basta procurar e instalar em seu dispositivo. A versão web pode ser acessada pelo endereço play.bernoulli.com.br. Códigos alfanuméricos Tanto pela versão web quanto pelo aplicativo, acesse os conteúdos digitais em áudio ou vídeo utilizando os códigos alfanuméricos. Para isso, basta inserir o código no aplicativo Bernoulli Play ou em play.bernoulli.com.br. QR Codes Por meio do aplicativo, utilize os QR Codes para acessar games, animações, simuladores e objetos em realidade aumentada. Basta utilizar o leitor disponível no aplicativo para baixar o conteúdo. Importante: Faça a leitura do QR Code utilizando o leitor do aplicativo para que consiga o acesso. Quero Saber Utilizando o aplicativo, acesse conteúdos relacionados a termos específicos distribuídos ao longo das coleções. Importante: Fotografe o termo por meio do aplicativo para que consiga acesso ao recurso. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 52023_EF5_V1_POR_MP.indd 5 01/09/2022 07:43:5101/09/2022 07:43:51 6 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Fundamentação teórica O ensino de Língua Portuguesa na atualidade visa à formação de falantes, leitores e escritores competentes da língua. Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos que permitem fazê-lo. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, p. 36) Algumas concepções que sustentam essa proposta Toda e qualquer construção humana, como é o caso de um livro didático, tem por trás de si uma série de pressupostos e concepções que a sustenta. Vamos, portanto, refletir sobre alguns dos conceitos e crenças que são estruturadores do trabalho realizado no livro de Língua Portuguesa. Para compreender bem as intenções pedagógicas impressas no livro do aluno, antes de mais nada, é preciso deixar clara a nossa crença de que desenvolver as habilidades relacionadas às práticas de linguagem, nas mais variadas modalidades e demandas que existem socialmente, exige que o aluno esteja imerso nessas ações linguísticas, refletindo sobre os modos de construção dos textos e observando a necessidade de adequação destes às situações comunicativas de que fazem parte. Assim, o ponto de partida da análise que fazemos nessa obra é o texto. Em cada capítulo, um ou dois gêneros textuais recebem um maior enfoque e servem de objeto de reflexão e estudo, no qual o aluno perceberá a estrutura, as marcas textuais, a linguagem, os recursos textuais, entre outros aspectos, tais como conhecimentos linguísticos e gramaticais. Os textos também levam à troca de ideias sobre temas ligados à ética, cidadania, convivência e bem-estar. Mas qual é a concepção de texto e de língua considerada por nós? Entendemos o texto como um produtodo contexto social. Por meio de ações linguísticas e sociocognitivas, o aluno o constituirá como objeto de discurso, atribuindo-lhe propostas de sentido ao operar escolhas significativas entre as formas de organização e as possibilidades de seleção lexical que a língua lhe oferece. Assim sendo, todo e qualquer texto descortinará ao aluno um conjunto de sentidos implícitos que serão determinados pelo panorama sociocognitivo em que estiver inserido. Tudo isso quer dizer que apenas o material linguístico, seja oral, seja escrito, ainda não é o texto, que só “acontece” quando o processo comunicativo estabelecido com os interlocutores resulta em produção de um sentido, que não está necessariamente garantido e nem rigidamente estabelecido pela matéria verbal. Produzir um texto é ativar um complexo sistema que todo falante domina: a língua. Tradicionalmente, encontramos como conceito de língua a ideia de que é um código, o que sugere algo rígido, um padrão de regras utilizado com possibilidades únicas, referências únicas e lineares. Ou seja, pensar a língua como um código é supor que “as expressões, por si só, contenham todas as indicações necessárias para a interpretação”.1 Esse material didático tem como referência a ideia de que a língua é um complexo sistema de possibilidades, definidas no contexto social e histórico de seus usos. É flexível, mutável, reconstruído constantemente pelas comunidades. Afinal, quantas são as palavras, estruturas e usos criados pelas comunidades de usuários de uma língua? E quantas são aquelas que caem em desuso e deixam de fazer parte do repertório empregado nos processos cotidianos de comunicação? Quantas são as novas demandas que mobilizam a criação de novidades no repertório de elementos estruturais da língua? Considerações sobre o processo de leitura Sob a perspectiva já descrita anteriormente, a leitura de um texto é uma atividade que exige muito mais do aluno do que apenas a decodificação. Conforme afirma Ingedore Koch, o leitor “será levado a mobilizar uma série de estratégias tanto de ordem linguística como cognitivo-discursiva, levantando hipóteses, validando-as ou não, preenchendo assim as lacunas que o texto apresentar”. Enfim, o aluno será um interlocutor ativo na construção de sentido dos textos lidos. Levando em conta essas ideias sobre a leitura, ficam estabelecidos alguns princípios que orientam práticas presentes no livro. Partiremos preferencialmente da predição, proposta na seção “Antes de Ler”. 1 Proposta curricular – ensino de Língua Portuguesa, da Secretaria da Educação do estado de São Paulo. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 62023_EF5_V1_POR_MP.indd 6 01/09/2022 07:43:5101/09/2022 07:43:51 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 7Bernoulli Sistema de Ensino São estratégias de levantamento de hipóteses a partir das pistas textuais e contextuais, uma ferramenta muito importante no processo de compreensão de textos e de atribuição de um sentido compatível com a proposta apresentada por seu produtor. Compreendemos ser necessário que o aluno determine objetivos para a leitura que fará e que faça antecipação das ideias que tem a respeito do texto, buscando acionar todo o conjunto de conhecimentos linguísticos e não linguísticos de que necessitará para o trabalho de produção de sentido. É preciso também lembrar que, num livro destinado ao ensino / aprendizagem de português, a leitura estará articulada com objetivos didáticos, ou seja, é importante que a criança saiba que fará leituras para encontrar sentido e também para aprender algo a respeito dos textos e sobre o modo como eles se constituem nos usos que fazemos deles. A perspectiva de abordagem dos textos está assentada na categorização feita por Marcuschi, no artigo “Exercícios de compreensão ou a copiação nos manuais de ensino da língua?”, sobre o processo de compreensão e o horizonte ideal de trabalho – horizonte máximo: inferência. Veja a representação a seguir: OS CINCO HORIZONTES DA COMPREENSÃO TEXTO ORIGINAL Tipos de horizontes de compreensão possíveis Horizonte indevido falseamento Horizonte problemático extrapolação Horizonte máximo inferência Horizonte mínimo paráfrase Falta de horizonte repetição ou cópia Segundo Marcuschi, um leitor que se mantém na falta de horizonte é aquele que se baseia apenas na materialidade linguística. Decodifica o texto e consegue apenas repetir o conteúdo que está explícito, sem que haja uma construção de sentido própria. Aquele que chega ao horizonte mínimo da paráfrase consegue acessar o texto com um nível de compreensão que fica muito preso ao que está necessariamente explícito no material verbal. Esse leitor consegue reconstruir o que compreendeu utilizando as próprias palavras, fazendo escolhas no “modo de dizer” o texto com os próprios recursos, mas não demonstra compreender o que está nas entrelinhas. Não há participação ativa do leitor na produção de sentido e a busca fica restrita ao que está objetivamente expresso. O leitor que chega ao horizonte máximo da inferência consegue disponibilizar as próprias informações na busca de sentido do texto, analisar o contexto de produção, introduzindo informações que não estão contidas na matéria verbal, mas que também compõem o texto (Por exemplo: quem é o autor? Em que momento sócio-histórico o texto foi produzido? Esse autor costuma ser irônico? A expressão “tal”, nesse contexto pode significar o quê?). Esse é o leitor que consegue ser crítico e ter um raciocínio próprio e lógico acerca do que leu. É sempre possível fazer extrapolações e inserir elementos do próprio pensamento quando estamos diante de um texto. A extrapolação pode ser uma reflexão importante em determinados contextos. Porém, é imprescindível ter-se em mente que há um limite de sentido que é estabelecido pela matéria verbal. Por um lado, podemos dizer que sempre há mais de um sentido possível na compreensão de um texto; por outro lado, não podemos afirmar que qualquer sentido é válido na interpretação que fazemos. Por isso, dizemos que há um horizonte problemático na extrapolação quando o leitor insere tantos elementos pessoais na tarefa de compreensão que o sentido produzido ultrapassa os limites daquilo que objetivamente se pode inferir. Por fim, há ainda os que fazem uma leitura em que há engano na interpretação que se faz. O leitor constrói uma interpretação errada do texto, chegando ao horizonte indevido, em que há falseamento das informações presentes. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 72023_EF5_V1_POR_MP.indd 7 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 8 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Concebendo-se o texto como uma interação autor-texto-leitor, em que todos são sujeitos ativos que dialogam, a leitura torna-se uma atividade altamente interativa e complexa em produção de sentidos. Ela irá muito além do que dominar os elementos linguísticos presentes na superfície textual e fará o aluno mobilizar um vasto conjunto de saberes no interior do evento comunicativo. Assim, sobre a leitura, podemos afirmar que • leva em conta as experiências e conhecimento do leitor; • exige muito mais do que o conhecimento do código linguístico; • tem como lugar de interação (entre o autor, o leitor e o próprio texto); • o sentido estará na construção que o leitor fará, a partir de seus conhecimentos, das pistas textuais e sinalizações dadas pelo autor; • o leitor poderá ou não concordar com o autor, completá-lo, adaptá-lo, etc. Para tanto, lançará mão de estratégias importantíssimas como: seleção, antecipação, inferência e verificação. Considerações sobre a linguagem oral Bortoni-Ricardo (2004, p. 74) ressalta que cabe à escola “[...] facilitar a ampliação da competência comunicativa dos alunos, permitindo-lhes apropriarem-se dos recursos comunicativos necessários para se desempenharem bem, e com segurança, nas mais distintas tarefas linguísticas.” Nesse sentido, a autora destaca a importância da escola como instituição social responsável pela sistematização dos saberes. Nocaso da oralidade, é fundamental proporcionar atividades em que as crianças sejam capazes de expor, argumentar, explicar, narrar, além de escutar atentamente e dar opiniões, respeitando a vez e o momento de falar. Expressar-se oralmente é algo que requer confiança em si mesmo. Isso se conquista em ambientes favoráveis à manifestação do que se pensa, do que se sente, do que se é. Assim, o desenvolvimento da capacidade de expressão oral do aluno depende consideravelmente de a escola constituir-se num ambiente que respeite e acolha a vez e a voz, a diferença e a diversidade. Depende de a escola, sobretudo, ensinar aos alunos os usos adequados da língua em diferentes situações comunicativas. De nada adianta aceitar o aluno como ele é, mas não lhe oferecer instrumentos para enfrentar situações em que não será aceita a reprodução das formas de expressão próprias de sua comunidade. É preciso, portanto, ensinar-lhe a utilizar adequadamente a linguagem em instâncias públicas e a fazer uso da língua oral de forma cada vez mais competente. As situações de comunicação diferenciam-se conforme o grau de formalidade que exigem. E isso é algo que depende do assunto tratado, da relação entre os interlocutores e da intenção comunicativa. A capacidade de uso da língua oral que as crianças possuem ao ingressar na escola foi adquirida no espaço privado: contextos comunicativos informais, coloquiais, familiares. Ainda que, de certa forma, boa parte dessas situações também tenha lugar no espaço escolar, não se trata de reproduzi-las para ensinar aos alunos o que já sabem. Considerar objeto de ensino escolar a língua que as crianças já falam requer, portanto, a explicitação do que se deve ensinar e de como fazê-lo. Eleger a linguagem oral como conteúdo escolar exige o planejamento da ação pedagógica de forma a garantir, na sala de aula, atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão sobre a língua. São essas situações que podem se converter em boas situações de aprendizagem sobre os usos e as formas da língua oral: atividades de produção e interpretação de uma ampla variedade de textos orais, de observação de diferentes usos, de reflexão sobre os recursos que a língua oferece para alcançar diferentes finalidades comunicativas. Para isso, é necessário diversificar as situações propostas tanto em relação ao tipo de assunto como em relação aos aspectos formais e ao tipo de atividade que demandam – fala, escuta e / ou reflexão sobre a língua. Supõe, também, um profundo respeito pela forma de expressão oral trazida pelos alunos, adquiridas em suas comunidades, e um grande empenho por ensinar-lhes o exercício da adequação aos contextos comunicativos, diante de diferentes interlocutores, a partir de intenções de natureza diversa. É fundamental que essa tarefa didática se organize de tal maneira que os alunos transitem das situações mais informais e coloquiais que já dominam ao entrar na escola a outras mais estruturadas e formais, para que possam conhecer seus modos de funcionamento e aprender a utilizá-las. Considerações sobre a produção de textos Segundo Schneuwly e Dolz, a produção de textos escritos, assim como a de textos orais, é uma ação humana e, assim, é “orientada por objetivos intermediários que advêm da vontade consciente e que implicam uma representação de seu efeito no âmbito da cooperação e das interações sociais”. Também segundo esses autores, “toda ação de linguagem implica [...] diversas capacidades da parte do sujeito: adaptar-se às características do contexto e do referente (capacidades de ação), mobilizar modelos discursivos (capacidades discursivas) e dominar as operações psicolinguísticas e as unidades linguísticas (capacidades linguístico-discursivas)”. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 82023_EF5_V1_POR_MP.indd 8 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 9Bernoulli Sistema de Ensino Isso quer dizer que os objetivos e as condições de produção do texto devem ser norteadores das escolhas que serão feitas em relação ao conteúdo, à estrutura, à escolha lexical, etc., e que é necessário que os locutores estejam conscientes das escolhas que fazem para produzir aquele texto. Assim, não é possível pensarmos em produção de textos sem nos atermos à noção de gênero textual. Ao levarmos em conta os gêneros textuais como realizações linguísticas, nas quais podemos reconhecer determinadas características que são adequadas e atendem à função comunicativa a que aquele texto se propõe, alcançamos uma proposta de produção que precisa considerar o contexto de produção (que precisa existir mesmo em situações simuladas), os participantes da interlocução envolvidos naquele texto, o espaço de publicação e a finalidade a que o texto se propõe. Os gêneros textuais são muitos e, como manifestação legítima da atividade humana, cada vez mais escapam de um molde rígido e ganham a liberdade criativa que é tão própria da linguagem. Porém, sabemos que há exemplos de textos que são prototípicos de cada gênero, ou seja, têm características distintivas e próprias que nos faz reconhecê-los facilmente como um exemplo daquele gênero específico. Consideramos ser importante que os alunos conheçam esses exemplos, que reflitam sobre o modo de estruturá-los, que compreendam os efeitos que determinadas escolhas fazem na produção de sentido destinada aos objetivos desses textos. Assim, conscientes desses elementos constitutivos e diante de uma tarefa que tenha de fato um contexto de produção bem definido, será possível que os alunos sejam autores eficientes e que consigam, inclusive, transgredir os moldes, produzindo textos adequados e criativos, descolados dos modelos originais que lhes foram apresentados. Desse modo, o livro articulará as análises feitas nas tarefas de leitura, nas quais exploraremos determinados gêneros de forma significativa, com tarefas de produção de textos que delimitarão o contexto em que eles estarão inseridos e indicações de maneiras de avaliar a eficiência daquilo que foi produzido, no processo comunicativo proposto. No caso de textos escritos, haverá valorização do rascunho, como demonstração de que é sempre possível produzir versões provisórias e passíveis de otimização das escolhas antes da publicação do texto. Bernard Schneuwly e Joaquim Dolz agruparam os gêneros textuais levando em consideração alguns fatores, como vemos no quadro a seguir. Para eles, o trabalho em espiral dos gêneros de diferentes grupos, em todos os níveis escolares, leva a uma progressão curricular. NARRATIVO INFORMATIVO PERSUASIVO PROCEDIMENTO POÉTICO DEFINIÇÃO Textos literários ou não, que apresentam histórias reais ou fictícias Textos que apresentam fatos sobre uma variedade de assuntos Textos que apresentam ou sugerem opiniões a respeito dos temas tratados Textos que explicam como fazer algo Textos que provocam uma resposta de caráter emocional FUNÇÃO Expressiva ou Informativa Informativa Informativa ou diretiva Diretiva Expressivo INTENÇÃO COMUNICATIVA Contar, narrar Informar Convencer Explicar, ensinar a fazer Sensibilizar ESTRUTURA Ambiente / Personagens / Ações / Enredo / Conflito / Tema Formal Lógica / Psicológica / Argumentação: lógica, de autoridade, emocional Ordem e sequência são essenciais / Formato da apresentação pode ser rígido Variada / Uso de versos, ritmo, rimas para ajudar a transmitir o sentido ou criar emoções LINGUAGEM Conotativa ou denotativa; Formal ou informal Objetiva / Impessoal / Clara, simples, direta / Sentido denotativo / Usa dados e ilustrações Persuasiva / Apelos emocionais / Linguagem visual Simples / Clara / Objetiva Conotativa, sentido figurado / Escolha cuidadosa de palavras GÊNERO DE CADA TIPO Conto tradicional / Conto de fadas / Fábula / Lenda / Mitos brasileiros / Biografia / Carta / Bilhete / Diário / HQ / Notícia / Conto moderno / Crônica / Relato de viagem Definição / Descrição / Dicionário/ Enciclopédia / Texto didático / Embalagem / Roteiro turístico / Entrevista Avisos, sinais, placas / Folheto / Anúncio / Convite / Cartaz Formulários / Listas / Instruções, manual de instruções / Receitas / Normas, combinados, leis Poema SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004. Reflexões sobre gramática Antes de formularmos qualquer comentário a respeito do ensino de gramática, é preciso que estejamos diante do próprio conceito. Afinal, o que é gramática? Sírio Possenti parte da definição de “gramática” como um conjunto de regras e explicita três acepções importantes para o termo, que precisam ser compreendidas para refletirmos sobre o ensino de gramática nas aulas de Língua Portuguesa. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 92023_EF5_V1_POR_MP.indd 9 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 10 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR A primeira é a definição ligada à ideia de um conjunto de regras que um falante domina. É a chamada Gramática Internalizada. Todos os usuários de uma língua dominam e observam uma série de princípios para produzir linguagem. Caso contrário, os falantes da comunidade não se entenderiam. Tanto o sujeito que diz “Nós gostamos de estudar” quanto o que diz “Nós gosta de estudar” observam princípios de organização das estruturas linguísticas, mesmo que essas regras sejam distintas e estejam relacionadas a diferentes variantes da nossa língua. A segunda é a definição ligada à ideia de um conjunto de regras que são seguidas pelos falantes de determinada comunidade e que é descrita pelos estudiosos. Trata-se da Gramática Descritiva. Nesse tipo de estudo, o interesse dos linguistas é descrever o funcionamento da manifestação linguística de um determinado grupo, sem questionamento ou comparação desse modelo de produção de linguagem com outros de prestígio na sociedade como um todo. Por fim, podemos falar da Gramática Normativa ou Prescritiva, aquela que trata de descrever um determinado padrão de linguagem que ganha um grau de prestígio numa sociedade e estabelece regras que devem ser seguidas para que a linguagem produzida seja adequada a determinados usos. A Língua Portuguesa, assim como as outras, sofre variações no espaço, no tempo e nas situações sociais de uso. Reconhecer essas variantes como um aspecto enriquecedor da língua é fundamental. Desenvolver no aluno a capacidade de discernir, em cada situação, o uso adequado da língua e, ao mesmo tempo, instrumentalizá-lo sistematicamente com o conhecimento da norma urbana de prestígio constrói a autonomia e a competência para fazer escolhas abolidas de preconceitos. O uso dinâmico e diversificado da linguagem contribui para a percepção dos significados culturais da língua. Reconhecer e valorizar a linguagem utilizada pelo grupo social ao qual o aluno pertence é de grande importância, já que é por meio dela que a identidade pessoal e social é reafirmada. Por isso, é preciso ficar claro que, quando ensinamos, precisamos entender e levar em conta a gramática internalizada que o estudante utiliza, podemos descrever estruturas gramaticais utilizadas em diferentes enunciados de distintas situações comunicativas e apontar semelhanças e diferenças entre as modalidades linguísticas empregadas em cada um deles, e podemos prescrever usos, dependendo do contexto em que o aluno se insere na comunicação. É preciso pensar, também, que a escola é um espaço apropriado para aquisição da variante de prestígio da língua. Anteriormente, já foi comentado que o principal objetivo do ensino da Língua Portuguesa é levar os alunos a falar, ouvir, ler e escrever bem, em um conjunto significativo de situações comunicativas. Para atingir essa meta, não basta o estudo contínuo da gramática normativa, pois fazer exercícios mecânicos relativos à nomenclatura de categorias ou uso de estruturas não leva a uma reflexão sobre as características da linguagem. Subestimar o trabalho com a gramática não é, todavia, o mais correto, uma vez que seu estudo desenvolve um importante papel na formação intelectual dos alunos, se levarmos em consideração quatro aspectos relevantes do estudo gramatical dentro do desenvolvimento cognitivo. Os três primeiros são citados por Luiz Carlos Travaglia: • Aplicação imediata – trata-se da utilidade do conhecimento gramatical na vida cotidiana dos alunos. Por exemplo: durante a leitura de um texto de qualquer natureza, o aluno pode deparar-se com uma forma verbal conjugada, cujo significado seja desconhecido. É possível que ele recorra a um dicionário. Por tratar-se de um verbo conjugado e tendo o aluno esse conhecimento gramatical, ele deverá procurar a forma infinitiva, uma vez que verbos conjugados não fazem parte dos verbetes. • Aspecto cultural – estudar a gramática da língua materna é analisar e dominar o funcionamento da linguagem, que é de extrema importância para o conhecimento da própria nação. Uma vez que a preservação da nossa cultura nos remete aos estudos de História, Geografia e folclore do Brasil, não podemos deixar de estudar a língua que falamos e escrevemos dentro de suas mais variadas formas linguísticas. • Formação de habilidades intelectuais – é a competência gramatical que faz com que, com base nas regras da língua, o aluno seja capaz de elaborar frases e textos com criatividade linguística. É importante entender que as regras gramaticais fazem parte do aspecto lógico do conhecimento linguístico. Trabalhar com gramática significa contribuir para a expansão do raciocínio e da consciência linguística do aluno, por isso ela deve fazer parte do planejamento de Língua Portuguesa de maneira sistemática. O que não se recomenda fazer é propor uma quantidade muito extensa e exaustiva de exercícios de treino, memorização e repetição, uma vez que o aluno só constrói e aplica os conceitos gramaticais quando compreende o seu uso. Na proposta desse livro, procuraremos garantir um tratamento da gramática normativa, buscando refletir sobre o funcionamento das regras no texto, a partir da exploração e da comparação de diversificados textos. O aluno pode analisar o uso dos tempos verbais, a relação da morfologia com a sintaxe, etc., observando como os autores usaram esses aspectos em seus textos para produzir determinados efeitos de sentido. Ao longo da Coleção, será utilizada a nomenclatura oficial (substantivo, adjetivo, verbo...) cujas explicações virão sempre acompanhadas de exemplificações para que os alunos tenham condições de localizar, refletir, pensar e atuar sobre os aspectos gramaticais do texto. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 102023_EF5_V1_POR_MP.indd 10 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 11Bernoulli Sistema de Ensino Considerações sobre o ensino de ortografia A ortografia é um elemento convencional, relativamente novo na história de usos da língua e relacionado especificamente às modalidades escritas de texto. Por ser um elemento convencional, criado pelo homem, precisa ser aprendido sistematicamente pelas crianças. É sabido que as primeiras escritas alfabéticas das crianças resultam de elaborações feitas por elas quando se dão conta de que os sons da fala podem ser “traduzidos” em sinais gráficos. Ao constatarem o princípio da base alfabética que utilizamos para escrever, as crianças compõem as próprias hipóteses e buscam um correspondente gráfico para cada “som”, sem se dar conta que o sistema que utilizamos para escrever não é tão simples assim: a relação não é biunívoca. Há elementos gráficos que representam mais de um “som” e há “sons” que podem ser representados por mais de um correspondente gráfico. O que fazer? Cabe ao adulto ensinar os princípios que organizam esse sistema que empregamos, apontando as funções da escrita ortográfica, as regularidades e irregularidades que são observados para o estabelecimento da norma. De fato, o princípio é normativo e pressupõe que há uma única forma considerada “correta”para a escrita das palavras. Norma é algo que pode gerar censura, mas este não pode ser o viés pelo qual a ortografia será vista na escola. A ortografia se faz importante muito mais por facilitar a comunicação feita por escrito, já que estabelece uma única forma para as mais variadas pronúncias dos diferentes dialetos de uma língua, do que para engrandecer uns e diminuir outros em nome da quantidade de erros e acertos que cometem. Portanto, acreditamos na importância de um ambiente escolar no qual a revelação das dúvidas em relação à ortografia seja o ponto de partida de discussões e reflexões que levarão os alunos a descobrir princípios lógicos que regem a escrita de algumas palavras e que lhes permitirão ter certeza sobre a escolha da letra que utilizarão para grafá-las. A dúvida também será importante para a identificação daquelas palavras para as quais não encontraremos um princípio regular para distinguir a forma correta de escrita. Por meio das propostas da seção “Estudo da escrita”, as crianças terão oportunidade de se ver diante de desafios nos quais poderão sistematizar conhecimentos sobre as regularidades que norteiam o código ortográfico e ativar a memória para as palavras que não têm a escrita controlada por um princípio regular. Textos de apoio Sugestões de procedimentos de avaliação A seguir, apresentamos sugestões de ferramentas de avaliação e algumas considerações sobre elas. De acordo com cada unidade didática do livro, o(a) professor(a) deve escolher dois ou três instrumentos e como eles devem ser utilizados, para alcançar o principal objetivo da escola: promover a aprendizagem dos alunos. Prova dissertativa Uma prova dissertativa, nas séries iniciais, é um tipo de avaliação que traz um ou mais textos e uma série de perguntas que têm o objetivo de verificar a capacidade de compreender, fazer inferências, analisar, formular ideias e redigi-las. É importante que o(a) professor(a) elabore questões claras que convidem o aluno a expor os seus pensamentos e demonstrar a sua capacidade de estabelecer relações, resumir, analisar, etc., com base nos conhecimentos que tem. Ao corrigir as respostas, devem ser avaliadas as habilidades de organização, interpretação e expressão, a organização das ideias e o poder de argumentação do aluno diante das questões propostas. Em alguns casos, é preciso que o(a) professor(a) crie experiências na sala de aula para trabalhar esse tipo de questão. Após a aplicação, o(a) professor(a) pode explorar as questões que foram propostas e algumas das respostas dadas pela turma, fazendo um breve debate sobre a adequação dessas respostas e elaborando uma resposta coletivamente. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 112023_EF5_V1_POR_MP.indd 11 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 12 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Prova objetiva Trata-se de um instrumento avaliativo que apresenta perguntas diretas, para respostas curtas, como questões de múltipla escolha, por exemplo, e com apenas uma solução possível. Seu objetivo principal é avaliar quanto o aluno apreendeu sobre dados específicos de um determinado conteúdo. Após a correção, é interessante fazer uma tabela para registro dos acertos e erros de cada aluno nas questões objetivas e comparar ao resultado da classe. Assim, também será possível determinar se uma questão que muitos erraram foi mal formulada ou se é preciso retomar o conteúdo relacionado àquela questão. Trabalho em grupo Esse tipo de atividade desenvolve a troca entre os alunos, o espírito colaborativo e a socialização, por meio da interação, que é um importante facilitador da aprendizagem. Para que seja um efetivo instrumento de avaliação, é necessária uma boa organização da turma e do(a) professor(a). Uma forma de organizar o trabalho, ao realizar uma atividade em grupo, é apresentar as etapas do trabalho que será desenvolvido antes do seu início, mantendo a atenção dos alunos nessa apresentação. Por isso, é preciso que o(a) professor(a) faça um bom planejamento do trabalho, antecipando as necessidades que podem surgir nessa proposta e que busque informações para orientar as equipes, lembrando-se de que esses momentos devem ser conciliados com propostas individuais de aprendizagem. Ao propor atividades em grupos ligadas ao conteúdo, o(a) professor(a) deve sugerir fontes de pesquisa e ensinar aos alunos alguns procedimentos de busca de informações confiáveis. Ao avaliar, é necessário observar se todos participaram e colaboraram com as diversas etapas do processo. Fichas de observação O(A) professor(a) deve elaborar uma ficha com atitudes, habilidades e competências que serão observadas, com o objetivo de analisar o desempenho do aluno em fatos do cotidiano escolar ou em situações planejadas e obter mais informações sobre as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora. Esse instrumento serve como uma lupa sobre o processo de desenvolvimento do aluno e permite a elaboração de intervenções específicas para cada caso. Durante uma mesma atividade, é provável que o(a) professor(a) não consiga perceber todos os aspectos sobre todos os alunos da turma, podendo escolher alguns alunos, por vez, para que seja possível perceber como cada um constrói o conhecimento, acompanhando de perto todos os passos desse processo. Sugerimos que as anotações sejam feitas sistematicamente e que somente os dados fundamentais no processo de aprendizagem sejam considerados. Generalizações e julgamentos subjetivos devem ser evitados. Ao dar início ao estudo de um novo conteúdo, faça algumas anotações sobre o desempenho dos alunos e compare com anotações feitas numa etapa final do processo, para perceber no que o aluno avançou e no que precisa de acompanhamento. As fichas podem oferecer ainda um rico material para as reuniões individuais feitas com os pais. Autoavaliação Por meio de uma análise que o aluno faz do próprio processo de aprendizagem, seja oralmente ou por escrito, ele pode desenvolver sua capacidade de analisar o que aprendeu. Antes de utilizar esse instrumento, o(a) professor(a) deve formular um roteiro de autoavaliação, citando as áreas sobre as quais o aluno deve falar (ou escrever) relacionadas aos conteúdos, às habilidades e aos comportamentos que serão avaliados. Durante a realização da autoavaliação, o aluno precisa sentir que há um espaço para expor o que pensa e sente sobre sua aprendizagem e que esse instrumento será usado para ajudá-lo a aprender. Depois da aplicação da autoavaliação, esse documento ou depoimento deve servir como fonte para o planejamento do trabalho seguinte. Além disso, o(a) professor(a) pode sugerir ao aluno e aos seus responsáveis atividades individuais ou em grupo para ajudá-lo a superar as dificuldades. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 122023_EF5_V1_POR_MP.indd 12 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 13Bernoulli Sistema de Ensino Debate Os debates são momentos em que os alunos expõem seus pontos de vista sobre um assunto. Nas aulas de Língua Portuguesa, os debates podem ser promovidos como uma das etapas da interpretação do texto, por exemplo. Ao defender uma forma de resolver uma atividade, o aluno deverá fundamentá-la em argumentos e os outros irão escutá-lo, com o propósito de conferir a sua validade. Assim, todos podem desenvolver a habilidade de argumentação e a oralidade, além de aprender mais sobre o conteúdo abordado. Procure dar a chance de participação a todos e não apoiar aqueles que geralmente apresentam a “resposta certa”, pois o principal é priorizar o confronto de informações entre todos e oportunizar a argumentação dos diversos pontos de vista que podem surgir na turma. Depois de escolher as questões que serão debatidas, inicie a atividade orientando a participação dos alunos e combinando as regras. Uma boa possibilidade para utilização desse instrumento é propor e avaliar um registro escrito do trabalho desenvolvido. Seminário Para participar de um seminário, queé caracterizado pela exposição oral de informações pesquisadas para um público, o aluno precisa realizar uma pesquisa e organizar as informações que serão apresentadas verbalmente. Além de estudar o tema para a apresentação, o aluno desenvolve a sua oralidade ao falar sobre determinado assunto, e tanto o ouvinte quanto o expositor aprendem, já que têm a oportunidade de pensar mais uma vez sobre seus conhecimentos. Para utilização do seminário como instrumento avaliativo escolar, professor(a), procure • definir o tema do seminário; • indicar uma bibliografia e como ela deve ser utilizada; • simular procedimentos de apresentação dos trabalhos; • estimular a participação dos ouvintes: todos devem fazer perguntas e opinar; • apoiar os alunos em suas principais dificuldades, considerando as características de cada um. Ao avaliar, considere a pesquisa e a produção do aluno feitas na preparação para o seminário e o seu desempenho na abertura, no desenvolvimento do tema e na apresentação da sua conclusão. Verbos de comando: O que são? Para que servem? Ao longo do livro do aluno, nas seções destinadas aos exercícios, é comum verificarmos o destaque empregado em alguns verbos de comando nos enunciados das atividades. Trata-se de uma estratégia consonante com uma metodologia de ensino que tem sido bastante difundida e que visa favorecer o desenvolvimento de habilidades cuja aquisição assume importância singular no processo de aprendizagem. Os verbos de comando são as palavras que, como a própria terminologia expressa, dão ordens ou comandos a serem seguidos, indicando o que se deve fazer em cada atividade proposta. Tais verbos direcionam o pensamento do aluno, oferecendo-lhe delimitações e suporte para o raciocínio em direção à habilidade que lhe é solicitada. Ajude os alunos a se familiarizarem com os verbos de comando. Uma estratégia bem interessante é chamar a atenção dos alunos para os verbos destacados e discutir com eles a expectativa de resposta. A seguir, elencamos alguns dos principais verbos de comando destacados nos livros da Coleção e suas definições (Atenção: não há necessidade de reproduzir para o aluno esta lista. Ela é apenas um suporte para que você tenha condições de orientar seus alunos durante a execução das atividades. Sempre que necessário, recorra a ela para verificar o que está sendo solicitado e o que será avaliado, posteriormente, por você): • APRESENTAR: Expor de maneira breve, resumida. • AVALIAR: Emitir julgamentos de valor, por meio da apreciação criteriosa de aspectos positivos e negativos. • ASSOCIAR: Estabelecer relação entre dois elementos (assuntos, listagem, etc.). 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 132023_EF5_V1_POR_MP.indd 13 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 14 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR • CARACTERIZAR: Descrever as características distintivas de objetos, palavras, acontecimentos, situações, fenômenos, etc., apresentando elementos que possam identificá-las. • CITAR / APONTAR / INDICAR: Determinar, mencionar, referir-se de forma breve a determinado aspecto de um assunto. • CONCEITUAR / DEFINIR: Dizer em que consiste, formular ou apresentar com palavras precisas a definição de um termo ou de um assunto. • CLASSIFICAR: Reunir em classes ou em grupos a partir de um sistema de critérios de classificação, de acordo com propriedades afins. • COMENTAR: Discutir o que foi lido, a partir de um determinado contexto, dado pelo enunciado. Quando se comenta, opina-se a respeito do assunto, fazem-se considerações baseadas em experiências pessoais, mesmo que direcionadas. • COMPARAR: Estabelecer confronto para perceber as relações de semelhança e diferença entre textos, entre determinadas épocas, processos, fenômenos físicos ou químicos ou entre modos de argumentação. Assim sendo, exige visão e análise do conjunto das partes envolvidas e as respectivas peculiaridades que possam ser confrontadas. No enunciado da questão, pode-se apresentar o aspecto sob o qual a comparação deverá ser feita. • COMPROVAR: Apresentar elementos que provem sua argumentação, seja por meio de exemplos, de partes extraídas do texto, ou da apresentação de dados, com as respectivas fontes, que possam provar um fato ou argumento. No caso das ciências exatas ou biológicas, o verbo comprovar relaciona-se com experimentações ou desenvolvimento de fórmulas que provem a possibilidade de verdade do enunciado ou da hipótese. • DENOMINAR / NOMEAR: Indicar o nome, nomear. • DESCREVER: Apresentar características distintivas, de modo a promover uma visualização daquilo que está sendo descrito. A descrição é um processo de construção de uma imagem em que o observador mostrará sua percepção, sua impressão, enfim, seu ponto de vista do objeto descrito, podendo ou não – dependendo da proposta – estar direcionada a um determinado contexto. Descrever é “pintar com palavras”. • DIFERENCIAR: Apontar as diferenças. • DETERMINAR: Indicar com exatidão, precisar, resolver operações matemáticas. • ELABORAR: Criar, fazer, construir. • ENUMERAR: Listar fatos, dados, evidências, características, argumentos, especificando um a um. • ESCLARECER: Elucidar, tornar claro, compreensível o sentido de uma afirmação, um pensamento, uma ideia, um fato. • EXEMPLIFICAR: Apresentar exemplos que ilustrem uma situação. É necessário, portanto, o conhecimento real da situação dada. • EXPLICAR: Dar a conhecer ou expor com clareza fatos, fenômenos, resultados de experiências, pontos de vista, interpretações, afirmações, argumentos, textos, fornecendo razões para as opiniões emitidas. Explicar implica, necessariamente, manter fidelidade ao tema central, buscando a clareza de exposição numa sequência lógica de raciocínio. • EXPLICITAR: Tornar explícito, declarado, o sentido do que se quer dar a conhecer. • IDENTIFICAR / RECONHECER: Apontar os elementos fundamentais ou as principais características de um objeto, de uma argumentação, de uma época, de um processo, de situações, de acontecimentos, de fenômenos, de pensamentos, expondo-os de maneira sucinta. • JUSTIFICAR: Provar, fundamentar, dar razões convincentes, buscando a veracidade de um fato, uma opinião. A justificativa difere-se da explicação, pois implica a análise e defesa de possíveis aspectos contraditórios. • LOCALIZAR: Indicar a localização; fixar ou limitar a determinado local. • NUMERAR: Indicar por meio de números. • ORGANIZAR: Colocar em ordem, instituir padrões de ordenação. • ORDENAR: Dispor de maneira organizada, arrumar, colocar em ordem. • PROPOR: Apresentar uma proposta. • RELACIONAR: Estabelecer comparação, confrontar. No enunciado da questão, deve-se apresentar o aspecto sob o qual a relação ou confronto deverá ser feita. • RELATAR: Contar, de forma breve, acontecimentos reais ou fictícios. • REPRESENTAR: Expor, usando figura, foto, diagrama, gráfico ou um exemplo concreto em palavras. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 142023_EF5_V1_POR_MP.indd 14 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 15Bernoulli Sistema de Ensino • RESOLVER: Efetuar, dar a solução. • SUBLINHAR: Passar um traço sob o que se pede. • TRANSCREVER: Copiar, entre aspas, o que se pede tal como está no texto original. Sobre a elaboração das respostas A elaboração de uma resposta é decorrente da estruturação do pensamento, que deverá ser expresso, com clareza, no texto. Esse é o desafio inicial do escritor. Após o desenvolvimento dessa habilidade, o desafio seguinte é apresentar um parágrafo constituído por uma sequência de frases coerentes e coesas entre si. Essa mesma lógica se aplica para a elaboração de uma sequência de parágrafos dentro de um texto mais amplo. Portanto, seja ao produzir uma frase ou um texto mais extenso, o escritor precisa ser igualmente cuidadoso a fim de expressar as suas ideias com clareza. Ao ler uma resposta, o interlocutor deve ser capaz de compreender a mensagem escrita pelo autor (aluno) sem precisar inferir sobre o que ele “tentou” responder.Sendo o interlocutor o(a) professor(a), é interessante que ele(a) localize palavras-chaves que indicarão que o aluno atingiu as habilidades avaliadas na questão para a qual se produziu a resposta. Sugerimos que a estruturação de respostas coerentes e claras seja trabalhada sistematicamente durante as aulas. Para isso, oriente o aluno a considerar os aspectos a seguir: • esclareça que as respostas devem ter sentido completo. Isso não quer dizer, necessariamente, que o aluno deva copiar parte da pergunta para redigi-las, mas que deve procurar responder ao que foi perguntado de maneira completa. É interessante que ele faça isso utilizando palavras próprias (é importante orientá-lo a não iniciar respostas e frases com pronomes como: “ele”, “ela”, “esse”, “essa”, “isso” e nem com “porque”); • relembre, constantemente, que as frases devem ser iniciadas com letra maiúscula e terminadas com um sinal de pontuação; • oriente-o a fazer sempre a revisão gramatical e ortográfica de suas respostas (consultando o dicionário sempre que necessário). Em um primeiro momento, essas orientações parecerão representar pouco para os alunos no que diz respeito à organização de suas ideias em frases, mas, à medida que o trabalho for sendo desenvolvido ao longo dos capítulos, a compreensão acerca do sentido expresso pelos verbos de comando, bem como a estrutura frasal mais elaborada, agregará significativo valor à construção das habilidades e competências do aluno. Estimado(a) professor(a), Aprofunde seus conhecimentos na fundamentação teórica desse material. Acesse o QR Code e veja o que preparamos para você! Estrutura da Coleção Professor(a), acesse o QR Code para conhecer o mapa de conteúdos da coleção. A fim de atender à metodologia proposta, a Coleção Ensino Fundamental Anos Iniciais, destinada aos alunos do 1º ao 5º ano, é composta por dois volumes divididos em quatro livros por volume, além dos livros de Arte, que contam com os volumes 1 e 2, e o de Língua Inglesa, material de volume único. Os dois últimos materiais são considerados materiais complementares. Cada livro é organizado por disciplinas e em capítulos. Coleção 1º ao 5º ano LIVRO 1 LIVRO 2 LIVRO 3 LIVRO 4 MATERIAL COMPLEMENTAR COMPONENTES CURRICULARES Ciências Geografia e História Matemática Língua Portuguesa Arte Língua Inglesa 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 152023_EF5_V1_POR_MP.indd 15 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 16 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Características gerais A Coleção Ensino Fundamental Anos Iniciais foi produzida com o objetivo de ser, para o aluno, a principal referência do conjunto de conhecimentos de cada área e de propiciar apoio e incentivo ao hábito de estudo e ao prazer de aprender. Para tanto, o material foi estruturado de modo a permitir a ampliação da compreensão de mundo por meio de textos atualizados, imagens e esquemas claros e atrativos, bem como de propostas de atividades formativas e significativas. Assim, a articulação entre as diversas áreas do conhecimento é promovida funcionando como um ponto de partida para explorar outras fontes e tecnologias que contribuam para o processo de aprendizagem. A elaboração dessa coleção didática foi feita com a convicção de que é preciso superar a abordagem fragmentada e predominantemente conceitual, restrita à apresentação de procedimentos, teorias, leis e fórmulas descontextualizadas a serem memorizadas pelos alunos. Por isso, a proposta foi organizada de modo a proporcionar a aprendizagem, incluindo a construção de conceitos e a apropriação de procedimentos, mas de forma contextualizada. Isso é feito por meio da abordagem de aspectos socialmente relevantes e da prática, de exemplos concretos e de situações-problema em contextos próximos do cotidiano dos alunos, na tentativa de proporcionar-lhes a compreensão e a interpretação desses conceitos em situações reais de aplicação. As propostas impressas no material devem ser orientadas pelo(a) professor(a), de modo a estimular nos alunos uma postura curiosa e reflexiva, uma vez que elas possibilitam o levantamento de hipóteses, a análise de diferentes fontes de informação e a confrontação de dados. Nessa perspectiva, tais propostas favorecem a ampliação dos conhecimentos que os estudantes já possuem e contribuem para a transposição da barreira do senso comum e para a aquisição do saber científico. Além disso, acreditamos que o livro didático tem um importante papel como fonte de consulta e, por isso, durante e após a orientação de uma postura investigativa e reflexiva, o material propõe recapitulações e sistematizações confrontadas com a problematização inicial, ajudando o aluno a estabelecer conclusões sobre as questões propostas. Desse modo, evitamos incumbir somente ao estudante a responsabilidade de formular conceitos e conclusões. Também consideramos que, embora o foco não seja o conteúdo, ele ainda deve ser visto como o meio pelo qual é possível desenvolver habilidades, já que viabiliza a aplicação de conceitos e conhecimentos na resolução das situações-problema apresentadas. Outro aspecto levado em consideração na escrita da Coleção é a formação para a cidadania, uma vez que, mais do que transmitir conhecimentos acumulados ao longo da história, atualmente a escola cumpre outros objetivos, assumindo papéis cada vez mais abrangentes na formação dos alunos. Nesse contexto, além do compromisso com a apresentação de conteúdos e com a instrumentalização e divulgação de informações, acreditamos que o livro didático tem grande potencial para funcionar como ferramenta para a formação de cidadãos atuantes na sociedade, éticos, protagonistas, críticos e conscientes. O trabalho com esses aspectos, em nosso projeto didático, compreenderá a incorporação de temas como diversidade sociocultural, raça, etnia, saúde, sexualidade, consumo, meio ambiente e ética, entremeados ao trabalho com as demais áreas do conhecimento. Isso será desenvolvido em propostas de trabalho e projetos que estimulam a construção de uma consciência pessoal, social e planetária; o exercício pleno da cidadania; a convivência social harmônica e solidária. Avaliação O desenvolvimento das habilidades pretendidas com esse material se dá de maneira permanente e processual. Portanto, acreditamos que a avaliação em sala de aula também deverá acontecer de forma contínua, de modo a favorecer a percepção do professor acerca das necessidades de cada estudante. O objetivo é estabelecer parâmetros de atuação e permitir que os professores e estudantes tomem consciência dos avanços, das dificuldades e se comprometam com o processo educativo. Desse modo, a avaliação deve ir além da verificação da capacidade de reproduzir, de forma isolada, as informações trazidas pelo livro ou pelo professor. Ela deve ser construída e proposta com o objetivo de ajudar alunos e professores(as) a refletir sobre suas práticas e rever estratégias e planejamentos, tornando possível a superação das dificuldades, a consolidação de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de habilidades e competências, por meio da recursividade e de novas estratégias didáticas. Assim, a avaliação ultrapassa o caráter de elemento comprovador do conhecimento para se tornar mais um componente de formação. A Coleção Ensino Fundamental Anos Iniciais favorece a avaliação sistemática e processual ao longo de todos os capítulos. Para iniciar, há uma introdução capaz de oferecer temas sobre os quais as crianças já têm algum conhecimento. Nesse momento, o professor poderá avaliar o que o aluno já sabe e delimitar a temática central a ser abordada. Ao longo do capítulo, há atividades que serão realizadas pelas crianças, de modo a aplicar e ampliar o conteúdo abordado, e solicitações de diversas produções, como relatos orais, textos, desenhos, gráficos, entre outros. Tais instrumentos permitirão ao professor perceber dificuldades e avanços de cada aluno e quais temáticas do capítulo devem ser revistas e / ou reajustadas. No fechamento do capítulo,há atividades de revisão, ou seja, há a retomada do conteúdo estudado ao longo do capítulo, mantendo diálogo constante de maneira dinâmica, para trazer à tona a percepção do amadurecimento cognitivo, afetivo e atitudinal do aluno. Em paralelo à utilização do livro didático, é interessante que o professor proponha outros instrumentos de avaliação, tais como avaliações formais, relatórios, registros de práticas, projetos e investigações, apresentações orais, entre outras propostas. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 162023_EF5_V1_POR_MP.indd 16 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 17Bernoulli Sistema de Ensino Estrutura dos capítulos Ao longo do trabalho com os capítulos, é possível perceber uma lógica de “espiral ampliada”, na qual o nível de profundidade se expande, à medida que o aluno amplia a sua compreensão dos conteúdos trabalhados, possibilitando uma abstração gradativa. Os textos são apresentados em tópicos e subtópicos que organizam o desenvolvimento dos assuntos, entremeados por exercícios e seções de ampliação e aprofundamento dos temas trabalhados. A seguir, são apresentadas algumas orientações sobre a estrutura que organiza cada capítulo e sobre os objetivos de cada seção, para que o(a) professor(a) entenda de que forma pode trabalhar tais recursos para obter o melhor rendimento em sala de aula e também como pode orientar os alunos durante o desenvolvimento das propostas sugeridas pela Coleção. Seções comuns a todos os componentes curriculares Página de abertura – Em página dupla, essa seção abre o capítulo e visa contextualizar o tema a ser tratado, servindo como ponto de partida para a exposição da teoria. A exploração da seção permite que o(a) professor(a) tenha acesso ao que os alunos conhecem sobre o tema central a ser abordado. Utilize os questionamentos e a análise das imagens apresentadas como elementos motivadores, a fim de estimular o aluno para o estudo dos conteúdos e, ao mesmo tempo, fazer a sondagem de seus conhecimentos prévios e de levá-los a levantar hipóteses. É importante destacar que, como a seção busca o conhecimento prévio do aluno, os questionamentos não possuem respostas “certas ou erradas”. Já aprendi! – Seção de exercícios dispostos ao final do capítulo para retomar, ampliar, sistematizar e aplicar os conteúdos trabalhados. Alguns itens dessa seção podem exigir um nível de compreensão mais abrangente, a fim de exercitar competências mais elaboradas que demandam análises e estabelecimento de relações entre informações, além da aplicação dos conhecimentos adquiridos na compreensão de problemas do cotidiano. Esse trabalho é possível nessa seção, uma vez que todos os tópicos do capítulo já foram abordados. Por isso, aproveite as propostas da seção para avaliar a compreensão dos alunos e para verificar se as habilidades pretendidas foram alcançadas ou bem desenvolvidas. Um olhar atento sobre o desenvolvimento dos alunos ao resolverem essas questões pode ajudar o(a) professor(a) a verificar aspectos que necessitam de retomada e maior investimento, antes de prosseguir para outros capítulos. Aprendendo mais – Nessa seção, são apresentados textos variados – como notícias, reportagens, textos publicitários, tabelas e gráficos, entre outros – que se relacionam ao assunto tratado no capítulo com o objetivo de ampliar o conteúdo e / ou apresentar uma perspectiva vivenciando o que foi apresentado. Como acreditamos que a leitura de textos e de imagens, quando realizadas por alunos em letramento, necessitam ser acompanhadas de atividades de interpretação, propomos, sempre que pertinente, exercícios orais ou escritos para verificação da leitura nessa seção. Outras fontes – O conhecimento não está presente somente no livro didático. Por isso, nessa seção, oferecemos indicações de sites, filmes, músicas, livros, revistas, entre outros, relacionadas ao tema do capítulo. Estimule o acesso a essas mídias, que pode acontecer no próprio ambiente escolar, como forma de enriquecimento das suas aulas, ou em outros espaços frequentados pelos estudantes, como em casa ou na biblioteca local. Bernoulli Play – Nessa seção, você tem acesso aos objetos digitais de aprendizagem do Bernoulli Play. Incentive a utilização pelos alunos ou utilize-os como material para enriquecer suas aulas. Pensando sobre... – Essa seção propõe a reflexão sobre questões intrigantes, relacionadas, na maioria das vezes, aos temas transversais listados nos PCNs (saúde, meio ambiente, pluralidade cultural, ética, entre outros). Os questionamentos possuem uma relação com o conteúdo e têm o objetivo de proporcionar aos alunos oportunidades de pensar sobre a realidade social e perceber como eles podem intervir para transformá-la. É importante que você, professor(a), oriente a reflexão do grupo, mantenha uma postura de valorização das reflexões trazidas pelas crianças, estimulando suas manifestações em um ambiente de respeito e de trocas enriquecedoras. Fique atento(a) para que mesmo as crianças mais tímidas e que apresentem dificuldades em organizar e expressar suas ideias oralmente tenham a oportunidade de participar e serem valorizadas em sua manifestação. Aprender é divertido! – Seção com propostas de jogos e brincadeiras que exploram, de maneira lúdica, os conteúdos trabalhados. É importante que o(a) professor(a) valorize essas atividades, percebendo-as como oportunidade de ampliação e avaliação da aprendizagem, e atue como um(a) mediador(a), estimulando os alunos a partilhar as estratégias utilizadas durante o desenvolvimento das jogadas. Desse modo, as crianças terão a oportunidade de partilhar hipóteses, conhecer pontos de vista distintos e apresentar seu raciocínio, favorecendo a descentralização do pensamento e o desenvolvimento de novas estratégias para resolver problemas. Tudo isso de forma mais lúdica e prazerosa. É interessante que as atividades sejam, sempre que possível, realizadas em duplas ou pequenos grupos. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 172023_EF5_V1_POR_MP.indd 17 01/09/2022 07:43:5401/09/2022 07:43:54 18 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Na ponta do lápis – Considerando que desenvolver a habilidade de expressão escrita do aluno é compromisso de todas as áreas, a seção tem o objetivo de favorecer esse trabalho por meio da proposta de produção de variados textos relacionados ao tema do capítulo (tirinhas, poemas, cartilhas, panfletos, cartazes, esquemas, entre outros). Seções específicas dos livros de Língua Portuguesa Antes de ler – Seção de trabalho oral, apresentada antes do texto, que propõe uma preparação para a leitura: desenvolvimento de estratégias de leitura e levantamento de hipóteses e de conhecimentos prévios sobre o tema abordado. Por dentro do texto – Atividades orais e escritas que contribuirão para aprofundar a compreensão e a interpretação dos textos apresentados no capítulo, inclusive favorecendo a exploração aprofundada do vocabulário. Por dentro do gênero – Seção que favorece a exploração da estrutura, do funcionamento e das características dos gêneros textuais apresentados nos textos do capítulo, bem como uma reflexão sobre seus contextos de circulação. Estudo da língua – Seção exclusiva para o trabalho com os conhecimentos linguísticos por meio da análise e reconhecimento de aspectos gramaticais e de convenções da escrita, como a pontuação e a paragrafação, visando ao domínio das normas urbanas de prestígio. Estudo da escrita – Seção dedicada ao estudo do sistema de escrita com o objetivo de sistematizar a ortografia e incentivar a escrita correta das palavras, por meio do trabalho com as regularidades e irregularidades ortográficas. Língua ativa – Seção dedicada ao trabalho com a ampliação do vocabulário, baseando-se na exploração do dicionário e das informações oferecidas por ele, além de propor o estudo de aspectos linguísticos que vão além da gramática e da ortografia (contribuição de outros idiomas, variedades linguísticas, línguae interação humana e social), de forma a evitar o preconceito e valorizar as diferentes possibilidades de expressão do português brasileiro. Produção textual – Seção que estimula e orienta a produção de textos escritos e que permite ao aluno lidar com a escrita em diversas situações de uso. Essa seção favorece o trabalho da escrita como um processo, valorizando e explicitando os procedimentos de planejamento, produção, revisão e reescrita. Na ponta da língua – Seção destinada ao trabalho sistemático com gêneros orais. Nessa seção, mais do que solicitar a manifestação de opiniões e a conversa entre os alunos, favorece-se a reflexão sobre as regras, os padrões linguísticos e a funcionalidade dos gêneros orais, estimulando o planejamento e a produção de gêneros que são comumente requeridos na vida social e escolar, tais como o diálogo, a entrevista, a contação de histórias, a exposição oral de opinião, a declamação, o debate, a dramatização, os seminários e a apresentação de resultados de trabalho, sempre buscando a relação com a modalidade escrita da língua em diferentes situações sociais. Ícones usados no livro do aluno Atividade oral: indica que a atividade deve ser respondida oralmente. Atividade no caderno: direciona a realização da atividade utilizando as folhas do caderno. Atividade em dupla / grupo: informa que a atividade deve ser realizada em dupla ou grupo. CONECTA DAS Atividade conectada: indica que a atividade está relacionada a multiletramento, utilizando diferentes plataformas, ferramentas digitais, produção multimídia e repertórios da comunicação e linguagens. (BNCC) Realidade aumentada: as projeções de realidade aumentada buscam uma aprendizagem centrada na experiência do aluno, uma vez que inserem informações e objetos virtuais no mundo real. Elas estimulam a imaginação, permitindo que o conhecimento seja construído por meio das interações com o objeto e entre pares. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 182023_EF5_V1_POR_MP.indd 18 01/09/2022 07:43:5701/09/2022 07:43:57 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 19Bernoulli Sistema de Ensino Planejamento anual* COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA ANO: 5º SEGMENTO: EF ANOS INICIAIS VOLUME CAPÍTULO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1 1 • Conto clássico • Conto moderno – paródia de contos de fadas • Intertextualidade • Variação do substantivo (gênero, número e grau) • Marcas de oralidade em textos escritos • Vogais, semivogais e consoantes • Encontro vocálico • Separação de sílabas 2 • Relato de viagem / Diário de bordo • Texto instrucional • Locução adjetiva • Adjetivo pátrio • Acentuação gráfica e tonicidade • Uso de X / CH • Uso de S / Z • Uso de S / C • Uso de G / J • Influência de outras línguas no português 3 • Artigo de divulgação científica • Uso de mas / mais • Cartaz • Grau superlativo do adjetivo • Uso de mal / mau • Uso de bem / bom • Uso de onde / aonde 4 • Contos de suspense • Verbo (pessoa, número, tempo verbal) • Uso de pontuação e expressividade • De olho no dicionário • Uso de a / há, ouve / houve, aja / haja 5 • Reportagem • Pronomes demonstrativos • Uso dos porquês • Infográfico • Pronomes possessivos • Entrevista • Explorando o dicionário: informações além do verbete 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 192023_EF5_V1_POR_MP.indd 19 01/09/2022 07:43:5701/09/2022 07:43:57 20 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR VOLUME CAPÍTULO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 2 6 • Anúncio publicitário e propaganda • Folheto informativo • Pronomes pessoais • Pronomes de tratamento • Gráfico • Os sons da letra X • Colóquio 7 • Narrativa de ficção ou de enigma • Inferir acepção a partir do contexto • Consoantes não acompanhadas de vogal • Sinopse • Advérbio • Junto ou separado? Escrevendo corretamente 8 • Artigo de opinião • A coesão na construção do parágrafo • Debate regrado • Resenha • Locução adverbial • Uso da vírgula na produção de sentido 9 • Texto teatral • Interjeição • Pontuação de diálogo • Dramatização • Palavras terminadas com N • Biografia • Preposição • Locução prepositiva 10 • Crônica • Classes de palavras e concordância • Concordância nominal e verbal • Notícia • Charge • Classes gramaticais no dicionário • Uso de SS / Ç / X / XC / SC e SÇ * Conteúdo programático sujeito a alteração. / O conteúdo completo de Língua Portuguesa do 1º ao 5º ano está disponível no final do Manual do Professor. Orientações para composição de carga horária Para otimizar o uso do material, sugerimos uma composição de carga horária em que consideramos o ano letivo com 34 semanas. Já que na Coleção Ensino Fundamental Anos Iniciais o conteúdo programático é apresentado em 2 volumes, recomendamos dedicar 17 semanas letivas ao estudo de cada volume, de acordo com a sugestão de carga horária semanal de aulas apresentada a seguir: CONTEÚDO VOLUMES QUANTIDADE DE CAPÍTULOS CARGA HORÁRIA SEMANAL TOTAL DE SEMANAS POR CAPÍTULO TOTAL DE SEMANAS POR VOLUME LÍNGUA PORTUGUESA 1º Volume 5 capítulos 6 horas-aula 3,4 17 semanas 2º Volume 5 capítulos 6 horas-aula 3,4 17 semanas TOTAL 10 CAPÍTULOS 34 SEMANAS 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 202023_EF5_V1_POR_MP.indd 20 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 21Bernoulli Sistema de Ensino Sugestão de distribuição anual de conteúdos Divisão por trimestre (etapa) TRIMESTRE LÍNGUA PORTUGUESA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL VOLUME 1º CAPÍTULO 1 Volume 1 CAPÍTULO 2 CAPÍTULO 3 2º CAPÍTULO 4 CAPÍTULO 5 CAPÍTULO 6 Volume 2 CAPÍTULO 7 3º CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 10 Divisão por bimestre BIMESTRE LÍNGUA PORTUGUESA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL VOLUME 1º CAPÍTULO 1 Volume 1 CAPÍTULO 2 2º CAPÍTULO 3 CAPÍTULO 4 CAPÍTULO 5 3º CAPÍTULO 6 Volume 2 CAPÍTULO 7 CAPÍTULO 8 4º CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 10 Planejamento do volume O livro do 5º ano do Ensino Fundamental Cognitivamente, segundo Piaget, o aluno do quinto ano do Ensino Fundamental entra na etapa das operações formais, tornando-se capaz de realizar operações e conceitos de maior complexidade, como abstrações, relações, comparações e inferências. Nessa fase, o estudante começa a perceber os sinais da puberdade. Ele se mostra mais independente e forma grupos compostos de meninas e meninos com mais naturalidade. É comum organizarem-se em “grupos”, pois, nessa fase, a equipe e o coletivo tornam-se geralmente mais importantes que a própria família. Ele também começa a revelar preocupação com os problemas do mundo adulto, como as mazelas do mundo, evidenciando senso de justiça e, ao mesmo tempo, é “duro” consigo mesmo e com os outros colegas. É uma fase em que a linguagem exerce grande papel. As produções escritas tornam-se mais coerentes. É a fase da consolidação da leitura e da compreensão do mundo expresso no livro. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 212023_EF5_V1_POR_MP.indd 21 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 22 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Para o trabalho com os estudantes dessa fase escolar, foram selecionados, no volume 01, conteúdos que serão ponto de partida para o trabalho nos diversos aspectos da língua: reflexões sobre a gramática, a escrita, a oralidade e a produção escrita. O capítulo 1 – Antigas novas histórias para contar – traz as clássicas e modernas abordagens dos contos. Os conceitos de intertextualidade, de paródia e de marcas de oralidade em textos escritos são construídos a partir do trabalho com os gêneros textuais. A produção de texto, apresentada em dois momentos do capítulo, envolve graus diferentes de dificuldade. O capítulo 2 – De malas prontas – trabalha os gêneros relato de viagem e diário de viagem. A partir do tema, os conceitos de adjetivo e adjetivo pátrio, sílabas, tonicidade e outros são construídos. A produção de texto também se relaciona ao tema e é orientada passo a passo no livro do aluno, desde o planejamento à avaliação, que se torna ponto de partida para outras versões do texto produzido. No capítulo 3 – A Ciência em nosso dia a dia–, a criança é chamada a perceber o mundo no qual está inserida por meio do aprofundamento nos textos de base científica. Ainda são apresentados o adjetivo superlativo e o uso de mal e mau. O capítulo 4 – É de arrepiar! – apresenta histórias de suspense, que estimulam a imaginação, a coragem e o divertimento. Além disso, trabalha o verbete e a produção de narrativas de suspense. O capítulo 5 – Antenado – retoma o gênero jornalístico, aprofundando ainda mais esse tema, para que as crianças percebam sua importância e aproveitem para expandir a produção desse gênero. Nessa produção, os alunos são orientados a fazer uso dos verbetes de dicionários e aprendem sobre divisão silábica e etimologia das palavras. Em todos os capítulos, os gêneros textuais são explorados em variados níveis de interpretação e compreensão: antecipações, estrutura textual, relações, comparações, sínteses, inferências, estudo da linguagem dos textos e suas variedades linguísticas, recursos textuais, entre outros. Os capítulos contemplam o trabalho linguístico a partir de uma gramática “reflexiva” e não só “normativa”. Através da leitura, da análise e das comparações, os conceitos de substantivo, adjetivo, vogal, semivogal, consoante, ditongo, hiato, tritongo, entre outros, são construídos e sistematizados. Apoio didático Capítulo 1: Antigas novas histórias para contar PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens. (BNCC–EF35LP25) • Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. (BNCC–EF05LP08) • Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. (BNCC–EF15LP07) • Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio, etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas. (BNCC–EF15LP02) • Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (BNCC–EF35LP03) • Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas. (BNCC–EF35LP29) • Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (BNCC–EF15LP04) • Inferir informações implícitas nos textos lidos. (BNCC–EF35LP04) • Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (BNCC–EF35LP05) • Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. (BNCC– EF35LP26) • Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. (BNCC–EF35LP21) • Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração, etc.) e crônicas. (BNCC–EF15LP16) • Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. (BNCC–EF35LP01) • Localizar informações explícitas em textos. (BNCC–EF15LP03) • Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (BNCC–EF35LP09) 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 222023_EF5_V1_POR_MP.indd 22 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 23Bernoulli Sistema de Ensino PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve / para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (BNCC–EF15LP05) • Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. (BNCC–EF15LP15) • Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. (BNCC–EF15LP18) • Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (BNCC–EF15LP06) • Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto-final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas. (BNCC–EF05LP26) • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (BNCC–EF35LP07) • Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (BNCC–EF35LP08) Partindo da leitura dos contos de fadas tradicionais até os contos modernos e parodiados, são propostas atividades que trabalham a compreensão do texto e sua estrutura quanto ao gênero. A intertextualidade é percebida por meio da análise comparativa entre textos, assim como o reconhecimento das marcas de oralidade em textos escritos. O conceito, a função e a aplicação do substantivo são construídos, além da sua variação quanto a gênero, número e grau. O trabalho com os encontros vocálicos, consonantais e dígrafos e como se classificam baseia-se na identificação e aplicação no processo de separação de sílabas. Na proposta de produção de texto, o aluno tem a oportunidade de aplicar a estrutura textual dos gêneros enfatizados no capítulo. Capítulo 2: De malas prontas PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. (BNCC–EF05LP03) • Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz. (BNCC–EF15LP12) • Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. (BNCC–EF15LP07) • Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. (BNCC–EF35LP18) • Escutar, com atenção,falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. (BNCC–EF15LP10) • Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. (BNCC–EF15LP09) • Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuais e morfológicas e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. (BNCC–EF05LP01) • Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (BNCC–EF15LP01) • Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (BNCC–EF35LP03) • Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências, etc.). (BNCC–EF15LP13) • Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico- expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.). (BNCC–EF35LP10) • Inferir informações implícitas nos textos lidos. (BNCC–EF35LP04) • Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (BNCC-EF35LP05) • Ler e compreender, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. (BNCC–EF05LP09) • Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. (BNCC–EF35LP21) • Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. (BNCC–EF35LP01) • Localizar informações explícitas em textos. (BNCC–EF15LP03) • Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (BNCC–EF35LP09) 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 232023_EF5_V1_POR_MP.indd 23 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 24 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve / para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (BNCC–EF15LP05) • Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. (BNCC–EF05LP12) • Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (BNCC–EF35LP12) • Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (BNCC–EF15LP06) • Selecionar livros da biblioteca e / ou do cantinho de leitura da sala de aula e / ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura. (BNCC–EF35LP02) • Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas. (BNCC–EF05LP26) • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (BNCC–EF35LP07) • Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (BNCC–EF35LP08) Registrar os momentos especiais da vida é uma forma de preservar nossas memórias e de lembrar o que fomos, o que vivenciamos. Celebrações, conquistas, desafios... tudo isso faz parte do nosso passado, e podemos reviver e aprender com esses acontecimentos. Nesse capítulo, são enfatizados os gêneros relato de viagem e diário de bordo, além do depoimento oral, por meio de leitura, análise e produção de texto. Descrever paisagens e narrar acontecimentos, tanto por meio da escrita quando pela fala, são habilidades desenvolvidas nesse estudo. O conceito, a função e a aplicação da locução adjetiva e do adjetivo pátrio são trabalhados, além de acentuação gráfica e tonicidade. Na escrita, o emprego de X / CH, G / J, S / Z e S / C é construído. Todos esses elementos contribuem para a unidade do capítulo e servem como aprimoramento da produção escrita. Reflexões sobre a influência de outras línguas na Língua Portuguesa também são promovidas, afinal, os estrangeirismos e os empréstimos linguísticos fazem parte do cotidiano de todos nós. Dessa forma, vamos trazer o mundo para a sala de aula. Capítulo 3: A Ciência em nosso dia a dia PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Argumentar oralmente sobre acontecimentos de interesse social, com base em conhecimentos sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa e digital, respeitando pontos de vista diferentes. (BNCC–EF05LP19) • Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais. (BNCC–EF35LP17) • Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre qual é mais confiável e por quê. (BNCC–EF05LP16) • Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. (BNCC–EF05LP08) • Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. (BNCC–EF15LP07) • Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. (BNCC–EF35LP18) • Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. (BNCC–EF15LP10) • Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. (BNCC–EF35LP20) • Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. (BNCC–EF15LP09) • Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuaise morfológicas e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. (BNCC–EF05LP01) • Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (BNCC–EF15LP01) • Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (BNCC–EF35LP03) 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 242023_EF5_V1_POR_MP.indd 24 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 25Bernoulli Sistema de Ensino PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências, etc.). (BNCC–EF15LP13) • Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (BNCC– EF15LP04) • Inferir informações implícitas nos textos lidos. (BNCC–EF35LP04) • Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (BNCC–EF35LP05) • Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. (BNCC–EF35LP01) • Localizar informações explícitas em textos. (BNCC–EF15LP03) • Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (BNCC–EF35LP09) • Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve / para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (BNCC–EF15LP05) • Planejar e produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a situação comunicativa e o tema / assunto do texto. (BNCC–EF05LP24) • Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. (BNCC–EF15LP11) • Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (BNCC–EF35LP12) • Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. (BNCC–EF15LP18) • Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (BNCC–EF15LP06) • Selecionar livros da biblioteca e / ou do cantinho de leitura da sala de aula e / ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, ustificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura. (BNCC–EF35LP02) • Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto-final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas. (BNCC–EF05LP26) • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (BNCC–EF35LP07) • Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (BNCC–EF35LP08) Nesse capítulo, o aluno aprofundará seus estudos sobre os textos científicos, com ênfase no artigo de divulgação científica. Atividades reflexivas são propostas abordando a interpretação e a estrutura textual desse gênero. A pesquisa e a produção de cartaz são propostas como apoio para a exposição oral. Na seção “Estudo da língua”, o grau superlativo do adjetivo é apresentado. O emprego das palavras mal / mau, mas / mais, bem / bom, aonde / onde é percebido por meio de análises e compreensão do seu uso. Na proposta de produção de texto, o aluno tem a oportunidade de aplicar seus conhecimentos acerca dos gêneros cartaz e artigo de divulgação científica. Capítulo 4: É de arrepiar! PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens. (BNCC–EF35LP25) • Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso. (BNCC–EF35LP30) • Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses. (BNCC–EF05LP04) • Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. (BNCC–EF15LP07) • Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio, etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas. (BNCC–EF15LP02) • Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com pronomes pessoais / nomes sujeitos da oração. (BNCC–EF05LP06) 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 252023_EF5_V1_POR_MP.indd 25 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 26 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo. (BNCC–EF05LP05) • Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (BNCC–EF35LP03) • Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas. (BNCC–EF35LP29) • Inferir informações implícitas nos textos lidos. (BNCC–EF35LP04) • Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (BNCC–EF35LP05) • Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. (BNCC– EF35LP26) • Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. (BNCC–EF35LP21) • Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos(populares, de fadas, acumulativos, de assombração, etc.) e crônicas. (BNCC–EF15LP16) • Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. (BNCC–EF35LP01) • Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas. (BNCC–EF05LP22) • Localizar informações explícitas em textos. (BNCC–EF15LP03) • Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (BNCC–EF35LP09) • Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve / para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (BNCC–EF15LP05) • Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. (BNCC–EF15LP15) • Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (BNCC–EF35LP12) • Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto. (BNCC–EF35LP06) • Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. (BNCC–EF15LP18) • Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (BNCC–EF15LP06) • Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto-final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas. (BNCC–EF05LP26) • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (BNCC–EF35LP07) • Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (BNCC–EF35LP08). No capítulo 4, o aluno aprofundará seus estudos sobre as narrativas de suspense e enigma. Desse modo, atividades reflexivas são propostas abordando a interpretação e estrutura textual desse gênero. Na seção “Estudo da língua”, são trabalhados os conceitos e usos do verbo e suas flexões em número, pessoa e tempo. Também é apresentada a reflexão sobre o uso da pontuação e sua expressividade. O emprego das palavras houve / ouve, haja / aja, a / há é analisado a partir da seção “Estudo da escrita”, que apresenta atividades reflexivas que possibilitam a descoberta e a aplicação desses termos. Na seção “Língua ativa”, o conhecimento sobre a busca dos verbetes no dicionário é aprimorado. A proposta de produção de uma narrativa de suspense dá ao aluno a possibilidade de aplicar os conhecimentos sobre o gênero trabalhado no capítulo. Capítulo 5: Antenado PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz. (BNCC–EF15LP12) • Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre qual é mais confiável e por quê. (BNCC– EF05LP16) • Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. (BNCC–EF15LP07) • Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. (BNCC–EF35LP20) 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 262023_EF5_V1_POR_MP.indd 26 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 27Bernoulli Sistema de Ensino PRINCIPAIS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS • Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. (BNCC–EF15LP09) • Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (BNCC–EF15LP01) • Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (BNCC–EF35LP03) • Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico. (BNCC–EF35LP14) • Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências, etc.). (BNCC–EF15LP13) • Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico- -expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.). (BNCC–EF35LP10) • Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (BNCC–EF15LP04) • Inferir informações implícitas nos textos lidos. (BNCC–EF35LP04) • Ler / assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs argumentativos, dentre outros gêneros do campo político-cidadão, de acordo com as convenções dos gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema / assunto do texto. (BNCC– EF05LP15) • Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. (BNCC–EF35LP01) • Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas. (BNCC–EF05LP22) • Localizar informações explícitas em textos. (BNCC–EF15LP03) • Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (BNCC–EF35LP09) • Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve / para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (BNCC–EF15LP05) • Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesseda turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na Internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema / assunto do texto. (BNCC–EF05LP17) • Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (BNCC–EF35LP12) • Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto. (BNCC–EF35LP06) • Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. (BNCC–EF15LP18) • Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (BNCC–EF15LP06) • Selecionar livros da biblioteca e / ou do cantinho de leitura da sala de aula e / ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura. (BNCC–EF35LP02) • Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas. (BNCC–EF05LP26) • Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade. (BNCC–EF05LP27) • Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (BNCC–EF35LP07) • Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (BNCC–EF35LP08) • Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis. (BNCC–EF15LP08) Nesse capítulo, o aluno aprofundará seus estudos sobre os textos jornalísticos, presentes em diferentes suportes, tais como jornais, revistas, Internet, entre outros. A partir disso, atividades reflexivas são propostas abordando a interpretação e a estrutura textual dos gêneros reportagem, infográfico e entrevista. Na seção “Estudo da língua”, são trabalhados os conceitos dos pronomes demonstrativos e possessivos e seus usos. A seção “Estudo da escrita” apresenta atividades reflexivas que possibilitam a descoberta e a aplicação dos termos. Na seção “Língua ativa”, o conhecimento sobre os verbetes no dicionário é aprimorado com a descoberta das abreviaturas comuns nesse suporte, além da divisão silábica e da etimologia das palavras. A seção na “Ponta da língua” apresenta a proposta de realização de uma entrevista oral. A proposta de produção de uma reportagem dá ao aluno a possibilidade de aplicar os conhecimentos sobre os gêneros reportagem e entrevista, trabalhados no capítulo. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 272023_EF5_V1_POR_MP.indd 27 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 28 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR CAPÍTULO – 1 Antigas novas histórias para contar Página de abertura Página 2 Professor(a), o título do capítulo é “Antigas novas histórias para contar”. Antes de explorar a página de abertura, converse com os alunos sobre quais histórias antigas são essas e conte para eles algumas informações sobre a origem dos contos de fadas. Os contos de fadas são histórias de origem céltico-bretã (mostre em um mapa a região mencionada), em que a fada, um ser fantástico, tem grande importância. Os primeiros contos de fadas surgiram no século XVII, na França, quando Perrault registrou histórias da tradição oral que até então não haviam sido documentadas, tais como “A Bela Adormecida no bosque”; “Chapeuzinho Vermelho”; “O Barba Azul”; “O Gato de Botas”; “As fadas”; “Cinderela” ou “A Gata Borralheira”; “Henrique do Topete”; e “O Pequeno Polegar”. Na Alemanha, os irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm) foram grandes divulgadores dos contos de fadas, como “A Bela Adormecida”, “Branca de Neve e os sete anões”, “Chapeuzinho Vermelho”, “A Gata Borralheira”, “O ganso de ouro”, “Os sete corvos”, “Os músicos de Bremen”, “A guardadora de gansos”, “João e Maria”, “O Pequeno Polegar”, “As três fiandeiras”, “O príncipe sapo” e muitos outros contos. Hans Christian Andersen, importante escritor, criador do “Patinho feio”, escreveu contos baseados nos valores e na fé cristã, como a história “A pequena vendedora de fósforos”. Alguns contos e mais informações sobre os autores citados você pode encontrar no livro Contos de fadas de Perrault, Grimm, Andersen e outros, da editora Zahar. Explore com os alunos as ilustrações da página de abertura. Pergunte se eles identificam as histórias e incentive o uso da linguagem oral e a troca de experiências entre eles sobre as histórias que conhecem, seus personagens preferidos e os outros aspectos contidos nas perguntas. Veja se eles percebem os elementos incomuns presentes nas ilustrações (skate, celular, videogame, etc.). O objetivo é a coleta de conhecimentos prévios e a motivação para a leitura de contos. Não deixe de explorar também a curiosidade da turma sobre os contos parodiados que serão tratados no capítulo. A relação entre o título “Antigas novas histórias para contar” e as imagens refere-se ao fato de os contos de fadas serem eternos e universais, podendo ser recontados de gerações em gerações e agregados de novos valores e elementos da modernidade. Texto 1 – A princesa e o sapo O texto “A princesa e o sapo” pode ser apresentado para os alunos pela leitura do texto ou pelo filme produzido pela Disney. É importante perceber que essa história é contada em diferentes versões. A leitura desse texto será importante para que os alunos façam comparações com os intertextos que serão apresentados no capítulo. Por dentro do texto Página 5 Questão 01 Resposta: Na história lida, acontece o “final feliz”, pois o sapo transforma-se em príncipe e se casa com a princesa. Comentário: Professor(a), na correção dessa atividade, você pode buscar com os alunos mais informações sobre outros finais felizes. Você também pode retomar os contos abordados na página de abertura e relembrar com os alunos quais foram os finais felizes de cada um. Questão 02 Resposta: O conto “A princesa e o sapo” transmite muitas mensagens que podem ser mencionadas pelos alunos, entre elas, a importância de manter nosso compromisso, prometendo e cumprindo, honrando nossa palavra. Comentário: Faça perguntas que envolvam as mensagens que foram observadas, como o motivo de a princesa não cumprir o trato, o que a fez mudar de ideia e qual foi a consequência do cumprimento de sua promessa. Por dentro do gênero Página 5 Questão 01 Resposta: A) A princesa e o sapo. B) A princesa, o sapo e o rei. C) A história é sobre uma princesa que promete beijar um sapo caso ele a ajude, mas descumpre a promessa. Arrependida, a princesa beija o sapo, ele vira um príncipe e os dois se casam. Comentário: Professor(a), oriente os alunos a serem o mais objetivos possível, pois a finalidade dessa atividade é somente trazer uma ideia pontual sobre o enredo. Isso servirá para fazer a comparação com as histórias que serão apresentadas em seguida. Texto 2 – A princesa e o sapo do jeito que o príncipe contou Professor(a), peça aos alunos para lerem a históriaprestando atenção aos detalhes, já que ela apresenta linguagem não verbal. Pode-se também apresentar a história na íntegra, por meio do livro original. O aluno deve compreender que na linguagem não verbal não se utilizam as palavras para haver a comunicação. Ela expõe a mensagem por meio de outros elementos visuais que podem ser percebidos em várias situações do nosso cotidiano. Depois da observação das imagens de “A princesa e o sapo do jeito que o príncipe contou”, peça que os alunos comentem suas percepções sobre a história, os personagens, as semelhanças e as diferenças com a história “A princesa e o sapo”, já conhecida no texto 1 desse capítulo. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 282023_EF5_V1_POR_MP.indd 28 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 29Bernoulli Sistema de Ensino Por dentro do texto Página 7 Questão 01 Resposta: Cena Legenda 1 A princesa deixa a bola cair no lago, e o sapo consegue recuperá-la. 2 Agradecida, a princesa dá um beijo no sapo. 3 O sapo, ao ser beijado, assume a forma humana. 4 No dia do casamento, o príncipe e a princesa beijam-se novamente. 5 A princesa assume a forma de uma sapa e foge. Comentário: Várias legendas para as cenas da história de Maurício Veneza são possíveis na atividade. Certifique-se de que os alunos entendam o que é uma legenda e se elas estão coerentes com a imagem. Legendas são textos que acompanham uma imagem, dando-lhe um significado ou esclarecimento. É um texto curto, objetivo, que orienta o leitor sobre a imagem a que se refere. Intertextualidade Leia com a turma o quadro que apresenta o conceito de intertextualidade apresentado no livro do aluno. Antes, você pode apresentar alguns exemplos de intertexto para que os alunos já comecem a inferir sobre o assunto, por exemplo, um trecho da versão de “Atirei o pau no gato”, do cordelista Antônio Barreto: “[...] Atirei o pau no sapo Mas o sapo deu no pé. Quem atira pau em sapo, Um bom garoto não é. Atirei o pau no cão, O danado me mordeu. Eu chorei a noite inteira Pois a dentada doeu. [...]” BARRETO, Antonio. Atirei o pau no gato? 2. ed. Salvador: Edições Akadicadikum, [s.d.]. [Fragmento] Pergunte aos alunos qual foi a música que inspirou Barreto e como eles chegaram a essa conclusão. Veja se eles sabem exemplos de histórias ou imagens nas quais percebem a intertextualidade. Intertextualidade é a influência de um texto sobre outro. Entendemos a intertextualidade quando percebemos que os textos dialogam entre si, isto é, quando há marcas (explícitas ou implícitas) de um texto em outro. Questão 02 Resposta: A) Caso o aluno utilize como referência a narrativa textual “A princesa e o sapo”, como semelhanças, ele pode mencionar os personagens princesa e sapo, além da bola que cai no lago e é recuperada pelo sapo. Como diferenças, ele pode mencionar que, na história “A princesa e o sapo do jeito que o príncipe contou”, a princesa transforma-se em um sapo ao beijar o príncipe. Caso o aluno utilize como referência o filme da Disney, como semelhanças, ele pode mencionar, além dos personagens sapo, que as protagonistas viram sapinhas ao serem beijadas pelos príncipes e, como diferença, que não há no filme uma bola que cai no lago e é recuperada. B) Como exemplos de elementos fantásticos, pode-se mencionar a capacidade de o sapo falar e a transformação de sapo em seres humanos a partir de um beijo e vice- -versa. Tais fatos são fantásticos porque são impossíveis de acontecer no mundo real. Essa é uma característica dos contos clássicos. C) Podemos afirmar que há intertextualidade entre as duas histórias, pois há relação entre elas, tal como a presença dos mesmos personagens, parte do enredo, etc. É possível reconhecer no conto “A princesa e o sapo do jeito que o príncipe contou” a influência do conto “A princesa e o sapo” e do filme da Disney. D) O final feliz não acontece nas duas histórias. No texto 1, o conto apresenta final feliz, pois o feitiço do príncipe foi quebrado, e, no filme da Disney, o feitiço é quebrado para ambos os protagonistas, com a transformação deles novamente em humanos. Já na versão de Maurício Veneza, não há um final feliz, porque a princesa foge do seu casamento, com vergonha de ter se transformado em uma sapa. Estudo da língua Página 9 Substantivo Página 9 Inicie o estudo perguntando aos alunos: “Como vocês imaginam a comunicação em um mundo onde nada tenha nome? Imaginem: como vocês pediriam um produto que vocês precisam para um vendedor sem usar nomes?” Professor(a), conte a história a seguir para os alunos. Ela retrata um mundo sem substantivos. A terra sem nome Autor desconhecido Era uma vez uma coisa onde as coisas não tinham nome. E tudo o que se dizia era uma coisa só. Quando se ia à coisa em que se compram coisas, veja só que coisa: – Oi, seu fulano! Me dá aquela coisa. – Qual coisa? – Aquela coisa que a gente serve para usar a coisa. – Tem tanta coisa que a gente usa, que coisa você quer? – Aquela! – Mas, tem tanta coisa ali!! – Aquela coisa, que tá junto daquela outra coisa, entre aquela coisa e aquela outra coisa!!! – Ihh... não tô entendendo coisa nenhuma!!! – Posso ir lá pegar a coisa? – É... pode... – É essa coisa aqui, ó!! 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 292023_EF5_V1_POR_MP.indd 29 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 30 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR – Ah!! Eu achei que era a outra coisa! – Quanto custa? – R$ 2,45. – Obrigada! Se você achou uma coisa de louco, imagina só tentar chamar alguém... Numa tranquila tarde, senhoras reunidas para um chá: – Ô senhora! – Quem? Eu? – Não! A senhora ali! – Ah, tá, eu? – Não! Ela! – Eu? – Eu?! – Eu? – Não, a senhora! Um dia, resolveram dar nomes às coisas e cada coisa passou a ter sua identidade, não só as coisas, mas também as pessoas, animais, seres em geral. E a coisa onde as coisas não tinham nome passou a se chamar lugar e aquela coisa onde se compravam coisas ficou conhecida como mercado e as senhoras que tomavam chá passaram a se chamar Maria, Joana, Fátima, Sara... O que eu ainda não descobri é o nome daquela coisa que serve para usar a coisa! Você sabe o que é? Então me diz porque eu não aguento mais essa curiosidade!!! A TERRA sem nome. Disponível em: educartransforma. blogspot.com.br/2011/03/tabalhando-gramatica-de-for- ma-reflexiva.html. Acesso em: 20 nov. 2015. Após a leitura, verifique com os alunos o que eles perceberam sobre a importância dos substantivos. No capítulo, o conceito de substantivo e seu uso na Língua Portuguesa serão construídos. Nas atividades, os alunos começarão a diferenciar as maneiras de flexionar os gêneros do substantivo. Questão 01 Resposta: A) Garota / Magali B) Beijo C) Príncipe D) Pipoqueiro Comentário: Professor(a), como resposta ao item D, também pode ser apresentada a palavra “padeiro”. Oriente os alunos sobre as duas possibilidades ressaltando que é importante que seja apresentada apenas uma palavra como resposta. Questão 02 Resposta: Pessoal. Comentário: Espera-se que os alunos façam uma descrição de seu dia a dia utilizando substantivos. É importante que seja possível compreender todo o seu texto, assim como ocorreu com o texto de Ricardo Ramos. Essa atividade tem como objetivo fazer o aluno perceber como está rodeado de substantivos (nomes) e que eles são muito importantes na comunicação entre os seres humanos. Promova a discussão sobre a importância dos substantivos para a comunicação humana registrando a conclusão com os alunos. É importante estar atento(a) às descrições dos alunos e respeitá-las, pois cada um tem uma rotina específica. É bom lembrar que todas as rotinas devem estar compatíveis com a de uma criança de sua idade. Questão 03 Resposta: Uma sapa desejava encontrar um príncipe para ser beijada e virar princesa. / Certa vez, passou um príncipe perto do lago, / mas a sapa não o viu e acabou comendo mosca! Comentário: Oriente os alunosna transposição do texto em narrativa para os quadrinhos. O importante é que a sequência seja apresentada de modo lógico e com as mudanças adequadas quanto ao gênero dos substantivos. Caso os alunos questionem sobre a possibilidade de mudança da palavra “lago” para “lagoa”, oriente-os também quanto à aplicabilidade falha desse termo. Do mesmo modo, auxilie-os na mudança do artigo definido feminino, no trecho “não a viu”, para o masculino (“não o viu”), de modo que os alunos possam realizar a atividade de modo completo. Questão 04 Resposta: Houve mudança de gênero: sapo – sapa; princesa – príncipe. Também foi necessário mudar outras palavras: um – uma; beijado – beijada; o – a; a – o, para que o texto permanecesse adequado. Questão 05 Resposta: No quadro, as palavras pintadas de azul serão: aluno, companheiro, prima e gato (mudança de gênero trocando apenas a última letra); doutora, escritora, irmão e senhora (mudança de gênero suprimindo apenas a última letra). Questão 06 Resposta: A) Na frase “A jornalista acompanhou de perto todo o caso do ataque do Lobo Mau.”, a palavra que indica o gênero da jornalista e que deve ser circulada é o artigo “a”. B) Se a pessoa fosse do gênero masculino, a frase ficaria assim: O jornalista acompanhou de perto todo o caso do ataque do Lobo Mau. Comentário: Professor(a), leia com os alunos o box explicativo sobre a palavra “jornalista” e faça uma breve retomada sobre o uso dos artigos. C) No quadro, os substantivos que devem ser pintados de vermelho são: pianista, dentista, colega e estudante. Comentário: Comente com os alunos que há muitos exemplos de substantivos comuns de dois gêneros, tais como agente, artista, chefe, cliente, doente, fã, gerente, imigrante, indígena, intérprete, jovem, pianista, policial, selvagem, taxista, etc. Questão 07 Resposta: A palavra “jacaré” deve ser pintada de amarelo no quadro, e os alunos devem seguir a dica contida no box para responder à pergunta: O feminino de “jacaré” será “jacaré fêmea”. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 302023_EF5_V1_POR_MP.indd 30 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 31Bernoulli Sistema de Ensino Em seguida, os alunos deverão preencher o quadro com outros substantivos que nomeiam animais. Além de completar o quadro com o feminino e o masculino de borboleta (borboleta fêmea e borboleta macho), os alunos podem citar outros exemplos na tabela: baleia, cobra, onça, papagaio, girafa, besouro, aranha e pinguim. Para essas palavras, acrescentamos a palavra “fêmea” no feminino e a palavra “macho” no masculino. Comentário: Essa atividade apresenta para o aluno o uso dos gêneros em alguns adjetivos designadores de animais que são invariáveis até mesmo com o uso do artigo. Questão 08 Resposta: Na frase “A criança se divertiu ao ouvir as histórias.”, as palavras em destaque não permitem saber o gênero da criança, pois o substantivo criança tem um só gênero. Comentário: Apresente outros exemplos desse tipo de substantivo aos alunos: ídolo, criatura, vítima, cônjuge. Esses são substantivos sobrecomuns, que têm um só gênero e designam pessoas. Questão 09 Resposta: No quadro, os alunos devem pintar de verde as palavras “criança” e “pessoa”. Trata-se de palavras que mantêm a mesma forma para o masculino e o feminino, sem que haja diferenciação do artigo que as acompanha. Questão 10 Resposta: Letra D. Comentário: A palavra “testemunha”, assim como a que está pintada de verde no quadro, não se flexiona para designar o feminino ou o masculino, e o uso do artigo também é invariável. Questão 11 Resposta: As palavras do quadro que não foram pintadas e que devem ser flexionadas para o gênero oposto são carneiro / ovelha; príncipe / princesa; barão / baronesa; atriz / ator; mulher / homem. Apresente para os alunos o quadro que sucede o exercício mostrando a outra maneira de flexionar o substantivo em gênero. Certifique-se de que os alunos flexionarão corretamente os substantivos da atividade. Questão 12 Resposta: Pessoal. Sugestões: Pai e mãe, homem e mulher, cavalheiro e dama, zangão e abelha, cão e cadela, cavalo e égua. Comentário: Professor(a), se os alunos sentirem dificuldade em listar outros exemplos, oriente-os. Dê alguma pista que os faça lembrar de outros exemplos desse tipo de substantivo. Texto 3 – O sapo sapo Antes que comecem a ler o texto, proponha aos alunos uma reflexão. Explique que a próxima história é a de um sapo que pensava ser um príncipe transformado e faça perguntas como: “Que atitudes ele deverá tomar para desfazer o feitiço?”; “O título da história é ‘O sapo sapo’. Que relação existe entre o título e a história?” O aluno, por meio da troca de ideias com os colegas, deve expor oralmente seu ponto de vista sobre as questões propostas. Valorize todas as maneiras diversas de imaginar e pensar sobre o tema. Em seguida, solicite a leitura silenciosa do texto. Depois, peça que alguns alunos falem sobre o texto expondo o que acharam da história, o que os surpreendeu, etc. Depois da exploração oral do texto, proponha a realização das atividades escritas sobre ele, apresentadas nas próximas seções. Por dentro do texto Página 15 Questão 01 Resposta: A palavra “sapo”, repetida no título, refere-se ao fato de o sapo, na história, ser realmente um sapo, e não um príncipe transformado em sapo. Questão 02 Resposta: Letra C. Questão 03 Resposta: Letra D. Questão 04 Resposta: O final da história pode ser considerado feliz, pois o sapo descobriu a felicidade, mesmo sendo um sapo de verdade. Comentário: Como essa é uma atividade que exige uma justificativa do aluno, há a possibilidade de respostas diversas. O importante é verificar se ele compreendeu que o sapo teve um final feliz e checar se ele está desenvolvendo sua habilidade de interpretação. Antes de ler Página 16 A partir da leitura da imagem, os alunos formularão hipóteses para o texto que lerão. Trata-se de antecipar o que será lido. Solicite a verbalização das hipóteses formuladas e pergunte por que eles chegaram a tais conclusões. Texto 4 – Sapo dando sopa Peça que os alunos leiam o texto silenciosamente. Depois, peça que falem se a hipótese que cada um havia criado foi confirmada ou refutada pela história. Por dentro do texto Página 17 Questão 01 Resposta: A princesa foi correndo porque queria voltar a ser uma sapa. Questão 02 Resposta: As palavras indicam a transformação da princesa em sapa. Comentário: Professor(a), relembre os alunos que essas palavras são denominadas onomatopeias, e sua função na Língua Portuguesa é imitar sons, barulhos, ruídos e movimentos. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 312023_EF5_V1_POR_MP.indd 31 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 32 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 03 Resposta: O acontecimento surpreendente é o fato de a princesa ter se transformado em sapa. Comentário: No conto “Sapo dando sopa”, há uma quebra da expectativa do leitor, que é surpreendido pela transformação da princesa em sapa. Nos contos tradicionais, o sapo, que, na verdade, é um príncipe enfeitiçado, volta à sua forma original depois de beijar a princesa. Questão 04 Resposta: O título pode se referir, por exemplo, ao fato de, na história, o sapo estar desatento (dando sopa) e cantando a música antes de ganhar um beijo da princesa, afinal, a expressão “dar sopa” significa estar desatendo, vulnerável. Comentário: A resposta dessa atividade vai variar de acordo com a interpretação feita pelo aluno. É importante verificar se ele justificou de maneira coerente a relação que fez do título com o texto. Por dentro do gênero Página 17 Questão 01 Resposta: Os alunos deverão fazer uma comparação dos contos “O sapo sapo” e “Sapo dando sopa”. Elemento do enredo O sapo sapo Sapo dando sopa Situação inicial O sapo procura uma pepita de ouro para trocar por um beijo da princesa. Não encontrando, pinta uma pedra de dourado. O sapo canta, e a princesa, interessadaem voltar a ser sapa, beija-o. Conflito Beijado pela princesa, o sapo continuou sendo um sapo. O sapo continuou sapo depois de beijado, e a princesa transforma-se em uma sapa. Desfecho O sapo encontra uma sapa nadando no lago e fica feliz por ser um sapo. O sapo e a sapa vão felizes para o lago para beijar e beijar. Leia o quadro sobre narradores com os alunos fazendo uma preparação para responder à próxima questão. Questão 02 Resposta: A) Os narradores não participam dos fatos contados. B) Os dois textos apresentam narrador-observador. Uma passagem do texto que comprova isso no conto “O sapo sapo” é: “Ele cansou de procurar a pepita salvadora e não achou. Então ele pintou uma pedra com tinta dourada e cantou a música de chamar princesas beijoqueiras.” Um exemplo no conto “Sapo dando sopa” pode ser: “O sapo ficou olhando espantado para ela, que explicou para ele, na linguagem dos sapos, que, na verdade, ela não era uma princesa, mas uma sapa encantada transformada em princesa.” Nos textos, há vários outros exemplos, já que em ambos há a voz do narrador a todo momento. Características dos contos de fadas Para resolver a próxima questão, faça com os alunos a retomada das características dos contos de fadas. A atividade deve ser feita coletivamente, e você e os alunos deverão discutir sobre a presença dessas características nos dois contos. Questão 03 Resposta: A) Os elementos que caracterizam os contos “O sapo sapo” e o “Sapo dando sopa” são um acontecimento impossível (o beijo que transforma os personagens); a presença de princesas; a possibilidade de saber apenas que as histórias acontecem no passado, mas não há como saber exatamente quando, etc. Comentário: A discussão sobre quais elementos presentes nos textos os caracterizam como conto de fadas deverá girar a partir das marcas textuais do gênero. Você pode perguntar aos alunos de que forma cada uma dessas características aparece nos outros contos lidos até aqui. B) Os textos trazem elementos da modernidade não encontrados nos contos de fadas tradicionais, tais como princesas beijoqueiras e o enredo, que tem marcas de comicidade. Questão 04 Resposta: A) Pessoal. Espera-se que os alunos reconheçam que a história parodiada é “Alice no país das maravilhas”. B) Pessoal. Os alunos dirão se já viram ou não o filme. C) Pessoal. Na capa, os personagens parodiados são a Alice, representada pela Magali; o gato, que é o Cascão; o Cebolinha, o Chapeleiro Louco; a Rainha de Copas, que é a Mônica; e o coelho-branco, representado pelo Mingau. Comentário: Caso haja alunos que não conheçam o filme, veja a possibilidade de assisti-lo com a turma ou mostre algum trecho para os alunos compreenderem a semelhança da capa da revistinha com o filme. Professor(a), explique aos alunos que a paródia é um tipo de intertextualidade, pois reconhecemos no novo texto a presença de um texto feito anteriormente. A paródia é um texto que imita outro e tem como elemento principal a sátira. Paródia Mona Lisa Há muitas curiosidades acerca do quadro Mona Lisa. Se desejar, relate algumas delas aos alunos: Mona Lisa (ou La Gioconda) é uma famosíssima obra de arte feita pelo italiano Leonardo da Vinci. O quadro, no qual foi utilizada a técnica do sfumato, retrata a figura de uma mulher com um sorriso tímido e uma expressão introspectiva. Em 1516, Leonardo da Vinci levou a obra da Itália para a França, quando foi trabalhar na corte do rei Francisco I, o qual teria comprado o quadro. Depois disso, a obra passou por várias mãos, chegando até mesmo a ser roubada. Napoleão Bonaparte, por exemplo, tomou a obra para si. Em 1911, a obra de arte foi roubada pelo italiano Vincenzo Peruggia, que a levou novamente para a Itália. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 322023_EF5_V1_POR_MP.indd 32 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 33Bernoulli Sistema de Ensino Peruggia pensava que Napoleão havia tomado o quadro da Itália e levado para a França, assim desejou levar novamente a obra para sua terra natal. Uma das grandes discussões no meio artístico é sobre a mulher representada no quadro. Muitos historiadores acreditam que o modelo usado no quadro seja a esposa de Francesco del Giocondo, um comerciante de Florença. Outros afirmam que seja Isabel de Aragão, Duquesa de Milão, para a qual da Vinci trabalhou alguns anos. Para Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, Mona Lisa é um autorretrato de Leonardo da Vinci. Atualmente, o quadro fica exposto no Museu do Louvre, em Paris, França. Mona Lisa é, quase que certamente, a mais famosa e importante obra de arte da história, sendo avaliada, na década de 1960, em cerca de 100 milhões de dólares americanos, lhe conferindo, também, o título de objeto mais valioso, segundo o Guinness Book. Disponível em: http://www.brasilescola.com.br/ar- tes/mona-lisa.html. Acesso em: 19 nov. 2018. A Mona Lisa é uma das obras mais parodiadas do mundo. No site http://listas.20minutos.es/lista/100-parodias-de- la-mona-lisa-cual-es-tu-favorita-362818/, você encontra outros exemplos de paródia dessa obra. Selecione algumas que julgar mais interessantes para mostrar para a turma. Depois, pode ser interessante pedir aos alunos para que façam, em folha de papel avulsa, a sua própria versão da Mona Lisa. Questão 05 Resposta: A) Os elementos da obra original que permaneceram foram a pose da retratada, a vestimenta e o cenário de fundo. Pode-se dizer que o sorriso também. B) Os elementos modificados foram: alguns acessórios, a fisionomia das retratadas (rosto, cabelo, etc.) Questão 06 Resposta: As obras podem ser consideradas paródias, pois fazem uma relação bem-humorada com o quadro Mona Lisa. Produção textual Página 22 Essa produção textual exige muita criatividade e a compreensão dos alunos sobre a paródia. Leia e cante com eles o exemplo da versão de “Ciranda cirandinha” apresentada na seção. Para facilitar ainda mais a compreensão da proposta, você pode escrever no quadro, lado a lado, o trecho da versão original e o trecho parodiado para que os estudantes possam perceber a relação entre as duas versões. Em seguida, você pode propor a eles o término coletivo dessa paródia para que comecem a perceber estratégias de composição. Quando todos tiverem compreendido a proposta, oriente-os a escolherem uma música com a qual eles acreditem ter facilidade para trabalhar. Músicas pequenas com versos simples podem ajudar. É preciso que a versão deles se encaixe na base da melodia e faça sentido. Nivele essa tarefa de acordo com o perfil de seus alunos. Se achar difícil para a turma, você pode sugerir uma mesma música para todos ou apenas um refrão. Você pode também variar o tema, propondo outros assuntos. Ao final da atividade, você pode fazer um concurso em que os alunos apresentam suas versões para a turma e eles votam na música que mais gostaram. Deixe que os alunos decidam se gostariam de participar ou não do concurso. Língua ativa Página 24 Marcas de oralidade em textos escritos Página 24 De acordo com os Parâmetros Nacionais do Livro Didático, entre os objetivos centrais do ensino da língua materna, está a apresentação da variação linguística. É importante que, em sala de aula, haja a reflexão e compreensão da variação linguística para proporcionar o convívio democrático com a diversidade dialetal do país, evitando o preconceito e valorizando as diferentes possibilidades de uso da Língua Portuguesa tanto na linguagem escrita quanto na oral. Inicie uma conversa com os alunos perguntando se eles acham que no Brasil todos falam da mesma forma e questione se eles têm exemplos de pessoas que falam de maneira diferente da deles. Dê exemplos de variações que eles possam perceber com mais facilidade, por exemplo, como falam os artistas do Nordeste, do Rio de Janeiro, o personagem Chico Bento, etc. Em seguida, leia com a turma o esquema que divide a variaçãoem grupos relacionados a diversos fatores. Você pode apresentar as definições de cada grupo por meio de exemplos. Para que você, professor(a), saiba mais sobre a variação linguística, acesse o site: • https://www.youtube.com/watch?v=pWvuF0U9zv4. Você também pode assistir com os alunos ao vídeo: • https://www.youtube.com/watch?v=_Y1-ibJcXW0. Nele, os alunos vão ver as diferentes situações de uso da língua e perceber como esse assunto faz parte do cotidiano de cada um. O texto “Antigamente”, de Carlos Drummond de Andrade, ilustra muito bem a variação linguística ligada ao tempo. Acesse o link a seguir para conhecê-lo: • h t tp: / /www.a lgumapoes ia . com.br /drummond/ drummond07.htm. Questão 01 Resposta: O texto reproduz a forma de falar de uma pessoa simples e sem estudo que conta como é a sua vida. Comentário: Professor(a), é preciso deixar claro para o aluno que não são todas as pessoas simples ou sem estudo que falam dessa maneira, pois a variação está presente em vários grupos de falantes e ocorre de diversas maneiras. É importante frisar também que alguns alunos podem associar o estilo do texto ao modo de falar de pessoas mais velhas ou do interior. Analisem juntos as justificativas dadas e abra as possibilidades para outras respostas. Espera-se que o aluno perceba que, quando um autor escreve tal como se fala, ele tem a intenção de caracterizar aquele personagem o mais parecido com a realidade. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 332023_EF5_V1_POR_MP.indd 33 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 34 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 02 Resposta: A) A expressão “nem ligou” tem o sentido de não dar atenção, não se importar. B) Essa expressão faz parte da linguagem informal, usada no dia a dia, em situações de maior descontração e informalidade, pois a expressão “nem ligou” foi usada no sentido figurado. Questão 03 Resposta: A) Ela aparenta uma adolescente, pois seu jeito de falar traz gírias comuns ao grupo de pessoas dessa idade. B) “Mico” significa passar vergonha. “Zoada” significa que foi alvo de zombaria. Pensando sobre... Página 27 Professor(a), muitas vezes, ouvimos os alunos dizerem que não sabem falar o português ou que conhecem pessoas que “falam o português errado”. A partir das questões propostas nessa seção, propicie a troca de ideias sobre a importância da existência de uma norma-padrão, mas também a das variações linguísticas, comuns a cada comunidade, região, faixa etária, cultura, tempo, entre outros. Considerar certas ou erradas, superiores ou inferiores algumas dessas linguagens pode se caracterizar como preconceito linguístico. E, em nossa sociedade, o preconceito existe ainda mais forte sobre as variantes linguísticas comuns às regiões e classes sociais menos favorecidas. Outro aspecto relevante é a reflexão sobre as situações de uso da língua. Há situações comunicativas em que optamos pela norma culta e há outras em que optamos por uma língua mais informal. Também é importante ressaltar que a língua não é pronta e acabada. Ela é constantemente modificada por seus falantes. Devemos, então, aceitar esse movimento de mudança da língua, mas, ao mesmo tempo, aprender suas regras, para que ela continue a existir. Produção textual Página 27 A proposta da produção pede que o aluno destaque do material complementar as imagens e cole-as em uma sequência lógica. Essa atividade tem como objetivo testar a habilidade do aluno de ordenar os fatos numa sequência lógica, confirmando sua capacidade de interpretação e organização do texto. O próximo passo é realizar a transcrição da história para a linguagem verbal. A transformação do texto não verbal em texto verbal envolve a habilidade de escrever a história sob uma nova perspectiva, em que os elementos visuais dão lugar à narração. Reforce com os alunos a importância de se ter atenção a aspectos como pontuação, para o uso correto das maiúsculas e dos parágrafos. Depois de escritos os textos, propicie sua exposição entre os alunos. Estudo da escrita Página 28 Vogais, semivogais e consoantes Página 28 Professor(a), nessa seção, faremos reflexões relacionadas à fonologia (fono = som e logia = estudo) das palavras: o reconhecimento de vogal, semivogal e consoante, que são importantes para o estudo dos encontros vocálicos. Questão 01 Resposta: As semivogais estão destacadas nas palavras a seguir: deu, história, série, cuidado, leite, céu. Encontro vocálico Página 29 Professor(a), relembre com os alunos os conceitos de hiato, ditongo e tritongo, apresentados no livro do aluno, e acompanhe os exemplos. Questão 02 Comentário: Professor(a), faça o jogo da forca com a turma. Faça na lousa as lacunas para as palavras sugeridas a seguir. Dê como pista os encontros vocálicos (ditongo, hiato ou tritongo). Desenhe a forca e lance a questão: descubram qual é a palavra oculta antes de o bonequinho ficar com a corda no pescoço. Sugestões de palavras: Tritongo: Paraguai, quão, saguão; hiato: saída, poesia; ditongo: ouvido, mão, série. Estudo da língua Página 30 Plural dos substantivos Página 30 Professor(a), o quadro a seguir pode ajudá-lo(a) no conhecimento das regras para formação do plural dos substantivos. Regras para o plural dos substantivos Acrescenta-se s aos substantivos terminados em vogal ou ditongo e aos substantivos terminados em n. Exemplos: cajá(s), café(s), cipó(s), hífen(hifens). Aos substantivos terminados em r, s ou z, acrescenta-se es. Exemplos: cantor / cantores; gás / gases; feroz / ferozes. Oxítonos ou monossílabos tônicos terminados em s recebem es. Exemplos: mês / meses. Nos substantivos terminados em l, precedidos de a, e, o, u, substitui-se o l por is. Exemplo: canal / canais; anel / anéis; farol / faróis; azul / azuis. Nos substantivos terminados em il, troca-se por is se forem oxítonos ou para eis se forem paroxítonos. Exemplos: anil / anis; projétil / projéteis. Nos substantivos terminados em ão, acrescenta-se s ou troca-se ão por ães ou por ões. Exemplos: são / sãos; pão / pães; pião / piões. Nos substantivos terminados em m, troca-se m por ns. Exemplos: álbum / álbuns; homem / homens. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 342023_EF5_V1_POR_MP.indd 34 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 35Bernoulli Sistema de Ensino Ao iniciar o assunto “plural dos substantivos”, peça aos alunos que relacionem as palavras da primeira coluna com seus respectivos plurais presentes na segunda leitura. 1. batom 2. cárie 3. pólen 4. jornal 5. anzol 6. canil 7. fóssil 8. cidadão 9. luz 10. gás 1 batons 6 canis 9 luzes 7 fósseis 2 cáries 10 gases 3 polens 4 jornais 5 anzóis 8 cidadãos Questão 01 Resposta: Não existe apenas uma maneira de formar o plural dos substantivos, pois, nas palavras da atividade anterior, aparecem casos em que só é inserido um s no final da palavra (cárie, pólen, cidadão) e, em outros casos, o final da palavra é substituído: as que terminam com m passam a terminar com ns (batom); al e ol se transformam em is (jornal, anzol); em z acrescenta-se es (luz). Questão 02 Resposta: As palavras modificadas ficarão: mães, livros, camas, chapéus. Questão 03 Resposta: Quando as palavras terminam em vogais ou em ditongo, o plural da palavra é formado acrescentando a letra s. Questão 04 Resposta: A) As palavras no plural ficarão assim: jovens, sons, nuvens e homens. B) Formamos o plural das palavras terminadas em m retirando o m e acrescentando ns. Questão 05 Resposta: Os plurais das palavras serão: açúcares, raízes, juniores, deuses, meses. Questão 06 Resposta: A) As palavras flexionadas no plural serão: • anéis e anzóis. • fósseis e frágeis. Após a flexão, os alunos deverão elaborar uma frase. Portanto, haverá muitas possibilidades de respostas. Analise se as frases estão coerentes e bem escritas. B) Os substantivos terminados em L flexionam-se no plural de duas maneiras: • Quando a palavratermina com el e ol, passamos para o plural trocando o l por is. É o caso de anel / anéis e de anzol / anzóis. • Quando a palavra termina em il, passamos para o plural trocando il por eis. É o caso das paroxítonas fóssil / fósseis e frágil / frágeis. Comentário: Professor(a), a resposta pode ser elaborada baseando-se nas palavras apresentadas no exercício. Mas é importante lembrar que, no primeiro caso, também podemos acrescentar as palavras terminadas em al e ul: quintal / quintais e azul / azuis; e que, no segundo caso, podemos acrescentar o caso das palavras oxítonas terminadas em il, que passam a ter is no plural: canil / canis. Questão 07 Resposta: A) Os ônibus passaram muito cheios. B) Cristiano gosta de manter seus lápis apontados. Questão 08 Resposta: Pessoal. Comentário: Professor(a), se os alunos tiverem dificuldades, oriente-os para que consigam responder à questão. Alguns exemplos de substantivos que não variam em número são: tênis, pires, vírus, atlas. O grau do substantivo Página 33 Após ler as explicações sobre os graus dos substantivos, converse com os alunos sobre outros exemplos de palavras modificadas pelo grau. Questão 09 Resposta: Devem ser circuladas as terminações -inho e -ão. Questão 10 Resposta: A) Duas palavras terminadas em -ão que não estão no aumentativo são “tão” e “não”. B) Uma palavra terminada em -inha que não está no diminutivo no texto é “tinha”. Questão 11 Resposta: A) No balão, as palavras que estão escritas no grau aumentativo e que devem ser circuladas são “bocarra”, “tamanhão”, “homenzarrão” e “rapagão”. Comentário: Professor(a), há casos especiais da flexão do grau do substantivo que devem ser trabalhados com os alunos. Você pode pedir para que eles escrevam como é o aumentativo de “amigo”, “animal”, “boca”, “chapéus”, “criança”, “povo”, “rapaz”, “pedra”, entre outros. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 352023_EF5_V1_POR_MP.indd 35 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 36 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR B) A fala do primeiro balão no grau diminutivo ficará assim: “Eu juro! Veio um leão com uma boquinha desse tamaninho! Qualquer rapazinho, homenzinho tremeria de medo, mas eu pulei em cima dele e salvei todo mundo!” Questão 12 Resposta: A) O grau normal dos substantivos que estão no aumentativo fica assim: “forno”, “rapaz”, “povo” e “muro”. B) O grau normal dos substantivos que estão apresentados no diminutivo fica assim: “caixa”, “livro”, “palácio” e “mala”. Comentário: Professor(a), trabalhe com os alunos outras formas de flexionar o substantivo no diminutivo (forma sintética), tais como animal / animalejo; cão / canicho; língua / lingueta; livro / livreto; rapaz / rapazote; rua / ruela. Questão 13 Resposta: Letra C. Comentário: A palavra “amigão” na frase transmite a ideia de afeto. Produção textual Página 36 A proposta da produção está explicada passo a passo. Incentive a realização cuidadosa de cada um dos passos, que devem ser feitos em dias diferentes. Professor(a), a proposta é que os alunos escrevam, em grupos, uma paródia para um conto de fadas. A atividade tem como objetivo testar a habilidade do aluno em parodiar um texto. Auxilie os alunos na criação do texto sugerindo contos a serem parodiados e discutindo com eles a possibilidade de modificação do texto. Já aprendi! Página 38 Questão 01 Resposta: A) Tirinha 1: faz referência à fábula “A cigarra e a formiga”. Tirinha 2: faz referência ao conto “Aladim e a lâmpada maravilhosa”. B) Tirinha 1: os elementos que fazem perceber as relações são a cigarra tocando violão e as formigas como personagens e a menção ao trabalho na letra da música cantada pela cigarra. Tirinha 2: os elementos são o gênio da lâmpada e a chance de a Magali fazer um pedido a ele. C) Sim, as tirinhas são paródias porque apresentam, de maneira bem-humorada, uma nova versão de histórias já existentes. D) Tirinha 1: o tom de humor é provocado pelo fato de a cigarra estar trabalhando e ter as formigas como plateia. Tirinha 2: o tom de humor é provocado pela escolha do pedido da Magali e por ele gerar muito trabalho para o gênio da lâmpada. E) Sem conhecer os contos, as relações com a paródia não seriam estabelecidas, pois o leitor não teria bases para identificar a intertextualidade entre os textos. F) Tirinha 1: sou, seu. Tirinha 2: glorioso, dia, não. G) Ditongos: sou, seu, não. Hiatos: glorioso, dia. Questão 02 Resposta: O tipo de variação linguística apresentada no texto é a de tempo, porque no texto são usadas palavras que já caíram em desuso, como “constipação”, “perrengue” e “botica”. Questão 03 Resposta: Letra D. Questão 04 Resposta: Letra D. Questão 05 Resposta: Letra C. Comentário: A palavra “criatura” é um substantivo sobrecomum, pois nem com a presença do artigo é possível definir se a palavra está empregada no gênero feminino ou masculino. Questão 06 Resposta: Girafa macho / girafa fêmea; formiga macho / formiga fêmea; arara macho / arara fêmea. Questão 07 Resposta: Letra C. Questão 08 Resposta: Letra B. Comentário: Professor(a), atente para a palavra “boca”, que forma um aumentativo distinto das demais presentes no exercício, pois o grau de aumento delas se forma com o emprego do sufixo -ão. Questão 09 Resposta: A) Amores. B) Faróis. C) Armazéns. D) Canais. E) Raízes. F) Papéis. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 362023_EF5_V1_POR_MP.indd 36 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 37Bernoulli Sistema de Ensino CAPÍTULO – 2 De malas prontas Página de abertura Página 42 Explore a página de abertura conversando com os alunos sobre o título do capítulo (“De malas prontas”). Pergunte quais gêneros textuais eles acham que serão abordados. Explique que os textos relatarão viagens e propicie a troca de experiências e o gosto acerca do “viajar”. A fala de Amyr Klink – “Hoje entendo bem meu pai... Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor e o oposto. Sentir a distância [...]” – deve ser discutida. Nela, Klink menciona a viagem como fonte de crescimento e superação do ser humano. No site de Amyr Klink, você pode ter acesso à biografia do velejador, a fotos e a relatos de suas viagens, além de poder acessar informações sobre embarcações e expedições marítimas: http://www.amyrklink.com.br/. Compartilhe suas descobertas com os alunos. Antes de ler Página 44 Propicie a troca de ideias sobre as questões abordadas. É importante que você valorize e enfatize o respeito às diversas opiniões e a valorização das perguntas. A seção cita o livro Cem dias entre o céu e mar (Companhia das Letras), de Amyr Klink, um relato da sua trajetória. Texto 1 – A creche de baleias Solicite a leitura silenciosa e, depois, oral do texto. Chame a atenção dos alunos sobre as palavras do glossário. Peça que eles observem a imagem de Amyr Klink que acompanha o texto. No texto, Amyr diz: “Setembro começou com temporais e mar agitado, que me faziam lembrar a paisagem dos negros dias passados na corrente de Benguela.” Explique aos alunos que a Corrente de Benguela é como se denominam as correntes frias e secas que provocam o deserto do Calaari ou deserto da Namíbia. Aproveite para mostrar aos alunos a localização dessa corrente. Ele também diz “A escova de dentes presa na alça do rádio, os parafusos fixos no teto, os livros enfiados no fundo, o compasso e a carta do Atlântico apoiados na parede.” Explique a expressão “compasso e a carta do Atlântico”: carta náutica (compasso, esquadro, réguas paralelas). Trata-se de instrumentos com os quais se traçam os rumos, calculam-se distâncias e marca-se o ponto. Por dentro do texto Página 46 Questão 01 Resposta: Pessoal. Comentário: Os alunos apresentarãodiversas respostas. Valorize as justificativas de cada um deles e mostre a importância de os alunos perceberem que os seres humanos são diferentes e de respeitarem essas diferenças. Questão 02 Resposta: Algumas passagens do texto em que Amyr Klink revelou o local onde ele se encontrava são: “sem dúvida, a mais confortável, deliciosa e desejada cama de todo o Atlântico.” e “Mas o que fariam tão indefesos baleotes, órfãos de pai e mãe, em pleno oceano?” Questão 03 Resposta: Letra D. Questão 04 Resposta: No mar, as ondas eram altas como morros, que impediam Amyr de ver o horizonte. Questão 05 Resposta: Amyr Klink disse que os dourados não fugiram, como fariam na presença de um golfinho, e que o filhote não tinha bico. Questão 06 Resposta: Amyr estava no centro de uma “creche de baleias”, pois estava cercado por sete filhotes de baleia que brincavam ao redor do barco. Por dentro do gênero Página 48 Questão 01 Resposta: A finalidade do texto é relatar uma experiência vivida por Amyr Klink. Comentário: No texto, Amyr Klink fez uma façanha ao transpor o Oceano Atlântico em um veleiro. Em sua narrativa, Klink fala sobre sua experiência no mar descrevendo a paisagem e acontecimentos interessantes, como apresentar um dia de um navegador e contar sobre a sua experiência com as baleias. Questão 02 Resposta: O relato de viagem lido tem como público- -alvo leitores mais maduros, interessados em aventuras ou em viagens. Questão 03 Resposta: A linguagem do texto é formal e mais madura, voltada para o seu público-alvo. Questão 04 Resposta: Há várias formas verbais no relato de Amyr que indicam o tempo passado, como “desliguei”, “acendi”, “abri”, “continuei”, “estava”, etc. Comentário: Professor(a), o objetivo dessa questão é fazer com que os alunos identifiquem o tempo passado como uma das características desse gênero textual. Aproveite para mostrar isso aos alunos solicitando que alguns deles contem para a turma alguma experiência vivida em uma viagem, por exemplo. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 372023_EF5_V1_POR_MP.indd 37 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 38 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 05 Resposta: O trecho reescrito na terceira pessoa ficará da seguinte forma: “Sentou-se de novo, sem fazer barulho e, cuidadoso, procurou sair da ‘creche’ sem despertar a ira dos enormes pais”. Comentário: Professor(a), aproveite o momento para relembrar com os alunos os conceitos e características de narrador-personagem e narrador-observador. Questão 06 Resposta: Pessoal. Sugestão: “A escova de dentes presa na alça do rádio, os parafusos fixos no teto, os livros enfiados no fundo, o compasso e a carta do Atlântico apoiados na parede”. Antes de ler Página 50 Professor(a), procure saber o que seus alunos conhecem sobre diário de bordo. Levante hipóteses a respeito do tema. Explore as perguntas apresentadas, discuta com os alunos sobre a importância de planejar a viagem, obter informações sobre o lugar para onde vai, etc. Para ampliar o conhecimento sobre o gênero textual, questione quem conhece a família Schurmann. No link schurmann.com.br. você encontra informações sobre o diário de bordo dessa família, construído durante suas inúmeras viagens. O documentário O mundo em duas voltas é muito interessante. Ele apresenta o diário de bordo da família Schurmann na viagem em que refizeram a rota de Fernão de Magalhães, a bordo do veleiro Aysso, que, em tupi, significa “belo, formoso”. No documentário, Vilfredo Schurmann diz que, em um barco, cada um cumpre o seu papel, de forma responsável e autônoma, e tem a maior confiança do grupo. Schurmann diz que “viaja-se não para encontrar respostas, mas para se ter mais perguntas”. Essa fala nos faz refletir sobre a eterna busca do ser humano pelas questões relativas a ele mesmo e também sobre o desejo de aprender, que é infinito, pois, quanto mais se sabe, mais há por saber. O medo em uma embarcação é um grande amigo, pois faz com que o cuidado, a disciplina e o respeito pela natureza existam. O título O mundo em duas voltas relata ora a viagem dos Schurmann, ora a história de Fernão de Magalhães. Texto 2 – Diário de viagem Converse com os alunos sobre a semelhança dessa narrativa com um texto de diário “convencional”. Mostre como as características são parecidas. O que muda é o conteúdo, pois os diários de viagem são narrativas específicas sobre esse tipo de experiência. O texto 2 é o relato de uma menina que viaja com sua avó para a Tailândia. Por dentro do texto Página 51 Questão 01 Resposta: O local é Chiang Mai, na Tailândia. Questão 02 Resposta: A autora está empolgada. No início do texto ela diz que o dia foi incrível e, em outro momento, ela se sente sortuda por poder assistir ao desfile do Festival das Flores. Questão 03 Resposta: A autora compara o desfile do Festival das Flores com os desfiles de Carnaval do Brasil, dizendo que os tailandeses são mais comportados que os brasileiros. Questão 04 Resposta: No texto, a narradora conta sobre os lugares que está conhecendo e menciona a presença de um guia de viagem. Por dentro do gênero Página 52 Questão 01 Resposta: Pessoal. É importante que os alunos percebam que pode ser interessante registrar momentos vividos em uma viagem, para relembrá-la ou para contar o que ocorreu para outras pessoas. Explique aos alunos o que é um diário de bordo lendo e comentando o box que traz informações sobre esse gênero textual. Um diário de bordo é um registro dos acontecimentos mais importantes ocorridos durante uma viagem marítima, aérea e outras. Pensando sobre... Página 53 A ideia de turismo responsável em ambientes preservados surgiu no final da década de 1980, quando biólogos, cientistas e amantes da natureza decidiram estabelecer critérios para os visitantes irem a ambientes frágeis sem alterar a paisagem com lixo ou provocar outro tipo de impacto. Foram instaladas as primeiras plaquinhas de madeira que apresentavam o mantra do ecoturismo: “Da natureza nada se tira, a não ser fotos; nela nada se deixa, a não ser pegadas; e dela nada se leva, a não ser lembranças”. Propicie a troca de ideias e experiências entre os alunos sobre as questões propostas na seção. A seção é uma boa ferramenta de conscientização dos alunos sobre a necessidade de respeitar a natureza. Portanto, professor(a), é importante ficar atento(a) às respostas dos alunos para que alguma reflexão de desrespeito à natureza não seja vista como adequada. Os links a seguir contêm textos que podem ampliar os conhecimentos sobre o ecoturismo e como reduzir os impactos ambientais no turismo. Acesse-os: • http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/pagina22/ article/view/29365/28215. • https://www.turismodeexperiencia.com.br/entenda-o-que- e-turismo-responsavel/. Produção textual Página 53 A proposta de produção de texto tem como finalidade a aplicação dos conhecimentos referentes ao gênero textual relato de viagem, construído a partir das leituras e atividades presentes no capítulo. Peça aos alunos que tragam para a sala de aula fotos de suas viagens para compartilhar suas experiências com os colegas. Os alunos darão depoimentos sobre os lugares visitados e seus pontos de vista sobre eles. Retome com a turma as características de um relato de viagem. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 382023_EF5_V1_POR_MP.indd 38 01/09/2022 07:43:5801/09/2022 07:43:58 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 39Bernoulli Sistema de Ensino Na ponta da língua Página 55 Essa seção tem como objetivo desenvolver nos alunos as habilidades ligadas à oralidade. É interessante observar também que, por meio dela, os alunos poderão perceber como relatos de um mesmo fato podem apresentar versões diferentes. Estudo da língua Página 55 Quem nasce no Brasil é brasileiro. E quem nasce no meu estado é o quê? Página 55 Professor(a), o conceito, função e aplicação do adjetivo pátrio são trabalhados na seção. Mapas, roteiros de viagem,relatos de viagem e diários de bordo podem ser utilizados. Sugestão: peça que os alunos tracem um roteiro de viagem, listando alguns países ou cidades pelos quais passariam. Depois, pergunte: como seriam chamadas as pessoas nascidas em cada um desses lugares? Questão 01 Resposta: Pessoal. Professor(a), avalie se o aluno compreendeu o que é adjetivo pátrio e, consequentemente, o seu uso. Questão 02 Resposta: 1. Argentina 2. Chile 3. Uruguai 4. Austrália 5. Nova Zelândia 6. China 7. Indonésia 8. Japão 4 australiano / australiana 6 chinês / chinesa 2 chileno / chilena 7 indonésio / indonésia 3 uruguaio / uruguaia 8 japonês / japonesa 1 argentino / argentina 5 neozelandês / neozelandesa Professor(a), seguem sugestões para o trabalho com o mapa do Brasil que buscam apresentar os estados e adjetivos pátrios correspondentes: • Peça que os alunos leiam o mapa e pergunte: “O que informa o mapa?” • Pergunte o que significam as siglas em cada local brasileiro (estados e Distrito Federal). Oralmente, pergunte o significado de algumas siglas como AM, AC, RO, RR, AP, entre outras. • Faça perguntas orais explorando o mapa, por exemplo: “Como são chamadas as pessoas nascidas no Rio Grande do Sul? E no Ceará? E em Pernambuco?” • Peça que os alunos destaquem, no mapa, os locais dos estados para os quais já viajaram ou que já conheceram. Em seguida, peça que eles construam frases que apresentem algum aspecto cultural, sem reforço de estereótipos, do povo daquelas localidades. Por exemplo: em Minas Gerais, os mineiros gostam muito de pão de queijo. Bernoulli Play Página 56 Adjetivos pátrios No game “Adjetivos pátrios”, as crianças vão trabalhar os gentílicos dos estados brasileiros e dos países da América do Sul. Incentive o uso do objeto de aprendizagem pelos alunos ou jogue com eles em sala de aula. Antes de ler Página 57 Propicie a troca de ideias sobre as questões levantadas, pergunte também sobre quem já viajou de ônibus, carro, trem, avião ou navio. Depois das hipóteses levantadas, a partir do título, peça aos alunos que leiam o texto, observando também a linguagem não verbal, e leve-os a concluir se as hipóteses apresentadas pela turma acerca do texto foram confirmadas. Por dentro do texto Página 58 Questão 01 Resposta: Não, porque ele orienta o leitor a escolher um destino para poder organizar, a partir daí, a viagem. Questão 02 Resposta: avião. Questão 03 Resposta: Todas as dicas e orientações são para serem tomadas antes de chegar ao destino, pois elas servem para o leitor fazer o roteiro, se orientar e se organizar para a viagem. Questão 04 Resposta: A) As vantagens são, por exemplo, saber levar roupas adequadas, de acordo com a estação do local de destino, além de poder evitar os fenômenos naturais catastróficos. B) Chuvas intensas, furacão, tsunamis, terremotos, etc., a depender do lugar para onde vai. Questão 05 Resposta: O título está bem apropriado, pois ele já informa ao leitor que se trata de orientações para viajar, que se trata de um texto instrucional. Questão 06 Resposta: Pessoal. Comentário: Professor(a), é importante que os alunos observem que essa dica de pesquisa ajuda o viajante a obter informações preciosas sobre o local de destino, podendo, assim, se planejar melhor para a viagem e até decidir se será esse realmente o seu destino de viagem. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 392023_EF5_V1_POR_MP.indd 39 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 40 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 07 Resposta: Fazer a agenda da viagem significa escolher, organizar a rota, horários e dias dos passeios da viagem. Por dentro do gênero Página 59 Questão 01 Resposta: ajudar o leitor a planejar uma viagem. Questão 02 Resposta: Sim, é muito importante, pois esse texto instrui, orienta o leitor / viajante a planejar e organizar a viagem desejada. Questão 03 Resposta: Os alunos podem transcrever cinco dos verbos que estão no imperativo, indicando uma ordem, um conselho: escolha, fuja, chegue, tome, planeje, pesquise, respeite, faça, contrate, converse, verifique e use. Comentário: Professor(a), leve os alunos a observarem a importância do uso desses verbos no modo imperativo na construção das intencionalidades e finalidades desse texto instrucional. Questão 04 Resposta: Esse texto é do gênero textual roteiro de viagem porque tem por objetivo instruir, orientar as pessoas sobre como planejar e organizar uma viagem. Para isso, faz uso de verbos no modo imperativo, direcionando as ações do leitor. Produção textual Página 60 Professor(a), oriente os alunos nessa conversa / pesquisa com a família, leve-os a buscar informações, curiosidades, opiniões sobre as paisagens que a cidade possui. Leve-os também à biblioteca da escola para consulta de revistas, jornais, livros e mapas. Algumas sugestões de perguntas para a pesquisa dos alunos com os adultos da família: • Por que sua cidade recebeu esse nome? • Em quais lugares você brincou? • O que sua cidade tem de especial? • Qual paisagem ou lugar, na sua cidade ou estado, que mais o(a) encanta? • Quais são os marcos históricos de sua cidade? • Quantos anos ela tem? • Quais paisagens e lugares são mais frequentados e por quê? • Quais paisagens e lugares da sua cidade são especiais e importantes? Por que são especiais e importantes? • Quais paisagens e lugares merecem ser visitados: o centro histórico, a arquitetura, as atrações culturais e naturais? • Se fosse convidar alguém para conhecer a sua cidade, que lugares e paisagens você mostraria para esse visitante? Divida a turma em seis grupos de acordo com as seções do texto a ser produzido: Grupo 1: Como chegar Grupo 2: Onde ficar Grupo 3: O que levar Grupo 4: Onde comer Grupo 5: O que fazer (centro histórico e arquitetura) Grupo 6: O que fazer (atrações culturais e naturais) Deixe dois grupos responsáveis pela seção “O que fazer”, pois um irá produzir sobre o centro histórico e a arquitetura e o outro sobre as atrações culturais e naturais. Oriente os grupos a trocarem as informações entre eles para que as seções que irão escrever tenham mais riqueza de informação. Depois de finalizado nos grupos a escrita das seções do guia, organize com eles, na lousa, a produção coletiva do guia turístico. Estimule-os a criarem um título bem atrativo, depois a escolherem uma imagem / fotografia do lugar. Ajude-os a organizar o texto em seções e subtítulos e ir inserindo os textos / seções escritos pelos grupos: COMO CHEGAR, ONDE FICAR, O QUE LEVAR, ONDE COMER, O QUE FAZER. Faça uma leitura de todo o texto junto com a turma para fazerem as correções e reescrita. Organize, junto com a turma, uma mostra / exposição na escola do guia turístico produzido que pode ter como título “Minha cidade, nossa terra”. Faça desse momento um momento de apreciação dos textos e de valorização da cidade. Estudo da língua Página 62 Locução adjetiva Página 62 Professor(a), nessa seção, o conceito, a função e a aplicação do adjetivo e da locução adjetiva serão formados. Incentive a observação, a análise e a troca de ideias sobre sua construção. Questão 01 Resposta: A) Adjetivo usado com a palavra “barulho” no texto: delicioso. B) Locução adjetiva usada na palavra “madrugada” no texto: de domingo. Comentário: Outros adjetivos que o aluno usaria para caracterizar “barulho” e “madrugada” seriam respostas pessoais. Pode ser “suave barulho” e “madrugada de frio”, por exemplo. Certifique-se de que os alunos compreendem o que é um adjetivo. Questão 02 Resposta: Pessoal. Espera-se que os alunos tenham compreendido o que são adjetivos e locuções adjetivas. Sugestões: • Viagem (cansativa, gostosa, divertida, de navio, de avião). • Noite (de luar, estrelada, iluminada, fresca). • Mar (agitado, calmo, azulado, de ondas). • Horizonte (infinito, maravilhoso, de nuvens). 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 402023_EF5_V1_POR_MP.indd 40 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ NG U A P O R T U G U E S A 41Bernoulli Sistema de Ensino Questão 03 Resposta: Caprichoso, malicioso, cobiçoso, preconceituoso, formoso, numeroso, misterioso, perigoso. Estudo da escrita Página 63 Acentuação gráfica e tonicidade Página 63 Professor(a), para a introdução do conteúdo, segue uma sugestão. Escreva no quadro a frase a seguir, deixando as lacunas para as palavras destacadas. Uma sábia não sabia onde estava o sabiá Fale para os alunos que a tarefa da turma é completar as lacunas da frase, de forma que ela tenha sentido, utilizando as palavras sábia, sabia e sabiá. Depois que os alunos conseguirem realizar a tarefa, pergunte: O que vocês observam de diferente entre essas palavras? (Provavelmente, eles responderão que é o acento). Qual é a função do acento nessas palavras? (Leve-os a pensar sobre a pronúncia e o significado das palavras). Comente que as palavras são classificadas de acordo com sua tonicidade. Relacione a palavra “tonicidade” à sílaba tônica. Pergunte aos alunos qual é a sílaba tônica nas palavras sábia, sabia e sabiá. Questão 01 Resposta: Os monossílabos da tirinha classificados em átonos ou tônicos são: Monossílabo átono Monossílabo tônico Que, a, e, por, no, pra Ei, já, não, vai, mais, nem, dar, nós, seu Questão 02 Resposta: Os monossílabos tônicos são pronunciados com a intensidade de uma sílaba tônica, mas não são sempre acentuados. Apenas os monossílabos tônicos terminados em a(s), e(s) o(s) são acentuados. Questão 03 Resposta: Algumas palavras que poderão ser usadas são: Monossílabas Oxítonas Paroxítonas Proparoxítonas não viajar homem árvores pés valor lugares deveríamos é quebrar arrogância Questão 04 Resposta: A) Todas as palavras têm a última sílaba tônica. Portanto, são oxítonas. B) Não. C) Espera-se que o grupo conclua que são acentuadas as oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens), como ocorre com as palavras “sabiá”, “cafuné”, “reféns”, “através”, “maracujá”, “ninguém”, “dominó”, “jacaré”. Já as oxítonas terminadas em i(s) e u(s) não são acentuadas. Paroxítonas Professor(a), os alunos conhecerão as regras de acentuação das palavras paroxítonas completando o quadro. Auxilie-os para que as palavras de exemplo estejam adequadas. Exemplos de palavras que podem ser apresentadas: l (possível, dócil); n (pólen, hífen); r (ímpar, âmbar); ps (bíceps, fórceps); x (tórax, ônix); us (Vênus, vírus); i, is (táxi, lápis); on, ons (náilon, nêutrons); um, uns (álbum, médiuns); ã(s), ão(s) (ímã, órfãs, órgão, sótãos); ditongo oral (jóquei, fáceis). Questão 05 Resposta: As palavras acentuadas são “árvore”, “último”, “hipopótamo”, “cérebro” e “gênero”. As demais palavras são paroxítonas ou oxítonas. Bernoulli Play Página 67 Jogo dos acentos No “Jogo dos acentos”, a tarefa das crianças é identificar se a palavra que aparecer na tela é acentuada ou não, colocar o acento correspondente e identificar a regra de acentuação seguida. Aprender é divertido Página 67 Corrida da tonicidade Professor(a), o objetivo dessa atividade é oportunizar a aplicação, de maneira lúdica, da classificação das palavras pela tonicidade e das regras de acentuação. De acordo com sua percepção sobre a turma, você pode repetir ou estender a duração da atividade aumentando gradativamente o nível de dificuldade. Antes de iniciar o jogo, divida a classe em dois ou mais grupos, desenhe uma tabela no quadro dividida em quantas colunas forem adequadas ao nível de dificuldade escolhido por você e explique as regras. A seguir, sugerimos algumas palavras, porém é muito importante que você complemente a lista com palavras de uso frequente para a sua turma. Dessa maneira, a aprendizagem será muito mais significativa. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 412023_EF5_V1_POR_MP.indd 41 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 42 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Nível 1: classificação por tonicidade Monossílaba átona Monossílaba tônica Oxítona Paroxítona Proparoxítona Que Em Me De Te Pé Fã Céu Sol Mel Cachecol Caju Carrossel Urubu Solidez Táxi Devoto Órfão Origem Sentimentalismo Numérico Tráfego Máximo Córrego Pássaro Nível 2: acentuação tônica Oxítona PAROXÍTONA Com acento Sem acento Com acento Sem acento Vatapá Sabiá Cipó Café Picolé Fogaréu Cachecol Caju Urubu Solidez Abacaxi Papel Táxi Órfão Fóssil Caráter Álbum Incrível Devoto Origem Carrossel Sentimentalismo Caderno Mensageiro Defina a quantidade de rodadas de modo que cada equipe tenha a mesma quantidade de vezes para responder. Combine com a turma a ordem de participação dos grupos e o tempo que terão para discutirem entre si a classificação da palavra ditada e correrem ao quadro para escrevê-la no local correto da tabela. Inicie a competição ditando as palavras da lista. Produção textual Página 68 Professor(a), os alunos devem produzir um relato fictício de uma aventura vivida em um dos cenários sugeridos (floresta ou praia). Os alunos também devem escolher quem será o narrador-personagem da história (cientista, mágico ou detetive) e o contexto da viagem supostamente realizada. Para isso, é importante relembrar as características desse tipo de texto. Oriente os alunos em relação à pessoa do discurso (primeira pessoa) e ao tempo verbal predominante na narrativa (pretérito). Instrua-os a descrever o cenário, as personagens e as situações vivenciadas por elas. O texto deve apresentar situação inicial, desenvolvimento e desfecho. Os alunos devem empregar a norma-padrão da língua e escrever de forma clara e organizada. A etapa de revisão do texto deve ser feita com atenção pelos alunos. Oriente-os sobre a importância dessa etapa. A verificação da escrita e os ajustes necessários são fundamentais para o aprimoramento da escrita. Combine com a turma uma data para leitura e apresentação dos textos. Você pode estimular a troca de textos para que os estudantes possam apreciar a produção dos colegas e / ou organizar um mural na sala ou uma coletânea para que os textos possam ser expostos e divulgados. Estudo da escrita Página 70 X ou CH? Página 70 Questão 01 Resposta: O quadro ficará assim: X depois de ditongo X depois da sílaba “me” X depois dasílaba “en” peixe – ameixa – caixa mexer – mexerico – mexilhão enxame – enxaqueca Questão 02 Resposta: enchimento; enxaguar; enxoval; encharcar; enxugar; enchente; enchapelar; enxergar. Comentário: Professor(a), há palavras escritas com X que não seguem nenhuma regra predefinida. É o caso de palavras como bruxa, faxina, xícara, roxo, xingar, etc. Por isso, é importante deixar claro para os alunos que as palavras apresentadas na atividade são referentes às regras expostas no quadro e que há casos de palavras que não se encaixam nessa regra, como as derivadas de outras escritas com CH, como é apresentado no segundo box explicativo do início da seção. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 422023_EF5_V1_POR_MP.indd 42 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 43Bernoulli Sistema de Ensino S ou Z? Página 71 Professor(a), nesse capítulo, contemplamos apenas alguns casos em que as palavras são escritas com S, pois esse assunto está distribuído ao longo da coleção. Por isso, não são contemplados aqui outros casos, como o S após o ditongo (coisa, náusea, pouso, lousa) e outras palavras que não se encaixam em regras específicas (asilo, mesada, paraíso, despesa, raposa). Comente esses casos com os alunos informando que o uso da letra S nas palavras é amplo e que será estudado aos poucos. Aproveite para orientá-los sobre a possibilidade de haver palavras homófonas, que podem ser escritas com S ou com Z, como dose (quantidade de bebida) e doze (número), coser (costurar) e cozer (cozinhar), etc. Nesses casos, é importante verificar o contexto em que elas estão inseridas para identificar qual é o sentido delas e, consequentemente, qual letra deverá ser utilizada. Questão 03 Resposta: Burguês: burguesa; camponês:camponesa; príncipe: princesa; sacerdote: sacerdotisa; profeta: profetisa; poeta: poetisa. Questão 04 Resposta: Delícia: delicioso / deliciosa; bondade: bondoso / bondosa; escândalo: escandaloso / escandalosa; maravilha: maravilhoso / maravilhosa; horror: horroroso / horrorosa; feiura: feioso / feiosa. Questão 05 Resposta: Transformando os adjetivos em substantivos, teremos: rico – riqueza; belo – beleza; triste – tristeza; frio – frieza. S ou C? Página 72 Professor(a), nessa seção, abordamos apenas o uso do S e do C, mas é importante lembrar que esse som também pode ser representado por SS, conteúdo que foi abordado no 4º ano. Questão 06 Resposta: Os alunos devem voltar à seção “Estudo da língua” e circular os adjetivos pátrios que seguem essa regra. São eles: aracajuense, belenense, boa-vistense, brasiliense, campo-grandense, fortalezense, goianiense, pessoense, macapaense, maceioense, manauense, natalense, palmense, porto-alegrense, porto-velhense, recifense, rio-branquense, salvadorense, são-luisense ou ludovicense, teresinense, vitoriense. Questão 07 Resposta: Os alunos devem destacar os sufixos das palavras do quadro da seguinte forma: farináceo – silenciar – abundância – concorrência – abastecer – natalício – vitalício – amadurecer – concordância – descer – nascer – ocorrência – florescer – galináceo Depois, eles devem completar o quadro com as regras das palavras apresentadas. Usamos a letra C: • nos sufixos –áceo, –ância, –ência; • nas terminações verbais –ar, –ecer; • depois do s, como em descer, nascer, florescer. G ou J? Página 72 Nessa seção, enfatizamos o estudo das palavras com G e J nas quais essas letras apresentam o mesmo som. Questão 08 Resposta: Pessoal. Sugestões: alguns exemplos de palavras de origem indígena com j: jabuti, jabuticaba, jaci, jambo, jururu; de origem árabe: jarra, jasmim; de origem africana: jabá, jongo. Comentário: Professor(a), a atividade de descoberta de palavras de origem indígena, árabe e africana pode ser realizada em etapas, em casa e em sala de aula. Também pode ser realizada na biblioteca escolar. O importante é permitir a descoberta do aluno, que pode coletar as informações em diversas fontes, tais como sites, livros, dicionários. Os sites a seguir podem ajudar nessa tarefa: https://www.delpo.prp.usp.br/, https://www.dicionarioetimologico.com.br/. Questão 09 Resposta: O nome da fruta representada é laranja. Outras palavras derivadas de laranja: laranjada, laranjeira, alaranjado. Questão 10 Resposta: O aluno deve chegar às seguintes conclusões: Usamos a letra J: • em palavras de origem indígena, árabe e africana; • em palavras derivadas de outras escritas com J. Questão 11 Resposta: A) Outras possibilidades de palavras: paisagem, folhagem, reciclagem, montagem. Todas as palavras do quadro são escritas com a letra G. O que há em comum nessas palavras é o sufixo -agem. B) Outras possibilidades de palavras: relógio, vestígio, pedágio. Todas as palavras do quadro são escritas com a letra G. O que há em comum nessas palavras é o sufixo -gio. Questão 12 Resposta: A) Pessoal. Sugestões: Algumas opções de derivação das palavras são: • Tingir: tingimento, tingido. • Surgir: surgimento, surgido. • Ágil: agilizar, agilidade. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 432023_EF5_V1_POR_MP.indd 43 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 44 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR B) Baseando-se nas palavras apresentadas na seção, os alunos devem preencher o quadro com regras do emprego da letra G: Usamos a letra G: • nas palavras com a terminação -gem (ferrugem, garagem); • nas palavras com a terminação -ágio, -égio, -ígio, -ógio e -úgio (pedágio, colégio, prestígio); • em palavras derivadas de outras já escritas com G (fingir / fingimento). Língua ativa Página 74 Influência de outras línguas no português Página 74 Professor(a), para introduzir o assunto, seguem algumas sugestões. • Pergunte aos alunos: “No Brasil, falamos a Língua Portuguesa. Vocês sabem em quais outros países a Língua Portuguesa é falada?” (Utilizando um mapa-múndi, apresente os países onde a Língua Portuguesa é falada.) • Comente com os alunos que o português falado no Brasil não é o mesmo falado em Portugal. Apesar de ser a mesma língua, há diferenças. • Explique para os alunos que eles descobrirão algumas dessas diferenças por meio de uma brincadeira. Eles terão de adivinhar como são faladas, em Portugal, algumas palavras. Para isso, terão de observar as seguintes palavras (que deverão ser escritas na lousa): hospedeira de bordo casa de banho bica telemóvel sandes gelado sumo • Peça aos alunos que substituam, no texto a seguir, as palavras da Língua Portuguesa utilizadas no Brasil por aquelas utilizadas em Portugal. Tatiana viajou para Portugal. Dentro do avião, perguntou para a aeromoça onde ficava o banheiro. Depois, Tatiana ouviu uma mensagem pedindo que os passageiros desligassem o celular. Chegando a Portugal, ela estava com muita fome. Foi a uma lanchonete e pediu um suco, um sorvete, um café e um sanduíche. Hospedeira de bordo (aeromoça), casa de banho (banheiro), bica (café), telemóvel (celular), sandes (sanduíche), gelado (sorvete), sumo (suco). Questão 01 Resposta: O caça-palavras resolvido fica assim: C A B A C A X I C A N U B B C I S R P J K V H O N C P I V L N I I D X I M C A J U D F Z R L E N R O N A T A N A B X T A T U N H V I S O D C O H A D O A L E H L A C A A T I C I P O Questão 02 Resposta: Todas as palavras indígenas do caça-palavras nomeiam seres da natureza. Comentário: Faça a leitura dos textos complementares para conhecer mais palavras indígenas. Acesse os links: • http://www.dicionariotupiguarani.com.br/section/c/. • http://pibmirim.socioambiental.org/linguas-indigenas. Questão 03 Resposta: A) Outro povo que influenciou a Língua Portuguesa com as palavras presentes na imagem foi o africano. B) A resposta para essa atividade é pessoal, já que os alunos apresentam conhecimentos distintos. Verifique se eles estão consultando o dicionário corretamente e oriente-os, caso necessário. Questão 04 Resposta: A) Pessoal. Espera-se que os alunos reconheçam algumas palavras apresentadas no quadro, pois a maioria delas faz parte do dia a dia dos brasileiros. Discuta com os alunos seus significados. B) Pessoal. Os alunos deverão apresentar, se souberem, outras palavras estrangeiras usadas pelos falantes do português. Outros exemplos que eles devem conhecer são: videogame, mouse, réveillon, top, etc. C) Sale significa liquidação, promoção. Comentário: Para se aprofundar no assunto, sugerimos a leitura dos textos presentes nos links a seguir: • http://www.infoescola.com/linguistica/estrangeirismo/. • h t t p : / /www.b ras i l e s co l a . com/ redacao /o -uso - estrangeirismosuma-forte-influencia-entre-os-.htm. • http://www.portugues.com.br/gramatica/tudo-que-voce- precisa-saber-sobre-estrangeirismo.html. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 442023_EF5_V1_POR_MP.indd 44 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 45Bernoulli Sistema de Ensino Já aprendi! Página 78 Professor(a), esse é o momento de testar o conhecimento dos alunos. Aproveite a seção para fazer uma revisão do conteúdo e solucionar as últimas dúvidas dos alunos. Questão 01 Resposta: Na imagem, a palavra foi acentuada de forma incorreta, porque não acentuamos paroxítonas terminadas em E. Questão 02 Resposta: A) famosa – piso - tristeza – amorozo (amoroso) B) formosura – pesado – japoneza – beleza (japonesa) C) lapizeira – certeza – improvisado – aviso (lapiseira) D) fraqueza – casarão – esvasiar – azarado (esvaziar) Questão 03 Resposta: Letra D. Todas são paroxítonas terminadas em I, IS. Questão 04 Resposta: estágio privilégio enferrujar arranjo berinjela rabugento geladeira geada varejista vagem majestade cerejeira Questão 05 Resposta: A) Chuvosa; belíssimo; nublado; famosa; de terra; deslumbrados; tamanha;impecável; belas; impressionantes. B) • Belíssimo: toda proparoxítona é acentuada; • Café e até: são oxítonas terminada em E; • Lá: é um monossílabo tônico terminado em A; • Está: oxítona terminada em A; • Impecável: paroxítona terminada em L. Questão 06 Resposta: • Amor de mãe: amor maternal • Era de gelo: era glacial • Problema de rim: problema renal • Turno da manhã: turno matutino • Dia de chuva: dia chuvoso • Sorriso de anjo: sorriso angelical Questão 07 Resposta: A) • As palavras grafadas com S e que têm som de Z são: peso, blusa, caso, guloseimas, músicas e use. • As palavras escritas com C, mas que têm som de S são: essencial, principalmente, merece, especiais e inesquecíveis. Há também palavras com Ç, como calça, distração, esqueça. • As palavras grafadas com G e com J que apresentam o mesmo som são: surgir, viagem, trajeto e registro. B) • Músicas: proparoxítona. • Agradável: paroxítona terminada em L. • Inesquecíveis: paroxítona terminada em ditongo oral seguido de S. C) Flash é uma palavra de origem inglesa que significa clarão repentino e intenso, que produz iluminação para tirar fotografias em ambientes pouco iluminados. Comentário: Professor(a), alguns alunos podem registrar a palavra “ajudar” na resposta. Isso porque, dentro do grupo de palavras em questão, ela de fato apresenta o mesmo som, entretanto, na relação entre o uso das letras G e J, antecedendo o “U”, essas letras não se confundiriam, pois apresentariam sons diferentes. Questão 08 Resposta: O gênero textual guia de viagem é um texto que informa, instrui as pessoas sobre uma determinada localidade. Ele apresenta imagens, descrições de ambientes, informações turísticas, históricos de localidades, clima, gastronomia, mapas, etc. Questão 09 Resposta: A) O menino não deixa que ninguém mexa nas mechas do seu cabelo. B) Depois de alisar e pintar a parede, só faltava instalar o alizar na porta da cozinha. C) O idoso precisava contratar uma costureira para coser e um cozinheiro para cozer. Comentário: Professor(a), aproveite para reforçar com os alunos que, uma vez compreendido o significado da palavra, de acordo com o contexto, muitas vezes podemos utilizar o recurso da associação para decidir qual letra devemos usar, como é possível verificar em: cozer ↔ cozinhar / coser ↔ costurar; alisar ↔ liso; mexa ↔ mexer; doze ↔ dez / dose ↔ dosar. Na palavra alizar vale lembrá-los de que nossa língua recebe influência de muitas outras e, nesse caso, mantemos o Z em função de sua origem na palavra árabe al-’izâr. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 452023_EF5_V1_POR_MP.indd 45 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 46 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR CAPÍTULO – 3 A Ciência em nosso dia a dia Página de abertura Página 82 Professor(a), o título do capítulo é “A Ciência em nosso dia a dia”. A discussão científica é iniciada em torno do tema água e, a partir daí, contextualiza os objetivos pedagógicos que orientarão o estudo. Peça aos alunos que leiam e comentem a frase do filósofo Tales de Mileto: “Tudo é água”. Explore a ilustração de abertura pedindo aos alunos que observem atentamente a presença da ciência e da água (no suor dos homens, na lágrima da menina, como bebida, no picolé, no mar, na panela para cozinhar o milho, nas nuvens, no gelo do vendedor). Consulte na Internet ou em livros algumas curiosidades sobre o grego Tales de Mileto e fale um pouco sobre ele para os seus alunos. Estimule a linguagem oral, a troca de experiências entre os alunos sobre seus conhecimentos acerca da água, da ciência em nosso dia a dia e sobre a última questão, que os prepara para o estudo do artigo de divulgação científica, gênero que será trabalhado no capítulo. Peça que os alunos deem exemplos de situações do cotidiano nas quais é possível perceber a presença da Ciência (num pão que mofa, na fermentação e na feitura de um pão, nos remédios que tomamos quando ficamos doentes, no motor do carro, na geladeira, etc.). O objetivo dessa seção é a coleta de conhecimentos prévios e a motivação para a leitura dos textos do capítulo. Antes de ler Página 84 Esse é o momento de coleta de conhecimentos prévios. Incentive a troca de ideias e compartilhe as vivências: os alunos já ouviram dizer que água é fonte de vida? O que eles pensam a respeito disso? Retome a questão da presença da água em nosso dia a dia, pedindo novos exemplos. Texto 1 – Chega de mágoa Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa da letra da música e depois reflitam sobre as várias utilidades da água. Se quiser ouvir a música com seus alunos, acesse o site https:// www.youtube.com/watch?v=hEYlDaVYhOc. Por dentro do texto Página 85 Questão 01 Resposta: A música é dirigida à água. É possível perceber isso nos versos “Água, dona da vida / ouve essa prece tão comovida”, em que um pedido é feito a ela, e “Te quero água pra beber”. Questão 02 Resposta: “Orvalho” significa chuvisco, garoa, vapor da água que se condensa forma gotículas, de manhã cedo e à noite, sobre qualquer superfície plana. Questão 03 Resposta: De acordo com o texto, os locais onde há água em nosso planeta são no monte, no copo, na maré, no orvalho, na chuva. Questão 04 Resposta: Os autores referem-se à água como se fosse um ser humano nos trechos seguintes: “vem como amiga” e “mulher amada”. Questão 05 Resposta: “Chega de tanto penar”, no contexto da música, significa que é preciso água para acabar com tanto sofrimento, pois a água mata a sede das pessoas e da plantação. Questão 06 Resposta: Pessoal. Comentário: Escute a opinião dos alunos sobre a questão. Enfatize a importância de elaborar uma justificativa completa para a opinião, e não só responder “porque sim” ou “porque não”. Aprendendo mais Página 86 A seção apresenta o contexto em que a música “Chega de mágoa” foi criada. Esse é um bom momento para explorar o assunto da escassez de água no planeta e os impactos disso no mundo. Você pode sugerir aos alunos que façam uma pesquisa sobre a seca do Nordeste. Antes de ler Página 86 Ouça o que os alunos sabem sobre a questão: há mais terra ou água em nosso planeta? Alguns dados estatísticos podem ser passados para os alunos, tais como: a superfície da Terra tem 500 milhões de quilômetros quadrados; as terras emersas (ilhas e continentes) compreendem 149 milhões de quilômetros quadrados (o que equivale a 29% da superfície); e a água (na forma de oceanos, mares, rios, etc.) ocupa 361 milhões de quilômetros quadrados (o que equivale a 71% da superfície do planeta). Se possível, exiba alguns gráficos que mostrem essas proporções e também a proporção de água doce em relação ao total de água disponível. Na Internet, você poderá encontrar essas e outras informações. Texto 2 – Terra: Planeta Água? Peça que os alunos façam a leitura silenciosa do texto. Em um segundo momento, oriente-os a dar um título para cada parágrafo do texto, de forma a sintetizar a ideia principal. Por dentro do texto Página 88 Questão 01 Resposta: A) Emersa: que deixou de estar submersa, debaixo d’água; que não está mergulhada. B) Pastoso: que tem consistência de pasta, viscoso. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 462023_EF5_V1_POR_MP.indd 46 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 47Bernoulli Sistema de Ensino Questão 02 Resposta: De acordo com o texto, podemos chamar nosso planeta de Planeta Água se levarmos em consideração apenas a superfície terrestre. Questão 03 Resposta: O autor dirige a pergunta ao leitor do texto. Questão 04 Resposta: Pessoal. Comentário: Professor(a), deixe claro para o aluno o significado da palavra critério: cri.té.rio [...] 1 Aquilo que serve de norma para julgar, decidir ou proceder. 2 Caracteres que servem para distinguir a verdade do erro. 3 Faculdade ou modo de apreciar, de distinguir, de conhecer a verdade. 4 Raciocínio, juízo. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br.Acesso em: 24 fev. 2016. Socialize os nomes e apelidos dados ao planeta Terra e os critérios levados em consideração. Questão 05 Resposta: O texto diz que a superfície do planeta Terra tem 70% de água e 30% de terra. Questão 06 Resposta: “Ao considerarmos o volume da Terra, por exemplo, ela não poderá mais ser chamada de Planeta Água, pois não existe uma grande quantidade desse elemento em seu interior.” Outras fontes Página 89 O documentário Planeta Água mostra as belezas dos oceanos e a riqueza da nossa água, fonte de toda a vida na Terra. Tentando explicar os grandes mistérios naturais que cercam nosso planeta com belíssimas imagens magistralmente fotografadas, o filme reforça como é essencial que o ser humano aprenda a viver em harmonia com os nossos oceanos. A partir do filme, muitos outros temas podem ser explorados em sala de aula, tais como poluição e animais marítimos ameaçados, entre outros. Por dentro do gênero Página 90 Questão 01 Resposta: A) O assunto tratado no texto é a pertinência ou não em chamar o planeta Terra de “Planeta Água”. B) Seu público-alvo possivelmente é composto por crianças ou jovens, já que a linguagem e o conteúdo são bem acessíveis. C) O texto foi publicado no site www.escolakids.com. D) O artigo de divulgação científica pode ter como tema um questionamento, uma curiosidade que deve ser respondida com argumentos científicos, já que a finalidade desse gênero é divulgar conhecimento. Comentário: Professor(a), explore o box explicativo sobre o artigo de divulgação científica. As respostas das questões devem ser socializadas. Questão 02 Resposta: Os parágrafos do texto que contêm explicações e exemplificações sobre o assunto abordado são o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto. Questão 03 Resposta: A intenção do autor ao inserir esses “diálogos” é atrair a atenção e o interesse do leitor para o assunto abordado. Questão 04 Resposta: O autor conclui que o nome dado ao planeta depende do critério selecionado. Comentário: O box apresenta as partes principais de um gênero textual, um artigo de divulgação científica: introdução, desenvolvimento e conclusão. As informações contidas no box podem ser transformadas em um esquema, no caderno do aluno. Peça aos alunos que voltem ao texto 2 e, utilizando uma cor para cada parte, sublinhem a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Questão 05 Resposta: O autor faz uso de algumas palavras “do mundo da ciência”, tais como terras emersas, camadas internas da Terra, núcleo terrestre, volume interno do planeta, composição química e composição estrutural, e também faz uso de uma linguagem informal, por exemplo, “ouvimos por aí” e “viu só?” Questão 06 Resposta: O autor utiliza no seu artigo uma linguagem informal, por seu público-alvo ser infantojuvenil, mas também faz uso de algumas palavras “do mundo da ciência”, por se tratar de um artigo de divulgação científica. Questão 07 Resposta: Em um artigo de divulgação científica, a inclusão de dados numéricos tem a função de dar credibilidade ao texto. Produção textual Página 92 Artigo de divulgação científica A produção de texto no capítulo está dividida em partes. O objetivo é que o aluno perceba que só é possível escrever a partir do momento em que lemos sobre o assunto. Por isso, incentivar a busca e coleta de informações e orientar os alunos sobre o registro das ideias principais e fontes encontradas é fundamental. Se possível, faça com eles uma visita à biblioteca da escola ou até mesmo da cidade. Também é importante trabalhar com sua turma a ideia de que não só a Internet deve ser usada, mas também livros, revistas, artigos de revistas e jornais. Estipule um prazo para os alunos organizarem “sua coletânea”. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 472023_EF5_V1_POR_MP.indd 47 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 48 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Momentos na sala de aula para socializar o material coletado devem ser fixados. Peça aos alunos que guardem com cuidado “sua coletânea”, pois ela será muito útil em outro momento da produção, quando escreverão o seu próprio artigo de divulgação científica. Estudo da escrita Página 93 Emprego de mas e mais Página 93 Inicie a seção escrevendo no quadro a seguinte frase: “Saber é importante, mas colocar em prática o conhecimento é ainda mais.” Destaque na frase as palavras “mais” e “mas”. Pergunte aos alunos se, além da diferença na grafia, essas palavras também apresentam diferentes significados. Peça a eles que substituam as palavras em destaque por outras de mesmo sentido. Questão 01 Resposta: • contrário de menos, indicando intensidade, quantidade? Trecho B. • oposição, podendo ser substituída por porém, contudo, entretanto, todavia, no entanto? Trecho A. Comentário: Professor(a), peça mais exemplos de frases empregando as palavras “mas” e “mais” aos alunos e explore cada uma delas oralmente. Questão 02 Resposta: A) mas / mais B) mais C) mais D) mais E) mas Questão 03 Resposta: Pessoal. Comentário: Há várias possibilidades de respostas. Certifique-se de que as palavras “mas” e “mais” foram corretamente empregadas. Sugestão: • Primeiro balão: Esse telescópio tem um alcance muito bom, mas as nuvens estão escondendo a Lua. • Segundo balão: Quando o céu está mais limpo, fica mais fácil enxergá-la. Pensando sobre... Página 95 Propicie a troca de ideias e experiências entre os alunos sobre as questões propostas. A seção é uma boa ferramenta de conscientização dos alunos sobre a necessidade de perceber os avanços da ciência e seus impactos positivos e negativos. Portanto, professor(a), é importante ficar atento às respostas dos alunos para que não seja enfatizado apenas um ponto de vista. Outro aspecto a ser explorado é o infinito de possibilidades ainda não descoberto. Valorize a curiosidade, o esforço, o estudo, a pesquisa e a dedicação de inúmeras pessoas que, com seu trabalho científico, mudaram o mundo. Alguns cientistas podem ser estudados pelos alunos. Os links a seguir contêm textos que podem ampliar os conhecimentos sobre o tema: • http://brasilescola.uol.com.br/quimica/grandes-cientistas. htm. • http://grandescientistasdahumanidade.blogspot.com.br/. Produção textual Página 95 Artigo de divulgação científica Os alunos darão prosseguimento à produção de um artigo de divulgação científica. A partir das pesquisas realizadas anteriormente, os alunos deverão iniciar a produção do texto. Retome conhecimentos relacionados à sua estrutura (introdução, desenvolvimento e conclusão) e às características do gênero em questão. Peça aos alunos que façam a revisão do texto e, ao final, pense uma forma de compartilhar todos os artigos com a comunidade escolar. No link http://porvir.org/porfazer/ 10-dicas-para-escrever-publicar-um-artigo-cientifico/, você poderá encontrar informações importantes que ajudarão na elaboração de seu plano didático. Antes de ler Página 97 A seção tem como objetivo preparar os alunos para a leitura do texto 3, um cartaz que divulga uma campanha pela economia de água. Muito se fala sobre crise. Converse com os alunos sobre o sentido da palavra “crise” quando se trata da água, a qual significa falta, escassez. “Economizar” água significa não a desperdiçar, fazendo uso responsável desse recurso. Texto 3 Promova a leitura do texto 3 pedindo que os alunos observem atentamente a parte não verbal, que é apresentada por uma torneira acoplada ao planeta Terra, que está esvaziando. A torneira é a peça que permite escorrer a água ou impedir seu escoamento. Ao manter a torneira aberta por muito tempo ou desnecessariamente, estamos desperdiçando água e contribuindo para a sua escassez. No caso do cartaz, a água se esvai sem que seja utilizada, provocando seu esgotamento no planeta. A parte verbal do texto diz “Água é vida”, referindo-se à água como responsável pela manutenção de vida na Terra. Por dentro do texto Página 98 Questão01 Resposta: A) Na parte não verbal, foram usados o planeta Terra com uma torneira fixada e pingando água. Dentro do planeta, a água está quase no fim. B) No texto, esses elementos significam que a água do planeta está acabando devido ao desperdício. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 482023_EF5_V1_POR_MP.indd 48 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 49Bernoulli Sistema de Ensino C) A parte verbal pede que se economize água, pois água é fonte de vida, e o desenho ilustra o desperdício, pois mostra uma torneira pingando e o planeta sendo esvaziado. Questão 02 Resposta: O cartaz quer passar para o seu público-alvo a mensagem de que se deve mudar de atitude em relação ao uso inconsciente da água, pois, se isso não acontecer, ela ficará indisponível para consumo. Por dentro do gênero Página 98 Questão 01 Resposta: Pessoal. Comentário: Professor(a), se achar pertinente, proponha aos alunos que eles tragam para a sala cartazes diversos (os postos de saúde, a prefeitura e outros órgãos possuem vários). É interessante compará-los de acordo com seus objetivos, seu público-alvo, o assunto, a parte verbal e não verbal. Deixe que os alunos relembrem e comentem sobre os cartazes já vistos por eles. Em que locais eles estavam? O que lhes chamou a atenção? Depois, leia as informações do box e comente-as com os alunos. Questão 02 Resposta: A finalidade do cartaz lido é conscientizar as pessoas sobre o uso da água. Questão 03 Resposta: A linguagem não verbal no cartaz complementa e facilita o entendimento da mensagem e do assunto do texto. Sem ela, o texto não seria tão impactante. Questão 04 Resposta: Em um cartaz, a linguagem verbal deve ser clara e objetiva porque a mensagem deve ser rapidamente entendida. Produção textual Página 99 Cartaz A seção propõe a produção de cartazes sobre o consumo consciente da água. Na Internet, há vários exemplos de cartazes abordando a água e o desperdício. Eles podem ser vistos para servir de exemplo e motivar os alunos para a confecção de seus próprios cartazes. O objetivo é que os alunos vejam o maior número de cartazes possível e comparem-nos levando em conta a finalidade, a estrutura, a linguagem, a parte verbal e não verbal. Faça-os perceber que há cartazes para inúmeros fins: de rua, de interiores, de função informativa e apelativa, políticos, entre outros. Mas há semelhanças entre eles em sua estrutura: título que atrai o leitor, com letras e cores chamativas, presença da linguagem não verbal e verbal (com predomínio, geralmente, da não verbal). Divida a turma em trios para o primeiro passo: planejar o cartaz (abordagem do tema, parte verbal e parte não verbal). Isso pode ser feito em um dia, e a segunda parte, em outro. Para a produção do cartaz, reúna novamente os trios e distribua os materiais necessários. Enquanto os alunos produzem o cartaz, circule pela sala dando orientações e intervindo, se necessário, nos possíveis conflitos. Depois de tudo pronto, cada trio avaliará e revisará o cartaz produzido. A tabela de revisão do livro apresenta os aspectos que devem ser avaliados. Se necessário, peça alterações. Os cartazes produzidos pelos trios serão usados na exposição oral no capítulo. Aprender é divertido! Página 101 Essa seção ensina como fazer um filtro caseiro. É interessante que os alunos façam esse experimento na escola para compartilhar com os colegas e com você as impressões sobre a atividade. É comum uma reação de encantamento e surpresa ao ver a água saindo limpa da garrafa. Se for possível, proponha um diálogo com as aulas de Ciências, estabelecendo conexões com o que eles aprenderam sobre a água e seu consumo consciente no início do ano. É muito importante reforçar que essa água não pode ser ingerida! Essa filtragem retira apenas a sujeira visível da água, mas não impede que agentes nocivos à saúde invisíveis a olho nu permaneçam nela. Essa água, entretanto, pode ser reaproveitada em outras situações, como regar as plantas. Outras fontes Página 102 O site indicado traz inúmeros textos sobre a temática da água, sobre seus usos, consumos e orientações para evitar o desperdício desse recurso. Incentive os alunos na busca de outras fontes de pesquisa. Ensine-os a registrar as principais informações e suas respectivas fontes. Na ponta da língua Página 102 A proposta da seção é de uma apresentação, feita em grupo, a partir de uma pesquisa. O site indicado é sugerido, mas outras fontes confiáveis devem ser consultadas. Divida a turma em 5 grupos e distribua os assuntos. Cada grupo fará a pesquisa e registrará as ideias principais, que deverão ser organizadas em forma de esquema e em uma cartolina. As principais ideias serão expostas por um membro do grupo para toda a turma. Professor(a), organize o prazo para cada etapa do trabalho e estipule o dia da apresentação dos grupos. Enfatize a importância da postura, do tom de voz e da gentileza durante a exposição oral dos trabalhos tanto por parte do relator quanto por parte da plateia, que deve colaborar com o expositor. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 492023_EF5_V1_POR_MP.indd 49 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 50 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Estudo da língua Página 104 Grau superlativo do adjetivo Página 104 Inicie o trabalho escrevendo no quadro as seguintes frases: Clara tem um trabalho importante para fazer. Clara tem um trabalho muito importante para fazer. Clara tem um trabalho importantíssimo para fazer. Pergunte aos alunos qual é a classe gramatical da palavra “importante” (adjetivo). Pergunte, em seguida, se, na segunda frase, a intensidade da palavra “importante” foi modificada, com o acréscimo da palavra “muito”. Espera-se que os alunos respondam que sim. Depois, pergunte a eles qual é o sentido da palavra “importantíssimo”. Ao final, lembre aos alunos que os adjetivos podem ser flexionados em grau, assim como os substantivos. Eles já aprenderam esse conteúdo nos capítulos anteriores da coleção. Agora, eles aprenderão o grau superlativo do adjetivo. A palavra “superlativo” exprime uma qualidade num grau muito elevado ou mais elevado. Questão 01 Resposta: A) Quando Davi diz que a água é o nosso bem mais precioso, ele quer dizer que, de todos os bens, a água é o mais precioso. Se ele dissesse apenas “A água é o nosso bem precioso”, o efeito não seria o mesmo, uma vez que indica que a água seria o único bem precioso que existe. B) A palavra “muito” na frase enfatiza a importância de evitarmos o desperdício. Comentário: Leia as informações do box no livro do aluno e comente-as. Questão 02 Resposta: Adjetivo Grau superlativo analítico Grau superlativo sintético Lindo Muito lindo Lindíssimo Belo Muito belo Belíssimo Perfeito Muito perfeito Perfeitíssimo Fácil Muito fácil Facílimo Difícil Muito difícil Dificílimo Comentário: Na lousa, faça uma lista com outros adjetivos e peça que os alunos deem o grau superlativo analítico e o grau superlativo sintético deles. Questão 03 Resposta: Há inúmeras possibilidades de frases. Certifique-se de que os alunos utilizaram as palavras “pequeníssimo” e “espertíssimas” nas frases. Questão 04 Resposta: O exercício propõe o inverso dos outros: a partir da flexão no grau superlativo, o aluno deverá descobrir o adjetivo. A) Agradável. B) Doce. C) Horrível. Comentário: A partir dessa ideia, faça um jogo com toda a turma. Divida a turma em dois grupos e distribua pedaços de papel para cada aluno. Metade da turma escreverá um adjetivo em seu grau normal, e a outra metade escreverá adjetivos no grau superlativo sintético. Recolha, depois, as fichas e comece a brincadeira. Apresente uma ficha para cada aluno, que deverá responder corretamente: se a ficha apresentar o adjetivo no grau normal, o aluno deverá falar seu superlativo sintético, se a ficha apresentar o superlativo sintético, o aluno deverá falar o adjetivo emseu grau normal. Quem acertar ganha um ponto para a sua equipe no placar. Questão 05 Resposta: • Feliz: felicíssimo • Frio: friíssimo e frigidíssimo • Frágil: fragílimo • Nobre: nobilíssimo • Cheio: cheíssimo • Amável: amabilíssimo Comentário: Professor(a), aproveite a ideia do exercício e faça, no quadro, outros exercícios envolvendo outros casos especiais de superlativo absoluto sintético dos adjetivos. Questão 06 Resposta: A) melhor. B) pior. C) maior. D) menor. Estudo da escrita Página 107 Mal, mau, bem, bom Página 107 As palavras “mal”, “mau”, “bem” e “bom” são trabalhadas na seção. Você pode incentivar os alunos a praticar o uso dessas palavras por meio de um jogo virtual, presente em http://www.manm. com.br/jogo_empregodemau.html. Depois do jogo, no caderno, registre as conclusões sobre o emprego das palavras. Questão 01 Resposta: mau: bom / mal: bem 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 502023_EF5_V1_POR_MP.indd 50 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 51Bernoulli Sistema de Ensino Questão 02 Resposta: Pode-se concluir que usamos “mau” quando nos referimos ao contrário de bom e usamos “mal” quando nos referimos ao contrário de bem. Questão 03 Resposta: Pessoal. Comentário: Professor(a), verifique se os alunos empregaram corretamente os termos e incentive-os a socializar suas respostas com a turma. Questão 04 Resposta: A) A mãe achou que a roupa ficou mal lavada. B) Ana mal entendeu o que Ricardo perguntou e foi logo respondendo. C) Quem desperdiça água não é mau, apenas precisa aprender como utilizá-la corretamente. D) O mau exemplo não deve ser seguido. E) O atleta se saiu mal na competição. F) O mau humor é contagiante. G) Eliane passou mal durante a noite e levantou tarde. H) Por ser um mau aluno, o menino não estudou para a avaliação. I) O voo atrasou por causa do mau tempo. J) Wilson ouve mal, por isso, fale mais alto. Questão 05 Resposta: Preciso urgentemente escovar os dentes, pois estou com mau hálito. Produção textual Página 109 Professor(a), a primeira parte dessa atividade é a realização de uma pesquisa sobre “O saneamento básico no Brasil”. Você poderá solicitar a pesquisa como dever de casa, e o aluno registra no caderno as principais informações sobre o assunto. Ele também deverá encontrar imagens relacionadas para complementar as informações coletadas. É fundamental que as fontes de pesquisa sejam anotadas. Retome a leitura dos textos do capítulo do livro que abordam o tema “água”. Durante a aula, o aluno deverá escrever o seu texto em uma folha avulsa respeitando a norma-padrão da língua. O aluno deve ser orientado a expressar seu ponto de vista, com argumentos bem fundamentados sobre o assunto abordado na produção. Agende uma roda de conversa sobre o tema da produção em que os alunos deverão ler suas produções e debaterem sobre o tema. Estudo da escrita Página 111 Emprego de onde e aonde Página 111 Professor(a), inicie o estudo do emprego de “onde” e “aonde” por meio do jogo disponível em http://www.manm.com.br/ jogo_comoempregarondeeaonde.html. Após o jogo, registre as conclusões da turma. Faça as atividades propostas no livro do aluno. Questão 01 Resposta: A) O rio nasce na serra. B) A palavra “onde” expressa o sentido de local. C) o rio chega na foz. D) A palavra “aonde” expressa o sentido de movimento. Questão 02 Resposta: Frases Onde Aonde Não sei ______ você quer chegar. X Vou rever a cidade _____ nasci. X _____ você quer ir? X Informe _____ Eduardo está. X _____ a Aninha mora? X Deixei meu celular aqui, mas não sei ____. X _____ você está? X As férias aconteceram no mesmo local _____ fomos no ano passado. X Questão 03 Resposta: Pessoal. Sugestão: A) Aonde você foi? B) Onde fica o seu curso de inglês? Já aprendi! Página 113 Questão 01 Resposta: A) O tecido é de algodão, planta que recebe muitos agrotóxicos; o corante azul é derivado de petróleo; o aspecto desgastado do tecido é obtido pelo uso de substâncias químicas perigosas e poluentes. B) As aspas foram usadas para indicar a fala do diretor- -superintendente Fernando Pimentel. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 512023_EF5_V1_POR_MP.indd 51 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 52 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR C) Sugestão de resposta para o esquema: O desenvolvimento apresenta: Comparações, argumentos, dados estatísticos que comprovem o ponto de vista do autor. Artigo de divulgação científica A conclusão apresenta: Uma solução, o ponto de vista final do autor. A introdução apresenta: O assunto que será desenvolvido no texto. Tem como finalidade: Divulgar conhecimentos. D) “Vestir consciente” significa que mesmo atitudes simples, como vestir uma roupa, devem primar pelo equilíbrio entre satisfação pessoal, preservação do planeta e bem-estar social. Comentário: Professor(a), mais informações sobre o ato de “vestir consciente” podem ser encontradas em http:// nossacausa.com/vestir-consciente-com-o-instituto-ecotece. Questão 02 Resposta: Letras A, D e E. Comentário: Corrigidas, as outras frases ficam da seguinte maneira: B) Ela tinha muito, mas queria mais. C) Felipe foi aonde seus amigos queriam ir. F) João entendeu mal suas palavras. Questão 03 Resposta: Letra B. Questão 04 Resposta: O adjetivo “moderno” no grau superlativo analítico é “muito moderno” e no grau superlativo sintético é “moderníssimo”. Questão 05 Resposta: As frases completadas com mau ou mal ficariam assim: A) O mau pensamento deve ser evitado. B) “Antes só do que mal acompanhado.” C) O mal do século é a violência. D) O mau uso do computador foi a causa do seu estrago. Questão 06 Resposta: A) • No cartaz, a vida é representada por um coração feito de água. • A palavra “sede”, no cartaz, tem o sentido de necessidade. • A vida tem sede de economia de água durante o banho e de não deixar a torneira pingando. B) O cartaz tem a finalidade de ensinar as pessoas sobre o uso consciente da água, evitando o desperdício. C) Há possibilidades diversas de respostas, entre elas separar um copo para cada integrante de uma casa, evitando que se sujem muitos copos; reaproveitar a água das chuvas; etc. D) O cartaz apresenta texto verbal (claro e objetivo) e texto não verbal, além de mencionar os responsáveis por sua produção. Questão 07 Resposta: A) Sim, a palavra “onde” foi empregada corretamente no texto, pois o personagem Armandinho pergunta a localização das cenouras sem sugerir a ideia de movimento. B) Armandinho pensou que as cenouras tinham sido enterradas porque ele provavelmente não sabia que elas nascem embaixo da terra. Questão 08 Resposta: No primeiro balão, usa-se a palavra “mais”, por se tratar de uma quantidade. No segundo balão, usa-se o termo “mas”, que indica oposição e pode ser substituído por “porém”, e a palavra “onde”, indicativa de lugar. Questão 09 Resposta: O quadro com os elementos da notícia ficará assim: O que foi descoberto? Minerais que indicam a presença de água. Quando? Em 2008. Onde? No planeta Marte. Como? Pela sonda Mars Phoenix Lander, que detectou os minerais e fotografou materiais. Qual a importância da descoberta? A disponibilidade de água em Marte é importante para que o ser humano possa viajar até lá um dia. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 522023_EF5_V1_POR_MP.indd 52 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 53Bernoulli Sistema de Ensino CAPÍTULO – 4 É de arrepiar! Página de abertura Página 120 Inicie o capítulo pedindo que os alunos observem atentamente as páginas de abertura e o título. Explore o texto não verbal enfatizando os elementos apresentados (Lua cheia, casarão abandonado, árvore sem folhas, noite escura, sombras, rua abandonada, vulto, teia de aranha) e a relação deles com o título do capítulo. O que eles imaginam que o capítulo abordará? Depois, peçaque os alunos leiam a frase de Hitchcock: “Sempre faça a plateia sofrer o máximo possível”. O que ela significa? É possível que eles falem que, diante do suspense de não saber o que vai acontecer, a plateia sofre com a ansiedade. Também é possível que o aluno comente que, diante de algo que lhe dá medo, ele começa a correr. Discuta as questões com toda a turma. É importante que os alunos percebam que todas as pessoas sentem medo de alguma coisa. Deixe que eles contem sobre seus medos. Peça-lhes que deem exemplos de situações do cotidiano nas quais é possível perceber a presença do suspense e do medo. Também é interessante fazer uma “tempestade cerebral”, quando cada aluno falará uma palavra que, para ele, simbolize o medo, e as palavras serão anotadas no quadro. O objetivo é a coleta de conhecimentos prévios e a motivação para a leitura dos textos do capítulo. Antes de ler Página 122 Rua escura. Passos. Medo. Nesse momento os alunos irão expor suas ideias acerca do texto que lerão e as suas hipóteses sobre os acontecimentos que são compatíveis com um cenário como o apresentado. O objetivo da seção é preparar os alunos para a leitura do primeiro texto, “A máquina infernal”. Incentive a troca de ideias sobre as questões propostas na seção. Texto 1 – A máquina infernal Peça que os alunos façam uma leitura silenciosa do texto. Em seguida, faça algumas perguntas que atestem o entendimento do texto pelas crianças, tais como: • Que máquina infernal seria essa? • O texto apresenta várias passagens em que as reticências foram empregadas. Qual seria a função disso? • Há momentos do texto em que os alunos perceberam maior tensão? Quais? • O texto começa de uma forma inusitada (pelo fim). O que esse recurso provoca no leitor? Proponha a leitura oral do texto e peça aos alunos que os parágrafos sejam numerados. Você pode propor aos alunos que destaquem, com lápis de cor, as partes do texto nas quais o narrador relata situações em que sentiu medo. Outras fontes Página 124 Incentive a leitura dos livros de autores de narrativas de suspense e enigma, entre eles, Stella Carr. Proponha uma visita à biblioteca da escola ou a troca de livros entre os alunos. A biografia da autora também pode ser pesquisada. Explore os títulos dos livros sugeridos na seção. Todos eles remetem a narrativas de suspense. Por dentro do texto Página 124 Questão 01 Resposta: Letra B. Questão 02 Resposta: Letra D. Questão 03 Resposta: O narrador-personagem sentiu-se “gelado até os ossos” porque percebeu que havia viajado no tempo, pois ele vivia em outra época até então. Comentário: Professor(a), a questão exige uma inferência do aluno, ou seja, a resposta será deduzida por meio das pistas do texto, já que ela está nas entrelinhas. Se necessário, ajude a turma a perceber essas pistas, tais como o estranhamento diante do ano 1943 e o fato de o narrador dizer que seu perseguidor se parece com um ator dos anos quarenta. Questão 04 Resposta: A) O personagem espera algum movimento do seu quase assassino. B) As reticências no final do trecho indicam a mudança de situação. O que estava sendo narrado é interrompido, e outra situação começa a ser narrada. Comentário: Converse com os alunos sobre o uso das reticências em outras circunstâncias, como para indicar a interrupção da fala ou do pensamento, para citações de outra autoria ou para enfatizar determinada palavra em textos. Questão 05 Resposta: Pessoal. Possivelmente, havia dentro da misteriosa caixa uma máquina do tempo, porque, após abrir a caixa, o narrador-personagem é transportado para outro local e outro tempo. Comentário: A questão é de opinião do aluno, mas a partir do texto lido. Portanto, socialize as opiniões diferentes, mas procure fazer com que os alunos percebam se determinada opinião está dentro ou fora do contexto do texto. Questão 06 Resposta: De acordo com o trecho, a expressão em destaque significa que o homem tinha cara de assassino e que, portanto, saberia usar a faca para matar o narrador-personagem. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 532023_EF5_V1_POR_MP.indd 53 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 54 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 07 Resposta: Na narrativa, revela-se como tudo aconteceu. Comentário: Relembre com os alunos os elementos da narrativa, trabalhados no capítulo 1 da Coleção (situação inicial, conflito, clímax e desfecho). Por dentro do gênero Página 126 Questão 01 Resposta: O narrador do texto é narrador-personagem, porque ele mesmo narra uma história acontecida com ele. Comentário: Os tipos de narrador já foram trabalhados com os alunos no capítulo 1 dessa Coleção. Se necessário, retome os conceitos. Questão 02 Resposta: Uma passagem descritiva do texto pode ser: “Com o coração aos pulos, quase saltando pela boca, procuro um canto onde possa me esconder. Encontro um vão estreito, ao lado de uma porta. Mal dá para uma pessoa, mas eu entro ali e fico imóvel, protegido pela sombra”. Comentário: Relembre com os alunos o que é uma descrição: narração de maneira detalhada. O texto apresenta várias passagens descritivas, já que a narrativa de suspense ou enigma utiliza a descrição como recurso, com a função de criar uma atmosfera de mistério para o leitor. Questão 03 Resposta: Os elementos do texto que criam o clima de mistério são vários. Entre eles, estão a caixa misteriosa, a perseguição ao narrador-personagem, o cenário e a data diferente. Questão 04 Resposta: O texto apresenta apenas o diálogo entre o homem que trouxe a máquina e o narrador-personagem. Os verbos estão ora no passado, ora no presente, já que o narrador relata fatos acontecidos com ele antes e durante a narração. Questão 05 Resposta: Palavras ou expressões que causam tensão no texto: rua escura, passos, em perigo, morto de medo, perseguidor, me apavoro, com o coração aos pulos, entre outros. Comentário: Leia as informações do box sobre os tipos de discurso. Releia com eles o texto observando as falas dos personagens. Questão 06 Resposta: Trechos que podem ser sublinhados de vermelho: “– Por favor, me ajude! Eles estão atrás de mim.” Ou “– Esconde isso, não deixe que eles peguem! Seria uma tragédia para todo mundo, seria o fim da paz...” Trecho que pode ser sublinhado de azul: “Isso não faz sentido!” Comentário: Professor(a), como o texto é narrado em primeira pessoa, é preciso que haja um olhar mais atento na leitura do texto para que a narração dos fatos não seja confundida com o discurso indireto. Reforce para os alunos que o discurso indireto ocorre quando o narrador descreve a fala do personagem, quando ele apresenta a fala ou o pensamento do personagem. Questão 07 Resposta: Falou e disse. Comentário: Observe com os alunos que o primeiro verbo (falou) vem acompanhado com a indicação do comportamento do personagem: o personagem “falou assustado”. Isso permite que seja dada à fala as características do tom do discurso. Questão 08 Resposta: Introdução: Um homem está sendo perseguido na rua e procura um lugar para se esconder. Desenvolvimento: Escondido, ele se lembra de que, antes desta situação que está vivendo, um estranho apavorado invadiu seu escritório e deixou com ele uma caixa. Ao abrir a caixa, tudo se apagou e o homem se encontrou ali, fugindo de um possível assassino. Desfecho: O homem se dá conta de que está no passado, em 1943. Produção textual Página 128 Os direcionamentos para a produção de texto estão especificados no livro do aluno. A ideia é criar um desfecho (dois ou três parágrafos) para o texto “A máquina infernal”. Antes da escrita, crie espaço para que os alunos relatem suas ideias aos colegas. Alguns aspectos do texto devem ser mantidos durante a produção, tais como o foco narrativo, a atmosfera de suspense e o emprego das reticências. Após a escrita do texto, oriente os alunos sobre a revisão, utilizando o quadro do livro do aluno. As produções devem ser valorizadas esocializadas entre os alunos. Estudo da língua Página 129 Verbo (pessoa, número, tempo verbal) Página 129 Professor(a), nessa seção, o tempo dos verbos será trabalhado. Leia as informações do livro do aluno. Registre, no caderno, uma síntese do que foi abordado. Proponha a resolução das atividades. Na atividade que introduz o assunto, os alunos devem marcar “ação”. A seguir, há a listagem de alguns sites de jogos que abordam o conteúdo: • Em http://escola.britannica.com.br/jogos/GE_3_11/index. html, por meio de um jogo de memória virtual, os alunos encontram o passado, o presente e o futuro dos verbos. • No jogo presente no link http://www.smartclass.com.br/ viagem_-_verbos_14.html, é proposta uma viagem com os verbos. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 542023_EF5_V1_POR_MP.indd 54 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 55Bernoulli Sistema de Ensino Questão 01 Resposta: A) Eu (1ª pessoa do singular). B) O verbo “fechei” está no passado / pretérito. C) Pessoal. Comentário: Propicie a troca de ideias acerca da questão. Socialize as respostas. A partir da resposta dos alunos, apresente as pessoas do verbo. Oriente-os a registrar no caderno esse conceito. Questão 02 Resposta: A) Pessoa Número Tempo ajude 3ª pessoa singular presente estão 3ª pessoa plural presente Comentário: Professor(a), o verbo “ajude” está no modo imperativo, na terceira pessoa do singular (ajude ele). Porém, quando o narrador-personagem diz “me ajude!”, ele direciona o pedido a alguém que seria a segunda pessoa (com quem se fala). Por esse motivo, consideramos que, com essa segunda pessoa, deve-se usar o pronome de tratamento “você”. Explique aos alunos que “você”, embora não seja um pronome pessoal, é usado como um pronome de segunda pessoa, mas deve vir acompanhado de verbo na terceira pessoa. B) Pessoa Número Tempo parou 3ª pessoa singular passado falou 3ª pessoa singular passado Comentário: Professor(a), leia a informação do box. Se necessário, faça exercícios similares utilizando outras frases do texto. Questão 03 Resposta: A) Criamos coragem e nos aproximamos da mesa. B) Criou coragem e se aproximou da mesa. C) Criaram coragem e se aproximaram da mesa. D) Crio coragem e me aproximo da mesa. E) Criarei coragem e me aproximarei da mesa. F) Na frase, o verbo está flexionado: Pessoa Número Tempo PassadoSingularPrimeira Aprender é divertido! Página 132 As instruções estão especificadas no livro do aluno. A proposta é que, por meio da mímica, as crianças representem verbos que devem ser adivinhados pelos colegas. O objetivo é familiarizar o aluno com as formas verbais de uma maneira lúdica e simples. Estudo da língua Página 133 Uso de pontuação e expressividade Página 133 A seção trabalha a pontuação. Faça a leitura do texto destacando a importância da pontuação para a construção de sentido do texto. Uma atividade interessante é apresentar aos alunos um texto sem pontuação, para que eles percebam sua importância em um texto escrito. Peça-lhes para fazer as atividades no caderno e depois trabalhe as questões do livro do aluno. Questão 01 Resposta: A) Na placa, está sendo proibido o comércio ambulante sem alvará. B) O comércio ambulante sem alvará está sendo proibido no município. C) É expressamente proibido o comércio ambulante, neste município, sem alvará. Questão 02 Resposta: A imagem faz referência ao ditado popular “Com a faca e o queijo na mão”, que apresenta o sentido de uma pessoa que está com todas as circunstâncias a seu favor. Comentário: Converse com os alunos sobre o que é um ditado popular: sentenças ou frases, muitas vezes de autoria desconhecida, que expressam uma ideia baseada no senso comum de determinada cultura. Professor(a), se achar interessante, liste os ditados populares conhecidos pelos alunos e discuta o seu sentido. Outra ideia interessante é buscar a origem desses ditados populares. O site http://tokdehistoria.com.br/2013/10/03/ditados-populares-e- seus-significados-ii/ apresenta alguns significados para ditados populares. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 552023_EF5_V1_POR_MP.indd 55 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 56 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 03 Resposta: As aspas na palavra “engraçadinho” dão a ela um tom de ironia. Comentário: Se necessário, retome o conceito de paródia, trabalhado no capítulo 1, com os alunos. Questão 04 Resposta: Na carta, a vírgula separa duas informações diferentes: o local (a cidade) e a data. Questão 05 Resposta: As vírgulas foram usadas com a função de separar elementos de uma lista. No caso, elas foram usadas para separar as coisas que terão na festa. Questão 06 Resposta: A) “está chegando o momento do ano que a gente mais esperava, o Halloween!” A explicação (o Halloween) se refere ao momento esperado. B) Há duas ocorrências: “Finalmente, está chegando o momento [...]” e “Naquele dia, você estava todo cheio de coragem [...]”. C) Na frase, foi suprimida a palavra “estava”. Questão 07 Resposta: As aspas indicam ironia. Questão 08 Resposta: A) a.C. B) av. C) adj. D) dr. E) jr. F) mat. Comentário: Professor(a), proponha aos alunos que procurem, em um dicionário, a seção referente às abreviaturas. Peça que observem a presença do ponto em cada uma delas. Depois, registre uma conclusão no caderno e peça que listem outros exemplos. Questão 09 Resposta: Ao substituir o ponto de interrogação pelo ponto-final, as frases perderam o sentido de pergunta, sendo transformadas em afirmativas. Questão 10 Resposta: A) Na frase “Estou em perigo, morto de medo, e nem ao menos conheço este lugar!”, o ponto de exclamação indica desespero. B) Na frase “Foi simplesmente como se eu tivesse sido... apagado!”, o ponto de exclamação indica surpresa. C) Na frase “E eu nunca soube francês!”, o ponto de exclamação indica espanto. Questão 11 Resposta: As funções das reticências no primeiro quadrinho são descritas a seguir: no início, indicam que algo havia sido dito anteriormente; no segundo momento, enfatizam a palavra sucessiva a elas; e, no terceiro momento, indicam a continuação da fala do personagem. Questão 12 Resposta: A função do trecho entre travessões é explicar onde o personagem estava. Questão 13 Resposta: O diálogo da tirinha utilizando travessões fica assim: – E quando eu dei por mim, havia fogo por todos os lados, e então... PUF! Eu morri! Foi um acidente horrível! – E você, amiguinho? Como você morreu? – perguntou Penadinho a uma árvore. A árvore respondeu: – Do mesmo jeito! Mas no meu caso, não foi acidente nenhum! Questão 14 Resposta: Nesse caso, a função dos parênteses é indicar as datas de nascimento e morte do autor da frase. Comentário: Professor(a), elabore com os alunos uma síntese sobre o emprego dos sinais de pontuação. Peça-lhes para registrar o resumo no caderno por meio de um esquema ou quadro conclusivo. Antes de ler Página 140 Nesse momento, o aluno criará hipóteses para o texto a ser lido. Valorize as diferentes ideias surgidas. O objetivo é preparar os alunos para a leitura do texto 2. Há alunos que se impressionam com histórias de assombração. Evite que as crianças contem casos impactantes e mantenha um clima de tranquilidade na sala. Converse com os alunos sobre o que é um caixeiro-viajante: uma profissão antiga, de uma pessoa que vende produtos fora de onde eles são produzidos. Antigamente, quando não havia a facilidade do transporte entre cidades, os caixeiros-viajantes eram a única forma de transportar produtos entre diferentes regiões fora das grandes cidades. Texto 2 – O baile do caixeiro-viajante Peça a leitura silenciosa do texto e, depois, sua leitura oral. Se achar necessário, compartilhe com seus alunos informações sobre o autor. Por dentro do texto Página 144 Questão 01 Resposta: O narrador do texto é narrador-observador porque ele relata um fato acontecido com outra pessoa,do qual ele não participa. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 562023_EF5_V1_POR_MP.indd 56 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 57Bernoulli Sistema de Ensino Questão 02 Resposta: A cidade onde acontece o fato é caracterizada em algumas passagens: “Numa cidade pequena do interior o baile é sempre um grande acontecimento.”; “Cidade pequena, sem muitos atrativos, o que se poderia fazer à noite para distração?”; “Na rua, no largo da matriz, em todo lugar, interrogava sobre a moça e nada.”; “Numa cidade pequena todo mundo se conhece, todos sabem da vida de todos, todos se controlam, vigiam-se uns aos outros.”; “Em poucos minutos estavam os dois subindo a ladeira que levava ao afastado cemitério da cidade.” Questão 03 Resposta: O destaque refere-se ao fato de que o momento inesquecível da vida do caixeiro-viajante aconteceria no baile. Questão 04 Resposta: O sentido da expressão em destaque no trecho é estar muito emocionado, com o coração batendo forte. Questão 05 Resposta: O personagem se dirige a ele mesmo ao fazer essa pergunta, como se estivesse conversando sozinho. Questão 06 Resposta: A) No trecho, a palavra em destaque não representa o verbo “deixar”. Nesse caso, a palavra “deixa” tem o sentido de pretexto, chance para fazer algo. É um substantivo. B) Dito ou gesto, propositado ou não, de que alguém se vale para fazer ou dizer alguma coisa. Questão 07 Resposta: As descrições do texto sugerem que o velho também era um fantasma. Comentário: Professor(a), essa é uma questão de inferência. Por essa razão, pode ser que algum aluno tenha maior dificuldade em chegar à resposta. Oriente-o a partir das pistas do texto. Questão 08 Resposta: O fato que comprovou ao caixeiro-viajante que Marina era a mesma moça com quem havia dançado no baile foi encontrar seu sobretudo no túmulo da moça. Por dentro do gênero Página 146 Questão 01 Resposta: A) O caixeiro-viajante chega à cidadezinha a trabalho e fica sabendo do baile que aconteceria à noite. Ele conhece Marina, dança com ela a noite toda e marca um encontro para o dia seguinte. B) Marina não aparece no encontro, e o caixeiro-viajante tenta saber mais sobre ela, mas ninguém na cidade ouviu falar dela. C) O velho da hospedagem diz ter conhecido uma Marina, mas ela havia morrido. Ele convida o caixeiro-viajante a ir ao cemitério para olhar se a foto no túmulo é de Marina. O caixeiro-viajante aceita. D) No cemitério, o caixeiro-viajante constata que Marina era realmente aquela do cemitério e encontra sua capa sobre a lápide da moça. Questão 02 Resposta: Os personagens fantásticos do texto são Marina, a moça morta que dançou com o caixeiro-viajante no baile da cidade, e o velho da hospedagem. Questão 03 Resposta: A partir do momento em que o caixeiro-viajante procura saber da moça e conclui que ninguém na cidade a conhece, o leitor percebe que há algo de fantástico por acontecer. Questão 04 Resposta: Pessoal. Comentário: Professor(a), trabalhe com os alunos o respeito e a valorização das opiniões do outro. Questão 05 Resposta: Os alunos podem transcrever os seguintes trechos: Discurso direto: qualquer fala dos personagens iniciada por travessão. Discurso indireto: “Agradeceu à providência ter permanecido na cidade” ou “Não teria namorado, noivo, marido?” Língua ativa Página 147 De olho no dicionário Página 147 Na seção, o uso do dicionário será aperfeiçoado. Questão 01 Resposta: As palavras no dicionário são organizadas em ordem alfabética. A razão disso é facilitar a procura das palavras. Questão 02 Resposta: As palavras do dicionário são apresentadas em sílabas, e a finalidade disso é mostrar como separar a palavra em sílabas e, algumas vezes, qual é a sua sílaba tônica, que, geralmente, está em destaque. Questão 03 Resposta: Segundo o dicionário Aurélio: A) Contradança: Dança figurada de quatro ou mais pares que se defrontam uns com os outros. B) Sobretudo: Paletó grosso e quente que se veste sobre outras peças de roupa, como resguardo contra o frio. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 572023_EF5_V1_POR_MP.indd 57 01/09/2022 07:43:5901/09/2022 07:43:59 58 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Produção textual Página 148 Narrativa de suspense A proposta da produção está orientada passo a passo no livro do aluno. Certifique-se de que os passos sejam realmente seguidos. A ideia é inverter os protagonistas da história “O baile do caixeiro-viajante” e escrever uma narrativa de suspense. Propicie um momento para o primeiro passo e possibilite a troca de ideias entre os alunos. Ao expor oralmente a ideia inicial de um texto a ser escrito, o pensamento é organizado. Além disso, ao ouvir o colega, novas ideias surgem. Reveja com os alunos as marcas textuais de uma narrativa de suspense trabalhadas no capítulo. Após a escrita e a revisão dos textos, proponha a confecção de um livro: a Coletânea de Arrepiar. Outras fontes Página 149 Incentive os alunos a lerem o livro O gênio do crime, que foi lançado em 1969 e divertiu crianças de várias gerações, sendo lido até os dias atuais. É o primeiro livro da série que traz a turma do Gordo, um garoto muito esperto criado pelo autor João Carlos Marinho Silva. Estudo da escrita Página 149 A e há Página 149 A seção trabalha o emprego das palavras “a” e “há”. No link http://slideplayer.com.br/slide/42377/. você encontrará um jogo que propõe completar frases com “a”, “há” e “ah!” Peça à turma que registre as conclusões no caderno e liste alguns exemplos. Proponha a resolução das atividades no livro do aluno. Questão 01 Resposta: Leia em voz alta. A) “Imaginam sombras a poucos metros de onde estão.” B) “Daqui a alguns anos, com a maturidade, alguns medos serão vencidos”. Questão 02 Resposta: A) A palavra em destaque é classificada gramaticalmente como um verbo (haver). B) Nessa frase, a palavra pode ser substituída por “existem”. C) “Faz anos que as pessoas tentam entender seus medos”. D) Nessa frase, percebe-se o sentido de um acontecimento passado. Questão 03 Resposta: A) O sentido da palavra “há” na tirinha é “existe”. B) O tempo do verbo “haver” na tirinha é presente. C) “Há dois fantasmas na floresta” ou “Há fantasmas na floresta”. D) Conclui-se que o verbo “haver” no sentido de “existir”, nesse contexto, não varia em número. Estudo da escrita Página 151 Houve, ouve, haja, aja Página 151 A seção apresenta o emprego correto das palavras “houve”, “ouve”, “haja” e “aja”. Inicie a aula escrevendo as frases no quadro: “Hoje houve aula de Ciências.” “Renata ouve música a toda hora.” “A mãe espera que o filho aja com prudência.” “Espero que haja tempo bom na praia hoje.” Converse com os alunos sobre as palavras em destaque explorando o sentido de cada uma delas. Explore, também, a grafia e a sonoridade. Peça para os alunos escreverem as conclusões da turma no caderno e trabalhe as questões do livro do aluno. Questão 01 Resposta: A) O sentido da palavra “houve” é “existiu”. B) O verbo “haver” está no tempo passado. Questão 02 Resposta: A É o verbo “haver”. B É o verbo “agir”. B Pode ser substituído por atuar ou proceder. A Pode ser substituído por acontecer, existir, ocorrer ou ter. Questão 03 Resposta: A) Espero que aja de acordo com o combinado. B) Sempre esperamos que haja tempo para tudo. C) Ouve com atenção o que diz o professor. D) Nunca houve pessoa como ela. E) Não houve tempo de despedir-me dela. F) Quem muito fala, pouco ouve. G) Se é para ser assim, aja com firmeza. H) Quero que ainda haja fruta no pé. I) Haja paciência! Produção textual Página 153 Nessa produção, é apresentada a introdução de uma história, e o comando pede que o aluno dê continuidade a ela criando um clímax e o desfecho. Para isso, é preciso observar o foco narrativo (narrador-personagem) e o contexto apresentado. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 582023_EF5_V1_POR_MP.indd 58 01/09/2022 07:44:0001/09/202207:44:00 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 59Bernoulli Sistema de Ensino Questione os alunos sobre que som é aquele (É de um bicho? Um soluço? Algo sobrenatural?). Eles podem dar o rumo que quiserem para a história. O que deve ser valorizado aqui é a criatividade e a habilidade de construir uma narrativa que desperte a atenção do leitor aguçando sua expectativa sobre o que vai acontecer. O clímax na história deve explorar um clima de maior tensão, em que a voz misteriosa age de modo mais intenso, por exemplo, e o desfecho deve desvendar o mistério do que pode ser aquele barulho, de quem é aquela voz. Já aprendi! Página 155 Questão 01 Resposta: Diariamente, nos vemos pensando nas nossas atitudes, refletindo antes de agir: olhamos para a direita e para a esquerda antes de atravessar a rua, para não sermos atropelados; evitamos locais perigosos para não corrermos o risco de sofrer acidentes; não pressionamos as mãos em algo que possa nos ferir... Essas são algumas de nossas muitas defesas subconscientes! Você sabia que elas são construídas por meio do medo? Embora haja pessoas que acreditam não ter medo de nada, é o medo que nos torna mais cuidadosos em momentos rotineiros de nossas vidas. Pense nisso! A) As reticências foram empregadas para sinalizar que a lista de situações ou seres que causam medo é maior do que a apresentada. B) “Você sabia que elas são construídas por meio do medo?” C) “Essas são algumas de nossas muitas defesas subconscientes!” ou “Pense nisso!” Questão 02 Resposta: Definição do dicionário Caldas Aulete: Tomar (susto) com algo ou alguém inesperado. Comentário: Oriente o uso do dicionário e a busca do significado mais adequado ao contexto. Questão 03 Resposta: A) Pessoal. Sugestões: andou, cantará, pulei. B) Pessoal. Sugestões: Trovejou, relampejava, nevará. Questão 04 Resposta: A) Esperam que eles ajam com cautela. B) Esperamos que nós ajamos com cautela. Questão 05 Resposta: A) Abaixa, enrola, puxa, torce, vira, remexe, pula, adoram. Os verbos estão no presente. B) A função das reticências é indicar que a sequência de ações ainda não terminou. C) O aluno pode reescrever as sentenças em uma das formas do futuro e nas pessoas existentes. Sugestão: terceira pessoa – singular e plural – do futuro do presente: abaixará, enrolará, puxará, torcerá, virará, remexerá, pulará e adorarão; terceira pessoa – singular e plural – do futuro do pretérito: abaixarei, enrolarei, puxarei, torcerei, virarei, remexerei, pularei, adoraremos. Comentário: Professor(a), observe a coerência e correção nas respostas apresentadas pelos alunos orientando-os quanto a dúvidas, caso existam, sobre a conjugação de determinados verbos. Questão 06 Resposta: A palavra “há”, que é o verbo “haver” na terceira pessoa do singular no presente, significa “existe”. Questão 07 Resposta: Letras B e E. Questão 08 Resposta: A) Na propaganda fica clara a importância da pontuação em um texto porque, dependendo do lugar onde a vírgula é inserida, o sentido da frase é alterado. B) • “Não, espere.” – É um pedido de alguém para que outra pessoa o espere ou a outra pessoa ou a algo. • “Isso só, ele resolve.” – Indica que se a tarefa for “só isso”, a pessoa pode resolver. • “Isso, só ele resolve.” – Indica que a tarefa pode ser resolvida apenas por uma determinada pessoa. • “Aceito, obrigado.” – Indica que a pessoa aceita o que lhe é oferecido e agradece por isso. • “Esse, juiz, é corrupto.” – Indica que alguém está falando para um juiz sobre o caráter corrupto de outra pessoa. • “Não, quero ler.” – Indica que a pessoa deseja ler algo. CAPÍTULO – 5 Antenado Página de abertura Página 158 Inicie o capítulo pedindo que os alunos observem atentamente as páginas de abertura e o título. Explore o texto não verbal enfatizando os elementos apresentados (página de jornal com algumas manchetes) e a relação deles com o título. O que eles imaginam que o capítulo abordará? Depois, peça que as crianças falem o que, para elas, significa ser “antenado”. O verbete “antenado”, que dá nome ao capítulo, apresenta dois significados distintos: 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 592023_EF5_V1_POR_MP.indd 59 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 60 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR (an.te.na.do) 1. Que tem antena(s). 2. Bras. Fig. Gír. Que está ou procura estar bem informado sobre o que acontece à sua volta: Era um jornalista antenado com os bastidores da política. Disponível em: http://www.aulete.com.br/antenado. Acesso em: 10 fev. 2016. Leia esses significados com os alunos e peça que eles selecionem aquele mais adequado ao contexto. Por meio da socialização de ideias e experiências que abre o capítulo, você saberá mais sobre seus alunos (como, o que e quanto eles leem?) e seus conhecimentos sobre as novas tecnologias, um dos assuntos que serão abordados. Dizemos que uma pessoa é antenada quando ela está por dentro das novidades, das notícias, do que está acontecendo. Discuta as questões com toda a turma. É importante que os alunos percebam que há várias formas de se manter informado no mundo de hoje. Deixe que eles contem sobre os meios que encontram para saber das novidades do dia a dia. Peça que os alunos deem exemplos de situações do cotidiano nas quais é possível demonstrar atitudes de uma pessoa antenada. Proponha a discussão: há relação entre o ato de ler e o fato de ser uma pessoa informada? O objetivo é a coleta de conhecimentos prévios e a motivação para a leitura dos textos do capítulo. Diga aos alunos que, no capítulo 5, eles terão oportunidade de ler, pesquisar, discutir e refletir sobre temas atuais que, certamente, os deixarão mais “antenados” ainda. Antes de ler Página 160 Nesse momento, os alunos irão expor suas ideias acerca do texto que lerão e as suas hipóteses sobre o assunto tratado na reportagem. O objetivo da seção é preparar os alunos para a leitura do primeiro texto. Incentive a troca de ideias sobre as questões propostas na seção. Peça que os alunos, a partir da imagem que aparece no texto, construam hipóteses acerca do assunto que será abordado no texto. Leia o título. O que significa ser nativo? Onde está a Etiópia? Se possível, mostre o país em um mapa. Pesquise e compartilhe com os seus alunos alguma informação sobre o país. Texto 1 – Nativos digitais Proponha a leitura oral do texto e peça que os parágrafos sejam numerados. Por dentro do texto Página 163 Questão 01 Resposta: O assunto tratado no texto é a divulgação de um projeto, no qual crianças de áreas isoladas da Etiópia receberam tablets para constatar se são capazes de serem autodidatas para aprender a usar o aparelho. Questão 02 Resposta: • Autodidata: uma pessoa que tem a capacidade de aprender algo por conta própria, sem o auxílio de um(a) professor(a) ou mentor(a); alguém que aprende alguma coisa sozinho. • Desenvoltura: capacidade de criar ou desenvolver algo com facilidade. • Esboçar: tracejar, rascunhar ou delinear. Questão 03 Resposta: As crianças assistidas pelo projeto são moradoras de regiões isoladas da Etiópia. Elas são analfabetas, têm entre 4 e 11 anos, nunca frequentaram a escola nem tiveram qualquer contato com aparelhos eletrônicos. Questão 04 Resposta: Uma justificativa para a forma de pensar do cientista é que as crianças aprenderam a usar com desenvoltura o equipamento eletrônico. Outra justificativa é que, após alguns meses, as crianças já sabiam esboçar letras e palavras aprendidas por meio do uso do tablet. Questão 05 Resposta: “Outro exemplo de resultados: os cientistas da OLPC desabilitaram as câmeras dos tablets, para poupar bateria. Mas as crianças fuçaram tanto que conseguiram desbloquear essa função e saíram tirando fotografias pelo vilarejo”. Questão 06 Resposta: A) Ponto positivo: Desenvolveu a curiosidade e o gosto pela leitura e escrita. B) Ponto negativo: O projeto alcança resultados limitados, já que ler é um processomais complexo do que apenas decodificar palavras. Questão 07 Resposta: O cientista acredita que o projeto alcança resultados limitados porque, para ele, sem o apoio de um(a) professor(a), o aprendizado da leitura torna-se pobre. Questão 08 Resposta: Após sete meses de uso, as crianças foram capazes de esboçar letras e palavras. Questão 09 Resposta: O texto refere-se à Etiópia como um lugar pobre e isolado. As crianças entre 4 a 11 anos nesse lugarejo da Etiópia são analfabetas e nunca frequentaram a escola. Por dentro do gênero Página 165 Questão 01 Resposta: Informar. Questão 02 Resposta: A) Sim. Comentário: É apresentado um projeto baseado em uma pesquisa realizada por um cientista. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 602023_EF5_V1_POR_MP.indd 60 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 61Bernoulli Sistema de Ensino B) Sim. Comentário: A reportagem apresenta o parecer dos cientistas Nicholas Negroponte e Matt Keller e do engenheiro elétrico Lee Felsenstein. C) Sim. Comentário: “Cada aparelho foi equipado com cerca de 300 aplicativos de jogos”. Questão 03 Resposta: O veículo de divulgação do texto 1 é o site da revista IstoÉ. Questão 04 Resposta: A intenção de inserir esses recursos é detalhar e ilustrar o assunto abordado na reportagem. Questão 05 Resposta: “Independentemente de quem esteja certo, não dá para negar que estimular a curiosidade e o gosto pela leitura e escrita é sempre positivo.″ Questão 06 Resposta: A) “‘Eu acho que projetos como esse alcançam resultados limitados’,” diz o engenheiro elétrico Lee Felsenstein, pioneiro no desenvolvimento dos primeiros computadores pessoais e fundador do Fonly [...]”. B) As aspas são utilizadas no trecho para indicar que o trecho é uma citação da fala de alguém, no caso, do engenheiro Lee Felsenstein. Questão 07 Resposta: A) “O cientista Nicholas Negroponte, cofundador e professor do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), criou um projeto de distribuição de tablets para crianças de comunidades remotas na Etiópia.” B) “Para quem vive nas grandes cidades, a impressão é a de que as crianças já nascem sabendo como mexer em computadores e celulares.” Comentário: Professor(a), reveja com os alunos o conceito de fato e opinião. Se necessário, peça-lhes para registrar no caderno. O texto apresenta vários trechos que apresentam fatos e opiniões. Propicie a análise das respostas dos alunos e reflita com eles se há nelas um fato ou uma opinião. Questão 08 Resposta: A) As opiniões são diferentes, pois, no texto 1, não é apresentada a opinião da educadora nem a opinião de Negroponte sobre “não ser possível tirar uma conclusão de que é possível aprender a ler e escrever apenas com o uso da tecnologia.” Comentário: Mostre para os alunos que os trechos das reportagens apresentam a opinião de que não é possível aprender a ler e a escrever apenas com o uso da tecnologia ou que ainda não é possível tirar conclusões sobre isso. B) Como o assunto é referente à educação e tecnologia, o Portal do Aprendiz e o Olhar Digital possivelmente apresentam informações mais confiáveis e criteriosas. Comentário: Professor(a), leve os alunos a refletirem sobre a especialidade da revista IstoÉ e sobre o fato de o site Portal do Aprendiz ser especializado em educação e de o site Olhar Digital ser especializado em assuntos de tecnologia digital. Leve-os também a refletir sobre a credibilidade que eles têm no mercado. Por experiência no assunto, os sites Portal do Aprendiz e Olhar Digital são mais qualificados e, portanto, mais confiáveis para publicar reportagem sobre a qual eles são os especialistas. Leve-os também a observarem que o site Portal do Aprendiz entrevista uma educadora e publica o ponto de vista dela sobre o assunto. É importante apresentar para os alunos as duas reportagens da qual foram transcritos os dois trechos. Leia as reportagens com os alunos e oriente-os a comparar as informações e opiniões apresentadas nesses dois textos e no texto do início deste capítulo. Leve-os a observarem as diferentes vozes que aparecem nelas (a do jornalista, as dos especialistas, as dos entrevistados). Discuta ainda os diferentes rumos e tons que cada mídia (revista IstoÉ, sites Portal do Aprendiz e Olhar Digital) deu para o assunto apresentado nas reportagens de acordo com especialização e interesses próprios. Seguem os textos e seus endereços eletrônicos: Reportagem 1 Com tablets, mas sem professores Crianças que nunca tiveram contato com nenhuma palavra tentam aprender a ler sem a instrução de um professor Com mais de 100 milhões de crianças sem acesso à escola, a One Laptop per Child, organização voltada à educação que leva laptops e tablets para países em desenvolvimento, executou um experimento polêmico na Etiópia. A iniciativa, que contou com o uso de tablets movidos a energia solar, foi implantada com o objetivo de observar se crianças analfabetas, sem exposição prévia a palavras, são capazes de aprender a ler sozinhas experimentando os aplicativos, jogos, e-books e desenhos animados. Mas como sozinhas? Exatamente isso. O material foi entregue sem nenhuma instrução ou auxílio de professores. A experiência foi realizada com cerca de 40 crianças em duas vilas rurais isoladas, a 250 km da capital Adis Abeba. Uma das aldeias, chamada de Wonchi, fica na borda de uma cratera vulcânica, numa altitude de mais de 3 000 metros. De acordo com Nicholas Negroponte, fundador da One Laptop per Child, as crianças que receberam o tablet – que nunca haviam visto nem sequer um material impresso, como sinais de trânsito ou embalagens –, levaram cerca de quatro minutos para descobrir como abrir as caixas e ligar os dispositivos. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 612023_EF5_V1_POR_MP.indd 61 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 62 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR “Eu pensei que eles fossem brincar com as caixas. Dentro de duas semanas, eles estavam cantando canções do alfabeto pela aldeia e em cinco meses já haviam invadido o sistema operacional”, disse Negroponte em entrevista ao Technology Review. Em apenas duas semanas, eles descobriram como burlar o sistema para ativar a função de câmera e personalizar a área de trabalho. Já na terceira semana, cada criança usava 47 aplicativos todos os dias. “As crianças tinham personalizado totalmente a área de trabalho. Nós havíamos instalado um software para impedi-los de fazer isso”, disse Ed McNierney, diretor de tecnologia da organização. Um técnico visitou as aldeias uma vez por semana para trocar os cartões de memória para que os pesquisadores pudessem estudar como foram utilizados. Depois de sete meses, além de dominar completamente a utilização e a recarga dos aparelhos, algumas das crianças conseguiam até mesmo recitar palavras. Um dos garotos, exposto a um jogo de alfabetização com imagens de animais, abriu um programa de pintura e escreveu a palavra “leão”, por exemplo. “Se eles podem aprender a ler, então eles podem ler para aprender”, diz Negroponte. A pesquisa lembra um outro estudo que ficou bem famoso e ajudou em pesquisas educacionais, o do indiano Sugatra Mitra, que deixou computadores, em 1999, em uma aldeia indiana sem nenhum tipo de instrução. Ao voltar, tempos depois, encontrou crianças e jovens manipulando o equipamento sem dificuldades. Apesar da semelhança e dos achados positivos, a pesquisa vem sendo questionada. “Independentemente do sucesso do projeto, o conceito vai contra alguns dos lemas dos defensores da ed-tech, como o fato de que tecnologia é apenas uma ferramenta que deve ser incorporada de maneira racional e com a instrução de um profissional”, afirma Katie Ash, articulista especializada em educação na EdWeek. McNierney, no entanto, rebate. “O que podemos fazer por estas 100 milhões de crianças em todo o mundo que não vão para a escola?”, questiona. “Podemos dar-lhes ferramentaspara ler e aprender, sem ter que fornecer escolas, professores, livros didáticos e tudo isso?” E você, o que acha? BROPÉ, Vinícius. Com tablets, mas sem professores. Portal Aprendiz, 10 jan. 2013. Disponível em: https://portal.aprendiz.uol.com.br/2013/01/10/com-tab- lets-mas-sem-professores/. Acesso em: 19 ago. 2020. Reportagem 2 Crianças etíopes aprendem a mexer em tablet por conta própria Elas nunca foram a uma escola e descobriram até como hackear o Android, diz cientista A organização One Laptop Per Child (OLPC, Um Laptop por criança) tem como objetivo disponibilizar computadores para crianças que não têm acesso a escolas, e um experimento feito pelo grupo na Etiópia mostra como a tecnologia pode ser importante na educação. Crianças de duas vilas remotas do país africano, que jamais tiveram aulas e não sabem ler nem escrever, ganharam tablets da organização com programas pré-instalados para ver se elas eram capazes de se alfabetizarem por conta própria, de acordo com o MIT Technology Review. O dispositivo usado foi o Motorola Xoom, que roda Android, com jogos de treinamento para ajudar na alfabetização, livros digitais, filmes, desenhos e outros programas. O fundador da OLPC, Nicholas Negroponte, afirmou que as primeiras observações foram bastante encorajadoras. A cada semana, técnicos da OLPC visitavam as vilas e trocavam os cartões de memória do tablet para checar como eles foram usados pelas crianças. Após meses de experiência, as crianças se tornaram heavy users dos dispositivos, aprenderam a “canção do alfabeto” e a escrever palavras por conta própria. O mais impressionante, segundo Negroponte, foi o que aconteceu após cinco meses de uso do tablet. “Eles hackearam o Android!”, afirmou o cientista norte- -americano. “Alguém desativou a câmera do tablet e as crianças descobriram como fazer para reativá-la”, contou. Elas também descobriram como fazer para personalizar o dispositivo, e, assim, o tablet de cada criança era diferente do outro, mesmo com o recurso tendo sido desabilitado pelos técnicos da OLPC. Negroponte disse que, por mais que os resultados iniciais tenham sido surpreendentes, ainda não é possível tirar uma conclusão de que é possível aprender a ler e escrever apenas com o uso da tecnologia. JUNQUEIRA, Daniel. Crianças etíopes aprendem a mexer em tablet por conta própria. Olhar Digital, 31 out. 2012. Disponível em: https://olhardigital.com.br/noticia/criancas-etiopes- aprendem-a-mexer-em-tablet-por-conta-propria/30207. Acesso em: 13 nov. 2019. Na reportagem do site Olhar Digital, explore com os alunos o título auxiliar: Elas nunca foram a uma escola e descobriram até como hackear o Android, diz cientista Pesquise com eles o significado da palavra “hackear”. Discuta também se é positivo as crianças da Etiópia descobrirem como “hackear” Androids e sobre o fato de crianças tão jovens receberem a Internet nas mãos sem a orientação de um instrutor, um orientador, um educador... Pensando sobre... Página 168 Professor(a), a seção propicia a oportunidade de discutir com a turma sobre o processo do aprendizado e o papel do professor e de outros elementos que envolvem o processo de aprendizagem. A partir das reportagens e das discussões acerca da eficácia do projeto, discuta com os alunos sobre o que eles pensam sobre essa forma de aprender, se é realmente fundamental ter professores como suporte para a aprendizagem, se as crianças do projeto realmente aprendem, etc. Lembre-se de que as opiniões são livres, que não se está buscando uma resposta correta, mas argumentada, fundamentada nas informações apresentadas nas reportagens e em suas próprias vivências. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 622023_EF5_V1_POR_MP.indd 62 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 63Bernoulli Sistema de Ensino Você pode organizar um grande círculo, e os alunos poderão expor seus pensamentos. Um aluno pode ser o redator, ou seja, aquele que irá registrar as principais ideias surgidas durante o debate. Depois, um registro conclusivo pode ser feito no caderno do aluno. Produção textual Página 168 Comentário: Professor(a), antes de iniciar a primeira parte da produção textual, leia as outras duas partes para compreender os processos de execução das atividades. Reportagem (Parte 1) Os direcionamentos para a produção de texto estão especificados no livro do aluno. A ideia é iniciar a escrita da reportagem, gênero enfatizado no capítulo. Para isso, a primeira parte propõe a coleta de informações a partir de um trabalho em grupo. Divida a turma em quatro grupos. Cada grupo ficará responsável por um tema, especificado no livro do aluno e que faz parte do cotidiano escolar. É importante que os alunos sejam incentivados a buscar e coletar informações antes de iniciar o trabalho de escrita. Oriente-os sobre o registro das ideias principais e fontes encontradas. Estudo da língua Página 169 Pronomes demonstrativos Página 169 Na seção, o emprego dos pronomes demonstrativos é abordado. Inicie o trabalho conversando com os alunos sobre o conhecimento que eles têm sobre o assunto. Em quais situações eles ouviram as palavras esse, essa, este, esta, aquele ou aquela? Questão 01 Resposta: A) A revista que a menina quer está perto de Eliane. Por isso, a menina referiu-se a ela utilizando o pronome “essa”. B) A palavra “este” refere-se ao jornal próximo à menina que fala. C) A palavra “aquele” refere-se ao jornal que está distante das duas meninas. Comentário: Professor(a), peça que os alunos leiam a fala da menina para Eliane. Trabalhe oralmente as questões: • Na fala da menina, ela refere-se a uma revista e a dois jornais. Quais palavras ela utilizou? • Por qual razão a menina utilizou ora a palavra esse, ora a palavra este, ora a palavra aquele? Leia com os alunos a informação do box. Questão 02 Resposta: A) Olha aquele avião lá no céu! B) Meu filho, aonde você pensa que vai com essa mala? C) Ei, esse caderno aí é meu! D) Está vendo aquela menina do outro lado da rua? E) Por favor, ajude-me com estas compras aqui. Comentário: A atividade tem como objetivo a aplicação do conhecimento trabalhado nas atividades anteriores. Professor(a), lembre-se de pedir aos alunos para registrar no caderno as principais conclusões sobre o emprego dos pronomes demonstrativos. Questão 03 Resposta: A) A palavra “neste” indica vidro. B) A palavra “esses” indica bichinhos. C) Sim, o pronome “esses” foi empregado corretamente, porque os bichinhos a que o personagem se refere estão longe dele e perto da pessoa com quem ele está falando. Comentário: Professor(a), fale com os alunos sobre o formato do primeiro pronome usado na tirinha. Há, nele, a contração da preposição com o pronome: em + este (neste). Antes de ler Página 171 Prepare a turma para a leitura da entrevista com Ziraldo. Relembre alguns de seus livros e personagens. Se existir uma biblioteca para que os alunos façam uma roda de leitura e socialização sobre as obras desse autor, será ótimo. Inclua o livro O Menino Maluquinho, citado na entrevista. Texto 2 – Ziraldo – “O livro deveria estar na cesta básica” Propicie a leitura silenciosa do texto. Depois, selecione um aluno que tenha uma leitura ritmada e em tom alto para ler as falas de Ziraldo. Outro poderá ser o repórter. Por dentro do texto Página 173 Questão 01 Resposta: A) As causas: desvalorização do livro tanto pela escola – professores(as) que não incentivam a leitura – quanto pela família (que prefere dar outros presentes). B) As consequências: a criança cresce sem ter autoconfiança, com baixa autoestima e sem alimento para a alma. Questão 02 Resposta: Ziraldo acredita que, quando se dá um livro para alguém, está intrínseco que aquela pessoa é capaz e inteligente. Por isso, para ele, isso é um elogio que vai junto com o presente. Questão 03 Resposta: A) A expressão “um menino” refere-se ao meninode rua, e a expressão “de meninos” significa os muitos personagens meninos criados por Ziraldo. B) Há muito, Ziraldo queria escrever uma história envolvendo os meninos de rua, inspirando-se em suas lembranças sobre os meninos de rua que conheceu na infância. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 632023_EF5_V1_POR_MP.indd 63 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 64 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Questão 04 Resposta: Letra A. Questão 05 Resposta: Ziraldo encontrou inspiração para seu livro em Rosykeller, uma ex-menina de rua que conseguiu cursar Medicina. Questão 06 Resposta: A razão é que Ziraldo percebeu que os meninos de famílias muito carentes tinham nomes menos comuns, pois seus pais acreditavam que, dando a eles um nome “chique”, estariam dando também “esperança”, um bom começo para uma mudança de vida. Por dentro do gênero Página 176 Questão 01 Resposta: O entrevistado é Ziraldo, e o entrevistador é Wilson Aquino, repórter da revista IstoÉ. Questão 02 Resposta: No texto, é possível reconhecer a fala do entrevistado e a fala do entrevistador porque, antecedendo as perguntas, lê-se IstoÉ e, antecedendo as respostas, lê-se Ziraldo. Questão 03 Resposta: • Apresenta o entrevistado. • Dá uma visão geral do assunto a ser tratado na entrevista. • Menciona suas obras mais significativas. • Relata sua profissão, formação ou ofícios. Questão 04 Resposta: A finalidade do texto 2 é divulgar o novo livro do autor Ziraldo. Questão 05 Resposta: Para o título da entrevista, foram escolhidas informações importantes sobre o autor: seu nome e uma frase impactante que ele disse. Questão 06 Resposta: “Quando a mãe bota um nome desses no filho, ela quer dizer: ‘não quero que meu filho seja um Zé qualquer’”. Questão 07 Resposta: O veículo de divulgação do texto 2 é o site www. istoe.com.br. Além da Internet, podemos encontrar entrevistas em jornais, revistas e livros. Produção textual Página 178 Reportagem (Parte 2) A proposta explicitada no livro do aluno sugere a realização de uma entrevista. Relembre com a turma as marcas textuais do gênero e reflita com os alunos sobre a importância de elaborar perguntas interessantes, inteligentes e respeitosas. Os alunos poderão gravar a entrevista e depois transcrevê-la. Estudo da escrita Página 179 Uso dos porquês Página 179 Professor(a), o jogo educativo do site a seguir trabalha com o emprego dos porquês. Caso não seja possível acessá-lo em sala de aula, você pode adaptá-lo: • http://www.nossoclubinho.com.br/jogo-dos-porques/. Antes de iniciar a atividade, leia a tirinha e destaque a grafia das palavras. Questão 01 Resposta: As frases que devem ser sublinhadas são “Por que é separado?” e “Mas por quê?” A) Na grafia das palavras, podemos perceber que a diferença é que uma delas tem acento circunflexo, mas a outra, não. B) “por que”: no início da frase; “por quê”: no final da frase interrogativa. C) Pode-se concluir que “por que” é usado no início de uma frase interrogativa e que “por quê” é usado no final de uma frase interrogativa. Questão 02 Resposta: A frase a ser circulada é “Porque não é junto”. A) A palavra “porque” foi usada em uma resposta. B) A conclusão é que a palavra “porque” é usada em frases indicativas de uma resposta. Questão 03 Resposta: A) Na frase, a palavra “porquê” é um substantivo, e a palavra “O” é um artigo. B) Uma palavra que poderia substituir a palavra em destaque é “motivo”. C) Empregamos “porquê” quando há o sentido de razão, motivo e vem precedido de artigo. Comentário: Professor(a), leia as informações do box. Peça aos alunos que anotem no caderno as conclusões sobre o assunto. Questão 04 Resposta: A) Por que você insiste nesse plano impensado? B) Antônio sabe o porquê de tudo isso. C) Dalmar disse que preferia ser atacante, porque era mais emocionante. D) Felipe não veio aqui essa semana. Por quê? E) Joana não foi à aula porque estava doente. F) Por que ela não foi à aula? 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 642023_EF5_V1_POR_MP.indd 64 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 65Bernoulli Sistema de Ensino Antes de ler Página 181 Professor(a), o próximo texto a ser lido é um infográfico. O infográfico é um tipo de texto caracterizado por ilustrações explicativas sobre um tema ou assunto. Geralmente, esse formato é utilizado em jornais, revistas, sites, manuais técnicos, educativos e científicos. Texto 3 – Como é feito um jornal impresso Oriente os alunos para a leitura do infográfico, dizendo que, nesse gênero textual, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal devem ser lidas atentamente. Além disso, há uma sequência, uma ordem na leitura que deve ser obedecida, muitas vezes indicada por setas. Por dentro do texto Página 183 Questão 01 Resposta: O assunto tratado no texto é como é feito um jornal impresso. Questão 02 Resposta: Os jornalistas buscam o máximo de informações sobre os acontecimentos nos locais onde ocorreram e em outros meios de comunicação. Questão 03 Resposta: Todos os dias os jornalistas se reúnem e decidem a pauta do jornal do dia seguinte. Questão 04 Resposta: Diagramar um jornal significa organizar as imagens e os textos de maneira que se formem as páginas segundo a estrutura de um jornal. Questão 05 Resposta: Porque é ele que confere a diagramação e realiza os últimos ajustes. Questão 06 Resposta: Os editores revisam as manchetes, as imagens e a ordem das notícias e finalizam a edição do jornal. Questão 07 Resposta: Os jornalistas redigem a matéria na redação, depois de apurados e aprofundados os fatos. Questão 08 Resposta: As notícias são gravadas em chapas de alumínio e levadas para as máquinas de impressão. Questão 09 Resposta: Pessoal. Comentário: O jornal é impresso durante a madrugada. Por dentro do gênero Página 184 Questão 01 Resposta: A finalidade de um infográfico é facilitar o entendimento de determinadas informações, por meio de imagens e outros recursos que tornem a leitura mais dinâmica. Isso se dá porque a função desse gênero textual é exatamente essa: a de tornar a leitura de um texto mais fácil, interativa e dinâmica. Questão 02 Resposta: A função das setas no texto é orientar a sequência correta para a leitura do infográfico. Questão 03 Resposta: O entendimento das informações escritas ficou mais fácil, pois a função das imagens é deixar mais clara a mensagem que se pretende passar. Questão 04 Resposta: Os jornais, folhetos, sites, revistas, mapas, manuais, entre outros, divulgam e transmitem informações. O infográfico, utilizado nesses suportes, torna a compreensão do que é lido mais dinâmica e fácil. Outras fontes Página 185 Os infográficos virtuais são ótimos recursos. Por meio do vídeo indicado, os alunos aprenderão recursos para produção desse tipo de texto. Bernoulli Play Página 186 Foguete ortográfico O jogo “Foguete ortográfico” trabalha os usos de mal / mau; mas / mais; onde / aonde; houve / ouve; haja / aja; a / há; e dos “porquês”. Incentive o uso do objeto de aprendizagem pelos alunos ou jogue com eles em sala. Produção textual Página 186 Reportagem (Parte 3) A produção textual 3 dá continuidade à produção da reportagem. A ideia é trabalhar texto e imagem que simplificam ou resumem um assunto. É importante, portanto, que os alunos evitem escrever textos muito longos e valorizem o poder das imagens. Dependendo do recorte temático escolhido por eles, auxilie-os a elaborar a forma mais adequada para apresentar o infográfico. Mostre para eles diferentes formas de apresentação de infográficos e reforce o caráter dinâmico e didático desse gênero textual. Você pode fazer isso por meio do Google Imagens. Os alunos podem destacar um ponto principal de uma informação e inserir as informações secundárias de modo periférico na imagem, ou eles podem apresentar uma sequência de informações ligadas por setas, ou podem explorar o uso de formas e cores,etc. Tudo vai depender da construção feita nas etapas anteriores, do que coletaram na pesquisa e na entrevista. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 652023_EF5_V1_POR_MP.indd 65 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 66 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Estudo da língua Página 188 Pronomes possessivos Página 188 Questão 01 Resposta: A) A palavra em destaque na frase indica posse, ou seja, a quem pertencem os olhos. B) Ele não olhava nos meus olhos e se escondia atrás da mãe. Comentário: Professor(a), leia o box com as informações sobre os pronomes possessivos. Questão 02 Resposta: A) • Minha foto ficou linda! • Nossas fotos ficaram lindas! / Nossa foto ficou linda! • Suas fotos ficaram lindas! B) Pode-se concluir que os pronomes possessivos são palavras usadas de maneiras diferentes. Comentário: Professor(a), peça aos alunos que leiam as informações do box. Oriente, também, um registro conclusivo no caderno do aluno. Questão 03 Resposta: A) Eu usei minhas economias para comprar meu tênis. B) Bárbara virá à festa acompanhada de seu namorado, Pedro. C) Roberta levou seu cachorro para vacinar. D) Você já fez o seu Para Casa? Eu já fiz o meu. E) Eu e ela queremos que nossas opiniões sejam ouvidas. F) Queremos vencer, por isso pedimos que nossa equipe seja unida e forte. Questão 04 Resposta: Na imagem, o homem refere-se à personagem utilizando “meu filho”, mesmo não sendo pai do rapaz. Isso ocorre porque a expressão “meu filho” pode ser usada como forma de demonstrar afeto. Comentário: Professor(a), leia as informações do box e peça que os alunos deem outros exemplos para ilustrar os diversos sentidos dos pronomes possessivos que não indicam posse. Questão 05 Resposta: 3 – 4 – 2 – 1 Língua ativa Página 191 Explorando o dicionário: informações além do verbete Página 191 Questão 01 Resposta: A) O significado “Que está longe. = afastado, distante, longínquo” é o mais adequado ao contexto. B) Em relação à pronúncia da palavra, o símbolo |ó| indica a pronúncia aberta da vogal “o”. C) A classificação gramatical do verbete, segundo o dicionário, é adjetivo. D) • Cientista: do latim scientia. • Tecnologia: da junção das palavras gregas tekhne + logia. E) • s.m.: substantivo masculino • s.f.: substantivo feminino • bot.: botânica • adj.: adjetivo • pop.: popular • anat.: anatomia • med.: medicina • gír.: gíria Produção textual Página 193 Reportagem (Parte 4) A quarta parte da produção consiste na escrita propriamente dita da reportagem. É o momento de inserir as informações coletadas na Parte 1 da produção e algumas falas coletadas durante a entrevista, realizada na Parte 2, cuidando da estrutura e de marcas textuais do gênero. Leia as informações presentes no livro do aluno comentando cada uma das partes de uma reportagem: manchete, bigode, lead e corpo. Combine com os alunos a apresentação das reportagens por meio do jornal falado, explicitado na próxima seção. Na ponta da língua Página 195 Jornal falado Página 195 O objetivo dessa seção é que os alunos apresentem a reportagem que fizeram na “Produção textual” em formato de jornal falado. Para isso, eles deverão fazer adaptações para que o trabalho anterior se encaixe na dinâmica de uma apresentação. Essa é uma atividade que leva tempo, por isso, caso necessário, faça adaptações de acordo com as possibilidades e necessidades da sua turma. Auxilie os alunos em cada etapa da criação do roteiro. Assistam juntos a trechos de jornais da TV e da Internet para que eles observem a postura dos jornalistas e a apresentação dos textos, como cada notícia é introduzida, em que ordem aparecem, como são as pausas para o comercial, o retorno da transmissão, como são as vinhetas e tudo mais que envolve a transmissão de um jornal. Oriente-os sobre como devem dividir as tarefas, caso necessário, mas seria interessante que eles mesmos conseguissem organizar o papel de cada um na elaboração do roteiro e na apresentação. O jornal pode ser apresentado da maneira mais simples, com uma encenação em sala de aula, dispondo as carteiras de forma que pareça uma bancada de jornal, ou de maneira mais ousada, fazendo o uso de tecnologias, com o registro em vídeo e um trabalho de edição. O importante é que os alunos entendam que a apresentação das notícias, reportagens e entrevistas se adaptam de acordo com cada veículo de comunicação. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 662023_EF5_V1_POR_MP.indd 66 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 LÍ N G U A P O R T U G U E S A 67Bernoulli Sistema de Ensino Aprender é divertido! Página 196 A atividade requer o uso da cartela presente no material complementar do aluno. Tem como objetivo a criação de manchetes, seguindo as diversas possibilidades da cartela, que irão variar de acordo com o caminho seguido pelo aluno e a elaboração da estrutura criada por ele. A brincadeira só chegará ao fim quando nenhum aluno mais conseguir criar uma nova manchete. Portanto, é preciso atenção e memorização das manchetes que forem ditas. Já aprendi! Página 196 Questão 01 Resposta: A) Aquela escola do outro lado da rua é onde eu estudo. B) Não gosto quando você faz essa carinha! C) Esse livro na sua mão é aquele que eu te emprestei? D) Você sabe quem é aquele aluno ao lado da professora? E) Esta camisa que eu estou usando é da minha banda favorita. Questão 02 Resposta: Letra B. Correção: Gabriel, tire aquele sapato de lá! Questão 03 Resposta: A) A crítica apresentada na tirinha é o mau hábito de algumas pessoas em exagerar no tempo dedicado aos jogos eletrônicos, deixando de viver a vida real. B) O erro presente na tirinha diz respeito à utilização da forma “por que”, pois a mãe faz uma pergunta ao filho, e a forma apresentada não é a forma correta a ser usada em frases interrogativas. Questão 04 Resposta: A palavra “minha” se refere ao dono da casa, e a palavra “seus” se refere ao dono das revistas e dos jornais. Questão 05 Resposta: A) Nós temos de lutar pelos nossos direitos. B) As crianças sabem que seus cadernos devem ser bem cuidados. C) Não irei à festa porque minha mãe não deixou. D) Pedro, qual é o seu filme preferido? E) Bem-vindo a nossa casa! Estamos felizes com sua visita! Questão 06 Resposta: A) O assunto principal da reportagem é orientar sobre os procedimentos a serem feitos com celulares velhos. B) • Emergência: do latim emergere, que significa “trazer à luz”, “subir à superfície”. • Bateria: do francês batterie. Questão 07 Resposta: A) O assunto do infográfico é o sinal da chegada de um tsunami. B) A linguagem não verbal no infográfico facilita a leitura e o entendimento do texto. Por isso, ela é importante. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 672023_EF5_V1_POR_MP.indd 67 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00 68 Coleção EF5 MANUAL DO PROFESSOR Referências • 100 PARODIAS de la Mona Lisa ¿Cuál es tu favorita? Disponível em: http://listas.20minutos.es/lista/100-parodias-dela-mona- lisa-cual-es-tu-favorita-362818/. Acesso em: 31 ago. 2020. • ALVES, Ziraldo. O Menino Maluquinho. 74. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2005. • ANDRADE, Carlos Drummond de. Antigamente. Disponível em: http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond07.htm. Acesso em: 31 ago. 2020. • ANDREAS, Maurilo. Estranhas histórias. Belo Horizonte: Fino Traço, 2010. • ARINI, Juliana. A nova pegada dos viajantes. Página 22, São Paulo, n. 43, p. 21-23, jul. 2010. Disponível em: http:// bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/pagina22/article/view/29365/28215. Acesso em: 31 ago. 2020. • BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. • CARR, Stella. Assombrassustos. São Paulo: Pioneira, 1982. • CARVALHO, Roberta. Vestir consciente com o Instituto Ecotece. Disponível em: http://nossacausa.com/vestir-consciente- com-o-instituto-ecotece. Acesso em: 31 ago. 2020. • DICIONÁRIO ilustrado Tupi Guarani. Disponívelem: http://www.dicionariotupiguarani.com.br/section/c/. Acesso em: 31 ago. 2020. • ENTENDA o que é o turismo responsável. Turismo de Experiência. Disponível em: https://www.turismodeexperiencia.com.br/ entenda-o-que-e-turismo-responsavel/. Acesso em: 19 ago. 2020. • LUDO educativo. Ecoaqua. Disponível em: http://portal.ludoeducativo.com.br/pt/play/ecoaqua?page=1. Acesso em: 31 ago. 2020. • LÍNGUAS indígenas. Disponível em: http://pibmirim.socioambiental.org/linguas-indigenas. Acesso em: 31 ago. 2020. • ROJO, Roxane (org.). A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Campinas: Mercado de Letras, 2000. • TERIAM os chineses descoberto a América 71 anos antes de Cristóvão Colombo? Disponível em: http://www.expedicaooriente. com.br/expedicao. Acesso em: 06 nov. 2019. 2023_EF5_V1_POR_MP.indd 682023_EF5_V1_POR_MP.indd 68 01/09/2022 07:44:0001/09/2022 07:44:00