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Responsabilidade Civil:
Art. 186, CC: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou 
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente 
moral, comete ato ilícito.
Art. 932, CC: São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua 
companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas 
condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, 
serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão 
dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue 
por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e 
educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a 
concorrente quantia.
A culpa in eligendo advém da má escolha daquele em quem se confia à prática 
de um ato ou o adimplemento da obrigação
A culpa in vigilando é aquela que decorre da falta de atenção com o procedimento 
de outrem, cujo ato ilícito o responsável deve pagar
Tem-se a culpa in committendo ou in faciendo quando o agente pratica um ato 
positivo, isto é, com imprudência. Mas se ele cometer uma abstenção, ou seja, for
negligente, a culpa será in omittendo.
A culpa in custodiendo é aquela que advém da falta de cautela ou atenção em 
relação a uma pessoa, animal ou objeto, sob os cuidados do agente.
Art. 12, CDC: O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o 
importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela 
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de 
projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação 
ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes 
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
Art. 14, CDC: O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência 
de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos 
relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou 
inadequadas sobre sua fruição e riscos.
Art. 13, CDC: O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo 
anterior, quando:
I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser 
identificados;
II - o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, 
construtor ou importador;
III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer 
o direito de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na 
causação do evento danoso.
Art. 18, CDC: Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis 
respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem 
impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o 
valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações 
constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, 
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir 
a substituição das partes viciadas.
§ 1º Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor 
exigir, alternativamente e à sua escolha:
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições 
de uso;
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem 
prejuízo de eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço.
§ 3º O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste 
artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes 
viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-
lhe o valor ou se tratar de produto essencial.
Art. 20, CDC: O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os
tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por 
aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou 
mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e 
à sua escolha:
I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem 
prejuízo de eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço.

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