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PARAMETROS DENDOMETRICO-VOLUME

Material de Manejo e Produção Florestal sobre estimativa de volume de madeira: define unidades (m³ estéreo/sólido, mdc), componentes da árvore e descreve métodos de medição (xilômetro, cubagem rigorosa) e fórmulas de Huber, Newton, Smalian e Frankon.

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Universidade Federal Rural da Amazônia
Campus Capitão Poço
Agronomia 2017
Disciplina: Manejo e Produção Florestal
Profa. Lucila Elizabeth F. Monfort
EQUIPE 5: 
Antonio Esmael Moura Guimarães; 
Felipe Farias da Costa; 
Juliana Costa Farias; 
Wemily Raiana Nascimento Lobo
Capitão Poço- PA/ 2021
Principais parâmetros dendrométricos:
VOLUME
SUMÁRIO
2
1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVO
3. DESENVOLVIMENTO
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS 
1. INTRODUÇÃO
Fonte: pixnio.com; br.freepik.com, 2021; ciflorestas.com.br, 2016 
A estimativa do volume é umas das principais finalidades dos inventários florestais, principalmente quando estes têm fins comerciais. 
A medição da madeira compreende a determinação do volume de :
 Árvores;
 Troncos;
 Pilhas de lenha;
 Povoamentos florestais inteiros. 
A partir do volume das toras ou do corte, a madeira pode ser destinadas para diferentes tipos de processamento:
Maiores volumes: laminação e serrarias, 
Diâmetros menores: produção de painéis aglomerados ou de fibras (MDF) ou para a fabricação de celulose e papel. 
Figura 1: Troncos de árvores, Pilha de lenha e Árvores em pé
3
2. OBJETIVO
4
Apresentar informações sobre o volume em uma árvore, bem como as diferentes formas para realizar sua mensuração. 
5
Medidas volumétricas utilizadas para a exploração de madeira
3. DESENVOLVIMENTO
Metro cúbico estéreo (st) 
Trata-se de uma pilha de madeira com 1 metro de comprimento, 1 de largura e 1 de altura com espaços vazios entre as peças, ou seja, elas não se encaixam precisamente.
Metro cúbico sólido (m³): 
Madeira empilhada nos mesmo moldes (1 m de largura x 1 m de comprimento x 1 m de altura) sem espaços vazios, onde as peças (tábuas, dormentes, vigas, etc) se encaixam com perfeição.
Metro de carvão (mdc): 
Quantia de carvão que preenche o volume de 1 m³.
6
Com relação a comercialização, o volume da arvore é um dos fatores que dita o seu uso;
Uma vez que se pode determinar diferentes volumes em uma árvore, é necessário definir os seus componentes:
0 = Toco;
1 = Fuste comercial;
2 = Galhos comerciais;
3 = Fuste não comercial;
4 = Galhos pequenos e não comerciais.
Volumes em uma árvore
7
Formas de furte
Os fustes, podem assumir diferentes formas, assemelhando-se à de três sólidos revolução ou a um cilindro.
Podem estar presente ao mesmo tempo:
8
Entre os principais fatores que afetam a forma do fuste das árvores, destacam-se:
Espécie
Idade
Espaçamento
Qualidade do local
Formas de furte
Figura 2: Paricá de diferentes idades.
Figura 3: Mogno.
Procedimentos utilizados:
9
Haja vista que o fuste de uma árvore não é um cilindro perfeito, possuindo diferentes formas, existem alguns procedimemtos para a determinação do seu volume.
Cabe mencionar que alguns destes métodos também podem ser utilizados para a determinação do volume de outras partes das árvores como galhos e raízes.
Princípio do xilômetro
Cubagem rigorosa
Volume frankon
Determinação do volume do fuste
O xilômetro é um recipiente com água, no qual as toras de madeira são colocadas e o volume de água deslocado, igual ao volume das toras, é medido com uma régua graduada.
10
Toras menores;
Pequena escala operacional;
A água deve ser trocada ou filtrada quando se turvar.
Figura: Representação esquemática de um xilômetro 
Princípio do xilômetro
Cubagem rigorosa
11
A partir do estudo da forma das árvores, algumas expressões matemáticas foram desenvolvidas para a determinação do volume com ou sem casca do fuste das árvores, entre elas (HUSCH et al., 2003):
Huber
Newton
Smalian
É a forma mais apropriada para quantificar o volume do fuste de uma árvore. Por esta técnica secciona-se o fuste em várias partes menores, mensurando-as individualmente.
12
Huber
em que: V = volume com ou sem casca da seção, em m3; 
AS1/2 = área seccional com ou sem casca, obtida na metade do comprimento da seção, em m2; 
 L = comprimento da seção, em m.
Newton
As expressões de Huber, Smalian e Newton fornecem estimativas do volume de seções individuais do fuste da árvore. 
Smalian
V
AS1 e AS2: áreas seccionais obtidas nas extremidades de cada seção, em m²
 L: comprimento da seção. 
D: diâmetro da seção.
*Área seccional (AS) 
* Método de Smalian 
Normalmente o comprimento da seção (L) fica entre 1 e 2 metros, mas pode-se usar valores proporcionais ao comprimento do fuste, como proposto por Hohenadl (Sanquetta et al., 2014).
13
A maneira mais comum para realizar uma cubagem rigorosa é pelo uso da expressão matemática de Smalian, conhecido como método de Smalian (Soares et al., 2006): 
Volume frankon
V
V = volume Frankon com ou sem casca, em m3; 
C = circunferência com ou sem casca nametade do comprimento da tora, em m; e
 L = comprimento da tora, em m.
14
O volume Frankon de uma tora com 5 m de comprimento e 50 cm de diâmetro com casca na metade do seu comprimento será: 
Exemplo:
C =50.ℼ=157,08 cm ou 1,5708 m
V= ()².5,0 = 0,7711 m³
Embora seja possível obter o volume de partes do fuste de uma árvore pela aplicação de expressões matemáticas ou pela utilização do xilômetro, normalmente são utilizadas expressões diversas para a obtenção do volume em transações comerciais de madeira.
Nesse contexto,destaca-se a expressão para a determinação do volume Frankon (ou 4o reduzido), dado por:
L= 5 m
D = 50 cm
 ESTIMAÇÃO DO VOLUME DO FUSTE
3.4 Estimação do volume do fuste
16
A estimativa do volume da árvore é de uso corrente em biometria, inventário, manejo economia e planejamento florestal. 
Após quantificada, esta informação permite compor o volume das parcelas base para os estudos de crescimento e produção e para estruturação de planos de suprimento na floresta plantada e de planos de manejo na floresta nativa. Existem diferentes alternativas para viabilizá-la.
Dentre as várias modalidades, pode-se citar o modelo de simples entrada, o modelo de dupla entrada, o modelo de dupla entrada associado a modelo hipsométrico, o modelo para o povoamento, o fator de forma, o método dos dois diâmetros, o método geométrico, funções splines e as funções de afilamento.
O fator de forma nada mais é do que uma conversão entre o volume do cilindro e o volume real da árvore, sendo o DAP tomado em centímetros.
Já o volume real da árvore com ou sem casca pode ser calculado a partir de fórmulas específicas como as de Smalian, Huber, Newton, FAO, Hohenald, Hossfeld, Pressler, método geométrico.
Fator de forma
Huber:			
Smalian:			
Newton:			
17
De posse do fator de forma médio, basta medir o DAP e altura comercial (Hc) das arvores a serem mensuradas e aplicar a seguinte equação a fim de obter o volume para uma árvore: 
Onde: DAP = diâmetro à altura do peito (1,3 m do colo da árvore); Hc = altura comercial da árvore; f = fator de forma médio.
18
Assim, o fator de forma pode ser obtido como:
Mas como o volume não é função apenas do diâmetro e da altura da árvore, alguns modelos foram desenvolvidos, de forma a considerar todos os fatores relacionados ao volume. Veja o modelo a seguir, que é conhecido mundialmente como o modelo volumétrico de Schumacher e Hall:
Modelos volumétricos
19
Se a árvore tivesse o formato de cilindro, seu volume seria facilmente expresso pela equação:
 Além dos modelos da variável combinada e de Schumacher e Hall, existem outros, como mostrado a seguir:
20
Modelos de simples entrada
 São modelos que explicam o volume através de uma única variável, no caso o diâmetro tomado na árvore a 1,30 metros de altura do solo. Este procedimento pode ser adotado quando existe uma forte relação hipsométrica de modo que a altura seja explicada pelo diâmetro.
Tabela com modelos volumétricos de simples entrada para árvores individuais: V= f (Dap).
Fonte: passeidireto. com
21
 São modelos que explicam o volume através de duas variáveis, no caso o diâmetro tomado na árvore a 1,30 metros de altura do solo e a altura.
Tabela com modelos volumétricos de dupla entrada para árvores individuais: V= f (Dap, H)
Fonte: passeidireto. com
22
4. CONSIDERAÇÕESFINAIS
23
Mediante a importância de mensurar o volume das árvores, se faz necessário conhecimento das melhores técnicas para sua obtenção, conseguindo assim medidas dos parâmetros de venda, que é o volume da Madeira.
5. REFERÊNCIAS
24
FIGUEIREDO, E. O; SCHROEDER, R.; PAPA, D. de A. Fatores de Forma para 20 Espécies Florestais Comerciais da Amazônia Introdução. Comunicado Técnico, 173, 1 ed , EMBRAPA, Rio Branco – AC, Dezembro, 2009. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CPAF-AC-2010/23018/1/cot173.pdf>. Acesso dia 05 de Abr de 2021
‌Soares, C. P. B.; Paula Neto, F. de; Souza, A. L. de. Livro Dendrometria e Inventário Florestal. Cap 4. 
CÁLCULO DE VOLUME DE MADEIRA. Disponível em:https://www.ruralcentro.com.br/noticias/calculo-de-volume-de-madeira-76734. Acesso: 08 de Abr de 2021.
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