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GEO-HISTÓRIA
REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRÁFICA, CULTURAL, POLÍTICA e ECONÔMICA do 
ESTADO de GOIÁS
Introdução – Geografia e História de Goiás
A Geografia e a História são ciências que se complementam. Nossa intenção, neste material é aproveitá-las 
em termos da explicação da ocupação de Goiás, sendo este um processo constante de transformação de paisagem, ou 
seja, um processo geográfico, histórico e social.
Localização
Goiás é um Estado brasileiro (340.166km²), localizado na região Centro-Oeste, com os seguintes limites: ao N, 
Tocantins; a W, Mato Grosso; ao S, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais; a E, Minas Gerais e Bahia. O Distrito Federal 
está encravado em seu território, junto ao limite com o estado de Minas Gerais. Capital Goiânia. 
Goiás: diferenças regionais
Relevo – Destaques:
A maior parte do território goiano está entre 300 e 
900m de altitude. O relevo consiste em grandes superfícies 
aplainadas, talhadas em rochas cristalinas e sedimentares. 
Cinco unidades compõem o quadro morfológico:
 O planalto cristalino do leste se situa na porção leste 
de Goiás. Sua elevada superfície com mais de 1.000m 
de altitude em alguns locais, forma o divisor de águas 
entre as bacias do Paranaíba e do Tocantins. É essa a 
mais elevada unidade de relevo de toda a região 
Centro-Oeste;
 O planalto cristalino do Araguaia-Tocantins ocupa o 
norte do estado. Tem altitudes mais reduzidas, em 
geral de 300 a 600m;
 O planalto sedimentar do São Francisco, também 
chamado Espigão Mestre, vasto chapadão arenítico, 
caracteriza a região nordeste do estado, na região 
limítrofe com a Bahia;
 O planalto sedimentar do Paraná, extremo sudoeste 
do estado, é formado por camadas sedimentares e 
basálticas ligeiramente inclinadas, de que resulta um 
relevo de grandes planuras escalonadas;
 A planície aluvial do médio Araguaia, na região 
limítrofe de Goiás e Mato Grosso, tem o caráter de ampla planície de inundação, sujeita à deposição periódica de 
aluviões. 
Clima – Destaques:
 
• O tipo climático que caracteriza o estado de Goiás, é o clima tropical com verões chuvosos e invernos secos. Este 
domina a maior parte do estado. As temperaturas médias anuais variam entre 23ºC, ao norte, e 20ºC, ao sul. 
• Os totais pluviométricos oscilam entre 1.800mm, a oeste, e 1.500mm, a leste, com forte contraste entre os meses 
de inverno, secos, e os meses de verão, chuvosos. 
• O clima tropical de altitude aparece apenas na região do alto planalto cristalino (área de Anápolis, Goiânia e Distrito 
Federal), onde, por efeito da maior altitudes, se registram temperaturas em geral mais baixas, embora o regime 
pluvial conserve a mesma oposição entre as estações chuvosa de verão e seca de inverno. 
Vegetação
 
A maior parte do território de Goiás é recoberta por vegetação de campos cerrados. As matas, embora pouco 
desenvolvidas especialmente, têm grande importância econômica para o estado, de vez que constituem as áreas 
preferidas para a prática da agricultura, em virtude de uma maior fertilidade de seus solos, em comparação com os 
solos do cerrado. 
Hidrografia
 
IQUEGO 1
GEO-HISTÓRIA
A rede hidrográfica está dividida em duas partes: uma constituída pelos rios que drenam para o Paraná, a outra, 
pelos rios que escoam para o Tocantins ou para seu afluente, o Araguaia. 
O divisor de águas entre as duas bacias passa pelo centro do estado, atravessando-o de leste a oeste. O limite 
oriental de Goiás segue o divisor de águas entre as bacias dos rios Tocantins e São Francisco e o divisor de águas 
entre as bacias do Tocantins e do Paranaíba.
Todos os rios apresentam regime tropical, com cheias no semestre de verão, estação chuvosa. Por esta razão 
Goiás e conhecido como o berço das águas. Aqui temos a importância da preservação dos mananciais do de Goiás e 
do cerrado. 
Diferenças Econômicas e Sociais Entre o Norte e o Sul de Goiás
Historicamente a porção norte do Estado de Goiás, atual Tocantins desde 1988, sempre foi mais pobre, 
economicamente, do que a região sul do Estado. Comprovando os desequilíbrios regionais, os dados referentes à 
população municipal (1920) revelam que entre 10 municípios de maior população, apenas três eram situados na porção 
setentrional, correspondendo a 11,4 por cento do total.
Hoje, no atual Estado de Goiás, esta disparidade econômica ainda persiste. A porção norte do Estado guarda os 
piores índices de desenvolvimento econômico e humano. Aqui temos um destaque para a região nordeste do Estado, 
que concerne os piores indicadores sociais e baixo índice de industrialização.
A parte sul do Estado é a mais desenvolvida economicamente. Nesta área temos uma agricultura voltada para 
exportação, uma pecuária intensiva, boa industrialização e mais áreas de atração turística.
Formação Econômica de Goiás: mineração 
Descobrimento de Goiás
É costume dizer que o descobridor de Goiás foi o Anhanguera. Isso não significa que ele foi o primeiro a vir a 
Goiás, mas sim que ele foi o primeiro a vir a Goiás com intenção de fixar aqui. Isso se deu dentro de uma conjuntura do 
descobrimento do ouro no Brasil.
A Ocupação Interior
Durante os séculos XVI e XVII, a grande lavoura litorânea foi a base da economia nacional, determinando a mais 
tardia ocupação das regiões interiores. No final do século XVI, em decorrência da atividade da caça ao índio (procurado 
como mão-de-obra), surgiram algumas penetrações esparsas, que não fixaram o homem ao solo. Goiás sofria assim 
um pequeno processo de transformação.
Tais penetrações não representaram fase de fixação e colonização, constituindo-se em incursões de 
reconhecimento das possibilidades econômicas da região, através da coleta de amostragens de ouro e de apresamento 
de silvícolas.
A Ocupação Mineratória - Mineração
Enquanto o século XVII representou etapa de investigação das possibilidades econômicas das regiões goianas, 
durante a qual o seu território tornou-se conhecido, o século XVIII, em função da expansão da marcha do ouro, foi ele 
devassado em todos os sentidos, estabelecendo-se a sua efetiva ocupação através da mineração.
A primeira região ocupada em Goiás foi a região do Rio Vermelho. Entre 1727 e 1732 surgiram diversos arraiais, 
além de Santana (posteriormente Vila Boa de Goiás), em conseqüência das explorações auríferas ou da localização na 
rota de Minas para Goiás. Em 1736 já havia nas minas de Goiás 10.236 escravos. Nas proximidades de Santana 
surgiram os arraiais de Anta e Ouro Fino; mais para o Norte, Santa Rita, Guarinos e Água Quente. Na porção Sudeste, 
Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte (atual Pirenópoles) e Santa Cruz.
Outras povoações surgidas na primeira metade do século XVIII foram: Jaraguá, Corumbá e o Arraial dos Couros 
(atual Formosa), na rota de ligações de Santana e Pirenópoles a Minas Gerais. 
Ao longo dos caminhos que demandavam a Bahia, mais ao Norte, na bacia do Tocantins, localizaram-se diversos 
núcleos populacionais, como São José do Tocantins (Niquelândia), Traíras, Cachoeira, Flores, São Félix, Arraias, 
Natividade, Chapada e Muquém.
Na década de 1740 a porção mais povoada de Goiás era o Sul, mas a expansão rumo ao norte prosseguia com a 
implantação dos arraiais do Carmo, Conceição, São Domingos, São José do Duro, Amaro Leite, Cavalcante, Palma 
(Paranã) e Pilar de Goiás.
O povoamento determinado pela mineração do ouro é um povoamento muito irregular e mais instável; sem nenhum 
planejamento, sem nenhuma ordem. Onde aparece ouro, ali surge uma povoação; quando o ouro se esgota, os 
mineiros mudam-se para outro lugar e a povoação definha e desaparece.
IQUEGO 2
GEO-HISTÓRIA
Declínio da Ocupação Mineratória
A partir da segunda metade do século XVIII, Portugal começou a entrar em fase de decadência progressiva, 
que coincidiu com o decréscimo da produtividade e do volume médio da produção das minas do Brasil. Então 
desde 1778, a produção bruta das minasde Goiás começou a declinar progressivamente, em conseqüência da 
escassez dos metais das minas conhecidas, da ausência de novas descobertas e do decréscimo progressivo 
do rendimento por escravo. Surge um novo tipo de povoamento.
O Final da Ocupação Mineratória
Um novo tipo de povoamento se estabeleceu a partir do final do século XVIII, sobretudo no Sul da capitania, onde 
campos de pastagens naturais se transformaram em centros de criatório. 
A necessidade de tomar dos silvícolas áreas sob seu domínio, que estrangulavam a marcha do povoamento rumo 
às porções setentrionais, propiciou também a expansão da ocupação neste período.
Povoações surgidas no período: arraial do Bonfim (Silvânia), à margem do rio Vermelho, fundado por mineradores 
que haviam abandonado as minas de Santa Luzia, em fase de esgotamento. Campo Alegre, originada de um pouso de 
tropeiros; primitivamente, chamou-se Arraial do Calaça. Ipameri, fundada por criadores e lavradores procedentes de 
Minas Gerais. Santo Antônio do Morro do Chapéu (Monte Alegre de Goiás), na zona Centro-Oriental, na rota do sertão 
baiano. Posse, surgida no início do século XIX, em conseqüência da fixação de criadores de gado de origem nordestina.
A expansão do povoamento do Centro-Oeste de Goiás foi mais discreta, se bem que algumas povoações aí se 
erguessem, como o Arraial do Descoberto (Porangatu), originado de descobertas tardias de jazidas auríferas.
Nas porções setentrionais, ligadas à política de povoamento dos vales dos rios Araguaia e Tocantins, com objetivos 
ligados à implantação do comércio fluvial, surgiram as seguintes povoações: Porto Real (Porto Nacional), no final do 
século XVIII. São Pedro de Alcântara e Araguacema, na região do Araguaia no início do século XIX.
Apesar da descoberta de novas jazidas auríferas - como a de Ouro Podre, próxima a Arraias (1792) e a de Anicuns 
(1809) - e da exploração das lavras diamantíferas dos rios Claro e Pilões, a partir de 1801 o declínio mineratório era 
evidente na capitania. Terminava definitivamente a fase de ocupação territorial ligada à mineração.
Conseqüência da Decadência da Mineração
Em 1823, Cunha Matos, enviado ao Norte para reconduzi-lo a união com o Sul, documenta em seus inscritos a 
indolência do povo e decadência dos arraiais sublevados: “Cavalcante é quase nada,.....aqui falta tudo, a fome é 
terrível.....dizem que nas Arraias, Conceição, Flores e Natividade, ainda é pior....”. Somos tentados a fazer a seguinte 
observação: Eram estes os lugares mais prósperos do Norte na fase mineratória. Por que agora esta insolência, este 
marasmo? Ausência de um produto básico rentável, é o que nos parece real.
Tópicos Relevantes da Ocupação e Colonização de Goiás ao Final do Período Mineratório 
Aspectos Gerais:
 No século XVI começam as primeiras bandeiras e entradas em busca do ouro aprisionamento do índio;
 Em 1722 o bandeirante, Bartolomeu Bueno, o Anhanguera, acha a primeira jazida de ouro em Goyaz;
 O Anhanguera funda o Arraial de Santana, que originou Vila Boa e hoje é a Cidade de Goiás;
 No período Minerador a sociedade é urbana e negra;
 Goyaz fazia parte da Capitania de São Paulo (São Vicente).
A Criação da Capitania de Goyaz:
 
 1749 – criação da Capitania de Goyaz;
 A Capitania de Goyaz é criada com o objetivo da coroa de aumentar o controle sob a região mineradora;
 O Primeiro Governador - Conde D`Arcos (paulista);
 Capital: Vila Boa;
 Cria-se duas casas de fundição: Uma em Vila Boa: Sul e outra em Cavalcante: Norte.
 Começa a diferenciação entre o Sul e o Norte de Goyaz. O Sul passa a se destacar mais, as pessoas chegavam de 
mula e carroças, vinham do litoral Sudeste, São Paulo. O Norte passa a ser ocupado mais por nordestinos, vinham 
pelos rios, Rio Tocantins e depois Rio Araguaia;
 A Sociedade era essencialmente mineradora;
 O ouro é de aluvião, então; 
 Em 1760 tem-se a Decadência do ouro, da mineração. Há uma queda da população urbana com uma queda 
gradual do número de escravos, devido a crise do ouro; 
 A sociedade ruralizou-se. 
IQUEGO 3
GEO-HISTÓRIA
Formação Econômica de Goiás: Ocupação Pecuarista – “Tropas e Boiadas”
Preste atenção no trecho da canção Saudade Brejeira de José Eduardo Morais e Nasr Chaul, sucesso na voz de 
Marcelo Barra:
Que saudade do meu alazão
Do berrante imitando o trovão
Da boiada debaixo do sol
Nos caminhos gerais do sertão.
Esta música e outras como Chico Mineiro ou Berrante de Madalena, refletem um momento muito especial da 
ocupação de Goiás, quando no Sul e no Norte de Goiás, no início do século XIX, a mineração era de pequena monta, 
fazendo surgir um novo surto econômico e de povoamento representado pela pecuária, estabelecida através de duas 
grandes vias de penetração: a do Nordeste, representada por criadores e rebanhos nordestinos, que pelo São 
Francisco se espalharam pelo Oeste da Bahia, penetrando nas zonas adjacentes de Goiás. O Arraial dos Couros 
(Formosa) foi o grande centro dessa via. A de São Paulo e Minas Gerais, que através dos antigos caminhos da 
mineração, penetrou no território goiano, estabilizando-se no Sudoeste da capitania.
Assim, extensas áreas do território goiano foram ocupadas em função da pecuária, dela derivando a expansão do 
povoamento e o surgimento de cidades como Itaberaí, inicialmente uma fazenda de criação, e Anápolis, local de 
passagem de muitos fazendeiros de gado que iam em demanda à região das minas e que, impressionados com seus 
campos, aí se instalaram.
Este povoamento oriundo da pecuária, entretanto, apresentou numerosos problemas. Não foi, por exemplo, um 
povoamento uniforme: caracterizou-se pela má distribuição e pela heterogeneidade do seu crescimento.
Enquanto algumas áreas permaneceram estacionárias, outras decaíram (os antigos centros mineradores), e outras 
ainda, localizadas principalmente na região Centro-Sul, surgiram e se desenvolveram, em decorrência sobretudo do 
surto migratório de paulistas, mineiros e nordestinos.
Durante o século XIX a população de Goiás aumentou continuamente, não só pelo crescimento vegetativo, como 
pelas migrações dos Estados vizinhos. Os índios diminuíram quantitativamente e a contribuição estrangeira foi 
inexistente.
A pecuária tornou-se o setor mais importante da economia.
O incremento da pecuária trouxe como conseqüência o crescimento da população. Correntes migratórias 
chegavam em Goiás oriundas do Pará, do Maranhão, da Bahia e de Minas, povoando os inóspitos sertões. 
A Ruralização 
As características do tipo de pecuária exercido na época - basicamente extensiva - por outro lado, não propiciavam 
a criação de núcleos urbanos expressivos.
A economia tendeu a uma ruralização cada vez mais marcante e o tipo de atividade econômica gerou grande 
dispersão e da população. Os antigos centros mineradores decadentes não foram substituídos por povoações 
dinâmicas.
No início do século XIX, os núcleos urbanos eram pobres e em número reduzido, destacando-se apenas as 
povoações de Meia Ponte (Pirenópoles) e Vila Boa de Goiás (Cidade de Goiás), esta funcionando como sede do 
governo.
Em 1809, Vila Boa dispunha de mais ou menos 900 casas. 
(Saint-Hilaire, Auguste de - “Viagem às Nascentes do rio São Francisco e pela Província de Goiás”, apud Bruno), Ernani 
Silva - História do Brasil e Regional - Grande Oeste. Cultrix, SP, 1967, pg. 66).
Meia Ponte - atual Pirenópoles - era, na época, no dizer de Aires do Casal, "a maior, a mais florescente e 
comerciante povoação da Província, depois da capital", opinião coincidente com a de Saint-Hilaire. 
(Casal, Aires do - "Corografia Brasilica", Apud Bruno, Ernani Silva - op. cit., pg. 66).
Tópicos Relevantes - Ocupação Pecuarista (Tropas e Boiadas)
Aspectos Gerais:
 
 Momento histórico – Século XIX;
 Goiás passa a ter como economia básica a atividade agrária (subsistência) com baixa produção por área;
 A economia mineradora é substituídapela Pecuária;
 A pecuária é explicada por: Grandes extensões de terras e pelo fato do gado se autotransportar;
 Utilização de pouca mão-de-obra;
 Necessidade de pouco investimento;
 A pecuária é extensiva. 
A Visão do Viajante
IQUEGO 4
GEO-HISTÓRIA
Auguste de Saint-Hilaire, naturalista francês- em sua obra “Viagem às Nascentes do rio São Francisco e pela 
Província de Goiás”, deixa em sues relatos do início do século XIX, uma visão de inanição muito marcante da gente 
goiana. Assim, o século XIX fica conhecido como um momento de “decadência”.
A visão de decadência é, contudo uma visão etnocêntrica e eurocêntrica. O século XIX foi, na verdade, um 
momento em que se gesta uma goianidade base do século XX. 
Aspectos Importantes
 Redescoberta do Brasil com a vinda da família real para o Brasil;
 Passou por Goiás um grupo de europeus intelectuais, século XIX, são chamados de viajantes;
 O viajante mais importante é Saint-Hilaire, ele afirma que o povo goiano é preguiçoso, indolente e miserável. E diz 
que Goiás, a região, é atrasada, isolada e decadente; 
 Saint-Hilaire compara Goiás com a Europa, tem uma visão européia de desenvolvimento;
 Saint-Hilaire não leva em consideração o contexto histórico para retratar a região e o povo goiano, não vê que a 
região goiana é uma região mineradora em decadência e não vê que não é culpa do povo goiano que é preguiçoso, 
mas é um povo que só produz para comer (subsistência), é isolado, não comercializa e a região é miserável. 
Urbanização e mudanças sociais em Goiás
A construção da Estrada de Ferro foi o primeiro dinamismo na urbanização de Goiás. Em 1896 a Estrada de Ferro 
Mogiana chegou até Araguari (MG). Em 1909, os trilhos da Paulista atingiram Barretos (SP). Em 1913 Goiás foi ligado à 
Minas Gerais pela E.F. Goiás e pela Rede Mineira de Viação. Inaugurava-se uma nova etapa na ocupação do Estado. 
O expressivo papel das ferrovias na intensificação do povoamento goiano ligou-se a duas ordens principais de 
fatores: de um lado, facilitou o acesso dos produtos goianos aos mercados do litoral; de outro, possibilitou a ocupação 
de vastas áreas da região meridional de Goiás, correspondendo à efetiva ocupação agrícola de parte do território 
goiano.
Entre 1888 e 1930, o adensamento e a expansão do povoamento nas porções meridionais de Goiás (Sudeste, Sul 
e Sudoeste) evidenciaram-se através da formação de diversos povoados, como: Nazário, Catingueiro Grande (Itauçu), 
Inhumas, Cerrado (Nerópolis), Ribeirão (Guapó), Santo Antônio das Grimpas (Hidrolândia), Pindaibinha (Leopoldo de 
Bulhões), Vianópolis, Gameleira (Cristianópolis), Urutaí, Goiandira, Ouvidor, Cumari, Nova Aurora, Boa Vista de 
Marzagão (Marzagão), Cachoeira Alta, São Sebastião das Bananeiras (Goiatuba), Serrania (Mairipotaba), Água Fria 
(Caçu), Cachoeira da Fumaça (Cachoeira de Goiás), Santa Rita de Goiás, Bom Jardim (Bom Jardim de Goiás) e Baliza.
Dez novos municípios surgiram então: Planaltina, Orizona, Bela Vista, Corumbaíba, Itumbiara, Mineiros, Anicuns, 
Trindade, Cristalina, Pires do Rio, Caldas Novas e Buriti Alegre.
A construção de Goiânia e a nova dinâmica econômica de Goiás
A construção de Goiânia dentro da “Marcha Para o Oeste” de Getúlio Vargas representou o segundo dinamismo na 
urbanização de Goiás. 
A partir de 1930 inaugurou-se uma nova fase no processo de ocupação agrícola de Goiás, sob a égide da política 
de Getúlio Vargas, conhecida como "Marcha para o Oeste", e sob a influência de novas necessidades da economia 
mundial, que se refletiram diretamente sobre a economia nacional.
A expansão agrícola de Goiás neste período respondeu a estímulos exógenos, ou seja, aos interesses das classes 
agrária e industrial de São Paulo.
Rumo Para o Oeste – A construção de Goiânia
Em 1940, Vargas reafirmou a missão de Goiás e de Goiânia ao dizer que "o verdadeiro sentido de brasilidade é o 
rumo do Oeste". A "Marcha para o Oeste" definiu-se assim como uma das faces da política econômica de Vargas, 
necessária para a consolidação global dos planos presidenciais.
Foi dentro desta política federal de "Marcha para o Oeste" que se deu a construção de Goiânia, marco fundamental 
deste primeiro ciclo de expansão de Goiás sob novos moldes. Em 1940 Vargas definiu o sentido da interiorização. 
"Torna-se imperioso localizar no centro geográfico do País, poderosas forças capazes de irradiar e garantir a nossa 
expansão futura. Do alto dos nossos chapadões infindáveis, onde estarão, amanhã, grandes celeiros do País, deverá 
descer a onda civilizadora para as planícies do Oeste e do Nordeste", declarou.
Goiânia não representou apenas uma cidade a mais no Brasil. Foi o ponto de partida de um ciclo de expansão do 
Oeste, fator de desenvolvimento nacional, fator de unificação política. Goiânia seria uma nova forma de bandeirantismo. 
As Colônias Agrícolas
A par do estímulo à fundação de Goiânia, centro dinamizador da região, o Governo Federal prosseguiu a sua 
política de interiorização através da fundação de várias colônias agrícolas espalhadas pelas áreas mais frágeis do País. 
Em Goiás, esta política foi concretizada na criação da Colônia Agrícola Nacional de Goiás e na ação da Fundação Brasil 
Central. 
IQUEGO 5
GEO-HISTÓRIA
Estes empreendimentos deram um novo impulso na expansão rumo ao Oeste. A cidade de Ceres e Carmo do Rio 
Verde são representantes deste momento de ocupação. Esta ocupação pode também ser chamada de ocupação 
planejada. Este período se estende de 1930 a 1945.
No segundo governo de Vargas o centro da política econômica passou a ser a modernização do Centro-Sul, com a 
tentativa de criação de indústrias de base sob a égide do Estado. A "Marcha para o Oeste", núcleo da primeira gestão, 
perdeu sua razão de ser. Portanto, no período de 1945-1955, a política de expansão agrícola, se comparada com a fase 
anterior, sofreu uma desativação em resposta a condições internacionais e nacionais.
As Estradas de Rodagem – Urbanização
A construção de Brasília representou um terceiro dinamismo na ocupação de Goiás. A partir de meados da 
década de 1950, ocorreu uma retomada da "Marcha para o Oeste", com a construção de Brasília. A construção da 
capital federal no cento do país fomentou a construção de estradas de rodagem que ligaram a porção meridional do 
antigo Estado de Goiás à área hegemônica do desenvolvimento capitalista brasileiro: o sudeste. 
Com Brasília e as rodovias que a ligaram a outras regiões do país nascem ou floresceram em Goiás um forte processo 
de ocupação. Um bom exemplo disso foram os núcleos urbanos surgidos no trajeto da BR – 153 (Belém-Brasília).
Uma Tendência da Urbanização no Brasil
Goiás, nas últimas décadas do século passado e primeiros anos deste século, passou a acompanhar a 
tendência de crescimento populacional e econômico das médias cidades, sendo hoje um Estado que atrai imigrantes. 
Assim, depois de uma urbanização explosiva, que concentrou população nas grandes metrópoles – 
principalmente do Sudeste – ao longo dos anos 70 e 80, o Brasil está passando por mudanças na distribuição de sua 
população.
A marca desta década é interiorização do crescimento e a formação de novas aglomerações urbanas. Essas 
são algumas das principais conclusões do mais aprofundado estudo sobre o tema realizado no país nos últimos anos e 
que está em fase de conclusão, sendo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com apoio do 
IBGE e da Unicamp, além de outras instituições, como o Seade (Serviço Estadual de Análise de Dados de São Paulo).
Velocidade da Urbanização
Em meio século, o Brasil sofreu um dos mais rápidos processos de urbanização de urbanização do mundo: de 
46% em 1940, as cidades passaram a abrigar 75% da população brasileira em 1991. 
A industrialização tornou os centros urbanos responsáveis por 90% de tudo o que é produzido no país. Esse 
processo levou a uma concentração de pessoas em grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro,que figuram 
entre as maiores cidades do mundo.
Nos anos 90, a urbanização brasileira continua forte: já atingiu 80% da população e deve chegar a 88% em 
2025 – segundo projeções nas Nações Unidas. Mas adquiriu novas características.
A Nova Tendência
A tendência atual e que deve se manter no futuro é a interiorização do crescimento populacional. Em lugar de 
se concentrar nas metrópoles tradicionais, há um aumento mais acelerado de população nas antigas periferias 
nacionais.
A interiorização se traduz no “espraiamento” do fenômeno de formação de metrópoles. São os casos, por 
exemplo, de Goiânia e Campinas (SP). O em aglomerações urbanas não-metropolitanas, como Cabo Frio (RJ) e Itajaí 
(SC) – todas com taxas de crescimento superiores à média do país.
Cidades médias
Reflexo disso, as cidades médias, entre 100 mil e 500 mil habitantes, foram as que registraram o maior 
crescimento absoluto nos anos 90. Juntas, passaram a abrigar 36,7 milhões de brasileiros em 1996, contra 31,9 milhões 
em 1991.
Ao mesmo tempo, segundo o estudo coordenado pelo IPEA, “em praticamente todas as regiões brasileiras, as 
pequenas cidades apresentam saldos migratórios negativos”. Ou seja, vêm expulsando mais gente do que recebendo.
Protagonistas do processo de urbanização até a década passada, as regiões metropolitanas vêm 
apresentando crescimento relativamente abaixo nos anos 90: 7,8% em média entre 1991 e 1996.
Explicação
Uma explicação levantada pelo estudo está ligada à terceirização da economia das metrópoles. Ela provocou 
uma queda no padrão de renda e redução dos postos de trabalho assalariados. Em outras palavras: piora na qualidade 
das relações trabalhistas.
Sem perspectiva de proporcionar uma ascensão social, essas cidades perderam seu poder de atrair levas de 
migrantes.
“O bloqueio à mobilidade, representado pela redução do crescimento econômico”, diz o estudo, “poder ter 
incentivado uma menor migração em direção as principais metrópoles, como deve também ter favorecido a migração de 
retorno (às regiões de origem dos migrantes)”.
IQUEGO 6
GEO-HISTÓRIA
Seguindo uma tendência mundial, os moradores que permaneceram nas regiões metropolitanas passaram 
também por um processo de centrifugação: pressionados pelo encarecimento do custo de vida, foram empurrados da 
cidade central para o seu entorno.
Enquanto o número de habitantes no núcleo das regiões metropolitanas cresce em média 3,1%, a população 
das cidades periféricas aumentou 14,7% em cinco anos.
Na Grande São Paulo, por exemplo, a capital paulista registrou um crescimento de apenas 2% entre 1991 e 
1996. Mas a população da vizinha Guarulhos cresceu 23,4% no mesmo período.
Novas Aglomerações
Há um intenso processo de formação de aglomerações urbanas no país. Elas já chegam a 49 e concentram 
45% dos brasileiros (73 milhões de habitantes).
As aglomerações são caracterizadas pela concentração de pessoas e atividades econômicas em uma mesma 
área. São cidades cujas malhas urbanas podem ou não ser interligadas fisicamente (conurbadas). O essencial de uma 
aglomeração urbana é a grande mobilidade de seus moradores e o intenso fluxo de bens e serviços entre as cidades 
que a formam.
Num dos casos mais comuns, as pessoas moram em uma cidade, mas se deslocam para trabalhar, fazer 
compras ou ir à escola no município vizinho.
A tendência de multiplicação das aglomerações implica mudanças também na gestão urbana.
Para lidar com problemas que dizem respeito a vários municípios (lixo, captação de água, segurança e 
transporte, por exemplo), ela defende a formação de consórcios entre as prefeituras.
Todas essas transformações mudaram também os conceitos tradicionais de urbano e rural. Apesar de ainda 
haver êxodo do campo, entre 1992 e 1997 – segundo o Projeto urbano (coordenado pela Unicamp) – a população rural 
brasileira com 10 anos ou mais de idade cresceu em 530 mil pessoas.
Além do crescimento das ocupações não-agrícolas no meio rural, um dos fatores determinantes desse 
fenômeno foi o crescimento da mobilidade: muitas pessoas continuam morando na área rural, mas trabalham nas 
cidades (e vice-versa). Ou seja, os conceitos tradicionais de população urbana e rural são insuficientes para explicar as 
novas relações entre o campo e a cidade.
Problemas da Urbanização Desenfreada em Goiás
Na área do entorno do Distrito Federal temos a problemática da definição de administração nos municípios que 
a compõem. A população destes municípios trabalha no Distrito Federal, mas moram em Goiás, o que gera uma grave 
falta de infraestrutura nestes municípios. 
Goiânia e seus municípios conurbados – Conurbação é o nome que se dá para o crescimento de duas ou mais 
cidades vizinhas, que acabam por formar um único aglomerado urbano. Em geral, numa conurbação existe uma cidade 
principal e uma (ou mais de uma) cidade-satélite. Exemplo: São Paulo e cidades anexas (Santo André, São Bernardo, 
São Caetano, Mauá, Guarulhos, Osasco) – Aparecida de Goiânia e Senador Canedo, por exemplo, passam a ter que 
gerenciar problemas de impostos, serviços e de infraestrutura de forma conjunta.
Goiânia é a maior Metrópole Regional do Centro Oeste do Brasil. Metrópoles regionais são grandes cidades, 
porém menores e menos equipadas que as metrópoles nacionais. 
Panorama Administrativo, Político, Cultural de Goiás durante o Império
As condições sócio-econômicas do Brasil não possibilitaram uma ação satisfatória em Goiás, durante o século 
XIX. A política goiana, por outra parte, era dirigida por Presidentes impostos pelo poder central. Somente no fim do 
império em referência, começou a adquirir feições próprias. Coexistiu no aspecto cultural um verdadeiro vazio.
Em Goiás os presidentes exerciam grande influência na vida política. Eram eles de livre escolha do poder 
central, sem vínculos familiares à terra, descontentando os políticos locais.
Condicionado por uma série de fatores, como falta de meios de transporte e comunicação, grandes distâncias, 
descasos administrativos, desequilíbrio entre receita e despesa, ausência de um produto econômico básico, Goiás teve 
vida medíocre no transcorrer do século XIX. Não participou do surto desenvolvimentista do Brasil, embrionário a partir 
da década de 50 e em aceleramento depois dos anos 70.
Nas últimas décadas do século XIX, grupos locais manifestaram-se insatisfeitos com a administração e 
responsabilizaram os Presidentes “estrangeiros” pelo grande atraso de Goiás e passaram a lutar pelo nascimento de 
uma consciência política. Sob pretexto de afastar o “oficialismo político” e partidos políticos – Liberal (1878) e 
Conservador – (1882). Os jornais Tribuna Livre, Publicados Goiano, Comércio, Goyaz, foram propulsores destas idéias 
e interesses.
A conseqüência de tais movimentos foi a fortificação de grupos políticos locais, lançando as bases oligárquicas 
goianas.
Goiás acompanhou os movimentos liberais, que grassaram no Brasil durante o século XIX.
A abolição não afetou a vida econômica da Província.
A transformação do regime monárquico em republicano ocorreu sem grandes dificuldades. Os Bulhões 
dirigentes do partido Liberal após o 15 de Novembro, apoiados pelos republicanos, tornaram-se os donos do poder em 
Goiás. 
Coronelismo: a perspectiva regional
Aspectos Gerais:
IQUEGO 7
GEO-HISTÓRIA
Os aspectos da história política de Goiás desenvolveu, como no Brasil, particularidades republicanas, podendo 
ser dividida sua história política em:
• República Velha (1889-1930)
• Era Pedro Ludovico (1930-1945)
• República Populista (1945-1964)
• República Militar (1964-1985)
• Período da redemocratização (1985?)
Goiás: República Velha (1889-1930)
Quando a monarquia caiu, alguns grupos políticos formaram um governo provisório formado por: Joaquim Xavier 
Guimarães Natal, que era o seu Presidente; José Joaquim de Souza e Major Eugênio Augusto de Melo.
Com o decorrer do tempo, consolidou-se a seguinte composiçãopolítica em Goiás.
• Partido Republicano de Goiás, liderado pelos Bulhões;
• Partido Católico de Goiás, controlado pelo Cônego Ignácio Xavier da Silva.
• Partido Republicano Federal, liderado por Sebastião Fleury Curado.
• Partido Republicano Federal de Goiás, criado por José Xavier de Almeida.
• Partido Democrático, comandado pelos Bulhões e Caiado.
Nessa fase o que ocorria era uma disputa pelo poder entre as grandes famílias, refletindo o poder dos coronéis 
também em Goiás .
Três líderes exerceram um maior controle político sobre essa engrenagem “coronelista”: José Leopoldo de Bulhões, 
José Xavier de Almeida e Antônio Ramos Caiado.
Características Importantes do Período Coronelístico
 
• Ocorreu grande descentralização do poder;
• Poder maior regional: Localismo. 
O Coronelismo em Goiás
Os Bulhões
Os Bulhões comandaram a política goiana no período de 1870-1900. O chefe desta família era Félix de Bulhões. 
Pouco antes da abolição ele surpreendia a todos fazendo discursos abolicionistas. Ele defendia a abolição da 
escravatura pois Goiás não dependia mais da mão-de-obra escrava. A elite apoiava a abolição, pois no século XIX o 
número de escravos era pequeno e a pecuária já havia se fundado.
Pontos Importantes:
• José Leopoldo de Bulhões Jardim, era seu principal líder;
• Félix foi chamado de Castro Alves goiano, pois queria a abolição da escravatura.
• A lei Áurea não encontrou nenhum negro cativo na cidade de Goiás.
• Foram libertados em Goiás 4.000 escravos, segundo o historiador Luis Palacin. 
 
Os Caiados
A Família Caiado governou Goiás de 1912-1930 período da República Velha, sendo um tempo marcado pela 
violência e fraude, pois o voto era aberto, manipulado, sendo chamado de voto de cabresto. Em Goiás, na disputa do 
poder político o Coronel reformado Eugênio Jardim, que por ser cunhado dos Caiados, dividiu com eles o mandonismo 
estadual. Após a sua morte, Antônio Ramos Caiado (Totó Caiado) tornou-se o verdadeiro chefe político de Goiás.
Seus contemporâneos afirmam que dirigiu Goiás como se fora uma grande fazenda de sua propriedade.
Somente foi afastado do poder quando o movimento renovador de 30 tornou-se vitorioso. Em Goiás, seu grande 
opositor foi o médico Pedro Ludovico Teixeira.
Pontos Importantes:
• Antônio Ramos Caiado, conhecido como “Totó Caiado”. Foi um importante deputado goiano, sendo também 
governador.
• A chamada oligarquia Caiado domina neste período o cenário político de Goiás especialmente na região de Vila 
Boa e Pirenópoles.
• Devido a violência do período Gilberto Teles chamou “a casa dos caiados o caso dos calados";
• Os caiados possuíam jagunços para efetivar suas ações e manipular as eleições;
IQUEGO 8
GEO-HISTÓRIA
• Goiás recebe a Estrada de ferro em 1912, tem a integração do território, tem a ligação do interior com o litoral, 
devido ao café. O problema de comunicação ameniza-se. A primeira cidade goiana a receber a ferrovia é Catalão.
A Revolução de 1930 em Goiás
Noções Gerais
A Revolução de 1930, embora sem raízes próprias em Goiás, teve uma significação profunda para o Estado. É o 
marco de uma nova etapa histórica. Esta transformação não se operou imediatamente no campo social, mas no campo 
político. Não foi popular, nem sequer uma revolução de minorias com objetivos sociais. A consciência social não havia 
atingido tal ponto e faltava organização de classe. Foi feita por grupos heterogêneos da classe dominante descontente 
em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de militantes tenentistas e das classes médias, sem uma ideologia determinada 
e coerente, aglutinados por sua repulsa à ordem política estabelecida na República Oligárquica.
A Revolução não provocou muita mudança social, mas sem dúvida trouxe uma renovação política, com 
transformações profundas e decisivas no estilo de governo, que buscou decididamente o desenvolvimento. Ocorreu a 
construção de Goiânia.
As alianças e as Juntas - “Governos” em Goiás
No Brasil, em seu contexto geral, tivemos a formação da Aliança Liberal, composta por Getúlio Vargas, como 
candidato à presidência e João Pessoa, como Vice. Em Goiás, a Aliança Liberal foi composta por Mário Caiado, 
Americano do Brasil, Domingos Velasco e Nero de Macedo.
Após a “Tomada” do poder, formou-se no Brasil uma Junta Governativa, composta pelos generais Tasso Fragoso 
e Mena Barreto e pelo almirante Isaias de Noronha, que passou o poder a Getúlio Vargas em 3 de Novembro de 1930.
O mesmo ocorreu em Goiás, onde a Junta Provisória, formada por Mário Caiado, Emílio Francisco Povoa e Pedro 
Ludovico Teixeira, que passou o poder a esse último, no dia 23 de novembro de 1930, com Interventor Federal, dando 
início a uma nova era política em Goiás: a “Era Pedro Ludovico”.
Goiás: A Era de Pedro Ludovico (1930-1945)
Noções Gerais:
Vitoriosos o movimento, Pedro Ludovico passou a representante de uma “nova” ordem política no Estado. Se, por 
um lado, os novos donos do poder não representavam interesse de uma burguesia ou de um proletariado, também não 
representavam, literalmente, os interesses dos novos grupos políticos em ascensão, principalmente do sul e do 
sudoeste do Estado.
A construção da nação brasileira foi uma proposta de Getúlio Vargas. Ocupar o interior do país, seus espaços 
vazios, povoar par melhor defender o território. Tanto era uma necessidade da expansão do capitalismo, quer buscava 
novas áreas para vender seus produtos e comprar alimentos, quanto uma necessidade de segurança nacional para 
melhor controlar as riquezas do país. É nesse contexto histórico e político que deve ser entendida a grande obra de 
Pedro Ludovico: a construção de Goiânia.
Justificando a necessidade da mudança, além de todos os argumentos existentes, ainda complementado pelo 
Interventor com:
a) O sítio 
b) O clima
c) O homem 
d) O abastecimento de água
e) A rede de esgoto
Assim, mediante Decretos, surgiu a Nova Capital, obedecendo a Seguinte ordem cronológica:
 20/12/1932 – pelo Decreto nº 2.737, foi nomeado o Bispo D. Emanuel Gomes de Oliveira, como Presidente da 
Comissão para escolha do local da futura capital do Estado de Goiás.
 24/10/1933 – ocorre o lançamento da pedra Fundamental de Goiânia por Pedro Ludovico Teixeira. 
 05/07/1945 – é inaugurada a nova Capital de Goiás, Goiânia, pelo Interventor, com Batismo Cultural.
 Pedro governaria Goiânia novamente de 1951/54, desta vez eleito através do voto direto.
Pontos Importantes - Era Vargas no Brasil e Seus Reflexos em Goiás
• Período: 1930-1945;
• Com a subida de Vargas ao poder tem o fim da política do café-com-leite entre São Paulo e Minas Gerais;
• Getúlio sob ao poder apoiado pela burguesia e faz a revolução de 1930, que era apoiada pela burguesia e pelos 
militares, para tirar os coronéis do poder (elite agrária);
• Getúlio Vargas nomeia para os Estados, os interventores, para governá-los. 
• O Interventor de Goiás é Pedro Ludovico Teixeira;
IQUEGO 9
GEO-HISTÓRIA
• Pedro Ludovico tinha o objetivo de tirar o poder dos coronéis, então tinha que tirar o centro administrativo (Vila Boa) 
do local de influência caiadista. Daí a construção de Goiânia;
• A Construção de Goiânia em 1933, é o marco da modernidade da Era Vargas;
• Goiânia foi planejada para 50 mil habitantes;
• O Arquiteto de Goiânia foi Atílio Correa
• Fatores favoráveis para a construção de Goiânia: Fazer a integração do interior com o litoral (Marcha para o 
Oeste);
• Tem a estrutura física plana, diferente de Vila Boa que tem relevo irregular. Goiânia então tem possibilidade de 
crescimento;
Goiás: República Populista (1945-1964)
Noções Gerais:
De acordo com o cientista político Francisco Weffort, o populismo “é fenômeno das regiões atingidas pela 
intensificação do processo de urbanização. Estabelece suas raízes mais fortes em São Paulo, região de mais intenso 
desenvolvimento industrial no país (...) É, no essencial, a exaltação do poder público, é o próprio Estado colocando-se, 
atravésdo líder, em contato direto com os indivíduos reunidos na massa (...) A massa se volta para o Estado e espera o 
sol ou a chuva, ou seja, entrega-se de mão dadas aos interesses dominantes”.
Embora iniciada já na Era Vargas, foi no período que se estende de 1945 a 1964 que a política populista mais se 
desenvolveu, em consonância com os fenômenos da urbanização e da industrialização. Foi o período em que a 
população urbana ultrapassou a rural e em que o produto industrial predominou sobre o agrícola.
Brasil e Goiás: destinos do Executivo
A queda de Getúlio Vargas implicou também na queda de Pedro Ludovico Teixeira. Mas nem um, nem outro 
perderam o seu prestígio. Ambos voltaram nos braços do povo nas eleições de 1950.
Em 1946, no plano nacional, foi eleito para a presidência da República, o General Eurico Gaspar Dutra e no plano 
regional Jerônimo Coimbra Bueno.
Chefes do Executivo Goiano durante a República Populista.
1. Eládio de Amorim (1945-1946)
2. Felipe Xavier de Barros (1946)
3. Belarmindo Cruvinel (1946-1947)
4. Jerônimo Coimbra Bueno (1947-1950)
• Engenheiro, Coimbra Bueno fez obras civis na construção de Goiânia
• Foi o primeiro governador goiano eleito pelo voto universal (masculino e feminino) direto em Goiás.
• Lutou pela transferência da capital federal para o planalto central.
 
5. Hosanah de Campos Guimarães (1950-1951) 
6. Pedro Ludovico Teixeira (1951-1954)
7. Jonas Ferreira Alves Duarte (1954-1955)
8. José Ludovico de Almeida (1955-1959)
• Ex-secretário de Pedro Ludovico
• Investiu na ampliação da rede energética de Goiás
• Agenciou a Construção da Usina de Rochedo, ainda quando era secretário de Pedro Ludovico.
• Iniciou a construção da Usina de Cachoeira Dourada.
• Construiu o Hospital das Clínicas e o Aeroporto Santa Genoveva.
9. José Feliciano Ferreira (1959-1961)
• Ofereceu apoio logístico à construção de Brasília
• Ampliou a malha rodoviária e de redes de energia
• Dobrou o número de professores das escolas estaduais
• Iniciou a pavimentação de Goiânia – Trindade / Goiânia – Inhumas
 
10. Mauro Borges Teixeira (1961-1964)
O Governo de Mauro Borges (1961-1964)
O governo Mauro Borges Teixeira, eleito pela coligação PSD/PTB, foi o primeiro a propor-se como diretriz de ação 
um Plano de Desenvolvimento Econômico de Goiás – PDEG, abrangendo todas as áreas: agricultura, pecuária, 
transportes e comunicações, energia elétrica, educação e cultura, saúde e assistência social, levantamento de recursos 
naturais, turismo, aperfeiçoamento e atualização das atividades do Estado.
IQUEGO 10
GEO-HISTÓRIA
A trajetória política de Mauro Borges foi marcada pelo “Ludoviquismo” e pelo “Getulismo”, daí ter apresentado um 
governo de caráter intervencionista, com a criação de diversas instituições públicas para atuar nos mais diferentes 
setores. Era a reformulação do Estado, mediante a reforma administrativa (Lei 3.999, de 14.11.1961).
Criou também:
• Cerne
• Catelgo (telefones) hoje telegoiás 
• Ipasgo
• Metago (minérios)
• Iquego (medicamentos) 
• Esefego 
• Caixego
• Casego (armazenamento agrícola)
• Crisa (rodovias e estradas)
• Osego (saúde)
• Cosego (seguros)
• Saneago (saneamento básico)
• Idago (política agrária)
Uma outra grande realização de se governo foi a tentativa de reforma agrária através de uma experiência-piloto: o 
Combinado Agro-Urbano de Arraias. Tratava-se, basicamente, de uma experiência de socialismo cooperativista, com 
forte influência da organização israelense dos Kibutz. Para coordenar esse projeto de reforma agrária, foi criado 
também o IPASGO – Instituto de Desenvolvimento Agrário de Goiás, o que lhe valeu vários inimigos entre as 
oligarquias latifundiárias.
Autoritarismo e democracia: o golpe de 64 e o quadro político goiano
Em 1964, eclodiu no Brasil mais um golpe militar, que repercutiu em Goiás, na deposição do Governador Mauro 
Borges, que apoiava o Presidente João Goulart, acusado de ser esquerdista. Quando da renúncia de Jânio Quadros em 
1961, sete meses depois de eleito, Mauro Borges apoiou a cadeia da legalidade, o que desagradou a cúpula golpista do 
cenário nacional.
Em 1963, Mauro Borges rompe com João Goulart por motivos políticos. Isso levou o governador a ter o apoio 
político e financeiro da Aliança para o Progresso, e também a apoiar a deposição de João Goulart em 1964, lançando, 
inclusive, manifesto de apoio aos militares.
Mauro Borges deu apoio ao Golpe Militar de 1964, mas foi deposto naquele mesmo ano.
Em 26 de novembro de 1964, foi assinado um Decreto de Intervenção, nomeando o Coronel Meira Matos para o 
governo de Goiás. Pontos Importantes do governo Mauro Borges Teixeira:
• É filho de Pedro Ludovico Teixeira;
• Foi um modernizador;
• Apresenta uma sintonia entre o governo estadual e o governo federal (Jânio, Jango);
• Mauro fez a proposta de reforma agrária, como em Israel, as cooperativas do Kibutz. Esta política moderna 
desagradou a elite, os latifundiários;
• Mauro Borges instalou cooperativas agrícolas;
• No governo de Mauro Borges o próprio estado teve de incentivar a economia pois iniciativa privada no Brasil e no 
Estado de Goiás era incipiente.
• Este incentivo veio através da criação de empresas gerenciadas pelo Estado de forma indireta. Exemplo: METAGO 
(Metais de Goiás), IDAGO (Instituto de Desenvolvimento Agrário), IQUEGO (Indústria Química de 
Goiás),CAIXEGO, OSEGO, Saneago, Beg e Casego;
• No Golpe de 1964 instalou-se a Ditadura Militar. 
• Com o golpe militar Jango sai do poder e Mauro também.
Goiás: República Militar (1964-1985)
Após a intervenção do Coronel Meira Matos (1964-1965), assume o Governador Marechal Emílio Rodrigues Ribas 
Júnior (1965-1966), com 82% dos votos, juntamente com Almir Turisco, eleito vice-governador. Visando eleger seu 
sucessor, Ribas Júnior fez um governo voltado para o empreguismo e o aumento do funcionalismo. De certa forma, seu 
governo deu continuidade ao que foi paralisado (obras) de forma brusca com o afastamento de Mauro Borges.
O Governador Otávio Lage de Siqueira (1966-1971), ex-prefeito de Goianésia, fez um governo municipalista. Na 
Capital ele foi ofuscado pela administração do Prefeito Íris Rezende Machado, que remodelou Goiânia, dando-lhe 
feições de Metrópole. Otávio Lage foi o único governador direto da Revolução em Goiás.
Leonino Ramos Caiado (1971-1975), era descendente da oligarquia Caiado. Governou na época do Presidente 
Emílio G. Médici. Como o Presidente gostava de estádios, aqui em Goiás foi construído o Serra Dourada e o 
IQUEGO 11
GEO-HISTÓRIA
Autódromo, obras faraônicas. Em seu governo foi construído o CEASA. Deu atenção ao campo criando o Goiás rural e 
expandindo a fronteira agrícola em Goiás.
Irapuan Costa Júnior (1975-1979), houve a construção do Ginásio Rio Vermelho e a restauração do Teatro 
Goiânia. Criou ainda a DAIA, em Anápolis. Deu atenção ao norte do Estado de Goiás (hoje Tocantins), onde dentre 
outras obras construiu a ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional.
Ary Ribeiro Valadão (1979-1983), foi o último dos governos escolhidos indiretamente pelo Planalto. Sem 
compromissos sociais assumidos em campanha política este governo caracterizou-se, politicamente, pelas lutas dos 
grupos e pelo choque, inicialmente, entre o Executivo e o Legislativo.
Economicamente, desenvolveu o Projeto Rio Formoso de agricultura irrigada, visando fazer de Goiás o celeiro do 
Brasil. O projeto fracassou.
No setor educacional enfrentou várias greves e constituiu o “Colégio de Líderes” ou Colégio Hugo de Carvalho 
Ramos.
Pontos Importantes dos Governos da República Militar em Goiás
• Os governadores: Otávio Lage, (eleição direta); pela Assembléia Legislativa foram eleitos: Leonino Caiado, Irapuan 
Costa Júnior e Ary Valadão;
• Otávio, Leonino e Irapuan fizeram obras grandes em Goiás, como o estádio Serra Dourada e o Autódromo 
Internacional de Goiânia. Foi uma espécie de política de pãoe circo;
• Ocorre queda nos salários dos professores de escolas públicas; 
• O Governo de Ary Valadão é de transição. Ele precisava de fazer um governo bom, pois no próximo haveria 
eleição. Ary cria a campanha do cobertor e do agasalho, é uma campanha de assistencialismo, que ocorreu através 
de Maria Valadão, sua esposa.
• Nas eleições Íris vence Otávio Lage, dando início ao período de redemocratização da política.
Partidos políticos e democracia: o fim do regime militar e a ordem política em Goiás
Os governos considerados “democráticos” em Goiás foram:
• Íris Rezende Machado (1983-1986)
Os mutirões
Eleito pelo voto direito, popular e universal, contando com o apoio de uma “frente” de oposição ao oficialismo.
Socialmente ficou conhecido como “Governador dos Mutirões”. Administrativamente, o governo baixa o chamado 
“Decretão”, tentando coibir os abusos empreguistas do governo anterior. Foi uma medida extrema. Com maior critério, o 
Estado voltou a absorver os funcionários, reforçando a função do “Estado de Obras”, numa estrutura social que era 
incapaz de absorção da mão-de-obra por outras vias. 
Seu governo cria o Estatuto do Magistério, antiga solicitação dos professores.
De maneira geral foi um governo de caráter reformista que tentou recolocar o Estado nas vias de crescimento 
econômico. 
O governador Íris Rezende foi nomeado Ministro da Agricultura do governo José Sarney e seu mandato foi 
completado pelo vice-governador Onofre Quinan (1986-1987), que deu grande ênfase ao setor de transportes, 
asfaltando grande quantidade de estradas escoadoras de produção rural.
• Henrique Santillo (1987-1991)
Possuía um ousado programa desenvolvimentista, mas acabou dando prioridade as áreas de Saúde e 
Saneamento. Em 1987, aconteceu o acidente com o Césio 137 em Goiânia. Sua principal realização administrativa foi a 
construção do HUGO – Hospital de Urgência de Goiânia. Quando deixou o governo do Estado, o salário do 
funcionalismo estava atrasado em mais de cem dias. Durante seu governo Houve a liquidação da CAIXEGO.
IQUEGO 12
GEO-HISTÓRIA
• Íris Rezende Machado (1991-1994)
Íris assume um Estado sucateado. Realizou um esforço arrecadador e elevou a arrecadação em 18%, já nos 
primeiros meses do seu governo. Voltou a investir novamente em pavimentação e iniciou a quarta etapa de Cachoeira 
Dourada. Expandiram-se os distritos agroindustriais através do programa FOMENTAR, relegando o social e um 
segundo plano.
Íris e o seu vice, Maguito, desincompatibilizaram-se seis meses antes do término do mandato para concorrerem, 
respectivamente aos cargos de senador e governador.
• Agenor Rezende (1994-1995)
• Maguito Vilela (1995-1998)
Realizou um governo pautado na atenção às classes menos favorecidas. Houve avanço nas áreas de saneamento 
básico e na educação. Privatizou a usina Cachoeira Dourada. 
• Naphtali Alves (1998-1999)
• “Um Tempo Novo” - Marconi Perillo (1999-2002 /2002.....)
Marconi Perillo faz uma administração pautada no incentivo fiscal para as empresas que queiram se instalar 
em Goiás, desagradando os interesses dos estados centrais, como São Paulo, tendo procurado também solucianar esta 
problemática habilidade política. Com isso, o Estado tem se industrializado com a chamada “guerra fiscal”. Em suas 
viagens pelo Brasil e mundo, como por exemplo pela Índia, tenta inserir o Estado de Goiás, de forma vantajosa, na 
economia nacional e globalizada. 
Alguns Pontos Importantes das Administrações Marconi Perillo
• Foi o primeiro governador reeleito na história de Goiás
• Criação do Vapt-Vupt (Assistência Social)
• Criação e ampliação de Universidade Estadual de Goiás (UEG)
Modernização da Agricultura: impactos na economia goiana
A soja, principal cultura comercial quanto ao valor da produção de Goiás, foi introduzida no estado somente em 
1980. Conquistou o cerrado com sementes adaptadas e aplicação de calcário para combater a acidez do solo. Com o 
lançamento de novas variedades de grãos mais resistentes à armazenagem e às pragas, vem-se registrando 
substancial aumento da produtividade. 
A agricultura modernizada propiciou o grande crescimento de uma pecuária modernizada. Goiás tem hoje uma 
forte e crescente agroindústria. O principal ramo industrial do estado é o da indústria de produtos alimentícios, que se 
concentra nas cidades de Goiânia, Anápolis e Itumbiara (pasteurização de leite e fabricação de laticínios; 
beneficiamento de produtos agrícola abate de animais). Segue-se a indústria transformação de produtos de minerais 
não-metálicos e, em plano muito inferior, as indústrias metalúrgicas, químicas, têxteis, de bebidas, editorial e gráfica, de 
vestuário e de madeira. 
Mais recentemente com programas de isenções fiscais Goiás recebeu incrementos industriais principalmente 
nos pólos industriais de Anápolis, Rio Verde e Catalão (montadoras). A guerra fiscal consiste na disputa pelo poder 
público, municípios, estados ou países, para atrair empresas, dando-lhes facilidades tais como: isenções de impostos, 
terrenos ou financiamentos.
Os Impactos da Modernização da Agricultura no Cerrado
O cerrado é um tipo de vegetação que ocorre no Planalto Central brasileiro, em certas áreas da Amazônia e do 
Nordeste, em terreno geralmente plano, caracterizado por árvores baixas e arbustos espaçados, associados a 
gramíneas, também denominados campo cerrado. É um gradiente fisionômico floristicamente similar, de vegetação com 
capim, ervas e arbustos, principalmente no Brasil Central. Apresenta-se desde árvores raquíticas, muito espalhadas, 
enfezado (campo sujo), menos um pouco (campo cerrado), arvoredo baixo (cerrado) até floresta (cerradão). As árvores 
são sempre tortuosas e de casca grossa.
O Sistema Biogeográfico dos Cerrados abrange área de uma grandeza espacial, que recobre quase dois milhões 
de quilômetros quadrados. A área dos cerrados inclui praticamente a totalidade dos Estados de Goiás e Tocantins, 
Oeste de Minas Gerais e Bahia, Leste e Sul de Mato Grosso, quase a totalidade do Estado do Mato Grosso do Sul e Sul 
dos Estados do Maranhão e Piauí.
O que se procura definir com o termo cerrado não é apenas um tipo de vegetação, mas um conjunto de tipos 
fisionomicamente distribuídos dentro de um gradiente que tem como limites, de um lado o campo limpo e de outro lado 
o cerradão. Nesse contexto, podem ser agregadas as ilhas de matas e matas galerias, integrantes decisivas desse 
bioma.
 Texto de Altair Sales Barbosa
IQUEGO 13
GEO-HISTÓRIA
Mata Galeria: é a vegetação que no domínio do cerrado acompanha os vales fluviais. Apresenta-se com árvores de 
maior porte que o cerrado. É, também, uma vegetação bem mais diversificada.
Os Solos do Cerrado e a Ação Antrópica
 
Hoje os solos do Cerrado são antropicamente férteis, pois nos anos setenta, cientistas brasileiros criaram a 
técnica de correção dos solos ácidos chamada de calagem.
O que é a Calagem?
É a adição de calcário ao solo para correção de sua acidez. Solos são ácidos apresentam grande concentração 
de íons hidrogênio e/ou alumínio no solo.
A acidez dos solos promove o aparecimento de elementos tóxicos para as plantas (Al) além de causar a 
diminuição da presença de nutrientes para as mesmas. As conseqüências são os prejuízos causados pelo baixo 
rendimento produtivo das culturas. Portanto, a correção é considerada como uma das práticas que mais contribui para o 
aumento da eficiência dos adubos e conseqüentemente, da produtividade e da rentabilidade agropecuária. 
A correção adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios traz ao agricultor, sendo uma 
combinação favorável de vários efeitos dentre os quais mencionam-se os seguintes: eleva o pH; fornece Cálcio e 
Magnésio como nutrientes; diminui ou elimina os efeitos tóxicos do Alumínio, Manganês e Ferro; diminui a "fixação" de 
fósforo; aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e Molibdêniono solo; aumenta a eficiência dos 
fertilizantes; aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes. tais como Nitrogênio, fósforo e boro, pela 
decomposição da matéria orgânica; aumenta a produtividade das culturas como resultado de um ou mais dos efeitos 
anteriormente citados.
Por outro lado a correção de solo sem práticas da curva de nível nas lavouras pode alterar o pH dos das águas 
e causar ou acelerar o processo de eutrofização das águas.
A cultura do milho aparece freqüência associada à criação de suínos e plantio do feijão. Outras culturas do 
estado são o algodão, a mandioca e a cana-de-açúcar. As duas últimas têm mais caráter e culturas de subsistência, 
associadas, quase sempre, ao fabrico de farinha, aguardente rapadura. 
O rebanho de bovinos e suínos de Goiás é expressivo. Na porção noroeste do Estado predomina a criação 
extensiva de gado.
O extrativismo vegetal inclui grandes desmatamentos de áreas do cerrado para utilização do carvão vegetal 
preparado em carvoarias.
Principais Problemas Ambientais do Cerrado
Desmatamento 
Ato ou efeito de derrubar árvores e destruir matas e florestas de modo desordenado e abusivo. Condenado por 
ecologistas a partir da década de 1970, é considerado nocivo ao equilíbrio ambiental. Também chamado 
desflorestamento, através da prática de corte, capina ou queimada que leva à retirada da cobertura vegetal existente 
em determinada área em geral para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana.
 
Voçoroca 
Processo erosivo subterrâneo, causado por infiltração de águas pluviais, através de desmoronamento e que se 
manifesta por grandes fendas na superfície do terreno afetado, especialmente quando este é, de encosta e carece de 
cobertura vegetal.
Erosão Eólica 
Consiste na retirada de sedimentos sob a ação do vento. Ela e bastante destrutiva de solos férteis e, muitas 
vezes, provoca soterramentos de cidades. Acontece nas também nas dunas.
 
Desertificação
IQUEGO 14
GEO-HISTÓRIA
Nome que se dá ao processo de degradação da capacidade produtiva da terra causada pela ação do homem. 
Processo de transformação de terras não-desérticas em deserto, como resultado, em geral, de pastagem excessiva, 
causando exaustão da matéria orgânica, uso excessivo das águas subterrâneas nos padrões de precipitação, etc. 
Lixiviação 
Processo que sofrem as rochas e solos, ao serem lavados pela água das chuvas (...) Nas regiões intertropicais 
de clima úmido os solos tornam-se estéreis com poucos anos de uso, devido, em grande parte, aos efeitos da lixiviação. 
Forma de meteorização e intemperismo que ocasiona a remoção de matérias solúveis por água percolante, sendo a 
lavagem do solo pela água das chuvas. 
Assoreamento 
Ocorre através do entupimento do corpo d’água, ou seja, fenômeno causado pela deposição de sedimentos 
minerais (como areia e argila) e acumulação de materiais orgânicos no fundo, na beira dos rios, canais e estuários. Tal 
modificação, reduz a profundidade do curso d’água e a força da correnteza. Processo de elevação de uma superfície, 
por deposição de sedimentos. Diz-se dos processos geomórficos de deposição de sedimentos, ex.: fluvial, eólio, 
marinho. Obstrução, por areia ou por sedimentos quaisquer, de um rio, canal ou estuário, geralmente em conseqüência 
de redução da correnteza. 
Degradação do Solo 
Compreende os processos de salinização, alcalinização e acidificação que produzem estados de desequilíbrio 
físico-químico no solo, tornando-o inapto para o cultivo. Modificações que atingem um solo, passando o mesmo de uma 
categoria para outra, muito mais elevada, quando a erosão começa a destruir as capas superficiais mais ricas em 
matéria orgânica.
O desmatamento e a conseqüente perda dos horizontes superficiais do solo são causas básicas de sua perda 
de equilíbrio.
Eutrofização de Água - Cultural
Processo pelo qual aumenta-se o nível de nutrientes em um copo d’água. Em condições normais, esse processo 
é muito vagaroso. Quando e eutrofização é acelerada por deflúvios da agricultura ou outras atividades humanas, o 
processo é denominado eutrofização cultural. 
A eutrofização acelerada é problemática, porque resulta na retirada de oxigênio da água, matando os peixes ou 
outras formas de vida aquática não-vegetais. 
Flora e a Fauna do Cerrado
Ao se estudar a ecologia dos cerrados, observa-se que uma das características mais marcantes de sua 
biocenose é a dependência de alguns de seus componentes dos biomas vizinhos. O cerrado, por outro lado, 
é um bioma de ligação entre os demais biomas brasileiros.
As matas galeria funcionam, no cerrado, como corredores naturais para os animais, sendo de fundamental 
importância sua preservação ou reconstrução. 
Considerado “feio”, o cerrado abriga uma enorme biodiversidade de valor inestimável. Sua simplificação pela 
ação antrópica promoveu graves perdas da sua diversidade de fauna como a que veremos em seguida.
Animais Presentes no Cerrado
Siriema, Jaburu, Tucano, Socó, Jacutinga, Quero-Quero, Martim-Pescador, Biguá, Garça Branca, Gavião, 
Periquitos, Araras, Ema, Jacaré, Macaco, Veado, Cutia, Ariranha, Onça Pintada, Tatu, Sucuri, Anta, Tamanduá, 
Capivara, Jaguatirica e Porco do Mato. 
O Cerrado e o Fogo
Não se pode levar adiante qualquer estudo sobre os cerrados se não se tomar em consideração o fogo, 
elemento intimamente associado a esta paisagem. Apesar de sua importância para o entendimento da ecologia desse 
ambiente enquanto conjunto biogeográfico, a ação do fogo nos cerrados é ainda mal conhecida e geralmente marcada 
por questões mais ideológicas que científicas.
O estudo do fogo como agente será mais completo se também se observar a comunidade faunística e os hábitos 
que certos animais desenvolveram e que estão intimamente associados à sua ação, cuja assimilação, sem dúvida, 
necessita de arranjos evolutivos caracterizados por tempo relativamente longo. 
De algumas observações constata-se, por exemplo, que a perdiz só faz seu ninho em macegas, tufos de 
gramíneas queimadas no ano anterior. 
Da visita a várias áreas de cerrado imediatamente após grande queimada, tem-se constatado que apesar da 
característica das árvores e arbustos enegrecidos superficialmente, estes continuam com vida, ostentando ainda entre a 
casca enegrida e o tronco, intensa microfauna. Fenômeno semelhante acontece com o estrato gramíneo; poucos dias 
após a queimada, mostra sinais de rebrota, que constitui elemento fundamental para concentração de certas espécies 
IQUEGO 15
GEO-HISTÓRIA
animais.O fogo, portanto, é um elemento extremamente comum no cerrado, e de tal forma antigo, que a maioria das 
plantas parece estar adaptada a ele. 
Produtos Minerais
A extração de produtos minerais desempenha juntamente com a agricultura um forte papel na economia de 
Goiás. Introduzida no final da década de 1960, a indústria da mineração avançou devagar, mas, em 1986, o antigo 
estado de Goiás já ocupava um lugar de destaque na produção mineral nacional. 
Entretanto, uma característica da produção mineral goiana ainda a exportação em bruto, sendo o beneficiamento 
realizado por outros estados mais industrializados. 
Quatro produtos concentram grande parte desta produção mineral: fosfato, amianto, calcário e níquel.
Mais de 90% da produção goiana está concentrada nos seguintes bens: níquel, ouro, amianto crisotila, calcário, 
água mineral, fósforo e nióbio. 
As maiores reservas, além daqueles minerais que se destacam no item produção, são de titânio, terras raras e 
rochas ornamentais.
O Estado de Goiás é o maior produtor de amianto da América do Sul. A mina, localizada em Minaçu. Goiás 
também tem grande produção de níquel, com 72 por cento das reservas nacionais. Ainda se destaca na produção de 
esmeraldas. O complexo mineral de Campos Verdes está entre os maiores do Brasil.
Outras Potencialidades
Potencialidades além dos grandes depósitos e jazimentos minerais, estudiosos do setor destacamas 
potencialidades dos chamados minerais industriais, especialmente os utilizados na construção civil, como areia, argila e 
pedras ornamentais, encontrados, em larga escala, em todas as regiões de Goiás. 
Produtos muito consumidos são telhas e tijolos.
Outro setor com potencial em franco desenvolvimento é o de água mineral, cujo mercado cresce no mundo 
inteiro.
Grandes investimentos foram feitos na década de 1990 na produção de ouro, vermiculita, nióbio e na 
implantação de novos projetos de beneficiamento de fosfato.
 
Energia
A capacidade geradora instalada do estado é boa, sendo sua capacidade potencial muito grande. O excedente 
na produção energético de Goiás é exportado para outros estados. 
A maior usina hidrelétrica de Goiás é a de Cachoeira Dourada, instalada no rio Paranaíba, município de 
Itumbiara. Mais recentemente foram implantadas as usinas de Serra da Mesa, Corumbá e a de Cana Brava.
Por esta razão, além da proximidade do Equador, se questiona o horário de verão para Goiás.
Transporte 
A rede ferroviária é constituída por apenas uma linha-tronco, que, partindo de Araguari, no Triângulo Mineiro, 
alcança Goiandira, Ipameri, Pires do Rio, Silvânia, Leopoldo de Bulhões e Anápolis. Da linha-tronco partem dois ramais, 
um em direção a Brasília e outro em direção a Goiânia. 
No futuro Anápolis deve receber a Ferrovia Norte-Sul fomentando seu porto seco.
As principais rodovias de Goiás são estradas que servem á Brasília, e efetuam as ligações da capital federal com 
São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Belém. No eixo Brasília-São Paulo, encontram-se as cidades mais 
importantes do estado: Goiânia e Anápolis. 
Comércio e Serviços 
As atividades do setor terciário são pouco representativas no estado. No entanto, o comércio e a prestação de 
serviços constituem os ramos mais ativos da capital, Goiânia, e tem grande importância em Anápolis, a segunda cidade 
do estado em população. Ainda não é tão grande o percentual de habitantes atendidos por serviços públicos como água 
canalizada, esgotos e telefones. 
Turismo 
Entre os pontos de interesse turístico figuram as cidades de Caldas Novas e Goiás. A primeira é estância de 
águas hidrominerais (com temperatura entre 38 e 42ºC); possui piscinas naturais, grutas e uma lagoa, também de 
águas quentes. A segunda é cidade histórica, antiga capital do estado; conserva valioso acervo arquitetônico colonial 
(sobrados, igrejas, chafariz famoso). No município de Itumbiara localizam-se a usina e a queda da Cachoeira Dourada 
onde está sendo erguido um grande complexo turístico.
Goiás possui um grande potencial turístico a ser explorado. 
Fonte : Adaptado da Enciclopédia Britânica Brasileira 
Dinâmica Populacional
Observa-se uma tendência de longo prazo de crescimento próximo a zero da população nascida em Goiás, 
pois a partir da década passada, em Goiás, as mulheres passaram a ter apenas dois filhos, em média, durante sua vida 
fértil. Essa trajetória é alterada, no curto e médio prazos, pela melhoria das condições de vida, com decréscimo da 
mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida, o que resulta em menores perdas de vidas. Já se registra um 
IQUEGO 16
GEO-HISTÓRIA
“envelhecimento” da população, com as faixas etárias de adultos e idosos representando parcelas crescentes da 
população goiana, e essa tendência tende a se acentuar no futuro.
 A imigração interestadual passa a ter, também, um papel mais relevante que do passado nos acréscimos 
populacionais do Estado de Goiás. A migração intraestadual vem dirigindo-se fortemente para a região urbana da 
capital e municípios vizinhos de Goiânia, e a interestadual busca as cidades goianas que integram o Entorno de 
Brasília, a chamada Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE). Essas áreas – grandes pólos de atração 
de migrantes – concentram hoje mais de 50% da população estadual. 
Há uma forte tendência para ser acentuado o desequilíbrio na distribuição espacial da população no território 
goiano e, por conseqüência, uma elevação da pressão sobre os recursos naturais - particularmente quanto aos recursos 
hídricos - nessas duas grandes concentrações populacionais do Estado. 
Os novos pólos de dinamismo da atividade econômica em Goiás, farmacêutico, em Anápolis, e da 
agroindústria, em Rio Verde, podem contribuir para redução do fluxo migratório em torno de Goiânia. A atração de 
migrantes para os municípios do Entorno de Brasília, no entanto, tende a prosseguir no futuro próximo. Sua 
continuidade e volume dependem predominantemente de políticas nacionais e do Distrito Federal, já que são pessoas 
atraídas para a Capital do país e que viabilizam sua permanência nessa região residindo em municípios goianos da 
RIDE. 
A partir da instalação de agroindústrias, e a conseqüente divulgação da possibilidade de existência de 
empregos, a migração resultante trouxe uma sobrecarga na infra-estrutura social do município de Rio Verde, o que já 
preocupa moradores e autoridades locais. No seminário de discussão do GeoGoiás 2002 com representantes 
municipais foi ressaltada a falta de recursos financeiros para responder de forma adequada ao novo patamar de 
demanda por serviços públicos. 
As modificações na estrutura etária e distribuição geográfica da população do Estado são indicadores que 
exigem, também, atenção quanto às questões específicas de atendimento de saúde e seguridade social para a 
população idosa.
Educação
As taxas de analfabetismo entre a população de Goiás foram reduzidas de 15,3%, em 1994, para 11,7%, em 
2001. Na população urbana essa variação foi de 11,75% para 9,76%, e entre a rural o analfabetismo passou de 21,35% 
para 18,38%, no período considerado. 
O analfabetismo na faixa etária de 15 a 19 anos foi reduzido em mais de 60% entre 1994 e 2001 passando de 
4,2% para 1,5%. Em 13 municípios goianos registram-se atualmente altas taxas de analfabetismo, entre 24% e 38,3%, 
e somente 24 municípios, 10% do Estado, têm taxas inferiores a 10,80%. 
Com uma taxa de escolarização de 93,2% na população de 7 a 14 anos, em 2000, Goiás situava-se entre os 
Estados da Federação com bom atendimento da população escolarizável (INEP/MEC, 2002). Quanto ao ensino médio, 
as estatísticas disponíveis mostram uma situação preocupante, onde apenas 30% da população escolarizável (15 a 17 
anos) eram atendidos, em 2000. E isso após ampliar a oferta de vagas em 50% desde 1994, quando apenas 19,9% da 
população entre 15 e 17 anos encontrava-se nas escolas de 2º grau. As taxas de conclusão do ensino fundamental e 
médio reduziram-se entre 1995 e 2000, passando de 63% para 49,1%, no primeiro caso, e de 75,2% para 64%, no 
ensino médio, o que também exige atenção. 
Há, uma grande deficiência qualitativa no ensino oferecido, fato que certamente se reflete negativamente na 
trajetória de vida profissional e pessoal dos alunos goianos. 
Saúde
O número de médicos por mil habitantes, em Goiás, cresceu mais de 60% entre 1997 e 2000, atingindo a 
marca de 1,54 médico por 1.000 habitantes. Esse índice, ainda assim, mantém-se abaixo do registrado na região 
Centro-Oeste (2,23) e no Brasil (1,94), no ano 2000. 
O indicador de 4,40 leitos hospitalares por mil habitantes no Estado, em 2000, é superior tanto à média da 
região Centro-Oeste (3,01) quanto à do país (2,87). Ele cresce graças à oferta de leitos pelo setor privado, que no 
citado ano era de 2,95 leitos por mil habitantes, acima da média regional (2,48) e da brasileira para o setor privado 
(2,09).
A cobertura vacinal de crianças até um ano de idade, em Goiás, é boa dentro dos parâmetros internacioais A 
incidência de casos de dengue cresceu 11 vezes entre 2001 e 2002, exigindo que toda sociedade goiana se mobilize 
para combater os focos do mosquito transmissor dessa doença.
Economia e grandes projetos 
Goiás possui vantagens comparativasem relação a outras unidades da Federação, tornando-o atraente para 
uma série de atividades econômicas. Está, também, próximo aos grandes mercados consumidores do país ressaltando-
se, em especial, que o Distrito Federal está inserido no Estado. As administrações estaduais adotaram, na última 
década, políticas com objetivo de atrair empresas como as do setor de agronegócios e farmacêutico, visando gerar 
riqueza, empregos e diversificar a produção local. A localização geográfica do Estado torna-o, ainda, parte de projetos 
nacionais de infra-estrutura idealizados na esfera federal. 
A disponibilidade de água e as características topográficas do território goiano têm possibilitado diversos 
aproveitamentos hidrelétricos, alguns deles entre os maiores do país. De um lado, a grande dotação de recursos 
naturais dá boas perspectivas de crescimento econômico para Goiás mas, por outro, traz grandes preocupações quanto 
à sustentabilidade desse crescimento, particularmente em seus aspectos sociais e ambientais. 
Existe a possibilidade de que a intensa utilização dos recursos naturais que ocorreu nas últimas décadas, sem 
que se contabilizassem as funções que a natureza desempenha para a produção econômica, possa ter levado a 
IQUEGO 17
GEO-HISTÓRIA
decisões equivocadas em muitas políticas públicas e investimentos privados, pondo em risco, no longo prazo, a própria 
sustentabilidade do crescimento econômico.
É importante lembrar que cada empreendimento causa distintos impactos – positivos e negativos – no território, 
sob os aspectos econômicos, sociais e ambientais, devendo ser objeto de uma análise conjunta, que avalie seus 
impactos cumulativos sobre o ambiente e população estadual. Essa avaliação deve auxiliar na tomada de decisões, 
particularmente no que se refere a políticas públicas. 
A difusão das informações relativas aos possíveis impactos dos projetos é essencial para que a sociedade 
goiana possa propor e adotar as medidas que considere adequadas, na busca de maximizar os efeitos positivos e 
minimizar e, melhor ainda, evitar impactos negativos que considere altamente indesejáveis.
 
Alguns dos principais programas e projetos existentes para o território do Estado são: 
• Pólo Rio Verde; 
• Agricultura irrigada; 
• Pólo Anápolis - indústria farmacêutica;
• Indústria Extrativa Mineral; 
• Ferrovia Norte - Sul; 
• Projeto da hidrovia Araguaia-Tocantins; 
• Usinas Hidrelétricas e Termoelétricas
Enquanto os três últimos itens da lista acima são projetos, propostas e intervenções do governo federal no 
território goiano, os quatro primeiros resultam da interação da base de recursos naturais do Estado, das políticas 
públicas e de investimentos federais, estaduais e municipais em infra-estrutura econômica e social, e da iniciativa 
privada.
 Uma visão geral - “Cenário Tendencial” 
As informações disponíveis apontam para uma intensificação da ação humana sobre o território de Goiás, em 
uma perspectiva de progresso econômico dentro do atual modelo de desenvolvimento, que tende a elevar fortemente as 
pressões sobre o meio ambiente e também sobre a sociedade humana, dadas as características de concentração de 
renda e de exclusão social que o vêm marcando. 
Considera-se que já existe uma legislação ambiental de boa qualidade, tanto na esfera estadual quanto federal 
embora alguns pontos relevantes necessitem de aperfeiçoamentos , e que no período recente registram-se 
investimentos na estruturação dos órgãos ambientais estaduais e na ampliação das áreas protegidas. Outros fatores, 
entretanto, acabam por tornar ineficaz esse aparato jurídico e institucional. 
A acirrada concorrência entre os produtores privados, que leva a uma permanente busca da maior redução de 
custos possível, é um exemplo. A impossibilidade de fiscalização simultânea e contínua de todo o território, a 
inexistência de recursos materiais e humanos na estrutura de fiscalização ambiental federal e estadual, que permitam 
um monitoramento minimamente eficaz, a relativamente baixa mobilização da sociedade quanto à questão ambiental, e 
a atitude individualista de maximizar benefícios para si e socializar ao máximo os custos, em especial o ambiental, 
fazem com que a perspectiva tendencial quanto ao futuro próximo deixe seja ruim no sentido da efetiva preservação do 
meio ambiente.
A grande perda de áreas naturais é a principal ameaça à biodiversidade do Cerrado em Goiás, considerando 
sua elevada taxa de conversão em áreas usadas para atividades agropecuárias. 
O espaço territorial goiano onde predomina a cobertura vegetal natural está diminuindo muito rapidamente. Em 
todo o Estado essas áreas já estão muito fragmentadas, o que compromete a vida de muitas espécies. As unidades de 
conservação, em pequeno número e isoladas, não têm capacidade de contrabalançar essas perdas de áreas naturais e 
evitar, a curto-médio prazos, a extinção de muitas espécies. Sem a adoção de algumas medidas importantes, 
ressaltando-se aqui a criação de corredores e mosaicos ecológicos, pode-se afirmar que grande parte da biodiversidade 
no Estado será eliminada em duas gerações, com conseqüências que são difíceis de se avaliar. 
Como o Estado de Goiás está localizado na área central de uma das regiões biogeográficas mais ameaçadas 
do planeta, pode procurar beneficiar-se do grande potencial de apoio à pesquisa e valorização econômica da 
biodiversidade, hoje existente. Ao mesmo tempo, isso aumenta a responsabilidade do governo e de toda a sociedade 
em preservar o que pode ser considerado, nesse contexto, um patrimônio mundial. 
O Relatório do Meio Ambiente Brasileiro - GEO Brasil (Santos & Câmara, 2002) apresenta um “Cenário 
Tendencial” para os diversos biomas nacionais. Extraindo apenas a parte referente ao bioma Cerrado, acrescentou-se 
uma coluna que apresenta uma estimativa para o Estado de Goiás da situação relativa a cada impacto listado, matriz 
que é apresentada a seguir. Nas linhas referentes a impactos em áreas costeiras, que não se aplicam (n.a.) a Goiás, 
indicou-se essa situação. 
Dentre os 33 impactos da matriz e aplicáveis ao Estado, observa-se que em seis deles a situação do meio 
ambiente em Goiás apresenta-se mais preocupante que para o Cerrado como um todo, que já não é boa. 
Algumas dessas avaliações indicativas de uma situação mais grave levam em conta que se trata, aqui, de uma 
ocupação mais antiga (maior fragmentação do hábitat e degradação da biota), maior concentração populacional, 
industrial e produção agrícola que ainda usa queimada (contaminação e poluição dos recursos hídricos, doenças 
pulmonares). A ameaça à ictiofauna levou a Agência Ambiental do Estado a limitar fortemente a pesca, a partir de 2001. 
Caso essa medida se mantenha pode-se prever como resultado, já beneficiando a situação atual, uma tendência a um 
médio grau de ameaça quanto aos impactos “captura excessiva” e “extinção de espécies”. 
A perspectiva de implantação de hidrovias industriais nos rios Araguaia e Tocantins sinaliza em sentido 
contrário, com um cenário de contaminação crônica das águas, por combustíveis e lubrificantes, que leva a uma 
IQUEGO 18
GEO-HISTÓRIA
perspectiva de muito alto grau de impacto na variável “contaminação e poluição dos recursos hídricos”, já que vai ser 
um efeito cumulativo aos outros poluentes das águas originados de esgotos domésticos e industriais, e de poluentes e 
assoreamento oriundos de atividades agrícolas. 
Textos retirados do site GeoGoiás.
TEXTO COMPLEMENTAR - GOIÂNIA
A idéia da mudança da capital do Estado surgiu da necessidade de localizá-la, de acordo com os interesses 
econômicos goianos. A primeira capital goiana - Vila Boa, hoje denominada Cidade de Goiás - tinha sido escolhida, 
quando a província era aurífera. Posteriormente, ficou demonstrado que a criação do gado e a agricultura passaram a 
ser fatores preponderantes nodesenvolvimento. 
Legisladores sustentaram por algum tempo, a idéia da mudança. A 1º de junho de 1891, os constituintes 
oficializaram a idéia da transferência da capital, no texto constitucional, ratificando-a na reforma de 1898, como na de 
1918. 
A primeira constituição republicana, em seu texto definitivo, previa em seu artigo 5º: "A Cidade de Goiás continuará a 
ser a capital do estado, enquanto outra causa não deliberar o congresso". 
Vagamente abordada até 1930, a idéia mudancista só se firmou no governo de Pedro Ludovico, que tomou a 
decisão de fazer a transferência para local mais apropriado. Em 1932, foi assinado o decreto nº 2.737, de 20 de 
dezembro, nomeando uma comissão que, sob a presidência de D. Emanuel Gomes de Oliveira, então bispo de Goiás, 
escolhesse o local onde seria edificada a nova capital do estado. 
O Coronel Antônio Pirineus de Souza, sugeriu a escolha de três técnicos: João Argenta e Jerônimo Fleury 
Curado, engenheiros, e de Laudelino Gomes de Almeida, médico, para realizarem estudos das condições topográficas, 
hidrológicas e climáticas das localidades de Bonfim, hoje Silvânia; Pires do Rio; Ubatan, atualmente, Egerineu Teixeira; 
e Campinas, hoje bairro goianiense, a fim de que, baseada no relatório dos técnicos, a comissão se manifestasse. 
Reunida em 4 de março de 1933, a comissão concluiu pela escolha da região de Campinas. A 24 de outubro do mesmo 
ano, houve o lançamento da pedra fundamental, no local onde está a sede do governo estadual. 
Inicialmente a capital abrigou um grupo de casas de funcionários do governo à rua 20, próximo ao Córrego 
Botafogo, e não tardou a sair do papel através de um traçado urbanístico do tipo radial concêntrico - ruas em forma de 
raio, tendo como centro a Praça Cívica, onde estão as sedes dos governos estadual e municipal - Palácio das 
Esmeraldas e Palácio das Campinas. O plano é de autoria do urbanista Atílio Correia Lima, cabendo a sua execução 
aos engenheiros Jerônimo e Abelardo Coimbra Bueno. 
Finalmente, a 23 de março de 1937, foi assinado o decreto nº 1816, transferindo definitivamente a capital 
estadual da Cidade de Goiás para a atual. O Batismo Cultural só ocorreu a 5 de julho de 1942, em solenidade oficial 
realizada no recinto do Cine-Teatro Goiânia, com a presença de representantes do presidente da república, 
governadores e ministros, além de outras autoridades.
GOIÂNIA – O NOME 
Em outubro de 1933, o semanário "O Social", havia instituído um curioso concurso a respeito da escolha do 
nome para a nova capital. Leitores de todo o estado contribuíram, sendo interessante relembrar os nomes mais 
votados: Petrônia, Americana, Petrolândia, Goianópolis, Goiânia, Bartolomeu Bueno, Campanha, Eldorado, 
Anhanguera, Liberdade, Goianésia, Pátria Nova, entre outros. Em 2 de agosto de 1935, Pedro Ludovico usou, pela 
primeira vez, o nome "Goiânia", ao assinar o decreto nº 237, criando o município de Goiânia. O ganhador do concurso 
foi o Professor Alfredo de Castro, com o pseudônimo "Caramuru".
EXERCÍCIOS 
01. (UEG) O cerrado, a maior savana neotropical do mundo e o segundo bioma brasileiro em extensão, depois da 
floresta amazônica, é uma das áreas críticas de biodiversidade do planeta. Em grande parte desconhecido, abriga 
grande número de espécies que não ocorrem em nenhum outro lugar. A expansão da agropecuária, no entanto, 
reduziu o cerrado a menos da metade de sua área original. Mantido o quadro atual, em breve ele será o segundo 
bioma do país, depois da mata atlântica, a ficar restrito às áreas de proteção legal. Essa rápida substituição da 
quase totalidade da vegetação nativa por culturas agrícolas e pastagens pode provocar mudanças significativas no 
clima da região. 
HENRIQUES, Raimundo Paulo Barros. O futuro ameaçado do cerrado brasileiro. Ciência Hoje, v. 33, n. 195, jul. 
2003, p. 34-39. 
Sobre o cerrado, marque a alternativa INCORRETA: 
)a O cerrado caracteriza-se como floresta-ecótono-campo, por incluir uma formação de campo 
denominada campo limpo; uma formação de ecótono cerrado, composta de campo sujo, campo cerrado, cerrado 
senso estrito e uma formação florestal, também conhecida como cerradão. 
)b Analgésica, antitumoral, antifúngica e antiinflamatória são algumas das propriedades potenciais de 
plantas do cerrado. Mais de 70% da fito desse bioma já foi patenteada e é utilizada como fitoterápico. 
)c O cerrado está situado em terrenos planos ou levemente convexos no Brasil Central e também em 
áreas isoladas na Amazônia, em São Paulo e Minas Gerais, entre outros estados brasileiros. 
)d O bioma cerrado sofre profundas modificações ambientais ocasionadas pela intensificação da 
IQUEGO 19
GEO-HISTÓRIA
pecuária e da agricultura: 40% do rebanho bovino nacional é criado no cerrado, amplamente explorado também 
na produção de oleaginosas. 
)e O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Parque Nacional das Emas, Parque Nacional da 
Serra da Canastra e Parque Nacional da Chapada dos Guimarães são exemplos de unidades de conservação 
implantadas para conservar a biodiversidade do bioma cerrado. 
02. (UFG/Adaptado) Das acertivas apresentadas abaixo qual a que melhorrepresenta o clima e a pluviosidade da 
região central do Brasil, em epecial das áreas do Cerrado?
FERREIRA, Graça Maria Lemos. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 1998. p. 11. [Adaptado].
)a à baixa amplitude térmica anual, com médias pluviométricas altas e estação seca curta.
)b às médias térmicas e pluviométricas elevadas, com maiores índices chuvosos no outono e no 
inverno.
)c ao baixo índice de pluviosidade no inverno e alto no verão, com a definição de duas estações 
do ano.
)d às médias térmicas anuais elevadas e chuvas escassas e irregulares, concentradas num 
período curto.
)e ao índice médio de pluviosidade e amplitude térmica anual elevada, caracterizando verão 
quente e inverno frio.
03. (UFG) A ocupação do território goiano com a mineração do ouro colocou o índio, sob todos os aspectos, à margem 
da sociedade que se instalou em Goiás, porque:
A. Não havia legislação que defendesse os índios.
B. O regimento de D. Marcos e Noronha submeteu os índios a um rigoroso regime militar.
C. Não havia pessoa especializada para cuidar das aldeias indígenas.
D. Não eram os índios, e sim as minas de ouro, nas terras dos índios, que interessavam ao Governo.
E. A política de aldeamento dos índios opunha-se às guerras de extermínio.
04. (UEG) A centralidade de Goiás não é apenas geográfica, ou melhor, não é apenas definida por suas coordenadas – 
latitude e longitude -, mas sim, e sobretudo, pelo papel que o seu território desempenha com relação ao conjunto 
de país. [...] a permeabilidade do território goiano o coloca como ponto de contato e de passagem obrigatória nas 
interligações norte–sul e leste–oeste. Nesse particular, Goiás é ao mesmo tempo ponto de convergência política, 
de povoamento e de dispersão das águas estratégicas (as grandes bacias hidrográficas) e da rede de 
comunicações terrestres (as grandes rodovias e integração nacional). A geografia, aqui, explica muita coisa.
 TEIXEIRA NETO, Antônio. O território goiano: formação e processo de povoamento e urbanização. In: ALMEIDA, 
Maria G. de. (Org.) Abordagens geográficas de Goiás: o natural e o social na contemporaneidade. Goiânia: IESA, 
2002, p. 12. 
Baseando-se no texto acima e em seus conhecimentos sobre o estado de Goiás, julgue as proposições a seguir, 
marcando V (verdadeiro) ou F (falso). 
( ) Os rios Tocantins, Araguaia e Paranaíba formam uma única bacia hidrográfica no território goiano, 
responsável pelo abastecimento de água de parte das regiões Sul e Sudeste do Brasil. 
( ) Nas últimas décadas, Goiás tornou-se um centro de atração populacional do país, motivada pela 
expansão da fronteira agrícola, entre outros fatores. 
( ) Os municípios de Pirenópoles, São Domingos, Goiás eAlto Paraíso destacam-se no cenário nacional 
por serem espaços de turismo histórico, ecológico e cultural. 
( ) As principais rodovias federais brasileiras cruzam o estado de Goiás. Como exemplo, podem ser 
citadas as rodovias Presidente Dutra, Transbrasiliana e Bandeirantes. 
( ) O processo de povoamento de Goiás iniciou-se com a mineração e intensificou-se nos anos 30 do 
século XX, com o processo industrial ocorrido principalmente na região sudoeste do estado. 
Marque a alternativa com a seqüência CORRETA: 
a) F – V – V – F – F 
b) V – V – F – F – V 
c) V – V – V – V – V 
d) F – F – F – F – F 
e) V – F – F – V – F 
05. (AEE) Nas alternativas abaixo, identifique a que considerar correta sobre a História de Goiás no final do século 
XVIII:
a. Período áureo, grande circulação de riqueza, intenso povoamento, apogeu da mineração.
b. Crescimento do comércio com outras regiões da colônia, desenvolvimento urbano. 
c. Declínio da mineração e empobrecimento da capitania que se volta para as atividades 
agropecuárias.
d. Aumento da arrecadação fiscal e da imigração para esta região.
e. Desenvolvimento da indústria como alternativa para o declínio da agropecuária.
06. (UFG) Na segunda metade do século XIX, surgiram no Brasil as ferrovias no processo de modernização dos meios 
de transportes com o apoio de capitais estrangeiros, em sua maioria ingleses. Assim, construíram-se troncos 
ferroviários na região Sudeste para atender aos interesses dos produtores de café no escoamento da produção para 
IQUEGO 20
GEO-HISTÓRIA
os portos do Rio de Janeiro e Santos. Já no início do século XX, implantou-se a Companhia de Estrada de Ferro de 
Goiás com investimentos de capitais franceses. 
Sobre a construção das ferrovias, julgue os itens abaixo:
1.( ) Para a instalação da rede ferroviária na região Sudeste foi necessário reunir um capital considerável, pois 
a concessão de privilégios (garantia de juros baixos entre outros) por parte do governo não era suficiente. 
Assim, os capitais ingleses, na forma de empréstimos e de investimentos, foram aplicados na construção de 
vários troncos.
2.( ) A construção da estrada de ferro em Goiás visava à inserção da economia do estado nos mercados 
capitalistas das regiões Norte e Nordeste, muito interessados na compra do milho e das carnes bovina e suína.
3.( ) A Estrada de Ferro de Goiás e a implantação das charqueadas nas cidades ao longo dos trilhos 
possibilitaram um crescimento substancial da pecuária, pois a carne, em parte industrializada e em parte como 
gado gordo para o abate, era exportada para os mercados paulistas com custos mais baixos.
4.( ) A implantação pioneira do transporte ferroviário em Goiás explica-se pela dinamicidade das relações 
comerciais inter-regionais e internacionais e pelo fato da ferrovia ter-se tornado a principal via de comunicação 
com a região Sul.
07. (UFG) A formação do território goiano constitui-se pela conjugação de diversos fatores de ordem natural, histórico-
social e político-econômica. Essa formação se manifesta
a. na posição geográfica privilegiada pela centralidade no território brasileiro, o que promoveu o 
povoamento desde o período colonial.
b. nos litígios de terras com os estados do Pará, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e 
Tocantins, o que determinou a extensão atual de sua área.
c. no relevo de planalto e pelas bacias com grande potencial hidrográfico, o que facilitou a construção de 
usinas hidrelétricas.
d. na política de colonização oficial que incentivou a imigração de europeus, o que transformou as 
relações tradicionais de produção no campo.
08. (UFG) A mudança da Capital para Goiânia não se processou em termos normais, mas em tempo de alteração, 
política, porque:
a) A oposição à mudança da Capital era inexpressiva;
b) As transformações ocorridas com a Revolução de 30 a impediram;
c) A cidade de Anápolis era o centro do poder da oligarquia estadual;
d) O ideal mudancista enfraqueceu com a Revolução de 30;
e) A Revolução de 30 criou condições para a mudança.
09. (UFG) Já afirmamos, e o repetimos sem receio de contradita, que o que representa o presidente Getúlio Vargas, 
para o Brasil, representa Pedro Ludovico para Goiás.
Revista Oeste, ano II, novembro de 1943, p.369, Goiânia: Ed. UCG, 1983. Ed. Fac-similar.
A comparação entre Pedro Ludovico e Getúlio Vargas abre uma perspectiva de análise política que permite o 
debate entre os acontecimentos regionais e sua repercussão nacional. Acerca das relações entre região e nação 
nessa conjuntura (1937-45), pode-se afirmar que
( ) o regionalismo era uma força política incontestável. As lideranças locais dominavam o processo de decisões e 
se impunham ao poder central, pois controlavam os votos e cargos políticos da região.
( ) no governo Vargas, a excessiva descentralização política foi substituída por um tipo de controle fundado nas 
idéias liberais: o respeito à constituição e às liberdades democráticas definiram um novo sentido para a 
atividade política.
( ) entre Vargas e Ludovico, há um horizonte de aproximação que se fundamenta no projeto de centralização do 
poder, na estratégia de ocupação das regiões interioranas e no personalismo como forma de dominação 
política.
( ) a aproximação entre Vargas e Ludovico vincula-se ao estabelecimento de políticas sociais que permitiram a 
livre organização dos trabalhadores como forma de combater o poder das antigas oligarquias regionais.
10. (AEE) Dentre as conseqüências que a revolução de 1930 trouxe para Goiás apontamos:
)a Profundas mudanças na composição social.
)b A prisão do Dr. Pedro Ludovico que fazia forte oposição a Getúlio Vargas.
)c A manutenção do mesmo estilo de governo sem nenhuma renovação política.
)d A ênfase ao desenvolvimento do Estado e o apoio do Governo federal à construção de Goiânia.
)e A oposição do governo Vargas à mudança da capital por implicar em gastos públicos.
11. (AEE) As cidades planejadas de Goiânia e Brasília tiveram sua construção ligada aos seguintes governos 
respectivamente: 
a) Castelo Branco e Costa e Silva;
b) Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek;
c) Eurico Gaspar Dutra e Getúlio Vargas;
d) Washington Luiz e Jânio Quadros;
e) Prudente de Morais e João Goulart. 
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GEO-HISTÓRIA
12. (UEG) Em qualquer país, o sistema de transporte desempenha um papel fundamental no que se refere ao processo 
de desenvolvimento e à integração do território. 
Sobre o sistema de transporte brasileiro, marque a alternativa INCORRETA: 
)a A implantação e a expansão do sistema ferroviário estiveram vinculadas à cafeicultura. Diante da crise desse 
setor, o ritmo de expansão do sistema ferroviário diminuiu e entrou em decadência, principalmente a partir de 
1950, pela concorrência do sistema rodoviário. 
)b Atualmente, o sistema de transporte encontra-se totalmente integrado, com rodovias, ferrovias e hidrovias 
distribuídas em todo o território nacional, formando um sistema internacional de última geração. 
)c Os interesses do capital internacional ligados principalmente à indústria automobilística e às companhias de 
petróleo, além da política de integração nacional, foram os fatores responsáveis pela expansão e consolidação 
do sistema rodoviário nacional. 
)d Nos últimos anos, o sistema hidroviário da bacia Paraná-Paraguai vem-se modernizando para atender 
principalmente ao setor agrícola do Centro-Sul, cuja crescente produção é escoada em parte por essas vias 
com custos inferiores ao do transporte rodoviário. 
)e O transporte rodoviário de cargas é considerado desvantajoso em relação ao ferroviário e ao hidroviário, por 
apresentar pequena capacidade de carga, alto consumo de combustível e desgaste de componentes, altas 
tarifas, gerando o encarecimento dos produtos transportados.
13. (AEE) O “Caiadismo”, domínio político dos Jardins-Caiado na política de Goiás, teve iníciocom: 
a) Getúlio Vargas e a Revolução 30;
b) A nomeação do interventor Pedro Ludovico Teixeira;
c) A Política das Salvações do Mal. Hermes da Fonseca em 1912;
d) A ascensão da oligarquia Bulhões ao poder local;
e) A transferência da Capital para Goiânia, fato que fortaleceu este grupo oligárquico;
14. (UFG) As famílias que dominaram o cenário político de Goiás ao longo de sua história, deixaram como herança, 
além de suas realizações, os seus próprios nomes que resistiram ao labirinto do tempo e das mudanças políticas. 
Transformaram-se em referências para a compreensão da política local, demonstrando a força da tradição em 
Goiás. As lideranças políticas, portanto, carregam, além de propostas políticas e partidárias a marca do passado. 
Líderes políticos exercem, desta maneira, um controle político quase absoluto sobre o estado e ganham, 
simultaneamente, projeção nacional. Sobre estas lideranças “quase intemporais” que estão presentes na vida 
política de Goiás, é correto afirmar que:
( ) Antônio Ramos Caiado, o “Totó Caiado”, controlou, através de seus partidários, a vida administrativa e política 
de Goiás, ao longo da primeira República. Era tido como representante dos interesses das oligarquias locais, 
transformando o sobrenome Caiado em uma marca tradicional da política goiana.
( ) A partir dos anos 30, Pedro Ludovico Teixeira transformou-se na “encarnação” da política goiana. Interventor, 
Governador e Senador controlou politicamente o Estado até os anos 40. Além da construção de Goiânia, que o 
notabilizou, deixou sua herança política nas mãos de seu filho Mauro Borges, que governou o estado nos anos 
60.
( ) Destacou-se, também, dentre as importantes famílias de Goiás na atualidade, os Bulhões. Políticos de carreira 
desde os fins da era Vargas, ocuparam importantes cargos no poder executivo goiano e foram escolhidos 
governadores biônicos em Goiás durante o regime militar.
( ) Íris Resende, ex-prefeito de Goiânia, foi cassado pelos militares retomado sua carreira política nos anos 80 
com o processo de abertura política. Ocupou a posição de Governador de Estado por duas vezes. Foi Ministro 
da Agricultura do Governo Sarney e exerce uma incontestável liderança no Estado.No entanto, não advém de 
nenhuma família tradicional da política goiana.
( ) O Partido dos Trabalhadores (PT) não está isento das influências familiares em Goiás, na medida em que sua 
criação está vinculada aos conflitos entre lideranças tradicionais, que acabaram abrigando-se no partido.
15. (UFG) Sobre o Brasil, da Independência à República, é correto afirmar: 
( ) Apesar da Independência o Brasil continuava com uma administração centralizada através da Constituição de 
1824, que permitias ao Imperador centralizar toda a estrutura político-administrativa – através do Poder 
Moderador – tomando o poder absoluto, sem contestação.
( ) Félix de Bulhões, fundador do jornal “O Libertador”, foi chamado de Castro Alves goiano, pela sua campanha 
abolicionista a Lei áurea não encontrou nenhum negro cativo na cidade de Goiás.
( ) O Coronelismo, que fundamentava as oligarquias, tinha base popular e urbana. O coronel reunia em si a 
autoridade de empresário e era um defensor dos princípios liberais.
( ) Durante a Primeira República a substituição do trabalho escravo pelo livre determinou um novo tipo de 
exploração agrária baseado na pequena e média propriedade.
( ) A Revolução de 30 – que marcou o fim da República Velha – foi caracterizada pela oposição entre os grupos 
da própria oligarquia dominante, resultante, principalmente, do rompimento da política dos estados.
16. (UFG) A Revolução de 1930, em Goiás, teve como ponto de apoio:
a) As classes médias já com uma atuação expressiva;
b) Parte de classe dominante descontente;
c) Militares goianos discordantes do regime vigente;
d) O operariado já com certa representação;
e) Os industriais goianos interessados em reformas básicas.
IQUEGO 22
GEO-HISTÓRIA
17. (UFG) Entre os empreendimentos importantes que nasceram no governo de Mauro Borges, um deles foi a tentativa 
de reforma agrária, através de uma experiência piloto. Estamos nos referindo à (ao):
a) Combinado Agro-Urbano de Arraias;
b) Colômbia Agrícola de Ceres;
c) Colônia Agrícola de Uná;
d) Colônia de Santa Cruz;
e) Colônia de Italianos de Nova Veneza.
18. (UEG) Os 40 anos do golpe de 1964 motivaram inúmeras reflexões por parte de intelectuais e da imprensa. O 
balanço dessa experiência é motivo de controvérsias. 
Acerca dessa conjuntura política e de seus desdobramentos, considere as proposições abaixo: 
I. A implantação de um governo autoritário fez-se acima dos acordos políticos, sem qualquer 
concessão ou consulta ao poder civil, o que garantiu a autoridade necessária ao estamento militar para 
combater os comunistas.
II. O governo do presidente Castelo Branco procurou reordenar as forças políticas eliminando 
os opositores ao novo regime, mas manteve uma articulação com o Congresso, com a criação de dois partidos: 
a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). 
III. A intervenção militar em Goiás em 1964 foi motivada pelas pressões dos setores 
conservadores do exército que exigiram a queda do governador Mauro Borges, identificado, por esses grupos, 
com as proposições reformistas amplamente discutidas no governo Goulart. 
Marque a alternativa CORRETA: 
a) Somente a proposição I é verdadeira. 
b) As proposições I e II são verdadeiras. 
c) As proposições I e III são verdadeiras. 
d) As proposições II e III são verdadeiras. 
e) Todas as proposições são verdadeiras. 
19. (UFG) “Conheci ali o doutor Xavier de Almeida, figura respeitável, um coronel formado em direito, ex-Presidente do 
Estado, vivendo da saudade do passado, e sob o impacto, que o tempo amainou mas não destruiu, da rasteira que 
o Senador Tonto Caiado lhe havia dado na política”.
(ROSA, Joaquim. Por esse Goiás afora. Goiânia: Cultura Goiana, 1974. p. 61.)
O trecho acima do memorialista Joaquim Rosa relata tanto sua passagem pela cidade de Morrinhos, em 1925, 
quanto os conflitos políticos em Goiás na época da revolução de 1909. Assim, o coronelismo na Primeira República 
(1889–1930) foi um fenômeno político brasileiro que envolveu proprietários rurais cujo poder local apoiava-se no 
clientelismo.
Com base no exposto, julgue os itens abaixo:
( ) Um exemplo típico do poder local dos “coronéis do sertão” localizou-se no interior da região Nordeste, em 
torno do rio São Francisco, onde eles exerceram seu poder por intermédio de bandos armados – os jagunços.
( ) José Leopoldo de Bulhões Jardim, chefe político goiano, ministro da Fazenda por duas vezes e senador 
federal até 1918, foi acusado pelos grupos de oposição de impedir o progresso de Goiás na questão da via 
férrea.
( ) O governador Xavier de Almeida (1901–1905) implantou um sistema de arrecadação de rendas que 
beneficiou os pecuaristas exportadores de gado, o que resultou num apoio político a seu governo por parte 
dos coronéis interioranos ligados a essa atividade econômica.
( ) Em Goiás, a oligarquia sediada na capital controlou a política e a administração estaduais, representou o 
Estado no plano nacional, reconheceu e garantiu o poder das chefias locais, como foi o caso dos coronéis de 
Morrinhos e Porto Nacional.
20. (UFG) Em setembro de 1987, ocorreu o que ficou conhecido como “acidente radioativo de Goiânia”. Wagner Mota, 
desempregado, dirigiu-se aos escombros do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), apoderando-se de uma 
quantidade considerável de chumbo (98kg) que protegia, sem que ele soubesse, uma cápsula de césio de um 
aparelho de raio X. Vendido para o ferro-velho de Devair Ferreira, o material passou a ser tratado como objeto de 
diversão (o azul da Prússia, brilhante no escuro). Quatro pessoas morreram na época e quatro outras, mais tarde. 
Cerca de 700 pessoas foram contaminadas.Sobre esse episódio recente da história de Goiânia, pode-se afirmar que
( ) Goiânia passou a ser chamada de a “Chernobil do Brasil” e ficou conhecida no mundo todo: o povo e os 
produtos goianos passaram a ser estigmatizados.
( ) o Comitê de Defesa de Goiânia reuniu pessoas interessadas em apurar responsabilidades, exigindo um 
programa de ações para o amparo das vítimas e da cidade. A Fundação Leide das Neves foi criada para dar 
assistência às vítimas.
( ) na época, Goiânia sediou uma competição internacional que desviou a atenção da população e atrasou o 
diagnóstico e tratamento do problema.
( ) a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), a União e os médicos do IGR saíram ilesos do episódio: a 
prontidão na localização e solução do problema provou o preparo do sistema brasileiro de gestão de materiais 
radioativos.
IQUEGO 23
GEO-HISTÓRIA
21. (UFG) A modernização da agricultura no planalto Central se dá por meio da relação entre mecanização e 
apropriação do relevo em áreas de cerrado. É característica dessa relação 
)a a destruição das veredas destinadas às atividades de policultura.
)b o desenvolvimento da monocultura em vastas áreas de topografia plana.
)c a drenagem dos solos hidromorfizados para atividades de pecuária.
)d a compactação dos solos nas áreas de fundos de vale para edificações de armazéns.
)e o uso de solos em áreas de declividade acentuada para rotação de culturas.
22. (UEG) O setor agropecuário brasileiro vem incorporando importantes avanços no que se refere a mecanização, 
produtividade e exportações agrícolas, resultantes do processo de penetração do capital no campo. 
Com relação a esse processo, marque a alternativa INCORRETA: 
a) A modernização instalou-se especialmente na região Centro-Sul, onde os índices de mecanização, 
uso de fertilizantes e emprego de defensivos agrícolas cresceram aceleradamente. 
b) A modernização agrícola atingiu de forma desigual as diferentes áreas do país, além de determinar 
também a diferenciação de produtos (cultura de rico e cultura de pobre). 
c) A modernização do campo provocou uma redução significativa da agricultura familiar e da pequena 
propriedade. 
d) Os agentes dessa modernização são empresas capitalistas que provocam um intenso êxodo rural 
e modificações nas relações de trabalho, causando a proletarização do trabalhador rural. 
e) A modernização no meio rural acarretou graves problemas ambientais, como destruição vegetal, 
erosões, envenenamento das águas e dos solos, compactação dos solos pelo uso de máquinas, entre outros. 
23. (UFG) Com o estabelecimento do Estado Novo, em 1937, os Estados da Federação perderam sua autonomia 
político-administartiva, passando a ser governados por interventores. O Interventor em Goiás, foi:
a) José Leopoldo de Bulhões;
b) Antônio de Ramos Caiado;
c) Venerando de Freitas Borges;
d) Pedro Ludovico Teixeira;
e) César da Cunha Bastos.
24. (UEG) O tema do bandeirante como herói civilizador que antecipa o tempo histórico da nação no sertão bruto, 
disputando-o às feras brutas e às vastas solidões foi retomado pela historiografia paulista. 
DAVIDOFF, Carlos. Bandeirantismo: verso e reverso, 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993, p.9. (Tudo é História). 
Com base no texto acima, marque a alternativa CORRETA: 
a) O bandeirante pode ser associado ao herói civilizador, uma vez que conquistava 
regiões vazias, marcadas pela ausência de qualquer sinal que registrasse a presença do homem como ser 
cultural, o que permite identificar a bandeira com o movimento de descoberta das terras americanas. 
b) O sertão goiano foi incorporado economicamente à vida colonial com a descoberta do 
ouro. Desde então, a região integrou-se ao circuito econômico que ligava Vila Boa ao Rio de Janeiro, por meio 
de um promissor comércio de gêneros alimentícios. 
c) Goiás, como região, era identificado como sertão pelos viajantes e mesmo pelos 
homens que governavam a província no século XIX. Sertão significava, sobretudo, distância e sentimento de 
isolamento, o que impulsionou inúmeros projetos de integração regional, por exemplo, a navegação dos rios 
Araguaia e Tocantins, ligando Goiás ao Pará. 
d) Com o advento da descoberta do ouro no século XVIII, cessaram os conflitos entre 
colonos e índios. Os presídios representaram uma estratégia para eliminar fisicamente as tribos que 
resistissem ao domínio dos brancos. 
e) A missão civilizadora dos bandeirantes está associada à conquista do gentio, por meio 
de estratégias assentadas na conversão espontânea dos índios aos padrões culturais ocidentais. 
25. (UEG) Os versos de uma música da época, de autoria de Juca Chaves, nos dão uma visão aproximada, em tom de 
sátira, do estilo político de Kubitschek: ´[...] simpático, risonho e original...
 DANTAS FILHO, José. A República bossa nova: a democracia populista: 1954-1964 . São Paulo: Atual, 1991. p. 7. 
(História em documentos). 
A ironia de Juca Chaves é o registro de uma época otimista. O Brasil crescia sob o impulso de um presidente 
arrojado, o seu estilo o transformou quase em um mito político. 
Acerca do governo JK, marque a alternativa INCORRETA: 
a) O governo de Juscelino Kubitschek foi marcado por um Programa de Metas que atingia alguns 
setores básicos: energia, transportes e saúde. 
b) No governo de JK, houve uma clara expansão do poder executivo, com base no aumento do poder 
dos grupos de trabalho organizados pelo presidente, o que permitiu minimizar a oposição política dos seus 
adversários. 
c) A tônica fundamental do governo de Juscelino Kubitschek era o nacionalismo econômico, o que 
pode ser comprovado pela limitação do ingresso de capitais internacionais na economia brasileira. 
d) O governo JK foi marcado por certa ambigüidade. O nacionalismo era alimentado pelo crescimento 
IQUEGO 24
GEO-HISTÓRIA
da economia que, por sua vez, era financiado pelos capitais internacionais. 
e) Uma das mais importantes obras do governo JK foi a construção de Brasília, no Planalto Central. A 
mensagem dirigida ao Congresso solicitando a construção de uma nova capital foi assinada em Anápolis, em 18 
de abril de 1956.
26. (UEG) Sobre a reorganização do espaço brasileiro na década de 1990, julgue os itens abaixo, marcando V 
(verdadeiro) ou F (falso): 
( ) A reorganização do espaço brasileiro ocorrida na década de 1990 elegeu os estados de Tocantins, Mato 
Grosso e Goiás como novos pólos de atração de migrantes. 
( ) O surgimento dos novos pólos de atração de migração no Brasil deve-se principalmente a dois fatores: 
desmembramento territorial e crescimento econômico regional. 
( ) Na década de 1990, foram gerados novos empregos não-agrícolas criados na zona rural e ligados ao turismo e 
ao lazer, os quais proporcionaram a retenção de parte da mão-de-obra da população no campo. 
( ) O turismo rural, representado por hotéis-fazenda, pesqueiros, restaurantes, criadouros de aves raras, entre 
outros, são algumas atividades de pequeno e médio porte responsáveis pelo surgimento de novas 
oportunidades de trabalho na zona rural. 
( ) São Paulo e Brasília, entre outras unidades da federação, são considerados pólos tradicionais de atração, 
associados à ilusão de que oferecem emprego e qualidade de vida a todos os que migram para lá. 
Marque a alternativa que apresenta a seqüência CORRETA: 
a) V – V – V – V – V 
b) F – V – F – F – F 
c) V – V – V – V – F 
d) F – V – F – V – F 
e) V – F – V – V – V 
27. (UEG) ...o moderno se opõe ao atraso, uma vez que este representa o campo do domínio pessoal, dos privilégios, 
da oligarquia, do coronelismo, do mandonismo local, dos favores políticos e do personalismo – expressões maiores 
da Primeira República no Brasil... 
CHAUL, Nars Nagib Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade. Goiânia: 
Ed. da UFG, 1997. p. 127. 
Acerca da política econômica regional em Goiás nas principaisdécadas do século XX, considere as preposições 
abaixo: 
.I A marcha do café e a ascensão da urbanização e industrialização do Centro-Sul do Brasil 
reorientaram e expandiram as bases econômicas de regiões que estavam interligadas ao processo nacional. 
Nesse sentido, o avanço dos trilhos da estrada de ferro em Goiás elevou os preços das terras e impulsionou a 
ocupação do território goiano.
.II O compromisso estabelecido pela Política dos Governadores no governo de Campos Sales, 
vinculava os grupos políticos municipais ao Executivo estadual e este ao Executivo federal. Desse modo, a 
estrutura oligárquica montada no plano local dependia fundamentalmente dos coronéis, que controlavam a 
sociedade rural, tanto no aspecto econômico-social quanto no plano político. 
.III A ascensão econômica das regiões sul e sudoeste do estado de Goiás conduziram Pedro 
Ludovico Teixeira ao poder; esse político construiu sua carreira com base no poder das oligarquias de Rio 
Verde, que mantinham sólida aliança com os Caiados. 
.IV A construção de Goiânia representou o prosseguimento do projeto da oligarquia dos Caiados 
em Goiás. Ainda no início do século XX, Antônio Ramos Caiado defendia a transferência da capital de Vila Boa 
para uma área mais centralizada. Assim, Pedro Ludovico Teixeira realizou o projeto de seu padrinho político. 
Marque a alternativa CORRETA: 
)a Somente as proposições I e II são verdadeiras. 
)b Somente as proposições II e III são verdadeiras. 
)c Somente as proposições III e IV são verdadeiras. 
)d Somente a proposição III é verdadeira. 
)e Todas as proposições são verdadeiras. 
28. (UEG) A partir da década de 1950, a atividade industrial assumiu posição de destaque na economia brasileira. 
Sobre a indústria no Brasil, julgue as proposições abaixo, marcando V (verdadeiro) ou F (falso): 
( ) Os tecnopolos especializados em pesquisas e aplicação de tecnologia de ponta localizam-se principalmente na 
região Sudeste, onde estão instaladas as indústrias de informática, telecomunicações, química fina e 
biotecnologia, entre outras. 
( ) Com o processo de globalização, alguns ramos da indústria brasileira sofrem a concorrência de empresas 
multinacionais, o que provoca o fechamento de indústrias menos competitivas em qualidade e preço, 
contribuindo para o aumento do desemprego. 
( ) A alta concentração industrial em São Paulo e Rio de Janeiro vive um processo de descentralização, com o 
IQUEGO 25
GEO-HISTÓRIA
deslocamento de alguns ramos industriais para cidades médias, fora das regiões metropolitanas, em razão dos 
incentivos fiscais, do menor custo da mão-de-obra, da presença de infraestrutura condizente, entre outros 
fatores. 
( ) A proximidade com a Argentina, Uruguai e Paraguai é fator decisivo para a desaceleração da economia dos 
estados da região Sul do Brasil, pois esta, além de não conseguir exportar, ainda sofre a concorrência dos 
produtos estrangeiros, o que torna a região brasileira de menor índice de desenvolvimento econômico e social. 
( ) A região Centro-Oeste, que há poucas décadas era considerada essencialmente agrícola, vive um processo de 
industrialização, principalmente nos ramos da agroindústria, da indústria de confecção e do turismo ecológico, 
histórico e de negócios, entre outros. 
Marque a alternativa com a seqüência CORRETA: 
a) V – V – F – V – V 
b) V – V – V – F – V 
c) F – F – V – F – V 
d) V – F – F – F – F 
e) F – F – F – V – V 
29. (UEG) A revolução técnico-científica está promovendo um significativo aumento da produção de bens e serviços de 
qualidade superior e a um custo inferior. Essa revolução é a base do processo de globalização. 
Marque a alternativa que contradiz a afirmação acima:
a) Ocorre uma significativa transformação no dia-a-dia dos trabalhadores e das empresas, 
alterando o processo produtivo. 
b) Os fluxos de capitais e de mercadorias aumentam a concentração e a centralização de 
capitais, formando as grandes corporações. 
c) Para as grandes corporações multinacionais, o mercado é cada vez mais mundial. Em 
contrapartida, para os trabalhadores de baixa qualificação profissional, é cada vez mais difícil a mobilidade 
social. 
d) As novas tecnologias têm exigido um nível menor de qualificação da mão-de-obra em 
praticamente todos os setores da economia, pois os computadores apresentam programas já prontos. 
e) O atual desenvolvimento científico e tecnológico alcançou também a agricultura e a pecuária, 
com o desenvolvimento da biotecnologia e com o surgimento dos chamados produtos transgênicos. 
30. (UEG) Sobre a degradação ambiental, considere as proposições a seguir: 
I. Os desastres ambientais provocam contaminação de ecossistemas vitais para a vida 
humana. No caso dos ecossistemas aquáticos, a contaminação por produtos químicos pode provocar náusea, 
anemia, vômito e perda da consciência. 
II. O aumento de produção agrícola para exportação provoca uma aceleração do uso do 
solo, que, em muitos casos, tem perda de sua bioestrutura. 
III. A ocupação urbana, quando feita em área de risco ou em área de reserva ambiental, 
provoca ou acelera degradações ambientais, como processos de voçorocamentos, poluição de rios e 
desmatamento de nascentes. 
IV. As indústrias localizadas nas cidades são responsáveis por parte da poluição e 
contaminação dos corpos d´água das áreas urbanas, ocasionando a mortandade de espécies aquáticas e 
colocando em risco a saúde da população. 
Marque a alternativa CORRETA:
a) Apenas as proposições I e II são verdadeiras. 
b) Apenas as proposições I, III e IV são verdadeiras. 
c) As proposições I, II, III e IV são verdadeiras. 
d) Apenas as proposições II, III e IV são verdadeiras. 
e) Apenas as proposições III e IV são verdadeiras.
31. (UEG) Com a Independência, iniciou-se a passagem da ordem colonial à nacional. O grito do Ipiranga ecoou 
principalmente nas regiões centrais (Rio de Janeiro, Minas e São Paulo), mas o Brasil era um continente formado 
por inúmeras ilhas cercadas pelo desejo de afirmação de uma nova nacionalidade. 
Acerca da vida econômica e social do Brasil no contexto da independência, é CORRETO afirmar: 
a) Em Goiás, a independência motivou disputas entre as comarcas do sul e do norte, mas o separatismo não 
contou com o apoio do regime monárquico e foi controlado. 
b) O projeto de emancipação política foi negociado amplamente pelas distintas regiões do país com base no 
compromisso de que as elites portuguesas seriam banidas da vida política. 
c) O crescimento da economia do café e os recursos advindos da produção do açúcar e do ouro formaram a base 
de sustentação de uma próspera economia nacional. 
d) A atividade pecuarista permitiu que Goiás desempenhasse importante papel no abastecimento do Rio de 
Janeiro, o que garantiu o compromisso da monarquia contra os movimentos separatistas. 
IQUEGO 26
GEO-HISTÓRIA
e) Os conflitos entre as comarcas do sul e do norte ganharam relevo durante a primeira metade do século XIX e 
assumiram a forma de uma guerra civil que só pôde ser controlada com o auxílio de tropas vindas da Corte. 
32. (UEG) A integração de Goiás nos quadros da economia nacional encontrou na construção de Brasília um momento 
de inflexão: Goiânia transformou-se em ponto de apoio fundamental para a construção da nova capital. 
Acerca da integração econômica de Goiás entre as décadas de 1950 e 1970, marque a alternativa CORRETA: 
a) Houve uma enorme resistência da elite política goiana em ceder imensa quantidade de terras para a formação 
do Distrito Federal, uma vez que a atividade pecuarista era desenvolvida intensivamente nas terras onde a nova 
capital seria construída. 
b) A construção de Brasília recebeu apoio inconteste de todos os partidos políticos, pois a interiorização da capital 
já estava prevista na primeira constituição republicana. O sonho de se construir uma nova capital ultrapassou 
asdivisões ideológicas. 
c) O golpe de 1964 paralisou os investimentos na modernização da agricultura brasileira. O modelo econômico 
adotado reservava à agricultura papel secundário, concentrando os investimentos no desenvolvimento 
industrial.
d) A modernização da agricultura goiana foi uma decorrência da transferência da capital, pois o estado de Goiás 
tornou-se responsável pelo abastecimento de Brasília, o que permitiu uma profunda alteração na agricultura 
goiana, com o crescimento da pequena propriedade. 
e) A integração da economia goiana nos fluxos de investimentos nacionais iniciou-se no final da década de 1920 
com a chegada dos trilhos, mas só ganhou impulso decisivo com o desenvolvimento da agricultura moderna, 
com o cultivo da soja.
33. (UEG) Sobre o desemprego na atualidade, considere as proposições a seguir: 
I. A partir de 1970, o desemprego, que era um fenômeno setorial ou conjuntural, 
transforma-se em um fenômeno estrutural, produzido pelos avanços tecnológicos, fato que vem agravando-se 
nos últimos anos, sobretudo nos países pobres. 
II. O desemprego estrutural ou tecnológico é produto do avanço da informática e das 
telecomunicações que acabaram por automatizar grande parcela de serviços da rede comercial e bancária. 
III. Devido ao processo de globalização nas grandes potências industriais, o 
desemprego estrutural foi minimizado pela terceirização da mão-de-obra com expressivo crescimento do setor 
terciário.
IV. A liberação da mão-de-obra em virtude da informatização, acarreta, sobretudo nos 
países subdesenvolvidos, o crescimento da economia informal e do subemprego. 
Marque a alternativa CORRETA: 
i. Somente as proposições I e III são verdadeiras. 
ii. Somente as proposições I e IV são verdadeiras. 
iii. Somente a proposições II é falsa. 
iv. Apenas a proposição IV é verdadeira. 
v. Todas as proposições são verdadeiras. 
34. (UEG) A técnica, a informação e a ciência são vetores do processo de globalização na atual fase do capitalismo, em 
que a estruturação de um novo espaço geográfico inclui características como as relacionadas abaixo, EXCETO: 
a) Lenta difusão do meio técnico-cientifico-informacional em todas as regiões do globo. 
b) Fábricas robotizadas, bolsas de valores eletrônicas e serviços inteligentes de proteção. 
c) Modernas redes de telecomunicações, cabos de fibra ótica, telefonia celular. 
d) Grande infra-estrutura de transportes, aeroportos, rodovias, sistema portuário. 
e) Agropecuária baseada na biotecnologia, com produção de transgênicos e clonagem de animais. 
35. (UEG) A trajetória de desconcentração econômica, os novos padrões de localização das atividades produtivas e a 
ampliação da rede urbana são fatores explicativos do processo de urbanização no Brasil, no final do século XX. 
Sobre as conseqüências desse processo, considere as proposições que seguem: 
I. Favorece o surgimento do fenômeno de conurbação e o adensamento excessivo de áreas desprovidas de 
infra-estrutura urbana e equipamentos sociais. 
II. Aumenta a produção de vazios urbanos infra-estruturados com retenção especulativa de solo urbano. 
III. Agrava a situação de informalidade da ocupação do solo urbano, com o aumento da favelização e das 
invasões de áreas públicas e particulares. 
IV. Aumenta as distorções e ineficiências dos sistemas de transporte e circulação urbanos, bem como a 
poluição e a agressão ao meio ambiente, com severo comprometimento dos recursos naturais. 
Marque a alternativa CORRETA: 
a) Somente as proposições I e IV são verdadeiras 
IQUEGO 27
GEO-HISTÓRIA
b) Somente as proposições I, II e IV são verdadeiras. 
c) Somente as proposições I, III e IV são verdadeiras. 
d) Somente as proposições II e III são verdadeiras. 
e) Todas as proposições são verdadeiras
36. (UEG) Analise as características relacionadas ao estado de Goiás apontadas nas proposições abaixo e marque V 
(verdadeiro) ou F (falso). 
( ) A indústria goiana apresenta um dos maiores índices de crescimento do país graças ao incremento da 
produção e das exportações das agroindústrias instaladas no estado. 
( ) A abundância de matéria-prima, os incentivos fiscais para a instalação de novas empresas e a expansão das 
indústrias já instaladas estão entre os principais fatores de estímulo ao desenvolvimento de Goiás. 
( ) Devido aos recursos naturais, históricos e culturais de Goiás, o turismo vem-se firmando em algumas regiões, 
como uma alternativa econômica para vários municípios. 
( ) O escoamento da produção de grãos de Goiás, sobretudo a soja, feito através do porto seco de Anápolis, 
destina-se aos grandes centros de consumo do país. 
( ) A expansão da agroindústria, sobretudo no sudoeste goiano, tem contribuído para minimizar a devastação do 
Cerrado e atenuar os conflitos pela posse da terra. 
Marque a alternativa com a seqüência CORRETA: 
a) F – F – V – F – V 
b) V – V – V – F – F 
c) V – F – F – V – V 
d) V – F – V – V – F 
e) F – F – V – V – F
37. (UFG) O IBGE é o órgão governamental responsável pela regionalização oficial do território brasileiro. Contudo, 
outras divisões, baseadas em critérios diferentes da oficial, também têm sido utilizadas, com finalidades diversas.
Considerando-se tal peculiaridade, no tocante à região Amazônica, é possível reconhecer a existência
( ) da Amazônia Legal, que engloba todos os Estados da Região Norte, o Mato Grosso, o oeste do Maranhão e o 
extremo norte de Goiás, área de atuação da Sudam, criada para direcionar a política de investimentos públicos 
para a região.
( ) da área do Projeto Polocentro, que visa à implantação de uma rede integrada de rodovias, hidrovias e 
ferrovias, para escoamento da produção agrícola no limite setentrional da região.
( ) da Grande Região Norte, que tem como limite os Estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, 
Pará e Tocantins e é utilizada como base para os levantamentos estatísticos, como o censo demográfico.
( ) do Complexo Regional Prodecer, baseado na divisão do país em quatro complexos geoeconômicos, cujos 
limites excluem as áreas mais modernizadas, como as zonas metropolitanas de Manaus e Belém.
38. (UFG) No período da globalização, a velocidade com que os pedaços do território são valorizados e desvalorizados, 
determinando mudanças de usos, é temerária. E as novas políticas das montadoras, no Brasil, parecem ser um 
exemplo paradigmático . Para produzir modernamente, essas indústrias convocam outros atores a participar de 
suas ações hegemônicas, levados, desse modo, a agir segundo uma lógica subordinada à da firma global.
SANTOS, Milton e SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. São Paulo: 
Record, 2001. p.112.
Considerando-se o processo de distribuição espacial da indústria no Brasil, pode-se afirmar que
( ) a distribuição espacial da indústria no Brasil apresentou-se de forma concentrada na Região Sudeste até a 
década de 1980, quando se iniciou um processo de descentralização em direção a outras regiões e estados da 
federação.
( ) a instalação de montadoras na Região Centro-Oeste é um exemplo das novas políticas territoriais, que, a partir 
da década de 1990, têm se caracterizado pela descentralização industrial. 
( ) a Zona Franca, na Região Norte, teve no comércio de mercadorias importadas sua principal função até a 
década de 1980, quando houve o crescimento induzido de quatro pólos produtivos: o relojoeiro, o óptico, o de 
veículo de duas rodas e o de indústrias eletroeletrônicas, este último, atualmente, o mais representativo.
( ) o processo de industrialização na Região Sul, a terceira mais industrializada do Brasil, esteve inicialmente 
voltado aomercado nacional, restringindo-se regionalmente a partir das décadas de 1980 e 1990.
39. (UFG) Teoricamente, há um pressuposto para morar na cidade: adquirir ou alugar um terreno e uma habitação. 
Antes de ser cidadão, é preciso ser consumidor da mercadoria “imóvel urbano”.MAGNOLI, Demétrio e ARAÚJO, Regina. A Nova Geografia. Geografia Geral. 2.ed. São Paulo: Moderna, 1996. 
p.140.
No estado de Goiás, aproximadamente 40% das famílias vivem em coabitações – imóveis subdivididos e alugados 
para várias famílias –, manifestação de um dos mais graves problemas sociais urbanos no Brasil e no mundo 
subdesenvolvido, em geral: o déficit habitacional. Este e os demais problemas urbanos brasileiros estão 
IQUEGO 28
GEO-HISTÓRIA
normalmente associados ao modelo econômico vigente, no qual o crescimento das cidades se dá mediante o 
adensamento crescente da população que não pode adquirir imóveis. Conseqüentemente, pode-se afirmar que
( ) o desemprego, sobretudo de trabalhadores sem qualificação específica, dificulta o acesso às políticas públicas 
de habitação e aponta a educação como forma de se superar esta problemática.
( ) os baixos salários e o mercado imobiliário promovem o adensamento das habitações nas áreas centrais das 
cidades: por um lado, é necessário morar próximo ao local de trabalho, a fim de se reduzirem os gastos e o 
tempo com transporte e, por outro, a “retenção especulativa” limita as áreas habitáveis.
( ) o extinto Banco Nacional de Habitação (B.N.H.) destinava a maior parte dos seus recursos à construção de 
moradias
( ) para a classe média, e a Caixa Econômica Federal, que atualmente tem a atribuição do financiamento público 
de moradias, consolidou este fato e reduziu o financiamento habitacional.
( ) a alta densidade demográfica nas áreas residenciais de baixa renda provoca problemas sociais, como violência 
urbana, e uma grande demanda de bens e serviços, como saneamento básico e segurança.
40. (UFG) A atual estrutura do espaço urbano brasileiro apresenta uma rede urbana diferenciada quanto à distribuição 
no território nacional. São causas dessa diferenciação: 
)a a industrialização do Sudeste e a modernização da agricultura na Região Centro-Oeste.
)b a desmetropolização de São Paulo e a industrialização da Região Centro-Oeste.
)c a internacionalização da Amazônia e a criação de novas unidades federativas.
)d a guerra dos lugares pela disputa fiscal no Sul e o turismo na Região Norte.
)e o investimento estatal na rede viária da Região Centro- Oeste e a migração para o Distrito 
Federal.
41. (UFG) Fixar salário para trabalhador do campo significa uma mudança radical em seu modo de viver, muito pior 
ainda será se o governo entender de estabelecer horas de servir para os trabalhadores rurais. O lavrador, o 
vaqueiro jamais poderão trabalhar sob o regime da hora certa.
JORNAL BRASIL CENTRAL. Goiânia, 1º jan.1957, p. 2. 
O depoimento acima de um fazendeiro goiano expressa a resistência dos setores rurais 
a) à política disciplinadora das relações de trabalho do interventor Pedro Ludovico Teixeira, que regulamentou o 
salário mínimo.
b) à implementação das relações de trabalho baseadas no assalariamento indireto, parcial ou em espécie. 
c) à perspectiva de modernização das relações de trabalho no campo e ao fim da agregação e de outras formas 
de trabalho coercitivo em Goiás.
d) ao processo de expansão da fronteira agrícola que, nas relações de trabalho, trouxe a sindicalização do 
trabalhador rural.
e) ao movimento migratório para as frentes pioneiras goianas que reforçou as relações de trabalho não 
capitalistas.
42. (UFG) Com relação aos efeitos da abolição da escravatura em Goiás podemos afirmar que:
A. A abolição não afetou a vida econômica da Província, uma vez que o número de libertos era 
insignificante para o total da população.
B. A abolição afetou profundamente a vida econômica da província, uma vez que não se esperava a 
libertação da mão-de-obra básica.
C. A abolição não afetou a vida política da Província, mas causou sérios problemas para a economia, 
uma vez que o escravo era a maioria da população.
D. A abolição afetou seriamente a vida econômica da Província porque a escravidão era o sustentáculo 
da exploração aurífera em Goiás.
E. A abolição não afetou a vida econômica da Província porque já havia em Goiás um grande número de 
imigrantes para substituir a mão-de-obra escrava. 
43. (UEG) A oposição entre litoral e sertão representa uma importante chave para a interpretação dos conflitos que 
marcaram a sociedade brasileira em seu processo de formação. 
Analise as proposições abaixo e responda segundo as opções indicadas: 
I. O engenho de cana-de-açúcar, responsável pela ocupação econômica do litoral brasileiro, teve de desdobrar 
suas atividades para a produção de gêneros alimentícios, invertendo a tendência à monocultura predominante na 
região. 
II. Opondo-se à ocupação litorânea, abre-se um vasto território designado sertão. As enormes distâncias e a má 
conservação das poucas estradas, transformaram o sertão em refúgio para índios, homens livres pobres, negros 
e fugitivos.
III. A cidade de Canudos, conduzida pela fé de Antônio Conselheiro, representou uma opção de vida para os 
sertanejos, que enfrentaram as tropas governamentais, para defender a cidade, expressando o exercício da 
cidadania.
IV. IV - A Marcha para o Oeste representou uma política deliberada de ocupação de regiões “vazias”, segundo a 
IQUEGO 29
GEO-HISTÓRIA
retórica do governo Estado-Novista. Essas regiões, na verdade, eram ocupadas pelas atividades de subsistência, 
pela criação de gado e pela presença de inúmeras tribos indígenas.
Marque a alternativa CORRETA:
a) As afirmativas I , II e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
d) As afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.
44. (UEG) Goiás ingressou na esfera da colonização portuguesa como território de minas, abandonando o perfil de 
sociedade exclusivamente indígena. Os primeiros tempos da mineração quando [...] os sonhos de riqueza fácil 
ensandeciam multidões duraram apenas cerca de quarenta anos. A brevidade, entretanto, não deve obscurecer a 
importância da riqueza gerada nas lavras de cascalho [...]
PALACÍN, L.; GARCIA, L. F.; AMADO, J. História de Goiás em documentos: I. Colônia. Goiânia: Ed. da UFG, 1995, 
p.85.
Sobre a economia colonial em Goiás, marque a alternativa CORRETA:
a. O controle da exploração das minas de ouro em Goiás pela Coroa portuguesa efetivou-se por meio da 
cobrança de impostos sobre a produção. Duas foram as modalidades de impostos cobrados: o quinto e a 
capitação.
b. O excedente de capital produzido pela atividade mineradora foi aplicado no melhoramento da 
agricultura e da pecuária, que constituíram as principais atividades econômicas do século XVIII.
c. Em Goiás, foi utilizada largamente a chamada mineração de morro, realizada nas rochas, em 
detrimento da exploração do ouro de aluvião, encontrado na areia e nos seixos dos rios. 
d. Durante o século XIX, pôde-se perceber uma diversificação na economia goiana, visando 
prioritariamente à exportação dos produtos advindos das atividades de mineração, pecuária e agricultura que se 
encontravam em plena expansão.
e. O uso de braços escravos nas lavouras goianas no século XVIII fazia-se necessário, visto que 
substituíam os trabalhadores livres, integralmente envolvidos na atividade da mineração.
45. (UCG) O Brasil vive hoje um momento de euforia política não apenas em razão da eleição de um presidente 
operário, mas, principalmente, pelo fato de a transmissão do cargo ter ocorrido entre dois presidentes eleitos. Nas 
emissoras de televisão, foram repetidas à exaustão frases como: “É a festa da democracia”; “O Brasil deu uma lição 
de civismo”.
Essa euforia não seria tão grande se fôssemos um país de tradição democrática, pois tais fatos seriam encarados 
com naturalidade. Sobre a vida política brasileira, analise as proposições que se seguem:
( ) Com a revolução de 1930, a Aliança Liberal prometeu ampliar a democraciabrasileira. No entanto, Getúlio 
Vargas inicialmente fortaleceu o poder do Executivo, vindo a implantar a democracia somente em 1937, com a 
criação do Estado Novo, apoiado pelos operários e pela burguesia liberal.
( ) O intervalo democrático em que atuaram Getúlio Vargas (em seu 2º governo), Juscelino Kubitschek e Jânio 
Quadros foi interrompido pelo golpe militar que tirou João Goulart do poder, em 1964. Este último presidente, 
oriundo do Partido Trabalhista Brasileiro, era acusado por grande parte dos militares e da elite civil de visar à 
implantação do comunismo no Brasil. Em Goiás, em conseqüência do golpe, foi cassado o governador Mauro 
Borges Teixeira.
( ) O governo de Juscelino Kubitschek contou com forte apoio popular, pois, além das grandes obras e do 
desenvolvimentismo, conseguiu implantar um capitalismo de base nacional, rompendo com a dependência do 
capital estrangeiro que caracterizou os governos anteriores.
( ) O regime militar, embora autoritário e repressivo, pois recorreu à censura, torturas, prisões indiscriminadas 
exílio de adversários políticos, conseguiu certa legitimidade política entre as camadas médias. Isto se deu em 
razão das campanhas ufanistas e do “milagre econômico”, que permitiu a elevação dos níveis de consumo da 
classe média.
( ) O regime militar foi contestado de forma pacífica e violenta. No primeiro caso, inserem-se setores progressistas 
da Igreja e associações profissionais como a OAB e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI)), entre outras. 
No segundo caso, inclui-se o movimento guerrilheiro urbano e rural, como a Guerrilha do Araguaia.
( ) Entre as reformas propostas pelo presidente Lula, a reforma da previdência encontra resistência principalmente 
por parte de setores que sempre o apoiou, como o funcionlismo público e membros do seu próprio partido.
46. (UEG) Ao longo da história da agricultura no Brasil, observaram-se vários ciclos de produtos que, ao penetrarem no 
interior de certas regiões, desbravaram e povoaram áreas distantes do litoral. Um dos ciclos mais famosos foi o do 
café, cujo roteiro pelo interior da região Centro-Sul do país ficou conhecido como a "Marcha do Café". 
Recentemente, um produto começou a percorrer, pelo interior do Brasil, um caminho mais longo, envolvendo quase 
todo o país. Assinale a alternativa que apresenta com mais propriedade o ciclo econômico desse cultivo.
 
a. A cana-de-açúcar que, a partir do advento do Projeto Proálcool, deixou a Região Sudeste, 
reinstalando-se no litoral do Nordeste. 
b. O plantio de algodão que deixou a faixa do Agreste Nordestino e voltou ao interior do Estado de 
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GEO-HISTÓRIA
Goiás. 
c. O cacau que deixou o sul da Bahia em função do ataque de pragas e instalou-se no sudoeste da 
Amazônia, principalmente no Acre. 
d. A laranja que começou a ser plantada no norte do Rio de Janeiro no final dos anos 50 do século XX e 
atualmente encontra-se no extremo oeste do Estado de São Paulo. 
e. A soja que passou a percorrer o Brasil a partir do Sul na década de 70 do século XX e evoluiu para as 
regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, através de técnicas de adaptação da planta a climas quentes e 
úmidos.
47. (UFG) A reordenação territorial do campo brasileiro e as novas fronteiras agrícolas têm constituído uma das ações 
do Estado, mediante políticas públicas de desenvolvimento regional. Dentre as políticas públicas que articulam 
desenvolvimento agrícola e regional, cabe ressaltar a criação de pólos de desenvolvimento.
Com relação a esses pólos de desenvolvimento marque verdadeiro ou falso.
( ) O Polocentro voltou-se para a expansão da cultura de grãos, principalmente soja e arroz, no cerrado do Brasil 
Central.
( ) O Proceder foi um acordo assinado, em 1980, entre o Brasil e a Alemanha, que viabilizou a expansão da soja 
nos territórios do Acre, Amapá e Roraima.
( ) O Polamazônia propiciou o estabelecimento de pólos de desenvolvimento agromineral e agropecuário, na 
região amazônica, que tiveram como principais conseqüências o atual desmatamento e a violência na região.
( ) O Polonordeste caracteriza-se pelos investimentos em projetos de irrigação na Zona da Mata e na região semi-
árida
48. (UCG) A resposta do MST à crise brasileira não se circunscreve ao campo. Cada acampamento e ocupação de 
terras traduz uma estratégia política voltada contra o conjunto do modelo econômico do Brasil urbano-industrial 
nesses tempos de globalização. É por isso que a reforma agrária do MST significa algo completamente distinto - e 
oposto - à reforma agrária do governo." Nessa oposição encontra-se a raiz do impasse agrário brasileiro. 
(Mundo - Geografia e Política Internacional, 1977) 
Considerando a oposição entre o que pensa o governo e o MST, julgue os itens abaixo.
( ) O que está em jogo é o significado político e sócio-econômico da reforma agrária, essa bandeira com a qual 
todos parecem concordar mas que representa coisas diametralmente opostas para uns e outros.
( ) Na ótica do MST, a reforma agrária significa, hoje, um reajustamento do campo às condições provocadas pela 
globalização.
( ) A reforma agrária, para os teóricos do governo, não é um ajuste do campo às condições da globalização, mas 
uma revolução para instalar a 'terra de trabalho' no lugar da 'terra de negócio'.
( ) Para o MST, a terra, que hoje é fonte de lucro capitalista, deve transformar-se em meio de vida dos 
camponeses e em meio de produção de alimentos para uma economia nacional, estruturada pelo mercado 
interno.
( ) A utopia dos teóricos do MST não é o assentamento dos acampados, mas a invenção de uma economia de 
mercado não sujeita ao poder do capital e dos capitalistas.
( ) O governo e o MST estão separados por concepções de mundo antagônicas. Para o governo, os Sem Terra 
são trabalhadores rurais que perderam a propriedade ou o usufruto da terra: o fruto social da modernização. 
Para o MST, eles são trabalhadores rurais ou urbanos, instrumentos da revolução pela terra, que querem 
libertar-se da subordinação ao capital.
49. (UCG) “Atualmente, seguindo uma tendência de descentralização já verificada nos países desenvolvidos, no 
Brasil, assiste-se a um processo de deslocamento das indústrias em direção às cidades médias do interior, que 
apresentam índices de crescimento econômico superiores aos da Grande São Paulo. (...)”
(SENE, Eustáquio de et al. Geografia. São Paulo: Scipione, 1999)
Quanto aos reflexos desta situação no estado de Goiás:
( ) a indústria, o comércio e o aumento da produção agrícola transformaram as cidades do norte goiano em 
ponto de convergência do que há de mais moderno, eliminando o desemprego e os sinais de pobreza na 
paisagem;
( ) nos últimos anos, Goiás avançou na preferência dos investidores, via isenção fiscal, situação que foi e ainda é 
causadora de polêmicas, especialmente no que diz respeito às reais vantagens da presença dessas 
empresas para a população goiana;
( ) as indústrias atraídas recentemente para o território goiano são obrigadas, pelo governo estadual, a 
edificarem suas empresas nos Distritos Agro-Industriais existentes em alguns municípios, tendo em vista o 
melhor aproveitamento da infra-estrutura ali presente;
( ) devido à precariedade da economia do Nordeste goiano, o Governo vem concedendo beneficios extras às 
empresas que queiram ali se instalar. Isso vem, de forma significativa, recuperando a economia dos 
municípios dessa localidade nos últimos anos;
( ) em Rio Verde, foram estabelecidos dois dos maiores investimentos privados no Estado, feitos na década de 
1990, o da Perdigão e o da Cica;
( ) em Catalão foram instaladas duas montadoras, a MMC Automotores do Brasil (Mitsubishi) e a Cameco do 
Brasil, objetivando à produção de colheitadeiras e de implementos agrícolas, com a finalidade de atender às 
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GEO-HISTÓRIA
necessidades da agricultura local.Como conseqüência, aquela cidade assume a condição de a mais 
desenvolvida e com a maior rentabilidade de todo o país.
50. (UCG) A disposição e as formas do relevo têm importância capital na ocupação e uso do espaço urbano, podendo 
determinar as áreas mais propícias ou as impróprias para determinados tipos de uso.
Sobre a influência do relevo na ocupação do espaço urbano, pode-se afirmar que
1. a orientação da vertente é um fator a ser observado na escolha de um terreno urbano, pois ela influencia a 
insolação recebida ao longo das estações do ano.
2. as encostas íngremes de morros e outras elevações são feições geomorfológicas indicadas para edificações 
verticais, em virtude de sua resistência aos processos erosivos.
3. as planícies fluviais e os fundos de vale são considerados impróprios para a ocupação densa, pois são áreas 
constituídas por material inconsolidado e, às vezes, sujeitas a inundações periódicas.
4. os interflúvios planos ou de inclinação suave são geralmente as áreas mais adequadas ao adensamento de 
construções.
51. (UFG) O petróleo é tanto uma poderosa fonte de energia para o mundo industrial moderno quanto um recurso 
natural determinante na geopolítica mundial.
Relativamente ao petróleo, sabe-se que
1. sua utilização iniciou-se em meados do século XIX, quando passou a ser comercializado nas cidades – em 
substituição ao óleo de baleia utilizado na iluminação pública –, nas indústrias e nas companhias de trem, em 
substituição ao carvão mineral, usado nas máquinas a vapor.
2. o Iraque, em 1990, invadiu o Kuwait e ameaçou invadir a Arábia Saudita, sob pretexto de disputa territorial. Na 
realidade, esses países estavam extrapolando as cotas de produção de petróleo estabelecidas pela Opep e 
forçando uma queda no preço do barril no mercado mundial.
3. a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em 1960, tinha como principais 
objetivos a formulação de uma política comum de preços e o estabelecimento de cotas de produção que 
impedissem uma crise de superprodução.
4. as “Sete Irmãs” foram criadas com o objetivo de impedir a formação de cartéis e de monopólio da produção e 
do consumo de petróleo, isto é, para democratizar o acesso dos países não-produtores a esse recurso natural.
52. (UFG) A circulação tem grande significado geográfico. No tocante ao transporte, ela compreende homens e 
riquezas; já no campo das comunicações, inclui o som, a palavra, a imagem, as idéias e, por conseguinte, a 
experiência de espaço e de tempo.
Com base nos conhecimentos sobre a abordagem geográfica da circulação, pode-se afirmar que:
1. a Revolução Industrial impulsionou a revolução dos transportes, possibilitando a construção de ferrovias e o 
uso da máquina a vapor na navegação.
2. o aprimoramento dos transportes representou a estagnação da produção em alguns setores da economia, tais 
como a agropecuária e o comércio, que deixaram de atrair os investimentos estrangeiros.
3. a popularização do automóvel, o surgimento do avião, a transmissão de energia elétrica em alta tensão, o 
desenvolvimento da comunicação e dos transportes são marcas da sociedade industrial.
4. a produção de computadores, softwares e satélites, a utilização do fax e dos cabos de fibra óptica permitiram 
que as informações econômicas, financeiras e o fluxo de capitais se tornassem mais globalizados.
53. (UFG) Os problemas ambientais urbanos, no Brasil, acentuaram-se nas duas últimas décadas do século XX, em 
decorrência da expansão das atividades econômicas que se concentram nas cidades. Entre os principais, 
destacam-se: a poluição sonora e visual, as chuvas ácidas, a inversão térmica, as ilhas de calor e os depósitos de 
lixo em locais não apropriados.
Sobre a ocorrência desses fenômenos no ambiente urbano, é correto afirmar que
1. a poluição atmosférica caracteriza-se pela suspensão e concentração de poluentes na atmosfera – como óxido 
de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono –, que causam nevoeiros nas áreas urbanas, 
prejudicando a visibilidade e provocando doenças respiratórias.
2. a emissão de poluentes na atmosfera, oriundos de usinas termoelétricas, refinarias de petróleo, de 
metalúrgicas e de motores a combustão, pode ocasionar as chuvas ácidas, que transportam poluentes para 
lugares distantes das suas fontes, isto é, a água tornada ácida em uma determinada região industrial pode se 
precipitar a centenas de quilômetros, provocando danos às colheitas.
3. os lixões, depósitos de lixo urbano a céu aberto, causam problemas de poluição das águas subterrâneas, 
devido à lixiviação provocada pela chuva, e de contaminação do solo e subsolo pelo gás metano, oriundo da 
decomposição de lixo orgânico.
4. os poluentes liberados por veículos e indústrias favorecem a dispersão do calor, contribuindo para a diminuição 
da temperatura nas áreas centrais da cidade e sua elevação nas regiões periféricas, formando, assim, as ilhas 
de calor.
54. (UFG) No período da globalização, a velocidade com que os pedaços do território são valorizados e desvalorizados, 
determinando mudanças de usos, é temerária. E as novas políticas das montadoras, no Brasil, parecem ser um 
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GEO-HISTÓRIA
exemplo paradigmático. Para produzir modernamente, essas indústrias convocam outros atores a participar de suas 
ações hegemônicas, levados, desse modo, a agir segundo uma lógica subordinada à da firma global.
SANTOS, Milton e SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. São Paulo: 
Record, 2001. p.112.
Considerando-se o processo de distribuição espacial da indústria no Brasil, pode-se afirmar que
( ) a distribuição espacial da indústria no Brasil apresentou-se de forma concentrada na Região Sudeste até a 
década de 1980, quando se iniciou um processo de descentralização em direção a outras regiões e estados da 
federação.
( ) a instalação de montadoras na Região Centro-Oeste é um exemplo das novas políticas territoriais, que, a partir 
da década de 1990, têm se caracterizado pela descentralização industrial.
( ) a Zona Franca, na Região Norte, teve no comércio de mercadorias importadas sua principal função até a 
década de 1980, quando houve o crescimento induzido de quatro pólos produtivos: o relojoeiro, o óptico, o de 
veículo de duas rodas e o de indústrias eletroeletrônicas, este último, atualmente, o mais representativo.
( ) o processo de industrialização na Região Sul, a terceira mais industrializada do Brasil, esteve inicialmente 
voltado ao mercado nacional, restringindo-se regionalmente a partir das décadas de 1980 e 1990.
55. (UFG) Teoricamente, há um pressuposto para morar na cidade: adquirir ou alugar um terreno e uma habitação. 
Antes de ser cidadão, é preciso ser consumidor da mercadoria “imóvel urbano”.
MAGNOLI, Demétrio e ARAÚJO, Regina. A Nova Geografia. Geografia Geral. 2.ed. São Paulo: Moderna, 1996. 
p.140.
No estado de Goiás, aproximadamente 40% das famílias vivem em coabitações – imóveis subdivididos e alugados 
para várias famílias –, manifestação de um dos mais graves problemas sociais urbanos no Brasil e no mundo 
subdesenvolvido, em geral: o déficit habitacional. Este e os demais problemas urbanos brasileiros estão 
normalmente associados ao modelo econômico vigente, no qual o crescimento das cidades se dá mediante o 
adensamento crescente da população que não pode adquirir imóveis. Conseqüentemente, pode-se afirmar que
( ) o desemprego, sobretudo de trabalhadores sem qualificação específica, dificulta o acesso às políticas públicas 
de habitação e aponta a educação como forma de se superar esta problemática.
( ) os baixos salários e o mercado imobiliário promovem o adensamento das habitações nas áreas centrais das 
cidades: por um lado, é necessário morar próximo ao local de trabalho, a fim de se reduzirem os gastos e o 
tempo com transporte e, por outro, a “retenção especulativa” limitaas áreas habitáveis.
( ) o extinto Banco Nacional de Habitação (B.N.H.) destinava a maior parte dos seus recursos à construção de 
moradias para a classe média, e a Caixa Econômica Federal, que atualmente tem a atribuição do 
financiamento público de moradias, consolidou este fato e reduziu o financiamento habitacional.
( ) a alta densidade demográfica nas áreas residenciais de baixa renda provoca problemas sociais, como violência 
urbana, e uma grande demanda de bens e serviços, como saneamento básico e segurança.
. 
56. (UEG) Brasil apresenta elevado potencial hidrelétrico determinado pela interação entre regime pluvial e relevo. 
Sobre as usinas hidrelétricas instaladas no território brasileiro, pode-se afirmar que
.I localizam-se em áreas com grande volume de águas fluviais, influenciado pelo clima e com 
predomínio de relevo do tipo planalto.
.II concentram-se em função da demanda urbanoindustrial, da viabilidade econômica e das 
políticas públicas que definem o modelo energético. 
.III ocasionam impactos que provocam a perda de solos agricultáveis e a remoção das 
populações ribeirinhas.
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas. d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
57. (UFG) A atual estrutura do espaço urbano brasileiro apresenta uma rede urbana diferenciada quanto à distribuição 
no território nacional. 
São causas dessa diferenciação:
a) a industrialização do Sudeste e a modernização da agricultura na Região Centro-Oeste.
b) a desmetropolização de São Paulo e a industrialização da Região Centro-Oeste.
c) a internacionalização da Amazônia e a criação de novas unidades federativas.
d) a guerra dos lugares pela disputa fiscal no Sul e o turismo na Região Norte.
e) o investimento estatal na rede viária da Região Centro-Oeste e a migração para o Distrito Federal.
58. (UCG) A formação do território goiano constitui-se pela conjugação de diversos fatores de ordem natural, histórico-
social e político-econômica. Essa formação se manifesta
IQUEGO 33
GEO-HISTÓRIA
a) na posição geográfica privilegiada pela centralidade no território brasileiro, o que promoveu o povoamento 
desde o período colonial.
b) nos litígios de terras com os estados do Pará, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins, o que 
determinou a extensão atual de sua área.
c) no relevo de planalto e pelas bacias com grande potencial hidrográfico, o que facilitou a construção de usinas 
hidrelétricas.
d) na política de colonização oficial que incentivou a imigração de europeus, o que transformou as relações 
tradicionais de produção no campo.
e) na distribuição mineral, no avanço da agropecuária e na implantação de ferrovias e rodovias, o que possibilitou 
a sua integração ao território nacional.
Josemar de Sousa
Josemar de Sousa (Yhannes) 41, é geógrafo 
(UCG), sociólogo (UFG), professor da rede particular de 
Goiânia, tendo larga experiência no ensino secundário e 
pré-universitário. Promove em parceria com Carlos Dias 
(Dias) o evento Aula Show que reune, a cada semestre, 
mais de 2.200 alunos para uma aula de dicas nas áreas 
de geografia, geopolíticas e atualidades. 
Em parceira com o SENAC e o professor Carlos 
Dias, desenvolveu um CD interativo, Aula Show com 
recursos em Flash.
Produziu em parceria com o professor Carlos 
Dias um vídeo intitulado, a Ação Antrópica no Bioma 
Cerrado, que denuncia a ação desmedida na ocupação 
desta área do Brasil. 
Músico, gravou em 1999 o CD Yhannes, com 
músicas de autoria própria e produção de Leandro 
Carvalho.
GABARITO
1. B
2. C
3. D
4. A
5. C
6. CECE
7. E
8. E
9. EECE
10. D
11. B
12. B
13. C
14. VVFVF
15. FVFFV
16. A
17. A
18. D
19. CCEC
20. CCCE
21. B
22. C
23. D
24. C
25. C
26. A
27. A
28. B
29. D
30. C
31. A
32. E
33. E
34. A
35. E
36. B
37. CECE
38. CCCE
39. CCCC
40. A
41. C
42. A
43. D
44. A
45. FVFVVV
46. E
47. VFVV
48. VVFVVV
49. FVFFVV
50. VFVV
51. VVVV
52. VFVV
53. VVFF
54. VVVF
55. VVFV
56. E
57. A
58. E
IQUEGO 34
	REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRÁFICA, CULTURAL, POLÍTICA e ECONÔMICA do ESTADO de GOIÁS
	Introdução – Geografia e História de Goiás
	Localização
	Relevo – Destaques:
	Clima – Destaques:
	Vegetação
	
	Hidrografia
	Formação Econômica de Goiás: mineração
	Declínio da Ocupação Mineratória
	A partir da segunda metade do século XVIII, Portugal começou a entrar em fase de decadência progressiva, que coincidiu com o decréscimo da produtividade e do volume médio da produção das minas do Brasil. Então desde 1778, a produção bruta das minas de Goiás começou a declinar progressivamente, em conseqüência da escassez dos metais das minas conhecidas, da ausência de novas descobertas e do decréscimo progressivo do rendimento por escravo. Surge um novo tipo de povoamento.
	Tópicos Relevantes da Ocupação e Colonização de Goiás ao Final do Período Mineratório
	Formação Econômica de Goiás: Ocupação Pecuarista – “Tropas e Boiadas”
	A Ruralização
	Tópicos Relevantes - Ocupação Pecuarista (Tropas e Boiadas)
	A construção de Goiânia e a nova dinâmica econômica de Goiás
	Coronelismo: a perspectiva regional
	O Coronelismo em Goiás
	Pontos Importantes - Era Vargas no Brasil e Seus Reflexos em Goiás
	É filho de Pedro Ludovico Teixeira;
	Foi um modernizador;
	Apresenta uma sintonia entre o governo estadual e o governo federal (Jânio, Jango);
	Mauro fez a proposta de reforma agrária, como em Israel, as cooperativas do Kibutz. Esta política moderna desagradou a elite, os latifundiários;
	Mauro Borges instalou cooperativas agrícolas;
	No governo de Mauro Borges o próprio estado teve de incentivar a economia pois iniciativa privada no Brasil e no Estado de Goiás era incipiente.
	Este incentivo veio através da criação de empresas gerenciadas pelo Estado de forma indireta. Exemplo: METAGO (Metais de Goiás), IDAGO (Instituto de Desenvolvimento Agrário), IQUEGO (Indústria Química de Goiás),CAIXEGO, OSEGO, Saneago, Beg e Casego;
	No Golpe de 1964 instalou-se a Ditadura Militar.
	Com o golpe militar Jango sai do poder e Mauro também.
	Pontos Importantes dos Governos da República Militar em Goiás
	Os Impactos da Modernização da Agricultura no Cerrado
	Os Solos do Cerrado e a Ação Antrópica
	
	O que é a Calagem?
	Principais Problemas Ambientais do Cerrado
	Flora e a Fauna do Cerrado
	Ao se estudar a ecologia dos cerrados, observa-se que uma das características mais marcantes de sua biocenose é a dependência de alguns de seus componentes dos biomas vizinhos. O cerrado, por outro lado, é um bioma de ligação entre os demais biomas brasileiros.
	O Cerrado e o Fogo
	Produtos Minerais
	Outras Potencialidades
	Energia
	Transporte
	Comércio e Serviços
	Turismo

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