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Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
24035 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.6, p. 24035-24044 nov./dec. 2021 
 
Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) no adulto: 
prevalência e impactos 
 
Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) in Adults: 
Prevalence and Impacts 
 
 
DOI:10.34119/bjhrv4n6-033 
 
Recebimento dos originais: 08/10/2021 
Aceitação para publicação: 11/11/2021 
 
Manoela Amaral Francisco 
Acadêmica de medicina pela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais 
Endereço: Alameda Ezequiel Dias, 275 - Centro - Belo Horizonte, MG, CEP: 30130-
110 
E-mail: mano-af@hotmail.com 
 
Maria Elizabeth Correa Rodrigues 
Acadêmica de medicina pelo Centro Universitário do Pará 
Endereço: Avenida Almirante Barroso,3775, Bairro Souza- Belém, Pará, CEP: 66613-
903 
E-mail: mariaelizabethcr@gmail.com 
 
Ana Beatriz Silva Moreira 
Centro Universitário De Belo Horizonte 
Endereço: Avenida Professor Mário Werneck, 1685 - Buritis - Belo Horizonte, MG, 
CEP: 30575-180 
E-mail: bibiaanabeatriz@gmail.com 
 
Breno Artuso Lage 
Graduado em Medicina pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri 
Endereço: Rua Cruzeiro, 01, Jardim Sao Paulo, Teófilo Otoni - MG, CEP: 39803-371 
E-mail: brenoartuso@gmail.com 
 
Lara Cardoso Dias Braga 
Acadêmica de medicina pela Instituição Faculdade da Saúde e Ecologia Humana 
Endereço: Rua São Paulo, 958, Bairro Jardim Alterosa - Vespasiano, MG, CEP: 33200-
664 
E-mail: laracdbraga@gmail.com 
 
Caroline de Souza Reis 
Acadêmica de medicina pela Instituição Faculdade da Saúde e Ecologia Humana 
Endereço: Rua São Paulo, 958, Bairro Jardim Alterosa - Vespasiano, MG, CEP: 33200-
664 
E-mail: carolinesreis96@gmail.com 
 
 
 
 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
24036 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.6, p. 24035-24044 nov./dec. 2021 
 
Délio Guerra Drummond Júnior 
Acadêmico de medicina pela Universidade Federal do Oeste da Bahia 
Endereço: Rua professor José Seabra de Lemos, 316, Recanto dos Pássaros- CEP 
47808-021 Barreiras – BA 
E-mail: dedrummond42@gmail.com 
 
Manoel Victor Vasconcelos Miranda Guzella 
Graduado em medicina pelo Centro Universitário de Caratinga 
Endereço: R. Niterói, S/n - Nossa Sra. das Graças, Caratinga - MG, 35300-345 
E-mail: victorguzella@gmail.com 
 
 
RESUMO 
Este artigo buscou analisar a produção científica sobre a prevalência do Transtorno do 
déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), assim associando as principais causas e 
suas consequências em adultos. O TDAH é uma alteração do neurodesenvolvimento e é 
determinado por graus prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-
impulsividade. A origem é desconhecida, entretanto fatores ambientais, orgânicos e 
biológicos podem estar atrelados à sua evolução clínica. Dessa forma, podem perdurar na 
vida adulta, podendo ser mais complicado do que simplesmente a continuação de um 
transtorno infantil, o que pode ser prejudicial no âmbito social, acadêmico e profissional. 
De acordo com estudos, permanece na vida adulta em torno de 60% a 70% dos casos, 
sendo as divergências encontradas nas taxas de remissão possivelmente secundárias às 
diversas definições do TDAH ao decorrer do tempo. O objetivo desse trabalho foi relatar 
a prevalência do TDAH em adultos e suas complicações. Entretanto, as poucas pesquisas 
sobre o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em adultos ainda são 
precárias para se ter maiores resultados sobre os malefícios que podem causar ao longo 
dos anos na vida adulta. 
 
Palavras-chave: TDAH, alteração do desenvolvimento, prevalência em adultos. 
 
ABSTRACT 
This article sought to analyze the scientific production on the prevalence of Attention 
Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD), thus associating the main causes and its 
consequences in adults. ADHD is a neurodevelopmental disorder and is determined by 
harmful degrees of inattention, disorganization and/or hyperactivity-impulsivity. The 
origin is unknown, however environmental, organic and biological factors may be linked 
to its clinical evolution. In this way, they can last into adult life and can be more 
complicated than simply the continuation of a childhood disorder, which can be harmful 
in the social, academic and professional spheres. According to studies, around 60% to 
70% of cases remain in adulthood, with divergences found in remission rates possibly 
secondary to the different definitions of ADHD over time. The aim of this study was to 
report the prevalence of ADHD in adults and its complications. However, the few studies 
on Attention Deficit Hyperactivity Disorder in adults are still precarious to obtain greater 
results on the harm they can cause over the years in adulthood. 
 
Keywords: ADHD, developmental alteration, adult prevalence. 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma alteração do 
neurodesenvolvimento e é determinado por graus prejudiciais de desatenção, 
desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. Os dois primeiros, abrangem a 
inabilidade de manter-se muito tempo em uma mesma atividade, enquanto o último se 
refere à inquietação excessiva, dificuldade de aguardar e de permanecer na mesma 
posição. O TDAH pode perdurar na vida adulta, podendo ser mais complicado do que 
simplesmente a continuação de um transtorno infantil, o que pode ser prejudicial no 
âmbito social, acadêmico e profissional (APA, 2014; CASTRO et al., 2018; ILARIO et 
al., 2019). 
A origem do TDAH é desconhecida, entretanto fatores ambientais, orgânicos e 
biológicos podem estar atrelados à sua evolução clínica (ILARIO et al.. 2019) . Em 
adultos, o TDAH geralmente está associado o a outros transtornos psíquicos, em 80% dos 
casos, o que torna o diagnóstico mais complexo. Esses transtornos compreendem, desde 
transtornos do humor, ansiedade, neurodesenvolvimento, personalidade, principalmente, 
transtorno de personalidade borderline e anti-social (WEIBEL et al., 2019). 
Nas primeiras publicações do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos 
Mentais (DSM), o diagnóstico de TDAH, era referente apenas a crianças e não oferecia 
orientações para identificar adultos com a patologia, tornando o diagnóstico em adultos 
dificil ou pouco reconhecido (MCCARTHY et al., 2009). As edições seguintes do Manual 
começou a relacionar com a possibilidade de persistência do transtorno na vida adulta . 
No entanto, existem ainda discussões sobre os padrões diagnósticos, como época de inicio 
dos sintomas e nível de dano para determinar o diagnóstico, além de estabelecimento dos 
subtipos ao longo da idade (FARAONE et al., 2006). Atualmente, o DSM descreve com 
mais clareza a realidade de adultos afetados, apesar de não ter mudado essencialmente a 
concepção do transtorno (ZALSMAN, 2016). 
Adultos com TDAH vivenciam obstáculos em todos os aspectos relacionados ao 
maior número de divórcios, maiores taxas de desemprego e menor renda média 
(MATTOS, 2007) . Além disso, os portadores de TDAH apresentam alterações de humor 
frequentes, problemas para lidar com situações estressantes, irritabilidade e frustração 
constantes, agitação emocional. A hiperatividade e irritabilidade emocional, podem 
causar adversidades nos relacionamentos, sendo comum ter duração curta ou prejudicada, 
com estudos que indicam taxas mais altas de divórcio (KLEIN et al., 2012). Assim, o 
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tratamento mais indicado consiste em uma conduta multimodal, incluindo psicoeducação, 
terapia cognitivo-comportamentale farmacoterapia. ( ZALSMAN, 2016). 
Estudos mostraram que o TDAH permanece na vida adulta em torno de 60% a 
70% dos casos, sendo as divergências encontradas nas taxas de remissão possivelmente 
secundárias às diversas definições de TDAH ao decorrer do tempo e aos parâmetros para 
a sua diagnose ( MATTOS, 2007; BARKLEY et al., 2002). 
Diante desse contexto, o objetivo deste presente trabalho consistiu em elucidar a 
prevalência do TDAH em adultos e seus principais impactos. 
 
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
2.1 PREVALÊNCIA 
 Apesar das elevadas preocupações com o TDAH na infância, esse distúrbio 
apresenta importante incidência na vida adulta. Segundo o DSM-V (APA, 2014), 
levantamentos populacionais estimam uma prevalência do transtorno próximo a 5% nas 
crianças e 2,5% nos adultos, com maiores taxas nos homens. 
Tais informações são corroboradas por análises internacionais. London e Landes, 
(2019), ao avaliarem dados norte-americanos de 2007 e 2012 da concluiu que a 
prevalência para adultos de TDAH nos Estados Unidos cresceu de 3,14% para 4,25% 
nestes anos, mantendo uma predileção masculina. 
Junto a isso, um coorte, realizado na Nova Zelândia, que acompanhou, por 38 
anos, 1037 recém-nascido, realizado por Moffitt et al (2015), encontrou, ao fim do estudo, 
a prevalência de TDAH de 3% nos adultos, entretanto sem predileção por sexo. Também 
foi observado que apenas 10% dos pacientes com o transtorno na vida adulta 
apresentaram sintomas desde a infância. Os adultos estudados não apresentaram maior 
risco para depressão, bipolaridade ou ansiedade, mas tinham predisposição para 
tabagismo e dependência de álcool e drogas. 
Já no Brasil, entretanto, as informações são conflitantes com as acima. Outro 
estudo de coorte, conduzido na cidade de Pelotas, que acompanhou 5249 crianças desde 
o nascimento até o início da idade adulta, a prevalência corrigida encontrada do transtorno 
foi de 6,3%, porém uma preponderância feminina. Além disso, observou-se que apenas 
12,2% dos adultos com TDAH apresentaram diagnóstico desde a infância. A maioria dos 
pacientes aos 18/19 anos queixaram-se de sintomas de déficit de atenção, além de terem 
maior risco para tentativas suicidas, comportamentos violentos, envolvimento em 
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acidentes de trânsito, infecções sexualmente transmissíveis, tabagismo, bipolaridade, 
depressão e ansiedade (CAYE, 2016). 
Por fim, uma revisão sistemática conduzida por Piuco (2015), realizada a partir da 
análise de 116 artigos entre os anos de 1995 e 2015, 27 dos quais foram feitos no Brasil, 
encontrou como prevalência da doença para a população adulta com menos de 60 anos 
um valor próximo a 11%, semelhante ao encontrado para a faixa etária pediátrica na 
mesma análise. 
 
2.2 RELAÇÃO CONJUGAL 
Atualmente, pesquisas indicam que, em média, 70% dos adultos que manifestaram 
TDAH na infância continuaram a demonstrar sintomas relacionados a prejuízos na vida 
adulta (BENCZIK; CASELLA, 2015). Além disso, observou-se que o TDAH é 
predominante em homens com proporção de 1,6:1 (CASTRO; LIMA, 2018). Nesse 
contexto, os indivíduos apresentam dificuldades nas interações sociais, profissionais e 
acadêmicas. 
Diante disso, sintomas como impulsividade, distração, problemas de memória, 
inquietação e dificuldade de organização são característicos do transtorno e podem ser 
um obstáculo para as relações interpessoais. A desatenção, por exemplo, pode ser 
interpretada por cônjuges como sinal de individualismo. Outro fator seria a instabilidade 
sexual, já que a pessoa com TDAH pode apresentar tanto distração durante as relações 
sexuais, quanto atividade sexual excessiva. (BAISCAIAL, KELMO 2013) 
É necessário ainda ressaltar que pessoas que possuem TDAH podem ser mal 
interpretadas por causa de sua impulsividade, presente na fala e nas ações. Estudos 
indicam que 61% dos adultos com TDAH possuem baixo controle emocional, o que pode 
corroborar para um maior número de conflitos no casamento (CASTRO; LIMA, 2018). 
Portanto, é notável que o TDAH pode prejudicar a qualidade de vida e bem-estar 
do indivíduo. Dessa forma, a qualidade de vida (QV) pode ser descrita como a percepção 
individual do contexto em que se está inserido, logo, é um conceito que avalia desde o 
estado físico até as interações sociais (SANTOS et al., 2017). Atrelado a isto, é válido 
ressaltar que, descobriu-se que adultos com TDAH possuem um número maior de 
divórcio (MATTOS et al., 2011) 
 
 
 
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2.3 SINTOMAS 
 O TDAH é um estado do neurodesenvolvimento identificado pela combinação de 
sintomas de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade. Sua origem é multifatorial, 
dado que os aparecimentos de seus sintomas consistem na combinação de fatores: 
genéticos, ambientais, sociais, culturais, além de mudanças na estrutura e/ou 
funcionamento cerebral. Em razão disso, tais indícios são apresentados de forma 
recorrente e desproporcional em relação aos indivíduos com a mesma idade, provocando 
sofrimento e prejuízos nas diversas áreas do desenvolvimento (CASTRO; LIMA, 2018). 
 Entretanto, toda pessoa tem, em certa proporção, manifestação de sinais de 
desorganização, ansiedade ou problema em concluir determinada tarefa que não seja do 
seu interesse, porém para alguns pesquisadores e teóricos da área de neuropsiquiatria, o 
que distingue o transtorno da atenção do habitual, é uma mudança de intensidade e de 
duração (PIUCO, 2015). 
 Dentro desse contexto, o método clínico se baseia em critérios estabelecidos nos 
sistemas classificatórios, como o Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos 
Mentais (DSM-5) e a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento (CID-
10). Tanto a CID-10 quanto a DSM-5 procura, para o diagnóstico, que alguns dos 
sintomas estejam presentes antes dos 7 anos de idade, desencadeando alterações no campo 
psicossocial (DIAS et al, 2017). 
 De acordo, com a Associação Americana de Psiquiatria, na DSM-5, há 18 sintomas 
principais do TDAH, o qual durante o processo de análise, é fundamental que o indivíduo 
apresente, no mínimo, cinco sintomas, persistentes por, pelo menos, seis meses. Além do 
mais, é essencial, que tais sinais tenham começado antes dos 12 anos, ocasionando 
impactos negativos, ao menos em dois ambientes. No entanto, para caracterizar a 
desatenção podemos mencionar, a dificuldade de prestar atenção em detalhes e erros por 
descuido, em manter a atenção em tarefas lúdicas, para organizar tarefas e em seguir 
instruções de forma completa e finalizar atividades; “não escutar” quando alguém lhe 
dirige a palavra; perder coisas; facilmente se distrair por estímulos externos e evitar o 
envolvimento em tarefas que exijam esforço mental prolongado. 
 Em contrapartida, a hiperatividade, pode ser identificada como, remexer ou 
batucar as mãos ou pés ou mesmo se contorcer na cadeira; levantar em situações em que 
o esperado é permanecer sentado; correr ou subir em objetos em situações inapropriadas; 
incapacidade de envolvimento em atividade de lazer de forma calma; falar demais; 
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responder antes que a pergunta tenha sido concluída e/ou dificuldade para esperar a vez 
(ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, 2014). 
 Por outro lado, para a CID-10, o TDAH tem indícios similares aos do DSM-5, 
porém para a análise é preciso que exista comprometimento evidente em mais de uma 
circunstância de vida, que os sintomas tenham surgido antes dos 6 anos de idade e o fato 
de nãoser possível realizar o diagnóstico na presença de depressão e/ou ansiedade 
(CASTRO; LIMA, 2018). 
 
2.4 IMPACTOS NA QUALIDADE DE VIDA 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, qualidade de vida é “a 
percepção do indivíduo de sua inserção na vida, no contexto da cultura e sistemas de 
valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e 
preocupações”. Assim, envolve seus relacionamentos sociais, profissionais, seu estado 
físico, mental e emocional. O TDAH afeta a qualidade de vida em diversos de seus 
âmbitos ( ZALSMAN, 2016). 
A avaliação do impacto na qualidade de vida de de portadores de TDAH pode ser 
avaliado pelo Adult ADHD Quality of Life Questionnaire (AAQoL). Sendo essa uma 
ferramenta sistematizada sobre sobre impacto da doença e desfechos clínicos, de modo a 
avaliar quantitativamente a qualidade de vida de portadores adultos. O instrumento é 
subdividido em quatro subescalas: produtividade, saúde psicológica, perspectivas de vida 
e relacionamentos. Estudos utilizando esse questionário apontam que os portadores de 
TDAH apresentam maior número de divórcios, maiores taxas de desemprego e menor 
renda média se comparados aos não-portadores. (MATTOS et al., 2011) 
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade possui como características 
clínicas quadros de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. 
Quando refere-se à fase adulta, esses sinais clínicos podem ter impacto direto na relação 
profissional do paciente. Queixas como agitação excessiva em reuniões e palestras, 
impulsividade na tomada de decisões, sendo traduzidas muitas vezes como impaciência, 
possuem como consequência a incapacidade de manter um emprego ou manter 
relacionamentos pessoais (ZALSMAN, 2016). 
Pacientes com TDAH também relatam dificuldades nos relacionamentos com 
seus familiares, amigos e colegas do trabalho. Irritabilidade, impulsividade, falta de 
atenção, são fatores que se tornam problemas nas interações sociais. Estudos indicam 
que, antes dos 50 anos, houve relato significativo de dificuldades na vida familiar (27%), 
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nas relações sociais (46%), no manejo do dinheiro (27%) e na organização da vida diária 
(18%) (CASTRO; LIMA, 2018). 
Ademais, em jovens adultos é possível observar dificuldades para se manterem 
em uma mesma relação, comportamento sexual de risco, gravidez precoce e frequência 
aumentada de doenças sexualmente transmissíveis, fatores que também expõem o 
impacto do TDAH nos adultos (CASTRO; LIMA, 2018). 
 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 A partir dos dados mencionados, podemos concluir que o Transtorno de Déficit de 
Atenção e Hiperatividade, é uma alteração do neurodesenvolvimento, que pode surgir na 
infância e se perpetuar na vida adulta, acometendo diversos prejuízos psíquicos sociais. 
Geralmente, os indivíduos, podem desenvolver dificuldades nas relações interpessoais, 
transtornos de humor, impulsividade na tomada de decisões, impaciência e desatenção, 
impactando de maneira significativa na qualidade de vida. Entretanto, em média 70% dos 
adultos, que manifestaram TDAH na infância, continuaram a demonstrar tais sintomas, 
estudo que ainda precisa ser aprofundado e explorado, com o intuito de melhorar o 
diagnóstico desses pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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