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A salinidade também é um fator relevante para a biota e corresponde à concentração de sais na água. Os 
corpos de água geralmente são identificados por meio da utilização de um critério de salinidade crescente: água 
doce (continentes), água salobra (estuários) e água salgada (oceanos). 
O solo constitui um fator abiótico fundamental. Sua estrutura física e química exerce grande influência sobre 
os seres vivos que nele vivem. Solos com partículas maiores apresentam grande porosidade e, consequentemen-
te, menor potencial de retenção de água. Solos com partículas menores são capazes de reter água por mais 
tempo, tornando-se úmidos ou até mesmo lodosos. A presença de água no solo afeta diretamente a circulação 
de ar no substrato, o que se torna um fator limitante para os tipos de seres vivos que vivem em cada solo. Os 
nutrientes presentes no solo também são fundamentais. Plantas, em geral, crescem em solo que contém nu-
trientes necessários ao seu desenvolvimento e a presença delas tem grande influência sobre o aparecimento de 
outros seres vivos, como os animais.
Nesta investigação, você vai analisar o resultado do experimento com as plantas realizado na Atividade 1.
MATERIAL
Mudas de cada grupo, dados coletados ao longo das três semanas de experimento. 
O QUE FAZER
 1. Retome a hipótese que você havia formulado ao final da Atividade 1, prevendo os possíveis resultados 
do experimento. A hipótese foi confirmada? As características observadas nas plantas confirmam a sua 
hipótese inicial?
 2. Caso a hipótese inicial não tenha sido confirmada, elabore uma explicação para isso. 
 3. Utilize o quadro 5.1 preenchido com as observações do grupo e construa, no caderno, um novo quadro 
(quadro 5.2) com os dados dos outros grupos da turma que investigaram a mesma planta que vocês.
Nesse quadro, você deverá preencher cada campo com o resultado observado, ao final das três semanas, 
pelos outros grupos que pesquisaram a mesma espécie de planta que o grupo do qual você faz parte.
Interpretando os dados 
sobre fatores bióticos e abióticos
INVESTIGAÇÃO
Nome da planta
Muda 1 (3 regas) Muda 2 (1 rega) Muda 3 (sem rega)
Sol 
pleno
Meia- 
-sombra
Sombra
Sol 
pleno
Meia- 
-sombra
Sombra
Sol 
pleno
Meia- 
-sombra
Sombra
Número médio 
de folhas
Número médio 
de brotos 
foliares
Aspecto das 
folhas
Cor das folhas
Altura da 
muda
 # Quadro 5.2 – Sugestão de quadro para construir no caderno e acompanhar os resultados da observação das mudas.
137Desa�os para a sustentabilidade
133a159_V2_CIE_NAT_Mortimer_g21Sc_U2_Cap5_LA.indd 137133a159_V2_CIE_NAT_Mortimer_g21Sc_U2_Cap5_LA.indd 137 21/09/2020 19:3121/09/2020 19:31
REFLEXÃO
 1. Após o preenchimento do quadro, responda:
 a) Como você explica os impactos observados pela 
luminosidade e pela quantidade de água na 
planta do grupo?
 b) Que outros fatores abióticos que estamos dis-
cutindo neste capítulo podem ter impactado os 
resultados?
 c) Proponha um experimento que seria capaz de 
indicar o impacto de um dos fatores menciona-
dos no item anterior. 
 2. Reúna seu grupo a outro que investigou outra 
espécie de planta e comparem os quadros.
 a) Quais são as diferenças observadas nos resul-
tados?
 b) Para cada diferença, elabore uma explicação 
para o resultado. 
 3. Façam um levantamento das características bio-
lógicas das duas espécies estudadas pela turma. 
Além dos fatores abióticos investigados, como a 
caracterização biológica de cada planta contri-
buiu para explicar as diferenças nos resultados?
 4. Elabore um parágrafo com a conclusão dessa 
investigação respondendo à seguinte pergunta: 
Como os fatores luminosidade e quantidade de 
água impactam o crescimento da planta “X”?
Os lobos no Parque Nacional de Yellowstone
Ao longo do século XIX, várias florestas dos Estados Uni-
dos foram derrubadas para dar lugar à crescente ativida-
de agropecuária. Isso gerou perdas de habitat e uma das 
consequências foi a predação de lobos sobre os rebanhos. 
Com os ambientes naturais cada vez mais restritos, os lo-
bos passaram a predar o gado dos pastos. Isso deu origem 
a uma intensa caça aos lobos pelos seres humanos, o que 
os levou à quase extinção (�gura 5.8).
Um fenômeno interessante relacionado à diminuição dos 
lobos foi observado e estudado no Parque Nacional de Yel-
lowstone, nos Estados Unidos. Com a dizimação de lobos, 
o número de veados e alces passou a aumentar gradativa-
mente, pois os lobos eram seus principais predadores. O 
número crescente desses animais gerou uma grande de-
vastação na vegetação do parque. 
Em 1995, catorze lobos foram reintroduzidos no parque. 
Eram poucos, mas as consequências foram impressionan-
tes. Além de começar a predar alguns veados, a população 
de lobos fez com que veados e alces mudassem seu com-
portamento (�gura 5.9).
Eles passaram a evitar os locais próximos aos lobos, 
como vales e rios. A vegetação desses locais começou a se 
regenerar (�gura 5.10). Com a presença de árvores maio-
res e mais variadas, começaram a chegar pássaros, aves 
migratórias e castores. O número de coelhos e ratos tam-
bém aumentou, pois os lobos mataram alguns coiotes que 
habitavam o parque. Isso atraiu falcões e raposas. 
A regeneração da vegetação reduziu a erosão do solo. Com maior vegetação nas margens dos rios do parque, o curso 
dos rios tornou-se mais estável e estes passaram a serpentear menos.
 # Figura 5.8 – Fotogra�a de lobo da espécie Canis lupus 
(até 2 metros de comprimento), no Parque Nacional de 
Yellowstone (Estados Unidos).
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 # Figura 5.9 – Com a ausência dos lobos, os veados 
(Odocoileus spp., até 2 metros de comprimento) 
passaram a frequentar as bordas de rios e lagos, 
dizimando a vegetação desses ambientes. Parque 
Nacional de Yellowstone.
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 # Figura 5.10 – Com a reintrodução de lobos no Parque Nacional de Yellowstone, o equilíbrio populacional de 
herbívoros foi gradativamente restabelecido e permitiu a recuperação da vegetação do parque. Fotogra�as do 
parque em 2002 e em 2015.
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138 Cap’tulo 5
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