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Figuras de linguagem

Folheto sobre figuras de linguagem: define metáfora, metonímia, catacrese, sinestesia, hipérbole, eufemismo, ironia, prosopopeia, antítese, paradoxo, elipse, pleonasmo, silepse, onomatopeia e aliteração, com definições e exemplos, muitos retirados de tirinhas e charges.

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FIGURAS DE LINGUAGEM
@profa_jordanaromero
METÁFORA
A metáfora representa uma comparação de palavras com significados diferentes e cujo conectivo de comparação (como, tal qual) fica subentendido na frase.
Exemplos:
A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.)
Na tirinha acima, "uma caravana de rosas vagando num deserto inefável" é uma metáfora do amor.
Metonímia
A metonímia é a transposição de significados considerando parte pelo todo, autor pela obra.
Exemplos: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.)
Na tirinha acima, uma parte (cabeças de gado) tem o significado do todo (boi).
Catacrese
A catacrese representa o emprego impróprio de uma palavra por não existir outra mais específica.
Exemplo:
Embarcou há pouco no avião. (Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo específico para o avião, embarcar é o utilizado.)
Na charge acima, ocorre a catacrese, porque foi usada a expressão "bala perdida" por não haver outra mais específica.
Sinestesia
A sinestesia acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes.
Exemplos: Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. (A frieza está associada ao tato e não à visão.)
Na tirinha, a expressão "olhar frio" é um exemplo de sinestesia.
Hipérbole
A hipérbole corresponde ao exagero de uma ideia feito de maneira intencional.
Exemplos: Quase morri de estudar.
Na tirinha acima, a expressão "morrendo de inveja" é uma hipérbole.
Eufemismo
O eufemismo é utilizado para suavizar o discurso.
Exemplos: Entregou a alma a Deus. (Nesta frase está sendo informada a morte de alguém.)
Na charge, "produtora de biografias orais não autorizadas" foi uma forma delicada de dizer que a mulher é, na verdade, uma fofoqueira.
Ironia
A ironia é a representação do contrário daquilo que se afirma.
Exemplos: É tão inteligente que não acerta nada.
Nota-se o uso da ironia na charge acima. O personagem está zangado com alguém, a quem ele chama de "inteligente" de maneira irônica.
Prosopopeia / Personificação
A personificação ou prosopopeia é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a objetos ou aos seres irracionais.
Exemplos:
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
A personificação é expressa na última parte do quadrinho, onde o Zé Lelé afirma que o espelho está lhe olhando. Assim, utilizou-se uma característica dos seres vivos (olhar) em um ser inanimado (o espelho).
Antítese
A antítese é o uso de termos que têm sentidos opostos.
Exemplos: Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz.
Na tirinha acima, há várias antíteses, ou seja, termos que têm sentidos opostos: positivo, negativo; mal, bem; paz e guerra.
Paradoxo
O paradoxo representa o uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da antítese).
Exemplos:
Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom. (Como é possível alguém estar cego e ver?)
Na tirinha acima, as ideias com sentidos opostos (certeza e relativa) é um exemplo de paradoxo.
Elipse
A elipse é a omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil.
Exemplos: Tomara você me entenda. (Tomara que você me entenda.)
Na segunda imagem do quadrinho, notamos o uso da elipse: "depois (ele começou) a comer sanduíches entre as refeições...".
Pleonasmo
Pleonasmo é a repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado.
Exemplos: A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está errado.)
Na tirinha acima, o "saia para fora" é um pleonasmo, uma vez que o verbo "sair" já significa "para fora".
Silepse
A silepse é a concordância com a ideia que se pretende transmitir, e não com o que está implícito. Ela é classificada em: silepse de gênero, de número e de pessoa.
Exemplos:
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na bonita e agitada cidade de São Paulo.)
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioria dos clientes ficou insatisfeita com o produto.)
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com nós, em vez de eles: Todos terminaram os exercícios.)
Na tirinha acima, há silepse de pessoa em "mais da metade da população mundial somos crianças" e "as crianças, vamos ter o mundo nas mãos".
Onomatopeia
Onomatopeia é a inserção de palavras no discurso que imitam sons.
Exemplos: Não aguento o tic-tac desse relógio.
No primeiro e último quadrinho temos o uso da onomatopeia com "Bum, Bum, Bum" e "Buááá...; Buááá...". O primeiro expressa o som do tambor, e o segundo, o choro do Cebolinha.
Aliteração
A aliteração é a repetição de sons consonantais.
Exemplos:
"Chove chuva.
Chove sem parar". (Jorge Ben Jor)
Na tirinha acima, ocorre aliteração, porque a letra "r" é repetida muitas vezes em "O rato roeu a roupa do rei de Roma."
Assonância
A assonância é a repetição de sons vocálicos.
Exemplos:
"O que o vago e incógnito desejo
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
Na tirinha, o uso da assonância é expresso pela repetição das vogais "a" em: "massa", "salga", "amassa".
VÍCIOS DE LINGUAGEM
Pleonasmo vicioso
Pleonasmo vicioso, também chamado de redundância, é a repetição de uma informação desnecessária na frase.
EXEMPLO: Vamos entrar para dentro de casa. (entrar já supõe que seja para dentro)
Solecismo
Solecismo é o erro de sintaxe, muito comum nas linguagens orais.
Reúne os erros de concordância (singular e plural), regência verbal ou nominal e a utilização de termos no lugar de outros corretos gramaticalmente.
EXEMPLO: Vamos no Cinema. (Vamos ao cinema.)
ATENÇÃO!
Barbarismo
Barbarismo é o uso incorreto da palavra ou do enunciado. Ele ocorre nos níveis fonéticos (erros de pronúncia), morfológicos (irregularidade na palavra) e semânticos (significados) da língua. São classificados em:
Silabada: mudança do acento tônico de alguma sílaba da palavra, por exemplo: gratuíto em vez de gratuito.
Cacoépia: pronúncia incorreta de uma palavra, por exemplo: pobrema em vez de problema.
Cacografia: erros de ortografia, por exemplo: geito em vez de jeito.
ATENÇÃO!
Ambiguidade
Ambiguidade, também chamado de anfibologia, ocorre quando, num determinado enunciado, há duplicidade de sentidos, o que dificulta o entendimento do texto pelo ouvinte.
EXEMPLO: Roberto estava com Maria falando de sua mãe. (a mãe de quem?)
Eco
No eco, ocorrem rimas nos textos em prosa, porque há palavras com a mesma terminação. Os textos em prosa são os que não se estruturam como os poemas.
EXEMPLO: Certamente, realizamos o trabalho calmamente e alegremente.
ATENÇÃO!
Cacófato
O cacófato ou cacofonia ocorre a nível fonético da língua. Ele apresenta uma construção sintática onde surgem sons engraçados, desagradáveis ou mesmo que confundem o ouvinte.
EXEMPLO: Vi ela ontem pela manhã (viela); Eu amo ela (moela).
Hiato
O hiato é uma sequência de vogais sonoramente desagradável.
EXEMPLO: Pode escolher: ou eu ou ela!
Colisão
A colisão é uma sequência de consoantes sonoramente desagradável.
EXEMPLO: O cultivo coletivo das comunidades camponesas.
ATENÇÃO!
Plebeísmo
O plebeísmo é um vício de linguagem que consiste na utilização de termos coloquiais (gírias e palavras de baixo calão) ou de expressões informais.
EXEMPLO: Conseguiu falar com o cara? (indivíduo)
Gerundismo
O gerundismo é o uso exagerado do gerúndio. Isso acontece quando essa forma nominal é utilizada no lugar de uma conjugação mais adequada em termos gramaticais.
EXEMPLO: Vou estar te telefonando logo no início das promoções. (Telefonarei logo no início das promoções.)
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