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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ - UEM CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS - CCE DEPARTAMENTO DE QUÍMICA - DQI FÍSICO-QUÍMICA EXPERIMENTAL II - 3227/01 DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃOMICELAR CRÍTICA E DO GRAU DE DISSOCIAÇÃO DE TENSOATIVOS Relatório Docente: Prof. Dr. Wilker Caetano Discentes: Beatriz de Oliveira Ferreira (RA: 124658) Celso Hernandez Júnior ( RA: 119592) Faissal Robbin Júnior (RA: 124119) João Victor dos Santos Lemos (RA: 125719) Maria Antonia Botelho Pereira (RA: 109564) Maringá - PR 2024 1. RESUMO O experimento descrito neste relatório teve como objetivo determinar a concentração micelar crítica (CMC) e o grau de dissociação de tensoativos por meio das técnicas de tensiometria e condutimetria. Na tensiometria, com os dados obtidos durante a prática calculou-se os parâmetros e plotou-se o gráfico da tensão superficial em função da concentração do tensoativo, identificando a CMC como o ponto de transição onde ocorre a formação das micelas. A condutimetria foi utilizada para determinar a condutividade da solução em diferentes concentrações de tensoativo, permitindo calcular também o grau de dissociação. Os resultados indicaram que a CMC foi atingida quando a tensão superficial apresentou uma queda abrupta, enquanto a condutividade aumenta linearmente até a saturação do tensoativo. Sendo assim, os resultados foram satisfatórios, pois foram consistentes com as expectativas teóricas e experimentais estabelecidas previamente. 2. OBJETIVOS Determinar alguns parâmetros micelares de anfifílicos iônicos. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Materiais - Solução de CTABr (0,005 mol/L) - Água destilada - Bureta - Condutivímetro 3.2. Metodologia a) Determinação da CMC por tensiometria. Primeiramente, foram preparadas diluições a partir da solução de CTABr (0,005 mol/L). Os volumes (mL) de CTABr utilizados para preparar as soluções de 100 mL foram: 2,0; 4,0; 8,0; 12,0; 16,0; 18,0; 20,0; 24,0; 30,0; 36,0. Em seguida, uma bureta foi preenchida com água destilada para verificar a quantidade de gotas contidas em 5 mL. O mesmo procedimento foi feito com as soluções de CTABr, partindo da mais diluída para a mais concentrada. As densidades das soluções foram calculadas, juntamente com a tensão superficial de cada uma. Por fim, foi construído um gráfico da tensão superficial em função da concentração para a determinação da concentração micelar crítica. b) Determinação da CMC por condutimetria. Primeiramente, foram adicionados 30 mL de água destilada em um béquer e medida sua condutância. Em seguida, foram adicionados volumes da solução de CTABr (0,005 mol/L) à esta água, conforme as quantidades totais (em mL): 0,1; 0,2; 0,3; 0,5; 1,0; 1,3; 1,8; 2,0; 2,3; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 5,5; 6,0; 6,3; 6,5; 7,0; 7,5; 8,0; 8,5; 9,0; 9,5; 10; 10,5; 11; 11,5 e 12,0. Após cada adição, sob agitação constante, foram aferidos e registrados os valores das condutâncias. A partir dos resultados, foi traçado um gráfico da condutância em função da concentração do tensoativo a fim de determinar a concentração micelar crítica, a inclinação das retas e o valor de α. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES a) Determinação da CMC por tensiometria. Inicialmente, verificou-se que 116 gotas estavam contidas em 5,00 mL de água, sendo que o líquido foi recolhido em um béquer. De forma análoga, procedeu-se para as dez soluções de brometo de cetiltrimetilamônio a diferentes concentrações. Os valores de número de gotas contidas em 5,0 mL das soluções, e a massa de cada solução utilizada encontram-se dispostos na tabela abaixo. Tabela 1. Número de gotas contidas em 5,0 mL de CTABr, massa do balão volumétrico, massa do balão + CTABr e massa de CTABr. Solução nº de gotas (5mL) massa do balão (g) massa do balão + solução (g) massa da solução (g) 1 100 57,28 156,67 99,39 2 112 55,94 155,49 99,55 3 142 59,41 158,97 99,56 4 150 65,51 165,10 99,59 5 185 60,39 159,89 99,50 6 168 58,12 165,87 107,75 7 178 58,20 157,56 99,36 8 182 66,20 157,53 91,33 9 190 57,62 156,96 99,34 10 192 59,73 159,18 99,45 A partir da massa das soluções de brometo de cetiltrimetilamônio e do volume inicial da solução (100,0 mL), calculou-se a densidade das soluções de CTABr por meio da equação 01. d=m/v (Equação 01) Tabela 2. Densidade das soluções de CTABr. Solução Densidade (g/mL) 1 0,9939 2 0,9955 3 0,9956 4 0,9959 5 0,9950 6 1,0775 7 0,9936 8 0,9133 9 0,9934 10 0,9945 Levando em consideração que a tensão superficial da água é igual a 72,3mN/m à 25oC, foram calculadas as tensões superficiais do CTABr em todas as soluções por meio da seguinte equação: (Equação 02)γ𝐶𝑇𝐴𝐵𝑟 = γ á𝑔𝑢𝑎 · ρ 𝐶𝑇𝐴𝐵𝑟 ρ á𝑔𝑢𝑎 · 𝑔𝑡 á𝑔𝑢𝑎 𝑔𝑡 𝐶𝑇𝐴𝐵𝑟 b) Determinação da CMC por condutimetria. 5. CONCLUSÃO