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PORTFÓLIO DE CONSULTORIA AMBIENTAL Pablo de Sousa Pequeno Orientador: Tais Lacerda 2 INTRODUÇÃO Após uma pesquisa ambiental em São Gonçalo, foi constatado que a devastação de recursos naturais, produção excessiva de lixo e a falta de descarte e tratamento adequados estão causando um grande desequilíbrio ambiental. Essa situação não apenas coloca em risco a sobrevivência de espécies animais e vegetais, mas também a vida humana. O crescimento urbano desordenado transformou os rios em valões de esgoto e lixo. Em períodos de chuva, milhares de toneladas de lixo descem dos rios em direção à baía de Guanabara, o que tem afetado a pesca artesanal, balneabilidade das praias e provocado doenças nos pescadores e nas populações locais. De acordo com o relatório técnico produzido pelo Baía Viva, a Baía de Guanabara tem recebido cerca de 1 bilhão de litros de chorume não tratado por ano, o que equivale a cerca de 3 milhões de litros por dia. Além disso, há cerca de 500 milhões de litros de chorume estocados em lagoas ou tanques de estabilização em aterros sanitários da Região Metropolitana fluminense, o que vaza diretamente para as águas da baía e manguezais, prejudicando ainda mais o ecossistema. O afluente mais significativo do município, é o Rio Guaxindiba, com uma extensão de 29 quilômetros desde a nascente até a foz da Baía de Guanabara. O Rio Imboassú passa pelo centro da área urbana de São Gonçalo e foi retificado e canalizado em diversos trechos, tornando-se irreconhecível. O alerta sobre poluição e esgoto no Rio Imboassú é justificado, uma vez que ele desagua diretamente na Baía de Guanabara, contribuindo para sua poluição. O Rio Bomba, localizado na divisa do município de Niterói, nasce no Monte Castro e percorre uma área totalmente urbanizada antes de desaguar na Baía de Guanabara. Assim como o Rio Imboassú, o Rio Bomba é praticamente desconhecido. O Rio Aldeia nasce entre as serras da Tiririca e Itaitindiba e sua bacia hidrográfica encontra-se em uma área pouco urbanizada. Todos os rios do município são muito lamacentos e recebem grande quantidade de esgotos domésticos e industriais. A vegetação do município é composta por duas formações principais: formações pioneiras, que incluem áreas influenciadas pela maré (como manguezais), e áreas de vegetação secundária originalmente ocupadas pela Mata Atlântica. A predominância de manguezais caracteriza a região costeira da Baía de Guanabara, enquanto resquícios da Mata Atlântica 3 são visíveis em outras partes de São Gonçalo. A Mata Atlântica, que já teve grande diversidade vegetal e protegeu um grande número de espécies vegetais utilizadas para fins comerciais, é agora limitada a pequenas áreas no município. A importância da Mata Atlântica não está limitada à sua grande diversidade, pois os manguezais, um dos ecossistemas costeiros mais importantes do Brasil, dependem dela para sobreviver. Os rios que alimentam o sistema de irrigação do mangue nascem nas montanhas arborizadas, e essa vegetação domina as nascentes que desembocam no mar. As interdependências dos elementos da natureza são imensas, e a interação que prevalece no ambiente não deve ser menosprezada ou ignorada. Os problemas de impacto ambiental podem ser vistos como desmatamentos nas encostas, resultado da ocupação desenfreada que provoca deslizamentos, quedas de cercas e outros desastres. O cultivo deficiente é outro fator que contribui para a degradação desnecessária da vegetação. OBJETIVO Ohando de perto para a realidade ambiental de São Gonçalo, ficou bastante óbvio optar por investir em uma cooperativa de reciclagem. As cooperativas, além de coletarem materiais reaproveitáveis, colaboram com a sustentabilidade do planeta e do meio ambiente, pois possibilita o reaproveitamento de materiais recicláveis, reduzindo a extração de recursos e diminuindo a acumulação de lixo na região urbana e na Baía de Guanabara.Portanto, é essencial que haja mais cuidado e atenção com o meio ambiente. Abrir uma cooperativa de reciclagem em São Gonçalo trará inúmeras vantagens para o meio ambiente e para a população local. Entre elas, podemos citar: Prevenção de riscos para a saúde pública; Resíduos não destinados a lixões ou aterros sanitários; Não contaminação do solo, rios e ar, o que poderia prejudicar a saúde humana; Diminuição do impacto ambiental e vantagens econômicas, reduzindo gastos na limpeza urbana e no tratamento de doenças; Inclusão social através da oferta de emprego e renda para a população menos favorecida. São Gonçalo é uma cidade com mais de 1 milhão e 200 mil 4 habitantes e um dos maiores índices de desemprego, além de sofrer com o esvaziamento econômico causado pela falta de empresas, fábricas e indústrias para gerar emprego e renda para a população. A busca por iniciativas que possam desencadear o desenvolvimento local, práticas associativas e transformação vem ganhando força, e é necessário refletir sobre a realidade atual da cidade e repensar iniciativas de associar interesses comuns a partir da cooperação. Embora os desafios na implementação da logística reversa em São Gonçalo sejam enormes, há a oportunidade de construir uma economia circular em grande escala nos diversos setores empresariais, fortalecendo negócios existentes e fomentando novos negócios. JUSTIFICATIVA Uma cooperativa de reciclagem atende a diversos tipos de clientes e desempenha um papel crucial na gestão sustentável de resíduos. Em São Gonçalo, existem mais de 81 mil empresas, segundo levantamento feito pelo IBGE no último censo, além disso, beneficiará também a população em geral, e outras classes, como detalhado abaixo: 1º População em Geral: As cooperativas coletam materiais recicláveis previamente separados pela população. Isso inclui latas, papel, plástico e vidro. A coleta seletiva é fundamental para o sucesso das cooperativas. 2º Empresas e Indústrias: As cooperativas recebem materiais recicláveis de empresas e indústrias. Esses materiais são posteriormente separados, preparados e vendidos para reciclagem ou reprocessamento. 3º Catadores de reciláveis: As cooperativas também trabalham em conjunto com catadores de lixo, muitos dos quais são moradores de rua. Esses catadores coletam materiais recicláveis e os entregam às cooperativas para processamento. 4º Benefícios Socioambientais: Além de contribuir para a 5 sustentabilidade do planeta, as cooperativas permitem que materiais recicláveis sejam reutilizados nos processos produtivos das indústrias. Elas também geram emprego e renda para famílias que conduzem suas vidas a partir das receitas obtidas pela reciclagem. Em resumo, as cooperativas de reciclagem são essenciais para a redução do desperdício, a preservação do meio ambiente e o bem-estar da comunidade. METODOLOGIA: Prepare-se para um passeio emocionante pelo mundo da reciclagem! Depois que o lixo reciclável é colocado nos lugares certos ou recolhido pelos nossos incríveis agentes ambientais, ele é transportado para as esteiras de nossa cooperativa de reciclagem, onde o trabalho é feito com muito amor e dedicação. Nós separamos os diferentes tipos de materiais, incluindo plástico, vidro, papel colorido, papel branco, papelão, jornais e muito mais! Nós somos tão cuidadosos que até usamos equipamentos especiais para evitar acidentes. Depois de todo esse trabalho árduo, os sacos com cada tipo de material são compactados em uma máquina especial para facilitar o transporte. E o melhor de tudo, tudo isso é feito sem fins lucrativos! Todos os lucros são compartilhados igualmente entre nossos membros da cooperativa, com o objetivo de impactar positivamente a economia local e empregar cada vez mais pessoas. Mas isso não é tudo, a cereja do bolo é que os materiaisrecicláveis são transformados em matéria-prima e reinseridos no ciclo produtivo, contribuindo para uma economia circular mais sustentável! Basicamente, o funcionamento de nossa cooperativa está dividido em 4 grandes operações: 6 Coleta: Os cooperados são os heróis desta história, pois são eles que saem por aí catando os materiais recicláveis previamente separados pelas empresas, como plástico, papel, alumínio e vidro. Todo esse material é transportado para uma central, onde começa a grande mágica. Triagem: Aqui é a hora da verdade, a triagem! Os materiais são separados, cada um em seu cantinho, prontos para seguir para a próxima etapa. Prensa: E aí vem o momento de dar aquela esmagada poderosa. A prensagem é essencial para reduzir o volume dos materiais e tornar o transporte mais fácil e eficiente. Venda: Por fim, depois de todo esse trabalho incrível, o material é vendido para empresas de reciclagem ou indústrias que o transformarão em um novo produto, pronto para voltar à vida útil. É assim que fazemos a diferença! Nossa estrutura física contará com o seguinte espaço: a) 1.000m² para reciclagem de papel ondulado ou de escritório; b) 1.500m² para reciclagem de plástico filme e pet; c) 700m² para reciclagem de pneus. 7 Divisão de áreas: Produção: a. Área para recepção do material para reciclagem; b. Área de seleção; c. Área destinada para a armazenagem de material para encaminhamento à linha de reciclagem/transformação; d. Área para máquinas e processamento; e. Área para estoques; f. Área reservada aos resíduos não passíveis de reciclagem; g. Área externa para manobra de entrada e saída de caminhões; h. Plataforma de carga e descarga. Comercial /Administrativo Financeiro: a. Espaço com 40m², estruturado com mesas, cadeiras, telefones, computadores. b. Recepção para de clientes e fornecedores; Descanso e Refeitório para funcionários: a. Cozinha equipada e adequada ao volume de funcionários; b. Refeitório, com mesas, cadeiras e utensílios; c. Área de lazer e descanso. 8 Equipamentos: Serão diversos os equipamentos de reciclagem, entre eles, uma lavadora, moinho, tanque separador, aglutinador, secadora, granulador e máquina extrusora. Esse é o maquinário considerado básico para iniciar os processos. Mas, claro que, junto deles, também há acessórios importantes no setor. Eles incluem carrinhos de carregamento, balança e prensas para modelar o plástico, por exemplo. Na medida em que a empresa evoluir, outros equipamentos serão adquiridos. Um bom exemplo de máquina complementar são as esteiras com imãs, que separam materiais metálicos do resíduo plástico. Claro que, como esse é o esquema geral para a reciclagem de plástico, as máquinas podem mudar conforme formos trabalhar com outros materiais. Para o papel, há a calandra, a corrugadeira, a seladora e a guilhotina. Já os pneus exigem autoclaves, trituradores e peneiras, por exemplo. Em todos esses casos, outros equipamentos para nossa empresa de reciclagem também considerado essenciais são os caminhões. Afinal, eles garantem um transporte seguro, capaz de preservar o material e de evitar perdas durante a logística. Profissionais: Nossa empresa de reciclagem, contará com a contratação dos seguintes profissionais: Administrador e Técnico responsável (Gestor ambiental) – Ter capacidade para lidar com imprevistos; – Reconhecer e definir problemas; – Atuar preventivamente; – Ter raciocínio lógico, crítico e analítico; 9 – Ter formação em gestão ou engenharia ambiental; – Possuir habilidade de relacionamentos; – Possuir habilidade para negociar; – Ser Proativo; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; – Possuir disciplina. Encarregado de produção – Conhecer as normas específicas de prevenção de acidentes; – Agir preventivamente; – Conhecer e sabe utilizar as máquinas e instrumentos de marcenaria; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; – Ser disciplinado; – Possuir iniciativa e cooperação; – Ser capaz de trabalhar em equipe; – Ter capacidade de liderança; – Possuir foco em resultados. Operador de máquina – Conhecer e saber utilizar as máquinas e instrumentos de reciclagem; – Respeitar as normas de segurança; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; – Ser disciplinado; – Possuir iniciativa e cooperação; 10 – Ser capaz de trabalhar em equipe; – Possuir foco em resultados. Auxiliar de produção – Respeitar as normas de segurança; – Possuir capacidade de planejamento e organização; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; – Possuir iniciativa e cooperação; – Ter capacidade de trabalhar em equipe; – Possuir foco em resultados. Motorista – Possuir atitude positiva em relação ao ato de dirigir automóvel; – Possuir atitude positiva em relação ao cumprimento da legislação de trânsito; – Possuir atitude positiva em relação à segurança no trânsito; – Possuir conhecimento da legislação de trânsito; – Possuir conhecimento de direção defensiva; – Possuir grande habilidade na condução de automóveis; – Manter bom relacionamento interpessoal; – Manter asseio pessoal; – Demonstrar flexibilidade; – Zelar pelo bom estado das encomendas transportadas; – Possuir força física (para carregar e descarregar o caminhão) – Evidenciar ética profissional; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; 11 – Ser disciplinado; – Possuir capacidade de planejamento e organização; – Possuir iniciativa e cooperação; – Ser capaz de trabalhar em equipe Ajudante de carga e descarga – Possuir capacidade de organização; – Possuir iniciativa e cooperação; – Ser capaz de trabalhar em equipe; – Possuir força física; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; – Respeitar as normas de segurança; – Ser disciplinado. Vigia – Efetuar controle de portaria e recepção de visitantes, orientando- os de acordo com suas necessidades; – Manter a segurança de áreas de trabalho, orientando funcionários e eventuais visitantes quanto às normas de segurança interna, contribuindo para a manutenção da ordem e organização; – Prestar atendimento cordial e diferenciado, mantendo postura profissional; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos; – Ser disciplinado. 12 Representante Comercial – Conhecer as características do produto; – Ter uma ampla rede de relacionamentos; – Ser simpático e empático; – Saber ouvir; – Possuir habilidade de negociação; – Possuir capacidade de organização; – Ser disciplinado; – Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos Os funcionários responsáveis pela reciclagem serão ser orientados quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s. O controle sobre o uso desses equipamentos deve ser rígido, de forma a prevenir acidentes. Os níveis salariais básicos serão definidos pelos sindicatos de nossa região e categoria, a partir daí manteremos políticas que remunerem adequadamente os empregados, considerando-se os níveis de competências pessoais. CUSTOS DO PROJETO/NEGÓCIO Análise quanto aos custos da infraestrutura A implementação eficiente de nossa cooperativa de reciclagem envolve uma série de etapas, incluindo coleta, triagem, processamento, estocagem e comercialização. Cada uma dessas etapas requer um conjunto específico de fatores e condições mínimas para garantir um desempenho eficiente. Para determinar os investimentos necessários em cada etapa, é necessário levar em conta as particularidades de cada situação. A construção de galpões pararecebimento, triagem, processamento e estocagem dos materiais recicláveis é essencial para garantir as condições ideais de trabalho. Além disso, é importante 13 que a área física disponha de um escritório, uma sala de treinamento, cozinha equipada, vestiários, banheiros e outros recursos importantes. Além dos investimentos em infraestrutura física, os custos com equipamentos e maquinários adequados para a realização das atividades de coleta, triagem e processamento dos materiais recicláveis devem ser considerados. É fundamental que esses equipamentos sejam modernos e eficientes, garantindo a qualidade do trabalho realizado pelos cooperados. Outro fator importante a ser considerado são os custos com pessoal. É necessário contratar profissionais capacitados para a realização das atividades de coordenação, triagem, processamento e vendas dos materiais recicláveis. Além disso, é preciso garantir a capacitação e treinamento dos cooperados para que possam desempenhar suas funções com eficiência e segurança. Por fim, é importante levar em consideração os custos com transporte, já que a coleta dos materiais recicláveis deve ser realizada de forma regular e eficiente. Para isso, é necessário ter à disposição veículos adequados e em bom estado de conservação, além de um ‘planejamento logístico eficiente para garantir a coleta dos materiais em todas as regiões atendidas pela cooperativa. De forma resumida, essas são as funcionalidade de alguns de nossos equipamentos 14 Moinho Composta por lâminas fixas e rotativas, esta máquina corta e tritura o plástico e o transforma em flocos de aproximadamente 1 cm. Os moinhos podem ser de baixa, média e alta rotação dependendo do volume que se deseja processar, sendo mais comum o de baixa rotação. Mecanismos de resfriamento podem ser necessários em moinhos de alta rotação. Lavadora Equipamento em formato cilíndrico composto por um cesto com orifícios cuja função é injetar água no material moído e centrifugá-lo para que eventuais impurezas e sujidades (resíduos de poeira ou material orgânico) sejam retiradas e otimizem a fase seguinte. Tanque separador A função deste equipamento é separar os polímeros pela densidade, ou seja, cada tipo de plástico possui uma densidade específica medida em g/cm³ e vai flutuar ou decantar em função do líquido adicionado ao tanque, que pode ser água ou outra solução (como álcool ou sal). Em formato retangular este tanque possui palhetas que movimentam o material para a fase seguinte . GUIA DE DENSIDADE DE POLÍMEROS DENSIDADE (g/cm³) Poli(tereftalato de etileno) - PET 1,29 - 1,40 15 Secadora Equipamento em formato cilíndrico muito semelhante à lavadora, cuja função é retirar ao máximo a umidade adquirida na fase anterior. Isto só é possível devido às pás que espremem o material molhado. Alguns modelos também utilizam ventiladores e circulação de ar quente. GUIA DE DENSIDADE DE POLÍMEROS DENSIDADE (g/cm³) Poli(etileno) de alta densidade - PEAD 0,952 - 0,965 Poli(cloreto de vinila) - PVC (rígido) 1,30 - 1,58 Poli(cloreto de vinila) - PVC (flexível) 1,16 - 1,35 Poli(etileno) de baixa densidade 0,917 - 0,940 Polipropileno - PP 0,900 - 0,910 Poliestireno - PS (sólido) 1,04 - 1,05 Poliestireno - PS (espuma) Menor que 1,00 16 Aglutinador Como o próprio nome diz, este equipamento compacta e pré-aquece o material, aglutinando-o para a fase seguinte. Isto ocorre devido à máquina dispor de lâminas giratórias em um eixo vertical central e lâminas fixas nas paredes que cisalham e aquecem o plástico pelo atrito. O resultado final são flocos com umidade e volume bastante reduzidos. Extrusora A função da extrusora é aquecer o material para que ocorra ao mesmo tempo a fusão e a modelagem do plástico. Isso se dá devido ao mecanismo de roscas sem fim com sulcos que transportam e também comprimem os polímeros contra o cilindro aquecido por resistência elétrica resultando em uma massa homogênea. Ao final do cilindro essa massa é forçada contra uma matriz com orifícios formando assim os filamentos (com aspecto semelhante ao espaguete), que são resfriados em líquido e enviados para a fase seguinte. De forma mais simples, o material plástico livre de umidade é derretido e forçado à passagem por meio de um orifício na máquina. Então, é resfriado em um tanque com água e recomposto como um fio. “Como um macarrão de plástico”, compara Tenório. Granulador Na linguagem simples, transforma os fios de plástico da extrusora em grãos novamente (granulação de plástico). Como explica Diogo, por meio de controles muito sensíveis, este equipamento corta os filamentos plásticos visando obter uma granulometria uniforme. Os grãos serão utilizados como matéria-prima para novos produtos plásticos. 17 Além do maquinário para montar uma linha de reciclagem de plástico, teremos maquinários para reciclagem de outros tipos de materiais, porém, todos dentro de um layout otimizado para respeitar o processo produtivo. A primeira fase, por ter baixo nível de automação, necessita de um espaço maior que ofereça circulação aos colaboradores e facilite a separação manual dos materiais. Já na segunda fase, que é totalmente automatizada, o maquinário deve seguir a ordem de cada etapa do processo, facilitando a produção. Planilha de custos para a implementação da Cooperativa de Reciclagem: Nota: Até o presente momento, não foram levantados todas as estimativas de custo dos maquinários necessários, porém todos equipamentos e demais materiais orçados até o presente momento, contam com 04 orçamentos. 18 A) INVESTIMENTOS EM INFRA-ESTRUTURA FÍSICA: • Galpão - G1 (20m X 20m); • Cobertura lateral para carregamento de fardos (9m X 6m); • Galpão - G2 (20m X 20m); • Sala para reuniões/assembléias/treinamento/computação (5m x 10m); • Cozinha, Vestiários e Banheiros; • Quantidade média de 160 cooperados por unidade, a fim de garantir a eficiência no gerenciamento da unidade e fazer uso das economias de escala e capacitação para a obtenção de elevadas eficiências físicas, econômicas e de mercado; • Capacidade de triagem e armazenamento de aproximadamente • 300 ton/mês; B) INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS • Equipamentos para acondicionamento: Big-Bags: 160 unidades; Contêineres plásticos e metálicos: 10 unidades; • Equipamentos de Proteção Individual: Conjuntos de proteção individual: 160 unidades; Componentes: Luvas; Uniformes; Calçados; Protetores auriculares; Óculos; Capacetes; Avental; Máscaras. • Equipamentos para Triagem e Enfardamento: Prensa: 1 unidade; Armazenamento e Estocagem: • Empilhadeira: 1 unidade; • Transporte Externo dos Materiais Recicláveis: Carrinhos de tração humana: 40 unidades; Caminhão baú: 1 unidade; • Equipamento de Cozinha: 2 Conjuntos de Utensílios para Cozinha; 20 Jogos de talheres; 2 Jogos de panelas; 30 Conjuntos de Copos; 2 Bebedouros com Garrafão; 1 Cozinha Compacta; 50 Mesas; 100 Cadeiras; 1 Freezer; 1 Refrigerador; 1 Fogão industrial. • Vestiário e Banheiro: 15 armários de vestiário e banheiro; • Equipamento de Escritório: 1 Arquivo; 1 Armário; 1 Gaveteiro; 1 Mesa de 19 Secretária; 4 Caixas de Papel; 1 Cadeira Giratória; 1 Aparelho de Fax; 2 Cadeiras Fixas de Secretária; 2 Computadores; 2 Impressoras; 2 Cartuchos; 2 No-Breaks; 2 Telefones; 4 Ventiladores. C) ASSISTÊNCIA TÉCNICA Um ano de Serviços de Assistência técnica: DESCRIÇÃO ORÇAMENTO 1 ORÇAMENTO 2 ORÇAMENTO 3 ORÇAMENTO 4 ESTRUTURA FÍSICA R$ 182.819,52 R$ 355.580,32 R$ 413.078,08 R$ 413.078,08 Galpão - G1 20m) (20m X R$ 148.032,00 R$ 148.032,00 R$ 148.032,00R$ 148.032,00 Cobertura lateral para carregamento de fardos (G1) (9m X 6m) R$ 19.984,32 R$ 19.984,32 R$ 19.984,32 R$ 19.984,32 Galpão - G2 (10m 15m) X R$ - R$ 148.032,00 R$ 148.032,00 R$ 148.032,00 Cobertura lateral para descarregamento (G2) (10m X 4m) R$ 14.803,20 R$ - R$ 14.803,20 R$ 14.803,20 Escritório (3m X 5m) R$ - R$ - R$ 11.859,60 R$ 11.859,60 Estrutura Auxiliar (13m X 3m) R$ - R$ - R$ 30.834,96 R$ 30.834,96 20 DESCRIÇÃO ORÇAMENTO 1 ORÇAMENTO 2 ORÇAMENTO 3 ORÇAMENTO 4 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS R$ 240.226,45 R$ 218.151,45 R$ 220.221,45 R$ 311.611,45 Acondicionamento R$ 4.075,00 R$ 4.160,00 R$ 4.670,00 R$ 4.500,00 Big - Bags R$ 1.275,00 R$ 1.360,00 R$ 1.870,00 R$ 1.700,00 Conteiners Plásticos R$ 2.800,00 R$ 2.800,00 R$ 2.800,00 R$ 2.800,00 Proteção R$ 14.000,00 R$ 14.000,00 R$ 14.000,00 R$ 17.500,00 Luvas R$ 880,00 R$ 880,00 R$ 880,00 R$ 1.100,00 Uniformes R$ 5.120,00 R$ 5.120,00 R$ 5.120,00 R$ 6.400,00 Calçados R$ 4.080,00 R$ 4.080,00 R$ 4.080,00 R$ 5.100,00 Protetor auricular R$ 560,00 R$ 560,00 R$ 560,00 R$ 700,00 Mascaras R$ 160,00 R$ 160,00 R$ 160,00 R$ 200,00 Óculos R$ 1.120,00 R$ 1.120,00 R$ 1.120,00 R$ 1.400,00 Capacetes R$ 2.080,00 R$ 2.080,00 R$ 2.080,00 R$ 2.600,00 Triagem e Enfardamento de Materiais recicláveis R$ 42.760,00 R$ 20.600,00 R$ 22.160,00 R$ 80.220,00 Prensas para enfardar e similares R$ 41.200,00 R$ 20.600,00 R$ 20.600,00 R$ 41.200,00 Esteiras R$ - R$ - R$ - R$ 35.900,00 Balança R$ 1.560,00 R$ - R$ 1.560,00 R$ 3.120,00 Armazenamento e Estocagem R$ 28.208,00 R$ 28.208,00 R$ 28.208,00 R$ 28.208,00 Empilhadeira R$ 28.208,00 R$ 28.208,00 R$ 28.208,00 R$ 28.208,00 Carrinhos plataforma R$ - R$ - R$ - R$ - Transporte R$ 125.000,00 R$ 125.000,00 R$ 125.000,00 R$ 155.000,00 Carrinhos de catador R$ 30.000,00 R$ 30.000,00 R$ 30.000,00 R$ 60.000,00 Caminhão R$ 95.000,00 R$ 95.000,00 R$ 95.000,00 R$ 95.000,00 Cozinha R$ 12.523,45 R$ 12.523,45 R$ 12.523,45 R$ 12.523,45 Utensílios Diversos R$ 49,80 R$ 49,80 R$ 49,80 R$ 49,80 Jogo de talheres R$ 738,00 R$ 738,00 R$ 738,00 R$ 738,00 Jogo panelas R$ 598,00 R$ 598,00 R$ 598,00 R$ 598,00 Copo R$ 447,00 R$ 447,00 R$ 447,00 R$ 447,00 Bebedouro R$ 49,80 R$ 49,80 R$ 49,80 R$ 49,80 Cozinha compacta R$ 688,85 R$ 688,85 R$ 688,85 R$ 688,85 Mesas R$ 2.745,00 R$ 2.745,00 R$ 2.745,00 R$ 2.745,00 Cadeiras R$ 3.490,00 R$ 3.490,00 R$ 3.490,00 R$ 3.490,00 21 Análise quanto aos custos de equipe O capital humano de uma empresa tem importância fundamental, para que esta alcance os resultados que almeja, em seu mercado de atuação. e em nossa cooperativa de reciclagem não é diferente, Se houver preparação por parte de nossos profissionais , a produtividade de reciclagem será satisfatória. Além disso, investir na capacitação dos colaboradores é essencial para manter a qualidade dos serviços prestados. Na área da reciclagem, é fundamental que os profissionais estejam atualizados quanto às técnicas e normas de segurança, visando não só a DESCRIÇÃO ORÇAMENTO 1 ORÇAMENTO 2 ORÇAMENTO 3 ORÇAMENTO 4 Vestiário R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 Armários R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 Escritório/Recepção R$ 6.460,00 R$ 6.460,00 R$ 6.460,00 R$ 6.460,00 Arquivo R$ 275,00 R$ 275,00 R$ 275,00 R$ 275,00 Armário R$ 320,00 R$ 320,00 R$ 320,00 R$ 320,00 Gaveteiro R$ 160,00 R$ 160,00 R$ 160,00 R$ 160,00 Mesa R$ 255,00 R$ 255,00 R$ 255,00 R$ 255,00 Papel R$ 55,60 R$ 55,60 R$ 55,60 R$ 55,60 Cadeira R$ 165,00 R$ 165,00 R$ 165,00 R$ 165,00 Fax R$ 469,00 R$ 469,00 R$ 469,00 R$ 469,00 Cadeira visita R$ 88,00 R$ 88,00 R$ 88,00 R$ 88,00 Computador R$ 3.180,00 R$ 3.180,00 R$ 3.180,00 R$ 3.180,00 Impressora R$ 498,00 R$ 498,00 R$ 498,00 R$ 498,00 Cartuchos R$ 259,20 R$ 259,20 R$ 259,20 R$ 259,20 No-Break R$ 279,80 R$ 279,80 R$ 279,80 R$ 279,80 Telefone R$ 55,80 R$ 55,80 R$ 55,80 R$ 55,80 Ventilador R$ 399,60 R$ 399,60 R$ 399,60 R$ 399,60 ASSISTÊNCIA TÉCNICA R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 Incubação e capacitação R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 TOTAL GERAL DA UNIDADE R$ 495.045,97 R$ 645.731,77 R$ 705.299,53 R$ 796.689,53 22 eficiência na produção, mas também a preservação do meio ambiente e a saúde dos trabalhadores. Nossa cooperativa busca constantemente incentivar a formação e o desenvolvimento de nossos colaboradores, por meio de treinamentos, palestras e cursos. Acreditamos que um time bem preparado e motivado é capaz de alcançar grandes resultados e contribuir para um mundo mais sustentável. Nota: Entrou nesta planilha somente a remuneração fixa, porém, este valor poderá ter variações com o acrescento de insalubridade e periculosidade, quando necessário, entre outros acréscimos ou descontos que poderão surgir ao decorrer do tempo NECESSIDADES LEGAIS A quantidade de resíduos gerados pelas atividades humanas já é um problema global e afeta principalmente a vida marinha. Uma das soluções mais UN Profissional Número de horas de atuação Valor /hora Valor final 01 Gestor Ambiental 40 horas R$ 31,25 R$5.000,00 03 Operadores de Máquinas 40 horas R$ 12,50 R$6.000,00 03 Motoristas 40 horas R$ 12,50 R$6.000,00 160 Aux. de produção 40 horas R$ 8,25 R$211.200,00 06 Aj. de carga e descarga 40 horas R$ 8,25 R$7.920,00 03 Vigia 40 horas R$ 12,50 R$6.000,00 Valor total: R$ 242.120,00 23 eficazes para esse desafio é a prática da reciclagem. Alguns materiais levam centenas de anos para se decompor, por isso, é essencial conscientizar sobre o consumo, utilização, reutilização e descarte apropriado para construir uma sociedade sustentável. Embora as políticas públicas desempenhem um papel crucial, cada pessoa pode contribuir para a mudança de hábitos. Atitudes como o descarte adequado de resíduos e o apoio a cooperativas de reciclagem são ações que todos podem realizar em suas comunidades. Nos últimos anos, houve uma mudança significativa no padrão de consumo global, com o aumento da produção de embalagens e produtos descartáveis feitos de combustíveis fósseis, como plástico. Isso resultou em um aumento na geração de resíduos. Atualmente, estamos testemunhando os impactos do consumo excessivo desses produtos e sua forma inadequada de descarte, afetando diretamente a saúde e o meio ambiente. Alguns materiais comuns do dia a dia levam séculos para se decompor na natureza, como plástico e vidro. Para mitigar esses efeitos, a reciclagem desses resíduos é essencial. Legislações e Normas sobre Cooperativas de Reciclagem As cooperativas de reciclagem desempenham um papel crucial na gestão sustentável de resíduos sólidos. No Brasil, existem regulamentações específicas que visam apoiar e fortalecer essas cooperativas. Aqui estão algumas informações relevantes: LEGISLAÇÃO FEDERAL: A principal norma no âmbito da União é a Lei Federal 12.305 de 2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecendo parâmetros para todo o território nacional, sendo considerada um marco regulatório na área dos resíduos sólidos. A Lei Federal 12.305 de 2010 dispôs também sobre princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis. 24 Também devem observar as diretrizes da PNRS pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente,pela geração de resíduos sólidos e as que desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos. A mencionada norma federal foi regulamentada por meio do Decreto Federal n. 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que criou também o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa. O Decreto Federal que estabelece normas para execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos dispõe sobre a integração da Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Política Nacional do Meio Ambiente e sua articulação com as diretrizes nacionais de saneamento básico e com a Política Federal de Saneamento Básico, e, ainda, com a Política Nacional de Educação Ambiental. Outras leis federais importantes Lei Federal Nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007 Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Lei nº 6.938/81 – sobre a Política Nacional do Meio Ambiente A Lei Federal 6.938/81, regulamentada pelo Decreto 99.274/90, define a política nacional do meio ambiente e regula a estrutura administrativa de proteção e de planejamento ambiental – o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). http://www.lixo.com.br/documentos/11445-07_saneamento_basico.pdf http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/46_10112008050406.pdf 25 CBO – Classificação Brasileira de Ocupações Catador de Material Reciclável é profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego. LEI Nº 11.107, DE 6 DE ABRIL DE 2005 Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos e dá outras providências. LEI No 9.966, DE 28 DE ABRIL DE 2000 Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências. LEI NO 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. DECRETO FEDERAL 5.940 DE 25 DE OUTUBRO DE 2006 Institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis. LEI NO 9.974, DE 6 DE JUNHO DE 2000 Altera a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino dos resíduos e embalagens, o registro, a http://www.lixo.com.br/documentos/cbo_reconhecimento_da_profissao_de_catador.pdf http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.107-2005?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.966-2000?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.795-1999?OpenDocument http://www.lixo.com.br/documentos/decreto5940_2006.pdf http://www.lixo.com.br/documentos/decreto5940_2006.pdf http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.974-2000?OpenDocument 26 classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências. LEGISLAÇÃO ESTADUAL: LEI Nº 9.046, DE 07 DE OUTUBRO DE 2020 Altera a Lei nº 4.191, de 30 de setembro de 2003, que dispõe sobre a política estadual de resíduos sólidos e dá outras providências. Governador do estado do rio de janeiro. LEI Nº 9376/2021 Essa lei cria o Programa Estadual de Incentivo aos Serviços Ambientais de Reciclagem (PSAR). O PSAR tem como objetivo apoiar empreendimento econômico-solidários formados por catadores e catadoras de materiais recicláveis, em cumprimento à Política Estadual de Resíduos Sólidos. Ele busca economizar recursos naturais, reduzir impactos ambientais, criar empregos e melhorar a eficiência dos empreendimentos dos catadores. LEI Nº 4191, DE 30 DE SETEMBRO DE 2003 Estabelece princípios, procedimentos, normas e critérios referentes à geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos no Estado do Rio de Janeiro, visando controle da poluição, da contaminação e a minimização de seus impactos ambientais. LEI ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO Nº 3755 (LAPROVITA), DE 07 DE JANEIRO DE 2002. Autoriza o poder executivo a financiar a formação de cooperativas com a finalidade que menciona. http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/CONTLEI.NSF/b24a2da5a077847c032564f4005d4bf2/cf0ea9e43f8af64e83256db300647e83?OpenDocument http://www.coletaseletivasolidaria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/leilaprovita.pdf http://www.coletaseletivasolidaria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/leilaprovita.pdf 27 LEI Nº 3369 DE 07 DE JANEIRO DE 2000 DO RIO DE JANEIRO. Estabelece normas para a destinação final de garrafas plásticas e dá outras providências. DECRETO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO 40.645 DE 08 DE MARÇO DE 2007 Institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis, e dá outras providências. DECRETO N° 41.318 DE 26 DE MAIO DE 2008 Dispõe sobre o mecanismo de compensação energética de térmicas a combustíveis fósseis a serem instalados no estado do Rio de Janeiro e dá outras providências. DECRETO Nº 31.819, DE 09 DE SETEMBRO DE 2002. Regulamenta a Lei nº 3369 de 07 de janeiro de 2000, que estabelece normas para a destinação final de garrafas plásticas. RESOLUÇÃO CONEMA Nº 55, de 13 DE DEZEMBRO DE 2013 Estabelece procedimento de diferenciação mínima de cores para a coleta seletiva simples de resíduos sólidos urbanos e de resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, a ser adotado na identificação de coletores e veículos transportadores, para a separação de resíduos no estado do rio de janeiro. http://www.coletaseletivasolidaria.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Lei%203369.pdf http://www.coletaseletivasolidaria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/decreto40645_2007_coleta_seletiva_rj.pdf http://www.coletaseletivasolidaria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/decreto40645_2007_coleta_seletiva_rj.pdf http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/mudancasclimaticas/proclima/file/legislacao/estadual/rio_de_janeiro/decreto/decreto_41318_maio_2008_rj.pdf 28 RESOLUÇÃO CONEMA Nº 56 DE 13 DE DEZEMBRO DE 2013 Estabelece critérios para a inexigibilidade de licenciamento ambiental para associações e cooperativas de catadores para atividade de recebimento, prensagem, enfardamento e armazenamento temporário de resíduos sólidos recicláveis não perigosos, inertes, oriundos de coleta seletiva. LEGISLAÇÃO MUNICIPAL LEI 715/2017 Estabelece as diretrizes para o credenciamento de pessoas jurídicas que prestam ou que desejam prestar serviços de coleta e remoção de resíduos sólidos especiais no município de são gonçalo, e dá outras providências. LEI Nº 16/2001 Dispõe sobre a política ambiental do município de são gonçalo. LEI N°1150/2020 Cria o Programa Reciclarte na Rede Municipal de Educação. O objetivo consiste em oferecer oficinas de artesanatos, com material reciclável, para os alunos matriculados do 5º ao 8º ano do Ensino Fundamental. LEI COMPLEMENTAR Nº 32/2018Dispõe sobre o uso e a ocupação do solo urbano do município de são gonçalo, revogando as leis nº 315/2010, nº 316/2010, as leis complementares nº 7/2010, nº 11/2011, nº 16/2011, nº 19/2011, nº 2/2012, nº 020/2012, os decretos nº 001/2012, nº 305/2012, nº 158/2015 e as disposições em contrário, e dá outras providências. 29 Vantagens das cooperativas para sociedade em geral As cooperativas contribuem para economia local, pela geração de renda para os cooperados e para os empregos diretos e indiretos gerados pela compra de produtos e utilização de serviços. No âmbito ambiental, as cooperativas de coleta e reciclagem de resíduos reduzem todos os impactos ambientais negativos vinculados à má destinação dos resíduos sólidos. As cooperativas contribuem para extensão do ciclo de vida produtos e embalagens por meio da coleta, separação e fornecimento de matéria-prima secundária para a indústria. A norma ISO 14001:2015, referente ao Sistema de Gestão Ambiental, traz a necessidade de que as organizações identifiquem os impactos dos resíduos sólidos, que vão além de seu ambiente interno de gestão. Portanto, toda empresa que possui ou pretende ter certificação ISO 14001 irá buscar meios de avaliar e potencializar a gestão do ciclo de vida dos produtos consumidos e produzidos por ela. Nesse contexto, o vínculo entre cooperativas e organizações públicas ou privadas é vantajoso para ambas às partes. A utilização de material reciclável também diminui os custos com matéria prima. Por sua vez, o baixo custo da produção reflete no custo do produto que chega ao consumidor final. Desta maneira, todos saem lucrando. De forma indireta, as cooperativas também contribuem para a saúde pública, sistema de saneamento e diminuição de necessidade de construção de mais aterros sanitários. Contribuem ainda para a redução da extração de recursos naturais e facilitam programas de logística reversa de empresas, que buscam a recuperação de produtos recicláveis. DOCUMENTAÇÃO DA EMPRESA Emitir a documentação correta, é importante na abertura de uma cooperativa de reciclagem pois eles servem como base legal para a constituição 30 e funcionamento da cooperativa. Entre os documentos necessários, estão o estatuto social, que define as regras e princípios da organização, e a ata de fundação, que registra a assembleia de constituição da cooperativa. Além disso, é fundamental apresentar documentos pessoais dos sócios fundadores, comprovante de endereço e demais requisitos exigidos pelo órgão responsável. Por meio da correta organização e apresentação dos documentos, a abertura da cooperativa de reciclagem pode ser realizada de forma eficiente e dentro da legalidade, garantindo assim um funcionamento adequado e sustentável para o negócio. É essencial lembrar que os documentos são a espinha dorsal da cooperativa de reciclagem. Eles não apenas estabelecem as bases legais para a sua criação, mas também garantem que a organização opere de acordo com as normas estabelecidas. Para além do estatuto social e da ata de fundação, a apresentação correta dos documentos pessoais dos sócios fundadores e demais requisitos é crucial para o processo. Com tudo em ordem, a cooperativa estará pronta para funcionar de maneira sustentável e eficiente, contribuindo para um mundo mais verde e consciente. Principais documentos e suas utilidades Estatuto Social; É recomendado que contenha todas as características da organização jurídica e administrativa da cooperativa, e reflita o seu verdadeiro perfil social. Segundo a Lei 5.764/1971, os itens que devem constar no Estatuto são: • Nome, sede, prazo de duração, área de ação, objeto da sociedade, fixação do exercício social e da data de levantamento do balanço geral. • Direitos e deveres dos associados, suas responsabilidades e condições de admissão, demissão, eliminação e exclusão, e normas para representação. 31 Ata da Assembleia com as seguintes informações; • Nome da Cooperativa. • Objeto social claro e preciso. Informação da aprovação do estatuto. • Nomes completos dos cooperados com a qualificação completa, o valor e o número das quotas-partes subscritas dos fundadores. • Nome completo dos cooperados eleitos para os órgãos de administração, fiscalização e outros, com a qualificação completa, RG e CPF (caso não tenha sido identificado anteriormente). Inscrição Estadual; A Inscrição Estadual é o número de inscrição liberado pela Secretaria de Fazenda (SEFAZ) no cadastro de ICMS, mantido pela Receita Estadual, para empresas com atividades de comércio, indústria e transportes intermunicipais, interestaduais e internacionais. Registro na Junta Comercial O registro na Junta Comercial é o procedimento formal de abertura de empresa, ou seja, é o registro deste ato e deve ser realizado diretamente na Junta Comercial do estado onde a empresa está estabelecida CNPJ O CNPJ é um registro fiscal que identifica empresas e outras entidades jurídicas no Brasil. Ele é emitido pela Receita Federal e serve para controlar as atividades empresariais, tributárias e fiscais dessas entidades. Pedido de Viabilidade O pedido de Viabilidade é preenchido na página da Junta Comercial para análise e determinação das pendências e instruções que o empresário deve atender para implantação do seu negócio. https://colunafinanceira.com.br/receita-federal-do-brasil/ 32 Alvará de Funcionamento; É uma autorização que permite, ao negócio, o exercício de suas atividades. Toda pessoa jurídica precisa obter para que possa atuar e desenvolver suas atividades. Função: Permitir que o empreendimento possa operar de forma regular com a legislação pertinente. Órgão que Emite: Prefeitura ou outros órgãos municipais vinculados a ela Vistoria do Corpo de Bombeiros; Emitido pelo Corpo de Bombeiros, certificando que durante a vistoria, o local possui as condições de segurança contra incêndio. Licenciamento ambiental Licenciamento ambiental é um processo administrativo pelo qual o órgão ambiental competente autoriza e acompanha a instalação, a ampliação e a operação de empreendimentos e atividades que utilizam recursos ambientais, ou que possam causar poluição ou degradação ambiental. O licenciamento ambiental é obrigatório em todo o país, conforme a Lei nº 6.938/812, e segue as disposições legais, regulamentares e normas técnicas aplicáveis ao caso. Cadastro Técnico Federal (CTF) As cooperativas de reciclagem também precisam do Cadastro Técnico Federal (CTF) no IBAMA. O CTF é obrigatório para todas as atividades realizadas pelas empresas, independentemente de serem atividades principais ou secundárias. Isso inclui cooperativas envolvidas na reciclagem e outras atividades relacionadas ao meio ambiente. O cadastro visa monitorar e regular as atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais. Portanto, as cooperativas de reciclagem devem se inscrever no CTF/APP (Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadoras de Recursos Ambientais) conforme a Instrução Normativa nº 13, de https://www.bing.com/ck/a?!&&p=0d2bede7fd9bdfd0JmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg2Ng&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cucG9ydGFsZGFpbmR1c3RyaWEuY29tLmJyL2luZHVzdHJpYS1kZS1hLXovbGljZW5jaWFtZW50by1hbWJpZW50YWwv&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=0d2bede7fd9bdfd0JmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg2Ng&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cucG9ydGFsZGFpbmR1c3RyaWEuY29tLmJyL2luZHVzdHJpYS1kZS1hLXovbGljZW5jaWFtZW50by1hbWJpZW50YWwv&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=0d2bede7fd9bdfd0JmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg2Ng&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cucG9ydGFsZGFpbmR1c3RyaWEuY29tLmJyL2luZHVzdHJpYS1kZS1hLXovbGljZW5jaWFtZW50by1hbWJpZW50YWwv&ntb=1https://www.bing.com/ck/a?!&&p=0d2bede7fd9bdfd0JmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg2Ng&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cucG9ydGFsZGFpbmR1c3RyaWEuY29tLmJyL2luZHVzdHJpYS1kZS1hLXovbGljZW5jaWFtZW50by1hbWJpZW50YWwv&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=2c91560383fd3a1aJmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg3MA&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly9hbWJzY2llbmNlLmNvbS9saWNlbmNhLWFtYmllbnRhbC8&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=2c91560383fd3a1aJmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg3MA&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly9hbWJzY2llbmNlLmNvbS9saWNlbmNhLWFtYmllbnRhbC8&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=2725b7b9a263ada8JmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg3MQ&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly9hbWJzY2llbmNlLmNvbS9saWNlbmNhLWFtYmllbnRhbC8&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=119394fe0857001aJmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg3Mg&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cuaWF0LnByLmdvdi5ici9QYWdpbmEvTy1xdWUtZS1MaWNlbmNpYW1lbnRvLUFtYmllbnRhbA&ntb=1 https://www.bing.com/ck/a?!&&p=119394fe0857001aJmltdHM9MTcxMjEwMjQwMCZpZ3VpZD0wYTQ0NzY5OS1kZTI3LTY1ZTItMTY0MS02NWJmZGZhYjY0NzMmaW5zaWQ9NTg3Mg&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=0a447699-de27-65e2-1641-65bfdfab6473&psq=Licenciamento+Ambiental+o+que+%c3%a9&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cuaWF0LnByLmdvdi5ici9QYWdpbmEvTy1xdWUtZS1MaWNlbmNpYW1lbnRvLUFtYmllbnRhbA&ntb=1 33 23 de agosto de 2021. Isso ajuda a garantir a conformidade com as regulamentações ambientais e contribui para a proteção do meio ambiente. Regularidade Fiscal; A certidão de regularidade fiscal é o documento responsável poratestar a existência, ou não, de débitos tributários (previdenciários ounão previdenciários) perante o fisco. É expedida pelos órgãos fazendários das três esferas: federal, estadual e municipal. Essa certificação se aplica ao contribuinte pessoa física e jurídica. As certidões podem ser; • Certidão Positiva (CP): quando possui débitos em aberto. • Certidão Negativa de Débitos (CND): quando não há nenhuma pendência financeira em nome do contribuinte. • Certidão Positiva com Efeitos de Negativa (CPEN): quando a empresa deve, mas está sendo paga a dívida, portanto não pode ser impedido de exercer nenhum direito. No sistema cooperativo, a união é um símbolo de força. Empresas se unem em cooperativas para fortalecerem-se e superarem desafios comuns no competitivo mundo dos negócios. Por isso, é crucial responder afirmativamente à pergunta: a cooperativa é a melhor opção? Para isso, é essencial seguir os passos de constituição de uma cooperativa, destacando a importância de sua legalização. Muitas cooperativas operam informalmente devido à falta de compreensão dos processos burocráticos, o que limita suas atividades e deixa os cooperados sem respaldo legal. Para garantir o correto funcionamento da cooperativa, é fundamental que os responsáveis pelo estabelecimento sigam os procedimentos necessários para legalizá-la. Transparência e cooperação entre os membros são igualmente essenciais, já que a base de uma cooperativa é a colaboração mútua e o benefício coletivo. Com a regularização, os membros da cooperativa podem desfrutar de segurança jurídica, acesso a benefícios e expandir suas atividades de forma 34 sustentável. Optar pelo modelo cooperativo oferece a oportunidade de alcançar objetivos comuns de maneira coesa e sólida, fortalecendo não só os negócios, mas também a comunidade local. COMO REGISTRAR UMA COOPERATIVA DE RECICLAGEM EM ÓRGÃO COMPETENTE CIDADE DE SÃO GONÇALO – RJ Apesar da Resolução estadual CONEMA Nº 56 DE 13/12/2013, estabelecer critérios para a inexigibilidade de licenciamento ambiental para associações e cooperativas de catadores para atividade de recebimento, prensagem, enfardamento e armazenamento temporário de resíduos sólidos recicláveis não perigosos, inertes, oriundos de coleta seletiva, em São Gonçalo, existe o sistema de cadastro ambiental para controle interno, e para registrar uma cooperativa de reciclagem em São Gonçalo - RJ, é necessário estar em conformidade com os requisitos do Conselho Municipal de Meio Ambiente, que é subordinado ao SEEMA – SG (Secretária Municipal de Meio Ambiente de São Gonçalo, através do SISTEMA DE CADASTRO AMBIENTAL, preenchendo um formulário disponibilizado no sítio da Prefeitura de São Gonçalo. Esse registro atualmente é feito gratuitamente. Em relação ao registro do engenheiro ambiental que terá o Cargo ou Função de profissional indicado como Responsável Técnico, seu registro deve ser feito no CREA-RJ, a documentação necessária para registro de um responsável técnico, inclui: PASSOS: 1 – Preencher o formulário RPJ, que deverá ser assinado pelo representante legal da empresa, incluindo obrigatoriamente o número do CNPJ e o número da(s) ART(s) de cargo ou função, acompanhado da carteira de identidade do representante legal. Nota1: Para viabilizar possíveis contatos do Crea-RJ, o requerente deverá informar no RPJ o endereço, o telefone e o e-mail. 35 Nota 2 : Caso a assinatura não seja de representante legal da empresa, será necessário juntar a procuração respectiva com firma reconhecida outorgando tal poder a quem os assinou, bem como a carteira de identidade do procurador. 2 – Providenciar a documentação necessária. DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA: 1 – Instrumento de Constituição (contrato social, estatuto, declaração de empresário e das alterações subsequentes, matriz ou filial, com registro na Junta Comercial ou em Cartório de Pessoas Jurídicas do Estado do Rio de Janeiro, ou em Cartório de Notas – Seção de Pessoa Jurídica em Municípios que não haja Cartório de Pessoa Jurídica ou publicada no Diário Oficial – DORJ. O registro no órgão competente deverá constar em todas as folhas do referido instrumento. No caso de Cooperativa, deverá ser comprovado também o registro na Organização das Cooperativas do Estado do Rio de Janeiro – OCERJ Nota: Quando se tratar de filial, deverá constar na alteração contratual ou em Ata a abertura dela, devidamente registrada no órgão competente. 2 – Quando se tratar de Pessoa Jurídica de outro estado, apresentar Certidão de Registro da matriz, exercício corrente, emitida pelo Crea de onde iniciou as atividades. 3 – Vínculo do profissional com a pessoa jurídica. (ART de Cargo/Função) Nota: O(s) profissional(is) apresentado(s) como responsável(is) técnico(s) deverá(ão) possuir registro ou visto no Crea-RJ e deverá(ão) ter situação regular, sem nenhum tipo de débito. 36 3.1 – Registrar ART de cargo ou função, observando a codificação para responsável técnico ou quadro técnico, conforme o caso. O campo 23 “prazo do contrato” deverá ser preenchido com “não”. O campo 24, com a jornada de trabalho. O campo 26 deverá ser preenchido com o salário, ou a marcação “SIM”, para pró-labore, em caso de sócio. No campo “Tipo de vínculo” deverá ser especificado o vínculo do profissional (empregado, empregado público, prestador de serviços, servidor público ou sócio). Nota: a remuneração deverá estar de acordo com a legislação vigente. 3.2 – Cadastrar e efetuar o pagamento da ART de Cargo ou Função (Clique aqui para conferir os valores vigentes), conforme acima orientado. Não precisa apresentar cópia, mas o pagamentodeverá ter sido efetuado e o número deverá ser informado no RPJ. 3.3 – Caso o profissional indicado como Responsável Técnico não resida no Estado do Rio de Janeiro, deverá ser apresentado comprovante ou declaração de residência assinada pelo profissional. 3.4 – Quando o profissional indicado como Responsável Técnico for Engenheiro de Segurança do Trabalho, deverá ser apresentada declaração informando detalhadamente as atividades a serem exercidas pelo profissional na área da Engenharia de Segurança do Trabalho, devendo conter assinatura do representante legal da empresa, bem como do profissional, conforme decisão CEEST-RJ 055/2023. 4 – Carteira de identidade do representante legal que assinou o RPJ ou procuração, com firma reconhecida, outorgando tal poder a quem assinou o RPJ, acompanhada da carteira de identidade do procurador, caso a assinatura não seja do representante legal da empresa. O valor da taxa de registro é de R$647,68. É importante ressaltar que o registro nos conselhos profissionais é obrigatório e fundamental para garantir a legalidade das atividades da sua empresa 37 REFERÊNCIAS Fonte: www.jusbrasil.com.br,Perguntas frequentes sobre a PNRS – FIESP, Site MMA, http://www.adasa.df.gov.br, http://www.coletaseletivasolidaria.com.br, http://www.alerj.rj.gov.br/, http://www.planalto.gov.br OLIVEIRA, N. M. S. et. al. Estudo Gravimétrico de Resíduos Vítreos domésticos do Lixão de Campina Grande – PB. In: Anais do 51º Congresso Brasileiro de Cerâmica. Salvador, 2007. https://www.pmsg.rj.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/cadastro-ambiental.pdf PAIVA, V. El “cirujeo” un camino informal de recuperación de resíduos: Buenos Aires 2002- 2003. https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=263643#:~:text=Estabelece%20crit %C3%A9rios%20para%20a%20inexigibilidade%20de%20licenciamento%20am biental,recicl%C3%A1veis%20n%C3%A3o%20perigosos%2C%20inertes%2C %20oriundos%20de%20coleta%20seletiva. 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