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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE ARTES VISUAIS
Lorrany Daniel Perciliano
VINCENT VAN GOGH: HISTÓRIA, AMOR E ARTE.
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Campos Dos
Goytacazes 2024
Lorrany Daniel Perciliano
Amendoeira em flor, 1890
VINCENT VAN GOGH: HISTÓRIA, AMOR E ARTE.
Trabalho de Conclusão de
Curso de graduação,
apresentado à disciplina
TCC em Artes Visuais, da
Universidade Estácio de
Sá, como requisito parcial
para a obtenção do título
de Licenciado.
Orientador: LUANA COSTA
Campos dos
Goytacazes
2024
Dedico este trabalho à minha
família.
O amor é eterno - a sua manifestação pode modificar-se, mas nunca a sua
essência... atíavés do amor vemos as coisas com mais tranquilidade, e
somente com essa tranquilidade um trabalho pode ser bem-sucedido.
Vincent Van Gogh
https://www.pensador.com/autor/vincent_van_gogh/
RESUMO
A arte contemporânea que nos permite entender a subjetividade do artista sendo
objetivo deste estudo foi refletir por meio da vida do Pintor Holandês Vincent Van Gogh
verificando sua relação dos tormentos mentais, vivenciados pelo artista
mostrando que por intermédio das artes ele pode expressar seus sentimentos
correlacionados assim ao universo da loucura. A metodologia através de
levantamentos bibliográficos em livros, artigos científicos que serviram para
analisar três obras do artista que permitem uma melhor compreensão do papel da
arte nos tratamentos dos doentes mentais.
Palavras-chave: Vincent Van Gogh. Artes Visuais. Arte terapia. História. Amor.
ABSTRACT
The contemporary art that allows us to understand the subjectivity of the artist,
the objective of this study was to reflect through the life of the Dutch painter Vincent
Van Gogh, verifying his relationship with the mental torments experienced by the
artist, showing that through the arts he can express his correlated feelings like
this to the universe of madness. The methodology through bibliographical
surveys in books, scientific articles that served to analyze three works by the artist
that allow a better understanding of the role of art in the treatment of mentally ill
people.
Keywords: Vincent Van Gogh. Visual arts. Art therapy. History. Love.
SUMÁRIO
1- Introdução................................................................................
2- Vincent Van Gogh....................................................................
2.1- Quem é Vincent Van Gogh?
2.2- A locura de Vincent Van Gogh?
3- História......................................................................................
3.1- A história sobre a morte de Vincent Van Gogh
4- O Amor de Vincent Van Gogh...............................................
4.1- Quem foi o verdadeiro amor de Vincent Van Gogh
5- Quais são algumas das pinturas mais famosas de Van Gogh?...........
5.1- Obras
6- Conclusão...................................................................................
7- Referências ................................................................................
1 - INTRODUÇÃO
Vincent van Gogh é amplamente reconhecido como um dos pintores mais influentes
e inovadores da história da arte ocidental. Nascido em 30 de março de 1853, em Groot-
Zundert, Países Baixos, Van Gogh é conhecido tanto por suas obras vibrantes e
emocionantes quanto por sua vida turbulenta e trágica. Embora tenha produzido mais de
2.000 obras de arte, incluindo cerca de 860 pinturas a óleo, Van Gogh vendeu apenas
uma única pintura durante sua vida, vivendo na pobreza e lutando contra sérios problemas
de saúde mental.
A arte de Van Gogh é caracterizada por suas cores ousadas, pinceladas expressivas
e temas que variam de paisagens e retratos a naturezas-mortas e cenas da vida cotidiana.
Suas obras, como "Noite Estrelada", "Os Girassóis" e "A Igreja de Auvers", são aclamadas
por sua capacidade de capturar a essência emocional e espiritual dos temas retratados.
Van Gogh passou por vários períodos de intensa criação artística, especialmente nos
últimos anos de sua vida, quando residia em Arles, Saint-Rémy e Auvers-sur-Oise, na
França. Sua jornada artística foi marcada por uma busca incessante de autenticidade e
expressão, influenciada por seu profundo senso de observação e pela natureza vibrante
de sua psique.
Apesar das lutas pessoais e do reconhecimento tardio, Vincent van Gogh deixou um
legado duradouro que continua a influenciar e inspirar artistas e amantes da arte em todo
o mundo. A vida e obra de Van Gogh nos convidam a refletir sobre a interseção entre
genialidade criativa e a experiência humana, destacando a importância da perseverança
e da paixão na busca pela expressão artística.
2 – VINCENT VAN GOGH
Autorretrato, 1889
Vincent Van Gogh (1853-1890) foi um dos pintores pós-impressionistas mais
influentes da história da arte ocidental. Ele é conhecido por seu uso expressivo da cor e
pela intensidade emocional de suas obras. Van Gogh produziu cerca de 2.100 obras de
arte, incluindo aproximadamente 860 pinturas a óleo, a maioria delas nos últimos dois
anos de sua vida.
Vida e Carreira:
- Primeiros anos: Nascido em Zundert, Países Baixos, Van Gogh começou sua
carreira como comerciante de arte, mas depois decidiu se tornar um artista, inspirado por
sua fé religiosa e seu desejo de ajudar os trabalhadores pobres.
- Período na Bélgica e nos Países Baixos: Ele começou a desenhar e pintar de forma
autodidata e, em 1880, começou a estudar arte formalmente. Suas primeiras obras
focavam em cenas de trabalhadores e camponeses, como em “Os Comedores de
Batatas” (1885).
- Paris e Impressões Artísticas: Em 1886, Van Gogh se mudou para Paris, onde foi
influenciado pelo impressionismo e neoimpressionismo. Ele adotou uma paleta de cores
mais vibrantes e começou a experimentar com técnicas de pincelada.
- Arles e Período de Criação Intensiva: Em 1888, Van Gogh se mudou para Arles, no
sul da França, onde esperava criar uma comunidade de artistas. Foi aqui que ele criou
muitas de suas obras mais famosas, como “A Noite Estrelada” e “Os Girassóis”. No
entanto, sua saúde mental começou a deteriorar-se.
Apesar de ter vendido apenas algumas obras durante sua vida, Van Gogh se tornou
extremamente famoso após sua morte. Sua influência pode ser vista no expressionismo
e em outras correntes artísticas do século 20. Ele é hoje celebrado por sua capacidade
de capturar emoção e movimento em suas pinturas, bem como por sua vida trágica e
tumultuada, que continua a fascinar o público e estudiosos da arte.
Van Gogh é frequentemente lembrado por sua sensibilidade profunda e pela
intensidade com que se dedicou à sua arte, deixando um legado duradouro que
transcende seu tempo.
2.1- Quem foi Vincent Van Gogh no mundo da arte?
Vincent van Gogh foi um dos mais influentes e renomados pintores da história da arte,
cuja obra revolucionou a pintura no final do século XIX. Nascido em 30 de março de 1853,
na pequena cidade de Zundert, nos Países Baixos, Van Gogh produziu cerca de 2.100
obras de arte em pouco mais de uma década, incluindo cerca de 860 pinturas a óleo, além
de desenhos e esboços.
Embora não tenha sido reconhecido em vida, Van Gogh é hoje celebrado por seu
estilo único e emocionalmente intenso. Sua pintura é caracterizada pelo uso expressivo
da cor e pelo traço vigoroso e impetuoso. Obras como “Noite Estrelada”, “Girassóis” e “Os
Comedores de Batatas” demonstram seu domínio da cor e da composição, além de sua
capacidade de capturar a essência emocional de suas paisagens e retratos.Van Gogh passou por várias fases em sua carreira artística, começando com tons
mais escuros e sombrios, influenciados pelos pintores realistas holandeses. Mais tarde,
após se mudar para Paris em 1886, foi profundamente influenciado pelo movimento
impressionista e pós-impressionista, adotando uma paleta mais vibrante e uma técnica de
pinceladas rápidas e curtas.
A vida de Van Gogh foi marcada por dificuldades pessoais e problemas de saúde
mental. Ele sofria de crises frequentes de depressão e episódios psicóticos, que acabaram
resultando em sua internação em hospitais psiquiátricos. Seu relacionamento conturbado
com o também pintor Paul Gauguin, culminando em um famoso incidente onde Van Gogh
cortou parte de sua própria orelha, é frequentemente citado como evidência de seu estado
mental frágil.
Tragicamente, Van Gogh morreu em 29 de julho de 1890, aos 37 anos, devido a um
tiro auto-infligido. Apesar de ter vendido apenas uma pintura durante sua vida, seu legado
cresceu enormemente após sua morte. Hoje, ele é visto como um dos maiores gênios da
arte moderna, e suas obras estão entre as mais valiosas e desejadas do mundo.
A influência de Van Gogh é vasta, inspirando inúmeras gerações de artistas. Seu uso
revolucionário da cor e da forma abriu caminhos para movimentos artísticos como o
expressionismo e o fauvismo. Mais do que isso, sua vida e obra são um testemunho da
luta e da perseverança artística, fazendo de Vincent van Gogh uma figura central na
história da arte.
2.2- A locura de Vincent Van Gogh?
A locura de Vincent Van Gogh permeia suas obras como um turbilhão de cores
vibrantes e pinceladas frenéticas, um reflexo visceral de sua mente inquieta e apaixonada.
Imerso na intensidade das emoções e na busca incessante pela beleza que só ele
conseguia captar, Van Gogh transmutou sua própria angústia em arte que ecoa através
dos séculos.
Em cada pincelada, há um grito silencioso, uma dança caótica de luz e sombra que
revela não apenas paisagens e retratos, mas a própria alma do artista. Sua técnica
singular, marcada pela aplicação vigorosa da tinta e pela escolha meticulosa das cores,
revela um desejo desesperado de transmitir sua percepção única do mundo.
Para Van Gogh, a arte não era apenas uma expressão estética, mas uma
necessidade vital. Em sua busca incessante pela verdade interior, ele mergulhou nas
profundezas de sua própria psique, onde encontrou tanto a beleza radiante dos girassóis
quanto a melancolia das noites estreladas. Cada tela é um testemunho de sua luta interna
entre o desespero e a esperança, entre a solidão e a conexão humana.
A intensidade de suas cores e a distorção de suas formas capturam não apenas a
realidade externa, mas uma realidade interior tumultuada, onde a luz e a escuridão se
entrelaçam em uma dança frenética. Van Gogh, muitas vezes incompreendido em vida,
encontrou na pintura uma forma de transcender sua própria dor, transformando-a em algo
universalmente comovente e eterno.
Assim, a loucura de Van Gogh não é apenas uma curiosidade histórica, mas um
testemunho de como a arte pode servir como uma ponte entre o indivíduo e o mundo,
entre a loucura e a lucidez, entre a dor e a redenção. Sua obra continua a nos provocar e
a nos desafiar, convidando-nos a contemplar a profundidade e a beleza que podem surgir
mesmo nos lugares mais escuros da mente humana.
3 – História
Vincent van Gogh (1853-1890) foi um pintor holandês, um dos maiores representantes
do pós-impressionismo. Ele é conhecido por sua vida atormentada que o levou ao
isolamento e, eventualmente, ao suicídio. Van Gogh morreu praticamente no anonimato,
mas deixou um legado artístico impressionante.
Infância e Juventude: Nascido em Groot Zundert, uma pequena aldeia holandesa,
Van Gogh era o primogênito de seis filhos de um pastor calvinista. Desde cedo, mostrou
uma inclinação para a solidão e tinha um grande interesse por histórias sobre os
oprimidos.
Carreira Profissional: Com 16 anos, começou a trabalhar com o tio em Haia, numa
filial da Galeria Goupil. Viajou por Bruxelas, Londres e Paris, trabalhando com arte e livros.
Em Paris, desenvolveu um interesse profundo pela arte, mas acabou sendo demitido do
grupo Goupil em 1876.
Vida Religiosa: Após ser demitido, Van Gogh voltou para a casa da família e, por um
tempo, buscou refúgio na religião, chegando a trabalhar como missionário nas minas de
carvão de Borinage, na Bélgica. Lá, ele se identificou profundamente com os mineiros,
vivendo e trabalhando nas mesmas condições que eles.
Carreira Artística: Em 1880, Van Gogh decidiu dedicar-se à arte, estudando
inicialmente em Bruxelas e depois continuando seus estudos em outras cidades. Ele foi
influenciado pela pintura realista e começou a desenvolver seu estilo único, que mais tarde
seria reconhecido como pós-impressionista.
Saúde Mental: Durante toda a sua vida, Van Gogh lutou com problemas de saúde
mental, passando por períodos de depressão e crises nervosas. Apesar de sua
genialidade, ele enfrentou a pobreza e o desconhecimento durante sua vida, e suas obras
só foram valorizadas após sua morte.
Legado: Van Gogh deixou mais de 800 pinturas e 1600 desenhos. Sua obra teve uma
grande influência em movimentos artísticos posteriores, especialmente o expressionismo
alemão e o fauvismo4. Seu trabalho é celebrado por sua intensidade emocional e uso
vibrante da cor.
3.1- A história sobre a morte de Vincent Van Gogh
Vincent van Gogh, nascido em 1853, é conhecido por sua obra vibrante e
emocionalmente carregada. No entanto, sua vida foi marcada por problemas de saúde
mental e dificuldades financeiras. Ele lutou com episódios de depressão, ansiedade e,
possivelmente, transtorno bipolar.
Nos últimos meses de sua vida, Van Gogh estava vivendo em Auvers-sur-Oise, uma
pequena cidade ao norte de Paris, sob os cuidados do Dr. Paul Gachet, um médico que
também era entusiasta da arte. Durante esse período, Van Gogh continuou a pintar
prolificamente, criando algumas de suas obras mais célebres, incluindo "Campo de Trigo
com Corvos".
Em 27 de julho de 1890, Van Gogh teria ido a um campo de trigo com um revólver e
disparado um tiro contra o próprio peito. Ele conseguiu retornar à estalagem onde estava
hospedado, embora gravemente ferido. O dono da estalagem, que o encontrou, chamou
um médico local, mas a bala não foi removida devido à localização da ferida.
Van Gogh passou os próximos dois dias em dor, com seu irmão Theo ao seu lado.
Theo chegou rapidamente ao ser informado do incidente e ficou com Vincent até sua
morte em 29 de julho de 1890. As últimas palavras registradas de Van Gogh foram "La
tristesse durera toujours" ("A tristeza durará para sempre").
Teorias Alternativas
Embora o suicídio seja a explicação mais aceita, surgiram teorias alternativas que
sugerem que Van Gogh pode não ter tirado a própria vida intencionalmente:
1. Acidente: Alguns historiadores especulam que o tiro pode ter sido acidental,
talvez durante uma luta ou brincadeira com jovens locais que tinham acesso a armas de
fogo.
2. Homicídio: Outra teoria sugere que ele pode ter sido acidentalmente ou
intencionalmente baleado por outra pessoa e depois assumiu a responsabilidade para
proteger a(s) pessoa(s) envolvida(s).
Legado
Independentemente das circunstâncias exatas de sua morte, a vida e obra de
Vincent van Gogh tiveram um impacto duradouro na arte e na cultura. Seu estilo
inovador, uso expressivo da cor e pinceladas emotivas o tornaram um dos pintores mais
influentes da história. Sua luta com a saúde mental também trouxe atenção às
dificuldades enfrentadas por muitos artistas, humanizando a figura do gênio criativo.
4- O Amor de Vincent van Gogh
Vincent van Gogh, além de ser um dos pintores mais influentes da história, viveu
uma vida marcada por intensas emoções e paixões, entre elas, o amor. A maneiracomo
Van Gogh experimentou e expressou o amor foi complexa, profunda e, muitas vezes,
dolorosa, refletindo a turbulência interna que caracterizava sua existência. Van Gogh
teve poucos relacionamentos românticos ao longo de sua vida, mas cada um deles
deixou uma marca significativa em seu coração e em sua obra. Um dos primeiros e mais
notáveis amores de Vincent foi sua prima Kee Vos-Stricker, por quem ele se apaixonou
perdidamente em 1881. Kee, porém, rejeitou suas investidas, dizendo a célebre frase
"Não, nunca, nunca" ("Nooit, neen, nimmer" em holandês), o que levou Van Gogh a um
estado de desespero e introspecção profunda.
Outro relacionamento significativo foi com Sien Hoornik, uma ex-prostituta grávida e
mãe solteira que Van Gogh conheceu em Haia. Ele tentou ajudá-la e sua família,
oferecendo apoio financeiro e emocional. Este relacionamento foi uma expressão do
profundo desejo de Vincent de amar e cuidar, mas também revelou as dificuldades de
conciliar sua vida pessoal com suas aspirações artísticas. A união com Sien terminou em
1883, após cerca de um ano e meio, deixando Van Gogh emocionalmente abalado. As
cartas de Van Gogh, especialmente as enviadas a seu irmão Theo, são uma fonte valiosa
para entender suas concepções sobre o amor. Nelas, Van Gogh frequentemente discorre
sobre suas esperanças, desilusões e a eterna busca por conexão e compreensão. Em
suas cartas, ele expressa uma visão do amor que é ao mesmo tempo idealista e
atormentada, refletindo sua própria luta interna.
Além dos amores românticos, Van Gogh nutria um amor profundo por sua família,
particularmente por seu irmão Theo. O vínculo entre Vincent e Theo era extremamente
forte, com Theo desempenhando o papel de apoio emocional e financeiro constante ao
longo da vida de Vincent. Este relacionamento fraternal foi uma âncora para Van Gogh,
fornecendo-lhe a estabilidade e o encorajamento necessários para continuar sua jornada
artística. O amor de Van Gogh também se manifestava em sua arte. Ele abordava seus
temas com uma paixão intensa, buscando capturar a beleza e a essência do mundo ao
seu redor. Suas obras frequentemente refletem uma sensibilidade e empatia profundas,
seja nos retratos carregados de emoção ou nas paisagens vibrantes e tocantes. Para
Van Gogh, a arte era uma forma de expressar o amor pela vida, pela natureza e pela
humanidade.
Em conclusão, o amor na vida de Vincent van Gogh foi multifacetado e
profundamente sentido, permeando suas relações pessoais e sua produção artística.
Embora muitas vezes não correspondido e fonte de grande sofrimento, o amor
impulsionou Van Gogh a criar obras que continuam a ressoar com intensidade emocional
e beleza, tocando corações e mentes em todo o mundo. A vida e obra de Van Gogh são
um testemunho do poder transformador do amor, mesmo quando este é acompanhado
de dor e desafio.
4.1- Quem foi o verdadeiro amor de Vincent Van Gogh
O verdadeiro amor de Vincent van Gogh é um tema amplamente debatido e
interpretado por estudiosos e biógrafos. Embora Van Gogh tenha tido alguns
relacionamentos importantes ao longo de sua vida, não há um consenso claro sobre
quem poderia ser considerado seu "verdadeiro amor".
Kee Vos-Stricker foi uma das primeiras paixões de Van Gogh. Ela era sua prima
viúva e ele se apaixonou por ela em 1881. Vincent propôs casamento a Kee, mas ela o
rejeitou enfaticamente, respondendo com a frase "Não, nunca, nunca" ("Nooit, neen,
nimmer" em holandês). Essa rejeição causou grande dor emocional a Van Gogh, mas
não impediu seu desejo de encontrar amor e companheirismo.
Sien Hoornik foi uma ex-prostituta e mãe solteira que Vincent conheceu em Haia em
1882. Ele a acolheu, juntamente com seu filho, e tentou criar uma vida em comum com
ela. Vincent cuidou de Sien e se dedicou a ajudá-la, mas o relacionamento deles era
complicado e acabou terminando em 1883. Apesar das dificuldades, a relação com Sien
mostrou o profundo desejo de Van Gogh de amar e ser amado.
Margot Begemann foi outra mulher importante na vida de Van Gogh. Eles se
conheceram em 1884, quando Vincent estava vivendo em Nuenen. Margot e Vincent
desenvolveram um relacionamento romântico e consideraram a possibilidade de
casamento. No entanto, a família de Margot se opôs ao relacionamento e Margot chegou
a tentar suicídio devido ao estresse e à pressão social. Esse episódio terminou com a
separação do casal.
Embora não tenha sido um amor romântico, Johanna van Gogh-Bonger, cunhada de
Vincent e esposa de seu irmão Theo, desempenhou um papel crucial na vida de Vincent
após sua morte. Johanna dedicou-se a preservar e promover a obra de Vincent, ajudando
a garantir que ele recebesse o reconhecimento póstumo que merecia. Seu apoio e
dedicação à memória de Vincent demonstram um tipo diferente, mas igualmente
importante, de amor.
Embora Vincent van Gogh tenha tido várias paixões e relacionamentos significativos
ao longo de sua vida, é difícil apontar uma única pessoa como seu "verdadeiro amor".
Suas relações eram frequentemente marcadas por dificuldades e tragédias, refletindo a
turbulência emocional que ele experimentava. O amor de Van Gogh também se
manifestava em seu vínculo profundo com seu irmão Theo e em sua dedicação à arte,
que pode ser vista como uma expressão de seu desejo de conexão e beleza no mundo.
5 - Quais são algumas das pinturas mais famosas de Van Gogh?
Vincent van Gogh, um dos maiores pintores da História, criou várias obras-primas que se
tornaram ícones da arte. Aqui estão algumas das mais famosas:
1. A Noite Estrelada (1889): Pintada enquanto Van Gogh estava internado em um
hospital psiquiátrico, essa obra apresenta espirais no céu e um vilarejo tranquilo.
2. Os Girassóis (1889): Com dez versões, essa tela retrata girassóis retorcidos e foi
uma saudação ao amigo Paul Gauguin.
3. Os Comedores de Batata (1885): Uma cena da hora do jantar, com mãos e rostos
calejados, registrando a vida doméstica.
4. A Cadeira de Van Gogh com Cachimbo (1888): Uma representação da cadeira
do artista com elementos simbólicos.
5. Terraço do Café à Noite (1888): Uma cena noturna em Arles, com cores vibrantes
e atmosfera acolhedora.
6. Quarto em Arles (1888): O autorretrato de Van Gogh em seu quarto, com cores
intensas e pinceladas marcantes.
5.1- Obras
A Noite Estrelada (1889)
Os Girassóis (1889)
Os Comedores de Batata (1885)
A Cadeira de Van Gogh com Cachimbo (1888)
Terraço do Café à Noite (1888)
Quarto em Arles (1888)
6 – Conclusão
Vincent van Gogh, um dos pintores mais influentes e inovadores da história da arte, é
um exemplo emblemático de como a genialidade criativa pode coexistir com a adversidade
pessoal. Sua vida, marcada por intensas lutas emocionais e financeiras, nos oferece uma
visão profunda sobre a complexidade do espírito humano e a resiliência do artista. Van
Gogh transformou suas experiências de dor e sofrimento em obras de arte vibrantes e
emocionalmente carregadas, deixando um legado que transcende o tempo. Sua habilidade
de capturar a essência emocional de seus temas através do uso ousado da cor e da textura
estabeleceu novos paradigmas no movimento pós-impressionista e continua a influenciar
artistas contemporâneos.
Apesar de ter vendido apenas uma pintura durante sua vida, a obra de Van Gogh foi
reconhecida postumamente, destacando as complexas relações entre a produção artística,
o mercado de arte e o reconhecimento crítico. Seu estilo único e a intensidade emocional
de suas pinturas, como "Noite Estrelada", "Os Girassóis" e "A Casa Amarela", continuam
a fascinar e inspirar milhões de pessoas ao redor do mundo.
O amor e as relações pessoais de Van Gogh também desempenharam um papel
significativoem sua vida e obra. Seus relacionamentos complexos e muitas vezes
dolorosos, incluindo o profundo vínculo com seu irmão Theo, refletiam sua busca
incessante por conexão e compreensão. Este desejo de amar e ser amado permeia suas
cartas e suas pinturas, revelando a vulnerabilidade e a humanidade do artista. A história
de Vincent van Gogh nos lembra que a genialidade artística muitas vezes vem
acompanhada de desafios pessoais profundos. Sua vida e obra são um testemunho do
poder transformador da arte, mostrando como a expressão criativa pode emergir mesmo
nas circunstâncias mais difíceis. O legado de Van Gogh continua a ressoar, oferecendo
inspiração, reflexão e admiração para futuras gerações.
Estudar Vincent van Gogh é mais do que explorar a trajetória de um artista; é uma
jornada pela alma humana, pelos desafios e triunfos da criatividade, e pela capacidade da
arte de tocar e transformar vidas. Seu impacto duradouro reafirma a importância da
perseverança, da paixão e da autenticidade na busca pela expressão artística, tornando-o
uma figura eternamente relevante no panteão da história da arte.
7 - Referências
Loving Vincent. (2017). Directed by Dorota Kobiela & Hugh Welchman. BreakThru
Productions.
Van Gogh: Painted with Words. (2010). Directed by Andrew Hutton. BBC.
The Art Story Foundation. (n.d.). Vincent van Gogh Artist Overview. Retrieved from
The Art Story
Silverman, D. (1989). "Van Gogh and Gauguin in Arles." The Burlington Magazine,
131(1034), 120-131.
Lubin, A. (1972). "Van Gogh's Life and Art: Biographical and Psychological
Approaches." Art Journal, 32(4), 415-421.
Van Gogh, V., & Van Gogh-Bonger, J. (Ed.). (1997). The Letters of Vincent van
Gogh. London: Penguin Classics.
The Van Gogh Museum. "Vincent van Gogh Biography." Van Gogh Museum.
Acesso em 22 de junho de 2024. (https://www.vangoghmuseum.nl/en/art-and-
stories/vincent-van-gogh-s-life-and-work)
Van Gogh: Painted with Words. Dirigido por Andrew Hutton. BBC, 2010.
Loving Vincent. Dirigido por Dorota Kobiela e Hugh Welchman. BreakThru
Productions, 2017.
Hulsker, Jan. The Complete Van Gogh: Paintings, Drawings, Sketches.
Amsterdam: J.M. Meulenhoff, 1980.
ANEXO I – TERMO DE RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO DE AUTORIA
Eu, Lorrany Daniel Perciliano, matrícula nº 2020.07.34688-2 declaro,
para os devidos fins de direito, que o trabalho de conclusãode curso a
monografia intitulada, Trabalho de Conclusão de Curso - Artes
Visuais , é de minha autoria, tendo sido elaborada com a observância ao
princípio do respeito aos direitos autorais de terceiros e em conformidade às
normas estabelecidas no Manual de Normas para a Estrutura Formal de
Trabalhos Científicos desta IES.
Declaro ainda que as citações e referências foram elaboradas à luz das normas da
ABNT.
Estou ciente, outrossim, de que o plágio ou a adoção de qualquer outro meio
ilícito, na confecção de trabalhos acadêmicos configura fraude, possível de
sanções, conforme as normas internas desta IES, das quais também declaro
ter plena ciência.
Ademais, tenho conhecimento de que, eventualmente, o Orientador poderá
exigir-me umaverificação adicional de conhecimento sobre o tema da
monografia como condição para a aprovação da disciplina.
Declaro, por fim, que tenho conhecimento de que o plágio constitui crime
previsto no art. 184 do Código Brasileiro e que arcarei com todas as
implicações civis, criminais e administrativas caso incorra nesta prática.
Campos dos Goytacazes, 22 de Junho de 2024.
Lorrany Daniel Perciliano
Assinatura do aluno