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Avaliação radiográfica da região cervical e toráxica
Prof Alessandra Alevato Leal
Introdução
Importante conhecer a anatomia NORMAL
Comportamento funcional do tórax
Efeito na imagem
Inspiração e expiração
Qualidade da imagem
Tempo de exposição e kilovoltagem
Avaliar estruturas anexas
Projeções radiográficas
Anatomia
Estruturas
Traqueia porção cervical e toráxica 
Arcos costais e diafragma
Pleura – parietal e visceral
Espaço pleural
Brônquios
Pulmões
Coração 
Vasos sanguíneos
Diferentes radiopacidades
Anatomia
Estruturas
Anatomia
Estruturas
Anatomia
Estruturas
https://www.imaios.com/br/vet-anatomy
Divisão do tórax
Estruturas importantes e que devem ser avaliadas durante a avaliação torácica: Hilar (H); (C) Perihilar; (P) Alveolar ou periférica
Alterações da traqueia
Alterações da traqueia
Hipoplasia de traqueia
Diminuição generalizada do diâmetro da traqueia
Desenvolvimento incompleto dos anéis traqueais
Raças braquiocefálicas
Alterações da traqueia
Colapso de traqueia
Comum em pequenas raças (poodle, york, lhasa)
Cães de meia idade a idosos
Tosse e dispneia
Estático ou dinâmico
Flacidez e achatamento dos anéis cartilaginosos
Protusão da membrana dorsal para o lúmen causando obstrução e inflamação
Alterações da traqueia
Colapso de traqueia
Alterações da traqueia
Colapso de traqueia
Alterações da traqueia
Colapso de traqueia
Alterações da traqueia
Ruptura de traqueia
Origem traumática
Enfisema peritraqueal
Alterações da pleura
Normalmente o espaço pleural não é visível
Faces pleurais deslizam um sobre a outra
Processos que tornam o espaço pleural visível:
Pneumotórax
Efusão pleural
Piotórax
Hidrotórax
Quilotorax 
Hemotórax
Não dá para diferenciar no RX
Alterações da pleura
Pneumotórax
Ar no espaço pleural – perda da pressão negativa
Várias causas:
Lesões traumáticas – aberta ou fechada
Ruptura alveolar
Dispneia
Dependendo da gravidade pode levar a óbito
Alterações da pleura
Pneumotórax
Projeção LL
Ápice do coração longe do esterno
Retração dos lobos pulmonares e atelectasia
Ar entre as fissuras interlobulares
Projeção VD
Retração dos lobos pulmonares
Ausência de marcas pulmonares (hipertransparência no espaço pleural)
Alterações da pleura
Pneumotórax
 Coração está deslocado dorsalmente em relação ao esterno. 
Hiper transparência do tórax na periferia. 
Borda pulmonar (setas) pode ser vista separada da coluna vertebral e do diafragma.
 Lobo pulmonar caudal apresenta radiopacidade aumentada devido a um colapso parcial
Normal
Alterações da pleura
Pneumotorax
À projeção dorsoventral, os pulmões parcialmente colapsados
podem ser vistos dos dois lados (setas).
Alterações da pleura
Pneumotorax
Pneumotórax hipertensivo.
Diafragma está achatado e deslocado caudalmente, além de apresentar parte da cúpula invertida. 
O coração mantém o contato esternal.
Esta é uma situação que representa risco de morte.
Alterações da pleura
Pneumotorax
Pneumotórax grave em um gato.
O coração está deslocado do esterno.
Um lobo pulmonar colapsado pode ser visto
dorsocaudalmente ao coração.
O diafragma está achatado, indicando que o ar intratorácico está submetido a certa pressão.
Afecções da pleura
Efusões pleurais
Aumento de fluido na cavidade pleural
Animais com dispnéia
Abafamentos de sons a ausculta
Animais em estado crítico: realizar toracocentese antes
Em caso de efusão em hemitórax: hemitórax comprometido por baixo
Após toracocentese:
Investigar a causa Ex: neoplasia
Afecções da pleura
Efusões pleurais
Aspecto radiográfico
Projeção LL:
Aumento da radiopacidade de aspecto homogêneo do tórax.
Difícil identificar estruturas torácicas.
Observação das incisuras lobares e definição da lobação pulmonar.
Perda da definição das margens diafragmáticas
Afecções da pleura
Efusões pleurais
Aspecto radiográfico
Projeção VD:
Retração dos lobos pulmonares em relação à parede torácica.
Radiopacidade água entre a margem pulmonar e parede torácica
Observação das incisuras lobares e definição da lobação pulmonar
Afecções da pleura
Efusões pleurais
Aspecto radiográfico
Alterações do mediastino
Abriga:
Coração
Traquéia
Esôfago
Linfonodos
Timo
Vasos e nervos
Dividido em: cranial, medial e caudal
Alterações do mediastino
Pneumomediastino
Secundário : ruptura de traquéia, esôfago, brônquios, bronquíolos, enfisema pulmonar
Complicações como Pneumotórax e Pneumoperitônio
Pode haver ar no tecido subcutâneo da cabeça, pescoço e tórax
Projeção lateral 🡪 melhor
Achados:
As paredes dorsal e ventral da traqueia são contornadas
Aorta torácica pode ser claramente seguida em direção caudal, até o diafragma
Sombras aéreas são observadas nos tecidos moles 
Mediastino com transparência geral anormal – tórax pareça mais radiotransparente
Alterações do mediastino
Massas mediastinais
Neoplasias
Abscessos/granulomas/cistos
Linfonodomegalia
Alterações em órgãos (ex: esôfago, grandes vasos)
Acúmulo de líquido
Sinais clínicos variáveis
Alterações do diafragma
Anomalias congênitas – hérnias e defeitos
Hérnia peritônio-pericárdica
Hérnia Hiato esofágica
Hérnia pleuroperitonial congênita
Ruptura traumática – falsa hérnia
Alterações do diafragma
Avaliação radiográfica dos pulmões
Projeções radiográficas:
LLD e LLE
Decúbito lateral direito (pulmão esquerdo)
Decúbito lateral esquerdo (pulmão direito)
VD ou DV**
**lobo acessório menos aerado - melhor observação dos vasos dos lobos caudais
Avaliação radiográfica dos pulmões
Estruturas
Avaliação radiográfica dos pulmões
Estruturas
Avaliação radiográfica dos pulmões
Avaliação radiográfica dos pulmões
Avaliação radiográfica dos pulmões
Avaliação radiográfica dos pulmões
A distribuição do quadro depende da etiologia 
Broncopneumonias: Cranial/Ventral/ assimétrica
Pneumonias aspirativas: lobo médio
Doenças hematógenas : dorsal/hilar
Torção lobar: lobo médio mais acometido
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Radiopacidade
Normal
Aumentada
Diminuída
Distribuição
Focal
Disseminada
Simétrica
Heterogênea
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Alteração no interstício
/difuso
/nodular
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Padrão intersticial estruturado/ nodular:
Nódulos miliares (0,3-0,5cm)
Nódulos (0,5-3,0cm)
Massas (> 5,0)
Etiologia diversa:
Fibrose : idiopática X secundária
Neoplasia 
Pneumonia: - viral: cinomose; fúngica; parasitária
Edema
Alergia
Granulomas/Abscessos
Hemorragia
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Radiografia ventrodorsal de um cão com um padrão intersticial não estruturado intenso provocado por metástase de hemangiossarcoma
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Radiografia ventrodorsal de um cão com uma formação de 4 cm no lobo pulmonar caudal direito
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Intersticial: 
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Brônquico: 
Alteração no brônquio 
Árvore brônquica mais evidente
Calcificação da parede (senescência)
Alteração no diâmetro do lúmen (bronquiectasia)
Espessamento aumento da radiopacidade da parede
Aspecto de donuts
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Brônquico: 
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Brônquico: 
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Alveolar:
Alteração nos alvéolos – comprometimento da troca gasosa
Alvéolos preenchidos de fluído, muco, debris celulares, infiltrações neoplásicas ou colapsados
Aspectos radiográficos:
Aumento da radiopacidade/ Enevoado
Broncogramas aéreos
Alveologramas aéreos
Sinal lobar
Consolidação lobar
Apagamento dos vasos, difícil distinção da margem da silhueta cardíaca
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrõespulmonares:
Alveolar:
Sinal lobar
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Alveolar:
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Alveolar:
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Vascular:
Os vasos pulmonares são visíveis devido ao contraste com ar;
Artérias/veias - maioria das estruturas radiograficamente visíveis no pulmão
Nas alterações há mudança:
Tamanho
Forma e contorno
Apagamento dos vasos
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Vascular:
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Vascular:
Para avaliar o padrão vascular:
Vasos têm que estar menores que o diâmetro proximal da 4ª costela (LL).
Tamanho médio dos vasos 0,75 vezes o diâmetro da 4ª costela.
Vasos têm que estar menores que o diâmetro da 9ª vértebra na DV
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Vascular: aumento
Avaliação radiográfica dos pulmões
Padrões pulmonares:
Vascular: diminuição
Avaliação radiográfica dos pulmões
Outras alterações
Edema pulmonar
Acúmulo de fluido no tecido intersticial e alvéolos
Edema intersticial: início
Edema alveolar: fluído nos espaços alveolares
Avaliação radiográfica dos pulmões
Outras alterações
Neoplasia pulmonar
Primária : carcinoma broncoalveolar
Massas grandes e solitárias
Localização: lobo caudal
Avaliação radiográfica dos pulmões
Outras alterações
Neoplasia pulmonar
Metástase 
Neoplasia mamaria, prostática
Vários nódulos
Avaliação radiográfica dos pulmões
Outras alterações
Hiperinsuflação pulmonar
Esforço respiratório exagerado, estreitamento das vias aéreas
Aumento da distância entre coração e diafragma
Asma felina
Avaliação radiográfica do coração
Anatomia da silhueta cardíaca
Avaliação do coração + pericárdio
4 câmaras cardíacas 
Tricúspide 
Mitral 
Anatomia da silhueta cardíaca
DD, Crura direita do diafragma;
DE, Crura esquerda do diafragma;
VCC, Veia cava caudal;
C, Coração;
LD, Artéria e veia para o lobo pulmonar cranial direito;
LE, Artéria e veia para o lobo pulmonar cranial esquerdo;
MC, Mediastino cranial;
P, Prega na pleura marcando os limites craniais do lobo
pulmonar cranial direito
CE, Porção cranial do lobo pulmonar cranial esquerdo vista de
frente
Anatomia da silhueta cardíaca
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Ciclo cardíaco e respiratório
Conformação torácica
Escore corporal
Posicionamento radiográfico
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Ciclo cardíaco e respiratório
Pico ou não da inspiração
Alteração no tamanho relativo do coração
Tentar fazer no pico da inspiração – pulmão repleto de ar e o coração em um tamanho mais fidedigno
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Ciclo cardíaco e respiratório
inspiração (menor)
expiração (maior)
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Posicionamento radiográfico
LL esquerda: coração um pouco mais arredondado, com o ápice cardíaco apresentando uma pequena elevação em relação ao esterno
LL direita: a imagem radiográfica do coração é mais verdadeira
Dorsoventral: coração mais próximo ao chassi – melhor projeção para avaliação radiográfica
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Posicionamento radiográfico
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Em cães há significativa diferença devido a raça
Peito profundo e estreito
Doberman, Setter, Collie, Afghan etc.
Peito pouco profundo e largo (barril)
Boxer, Dachshund, Bulldog, Beagle etc.
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Variações com a espécie
Variações normais
A silhueta cardíaca pode variar de forma normal
Variações com a idade
O coração do filhote é proporcionalmente maior 
No animal adulto mais velho, o coração começa a “deitar” sobre o esterno.
Gatos:
Coração mais oblíquo: 40% dos felinos ≥ 10 anos.
Aorta tortuosa: 28% dos felinos ≥ 10 anos.
Medidas da silhueta cardíaca
Importante para auxílio de patologias
Cardiomegalias hipertróficas ou dilatadas
Importante o posicionamento correto do animal
Método dos espaços intercostais
Número de espaços intercostais a serem ocupados
Cão: largura de 2,5 a 3,5 espaços intercostais.
Gato: largura de 2 espaços intercostais.
Medidas da silhueta cardíaca
Método VHS
Tamanho do coração em “vértebras torácicas”
Projeção látero-lateral
Valores sugeridos pelo autor :
Cão: VHS= 9,7v (+/- 0,5)
Felinos: VHS= 7,5v (+/- 0,3) 
Medidas da silhueta cardíaca
Método do relógio
Analogia do coração com o relógio 
LL
12 a 2 horas: alteração do átrio esquerdo
2 a 5 horas: alteração do ventrículo esquerdo
10 a 12 horas: alteração do arco aórtico
5 a 9 horas: alteração do ventrículo direito
9 a 10 horas: alteração da aurícula direita e tronco pulmonar
Medidas da silhueta cardíaca
Método do relógio
Analogia do coração com o relógio 
Medidas da silhueta cardíaca
Método do relógio
Analogia do coração com o relógio 
Analogia do coração com o relógio : VD
11 até 1 hora: arco aórtico.
1 a 2 horas: tronco das artérias pulmonares.
2 a 3 horas: aurícula esquerda.
3 a 5 horas: ventrículo esquerdo.
5 a 9 horas: ventrículo direito.
9 a 11 horas: átrio direito.
Avaliação do átrio direito
Possíveis patologias
Alteração da valva tricúspide, defeito em septo atrial, aumento de volume do ventrículo direito, tetralogia de Fallot
O aumento de volume raramente encontrado sozinho
Avaliação radiológica é difícil
Geralmente associado a aumento de volume do ventrículo direito
Sinais radiográficos
Aumento na região de 9 a 11 horas
Abaulamento na região cranial da silhueta cardíaca que pode causar o deslocamento da traqueia
Avaliação do átrio direito
Elevação da Traquéia cranial a carina
Avaliação do átrio direito
Avaliação do ventrículo direito
Aumento da silhueta cardíaca entre 5 a 9 horas 
Pode estar relacionado às seguintes alterações:
Alteração secundária à insuficiência cardíaca esquerda - insuficiência mitral
Insuficiência da tricúspide.
Secundario a pneumopatia e hipertensão pulmonar
Dirofilariose
Avaliação do ventrículo direito
Sinais Radiográficos:
LL
margem cranial mais arredondada
contato com o esterno elevação do ápice cardíaco
diâmetro crânio-caudal do coração
desvio dorsal da traquéia, elevação veia cava caudal
D-V/ V-D
margem cardíaca direita arredondada e mais próxima da parede torácica direita
aspecto de “D” invertido
deslocamento do ápice para esquerda
Avaliação do ventrículo direito
Ventrodorsal → D invertido; deslocamento do ápice para a
esquerda
Avaliação do ventrículo direito
Aumento da silhueta esquerda
Incompetência das valvas aórtica ou mitral
Na estenose aórtica
Shunt da esquerda para a direita
Defeitos septais
A endocardiose da valva mitral 🡪 aumento de pré-carga 🡪 dilatação e hipertrofia excêntrica do ventrículo esquerdo
Aumento da silhueta esquerda
Sinais Radiográficos:
LL
Elevação da traquéia terminal e do brônquio principal esq.
Leve: perda da cintura cardíaca caudal
Severo: acentuação da cintura cardíaca caudal borda caudo-dorsal
D -V/ V-D
AE: densidade dupla sobreposta ao ventrículo E
aurícula E: saliência bordo cardíaco esquerdo (2 - 3h cão/ 1-3h gato)
Aumento da silhueta esquerda
Elevação da traquéia terminal e do brônquio principal esq.
Projeção DV: há um alargamento do ventrículo esquerdo,
que se aproxima da parede torácica esquerda.
Aumento do átrio esquerdo
Aumento do átrio esquerdo
Aumento do ventrículo esquerdo
O aumento do ventrículo esquerdo pode estar relacionado com:
Insuficiência da mitral ou alterações cardíacas congênitas
Imagens radiográficas que indicam o aumento:
margem cardíaca esquerda arredondada;
ápice arredondado e deslocado para a direita;
margem caudal verticalizada
elevação traqueal
Aumento do ventrículo esquerdo
Aumento global do coração
O que ocorre com mais frequência na clínica
Aumento global do coração
Efusão pericárdica
Líquido presenteno Pericárdio
Radiopacidade líquido: Aumento global da silhueta cardíaca
Abafamento das bulhas cardíacas à ausculta
Diagnóstico definitivo no Ecocardiograma
Efusão pericárdica
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