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GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SAÚDE ABRANGÊNCIA Hospitais, centros e postos de saúde, serviços médicos, clínicas médicas, odontológicas, veterinárias, cirúrgicas e obstétricas, maternidades, ambulatórios de empresas, de presídios e cadeias públicas, centros de hemoterapia, laboratórios clínicos e patológicos, necrotérios, farmácias, drogarias, estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde, centros de controle de zoonoses, unidades móveis de atendimento à saúde e similares. ASPECTOS GERAIS E ORGANIZACIONAIS DO GERENCIAMENTO DE RSS. COMPETÊNCIAS DO GERENCIAMENTO Resolução do CONAMA – agosto de 1993: Compete ao estabelecimento de saúde, desde a etapa de geração até a disposição final. O gerenciamento dos RSS envolve duas fases: Intra-estabelecimento de saúde: iniciada com a geração dos RSS. Extra-estabelecimento de saúde: terminando com a disposição final. Gerenciamento de resíduos de serviço de saúde RSS Do volume gerado: 80% - podem ser equiparados aos resíduos domiciliares; 15% - patológico e potencialmente infectantes; 1% - perfuro cortantes; 3% - químicos e farmacêuticos; 1% - diversos – radioativo, citostático, Hg, baterias. Risco Mecânico Gerenciamento de resíduos de serviço de saúde – RSS RDC ANVISA 306/2004 RESOLUÇÃO CONAMA 358/2005 Aspectos Técnicos, Legais e Operacionais Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde – RSS COPAM – Conselho Estadual de Política Ambiental Deliberação Normativa COPAM nº 97, de 12 de Abril de 2006. Estabelecimentos de Saúde de Municípios com mais de 50.000 habitantes: • Adequação até 31 de dezembro de 2006. • Demais municípios: adequação até 04 de maio de 2007. ASPECTOS TÉCNICOS E OPERACIONAIS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE FLUXOGRAMA: FASE INTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE MINIMIZAÇÃO DA GERAÇÃO CLASSIFICAÇÃO SEGREGAÇÃO (TRATAMENTO PRÉVIO) ACONDICIONAMENTO (ARMAZENAMENTO INTERMEDIÁRIO) COLETA E TRANSPORTE INTERNOS ARMAZENAMENTO FINAL FLUXOGRAMA: FASE EXTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE COLETA E TRANSPORTE EXTERNOS TRANSBORDO TRATAMENTO DISPOSIÇÃO FINAL RESÍDUOS TRATADOS FASE INTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 1. MINIMIZAÇÃO DA GERAÇÃO A minimização de RSS pode ser efetivada pela adoção de práticas que visem à redução, à reutilização, à recuperação ou à reciclagem dos RSS. FASE INTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 1.1. MINIMIZAÇÃO – Objetivos principais Reduzir a geração de RSS e de custos de processamento. Incentivar a adoção de processos redutores da geração de resíduos químicos perigosos. Proporcionar a recuperação dos componentes recicláveis gerados nos serviços de saúde. FASE INTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 1.1. MINIMIZAÇÃO – Objetivos principais Possibilitar a coleta seletiva de componentes inertes recicláveis de resíduos comuns. Permitir a formação de uma “bolsa de resíduos” para doação. FASE INTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 2. CLASSIFICAÇÃO Consiste no agrupamento das classes de resíduos, em função dos riscos potenciais à saude e ao meio ambiente, para que tenham gerenciamento adequado. FASE INTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 2.1 CLASSIFICAÇÃO – Objetivos principais: Conhecer as atividades desenvolvidas no estabelecimento de saúde e os resíduos nele gerados. Identificar o RSS gerado em cada local do estabelecimento de saúde. Possibilitar a implementação da segregação na origem visando aos processos e às instalações disponíveis para tratamento e as vias possíveis de minimização. CLASSIFICAÇÃO DOS RSS GRUPO A – RESÍDUO BIOLÓGICO Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. CLASSIFICAÇÃO DOS RSS GRUPO B – RESÍDUO QUÍMICO Resíduo contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade e toxicidade. CLASSIFICAÇÃO DOS RSS GRUPO C – REJEITO RADIOATIVO Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas do CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. CLASSIFICAÇÃO DOS RSS GRUPO D – RESÍDUO COMUM Resíduo comum, todos aqueles que não se enquadram nos tipos A, B, C e que, por sua semelhança aos resíduos domésticos, não oferecem risco adicional à saúde pública. CLASSIFICAÇÃO DOS RSS GRUPO E Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâmina de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. 3. SEGREGAÇÃO A segregação consiste na separação ou seleção apropriada dos resíduos de serviços de saúde, na unidade geradora, segundo a classificação adotada. 3.1 SEGREGAÇÃO – Objetivos principais Impedir que os resíduos infectantes e químicos contaminem os resíduos comuns Racionalizar recursos e reduzir custos financeiros. Prevenir acidentes ocupacionais ocasionados pela inadequada segregação e acondicionamento dos resíduos e materiais perfurocortantes. Intensificar as medidas de segurança apenas onde forem necessárias e facilitar a ação simultânea de limpeza e descontaminação, em caso de acidentes ou emergências. Possibilitar a reciclagem direta de alguns componentes inertes de resíduos comuns. 4. TRATAMENTO PRÉVIO Consiste na descontaminação, desinfecção ou esterilização de RSS na origem, para converter resíduo infectante em comum ou minimizar a periculosidade e toxicidade de resíduo químico. 4.1 TRATAMENTO PRÉVIO – Objetivos principais Descontaminar, desinfetar ou esterilizar material infectante e vasilhames, para controlar riscos e facilitar as operações de gerenciamento interno e externo dos RSS. Tratar resíduo infectante ou químico com tecnologia apropriada, para reduzir ou eliminar os riscos para a saúde e para o ambiente e os gastos com transporte, tratamento e disposição final. 5. ACONDICIONAMENTO Consiste no ato de acomodar em sacos plásticos, em recipientes ou em embalagens apropriadas, cada tipo de RSS, de acordo com suas características. 5.1 ACONDICIONAMENTO – Objetivos principais Controlar os riscos para a saúde, facilitar o manuseio, o armazenamento e as ações de gerenciamento intra e extra-estabelecimento de saúde. Possibilitar a coleta diferenciada por tipo de RSS para atender ao processo de tratamento ou disposição final exigidos. Garantir a movimentação segura do RSS da unidade geradora até a sala de resíduos para armazenamento intermediário ou abrigo externo de armazenamento final e até o tratamento ou disposição final. SÍMBOLO DE IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DO GRUPO A Os resíduos do grupo A são identificados pelo Símbolo de substância infectante, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos (NBR – 7500 da ABNT) SÍMBOLO DE IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DO GRUPO B Os resíduos do grupo B são identificados através do símbolo de risco associado e com discriminação de substância química e frases de risco. SÍMBOLO DE IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DO GRUPO C Os rejeitos do grupo C são representados pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) em rótulos de fundo amarelo e contornos pretos, acrescido da expressão MATERIAL RADIOATIVO. SÍMBOLO DE IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DO GRUPO D Os resíduos do grupo D podem ser destinados à reciclagem ou à reutilização. Quando adotada a reciclagem, sua identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes, usando código de cores e suas correspondentes nomeações, baseadas na Resolução CONAMA no 275/01, e símbolos de tipo de material reciclável. GRUPO E - MATERIAL PERFUROCORTANTE Devem ser acondicionados em saco branco leitoso, próprio para resíduo infectante. Os produtos do grupo E são identificados pelo símbolo de substância infectante, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE, indicando o risco que apresenta o resíduo. ACONDICIONAMENTO INADEQUADO DE RSS ACONDICIONAMENTO INADEQUADO DE RSS 6. ARMAZENAMENTO INTERMEDIÁRIO Consiste na guarda provisória de RSS na sala de resíduos, situada próxima ao local de sua geração. OBJETIVOS PRINCIPAIS Liberar a unidade geradora da presença de RSS. Possibilitar o armazenamento provisório de resíduos infectantes e químicos em condições de segurança. 7. COLETA E TRANSPORTE INTERNOS Consistem no recolhimento e remoção dos RSS da unidade geradora ou da sala de resíduos até o abrigo de armazenamento final. OBJETIVO PRINCIPAL Garantir a movimentação planejada dos RSS nas áreas de circulação do estabelecimento de saúde, sem oferecer riscos à integridade física e a saúde dos funcionários e da população. 8. ARMAZENAMENTO FINAL Consiste no armazenamento externo de RSS, em abrigos distintos e exclusivos, um para resíduo infectante e/ou químico e outro para resíduo comum e/ou componentes inertes recicláveis. OBJETIVOS Garantir a guarda dos RSS em condições seguras e sanitariamente adequadas até a realização da coleta externa. FASE EXTRA-ESTABELECIMENTO DE SAÚDE 1. COLETA E TRANSPORTE EXTERNOS Consistem nas operações de remoção e transporte dos RSS, de forma planejada e exclusiva, com o uso de veículos próprios e específicos, observando-se as normas técnicas e a legislação. OBJETIVOS PRINCIPAIS Garantir a movimentação dos RSS em condições de segurança. Facilitar o tratamento específico e/ou disposição final, pela adoção da coleta diferenciada dos RSS. 2. TRANSBORDO Consiste na transferência dos RSS de um sistema de transporte para outro, mantendo-se as características originais do acondicionamento, sem abrir ou transferir conteúdo de uma embalagem para outra. OBJETIVOS PRINCIPAIS Possibilitar a transferência de RSS de um sistema de transporte para outro, com segurança, inviolabilidade das embalagens e otimização do sistema operacional. Possibilitar racionalização do uso dos veículos de coleta de RSS, com redução de percursos de transporte. 3. TRATAMENTO Consiste na aplicação de processos térmicos, químicos ou biológicos, de eficiência comprovada, visando descontaminar, desinfetar ou esterilizar os resíduos infectantes e químicos. OBJETIVOS PRINCIPAIS Contribuir para a preservação da saúde pública e do meio ambiente. Possibilitar, em condições de segurança, a disposição de cinzas, resíduos tratados incombustíveis em aterros sanitários. Minimizar a quantidade de resíduos a serem dispostos no solo.