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Módulo I 
 
CENTRO ED UCACIONAL VALE DO IPANEMA 
CNPJ: 04769064/0001 - 02 
Autorizado pela Resolução101/2006 - CEE 
e - mail: cursostecnicos.cevi@outlook.com 
Fones: (82) 9 9938 - 3746 
 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
HUMANA BÁSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma 201 _____ . ____ / _____ - Técnico em Enfermagem 
Professor _________________________________________ 
 
 
 
 
 
Anatomia e Fisiologia 
Básica Humana 
 
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INTRODUÇÃO À ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
Fisiologia: do grego, physic- = natureza+ logos = estudo, 
estudo da natureza. É a parte da ciência que estuda o funcionamento 
dos seres vivos. Assim, a fisiologia humana se dedica ao estudo do 
funcionamento dos diferentes sistemas que compõem o corpo 
humano. A Fisiologia Humana estuda os processos da vida, as 
funções dos diferentes órgãos e sistemas do organismo humano; 
o objetivo da fisiologia humana é elucidar os processos 
 
responsáveis pela origem, desenvolvimento e continuação da vida do ser humano. 
Todos os seres vivos são formados de células, que são compartimentos envolvidos por 
membrana, preenchidos com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas, e banhadas por 
líquido nutritivo. Assim, a unidade funcional dos seres vivos é a célula. As células constituem os 
tecidos, os quais formam os órgãos do nosso corpo. Os sistemas que vamos estudar são, por sua vez, 
constituídos desses órgãos e, em seu conjunto, formam o organismo. Torna-se evidente a importância 
de um perfeito funcionamento de todos os órgãos e sistemas do corpo para o que o organismo 
mantenha-se com saúde. Qualquer problema / limitação na atividade de um dos órgãos pode produzir 
alteração na sua respectiva função, comprometendo a desempenho do respectivo sistema e o estado de 
saúde do indivíduo. 
A palavra Anatomia é derivada do grego anatome (ana = através de; tome = corte). Dissecação deriva 
do latim (dis = separar; secare = cortar) e é equivalente etimologicamente a anatomia. Contudo, 
atualmente, Anatomia é a ciência, enquanto dissecar é um dos métodos desta ciência. No seu conceito 
mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o 
desenvolvimento dos seres organizados. 
 
HOMEOSTASIA 
No humano sadio, muitas variáveis são ativamente mantidas dentro de estreitos limites 
fisiológicos. A lista das variáveis controladas é longa, incluindo a temperatura corporal, a pressão 
sanguínea, a composição iônica do plasma sanguíneo, a concentração sanguínea de glicose, o teor 
sanguíneo de oxigênio e de dióxido de carbono, etc. A tendência à manutenção da constância 
relativa de determinadas variáveis, mesmo em presença de alterações ambientais significativas, 
é conhecida como homeostasia. Assim, podemos dizer que o termo homeostasia é usado para designar 
a manutenção das condições constantes do meio interno. Em essência, todos os órgãos e tecidos do 
corpo desempenham funções que ajudam a manter a homeostasia. 
 
 
3 
 
POSIÇÃO ANATÔMICA 
 Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição 
pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de descrição anatômica 
(posição anatômica). Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto 
de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada. Nela o 
indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para a 
frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as 
palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente. 
Esta posição anatômica é adotada mundialmente em descrições anatômicas médicas. Ações de 
músculos, movimentação das articulações, percurso de veias, artérias, etc., são dados partindo desta 
posição como referência. 
 
PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO 
Na posição anatômica o corpo humano pode ser delimitado por planos tangentes à sua 
superfície, os quais, com suas intersecções, determinam a formação de um sólido geométrico, um 
paralelepípedo. Tem-se assim, para as faces desse sólido, os seguintes planos correspondentes: dois 
planos verticais, um tangente ao ventre – plano ventral ou anterior – e outro ao dorso – plano dorsal ou 
posterior. Estes e outros a eles paralelos são também designados como planos frontais, por serem 
paralelos à “fronte”; dois planos verticais tangentes aos lados do corpo – planos laterais direito e 
esquerdo e, finalmente, dois planos horizontais, um tangente à cabeça – plano cranial ou superior – e 
outro à planta dos pés – plano podálico – (de podos = pé) ou inferior. 
O tronco isolado é limitado, inferiormente, pelo plano horizontal que tangencia o vértice do 
cóccix, ou seja, o osso que no homem é o vestígio da cauda de outros animais. Por esta razão, este 
plano é denominado caudal. 
 
 
 
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Os planos descritos são de delimitação. É possível traçar também planos de secção: o plano 
que divide o corpo humano em metades direita e esquerda é denominado mediano. Toda secção do 
corpo feita por planos paralelos ao mediano é uma secção sagital (corte sagital) e os planos de secção 
são também chamados sagitais; os planos de secção que são paralelos aos planos ventral e dorsal são 
ditos frontais e a secção é também denominada frontal (corte frontal); os planos de secção que são 
paralelos aos planos cranial, podálico e caudal são horizontais. A secção é denominada transversal. 
Para estruturas dispostas longitudinalmente nos membros emprega-se, comumente, os termos 
proximal e distal referindo-se às estruturas respectivamente mais próxima e mais distante da raiz do 
membro. Para o tubo digestivo emprega-se os termos 
oral e aboral, referindo-se às estruturas respectivamente 
mais próxima e mais distante da boca. 
Uma terceira estrutura situada entre uma lateral e outra 
medial é chamada de intermédia. Nos outros casos 
(terceira estrutura situada entre uma anterior e outra 
posterior, ou entre uma superior e outra inferior, ou entre 
uma proximal e outra distal ou ainda uma oral e outra 
aboral) é denominada de média. 
Estruturas situadas ao longo do plano mediano são 
denominadas de medianas, sendo este um conceito absoluto, ou seja, uma estrutura mediana será 
sempre mediana, enquanto os outros termos de posição e direção são relativos, pois baseiam-se na 
comparação da posição de uma estrutura em relação a posição de outra. Podemos dizer que distal 
significa a região, de um órgão ou membro, que está mais afastada da origem deste órgão ou membro. 
Por exemplo: a mão fica na região distal do membro superior, se comparada com a articulação do 
cotovelo. 
Por exemplo, as unhas, como estão na extremidade dos dedos, estão numa posição distal. 
 
SISTEMA ESQUELÉTICO 
O Sistema esquelético (ou esqueleto) humano consiste em um conjunto de ossos, cartilagens e 
ligamentos que se interligam para formar o arcabouço do corpo e desempenhar várias funções, tais 
como: proteção (para órgãos como o coração, pulmões e sistema nervoso central); sustentação e 
conformação do corpo; local de armazenamento de cálcio e fósforo (durante a gravidez a calcificação 
fetal se faz, em grande parte, pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno); 
sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamentos do corpo, no todo 
ou em parte e, finalmente, local de produção de várias células do sangue. 
O sistema esquelético pode ser dividido em duas grandes porções: uma mediana, formando o 
eixo do corpo, composta pelos ossos da cabeça, pescoço e tronco, o esqueleto axial; outra, apensa a 
esta, formaos membros e constitui o esqueleto apendicular. A união entre estas duas porções se faz 
por meio de cinturas: escapular (ou torácica), constituída pela escápula e clavícula e pélvica 
 
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constituída pelos ossos do quadril. No adulto existem 206 ossos, distribuídos conforme mostra a 
tabela. Este número varia de acordo com a idade (do nascimento a senilidade há uma redução do 
número de ossos), fatores individuais e critérios de contagem. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS 
 
 
Há várias maneiras de classificar os ossos. Uma delas é classificá-los por sua posição 
topográfica, reconhecendo-se ossos axiais (que pertencem ao esqueleto axial) e apendiculares (que 
fazem parte do esqueleto apendicular). Entretanto, a classificação mais difundida é aquela que leva em 
 
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consideração a forma dos ossos, classificando-os segundo a relação entre suas dimensões lineares 
(comprimento, largura ou espessura), em ossos longos, curtos, laminares e irregulares. 
• Osso longo: seu comprimento é consideravelmente maior que a largura e a espessura. Consiste 
em um corpo ou diáfise e duas extremidades ou epífises. A diáfise apresenta, em seu interior, uma 
cavidade, o canal medular, que aloja a medula óssea. Exemplos típicos são os ossos do esqueleto 
apendicular: fêmur, úmero, rádio, ulna, tíbia, fíbula, falanges. 
• Osso laminar: seu comprimento e sua largura são equivalentes, predominando sobre a espessura. 
Ossos do crânio, como o parietal, frontal, occipital e outros como a escápula e o osso do quadril, são 
exemplos bem demonstrativos. São também chamados (impropriamente) de ossos planos. 
• Osso curto: apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso são 
excelentes exemplos. 
• Osso irregular: apresenta uma morfologia complexa não encontrando correspondência em 
formas geométricas conhecidas. As vértebras e osso temporal são exemplos marcantes. 
 
CRÂNEO 
 
 
 
 
 
7 
 
COLUNA VERTEBRAL 
 
 
 
CINTURA PÉLVICA 
 
 
 
 
8 
 
 MEMBROS SUPERIORES 
 
 
Úmero 
 
 
 
Rádio e Ulna 
Caixa torácica 
 
9 
 
 
 
Membros inferiores 
Patela ARTICULAÇÕES 
Articulação ou juntura é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou 
cartilagens). Essas uniões não só colocam as peças do esqueleto em contato, como também permitem 
 
 
 
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que o crescimento ósseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto. 
Além disto, capacita que partes do corpo se movimentem em resposta a contração muscular. Embora 
apresentem consideráveis variações entre elas, às articulações possuem certos aspectos estruturais e 
funcionais em comum que permitem classificá-las em três grandes grupos: fibrosas, cartilaginosas e 
sinoviais. O critério para esta divisão é o da natureza do elemento que se interpõe às peças que se 
articulam. 
 
 SISTEMA MUSCULAR 
 
 Músculos são estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração 
são capazes de transmitir-lhes movimento. Este é efetuado por células especializadas denominadas 
fibras musculares, cuja energia latente é ou pode ser controlada pelo sistema nervoso. Os músculos são 
capazes de transformar energia química em energia mecânica. O músculo vivo é de cor vermelha. Essa 
coloração denota a existência de pigmentos e de grande quantidade de sangue nas fibras musculares. 
Os músculos representam 40-50% do peso corporal total. 
 
 FUNÇÕES DOS MÚSCULOS 
a) Produção dos movimentos corporais: Movimentos globais do corpo, como andar e correr. 
b) Estabilização das Posições Corporais: A contração dos músculos esqueléticos estabilizam as 
articulações e participam da manutenção das posições corporais, como a de ficar em pé ou sentar. 
 
 
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c) Regulação do Volume dos Órgãos: A contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos 
(esfíncteres) pode impedir a saída do conteúdo de um órgão oco. 
d) Movimento de Substâncias dentro do Corpo: As contrações dos músculos lisos das paredes vasos 
sanguíneos regulam a intensidade do fluxo. Os músculos lisos também podem mover alimentos, 
urina e gametas do sistema reprodutivo. Os músculos esqueléticos promovem o fluxo de linfa e o 
retorno do sangue para o coração. 
e) Produção de Calor: Quando o tecido muscular se contrai ele produz calor e grande parte desse 
calor liberado pelo músculo é usado na manutenção da temperatura corporal. 
 
TIPOS DE MÚSCULOS 
A musculatura toda do corpo humano pode, portanto, dividir-se em duas categorias: 
1) Os músculos esqueléticos, que se ligam ao esqueleto; estes músculos se inserem sobre os ossos 
e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do 
corpo. Constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne" e são comandados pela vontade. 
2) Os músculos lisos ou viscerais, que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, 
para assegurar-lhes determinados movimentos. Estes músculos têm estrutura "lisa" e funcionam 
independentemente da nossa vontade. 
Uma categoria à parte é constituída pelos músculos cutâneos, os quais se inserem na pele, pelo 
menos por uma das suas, extremidades. No homem, esses músculos são pouco desenvolvidos e são 
encontrados, na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos mímicos), mas são 
desenvolvidíssimos nos animais. 
 
 
 
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MÚSCULOESTRIADOESQUELÉTICO 
A célula muscular está normalmente sob o controle do sistema nervoso. Cada músculo possui 
o seu nervo motor, o qual divide-se em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. 
 
Quando o impulso nervoso passa através do nervo, a placa motora transmite o impulso à célula 
muscular determinando a sua contração. Se o impulso para a contração resulta de um ato de vontade 
diz-se que o músculo é voluntário; se o impulso parte de uma porção do sistema nervoso sobre o qual 
o indivíduo não tem controle consciente, diz-se que o músculo é involuntário. Os músculos 
voluntários distinguem-se histologicamente dos involuntários por apresentar estriações transversais. 
Por esta razão são estriados, enquanto os involuntários são lisos. 
 
O músculo cardíaco, por sua vez, assemelha-se ao músculo estriado, histologicamente, mas 
atua como músculo involuntário, além de se diferenciar dos dois por uma série de características que 
lhe são próprias. Também é possível distinguir os músculos estriados dos lisos pela topografia: os 
primeiros são esqueléticos, isto é, estão fixados, pelo menos por uma das extremidades, ao esqueleto; 
os últimos são viscerais, isto é, são encontrados na parede das vísceras de diversos sistemas do 
organismo. 
 
 
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Entretanto, músculos estriados são também encontrados em algumas vísceras, e músculos lisos podem 
estar, excepcionalmente, submetidos ao controle da vontade. 
 
MÚSCULO LISO OU INVOLUNTÁRIO 
As células do músculo liso são sempre fusiformes e alargadas. Seu tamanho varia muito, 
dependendo de sua origem. As células menores se encontram nas arteríolas e as de maior tamanho no 
útero grávido. Suas fibras não apresentam estriações e por isso são chamados de liso. Tendem a ser de 
cor pálida, sua contração é lenta e sustentada, e não estão sujeitos à vontade da pessoa; de onde deriva 
seu nome de involuntário. Esse músculo reveste ou forma parte das paredes de órgãos ocos tais como a 
traquéia, o estômago, o trato intestinal, a bexiga, o útero e os vasos sangüíneos. Como um exemplo de 
sua função, podemos dizer que os músculos lisos comprimem o conteúdo dessas cavidades, intervindo 
desta maneira em processos tais como a regulação da pressão arterial, a digestão etc. Além desses 
conjuntos organizados, também se encontram células de músculo liso no músculo eretor do pêlo,músculos intrínsecos do olho etc. A regulação de sua atividade é realizada pelo sistema nervoso 
autônomo e hormônios circulantes. As fibras do músculo liso são menores e mais delicadas do que as 
do músculo esquelético. Não se inserem no osso, mas atuam como paredes de órgãos ocos. 
 
 
 
Em volta dos tubos, em geral, há duas capas, uma interna circular e uma externa longitudinal. 
A musculatura circular constringe o tubo; a longitudinal encurta o tubo e tende a ampliar a luz. No 
tubo digestivo, o esforço conjunto da musculatura circular e da longitudinal impulsiona o conteúdo do 
tubo produzindo ondas de constrição chamadas movimentos peristálticos. 
 
MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO CARDÍACO 
O tecido muscular cardíaco forma o músculo do coração (miocárdio). Apesar de apresentar 
estrias transversais, suas fibras contraem-se independentemente da nossa vontade, de forma rápida e 
rítmica, características estas, intermediárias entre os dois outros tipos de tecido muscular. As fibras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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que formam o tecido muscular estriado cardíaco dispõem-se em feixes bem compactos, dando a 
impressão, ao microscópio óptico comum, de que não há limite entre as fibras. Entretanto, ao 
microscópio eletrônico podemos notar que suas fibras são alongadas e unidas entre si através de 
delgadas membranas celulares, formando os chamados discos intercalares, típicos da musculatura 
cardíaca. 
 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
É um conjunto de órgãos constituído pelo coração e por um sistema de vasos por onde 
circulam humores. Age na integração e na manutenção funcional dos demais sistemas orgânicos. 
Funções do sistema cardiovascular: 
 
 
 
O sistema circulatório permite que algumas atividades sejam executadas com grande eficiência 
 
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• Transporte de gases: os pulmões, responsáveis pela obtenção de oxigênio e pela eliminação de 
dióxido de carbono, comunicam-se com os demais tecidos do corpo por meio do sangue. 
 
 
8.1 SANGUE 
 
 
 
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• Transporte de nutrientes: no tubo digestivo, os nutrientes resultantes da digestão passam 
através de um fino epitélio e alcançam o sangue. Por essa verdadeira "auto-estrada", os nutrientes são 
levados aos tecidos do corpo, nos quais se difundem para o líquido intersticial que banha as células. 
• Transporte de resíduos metabólicos: a atividade metabólica das células do corpo origina 
resíduos, mas apenas alguns órgãos podem eliminá-los para o meio externo. O transporte dessas 
substâncias, de onde são formadas até os órgãos de excreção, é feito pelo sangue. 
• Transporte de hormônios: hormônios são substâncias secretadas por certos órgãos, 
distribuídas pelo sangue e capazes de modificar o funcionamento de outros órgãos do corpo. A 
colecistocinina, por exemplo, é produzida pelo duodeno, durante a passagem do alimento, e lançada no 
sangue. Um de seus efeitos é estimular a contração da vesícula biliar e a liberação da bile no duodeno. 
• Intercâmbio de materiais: algumas substâncias são produzidas ou armazenadas em uma parte 
do corpo e utilizadas em outra parte. Células do fígado, por exemplo, armazenam moléculas de 
glicogênio, que, ao serem quebradas, liberam glicose, que o sangue leva para outras células do corpo. 
• Transporte de calor: o sangue também é utilizado na distribuição homogênea de calor pelas 
diversas partes do organismo, colaborando na manutenção de uma temperatura adequada em todas as 
regiões; permite ainda levar calor até a superfície corporal, onde pode ser dissipado. 
• Distribuição de mecanismos de defesa: pelo sangue circulam anticorpos e células fagocitárias, 
componentes da defesa contra agentes infecciosos. 
• Coagulação sanguínea: pelo sangue circulam as plaquetas, pedaços de um tipo celular da 
medula óssea (megacariócito), com função na coagulação sangüínea. O sangue contém ainda fatores 
de coagulação, capazes de bloquear eventuais vazamentos em caso de rompimento de um vaso 
sangüíneo. 
É um tecido especial formado de células suspensas em meio líquido, o plasma. 
As funções do sangue podem ser consideradas nas seguintes classes:balanço iônico Em osmótico, 
nutrição e excreção; transporte de gases respiratórios; tamponamento (equilíbrio ácido-básico); 
defesa/proteção; transporte de calor; turgor. 
 
 
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O volume total do sangue é a soma do volume celular mais o volume plasmático. A porção 
celular é representada, em quase sua totalidade (99%) pelo volume das hemácias, sendo o restante 
ocupado por leucócitos e plaquetas. Dependendo do número de células em suspensão e da composição 
do plasma, osangue será mais ou menos viscoso. Diz-se que a viscosidade sanguínea depende na 
maior parte do valor do hematócrito, ou seja, do percentual de hemácias, basicamente. 
O hematócrito varia em torno de 40-50% no homem adulto, 35-45% na mulher adulta, 
aproximadamente 35% na criança até 10 anos e 60% no recém-nascido. Observa-se que a variação no 
valor do hematócritoocorre em função da idade e sexo bem como, devemos considerar o peso 
corporal e a altitude do local onde o indivíduo reside (ou se encontra há algum tempo). 
O volume sanguíneo circulante é de cerca de 7-8% do peso corporal. 
Volemia: volume total de sangue. 
Normovolemia: volume sanguíneo normal. 
Hipervolemia: volume sanguíneo acima do normal. 
Hipovolemia: volume sanguíneo abaixo do normal. 
 
COMPOSIÇÃO DO PLASMA 
Muitas substâncias estão dissolvidas no plasma, incluindo eletrólitos, proteínas, lipídios, 
glicose,aminoácidos, vitaminas, hormônios, produtos nitrogenados finais do metabolismo (tais 
como uréia e ácido úrico), oxigênio, dióxido de carbônico, etc. As concentrações desses 
constituintes são influenciadas pela dieta, pelas demandas metabólicas e pelos níveis de hormônios e 
vitaminas. 
 
SISTEMA ABO E FATOR RH 
 
O fornecimento seguro de sangue de um doador para um receptor requer o conhecimento dos 
grupos sanguíneos. Estudaremos dois sistemas de classificação de grupos sanguíneos na espécie 
humana: os sistemas ABO e Rh. Nos seres humanos existem os seguintes tipos básicos de sangue em 
relação aos sistema ABO: grupo A, grupo B, grupo AB e grupo O. Cada pessoa pertence a um desses 
grupos sanguíneos. Nas hemácias humanas podem existir dois tipos de proteínas: o aglutinogênio A e 
o aglutinogênio B. De acordo com a presença ou não dessas hemácias, o sangue é assim classificado: 
 
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• Grupo A – possui somente o aglutinogênio A; 
• Grupo B – possui somente o aglutinogênio B; Grupo AB – 
possui somente o aglutinogênio A e B; Grupo O – não possui 
aglutinogênios. 
No plasma sanguíneo humano podem existir duas proteínas, chamadas aglutininas: aglutinina 
antiA e aglutinina anti-B. 
Se uma pessoa possui aglutinogênio A, não pode ter aglutinina anti-A, da mesma maneira, se 
possui aglutinogênio B, não pode ter aglutinina anti-B. Caso contrário, ocorrem reações que 
provocam a aglutinação ou o agrupamento de hemácias, o que pode entupir vasos sanguíneos e 
comprometer a circulação do sangue no organismo. Esse processo pode levar a pessoa à morte. 
Na tabela abaixo você pode verificar o tipo de aglutinogênio e o tipo de aglutinina existentes em 
cada grupo sanguíneo: 
 
Grupo 
sanguíneo 
Aglutinogênio Aglutinina 
A A anti-B 
B B anti-A 
AB A e B Não possui 
O Não possui anti-A e anti- 
B 
A existência de uma substância denominada fator Rh no sangue é outro critério de 
classificação sanguínea. Diz-se, então, que quem possui essa substância no sangue é Rh positivo; 
quem não a possui é Rh negativo. O fator Rh tem esse nome por ter sido identificado pela primeira vez 
no sangue de um macaco Rhesus. A transfusão de sangue consiste em transferir o sangue de uma 
pessoa doadora para outra receptora. Geralmente é realizada quando alguémperde muito sangue num 
acidente, numa cirurgia ou devido a certas doenças. 
Nas transfusões de sangue deve-se saber se há ou não compatibilidade entre o sangue do doador e o do 
receptor. Se não houver essa compatibilidade, ocorre aglutinação das hemácias que começam a se 
dissolver (hemólise). Em relação ao sistema ABO, o sangue doado não deve conter aglutinogênios A; 
se o sangue do receptor apresentar aglutininas anti-B, o sangue doado não pode conter aglutinogênios 
B. 
Em geral os indivíduos Rh negativos (Rh
-
) não possui aglutininas anti-Rh. No entanto, se 
receberem sangue Rh positivo (Rh
+
), passam a produzir aglutininas anti-Rh. Como a produção dessas 
aglutininas ocorre de forma relativamente lenta, na primeira transfusão de sangue de um doador Rh+ 
para um receptor Rh-, geralmente não há grandes problemas. Mas, numa segunda transfusão, deverá 
haver considerável aglutinação das hemácias doadas. As aglutininas anti-Rh produzidas dessa vez, 
somadas as produzidas anteriormente, podem ser suficientes para produzir grande aglutinação nas 
hemácias doadas, prejudicando os organismos. 
 
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SISTEMA LINFÁTICO 
Sistema paralelo ao circulatório, constituído por uma vasta rede de vasos semelhantes às veias 
(vasos linfáticos), que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido tissular que não retornou 
aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea. É constituído pela linfa, 
vasos e órgãos linfáticos. 
 
Os capilares linfáticos estão presentes em quase todos os tecidos do corpo. Capilares mais 
finos vão se unindo em vasos linfáticos maiores, que terminam em dois grandes dutos principais: o 
duto torácico (recebe a linfa procedente da parte inferior do corpo, do lado esquerdo da cabeça, do 
braço esquerdo e de partes do tórax) e o duto linfático (recebe a linfa procedente do lado direito da 
cabeça, do braço direito e de parte do tórax), que desembocam em veias próximas ao coração. 
Linfa: líquido que circula pelos vasos linfáticos. Sua composição é semelhante à do sangue, 
mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos. No sangue 
os linfócitos representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos. 
Órgãos linfáticos: amígdalas (tonsilas), adenóides, baço, linfonodos ( nódulos linfáticos) e 
timo (tecido conjuntivo reticular linfóide: rico em linfócitos). 
Amígdalas (tonsilas palatinas): produzem linfócitos. 
Timo: órgão linfático mais desenvolvido no período pré-natal, evolui desde o nascimento até 
a puberdade. 
 
 
 
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Linfonodos ou nódulos linfáticos: órgãos linfáticos mais numerosos do organismo, cuja 
função é a de filtrar a linfa e eliminar corpos estranhos que ela possa conter, como vírus e bactérias. 
Nele ocorrem linfócitos, macrófagos e plasmócitos. A proliferação dessas células provocada pela 
presença de bactérias ou substâncias/organismos estranhos determina o aumento do tamanho dos 
gânglios, que se tornam dolorosos, formando a íngua. 
 
 
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Baço: órgão linfático, excluído da circulação linfática, interposto na circulação sangüínea e 
cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado. Possui grande quantidade de macrófagos 
que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de tecido, substâncias estranhas, células do 
 
 
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sangue em circulação já desgastadas como eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Dessa forma, o baço 
“limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial. O baço também tem 
participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns 
cientistas, um grande nódulo linfático. 
Origem dos linfócitos: medula óssea (tecido conjuntivo reticular mielóide: precursor de todos os 
elementos figurados do sangue). 
• Linfócitos T – maturam-se no timo. 
• Linfócitos B – saem da medula já maduros. 
Os linfócitos chegam aos órgãos linfáticos periféricos através do sangue e da linfa. 
 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
O sistema respiratório humano é constituído por 
um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o 
ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. 
Esses órgãos são as fossas nasais, a boca, a faringe, a 
laringe, a traquéia, os brônquios, os bronquíolos e os 
alvéolos, os três últimos 
 localizados nos pulmões. 
Fossas nasais: são duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. Elas são 
separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. Em seu interior há 
dobras chamadas cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar. Possuem um revestimento dotado de 
células produtoras de muco e células ciliadas, também presentes nas porções inferiores das vias aéreas, 
como traquéia, brônquios e porção inicial dos bronquíolos. No teto das fossas nasais existem células 
sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar. 
Faringe: após a passagem pelo nariz, antes de atingir a laringe, o ar deve passar pela faringe, 
segmento que também serve de passagem para os alimentos. 
A faringe é dividida em 3 partes: nasal, oral e laríngea. 
A parte nasal fica posterior ao nariz e acima do palato mole. Tem função respiratória. É a 
extensão posterior das cavidades nasais. O nariz se abre na nasofaringe através de coanos. O teto e a 
parede da nasofaringe formam uma superfície continua que se situa abaixo do corpo do esfenóide e da 
parte basilar do occiptal. 
O tecido linfóide da faringe forma um anel tonsilar incompleto junto da parte superior da 
faringe, é o anel linfático da faringe, a parte ântero-inferior do anel é formado pela tonsila lingual, que 
fica na parte posterior da língua. As partes laterais são formadas pelas tonsilas palatina e tubària e as 
partes posterior e superior são formadas pela tonsila faríngea. 
O tec. Linfóide é agregado em massas chamadas de tonsilas. A tonsila faríngea (adenóide), encontra se 
na tunica mucosa do teto da parede posterior da nasofaringe. Estendendo-se inferiormente a partir da 
 
23 
 
extremidade medial da tuba auditiva encontra-se uma prega vertical de túnica mucosa, a prega 
salpingofaríngea. 
A parte oral da faringe tem uma função digestória. É limitada pelo palato mole, base da 
língua e pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo. Estende-se do palato mole até a margem superior da 
epiglote. As tonsilas palatinas ficam de cada lado da orofaringe, no intervalo entre os arcos palatinos. 
O leito tonsilar, no qual a tonsila palatina se situa, é formado pelo m. constritor superior da faringe e 
pela fina lâmina fibrosa da fáscia faringobasilar. Esta lâmina se funde com o periósteo da base do 
crânio e define os limites da parede faríngea na sua parte superior. 
A parte laríngea da faringe situa-se atrás da laringe e estende-se da margem superior da 
epiglote e das pregas faringoepiglóticas até a margem inferior da cartilagem cricóidea. Posteriormente, 
e a parte laríngea da faríngea está relacionada com os corpos das vértebras C4 até C6. Ela se comunica 
com a laringe através do ádito da laringe. 
9.3 Laringe: é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas, situado na parte 
superior do pescoço, em continuação à faringe. O pomo-de-adão, saliência que aparece no pescoço, faz 
parte de uma das peças cartilaginosas da laringe. A entrada da laringe chama-se glote. Acima dela 
existe uma espécie de “lingüeta” de cartilagem denominada epiglote, que funciona como válvula. 
Quando nos alimentamos, a laringe sobe e sua entrada é fechada pela epiglote. Isso impede que o 
alimento ingerido penetre nas vias respiratórias. O epitélio que reveste a laringe apresenta pregas, as 
cordas vocais, capazes de produzir sons durante a passagem de ar. 
 
TRAQUÉIA 
A traquéia é uma parte do aparelho respiratório, localizada no pescoço, que se estende à 
laringe e aos brônquios.É um tubo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro e 10 cm de comprimento, 
cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Podem-se sentir os reforços cartilaginosos da 
traquéia tocando com os dedos a região anterior da garganta, logo abaixo do pomo-de-adão. Na região 
superior do peito a traquéia se bifurca, dando origem aos brônquios. 
 
 
24 
 
 
 
Estes são dois tubos curtos, também reforçados por anéis de cartilagem, que conduzem o ar 
aos pulmões. Tanto a traquéia quanto os brônquios são internamente revestidos por um epitélio ciliado, 
rica em células produtoras de muco. Partículas de poeira e bactérias em suspensão no ar inalado 
aderem ao muco, sendo "varridas" em direção à garganta graças ao batimento dos cílios. Ao chegar à 
faringe, o muco e as partículas aderidas são engolidas com a saliva. 
 
BRÔNQUIOS E BRONQUÍOLOS 
 
 
 
São numerosos e ramificam-se também numerosamente, como galhos de árvore. Permitem a 
passagem do ar em direção aos alvéolos. Os bronquíolos são mais delgados, estão entre os brônquios 
e os sacos alveolares, de onde saem os alvéolos. Por toda a mucosa respiratória, desde o nariz 
até os bronquíolos, existem numerosas células ciliadas, com cílios móveis, e grande produção de 
muco. Tudo isso ajuda bastante na constante limpeza do ar que flui através das vias respiratórias. A 
adrenalina causa broncodilatação. 
 
25 
 
 
PULMÕES 
São dois órgãos de estrutura esponjosa e têm forma de pirâmide com a base descansando sobre 
o diafragma. O direito é maior que o esquerdo, pois consta de três partes ou lóbulos, enquanto que o 
outro só tem dois. Cada pulmão se compõe de numerosos lóbulos, os quais por sua vez, contém os 
alvéolos, que são dilatações terminais dos brônquios; as pleuras são membranas que recobrem os 
pulmões e os fixam na cavidade torácica. 
 
A função principal do pulmão é a hematose, na qual tanto o oxigênio como o dióxido de 
carbono atravessa a barreira sangue-ar, em forma passiva, por diferenças de concentração (difusão) 
entre as duas fases. Também participa na regulação da temperatura corporal. Alvéolos: são cavidades 
diminutas que se encontram formando os pulmões nas paredes dos vasos menores e dos sacos aéreos. 
Por fora dos alvéolos há redes de capilares sangüíneos. Suas paredes são muito tênues e estão 
compostas unicamente por uma capa de células epiteliares planas, pela qual as moléculas de oxigênio e 
de dióxido de carbono passam com facilidade através delas. São dois órgãos anatomicamente 
macroscópicos que estão localizados nas partes laterais da cavidade torácica, encerrados 
principalmente pelas costelas. 
São constituídos por: 
• A porção intrapulmonar da árvore bronquial. 
• Os vasos sangüíneos. 
• Os ramais nervosos. 
• Tecido elástico. 
 
 
 
O pulmão direito é maior do que o esquerdo e consta de três lóbulos, enquanto o esquerdo só tem 
dois. 
Cada pulmão se compõe de numerosos pequenos lóbulos, os quais, por sua vez, contêm 
numerosos alvéolos que formam os sacos alveolares. A pleura é a membrana que recobre os pulmões. 
 
26 
 
A função primária do pulmão é o intercâmbio gasoso entre o sangue e o ar atmosférico. Os pulmões 
têm uma cor vermelho-escura, que se torna, com a idade, acinzentada ou mesmo enegrecida no velho, 
pela deposição de partículas de carbono no seu tecido conjuntivo. Os pulmões não constituem uma 
massa única, mas estão divididos em lobos. O pulmão direito tem três lobos; o pulmão esquerdo, dois. 
Os pulmões estão “envolvidos por uma membrana, a pleura” que, depois de te-los revestido, vai forrar 
a parede interna da caixa torácica; distingue-se assim uma pleura visceral (que envolve os pulmões) e 
uma pleura parietal (que adere à caixa torácica). Entre o pulmão e a caixa fica um espaço, o cavo 
pleural.. 
 
 
Os pulmões são formados pela extrema subdivisão dos brônquios. Os grandes ramos 
bronquiais se dividem em ramos sempre mais delgados. Esses terminam abrindo-se em uma ampola 
chamada infundíbulo, e cada uma delas é formada de muitas pequenas celazinhas: os alvéolos Nos 
alvéolos, a estrutura dos brônquios se reduziu agora a uma delgadíssima parede, sobre a qual se 
ramifica uma rede capilar da artéria pulmonar. 
 
ALVÉOLOS 
Os alvéolos apresentam certa tendência ao colabamento. Tal colabamento somente não 
ocorre normalmente devido à pressão mais negativa presente no espaço pleural, o que força os 
pulmões a se manterem expandidos e, pela presença do surfactante, que diminui a tensão superficial 
nos alvéolos. O grande fator responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um 
fenômeno chamado tensão superficial, a qual é minimizada pela presença de uma substância 
chamada surfactante pulmonar. Os urfactante pulmonar é formado basicamente de fosfolipídeos 
(dipalmitoil lecitina), sintetizado nas células pneumócitos II do epitélio alveolar. O cortisol 
(glicocorticóide) tem efeito estimulador sobre a produção de surfactante. A grande importância do 
 
27 
 
surfactante pulmonar é sua capacidade de reduzir significativamente a tensão superficial dos 
líquidos que revestem o interior dos alvéolos e demais vias respiratórias, facilitando a respiração. 
 
 
VENTILAÇÃO PULMONAR/TROCA GASOSA 
Nossas células necessitam de um suprimento contínuo de oxigênio para que, no processo 
químico de respiração celular, possam gerar a energia necessária para seu perfeito funcionamento e 
produção de trabalho. O oxigênio existe em abundância em nossa atmosfera e para captá-lo 
necessitamos de nosso aparelho respiratório, através do qual este gás atinge a corrente 
sanguínea, pela qual é transportado até as células. As células liberam gás carbônico que, após ser 
transportado pela mesma corrente sanguínea, é eliminado na atmosfera também pelo mesmo aparelho 
respiratório. 
Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana respiratória é 
necessário um processo constante de ventilação pulmonar. A ventilação pulmonar consiste numa 
renovação contínua do ar presente no interior dos alvéolos, produzida pelos movimentos 
respiratórios (inspiratórios e expiratórios) que proporcionam insuflação e desinsuflação de todos ou 
quase todos os alvéolos. 
Durante a inspiração, ocorre a expansão pulmonar e da caixa torácica, com diminuição da 
pressão alveolar e intra-pleural (em relação a pressão atmosférica) e assim, um determinado volume de 
ar atmosférico é inalado pelo aparelho respiratório. A expansão dos pulmões e a caixa torácica é 
produzida pelo levantamento das costelas com projeção do osso esterno para frente, e pelo 
movimento descendente do diafragma em direção a cavidade abdominal; isto tudo em função da 
contração de músculos intercostais externos e diafragma. 
 
28 
 
Durante a expiração, ocorre a retração 
pulmonar e da caixa torácica, com aumento da 
pressão alveolar e intra-pleural (em relação a pressão 
atmosférica) e assim, um determinado volume de ar é 
eliminada dos pulmões. Para retrairmos os pulmões e a 
caixa torácica é preciso que ocorra o rebaixamento 
dascostelas e relaxamento do diafragma; isto 
acontece graças ao relaxamento natural dos 
músculos inspiratórios. Em algumas situações, 
como durante atividade física, necessitamos de uma 
expiração mais intensa e, para que isso ocorra, 
podemos necessitar também de músculos expiratórios 
que, ao se contrair promovem maior retração da caixa 
torácica e pressão das vísceras abdominais contra o 
diafragma, causando a 
saída adicional de ar do sistema respiratório para o ar 
atmosférico. 
Assim, em condições de repouso, a contração dos músculos inspiratórios produz a 
inspiração e o relaxamento dos mesmos músculos produz a expiração.Na INSPIRAÇÃO: entrada do ar no sistema respiratório; movimento ativo produzido pela 
contração de músculos respiratórios inspiratórios, entre os quais destacam-se o diafragma e 
os intercostais externos. Tem duração de 2 segundos. 
 Na EXPIRAÇÃO: saída do ar do sistema respiratório; tem duração de 3 segundos. 
- em repouso: ocorre movimento passivo, produzido pelo relaxamento dos músculos respiratórios 
inspiratórios; 
-quando forçada ou em exercício: além do relaxamento dos músculos inspiratórios, ocorre a 
contração de músculos respiratórios expiratórios, destacando-se os músculos da parede abdominal e os 
intercostais internos. Se considerarmos que cada ciclo respiratório (inspiração e expiração) tem 
duração aproximada de 5 segundos, podemos concluir que durante um minuto realizamos 12 
ciclos respiratórios, ou seja, apresentamos uma freqüência respiratória de 12 cpm. O indivíduo adulto, 
em condições de repouso, apresenta normalmente uma freqüência respiratória de 12 a 18 cpm. 
 
O caminho que o sangue faz em nosso organismo se assemelha a um "circuito fechado". O 
sangue venoso entra no coração pelo átrio direito. Daí ele passa para o ventrículo direito. Em seguida, 
através da artéria pulmonar, vai para os pulmões. Ali, o sangue libera o gás carbônico trazido dos 
órgãos do corpo e absorve o oxigênio, tornando-se sangue arterial. Esse fenômeno é chamado 
hematose. 
Dos pulmões, o sangue vai, através das veias pulmonares, para o átrio esquerdo. Depois, através 
da artéria da artéria aorta, encaminha-se para todo o corpo. Nas células o oxigênio é liberado e o 
 
29 
 
sangue torna a absolver o gás carbônico, tornando-se novamente venoso. E através das duas veias 
cavas, vai novamente para o átrio direito. A partir desse ponto, e a viagem recomeça. 
O movimento do sangue pôr todo o corpo chama-se circulação. O trajeto do ventrículo direito 
até o átrio esquerdo é chamado pequena circulação, o percurso do ventrículo esquerdo até o átrio 
direito é chamado grande circulação. 
 
SISTEMA GASTRINTESTINAL/DIGESTÓRIO 
O sistema gastrointestinal tem como função a absolvição dos alimentos (além dos 
fármacos)ingeridos por via oral (boca), que serão, posteriormente, absorvidos pelo sangue. O 
conteúdo alimentar é movimentado ao longo do tubo gastrintestinal e misturado com as secreções 
digestivas graças aos movimentos gastrintestinais, propulsivos e de mistura. O sistema gastrintestinal 
é constituído do tubo gastrintestinal (boca-esôfago-estômago-intestino delgado e grosso) e de 
órgãos que secretam seus produtos no interior do tubo gastrintestinal (fígado/vesícula 
biliarpâncreas). 
Mastigação e Deglutição: 
A mastigação promove a quebra mecânica do alimento em pedaços que são mais facilmente 
deglutidos. 
 A deglutição é o processo de engolir o alimento: 
• Controle voluntário: a língua propele o bolo alimentar na direção da faringe 
• Controle pelo centro da deglutição (tronco encefálico): fechamento da nasofaringe/vias 
aéreas e envio do bolo alimentar ao esôfago; 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
O sistema gastrintestinal é responsável pelo recebimento, armazenamento e digestão dos 
Progressão do alimento ao longo do esôfago por ondas peristálticas, produzidas por sinais nervosos 
gerados no centro da deglutição. 
• Relaxamento do esfíncter esofágico inferior: passagem do alimento para o estômago. 
 
 BOCA 
A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo é a boca. Aí encontram-se os dentes e 
a língua, que preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação. Os dentes reduzem os 
alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas. 
 
31 
 
 
LÍNGUA 
A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido. 
Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os 
quatro sabores primários: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado (C) e doce (D). De sua 
combinação resultam centenas de sabores distintos. 
 
 
A distribuição dos quatro tipos de receptores gustativos, na superfície da língua, não é 
homogênea. 
 
32 
 
 
GLÂNDULAS SALIVARES 
A presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares 
a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias. 
A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em 
moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na 
cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual: 
• Glândula parótida - Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte 
lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. 
• Glândula submandibular - É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz. 
• Glândula sublingual - É a menor das três; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca. 
 
 
Os sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a 
levemente ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina. O alimento, que se transforma em bolo alimentar, 
é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado 
pelas ondas peristálticas (como mostra a figura do lado esquerdo), levando entre 5 e 10 segundos para 
percorrer o esôfago. Através dos peristaltismos, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, 
seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o 
alimento penetre nas vias respiratórias. Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite a 
passagem do alimento para o interior do estômago. 
 
 
33 
 
FARINGE 
A faringe é o único órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos. O ar pode 
penetrar nas vias aéreas pelos orifícios nasais ou pela boca, mas em ambos os casos tem que passar 
pela faringe. Se entrar pelos orifícios nasais, o ar dirige-se para a faringe superior, continua o seu 
caminho pela faringe média e pela inferior, até finalmente chegar a laringe. Por outro lado, caso o faça 
pela boca, passa diretamente para a faringe média e, após atravessar a inferior, encaminha-se 
igualmente para a laringe. Em qualquer dos casos, posteriormente, o ar continua a sua circulação pela 
traqueia e pelos brônquios até aos pulmões. Por outro lado, os alimentos entram sempre no tubo 
digestivo pela boca e são obrigados a seguir o seu caminho pela faringe média, descendo pelo esôfago, 
após atravessar a inferior, para serem armazenados no estômago, antes de prosseguirem o seu trajeto 
pelos intestinos. Esta dupla função da faringe só possível graças a presença da epiglote. Situada na 
parte superior da laringe, normalmente permanece aberta, permitindo a comunicação aérea entre a 
laringe e o exterior, mas fecha-se durante a deglutição, bloqueando a entrada da laringe e fazendo com 
que o bolo alimentar se dirija obrigatoriamente para o esôfago. 
 
 ESÔFAGO 
 
O esôfago é um tubo muscular que vai da faringe 
até ao estômago. Começa a cerca de 15 cm dos dentes 
incisivos e termina a cerca dos 38 cm. A sua principal 
função é levar os alimentos até ao estômago. Pode ser 
substituído por outro tubo que faça a mesma função. 
Quando os alimentos são movimentados para a 
faringe pela língua, o EES -esfíncter esofágico superior - 
relaxa-se e permite a passagem dos alimentos para o 
esôfago. Uma onda peristáltica iniciada na faringe 
percorre todo o esôfago. O EEI - esfíncter esofágico 
inferior - relaxa-se para dar passagem aos alimentos para 
dentro do estômago. A progressão da onda peristáltica 
através do esôfago pode ser observada e registada se colocarmos sondas no esôfago. Este registo damanometria do esôfago pode ser útil no diagnóstico de algumas doenças do esôfago que alteram a 
motilidade. 
Outra função do esôfago é impedir o refluxo dos alimentos. Como a pressão dentro do 
estômago é superior à pressão dentro do esôfago são necessários mecanismos que impeçam, que o 
conteúdo do estômago ( alimentos, ácido clorídrico, pepsina, bílis etc. ), reflua para o esôfago. 
 
 
34 
 
ESTÔMAGO 
São funções motoras do estômago: armazenamento do alimento, mistura do alimento com as 
secreções gástricas para a formação do quimo. 
O esvaziamento do estômago é regulado por fatores neurais e endócrinos. De forma geral 
podemos dizer que o esvaziamento gástrico é mais rápido quanto mais fluido estiver o quimo, 
quanto menor a quantidade de quimo no intestino delgado, e quanto menor for a acidez e o teor de 
gordura do quimo no intestino delgado. Assim, podemos concluir que o esvaziamento gástrico é 
controlado, de modo que a liberação do quimo no intestino delgado aconteça com uma velocidade 
apropriada para que seja adequadamente processado (digestão/absorção). 
 
 
INTESTINO DELGADO 
A agitação suave e a propulsão são produzidas por contrações de segmentação. A velocidade 
com que essas contrações acontecem ao longo do intestino varia, sendo maior no duodeno e 
menor no íleo terminal. No intestino delgado o quimo tende a se mover lentamente e 
gradualmente em direção caudal. Devemos lembrar que o intestino delgado é o principal local de 
digestão dos alimentos e absorção de nutrientes e reabsorção das secreções digestivas. 
Operistaltismo no intestino delgado é programado pelo sistema nervoso entérico e é 
iniciado por estímulos detectados por mecanorreceptores e por quimiorreceptores. 
 
35 
 
 
 
INTESTINO GROSSO 
Cerca de 1,5 litro de quimo/dia chegam no intestino grosso, progredindo ao longo 
desse órgão. O conteúdo do cólon ascendente e a maior parte do cólon transverso é líquido mas, no 
cólon descendente o conteúdo torna-se mais sólido, à medida que é transformado em fezes. 
Nos momentos apropriados, as fezes devem ser eliminadas pela defecação. Os movimentos de mistura 
f
a
v
o
r
e
c
e
m
 
a
 
formação, no lúmen do cólon, das fezes ou matérias 
 
36 
 
fecais. 
 
Reflexo da defecação: Propulsão das fezes aoreto distensão do reto ativação de sinais 
sensoriais do plexo mioentérico atividade peristáltica e relaxamento do esfíncter interno do ânus. O 
músculo estriado do esfíncter anal externo permanece contraído até que, em circunstâncias 
adequadas,seja relaxado sob controle voluntário. Parafavorecer a eliminação das fezes ocorre 
contração de músculos abdominais que assim, causam aumento da pressão intra abdominal. Esse 
reflexoé reforçado pela atividade reflexa na medula espinhal e fibras parassimpáticas. Se a 
defecação voluntária não acontecer, a urgência em defecar desaparece, o esfíncter interno se 
contrai e o peristaltismo reverso esvazia o conteúdo do reto de volta ao cólon. Propulsão das fezes ao 
reto 
 
Distensão do reto 
 
Ativação de sinais sensoriais do plexo mioentérico 
 
Atividade peristáltica e relaxamento do esfíncter interno do ânus Reflexo reforçado pela atividade 
reflexa na medula espinhal e fibras parassimpáticas 
 
Relaxamento do esfíncter anal externo (controle 
voluntário) 
 
DEFECAÇÃO 
 
FÍGADO 
O fígado é o maior e, em alguns aspectos, o mais complexo órgão do corpo humano. Uma de 
suas principais funções é degradar as substâncias tóxicas absorvidas do intestino ou produzi das em 
outras áreas do corpo e, em seguida, excretá-las como subprodutos inofensivos pela bile ou pelo 
sangue. Os subprodutos da bile passam para o intestino e são eliminados do organismo com as fezes. 
Os subprodutos do sangue são filtrados pelos rins e, em seguida, são eliminados pelo 
organismo na urina. O fígado produz aproximadamente metade do colesterol do organismo. O restante 
é oriundo dos alimentos. Cerca de 80% do colesterol produzido pelo fígado é utilizado na produção de 
bile. 
O colesterol é uma parte vital da membrana celular e é necessário para a produção de 
determinados hormônios (p.ex., o estrogênio, a testosterona e a adrenalina e a noradrenalina). O fígado 
também converte as substâncias contidas nos alimentos digeridos em proteínas, gorduras e 
carboidratos. Os açúcares são armazenados no fígado sob a forma de glicogênio e, quando necessário 
(p.ex., quando a concentração de açúcar no sangue torna-se muito baixa), são fracionados e liberados 
 
37 
 
na corrente sangüínea sob a forma de glicose. Uma outra função do fígado é a sintetização de muitos 
compostos importantes, sobretudo de proteínas, que o corpo utiliza para realizar diferentes funções. 
Entre elas encontram-se substâncias necessárias para o processo de coagulação do sangue 
quando ocorre uma hemorragia. Essas substâncias são conhecidas como fatores da coagulação. O 
fígado recebe sangue tanto do intestino quanto do coração. Pequenos capilares da parede intestinal 
desembocam na veia porta, que penetra no fígado. A seguir, o sangue circula através de uma rede de 
pequenos canais internos, no interior do fígado, onde ocorre o processamento de nutrientes digeridos e 
de substâncias nocivas. 
 
A artéria hepática transporta o sangue do coração ao fígado e o sangue transporta oxigênio 
para o tecido hepático em si, assim como colesterol e outras substâncias para serem processadas. 
Em seguida, o sangue do intestino e do coração misturam-se e circulam de volta ao coração 
através da veia hepática. As disfunções hepáticas podem ser, a grosso modo, divididas em dois grupos: 
aquelas causadas por uma disfunção das células hepáticas em si (p.ex., cirrose ou hepatite) e aquelas 
causadas por uma obstrução do fluxo da bile secretada pelo fígado através das vias biliares (p.ex., 
cálculos biliares ou câncer). 
 
38 
 
 
Funções do fígado: 
• Funções metabólicas: armazenamento, transformação e fornecimento de substratos 
energéticos; síntese protéica; 
• Função de desintoxicação; 
• Suprimento de vitaminas e minerais; 
• Defesa; 
• Produção da secreção biliar. 
O fígado é responsável por produzir uma importante secreção digestiva, a bile; Por dia são 
produzidos cerca de 700-1.200ml de bile. 
A bile é produzida pelo fígado, armazenada e concentrada na vesícula biliar e liberada no 
intestino delgado. 
 
VESÍCULA BILIAR E VIAS BILIARES 
A vesícula biliar é uma pequena bolsa muscular de armazenamento que contém bile, uma 
secreção digestiva viscosa verde-amarelada produzida pelo fígado. A bile sai do fígado através dos 
ductos hepáticos direito e esquerdo, os quais se unem para formar o ducto hepático comum. Em 
seguida, esse ducto une-se a um outro proveniente da vesícula biliar, denominado ducto cístico, 
formando o ducto biliar comum. O ducto biliar comum desemboca no intestino delgado (na sua parte 
superior), ao nível do esfíncter de Oddi, alguns centímetros abaixo do estômago. Aproximadamente 
50% da bile secretada entre as refeições é desviada através do ducto cístico para a vesícula biliar. 
 
 
39 
 
 
 
O restante da bile flui diretamente através do ducto biliar comum para o interior do intestino 
delgado. Quando uma pessoa alimenta- se, a vesícula biliar contrai, drenando a sua bile para o interior 
do intestino para ajudar na digestão de gorduras e de determinadas vitaminas. A bile é constituída por 
sais biliares, eletrólitos, pigmentos biliares (p.ex., bilirrubina), colesterol e outras gorduras (lipídeos). 
Ela é responsável pela eliminação de certos produtos metabólicos do organismo, sobretudo os 
pigmentos provenientes da destruição de eritrócitos e o colesterol em excesso, e auxilia na digestão e 
na absorçãode gorduras. 
Os sais biliares aumentam a solubilidade do colesterol, das gorduras e das vitaminas 
lipossolúveis (solúveis em gordura) para ajudar na sua absorção do intestino. A hemoglobina 
originária dos eritrócitos é transformada em bilirrubina (o principal pigmento na bile) e excretada na 
bile como produto metabólico. Além disso, várias proteínas que possuem papéis importantes na função 
biliar são secretadas na bile. Os cálculos biliares podem obstruir o fluxo da bile da vesícula biliar, 
causando dor (cólica biliar) ou inflamação da vesícula biliar (colecistite). Os cálculos também podem 
migrar da vesícula biliar para o ducto biliar, onde eles podem causar icterícia ao bloquearem o fluxo 
 
 
40 
 
normal da bile até o intestino. O fluxo também pode ser bloqueado por tumores e por outras causas 
menos comuns. 
 
PÂNCREAS 
 É uma glândula grande lobulada de dupla função (endócrina e exócrina) que se assemelha em 
estrutura às glândulas salivares. Localiza-se no abdome, atrás do estômago. Tem a forma alongada, 
com cerca de 15 cm de comprimento pesando 60 gr em média. Sua cor normal é cinza-amarelada. 
Compõe-se de 3 partes: cabeça, corpo, e cauda que aproxima-se do baço. 
 Função: possui funções endócrinas que abordaremos no sistema endócrino e, exócrinas ou 
digestivas, que formam o suco pancreático. 
Suco Pancreático 
 Atua no duodeno, chegando através do ducto pancreático acessório e colédoco. É composto por 
três enzimas: 
• Amilase pancreática: ajuda a digerir o amido, carboidrato existente, por exemplo, no pão e na 
batata. 
• Lípase pancreática: decompõe as gorduras previamente preparadas pela bile, em ácidos graxos e 
glicerol. 
• Tripsina: continua o trabalho sobre as proteínas dos alimentos iniciando no estômago por outra 
enzima, a pepsina. 
• Colabora na neutralização da acidez do quimo. 
 
SISTEMA URINÁRIO/EXCRETOR 
O sistema excretor é composta de rins, ureteres, que ligam os rins à bexiga, e uretra, que 
liga a bexiga à parte externa do corpo. 
 
41 
 
Resumidamente, a micção ocorre devido a contração do esfíncter interno, músculo liso na 
junção da uretra com a bexiga, acompanhada pela abertura do esfíncter externo (músculo esquelético, 
localizado na base da bexiga). 
Receptores de estiramento estão presentes na bexiga e também no músculo do esfíncter 
interno. O enchimento da bexiga é detectado pelos receptores de estiramento da bexiga. A excitação 
desses receptores desencadeia contração reflexa do músculo liso, e cada contração ocasiona outra 
contração porque os receptores de estiramento são intensamente excitados cada vez que a bexiga 
contrai mas não esvazia. Quanto maior for o volume de urina na bexiga, mas fortes serão suas 
contrações. O reflexo é modulado por vias que vêm do encéfalo e permitem o controle voluntário. 
Estímulos assustadores, por exemplo, interrompem a manutenção do controle do esfíncter externo pelo 
encéfalo e ativam igualmente a contração da bexiga, podendo haver, então, micção involuntária. 
 
OS RINS 
Os rins, são duas glândulas de cor vermelha escura colocadas simetricamente nos lados da 
coluna vertebral, na região lombar. Medem 10 cm de largura e pesam cerca de 150 gr cada um. O 
peritoneo, membrana serosa que cobre a superfície interior do abdômen, prende-os fortemente contra a 
parede abdominal. 
 
42 
 
 
 
A extremidade superior de cada rim é coberta por uma glândula endócrina, a glândula 
suprarenal. O sangue que vai se depurar passa pela artéria renal até os rins e sai pela veia renal, 
debaixo do envoltório granuloso formado pelos glóbulos glomérulos de Malpighi. Tais glomérulos são 
constituídos por capilares sangüíneos, arteriolas, e envoltos na cápsula de Bowman, que é uma bolsa 
que continua com o tubo urífero. Cada rim contém dois milhões destes tubos, agrupados em feixes 
piramidais, são os que contém a urina, a qual passa a pélvis renal e daí aos uréteres, que são o conduto 
escretor do rim que comunica a pélvis com a bexiga. A bexiga tem um comprimento aproximado de 
uns 30cm e um diâmetro de 5mm. Nela se deposita a urina até o momento de sua expulsão ao exterior. 
Confira abaixo as principais funções do sistema renal: 
Filtrar todos os líquidos corporais com a produção da urina para exercer sua função principal que é de 
desintoxicação e excreção; 
• Eliminar substâncias tóxicas endógenas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a 
uréia e a creatinina; 
• Eliminar substâncias exógenas como medicações, antibióticos, aditivos químicos e 
drogas; 
• Manter o equilíbrio de eletrólitos no corpo humano, tais como sódio, potássio, cálcio, 
magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogênio, cloro e outros; 
• Regular o equilíbrio ácido-básico, buscando manter constante o pH ideal do organismo 
que deve ser levemente alcalino, idealmente entre 7,36 a 7,42; 
 
 
43 
 
 
 
• Regular a pressão e o volume de líquido corporal, retendo ou eliminando o excesso de 
água do organismo, ou seja, manter a pressão e o volume hídrico constante; 
• Regular a composição sangüínea de células vermelhas, sais minerais, hormônios, 
nutrientes e outros; 
• Regular a nutrição de ossos e dentes; 
• Produção de hormônios como a eritropoietina que estimula a produção de hemácias 
(células vermelhas do sangue), a renina que eleva a pressão arterial, a vitamina D que atua no 
metabolismo dos ossos e regula a concentração de cálcio e fósforo no organismo, além das cininas e 
prostaglandinas. 
URETERES 
São dois tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga. Órgãos pouco calibrosos, os 
ureteres têm menos de 6mm de diâmetro e 25 a 30cm de comprimento. Pelve renal é a extremidade 
superior do ureter, localizada no interior do rim. Descendo obliquamente para baixo e medialmente, o 
ureter percorre por diante da parede posterior do abdome, penetrando em seguida na cavidade pélvina, 
abrindo-se no óstio do ureter situado no assoalho da bexiga urinária. 
Em virtude desse seu trajeto, distinguem- se duas partes do ureter: abdominal e pélvica. Os 
ureteres são capazes de realizar contrações rítmicas denominadas peristaltismo. A urina se move ao 
longo dos ureteres em resposta à gravidade e ao peristaltismo. 
 
 
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 BEXIGA 
A bexiga urinária funciona como um reservatório temporário para o armazenamento da urina. 
Quando vazia, a bexiga está localizada inferiormente ao peritônio e posteriormente à sínfise púbica: 
quando cheia, ela se eleva para a cavidade abdominal. É um órgão muscular oco, elástico que, nos 
homens situa-se diretamente anterior ao reto e, nas mulheres está à frente da vagina e abaixo do útero. 
Quando a bexiga está cheia, sua superfície interna fica lisa. Uma área triangular na superfície posterior 
da bexiga não exibe rugas. Esta área é chamada trígono da bexiga e é sempre lisa. Este trígono é 
limitado por três vértices: os pontos de entrada dos dois ureteres e o ponto de saída da uretra. O trígono 
é importante clinicamente, pois as infecções tendem a persistir nessa área. A saída da bexiga urinária 
contém o músculo esfíncter chamada esfíncter interno, que se contrai involuntariamente, prevenindo o 
esvaziamento. Inferiormente ao músculo esfíncter, envolvendo a parte superior da uretra, está o 
esfíncter externo, que controlado voluntariamente, permitindo a resistência à necessidade de urinar. A 
capacidade média da bexiga urinária é de 700 – 800ml; é menor nas mulheres porque o útero ocupa o 
espaço imediatamente acima da bexiga. 
 
45 
 
 
 
URETRA 
É a denominação dada ao canal condutor da 
urina, que parte da bexiga e termina na superfície exterior 
do corpo, no pênis ou vulva. A uretra é um canal e sua 
função é propelir a urina desde a bexiga até o exterior. O 
seu esfíncter permite o controlo consciente por parte do 
indivíduo do esvaziamento da bexiga. No homem a 
uretra é também a porçãoterminal do trato reprodutor. 
Ela recebe na sua porção média os espermatozóides dos 
 
 
Bexiga masculina 
 
46 
 
canais seminíferos e atravessa a próstata, da qual recebe o líquido viscoso produzido por esta glândula, 
que juntamente com os espermatozóides constitui o esperma. O esperma é propelido pelas contrações 
peristálticas da camada muscular da uretra a quando da ejaculação. Na mulher a uretra não tem 
funções reprodutivas. A existência do esfíncter externo voluntário da uretra permite que entre os 
mamíferos o ato da micção passe a ser voluntário, para marcar territórios, ou para evitar descuidos 
anti-sociais, por exemplo. e seu parceiro é o ureter. 
 
Na mulher, a uretra está logo detrás da sínfise púbica e anteriormente à vagina e tem apenas 
4 cm. Passa no diafragma urogenital que contém músculo esquelético sob a forma do esfíncter uretral 
externo (voluntário). 
 
No homem, a uretra tem três regiões: 
1. A porção prostática - uretra prostática-, dentro 
desta glândula, é imediatamente após a saída do 
colo da bexiga (colo vesical). Aqui a uretra 
recebe os componentes do esperma dos canais 
deferentes, dúctulos prostáticos e vesículas 
seminais. 
2. Na porção membranosa, a uretra é rodeada pelo 
diafragma urogenital, com uma densa camada 
 de músculo esquelético 
 (ativado conscientemente) que constitui o 
esfíncter externo (voluntário) uretral. 
Lateralmente a essa porção estão as glândulas 
bulbouretrais (de Cowper), uma de cada lado. 
3. Na porção esponjosa, a mais longa, ela cursa pelo corpo esponjoso do pênis. Nesta porção 
existem glândulas produtoras de muco (muitas pequenas glândulas de Littré), que secretam 
lubrificante sexual. Também é na uretra esponjosa que se abrem os ductos das glândulas 
bulbouretrais. A uretra na glande dilata-se formando a fossa navicular e termina no meato da 
glande do pênis. 
 
 REFLEXO DA MICÇÃO 
 À medida que a bexiga vai se enchendo de urina, os receptores sensoriais presentes no interior da 
bexiga percebem o estiramento da parede vesical e ondas de contração vão surgindo, esses sinais 
sensoriais são conduzidos para os segmentos sacrais da medula espinhal pelos nervos pélvicos, 
voltando depois, por via reflexa, para a bexiga. À medida que a bexiga continua se enchendo os 
reflexos de micção tornam-se mais freqüentes mais intensos causando contrações também cada vez 
maiores do músculo detrusor, num ciclo repetitivo e contínuo, até que a bexiga atinja um alto grau de 
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Littr%C3%A9&action=edit&redlink=1
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contração. Uma vez que o reflexo da micção se torne suficientemente intenso, outro reflexo é 
desencadeado determinado o relaxamento esfincteriano. Se esta inibição for mais potente no cérebro 
que os sinais constritores voluntários para o esfíncter externo, ocorrerá a micção; caso contrário, a 
micção não ocorrerá até que a bexiga se encha ainda mais e a micção reflexa se torne mais intensa. 
 
 SISTEMA ENDÓCRINO 
O sistema endócrino é constituído por um grupo de órgãos (algumas vezes referidos como 
glândulas de secreção interna) cuja função principal é produzir e secretar hormônios diretamente no 
interior da corrente sangüínea. Os hormônios atuam como mensageiros para coordenar atividades de 
várias partes do corpo. 
 
GLÂNDULAS ENDÓCRINAS 
Os principais órgãos do sistema endócrino são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, as 
paratireóides, os testículos e os ovários. Durante a gravidez, a placenta também atua como uma 
glândula endócrina além de suas outras funções. O hipotálamo secreta vários hormônios que 
estimulam a hipófise: alguns desencadeiam a liberação de hormônios hipofisários e outros a suprimem. 
Algumas vezes, a hipófise é denominada glândula mestra por controlar muitas funções de outras 
glândulas endócrinas. Alguns hormônios hipofisários produzem efeitos diretos, enquanto outros 
simplesmente controlam a velocidade com que outros órgãos endócrinos secretam seus hormônios. A 
hipófise controla a velocidade de secreção de seus próprios hormônios através de um circuito de 
retroalimentação (feedback) no qual as concentrações séricas (sangüíneas) de outros hormônios 
endócrinos a estimulam a acelerar ou a alentecer sua função. Nem todas as glândulas endócrinas são 
controladas pela hipófise. 
Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem 
tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções 
endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos. 
O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor 
quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando 
detectam que a concentração sérica de outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou 
muito baixa. Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a 
atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o 
hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais 
necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se 
encontram sob controle hipofisário. 
 
48 
 
 
 
 PRINCIPAIS HORMÔNIOS 
 
Hormônio Onde é Produzido Função 
Aldosterona Adrenais Ajuda na regulação do equilíbrio do 
sal e da água através de sua retenção e 
da excreção do potássio 
Hormônio antidiurético 
(vasopressina) 
Hipófise Faz com que os rins retenham água e, 
juntamente com aldosterona, ajuda 
no controle da pressão arterial 
Corticosteróide Adrenais Produz efeitos disseminados por todo o 
organismo; em especial, tem uma ação 
antiinflamatória; mantém a 
concentração sérica de açúcar, a pressão 
arterial e a força muscular; auxilia no 
 
 controle do equilíbrio do sal e da água 
 
49 
 
Corticotropina Hipófise Controla a produção e a secreção de 
hormônios do córtex adrenal 
Eritropoietina Rins Estimula a produção de eritrócitos 
Estrogênios Ovários Controla o desenvolvimento das 
características sexuais e do sistema 
reprodutivo femininos 
Glucagon Pâncreas Aumenta a concentração sérica de 
açúcar 
Hormônio do crescimento Hipófise Controla o crescimento e o 
desenvolvimento; promove a produção 
de proteínas 
Insulina Pâncreas Reduz a concentração sérica de açúcar; 
afeta o metabolismo da glicose, das 
proteínas e das gorduras em todo corpo 
Hormônio luteinizante e 
hormônio 
folículoestimulante 
Hipófise Controlam as funções reprodutoras, 
como a produção de espermatozóides e 
de sêmen, a maturação dos óvulos e os 
ciclos menstruais; controlam as 
características sexuais masculinas e 
femininas (p.ex., a distribuição dos 
pêlos, a formação dos músculos, a 
textura e a espessura da pele, a voz e, 
talvez, os traços da personalidade) 
Ocitocina Hipófise Produz contração da musculatura 
uterina e dos condutos das glândulas 
mamárias 
Paratormônio (hormônio 
paratireoídeo) 
Paratireóides Controla a formação óssea e a excreção 
do cálcio e do fósforo 
 
50 
 
Progesterona Ovários Prepara o revestimento do útero para a 
implantação de um ovo fertilizado e 
prepara as glândulas mamárias para a 
 secreção de leite 
Prolactina Hipófise Inicia e mantém a produção de leite das 
glândulas mamárias 
Renina e angiotensina Rins Controlam a pressão arterial 
Hormônio tireoidiano Tireóide Regula o crescimento, a maturação e a 
velocidade do metabolismo 
Hormônio estimulante da 
tireóide 
Hipófise Estimula a produção e a secreção de 
hormônios pela tireóide 
 
 SISTEMA NERVOSO CENTRAL – SNC 
O Sistema Nervoso tem a capacidade de receber, transmitir, elaborar e armazenarinformações. 
Recebe informações sobre mudanças que ocorrem no meio externo, isto é, relaciona o indivíduo com 
seu ambiente e inicia e regula as respostas adequadas. Não somente é afetado pelo meio externo, mas 
também pelo meio interno, isto é, tudo que ocorre nas diversas regiões do corpo.As mudanças no meio 
externo são apreciadas de forma consciente, enquanto as mudanças no meio interno não tendem a ser 
percebidas conscientemente. 
Quando ocorrem mudanças no meio, e estas afetam o sistema nervoso, são chamadas de 
estímulos. O sistema nervoso, junto com o endócrino, desempenha a maioria das funções da regulação 
do organismo. O sistema endócrino regula principalmente as funções metabólicas do organismo. Com 
a denominação de sistema nervoso compreendemos aquele conjunto de órgãos que transmitem a todo 
o organismo os impulsos necessários aos movimentos e às diversas funções, e recebem do próprio 
organismo e do mundo externo as sensações. 
 
NEURÔNIOS 
Os neurônios são as células responsáveis pela recepção e transmissão dos estímulos do meio 
(interno e externo), possibilitando ao organismo a execução de respostas adequadas para a manutenção 
da homeostase. 
As aferências para o sistema nervoso central provém de articulações, pele, músculos esqueléticos, 
sendo conjuntamente denominada aferência somática. Já as aferências viscerais enviam informações 
das vísceras ao sistema nervoso central. 
 
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Eferências do sistema nervoso central 
Deixam o sistema nervoso para atingir e controlar as funções periféricas. As eferências motoras 
contam com o controle sobre o músculo esquelético enquanto que a eferência vegetativa conta com o 
sistema nervoso autônomo que inerva músculos lisos, glândulas, músculo estriado cardíaco, etc. 
 
 
 13.2FUNÇÕES MOTORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
 
 
 
 MEDULA ESPINHAL 
Medula significa miolo e indica o que está dentro. Assim temos a medula espinhal dentro dos 
ossos, mais precisamente dentro do canal vertebral. A medula espinhal é uma massa cilindróide de 
tecido nervoso situada dentro do canal vertebral sem entretanto ocupa-lo completamente. No homem 
adulto ela mede aproximadamente 45 cm sendo um pouco menor na mulher. Cranialmente a medula 
limita-se com o bulbo, aproximadamente ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal 
 
 
52 
 
da medula tem importância clinica e no adulto situa-se geralmente em L2. A medula termina 
afinandose para formar um cone, o cone medular, que continua com um delgado filamento meníngeo, 
o filamento terminal. 
 
Medula Espinhal 
A medula não é apenas um tubo de entrada e saída de sinais. Também é capaz de desencadear 
por conta própria o processo de marcha: pode-se fazer um indivíduo com lesão medular, andar 
grosseiramente. O cérebro influi nesse processo, modulando-o – alterando e ajustando ritmos, direção 
e freqüência da marcha. 
Lesões no tronco encefálico (lesões de descerebração) causam sinais que denominamos liberação 
piramidal – isto é, os reflexos medulares tornam-se muito excitáveis = exacerbação motora. 
 
Organização da Medula Espinhal nas Funções Motoras 
Sinal Sensorial (raiz posterior): toda a sensibilidade do corpo entra pela medula pela raiz 
posterior ou corno posterior (sensitivo). Nesta região ocorre reflexos segmentares locais ou controle 
por níveis superiores incluindo o tronco encefálico e o córtex cerebral. 
A saída das fibras motoras da medula espinhal ocorre pelo corno anterior ou raiz anterior da medula – 
as células que enviam os sinais de saída da medula são denominadas neurônios motores anteriores, 
responsáveis pela inervação da musculatura esquelética – Sistema Nervoso Somático (voluntário). 
 
 
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Complementos visuais 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfpwoAA/atlas-bolso-anatomia-humana 
http://www.dicasdesaude.info/curiosidades/anatomia-e-fisiologia-do-corpo-humano 
http://www.desireincome.com/anatomia-humana-basica-alexander-spence.htm 
http://www.acervoescolar.com.br/o-sistema-esqueletico-anatomia-fisiologia-hu

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