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RELATÓRIO DE ENSAIOS 
Serviço – PDA / (Testes de Carga Dinâmicos) 
Cliente – J. NASSER 
Obra – PONTE SOBRE O RIO CURUÇA 
Elemento Testado – Estacas E04 e E05 – Bloco de Apoio / 
Cabeceira Manaus. 
 
 
12/04/2024 
OBRA PONTE SOBRE O RIO CURUÇA 
MUNICÍPIO/ESTADO MANAUS/AM 
DATA DE EMISSÃO 11/04/2024 
DATA DO ENSAIO 04/04/2024 
NÚMERO DO DOCUMENTO 
SOD – PDA – JNASSER 01 – DOC 02 – 
RIO CURUÇA – REV 00 
REVISÃO 00 
TIPO DE ENSAIO PDA 
AUTORES DO RELATÓRIO Bruno Jucá / Frederico Augusto 
RESPONSÁVEL TÉCNICO Gilberto M. Jucá 
 
 
 
 
 
1. Sobre os Serviços Contratatados. 
 
A SOD GEOTECNIA, a serviço da empresa LE PARTICIPAÇÕES, vem por 
meio desse documento técnico (SOD – PDA – J.NASSER 01 – DOC 02 – PONTE 
RIO CURUÇA – REV 00) apresentar os resultados obtidos do Ensaio de Carga 
Dinâmico PDA realizados em 02 estacas, tipo Metálica Cravada, Concretada e 
Armada (Ø 1200 mm), executadas como elementos de fundação na cabeceira da 
ponte sobre o Rio Curuçá, localizada no Município de Careiro da Várzea, BR 319 Km 
25, Estado do Amazonas. Os elementos solicitado nos testes nessa segunda etapa 
de ensaios para a a Ponte do Rio Curuça foram as estacas E04 e E05, destacadas 
como elemento do Bloco de Apoio da Cabeceira do lado denominado Manaus, 
ambos conduzidos no dia 04 de março de 2024. 
Sobre a condução dos nosso serviço de PDA, os mesmos são sempre 
conduzidos em conformidade com a NBR 13208/07 e ASTM D 4945-00, tendo como 
principais objetivos: 
 
➢ Avaliação da capacidade de carga e distribuição de resistência ao longo 
da estaca; 
➢ Verificação das tensões geradas durante o teste e/ou cravação; 
➢ Obtenção da curva carga x deslocamento; 
➢ Análise da integridade do elemento estrutural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Croqui de Locação – Bases, Sondagem e Projeto da ponte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Layout do projeto da base, contendo perfil das sondagens de referência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 01: Projeção da Nova Ponte. (fonte: Relatório de Sondagem n° 8161.01.24) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 01: Projeção das estacas e cargas de trabalho da Nova Ponte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Estacas Teste e Prolongamentos. 
 
3.1. Estacas 
As estacas testadas são do tipo camisa metálicas cravadas, ambas com 
diâmetro de 120 cm (camisas metálicas com espessura de 1 cm), limpas 
internamente para colocação das armaduras e preenchimento com concreto, 
conforme controle de execução apresentados a seguir (figuras 03 e 04): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 - Controle de Execução Estaca E04 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com os controles, vemos que as cotas de cravação atingiram 37 e 
36,75 respectivamente, armadas e concretadas até as cotas informadas, conforme 
os controles de cravação apresentados nas figuras 04 e 05. 
Sobre a resistência do concreto das estacas, podemos estimar suas resistências 
mínimas, obtidas durante a execução dos testes PDA, conforme apresentamos na 
tabela II. 
Figura 4 - Controle de Cravação E05. 
 
 
 
 
3.2. Prolongamentos 
Sobre os prolongamentos das estacas para para os testes, forma construídos 
conforme projeto submetido pela SOD GEOTECNIA, com 2,5 m altura (igual ou 
superior a 2 vezes o diâmetro da estaca) e seção contínua as das estacas testadas 
(E04 e E05), com 1200 mm. A execuçõa ds compementos de frma idenctica as 
estacas em testes visa contrubuir na qualidade dos sinais obtidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 - Prolongamentos confeccionados pela J. NASSER, 
conforme projeto fornecido pela SOD GEOTECNIA. 
 
 
 
 
 
4. Normas de Referência. 
 
➢ NBR 6122/19 – Projeto e execução de fundação 
➢ NBR 13208/07 – Ensaio de carregamento dinâmico 
➢ ASTM D 4945-00 – Standard Test Method for High-Stain Dynamic Testing of 
Piles 
➢ PDA – User’s Manual – Pile Dynamic Inc. 
 
 
5. Documentos de Referência. 
 
➢ Projeto Executivo Extrutural / Disposição das Estacas – E 04 e E05 / Bloco 
de Apoio / Cabeceira Manaus. 
➢ Dados de Execução – Profundidade de Cravação e Concretagem. 
➢ Perfis Geotécnicos Individuais – SPT / Cabeceira Manaus; Sondagem Terrestre 
à Percussão Simples, n° 8661.0124 (CONCRESONDA); 
➢ Relatório das Estacas / Diagramas de Cravação (J. Nasser); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Procedimentos Executivos. 
 
Descrevendo a sequência executiva dos serviços, uma vez confeccionados e 
prontos os complementos (conforme projetos fornecidos pela SOD) e atingidas as 
resistências mínimas necessárias do concreto, seguimos com: 
 
A. Fixação dos sensores de deformação e aceleração nas superfícies laterais da 
estaca, simetricamente posicionados, localizados a uma distância mínima de 2,0 
Ø (Ø = diâmetro circunscrito da estaca) medida a partir do topo, diretamente 
conectados ao PDA (Pile Driving Analyzer), no qual calcula “online” os valores de 
resistência mobilizada (preliminar) e demais parâmetros referentes a cada golpe. 
 
B. Preparação do sistema de golpe, a partir de um guindaste com capacidade de 
70 Toneladas para içamento da peça (pilão de 6,5 Ton), lançado em queda livre 
pela abertura do dispositivo (gatilho) fornecido pela SOD. (Figura I) 
 
C. Aplicação dos golpes diretamente no topo da estaca, preferencialmente com 
energias crescentes, com o objetivo de se obter a curva resistência x 
deslocamento. 
 
Durante os ensiaos, além das deformações obtidas diretamente pelo PDA, 
também registramos de forma direta e anológica por meio de um nivel laser a “nega” 
ao final de cada golpe e consequentemente os recalques acumulados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. Equipamentos de Golpe Utilizados e Estacas Ensaiadas. 
 
a) Informações Gerais: 
 
➢ Empresa: SOD – Engenharia / Geotecnia 
➢ Equipamento: Conjunto martelo/ dispositivo de destravamento movimentado via 
guindaste SANY com capacidade para 70 ton. 
➢ Pilão utilizado no teste: 6,5 Ton. 
➢ Sistema de amortecimento: coxim de madeirite de 10,0 mm. Empresa: SOD – 
Serviços Geotécnicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura I - Sistema desenvolvido pela SOD para execução dos ensaios PDA 
(Complementos com um tubo guia – Pilão 6,5 Ton - Dispositivo de abertura rápida. 
(Foto – SOD GEOTECNIA). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Informações específicas: 
 
Tabela 1 – Estacas ensaiada e características dos golpes para análise CAPWAP® 
 
 
Figura II – Sensores do PDA instalados no corpo da estaca para a aquisição dos das 
energias em função dos golpes do pilão durante o teste (Foto – SOD GEOTECNIA). 
GOLPE
ALT. QUEDA 
(m)
CSX 
(MPa)
TSX 
(MPa)
EMX 
(tn.m)
ETR 
(%)
DMX 
(mm)
NEGA 
(mm)
NEGA ACUM 
(mm)
REP 
(mm)
JC
RMX 
(tn)
1 0,70 7 2,9 1,67 25,7 5 3 3 2 0,51 326
2 1,00 9,7 2,4 2,77 42,7 5 3 6 2 0,51 450
P1/E4
GOLPE
ALT. QUEDA 
(m)
CSX 
(MPa)
TSX 
(MPa)
EMX 
(tn.m)
ETR 
(%)
DMX 
(mm)
NEGA 
(mm)
NEGA ACUM 
(mm)
REP 
(mm)
JC
RMX 
(tn)
1 0,70 7,7 0,5 1,79 27,5 4 2 2 2 0,36 634
2 1,00 8,5 0,2 2,54 39,1 5 2 4 3 0,36 705
P1/E5
 
 
 
 
 
 
Os comprimentos informados referem-se à condição na data dos testes e 
incluem escavação ou aterro em torno das estacas e bloco em concreto armado 
(para estacas moldadas “in loco”), podendo, diferir dos valores do final da 
concretagem/cravação. 
 
8. Resultados Obtidos 
 
 
As cargas mobilizadas encontram-se na coluna total da Tabela 2 – Resistências mobilizadas 
(Modelo CAPWAP®) / Simulações DLTWAVE – Resultados encontrados 
 
 
 
➢ O fator de qualidade Match Quality (MQ) – Em conformidade 
➢ Resistencia (Tf) – Em conformidade 
➢ Energia – Em conformidade 
EST. 
DATA 
ENSAIO 
SEÇÃO 
(mm) 
CARGA DE 
TRAB. (tf) 
 
GOLPE 
PESO 
PILÃO (Kg) 
H DE 
QUEDA (m) 
COMP.CRAV. (m) 
E4 04/04/24 1200 240,00 2 6.500 1,00 37,00 
E5 04/04/24 1200 240,00 3 6.500 1,00 36,90 
EST. 
DMX 
p/1g 
(mm) 
NEGA 
p/1g 
(mm) 
REP 
 p/1g 
(mm) 
EMX 
(ton.) 
EFIC. 
PILÃO 
(%) 
RU 
(tf) 
QAL 
(%) 
QP 
(%) 
FS JC MQ 
E4 5 3 2 3,01 46,3 450 88 12 1,9 0,51 4,33 
E5 5 2 3 2,49 38,3 705 74 26 2,9 0,36 2,03 
 
 
 
 
 
 Em relação à qualidade dos ensaios e das análises, observamos com base 
no Match Quality, os valores de 4,6 e 2,03, repectivamente para as estacas E04 e 
E05. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E4 E5
DMX (mm) 5 5
NEGA (mm) 3 2
REP (mm) 2 3
2
3
0
1
2
3
4
5
6
DMX, Nega e Repíque 
Gráfico 1 - Resultados para DMX, Nega e Repique, para as Estacas E4 e E5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
450
705
0
100
200
300
400
500
600
700
800
E4 E5
C
A
R
G
A
 (
tf
)
RU (tf)
Gráfico 2 - Cargas Máximas Mobilizadas para as Estacas E4 e E5. 
 
 
 
 
 
 
9. Resultados Gerais e Conclusão 
 
 
I. A numeração da estaca utilizada no presente relatório faz referência à 
numeração informada na obra no momento do ensaio. 
II. Os resultados apresentados no presente relatório deverão ser utilizados pelo 
Consultor de fundações e pelo Projetista de estrutura, de acordo com as 
condições da obra em questão. 
III. O ensaio de carregamento dinâmico fornece as cargas mobilizadas no 
sistema ‘’estaca-solo’’, para carregamentos verticais, axiais, e no momento 
da execução do ensaio. 
IV. Além disso, refere-se à estaca isolada, sem considerar efeitos de grupo na 
capacidade de carga, nos recalques de longo prazo e nas deformações de 
substratos compressíveis eventualmente situados na região de influência do 
estaqueamento. 
V. Com base nos testes de carga dinâmicos realizados, observamos que 
conseguimos a mobilização de cargas superiores as cargas de ensaio para a 
estaca E5 com 705 Ton (2.9), e superiores a carga de trabalho para a estaca 
E4 com o de 450 Ton (1.8). 
 
➢ Do ponto de vista geotécnico, à estaca E5 se encontra e, plena conformidade 
geotécnica, uma vez que atingiu 2.9 vezes a carga de trabalho. 
 
 
 
 
 
➢ Em relação à estaca E4 sendo necessária análise dos projetistas e 
consultores de vido ao carregamento ligeiramente inferior as cargas de 
ensaio, 1.8 desta. 
➢ Do ponto de vista da qualidade dos ensaios, a mobilização de carga 
necessária é um dos principais pontos a serem avaliados, pois assegura que 
as cargas necessárias a avaliação das estacas foi atingida. 
 
VI. Ainda sobre as resistências obtidas, vemos que percentualmente as a 
maiores formas do atrito lateral com 88 e 74%, respectivamente. 
 
➢ Do ponto de vista geotécnico, a capacidade de carga por atrito lateral é um 
dos principais pontos a serem avaliados, pois aponta para a qualidade 
geotécnica do elemento testado. 
 
VII. Sobre o comportamento dos recalques, por golpe e acumulados, os valores 
sugerem que não foram atingidas as cargas de ruptura das estacas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. Observações - PDA 
 
a) Referentes à carga: 
 
➢ Os valores de carga apresentados referem-se as resistências mobilizadas no 
momento do ensaio, devendo ser observado que estes podem ou não corresponder 
à ruptura geotécnica. 
➢ Estão sujeitos a variações em função do tempo (relaxação ou cicatrização). 
➢ Podem variar devido à instalação de outras estacas. 
 
b) Referente a Avaliação dos Resultados: 
 
➢ A carga admissível é obtida a partir da carga de ruptura geotécnica, utilizando-se o 
coeficiente de segurança estabelecido pelo Consultor de Fundações, Calculista 
Estrutural, Responsável Técnico ou sugerido NBR 6122. 
➢ Os resultados apresentados valem apenas para as estacas ensaiadas e devem, 
preferencialmente, ser submetidos à análise pelo Consultor de Fundações e/ou 
Calculista Estrutural para avaliação de recalques, eventual ocorrência de atrito 
negativo, fatores de segurança, danos etc. 
➢ O fator de qualidade Match Quality (MQ) é um método eficaz de se avaliar a 
adequação da curva calculada e a curva medida, onde o fabricante do equipamento 
PDI (Pile Dynamic Inc) forneceu aos usuários um critério para aceitação das análises 
CAPWAP, onde consideramos: 
 
 
 
 
 
a. Excelente - MQ < 3; 
b. Bom - 3 < MQ < 5; 
c. Aceitavel - 5 < MQ < 10; 
d. Ruim – MQ > 10. 
 
c) Outros: 
 
➢ Os ensaios são realizados com base em informações fornecidas pela contratante, 
tais como a identificação, o comprimento da estaca abaixo da conta de 
instrumentação, diâmetro, tipo de fundação (dentre outros), não tendo a SOD 
GEOTECNIA responsabilidade por informações não fornecidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Documentos Acessório 
CAPWAP e CURVES 
(Enviados Independentes).

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