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RÉPTEIS CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS RÉPTEIS • Metabolismo muito baixo quando comparado com mamíferos; • Capacidade da respiração aeróbica nos répteis é muito baixa. Assim os répteis mudam para a respiração anaeróbico quando estão sob vigorosas atividades, tais como mergulhos, corridas, perseguição a presas ou quando estão fugindo de predadores • Durante esta fase anaeróbica o glicogênio que está armazenado nos músculos é rapidamente quebrado em lactato. • Lactato é eliminada de forma lenta nos répteis estes entram em fadiga rapidamente, o que explica porque tais animais podem apenas manter pequenas explosões de atividade intensa. • O aumento do lactato ocasiona uma queda nos níveis do pH do sangue e diminuem assim a afinidade do oxigênio com a hemoglobina e consequentemente também o transporte de oxigênio . Peculiaridades anatômicas • Camada protetora de pele seca - Poucas glândulas e queratinizada – escamas e escudos - camada lipídica abaixo das estruturas queratinizadas – fornece resistência a perda de agua , auxiliando na vida terrestre. • Pescoço bem desenvolvido, o qual lhes permite explorar o ambiente • • • • A língua protrátil, tem mais facilidade na caça por ser presa na parte da frente da boca e não na parte mais interna. capturando assim a presa por meio de muco adesivo e transporta-a diretamente até a cavidade bucal). Pele dos répteis encontra-se dividida em três componentes: • epiderme, • derme e • espaço subcutâneo Funções a proteção contra abrasões e a atuação na permeabilidade, tendendo a serem mais grossas dorsalmente do que ventralmente nos animais. • Serpentes: Escamas mais largas ventralmente para auxiliarem no processo de locomoção Epiderme Três camadas: • Camada interna: Nomeada de extrato germinativo e consiste em células cubóides que produzem a proteína queratina. • Camada intermediária possui uma membrana rica em lipídios que atua com o papel mais importante de barreira à água na pele. • A mais externa, denominada de extrato córneo, é altamente queratinizada formando as escamas ou escudos. • Duas formas de queratina são produzidas nos répteis: a alfa-queratina, que é flexível e situa-se entre as escamas, e a beta-queratina, que proporciona força e rigidez. Derme consiste em um tecido conjuntivo denso com vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células pigmentares (cromatóforos) • Algumas espécies a derme possui placas ósseas chamadas de osteodermos: fornecem proteção – lagartos e crocodilianos; • Quelônios essas placas estão fusionadas com as vértebras para formarem assim o casco. DERME Ecdise • Controle da glândula tireóide. • Serpentes tendem a trocar a pele toda do corpo de uma só vez; • Nas serpentes sadias, por exemplo, o processo todo de mudança de pele pode demorar cerca de duas semanas. • Enquanto que os lagartos e quelônios trocam a pele em pedaços, o que os torna mais vulneráveis a predadores. • Crocodilianos este processo de ecdise não ocorre . Produção de Cor • Células pigmentares denominadas de cromatóforos que se situam entre a derme e a epiderme • Função: auxiliam na camuflagem animal e nas exibições sexuais e termorregulação. • Melanóforos produzem a melanina e situam-se mais profundamente na camada subepidermal. • Estas células de melanina dão origem às colorações na cor preta, marrom, amarelo e cinza. • Obs. Albinismo nos répteis é ocasionado pela perda dessa melanina. • As células carotenóides são encontradas abaixo da epiderme e acima dos melanóforos, produzindo os pigmentos vermelhos, amarelos e laranjas Produção de Cor • Os iridóforos também ocorrem na derme e contém um produto semicristalino denominado de guanina que reflete a luz. • Efeito Tyndall - Os comprimentos de ondas azuis são os mais refletidos para produzir uma cor azul. • Quando combinado com carotenóides amarelados fornece uma cor verde ao animal, a qual é a cor de camuflagem comum nos répteis. Sistema esquelético • Nos répteis tais como quelônios, serpentes e crocodilianos suas epífises ósseas nunca se fecham assim tais espécies continuam crescendo por toda a vida. • A taxa de crescimento dos répteis é muito mais variável do que a observada em mamíferos e dependerá do fornecimento de alimentos, da temperatura e de outros fatores ambientais. Esqueleto AXIAL A) CABEÇA • As ordens dos répteis estão classificadas em duas subclasses baseadas na presença ou na ausência de aberturas (fenestras) na região temporal da cabeça. • Estas aberturas localizam-se caudais aos olhos e proporcionam melhores pontos para a fixação da musculatura mandibular • Serpentes: Extremamente móvel o que lhes permite uma grande abertura da boca e mais desenvolvida em que a mandíbula e a maxila podem literalmente caminhar ao longo da presa. • Os lagartos e os crocodilianos apresentam uma poderosa mandíbula e maxila devido à presença dos músculos adutores mandibulares. OSSO TEMPORAL • Uma característica muito interessante da serpente é a capacidade que ela tem de abrir a mandíbula para ingerir presas muito maiores do que ela mesma. • Isso se deve à mobilidade que esses animais apresentam na mandíbula, que, em virtude de uma dupla articulação entre o crânio, a mandíbula e um osso chamado quadrado, proporciona a eles uma abertura bucal maior que 1500. • Assim, podemos dizer que esses animais apresentam quadrado móvel ou estreptostilia. • . B) Vértebras • Utilizam-se os termos pré-sacral, sacral e pós-sacral para fazer referência às regiões vertebrais desses animais. • O número de vértebras pré-sacrais: ❖ 24 em alguns lagartos, ❖ 18 em quelônios ❖ 200-400 em serpentes. • Os músculos epaxiais são bem desenvolvidos e situam-se dorsalmente enquanto que os músculos hipaxiais estão geralmente ventrais e entre as costelas • Os répteis possuem apenas um côndilo occipital que se articula com o atlas, permitindo assim um aumento da mobilidade da cabeça na coluna, mas também tornando essa região frágil quando de contenções físicas. Locomoção das serpentes c) Esqueleto Apendicular 2.1) Cintura Peitoral (Torácica) Ossos escápula e coracóide, os quais possuem adesões musculares ao corpo. 2.2) Membros Torácicos • Articulam-se com a escápula e o coracóide, e conectam com os ossos úmero, rádio, ulna, ossos cárpicos, ossos metacárpicos e falanges. • São maiores do que os pélvicos e possuem cinco dígitos. Obs. Serpentes não possuem membros. 2.3) Cintura Pélvica Articula-se com as vértebras sacrais e forma ligações entre a coluna vertebral e o membro pélvico 2.4) Membros Pélvicos: Englobam o fêmur, tíbia, fíbula, ossos társicos, ossos metatársicos e falanges. Possui cinco dígitos. SISTEMA DIGESTIVO DENTES Compostos por esmalte, dentina e cemento, mas não possuem os ligamentos periodontais. Obs. bicos queratinizados (ranfoteca). Dente do Ovo • Serpentes e lagartos : Presente nos filhotes e que serve para romper as membranas embrionárias e a casca do ovo . • Nos quelônios e crocodilianos : carúncula do ovo `(tecido córneo). • Áglifa: jiboias, sucuris (não peçonhentas). Maxilar mais largo, dentes sólidos e sem estrutura para inoculação de veneno; • Opistóglifa: dentes inoculadores de peçonha se encontram na parte posterior do maxilar superior, apresentando, assim, perigo altamente reduzido para o homem (com sulco para escorrimento do veneno). • EX. Cobra verde https://pt.wikipedia.org/wiki/Maxilar_superior https://pt.wikipedia.org/wiki/Maxilar_superior • Proteróglifa: Serpentes com dentição Proteróglifa têm a cabeça um pouco mais curta e poucos dentes. Apresentam dois dentes inoculadores de peçonha na parte anterior do maxilar superior, de caráter marcadamente forte, não retráteis. Ex: Coral verdadeira; • Solenóglifa: Presente em crotalídeos (cascavéis) e Bothrops, (jararaca, jararacuçu...) grandes dentes inoculadores (de venenos ocos), que se localizam na região anterior do maxilar superior e que se projetam quando a serpente abrea boca. Os membros desta família possuem dois dentes retrácteis, inoculadores de uma potente peçonha de caráter neurotóxico, hemotóxico e ou citotóxico. https://pt.wikipedia.org/wiki/Neurot%C3%B3xico https://pt.wikipedia.org/wiki/Hemot%C3%B3xico https://pt.wikipedia.org/wiki/Citot%C3%B3xico TRATO GASTROINTESTINAL • O trato digestivo dos répteis é muito curto e simples em relação ao das aves e mamíferos. • Podendo variar de um trato simples visto nas espécies carnívoras até com grandes cólons e cecos nas espécies herbívoras, locais estes onde ocorre a fermentação dos alimentos. • Os carnívoros utilizam primariamente as gorduras e proteínas como recursos alimentares enquanto que os herbívoros utilizam os carboidratos solúveis e fibras fermentadas. • Os onívoros por sua vez necessitam de uma mistura de carboidrato, gordura e proteína. • A ausência de lábios ou de membros anteriores flexíveis faz com que os répteis dependam apenas de sua mandíbula e maxila, e algumas vezes de sua língua, para a apreensão dos alimentos. • A mastigação varia entre as espécies, mas é bem menos freqüente do que a vista nos mamíferos . • Répteis apresentam um complexo sistema de glândulas orais secretoras, como a glândula labial, lingual, palatina, sublingual e mandibular, as quais apresentam pequenas propriedades enzimáticas e também auxiliam na lubrificação das presas a serem ingeridas. • Contudo muitas serpentes modificaram estas glândulas em glândulas de veneno situadas na maxila e abaixo dos olhos, para ajudar na imobilização da presa e prevenir possíveis danos à sua delicada cabeça. Trato gastrointestinal • O esôfago é relativamente fino e distensível na maioria das espécies, especialmente nas adaptadas ao consumo de grandes presas. • O estômago varia de tamanho e formato de acordo com as espécies e está envolvido nos processos de digestão mecânica e química. • Possui em seu lúmen o ácido hidroclórico o qual previne a putrefação, mata presas vivas e age como uma substância digestiva ao descalcificar os ossos da presa. • Em alguns quelônios, crocodilianos e lagartos observam-se a presença de uma região cárdica proeminente • Os intestinos são curtos, sendo que o intestino grosso possui seu final desembocando na cloaca; • Um ceco é proeminente nas espécies herbívoras, mas está ausente ou rudimentar nos quelônios carnívoros, serpentes, crocodilianos e lagartos • O fígado está dividido basicamente em dois lobos, à exceção das serpentes que possuem um único lobo. • Lobo esquerdo quase cobre o estômago e estende- se à direita, dorsal ao ventrículo cardíaco. • A vesícula biliar fica encarcerada dorsalmente no lobo direito do fígado, sendo que o principal pigmento biliar é a biliverdina, tendo em vista que os répteis perderam a enzima biliverdina redutase a qual produz a bilirrubina. • Lobo esquerdo conecta-se com a curvatura menor do estomago através do ligamento gastrohepático (omento menor). • Uma característica histológica do fígado dos répteis é a abundante quantidade de melanomacrófagos distribuídos randomicamente através do parênquima hepatocelular. • O pâncreas encontra-se tipicamente dentro do mesentério próximo ao estômago e ao duodeno. • Nas serpentes o pâncreas está próximo ao piloro do estômago, da vesícula biliar e do baço. • Em algumas espécies de serpentes e também de quelônios tem-se a união do pâncreas com o baço, formando assim um órgão único denominado de esplenopâncreas. Cloaca • O cólon termina em uma bolsa denominada de cloaca a qual consiste em três câmaras: o coprodeu, o urodeu e o proctodeu, que estão parcialmente separadas por dobras transversais da mucosa. • O coprodeu é a câmara mais cranial e coleta as fezes. • O urodeu é a câmara intermediária aonde os ureteres e o sistema reprodutivo desembocam, e também onde é encontrado os órgãos reprodutivos masculinos dos quelônios e crocodilianos. • E a última e mais caudal câmara, o proctodeu, é onde todos os resíduos são estocados antes de serem excretados pelo vento. Salienta-se que nas espécies desérticas a cloaca também atua como uma parte importante na conservação da água. SISTEMA CARDIOVASCULAR • O coração dos lagartos, serpentes e quelônios possuem três câmaras, sendo dois átrios e um ventrículo, enquanto que os crocodilianos possuem quatro câmaras. • O átrio direito recebe sangue não oxigenado da circulação sistêmica via seio venoso. Este por sua vez é uma grande câmara que recebe sangue das veias cavas cranial direita e esquerda e da veia hepática esquerda. • Apesar de muitos répteis apresentarem apenas um ventrículo este se encontra subdividido internamente em três subcâmaras, sendo estas: cava venosa (cavae venosum), cava arteriosa (cavae arteriosum) e cava pulmonar (cavae pulmonale). SISTEMA CARDIOVASCULAR • O coração dos lagartos, serpentes e quelônios possuem três câmaras, sendo dois átrios e um ventrículo, enquanto que os crocodilianos possuem quatro câmaras. • O átrio direito recebe sangue não oxigenado da circulação sistêmica via seio venoso. Este por sua vez é uma grande câmara que recebe sangue das veias cavas cranial direita e esquerda e da veia hepática esquerda. • O sangue não oxigenado segue do átrio direito para dentro da cava venosa enquanto que o sangue oxigenado segue para dentro do átrio esquerdo e cava arteriosa. • Quando os átrios se contraem as valvas atrioventriculares dobram medialmente para direcionar o fluxo de sangue não oxigenado da cava venosa para dentro da cava pulmonar. • Quando o ventrículo se contrai o sangue da cava pulmonar segue para dentro da artéria pulmonar. As valvas atrioventriculares se fecham permitindo que o sangue oxigenado que estava na cava arteriosa passe para a cava venosa e para os arcos aórticos. • A crista muscular entre a cava pulmonar e a cava venosa previne a mistura do sangue nos répteis Nos répteis, os quais rotineiramente experimentam períodos de falta de oxigênio como, por exemplo, num mergulho, a crista muscular cardíaca e as valvas atrioventriculares podem desviar o sangue da circulação pulmonar, a qual não é necessária no momento, para os arcos aórticos e a circulação sistêmica O desvio para direita e esquerda • Pode ocorrer desvio da circulação da direita para a esquerda. • O sangue venoso passa normalmente do átrio direito para a cava venosa, mas ao invés de ir para a cava pulmonar, sai do coração pelos arcos aórticos. • Esse processo manda sangue venoso para o circuito sistêmico • Assim, o sangue fica circulando no corpo e o calor recebido do ambiente é mantido no corpo. Esse mecanismo evita que o réptil disperse calor pela respiração enquanto se aquece ao sol. • Esse mesmo desvio é utilizado durante períodos em que o animal não está respirando (em mergulho, por exemplo). Assim, o animal economiza o ar que está nos pulmões e aproveita o máximo o oxigênio que está no sangue sistêmico. Como funciona quando o animal está mergulhando? Crocodilos Quando o animal está mergulhando, a pressão no ventrículo esquerdo é maior que no ventrículo direito, então, o sangue rico em oxigênio que está saindo do ventrículo esquerdo, flui via Forame de Panizza para o arco aórtico esquerdo, e vai para a parte posterior do corpo. Assim, o corpo recebe mais sangue oxigenado. Essas mudanças no fluxo sanguíneo têm pelo menos três funções: • Estabilizar a concentração de oxigênio do sangue durante períodos de apneia. • O desvio direito para a esquerda é responsável pelo aumento do fluxo sanguíneo no circuito sistêmico – Aquecimento. • Desvio do sangue dos pulmões durante o período de apneia. https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=ARRvd6BQaLk Sistema Cardiovascular dos crocodilos O sangue pobre em oxigênio entra pelo átrio direito, flui para o ventrículo direito e para os pulmões, via artéria pulmonar. Normalmente Normalmente, o sangue rico em oxigênio entra pelo átrio esquerdo, passa para o ventrículo esquerdo e para a cabeça e para o corpo, via arco aórticodireito. Além da artéria pulmonar, o ventrículo direito também está ligado ao arco aórtico esquerdo. Quando o animal está se aquecendo ao sol, a pressão do sangue é aproximadamente a mesma nos ventrículos direitos e esquerdos. 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