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mastologia:
doenças benignas da mama: 
Alterações funcionais benignas da mama é o nome atual para as doenças benignas da mama. É uma resposta fisiológica da mama devido alterações do ciclo menstrual. 
70% das mulheres terão AFBM. 
Estrogênio e progesterona estimula a proliferação do epitélio e do estroma, com isso pode aparecer nódulos e dor na fase pré-mentrual. É comum que no início da menstrual os sintomas sumam, uma vez que com o declínio da progesterona e estrogênio ocorre apoptose e regressão (final da fase lútea). 
Principais entidades:
· Mastalgia; 
· Macrocistos. 
mastalgia: 
Também chamada de mastodíena.
Causa na paciente ansiedade e angustia e medo de câncer, sendo necessário explicar a paciente e auxiliar no processo de entendimento da questão fisiológica o qual o corpo está demosntrando. 
O CA de mama tem a dor como o último sintoma. 
É o sintoma mais comum relacionado as queixas mamária. 
cíclica: (tem relação com o ciclo menstural)
· Dura de 2-7 dias antes da menstruação e melhora após a menstruação;
· Dor difusa bilateral; 
· QQSS QQLL (onde tem maior concentração de glândulas); 
· Pode irradiar para axilas e braços; 
· Resolução espontânea em 222% dos casos;
· Mais comum em 30-40 anos. 
Acíclica (Sem relação com o ciclo menstrual): 
· Sem associação com o ciclo menstrual;
· Unilateral e localizada;
· Perimenopausa (40-50 anos); 
· Causas: cistos, mastites, traumas,
· Doença de Mondor (tromboflebite superficial); 
· mastopatia diabética;
· Resolução espontânea em 50% dos casos;
dor extramamária: 
Origem fora da glândula com irradiação para a mama. 
Parede torácica: costocondrite (síndrome de Tietze), neurites, fratura dos arcos costais. Comum em pacientes com fibromialgia. 
Outras causas: 
· Doença cardíaca isquêmica; 
· Doenças biliares; 
· Ulcera péptica; 
· Curso crônico e localizado; 
· Unilateral; 
· Todas as faixas etárias. 
tratamento: 
Apenas para casos que não resolveram espontaneamente (3 meses) e com dor grave. 
· Explicação quanto à origem funcional e não relação com câncer: cura em 70-80% 
· Sutiã adequado (boa sustentação), acupuntura, técnicas de relaxamento: cura em 60% 
· AINEs (gel 3 vezes ao dia por 6 meses) 
· Moduladores seletivos do receptor de estrogênio (tamoxfieno 10mg/dia 3-6 meses).
· Agentes antigonadotrópicos – danazol 200mg/dia na fase lútea 
· Agentes antidopaminérgicos – bromocriptina 2,5mg 2 vezes ao dia 3 a 6 meses 
· Análogos de GnRH – gosserelina 3,6mg/mês subcutânea (mastalgia refratária) 
· Outras drogas: ácido gamalinoleico, óleo de prímula, vitamina E, diuréticos, progesteronas, antibióticos – não possuem comprovação científica de efetividade / sem diferença em relação ao placebo 
alterações funcionais benignas da mama: 
Macrocistos: (maiores que 3mm). 
Podem ser múltiplos ou únicos, em uma única mama ou em ambas. 
Geralmente em mulheres entre 35-55 anos; 
São palpáveis de aparecimento súbito, móvel, bem delimitado, doloroso, consistência macia ou fibroelástica. Podem ser não palpáveis também.
Mamografia: nódulo arredondado, bem circunscrito de tamanho variado. 
USG: imagem ovalada ou arredondada, margens circunscritas, anecoica com reforço acústico posterior. 
Tratamento: expectante ou punção aspirativa: alivia os sintomas. 
OBS.: enviar para citologia se volume aspirado > 50ml, conteúdo hemorrágico ou massa residual após a aspiração. 
mastite: 
Mastite puerperal: 
Relacionada com a má pega do RN durante a amamentação, sendo comum na 2-6° semana pós-parto até o 6 meses. Além de fissuras mamárias, e/ou estase láctea. 
AE: S. aureus;
Clínica: dor, edema, calor e hiperemia + sintomas sistêmicos (podendo ou não estar presente): mal-estar, febre, calafrios, anorexia, cafaleia.
DF: Em quadro recorrente suspeitar de linfoma de Burkitt. 
Tratamento: 
· Compressas gealdas + esvaziamento mamário;
· Manter amamentação; 
· Elevar a mama com sutiã firme. 
· Medicamentos: 
· Clindamicina 300mg 8/8h ou 6/6h 14 dias 
· Amoxacilina + Clavulanato 825+125mg 12/12h 14 dias 
· Cefalexina 500mg 6/6h 14 dias 
· Vancomicina 1g EV 12/12h ou SMT+ TMP 800+125mg 12/12h 7 dias (S aureus penicilinase-resistente) 
mastite crônica subareolar: 
Definição: inflamação periductal de origem desconhecida 
Colonização por bactérias com formação de abscessos 
Comum entre: 30-45 anos 
Tabagismo – alteração da flora + efeito tóxico nos ductos mamários 
Quadro clínico: fluxo papilar sebáceo ou purulento, sinais flogísticos, nódulo retroareolar, retração papilar decorrente da fibrose periductal 
Recidivas: destruição do parênquima com distorção arquitetural – cicatrizes 
Diagnóstico diferencial: carcinoma inflamatório e mastites específicas 
Tratamento: 
· Mesmos antibióticos da mastite; 
· Levofloxacino 500-750mg/dia por 14 dias + clindamicina se casos graves; 
· Drenagem cirúrgico de abscessos volumosos. 
fluxo papilar: 
Relacionado com a hiperprolactinemia. 
60-80% das mulheres terão um episódio na vida fora do período gravídico. 
O risco de câncer isolado é baixo. 
Fisiológica: O fluxo é multiductal, bilateral, provocado ou espontâneo de aspecto multicolorido. Pode ser decorrente de estimulação mamilar ou roupas apertadas, por exemplo. 
Patológica: fluxo unilateral, uniductal, espontâneo, persistente. Coloração cristalina ou sanguinolenta. 52% papiloma (se atipia aumeta risco de CA). A idade influencia o risco de CA. 
Galactorreia: bilateral e de vários ductos. 
Exames complementares: 
· Prolactina; 
· Função renal; 
· TSH e T4 livre; 
Se tiver associação com amenorreia, infertilidade fazer diagnóstico diferencial com SOP por exemplo. 
· MMG; 
· USG; 
· RNM; 
· Citologia do fluxo papilar; 
· Dusctoscopia: carece de estudos; 
· Lavagem ductal: carece de estudos. 
Tratamento: 
Galactorreia: depende da causa, com isso, trata a causa.
Fluxo suspeito: quando a imagem for negatico: ressecção do ducto terminal. 
Obs.: pacientes homoafetivas, durante a relação sexual tem muita estimulação da região mamária, podendo desenvolver galactorreia. 
tumores benignas: 
fibroadenomas: 
Comuns na adolescência ou fase adulta jovem e pacientes negras. 
São geralmente, nódulos únicos e unilaterais. 
Aumenta durante a lactação e regride após a menopausa. 
Indolor a palpação e é bem limitada. 
Superfície lisa, arredondada ou bocelado. 
Malignidade: 0,1-0,3% - 40-50 anos (lobular in situ). 
Lesão hiperplásica: surge do descontrole do equilíbrio de fatores estimuladores de crescimento a apoptose/dependência hormonal. 
Patognomônico MMG: calcificações em pipoca
PAAF (punção por agulha fina): acurácia 90%;
USG: diante de dúvida diagnóstica.
CORE BIOPSY: punção aspirativa por agulha grossa: faz diagnóstico diferencial. 
Tratamento: 
Expectante: < 35 anos – estável 12 a 18 meses, < 2cm. 
PAAF: > 35 anos; 
Cirurgia: > 2cm, não estável e crescimento rápido. 
tumor filodes:
Comportamento histopatológico variável/encapsulado, podendo ser benigno ou maligno ou boderline. 
Tem crescimento rápido e progressivo, sendo comum em mulheres negras, na quarta e quinta década de vida. 
É unilateral e indolor.
80% é benigno. 
Maior acurácia: biopsia cirúrgica. 
Tratamento: cirurgia conservadora ou mastectomia: tem que levar em consideração o tamanho, a relação das dimensões da mama, estética, > 5 cm – recidiva. 
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